Os mais criativos seriam mais propensos ao pensamento concreto [e oposição aos ''mais inteligentes' ] especialmente no sentido de solidificar as abstrações com o intuito de entende-las de modo mais profundo OU físico, se toda abstração é um meio para se traduzir e alcançar uma informação não-física ou ao menos não previamente física//literalmente conhecida.
E seriam também menos preconceituosos OU cristalizados, especificamente falando, isto é, em relação às suas áreas de maior interesse e portanto mais propensos a duvidarem do que está sendo passado ou mesmo imposto [possivelmente ao aplicarem mais o pensamento concreto sobre a informação abstrata, isto é, buscando analisar de maneira concreta a realidade/a realidade por -- em si mesma === perfeccionismo] resultando no pensamento crítico-analítico OU divergente.
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quarta-feira, 28 de março de 2018
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
Perfeccionismo adaptativo-contextual = conformidade
Perfeccionismo resultando com frequência no dogmatismo ou na perfeição da repetição do discurso e da ação.
Dogmatismo == hiper-repetição == hiper-adaptação
Dogmatismo == hiper-repetição == hiper-adaptação
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Psicoticismo, conscienciosidade, .... perfeccionismo e criatividade (eu já falei tchá tchá tchá)
Sem doses, pelo menos moderadas de: conscienciosidade, agradabilidade e neuroticismo ... e não tem perfeccionismo...
Conscienciosidade + agradabilidade + neuroticismo = perfeccionismo
Conscienciosidade + agradabilidade + neuroticismo (perfeccionismo) + psicoticismo (capacidade manipulativa + menor conformidade ao convencionalismo // coragem // teimosia) + abertura para a experiência (motivação intrínseca intelectual: estética ou factual) = talento//criatividade
Conscienciosidade = honestidade intelectual /// empatia [geral] receptiva [de média intensidade interpessoal]
Sente a necessidade de ''fazer as coisas'' de maneira 'perfeita' ou ao menos dentro daquilo que foi recomendado.
Agradabilidade = humildade intelectual /// empatia [geral] receptiva [de alta intensidade interpessoal]
Sente a necessidade de agradar aos outros, OU como eu vou falar em um texto próximo [e antecipando aqui], pode vir a se consistir em uma pseudo-agradabilidade, porque o criativo genial [também] tenderá a ter forte senso lógico [especialmente em sua área de especialização], que é mais próximo ao convencional, e também àquilo que a maioria das pessoas também tendem a ter...
Neuroticismo = honestidade intelectual /// empatia [geral] defensiva
O neurótico JÁ tende a ser um pré-perfeccionista natural porém menos auto-controlado, em especial quando exibir perfis de personalidade que aumentem a expressividade desta sua natureza mais saliente mas que não faça o mesmo em relação à qualidade desta expressão.
Portanto ser acima da média em neuroticismo parece que se consiste em uma pré-condição para o perfeccionismo, e este neuroticismo pode ser generalizado ou especializado, isso também acredito eu, pode existir.
Psicoticismo = independência intelectual /// empatia [geral] defensiva e agressiva
Mais ousado//corajoso, mais independente das opiniões alheias e mais teimoso, sem levar em conta o fator cognitivo que consiste em uma maior capacidade de manipulação.
Abertura para a experiência = motivação intrínseca intelectual//estética
Motivação para pensar de maneira mais abstrata ou mais profunda, detalhista e/ou enfatizada.
Conscienciosidade + agradabilidade + neuroticismo = perfeccionismo
Conscienciosidade + agradabilidade + neuroticismo (perfeccionismo) + psicoticismo (capacidade manipulativa + menor conformidade ao convencionalismo // coragem // teimosia) + abertura para a experiência (motivação intrínseca intelectual: estética ou factual) = talento//criatividade
Conscienciosidade = honestidade intelectual /// empatia [geral] receptiva [de média intensidade interpessoal]
Sente a necessidade de ''fazer as coisas'' de maneira 'perfeita' ou ao menos dentro daquilo que foi recomendado.
Agradabilidade = humildade intelectual /// empatia [geral] receptiva [de alta intensidade interpessoal]
Sente a necessidade de agradar aos outros, OU como eu vou falar em um texto próximo [e antecipando aqui], pode vir a se consistir em uma pseudo-agradabilidade, porque o criativo genial [também] tenderá a ter forte senso lógico [especialmente em sua área de especialização], que é mais próximo ao convencional, e também àquilo que a maioria das pessoas também tendem a ter...
Neuroticismo = honestidade intelectual /// empatia [geral] defensiva
O neurótico JÁ tende a ser um pré-perfeccionista natural porém menos auto-controlado, em especial quando exibir perfis de personalidade que aumentem a expressividade desta sua natureza mais saliente mas que não faça o mesmo em relação à qualidade desta expressão.
Portanto ser acima da média em neuroticismo parece que se consiste em uma pré-condição para o perfeccionismo, e este neuroticismo pode ser generalizado ou especializado, isso também acredito eu, pode existir.
Psicoticismo = independência intelectual /// empatia [geral] defensiva e agressiva
Mais ousado//corajoso, mais independente das opiniões alheias e mais teimoso, sem levar em conta o fator cognitivo que consiste em uma maior capacidade de manipulação.
Abertura para a experiência = motivação intrínseca intelectual//estética
Motivação para pensar de maneira mais abstrata ou mais profunda, detalhista e/ou enfatizada.
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segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Humildade intelectual atiça o aperfeiçoamento [Da não-série: ''se já não falei'']
Independência intelectual = desejo pela originalidade ou ao menos por destaque pessoal;
Honestidade intelectual = autoconhecimento inicial generalizado (sabedoria) ou localizado (talento), quer conhecer melhor a si mesmo, defeitos, desafios e qualidades.
Humildade intelectual = autoconhecimento [constante] visando o autoaperfeiçoamento constante, em contínuo trabalho de farejar pelos próprios defeitos ou insatisfação com as próprias realizações buscando melhorá-las.
Honestidade intelectual = autoconhecimento inicial generalizado (sabedoria) ou localizado (talento), quer conhecer melhor a si mesmo, defeitos, desafios e qualidades.
Humildade intelectual = autoconhecimento [constante] visando o autoaperfeiçoamento constante, em contínuo trabalho de farejar pelos próprios defeitos ou insatisfação com as próprias realizações buscando melhorá-las.
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Proposta para novos conceitos de: inteligência, criatividade e racionalidade
Entender ou compreender é capturar corretamente a realidade exterior ao organismo/a nós mesmos (de maneira evidentemente sensorial) e refleti-la de acordo com as suas/com as nossas características intrínsecas e claro que, em combinação com o ambiente de especialização/de sobre-vivência = inteligência = reflexo [multi-sensorial] horizontal, vertical e julgamento/ação.
Introduzi o neo-conceito proposto para a criatividade [reflexo -multi-sensorial- vertical], mostrado logo abaixo, dentro do conceito maior de inteligência, partindo da ideia que a segunda encapsule a primeira, se inteligência e comportamento tendam a ser como sinônimos, especialmente por causa da seleção natural, forçando o comportamento, de maneira incomensurável, a se ''preencher'' de inteligência, por sua extrema necessidade no jogo da vida.
A inteligência é basicamente o reflexo da realidade [exterior ao organismo] e se dá, a priore, de modo progressivamente horizontal isto é "na superfície da área de vivência". Percebe-se o ambiente, tal como ele se encontra, e age de acordo, o refletindo [sensorialmente] e agindo conforme ou mesmo uma espécie de ''reflexo conformista'', tanto ao ambiente quanto às características intrínsecas que tem sido selecionadas para a sobrevivência da espécie a que pertence.
Criatividade = reflexo [multi-sensorial] vertical ou de profundidade.
Não apenas reflete mas vai mais fundo nesse ato de refletir, geralmente de maneira mais especializada/vertical, podendo resultar em um incremento do entendimento perfeccionista [insights], direto, ou dado a partir da manipulação, isto é, indireto ou deliberado. A criatividade poderia ser inclusive, a partir desta perspectiva mais evolutiva e conceitualmente minimalista, tal como uma rebelião parcial a predominante das diretrizes instintivas que tem sido passadas via seleção [natural], isto é, o neo-comportamento [e o novo é tendenciosamente subjetivo, aquilo que é novo para uma espécie pode e geralmente não será para outra].
Apenas a palavra reflexo, no sentido de espelhar [sensorialmente falando, de tocar a realidade], a meu-podre-ver, já poderia ser considerado como o próprio ato do comportamento da vida, e portanto da inteligência, claro que, anterior à ação e/ou como uma força que a antecede e que a direciona... a ''inter-ligação'' da realidade vivida, a partir do alcance perceptivo/sensorial de cada espécie.
Racionalidade = reflexo horizontal/vertical mas de natureza essencialmente moral.
Ao invés de construir ou perceber algo novo a partir de ''neo-espelhamentos diretos ou indiretos'' via abordagem vertical... ou de ''apenas'' refletir corretamente a realidade [sensorialmente disponível, de acordo com o alcance perceptivo de cada espécie] e agir conforme, a racionalidade se consistiria no ato de espelhar mais vezes, parecido também com a criatividade, que é vertical ou profunda, mas tendo como finalidade o julgamento/consciência estética generalizada [a criatividade o faz só que de modo específico].
A inteligência reflete corretamente a realidade exterior, a priore, e claro, também com base no alcance perceptivo ou abordagem sensorial específica para cada espécie, tal como se fosse [e é] um tipo de ''tradição evolutiva'' do tipo de adaptação/sobrevivência que certo organismo tem sido selecionado.
A criatividade reflete, tendenciosamente, de maneira mais profunda e específica, parte dessa realidade, isto é, que foca mais em suas partes/ ''mergulho vertical'' do que em seu ''todo'' [resultando em insights]/ ''reflexo horizontal''.
A racionalidade reflete e julga corretamente esse reflexo. É o ''re-julgamento da ação instintiva/inteligência''.
Em suma, a inteligência captura fatos/ entende a realidade [via abordagem sensorial espécie-específica], a criatividade ''cria'' ou percebe novos fatos [expande a realidade entendida] e a racionalidade os julga [expande o entendimento/reflexo primário da inteligência//lógica].
Inteligência [em seu todo]: reflexo, horizontal, vertical e julgamento desse reflexo. perfeccionismo sensorial-perceptivo primário [sem criatividade ou maior racionalidade/sabedoria].
Criatividade: reflexo vertical. neo-perfeccionismo sensorial-perceptivo.
Racionalidade: julgamento desse reflexo ou ''reflexo-do-reflexo-do-reflexo. neo-perfeccionismo sensorial-perceptivo ''secundário''.
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sexta-feira, 4 de agosto de 2017
Perfeccionistas subjetivos (potencialmente coléricos comuns) versus perfeccionistas (moralmente) factuais (potencialmente sábios)
A moralidade subjetiva é essencial/primordialmente pessoal, aquilo que achamos que está certo para nós e não aquilo que definitivamente está certo [moralidade objetiva].
A insatisfação e posterior cólera em relação à realidade em que se vive, especialmente em termos morais, pode se dar com base no perfeccionismo subjetivo: naquilo que se considera certo, mais ou menos, ou errado, isto é, mediante uma perspectiva pessoal, que comumente vincula-se à uma subcultura ou cultura/moralidade já existente OU popularizada. E também pode se dar com base no perfeccionismo objetivo: naquilo que está indefectivelmente certo, mais ou menos ou errado, quando é produto de um raciocínio bem trabalhado... e ponderado/moderado.
A insatisfação e posterior cólera em relação à realidade em que se vive, especialmente em termos morais, pode se dar com base no perfeccionismo subjetivo: naquilo que se considera certo, mais ou menos, ou errado, isto é, mediante uma perspectiva pessoal, que comumente vincula-se à uma subcultura ou cultura/moralidade já existente OU popularizada. E também pode se dar com base no perfeccionismo objetivo: naquilo que está indefectivelmente certo, mais ou menos ou errado, quando é produto de um raciocínio bem trabalhado... e ponderado/moderado.
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quinta-feira, 27 de julho de 2017
Hipo-emotivo versus introvertido interpessoalmente perfeccionista /mais racional (e invariavelmente muito emotivo só que mais intra-emotivo do que hipo)
A básica diferença entre aqueles que ''sentem generalizada ou predominantemente menos'' daqueles que ''sentem muito, só que não expressam totalmente as suas emoções''.
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segunda-feira, 24 de julho de 2017
sábado, 22 de julho de 2017
segunda-feira, 17 de julho de 2017
De novo e talvez um pouco diferente: a's enorme's diferença's entre apreender e aprender (proxy para a criatividade)

fonte:http://dralilianregina.blogspot.com.br/2013/08/sonho-realidade-ou-imaginacao.html
Apreensão ou idealismo cognitivo potencialmente equivocado/ parcialmente correto
Apreender: apreende as qualidades da matéria que está sendo dada, com pouco pensamento crítico.
