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sexta-feira, 26 de junho de 2026

"O teste de QI realmente é a melhor forma de avaliar a inteligência de alguém?"

 A melhor forma de analisar a inteligência de uma pessoa é fazer uma análise psicológica, cognitiva e até "cultural', completa da mesma. Testes de QI, por mais bem construídos possam ser, são como "testes rápidos" que passam uma ideia relativamente apurada dos nossos níveis quantitativos de inteligência, mas não diz nada sobre os seus aspectos qualitativos, nomeadamente as capacidades criativa, racional e emocional. Eles são particularmente bons para comparar um grande número de pessoas, mas não parecem ser excepcionalmente abrangentes a nível individual. É a diferença de, por exemplo, observar o planeta Terra de uma nave espacial e de ir se aproximando cada vez mais perto dele. No entanto, dentro dessa análise completa, os testes também são importantes. Mas, novamente, eles nos dão uma ideia primária de nossas capacidades e habilidades (capacidades desenvolvidas), de um ponto inicial de referência e não exatamente de uma conclusão final.


Também parece existir uma tendência de associarmos qualquer aplicação matemática com objetividade e o oposto quando não apelamos para esse método. Pois eu não vejo grande diferença de perceber objetivamente que uma pessoa é mais inteligente em certos domínios e de aplicar-lhe alguns testes e extrair deles números que simbolizam o desempenho dessa pessoa.


As interpretações mais comuns que têm sido feitas a partir dos resultados dos testes cognitivos tentam reduzir uma "cordilheira" de variações individuais e comparativas a uma planície. Tal como se, fulano X tem QI 140 e fulano Y tem QI 110 (QI performance). Portanto, fulano X é absolutamente mais inteligente que fulano Y. Aí que está! Enquanto os aspectos qualitativos não estão estão sendo avaliados, não é possível afirmar nada próximo a isso. Mesmo quando ou se forem,e se for encontrado uma grande diferença de desempenho entre eles, em todos os domínios, toda "montanha" tem os seus pontos "baixos" e "altos". Os nossos desempenhos intelectuais não se resumem a uma prova, se a todo momento nós precisamos compreender e nos adaptar, desde as situações mais triviais até às mais desafiadoras.


Analisar a inteligência apenas por seus aspectos quantitativos e tomar essa avaliação como completa é o mesmo que fazer um "check-up" na metade dos sistemas que compõem nossos organismos e defini-lo como uma checagem completa.

Sobre altos e baixos de QI

 QI mais alto ou mais baixo não é exatamente o mesmo que melhor ou pior inteligência.


Um QI mais alto sugere uma maior capacidade de acúmulo e compreensão de informações e conhecimentos, isto é, de complexidade. Mesmo assim, é sempre importante ressaltar que os testes de QI são especialmente sobre potencial e não sobre realização. Portanto, um QI mais baixo tende a refletir uma inteligência mais simples ou uma menor capacidade de acúmulo e compreensão de informações e conhecimentos ou de complexidade.

De qualquer maneira, simples não é pior que complexo.

Depende.

Simplismo e complexismo são igualmente ruins.

O ser "menos inteligente" é mais no sentido de se ser "cognitivamente simples" e não "mais tolo", se a "estupidez" é a incapacidade de compreensão e também de autoconhecimento, de não saber sobre os próprios limites e potenciais, ainda que se correlacione com simplicidade cognitiva. Afinal, existem muitos indivíduos de inteligência mais complexa que agem com estupidez, emocional e/ou intelectualmente, por exemplo, acreditando em fake news com convicção, por serem incapazes de controlar seus próprios preconceitos cognitivos.

Culto aos testes de QI versus método científico e realidade

 Hipótese: (todos os) indivíduos (superdotados) que pontuam acima de 135 em testes de QI são "geniais" (muito criativos, perspicazes, perfeccionistas, talentosos... com grande potencial de realização...) e mentalmente equilibrados...


Método: científico...

(Famoso estudo longitudinal de Lewis Terman)

Em torno de 1500 crianças californianas, que pontuaram de 135 ou mais em testes de QI, são selecionadas para participar de um estudo de longo prazo que visa observar e analisar suas trajetórias de vida até à velhice.

Resultado: elas cresceram e, em média, se tornaram adultos profissionalmente bem sucedidos, mais saudáveis e socialmente ajustados do que o restante da população. Mas, não foi percebido neste grupo uma desproporção de realizações científicas, filosóficas e artísticas de grande impacto/relevância ou de "gênio"...

Detalhe: duas das crianças que foram rejeitadas por terem pontuado abaixo do limite estabelecido, de 135 ou mais, acabaram se destacando, quando adultas, por suas realizações criativas excepcionais (William Shockley e Luís Alvarez)...

Apesar destes fatos, tem sido fomentado um culto em torno dos testes cognitivos, obviamente marcado por incompreensão e/ou ignorância, e justamente sobre a inteligência humana. Eis aqui uma lista simples com os principais dogmas ou equívocos seguidos/cometidos por aqueles que cultuam o QI:

- Não existem múltiplas "inteligências" /a inteligência humana não é multifacetada ou é apenas aquilo que os testes cognitivos "mensuram" e estimam (potencial de aprendizado convergente);

--QI = inteligência;

--A criatividade não é um sub-domínio (psico)cognitivo separado do aprendizado//memorização convergente;

--Superdotados=gênios

- Pessoas de QI alto são [absolutamente] mais inteligentes que pessoas de QI médio ou baixo;

-- Pessoas de QI alto são "geniais" justamente por causa de suas pontuações;

-- Pessoas com pontuações relativamente baixas em testes cognitivos são "deficientes mentais";

- Se existem pessoas de QI alto [a maioria]  que não apresentam qualquer realização criativa relevante ao longo de suas vidas, a razão nunca é por não terem potencial para a criatividade per si, mas por culpa da sociedade ou, então, por falta de motivação;

- Apenas as pontuações nos testes principais que importam, porque diferenças nos sub-testes são irrelevantes;

- Por causa do fator G, a maioria das pessoas apresenta pouca variação em suas capacidades cognitivas...

O que os fetichistas de QI pensam, em essência:

"Uma pessoa que pontua alto a muito alto em testes cognitivos é automaticamente 'genial' "

Realidade:

Pontuações altas em testes cognitivos refletem, em média, maiores capacidades de memorização, de "inteligências" verbal, aritmética, espacial, de raciocínio e/ou aprendizado convergente. Estudantes que, nos tempos dos meus pais, eram chamados de CDFs, por serem os que, consistentemente, tiram as maiores notas na escola, também são os mais propensos a pontuarem alto nos testes de QI, porque ambas as avaliações estão focadas nas mesmas facetas da inteligência humana. Existem exceções a essa regra, por exemplo, de estudantes que pontuariam alto em testes de QI, mas que não se interessam pelo que é passado pelos professores e acabam se tornando mais desleixados quanto aos seus desempenhos na sala de aula, geralmente por serem mais auto-motivados na busca pelo conhecimento e/ou por estarem mais avançados em relação às suas classes.

A criatividade tem um papel decisivo para a genialidade de modo que, ainda é possível ser muito inteligente, dependendo para qual conjunto de capacidades, e não ser muito criativo ou de se tornar um ''gênio''. Mas todo ''gênio'' se destaca justamente por suas realizações criativas. Portanto, para buscar por indivíduos com maior potencial de criatividade, inclusive a nível extraordinário, talvez, fosse melhor focar naqueles com as maiores pontuações em testes cognitivos de pensamento divergente?? e/ou também associado a uma grande motivação intrínseca?? De, ao invés de apenas CDFs, de buscar por todas as crianças e adolescentes que apresentam paixões intensas (geralmente) por campos específicos: astronomia, artes, história, paleontologia ... ???

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Uma das minhas maiores decepções: pessoas "mais inteligentes"

 Prometem muito e entregam pouco ... Especialmente em termos emocionais e racionais 


A minha experiência pessoal e a minha impressão geral em relação a essas pessoas, que são reconhecidas como altamente inteligentes, por critérios convencionais, não têm sido boas. Porque eu tenho esperado delas que fossem mais racionais ou sensatas, criativas e emocionalmente inteligentes. Enfim, de acordo com o próprio conceito de inteligência humana, presente em qualquer dicionário. Só que, pelo menos no meu convívio e também com base em minhas observações sobre grupos tipicamente "de alto QI", o que eu tenho percebido é o oposto do que se espera desses que são socialmente considerados os "mais inteligentes". Se, ao invés da sensatez, eu tenho percebido neles uma forte atração ou vulnerabilidade para a doutrinação ideológica, e isso geralmente significa um apego desmedido a crenças irracionais; ao invés da criatividade, eu tenho percebido neles uma tendência para a rigidez cognitiva, por parecem mais tacitamente intolerantes ou incapazes de lidar com opiniões destoantes, por talvez não terem uma capacidade plenamente desenvolvida de autocrítica, que não se resume a uma autorreflexão pouco objetiva e imparcial e que, por sua vez, resulta em um apelo constante à racionalização de pensamentos e ações, inclusive dos próprios equívocos. E, por fim, uma impressão de tendência para a frieza ou o desequilíbrio emocional entre eles, isto é, de uma capacidade limitada para entenderem contextos pessoais ou emocionais, dos outros e de si mesmos, que torna suas relações sociais mais difíceis. Enfim, eu tenho percebido neles, variações (qualitativas) de um mesmo fenômeno, a estupidez, que, em teoria, não se esperaria ver com mais frequência no grupo considerado o "mais inteligente". Cientistas//acadêmicos, jornalistas, professores, artistas de alto nível... 

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Mais dois pensamentos (possivelmente repetidos) sobre inteligência

 Dificuldade ou deficiência de aprendizagem?? 


