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domingo, 24 de maio de 2026

Sobre defasagem temporal-ideológica e genuinamente empática da exquerda

 Quando o nazismo de 80 anos atrás é mais importante que o sofrimento de milhões de contemporâneos submetidos ao totalitarismo opressor de regimes "comunistas' 


Você tem sorte! Não nasceu na Coreia no Norte e nem em Cuba. Não vive em nenhum desses países, ainda que provavelmente viva no Brasil, assim como eu. Nesse país que, se está bem longe de ser uma Suíça, pelo menos não é tão absolutamente pior que esses outros dois países citados (até esse ano de 2026). 

Você não vive totalmente submisso a um governo totalitário. Err digo, não ainda... Apesar de parecer que estamos caminhando para ter um futuro mais parecido com os presentes cubano e norte-coreano...

Não vive sem poder viajar ou sair do seu país com autorização do governo; com medo de dizer algo "errado' e ser punido com trabalhos forçados ou até com a morte (ainda que já possa ser punido pelo estado se cometer certos "crimes de pensamento"); sem ter qualquer autonomia, mesmo que mínima, sobre a sua própria vida; na pobreza, forçado a racionamentos constantes de alimentos, de energia, água... Enquanto a elite política do seu país vive em condições muito melhores... Não vive inteiramente dentro de uma mentira mantida por perversos do governo: abandonado, tratado literalmente como gado dentro de uma propriedade, tendo seu espírito e o seu corpo abatidos diariamente até esses dias se tornarem anos, décadas..., e ver seus melhores anos escaparem de suas mãos, até envelhecer sem ter sabido o que é ter comida farta e liberdade para se expressar, se vestir, de ir e vir...

É por isso que eu sinto uma compaixão verdadeira por essas pessoas que não podem usufruir o que eu tenho ou posso, que ainda é pouco, mas minimamente suficiente. Eu sinto muito por todo norte-coreano e cubano que gostariam de, pelo menos, ter o direito de deixar seus países e tentarem melhorar de vida fora deles. Mas nem isso. Eles vivem em um limbo existencial, em uma espécie de inferno na Terra... E mesmo se não existem campos de extermínio ou estatísticas oficiais de genocídios perpetrados pelos seus governos, não é difícil, para quem ainda mantêm algum nível frequente de raciocínio lógico-racional, associá-los a outros governos ou sistemas sociais que, ao longo da história, também causaram grande sofrimento humano, tal como o nazismo. Se eu poderia ser mais ousado e sugerir que Cuba e Coreia do Norte são como dois campos de concentração de dimensões físicas consideráveis, afinal, seus habitantes estão diretamente submetidos a sistemas sociais totalitários, não muito diferente do que acontecia com prisioneiros dos campos de concentração nazistas. A maior diferença é que não há, explicitamente falando, una rotina de assassinatos (imediatos e explícitos) em massa. Mas não é exagerado concluir que, sofrem tanto em vida, que é como se essa dor constante acelerasse a obsolescência natural dos seus organismos, levando à morte precoce de muitos deles, em especial dos mais vulneráveis. Ainda que sociedades capitalistas também possam apresentar níveis variavelmente altos de sofrimento, especialmente em países de terceiro mundo, destoantes da versão mais humanizada do capitalismo, a social-democracia...

Mas, então, temos uma provável maioria de esquerdistas calada sobre esse sofrimento que habitantes de países como Cuba e Coreia do Norte, justamente aqueles que dizem lutar contra a injustiça social e a opressão; que defendem pela solidariedade, pela liberdade e pela igualdade... Uma provável maioria que costuma ter uma obsessão por certos períodos históricos e a usá-los como exemplos máximos do egoísmo e da crueldade humanos, como o nazismo, que emergiu e se estabeleceu como sistema social e ideológico dominante na Alemanha a mais de oitenta anos atrás. E apenas ou especialmente o nazismo... Enquanto cubanos, de pessoas como você e eu, vivem na miséria, carentes do mais básico, mesmo quando havia ajuda soviética, pois não tinham sequer o direito democrático mais básico de ter uma voz e de poderem usá-la, por exemplo, para criticar o governo/partido. E continuam assim, só que agora é até bem pior. Claro que o mesmo pode ser dito sobre os norte-coreanos...

O que também se perpetuam são as desculpas desses que se silenciam friamente sobre o sofrimento desses povos, como se negassem que fosse legítimo (e parece ser isso que fazem). Porque, segundo essa maioria, não são os ditadores "socialistas/democráticos" (??), e seus capangas, os maiores culpados pelos estados lastimáveis que se encontram Cuba e Coreia do Norte. A culpa, para quem adota o vitimismo como hábito, é sempre do outro: do embargo americano, do imperialismo ocidental, do racismo estrutural... enfim, de qualquer expressão abstrata que denota uma pretensão de profundidade intelectual. Mesmo com todas as evidências apontando que todo regime dito socialista é basicamente uma releitura do que aconteceu na primeira experiência revolucionária, no Império Russo, porque mostra exatamente o que o profeta político mais importante, George Orwell, escreveu em forma de fábula infantil, em seu brilhante livro: A Revolução dos Bichos. Mesmo que o nazismo sempre mereça uma menção definitivamente negativa*, o desprezo absoluto de muitos esquerdistas em relação ao sofrimento desses povos exemplificados e, ao mesmo tempo, sempre tentando associar a ideia de mal apenas ao outro lado das trincheiras político-ideológicas, coloca em cheque a capacidade dos mesmos de discernimento moral, por ser uma seletividade extrema de indignação, muito incoerente ou contraditória...