Aprender: apreende qualidades mas também os defeitos, se encontrar (quase sempre), se forem muitos ou consideráveis. Muito pensamento crítico. Quase que como se testasse o material por si mesmo para analisar o seu nível de integridade ou de resistência.
Imaginemos um professor universitário ou um pesquisador no ramo da psicometria e psicologia. Ele passa grande parte de sua vida trabalhando na área, produzindo alguns trabalhos (quase sempre repetitivos ou que replicam trabalhos dos outros). Depois de uma carreira acadêmica tranquila aparece um furacão mais jovem e crítico em sua área pois passa a enfatizar tanto pelos pontos construtivos quanto pelos pontos faltantes ou equivocados e a partir dele começam a pipocar novos insights que, se o mais velho fosse mais crítico à sua área, é provável que teria tido maior realização criativa ou de originalidade, mas o mais importante, de ter contribuído decisivamente para a melhoria de entendimento em sua área.
Portanto voltemos nova e rapidamente às minhas concepções de apreender e aprender.
Apreender: apreensão predominantemente superficial de certo conhecimento OU pretendente a conhecimento, especificamente com base nas "qualidades" ou pontos construtivos, que o constroem, tendendo a desprezar os pontos faltantes e os destrutivos.
Aprender: apreensão primariamente completa de certo conhecimento ou pretendente a conhecimento, não apenas os pontos construtivos mas também os faltantes e os destrutivos.
Imaginemos que precisamos construir uma casa. Então nós temos os pontos construtivos, faltantes e destrutivos. Os primeiros obviamente constroem, são lógicos, firmes. Os segundos são os que podem/opcional e os que devem ser acrescentados para aumentar a solidez da estrutura. Os terceiros são aqueles que se forem colocados serão mais danosos do que construtivos resultando no aumento de fragilidade da estrutura [pseudo-fatos].
Para aprendermos um certo conhecimento nós precisamos a Priore saber identificar os pontos corretos, faltantes e incorretos. No entanto tendemos a nos firmar nos pontos corretos ou construtivos e muitos são fortemente vulneráveis a venerarem esses pontos, desprezando as suas falhas ou incompletudes, mesmo chegando a toma-los indiscriminadamente, como parte dos pontos fortes, de sustentação, do verdadeiro conhecimento. Cria-se com isso um idealismo equivocado, vendo perfeição onde não há, exagerando os pontos fortes.
Infelizmente, tendemos a apreender mais do que aprender, que é de fato o entender, porque, como eu já comentei, para se interessar por um assunto é necessário lhe ter primeiro empatia [cognitiva: a neo-definição que lhe dei, de ter empatia por assuntos intelectuais, e não necessariamente por pessoas, ainda que não vise com isso desmerecer ou tentar substituir o conceito e aplicação conhecida da ''empatia cognitiva'', como ponto complementar à empatia [interpessoal] afetiva].
Sim, as diferenças entre a apreensão e o aprendizado são muito significativas. Quem de fato aprende, torna-se mais apto para criar, porque o fez de maneira perfeccionista [mais localizada ou generalista], afinal, não basta apreender apenas o ''lado bom'' do conhecimento...
E mais: a criatividade não é necessariamente igual a ''sonhar'', por se consistir em uma imaginação realista/perfeccionista.
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quinta-feira, 13 de julho de 2017
Os esquerdistas são/tendem a ser descompensada/tortuosa e pretensamente perfeccionistas
Exemplos
Modo de tratamento respeitoso com todo mundo (eerr...menos com o homem branco bocó), com todas as culturas, menos com aquelas que ferem os seus sentimentos inorganicamente cabeludos;
Pacifismo melhor que guerra, menos se for uma revolução socialista, [aí pode];
Educação, criação hiper-correta de acordo com o indivíduo OU estratégia K super aplicada (menos com bebês pré abortáveis) melhor que chicotear o filho até sair sangue por ele não querer ser o que você quer que ele seja;
Meio ambiente melhor que poluição industrial [faltou falar isso para os comunas das antiga];
Igualdade social melhor que desigualdade (mas geralmente mais post hoc do que "dar o exemplo");
Artes melhor que esporte [ou seria melhor, artes melhor que esportes muito populares como o oxidável futebol];
"dê ao povo aquilo que é do povo" melhor que "meritocracia conservadora de festa de rodeio";
Categorias [historicamente] vitimadas com direitos especiais (ainda que tenda a se dar de maneira vaga) melhor que continuar a tratá-los da maneira doce com em anos atrás;
Bicicleta melhor que carro do último tipo;
Escolher o cônjuge por aquilo em que ele é melhor, melhor que escolher apenas por aparência ou por status [ainda que muitos esquerdos também o façam];
Cinema melhor que novela;
França melhor que EUA [errr... complicado resumir assim mas parece que é isso que pensam e se não fosse pelo que está acontecendo lá no belo país europeu, talvez]
E por aí vai ou deixa de ir, enfim.
Modo de tratamento respeitoso com todo mundo (eerr...menos com o homem branco bocó), com todas as culturas, menos com aquelas que ferem os seus sentimentos inorganicamente cabeludos;
Pacifismo melhor que guerra, menos se for uma revolução socialista, [aí pode];
Educação, criação hiper-correta de acordo com o indivíduo OU estratégia K super aplicada (menos com bebês pré abortáveis) melhor que chicotear o filho até sair sangue por ele não querer ser o que você quer que ele seja;
Meio ambiente melhor que poluição industrial [faltou falar isso para os comunas das antiga];
Igualdade social melhor que desigualdade (mas geralmente mais post hoc do que "dar o exemplo");
Artes melhor que esporte [ou seria melhor, artes melhor que esportes muito populares como o oxidável futebol];
"dê ao povo aquilo que é do povo" melhor que "meritocracia conservadora de festa de rodeio";
Categorias [historicamente] vitimadas com direitos especiais (ainda que tenda a se dar de maneira vaga) melhor que continuar a tratá-los da maneira doce com em anos atrás;
Bicicleta melhor que carro do último tipo;
Escolher o cônjuge por aquilo em que ele é melhor, melhor que escolher apenas por aparência ou por status [ainda que muitos esquerdos também o façam];
Cinema melhor que novela;
França melhor que EUA [errr... complicado resumir assim mas parece que é isso que pensam e se não fosse pelo que está acontecendo lá no belo país europeu, talvez]
E por aí vai ou deixa de ir, enfim.
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segunda-feira, 19 de junho de 2017
Hiper perceptividade = curiosidade = perfeccionismo
O trajeto criativo e o porquê que nem todo curioso é lógico e/ou criativo (rápida e novamente os fatores conscienciosidade e abertura para a experiência)
Se eu percebo mais que os outros, claro que, dependendo para quê perspectiva que estiver falando, então eu vou ser, muito provavelmente, mais sensível ao ambiente/às suas interações, isto é, o meu cérebro ''filtra'' menos as informações OU internaliza, superficialmente, a priore, mais informações, transformando a minha ''memória de curto prazo'' em uma espécie de ''playground'', sacrificando a sua eficiência operacionalmente convencional, mas por outro lado, pendendo a compensar com base em insights criativos.
Se eu percebo mais que os outros, então eu posso me tornar mais curioso em relação àquilo que estou percebendo.
E se percebo mais e me torno mais curioso, então eu também posso perceber mais incongruências, corretamente percebidas/factuais ou não, do que as outras pessoas.
Faça esse experimento. Olhe para uma das cadeiras que estão na sua sala de estar. Primeiro você terá uma motivação, um motivo para olhar para uma cadeira. Segundo, você, ao invés de desprezá-la como a maioria faz em relação às ''coisas banais'', irá se aproximar dela, capturando os seus padrões gerais, que podem ser visíveis mesmo a partir de uma certa distância, e possivelmente poderá também começar a capturar as características que estão menos explícitas. Dependendo de suas características psico-cognitivas você pode começar a pensar em novos designs para essa cadeira, como que ela poderia ser reconstruída ou modificada. Se você for: um especialista em carpintaria ou mesmo em arquitetura e por tabela, mais criativo que a média, é possível que chegará finalmente a de fato trabalhar em um novo design. E se for muito criativo, ao nível de gênio, tendo ou não talento nessa área, mas especialmente se o tiver, então é possível que as chances de pensar em/ e de construir um produto completamente novo serão significativas.
Como eu já devo ter falado a hiper-sensibilidade cognitiva/geralmente atrelada à psicológica [que aliás, estou para publicar um texto voltando neste assunto, sobre essas supostas diferenças...] ou hiper-perceptividade, leva à curiosidade/''abertura para a experiência'', que pode levar ao perfeccionismo. Mas a partir daí, para ''continuar nessa viagem'' de maneira bem sucedida há de se ter maior conscienciosidade, especialmente em relação à: humildade intelectual, honestidade intelectual [que também são facetas do autoconhecimento], geralmente de natureza especializada, enfim em relação à algumas de suas facetas.
Portanto para frisar de maneira conclusiva: maior motivação intrínseca/psicológica + hiper-sensibilidade/perceptividade cognitiva [maior hiper-excitabilidade especialmente a intelectual ou ''abertura para a experiência'' ] **= maior atenção a detalhes = maior curiosidade = + algumas facetas importantes da ''conscienciosidade'' = perfeccionismo = potencial criativo [lógico-divergente a transcendente].
** Eu não tenho plena certeza se uma maior motivação intrínseca, isto é, de natureza psicológica, seja causal ou simplesmente a mesma coisa que uma maior hiper-sensibilidade cognitiva. Partindo do fato que uma maior motivação necessariamente não resultará em um maior talento, por ser dependente de outras variáveis, por exemplo, o autoconhecimento [específico], então acredita-se que a motivação intrínseca inevitavelmente desencadeará uma maior sensibilidade cognitiva/apreensão de padrões. O que difere um mal cantor de um excelente cantor não é exatamente ou sempre porque o primeiro tem pouca motivação ou interesse em cantar, mas é porque ele não tem uma maior sensibilidade cognitiva e mais especificamente autoconhecimento o suficiente para poder se comparar aos outros, julgar a qualidade da própria voz e com isso buscar melhorá-la, isto é, denotando ao menos neste aspecto, maior honestidade/ não se enganar] e humildade/ aceitar as próprias limitações] intelectual. Até poderíamos pensar se o que difere um sub-talentoso ou mesmo um indivíduo sem-talento, de um talentoso, não seria justamente, ao invés de uma maior motivação intrínseca para cantar, uma motivação extrínseca, tal como o artista que está em busca da fama mas não do desenvolvimento e consumação do seu talento. Preocupado demais em ser aclamado, este indivíduo hipotético [porém muito comum entre as celebridades] daria pouca atenção a si mesmo, via introspecção, e também via extrospecção, comparando-se aos outros, buscando lapidar algum potencial que possa ter. Como aquilo que já comentei: pessoas regulares costumam ser nem muito introspectivas, nem muito extrospectivas. Os cientistas seriam mais extrospectivos/menos mentalistas enquanto que os artistas seriam mais introspectivos/mais mentalistas, ainda que ambos seriam também mais propensos a variarem mais neste espectro enquanto que o tipo intelectual comum seria mais regular ou constante em sua ''posição''. E ainda temos os filósofos [especialmente os de fato] que seriam tal como o indivíduo regular, meio termo entre a introspecção e a extrospecção, mas pendendo a variar tanto quanto os artistas e os cientistas.
Se eu percebo mais que os outros, claro que, dependendo para quê perspectiva que estiver falando, então eu vou ser, muito provavelmente, mais sensível ao ambiente/às suas interações, isto é, o meu cérebro ''filtra'' menos as informações OU internaliza, superficialmente, a priore, mais informações, transformando a minha ''memória de curto prazo'' em uma espécie de ''playground'', sacrificando a sua eficiência operacionalmente convencional, mas por outro lado, pendendo a compensar com base em insights criativos.
Se eu percebo mais que os outros, então eu posso me tornar mais curioso em relação àquilo que estou percebendo.
E se percebo mais e me torno mais curioso, então eu também posso perceber mais incongruências, corretamente percebidas/factuais ou não, do que as outras pessoas.