A primeira expressão, dificuldade de aprendizagem, é a que mais tem sido usada, especialmente nos contextos da educação e da psicologia. No entanto, como eu já comentei antes, talvez fosse melhor se essa expressão fosse circunscrita apenas a contextos pessoais em que se perceba um potencial verdadeiro de aprendizado, que tem sido prejudicado por fatores externos ao indivíduo, e que, portanto, a deficiência de aprendizagem fosse generalizada para os demais contextos, se, de fato, uma inaptidão constante é muito provável que se consiste em um fenótipo permanente e não apenas em um quadro que pode ser completamente revertido ou solucionado. E de aceitá-lo do jeito que é, sem mais essa crença irrealista de que apresentamos potenciais indefinidos, principalmente em termos intelectuais, tão popular em tempos "pós-modernos"...


O que é mais primariamente causal a uma deficiência de pensamento racional (objetivo e imparcial)??

Por mais que a personalidade tenha um papel importante nesse quadro, também pode ser que o aspecto cognitivo influencie de maneira mais primária, por ser ou parecer mais estrutural que o psicológico, e que essa influência, portanto, seja refletida no comportamento. Por exemplo, dificuldades de flexibilidade cognitiva e de raciocínio autônomo, especialmente no sentido de "capacidade de percepção de padrões verdadeiros ou factíveis", podem ser fatores causais e antecessores que direcionam indivíduos, que os apresentam, para o fanatismo ideológico (ou fundamentalismo religioso), e que, por sua vez, se expressa exatamente como uma inflexibilidade de pensamentos, ideias e crenças... Mas não apenas uma questão de inflexibilidade, também de extrema subjetividade, o que talvez mais defina tanto o fanatismo quanto a irracionalidade: uma incapacidade crônica de pensar de maneira objetiva e imparcial, ou menos pessoal, em que acontece essa adulteração da percepção, uma espécie de intoxicação com as próprias referências apoiada por um grupo preferido e restrito de crenças dogmáticas e predominantemente irrealistas ou distorcidas dos fatos.  

De novo, o paradoxo da imparcialidade 

No entanto, também pode ser que a própria alta capacidade racional seja apenas um outro tipo de subjetividade, caracteristicamente menos extrema, que não possa ser universalmente desenvolvida ou alcançada, tal como eu tenho concluído. Retornando a um pensamento meu, mais antigo, sobre o mesmo tópico, em que afirmo que a racionalidade também apresenta um viés, só que um viés do anti-viés...

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Quem realmente é o mais inteligente com as palavras??

 A inteligência linguística não se expressa apenas por um vocabulário extenso e convencionalmente impecável, se se trata de uma estética de convenção. Também não se expressa apenas pela facilidade para aprender novos idiomas, se, apesar de suas muitas vantagens, ainda não é o mais importante (vale dizer que um vocabulário extenso na língua materna tende a estar relacionado com essa mesma facilidade). Porque o mais importante da linguagem humana, assim como para qualquer outro sistema de comunicação desenvolvido e usado por qualquer outra espécie, são: as capacidades de se comunicar (tanto no sentido de transmitir uma informação como de entender o que está sendo transmitido quando se encontra em uma posição de ouvinte ou receptor), e a de maximizar a compreensão que se pode ter sobre a realidade vivida e alcançável, unicamente possível por esse processo de associação entre símbolo e informação. Portanto, o mais inteligente, em termos linguístico-essenciais, é aquele que melhor usa um sistema de comunicação, em um sentido mais objetivo (a priori, independente da capacidade dos outros em compreendê-lo), pois mesmo indivíduos dotados de um vocabulário mais amplo e sofisticado ainda podem usar a linguagem de modo não-ideal e, na verdade, parece que estão mais propensos a fazê-lo, não como um meio para a comunicação objetiva ou efetiva e a compreensão factual, mas para priorizar finalidades estéticas ou artísticas, mais pessoais ou sociais, inclusive de acreditarem no oposto do que estão fazendo, quando estão, de fato, usando suas capacidades verbais com essas mesmas finalidades citadas, negligenciando as duas funções mais importantes da linguagem. Isso pode ajudar a explicar a possível ou aparente correlação entre apresentar um vocabulário mais extenso e de se estar mais propenso a acreditar e se aprofundar em pseudociências, especialmente as que se vinculam às ciências humanas, até mesmo como um efeito colateral de se dar muita ênfase na estética do que à essência da linguagem, já que essas pseudociências costumam ser construídas justamente com base na ilusão estética de um refinamento superficial e excessivo do uso da palavra, mascarando sua natureza intrínseca, de falsificação do conhecimento legítimo. Mas também é importante destacar que uma deficiência em capacidade racional não é apenas uma deficiência cognitiva, já que aspectos não-cognitivos, como a personalidade, também influenciam em como pensamos e interpretamos o mundo. No entanto, ainda é interessante esse contrassenso que parece comum entre aqueles que dominam o uso da palavra, mas não em sua aplicação mais importante. Deve ser por serem, em média ou desproporcionalmente, mais hábeis no uso estético da palavra, e não em seu sentido mais funcional ou direto, comentado aqui, de comunicação e compreensão factual (ou filosófico-científica), mediadas pelo autoconhecimento (capacidade verdadeira/possível e específica de compreensão). 

terça-feira, 12 de novembro de 2024

"Trump é ruim, mas Kamala é boa" (um teste específico de inteligência emocional/ingenuidade) /"Trump is bad, but Kamala is good" (a specific test of emotional intelligence/naivety)

 Que Donald Trump está longe de ser o melhor ser humano do mundo, isso é muito óbvio. Agora, que Kamala Harris também não se qualifica nessa categoria e, nesse sentido, se equipara a Trump, pode não tão ser evidente assim. De qualquer maneira, é perfeitamente possível compilar evidências de que essa mulher também não tem caráter (desprezando que, na atual conjuntura política dos EUA e do mundo ocidental, Trump acabaria caindo em uma posição política ou elegível de "menos pior" se comparado a ela), de que ela, tal como é típico de sua trupe ideológica, se passa de boa samaritana, defensora dos pobres e oprimidos, mas, na verdade, é uma hipócrita profissional, carreirista política dedicada (do tipo que já está há muitos anos mamando nas tetas do governo/estado americano), além de também não apresentar intelecto suficiente para administrar uma cidade, estado ou nação, se defende muitas políticas públicas claramente problemáticas que não se baseiam em evidências, fatos ou razão, que não resolvem, mas causam novos problemas, que são injustas... 


Portanto, é possível por esses dois analisar o nível de inteligência emocional e que também pode ser um teste específico de capacidade racional, de julgamento, em que julgar o caráter (personalidade, histórico, intencionalidade...) de Trump, um homem de negócios tipicamente ganancioso e egoísta, parece mais fácil do que fazê-lo com Kamala. Mas conseguir perceber o que está além das aparências é um teste mais robusto de inteligência, não apenas de inteligência emocional, e nesse teste, quem julga Kamala como muito melhor que Trump, ou até como uma pessoa conclusivamente de boa índole, está demonstrando ter um alto nível de ingenuidade, que talvez possa indicar um cenário pessoal mais generalizado, em que as aparências tendem a enganar mais frequentemente. É a diferença de apenas constatar o que se vê, com a necessidade de ter um maior esmero e ver, não o que se vê de primário ("eu sou a favor da solidariedade com imigrantes e refugiados"), mas no que não se revela em um primeiro olhar (fez sua carreira política com base no vitimismo identitário eleitoreiro do "vote em mim, porque sou uma mulher de cor" e as políticas que defende, mesmo se primariamente bem intencionadas, são radicais, extremistas ou imprudentes, como a de imigração em massa / são negacionistas quanto às evidências históricas e atuais do quão problemático pode ser o multiculturalismo; se baseiam em falácias morais e/ou chantagens emocionais, e por isso, causam transtornos ou problemas, especialmente para as classes menos abonadas. Então, é fácil ser a favor delas quando se vive longe dos problemas importados, quando se vive no privilégio, como essa Kamala, diga-se, sempre viveu). 

Como conclusão, se você só consegue detectar mal caráter quando está explícito, é provável que tenha uma inteligência emocional no nível de uma criança, subdesenvolvido ou precário, específico às capacidades de detecção de engano ou mentira e de julgamento de intenção ou índole...

Pois é a partir desse teste que também se percebe o quão entrelaçadas ambas a inteligência emocional e a racionalidade costumam estar.

 

That Donald Trump is far from being the best human being in the world is quite obvious. Now, that Kamala Harris also does not qualify in this category and, in this sense, is on par with Trump, may not be so obvious. In any case, it is perfectly possible to compile evidence that this woman also has no character (ignoring that, in the current political situation in the US and the Western world, Trump would end up falling into a political or elective position of "least worst" compared to her), that she, as is typical of her ideological troupe, pretends to be a good Samaritan, a defender of the poor and oppressed, but, in reality, is a professional hypocrite, a dedicated political careerist (the kind that has been sucking on the teat of the American government/state for many years), in addition to not having enough intellect to run a city, state or nation, and defending many clearly problematic public policies that are not based on evidence, facts or reason, that do not solve, but create new problems, that are unfair...

Therefore, it is possible for these two to analyze the level of emotional intelligence, which can also be a specific test of rational capacity, of judgment, in which to judge the character (personality, history, intentionality...) of Trump, a typically greedy businessman, seems easier than doing so with Kamala. But being able to see beyond appearances is a more robust test of intelligence, not just emotional intelligence, and on this test, anyone who judges Kamala as much better than Trump, or even as a conclusively good-natured person, is demonstrating a high level of naivety, which may indicate a more generalized personal scenario in which appearances tend to be more often deceiving. It's the difference between simply noting what you see, and the need to be more careful and see not what you see at first glance ("I'm in favor of solidarity with immigrants and refugees"), but what is not revealed at first glance (she built her political career based on the electoral identity victimhood of "vote for me because I'm a woman of color" and the policies she defends, even if primarily well-intentioned, are radical, extremist or reckless, such as mass immigration; they deny historical and current evidence of how problematic multiculturalism can be; they are based on moral fallacies and/or emotional blackmail, and therefore cause problems or disruptions, especially for the less well-off classes. So, it's easy to be in favor of them when you live far from imported problems, when you live in privilege, as Kamala, let's say, has always lived). In conclusion, if you can only detect bad character when it is explicit, it is likely that you have emotional intelligence at the level of a child, underdeveloped or precarious, specific to the abilities to detect deception or lies and to judge intention or nature...