*ainda que seja totalmente possível e acho que, até necessário, explorar e enfatizar sua complexidade, de, por exemplo, mostrar que, nem "tudo" o que defendia/defende estava/está inequivocamente errado, tal como muitos esquerdistas/orwellianos gostam de fazer (por exemplo, de afirmar que pessoas, especialmente as de raça branca caucasiana, não podem ter um sentimento mais positivo sobre sua raça, porque isso seria o mesmo que racismo, "supremacia branca" ou mesmo nazismo, como se apenas povos europeus que tivessem uma história de conflitos, guerras e opressão e, portanto, não lhes fosse mais permitido ter e demonstrar esse sentimento... 

domingo, 4 de janeiro de 2026

A minha política não é sobre direita ou esquerda, é sobre empatia, conhecimento, justiça...

 Não é sobre Trump ou Maduro, socialismo ou capitalismo.


É sobre focar no mais importante: nas pessoas, nos animais, na natureza... Se estão sofrendo ou se estão satisfeitos. Se os argumentos a favor ou contra são válidos. 

De me colocar no lugar do outro e pensar se eu gostaria de estar no lugar dele. É muito mais simples e certeiro que qualquer análise sobre conjuntura política.

Se o problema mesmo é o embargo econômico dos EUA, por exemplo, ou se é o fato de um país ser uma ditadura cujos governantes não dão a mínima ao bem estar coletivo do seu povo... Afinal, um país com aliados poderosos, como a Venezuela, não deveria apresentar problemas sociais e econômicos tão crônicos...

A minha política, que também é a minha ideologia, é sobre a clareza dos fatos até para que ilumine minhas linhas de raciocínio e me ajude a tecer julgamentos mais justos, sem cair na tentação de me agarrar a discursos e narrativas simplistas, contraditórias, que destoam da realidade...

Não é sobre qual grupo, mas qual posicionamento, pensamento ou ação que está mais certo.  

E se o povo está sofrendo, não importa se o governo é de um lado ou de outro. Mesmo que eu não goste do libertador, que o ditador não continue oprimindo gente inocente, animais, a própria vida... 

A captura do ditador Nicolás Maduro, neste início de 2026, não irá mudar minhas opiniões sobre capitalismo ou EUA, que nunca foram as melhores. Porque eu aprendi que é perfeitamente possível gostar mais de X sem ter que desgostar mais de Y, que esses binarismos são inferiores a uma abordagem em múltiplas perspectivas, inevitável para quem realmente se dispõe a entender o mundo como ele é, primeiro, para conseguir propor por soluções ou medidas mais adequadas do que aquelas que são produtos de doutrinação ou sentimentalismo...

sábado, 18 de outubro de 2025

Você é mais cognitivamente orientado para perceber padrões ou sentimentos??

 Ou nos dois, mais frequentemente??


Sobre "orientação cognitiva"


Pois se você está mais orientado para perceber padrões, isso pode indicar uma maior capacidade racional, já que para pensar de maneira mais objetiva e imparcial, priorizando a informação factual bem como de diferenciá-la de uma informação não-factual, é importante primeiramente prestar atenção aos padrões, por serem traços constitutivos que se repetem e tornam potencialmente reconhecíveis elementos, fenômenos, comportamentos ou eventos, especialmente os de natureza abstrata, os mais relevantes para a racionalidade. Uma correlação negativa deste tipo de orientação cognitiva é uma tendência para a insensibilidade emocional. Em termos patológicos, certas condições como o autismo* e a psicopatia podem ser mais comuns nesse grupo. 


Homens e cientistas são dois exemplos de grupos mais propensos a apresentar esse tipo mais lógico de orientação cognitiva.  


No entanto, eu sou da opinião que existem indivíduos altamente racionais que apresentam uma orientação mais equilibrada, direcionada tanto para a percepção de padrões quanto de sentimentos. Até penso se não seriam os mais racionais entre os mais racionais, já que essa orientação cognitiva mais equilibrada pode aumentar ainda mais a capacidade de ponderação...


Já se você está mais orientado para perceber sentimentos, isso pode indicar uma maior tendência para ser mais simpático, de sentir mais afeição e compaixão pelos outros. Uma correlação negativa deste tipo de orientação cognitiva é um risco aumentado para adulterar a percepção factual ao priorizar os sentimentos, e de fazê-lo de maneira sistemática. Outra correlação negativa é de apresentar um nível mais alto de maquiavelismo, dando pouca importância para a honestidade e a verdade...


Mulheres e artistas são dois exemplos de grupos mais propensos a apresentar esse tipo mais emotivo ou intuitivo de orientação.  


Por fim, existem aqueles que apresentam uma orientação mais aleatória e pode ser que representem uma importante parcela da população, como é típico de uma distribuição de traços em que as expressões menos extremas são mais comuns. Mas se os dois tipos de orientação cognitiva também expressam diferenças entre os sexos, então, devido ao dimorfismo sexual humano mais demarcado, pode ser que esse tipo mais equilibrado não corresponda à maioria...


