"Roupas e acessórios ridículos de marca (caros)"
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quinta-feira, 19 de junho de 2025
Novos atrevimentos
sábado, 31 de agosto de 2024
A relação entre baixa autoconsciência/autoconhecimento, fanatismo ideológico, narcisismo e irracionalidade/The relationship between low self-awareness/self-knowledge, ideological fanaticism, narcissism and irrationality
Quem se conhece pouco ou muito superficialmente, por extrapolação lógica, também compreende menos a realidade ao seu redor. Então, como recurso intuitivo e muito impreciso de orientação, está mais propenso a apelar para as ideologias e, nesse processo, acabar sofrendo doutrinação ideológica ou lavagem cerebral...
quarta-feira, 24 de julho de 2024
Sobre a relação entre autoconhecimento e racionalidade/About the relationship between self-knowledge and rationality
Subestimar ou superestimar potenciais e limites é por si só irracional, um mal julgamento, uma insensatez que costuma repercutir seriamente em outras áreas, inclusive sobre a própria capacidade racional. Portanto, alguém que apresenta um autoconhecimento distorcido é provável que faça o mesmo em relação a outros conhecimentos, como a própria capacidade de pensar racionalmente. Por exemplo, uma pessoa que acredita que sabe mais matemática do que realmente sabe, ou que acredita ter um grande talento artístico que não tem, ou que acredita saber mais sobre geopolítica, história, comportamento, enfim, sobre ciências humanas, do que realmente sabe, enfim, o que está subentendido em todo mal julgamento, que é a dificuldade de discernir fatos de inverdades, consequência direta de uma dificuldade de pensar e julgar com ponderação: com objetividade e imparcialidade...
Underestimating or overestimating potentials and limits is in itself irrational, a bad judgment, a folly that usually has serious repercussions on other areas, including on one's own rational capacity. Therefore, someone who presents distorted self-knowledge is likely to do the same in relation to other knowledge, such as their own ability to think rationally. For example, a person who believes they know more mathematics than they actually do, or who believes they have great artistic talent that they don't have, or who believes they know more about geopolitics, history, behavior, in short, about human sciences, than they actually know. , finally, what is implied in every bad judgment, which is the difficulty of discerning facts from untruths, a direct consequence of a difficulty in thinking and judging thoughtfully: with objectivity and impartiality...
domingo, 21 de abril de 2024
O verdadeiro autoconhecimento é sempre contextualizado/True self-knowledge is always contextualized
"Conhecer a si mesmo" além de se tratar de aprender sobre as próprias características ou traços, também se consiste precisamente em "conhecer seus limites e potenciais". E isso também significa que não é possível um melhor autoconhecer sem contextualizar-se. Por exemplo, não é possível saber o quão bom se é ou está em algum campo do conhecimento humano, um tipo de autoconhecer, sem obviamente observar sua proficiência atual, potencial ou histórica nele. Portanto, não é possível um autoconhecer isolado de contextos externos, mesmo sobre os conhecimentos mais básicos, como a linguagem. O que não deixa de ser um pouco paradoxal, se para se aprofundar em si mesmo, é inevitável que o faça com base em referências e influências externas, tal como a cultura.
True self-knowledge is always contextualized
"Knowing yourself" in addition to being about learning about your own characteristics or traits, also consists precisely of "knowing your limits and potential". And this also means that it is not possible to better self-understand without contextualizing yourself. For example, it is not possible to know how good one is in some field of human knowledge, a type of self-knowledge, without obviously observing one's current, potential or historical proficiency in it. Therefore, self-knowledge isolated from external contexts is not possible, even regarding the most basic knowledge, such as language. Which is still a bit paradoxical, if you want to go deeper into yourself, it is inevitable that you do so based on external references and influences, such as culture.
terça-feira, 9 de abril de 2024
Dois sobre o autoconhecimento
1. Por que o autoconhecimento é tão importante??
sábado, 11 de março de 2023
Crença na tábula rasa ou déficit de autoconhecimento??
