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terça-feira, 25 de março de 2025

Replication of a pseudoscientific finding

 The supposed (almost causal) correlation between IQ and rationality, in this new study below:


https://www.psypost.org/twin-study-suggests-rationality-and-intelligence-share-the-same-genetic-roots/


But why is it a pseudoscientific finding??


Because rational capacity is not well assessed by questions about hypothetical and specific situations, but by the factual quality of an individual's belief system, a much more objective way of accessing it. In other words, more is known about a person's level of common sense by their beliefs than by their answers on a test. Also because, generally, there is not just one "right" or "most rational" answer to specific everyday situations that require decision or judgment, if personal contexts can/usually vary, as well as the way we deal with them (influenced especially by our most intrinsic characteristics: personality, cognitive style...). And last but not least, because this is yet another correlation, even in the case of the "most rational" in "rationality tests", it seems that the number of people with high average IQs, especially verbal IQs, who have a high level of ideological fanaticism for certain irrational beliefs, such as the belief in egalitarianism, one of the most common in this population, seems to be disproportionate, demonstrating that a high cognitive capacity alone is not enough to function as a protective factor against chronic irrationality, nor that rationality is basically a discrete facet of cognitive capacities, as this study is claiming, even though it is believed to be a combination or recruitment of certain capacities, both cognitive and non-cognitive, that contribute to its expression and development, precisely a type of modulation (and that irrationality would logically be an opposite modulation).


This type of study is based on certain postulates that do not seem to match the observed and practical reality of human intelligence. The most relevant point here is that there is a g factor of cognitive abilities that results in a non-modular expression of intelligence, the opposite of what is perceived in reality. For if it is true that human intelligence is more generalist than that of other species, perhaps the most generalist of all, this is true in a comparative sense, because we continue to be more inclined towards cognitive specialization, even if less strict. For there is abundant evidence that corroborates this thesis, that human intelligence has a more modular nature, and that this diversity of specializations, consequently, tends to manifest itself in a more irregular manner among human groups. For example, the cognitive differences in visual-spatial and emotional abilities between men and women.


For even if it is possible to confirm the predominant occurrence of a regularity of individual performance in cognitive tests, it must be reiterated that this phenomenon is limited to psychometrics. This would explain, for example, an individual with high verbal-linguistic ability also presenting excellent mathematical performance in more general or superficial cognitive assessments, but, in practice, ending up developing more of his most prominent cognitive facet and still presenting a very average performance in non-verbal skills. However, this does not mean that intelligence differs individually only through channeling in certain capacities and that it ends up affecting other capacities, as if everyone presented the same initial potential and were to differ based on the process of choosing domains, but rather that these channeling or specialization tendencies are much deeper, structurally predetermined, according to the morphological/cerebral characteristics, in short, the physical-chemical characteristics of the individual, that is, cognitively reflective of these characteristics. It also means that there is a varied, but always limited, level of modulation of capacities and that, while this flexibility does not have an infinite or indefinable potential, there is a tendency in which the expressive emergence of certain cognitive (and psychological) capacities or characteristics tends to be related to a variably reduced expression of other characteristics or capacities, which seem to present a more antagonistic relationship. For example, visual-spatial capacities, much more developed in men, and socio-emotional capacities, much more developed in women; the difference between having a brain that pays more attention to inanimate elements and one that pays more attention to people and other living beings.


A translated excerpt from the text in the link shows the type of test that was applied to supposedly assess rational capacity, and that, in fact, it is a test of logical thinking, which is not exactly the same as rational thinking* and

which, in my opinion, can only be best assessed in real-world situations.


* Rational thinking is about the perception of facts, evidence or even a more impartial and objective analysis always aiming for greater understanding. Logical thinking, a priori, is about finding the underlying logic in a given context or situation, that which makes specific sense, although also related to the perception of an objective truth, not necessarily the same as rational thinking. This is the difference between finding the most correct answer to a problem and knowing that Cuba is not a democracy from any possible conceptual angle.


"Cognitive rationality was assessed using a specific test known as the Cognitive Reflection Test. This test presents individuals with problems designed to trigger an intuitive but incorrect response. For example, a question asks: "A bat and a ball together cost $1.10. The bat costs $1 more than the ball. How much does the ball cost?" The quick, intuitive answer is 10 cents, but the correct answer, which requires a little more thought, is actually 5 cents. The Cognitive Reflection Test uses several of these questions to see how well people can resist misleading intuitions and arrive at the logically correct answer."


As I have already mentioned and will say again in this text, a true test of rational capacity would precisely assess the level of rationality, which is very redundant, and, for this, nothing is more intuitive than doing so by assessing how centered on facts, evidence and consideration an individual's (personal) beliefs are, since they are much more important and influential, including in terms of intellectual discernment, of perceiving what is true and what is not, than getting correct answers on a test about hypothetical and very specific situations.

A replicação de um achado pseudocientífico

 A suposta correlação (quase causal) entre QI e racionalidade, nesse novo estudo abaixo: 




Mas por que é um achado pseudocientífico?? 

Porque a capacidade racional não é bem avaliada com perguntas sobre situações hipotéticas e específicas e sim pela qualidade factual de um sistema individual de crenças, uma maneira muito mais objetiva de acessá-la. Em outras palavras, sabe-se mais sobre o nível de sensatez de uma pessoa por suas crenças do que por suas respostas em um teste. Também porque, geralmente, não existe apenas uma resposta "certa" ou "mais racional" para situações específicas do cotidiano, que exigem decisão ou julgamento, se os contextos pessoais podem/costumam variar, assim como a maneira que lidamos com eles (influenciados especialmente por nossas características mais intrínsecas: de personalidade, estilo cognitivo...). E por último, mas não menos importante, por se tratar de mais uma correlação, mesmo no caso dos "mais racionais" em "testes de racionalidade", até porque parece ser desproporcional a quantidade de pessoas com médias altas de QI, especialmente de QI verbal, que apresentam alto nível de fanatismo ideológico por certas crenças irracionais, como a crença no igualitarismo, uma das mais comuns nessa população, demonstrando que uma alta capacidade cognitiva, apenas, não é suficiente para funcionar como um fator de proteção à irracionalidade crônica, nem que a racionalidade seja basicamente uma faceta discreta das capacidades cognitivas, como esse estudo está afirmando, ainda que acredite se tratar de uma combinação ou recrutamento de determinadas capacidades, tanto cognitivas quanto não-cognitivas, que contribuem para a sua expressão e o seu desenvolvimento, justamente uma espécie de modulação (e que a irracionalidade logicamente seria uma modulação oposta). 

Esse tipo de estudo se baseia em certos postulados que não parecem condizer com a realidade observada e prática da inteligência humana. O mais relevante aqui é de que existe um fator g das capacidades cognitivas que resulta em uma expressão não-modular da inteligência, o oposto do que se percebe na realidade. Pois se é verdade que a inteligência humana é mais generalista do que as de outras espécies, talvez a mais generalista de todas, essa é uma verdade em um sentido comparativo, porque continuamos mais inclinados à especialização cognitiva, mesmo que menos estrita. Pois abundam evidências que corroboram para essa tese, de que a inteligência humana apresenta uma natureza mais modular, e que essa diversidade de especializações, consequentemente, tende a se manifestar de maneira mais irregular entre grupos humanos. Por exemplo, as diferenças cognitivas em capacidades visual-espaciais e emocionais entre homens e mulheres. 

Pois mesmo se é possível confirmar a ocorrência predominante de uma regularidade de desempenho individual em testes cognitivos, há de se reiterar que tal fenômeno encontra-se circunscrito à psicometria. O que explicaria, por exemplo, um indivíduo dotado de alta capacidade verbal-linguística também apresentar um ótimo desempenho matemático em avaliações cognitivas mais generalistas, ou superficiais, mas, na prática, acabar desenvolvendo mais a sua faceta cognitiva mais proeminente e ainda apresentar um desempenho muito mediano em competências não-verbais. Mas isso não significa então que a inteligência se difere individualmente apenas por canalização em certas capacidades e que acaba afetando outras capacidades, como se todos apresentassem o mesmo potencial inicial e fosse se diferindo a partir do processo de escolha de domínios, e sim que essas tendências de canalização ou de especialização são bem mais profundas, estruturalmente pré determinadas, de acordo com as características morfológicas/cerebrais, enfim, físico-químicas do indivíduo, isto é, cognitivamente reflexivas destas características. Também significa que existe um nível variado, mas sempre limitado, de modulação de capacidades e que, enquanto essa flexibilidade não tem um potencial infinito ou indefinível, existe uma tendência em que, a emergência expressiva de certas capacidades ou características cognitivas (e psicológicas) tende a estar relacionada com uma expressão variavelmente reduzida de outras características ou capacidades, que parecem apresentar uma relação mais antagônica. Por exemplo, capacidades visual-espaciais, bem mais desenvolvidas em homens, e sócio-emocionais, bem mais desenvolvidas em mulheres; a diferença entre apresentar um cérebro que presta mais atenção a elementos inanimados e um que presta mais atenção a pessoas e outros seres vivos. 