* Ainda sobre esse tema, um outro texto


Autismo e capacidade de reconhecimento de padrões: mito ou realidade??


De que um efeito compensatório e generalizado do autismo seria uma melhoria significativa na capacidade de reconhecimento de padrões, se comparada com o nível neurotípico...


Ok. Mas no reconhecimento de padrões verdadeiros?? E em relação a qual domínio? Específico ou global?? 


Porque se fossem mesmo melhores nesta capacidade em um sentido mais geral, então, a grande maioria deles, por exemplo, acabariam percebendo padrões relacionados com uma das realidades mais básicas para uma perspectiva humana, das diferenças intrínsecas entre indivíduos e grupos humanos, e que os forçaria a compartilhar essa percepção com indivíduos que se declaram ou são declarados de "extrema direita". Mas as correlações entre autismo e filiação política tendem a nos mostrar um padrão relativamente diferente, com uma desproporção deles se identificando com a "esquerda", justamente "onde" essa realidade tem sido sistematicamente negada e demonizada e por razões não-racionais: emotivas e ideológicas... Então, essa desproporção de autistas que se aliam politicamente com a "esquerda" o fariam, em média, sabendo que estão defendendo inverdades que, via de regra, são baseadas em falsos padrões?? E se aliariam apenas por ser a "esquerda" que tem lutado pelos seus direitos?? Ou estariam tão vulneráveis à doutrinação ideológica quanto os "neurotípicos" de esquerda?? Bem, a correlação positiva entre autismo e contágio social com a ideologia transgênero é mais uma demonstração de vulnerabilidade psicológica e cognitiva de vários indivíduos dentro do espectro... 


Pois pode ser que essa alegada capacidade superior de reconhecimento de padrões da maioria dos autistas seja verdadeira, mas especialmente para domínios específicos, se, por uma perspectiva mais geral, as evidências contrárias parecem ser predominantes...


Pode ser que os autistas estejam mesmo mais orientados cognitivamente para a percepção de padrões, mas em um sentido psicopatológico, para perceber padrões primariamente irrelevantes, especialmente para uma perspectiva mais social, tal como os indivíduos dentro do espectro psicótico, considerado o oposto do autismo em alguns aspectos comparativos, estariam mais orientados a perceber um excesso de padrões, principalmente os que não existem ou expressam distorções perceptivas. 


Ainda sobre a correlação entre autismo e orientação política, a mesma desproporção de autistas em um lado do espectro político-ideológico também parece ser percebida no outro lado, o que, de qualquer maneira, continua a corroborar para a tese que nega uma relação praticamente causal entre ser autista e apresentar uma capacidade aumentada de reconhecimento de padrões, especialmente em um sentido mais global. 

sábado, 4 de janeiro de 2025

Um possível efeito colateral logicamente inesperado da alta empatia: limitação do círculo social/A possible, logically unexpected side effect of high empathy: limitation of social circle

 Mais empático é o indivíduo, mais profundamente simpático ou afetuoso com os outros ele tende a ser. Só que, ao invés disso resultar em uma maior capacidade de se relacionar com os outros, pode acontecer o efeito oposto, de dificultar essa capacidade e acabar limitando a quantidade de pessoas com as quais consegue estabelecer contato permanente e/ou frutífero. Porque a empatia, em seu sentido associado com simpatia ou afetividade, não é apenas sentir carinho, ser respeitoso ou cuidadoso pelo ou com o outro, especialmente se percebe o mínimo de afinidade, mas também de sentir preocupação pelo mesmo, bem como de tomar suas dores. Além disso, outro efeito que também pode ter um papel negativo nessa finalidade, de se fazer amizades, é a percepção de carência do outro em relação ao mais empático, se a alta empatia tende a, pelo menos, tornar o seu "portador" mais aparentemente carente, característica que costuma afastar mais do que atrair pessoas. Pois não bastasse o que já foi comentado, o mais empático também pode desenvolver uma visão mais crítica e, portanto, rabugenta sobre o mundo, particularmente sobre o mundo humano, suas injustiças, crueldades... que também afasta mais do que atrai pessoas para o seu convívio. 


The more empathetic an individual is, the more deeply sympathetic or affectionate he or she tends to be with others. However, instead of resulting in a greater ability to relate to others, the opposite effect may occur, hindering this ability and ending up limiting the number of people with whom one can establish permanent and/or fruitful contact. Because empathy, in its sense associated with sympathy or affection, is not only about feeling affection, being respectful or caring for or with the other, especially if one perceives the slightest affinity, but also about feeling concern for them, as well as empathizing with their pain. Furthermore, another effect that can also have a negative role in this purpose of making friends is the perception of the other's neediness in relation to the more empathetic person, if high empathy tends to, at the very least, make its "bearer" more apparently needy, a characteristic that tends to drive people away rather than attract them. As if what has already been said were not enough, the most empathetic person can also develop a more critical and, therefore, grumpy view of the world, particularly the human world, its injustices, cruelties... which also drives away more people than it attracts to their lives.



segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Sobre a perversidade de mentir para não ofender e suas consequências

 O que é ser realmente bom?? 