Quanto mais um indivíduo se conhece, mais ele aprende sobre os seus limites e potenciais, forças e fraquezas. Indiretamente ele percebe que não é capaz de aprender tudo ou se adaptar em qualquer situação, que seus potenciais são determinados pelos seus limites. Portanto, essa parece ser uma conclusão inevitável quando se alcança um bom nível de autoconhecimento, de que nossos potenciais e limites até são influenciados pelo meio, mas são determinados por "nós mesmos", que podemos chamar de natureza, biologia, genética, intrinsicidades...
sexta-feira, 16 de setembro de 2022
O (pseudo)paradoxo do autoconhecimento
É que, quanto mais nos conhecemos, mais conscientes de nossas próprias limitações nos tornamos, aumentando nossa tendência de desistir sem tentar, ou mesmo de desistir após ter tentado e constatado, de maneira empírica, sobre o que não somos capazes. Tal como no meu caso em que, depois de algumas vezes tentando passar em concurso público, desisti de tentar ao constatar que não tenho perfil ou, as capacidades mais requisitadas nesse tipo de prova para conseguir pontuar bem, basicamente as de memorização, conhecimentos gerais e motivação extrínseca para me dedicar à tarefas com as quais não sinto vontade intrínseca de realizá-las, novamente esse exemplo, de "estudar", no sentido de memorizar conteúdos que não são ou nunca foram do meu interesse.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2021
Entre o saber que sabe e o não saber que não sabe
A) O saber que sabe
Por exemplo, eu sei que o verbo ''exalar'' se escreve com x. Eu sei porque internalizei essa regra (sim, é uma regra), pois mesmo depois de ficar um bom tempo sem usá-la/o eu me lembrei rapidamente como se escreve, de acordo com a convenção.
B) O saber que não sabe ou com dúvida
Por exemplo, com certa frequência, eu confundo ''ir'' com ''vir'' na construção de frases, mas eu sei que não estou plenamente seguro quando os uso.
C) E o não saber que não sabe (que eu defini como a manifestação mais pura de "estupidez")
Por exemplo, eu poderia escrever exalar com z que estaria "errado", de acordo com a convenção adotada, mas sem saber disso ou achando que estou escrevendo "certo".
Esses níveis de autoconhecimento variam de maneira significativa entre os indivíduos, sendo que os mais "tolos" são os que menos sabem do que não sabem e os mais "sábios" o exato oposto, os que mais sabem do que não sabem e também do que sabem.
sábado, 25 de julho de 2020
Lista de rapidinhas
Pensamentos e aforismos
- O melhor argumento (verdade) é o pior argumento para o idiota;
- Se "ser livre" fosse o mesmo que ''fazer o que quiser'', o estupro seria considerado um ato de liberdade;
- Saber escrever "corretamente' é estética. Compreender o significado e a função das palavras é a essência;
- O irracional não sabe onde que seu mundo de desejos, sentimentos e opiniões termina e o mundo lá fora começa;
- O mercado é o Estado para o capitalismo, assim como o partido é o Estado para o comunismo;
- Em uma verdadeira democracia, o povo é o próprio Estado,
Em uma intelectocracia, o Estado é a Inteligência humana ou razão, administrado pelos melhores representantes do povo,
A democracia é um sistema político baseado na idealização do povo. A intelectocracia é baseada em seu conhecimento;
- A personalidade é uma perspectiva de desejos.. A inteligência é a capacidade de realizá-los;
- O progressista típico é um tolo bem intencionado. E o conservador típico é um tolo mal intencionado,
O progressista típico relativiza a verdade em teoria, mas não na prática. O conservador típico absolutiza a verdade em teoria, mas não na prática,
O progressista típico endeusa "o pobre" e rebaixa a arte, mesmo entendendo mais sobre a sua essência. O conservador típico endeusa "o rico" e é capaz de valorizar a alta cultura, especialmente se for do tipo mais sofisticado. Mas, a compreende apenas superficialmente, como estética de consumo;
- Se povo não é sinônimo de maioria...