Um trecho traduzido do texto no link mostra o tipo de teste que foi aplicado para supostamente acessar a capacidade racional, e que, na verdade, trata-se de um teste de pensamento lógico, que não é exatamente o mesmo que o pensamento racional* e que, na minha opinião, só pode ser melhor avaliado em situações do mundo real. 

* Pensamento racional é sobre a percepção de fatos, evidências ou também de uma análise mais imparcial e objetiva sempre visando uma maior compreensão. O pensamento lógico, a priori, é sobre encontrar a lógica que está subjacente em determinado contexto ou situação, aquilo que faz sentido específico, ainda que também relacionado com a percepção de uma verdade objetiva, não necessariamente o mesmo que o racional. Essa é a diferença entre encontrar a resposta mais certa para um problema e de saber que Cuba não é uma democracia sob nenhum ângulo conceitual possível. 

"A racionalidade cognitiva foi avaliada usando um teste específico conhecido como Teste de Reflexão Cognitiva. Este teste apresenta aos indivíduos problemas projetados para desencadear uma resposta intuitiva, mas incorreta. Por exemplo, uma pergunta pergunta: "Um taco e uma bola juntos custam US$ 1,10. O taco custa US$ 1 dólar a mais que a bola. Quanto custa a bola?" A resposta intuitiva e rápida é 10 centavos, mas a resposta correta, que requer um pouco mais de reflexão, é na verdade 5 centavos. O Teste de Reflexão Cognitiva usa várias dessas perguntas para ver o quão bem as pessoas conseguem resistir a intuições enganosas e chegar à resposta logicamente correta."

Como eu já comentei e volto a dizer nesse texto, um verdadeiro teste de capacidade racional avaliaria justamente o nível de racionalidade, muito redundante, e, para isso, nada mais intuitivo do que fazê-lo avaliando o quão centradas em fatos, evidências e ponderação, estão as crenças (pessoais) de um indivíduo, até por serem muito mais importantes e influentes, inclusive quanto ao discernimento intelectual, de percepção do que é verdadeiro e do que não é, do que acertos em um teste sobre situações hipotéticas e muito específicas. 

sábado, 15 de março de 2025

Why didn't I root for the movie "I'm Still Here"?

 Why didn't I root for the movie "I'm Still Here"?


Because it would be the same as rooting for hypocrisy, cynicism, fanaticism...


Because it would be the same as rooting for the victory of a billionaire director, heir to a bank, who profits from the misery of many Brazilians, and who "fights against fascism" by making films that also make them money, which he already has plenty of...


His "class consciousness" seems quite impractical, because if he was truly progressive, he would seek to _help_ NGOs, individuals or groups directly, which, in very capitalist language, means "with LOTS of money" (which he has plenty of)...


Because it would be the same as rooting for an average actress, the daughter of privilege and nepotism (who benefited immensely in her career from being the daughter of well-known actors), and who is only interested in the fires in the Amazon and the Pantanal or the suffering of the Brazilian people when the government is "right-wing"... Extreme selectivity of indignation that many of his ideological peers have They also practice it. And that says a LOT about a person's character...


Because it would be the same as rooting for yet another mediocre film to win an award undeservedly, and which, let's say, has lost much of its prestige in recent years (or decades?), because of its very "subjective" way of evaluating film productions, prioritizing the political character of the film over its objective qualities, and which has become even more biased recently, practically a private "party" for "rich and fake progressives"....


Because it would be the same as continuing to honor an award that has been dominated for a long time by a certain "tribe" and that, currently, also dominates a good part of politics, education and the Western media, not for our delight, practicing its ethnic nepotism in a shameless manner in this award (see certain suspicious "victories", such as the one for "best actress", this year), while practicing other of its evil deeds* (slaughter of a certain people; brainwashing of ideologies) harmful, especially in Western countries, and the imposition of such policies with serious consequences, such as mass immigration and "multiculturalism", two extremist or radical policies that aim to destroy the cultural and ethnic homogeneity of nations in order to establish atomized, excessively individualistic societies, while remaining united and cohesive**...), with the almost absolute complicity or connivance of precisely the "institutions" in which it has wrapped its arms ("connections")...


* Obviously they are not the only ones, in fact, it is difficult to find a human population that does not commit irrational acts that can be classified as unnecessary, senseless, extreme and/or cruel. But, as politically hegemonic in our time...


** Even if it were the case of building more plural and/or less collectivist societies, it would be done correctly and not as has been imposed, in which an exponential increase in conflicts can be seen.


Because it would be the same as rooting for a film that rightly speaks out against the military dictatorship, but knowing that its creators, and many of those who supported it until its "victorious" Oscar run, also blatantly support "left-wing" dictatorships, as well as dictatorships that, without a clear ideological position, place themselves politically against US interests, instead of coherently positioning themselves against any type of totalitarian regime... Not to mention that they also support other types of dictatorship, more indirect, such as the thought police in force in the Western world...


In short, because it would be the same as endorsing the chorus of this hive of absolute conformity and lies posing as "emotional blackmail"...

Por que eu não torci para o filme "Eu ainda estou aqui"?

 Porque seria o mesmo que torcer para a hipocrisia, o cinismo, o fanatismo...


Porque seria o mesmo que torcer para a vitória de um diretor bilionário, herdeiro de banco, que lucra com a miséria de muitos brasileiros, e que "luta contra o fascismo" fazendo filmes que também lhes dá dinheiro, o que ele já tem de sobra... 

Sua "consciência de classe" parece bem pouco prática, pois se fosse realmente progressista, buscaria _ajudar_ ONGs, indivíduos ou grupos de maneira direta, que, em linguagem bem capitalista, significa "com MUITO dinheiro" (o que ele tem de sobra)...

Porque seria o mesmo que torcer para uma atriz mediana, filha do privilégio e do nepotismo (que foi imensamente beneficiada em sua carreira por ser filha de atores conhecidos), e que só se interessa por queimadas na Amazônia e no Pantanal ou pelo sofrimento do povo brasileiro quando o governo é de "direita"... Seletividade extrema de indignação que muitos dos seus pares ideológicos também praticam. E isso diz MUITO sobre o caráter de uma pessoa...

Porque seria o mesmo que torcer para que mais um filme mediano ganhe um prêmio imerecidamente e que, diga-se, perdeu boa parte do seu prestígio nos últimos anos (ou décadas?), por causa de sua maneira muito "subjetiva" de avaliar produções do cinema, priorizando o caráter político do filme do que suas qualidades objetivas, e que se tornou ainda mais enviesado recentemente, praticamente uma "festa" particular de "progressistas ricos e de fachada"....

Porque seria o mesmo que continuar prestigiando uma premiação dominada há um bom tempo por uma certa "tribo" e que, atualmente, também domina uma boa parte da política, da educação e da mídia ocidental, não para o nosso deleite, praticando seu nepotismo étnico de maneira desavergonhada nessa premiação (vide certas "vitórias" suspeitas, como a de "melhor atriz", nesse ano), enquanto pratica outras de suas maldades* (carnificina de um certo povo; lavagem cerebral de ideologias nocivas, especialmente em países ocidentais, e imposição das mesmas com sérias consequências, tal como a imigração em massa e o "multiculturalismo", duas políticas extremistas ou radicais que visam destruir a homogeneidade cultural e étnica das nações para estabelecer sociedades atomizadas, excessivamente individualistas, enquanto se mantêm unidos e coesos**...), com a cumplicidade ou conivência quase absoluta justamente das "instituições' em que envolveu com os seus braços ("conexões")...