Faça esse experimento. Olhe para uma das cadeiras que estão na sua sala de estar. Primeiro você terá uma motivação, um motivo para olhar para uma cadeira. Segundo, você, ao invés de desprezá-la como a maioria faz em relação às ''coisas banais'', irá se aproximar dela, capturando os seus padrões gerais, que podem ser visíveis mesmo a partir de uma certa distância, e possivelmente poderá também começar a capturar as características que estão menos explícitas. Dependendo de suas características psico-cognitivas você pode começar a pensar em novos designs para essa cadeira, como que ela poderia ser reconstruída ou modificada. Se você for: um especialista em carpintaria ou mesmo em arquitetura e por tabela, mais criativo que a média, é possível que chegará finalmente a de fato trabalhar em um novo design. E se for muito criativo, ao nível de gênio, tendo ou não talento nessa área, mas especialmente se o tiver, então é possível que as chances de pensar em/ e de construir um produto completamente novo serão significativas.
Como eu já devo ter falado a hiper-sensibilidade cognitiva/geralmente atrelada à psicológica [que aliás, estou para publicar um texto voltando neste assunto, sobre essas supostas diferenças...] ou hiper-perceptividade, leva à curiosidade/''abertura para a experiência'', que pode levar ao perfeccionismo. Mas a partir daí, para ''continuar nessa viagem'' de maneira bem sucedida há de se ter maior conscienciosidade, especialmente em relação à: humildade intelectual, honestidade intelectual [que também são facetas do autoconhecimento], geralmente de natureza especializada, enfim em relação à algumas de suas facetas.
Portanto para frisar de maneira conclusiva: maior motivação intrínseca/psicológica + hiper-sensibilidade/perceptividade cognitiva [maior hiper-excitabilidade especialmente a intelectual ou ''abertura para a experiência'' ] **= maior atenção a detalhes = maior curiosidade = + algumas facetas importantes da ''conscienciosidade'' = perfeccionismo = potencial criativo [lógico-divergente a transcendente].
** Eu não tenho plena certeza se uma maior motivação intrínseca, isto é, de natureza psicológica, seja causal ou simplesmente a mesma coisa que uma maior hiper-sensibilidade cognitiva. Partindo do fato que uma maior motivação necessariamente não resultará em um maior talento, por ser dependente de outras variáveis, por exemplo, o autoconhecimento [específico], então acredita-se que a motivação intrínseca inevitavelmente desencadeará uma maior sensibilidade cognitiva/apreensão de padrões. O que difere um mal cantor de um excelente cantor não é exatamente ou sempre porque o primeiro tem pouca motivação ou interesse em cantar, mas é porque ele não tem uma maior sensibilidade cognitiva e mais especificamente autoconhecimento o suficiente para poder se comparar aos outros, julgar a qualidade da própria voz e com isso buscar melhorá-la, isto é, denotando ao menos neste aspecto, maior honestidade/ não se enganar] e humildade/ aceitar as próprias limitações] intelectual. Até poderíamos pensar se o que difere um sub-talentoso ou mesmo um indivíduo sem-talento, de um talentoso, não seria justamente, ao invés de uma maior motivação intrínseca para cantar, uma motivação extrínseca, tal como o artista que está em busca da fama mas não do desenvolvimento e consumação do seu talento. Preocupado demais em ser aclamado, este indivíduo hipotético [porém muito comum entre as celebridades] daria pouca atenção a si mesmo, via introspecção, e também via extrospecção, comparando-se aos outros, buscando lapidar algum potencial que possa ter. Como aquilo que já comentei: pessoas regulares costumam ser nem muito introspectivas, nem muito extrospectivas. Os cientistas seriam mais extrospectivos/menos mentalistas enquanto que os artistas seriam mais introspectivos/mais mentalistas, ainda que ambos seriam também mais propensos a variarem mais neste espectro enquanto que o tipo intelectual comum seria mais regular ou constante em sua ''posição''. E ainda temos os filósofos [especialmente os de fato] que seriam tal como o indivíduo regular, meio termo entre a introspecção e a extrospecção, mas pendendo a variar tanto quanto os artistas e os cientistas.
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terça-feira, 13 de junho de 2017
Como que o "psicoticismo" pode vir a se relacionar com a criatividade
Parece elementar que a nebulosa "abertura para a experiência" se relacione de maneira significativa com altos níveis de criatividade. No entanto ao menos pra mim ainda não ficou claro qual que seria a relação entre a criatividade e o psicoticismo que [Hans] Einsenck, o criador do big Five, disse ser fortemente correlativo com a mesma. Que as pessoas mais criativas são mais artística e/ou intelectualmente curiosas e engajadas, geralmente de maneira específica [e não necessariamente de maneira factualmente correta], isso não parece ser difícil de entender. No entanto o mesmo não pode ser dito em relação ao psicoticismo.
Primeiro vamos novamente buscar por seu conceito. O psicoticismo se consiste em um dos traços ou expressões de personalidade que foram agrupados por Einsenck e mais especificamente enquanto um oposto da agradabilidade. Aqueles que pontuam alto neste traço ou nível de expressão, pressupõe-se que tendem a ser mais irritadiços, agressivos, manipuladores, indiferentes ou desafiadores em relação às outras pessoas. Interessante pensar que o psicoticismo mais parece ser uma versão externalizável ou mesmo "masculina', extrospectiva do neuroticismo, de maneira que o que parece diferencia-los como eu já devo ter falado, é justamente a perspectiva de interação, intra ou inter-pessoal. O neurótico consome os seus pensamentos negativos consigo mesmo, com maior frequência, enquanto que o psicoticista o faria de modo muito mais interpessoal. Por isso que identifiquei o neuroticismo como algo mais feminino e mesmo introvertido, por causa de sua natureza mais introspectiva. Outra possibilidade de pensamento em relação a essas diferenças propostas seria que o neuroticismo seria uma versão mais autoconsciente ou auto-controlada do psicoticismo.
O psicoticismo também poderia ser denominado como um continuum da personalidade psicopática de modo que o psicoticista não seria necessariamente um psicopata ou um sociopata, mas estaria mais perto dessas condições do que uma pessoa [correntemente] normal, e inclusive, acaso pontuar alto neste valor, estaria mais próximo de praticar ''crimes'.
Uma das vantagens pouco abordadas sobre as personalidades anti sociais é a grande perspicácia geralmente direcionada para o meio social, que ''oferece'' àqueles que 'melhor' as expressam. Uma aguda capacidade perceptiva só que tendo como objetivo o próprio bem estar, num eloquente egoísmo. Psicopatas e sociopatas percebem o mundo de uma maneira mais distinta e mesmo mais realista mediante algumas perspectivas e é justamente por isso que são mais talentosos na arte da manipulação com finalidades moralmente obscuras ou intensamente autocentradas. Em meio ao jogo complexo de subjetividades sociais/emocionais, psicopatas e sociopatas, especialmente os mais talentosos, veem um mundo objetivo e trabalham em cima desses rituais sociais subjetivos com o intuito de tirarem proveito pra si próprios.
Portanto essas vantagens psico-cognitivas de manipulação é logicamente provável de também serem encontradas entre aqueles que são mais propensos a expressarem maiores níveis de psicoticismo.
Outra maneira de encontrar lógica nesta correlação (invariavelmente causal como na explicação acima) entre criatividade e psicoticismo pode ser melhor vislumbrada logo abaixo
Hiper sensibilidade +/= perfeccionismo [geralmente de natureza insular] + frustração =
O psicoticismo tem uma natureza intensa, de disposição e talento para a manipulação, realismo cru, menor empatia afetiva [não necessariamente no mesmo hipo-nível que o epicentro espectral da personalidade anti-social] e maior empatia cognitiva só que mais direcionada para "atividades cognitivas ou não-sociais" que também tendem a ser mais [concretamente] objetivas [resolução de tarefas] do que as atividades psicológicas.
O ''psicoticista'' pode ser mais irracional, agir de maneira errante/irregular ou de maneira constante e generalizada/ação primária. E claro que também pode ter razões racionais para agir e/ou se expressar desta maneira.
Independente se agirá mais de acordo com a quebra de regras racionais subjacentes de interação ou não, é fato que níveis altos de criatividade também querem indicar níveis altos de perceptividade ou atenção aos detalhes e também de sensibilidade "generalizada' e isso quer dizer, sensibilidade cognitiva E afetiva, isto é, esses fatores são os mais prováveis de se consistirem nas causas para o ímpeto e a realização criativa.
A sensibilidade cognitiva pode ter como resultado subsequentemente esperado uma maior capacidade de manipulação, das pessoas ou ''sensibilidade cognitiva mentalista'', e/ou de ''ideias, pensamentos, etc'', ou ''sensibilidade cognitiva mecanicista'' [ou os dois].
Portanto, pelo que parece, o mesmo nível de expressividade que pode tornar o criativo mais interpessoalmente intempestivo/muitas vezes por ''já'' ser mais [especificamente] inconformista, também pode ter um papel em sua aguda capacidade perceptiva e concomitantemente manipulativa.
Maior sensibilidade cognitiva = maior perfeccionismo [insulado, geralmente]; maior sensibilidade afetiva = maior frequência e intensidade de distúrbios de humor. E muitos desses atritos podem estar relacionados justamente com o trabalho ou especialização do indivíduo mais criativo ou mesmo de apresentar uma natureza mais generalista, como costuma ser o caso, por exemplo, da idealidade moral [subjetiva, que o indivíduo acredita, estando ele certo ou não, ter encontrado].
Criativos mais neuróticos, dos dois tipos e os mais psicoticistas*
Existem diferenças entre eles*
Ei-é possível ser neurótico e psicoticista [eita desgraça] ao mesmo tempo* Parece que sim, ;). Se o criativo, mais para o psicoticismo, extrai a sua maior criatividade por meio da faceta cognitiva ''sensibilidade cognitiva ou perspicácia'' que prediz a capacidade manipulativa, que também é essencial para a criatividade, então como que o criativo, mais para as neuroses, o faria*
Também percebam que estamos falando de quase-extremos, já que o neuroticismo se consiste basicamente na instabilidade emocional [intrapessoal] enquanto que o contínuo em direção às personalidades anti-sociais geralmente se consiste no oposto da instabilidade emocional ao estilo neurótico. O neurótico geralmente não é/não parece ser mais psicopático do que a mé[r]dia, talvez seja até mesmo o oposto, enquanto que o psicoticista se localizaria exatamente ''no meio'' do/no caminho em direção ao ''delicioso'' reino encantado da personalidade anti-social. O neurótico parece mais como um psicoticista consciencioso/maior autoconsciência, que internaliza mais a sua negatividade do que a externaliza.
Talvez, todos os tipos de criatividades, independente da comarca psiquiátrica mais próxima, apresentem esta dobradinha: sensibilidade cognitiva & afetiva, para maior ou menor intensidade de ambas ou de modo mais assimétrico entre elas. E seria o tipo de intensidade comportamental acoplada que determinaria o seu tipo. O próprio caso do psicoticismo que se relacionaria mais umbilicalmente com a ''criatividade mentalista'', e que tenderia a ser mais útil em certas áreas do conhecimento humano por exemplo a própria psicologia. Por outro lado uma criatividade mais mecanicista ou ainda mais direcionada para o meio ''não-social', é provável que se relacionaria mais com o espectro do autismo, por exemplo. E lembrando [ou não] que o mentalismo tem o seu máximo de expressividade ou de autenticidade justamente em relação ao meio social, só que ao longo do seu espectro usualmente adquire feições mais ''mecanicistas'', por lidar mais com ideias do que com pessoas, de maneira direta, mais conclusivamente, por lidar com ''ideias sobre as pessoas/sobre 'o social' ''. Enfim, complicô..
Portanto, se já não concluí mais de uma vez ao longo deste texto sofrível, o faço novamente: tal como comentei no texto anterior, uma das facetas que encontra-se presente tanto no continuum do psicoticismo quanto no espectro da psicopatia, que se consiste a capacidade manipulativa, além de resultar em altos níveis de criatividade mentalista [de curto a curtíssimo prazo] entre os 'anti-sociais' e especialmente os mais 'talentosos', quando deslocada para outras atividades ou perspectivas de interação, por exemplo, mais para as artes [manipulação intelectual predominantemente simbólica ou recreativa] ou mais para a intelectualidade, para o epicentro das atividades intelectuais, ou para as ciências, pode surtir o mesmo efeito, isto é, de resultar na manipulação daquilo que está sendo escrutinado ou ''pensamento divergente', e percebam também a natureza [morbidamente] instintiva da psicopatia/sociopatia/narcisismo em sua obsessão por jogos de manipulação e tendo como objetivos principais o próprio divertimento sádico [isto é, se consiste em uma motivação intrínseca] e também para angariar vantagens moralmente imerecidas. Desloque o perfil cognitivo do psicopata para outra utilidade a que ele caracteristicamente está morbidamente direcionado, e talvez veremos o nascer de um gênio criativo. No mais, é 'no' psicoticismo que mais parece se consistir em um fenótipo mais alargado da personalidade anti-social, que parece estar mais eloquente a sensibilidade cognitiva ou perspicácia ]mais insular, mais irregular ou não, mas característica de qualquer maneira[ que eu também tenho denominado de ''hiper-perceptividade'', preditores do ímpeto e de possíveis realizações criativas. E a mesma sensibilidade que alarga ou torna aguda a perspicácia cognitiva, também seria mais propensa a ter o mesmo efeito ou a relacionar-se com uma sensibilidade afetiva igualmente aguda. Se o psicoticista tende a ser menos neurótico, então seria interessante pensar se o típico criativo seria ao mesmo tempo, mais neurótico e mais psicoticista do que a média, se no final, mais parece que, como eu tenho falado, o mais criativo seja MAIS, ou tenda a ser, em relação a praticamente todos os traços do big five, uma espécie de ''liberdade meio esbórnia, meio porcamente controlável'', esta ideia de ''omniversão'' que, de maneira igualmente porca, tentei trabalhar.