Então, o ideal é dizer, quando for se questionar: "O brasileiro MÉDIO é bom ou ruim??" do que "O POVO brasileiro é bom ou ruim??";
- A arte em sua base (autoexpressão), não é a arte em seu potencial máximo;
- O filósofo está verdadeiramente preocupado com a evolução ou destino da humanidade. Os outros têm a si mesmos e/ou espelhados em suas ideologias como finalidade ...;
- Toda ideologia não-filosófica combate sua própria autocrítica, a priori, em prol de sua coerência e, por fim, conformidade;
- O autoconhecimento é o conhecimento mais importante. É parte essencial da racionalidade. Aquele que melhor se conhece, super-aproveita seu potencial e tem suas fraquezas sob controle. Por isso, se torna muito inteligente, independente da envergadura de suas habilidades acadêmicas,
Com o autoconhecimento aprofundado, o indivíduo compreende sua própria complexidade. Reconhece que pode ser egoísta e altruísta, bondoso e cruel, tolo e inteligente, ingênuo e esperto. Ao invés de continuar a viver impulsivamente, se torna vigilante do próprio comportamento;
- A metáfora é o meio mais objetivo e eficiente de explicar o que é complexo, profundo ou distante de uma perspectiva individual. A exemplificação é outra maneira de simplificar uma explicação sem que perca seu valor intrínseco;
- Compreender que apresenta contradições não é o mesmo que justificá-las, se o essencial sobre a inteligência é a precisão aos fatos ou realidade, e se a realidade, por ser lógica, é inerentemente coerente às suas leis;
- Quando os cientistas observam as habilidades adaptativas dos seres vivos não-humanos, eles descrevem suas realizações em seus cotidianos de sobrevivência. Quando os psicometristas observam as capacidades intelectuais de seres humanos, eles medem seus potenciais,
Tudo o que fazemos é uma realização. O mendigo que sobrevive por anos, apesar do abandono social e da fome, tem uma coleção de façanhas,
Para a filosofia, em sua essência, todo ato é moral, ainda que não seja político, se a política é sempre sobre o que é compartilhado ou vivenciado coletivamente e a moral é, em seu princípio, sobre compreensão e razão para os atos a partir da perspectiva individual;
- Sobre uma suposta neutralidade política da ciência:
É errado dizer que toda verdade é política. Mas, é correto concluir que tudo se torna político quando adentra à sociedade, se a política é o modo como é organizada. Portanto, quando o cientista descobre uma verdade, ela não é política. Mas, quando essa verdade se torna disponível dentro de uma sociedade, ela se torna política,
Os meios usados pela ciência, por exemplo, experimentos em seres vivos, também são políticos, porque são morais, mas não no sentido ético e sim por sua ausência;
- Odiar a humanidade quanto ao seu estado desprezível até os dias de hoje é o mesmo que amá-la profundamente,
O fanatismo não é o amor ao outro por ele mesmo, mas de si projetado no outro;
- O maior mito sobre a genialidade é a de que todo gênio é um polímata;
- Corrupção é a prática da mentira com finalidades malignas. Honestidade é a prática da verdade com finalidades benignas;
- Racionalidade (excelência ou ideal possível da inteligência humana),
Sabedoria (ideal inalcançável da inteligência humana);
- Complexidade versus profundidade
O profundo é o cerne de qualquer tópico. Mas, é comum de se acreditar que, para ser profundo, há de se ser complexo;
- Ética e etiqueta separadas é alienação.
Consciência moral dissociada de bons modos/delicadeza/respeito.
Unidas, é razão;
- Se você não é capaz de analisar corretamente a inteligência e o caráter das pessoas (e a si mesmo)...
.... quer dizer que tem algo de errado com a sua racionalidade (sanidade intelectual);
-A subjetividade adaptativa ou o conhecimento exclusivamente como um meio para um fim é a sanidade dos seres vivos de outras espécies mas, a racionalidade ou o conhecimento como meio e fim em si mesmo, é a sanidade ou ideal dos seres humanos;
- A maioria dos mais intuitivos está demasiado interessada em si mesma. Raro e especial quando se dedica à realidades além da sua;
- A criatividade é a disciplina da imaginação;
- Justiça social não é escolher grupo ou causa/pauta que lhe convém. Isso é conservadorismo. Justiça social é escolher por todas as causas/pautas-relevantes, por estarem essencialmente certas a partir da moralidade universal;
- O verdadeiro filósofo é principalmente aquele que diz o que os outros não querem ouvir, mas é verdadeiro e importante de ser ouvido e compreendido;
- O homófobo extremo, em contraste ao moderado, tende a ser o bissexual ou o gay enrustido, que investe pesado em sua performance de antipatia excessiva à diversidade não-heterossexual, para que os outros não duvidem de sua suposta heterossexualidade. O preconceito ou o ódio exacerbado, geralmente, esconde uma repressão intensa e interna de atração,
Algo bem parecido acontece com aqueles que se denominam "cidadãos de bem", pois demonizam a maldade, baseados em suas concepções morais pouco desenvolvidas, enquanto a praticam de muitas maneiras;
- Justiça/Harmonia social e ''Conservadorismo'' é uma falsa equivalência, apesar de ser praxe na política ocidental...