Tem um filme, "Florence: Quem é Essa Mulher?", de 2016, que eu nunca vi e parece muito interessante. Protagonizado pela lendária atriz Meryl Streep, conta a história real de uma granfina americana de nome Florence Foster Jenkins que, apesar de não ter talento algum para o canto lírico, acreditava no oposto e, justamente por isso, chegou a investir em uma carreira artística e se apresentar publicamente. Ela, inclusive, fez "sucesso" em suas apresentações ou... humilhações gratuitas, já que havia muita gente disposta a pagar para vê-la desafinando ao vivo. Pois essa história pode nos dar uma lição sobre bondade e verdade, se se trata de uma mulher que tinha uma grande ilusão sobre si mesma e cuja crença ainda foi reforçada por outros, não apenas por aqueles que queriam vê-la se humilhando e, talvez, sem qualquer consciência do papel que estava se prestando, mas também pelos que, sentindo pena de sua aparente inocência, apoiaram o seu sonho (e sem deixar de falar sobre a possibilidade de pode ter "molhado a mão" de alguns para ajudá-la em sua empreitada).  

Percebam que, mesmo essa ideia moderna e popular de que a "empatia", como sinônimo de bondade, se expressa particularmente pelo ato de mentir para não ofender ou para agradar, tem os seus limites. Vejam o caso da Florence em que, aqueles que mentiram para ela, apoiando sua carreira, não eram melhores ou mais bondosos que aqueles que sentiam prazer em vê-la se humilhando, se o mais certo é dizer a verdade, principalmente se for necessário, porque existem situações em que a franqueza pode ser facultativa. Mas, se tratando de inteligência, talento ou competência, o melhor é sempre dizer a verdade, por mais dura que possa ser. Aqui, ainda é preciso diferenciar a verdade subjetiva ou o que se pensa e se sente e a verdade objetiva ou o que se percebe objetivamente.

Para piorar, esse hábito de sempre mentir para não ofender definitivamente deixou de se limitar à esfera pessoal, adentrando no mundo da política, por ter sido adotado por partidos ditos "progressistas" ou "de esquerda" e em relação aos seus grupos "politicamente protegidos" ou, "relevantes" aos seus projetos de poder: grupos histórica ou socialmente 'marginalizados". Então, a partir da ditadura do politicamente correto nas principais instituições da maioria dos países ocidentais, com base em um alinhamento de ideologias aparentadas: do igualitarismo ao relativismo cultural, passou-se a condenar qualquer ideia ou pensamento que confirme diferenças potencialmente inatas de desempenho cognitivo e de comportamento entre indivíduos e grupos, ainda mais se for sobre esses grupos "protegidos".. Como resultado, temos vivido em um cenário similar ao da história da Florence, em que a maioria das pessoas tem sido emocionalmente coagidas a acreditar que, por exemplo, as diferenças cognitivas entre homens e mulheres ou entre grupos raciais se deve exclusivamente a fatores culturais e sociais, e não porque, talvez, sejam reflexos das próprias diferenças intrínsecas entre eles: mentir para não "ofender', se parece mais fofo "culpar" o meio do que endossar um pensamento mais determinista e que justifica ao invés de problematizar certas diferenças de representatividade, por exemplo, a desproporção de homens trabalhando no mundo da ciência e da tecnologia. E, além da imposição discursiva, esses grupos ou partidos políticos  também têm criado leis baseadas nessas crenças, tal como o estabelecimento de sistemas de cotas para os seus grupos "politicamente relevantes". Mas, se suas diferenças são mais profundas, se não são apenas produtos de privilégios de um outro grupo sobre outro, então, indivíduos aquém da competência exigida estão sendo contratados, principalmente por serem da raça ou etnia contemplada (ou outra categoria). Portanto, temos uma situação definitivamente anti-meritocrática ou injusta e que ainda pode trazer graves consequências a médio e longo prazo, exatamente por estar atribuindo funções importantes à pessoas menos capazes ou ideais ao cargo...

A empatia, o ato de se colocar no lugar do outro, é uma qualidade indiscutível. No entanto, ou parece que tem sido excessivamente valorizada e/ou superficialmente compreendida, tal como eu comentei nesse outro texto: "Altruísmo patológico ou empatia subdesenvolvida??". Porque, mesmo que seja respeitoso evitar dizer certas verdades ou, evitar o sincericídio, não é toda situação em que esse hábito será o mais correto, tal como parece ser o caso da capacidade ou inteligência, já que uma sociedade complexa depende desses filtros de competência profissional para funcionar de maneira minimamente adequada. 

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

O que as pessoas se esquecem sobre a empatia

 De que identificar erroneamente um estado emotivo ou intencional falso como verdadeiro não é empatia, mas ingenuidade. Ou que ambas até podem ser consideradas opostas, tal como verdade e mentira.

domingo, 26 de fevereiro de 2023

Uma verdade dura sobre a educação/escolas brasileiras

 É a de que um de seus maiores problemas, essa balbúrdia literal e diária que acontece na maioria das salas de aula, especialmente nas escolas públicas (mas também e relativamente menos nas escolas privadas), é a falta de educação ou respeito básico, isto é, de empatia, inteligência emocional e/ou capacidade racional da maioria dos estudantes entre eles mesmos e em relação aos professores. Não é essencialmente a carência estrutural das escolas ou a educação recebida em casa ou o fato de serem crianças e adolescentes, nem mesmo as capacidades mais limitadas de aprendizado ou as mazelas sociais. 