Primeiro vamos novamente buscar por seu conceito. O psicoticismo se consiste em um dos traços ou expressões de personalidade que foram agrupados por Einsenck e mais especificamente enquanto um oposto da agradabilidade. Aqueles que pontuam alto neste traço ou nível de expressão, pressupõe-se que tendem a ser mais irritadiços, agressivos, manipuladores, indiferentes ou desafiadores em relação às outras pessoas. Interessante pensar que o psicoticismo mais parece ser uma versão externalizável ou mesmo "masculina', extrospectiva do neuroticismo, de maneira que o que parece diferencia-los como eu já devo ter falado, é justamente a perspectiva de interação, intra ou inter-pessoal. O neurótico consome os seus pensamentos negativos consigo mesmo, com maior frequência, enquanto que o psicoticista o faria de modo muito mais interpessoal. Por isso que identifiquei o neuroticismo como algo mais feminino e mesmo introvertido, por causa de sua natureza mais introspectiva. Outra possibilidade de pensamento em relação a essas diferenças propostas seria que o neuroticismo seria uma versão mais autoconsciente ou auto-controlada do psicoticismo.
O psicoticismo também poderia ser denominado como um continuum da personalidade psicopática de modo que o psicoticista não seria necessariamente um psicopata ou um sociopata, mas estaria mais perto dessas condições do que uma pessoa [correntemente] normal, e inclusive, acaso pontuar alto neste valor, estaria mais próximo de praticar ''crimes'.
Uma das vantagens pouco abordadas sobre as personalidades anti sociais é a grande perspicácia geralmente direcionada para o meio social, que ''oferece'' àqueles que 'melhor' as expressam. Uma aguda capacidade perceptiva só que tendo como objetivo o próprio bem estar, num eloquente egoísmo. Psicopatas e sociopatas percebem o mundo de uma maneira mais distinta e mesmo mais realista mediante algumas perspectivas e é justamente por isso que são mais talentosos na arte da manipulação com finalidades moralmente obscuras ou intensamente autocentradas. Em meio ao jogo complexo de subjetividades sociais/emocionais, psicopatas e sociopatas, especialmente os mais talentosos, veem um mundo objetivo e trabalham em cima desses rituais sociais subjetivos com o intuito de tirarem proveito pra si próprios.
Portanto essas vantagens psico-cognitivas de manipulação é logicamente provável de também serem encontradas entre aqueles que são mais propensos a expressarem maiores níveis de psicoticismo.
Outra maneira de encontrar lógica nesta correlação (invariavelmente causal como na explicação acima) entre criatividade e psicoticismo pode ser melhor vislumbrada logo abaixo
Hiper sensibilidade +/= perfeccionismo [geralmente de natureza insular] + frustração =
O psicoticismo tem uma natureza intensa, de disposição e talento para a manipulação, realismo cru, menor empatia afetiva [não necessariamente no mesmo hipo-nível que o epicentro espectral da personalidade anti-social] e maior empatia cognitiva só que mais direcionada para "atividades cognitivas ou não-sociais" que também tendem a ser mais [concretamente] objetivas [resolução de tarefas] do que as atividades psicológicas.
O ''psicoticista'' pode ser mais irracional, agir de maneira errante/irregular ou de maneira constante e generalizada/ação primária. E claro que também pode ter razões racionais para agir e/ou se expressar desta maneira.
Independente se agirá mais de acordo com a quebra de regras racionais subjacentes de interação ou não, é fato que níveis altos de criatividade também querem indicar níveis altos de perceptividade ou atenção aos detalhes e também de sensibilidade "generalizada' e isso quer dizer, sensibilidade cognitiva E afetiva, isto é, esses fatores são os mais prováveis de se consistirem nas causas para o ímpeto e a realização criativa.
A sensibilidade cognitiva pode ter como resultado subsequentemente esperado uma maior capacidade de manipulação, das pessoas ou ''sensibilidade cognitiva mentalista'', e/ou de ''ideias, pensamentos, etc'', ou ''sensibilidade cognitiva mecanicista'' [ou os dois].
Portanto, pelo que parece, o mesmo nível de expressividade que pode tornar o criativo mais interpessoalmente intempestivo/muitas vezes por ''já'' ser mais [especificamente] inconformista, também pode ter um papel em sua aguda capacidade perceptiva e concomitantemente manipulativa.
Maior sensibilidade cognitiva = maior perfeccionismo [insulado, geralmente]; maior sensibilidade afetiva = maior frequência e intensidade de distúrbios de humor. E muitos desses atritos podem estar relacionados justamente com o trabalho ou especialização do indivíduo mais criativo ou mesmo de apresentar uma natureza mais generalista, como costuma ser o caso, por exemplo, da idealidade moral [subjetiva, que o indivíduo acredita, estando ele certo ou não, ter encontrado].
Criativos mais neuróticos, dos dois tipos e os mais psicoticistas*
Existem diferenças entre eles*
Ei-é possível ser neurótico e psicoticista [eita desgraça] ao mesmo tempo* Parece que sim, ;). Se o criativo, mais para o psicoticismo, extrai a sua maior criatividade por meio da faceta cognitiva ''sensibilidade cognitiva ou perspicácia'' que prediz a capacidade manipulativa, que também é essencial para a criatividade, então como que o criativo, mais para as neuroses, o faria*
Também percebam que estamos falando de quase-extremos, já que o neuroticismo se consiste basicamente na instabilidade emocional [intrapessoal] enquanto que o contínuo em direção às personalidades anti-sociais geralmente se consiste no oposto da instabilidade emocional ao estilo neurótico. O neurótico geralmente não é/não parece ser mais psicopático do que a mé[r]dia, talvez seja até mesmo o oposto, enquanto que o psicoticista se localizaria exatamente ''no meio'' do/no caminho em direção ao ''delicioso'' reino encantado da personalidade anti-social. O neurótico parece mais como um psicoticista consciencioso/maior autoconsciência, que internaliza mais a sua negatividade do que a externaliza.
Talvez, todos os tipos de criatividades, independente da comarca psiquiátrica mais próxima, apresentem esta dobradinha: sensibilidade cognitiva & afetiva, para maior ou menor intensidade de ambas ou de modo mais assimétrico entre elas. E seria o tipo de intensidade comportamental acoplada que determinaria o seu tipo. O próprio caso do psicoticismo que se relacionaria mais umbilicalmente com a ''criatividade mentalista'', e que tenderia a ser mais útil em certas áreas do conhecimento humano por exemplo a própria psicologia. Por outro lado uma criatividade mais mecanicista ou ainda mais direcionada para o meio ''não-social', é provável que se relacionaria mais com o espectro do autismo, por exemplo. E lembrando [ou não] que o mentalismo tem o seu máximo de expressividade ou de autenticidade justamente em relação ao meio social, só que ao longo do seu espectro usualmente adquire feições mais ''mecanicistas'', por lidar mais com ideias do que com pessoas, de maneira direta, mais conclusivamente, por lidar com ''ideias sobre as pessoas/sobre 'o social' ''. Enfim, complicô..
Portanto, se já não concluí mais de uma vez ao longo deste texto sofrível, o faço novamente: tal como comentei no texto anterior, uma das facetas que encontra-se presente tanto no continuum do psicoticismo quanto no espectro da psicopatia, que se consiste a capacidade manipulativa, além de resultar em altos níveis de criatividade mentalista [de curto a curtíssimo prazo] entre os 'anti-sociais' e especialmente os mais 'talentosos', quando deslocada para outras atividades ou perspectivas de interação, por exemplo, mais para as artes [manipulação intelectual predominantemente simbólica ou recreativa] ou mais para a intelectualidade, para o epicentro das atividades intelectuais, ou para as ciências, pode surtir o mesmo efeito, isto é, de resultar na manipulação daquilo que está sendo escrutinado ou ''pensamento divergente', e percebam também a natureza [morbidamente] instintiva da psicopatia/sociopatia/narcisismo em sua obsessão por jogos de manipulação e tendo como objetivos principais o próprio divertimento sádico [isto é, se consiste em uma motivação intrínseca] e também para angariar vantagens moralmente imerecidas. Desloque o perfil cognitivo do psicopata para outra utilidade a que ele caracteristicamente está morbidamente direcionado, e talvez veremos o nascer de um gênio criativo. No mais, é 'no' psicoticismo que mais parece se consistir em um fenótipo mais alargado da personalidade anti-social, que parece estar mais eloquente a sensibilidade cognitiva ou perspicácia ]mais insular, mais irregular ou não, mas característica de qualquer maneira[ que eu também tenho denominado de ''hiper-perceptividade'', preditores do ímpeto e de possíveis realizações criativas. E a mesma sensibilidade que alarga ou torna aguda a perspicácia cognitiva, também seria mais propensa a ter o mesmo efeito ou a relacionar-se com uma sensibilidade afetiva igualmente aguda. Se o psicoticista tende a ser menos neurótico, então seria interessante pensar se o típico criativo seria ao mesmo tempo, mais neurótico e mais psicoticista do que a média, se no final, mais parece que, como eu tenho falado, o mais criativo seja MAIS, ou tenda a ser, em relação a praticamente todos os traços do big five, uma espécie de ''liberdade meio esbórnia, meio porcamente controlável'', esta ideia de ''omniversão'' que, de maneira igualmente porca, tentei trabalhar.
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terça-feira, 30 de maio de 2017
Mais ''criativo'' ou mais/muito ''inteligente''*

Fonte: https://www.psychologytoday.com/blog/the-imprinted-brain/201408/can-you-be-both-mad-and-creative
1- ''Solução nova e útil de problemas'' versus ''Solução útil de problemas''
Eu pensei, novamente, em estabelecer uma tabela de pontuação, claro que de maneira totalmente especulativa [zero rigor matemático, mas com certeza muito rigor lógico/aproximativo] tal como eu tenho usado: correlação de 0 a 1. 0 a 0,3= baixo; 0,3 a 0,6= médio; 0,6 a 1= alto.
''Solução nova e útil de problemas'' [criatividade]
Acho difícil analisar este traço em mim porque não foram muitas as vezes em que o acessei de maneira prática. No entanto desde que comecei a navegar pela web que tenho tentado solucionar os problemas com os quais eu tenho me deparado, que tem sido subjetivamente novos pra mim, e claro, em sua maioria de maneira ''teórica''. Parece-me que o que diferencia esta capacidade de sua [suposta] versão ''inteligente'' é a dependência de uso do conhecimento/e entendimento internalizado, claramente atribuindo a fluidez [quase um sinônimo para improvisação] à criatividade e a cristalização à inteligência. Inteligência ''é acessar a memória'' para solucionar problemas, criatividade ''é criar novas soluções e com menor dependência do conhecimento/entendimento cristalizado''. Aqui até parece que estão a confundir inteligência com [uma das facetas da] sabedoria.