* Evidentemente que não são os únicos, aliás, é difícil encontrar uma população humana que não cometa atos irracionais que possam ser classificados como desnecessários, insensatos, extremos e/ou cruéis. Mas, enquanto politicamente hegemônicos em nossa época...

** Mesmo se fosse o caso de construir sociedades mais plurais e/ou menos coletivistas, que fosse feito de maneira correta e não como tem sido imposto, em que se percebe um aumento exponencial de conflitos. 

Porque seria o mesmo que torcer para um filme que discursa corretamente contra a ditadura militar, mas sabendo que os seus criadores, e muitos daqueles que o apoiaram até à sua trajetória "vitoriosa" no Oscar, também apoiam, de maneira descarada, ditaduras "de esquerda", bem como as ditaduras que, sem um posicionamento ideológico claro, se colocam politicamente contra os interesses estadunidenses, ao invés de, coerentemente, se posicionarem contra qualquer tipo de regime totalitário... Sem falar que também apoiam outros tipos de ditadura, mais indiretas, tal como a polícia do pensamento em vigor no mundo ocidental...

Enfim, porque seria o mesmo que endossar o coro desta colmeia de conformidade absoluta e de mentiras se passando como "chantagem emocional"...

sexta-feira, 7 de março de 2025

About an old discussion: who is more irrational, the left or the right, and a new thought

 What is more irrational, mediocrity or madness??


I have already written some texts based on this question in the title, more specifically two texts. In the first, I compared the left and the right based on the historical context of colonial Brazil and concluded that it is the right-wingers who are more inclined towards irrationality, not only because they are more likely to justify slavery, but also because they are more inclined towards religious belief, an extra and traditional dose of adherence to magical thinking. In the second text, I ended up concluding that the more rational ones would be more likely to not become so ideologically biased, contrasting an older text of mine, about highly rational individuals, in which I stated that they would be more likely to adopt progressive beliefs more vigorously, also based on the long history of embracing obscurantism by the other side, the right.


A new thought about this discussion, according to what I have been thinking, is that the comparison between those on the right and those on the left, in rational terms, is equivalent to the comparison between different doses of rationality, or rather, irrationality, in which the first group would be excessively restrained in their intellectual approaches, and therefore more conservative, expressing a more mediocre way of rational thinking, while the second would be excessive in its intellectual approaches, and that, without a quality filter of thoughts and ideas, becomes a more risky and mistaken way of rational thinking. Therefore, it is the clash between mediocrity and madness, between going too little beyond primary good sense, which is usually called "common sense", and going much further, but more in a sense of inverting it, reiterating the condition of the left, which has given itself, as an antithesis of the right, and not as a synthesis or a true moral and intellectual transcendence, as it seems to proclaim.


But this does not mean that right-wingers are, on average, less irrational than rational. It does mean that they are less irrational than left-wingers. Nor does it mean that conservative thought is perfectly cautious. Traditional religious belief alone shows us that this is far from true. (Still, it is interesting to think that, if from a thought I had about it, it is possible to consider it radical, in the sense of imprudent or hasty, and also conservative, depending on the perspective. If from a purely rational perspective, traditional religion, but also any other form of magical thinking, is tacitly an extraordinary statement without extraordinary evidence, a speculative leap without any logical basis, treated as absolute truth. And if from a historical-cognitive and evolutionary perspective, religious belief among humans would be the conservation of the universal and extremely basic modus operandi of living beings, self-centeredness, of primarily perceiving reality from one's own perspective, instead of doing so in a more objective way, shifting perception to the objective instead of self-projection).

Sobre uma velha discussão: quem é mais irracional, o de esquerda ou o de direita e um novo pensamento

 O que é mais irracional, a mediocridade ou a loucura?? 


Eu já escrevi alguns textos tendo como base essa pergunta do título, mais especificamente dois textos. No primeiro, eu comparei os de esquerda e os de direita a partir de um contexto histórico de Brasil-colônia e concluí que são os de direita que pendem mais à irracionalidade, não apenas por serem mais propensos a justificar a escravidão, mas também por serem mais inclinados à crença religiosa, uma dose extra e tradicional de adesão ao pensamento mágico. No segundo texto, eu acabei concluindo que os mais racionais seriam mais propensos a não se tornarem tão enviesados ideologicamente, contrapondo um texto meu mais antigo, sobre os indivíduos altamente racionais, em que afirmava que estes seriam mais propensos a adotar de maneira mais vigorosa, crenças progressistas, também com base no longo histórico de abraço ao obscurantismo pelo outro lado, da direita. 

Pois um novo pensamento acerca desta discussão, de acordo com o que tenho pensado, é a de que a comparação entre os de direita e os de esquerda, em termos racionais, equivale à comparação entre doses diferentes de racionalidade, ou melhor, de irracionalidade, em que o primeiro grupo seria excessivamente comedido em suas abordagens intelectuais, por isso, mais conservador, expressando um modo mais medíocre do pensar racional, enquanto que o segundo seria excessivo em suas abordagens intelectuais, e que, sem um filtro de qualidade de pensamentos e ideias, se converte em uma maneira mais arriscada e equivocada do pensar racional. Portanto, é o embate entre a mediocridade e a loucura, entre sair muito pouco do bom senso primário, que costuma-se chamar de "senso comum", e a de ir muito além, mas mais em um sentido de inversão do mesmo, reiterando a condição da esquerda, que tem dado a si mesma, como um antítese da direita, e não como uma síntese ou uma transcendência moral e intelectual verdadeira, como parece se apregoar.

Mas isso não significa que os de direita sejam, em média, menos irracionais do que racionais. E sim que sejam menos irracionais que os de esquerda. Também não significa que o pensamento conservador seja perfeitamente cauteloso. Só a crença religiosa tradicional já nos mostra que isso está longe de ser verdadeiro. (Ainda assim, é interessante pensar que, se por um pensamento que eu tive sobre a mesma, é possível considerá-la radical, no sentido de imprudente ou precipitada, e também conservadora, dependendo da perspectiva. Se por uma perspectiva puramente racional, a religião tradicional, mas também qualquer outra forma de pensamento mágico, se trata tacitamente de uma afirmação extraordinária sem evidência extraordinária, de um salto especulativo sem qualquer base lógica, tratado como verdade absoluta. E se por uma perspectiva histórico-cognitiva e evolutiva, a crença religiosa entre humanos seria a conservação do modus operandi universal e extremamente básico dos seres vivos, o autocentrismo, de primariamente perceber a realidade pela própria perspectiva, ao invés de fazê-lo de maneira mais objetiva, deslocando a percepção para o objetivo ao invés da auto projeção). 

After all, is it the "far right", extreme, or especially who accuses it??

 Who accuses it??


''Traditional media''??


Self-declared "radical subversives"??


The traditional media reflects and expresses the voice of power, which has never really been moderate and balanced...


Those who are always ready to "accuse" others of being intolerant, extremists... fascists, racists, xenophobes... basically repeat the litany of accusing others of being and doing what they themselves are and do...


Some examples of the "extremism" of the "far right" today:


- The "far right" only wants greater control over immigration, especially in countries that have experienced significant flows of immigrants, and because this lack of control generates very negative consequences, especially the increase in cultural conflicts, crime and the progressive demographic and cultural replacement of natives by foreigners... Not to mention that it does not solve the social problems of the countries where most of these immigrants come from.


Very "radical" and "extremist"...


- The "far right" only wants to combat the excesses of 'left-wing' identity politics, in which immigration policies with little control are also part of the "package", as is the reversal of institutionalized discrimination against certain groups in evaluation and selection processes in the labor market, particularly white men, in countries where this policy has been imposed, returning to the old common sense of prioritizing technical competence over subjective preferences (racial, sexual...).


Or even the ban on trans athletes in traditional sports, especially in women's sports, knowing that they tend to have natural biological advantages, particularly for "trans women" over "biological women" (and which reverses the situation when it comes to competitions between "trans men" and "biological men", exposing the first group to the risks of competing with those who are much stronger and more physically agile)...


Or that children can be subjected to irreversible procedures on their developing bodies when they express any level of mismatch between gender and sex identity (which seems that, most of the time, is nothing more than a temporary mismatch).


An affront to moderation and rationality, don't you think?

