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quinta-feira, 19 de junho de 2025

Novos atrevimentos

 "Roupas e acessórios ridículos de marca (caros)"


Para o capitalismo funcionar, é sempre preciso ter um trouxa;

Desajustado não é o mesmo que doente; 

A "direita" covarde, mas também qualquer tipo de oposição muito branda, doura tanto a pílula para criticar a "esquerda", que acaba engolindo a pílula

Desde que a "direita" conservadora perdeu sua hegemonia cultural para a "esquerda" identitário-burguesa no mundo ocidental que, "frouxos de direita" se tornaram cada vez mais comuns, tipos que passam a endossar de maneira parcial a predominante, crenças e pensamentos (que se transformam em comportamentos) típicos do outro lado, como reflexo de submissão ideológica aos atuais detentores do poder, via cultura//moralidade, por sua vez, induzida por um ímpeto mais arraigado, deste grupo, de adaptação ao meio. Alguns exemplos: "defender um país (Israel) e um povo (judeus) de maneira completamente acrítica, diga-se, o mesmo "povo" (sem generalizar) que tem protagonizado a destituição estrutural do conservadorismo no núcleo da cultura ocidental...; endosso de crenças ditas "progressistas", tal como o negacionismo da existência de raças humanas e, junto a isso, o endosso de "falácias antirracistas" ("brancos não podem sofrer racismo"; "negros são sempre as vítimas"; "ser a favor da preservação das raças e etnias humanas é racismo"...)

A covardia à "esquerda": falar sobre "racismo branco", "supremacia branca" ou "nazismo", atualmente (2025), desprezando o verdadeiro "nazismo" perpetrado contra o povo palestino. Pois fazê-lo é o mesmo que "chutar cachorro morto"...

Parece que a "esquerda" não está "segurando a mão palestina" o suficiente...

O aspecto mais literal do amadurecimento emocional é a capacidade de reconhecer os próprios limites e equívocos, que comete, e buscar melhorar ou, pelo menos, não piorar no que carece ou deixa a desejar

Quando acontece uma carnificina contra um povo inocente (como os palestinos) e o "mundo" se silencia (ou é silenciado por aqueles que o tomaram), é inevitável chegar à conclusão de que nada ou muito pouco mudou moralmente na sociedade humana desde as primeiras civilizações...

Corrupção política é, primeiro de tudo, política, e não econômica ou financeira. Portanto, é, primeiro de tudo, ideológica e moral. O seu exemplo mais claro é a imposição de uma doutrinação ideológica (sempre com base em mentiras) como método político

É comum que exista uma grande diferença entre o pensar que é e o ser 

Sobre uma grande diferença entre o mais racional e o mais emocional: 

O mais racional consegue separar sua vida pessoal das verdades objetivas e imparciais que acumula e absorve, enquanto o mais emocional tende a confundi-las

Como resultado, uma verdade pode se tornar ofensiva e, portanto, falsificável, para o segundo, enquanto o primeiro aprende a controlar seu ímpeto mais primitivo de querer adulterar sua percepção da realidade para que se adeque às suas demandas emotivas

Irracionais tendem a literalizar o que é abstrato. A própria religião se trata exatamente desta literalização. De tratar como real o que não se vê, não se sabe, de fato...

Das pessoas desprezíveis 

Espíritos de porcos: criaturas superficiais, egoístas, ignorantes de tudo o que mais importa na vida, um tipo mais tradicional de perverso, é claro que é a "direita" que está mais cheia 

Dos mais perversos...
 
...são aqueles que usam a bondade para alcançar objetivos escusos 

É a sensação de que a crença que se adota é falsa que também contribui para reforçar a própria crença

Se os cristãos fossem majoritariamente bondosos, todo país de maioria cristã seria a materialização do paraíso na terra. Mas...

A perfeição, em seu estado puro, não existe. A harmonia é a única perfeição possível 

Certos derrotistas, tipicamente, acreditam que a aplicação sistemática e política da razão é uma impossibilidade absoluta, também porque estão apenas projetando suas próprias irracionalidades predominantes, isto é, se justificando por antecipação 

Mas também pode ser por terem adotado um conceito equivocado, excessivamente idealista, sobre a razão

Nesse caso, o realismo de saber que a plena aplicação da razão é uma provável impossibilidade prática, não é melhor que o idealismo de acreditar, mesmo com todas as evidências corroborando para o cenário mais realista e pessimista, porque contribui para não abandonar a razão como um norte de vida, ainda que seja recomendado também ser realista 

Crença é aquilo em que se acredita e que pode ou não ser um fato

Não é preconceito, quando é correlativismo

Não é preconceito, muitas vezes, é estupidofobia

A correlação entre masculinidade tóxica e inteligência limitada não é um correlato paralelo. A masculinidade tóxica, como uma expressão específica de narcisismo patológico, também é uma expressão de irracionalidade ou de estupidez em seu aspecto mais qualitativo

"Cientistas não podem ter viés ideológico"

Mas todo cientista sério deveria ter um viés filosófico (que leva a um viés científico) 

A academia deveria selecionar por dois critérios: o técnico ou competência específica e o filosófico ou capacidade de compreender e se firmar nos princípios ou valores da ciência, como a objetividade e a imparcialidade 

O idealismo é mais uma questão de distância do que de perfeccionismo 

O peso alheio pode ser uma questão inteiramente pessoal, mas também é uma questão inteiramente de saúde 

Sobre aquela comparação clássica entre um indivíduo aleatório nigeriano e um norueguês como argumento para o negacionismo da existência de raças humanas: "um nigeriano negro de raça pura pode ser mais parecido geneticamente com um norueguês branco de raça pura do que com outro nigeriano de mesmo status racial..." 

Um tipo de falácia?? Da comparação viciada ou tendenciosa??

Tal como de comparar, geneticamente, dois indivíduos a partir de traços ou aspectos não-relevantes para certa comparação, para passar uma ideia relativista de diferença insuficiente?? 

A "esquerda" identitária é uma combinação da moralidade dos Ursinhos Carinhosos (na crença de que se combate o mal com amor) com Power Rangers (de se colocar para si o protagonismo da luta contra o mal, de tratar todos os seus opositores como monstros e de ter uma crença obsessiva pela "representatividade")

Por que a civilização causa a disgenia intelectual?? E como solucionar isso??