No mais, eu acho que tenho sido muito bem sucedido nesta tarefa, dois exemplos. Uma maneira de reduzir o valor racial dos comportamentos negativos/conflitivos/competitivos que são mais comuns aos negros, especialmente entre os homens negros. Então, eu encontrei uma maneira de falar sobre esses assuntos, sem cair na armadilha da ênfase excessivamente racial, atacando o problema de maneira direta e cirúrgica. Não é a cor da pele ou o nariz mais largo que tornam os negros, em média desproporcional, especialmente os homens, mais propensos a tipos de comportamentos anti-altruístas ou instintivamente/irracionalmente conflitivos, mas sim os seus níveis psico-biológicos de masculinidade comportamental, especialmente as suas facetas mais confrontativas / problemáticas. Outro paradigma em que eu consegui achar uma solução possível: se o consumo de carne for tão importante assim para o ser humano então como manter esta ''dieta'' sem ser anti-ético com os outros seres vivos que são os mais ''consumidos''** Ao internalizar que, assim como nós eles também apresentam variações de personalidade, então concluí que uma maneira para solucionar este paradigma se daria com base no fim da generalização dos seres vivos que são os mais consumidos principiando pela seleção diferenciada daqueles que são os menos sencientes, isto é, aqueles que podem ser denominados de ''psicopatas'', em analogia ao mesmo tipo humano, e talvez ou provavelmente selecionando apenas para a criação limitada [sem ''consumo-ação''] aqueles que são mais sencientes. Em outras palavras, ao invés de pegarmos vacas no pasto, generalizando-as como se fossem todas iguais, com o intuito de matá-las para aproveitar a sua carne e o seu leite, passaríamos a selecionar ou a filtrar aquelas com os maiores níveis de ''psicopatia'' ou falta de senciência, para o nosso consumo. Será que daria certo* Bem, parece que até então ninguém havia pensado nessa solução. Esses são apenas dois exemplos, e os meus blogues, especialmente o atual, falam por mim quanto à minha capacidade criativa. Interessante pensar que, por não ter motivação suficiente para apreender de maneira estritamente convergente e claro, além de uma menor [ou talvez, mais assimétrica] capacidade de memorização semântica, pareço ter a minha capacidade intelectual fluida ''mais desenvolvida''. Portanto neste quesito eu dou-me uma ''pontuação'' 0,6.
Solução útil de problemas [''inteligência'']
Se a solução útil/conhecida de problemas dá-se com base em nossas capacidades cristalizadas ou de recobrar conhecimentos/entendimentos apreendidos ou internalizados, então eu acho que irei pontuar, talvez, mais baixo que a ''sua versão criativa''. Eu realmente tenho a impressão de me sair melhor na parte criativa da solução de problemas do que em sua parte ''inteligente'. Portanto: 0,4
No entanto é sempre bom ressaltar que as diferenças entre os dois me parecem ser mais forçadas do que reais, se não existe tal coisa ''solucionar problemas sem prévio conhecimento'', se já nascemos, pode-se dizer, com facilidade para aprender/apreender certas facetas da macro realidade, de maneira intuitiva/instintiva. Então é assim: nos deparamos com um problema e por analogia, selecionamos a solução que nos é conhecida, que determinamos como a mais condizente para solucioná-lo [solução útil de problemas] versus modificamos ou combinamos algumas informações cristalizadas com o problema, com o intuito de solucioná-lo [solução nova e útil de problemas] de uma maneira que ainda não havia sido pensada, aquilo que fiz em relação ao paradigma: consumir carne sendo ético ou moralmente correto com os seres vivos ''aproveitados''. No mesmo exemplo, uma pessoa qualquer poderia sugerir de maneira convergente que: ''a carne é imprescindível para a dieta humana e portanto é um mau/mal necessário''. Percebam novamente o ciclo de vida da criatividade, porque este argumento é provável que já foi uma ''solução nova e útil''. No mais, uma hora, há de se chegar à conclusões mais definitivas, e eu acredito que a minha sugestão se caracteriza justamente por ser ou por parecer definitivamente correta, claro a partir desta linha de procedibilidade.
2- ''Raciocínio abdutivo'' versus ''raciocínio dedutivo''
Tal como no caso da investigação policial, o raciocínio abdutivo mais parece ser como uma espécie de raciocínio dedutivo mais avançado, isto é, enquanto que o mesmo já se faz com base em pistas conhecidas, usando-as para a dedução, o abdutivo é justamente aquele que, primeiramente, as encontra/abduz. [obs.: não encontrei explicações facilmente entendíveis na internet sobre o raciocínio abdutivo, e portanto eu posso estar cometendo algum erro em sua descrição].
O primeiro abduz as pistas, o segundo analisa e conclui/deduz com base nessas pistas. Novamente, ''inteligência'' fluida versus cristalizada. Eu deduzo que me sairei bem em ambos e talvez um pouco melhor no primeiro, no abdutivo. O pensamento abdutivo é quase um sinônimo para ''insight'', ainda que não o seja, porque todo insight precisa ser muito provável de estar plenamente correto, enquanto que a abdução pode se dar em relação a uma maior diversidade qualitativa de possibilidades ou com maior chance de erros. Portanto: 0,7 em raciocínio abdutivo e 0,5 em raciocínio dedutivo.
3- Abstração/metáfora versus causa/efeito
Eu não precisaria falar muito sobre a minha capacidade metafórica de pensamento se a tenho demonstrado aqui, de muitas maneiras e talvez níveis. Em relação ao pensamento abstrato, como quase sempre acontece, eu acho que me dou bem em algumas particularidades, até mesmo porque iremos encontrar abstrações em todo o tipo de ação intelectual humana. Também me acho igualmente bom na capacidade de encontrar/ou aceitar causas e efeitos especialmente em relação às minhas ''especialidades''. Portanto acho-me, não sei se acima da ''média'', mas conclusivamente bom o suficiente para ter confiança nessa afirmativa. Especulo 0,8 em abstração/metáfora e 0,6 em causa/efeito, novamente, MAIS específico às minhas áreas de ''especialização''. No final desta análise eu me compararei ao cidadão médio até para que se possa ter uma ideia, tendo um ponto anterior de referência mais generalizado.
4- Pensamento divergente versus pensamento convergente
Outro déjà-vu**
O pensamento divergente parece ser um sinônimo para o raciocínio abdutivo assim como também o convergente está em relação ao dedutivo. No mais parece que estamos lidando com diferentes partes de um mesmo processo ou mecanismo. Os raciocínios abdutivo e dedutivo parece que se consistem nas etapas em que se constrói a totalidade de um pensamento, desde a captura de uma possibilidade factual até à sua análise via dedução. Por exemplo, capturou-se uma relação entre frequência de consumo de sorvete e baixas taxas de criminalidade, visto que os países que mais o consomem estão na Escandinávia. O pensamento ou ''etapa abdutiva'' foi realizada. Agora será a ''etapa dedutiva'' que deduzirá se essa relação: consumo de sorvete e baixa criminalidade, é causal ou correlativa. Os pensamentos divergente e convergente mais parecem se consistir em motivações ou disposições que estão diversamente arraigadas entre os indivíduos de uma determinada população. A ideia de divergência e convergência é claro que tem o fator novidade como o seu ponto universal, que não é subjetivo. No mais é isso: aquele que busca por novas soluções para os 'problemas' [paradigmas, paradoxos..] será mais propenso a ser divergentemente motivado a pensar assim, deste jeito, e claro, tendo razões pessoais anteriores, o meu exemplo novamente, do consumo ético de carne. Se eu não tivesse em mim, ao mesmo tempo, uma tendência forte para o pensamento lógico [o princípio da sabedoria] e também de ter internalizado essa imprescindibilidade do bem-estar ''animal'', é provável que sequer teria pensado nessa nova e possível solução para esse paradigma. A partir daí eu combinei o conhecimento recém-internalizado ''os outros seres vivos também variam em personalidade'' com esse assunto e então parece que esta combinação resultou no meu insight. O pensamento divergente que também poderia ser entendido como ''janela para o perfeccionismo'', é usualmente fundamental para o aprofundamento ou melhoria de um entendimento, revelando o caráter utilitário perfeccionista da criatividade de alta qualidade. Pensar convergentemente é quase o mesmo que conformadamente, isto é, usando o conhecimento cristalizado/internalizado que não é ''novo'' ou que tem sido considerado por outros como ''seguro'', para solucionar os problemas que lhes são correspondentes. Não é de todo ruim até mesmo porque pode ser muito útil dependendo da situação. No mais, também tende a se consistir numa das principais forças que bloqueiam ou atrasam o perfeccionismo que a disposição para a divergência pode resultar.
Como sempre aqui, me considero melhor no pensamento divergente, relacionado à criatividade, do que no pensamento convergente, relacionado à inteligência, até mesmo por não ter uma memória semântica muito larga ou organizada, que torna o uso qualitativo e constante do pensamento convergente menos provável de ser no meu caso. Como resultado ponho-me os seguintes valores [''qualitativamente correlativos'']: pensamento divergente = 0,7/0,8 e pensamento convergente = 0,4
Lembrando as possíveis diferenças entre o criativo contínuo e o criativo descontínuo. Por me considerar como um criativo contínuo, então vejo-me mais frequente em pensamento divergente, assim como também em relação à minha própria personalidade, generalização característica que sentenciei como típica deste tipo, que, no entanto, não o tornará mais provável de produzir grandes insights, apenas ou especialmente de manifestá-la, isto é, a criatividade, de modo mais constante. O valor 0,7 parece de bom tamanho, apesar de revelar certa presunção de minha parte. Talvez o considere com base na criatividade contínua [frequência criativa que geralmente resulta em uma maior porção de ''pequenas criatividades''], e que no caso de uma auto-análise quanto à minha capacidade ou potencial e mesmo realizações criativas de grande magnitude, me pontuaria em uma realisticamente humilde ~0,3, não tão baixo, mas ainda no limiar de um potencial para ir mais longe neste sentido, apesar de ter poucas de chances de, de fato, alcançá-lo, e especulando que a maioria das pessoas, partindo desta lógica, dificilmente serão capazes de sequer ''pontuar'' nesta escala em termos de potencial para grandes realizações criativas não-convergentes ou decididamente novas e de qualidade'' [enquanto que poderíamos denominar de ''grande potencial para realizações criativas'' as possibilidades do criativo contínuo].
5- Variação cega versus retenção seletiva
Apenas olhando para os termos já parece nos dar uma certa noção sobre o que desejam explicitar. E quase tudo aqui pode ser regredido à 'fluidez = criatividade' e 'cristalização = inteligência'. ''A'' inteligência seleciona e retém informação que considera útil. ''A'' criatividade trabalha com base numa espécie de cristalização fraca ou auto-desconfiada, tal como se, a inteligência fosse sempre definitiva, enquanto que a criatividade fosse sempre esperançosa que algo mais pudesse ser descoberto ou inventado, para o nosso bem ou mal, diga-se de passagem, além do que já existe. A inteligência é um ponto final, a criatividade é uma reticência[s]. Também gosto de ver a criatividade como uma continuação da inteligência e se ambas não estivessem sendo selecionadas em separado, até mesmo para que as massas de trabalhadores pudessem ser possíveis de existirem, em um mundo ideal, todo aquele que fosse muito inteligente [em termos cristalizados], também deveria ser muito criativo, justamente por causa desta relação intensamente complementar entre a inteligência e a criatividade, se a segunda é a força que faz a primeira se mover do lugar em que se encontra e/ou que [se]conserva. Aqui também parece estar falando sobre níveis de inibição latente que resulta na ''variação cega''... de informações para os muito criativos, e forte ''retenção seletiva'' [filtro] de informações para os muito inteligentes. Parece um pouco difícil pra mim estimar o quão bom ou talvez, descritivamente autêntico eu devo estar nas duas. Como sempre, acreditando que penda muito mais para o ''lado criativo'', eu acredito que serei mais característico na ''variação cega'' do que na ''retenção seletiva''. Portanto: 0,7 em variação cega [criatividade] e 0,4 em retenção seletiva [inteligência].
No entanto se fosse levar ao ''pé da letra'' o termo ''retenção seletiva'' no sentido de, de fato, selecionar mais as informações de acordo com as minhas motivações ou interesses intrínsecos, tanto em termos de qualidade quanto de quantidade, então acho que talvez pudesse me dar alguns pontos mais, mas partindo da ideia que, quando pensa, o ''inteligente'' debruça sobre o ''conhecimento'' que tem armazenado para responder à perguntas, enquanto que o ''criativo'' prefere confrontá-las sob novos ângulos, então também posso manter o valor que dei a mim mesmo nesta particularidade proposta por este modelo dicotômico que estou usando.
6- Implícito versus explícito
Ou ''conspiração'' versus ''senso comum''*
Ou ''sutileza'' versus ''escancaramento''**
Os muito criativos pensam mais no mundo implícito onde poderão encontrar/abduzir possíveis ou novas combinações de entendimento em relação à certa particularidade. Os muito inteligentes pensam mais no explícito onde poderão trabalhar com aquilo que já é conhecido, com maior segurança, pressupõe-se, em condições ideais de temperatura e pressão. Os muito criativos tem como matérias primas: achismos, teorias, ideias, etc... Os muito inteligentes, pasmem, usam justamente o ''velho material'' [que foi descoberto ou produzido pelos muito criativos] enquanto que os muito criativos saem à caça de ''novos materiais''. Neste sentido, eu me vejo novamente, bom nos dois, isso quer dizer, ''acima da média'', e claro, em relação às minhas áreas de ''excelência'' [ou não], mas continuo a crer e com boas razões que inevitavelmente pendo mais para ''a criatividade'', se estou mais motivado para o implícito, e com o intuito de torná-lo mais explícito, e uma das principais justificativas para esta minha tendência forte é porque quando, tenho por mim, que farejei uma incongruência em alguma de minhas áreas de gracejos intelectuais, então passo a buscar por soluções, o farol do muito criativo e em especial quando está conurbado com ''grande perspicácia'', é o perfeccionismo. Portanto pontuo-me com 0,8 em ''implícito'' e 0,6 em ''explícito''.