Because it is from this test that we also realize how intertwined both emotional intelligence and rationality tend to be.

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Especulação sobre a distribuição geográfica, étnica/racial, sexual... dos tipos humanos definidos pelo autor de "As leis fundamentais da estupidez humana"

 Carlo Cipolla, economista italiano que escreveu esse livro e que eu já comentei e critiquei em alguns dos meus textos. Nesse texto, irei especular sobre como se distribuem esses tipos ou fenótipos/arquétipos... 


Primeiro, vamos a eles:

O inteligente: cujas ações beneficiam a si mesmo e aos outros 

O bandido: cujas ações beneficiam a si mesmo às custas dos outros 

O ingênuo: cujas ações beneficiam os outros às suas custas 

E o estúpido: cujas ações prejudicam a si mesmo e aos outros

Eu já fiz um texto criticando essas leis e o que ele escreveu sobre elas. Por exemplo, eu critiquei a definição restrita do tipo estúpido, como se o ingênuo e o bandido também não pudessem ser considerados como categorias de estúpidos. Apesar de considerar a minha crítica válida, aqui não é mais importante enfatizar esse apontamento já que será a partir das definições propostas pelo Cipolla que eu irei trabalhar a minha especulação sobre a distribuição das mesmas entre os grupos humanos. 

Cipolla também escreveu sobre o que acontece (de óbvio) em uma sociedade quando há um predomínio crescente de estúpidos, em sua quinta lei fundamental da estupidez humana. Eu coloco nesse texto um trecho relevante para ilustrar seus pensamentos específicos a esse tema, embaixo:

Quinta lei 

5. A pessoa estúpida é a pessoa mais perigosa que existe.

''E seu corolário:

Uma pessoa estúpida é mais perigosa que um bandido.

Não podemos fazer nada sobre os estúpidos. A diferença entre as sociedades que desmoronam sob o peso de seus cidadãos estúpidos e aquelas que os transcendem é a composição dos não estúpidos. Aqueles que progridem apesar de seus estúpidos possuem uma alta proporção de pessoas agindo de forma inteligente, aqueles que contrabalançam as perdas dos estúpidos trazendo ganhos para si e para seus semelhantes.

As sociedades decadentes têm a mesma porcentagem de pessoas estúpidas que as bem-sucedidas. Mas eles também têm altas porcentagens de pessoas indefesas e, escreve Cipolla, “uma proliferação alarmante de bandidos com conotações de estupidez”.

“Essa mudança na composição da população não-estúpida inevitavelmente fortalece o poder destrutivo da fração [estúpida] e torna o declínio uma certeza”, conclui Cipolla. “E o país vai para o inferno". 

(Eu também critiquei o que ele pontuou nesse trecho, nesse texto: "Analisando criticamente as 5 leis da estupidez humana").



Proposta especulativa sobre a distribuição dos tipos ou categorias de pessoas definidos por Carlos Cipolla 


Inteligente, ingênuo, bandido (ou esperto) e estúpido

* Esses tipos parece que são definições resumidas de composições de traços de personalidade e inteligência em que uma das características tende a se sobressair mais, por exemplo, a ingenuidade.

* Entre o inteligente e o estúpido, o ingênuo e o bandido também podem ser considerados tipos mistos que combinam traços desses fenótipos que seriam mais regulares, justamente os primeiros citados. 

Em ordem crescente, dos tipos mais comuns aos mais incomuns, com base no contexto atual, ano de 2024, e considerando as perspectivas individual e social.

Valendo ressaltar que não irei me arriscar mais, especulando porcentagens de como esses tipos se distribuiriam e que, portanto, mesmo o tipo menos comum para determinada população, de acordo com a minha especulação, não está explícito de que seja muito menos comum do que os outros. 

Por distribuição geográfica:

Américas:

América do norte 

EUA: ingênuo, inteligente/bandido/ estúpido

Canadá: ingênuo, inteligente, estúpido/bandido

México e América Central: ingênuo/ bandido/estúpido, inteligente 

Brasil e América do Sul (excluindo Argentina e Uruguai): ingênuo/ bandido/estúpido, inteligente 

Argentina e Uruguai: ingênuo, bandido/ estúpido/inteligente

Haiti(?): bandido/estúpido, ingênuo, inteligente

Comentário: uma constante em muitos países é o possível predomínio do tipo "ingênuo", cujas ações beneficiam os outros às suas custas, principalmente pelo contexto social, já que não há nenhum país que não esteja socialmente estruturado de uma maneira que produza uma pirâmide hierárquica de parasitismo das classes mais altas, no topo, em relação às outras classes, se diferindo apenas no quão desigual e explícito se expressa esse parasitismo, menos significativo, porém, existente, em "democracias sociais" de primeiro mundo, como os países escandinavos, e mais significativo em países subdesenvolvidos. 

No caso das Américas, eu percebo uma grande diferença nessa distribuição de tipos humanos propostos por Cipolla, em que os dois únicos países americanos de primeiro mundo, e que não são paraísos fiscais do Caribe, Canadá e EUA, apresentariam uma distribuição menos problemática, ainda com diferenças entre eles mesmos: o primeiro mais parecido com um país europeu, e os EUA em uma situação distributiva mais singular, mediante sua própria diversidade interna e idiossincrática, resultante de suas dimensões superlativas de território e demografia, bem como de sua história ímpar. A minha especulação também ressalta algo que, para muitos, especialmente latino americanos, é considerado uma verdade inconveniente, de que são os seus/nossos próprios povos que, em média, contribuem para manter seus/nossos países em um estado de subdesenvolvimento, não apenas a culpa histórica do colonizador europeu ou de suas "elites" político econômicas, se estas também tendem a expressar uma falta de caráter  comum nas populações desses países, de serem representativas das mesmas. Daí a maior proporção do tipo "bandido".  

Eu destaquei o Haiti, por ser o país mais pobre das Américas: a metade da ilha Hispaniola, marcada por uma história de guerras civis, ditaduras sangrentas e pobreza predominante. Pois um país tão caótico e precário, como esse, por acaso é produto apenas de sua história conturbada ou também de sua própria população?? (Excetuando sua fração "inteligente" que, definitivamente, não parece se consistir em uma maioria). Além disso, seu status de estado-pária social e político, que se arrasta por muitas décadas, também pode estar contribuindo para empoderar os tipos mais egoístas de sua população, muito abundantes em seus espaços de poder e típico de ditaduras ou estados autoritários. De qualquer maneira, também é possível especular se esse tipo é mais comum nesse país do que em outros (algo mais intrínseco) e se esse fator seria parte importante de explicação para a sua situação muito problemática. 


Europa: 

Europa Oriental: ingênuo, bandido, inteligente, estúpido 

(Países como Eslovênia e Estônia se sairiam melhor, pelo menos de acordo com os seus indicadores socioeconômicos) 

Europa Ocidental: ingênuo, inteligente/bandido, estúpido 

Europa Setentrional (Escandinávia): ingênuo, inteligente, estúpido/bandido

Europa Meridional: ingênuo/bandido, inteligente, estúpido

Comentário: Estereótipos se confirmando?? 

Europeus meridionais e orientais, em média, mais corruptíveis e, portanto, com mais bandidos, proporcionalmente?

Norte europeus, em média, mais ingênuos?

Talvez, reflexivo das próprias distribuições dos tipos de personalidade, em que os introvertidos seriam mais comuns entre os tipos ingênuo e inteligente (mais comuns no norte do velho continente), e os extrovertidos entre os tipos bandido e estúpido (mais comuns no sul da Europa). 

Mas, tipos introvertidos também parecem ser mais comuns na Europa Oriental. Pois uma possível diferença em relação à Europa Setentrional, que também explicaria suas diferenças culturais e políticas, seria a variação dos traços de personalidade, por exemplo: tipos melancólicos, mais ingênuos, mais comuns na Escandinávia e coléricos, mais propensos a serem de espertos ou bandidos, mais comuns na Europa Oriental (com base na tipologia de personalidade dos quatro temperamentos, que eu já sugeri ratificar como válido, excluindo apenas a hipótese relacionada à saúde que também foi desenvolvida na Grécia clássica e pela qual os quatro temperamentos derivam); além de diferenças histórico-contextuais, ainda que diferenças étnicas* entre nórdicos//germânicos e eslavos pareçam ser mais profundas do que resultados exclusivos de suas respectivas histórias.

* Correlativas com variações de traços mentais, de personalidade (intensidade, tipos) e inteligência (níveis, tipos...) 

É até interessante pensar como esses tipos propostos podem ser mais abrangentes como definições de inteligência do que outras maneiras de abordá-la e compará-la, tal como por teste de QI, se a mesma não se expressa apenas por meio de capacidades cognitivas tipicamente consideradas, de natureza técnica, como as capacidades linguísticas e matemáticas, mas também por meio da criatividade, da racionalidade e da inteligência emocional, isto é, de natureza contextual, se manifestando em todos os contextos, em que a participação e a influência dos traços de personalidade, considerados "não-cognitivos", é tão importante quanto os 'cognitivos". 

Também seria importante pensar sobre o quão intrínsecos são esses tipos: o quanto são reflexos reativos aos meios em que vivemos, de contextos mais específicos, e o quanto refletem nós mesmos, ou nossas disposições mais profundas...

Se, por exemplo, indivíduo X é mais ingênuo por razões estruturais ou também genéticas/biológicas//hereditárias?? 

Eu apostaria que é uma combinação dessas influências e mais, em que fatores intrínsecos, do próprio indivíduo, seriam mais influentes ou determinantes, ainda que os fatores extrínsecos, do meio, também têm um papel de influência, mas mais no sentido de contribuírem para canalizar tendências pré existentes e nunca de forjá-las sem um contexto anterior de predisposição, de modo que, se fulano é mais ingênuo, não é exclusivamente por causa do seu meio, mas também por já apresentar essa tendência ou predisposição e que foi exacerbada por suas interações nos ambientes em que se encontra. Portanto, esse pensamento sugere um constante atravessamento ou interseção entre as perspectivas individual e contextual, novamente, o exemplo do possível predomínio de ingênuos na maioria dos países, não apenas por disposição intrínseca, mas também como reflexo de como as sociedades estão organizadas (de modo variavelmente parasitário em que involuntariamente coloca na posição de subalterno enganado ou explorado a maioria da população).