Não é necessariamente ou apenas o conforto relativo de uma sociedade civilizada que reduz a pressão seletiva para a inteligência, em seu estado mais puro, de busca pelo conhecimento e sua aplicação sistemática, mas também porque, em um ambiente que não oferece perigos imediatos de vida, essa seleção se torna mais facultativa ou é desviada para funções mais secundariamente relacionadas com a inteligência, como a adaptação social. Então, se quanto mais complexa se torna uma sociedade, menos diretamente necessária se torna a inteligência em seu estado mais puro, como solução para esse problema, seria necessário criar meios artificiais para promover a fertilidade dos indivíduos mais (genuinamente) racionais. No entanto, o problema da seleção negativa da inteligência racional em sociedades complexas parece muito mais profundo ou difícil de ser plenamente combatido e resolvido, mediante o enorme poder da irracionalidade humana ao longo de nossa história...


O ser humano é o único animal que evoluiu sua inteligência para o seu estado mais puro, de percepção factual ou busca pelo conhecimento, tendo-o como um fim em si mesmo e não apenas ou unicamente como um meio para um fim.

A inteligência racional é basicamente a aplicação da inteligência emocional em assuntos intelectuais 

A ingenuidade é um tipo muito sub-valorizado de estupidez 

Todo aquele que acredita de maneira sincera ou profunda nos atuais "ativismos identitários" de "esquerda", padece de uma ingenuidade patológica (um tipo de estupidez)

Esse parece ser o caso de muitos brancos

E então existem aqueles que tacitamente adotam esse sistema de crenças por razões completamente pessoais, de favorecimento social e também como uma muleta emocional que ratifique suas tendências narcisistas 

Esse parece ser o caso de muitos negros

... Porque, se a doutrina "esquerdista" prega pela auto flagelação no primeiro grupo, prega pelo oposto ao segundo

A facilidade e a constância histórica e prática com que uma maioria de pessoas "brancas" se convence ou se doutrina sobre falácias e mentiras, é uma comprovação literal de que a tal supremacia branca tem se limitado a uma minoria de caucasianos europeus. Desde a crença em cobras falantes até ao dogma da igualdade absoluta humana...

"O autoconhecimento é sempre maravilhoso"

Dizem aqueles que realmente não sabem o que o autoconhecimento significa: compreender os próprios limites ou saber o quão limitado se está, realmente...

sábado, 31 de agosto de 2024

A relação entre baixa autoconsciência/autoconhecimento, fanatismo ideológico, narcisismo e irracionalidade/The relationship between low self-awareness/self-knowledge, ideological fanaticism, narcissism and irrationality

 Quem se conhece pouco ou muito superficialmente, por extrapolação lógica, também compreende menos a realidade ao seu redor. Então, como recurso intuitivo e muito impreciso de orientação, está mais propenso a apelar para as ideologias e, nesse processo, acabar sofrendo doutrinação ideológica ou lavagem cerebral...


Quem se conhece pouco ou muito superficialmente também é pouco introspectivo, menos propenso a pensar sobre si mesmo, inclusive em um sentido autocrítico. E isso é provável que o torne atraído ao apelo de narrativas ideológicas que também estão pessoalmente enviesadas...

Quem se conhece pouco ou insuficiente também conhece pouco sobre os próprios limites e potenciais, e isso aumenta em demasia o risco de que  confunda sua própria perspectiva com a perspectiva do mundo, isto é, suas crenças ou expectativas pessoais com fatos...

Quem se conhece ou se entende pouco também está mais propenso a super ou subestimar suas capacidades, inclusive a racional, de julgamento factual e moral, e então a adotar postulados ideológicos, mesmo se forem baseados em distorções de fatos, falácias... tratando-os como verdades incontestáveis, desde que confirmem suas crenças pessoais... 

Quem se conhece ou se entende pouco está menos propenso a prestar atenção em si mesmo, em seus próprios pensamentos e sentimentos, e então a entrar em contradição com mais frequência. Ou também pode ser demasiado egocêntrico e a prestar muita atenção em si mesmo, mas especialmente em sua auto imagem distorcida, que faz pouca diferença em termos de auto compreensão...

Aquele que se conhece ou se entende pouco está mais propenso a ser narcisista, especialmente se superestima a si próprio. Então, está mais propenso a adotar apenas as crenças ideológicas que estão de acordo com os seus sentimentos, pensamentos, personalidade, circunstâncias pessoais... enfim, que reforçam seu egocentrismo, sua interpretação pessoalmente enviesada da realidade (ou super personalização/ irracionalidade) ao invés de buscar amadurecer intelectualmente para aceitar e lidar com os fatos tal como se apresentam...

Mas um baixo autoconhecimento também pode se manifestar pela síndrome do impostor tornando um indivíduo mais vulnerável a adotar crenças ideológicas de maneira acrítica, não necessariamente ou apenas porque reforçam suas crenças pessoais, mas também como maneira de mascarar sua auto percepção real ou exagerada de incapacidade de pensamento lógico-racional. E no caso de ser uma incapacidade verdadeira, se alinha mais ao caso de narcisismo, de super autoestima, do que de sub autoestima.



Those who know little about themselves or very superficially, through logical extrapolation, also understand less the reality around them. Therefore, as an intuitive and very imprecise resource for guidance, they are more likely to appeal to ideologies and, in the process, end up suffering ideological indoctrination or brainwashing...

Those who know little about themselves or very superficially are also not very introspective, less likely to think about themselves, including in a self-critical sense. And this is likely to make them attracted to the appeal of ideological narratives that are also personally biased...

Those who know little about themselves or insufficiently also know little about their own limits and potentials, and this greatly increases the risk that they will confuse their own perspective with the perspective of the world, that is, their personal beliefs or expectations with facts...

Those who know or understand little about themselves are also more likely to over- or underestimate their capacities, including rational, factual and moral judgment, and then to adopt ideological postulates, even if they are based on distortions of facts, fallacies... treating them as indisputable truths, as long as they confirm their personal beliefs...

Those who know or understand little about themselves are less likely to pay attention to themselves, to their own thoughts and feelings, and therefore to contradict themselves more often. Or they may also be too self-centered and pay too much attention to themselves, but especially to their distorted self-image, which makes little difference in terms of self-understanding...