Afinal, é a "extrema direita", extrema, ou especialmente quem a acusa??

 Quem a acusa??

''Mídia tradicional''?? 

Autodeclarados "subversivos radicais"??

A mídia tradicional reflete e expressa a voz do poder, que nunca foi realmente moderado e ponderado... 

Já aqueles que estão sempre prontos para "acusarem" os outros de serem intolerantes, extremistas... fascistas, racistas, xenófobos... basicamente repetem a ladainha de acusarem os outros de serem e fazerem o que eles mesmos são e fazem...

Alguns exemplos do "extremismo" da "extrema direita" hoje em dia:

- A "extrema direita" quer apenas um maior controle sobre a imigração, ainda mais em países que têm experimentado fluxos significativos de imigrantes, e porque esse descontrole gera consequências muito negativas, especialmente o aumento de conflitos culturais, da criminalidade e a progressiva substituição demográfica e cultural dos nativos pelos forasteiros... Sem falar que não resolve os problemas sociais dos países de onde a maioria desses imigrantes são oriundos.

Muito "radical" e "extremista"... 

- A "extrema direita" quer apenas combater os excessos das políticas identitárias 'de esquerda', em que as políticas de imigração com pouco controle também fazem parte do "pacote", tal como a reversão da discriminação institucionalizada contra certos grupos em processos avaliativos e seletivos no mercado de trabalho, particularmente de homens brancos, em países em que essa política tem sido imposta, voltando ao velho bom senso de priorizar competência técnica sobre preferências subjetivas (racial, sexual...).

Ou também a proibição de atletas trans em esportes tradicionais, especialmente em esportes femininos, sabendo que tendem a apresentar vantagens biológicas naturais, particularmente das "mulheres trans" em relação às "mulheres biológicas" (e que reverte de situação quando se tratam de competições entre "homens trans" e "homens biológicos", expondo o primeiro grupo aos riscos de competir com quem é muito mais forte e ágil fisicamente)...

Ou que crianças possam ser submetidas a procedimentos irreversíveis em seus corpos, em desenvolvimento, quando expressam qualquer nível de descompasso de identidade entre gênero e sexo (que parece que, na maioria das vezes, não passa de um descompasso temporário).

Uma afronta à moderação e à racionalidade, não acham?? 

Lacração é ruim. Mas as novelas antigas do Manoel Carlos...

 Antes, as novelas brasileiras quase não tinham personagens LGBTs. Os que existiam, quase sempre faziam parte dos núcleos de humor. Pois era assim que muitos brasileiros conseguiam aceitar LGBTs na mídia, apenas se fossem para lhes causarem risadas, diga-se, especialmente se fossem suas próprias sexualidades a fonte principal para as piadas. 


Antes, não era bom. Mas hoje, com esse excesso de representatividade, parece até que metade da população brasileira é "gay". Porque se tornou obrigatório que toda novela tem que ter personagens LGBTs de destaque, ao invés do bom senso de distribuí-los de maneira menos forçada, sem essa obrigação.

Antes, a maioria das novelas brasileiras eram sobre tramas que giravam em torno de famílias ricas ou de classe média alta. A maioria dos atores dos elencos eram brancos. Para atores negros e pardos, quase sempre sobravam papéis irrelevantes, de escravos, se a novela fosse de época, ou empregados, se passasse no tempo presente. Vale dizer que brancos pobres ou de classe média baixa também eram sub-representados e estereotipados. Até parecia que o Brasil era um país europeu e desenvolvido. Se especialmente a globo era racista e elitista, ou se também existia outra razão para evitar uma representatividade minimamente adequada de até metade da população brasileira em suas novelas, por exemplo, visando atender à demanda do público-alvo que mais tinha acesso a um aparelho de televisão até os anos 2000, predominantemente branco e de classes A e B?? Enfim, uma possível combinação entre pragmatismo capitalista com racismo e elitismo legítimos. 

Mas hoje não está melhor. Piorou até. Pois se antes as novelas pecavam em termos de representatividade, pelo menos eram de boa qualidade: atuação, direção e trama. Hoje, a representatividade se tornou compulsória, forçada e artificial, porque toda novela tem que ter personagem LGBT, ou com deficiência, e toda novela tem que ter protagonismo negro e pautas políticas enviesadas à "esquerda" como tema. Se antes as novelas eram homogeneamente excludentes e elitistas, hoje, o problema da homogeneidade de temas e composição permanece, só mudou de direção. Isso significa que continuam excluindo, especialmente a possibilidade de pluralidade e liberdade na construção das tramas, sem amarras ideológicas de direita ou esquerda ditando suas regras. Além disso, a qualidade técnica das novelas brasileiras despencou. Não apenas em um sentido técnico, mas também de essência, já que desde a década de 2010 que, especialmente os novos diretores, começaram a produzir enredos mais complexos ao invés de manter a antiga fórmula de como fazer um dramalhão, apostando alto na inovação e se esquecendo de agradar o perfil predominante de quem (ainda) assiste novelas: mulheres, donas de casa... Também parece que essa transição mal sucedida foi baseada em uma análise de mercado precipitada, com base nas tendências culturais ou de comportamento das novas gerações. Em suma, as novelas brasileiras têm tentado conquistar os mais jovens, abandonando o seu próprio público, mas a maioria deles prefere se entreter pela internet. E as séries, estrangeiras e nacionais, se tornaram tão ou mais populares, delegando às novelas, um futuro que parece cada vez menos presente na vida das pessoas. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

On the "final" and "politically incorrect" solution to the problem of violence

To understand the problem of violence committed by human beings, especially irrational violence, it is first necessary to understand human behavior: how it works, what factors influence it... To truly understand it, in the most scientific sense possible, based on the best that scientific thought and practice can offer. Because adopting narratives that supposedly explain it, including violence, just because they fit with personal beliefs or feelings, seems to be much more common, not only among non-specialists, but even among those who consider themselves such, just because they graduated in related areas, but demonstrate more ignorance than knowledge, precisely because they disregard legitimate scientific evidence on the topics of their areas of expertise; because they have limited themselves to the politically correct pseudosciences that have become predominant in their areas in the last half century. 

So, first, let's talk a little about human behavior, which we can observe with the naked eye, its patterns or intersectional correlations, which are not just parallels between factors that share the same context of influences. This is precisely the first point, that human behavior is relatively predictable, because we can draw behavioral profiles of individuals, but also of groups and subgroups, in relation to their personality traits and intelligence. For example, we know that a person is more shy precisely because we perceive in them a constancy of behaviors characteristic of shyness. The second point is that we can observe, in addition to the patterns of human behavior that result in cognitive and personality profiles, that they are also more stable or difficult to significantly change, even though they also present a limited adaptive plasticity. That is, precisely because they are more stable they are also predictable. Even when chronic instability is observed, such as in the case of mood disorders such as bipolar disorder and borderline personality disorder, they still express patterns of "stable instability" or predictable undulation. The third point is that it is common to find an apparently coincidental similarity of behavioral tendencies among close blood relatives, especially between parents and children, and siblings; that we can also notice this similarity between individuals from the same groups defined by race or ethnicity, culture, social class, IQ, type of intelligence, sex, sexual orientation... That we can see, for example, that adopted children do not tend to resemble their adoptive parents in temperament and intelligence, but rather their biological parents, even more so if they come from different social backgrounds, and even when they are raised from a very early age by their adoptive parents, far from their biological families. The fourth point is that we can see that human behavior is more intrinsically than extrinsically oriented, due to the perception of being more stable and predictable and because it manifests itself in a way that is more coherent with the individual's personality traits and intelligence than just in a way that is reciprocally reactive to external circumstances. The fifth point is that we can agree that we are not born as "blank sheets of paper", without pre-formed brains (not yet fully developed) and endowed with specific constitutions, if behavioral tendencies already begin to appear from the first years of life, and that we most likely inherit them from our parents, although more as a recombination of their characteristics, as well as from their closest relatives (siblings...), than as a direct and linear inheritance, based on the third point of primarily coincidental similarity and also by the basic logic that we do not inherit only physical characteristics from our parents. And finally, it is even possible to conclude that all these points corroborate the hypothesis contrary to the one that has become predominant, especially in the human sciences, that we are practically absolute products of the environments in which we live, whether led by sociology or in a more sophisticated way by epigenetics (if that is what this emerging branch seems to be serving, to be used as supposed scientific evidence that the environment is more important than biology in determining human development and behavior and, therefore, as reinforcement for ideologically biased narratives and public policies, based on them, that supposedly aim to combat social problems). 

