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quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Camadas de verdade//realidade ou níveis abstratos

 Nível mais real: 


Todos os elementos e fenômenos físicos e/ou químicos...

Você, eu, seres humanos, seres vivos, planetas, chuvas, raios, água...

Recorte ou abstração de elementos reais (abstração primária pela linguagem). 

Nomeação e categorização de elementos reais. 

Nível abstrato mais real: 

Todas as nossas emoções e (outras) reações orgânicas.

Sentir alegria ou tristeza, frio ou calor...

Nomeação e categorização de derivação de elementos reais. 

Recorte dos recorte ou abstração da abstração (abstração secundária). 

Nomeação e categorização de derivação, primariamente, de elementos orgânicos.

Nível mais abstrato: 

Todos os conceitos que inventamos ou que não existem no mundo real tal como nós existimos e que são menos reais ou mais abstratos que as nossas reações: "racismo", "preconceito", "justiça", "nomes" de "cidades", de "pessoas"...

São especificações ainda mais particulares de especificações reais. Por exemplo, o sentimento de ódio ou desprezo e que pode ser classificado como "racismo" ou "preconceito"

Recorte do recorte do recorte ou abstração da abstração da abstração (terciária).

Nomeação e categorização de derivação da derivação de uma abstração primária ou de elementos reais. 

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Autoconsciência, abstração e linguagem

Hipótese tresloucada

O ato primordial da consciência é a constante autoprojeção do sujeito, por seus sentidos, aos ambientes em que está. Por exemplo, nesse exato momento, estou projetando minha visão (a mim mesmo) para reconhecer o meu quarto, os elementos que estão nele bem como o período do dia (está de noite).

Então, o ato primordial da autoconsciência é a percepção do sujeito quanto à sua própria individualidade e consequente//constante autoprojeção da mesma aos ambientes em que está.

Primeiro, nos percebemos como indivíduos (autoconsciência). Então, projetamos o que basicamente percebemos sobre nós mesmos aos demais elementos, derivações (comportamentos) e fenômenos.

Exemplo:

"Se eu reconheço a pedra como um elemento individual, é porque, antes, eu me reconheço como um indivíduo. Em outras palavras, eu projeto o que essencialmente percebo//sinto de mim mesmo sobre os outros elementos."

 É a partir daí que passamos a abstrair ou isolar e a manipular mentalmente elementos, comportamentos e fenômenos que percebemos ou com os quais interagimos, resultando no pensamento abstrato.

Até penso se a autoconsciência não poderia ser considerada como uma espécie de sentido...

Em contraste às criaturas autoconscientes, minha gata, meu alvo charmoso e preferencial de observação, projeta de si suas vontades e impulsos instintivos sobre os elementos, fenômenos e comportamentos com os quais interage, transformando-os, também como a sua imagem e semelhança, mas não como indivíduos e sim como meios para as suas ações.

Exemplo:

"Se ela reconhece uma pedra no chão,  não a reconhece como um elemento individual e sim como um meio para uma ação sua, 'brincar' com a pedra"

Ela percebe sensorialmente a pedra mas, mental ou intelectualmente, não a concebe como uma pedra por si mesma, mas como um meio pra sua ação ou vontade no momento.

Eu a percebo como um indivíduo igual a mim.
Ela me reconhece como um meio igual à ela mesma, que é um meio pra suas próprias ações ou expectativas de reciprocidade, o carinho que dedico à ela, por exemplo.


O ato de pensar, de produzir e escutar a tal "voz interior", compulsórios ao ser humano, reforça a consciência do "Eu". Eu posso pensar ou calcular ações mesmo sem ter qualquer intenção de praticá-las. Em contraste, tenho constatado que a minha gata não pode pensar sem que já esteja preparada para agir. Isso é agir por impulso calculado. Também agimos assim, alguns mais que outros. Sua atividade mental parece estar significativamente associada às suas ações instintivas.

Um dos aspectos centrais da autoconsciência é a capacidade de introspecção, de pensar sobre si mesmo, sobre seus comportamentos, de repensar os próprios pensamentos. Essa ação lhe parece impossível de conseguir porque, a priori, não é diretamente objetiva. Do "se penso, logo ajo". Se o que mais define o instinto é a indissociação entre calcular uma ação (pensamento) e de se praticá-la.