Those who know or understand little about themselves are more likely to be narcissists, especially if they overestimate themselves. Therefore, they are more likely to adopt only ideological beliefs that are in line with their feelings, thoughts, personality, personal circumstances... in short, that reinforce their egocentrism, their personally biased interpretation of reality (or over-personalization/irrationality) instead of seeking to mature intellectually to accept and deal with the facts as they present themselves...

However, low self-knowledge can also manifest itself through impostor syndrome, making an individual more vulnerable to adopting ideological beliefs in an uncritical manner, not necessarily or only because they reinforce their personal beliefs, but also as a way of masking their real or exaggerated self-perception of inability to think logically and rationally. And if it is a true incapacity, it is more in line with the case of narcissism, of over-self-esteem, than of under-self-esteem.

quarta-feira, 24 de julho de 2024

Sobre a relação entre autoconhecimento e racionalidade/About the relationship between self-knowledge and rationality

 Subestimar ou superestimar potenciais e limites é por si só irracional, um mal julgamento, uma insensatez que costuma repercutir seriamente em outras áreas, inclusive sobre a própria capacidade racional. Portanto, alguém que apresenta um autoconhecimento distorcido é provável que faça o mesmo em relação a outros conhecimentos, como a própria capacidade de pensar racionalmente. Por exemplo, uma pessoa que acredita que sabe mais matemática do que realmente sabe, ou que acredita ter um grande talento artístico que não tem, ou que acredita saber mais sobre geopolítica, história, comportamento, enfim, sobre ciências humanas, do que realmente sabe, enfim, o que está subentendido em todo mal julgamento, que é a dificuldade de discernir fatos de inverdades, consequência direta de uma dificuldade de pensar e julgar com ponderação: com objetividade e imparcialidade...


Underestimating or overestimating potentials and limits is in itself irrational, a bad judgment, a folly that usually has serious repercussions on other areas, including on one's own rational capacity. Therefore, someone who presents distorted self-knowledge is likely to do the same in relation to other knowledge, such as their own ability to think rationally. For example, a person who believes they know more mathematics than they actually do, or who believes they have great artistic talent that they don't have, or who believes they know more about geopolitics, history, behavior, in short, about human sciences, than they actually know. , finally, what is implied in every bad judgment, which is the difficulty of discerning facts from untruths, a direct consequence of a difficulty in thinking and judging thoughtfully: with objectivity and impartiality...


domingo, 21 de abril de 2024

O verdadeiro autoconhecimento é sempre contextualizado/True self-knowledge is always contextualized

 "Conhecer a si mesmo" além de se tratar de aprender sobre as próprias características ou traços, também se consiste precisamente em "conhecer seus limites e potenciais". E isso também significa que não é possível um melhor autoconhecer sem contextualizar-se. Por exemplo, não é possível saber o quão bom se é ou está em algum campo do conhecimento humano, um tipo de autoconhecer, sem obviamente observar sua proficiência atual, potencial ou histórica nele. Portanto, não é possível um autoconhecer isolado de contextos externos, mesmo sobre os conhecimentos mais básicos, como a linguagem. O que não deixa de ser um pouco paradoxal, se para se aprofundar em si mesmo, é inevitável que o faça com base em referências e influências externas, tal como a cultura. 


True self-knowledge is always contextualized


"Knowing yourself" in addition to being about learning about your own characteristics or traits, also consists precisely of "knowing your limits and potential". And this also means that it is not possible to better self-understand without contextualizing yourself. For example, it is not possible to know how good one is in some field of human knowledge, a type of self-knowledge, without obviously observing one's current, potential or historical proficiency in it. Therefore, self-knowledge isolated from external contexts is not possible, even regarding the most basic knowledge, such as language. Which is still a bit paradoxical, if you want to go deeper into yourself, it is inevitable that you do so based on external references and influences, such as culture.

terça-feira, 9 de abril de 2024

Dois sobre o autoconhecimento

1. Por que o autoconhecimento é tão importante?? 


Porque é o primeiro conhecimento, sobre conhecer a si mesmo, seus próprios limites e potenciais, e que tende a influenciar todo resto, desde as ações mais comuns até às mais importantes; se um autoconhecimento muito superficial pode afetar tudo, tal como a primeira peça de um dominó que, se mal colocada, irrompe a cadeia, gerando uma repercussão generalizada. É por isso que o autoconhecimento é fundamental para o desenvolvimento da racionalidade. 

Um exemplo típico de como que um autoconhecimento pouco desenvolvido ou deficiente pode prejudicar a capacidade racional é o fanatismo ideológico, por se consistir na adoção predominantemente acrítica de crenças ou pontos de vista de ideologias específicas, consequência primária de um julgamento equivocado sobre a própria capacidade racional, de pensamento objetivo e imparcial, já que a irracionalidade também é um tipo de super personalização da percepção, em que o indivíduo, por incapacidade de distinguir suas opiniões e expectativas de fatos ou verdades objetivas, acaba tratando-as de maneira indiferenciada. 

2. Por que o autoconhecimento deveria ser matéria de escola...

(juntamente com a psicologia)?

Porque é a maneira mais efetiva de ensinar e aprender sobre os próprios limites e potenciais. 

Porque o ideal seria que todo mundo aprendesse mais sobre si mesmo, especialmente sobre suas capacidades cognitivas, emotivas... se não para melhorar no que pode, ao menos para ter ciência, mesmo se forçada, sobre as próprias limitações, ainda mais em um mundo com tanta gente que se acha mais inteligente ou capaz do que realmente é... 

Two about self-knowledge

1. Why is self-knowledge so important?

Because it is the first knowledge, about knowing yourself, your own limits and potential, and which tends to influence everything else, from the most common actions to the most important ones; If very superficial self-knowledge can affect everything, like the first piece of a domino which, if placed incorrectly, breaks the chain, generating widespread repercussions. This is why self-knowledge is fundamental to the development of rationality.

A typical example of how poorly developed or deficient self-knowledge can harm rational capacity is ideological fanaticism, as it consists of the predominantly uncritical adoption of beliefs or points of view of specific ideologies, a primary consequence of a mistaken judgment about one's own rational capacity. , of objective and impartial thinking, since irrationality is also a type of super personalization of perception, in which the individual, due to the inability to distinguish their opinions and expectations from facts or objective truths, ends up treating them in an undifferentiated way.