Um problema que se tornou praticamente "epidêmico" a partir da universalização de um método pedagógico que trata a todos os estudantes como perfeitamente aptos a internalizar regras de convívio e respeito, pelo menos dentro do espaço escolar e que limitou em demasia as punições por mal comportamento. 

sábado, 18 de fevereiro de 2023

Uma verdade dura sobre a educação/escolas brasileiras

 É a de que um de seus maiores problemas, essa balbúrdia literal e diária que acontece na maioria das salas de aula, especialmente nas escolas públicas (mas também e relativamente menos nas escolas privadas), é a falta de educação ou respeito básico, isto é, de empatia, inteligência emocional e/ou capacidade racional da maioria dos estudantes entre eles mesmos e em relação aos professores. Não é essencialmente a carência estrutural das escolas ou a educação recebida em casa ou o fato de serem crianças e adolescentes, nem mesmo as capacidades mais limitadas de aprendizado ou as mazelas sociais. 


Um problema que se tornou praticamente "epidêmico" a partir da universalização de um método pedagógico que trata a todos os estudantes como perfeitamente aptos a internalizar regras de convívio e respeito, pelo menos dentro do espaço escolar e que limitou em demasia as punições por mal comportamento. 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Empatia política performática versus empatia genuína

 "Empatia política performática" seria um tipo específico e induzido de empatia superficial ou aparente e mais propensa a ser adotada por indivíduos ideologicamente fanáticos. É política porque, aquele que a adota se torna extremamente seletivo de, para quem irá expressá-la, geralmente dando grande preferência a indivíduos de grupos politicamente favoritos, por exemplo, no caso da ideologia de esquerda, em direção a indivíduos de grupos histórica ou socialmente oprimidos. E é performática porque é mais aparente ou teatral do que genuína. 


Já a empatia genuína não é politicamente seletiva e nem superficial, além de também se expressar de maneira constante, mesmo nas interações mais triviais ou intimistas, por exemplo, no convívio diário dentro de casa ...

domingo, 31 de julho de 2022

Empatia patológica e empatia ideal ou racional

 Empatia patológica é quando o indivíduo é compulsoriamente simpático e/ou empático mesmo se não existe demonstração minimamente confiável de reciprocidade.


Já a empatia ideal ou racional é justamente quando o indivíduo passa a considerar a reciprocidade para ser simpático e/ou empático. 

quinta-feira, 16 de junho de 2022

Sobre o que racionalidade e empatia mais têm em comum

 Se eu deduzo como você está se sentindo com base no que eu estou pensando ou sentindo sobre você, então, eu não estou sendo empático contigo. Já se eu decido me colocar em sua perspectiva e buscar entender a verdade da sua subjetividade de maneira objetiva, então, estarei sendo empático. 


O mesmo acontece se eu abordar um tópico de maneira racional, porque isso significa que estou buscando entender sua perspectiva, por ele mesmo, do que de acordo com a minha impressão sobre o tópico. 

Uma diferença básica entre empatia e racionalidade é que enquanto a primeira se limita às interações entre indivíduos ou sujeitos, a racionalidade pode abranger todas as áreas, inclusive à da empatia.

terça-feira, 7 de junho de 2022

A diferença entre conivência, indiferença e impotência

 É comum de se apontar para o comportamento colaborativo da maioria do povo alemão ao regime nazista, na década de 1930, como uma evidência de que todos nós estamos igualmente vulneráveis a, pelo menos, nos conformar com governos ou indivíduos mal intencionados. No entanto, olhando mais de perto, podemos perceber que, pessoas diferentes, em situações diferentes, tendem a ter comportamentos diferentes mesmo se, por uma perspectiva mais panorâmica possa parecer que estejam se comportando de maneira parecida. Pois desprezando indivíduos que, dentro da Alemanha, se opuseram com excepcional valentia ao nazismo e que foram vítimas desproporcionais de sua crueldade, e também aqueles que foram colaboradores ativos, chegando a atuar como autores pessoais de crimes contra dissidentes, mesmo a maioria dos alemães que atuaram como colaboradores passivos, existiram diferenças de postura que precisam ser comentadas, e que costumam acontecer em qualquer contexto similar. São elas, a conivência, a indiferença e a impotência. 


A primeira consiste no apoio a algo, no caso, ao regime nazista, quer seja por relativa ignorância ou por conhecimento do que está defendendo. Foram muitos os alemães que apoiaram a máfia hitlerista e nem por isso eles são totalmente perdoáveis ou moralmente justificáveis, já que mesmo no caso de uma "lavagem cerebral", o indivíduo nunca é convencido por uma narrativa sem que concorde com ela em alguma coisa, inclusive com alguns de seus aspectos mais controversos. 