África: 

África do Norte: bandido/ingênuo, estúpido, inteligente 

África Subsaariana: bandido, estúpido/ingênuo, inteligente 

Comentário: me perdoem todos aqueles bons samaritanos que cultivam apenas pensamentos fofinhos sobre a nossa espécie, especialmente sobre determinados grupos que apresentam um histórico e um presente de pobreza e atraso civilizacional (ainda que exista uma certa relatividade em determinar o que é avanço ou atraso civilizacional, que facilmente pode ser problematizado, tal como de se destacar o caráter tipicamente parasitário de sociedades complexas, excessivamente verticalizadas, em termos sociais). Eu sei que não é o hábito do puritanismo moral "de esquerda", mas há de se priorizar os fatos até mesmo para que se possa buscar por abordagens realmente eficazes no combate aos problemas sociais, econômicos e/ou morais de nossa espécie e não será com o abraço à narrativas bonitas, porém, falaciosas... Pois se é um meio social de guerras, violência e pobreza que incita o nosso lado mais egoísta, ainda é pouco provável que todos nós reagiremos de maneira igual se ou quando submetidos a circunstâncias parecidas. As evidências corroboram com a minha afirmação... Também pode ser e é muito provável que seja, que um meio social muito problemático primariamente reflita ações das próprias populações, tal como de se apontar para as pessoas que vivem em um bairro a sujeira de suas ruas do que de buscar por outros culpados. Então, os problemas sociais dos países outrora colônias de metrópoles europeias, principalmente os africanos e os latino americanos, não são resultados exclusivos do colonialismo europeu, mas principalmente de suas próprias ações, de suas "elites" e de suas próprias populações, claro, não de todos, mas de uma parte potencialmente não-desprezível, infelizmente. Um exemplo disso é a criminalidade urbana em cidades como Lagos, na Nigéria, e São Paulo, aqui, no Brasil; de maneira geral, na carência endêmica de solidariedade e respeito entre os habitantes de muitos países subdesenvolvidos, diga-se, até mais do que nos "desenvolvidos', que contribui para complicar suas situações socioeconômicas. Sempre ressaltando, novamente, que não se trata de toda população, se da África, Nigéria ou São Paulo, mas que também não se trata de uma minoria minúscula, e até em certos casos se pode pensar que se trata de uma maioria. E nem que seja uma situação impossível de ser corrigida ou melhorada, mas não da maneira politicamente correta, simples e bonitinha que muitos acreditam. 

Consequentemente, se não há generalização (associação absoluta) de causalidade entre grupo racial ou étnico e comportamento, então, não há "racismo" genuíno ou objetivamente determinado nessas afirmações.

No caso da África, especialmente da Subsaariana, é até possível pensar em uma explicação menos dura, ainda assim, inevitavelmente não-vitimista. De que, as populações humanas que vivem nessa parte do continente africano seriam, em sua maioria, de descendentes de caçadores/coletores (e não de agricultores ou camponeses), o que explicaria o descompasso cultural e cognitivo entre as suas capacidades médias de administração e organização social e o nível de civilização que os colonizadores impuseram e deixaram, depois que passaram suas colônias de volta para as mãos dos seus "donos" originais. Nesse sentido, pode-se, inclusive, dizer que é perfeitamente compreensível essa incapacidade percebida de gerência de sociedades complexas pela maioria dessas populações, mais compreensível do que em relação às populações que evoluíram historicamente, durante séculos, em ambientes civilizados, e também não apresentam uma verdadeira excelência civilizacional, que estão longe disso, o que inclui mesmo muitos países ditos de primeiro mundo (se como resultado de uma perda gradual, ou pontual, desta capacidade, ou mesmo de uma incapacidade crônica de desenvolvê-la). 

Outro ponto relevante que deve ser sempre ressaltado é de que, além da proporção desses tipos, a maneira como estão distribuídos hierarquicamente também pode contribuir para desenvolver ou atrasar sociedades, tal como, por exemplo, nos casos de países em que suas "elites" político econômicas definitivamente não são compostas por uma ampla maioria de indivíduos inteligentes, e sim de bandidos, mesmo se suas populações tiverem muitos inteligentes, isto é, se estiver acontecendo um sub aproveitamento deles. Então, não basta apenas saber se tem mais desse ou daquele tipo, mas se o pior tipo tem predominado em espaços de poder, como tem sido o caso de praticamente todas as sociedades humanas e especialmente das mais caóticas, como as africanas. 


Ásia:

Nordeste Asiático: ingênuo, inteligente/bandido, estúpido (excluindo China: bandido/inteligente/ingênuo, estúpido).
 
Sudeste Asiático: ingênuo/bandido, inteligente/estúpido 

Subcontinente Indiano: ingênuo, estúpido/bandido, inteligente 

Oriente Médio: bandido/ingênuo, estúpido, inteligente 

Comentário: também com base no que tenho percebido, tipos que contribuem de maneira mais negativa do que positiva, socialmente, parecem predominar nas regiões asiáticas menos desenvolvidas, e, claro, também mantendo a alta prevalência de ingênuos, com base na lógica comentada acima, especialmente a partir de um contexto social, de domínio estrutural de parasitismo das classes superiores (especialmente de certos setores) sobre as inferiores, em que uma maioria se submete à exploração econômica de uma minoria, literalmente trabalhando para enriquecê-la, ao invés de haver uma distribuição mais igualitária das riquezas produzidas.

Minhas observações:

O Japão se destacaria mais positivamente em todo continente asiático, mais parecido com os países desenvolvidos do Ocidente;

A China e o resto da Ásia Oriental apresentaria um padrão mais parecido com o continente asiático;

De novo, o subdesenvolvimento da maioria das regiões asiáticas (mas não apenas da Ásia) não reflete apenas a conjuntura histórico-social das mesmas, mas também a composição psicológica e cognitiva dos tipos humanos em suas populações, tais como os propostos pelo Carlo Cipolla, desde o topo até às bases de suas hierarquias. Na verdade, essa composição dos tipos humanos seria um fator mais causal ao nível de desenvolvimento social e econômico, enquanto a situação histórica e social mais como um reflexo dinâmico desse fator ao longo do tempo. 

Classe social 

Rico: bandido, inteligente/ingênuo, estúpido 

Classe média: ingênuo/inteligente, bandido, estúpido 

Pobre: bandido/ingênuo, estúpido, inteligente (?)

Comentário: sem querer "puxar sardinha" para a classe social em que eu, teórica e vagamente, me encaixo, mas parece que, se com base na possível percepção de que, aqueles de classe média tendem a apresentar um temperamento relativamente mais equilibrado, menos ganancioso ou impulsivo, e também uma média de inteligência suficiente para conseguirem trabalhar em profissões que pagam salários razoáveis, isto é, de que tendem a expressar características mentais menos extremas e que acabariam refletindo em suas posições na hierarquia social, o mesmo pode ser dito sobre as outras classes, porém, com tendências distintas: do "rico" ser mais propenso à ganância e, portanto, inescrupuloso, aliás, sua riqueza material como um resultado disso, e quanto ao "pobre", uma maior disposição para comportamentos impulsivos e que estão ambos respectivamente relacionados com tendências para altas e baixas capacidades cognitivas, explicando, em boa parte, mas não toda, suas situações sociais (a pobreza também é uma imposição histórica e arbitrária das "elites").


Religiosidade 

Ateu: ingênuo, inteligente/estúpido, bandido 

Religioso: ingênuo, inteligente/bandido/estúpido 

Comentário: com base no que tenho percebido sobre os auto declarados ateus, e desprezando aqueles indivíduos que declaram ter alguma crença religiosa, mas aparenta ser mais uma questão pragmática e/ou de conformidade social do que de uma disposição genuína, me parece razoável essa minha distribuição dos tipos humanos propostos por Cipolla para esse grupo, com mais ingênuos e inteligentes e menos bandidos, mas com uma proporção nada modesta de estúpidos, especialmente pela correlação com fanatismos ideológicos. Já no caso dos auto declarados religiosos, me parece que essa distribuição é mais equilibrada, até por ser uma população muito maior do que a de ateus, logicamente deduzindo que contém mais diversidade de tipos. Mas também pela própria natureza psicológica e cognitiva, especialmente dos ateus, um grupo mais homogêneo, cultural, ideológica e intelectualmente. De qualquer modo, talvez fosse mais adequado compará-los com fundamentalistas religiosos. Pois, por esse grupo, eu aposto em uma grande paridade entre os tipos ingênuos, bandidos e estúpidos, o que não mudaria muito em relação aos religiosos, de maneira geral. 

Vale destacar que essa definição de inteligência por Cipolla parece focar mais nas ações individuais do que na qualidade das intenções que levam a essas ações e por isso incluí o contexto social, já que não tem como separá-los totalmente, ainda mais a partir desse conceito que foi trabalhado por ele. 