2. Why self-knowledge should be a school subject...

(along with psychology)?

Because it is the most effective way to teach and learn about your own limits and potential.

Because the ideal would be for everyone to learn more about themselves, especially about their cognitive and emotional capabilities... if not to improve what they can, at least to be aware, even if forced, about their own limitations, even more so in a world with so many people who think they are more intelligent or capable than they really are...

sábado, 11 de março de 2023

Crença na tábula rasa ou déficit de autoconhecimento??

 Quanto mais um indivíduo se conhece, mais ele aprende sobre os seus limites e potenciais, forças e fraquezas. Indiretamente ele percebe que não é capaz de aprender tudo ou se adaptar em qualquer situação, que seus potenciais são determinados pelos seus limites. Portanto, essa parece ser uma conclusão inevitável quando se alcança um bom nível de autoconhecimento, de que nossos potenciais e limites até são influenciados pelo meio, mas são determinados por "nós mesmos", que podemos chamar de natureza, biologia, genética, intrinsicidades...  


No entanto, se ele não chega a desenvolver seu autoconhecimento, então, se encontrará em maior risco de fazer atribuições potencialmente equivocadas das influências em seus comportamentos e que, geralmente, significa atribuí-las ao meio, isto é, de endossar uma crença na tábula rasa, no determinismo absoluto do meio sobre o ser humano. Por exemplo, ele pode realmente acreditar que foi graças a alguns de seus professores que conseguiu aprender certas matérias e que mais tarde o ajudou em sua trajetória profissional. Ele também pode pensar que a educação ou a criação que recebeu de seus pais foi um outro fator que o ajudou em sua vida adulta. E pode, por fim, negar qualquer papel de sua biologia (de si mesmo) em seu comportamento. Não que esses fatores não tenham qualquer importância, mas nem pais e nem professores fazem milagres, se ele não teria conseguido aprender sem ter uma capacidade ou potencial subjacente para isso e se não teria sido receptivo aos "ensinamentos' dos seus pais sem também ter uma abertura mais intrínseca, da própria personalidade, que o predispuzesse. 

O mais importante é mostrar que, o maior problema ainda não é o de atribuir ao meio o que é da biologia, mas também quando se atribui no sentido oposto, isto é, quando se fazem atribuições erradas de maior influência ou causa. 

Duas maneiras de não se autoconhecer:

Por falta ou excesso. 

Muitas pessoas, por falta de real interesse em aprender sobre si mesmas, tendem a desenvolver um autoconhecimento bastante superficial. E tem aquelas com muita motivação, porém, pouco talento para se "autoconhecerem". Estas tendem a exagerar suas interpretações e reflexões sobre si mesmas, em relativo contraste às que, por falta, também se mantêm na margem da própria auto-compreensão. Mas, independente por qual via, é possível especular se existe uma tendência mais forte da maioria das pessoas com déficit de autoconhecimento  de acabarem atribuindo mais ao meio do que à si mesmas os seus comportamentos. 

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

O (pseudo)paradoxo do autoconhecimento

 É que, quanto mais nos conhecemos, mais conscientes de nossas próprias limitações nos tornamos, aumentando nossa tendência de desistir sem tentar, ou mesmo de desistir após ter tentado e constatado, de maneira empírica, sobre o que não somos capazes. Tal como no meu caso em que, depois de algumas vezes tentando passar em concurso público, desisti de tentar ao constatar que não tenho perfil ou, as capacidades mais requisitadas nesse tipo de prova para conseguir pontuar bem, basicamente as de memorização, conhecimentos gerais e motivação extrínseca para me dedicar à tarefas com as quais não sinto vontade intrínseca de realizá-las, novamente esse exemplo, de "estudar", no sentido de memorizar conteúdos que não são ou nunca foram do meu interesse. 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Entre o saber que sabe e o não saber que não sabe

A) O saber que sabe


Por exemplo, eu sei que o verbo ''exalar'' se escreve com x. Eu sei porque internalizei essa regra (sim, é uma regra), pois mesmo depois de ficar um bom tempo sem usá-la/o eu me lembrei rapidamente como se escreve, de acordo com a convenção.


B) O saber que não sabe ou com dúvida


Por exemplo, com certa frequência, eu confundo ''ir'' com ''vir'' na construção de frases, mas eu sei que não estou plenamente seguro quando os uso.


C) E o não saber que não sabe (que eu defini como a manifestação mais pura de "estupidez")


Por exemplo, eu poderia escrever exalar com z que estaria "errado", de acordo com a convenção adotada, mas sem saber disso ou achando que estou escrevendo "certo".


Esses níveis de autoconhecimento variam de maneira significativa entre os indivíduos, sendo que os mais "tolos" são os que menos sabem do que não sabem e os mais "sábios" o exato oposto, os que mais sabem do que não sabem e também do que sabem.

sábado, 25 de julho de 2020

Lista de rapidinhas

Pensamentos e aforismos


- O melhor argumento (verdade) é o pior argumento para o idiota;

- Se "ser livre" fosse o mesmo que ''fazer o que quiser'', o estupro seria considerado um ato de liberdade;

- Saber escrever "corretamente' é estética. Compreender o significado e a função das palavras é a essência;

- O irracional não sabe onde que seu mundo de desejos, sentimentos e opiniões termina e o mundo lá fora começa;

- O mercado é o Estado para o capitalismo, assim como o partido é o Estado para o comunismo;

- Em uma verdadeira democracia, o povo é o próprio Estado,

Em uma intelectocracia, o Estado é a Inteligência humana ou razão, administrado pelos melhores representantes do povo,

A democracia é um sistema político baseado na idealização do povo. A intelectocracia é baseada em seu conhecimento;

- A personalidade é uma perspectiva de desejos.. A inteligência é a capacidade de realizá-los;

- O progressista típico é um tolo bem intencionado. E o conservador típico é um tolo mal intencionado,

O progressista típico relativiza a verdade em teoria, mas não na prática. O conservador típico absolutiza a verdade em teoria, mas não na prática,

O progressista típico endeusa "o pobre" e rebaixa a arte, mesmo entendendo mais sobre a sua essência. O conservador típico endeusa "o rico" e é capaz de valorizar a alta cultura, especialmente se for do tipo mais sofisticado. Mas, a compreende apenas superficialmente, como estética de consumo;

- Se povo não é sinônimo de maioria...