A segunda consiste em se estar indiferente ao que está acontecendo e, portanto, muito mais propenso a seguir o fluxo do que de ir contra a maré. Mas estar conivente ou indiferente não são posturas muito distintas, ainda mais em um contexto hegemônico de crueldade. Pois alguém que está conivente, porém por ignorância predominante, é um pouco mais perdoável, porque a indiferença também tende a significar uma maior compreensão do que está acontecendo ou de se não importar com o que acontece, enquanto que o ignorante ou alienado pode estar bem intencionado.

A terceira é a mais interessante porque é provável que muitos daqueles que detectam um governo cruel e se opõem a ele acabam caindo nessa categoria de postura, de se perceberem impotentes, especialmente quando calculam perdas e ganhos e concluem que, além de estarem muito mais sujeitos a perder do que a ganhar, suas ações individuais de oposição explícita é pouco provável que terão grande repercussão ou influência concreta, "optando" por essa posição que tende a ser externamente cômoda, mas internamente muito incômoda. 

É muito fácil para nós, vivendo em sociedades variável  a parcialmente democráticas, acusar de covardia ou conivência todos aqueles que vivem em ditaduras e que aparentam se conformar com as mesmas. Só que, se estivéssemos na mesma situação, a maioria acabaria se vendo numa posição de impotência e forçada a se conformar, mesmo que isso não seja o mesmo que apoiar ou colaborar ativamente. 

segunda-feira, 6 de junho de 2022

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Não, o povo brasileiro não é mais empático e nem simpático

Empatia é o ato de se colocar em perspectivas alheias, com o objetivo de compreendê-las. 

Simpatia é o ato de sentir afeição, ter respeito ou educação pelos outros.

Quanto mais empático é o indivíduo, maior a tendência para ser simpático.

A simpatia facilita a ter empatia que, por sua vez, facilita a ter compaixão. 

Porém, é comum que se confunda simpatia com extroversão ou sociabilidade. Pode ser porque uma pessoa extrovertida precisa ser simpática mais vezes por interagir mais com os outros. Mas quantidade não é o mesmo que qualidade e, neste caso, nem com regularidade, já que, da mesma maneira que uma maior frequência de interações aumenta a necessidade ou chance de ser simpático, o mesmo acontece com o risco de ser antipático. Uma pessoa mais introvertida também pode ser mais simpática, se ela for mais frequentemente educada ou afetuosa em suas interações mesmo que interaja menos. Inclusive, me parece que os mais tímidos, que tendem a ser de introvertidos, além de serem mais empáticos que a média, também são mais simpáticos: afetuosos, respeitosos, educados...

Justamente por causa dessas diferenças que, os povos mais extrovertidos do mundo, tal como o brasileiro, não são, a priori, mais empáticos e nem simpáticos, ainda que possam aparentar uma maior simpatia por causa da extroversão. 

"Podemos' ser, em média, mais alegres/extrovertidos, mas definitivamente não parece que "somos' mais honestos, solidários, educados e/ou afetuosos que a maioria dos outros povos. 

quarta-feira, 1 de junho de 2022

O caso Genivaldo e por que a empatia não é universalmente "ensinável"?

 Genilvado de Jesus Santos foi parado por policiais porque estava andando de moto e sem capacete. Ele ficou nervoso e não obedeceu à ordem de colocar as mãos na cabeça. Seu sobrinho avisou aos policiais que ele tomava remédios controlados. Ele teve os pés amarrados, foi preso dentro do porta-malas do carro da polícia e asfixiado com spray de pimenta e gás lacrimogêneo. 


Eu sei que, cometer esse ato bárbaro, ainda mais se foi por motivação torpe, não pode ter sido cometido por pessoas com o básico do discernimento moral. Então, eu poderia concluir que esses policiais que o assassinaram devem ser, no mínimo, de sociopatas: de indivíduos sádicos, com uma capacidade limitada de ter empatia pelo outro.

Existem alguns estudos mostrando que, em várias profissões, há uma desproporção de psicopatas e sociopatas e que, uma delas é a de policial, também por causa do empoderamento intrínseco à função de "agente da segurança pública" que acaba atraindo esses tipos.

No entanto, nas ciências humanas parece quase consenso que o principal problema da violência policial é a institucionalização de práticas excessivamente violentas, especialmente contra indivíduos da classe trabalhadora. Pois se é lógico que o incentivo à truculência na polícia aumenta a sua frequência, também é lógico que indivíduos de má índole estarão mais propensos a praticá-la e com maior gravidade... 

Por isso, não adianta apenas "ensinar" policiais a serem menos brutos, se o mais importante seria, primeiro, punir com rigor, expulsar ou não selecionar sujeitos em que se perceba uma tendência ao comportamento desproporcionalmente violento para trabalhar ou que trabalham nessa área, claro, uma medida muito mais difícil de ser colocada em prática mediante o seu potencial de mudança estrutural, porém menos superficial do que limitar-se a culpar instituições e defender pelo investimento em "programas educativos". 

Só cortando o mal pela raiz para que casos inaceitáveis como o de Genivaldo nunca mais aconteçam. 

Esclarecendo que não estou afirmando que preparar policiais para lidar com situações como essa seja inútil, mas que será muito mais difícil educar aqueles que mostram-se cronicamente incapazes de aprender sobre empatia e compaixão. Por isso, não vale esse risco de deixar a população civil nas mãos de um número invulgarmente alto de sujeitos que, na verdade, deveriam estar presos ou isolados do convívio social. 

quinta-feira, 3 de março de 2022

Por que ter um Q.I alto não é suficiente para promover a verdadeira meritocracia??