Raça:

Brancos: ingênuo/inteligente, bandido/estúpido 

Orientais: ingênuo/inteligente/bandido, estúpido 

Judeus (etnia): bandido/inteligente, ingênuo, estúpido 

Negros de origem africana: bandido, estúpido, ingênuo/inteligente

Comentário: possivelmente, a comparação mais polêmica de todas, mas necessária, e que já foi feita acima, indiretamente, pelas nacionalidades. Mas como eu não me submeto a filtros ideológicos para sinalizar "fidelidade canina" a narrativas e discursos enviesados, inclusive pensando que a única maneira de, de fato, entender uma situação e buscar pelos meios mais efetivos para começar a solucioná-la, ainda mais se tratando de uma situação que pode ser considerada problemática, então, não tem como me abster desta frente de batalha contra totalitarismos, especialmente os "do bem", baseados em chantagens emocionais e/ou falácias morais e que têm de segundas à terceiras, quartas intenções... Pois aqui, mais uma vez, apenas aplico essa tipologia ao que se pode perceber na realidade das populações humanas, categorizadas pelo critério racial ou étnico, em que brancos caucasianos, especialmente os de origem europeia, e nordeste asiáticos, apresentam as distribuições ou proporções de tipos humanos de Cipolla mais favoráveis, com mais inteligentes e menos estúpidos, ainda que também apresentem proporções nada modestas de ingênuos, que tendem a ser predominantes, e de bandidos ou espertos, que tendem a predominar no topo de suas hierarquias sociais. O que acontece ou tem acontecido, até então, nesse último século, especialmente, é uma maior atuação dos tipos inteligentes que já são mais abundantes nessas populações, se comparadas com outras. No entanto, esse pêndulo relativamente favorável tem regredido, particularmente em sociedades ocidentais, com a hegemonia ideológica ou cultural do "wokeismo", uma espécie de "vírus" cuja infecção destrói o sistema imunológico da sociedade afetada, destruindo suas bases mais importantes ("harmonia' social, coesão etno-cultural...) que a mantém funcional em um alto nível. 


Sexo

Homens: bandido/inteligente, ingênuo/estúpido

Mulheres: ingênuo, inteligente/estúpido, bandido

Comentário: essa distribuição dos tipos humanos de Cipolla, também segundo as minhas observações, seria mais favorável aos homens intelectualmente, mas não emocional e moralmente. Pois é aquela situação que tem sido percebida, de haver mais homens entre os gênios, mas também entre os criminosos, e o padrão oposto para as mulheres, de apresentarem tendências estatísticas menos extremas. 


Orientação sexual

Héteros: ingênuo/bandido/inteligente, estúpido

LGBTs: ingênuo, estúpido/inteligente/bandido

Comentário: héteros representam a média humana, por serem a maioria. Portanto, com uma tendência possível de maior paridade entre ingênuos, bandidos e inteligentes, ainda que, não significa que a proporção de seres humanos crônica ou predominantemente estúpidos seja diminuta. LGBTs, por outro lado, apresentariam uma maior incidência de tipos estúpidos em relação aos héteros.


Políticos: bandido, estúpido, inteligente/ingênuo 

Artistas (o grupo, de maneira geral): ingênuo, estúpido/inteligente, bandido

Empresários: bandido, inteligente/estúpido, ingênuo

Comentário: três exemplos de classes profissionais e os seus estereótipos, se esses tipos de Cipolla forem aplicados, serão reiterados: tanto a classe política quanto a mercante, com uma abundância de bandidos ou cronicamente egoístas, enquanto a classe artística teria uma prevalência de tipos ingênuos. Também perceba que o perfil dos artistas seria oposto ao dos empresários. 


Esquerdistas (seguidores, não suas "elites" políticas e que também vale para os debaixo): ingênuo/ estúpido/inteligente, bandido 

Direitistas: ingênuo/ bandido/inteligente/estúpido

Comentário: direitistas "conservadores' e esquerdistas "progressistas', apesar de apresentarem algumas diferenças médias de crenças e comportamentos, seriam relativamente semelhantes nessa distribuição de tipos, com a predominância de ingênuos e uma distribuição mais igualitária de tipos. Eles se diferenciariam na proporção de bandidos (maior entre os de direita) e de estúpidos (maior entre os de esquerda). E sempre ressaltando que o tipo considerado menos comum não é necessariamente inexpressivo em termos estatísticos, por também depender da representatividade dos outros tipos no mesmo grupo ou população. 

Cientistas: inteligente/bandido, ingênuo, estúpido

-- Acadêmicos: ingênuo, inteligente/estúpido/bandido

Professores: ingênuo, inteligente/estúpido, bandido 

Ativistas: ingênuo/estúpido, inteligente, bandido 

4 ou 3 classes intelectuais e ½, sendo que a mais inteligente seria logicamente a dos cientistas genuínos e por isso que os separei dos acadêmicos, categoria mais vaga quanto à definição de ciência no sentido de ofício. 

Já os professores ficariam em uma posição mais intermediária nesse ranking, enquanto os ativistas ocupariam a posição mais baixa. Também é notório o aumento de frequência do tipo estúpido concomitante à diminuição do tipo bandido, do nível mais alto até ao mais baixo, uma possivelmente alta incidência de bandidos entre cientistas e de estúpidos entre acadêmicos (grande maioria das vezes representados por professores universitários e graduandos), o que parece ilógico na teoria, mas não na realidade, especialmente se nos basearmos nos critérios fracos que têm sido usados nos processos avaliativos e seletivos dos dois grupos, por exemplo, em que há um tácito desprezo na avaliação de capacidade ou proficiência qualitativa para o trabalho científico, incluindo essencialmente adesão e respeito aos princípios mais básicos da ciência, como a honestidade intelectual e a imparcialidade. 

sábado, 19 de outubro de 2024

Capacidades cognitivas são exatamente como capacidades atléticas/Cognitive abilities are exactly like athletic abilities

 Capacidades cognitivas são exatamente como capacidades atléticas


. Porque também são primariamente dependentes da cultura humana para serem desenvolvidas desde os seus níveis mais básicos


No caso das capacidades cognitivas, inicialmente é preciso aprender a linguagem, e no caso das capacidades atléticas, um ou mais esportes inventados por humanos 


. Porque também apresentam potenciais desenvolvíveis, porém, limitados


Todo mundo que não apresenta limitações físicas severas, por exemplo, pode aprender a jogar tênis, se treinar bastante. Mas um Rafael Nadal ou um Roger Federer, alguém que percebe ter um potencial extraordinário e intrínseco, tende a ser raro. O mesmo pode ser dito sobre a inteligência 


.. Porque, assim como acontece com as capacidades atléticas, as cognitivas também variam em potencial entre indivíduos e grupos humanos 


Todo mundo apresenta seu próprio nível de capacidade ou potencial, se para aprender a jogar tênis, aprender a ler e escrever ou a pensar racionalmente, por exemplo. Só que, como também apresentamos semelhanças de tipos de perfil cognitivo, potencial e limitação, além de nos dividirmos em grupos com os quais nos identificamos ou nos associamos, as capacidades cognitivas variam coletivamente, tal como as atléticas. Então, da mesma maneira que existem diferenças de potencial e desempenho entre indivíduos, o mesmo acontece entre grupos: no caso dos esportes, principalmente por meio de biótipos, ainda que vários esportes também apresentam diferenças de predomínio de outros segmentos demográficos, como o racial, sem falar dos esportes que são tradicionalmente exclusivos a um grupo, como aqueles que são unissex. Já no caso da inteligência, não muito diferente do que acontece no meio esportivo, os grupos se dividem por desempenho e por tipo. Por exemplo, homens que tendem a ser melhores em capacidades visual-espacial que as mulheres e as mesmas que se destacam mais na cognição social


. Because they are also primarily dependent on human culture to be developed from their most basic levels


In the case of cognitive abilities, it is first necessary to learn language, and in the case of athletic abilities, one or more sports invented by humans


. Because they also present developable, but limited, potential


Anyone who does not have severe physical limitations, for example, can learn to play tennis if they train hard enough. But a Rafael Nadal or a Roger Federer, someone who realizes he has an extraordinary and intrinsic potential, tends to be rare. The same can be said about intelligence


.. Because, just as with athletic abilities, cognitive abilities also vary in potential among individuals and human groups


Everyone has their own level of capacity or potential, whether it is to learn to play tennis, learn to read and write or to think rationally, for example. However, since we also have similarities in terms of cognitive profiles, potentials and limitations, in addition to dividing ourselves into groups with which we identify or associate ourselves, cognitive abilities vary collectively, just like athletic abilities. So, just as there are differences in potential and performance between individuals, the same happens between groups: in the case of sports, mainly through biotypes, although several sports also present differences in the predominance of other demographic segments, such as race, not to mention sports that are traditionally exclusive to a group, such as those that are unisex. In the case of intelligence, not much different from what happens in sports, groups are divided by performance and type. For example, men tend to be better at visual-spatial abilities than women, and women stand out more in social cognition.

terça-feira, 6 de agosto de 2024

"Pessoas inteligentes debatem sobre ideias e não sobre pessoas" /"Intelligent people debate ideas, not people"

 Mas...


... deveria ser obrigatório a uma pessoa "inteligente" também debater sobre pessoas, afinal, é necessário conhecê-las, até para saber em quem confiar ou para prever padrões de comportamento individual ou de grupo. Segundo que, pessoas "inteligentes" são ou devem ser capazes de debater sobre qualquer coisa que lhes vier à mente, sem imposições. Terceiro que, pessoas que só debatem sobre ideias, pensam e debatem mais sobre abstrações do que questões ou tópicos mais concretos e práticos...


But...


... it should be mandatory for an "intelligent" person to also debate people, after all, it is necessary to know them, even to know who to trust or to predict patterns of individual or group behavior. Secondly, "intelligent" people are or should be able to debate anything that comes to mind, without imposition. Thirdly, people who only debate about ideas think and debate more about abstractions than more concrete and practical issues or topics...

domingo, 23 de junho de 2024

Sobre a manifestação não-verbal ou física da estupidez/On the nonverbal or physical manifestation of stupidity

 A manifestação mais literal ou física da estupidez pode ser notada por um déficit severo ou generalizado de atenção, que pode ou tende a se manifestar conjuntamente a uma incapacidade de se estabelecer uma coerência ou consistência intelectual, geralmente consequências de um déficit igualmente severo em autoconsciência//autoconhecimento e/ou também de um narcisismo exacerbado... 


Então, a manifestação mais literal da inteligência é basicamente o oposto disso, de atenção constante ao que se pensa e ao que se faz, que refletem uma autoconsciência e um autoconhecimento mais desenvolvidos. E mesmo no caso de haver um déficit de atenção, a própria percepção de que o apresenta já mostra uma maior atenção sobre si mesmo, suas ações, reações e reverberações, e que ainda pode desenvolvê-la a ponto de conseguir estabelecer um maior controle sobre esse déficit. 