Então, o ideal é dizer, quando for se questionar: "O brasileiro MÉDIO é bom ou ruim??" do que "O POVO brasileiro é bom ou ruim??";

- A arte em sua base (autoexpressão), não é a arte em seu potencial máximo;

- O filósofo está verdadeiramente preocupado com a evolução ou destino da humanidade. Os outros têm a si mesmos e/ou espelhados em suas ideologias como finalidade ...;

- Toda ideologia não-filosófica combate sua própria autocrítica, a priori, em prol de sua coerência e, por fim, conformidade;

- O autoconhecimento é o conhecimento mais importante. É parte essencial da racionalidade. Aquele que melhor se conhece, super-aproveita seu potencial e tem suas fraquezas sob controle. Por isso, se torna muito inteligente, independente da envergadura de suas habilidades acadêmicas,

 Com o autoconhecimento aprofundado, o indivíduo compreende sua própria complexidade. Reconhece que pode ser egoísta e altruísta, bondoso e cruel, tolo e inteligente, ingênuo e esperto. Ao invés de continuar a viver impulsivamente, se torna vigilante do próprio comportamento;

- A metáfora é o meio mais objetivo e eficiente de explicar o que é complexo, profundo ou distante de uma perspectiva individual. A exemplificação é outra maneira de simplificar uma explicação sem que perca seu valor intrínseco;

- Compreender que apresenta contradições não é o mesmo que justificá-las, se o essencial sobre a inteligência é a precisão aos fatos ou realidade, e se a realidade, por ser lógica, é inerentemente coerente às suas leis;

- Quando os cientistas observam as habilidades adaptativas dos seres vivos não-humanos, eles descrevem suas realizações em seus cotidianos de sobrevivência. Quando os psicometristas observam as capacidades intelectuais de seres humanos, eles medem seus potenciais,

Tudo o que fazemos é uma realização. O mendigo que sobrevive por anos, apesar do abandono social e da fome, tem uma coleção de façanhas,

Para a filosofia, em sua essência, todo ato é moral, ainda que não seja político, se a política é sempre sobre o que é compartilhado ou vivenciado coletivamente e a moral é, em seu princípio, sobre compreensão e razão para os atos a partir da perspectiva individual;

- Sobre uma suposta neutralidade política da ciência:

É errado dizer que toda verdade é política. Mas, é correto concluir que tudo se torna político quando adentra à sociedade, se a política é o modo como é organizada. Portanto, quando o cientista descobre uma verdade, ela não é política. Mas, quando essa verdade se torna disponível dentro de uma sociedade, ela se torna política,

Os meios usados pela ciência, por exemplo, experimentos em seres vivos, também são políticos, porque são morais, mas não no sentido ético e sim por sua ausência;

- Odiar a humanidade quanto ao seu estado desprezível até os dias de hoje é o mesmo que amá-la profundamente,

O fanatismo não é o amor ao outro por ele mesmo, mas de si projetado no outro;

- O maior mito sobre a genialidade é a de que todo gênio é um polímata;

- Corrupção é a prática da mentira com finalidades malignas. Honestidade é a prática da verdade com finalidades benignas;


- Racionalidade (excelência ou ideal possível da inteligência humana),
Sabedoria (ideal inalcançável da inteligência humana);

- Complexidade versus profundidade

O profundo é o cerne de qualquer tópico. Mas, é comum de se acreditar que, para ser profundo, há de se ser complexo;

- Ética e etiqueta separadas é alienação.

Consciência moral dissociada de bons modos/delicadeza/respeito.

Unidas, é razão;

- Se você não é capaz de analisar corretamente a inteligência e o caráter das pessoas (e a si mesmo)...

.... quer dizer que tem algo de errado com a sua racionalidade (sanidade intelectual);

-A subjetividade adaptativa ou o conhecimento exclusivamente como um meio para um fim é a sanidade dos seres vivos de outras espécies mas, a racionalidade ou o conhecimento como meio e fim em si mesmo, é a sanidade ou ideal dos seres humanos;

- A maioria dos mais intuitivos está demasiado interessada em si mesma. Raro e especial quando se dedica à realidades além da sua;

- A criatividade é a disciplina da imaginação;

- Justiça social não é escolher grupo ou causa/pauta que lhe convém. Isso é conservadorismo. Justiça social é escolher por todas as causas/pautas-relevantes, por estarem essencialmente certas a partir da moralidade universal;

- O verdadeiro filósofo é principalmente aquele que diz o que os outros não querem ouvir, mas é verdadeiro e importante de ser ouvido e compreendido;

- O homófobo extremo, em contraste ao moderado, tende a ser o bissexual ou o gay enrustido, que investe pesado em sua performance de antipatia excessiva à diversidade não-heterossexual, para que os outros não duvidem de sua suposta heterossexualidade. O preconceito ou o ódio exacerbado, geralmente, esconde uma repressão intensa e interna de atração,

Algo bem parecido acontece com aqueles que se denominam "cidadãos de bem", pois demonizam a maldade, baseados em suas concepções morais pouco desenvolvidas, enquanto a praticam de muitas maneiras;

- Justiça/Harmonia social e ''Conservadorismo'' é uma falsa equivalência, apesar de ser praxe na política ocidental...

... pois é o mesmo que equivaler uma promessa de Paraíso com uma realidade de Purgatório [quando não desce para o nível de ''inferno''];

- Déficit de atenção e hiperatividade, na verdade, seria uma personalidade instintiva ou maior expressão de instintividade;

- A Inteligência é a capacidade de se adaptar.
A Inteligência humana é a capacidade consciente de se readaptar,

 A inteligência humana é produto do desaprendizado instintivo pelo potencial de aprendizado consciente;

- A verdadeira bondade não é o egoísmo de se sentir bem consigo mesmo, nem o narcisismo de se passar como moralmente superior perante os outros..

A verdadeira  bondade (pela filosofia) também é praticada pela prisão (castração e esterilização) ou mesmo assassinato de seres humanos de má índole, se já com histórico de crueldades mas, idealmente, antes de começar a cometê-las. A suposta bondade de quem "perdoa" a crueldade é o egoísmo de se sentir bem consigo mesmo e o narcisismo de se passar como moralmente superior aos outros.. "perdoa" para se sentir bem, enquanto eles se preparam para colecionar vítimas.. também é a irresponsabilidade de deixá-los soltos e a conivência com os seus crimes;

- Normal é o mesmo que comum, não que melhor;

- Por que fenótipos como a homossexualidade continuam existindo apesar de não estarem sob pressão seletiva??