There you have it. If we can agree with everything that was said above about the behavior of our species, we can also do so in a more specific way, for example, in relation to violent behavior: that it is predictable, according to more stable patterns of behavior and correlations with certain groups; more intrinsic and, therefore, more dependent on the/quantity and level of self-control, and other qualities, of an individual, rather than primarily and exclusively on the circumstances in which he or she finds himself or herself; of being more hereditary and, consequently, more expressive/in certain groups and family segments than in others... A significant example of the more prominent role of biology on human behavior and specific to antisocial predispositions is the difference in the frequency of violent behavior between men and women, a universal pattern because it is repeated in all countries, regardless of their socioeconomic or cultural characteristics, and expresses significant hormonal differences between the sexes. But it is also important to keep in mind that there are classes of individuals in terms of their propensity for violent, aggressive or cruel behavior (as well as in relation to other types of behavior): from those who are less prone, through those in whom there is a variable propensity, which may be dependent on the context, to those in whom this tendency is more evident, without the need for a primarily logical context to justify it. Finally, based on the points raised, a series of measures can be drawn up on how to combat crime from its roots. These are:

- Through observation of behaviors, early identification and primary monitoring of individuals who exhibit a high frequency of irrationally antisocial behaviors;

- As a preventive measure, after identification and monitoring, possible social isolation, especially for those who are correctly diagnosed as having antisocial personality disorders and identified as a risk to society;

- As a remedial measure, potentially permanent detention of any individual who commits crimes, especially those considered heinous, which are committed without a complex context that could open the way for some type of logical and/or rational justification; - Subsequent sterilization of these individuals, based on the points above, aiming at the exponential reduction of the phenotypic frequency of individuals who exhibit constant irrationally antisocial behavior, which in turn reflects their own more intrinsic mental characteristics: cerebral, hormonal... Also based on the fact that there is no treatment or cure for this class of mental disorders;

- Improvement of the identification and monitoring of these individuals from childhood, with the possibility of starting to remove them from social life and restricting their rights before they become adults, but without necessarily treating them with compulsory cruelty, understanding that they present deficits in self-control, emotional intelligence and rationality.

Simply imprisoning all those who commit crimes or engage in illegal activities, although efficient in reducing crime, will not be enough in the long term, if there is a risk of an increase in the phenotypic frequency of individuals with antisocial tendencies, if they are not prevented from having descendants, as is the case with many prisoners, who have higher fertility rates than the population outside prisons, maintaining the cycle and reproductive advantage of this highly problematic group. 

Finally, the main factors that, in my opinion, make it difficult or problematic for these measures to be fully adopted in a "democratic" society:

- The relative dominance: structural and ideological, of the "good" pseudosciences, biased to the left, which block or hinder any action towards public policy that, in fact, combats the problem of crime objectively and efficiently, but without going beyond the indiscriminate commission of abuses, which would be a contradiction of combating crimes by committing them;

- The problem of the historical legalization of antisocial practices by "elite" groups or those who find themselves in a situation of empowerment over other groups, such as the economic exploitation of workers, with exhaustive working hours, psychological abuse and low wages... Because the adoption of the recommended measures only with lower-class criminals categorically consists of a social cleansing that favors and even expands the power of certain "elite" individuals and groups that also greatly harm the social fabric, for example, due to their dominance in politics, in which they tend to impose measures that favor their personal interests to the detriment of the well-being of society itself, in general. 

- The use of these measures as substitutes for those that seek to combat other social problems of great relevance, particularly social inequalities, job insecurity and political corruption... And don't doubt it if this happens, because, unfortunately, the only ones who are most interested in applying them are usually politicians on the right, if/those on the left tend to be averse to them, considering them inhumane or even inefficient and pseudoscientific (which they certainly are not). So, since the former, for the most part, are not interested in combating social inequalities, job insecurity and political corruption, it would be enough for them to send criminals from the bottom of the social hierarchy to be imprisoned, that is, applying the social cleansing warned about in the second counterpoint...

These counterpoints create a major impasse for a surely fair application of these measures, the only ones that can truly combat all forms of crime head-on and at all social levels, from blue-collar to white-collar criminals. Still, the mass incarceration of those involved in organized crime, such as drug trafficking, and other explicitly violent or illicit criminal practices, already alleviates crime rates considerably, as happened in El Salvador, a small Central American country that managed to reduce them from the highest to one of the lowest in the world, through the good sense of having started to arrest anyone who was involved in organized crime (disregarding here excesses that may be being committed, especially the arrest of innocent people who were unfairly associated with gangs). But, until when this mass incarceration will be able to contain crime, it is something to think about, after all, the detainees will eventually leave prison and return to circulate in society... That is why it is necessary to face this problem from all possible angles, to do so based on true scientific practice, seeking to understand what it is about (behavior, violence... origins, tendencies, characteristics and realistic possibilities of confrontation), based on reality and not just a supposed academic "good-naturedness", divorced from the rigor of scientific impartiality, but without disregarding that these are also human individuals, many of whom demonstrate, throughout their lives, a chronic inability to self-control and self-awareness, and to also take into account this aspect of the chronic deficiency of rationally directed behaviors that these individuals present. Finally, we must not forget the moral aspect of the practice of justice in situations of violent crimes: to punish according to the degree of violence, to take into account the level of contextual complexity in which the crime occurs, the characteristics of the individuals involved... To improve the practice of justice as much as possible.

Sobre a "solução final" e "politicamente incorreta" para o problema da violência

Para entender o problema da violência cometida por seres humanos, especialmente a violência irracional, primeiro é necessário entender o comportamento humano: como funciona, quais fatores o influenciam... Entender de fato, no sentido mais científico possível, com base no melhor que o pensamento e a prática científica podem oferecer. Porque adotar narrativas que supostamente o explicam, incluindo a violência, só por coadunarem com crenças ou sentimentos pessoais, parece ser muito mais comum, não apenas entre não-especialistas, mas mesmo entre aqueles que se pensam como tal, só porque se formaram em áreas relacionadas, mas demonstram mais ignorância que conhecimento, justamente por desprezarem as evidências legitimamente científicas sobre os tópicos de suas áreas de especialização; por terem se limitado às pseudociências politicamente corretas que se tornaram predominantes em suas áreas no último meio século. 

Então, primeiramente, falemos um pouco sobre comportamento humano, que podemos observar a olho nu, seus padrões ou correlações interseccionais, que não são apenas paralelismos entre fatores que compartilham um mesmo contexto de influências. Pois é exatamente esse, o primeiro ponto, de que o comportamento humano é relativamente previsível, por podermos traçar perfis comportamentais, de indivíduos, mas também de grupos e subgrupos, em relação aos seus traços de personalidade e inteligência. Por exemplo, sabemos que uma pessoa é mais tímida justamente porque percebemos nela uma constância de comportamentos característicos da timidez. O segundo ponto é o de podermos observar, além dos padrões de comportamento humano que resultam em perfis cognitivos e de personalidade, que eles também são mais estáveis ou difíceis de serem significativamente alterados, ainda que também apresentem uma limitada plasticidade adaptativa. Isto é, exatamente por serem mais estáveis que também são previsíveis. Mesmo quando se percebe uma instabilidade crônica, tal como no caso de transtornos de humor, como o transtorno bipolar e o de personalidade limítrofe, ainda expressam padrões de "instabilidades estáveis" ou de ondulação previsível. O terceiro ponto é o de ser comum encontrarmos uma similaridade aparentemente coincidente de tendências de comportamento entre parentes de sangue mais próximos, especialmente entre pais e filhos, e irmãos; que também podemos notar variavelmente essa similaridade entre indivíduos de mesmos grupos definidos por raça ou etnia, cultura, classe social, QI, tipo de inteligência, sexo, orientação sexual... Que podemos perceber, por exemplo, que filhos adotados não tendem a se parecer com os seus pais adotivos em temperamento e inteligência, e sim com os seus pais biológicos, ainda mais se apresentam procedências sociais distintas, e mesmo quando são criados desde muito cedo pelos seus pais de adoção, longe de suas famílias biológicas. O quarto ponto é o de podermos perceber que o comportamento humano é mais intrínseca do que extrinsecamente orientado, pela própria percepção de ser mais estável e previsível e por se manifestar de maneira mais coerente aos traços de personalidade e inteligência do indivíduo do que apenas de maneira reciprocamente reagente às circunstâncias externas. O quinto ponto é o de podermos concordar que não nascemos como "folhas de papel em branco", sem cérebros pré-formados (ainda não totalmente desenvolvidos) e dotados com constituições específicas, se tendências de comportamentos já começam a aparecer desde os primeiros anos de vida, e que muito provavelmente as herdamos dos nossos progenitores, ainda que, mais como uma recombinação de suas características, bem como de seus parentes mais próximos (irmãos ...), do que como uma herança direta e linear, com base no terceiro ponto de similaridade primariamente coincidente e também pela lógica básica de que não herdamos dos nossos progenitores apenas características físicas. E, por fim, é até possível chegarmos à conclusão de que todos esses pontos corroboram para a hipótese contrária àquela que se tornou predominante, principalmente nas ciências humanas, de sermos produtos praticamente absolutos dos meios em que vivemos, se liderada pela sociologia ou de maneira mais sofisticada pela epigenética (se é para isso que esse ramo emergente parece estar servindo, para ser usado como uma suposta evidência científica de que o meio é mais importante que a biologia na determinação do desenvolvimento e do comportamento humanos e, então, como reforço para narrativas ideologicamente enviesadas e políticas públicas, baseadas nas mesmas, que visam supostamente combater os problemas sociais). 