Uma provável diferença de nossa espécie em relação às outras, é que apresenta uma divisão de trabalho bem demarcada entre mente e corpo (ou sistema nervoso central e periférico), resultando na possibilidade de separação significativa, mas não total, do núcleo de sua consciência, o "Eu",  em relação à sua "periferia" (instintos e reações particulares). Não é à toa que a minha gata é tão fisicamente ágil e que eu seja tão intelectualmente constante. O corpo dela é sua arma de sobrevivência, enquanto que a evolução humana tem se concentrado no cérebro e nos membros superiores para a mesma e básica ação.

Até gosto de pensar, metaforicamente, na autoconsciência humana como uma célula eucariota, por se basear na separação predominante do núcleo da mente, ou individualidade, em relação à sua periferia de instintos (''material do citoplasma''), enquanto que, para os demais seres vivos, suas consciências seriam mais do tipo "procariota", porque não há nítida diferenciação entre o núcleo, o eu (o que eu sou) e a periferia da consciência (o que eu faço).

A linguagem humana emergiu dessa capacidade de projeção da autopercepção de individualidade aos elementos concretos e derivados, se palavras e números são símbolos que visam justamente individualizá-los: identificar, demarcar, categorizar o que, na realidade, existe solto e "descategorizado", ainda que diverso. Com o aumento da capacidade de armazenar informações ou do potencial de memória, mais a sofisticação mecânica da fala, nomear ou identificar elementos, comportamentos e fenômenos, foi se tornando significativamente necessário aos seres humanos. De grunhidos apontando para as "coisas" e onomatopeias imitando sons para nomes individuais ou palavras.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Criatividade.... pensamento concreto e não-preconceituoso///cristalizado avançado???

Os mais criativos seriam mais propensos ao pensamento concreto [e oposição aos ''mais inteligentes' ] especialmente no sentido de solidificar as abstrações com o intuito de entende-las de modo mais profundo OU físico, se toda abstração é um meio para se traduzir e alcançar uma informação não-física ou ao menos não previamente física//literalmente conhecida. 

E seriam também menos preconceituosos OU cristalizados, especificamente falando, isto é, em relação às suas áreas de maior interesse e portanto mais propensos a duvidarem do que está sendo passado ou mesmo imposto [possivelmente ao aplicarem mais o pensamento concreto sobre a informação abstrata, isto é, buscando analisar de maneira concreta a realidade/a realidade por -- em si mesma === perfeccionismo] resultando no pensamento crítico-analítico OU divergente.

domingo, 11 de março de 2018

A abstração é como um microscópio/ou macroscópio da percepção, porque serve em condições normais de temperatura e pressão para ampliar a escala de entendimento "humano'...

A abstração não é o fim, mas um meio, porque se a realidade que vivemos é fundamentalmente física, então não podemos gastar muito tempo com ela para resolver problemas [paradigmas, paradoxos, etc.], somente se você for um trabalhador acadêmico bem pago.

A abstração é basicamente a metafísica.

É usada para melhorar, mas não realmente para compreender/capturar novas realidade detectadas.

Muitas pessoas acham que o meta-físico é sempre sobre "religião", mas não é assim.

Na verdade, até podemos dizer que as abstrações tendem a ser tipos de metáforas ou analogias menos-remotas / fixas.

A abstração é exatamente como um microscópio ou macroscópio, usada para expandir a nossa capacidade de compreender realidades com uma dimensão maior ou menor do que a nossa realidade imediata; a capacidade de um sujeito-observador de criar ou estabelecer um caminho /uma distância entre ele e o fenômeno observado.

A abstração é basicamente um caminho traçado entre um observador e um observado, enquanto o físico, que é sensorialmente percebido, é direto. Nós simulamos "Deus" quando criamos esses "caminhos analógicos de realidades remotas" como se ''o fôssemos'', isto é, tudo, dentro, fora, qualquer dimensão ...


ou não.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Tipos psico cognitivos, do predominantemente manual ao predominantemente cerebral

Físico /manual
Físico cerebral /manual--abstrato
Cerebral - físico / abstrato--manual
Cerebral-cerebral /abstrato

A "migração" da inteligência do sistema corpo-mente, predominantemente, para a mente.