Porque traços também emergem por combinação genética e não apenas ou exclusivamente por seleção positiva, ainda mais se já existe uma diversidade genotípica que os predispõem..

.. Sem falar que parece existir uma intersecção entre a diversidade psicológica e a sexual...

... Por exemplo, a existência de ''metrossexuais'' ou homens muito vaidosos e que não são homossexuais. Se eles procriam, pode ser que carreguem em seus genótipos uma maior chance de, em combinação, terem filhos não-heterossexuais.

Também existe a possibilidade de existirem indivíduos "seguramente" heterossexuais que conseguem apresentar, mesmo que, minimamente, atração pelo mesmo sexo, deduzindo que existe alguma inclinação genética ou biológica. E, justamente por ser uma atração perceptível porém branda ou controlável, não sentem qualquer necessidade de se engajar em relações românticas ou sexuais homo-afetivas ou de exporem essa faceta às outras pessoas.

terça-feira, 30 de junho de 2020

A maneira equivocada como definimos estupidez e o autoconhecimento


Se eu sei que não sei, então, isso é um autoconhecimento, a priori, particular ou localizado.  Se o que eu não sei, e sei que não sei, corresponde a um conhecimento essencial, então, eu ainda posso ser capaz de buscar aprender um pouco mais ou tentar diminuir minha ignorância no assunto.

Se eu não sei que não sei, então, esta que é a verdadeira estupidez, em sua expressão mais universal.

Agora, de novo e concluindo, se eu sei que não sei, a priori, não é estupidez, pelo contrário, porque estou mostrando alguma ou certa compreensão sobre minhas próprias limitações.

Um exemplo inverossímil porém útil: se eu não soubesse que não sei voar e por isso tentasse fazê-lo.

Um exemplo mais realista: se eu não sei muito sobre comportamento humano, mas acredito que sei, a ponto de pensar que sou um especialista no assunto.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Avaliar ou não avaliar o desempenho escolar?

Resposta: sim, mas individualmente. 

Se agora sabemos/podemos saber que cada indivíduo, em especial, o humano, tem um perfil psico-cognitivo próprio, então precisamos avaliar o desempenho individualmente, o quanto que cada um pode aprender de acordo com as suas capacidades quantitativas e qualitativas. Portanto eu estou propondo a criação de boletins e metas individuais, para cada estudante. Claramente uma espécie de autoconhecimento, só que enfatizado no aspecto cognitivo.

domingo, 28 de janeiro de 2018

O ser humano médio tem ao mesmo tempo, de maneira bem mais moderada: a natureza hiper-localizada de talento do portador da síndrome de Savant...

... e também, o que propus, invariavelmente falando, parte da tendência de natureza dos ''polímatas': muito bons em ''tudo'', menos no que é o mais importante DE tudo, no autoconhecimento...

Portanto, a maioria dos seres humanos são

ilhas de excelência, comparativamente objetiva [com os demais] ou subjetiva [em relação a si mesmo]... em um oceano de gradações desta excelência, a caminho da incompetência... ''excelência'' esta que poderá ser: essencial [capacidade's cognitiva's primária's: reconhecimento de padrões; autoconhecimento] ou periférica [atrelada às ''capacidades'' cognitivas secundárias: verbal, espacial, matemático]  ... se assemelhando aos portadores da síndrome de savant

E também, geralmente com uma ilha de deficiência intelectual EXATAMENTE no aspecto MAIS importante da inteligência, e não apenas a humana, que é o autoconhecimento.... possivelmente, se assemelhando à maioria [se não for à grande maioria] dos polímatas [verdadeiros]...

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Humildade intelectual atiça o aperfeiçoamento [Da não-série: ''se já não falei'']

Independência intelectual = desejo pela originalidade ou ao menos por destaque pessoal;

Honestidade intelectual = autoconhecimento inicial generalizado (sabedoria) ou localizado (talento), quer conhecer melhor a si mesmo, defeitos, desafios e qualidades.

Humildade intelectual = autoconhecimento [constante] visando o autoaperfeiçoamento constante, em contínuo trabalho de farejar pelos próprios defeitos ou insatisfação com as próprias realizações buscando melhorá-las.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Testes de qi são parcialmente frívolos

Vamos imaginar que você, desde que começou a frequentar a escola, demonstra talento nos aspectos verbais: em interpretação de texto, conhecimento e tamanho do vocabulário, etc. Então a sua vida passa e aos 45 anos do segundo tempo você é chamado para fazer uma bateria de testes  cognitivos patrocinada pela universidade federal da sua cidade. Você faz os testes e os resultados são entregues em sua casa por correio. Surpresa!!! Você foi bem nos testes que analisam mais a inteligência, oops, cognição verbal. 

Mais pareceu um teste de re-confirmação em relação àquilo que você sempre foi acima da média. Também poderíamos comparar ou melhor confirmar as suas habilidades como motorista em um típico teste para tirar carteira só que depois de você já ter rodado muitas estradas, enfim, de já ter passado a vida pilotando carros. Mais parece um teste de (re)confirmação. 


Será que ''eu sou bom" naquilo que eu sempre fui bom?? 

Apenas os testes cognitivos aplicados em crianças pequenas, de leite, se existirem, que poderiam ser considerados como menos "auto-confirmativos". 

No entanto também pode-se ser muito bom em alguns sub-aspectos do que nos mais gerais. Por exemplo, pode-se ser muito bom em analogias verbais mas não exatamente no todo da inteligência, oops, cognição verbal e os resultados gerais esconderem esta discrepância. 

No mais é isso. Sabe aquele teste maroto de personalidade que você faz na internet pra saber se você é introvertido, mas já sabendo disso**

É mais ou menos a mesma coisa no caso dos testes cognitivos, especialmente se você já tiver desenvolvido um bom autoconhecimento.

E o valor acultural/"objetivo' dos testes??