The most literal or physical manifestation of stupidity can be noted by a severe or generalized deficit in attention, which can or tends to manifest itself in conjunction with an inability to establish intellectual coherence or consistency, usually consequences of an equally severe deficit in self-awareness/ /self-knowledge and/or also exacerbated narcissism...

So, the most literal manifestation of intelligence is basically the opposite of this, of constant attention to what one thinks and what one does, which reflects a more developed self-awareness and self-knowledge. And even in the case of an attention deficit, the very perception that it presents already shows greater attention to oneself, one's actions, reactions and reverberations, and that one can still develop it to the point of being able to establish greater control over this deficit.

sábado, 8 de junho de 2024

Em defesa de um estereótipo: nerds mais inteligentes?/In defense of a stereotype: smarter nerds?

 Mas existem alguns estudos* sobre correlações entre QI, tipo de personalidade e tendências comportamentais que têm encontrado que, na escola e em outros ambientes sociais, os indivíduos mais populares tendem a pontuar mais alto em testes cognitivos que os indivíduos menos populares. Então, isso significa que o estereótipo do "nerd inteligente" foi refutado?? Não. Significa, primeiro, o que sempre falo sobre QI, de que os testes são bons, mas não são excepcionais para estimar a inteligência humana, por produzirem análises superficiais de desempenho, enfatizando capacidades técnicas e específicas, e desprezando algumas das capacidades mais importantes, particularmente a racionalidade e a criatividade. Segundo, sobre o quão mais "inteligentes" os mais "populares" tendem a ser, segundo esses estudos, também é discutível, afinal, comparações cognitivas entre grupos grandes costumam resultar em valores mais baixos, maiores apenas em um sentido comparativo. Tal como no caso de um estudo sobre aparência física e QI no Reino Unido em que foi encontrado que, aqueles de melhor aparência pontuaram, em média, em torno dos 105 pontos, enquanto que, os de pior aparência pontuaram em torno dos 90 pontos. Portanto, o ideal seria de estudar aqueles que pontuam mais alto, enfaticamente. Terceiro e, novamente, porque a qualidade também é muito importante, não basta ter um potencial cognitivo acima da média, mais geral ou específico, se não souber usá-lo, ou melhor, direcioná-lo. Então, pode ser que muitos desses indivíduos sociáveis e que pontuam alto em testes cognitivos usem as suas capacidades acima da média especialmente para se adaptarem socialmente, tal como um típico "normie", ou ainda pior, se especializando em pseudociências, enquanto que, parece ser indiscutível ou evidente que, dos indivíduos que mais se interessam pelo conhecimento, pelo seu valor intrínseco, e também aqueles que acabam se tornando cientistas, especialmente os mais capazes, tendem a apresentar um perfil tipicamente "nerd"**, até mesmo pela natureza praticamente causal desse tipo pelo interesse intelectual genuíno, a priori, como um "hobby" ou passatempo. Portanto, o mais importante, ainda não é pontuar alto em testes de QI, mas demonstrar proficiência no mundo real e um interesse genuíno pelo conhecimento, não apenas como um meio para um fim. E quarto que, não é todo "nerd" que é impopular ou nem todo popular que não é "nerd". Na verdade, existem nerds que são populares entre os da própria tribo. Portanto, também existe uma certa relatividade de perspectivas que deve ser levada em conta, se buscarmos por uma análise mais abrangente. 

* Também têm estudos que podem refutar ou problematizar esse achado, tal como o que descobriu que jovens de maior QI  tendem a perder a virgindade mais tarde que os jovens de QI médio, deixando implícito que não são os mais populares que tendem a pontuar mais alto nesses testes ou em outros similares que estimam e comparam desempenhos cognitivos. 

Ou o estudo que não encontrou uma relação entre popularidade e inteligência (ambos embaixo, nas fontes). Também tem outro estudo que encontrou que os "mais inteligentes' tendem a ter poucos amigos. 


** Nerd: que ou aquele que apresenta fortes interesses específicos, geralmente de naturezas científica, filosófica, política, artística ou cultural, não necessariamente o mesmo que "impopular". 

Fontes:






But there are some studies* on correlations between IQ, personality type and behavioral tendencies that have found that, in school and other social settings, more popular individuals tend to score higher on cognitive tests than less popular individuals. So does this mean the "smart nerd" stereotype has been disproved? No. It means, first, what I always say about IQ, that the tests are good, but they are not exceptional for estimating human intelligence, as they produce superficial analyzes of performance, emphasizing technical and specific abilities, and neglecting some of the most important abilities , particularly rationality and creativity. Second, how much more "intelligent" the most "popular" tend to be, according to these studies, is also debatable, after all, cognitive comparisons between large groups usually result in lower values, higher only in a comparative sense. As in the case of a study on physical appearance and IQ in the United Kingdom, which found that those with the best appearance scored, on average, around 105 points, while those with the worst appearance scored around 90 points. Therefore, the ideal would be to study those who score the highest, emphatically. Third and, again, because quality is also very important, it is not enough to have an above average cognitive potential, more general or specific, if you do not know how to use it, or better yet, direct it. So, it could be that many of these sociable individuals who score high on cognitive tests use their above-average abilities especially to adapt socially, just like a typical "normie", or even worse, specializing in pseudosciences, whereas, it seems be indisputable or evident that, of the individuals who are most interested in knowledge, due to its intrinsic value, and also those who end up becoming scientists, especially the most capable, tend to present a typically "nerdy"** profile, even by nature practically causal of this kind by genuine intellectual interest, a priori, as a "hobby" or pastime. So the most important thing is still not to score high on IQ tests, but to demonstrate real-world proficiency and a genuine interest in knowledge, not just as a means to an end. And fourth, not every "nerd" is unpopular or not every popular person is not a "nerd." In fact, there are nerds who are popular among their own tribe. Therefore, there is also a certain relativity of perspectives that must be taken into account, if we seek a more comprehensive analysis.

* There are also studies that can refute or problematize this finding, such as the one that found that young people with higher IQs tend to lose their virginity later than young people with average IQs, implying that it is not the most popular ones who tend to score higher in these tests or similar ones that estimate and compare cognitive performances.

Or the study that did not find a relationship between popularity and intelligence (both below, in the sources). There is also another study that found that the "most intelligent" tend to have few friends.


** Nerd: someone who has strong specific interests, generally of a scientific, philosophical, political, artistic or cultural nature, not necessarily the same as "unpopular".

Sources:

https://www.sebjenseb.net/p/whats-in-a-nerd

 https://www.psychologytoday.com/us/blog/the-scientific-fundamentalist/201012/beautiful-people-really-are-more-intelligent

https://www.gnxp.com/blog/2007/04/intercourse-and-intelligence.php

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2796964



Mais e mais/More and more

 "Idiotas" habitualmente confundem o tamanho do próprio ego com inteligência


Existe uma forte atração dos que se acham os mais racionais, sem de fato serem, pela suposta filosofia que é ensinada nas universidades

Em condições ideais, o filósofo deveria ser o médico particular de um organismo social, por ser o mais realista, mais proficiente em compreender o que se passa com esse ou com um organismo. Mas tem sido uma classe especial de açougueiros que tem ocupado essa posição tão importante 

Não é sempre que uma maior vigilância ou controle do estado ou governo sobre indivíduos que é imoral, tal como parecem afirmar duas obras literárias internacionalmente famosas, 1984 e Admirável Mundo Novo, se existem contextos ou situações individuais em que intervenções externas podem ser mais benéficas do que prejudiciais e se também existem contextos coletivos em que deixar indivíduos livres para agirem de acordo com as suas próprias consciências pode ou tende a ser mais prejudicial do que benéfico 

O mais louco ainda não é aquele típico exemplo de indivíduo sofrendo um ataque psicótico (sim, em um sentido de intensidade da loucura), mas aquele indivíduo que aparenta ser "normal", porém, não tem a mais remota ideia do quão ideologicamente doutrinado ou desvirtuado da razão ele está e passa boa parte de sua vida nesse nível muito baixo de autoconsciência/autoconhecimento (em um sentido de profundidade e constância da loucura)

Existe o mentiroso patológico que mente mais para si mesmo do que para os outros e o mentiroso patológico que mente mais para os outros do que para si mesmo. O primeiro é um desesperado que encontrou na mentira uma fonte de sobrevivência. O segundo é um inescrupuloso que também encontrou na mentira uma fonte de sobrevivência 

Para entender o que é o médico é preciso entender o que é a medicina. Já para entender o que é a arte é preciso entender o que é o artista 

Com frequência, a desatenção é mais uma questão de perspectiva do que de deficiência, especialmente quando existe um claro direcionamento de atenção ou compensação  

A ideologia individualista em curso hegemônico, especialmente no mundo ocidental, nos dá uma dimensão distorcida do quão extremista é, ou também o quão distantes de um ideal de equilíbrio entre coletivismo e individualismo estamos, nós, ocidentais, das primeiras décadas do século XXI.