 Os processos seletivos, especialmente para o acesso ao ensino superior e para cargos públicos, selecionam os concorrentes que tiram as pontuações mais altas nas provas. Implicitamente, eles estão avaliando, não apenas a dedicação e empenho para estudar, mas também o nível de suas capacidades cognitivas, que podem ser relativamente capturadas por testes de QI (o mesmo na maioria das escolas). Para muitos, estes são métodos meritocráticos porque buscam avaliar a todos, igualmente. No entanto, existem uma série de questões que tornam essa crença bem menos verdadeira do que aparenta. Primeiro, se a inteligência humana tem uma carga genética ou biológica predominante ao seu componente ambiental, então, aqueles com as maiores médias de QI também serão consideravelmente mais propensos a tirar as notas mais altas em vestibular ou concurso público. Pois, ao aceitarmos essa verdade, tais métodos se revelam como "faz-de-conta", em que a maioria acredita que basta apenas o empenho nos estudos para conseguir tirar boas pontuações, desprezando que também é importante ter a sorte de nascer com um maior potencial cognitivo, incluindo de memorização. Segundo, além da variação nos níveis quantitativos, também apresentamos variação de desempenho em nossos níveis qualitativos, nos "tipos" de inteligência, como a criatividade. Só que ambas não são consideradas nessas avaliações porque está enraizado a crença de que nos diferimos apenas na motivação para estudar e aprender. Terceiro, as provas aplicadas são sobre conhecimentos gerais. Porém, o ideal, no sentido de mais objetivo, seria que fossem enfatizados os conhecimentos específicos à área pretendida, se todas as profissões são especializações e, portanto, não é lógico usar provas generalistas. Quarto e, o mais importante, de não haver qualquer seleção por capacidade de discernimento moral, que reprovaria  candidatos irresponsáveis, desonestos ou injustos, provavelmente porque também existe a crença de que somos todos iguais em nossas capacidades de livre arbítrio ou de racionalidade... Como resultado, parece que o setor público, incluindo as universidades federais, têm "produzido" uma grande leva de maus profissionais, incompetentes técnica e/ou moralmente, que não trabalham para cooperar com a sociedade em que vivem, mas visando principalmente por benefícios pessoais (vale ressaltar que o setor privado também parece sofrer do mesmo mal e por razões parecidas). Por isso, o mais certo seria: a aplicação de provas específicas para a disputa por vagas em especializações/profissões e uma análise profunda ou precisa das capacidades emocional e moral dos concorrentes. Só assim para começar a haver uma verdadeira seleção de qualidade de, pelo menos, uma maioria de "bons profissionais", que são tecnicamente competentes e dotados de caráter.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Altruísmo patológico ou empatia subdesenvolvida??

 Vejamos a situação da África em que, segundo projeções da ONU, sua população dobrará de 1 para 2 bilhões até 2050 e para 4 bilhões até o final do século XXI. Pois se os países africanos, especialmente os da África subsaariana, em média, já não conseguem prover o básico para os seus habitantes, imagine quando tiverem se multiplicado?? Além de não existir nenhum padrão consistente de que estejam, em sua maioria, se desenvolvendo, social e economicamente, essa explosão demográfica pode acelerar a destruição do meio ambiente no continente onde mais tem sido preservado. 


Bem, eu estou me colocando na situação de todos os que estão diretamente envolvidos, dos africanos e das espécies não-humanas locais, prevendo que, se essa tendência de crescimento populacional não for interrompida ocorrerá uma tragédia humanitária e ecológica de grandes proporções.  


Já um indivíduo que se define como humanista, do tipo que tem uma fé inabalável pela humanidade, geralmente considerado como mais empático, é possível que problematize esse discurso intervencionista, acusando quem o defende de neocolonialismo ou racismo, argumentando que, apenas os africanos que podem decidir sobre si mesmos, que não podemos interferir na quantidade de filhos que eles almejam ter, mesmo se for para ajudá-los. 


Eu até poderia pensar que se trata de um caso de altruísmo patológico, quando o indivíduo sacrifica ou pensa em sacrificar o seu próprio bem estar em prol dos outros. Mas, agora, vendo por outro ângulo, mais parece ser uma espécie de empatia subdesenvolvida, porque despreza o contexto, e as possíveis consequências dos seus desdobramentos, a médio e longo prazo, enfatizando apenas a perspectiva pessoal, pelo respeito máximo à autonomia dos indivíduos humanos (excluindo os animais, claro...), ao invés de considerar ambos. 


Além do subdesenvolvimento, esse tipo de abordagem empática também parece ser um produto do medo do indivíduo de ser visto como racista ou insensível perante os outros, especialmente por aqueles com os quais compartilha os mesmos valores; do seu narcisismo de querer ser reconhecido como um "bien pensant" e/ou de sua ignorância ao acreditar que está defendendo o mais certo, de estar com a "consciência tranquila". O altruísmo patológico existe, mas esse não é o caso, pelo menos não em um sentido intelectual.