7- ''Desinibição neuronal'' versus ''fidelidade neuronal''
Como já sabem eu patino em neurociência e tenho zero motivação para melhorar, porque é uma área muito grande e que exige muito daquele que se interessar por ela. Eu sou mais prático, talvez não tenha as habilidades necessárias para me enveredar por este caminho, mas já sei que em termos motivacionais, a neurociência me faz brochar, ainda que, claro, nada me impeça de achá-la importante e necessária [com exceção de qualquer CRIME contra a fauna terrestre como nos inúmeros ''estudos'' demoníacos que abusam de seres vivos indefesos e muitas vezes apenas para constatar o óbvio ou então para provar uma teoria teoricamente mal construída, enfim, feitos por gente cretina e maligna que sequer deveria ter nascido]. No mais, quando a motivação brocha, mesmo um possível talento escondido na área, ainda não será suficiente. Desprezando esta parte, e analisando ''fluidamente'' os termos acima, com base em parcos conhecimentos que tenho sobre o assunto, talvez seja assim mesmo: o cérebro muito inteligente vai construindo os seus ''caminhos neuronais'' e sendo fiel a eles, resultando numa sobreposição progressiva de camadas/memórias/instinto expandido, enquanto que o cérebro muito criativo o faz de modo menos eficiente, se tornando mais plástico ou livre para produzir novos caminhos ou mesmo de desconstruí-los. Não sei como que me pontuaria aqui, no mais, sigo a lógica que tem permeado todo este texto até agora, de que estou mais para a criatividade do que para a inteligência, e portanto dou-me uns 0,7 em ''desinibição neuronal'' mas 0,6 em ''fidelidade neuronal'', porque um excesso apenas na primeira e provavelmente eu teria problemas psicológicos ainda mais graves do que já tenho e que não são causados apenas por mim mesmo, isto é, como se fossem ações primárias da minha mente me fazendo agir de maneira errática ou sem fundamento racional, porque na verdade eu, talvez, possa afirmar sem peso na consciência que, no meu caso ''o inferno são [quase sempre] os outros''.
8- ''Default mode network'' versus ''Cognitive control network''
Eu procurei pela definição de ambas as redes, mas resolvi colocar as suas funções, que as descrevem melhor:
''Default Mode Network''
A rede de modo padrão é conhecida por estar envolvida em muitas funções aparentemente diferentes:
É a base neurológica para o eu:
Informação autobiográfica: Memórias de coleta de eventos e fatos sobre si mesmo
Auto-referência: Referindo-se a traços e descrições de si mesmo
Emoção do próprio eu: Refletir sobre o próprio estado emocional
Pensando nos outros
Teoria da Mente: Pensando nos pensamentos dos outros e no que eles poderiam ou não saber
Emoções dos outros: Entender as emoções de outras pessoas e empatizar com seus sentimentos
Raciocínio moral: Determinar o resultado justo e injusto de uma ação
Avaliações sociais: julgamentos de atitude boa-ruim sobre conceitos sociais
Categorias sociais: Reflexão sobre as características sociais e status de um grupo
Lembrando o passado e pensando no futuro
Lembrando o passado: Lembrando de eventos que aconteceram no passado
Imaginar o futuro: Imaginar eventos que podem acontecer no futuro
Memória episódica: memória detalhada relacionada a eventos específicos no tempo
Compreensão da história: compreensão e lembrança de uma narrativa''
Fonte: Wikipedia
+ Acredita-se que uma hiper-conectividade nessa área esteja associada à depressão, huuumm...
''Cognitive Control Network''
'' o sistema imunológico da mente''
Encontrei poucos textos falando sobre esta rede neurológica que tem sido associada à inteligência. Como resultado tentarei explicá-la de maneira resumida de ''próprio punho''. Como o próprio nome diz a ''rede de controle cognitivo'' parece estar associada à funções executivas extremamente importantes como a capacidade de atenção bem como também a de responder ''corretamente' a um estímulo.
Partindo das tarefas da ''Default Mode Network'', logo acima, eu acredito que a tenha bem grossa e intrometida, ainda que muito bem vinda, de uma maneira ou de outra, ;). ''Pontuação'': 0,7 para ''default mode network'' e 0,7 para ''cognitive control network'' [com a impressão que essa segunda foi desacreditada porque não a vi mais nem na ''wikipedia'']. No mais, ambas parecem estar essencialmente associadas aos termos logo acima, de alguma maneira que não estou conseguindo explicar, se vale apena, deixá-lo-ei implícito, ;)
9- Psicoses versus Autismo
Partindo do fato que ''esquizotípico'' e ''perseveração/rigidez'' são praticamente os mesmos ['sintomas'] que ''psicoses'' e ''autismo'' então eu resolvi pular este ponto dicotomizado para o próximo, justamente sobre as tendências ''patológicas' que ''criatividade'' e ''inteligência'' podem ser mais propensas a se relacionarem, talvez, em suas manifestações mais caracteristicamente puras.
Eu já fiz dois textos de auto-análise falando justamente se eu estou mais para as psicoses ou para o espectro do autismo, e acabei por concluir que me encontro mais para as primeiras, mas que também apresento muitos traços ou níveis de intensidade que caracterizam o segundo. Em termos de intensidade, creio eu que estou alto nos dois, e possivelmente [presunçosamente também] pegando mais os traços ''positivos'' do que os ''negativos'', ainda que, por causa destes níveis de intensidade, termine também por expressar algumas expressões mais negativas ou desafiadoras, por exemplo, uma maior tendência para a paranoia. Como resultado dou-me 0,5/0,6 nas psicoses e 0,5/0,6 no autismo. [0,7 ou mais já é indicação de transtorno diagnosticável, por isso que me coloquei na fronteira de ambos, porque pareço estar mesmo ''na fronteira'' em termos de intensidade expressiva ou de comportamentos].
Estimativa para o ser humano médio/medianamente ideal
Partindo do pressuposto que o ser humano médio não tende a ser mais criativo então já começo com esta estimativa tendo-o como um importante ponto de referência.
Respectivamente,
1- Solução nova e útil de problemas
Eu = 0,6 e 0,4 ''pessoa comum'' = 0,2 e 0,3
2- Raciocínio abdutivo e dedutivo
Eu = 0,7 e 0,5 ''pessoa comum'' = 0,2 e 0,3
3- Abstração/metáfora e causa/efeito
Eu = 0,8 e 0,6 ''pessoa comum'' = 0,2 e 0,3
4- Pensamento divergente e convergente
Eu =0,7/0,8 e 0,4 ''pessoa comum'' = 0,2 e 0,4/0,5
5- Variação cega e retenção seletiva
Eu = 0,7 e 0,4 ''pessoa comum'' = 0,2 e 0,3
6- Implícito versus explícito
Eu = 0,8 e 0,5 ''pessoa comum'' = 0,2 e 0,4
7- Desinibição neuronal versus fidelidade neuronal
Eu = 0,7 e 0,6 ''pessoa comum'' = 0,3 e 0,5
8- Default mode network versus Cognitive control network
Eu = 0,7 e 0,7 ''pessoa comum'' = 0,3 e 0,4
9- Psicoses versus Autismo
Eu = 0,5/0,6 e 0,6 ''pessoa comum'' = 0,2/0,3 e 0,2
Portanto em termos de intensidade correlativa, eu avaliei-me como ''mais intenso'' na maioria dos termos dicotomizados usados, e pendendo mais para a ''criatividade''. Ao longo desta releitura antes de publicá-lo eu me lembrei de uma ideia que tive sobre a sabedoria, como uma condição intermediária e mesmo idealmente julgadora entre a inteligência, em sua [suposta] manifestação mais pura/cristalizada e a criatividade, em sua [suposta] manifestação mais fluida. Talvez continue usando este modelo em um novo texto só que para falar, espero que de maneira resumida e entendível, sobre a sabedoria.
segunda-feira, 29 de maio de 2017
Criatividade [logicamente produtiva]: Perfeccionismo e originalidade [novamente)
Pré condições
Perspicácia ou atenção aos detalhes = perfeccionismo
e pensamento divergente = originalidade
Criatividade [logicamente produtiva] ou "apenas" super perfeccionismo [geralmente específico]??
Perspicácia ou atenção aos detalhes = perfeccionismo
e pensamento divergente = originalidade
Criatividade [logicamente produtiva] ou "apenas" super perfeccionismo [geralmente específico]??
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domingo, 1 de janeiro de 2017
O paradoxo da criatividade resolvido?? Consciência da própria distração = perfeccionismo
Quando sabemos que somos mais distraídos e temos consciência de que precisamos fazer as coisas certo para que a distração não destrua tudo, é onde o perfeccionismo pode surgir...
Não basta ser apenas mais distraído...
Não basta ser apenas mais consciente das próprias ações...
Em partes isso também se dá por causa da constante impressão de ''auto-normalidade'' que tende a monopolizar as mentes mais comuns, fazendo que com reduzam de maneira considerável a ideia de estarem ''fazendo algo de errado'', se já estão adaptadas... nada poderia ''estar errado''... enquanto que para quem já nasce com desafios próprios para se encaixar dentro das ''normas' a criatividade pode brotar também a partir desta assimetria.
Não é a toa que os mais narcisistas costumam ser também dos mais relaxados em relação a si mesmos, de maneira que, a maioria daqueles que identificamos como os mais narcisistas, que estão sempre investindo em novos cortes de cabelo e nos dias de hoje, cirurgias plásticas, NA VERDADE não o são, justamente por demonstrarem grande insegurança em relação às suas próprias aparências. O narcisista mais característico se ama de maneira contorcidamente exagerada acreditando ser o ápice da perfeição.
Pode-se dizer que este tipo de narcisismo [menos característico] e portanto, naturalmente mesclado à insegurança sobre si mesmo, a nada mais seria do que a manifestação dos mesmos fermentos, ainda crus, que produzem o talento [de outras áreas, menos fúteis] e o gênio, pois tem-se aí a conjugação: insegurança ou consciência, mais ou menos factual, dos próprios defeitos + narcisismo parcial, amor próprio e portanto vontade de melhorar. Talentosos e geniais se diferem dos narcisos comuns e potencialmente equivocados exatamente em dois aspectos essenciais: compreensão factual e consciência estética ou ''bom gosto''. Ao saberem melhor sobre si mesmos, mesmo que de modo mais particular, assim como também em relação às suas áreas de fixação, talentosos e geniais serão mais capazes de se melhorarem tanto a nível introspectivo (micro-introspectivo, no caso do talento ao gênio localizado) quanto a nível extrospectivo, se terão melhor e mais objetiva compreensão factual e consciência estética, capturam fatos em suas áreas, melhor e mais preciso/objetivo que os outros, e percebem, mesmo que a nível subconsciente, que os mesmos são regidos pela lógica e a lógica só pode ser trabalhada a partir de leis parcimoniosas de interação, do contrário o caos é o mais provável de acontecer.
Sim, ser distraído e mais auto-consciente é praticamente meio caminho andado para se tornar mais criativo, ao menos o ''little-c'', porque muitas vezes a hiper-perceptividade se manifestará com base ou a partir desta conjugação.
Para saber onde é que se está errando, seja a nível mais específico ou mais generalizado, há de se ter o mínimo de autoconhecimento, como eu já falei em relação ao talento. E como uma hiper-perceptividade tende a relacionar-se com maior distração, distração especialmente aos olhos mais comuns, mas também de uma maneira mais generalizada (por exemplo, o gênio desastrado ou desconjuntado), e porque como há muito mais com o que ser visto, mesmo aquilo que é considerado ''irrelevante'', para os que forem menos perceptivos, então podemos perceber que reside aí uma relação, eu não sei se poderia denominar ''causal'', mas com certeza muito forte e para muitos paradoxal, entre criatividade, distração e perfeccionismo. O perfeccionista típico, talvez, ou o mais atípico, seria portanto aquele que se torna mais atento e potencialmente preciso, e isto se consiste justamente em uma reação progressivamente preventiva quanto à sua própria tendência de distração, um paradoxo. É portanto pela consciência precisa ou proporcionalmente correta dos próprios defeitos, algo, diga-se, que me parece ser muito raro, que se começa a ser perfeccionista, de modo pontual ou generalizado.