Já falei faz tempo e com certeza já me repeti, mas enfim...


físico-cerebral = engenharia /mecanicista 
cerebral-físico= científico / mecanicista
cerebral-cerebral = ideológico / filosófico // social ou universal /mentalista

domingo, 19 de novembro de 2017

Autistas: mais literais com as pessoas....mas...mais abstratos com as ideias??

Segundo a literatura sobre o autismo os autistas tendem a ser mais literais e ponto. Tendem a interpretar frases com sentido figurado, metafórico ou simbólico de maneira mais concreta. Também tendem a fazê-lo nas interações com as outras pessoas denotando maior vulnerabilidade para a ingenuidade ou a partir de um excesso de racionalidade subjetivamente torneada. No entanto quando o assunto é lidar com ideias, pensamentos, hipóteses, teorias e fatos, os autistas tendem a ser, pelo que parece, mais propensos (ou em igual nível que as pessoas mais cognitivamente inteligentes) à "abstratizar" ou a internalizar com facilidade informações de natureza abstrata ao invés de buscar fazê-lo de modo mais concreto ou tendo como finalidade uma maior clareza de entendimento que inevitavelmente pende para o mais concreto [não necessariamente de maneira literal, como eu já comentei ... por exemplo, no caso da palavra ''emoção''... podemos ter um bom entendimento sobre o que se consiste mesmo sem ter provas físicas ou neurofisiológicas quanto à sua existência ou quanto ao seu mecanismo].

Só isso.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Muito abstratos OU é, mais porque, não entendem muito bem as abstrações* O exemplo das diferenças sexuais em temperamento e inteligência

Homens tendem a ser mais espacial e matematicamente inteligentes do que as mulheres. Ah, eles também tendem a ser mais criativos. 

OU

Mais homens são mais espacial e matematicamente inteligentes do que mulheres. Mais homens são mais criativos do que as mulheres.


Existe uma diferença entre as duas frases. Na primeira estamos deixando a entender que TODOS os homens OU que O HOMEM MÉDIO é mais espacial e matematicamente inteligente do que a MULHER MÉDIA [e eu tenho a leve impressão que não está factualmente errado de se dizer que, o homem médio seja mais espacial e matematicamente inteligente que a mulher média].

Na segunda frase estamos sendo mais precisos [ou não, necessariamente] ao dizer que, tem mais homens do que mulheres nos extremos das capacidades [psico-]cognitivas, especialmente nos 3 tipos citados [outro fato muito provável].

O entendimento literal ou concreto dessa realidade exemplificada tende a ser erroneamente interpretado das seguintes maneiras:

''Você está dizendo que [TODOS] os homens são mais inteligentes que as mulheres''

''Você está dizendo que o homem [MÉDIO] é mais inteligente que a mulher''

''Você está dizendo que o homem [MÉDIO] é mais criativo que a mulher'' 
ou
 ''Você está dizendo que [TODOS] os homens são mais criativos que as mulheres''

Ao contrário da ideia, até então, creio eu, popularizada em antros de '''hbd's''', '''alt-rights'' e ''conservas'', os esquerdos, seriam em média mais propensos a interpretarem parte da realidade, especialmente a de natureza mais polemizada, como o exemplo usado, de maneira mais concreta [e equivocada] do que abstrata

O tipo ''trans-cognitivo'', que eu já comentei, que tenta fazer a transição do pensamento concreto para o abstrato, mas... falha, e na maioria das vezes, infelizmente, não se dá conta que está falhando ou que está interpretando errado.

Quando dizemos, em média, tende, o homem médio, parece notório que não estamos querendo dizer: TODOS os homens. 

O mesmo em relação, por exemplo, à viciosa narrativa que é racista contra os brancos do tipo: ''OS BRANCOS [também] foram responsáveis pela escravidão negra''.

Como eu já comentei, quando dizemos OS BRANCOS, ou os negros, ou os espanhóis, geralmente não estamos dizendo que TODOS os brancos, ou negros ou espanhóis. E até acho que seria muito melhor se parássemos de usar esse tipo de narrativa que é claramente equivocada e divisionista, ou que, tivéssemos maior zelo ou cuidado ao falarmos assim, para não espalhar injustiças potencialmente conflituosas, tal como essa, de que TODO branco é culpado pela escravidão subsaariana. 