Não reconhecemos padrões sem a presença da cultura, seja a sua parte mais técnica ou interpessoal, porque somos produtos dela. Portanto a ideia de que testes aculturais sejam melhores para analisar as nossas capacidades cognitivas parece partir do pressuposto que as mesmas não são produtos do ambiente cultural em que estamos e de uma maneira ou de outra isso não é verdade. Se nascidos em uma cultura em que alguns aspectos da cognição espacial tem sido fundamentais para a sobrevivência, é muito provável que, como produtos desta interação seletiva bio-ambiental, estável e/ou de longo prazo, expressaremos ou refletiremos essa dinâmica da qual descendemos, mesmo os aspectos mais recônditos da cultura (reconhecimento de padrões), supostamente falando, também serão afetados, pelo simples fato de que as nossas capacidades intelectuais, psico-cognitivas, são tendenciosamente selecionadas em conjunto.


Como conclusão os testes cognitivos e/ou de QI não são totalmente inúteis ou excessivos, pelo contrário pois apresentam boa capacidade de mensuração, comparação e reflectância de parte até importante de nossas capacidades COGNITIVAS, sem falar que também servem para forjar rankings. No entanto, o desempenho escolar também tem um bom poder preditivo e analítico quanto às capacidades COGNITIVAS, de maneira que, sim, os testes podem ser conclusivamente determinados como parcialmente frívolos. Sem falar que uma ótima psico-entrevista ou psicanálise também pode ser muito útil na avaliação e não apenas das capacidades cognitivas.  

E novamente, somos produtos de interações bio-ambientais e que, especialmente no caso humano, ocorrerá por vias culturais. Em outras palavras, somos produtos bio-culturais [resultados de pressões seletivas diferenciadas/ou nem tanto, causadas por essas interações], e ''mesmo'' as nossas capacidades cognitivas, também serão produtos invariavelmente reflexíveis dos ambientes culturais em que nossos antepassados tem sobre-vivido.

QI, de acordo com as normas ocidentais, também é um produto cultural, e mesmo o reconhecimento de padrões mais cru ou destituído de influência cultural, também pode ser considerado como produto cultural [pré-histórico/evolucionário], se o ser humano reconhece padrões de maneira diferenciada das outras espécies, especialmente por causa de seu maior equilíbrio sensorial, que reverbera em sua capacidade perceptiva. [OU NÃO]  

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Repeteco: maior a altura, maior a queda... você é psicologicamente estupido??

Todo mundo é estupido, mediano e inteligente, dependendo pra quê, e eu já falei sobre isso. Geralmente associamos o espectro da inteligência aos seus valores quantitativos e cognitivos. No entanto parece ser elementar de perceber que também se pode ser psicologicamente estupido, mediano e inteligente, que também já falei. Quando negamos obviedades ao ponto de passarmos a crer em realidades factualmente alternativas, parece ser pouco provável que se dará por causa de nossas capacidades de raciocínio ou de reconhecimento de padrões. 

A estupidez psicológica explicaria a existência de pessoas com comprovadas capacidades cognitivas acima da média mas que exibem insegura a pouco precisa compreensão factual [combinação entre o reconhecimento de padrões minimamente corretos e constante uso igualmente correto do julgamento emocional, que os julga]. Claro que quando falamos de obviedades na maioria das vezes nos referimos aos fatos mais alcançáveis, que estão na espinha dorsal da macro realidade. Desde os fatos pessoais aos mais impessoais que são mais facilmente detectáveis/trabalháveis. 

Apofenias temporárias são possivelmente causadas tanto pelo reconhecimento de padrões equivocado/cognitivo quanto pelo julgamento emocional/psicológico igualmente equivocado. E são universais porque todo mundo tem [mesmo os mais sábios] e talvez seja uma constante em relação à compreensão factual. 

Em compensação apofenias permanentes, vitalícias ou de longo prazo, difíceis de serem percebidas, se consistem em algo mais profundo e/ou mais psicológico. A grande maioria das pessoas são variavelmente vulneráveis para condensar e calcificar incompreensões factuais por toda a vida. Neste caso o que vale mais é o grau de severidade das mesmas, o quão problemáticas elas podem ser para aumentar o risco de morte para o indivíduo, a priore.

 Pessoas minimamente racionais podem mudar de opinião ou ponto de vista quando percebem que estão factualmente equivocadas.

Quando me refiro à estupidez/desordem psicológica eu falo desde as nossas capacidades reativas emocionais mais instintivas ou inatas/estereotípicas [instabilidade emocional por exemplo], até ao uso literal da cognição/reconhecimento de padrões conjuntamente com o "sistema emotivo/reativo aos mesmos" tendo como intuito, não necessária ou diretamente a compreensão factual, mas o controle dos ímpetos mais instintivos, para que então, deste jeito, se possa buscar pela mesma. Até ouso chamá-la de estupidez/desordem INTELECTUAL [cognitivo + psicológico].


Não temos uma interação direta com a realidade porque existe uma barreira natural da vida que são os nossos instintos, as nossas bases de procedibilidades comportamentais/filtros perceptivos. Ao nos expormos, inevitavelmente, à realidade, as informações ou padrões que capturamos, são imediatamente processadas ou filtradas por nossos sistemas orgânicos, realidade essa que não é, obviamente, apenas do ser humano mas que, com certeza, se expressará de modo mais sofisticado neles. 

Os testes de qi, o método mais popular e válido (porém incompleto) para mensurar a inteligência, o faz especialmente em relação aos valores cognitivos e quantitativos e não apenas isso porque muitos daqueles que os defendem contra os seus críticos mais inflamados e eu diria mais, mais "ideologicamente" enviesados, chegam ao ponto de afirmar que a inteligência é basicamente a cognição e que a personalidade ou psicologia se consiste em outro departamento.


 Já rebati essa afirmativa muito popular entre os psicométricos umas trocentas vezes aqui no blog. Ao negligenciar a constante interação entre a cognição e a psicologia/personalidade, os psicométricos passam também a produzir explicações/desculpas para o porquê de tanta gente (cognitivamente) inteligente (geralmente com pontuações de qi acima de 120) cometerem tantos equívocos em relação às suas compreensões factuais mais importantes? E muitas destas explicações são na verdade "racionalizações" sobre o porquê de muitos indivíduos comprovadamente mais inteligentes no aspecto cognitivo demonstrarem problemas graves de compreensão factual e em especial em relação à espinha dorsal da macro realidade [tudo aquilo que mais importa]. 