Os criativos tendem a ser em sua maioria de distraidamente concentrados. Primeiro aparece a distração provocada por uma hiper perceptividade, que percebe ''tudo'', inclusive ou especialmente aquilo que os outros acham ''irrelevante'', e acaba ganhando o rótulo parcialmente ingrato de ''distraído''. No entanto, quando se percebe que suas tendências distrativas tendem a fazê-los cometer condutas inapropriadas, universalmente características de distração, então haverá um quê de objetividade na ''distração do criativo''. A mente errante do criativo, como eu já falei, na metáfora do poço de petróleo, uma hora irá parar em algum ''lugar'' e começar a ''cavar'', se aprofundar, até ao ponto em que começará a ter insights ou novas possibilidades combinatórias de ideias, teorias 'ou'' hipóteses, pensamentos, enfim... A partir de então se torna mais concentrado, em seu novo ''brinquedo'', em sua nova ''brincadeira''.
Em alguns deles apenas a área de interesse constante que se tornará alvo de aprofundamento enquanto que para outros, em especial se suas áreas de aprofundamento já forem naturalmente mais holísticos, a filosofia por exemplo, esta busca pela perfeição ressoará em muitas outras áreas que estão interligadas ao epicentro [holístico] de maior interesse ou epicentro.
Portanto a consciência estética, da beleza, da simetria, da harmonia, que é basicamente a verdade da existência, inegável que vivamos em sistemas excepcionalmente perfeccionistas, ainda que perfeição não seja o mesmo que eternidade, ao manifestar-se de modo mais específico resultará do talento ao gênio, e neste caso o que diferenciará o talentoso do genial será o nível de obsessão e/ou autenticidade/empatia total em relação ao objeto ou área de interesse, se o gênio seria um entrega total/empatia total ao seu objeto de escrutínio intrinsecamente motivado enquanto que o talento seria uma entrega bem mais parcial, ainda que muito característica em sua ''metade'' de entrega ou de autenticidade.
Ao percebermos que somos mais distraídos podemos ou tenderemos a nos tornar mais atentos ao fazermos as coisas, e esta consciência ou medo de cometer erros tolos a de grande magnitude, pode ter uma relação com o perfeccionismo, no talento e no gênio.
Não basta ser apenas mais distraído...
Não basta ser apenas mais consciente das próprias ações...
Em partes isso também se dá por causa da constante impressão de ''auto-normalidade'' que tende a monopolizar as mentes mais comuns, fazendo que com reduzam de maneira considerável a ideia de estarem ''fazendo algo de errado'', se já estão adaptadas... nada poderia ''estar errado''... enquanto que para quem já nasce com desafios próprios para se encaixar dentro das ''normas' a criatividade pode brotar também a partir desta assimetria.
Não é a toa que os mais narcisistas costumam ser também dos mais relaxados em relação a si mesmos, de maneira que, a maioria daqueles que identificamos como os mais narcisistas, que estão sempre investindo em novos cortes de cabelo e nos dias de hoje, cirurgias plásticas, NA VERDADE não o são, justamente por demonstrarem grande insegurança em relação às suas próprias aparências. O narcisista mais característico se ama de maneira contorcidamente exagerada acreditando ser o ápice da perfeição.
Pode-se dizer que este tipo de narcisismo [menos característico] e portanto, naturalmente mesclado à insegurança sobre si mesmo, a nada mais seria do que a manifestação dos mesmos fermentos, ainda crus, que produzem o talento [de outras áreas, menos fúteis] e o gênio, pois tem-se aí a conjugação: insegurança ou consciência, mais ou menos factual, dos próprios defeitos + narcisismo parcial, amor próprio e portanto vontade de melhorar. Talentosos e geniais se diferem dos narcisos comuns e potencialmente equivocados exatamente em dois aspectos essenciais: compreensão factual e consciência estética ou ''bom gosto''. Ao saberem melhor sobre si mesmos, mesmo que de modo mais particular, assim como também em relação às suas áreas de fixação, talentosos e geniais serão mais capazes de se melhorarem tanto a nível introspectivo (micro-introspectivo, no caso do talento ao gênio localizado) quanto a nível extrospectivo, se terão melhor e mais objetiva compreensão factual e consciência estética, capturam fatos em suas áreas, melhor e mais preciso/objetivo que os outros, e percebem, mesmo que a nível subconsciente, que os mesmos são regidos pela lógica e a lógica só pode ser trabalhada a partir de leis parcimoniosas de interação, do contrário o caos é o mais provável de acontecer.
Sim, ser distraído e mais auto-consciente é praticamente meio caminho andado para se tornar mais criativo, ao menos o ''little-c'', porque muitas vezes a hiper-perceptividade se manifestará com base ou a partir desta conjugação.
Para saber onde é que se está errando, seja a nível mais específico ou mais generalizado, há de se ter o mínimo de autoconhecimento, como eu já falei em relação ao talento. E como uma hiper-perceptividade tende a relacionar-se com maior distração, distração especialmente aos olhos mais comuns, mas também de uma maneira mais generalizada (por exemplo, o gênio desastrado ou desconjuntado), e porque como há muito mais com o que ser visto, mesmo aquilo que é considerado ''irrelevante'', para os que forem menos perceptivos, então podemos perceber que reside aí uma relação, eu não sei se poderia denominar ''causal'', mas com certeza muito forte e para muitos paradoxal, entre criatividade, distração e perfeccionismo. O perfeccionista típico, talvez, ou o mais atípico, seria portanto aquele que se torna mais atento e potencialmente preciso, e isto se consiste justamente em uma reação progressivamente preventiva quanto à sua própria tendência de distração, um paradoxo. É portanto pela consciência precisa ou proporcionalmente correta dos próprios defeitos, algo, diga-se, que me parece ser muito raro, que se começa a ser perfeccionista, de modo pontual ou generalizado.
Os criativos tendem a ser em sua maioria de distraidamente concentrados. Primeiro aparece a distração provocada por uma hiper perceptividade, que percebe ''tudo'', inclusive ou especialmente aquilo que os outros acham ''irrelevante'', e acaba ganhando o rótulo parcialmente ingrato de ''distraído''. No entanto, quando se percebe que suas tendências distrativas tendem a fazê-los cometer condutas inapropriadas, universalmente características de distração, então haverá um quê de objetividade na ''distração do criativo''. A mente errante do criativo, como eu já falei, na metáfora do poço de petróleo, uma hora irá parar em algum ''lugar'' e começar a ''cavar'', se aprofundar, até ao ponto em que começará a ter insights ou novas possibilidades combinatórias de ideias, teorias 'ou'' hipóteses, pensamentos, enfim... A partir de então se torna mais concentrado, em seu novo ''brinquedo'', em sua nova ''brincadeira''.
Em alguns deles apenas a área de interesse constante que se tornará alvo de aprofundamento enquanto que para outros, em especial se suas áreas de aprofundamento já forem naturalmente mais holísticos, a filosofia por exemplo, esta busca pela perfeição ressoará em muitas outras áreas que estão interligadas ao epicentro [holístico] de maior interesse ou epicentro.
Portanto a consciência estética, da beleza, da simetria, da harmonia, que é basicamente a verdade da existência, inegável que vivamos em sistemas excepcionalmente perfeccionistas, ainda que perfeição não seja o mesmo que eternidade, ao manifestar-se de modo mais específico resultará do talento ao gênio, e neste caso o que diferenciará o talentoso do genial será o nível de obsessão e/ou autenticidade/empatia total em relação ao objeto ou área de interesse, se o gênio seria um entrega total/empatia total ao seu objeto de escrutínio intrinsecamente motivado enquanto que o talento seria uma entrega bem mais parcial, ainda que muito característica em sua ''metade'' de entrega ou de autenticidade.
Ao percebermos que somos mais distraídos podemos ou tenderemos a nos tornar mais atentos ao fazermos as coisas, e esta consciência ou medo de cometer erros tolos a de grande magnitude, pode ter uma relação com o perfeccionismo, no talento e no gênio.
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quarta-feira, 18 de maio de 2016
A fragilidade do gênio
Personalidade, motivação, perfeccionismo versus o pragmatismo da fama ou reconhecimento sem a paixão ou talento intrínseco
No mundo da ginástica artística, especialmente a feminina, que eu tenho tido maior contato ultimamente, dois nomes em especial parecem se sobrepor em relação a grande maioria dos principais nomes do esporte, Elena Mukhina e Ana Porgras, e eu vou explicar o porquê.
Gênio, o inalcançável
Mukhina assombrou o mundo da ginástica ao vencer alguns dos nomes mais renomados e poderosos do esporte em plena era de Nadja Comaneci, sim, ela também, no mundial de 1978.
Uma jovem russa de olhos azuis tristes, pálida e com um sorriso tímido ganhou quase tudo aquilo que poderia ter ganho naquele mundial, "deixando no chinelo" as estrelas do seu time soviético assim como também a super star romena, a primeira a ganhar uma pontuação perfeita no esporte. Eu poderia estar falando dela, de Nadja Comaneci, como um exemplo do gênio, e talvez até possa coloca-la na mesmíssima categoria, mediante o grau de perfeição de suas performances durante o ápice de sua carreira. Mas existiu algo de especial em Mukhina que na minha opinião a fez brilhar mais do que Nadja.
Comaneci foi um dos primeiros e muito bem sucedidos frutos de um projeto de longo prazo por parte da junta técnica romena para fabricar ginastas tecnicamente perfeccionistas e até agora tem dado excepcionais resultados.
Ainda assim Mukhina a meu ver se destacou por causa de seu pioneirismo no nível de dificuldade na época em que competiu, a sua rápida alçada ao olimpo do esporte, justamente em uma época com tantos nomes extremamente renomados competindo, assim como também por sua derrocada ou queda abrupta, que ceifou a sua carreira levando juntamente a normalidade funcional de sua vida (ao se tornar tetraplégica depois de um acidente grave em um treino, semanas antes do início das olimpíadas de 1980 em Moscou).
A sua personalidade e a sua motivação para uma profunda ou perfeccionista superação, a fez, mediante a minha pedante ótica, superior mesmo em relação aos grandes nomes da ginástica, por seu pioneirismo e estreia avassaladora no sênior, se destacando a frente de nomes que já haviam se consolidados dois anos antes. É como se diante de um colosso recém aclamado outro aparecesse na surdina e roubasse totalmente a cena.
Mas não foi apenas o contexto de Mukhina que foi excepcionalmente assimétrico e portanto extremamente interessante (e claro, muito trágico), do auge à ruína em pouquíssimo tempo, mas também a sua personalidade e o seu talento que a separaram de Nadja bem como também das demais.
O perfeccionismo é um traço extremamente necessário para o talento de alto nível e nem preciso citar o gênio. E Mukhina encarnou esta realidade como ninguém naquela época, se esforçando além das circunstâncias e resultando em um desastre que ceifou o resto de sua vida. A busca frenética, imparável e constante da perfeição, especialmente em relação ao grau de dificuldade em que se arriscava, foi o diferencial, a tendência do gênio de se jogar numa roleta russa, de apostar o tudo ou nada e de pagar pra ver. Ela pagou o preço por seu transe megalomaníaco, alimentado por seu técnico matoide Klischenko, um dos facínoras (e brilhante em sua função) que reforçou a tendência proto-suicida e potencialmente genial de Mukhina de apostar alto.
Sem a sabedoria para auxiliar e ajudar o gênio, as chances de se arriscar demais serão muito altas. Quem sabe os novos feitos que aquela ginasta russa, outrora mediana e pouco empolgada, poderia ter feito se não tivesse se acidentado terrivelmente, dando cabo de sua carreira e de seu conforto existencial??
Mukhina nao foi a ginasta de notas "10" até porque deixou claro que sempre preferiu flertar com o perigo do pioneirismo em exercícios jamais realizados sem falar naquela que talvez poderia ser definida como a rotina de barras assimétricas mais difícil da história da ginástica. Ela também foi muito elegante em seus passes, completa em todos os aparelhos e sim, a sua ascensão e queda meteóricas, tornou-a dramaticamente interessante. A paixão pela perfeição destacou Mukhina e a lançou a um posto em que poucos e bons tendem a conquistar, o olimpo da genialidade. Ela pode não ter sido a mais genial nem a mais sábia, nem mesmo a mais perfeccionista, nem mesmo a mais elegante, ainda que tivesse esbanjado também neste componente. Mas a sua busca pela excelência em sua área e por sua ênfase com certeza, ao menos pra mim, a colocou em um nível extremamente singular de expressão humana, direcionada para uma atividade físico-recreativa.

Enquanto que lamentamos a vida delicada que vivenciou desde o acidente bem como também a morte precoce de Mukhina, que pagou alto o preço de sua melancólica arrogância na tentativa de superação perfeccionista, um dos traços magnos do gênio ou de quem se deixa ser possuído por este estado mental, transcendental, outra ginasta que vejo como do mesmo quilate que da pobre Elena, também encantou o mundo da ginástica por sua extrema elegância artística, impecável em sua composição, esboçando a expressão pura do gênio neste aspecto específico, e que decidiu abdicar voluntariamente de uma carreira completa e potencialmente frutífera, por uma vida, até agora difícil de ser, entendida e aceita, especialmente por seus fãs mais exaltados, se tais fotos que tem viralizado em blogues especializados do mundo da ginástica, de fato, exprimem o atual cotidiano desta bela moça.