Portanto, novamente, muitas vezes não é nem uma questão de ''analfabetismo em estatística'', ainda que também possa ser ou seja, mas também em capacidade de compreensão factual abstrata, porque se está literalizando ou concretizando de maneira muito equivocada. 


sexta-feira, 23 de junho de 2017

''Atenção abstrata 'geral' '': aquilo que os testes cognitivos fundamentalmente analisam, mensuram e comparam







Resultado de imagem para muro de berlim

Teve uma vez que eu estava tentando ensinar a uma aluna daqui da aula particular um pouco sobre a história recente da Alemanha e por tabela do mundo. Falei sobre Berlim, Alemanha, muro de Berlim, comunismo, capitalismo, globalização, mundo bipolar... Enfim falei sobre abstrações que não estão em nosso imediato concreto. Como ela é uma garota de habilidades cognitivas modestas nem prestou atenção no que mostrei. Logo perguntei-lhe sobre os conceitos de capitalismo e comunismo e ela não soube me explicar. Internalizar este tipo de informação primeiro prestando atenção à mesma e antes de tudo se interessando por ela, exige ATENÇÃO ABSTRATA, isto é, à (essas) informações abstratas.

Hoje eu fiz um teste de 'inteligência' na internet, dito ser um bom teste online. Então eu resolvi me observar, e consequentemente o meu ''comportamento cognitivo''. Primeiro de tudo eu consegui prestar atenção, invariavelmente falando, às questões, todas elas de natureza ''abstrata'', que não estão imediatamente relacionadas com o imediato e ESPECIALMENTE, com o pessoal/social ou mesmo com o ''ritmo instintivo''. Para pontuar bem nesses testes é necessário ter acima de tudo uma motivação ou uma reciprocidade. No entanto essa reciprocidade ou facilidade só pode ser possível com base em uma ''atenção abstrata'', isto é, de se interessar em relação àquilo que não está imediatamente relacionado a você e ao seu [nano] meio social. 

Portanto nós temos esta minha ''aluna'', que não se interessa por história ou mesmo por geografia, ''apenas' ou especialmente pelos acontecimentos em sua vida. Nós temos o verborrágico que vos escreve, que tem maior interesse pelo mesmo assunto, e nós também temos por fim aquele que se interessará por geometria ou por genética, e não apenas em sua base teórica verbalizada. De uma pessoa que apresenta baixa ''atenção abstrata'' e portanto baixa capacidade de internalização/'aprendizado' de informações abstratas de qualquer natureza, passando por mim que sou intermediário nessa perspectiva, porque tenho maior ''atenção abstrata'', especificamente em relação às abstrações ''mais verbais'' e mais sociais, que ainda estão relacionadas com a minha pessoa, e por fim, nós temos aquele que vai ainda mais longe no mundo abstrato, internalizando [com facilidade] informações profundamente ''não-relacionadas'' com ele mesmo, que o autor deste texto não é capaz de ter ''atenção'' e consequentemente de internalizá-las. Isso se reflete em relação às pontuações de QI e também parece desembocar em um espectro ''relativamente imperfeito'' entre mentalismo [pensar em si mesmo, de maneira mais autoconsciente ou não, e nas outras pessoas] e o mecanicismo [pensar/se engajar ideacionalmente em informações 'impessoais' ou 'mais científicas']. Os testes de QI nesse sentido parecem ser fortemente direcionados para o ''mecanicismo'' do que para o ''mentalismo''. Maior é seu potencial para prestar atenção ao abstrato, de, de fato entendê-lo e se possível internalizá-lo, maior deverá ser as suas pontuações em testes cognitivos, especialmente o ''QI geral''. 

A ''atenção abstrata'' pode ser considerada como medida para o acúmulo evolutivo cultural-[psico]cognitivo humano, desde aquele com potencial de acúmulo abstrato muito raso até àquele com ''muito da evolução do conhecimento humano'' manifestada em suas capacidades cognitivas, mas, a priore, também de maneira mais superficial. Tal como a linguagem, nós temos desde aqueles com o vocabulário básico e cheio de erros instintivados até àquele com um vocabulário amplo, mais limpo e diverso. ''Produtos evolutivos'' [seletivos] dos primórdios até ao auge das civilizações.