Portanto, esse exemplo mostra que, para ser verdadeiramente empático é sempre preciso levar em consideração todas as perspectivas do contexto que está em análise, do contrário, pode até ser com boa intenção, mas terá lugar cativo no "inferno", se não for baseada no conhecimento sobre a situação, aumentando o risco de causar mais problemas, e sofrimento, do que de atenuar ou eliminar os existentes. 

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Paradoxo da empatia e um equívoco sobre o mesmo assunto

 1. Porque alguns (ou talvez muitos) dos indivíduos mais empáticos acabam se tornando mais críticos, cínicos e mal humorados?? (Falo por experiência própria) 


Se eu me coloco no lugar ou na situação de: crianças palestinas, assassinadas por mísseis israelenses na faixa de Gaza; vítimas da covid-19*; vítimas do frio, da fome, do abandono, do ódio irracional; no lugar de animais mortos por mais um ''incêndio ilegal'' na Amazônia ou no Pantanal; de animais assassinados aos bilhões e, com extrema crueldade, para alimentar nossa espécie parasita, alienada e/ou estúpida, mas, especialmente para engordar os bolsos de indivíduos inescrupulosos (muitos deles que estão no poder, aliás); de ''animais'' domésticos que são torturados pelos seus supostos tutores; enfim, de todo tipo de sofrimento, a maioria deles desnecessários, então, não tem como eu permanecer indiferente à todas essas situações sem que reaja da maneira mais apropriada, com irritação, tristeza, desesperança, medo, raiva e, sim, também com cinismo, deboche, especialmente em relação à propaganda positiva, que visa esconder o quão podre é o mundo humano, aos ''idiotas úteis'' que o defendem e aos "demônios" que o controlam. 


* culpa do governo chinês mas também dos "empresários de bem", de turistas irresponsáveis, de partidários e de políticos, principalmente os de direita  (irresponsáveis/egoístas/cruéis)... 


II. Ter empatia é o mesmo que mentir para agradar?? 


Ter empatia é o mesmo que se colocar em outras perspectivas, seja situacional, cognitiva e/ou emotiva. A partir daí, o que a pessoa fará não pode ser considerado como empatia, porque, ainda que costume aumentar nossa simpatia ou compaixão pelo outro, nada impede que tenhamos reações diferentes. Sim, porque empatia não é o mesmo que compaixão.


Das empatias (sim, existe mais de um tipo), a emotiva é a mais provável de resultar em sensibilização pela situação alheia.


Junto a essa ideia de que empatia é o mesmo que compaixão, também é comum pensar que se manifeste a partir de "mentiras brancas". Por exemplo, é empático, supostamente, elogiar a maneira que certa pessoa está vestida mesmo se não estiver de acordo, enquanto que, seria falta de educação e, portanto, de empatia ou sensibilidade, dizer o que está realmente pensando, mesmo com polidez. Mas, a empatia é nada mais nada menos do que se colocar no lugar do outro e não necessariamente de mentir para agradá-lo. No meu caso, eu sempre prefiro que a pessoa seja mais honesta sobre o que está sentindo ou pensando sobre mim do que falsa. Claro que, também prefiro ser elogiado do que ofendido, mas, especialmente se for baseado em critérios objetivos. Porque eu tenho uma espécie de ímpeto natural para ser honesto com o outro porque eu gostaria de ouvir dele verdades, e não mentiras, ainda mais se forem óbvias. Prefiro ouvir que estou "mal vestido" ou de dizer isso à pessoa, se for mesmo o caso, com o intuito de ajudá-la a se "vestir melhor", se isso estiver atraindo comentários maldosos mas o mais importante, se estiver lhe/me causando mal estar. 


Pois parece que, para a maioria das pessoas, elogios, mesmo que falsos, são mais desejáveis do que ouvir dos demais o que realmente estão pensando (verdade subjetiva) ou a partir de critérios objetivos. 


Para mim e para muitos iguais a mim, é organicamente difícil mentir (mas não é impossível e depende da situação). Por isso que, quando eu minto, visando o bem estar alheio, eu preciso me esforçar para ser convincente na minha atuação. De qualquer maneira, isso não significa que eu seja menos empático, justamente porque quando me coloco no lugar do outro, eu estou pensando em como gostaria de ser tratado, preferencialmente com respeito mas sem ''mentiras brancas'' descaradamente óbvias. 

domingo, 28 de julho de 2019

Estratégia para a esquerda... iluminista

A esquerda iluminista precisa criar uma rede de solidariedade e troca ideológica, um estado paralelo, semelhante à organização de uma ''religião''. Dentro do capitalismo, começar a praticar o esquerdismo, os ideais iluministas, mostrar para as pessoas menos políticas que a solidariedade [a pureza conceitual do iluminismo] funciona..

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Ame-o ou deixe-o

Conhecer também é, ou, fundamentalmente é, a empatia, tanto pelo processo quanto pelas implicações morais.

Por exemplo:

Quem apenas conhece os defeitos de um povo, o odeia. 

Quem apenas se interessa pelas qualidades de um povo, não o ama o suficiente, aliás, ama a idealização que construiu sobre esse povo (como a maioria dos tribais)

Quem conhece defeitos e qualidades pode de fato ajudar uma população e portanto ama-la no sentido mais completo..