Ana Porgras teve uma carreira meteórica, como a de Mukhina, se destacando por uma elegância tão impecável em sua composição, especialmente nos seus primeiros anos como ginasta profissional, que a partir de minha ótica, a alçou ao olimpo do, por agora e talvez pra sempre, inalcançável manifestação de excelência perfeccionista. Ana Porgras se tornou inalcançável por sua singularidade, sua imparidade de extrema qualidade, em fundamental, por seu talento artístico perfeitamente combinado com a ginástica. Algo de especial caracterizou Porgras durante a sua curta carreira, tão impressionante que arrebatou uma legião de fãs e chamou a atenção mesmo de grandes nomes do esporte, justamente aqueles que foram ofuscados pela meteórica Elena Mukhina, de décadas atrás.
Um brilho único, difícil de ser mensurado, uma mágica no ar, claro que bem reforçado por seu talento TÉCNICO. Mas foi a composição de personalidade, elegância e talento que fez tanto de Mukhina quanto de Porgras inalcançáveis e portanto geniais em suas apresentações e a posteriori realizações. Quanto de mérito que podemos dar aos seus técnicos, e no caso de Mukhina, culpa, apenas para começar, eu realmente não sei. Se foram produtos finais de uma sinergia perfeita entre técnico e esportista e portanto menos geniais na criação e mais na expressão ou representação da mesma, também não sei dizer. No entanto, a qualidade, original ou nem tanto, de ambas, foi tão acachapante e rara que é pouco provável que pudéssemos ser capazes negar-lhes a alcova de geniais.
E em ambas, em níveis bem distintos de qualidade (epicentro na elegância de Porgras, e de dificuldade de Mukhina), auge e tamanho da queda, todas as idiossincrasias da intensidade perfeccionista e inquieta do gênio bem como também o tipo de personalidade que tende a comporta-lo, especialmente em termos de gênio artístico e sinestésico, foram visíveis e marcantes para o desabrochar de seus talentos que tocaram por suas respectivas maneiras o céu da perfeição.
O gênio faz com paixão e sutileza perfeccionista. O competente faz desapaixonadamente.
Os geênios sem alma e atrito perfeccionista
Simone Biles é produto direto de um sistema que foi viciado para sempre vencer, a ginastica artística profissional americana, que de artística não tem quase nada.
Biles é tão perfeita que nem parece humana. Sorriso perfeito e séries perfeitas, mas que não são perfeccionistas. Sem maiores ambições Biles parece estar feliz com as suas séries perfeitas, diga-se, tecnicamente perfeitas. Ela é muito talentosa e mediante tamanho talento eu até poderia coloca-la ao posto de gênio técnico da atualidade. Mas tem algo nela que não é impressionante como a inalcançável beleza da elegância de Porgras ou o nível de dificuldade acoplado a uma elegância sóbria de Mukhina.
Ela não parece ter o desejo louco de gênio de se superar.
A formula americana é assim e até pode ser definida como sábia ainda que bastante pragmática, no país cuja alma já é capitalista. A ou o ginasta trabalha até ao ponto de sua excelência e quando chega ao teto pessoal de talento técnico para por ai, mantendo uma constância sem maiores riscos. Parece um padrão recorrente.
Americanos sempre parecem ser muito profissionais, quase sempre polidos, com poucas chagas internalizadas em suas vidas ou aquela intensidade, aquela paixão que é bem típica do gênio ou aquele que tem potencial para esboçá-lo, mesmo que dentro de uma particularidade expressiva, no caso do esporte.
Populares, neurotípicos, adaptados, bem estabelecidos.
Pouca personalidade e um esbanjar de maestria no aprendizado técnico, enquanto que o gênio artístico se caracteriza pelo exato oposto, fazendo fluir e dominar a si próprio, o singular de cada indivíduo, em outras palavras, fazendo a sua singularidade lhe dominar.
Os ginastas americanos em geral parecem lidar com a ginástica, a profissão que escolheram, exatamente como um típico burocrata, isto é, de maneira fria, desapaixonada e rotineira. Eu posso estar sendo muito generalista e preconceituoso em relação a eles, mas me passam esta impressão, enquanto que quando tem paixão relacionada à atividade escolhida, um brilho a mais é o mais provável de se manifestar e de maneira inevitável.
Por mais bem sucedidos, mais medalhas, por mais notas perfeitas possam alcançar, algo de cinza, de sem graça, sem brilho, sempre pareceu caracterizar ao menos uma importante proporção do povo americano.
É a composição que produz o talento genuíno, que toca o gênio, e o mesmo em esportes como a ginástica artística, isto é, uma atmosfera especial, que todos podem perceber, alguns podem até negar por ''dor de cotovelo'' ou inveja, mas que existe, é único e portanto genial.
Mustafina
O gênio que se perdeu??
Aliya Mustafina, ginasta que já citei no velho blogue, assombrou o mundo da ginástica logo em seu primeiro mundial em 2010. Ela foi precoce mostrando alto nível mesmo quando ainda era muito jovem, diferente de Mukhina que foi descreditada no inicio de sua carreira. Espantou o mundo da ginástica e depois de um grave acidente mudou de postura e deixou de tirar o fôlego dos aficionados pelo esporte ainda que tivesse por contrapartida conquistado muitos fãs. Mustafina é um perfeito caso de talento técnico tipicamente americanizado, mesclado à naturalidade da qualidade de gênio ou por um potencial para esboçá-lo, e sua carreira, até agora, mais parece mostrar com fidelidade o apagar das luzes espontâneas do brilho do seu gênio e a sua brava transição para sobreviver em um mundo em que as expectativas sobre si não foram plenamente satisfeitas e o tem feito com elegância, astúcia e certa maestria.
O gênio de Mustafina esfriou antes de atingir a todo o seu potencial ainda mais em uma profissão ingrata como é a ginástica artística. Apesar disso ela exibe juntamente com a sua colega russa Viktoria Komova os atributos de personalidade que tendem a caracterizar meios-gênios ou aqueles de menor envergadura, se comparados aos catataus do mundo intelectual, científico e/ou tecnológico.
Komova é outro exemplo de alguém dentro da ginástica que está dotada de uma personalidade intensa, perfeccionista (mas talvez não aos níveis inalcançáveis/únicos de Mukhina e Porgras) e um brilho de gênio que mostrou logo no início de sua carreira mas que também foi reduzindo a sua força com o passar do último ciclo olímpico.
Parar cedo nos faz eternos??? O impacto da abrupta interrupção de um carreira promissora e excepcional nos impressiona mais??
Correlação ou causalidade. Ou são os super talentosos e geniais que são mais propensos ou vulneráveis a interromper as suas carreiras??
Para muitos casos o fim abrupto e precoce de um talento promissor ou mesmo ainda em sua encubação necessariamente não deseja indicar que o mesmo teria sido esplendoroso se tivesse continuado a manter-se em sua trajetória.
No entanto me parece que para muitos outros casos de fato a precoce interrupção de suas trajetórias merece mais lamento pelo fato de ter encurtado muito cedo um potencial sem limites pré- estabelecidos, outro diferencial do gênio.
Mukhina mostrou talento de sobra a ponto de ter "esnobado" a super star romena do momento bem como também todas as suas colegas mais famosas e bem sucedidas. Se não tivesse se acidentado miseravelmente talvez tivesse mantido neste ritmo frenético (acoplando mais dificuldades para as suas séries e foi justamente um dos novos e ousados elementos que ceifou pra sempre a normalidade de sua vida) .
O mesmo para Ana que ao longo de sua curta carreira foi mostrando cansaço crescente por causa de suas atribulações enquanto uma esportista em ascensão. Sempre se esforçando além de suas próprias forças, Ana parece ter decidido parar no meio de uma carreira que já havia causado furor no ambiente profissional da ginástica feminina. Em seu últimos anos no entanto continuou mostrando a sua famosa e amada excelência na parte artística, sua qualitativamente singular e inalcançável elegância no solo assim como também na trave e mesmo nas barras assimétricas.
A naturalidade perfeccionista inalcançável do gênio versus o estudo meticulosamente planeado do talento
O talento tenta sempre emular o gênio, consistindo-se em uma tentativa de cópia daquilo que foi original e único.
Pelo fato de ter o fator artístico acoplado a si, a ginástica olímpica precisa muito de seus aspectos, até mesmo os mais importantes para que se completar. As ginastas mais geniais (e mesmo entre os homens) não serão por lógica intuitiva aquelas com as maiores dificuldades nem mesmo as mais elegantes mas as que conseguirem combinar arte e dificuldade de maneira mais perfeita. No entanto o gênio ou a expressão do mesmo não obedece a lógica semântica de nenhum outro elemento a não ser de si mesmo. E neste aspecto, uma série de fatores únicos corroboraram para que tivesse chegado a essa conclusão no que diz respeito a ginástica artística feminina e às duas ginastas protagonistas deste texto.
Como a inteligência que é aquilo que sabemos o que é quando a vemos, mas não sabemos dizer com supra-exatidão no que se consiste, o mesmo pode ser dito sobre talento e genialidade em que apenas uma sutileza milimétrica, rarefeita porém consistente que poderá separar talento puro ou emulação perfeccionista do gênio e o próprio gênio ou superação qualitativamente perfeccionista.
De tantos nomes deste esporte extremamente difícil, politicamente enviesado (que sempre o desgraçou), uma ode à capacidade de se superar os limites de elasticidade, força e movimento do corpo humano, eu escolhi essas duas que conquistaram a minha atenção e que parecem ter causado profunda impressão também em outras pessoas, por uma série de razões subjetivas, que poderiam muito bem colocar à prova a minha afirmativa ou conclusão neste texto, de que apenas ou especialmente as duas que mereceriam repousar no olimpo do talento extremo, que toca o céu do gênio, e que até cheguei a comentar ao longo deste texto. No entanto, algo mágico, único, singularmente especial, e com todas as adições ou circunstâncias subjetivas a seu dispor, conspiraram, ao menos ao meu ver, para ter resultado na expressão das nuances sutis, poderosas e típicas do gênio, esta composição fenotípica única, nestas duas jovens, separadas pelo espaço e tempo, ao invés de ter pensado o mesmo para tantas outras bravas ginastas (e também ginastas masculinos, alguns nomes me vieram à cabeça como o italiano Yuri Chechi, espetacular nas argolas por um bom tempo e inalcançável em relação à extrema naturalidade com que se apresentou neste aparelho). Se foram apaixonadas em seus momentos enquanto ginastas, ao mesmo nível que muitos gênios incontestáveis dos mais diversos ramos foram, eu não sei, existem algumas possíveis evidências, especialmente para a pobre Mukhina, que até poderia ter sido homenageada em algum romance russo, por sua vida, sempre sofrida e triste, com poucos momentos de alegria. No mais, os resultados ou expressões de seus esforços foram e são incomparáveis, algo que se tornou único, singular, tamanho o grau de qualidade, em sua sutileza, em sua excelência.
Algumas fotos recentes de Porgras são muito estranhas, o rosto saudavelmente belo, com feições classicamente caucásicas, parece ter se transformado em muitas faces, algumas muito vulgares e chocantes para quem já havia se acostumado com a sua beleza natural.
O gênio não é frágil apenas em relação aos que estão mais suscetíveis de serem tomados por ''ele'' ou por si mesmos, mas também em relação à sua manifestação ou expressão, por se consistir em uma originalidade extremamente nova ou numa qualidade tão única que não pode sequer ser enquadrada dentro de números frios.
O gênio escondido e finalmente expressado de Mukhina lhe causou danos irreparáveis e que resultaram em um resto de vida bem complicado pra ela. O mesmo pode ser dito em relação ao seu fantástico técnico.
A mesma personalidade soberba, arrogante, artística e fina que Porgras expressou, especialmente em suas belíssimas apresentações de solo, nos fazendo voltar á belle epoque de Paris e Viena, pode também estar tendo um papel em suas decisões pessoais.
A intensidade e o potencial sem limites pré-estabelecidos de ordem qualitativa do gênio ''ou de alguém que exibe potencial raro para expressá-lo'' tende a ser sempre uma faca de dois gumes, onde brota o gênio também pode brotar a insanidade.
Na atualidade, a ginasta islandesa Eythora Thorsdottir, ambientada na Holanda, parece expressar muitos componentes de sutilezas singulares que compõe a expressão da genialidade artística.
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