Nos transformamos ou somos como ''enciclopédias ambulantes e transferíveis'', e claro que algumas enciclopédias serão mais densas do que outras.

A atenção abstrata é ou seria anterior à motivação intrínseca, para se interessar em abstrações, e se manifestaria como uma disposição cognitiva, que antevem [ou não] à psicológica ou emocional. Como eu já especulei, primeiro reconhecemos padrões e depois os julgamos de modo emocional. Primeiro temos a atenção cognitiva, pura e simplesmente, aí então temos a atenção abstrata, que é uma ''evolução' da primeira, e por fim temos a motivação intrínseca/psicológica para ''prosseguir pelo caminho traçado''. Se entendemos, tenderemos a gostar. 

A atenção abstrata ou reciprocidade [positiva} à abstração é revelada quando conseguimos acompanhar, na primeira vez em que somos expostos a certo conhecimento [abstrato, verbal ou não-verbal], ou quando já temos certa intimidade. O professor ou você mesmo está lendo, e você não está perdido, pedindo pra se livrar deste ''castigo'. Aquilo que é falado você consegue seguir e até mesmo entender muito bem. 

Maior capacidade abstrata = maior capacidade de se desligar do mundo imediato, basal ou diretamente instintivo PARA internalizar parte do mundo de fatos [e de factoides] que o conhecimento humano é capaz de prover e também o próprio alcance individual de cristalizado/expansão do instinto. A minha ''aluna'' prefere fazer outra coisa, como escutar música ou conversar com as amigas pelo smartphone do que se imaginar em um país distante, em uma época distante, se vendo ao lado de macro-termos como a globalização ou o mundo bipolar. Ela só quer viver a vida dela, assim como todos nós. Seguindo este espectro, a minha gata, que é uma gracinha, se preocupa ainda menos com aquilo que esta minha ''aluna'' costuma ter como prioridade, ainda que isso não a desmereça, aliás, nenhuma das duas. Interessante que as pessoas como ela tendem a preferir por ''músicas do momento'' ou ''da moda'', enquanto que pessoas como eu tem uma maior ''independência'' para procurar por músicas que estão além do presente, do ''agora''. Além da ideia de ''conformidade'' versus ''qualidade'', nós também podemos pensar na ideia de ''imediato compartilhado'' e de ''abstrato procurado''.  

Esta minha ''aluna'' pode ser boa para encontrar padrões em suas áreas de prioridade [existencial] mas quando o mundo começa a se tornar mais abstrato, menos imediato, menos social, essa sua capacidade tenderá a recuar e por que* Porque a sua ''atenção abstrata'' não está em um nível que a torne verdadeiramente interessada, por exemplo, na queda do muro de Berlim.

A atenção ou concentração positivamente recíproca para lidar com as abstrações [no mundo real ou em testes cognitivos]: aquilo que os testes de QI fundamentalmente analisam, mensuram e comparam, que está subjacente além do reconhecimento de padrões. 

domingo, 21 de maio de 2017

Abstração ou simbolização do efeito ou da causa... Literalização científica ou procura pela causa...

... se a origem ou causa é sempre física.

A abstração muitas vezes consistirá na simbolização do efeito ou da causa com base numa descrição diversamente próxima do idealmente físico ou conclusivamente real.

A ideologia da ciência é a física. O processo científico é muitas vezes o processo da dessimbolização do conhecimento, com o intuito de transformá-lo em um derradeiro ou físico entendimento, ainda que, talvez se possa ter um ótimo entendimento sem a estrita necessidade de torná-lo físico ou ''mais real''.


A abstração é caracteristicamente metafísica. 

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Pensadores metafóricos, o perfil do sábio criativo, entre o concreto e o abstrato

A metáfora é um meio de se concretizar com exemplos aquilo que pode estar muito abstrato de ser entendido. Algumas pessoas são mais propensas a ''se utilizarem'' delas. Eu pesquei agora pouco um insight sobre este assunto e justamente por isso que estou aqui redigindo este texto. O pensador metafórico, pelo que parece, por não ser capaz de entender abstrações com facilidade, precisa recorrer à metáfora como uma maneira de compensar esta dificuldade, porque é ela que as concretizará por meio da construção de analogias, da abstração, para uma realidade mais concreta, mais visível de ser visualizada e portanto mais fácil de ser entendida.