Pronto. Se podemos concordar com tudo o que foi dito acima sobre o comportamento da nossa espécie, também podemos fazê-lo de maneira mais específica, por exemplo, em relação ao comportamento violento: de ser previsível, de acordo com padrões mais estáveis de comportamentos e correlações com determinados grupos; mais intrínseco e, portanto, mais dependente da vontade e do nível de autocontrole, e outras qualidades, de um indivíduo, do que primária e exclusivamente das circunstâncias em que se encontra; de ser mais hereditário e, consequentemente, mais expressivo/em certos grupos e segmentos familiares do que em outros... Um exemplo significativo quanto ao papel mais proeminente da biologia sobre o comportamento humano e específico à predisposições antissociais é a diferença de frequência de comportamento violento entre homens e mulheres, padrão universal porque se repete em todos os países, independente de suas características socioeconômicas ou culturais, e expressa diferenças hormonais significativas entre os sexos. Mas também é importante termos em mente que existem classes de indivíduos quanto à propensão ao comportamento violento, agressivo ou cruel (assim como em relação a outros tipos de comportamentos): desde aqueles que estão menos propensos, passando por aqueles em que existe uma propensão variável, que pode ser dependente do contexto, até àqueles em que essa tendência está mais aflorada, sem a necessidade de um contexto primariamente lógico que o justifique.

Finalmente, a partir dos pontos levantados, pode-se chegar a uma série de medidas sobre como combater a criminalidade, desde a sua raiz. São elas:

- Pela observação de comportamentos, identificação precoce e acompanhamento primário dos indivíduos que apresentam alta frequência de comportamentos irracionalmente antissociais;

- Se como medida preventiva, após a identificação e o acompanhamento, possível isolamento social, especialmente para os que são corretamente diagnosticados como portadores de transtornos de personalidade antissocial e identificados como um risco à sociedade

-- Se como medida remediativa, a detenção potencialmente permanente de todo indivíduo que comete crimes, especialmente os que são considerados hediondos, que são cometidos sem um contexto complexo que possa abrir brecha para algum tipo de justificativa lógica e/ou racional;

- Posterior esterilização desses indivíduos, partindo dos pontos acima, visando à redução exponencial da frequência fenotípica de indivíduos que apresentam uma constância de comportamentos irracionalmente antissociais e, que por sua vez, reflete suas próprias características mentais mais intrínsecas: cerebrais, hormonais... Também partindo do fato de que não existe tratamento ou cura para essa classe de transtornos mentais;

- Aprimoramento da identificação e do acompanhamento desses indivíduos desde o período da infância, com a possibilidade de começar a retirá-los do convívio social e cercear seus direitos antes que se tornem adultos, mas sem necessariamente tratá-los com crueldade compulsória, compreendendo que apresentam déficits em autocontrole, inteligência emocional e racionalidade. 

Apenas o encarceramento de todos os que cometem crimes ou se envolvem em atividades ilegais, ainda que eficiente quanto à redução da criminalidade, não será suficiente a longo prazo, se existe o risco de haver um aumento da frequência fenotípica de indivíduos com tendências antissociais, caso não forem impossibilitados de gerar descendentes, como acontece com muitos presos, que apresentam taxas de fecundidade mais altas que da população fora das penitenciárias, mantendo o ciclo e a vantagem reprodutiva desse grupo altamente problemático. 

Por fim, os principais fatores que, na minha opinião, dificultam ou problematizam que essas medidas possam ser integralmente tomadas em uma sociedade "democrática':

- O domínio relativo: estrutural e ideológico, das pseudociências "do bem", enviesadas à esquerda, que bloqueiam ou dificultam qualquer tomada de ação no sentido de política pública que, de fato, combata o problema da criminalidade com objetividade e eficiência, mas sem que extrapole para o cometimento indiscriminado de abusos que seria um contrassenso de combater crimes praticando-os;

- O problema da legalização histórica de práticas antissociais por grupos de "elite" ou que se encontram em uma situação de empoderamento sobre outros grupos, tal como a exploração econômica de trabalhadores, com carga horária exaustiva, abuso psicológico e salários baixos... Pois a adoção das medidas recomendadas apenas com criminosos de classe baixa se consiste categoricamente em uma higienização social que favorece e até amplia o poder de certos indivíduos e grupos de "elite" que também prejudicam e muito o tecido social, por exemplo, pelo seu domínio na política, em que tendem a impor medidas que favorecem seus interesses pessoais em detrimento do bem estar da própria sociedade, de maneira geral. 

- O uso dessas medidas como substitutas das que buscam combater outros problemas sociais de grande relevância, particularmente as desigualdades sociais, a precarização do trabalho e a corrupção política... E não duvide se isso acontecer, porque, infelizmente, os únicos que estão mais interessados em aplicá-las são geralmente políticos à direita, se os de esquerda tendem a ser avessos às mesmas, por considerá-las desumanas ou até mesmo ineficientes e pseudocientíficas (que, com certeza, não são). Então, já que os primeiros, em sua maioria, não se interessam em combater desigualdades sociais, precarização do trabalho e corrupção política, lhes seria suficiente mandarem encarcerar criminosos das bases da hierarquia social, isto é, aplicando a higienização social alertada no segundo contraponto....

Esses contrapontos geram um grande impasse para uma aplicação seguramente justa dessas medidas, as únicas que podem realmente combater de frente todas as modalidades de criminalidade e de todos os níveis sociais, dos meliantes de colarinho azul aos de colarinho branco. Ainda assim, o encarceramento em massa dos envolvidos com o crime organizado, como o tráfico de drogas, e outras práticas criminosas explicitamente violentas ou ilícitas, já alivia bastante quanto aos índices de criminalidade, tal como aconteceu em El Salvador, pequeno país centroamericano que conseguiu reduzi-los, dos mais altos para um dos mais baixos do mundo, pelo bom senso de ter começado a prender qualquer um que estava envolvido com o crime organizado (desprezando aqui excessos que possam estar sendo cometidos, especialmente a prisão de inocentes que foram associados injustamente às gangues). Mas, até quando esse encarceramento em massa conseguirá conter a criminalidade, é algo para se pensar, afinal, os detidos eventualmente sairão da prisão e voltarão a circular no meio social... Por isso que é necessário enfrentar esse problema por todos os ângulos possíveis, de fazê-lo com base na verdadeira prática científica, buscando compreender do que se trata (comportamento, violência... origens, tendências, características e possibilidades realistas de enfrentamento), tendo como base a realidade e não apenas um suposto "bom mocismo" acadêmico, divorciado do rigor da imparcialidade científica, mas sem desprezar que também se trata de indivíduos humanos, muitos que demonstram, ao longo de suas vidas, uma incapacidade crônica de autocontrole e autoconsciência, de também levar em conta esse aspecto da deficiência crônica de agência ou vontade racionalmente dirigida que esses indivíduos apresentam. Por fim, também de não se esquecer do aspecto moral quanto à prática da justiça em situações de crimes violentos: de penalizar conforme o grau de violência, de levar em conta o nível de complexidade contextual em que o crime acontece, as características dos indivíduos envolvidos...  De aperfeiçoar a prática da justiça, o máximo possível. 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

poesias de 2018

 30/01/2018

A poesia do poeta impressionista

A pintura que prefere o insinuar
Que busca pela silhueta, pelas margens, pelos riscos
A pintura poesia,
Que prefere pintar ... os próprios versos
Ao invés das cestas, dos rios
Que não quer a boca, quer o sorriso
No alto de um romantismo incurável
Do alto de um amor invencível pela vida