Dois exemplos: o acesso facilitado a veículos, desde que se tenha dinheiro para essa aquisição e também associado a uma prova para habilitação da carteira de motorista. Sim, o capitalismo turbinando esse acesso... Mas está claro que existem muitos motoristas irresponsáveis que não deveriam ter livre acesso a esse bem ou direito. Se o critério mais importante fosse a capacidade de direção responsável... Mas está completamente normalizado que qualquer um com dinheiro e carteira pode dirigir e a aplicação de multas não costuma surtir efeitos preventivos ou corretivos vigorosos. Parece comum que se espere que o pior aconteça para suspender a habilitação 

Outro exemplo é o direito facilitado e universalizado de geração de descendência, diga-se, um direito muito antigo e, até então, natural. Pois a partir de um crescente conhecimento (cientificamente legítimo) sobre a influência predominante da genética ou da biologia no comportamento e no desenvolvimento humanos, primariamente com base na percepção de padrões hereditários que corroboram para uma confirmação do "hereditarianismo" (de predomínio da influência de características intrínsecas no comportamento e desenvolvimento), a ideia teórica de que qualquer casal pode ter a quantidade de filhos que desejar parece definitivamente absurda, tacitamente negligente. Mas, como vivemos em um mundo dominado por essa ideologia individualista e que, inclusive, se associa ao igualitarismo, outra ideologia grosseiramente destoante de uma análise ponderada ou factual, parece absurdo, no sentido de cruel, acreditar que a natalidade de uma pessoa ou casal possa se tornar assunto de domínio público ou de outros e não apenas dos diretamente envolvidos

A ideia individualista de que um indivíduo tem que ter total autonomia sobre suas ações e decisões é extremista. Mas não significa então que ele não tenha ou não possa ter direito a qualquer nível de autonomia

Aquele que pensa que é o mais livre geralmente está habituado aos seus próprios vícios. Já aquele que é visto como mais conformista ou menos livre geralmente está viciado aos seus próprios hábitos

Uma "teoria conspiratória" no mínimo divertida, baseada numa das "teorias conspiratórias" mais antigas, sobre judeus, é a de que a "esquerda" ocidental tem sido usada justamente pelos judeus mais etnocêntricos ou racistas, sedentos por poder e guiados por ódio e desejo de "vingança" em relação aos gentios brancos de origem europeia, usando-a como um meio para destruí-los, em outras palavras, aqueles que dizem lutar contra fascistas estariam, na verdade, colaborando, ignorantes, com fascistas/sionistas judeus em seus planos de dominação mundial... Metaforicamente, autodeclarados progressistas ocidentais seriam como o cavalo de madeira e os judeus sionistas como os gregos escondidos dentro do "presente" para a cidade de Tróia ou Ocidente//Mundo

A eugenia, em teoria, pode ser moral ou imoral, apesar de que, na prática, não tem sido moral ou "boa". A disgenia, na teoria e na prática, é sempre imoral ou "ruim"

É comum saber o conceito de uma palavra ou termo abstrato, mas de não saber aplicá-lo corretamente em contextos, geralmente resultado de uma intrusão ideológica (ou emotiva) durante o processo de contextualização 

Também é comum a adoção de conceitos estabelecidos de palavras ou termos abstratos sem qualquer análise ou uma crítica mais profunda 

Os judeus são uma prova cabal de que é possível um povo ser muito inteligente, mas excepcionalmente irracional. Tal como pelo fato de "terem"* dominado a civilização ocidental, especialmente suas principais potências e de, apesar disso, estarem na vanguarda de sua própria destruição, ao promoverem políticas insanas, como a imigração sem controle, com base em ideologias que visam eliminar as populações originais do mundo ocidental, tal como matar a galinha dos ovos de ouro, os maiores colaboradores pelo seu próprio sucesso, se comportando exatamente como espécies parasitas no reino natural, irreflexivamente objetivos 

*Primariamente, suas "elites"

Além de tudo isso, estão literalmente destruindo uma civilização grandiosa, como tem sido a ocidental, apesar de suas muitas imperfeições, tal como o seu histórico de crueldades globalizadas. Até caberia pensar se essa estupidez hedionda não poderia ser categorizada como um grande exemplo da lei de ouro da estupidez humana, definida pelo economista italiano Carlo Cipolla

Para flagrante de estupro, o mais justo seria, a priori, a prisão perpétua (sem direito à qualquer regalias, com direito à esterilização e à castração química ou física), e pena de morte em caso de estupro seguido de homicídio. Mas, dependendo do nível de crueldade e do estado da vítima, mesmo sem homicídio, também poderia ter a pena de morte como veredito. Já no caso de reação violenta com intenção homicida ou com a consumação desse ato por parte da vítima ou por outra pessoa que intervir favoravelmente à vítima, o ideal seria a ausência de punição (também para qualquer caso confirmado de auto defesa ou defesa de vulnerável)

Autodeclarados democráticos: "devemos sempre defender a democracia" 

Mas mesmo quando resulta em idiocracia?? Tal como pela substituição do mérito em processos avaliativos e seletivos para educação superior e mercado de trabalho por critérios não-objetivos ou potencialmente injustos, por raça ou sexo, por exemplo??

Boa parte da ilusão de uma doutrinação ideológica consiste em evitar que os doutrinados percebam o que realmente está acontecendo e que é óbvio ou fácil de perceber 

Ser gay e mais racional ou integralmente inteligente é uma certeza de solidão, romanticamente falando... 

Ser gay e mais racional é como se sentir um eterno intruso ou espião em espaços individuais e coletivos do espectro LGBT 

Quanto ao contexto político, a racionalidade está associada a uma maior flexibilidade de posicionamento. Por exemplo, votar na direita ou extrema direita em uma eleição pode ser mais sensato do que fazê-lo em outra. Ainda que, com as tendências de longo prazo no mundo ocidental, de piora nas relações sociais causadas justamente por políticas endossadas e impostas por partidos e ideologias de esquerda, está cada vez mais difícil apoiá-la integralmente 

O mais triste sobre a tal esquerda é que pega pautas sérias e parece que, só para vandalizá-las ou deslegitimá-las depois 

De uma maneira bem bruta de dizer, políticas de esquerda tendem a expressar racionalizações de inadequação ou inadaptação individual e/ou de grupos. É a política do "perdedor" que busca ocupar o lugar do "vencedor". Por outro lado, sem qualquer política ou perspectiva crítica à da situação, o mundo seria tão ou mais injusto, como foi por séculos. O problema é os da oposição só criticarem o poder por estarem excluídos do seu acesso ilimitado e não pela injustiça ou irracionalidade da desigualdade de acesso, ainda mais para os mais sensatos, os mais naturalmente aptos a exercerem funções de gerência social. Então, quando os outrora perdedores conseguem tomar o poder, tem sido só para ocuparem o espaço dos outrora vencedores, isto é, de um espaço de comando e também de opressão em potencial 

Na atualidade, a real política ou, o que de fato acontece no mundo, está predominantemente do lado da extrema direita, enquanto que tem restado, especialmente à centro-esquerda, as "fofocas" de dentro do sistema. É assim que tem acontecido no jogo político, quando um grupo ou certas ideias e verdades são excluídos dos discursos oficiais e outros amplamente adotados e endossados. O primeiro passa a  expressar (de maneira não-absoluta) a política real e o outro a se limitar às pequenas verdades ou inverdades dos "da situação", ainda mais que, historicamente, aqueles no poder têm abusado de mentiras para se perpetuarem no topo. 

Uma espécie de compensação para os que são excluídos 

"Foi encontrado uma correlação de 0,3 entre QI e filiação político-ideológica de esquerda..."

Exemplo fictício ainda que, possivelmente verdadeiro, só para ilustrar...

Ok, mas por que também não usar estatísticas em um formato típico, por exemplo, "foi encontrado que '30%' das pessoas que pontuaram acima da média em testes de QI (100 ou mais) em determinado estudo se declararam como progressistas ou de esquerda, se comparado com '15%' das que pontuaram abaixo da média"

Mesmo se não é todo professor que é arrogante e todo cientista que é humilde, o cientista sério, muito focado no seu trabalho, tem menos tempo para ser arrogante do que o professor. Além disso, o professor precisa estar sempre lidando com o meio social, ao contrário do cientista

O cristão acredita na volta de Jesus, assim como o esquerdista acredita que apenas a educação que irá milagrosamente desenvolver um país

O mais emocionalmente inteligente se assemelha mais ao menos emocionalmente inteligente do que àquele de inteligência emocional mediana, porque ambos tendem a priorizar a verdade ou, pelo menos, a sinceridade sobre o engano ou "mentiras brancas". Um, por ser demasiado sensível à verdade dentro de um contexto emotivo. O outro por ser demasiado insensível à mentira, especialmente à "bem intencionada'

O etnocentrismo irracional ou típico é um fenômeno psicossocial em que seus comportamentos mais comuns são: a defesa de indivíduos que cometem crimes hediondos apenas por pertencerem ao mesmo grupo étnico ou racial; a manipulação de  fatos considerados inconvenientes ao grupo étnico ou racial de pertencimento, ao invés de aceita-los; a responsabilização de outros grupos por pendengas coletivas do grupo de associação, diga-se, que também pode se manifestar por outros tipos ou categorias de coletivismo, por orientação sexual, sexo, ideologia... 

Um etnocentrismo racional se difere do irracional por não haver encobrimento ou racionalização de crimes cometidos por indivíduos da mesma raça ou etnia, manipulação de fatos considerados inconvenientes sobre o grupo de associação, enfim, por não haver ausência de autocrítica 

Nesse sentido, porque o coletivismo é uma tendência praticamente inevitável, de sempre acabarmos nos associando a grupos com os quais mais nos identificamos, o coletivismo racional é sempre aquele em que a autocrítica ao próprio grupo não se sobrepõe nem é insuficiente ao sentimento positivo de pertencimento, em outras palavras, sem acabar resultando em fanatismo ou preconceito, se pelo próprio grupo ou em relação aos outros.