Maior é a altura ou o tamanho, maior a queda 

Sem o autoconhecimento sempre sendo trabalhado, nos tornaremos cada vez mais cegos em relação àquilo que vai contra as nossas crenças ou pontos de vista, em especial quando não forem factual e moralmente corretos. Em outras palavras, passaremos a usar nossas cognições para justificar aquilo que  nossas psicologias julgaram como o correto, sem ter plena certeza. Quase sempre serão fatores morais que provocarão esta discordância entre expectativa pessoal e realidade. E aqueles que são muito cognitivamente inteligentes serão ainda mais vulneráveis a partir do momento em que suas capacidades psicológicas ou intelectuais/psico cognitivas estiverem aquém em comparação às suas capacidades cognitivas mais superlativas. Tal como a analogia do gigantismo, tem o tamanho, mas não tem a agilidade.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Sábios, libertos esquerdistas e conservas direitistas

O sábio é o oposto do liberto esquerdo em termos de controle psicológico/instinto cognitivo, sendo mais psicologicamente auto-controlado e mais cognitivamente instintivo resultando em seu maior autoconhecimento [por ser capaz de conter a intrusão psicológica em sua compreensão factual, com maior frequência]. O esquerdo tende a confundir o seu instinto psicológico com liberdade enquanto que o mesmo, o instinto, se consiste numa espécie de prisão/proteção tendencioso e/ou subserviente às características intrínsecas do ser/ou a expressão direta das mesmas em atrito adaptativo à realidade circundante. 

Em relação ao conserva girondino, o sábio tende a ser o seu oposto em [falta de] sensibilidade emotiva/consciência estética. Em outras palavras, o sábio mais verdadeiro reúne em si a tendência de sensibilidade emotiva/consciência estética de muitos esquerdos jacobinos e ao mesmo tempo uma capacidade de controla-la e de redireciona-la, já que são as nossas emoções que julgam os padrões que estamos constantemente percebendo e interagindo nomeadamente os da espinha dorsal da macro-realidade.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Os "anti racistas' negam aos negro"s" [e a qualquer outro grupo] o seu próprio autoconhecimento ao menos em termos coletivos

... nega o seu potencial de emancipação.

Imagine que você é um cantor de fama local. Então em uma não tão bela noite você desafina feio porque decidiu interpretar algumas músicas do Ney Matogrosso, que exige o uso de falsete. Só que aí alguns dos seus amigos mais próximos, com pena de você, decidem enganá-lo, o elogiando. Apesar das críticas, você se convence que apenas os seus amigos que realmente apreciam o seu talento e continua, teimosa e inocentemente, a desafinar para a plateia. Os seus amigos mais próximos, por compaixão, decidiram mentir pra você. 

Mas em realidade eles teriam sido mais eficientes e conclusivamente corretos se não tivessem mentido sobre a sua tentativa fracassada de cantar em falsete. 

Agora aplique esse cenário ao mundo (((politicamente correto))) de atualmente. É o direito de "negro's'", "gays", não importa o grupo, saber o máximo possível sobre si próprios [em relação a essas identidades supra-enfatizadas], ao menos ou principiando por uma perspectiva coletiva, e negar-lhes esse direito, mesmo se fosse originalmente bem intencionado, se consiste em um verdadeiro crime moral, pois sem a consciência dos próprios defeitos ou vulnerabilidades, não há como evoluir.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O criativo é o seu próprio patrão. A diferença em relação ao típico mais inteligente

Níveis muito mais altos de independência intelectual (geralmente insularizada)

Nova e rapidamente as diferenças entre a criatividade, a inteligência/memória semântica e a racionalidade/sabedoria via 3 intelectualidades e usando aquele método capenga e gostoso de sempre de pseudo-comparação.

0 a 0,3-baixo
0,4-médio-baixo
0,5-médio
0,6-médio-alto
0,7 a 1-alto

Independência intelectual: 1,0

- Criatividade: 0,9/1,0 [geralmente insularizada ou específica]

- Inteligência/memória semântica: 0,5/0,6

- Racionalidade/sabedoria: 0,9/1,0

O criativo tende a ser o mais intelectualmente independente, ao menos em relação à sua área de fixação e de aprofundamento. O racional também tende a ser muito intelectualmente independente, mais do que o 'mais inteligente' típico porque assim como o criativo ele tende a ser mais perfeccionista, só que especialmente em relação à questões morais.


Honestidade intelectual: 1,0

- Criatividade: 0,6 

- Inteligência/memória semântica: 0,4/0,5

- Racionalidade/sabedoria: 0,9/1,0

A partir do aprofundamento no auto-conhecimento, mais criativos e mais semanticamente inteligentes vão ''ficando para trás'' em relação aos mais sábios/racionais. Em relação à honestidade intelectual eu especulei inclusive que o típico ''mais inteligente'' tenderá a ser o menos honesto assim como também o criativo, ainda que este último tenda a ser especificamente sábio, como eu já comentei, em relação às artes, mas que também pode ser extrapolado para a criatividade, isto é, de maneira geral: o perfeccionismo, o capricho, a beleza geralmente específica do trabalho artístico e/ou criativo, encontrar-se-ão generalizados em relação à racionalidade e/ou à sabedoria. Em outras palavras, aquilo que, por exemplo, um artista de extremo talento, faz em sua arte, o sábio genuíno, ao menos, a priore, em termos ideacionais, fará de maneira generalizada, já que o raciocínio moral é naturalmente holístico. 

Humildade intelectual: 1,0

- Criatividade: 0,4/0,5

- Inteligência/memória semântica: 0,5

- Racionalidade/sabedoria:0,9/1,0

Nas profundezas do auto-conhecimento, apenas a racionalidade/sabedoria que permanece no ''páreo''. Um dos comuns defeitos dos ''mais inteligentes'' é justamente a falta de humildade e de honestidade, intelectual e moral. Algo parecido ou até pior no caso da criatividade ainda que tenda a se dar de maneira paradoxal, porque as 3 intelectualidades são muito úteis aos mais criativos, mas geralmente concentradas em suas áreas de fixação e aprofundamento. De maneira geral, os mais criativos parecem reunir, em média, a falta de modéstia legítima dos mais semanticamente inteligentes, e as 3 intelectualidades dos mais sábios/racionais, só que aglomeradas em suas áreas de fixação/aprofundamento. 

Enfim, outra ameba recém-saída de minha cabeçorra.