O ser poente

Quando entardece, as estrelas chamam
Quando anoitece, as sombras somam
E assim é o ser poente,
Que com o sol se põe
E com a manhã se levanta
Com o dia anda, com os seus pensamentos, suas dúvidas, com as saudades e os seus lamentos

Com os sentimentos, respira
Com o tempo, expira
O seu prazo, o seu espaço
O seu corpo queima.. em uma pira

As suas mãos inconscientes, um contrato assinam
A cláusula do ato em que assassinam
A cada ciclo de luz e escuridão
Os ventos tremulam, e as bênçãos
Que as velas apagam

Ser poente, vivendo em cada verso
Ser poema, sentindo
e ainda assim termina incompleto
 
Poente, qual hora em que o infinito toca
Qual momento em que um pálido grito, choca
Quais lágrimas, quais gozos, quais sorrisos,
Quais gostos que mais sentes
Quais juízos que deixa de ter
Ser poente, ser um ciclo
Que anda em círculos
Não é uma dança da chuva
É da vida

Todo dia é um mito
Ser descrente que ainda é crente
Que existe uma saída
Ser poente, ser alma ardente
Luz ausente
Que ainda é luz, sofrida

Alegria alergia

A única alergia que queremos ter
Quando dormimos e sonhamos com ela no outro dia
Quando acordamos e buscamos por sua companhia
Buscamos a sua coceira
Alegria alergia
Nós que nos voluntariamos
Por sua vermelhidão
Dentro de nossas ostras
Buscamos preencher.. as cabeças ocas
Perseguimos a alergia que faz cócegas  
Que nos dá sossego
Que coça, sem doer
Que provoca e faz querer
Que incita a vida a viver mais ainda
E a cair exausta.. de tanta alegria
Quer as coceiras nos pés, nas axilas
Quer o corpo envolto ..
Quer a sua ousadia
Não quer o futuro desafiador
Quer a doce nostalgia, de tudo o que passou
Quer a alergia que avermelha, alegria
Os lábios brilhantes
As coradas bochechas
O vento nas orelhas
Quer o seu calor, num frio dia
Quer a sua fluidez,
Quer os sorrisos cheios
Quer sugar os seus seios
 
Santa alergia
Deus'alegria
Dê-me sua saúde

Faça de mim, mais que um açude
Um oceano! eu pedia...

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Another example (among many) of how the bourgeois-identitarian "left" is mistaken


A crime of racism or murder for futile reasons, which is worth more??


What is a crime of racism??


Is calling a black person or a person of "another race" racist?? Even if the context shows that this offense was a response to another offense?? But what if a white person is offended for being white??


Any offense should not be treated as a specific category or, then, be classified as defamation, as long as the complaining party has good reasons. Thus, there should not be this unequal treatment, since there is no difference between a serious offense and another.


But what about when there is an accusation of racism as a motive for a murder, should the supposed motive (which is often not confirmed) be treated as an additional?? So, if a person who is not black and especially if he is white (in the "anti-racist" hierarchy, white people are in last place) is murdered for a futile reason, is the crime less serious?


Is there a difference in severity between killing a person because he is black or for any other reason that does not justify such an act??


Because this is a completely useless discussion, characteristic of this 

caviar left...

Mais um exemplo (de tantos) sobre como a "isquerda" identitário-burguesa se equivoca



Crime de racismo ou assassinato por motivação fútil, qual que vale mais??


O que é crime de racismo?? 


Xingar uma pessoa negra ou de "outra raça" é racismo?? Mesmo se o contexto mostra que essa ofensa foi uma resposta a uma outra ofensa?? Mas e se uma pessoa branca é ofendida por ser branca?? 


Uma ofensa qualquer não deve ser tratada como uma categoria específica ou, então, ser enquadrada como difamação, desde que a parte queixante tenha bons motivos. Assim, não deveria ter essa desigualdade de tratamento, já que não existe diferença entre uma ofensa grave e outra. 



Mas e quando tem uma acusação de racismo como motivação para um assassinato, a suposta motivação (que muitas vezes não se confirma) deve ser tratada como um adicional?? Então, se uma pessoa que não é negra e especialmente se for branca (na hierarquia "antirracista", os brancos estão em último lugar) é assassinada por motivo fútil, o crime é menos grave??


Existe diferença de gravidade entre matar uma pessoa porque ela é negra ou por qualquer outro motivo que não justifique tal ato?? 



Pois essa é uma discussão completamente inútil, característica dessa isquerda com i...

domingo, 12 de janeiro de 2025

O que a cidade de Rotherham e a Palestina têm em comum?/What do the city of Rotherham and Palestine have in common?

 O que a cidade de Rotherham e a Palestina têm em comum? 


A priori, nada. São apenas duas localidades distantes uma da outra, uma no norte da Inglaterra e outra na região do Levante, no Oriente Médio. No entanto, coisas perturbadoras têm acontecido nessas regiões. Só que a "mídia tradicional", pelas mesmas razões, tem evitado a todo custo falar abertamente sobre cada caso, se convertendo mais uma vez naquilo que sempre foi, em um dos tentáculos do poder, acobertando crimes graves por causa de sua submissão à diretrizes "politicamente corretas". 


No primeiro caso, de 1997 a 2013, foram cometidos milhares de estupros seletivos, especialmente de adolescentes brancas de classe trabalhadora, por gangues de paquistaneses muçulmanos. E não é apenas a mídia que tem dado uma cobertura insignificante ao caso, mas também grupos que supostamente deveriam estar denunciando esses crimes, como as "feministas", que ficaram calados ou dando pouquíssima importância. Novamente, a desprezível indignação moral de muitos autodeclarados "de esquerda", em que parece que um crime só é digno de indignação se for cometido por seus inimigos políticos ou por indivíduos dos grupos que transformaram em bodes expiatórios, como os brancos. Então, para não serem vistos como "politicamente incorretos", se calaram por todo esse tempo e continuam... E ainda tem os que tentam abrandar a gravidade da situação... 


Pois, na Palestina, também tem acontecido atrocidades, cometidas contra civis pelo exército do estado de "Israel", pela desculpa de perseguir membros do grupo terrorista Hamas depois dos atentados de outubro. Algumas estimativas falam em mais de duzentos mil mortos com direito a todos os tipos de crimes de guerra possíveis. Mas... Porque a "mídia" ocidental está literalmente nas mesmas mãos sujas que estão exterminando inocentes naquela região...


Esses dois casos apenas reforçam as evidências de que a mídia nunca trabalhou para o bem comum, mas para o poder. 


What do the city of Rotherham and Palestine have in common?


At first glance, nothing. They are just two distant locations, one in the north of England and the other in the Levant region of the Middle East. However, disturbing things have been happening in these regions. But the "mainstream media", for the same reasons, has avoided talking openly about each case at all costs, once again becoming what it has always been, one of the tentacles of power, covering up serious crimes because of its submission to "politically correct" guidelines.


In the first case, from 1997 to 2013, thousands of targeted rapes were committed, especially of White working-class teenagers, by gangs of Pakistani Muslims. And it is not only the media that has given the case insignificant coverage, but also groups that are supposed to be denouncing these crimes, such as "feminists", who have remained silent or given very little importance. Once again, the despicable moral indignation of many self-proclaimed "leftists", who believe that a crime is only worthy of indignation if it is committed by their political enemies or by individuals from the groups they have turned into scapegoats, such as White people. So, in order not to be seen as "politically incorrect", they have remained silent for all this time and continue to do so... And there are still those who try to downplay the gravity of the situation...