Também, nesse sentido, indivíduos que estão associados a um grupo por biologia ou autodeclaração, mas são demasiadamente críticos ao mesmo, isto é, exageradamente, na verdade, seriam tipos tão irracionais quanto, só que devotos ao "auto ódio" (que também pode indicar incompatibilidades internas de grupo) 

O filósofo semanticalista (que enfatiza a palavra sobre o seu significado) e honesto é o mágico que cai no próprio truque 

Ofensa não é sempre sobre sinceridade (verdade subjetiva) ou sobre dizer a verdade (objetiva), pois também pode ser uma mentira (exagero ou invenção) 

Estado mínimo e mercado máximo também seria o mesmo que transformar uma sociedade em um conglomerado de empresas

Uma escolha individual é um assunto de domínio privado. Muitas escolhas individuais parecidas é um fenômeno social e, portanto, um assunto de domínio público 

O mais sábio tem o idealismo dos mais ingênuos e a sagacidade dos mais espertos

A diferença entre o mais racional e o mais fanático é que o primeiro defende a razão com convicção apaixonada enquanto que o segundo defende o seu fanatismo ideológico com a mesma paixão e que, erroneamente, tende a considerar como a verdadeira razão

Uma tentativa de conversa entre pessoas com perspectivas existenciais completamente distintas é tal como uma tentativa de comunicação entre espécies de planetas diferentes



"Idiots" habitually confuse the size of their ego with intelligence

There is a strong attraction for those who think they are the most rational, without actually being so, by the supposed philosophy that is taught in universities

Ideally, the philosopher should be the private doctor of a social organism, as he is the most realistic, most proficient in understanding what is happening with that or an organism. But it has been a special class of butchers who have occupied this important position

It is not always that greater surveillance or control by the state or government over individuals is immoral, as two internationally famous literary works, 1984 and Brave New World, seem to assert, if there are contexts or individual situations in which external interventions can be more beneficial than that harmful and whether there are also collective contexts in which leaving individuals free to act according to their own consciences can or tends to be more harmful than beneficial

The craziest thing is not that typical example of an individual suffering a psychotic attack (yes, in a sense of intensity of madness), but that individual who appears to be "normal", however, does not have the remotest idea of ​​how ideologically indoctrinated or distorted from reason, he is and spends a good part of his life at this very low level of self-awareness/self-knowledge (in a sense of depth and constancy of madness)

There is the pathological liar who lies more to himself than to others and the pathological liar who lies more to others than to himself. The first is a desperate person who found a source of survival in lies. The second is an unscrupulous person who also found a source of survival in lies.

To understand what a doctor is, you need to understand what medicine is. To understand what art is, you need to understand what the artist is.

Often, inattention is more a matter of perspective than deficiency, especially when there is a clear direction of attention or compensation.

The hegemonic individualist ideology, especially in the Western world, gives us a distorted dimension of how extremist it is, or also how far from an ideal balance between collectivism and individualism we, Westerners, are in the first decades of the 21st century.

Two examples: easier access to vehicles, as long as you have the money for this purchase and also associated with a test to obtain a driver's license. Yes, capitalism boosts this access... But it is clear that there are many irresponsible drivers who should not have free access to this good or right. If the most important criterion were the ability to drive responsibly... But it is completely normalized that anyone with money and a license can drive and the imposition of fines does not usually have strong preventive or corrective effects. It seems common to wait for the worst to happen to suspend the license.

Another example is the facilitated and universalized right to generate descendants, a very ancient and, until then, natural right. Because from a growing (scientifically legitimate) knowledge about the predominant influence of genetics or biology on human behavior and development, primarily based on the perception of hereditary patterns that corroborate the confirmation of "hereditarianism" (predominant influence of intrinsic characteristics in behavior and development), the theoretical idea that any couple can have as many children as they want seems definitely absurd, tacitly negligent. But, as we live in a world dominated by this individualistic ideology and which is even associated with egalitarianism, another ideology that is grossly deviated from a considered and factual analysis, it seems absurd, in the sense of cruel, to believe that the birth rate of a person or couple may become a matter of public domain or of others and not just those directly involved

The individualistic idea that an individual must have complete autonomy over their actions and decisions is extremist. But this does not mean that he does not or cannot have the right to any level of autonomy

Those who thinks are the freest are generally accustomed to their own vices. Those who are seen as more conformist or less free are generally addicted to their own habits.

An amusing "conspiracy theory", to say the least, based on one of the oldest "conspiracy theories" about Jews, is that the Western "left" has been used precisely by the most ethnocentric or racist Jews, thirsty for power and guided by hatred and desire for "revenge" towards White gentiles of European origin, using it as a means to destroy them, in other words, those who claim to fight against fascists would, in fact, be ignorantly collaborating with Jewish Fascists/Zionists intheir plans for world domination... Metaphorically, self-declared Western progressives would be like the wooden horse and the Zionist Jews like the Greeks hidden within the "gift" to the city of Troy or the West//World

Eugenics, in theory, can be moral or immoral, although in practice it has not been moral or "good". Dysgenics, in theory and practice, is always immoral or "bad"

It is common to know the concept of a word or abstract term, but not know how to apply it correctly in contexts, generally the result of an ideological (or emotional) intrusion during the contextualization process.

It is also common to adopt established concepts of abstract words or terms without any deeper analysis or criticism.

The Jews are clear proof that it is possible for a people to be very intelligent but exceptionally irrational. Such as the fact that they "have"* dominated Western civilization, especially its main powers, and despite this, they are at the forefront of their own destruction, by promoting insane policies, such as uncontrolled immigration, based on ideologies that aim to eliminate the original populations of the Western world, like killing the goose that laid the golden eggs, the greatest contributors to their own success, behaving exactly like parasitic species in the natural realm, unreflexively objective

*Primarily, its "elites"

In addition to all this, they are literally destroying a great civilization, such as the Western one, despite its many imperfections, such as its history of globalized cruelties. One might even wonder if this hideous stupidity could not be categorized as a great example of the golden law of human stupidity, defined by the Italian economist Carlo Cipolla

For flagrant rape, the fairest option would be, a priori, life imprisonment (without the right to any benefits, following by sterilization and chemical or physical castration), and the death penalty in cases of rape followed by murder. But, depending on the level of cruelty and the condition of the victim, even without homicide, the death penalty could also be the verdict. In the case of a violent reaction with homicidal intent or with the completion of this act by the victim or by another person who intervenes in favor of the victim, the ideal would be the absence of punishment (also for any confirmed case of self-defense or defense of a vulnerable person)

Self-declared democratic: "we must always defend democracy"

But even when it results in idiocracy?? Such as replacing merit in evaluation and selection processes for higher education and the job market with non-objective or potentially unfair criteria, by race or sex, for example?

Much of the illusion of ideological indoctrination consists of preventing those being indoctrinated from realizing what is really happening and what is obvious or easy to understand.

Being gay and more rational or integrally intelligent is a certainty of loneliness, romantically speaking...

Being gay and more rational is like feeling an eternal intruder or spy in individual and collective spaces on the LGBT spectrum

As for the political context, rationality is associated with greater flexibility. For example, voting right or far right in one election may be more sensible than doing so in another. Even though, with the long-term trends in the Western world of worsening social relations caused precisely by policies endorsed and imposed by left-wing parties and ideologies, it is increasingly difficult to fully support it

The saddest thing about the so-called left is that it takes serious issues and it seems that, only to vandalize or delegitimize them later

In a very crude way of putting it, left-wing policies tend to express rationalizations of individual and/or group inadequacy or inadaptation. It is the politics of the "loser" that seeks to take the place of the "winner". On the other hand, without any policy or critical perspective on the situation, the world would be as or more unfair, as it has been for centuries. The problem is that those in the opposition only criticize power because they are excluded from its unlimited access and not because of the injustice or irrationality of unequal access, especially for the most sensible, those most naturally able to exercise social management functions. So, when the former losers manage to take power, it has only been to occupy the space of the former winners, that is, a space of command and also of potential oppression.

Currently, real politics, or what actually happens in the world, is predominantly on the side of the extreme right, while what remains, especially on the center-left, is "gossip" from within the system. This is how it has happened in the political game, when a group or certain ideas and truths are excluded from official narratives and others that are widely adopted and endorsed. The first starts to express (in a non-absolute way) the real policy and the other to limit itself to the
small truths or untruths from those "in the situation", especially since, historically, those in power have overusing lies to perpetuate themselves at the top.

A kind of compensation for those who are excluded

"A correlation of 0.3 was found between IQ and left-wing political-ideological affiliation..."

Fictional example although possibly true, just to illustrate...

Okay, but why not also use statistics in a typical format, for example, "'30%' of people who scored above average on IQ tests (100 or higher) in a given study were found to declare themselves as progressive or left, compared to '15%' of those who scored below average"

Even if not every teacher is arrogant and every scientist is humble, the serious scientist, very focused on his work, has less time to be arrogant than the teacher. Furthermore, the teacher needs to always be dealing with the social environment, unlike the scientist

The Christian believes in the return of Jesus, just as the Leftist believes that only education will miraculously develop a country

The most emotionally intelligent person is more similar to the less emotionally intelligent person than the person with average emotional intelligence, because both tend to prioritize the truth or, at least, sincerity over deception or "white lies." One, for being too sensitive to the truth within an emotional context. The other for being too insensitive to lies, especially "well-intentioned" ones

Irrational or typical ethnocentrism is a psychosocial phenomenon in which its most common behaviors are: the defense of individuals who commit heinous crimes just because they belong to the same ethnic or racial group; the manipulation of facts considered inconvenient to the ethnic or racial group of belonging, instead of accepting them; the holding for other groups responsibility for collective issues of the association group, so to speak, which can also be manifested by other types or categories of collectivism, by sexual orientation, gender, ideology...

Rational ethnocentrism differs from irrational ethnocentrism in that there is no cover-up or rationalization of crimes committed by individuals of the same race or ethnicity, manipulation of facts considered inconvenient about the association group, in short, there is no absence of self-criticism

In this sense, because collectivism is a practically inevitable tendency, in which we always end up associating ourselves with groups with which we identify most, rational collectivism is always one in which self-criticism of one's own group does not override nor is insufficient to the positive feeling of belonging. , in other words, without ending up resulting in fanaticism or prejudice, whether by the group itself or in relation to others.

Also, in this sense, individuals who are associated with a group by biology or self-declaration, but are too critical of it, that is, exaggeratedly, in fact, would be just as irrational types, but devoted to "self-hatred" (which can also indicate internal group incompatibilities)

The semanticalist philosopher (who emphasizes the word over its meaning) and honest is the magician who falls for his own trick

Offense is not always about sincerity (subjective truth) or about telling the truth (objective), as it can also be a lie (exaggeration or invention)

Minimum state and maximum market would also be the same as transforming a society into a conglomerate of companies

An individual choice is a private domain. Many similar individual choices is a social phenomenon and, therefore, a matter of public domain

The wisest has the idealism of the most naive and the sagacity of the cunning

The difference between the most rational and the most fanatical is that the first defends reason with passionate conviction while the second defends his ideological fanaticism with the same passion and which, mistakenly, he tends to consider as the true reason.

An attempt at conversation between people with completely different existential perspectives is just like an attempt at communication between species from different planets.