Nós temos os pensadores mais concretos, mais empíricos, convencionais, mais fechados à ideações e entendimento das abstrações mais complexas. 

Temos os pensadores mais abstratos, que tendem a ser opostos aos concretos, e por fim nós temos os pensadores que encontram-se entre esses dois, mais extremos, e eu acredito que a maioria daqueles que tem maior facilidade e mesmo necessidade de usar metáforas para entender a realidade serão encontrados no meio deste espectro, incluindo aí os pensadores mais criativos, se o pensamento metafórico costuma ser muito recorrente a preferencial também entre esses tipos para que possam se enviesar em ideações divergentes.

E a racionalidade/sabedoria*

Sábios e racionais, inevitavelmente acabarão se localizando também no meio deste espectro, do que entre os mais abstratos [vulnerabilidades para apofenias] ou entre os mais concretos [vulnerabilidades para déficit em ideações abstratas e expansão da compreensão factual]. Eu também poderia apostar uma correlação positiva entre uma maior tendência para o pensamento ou ideação abstrata e maior inteligência cognitiva/psicométrica, e uma menor correlação entre o pensamento concreto e maior QI,  uma maior correlação entre: ideologia esquerdista ou ''não-convencional'', maior abertura para a experiência e maior capacidade para o pensamento abstrato.

Os mais racionais a sábios, precisam tanto da concretude quanto da abstração para melhor entender a realidade, de maneira que, muito no concreto, e não conseguirão produzir insights construtivos e factualmente corretos, e, muito no abstrato, e poderão se perder do chão da lógica, se enviesando em teorias que se distanciam muito daquilo que já se conhece ou mesmo que pode ser facilmente reconhecido e entendido a olho nu. 

No mais é isso, os pensadores que mais se utilizam de metáforas para entender ''o mundo'', o farão porque se encontrarão a meio caminho entre a concretude e a abstração, apresentando um certo ''déficit' para entender a segunda e se utilizando de recursos para compensá-lo, especificamente com base em analogias que transformam ideias abstratas em concretas, que podem ser melhor entendidas ou ''visualizadas' desta maneira. 

Também poderíamos entendê-los como pensadores mais simples, porém mais práticos, e portanto corretos, do que aqueles que apresentam grande motivação para produzir linhas de pensamento demasiadamente sofisticadas, isto é, denotando que, as abstrações mais complexas e mesmo confusas, costumam ser o resultado de sobreposições de construções desta natureza, abstrata, e/ou do uso de vocabulário muito rebuscado que tende a resultar em uma leitura menos objetiva.

A metáfora é mais didática tanto para quem já apresenta dificuldades generalizadas para entender as abstrações [pensadores mais concretos] quanto para os pensadores metafóricos, que, a meu ver, estarão entre esses dois tipos mais extremos. 

Exemplo: DNA.

É fácil para um pensador abstrato, especialmente aquele que for especializado nesse assunto internalizar e entender o que o termo DNA significa. A sua capacidade cognitiva mais avantajada neste sentido, parece que associa com maior facilidade o significado desta sigla. O mesmo não é verdadeiro para o pensador mais concreto que, ao não ter uma referência no mundo prático, em que vive, será menos propenso a compreendê-la. Algo parecido acontece para o pensador metafórico, se a metáfora já se consiste em uma concretização da abstração. Então como método criativo habitual, o pensador metafórico ''traduz'' a abstração para o concreto. Logo ele conseguirá entender um pouco melhor o conceito do DNA a partir do momento em que busca por exemplos similares no mundo concreto e mais pessoal, para associá-los ao mesmo.

DNA: ''o fator g'' dos genes, o ''responsável'' que armazena e organiza toda a papelada que está sendo usada na construção de um prédio, enfim, aí fica com a imaginação de vocês... 


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Macro concreto versus ou/e abstrato, qual é a diferença*

Toda abstração factual é uma macro-concretude ou sistema de fatos compilados (ao invés de ser apenas um fato isolado e concreto), tende a representar a expressão ou comportamento do concreto ou orgânico ''simples''  e/ou tem uma raiz concreta/orgânica simples. Não existe abstração pura.