Well, in Palestine, atrocities have also been committed against civilians by the army of the state of "Israel", under the pretext of persecuting members of the terrorist group Hamas after the October attacks. Some estimates speak of more than two hundred thousand deaths, including all types of possible war crimes. But... Because the Western "media" is literally in the same dirty hands that are exterminating innocent people in that region...


These two cases only reinforce the evidence that the media has never worked for the common good, but for power.

sábado, 4 de janeiro de 2025

Como a cultura humana frequentemente se desvia do que deveria ser sua função principal/How human culture often deviates from what should be its primary function

 A cultura humana, originalmente, consiste em um manual de orientação, de conhecimento, compreensão... Mas desde há muito tempo que tem se desviado do que deveria ser sua função principal ou pelo menos a ideal. Evidências que concordam com essa afirmação são abundantes. Tal como a falta de conhecimento, que parece ser comum a muitos seres humanos, sobre sinais no ambiente que podem indicar a ocorrência de algum evento natural perigoso, como uma tsunami ou ondas gigantes. Foi por causa disso que muitas pessoas perderam suas vidas na tsunami de 2004 que varreu as costas de vários países banhados pelo oceano índico. E não estou falando apenas de moradores locais sem uma instrução adequada, mas também de turistas vindos de países de primeiro mundo que ignoraram os sinais anteriores a uma tsunami, especialmente quando acontece um terremoto de grande magnitude, posterior regressão da água do mar e, também, por estarem no litoral da mesma região. Pois a simples ruptura de um padrão conhecido já deveria soar como um alarme preocupante, suficiente para a adoção do comportamento mais básico numa situação como essa que seria de se afastar de onde se pressupõe que a ameaça virá. Mas não são poucos aqueles que, enfurnados nas cidades, se esquecem ou nunca chegam a aprender sobre como proceder em situações de risco, um aspecto que deveria ser compulsório a uma cultura ou sociedade humana.  

Outro exemplo de como a cultura humana tem evoluído de maneira bastante distorcida do seu objetivo primordial ou ideal é a existência de grupos grandes de pessoas que acreditam que um fluxo constante e volumoso de imigrantes estrangeiros ao país em que vivem, ainda mais se forem oriundos de culturas diferentes, não terá consequências sérias à sua ordem social e identidade nacional a médio e longo prazo. 

Um último exemplo que nega o bom senso, o pensamento racional aplicado, é a negação do impacto extremo da ação humana na natureza, exatamente de se pensar que ações extremas não costumam gerar repercussões extremas...

Então, é possível concluir que certas culturas ou ideologias podem deteriorar ao invés de melhorar a compreensão que se tem sobre o mundo (eu também poderia citar a crença religiosa como um exemplo de cultura que costuma causar mais desorientação do que esclarecimento). 

No mais, é certo que praticamente toda crença político-ideológica, ou religiosa, que é adotada, tende a gerar mais bem-estar do que mal-estar ao indivíduo, pelo menos inicialmente; de lhe passar uma sensação de conforto, confiança, certeza... mesmo que possa prejudicá-lo mais tarde. Porém, esse efeito positivo não pode servir como justificativa para a adoção de crenças muito desviantes aos fatos ou a uma ponderação analítica, pois como demonstrado acima, elas podem causar problemas graves, mesmo se não estão causando no tempo presente ou apresentando consequências negativas e imediatas a nível pessoal. 

O custo-benefício da socialização 

Mais socializado o indivíduo está, mais profundamente familiarizado com uma cultura e suas normais sociais ele está. E isso vem com custos e benefícios. O maior benefício é uma facilidade teórica para navegar nesse meio ao conhecer bem suas normas. O maior custo é que esse conhecimento pode se sobrepor ou substituir outros conhecimentos mais importantes, relevantes inclusive à própria sobrevivência. Isto é, isso pode ser supernaturalizado e gerar dependência naquele que acredita. Tal como o exemplo do politicamente correto vigente no mundo ocidental, em que se doutrina a acreditar no dogma da igualdade absoluta dos seres humanos no lugar de uma compreensão mais imparcial e verdadeira sobre as nossas diferenças. Então, essa troca pode orientar o doutrinado a tomar esse dogma como uma verdade incontestável e passar a agir de acordo com a sua crença, como de se anestesiar no caso de um cenário de alto fluxo migratório, justificando ou racionalizando com base no que apreendeu como moral ou socialmente aceitável de se pensar, priorizando sua aceitação (ou camuflagem) em seus círculos sociais sobre a sua capacidade racional de análise e julgamento adequados. E mesmo se sabe que se trata de uma inverdade, e só a defenda em discurso e não na prática, ainda assim, essa passividade diante de uma situação com grande potencial para se agravar pode custar caro mais tarde. Então, se a cultura é um resultado evidente da evolução cognitiva de nossa espécie e deveria nos ajudar a nos orientar, desde há um bom tempo que tem servido para outros propósitos, até mesmo o propósito de nos desorientar, especialmente quando é moldada para inculcar no povo o que certas "elites" querem. 




Human culture originally consists of a manual of guidance, knowledge, understanding... But for a long time now it has deviated from what should be its main function, or at least its ideal. Evidence that supports this statement is abundant. Such as the lack of knowledge, which seems to be common to many human beings, about signs in the environment that may indicate the occurrence of some dangerous natural event, such as a tsunami or giant waves. It was because of this that many people lost their lives in the 2004 tsunami that swept the coasts of several countries bathed by the Indian Ocean. And I am not just talking about local residents without adequate education, but also about tourists from first world countries who ignored the signs prior to a tsunami, especially when a large earthquake occurs, followed by a retreat of the sea water, and also because they were on the coast of the same region. After all, the simple rupture of a known pattern should already sound a worrying alarm, enough for the adoption of the most basic behavior in a situation like this, which would be to move away from where the threat is supposed to come from. But there are many who, stuck in cities, forget or never learn how to proceed in risky situations, an aspect that should be compulsory for a human culture or society.

Another example of how human culture has evolved in a way that is quite distorted from its primary or ideal objective is the existence of large groups of people who believe that a constant and large flow of foreign immigrants to the country in which they live, especially if they come from different cultures, will not have serious consequences for their social order and national identity in the medium and long term.

A final example that denies common sense, applied rational thought, is the denial of the extreme impact of human action on nature, precisely because it is thought that extreme actions do not usually generate extreme repercussions...

Therefore, it is possible to conclude that certain cultures or ideologies can deteriorate rather than improve one's understanding of the world (I could also cite religious belief as an example of a culture that tends to cause more disorientation than enlightenment).

Furthermore, it is true that practically every political-ideological or religious belief that is adopted tends to generate more well-being than discomfort for the individual, at least initially; it gives them a feeling of comfort, confidence, certainty... even if it can harm them later. However, this positive effect cannot serve as a justification for adopting beliefs that deviate greatly from the facts or from analytical consideration, because as demonstrated above, they can cause serious problems, even if they are not causing them in the present time or presenting immediate negative consequences on a personal level.

The cost-benefit of socialization

The more socialized an individual is, the more deeply familiar he or she is with a culture and its social norms. And this comes with costs and benefits. The greatest benefit is a theoretical ease in navigating this environment by knowing its norms well. The greatest cost is that this knowledge can overlap or replace other more important knowledge, relevant even to survival itself. In other words, it can be supernaturalized and generate dependence in the believer. Just like the example of political correctness in force in the Western world, which indoctrinates people to believe in the dogma of absolute equality of human beings instead of a more impartial and true understanding of our differences. This exchange can then guide the indoctrinated person to take this dogma as an indisputable truth and start acting according to the belief, such as anesthetizing herself in the case of a scenario of high migratory flow, justifying or rationalizing based on what she have learned as morally or socially acceptable to think, prioritizing her acceptance (or camouflage) in her social circles over her rational capacity for adequate analysis and judgment. And even if she knows that this is an untruth, and only defend it in speech and not in practice, this passivity in the face of a situation with great potential to worsen can still cost her dearly later. So, if culture is an evident result of the cognitive evolution of our species and should help us to orient ourselves, for a long time now it has served other purposes, even the purpose of disorienting us, especially when it is shaped to inculcate in the people what certain "elites" want.