... pois é o mesmo que equivaler uma promessa de Paraíso com uma realidade de Purgatório [quando não desce para o nível de ''inferno''];
- Déficit de atenção e hiperatividade, na verdade, seria uma personalidade instintiva ou maior expressão de instintividade;
- A Inteligência é a capacidade de se adaptar.
A Inteligência humana é a capacidade consciente de se readaptar,
A inteligência humana é produto do desaprendizado instintivo pelo potencial de aprendizado consciente;
- A verdadeira bondade não é o egoísmo de se sentir bem consigo mesmo, nem o narcisismo de se passar como moralmente superior perante os outros..
A verdadeira bondade (pela filosofia) também é praticada pela prisão (castração e esterilização) ou mesmo assassinato de seres humanos de má índole, se já com histórico de crueldades mas, idealmente, antes de começar a cometê-las. A suposta bondade de quem "perdoa" a crueldade é o egoísmo de se sentir bem consigo mesmo e o narcisismo de se passar como moralmente superior aos outros.. "perdoa" para se sentir bem, enquanto eles se preparam para colecionar vítimas.. também é a irresponsabilidade de deixá-los soltos e a conivência com os seus crimes;
- Normal é o mesmo que comum, não que melhor;
- Por que fenótipos como a homossexualidade continuam existindo apesar de não estarem sob pressão seletiva??
Porque traços também emergem por combinação genética e não apenas ou exclusivamente por seleção positiva, ainda mais se já existe uma diversidade genotípica que os predispõem..
.. Sem falar que parece existir uma intersecção entre a diversidade psicológica e a sexual...
... Por exemplo, a existência de ''metrossexuais'' ou homens muito vaidosos e que não são homossexuais. Se eles procriam, pode ser que carreguem em seus genótipos uma maior chance de, em combinação, terem filhos não-heterossexuais.
Também existe a possibilidade de existirem indivíduos "seguramente" heterossexuais que conseguem apresentar, mesmo que, minimamente, atração pelo mesmo sexo, deduzindo que existe alguma inclinação genética ou biológica. E, justamente por ser uma atração perceptível porém branda ou controlável, não sentem qualquer necessidade de se engajar em relações românticas ou sexuais homo-afetivas ou de exporem essa faceta às outras pessoas.
terça-feira, 30 de junho de 2020
A maneira equivocada como definimos estupidez e o autoconhecimento
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
Avaliar ou não avaliar o desempenho escolar?
Se agora sabemos/podemos saber que cada indivíduo, em especial, o humano, tem um perfil psico-cognitivo próprio, então precisamos avaliar o desempenho individualmente, o quanto que cada um pode aprender de acordo com as suas capacidades quantitativas e qualitativas. Portanto eu estou propondo a criação de boletins e metas individuais, para cada estudante. Claramente uma espécie de autoconhecimento, só que enfatizado no aspecto cognitivo.
domingo, 28 de janeiro de 2018
O ser humano médio tem ao mesmo tempo, de maneira bem mais moderada: a natureza hiper-localizada de talento do portador da síndrome de Savant...
Portanto, a maioria dos seres humanos são
ilhas de excelência, comparativamente objetiva [com os demais] ou subjetiva [em relação a si mesmo]... em um oceano de gradações desta excelência, a caminho da incompetência... ''excelência'' esta que poderá ser: essencial [capacidade's cognitiva's primária's: reconhecimento de padrões; autoconhecimento] ou periférica [atrelada às ''capacidades'' cognitivas secundárias: verbal, espacial, matemático] ... se assemelhando aos portadores da síndrome de savant
E também, geralmente com uma ilha de deficiência intelectual EXATAMENTE no aspecto MAIS importante da inteligência, e não apenas a humana, que é o autoconhecimento.... possivelmente, se assemelhando à maioria [se não for à grande maioria] dos polímatas [verdadeiros]...
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
Subconsciente = instinto; consciente = neo instinto + autoconsciência
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Humildade intelectual atiça o aperfeiçoamento [Da não-série: ''se já não falei'']
Honestidade intelectual = autoconhecimento inicial generalizado (sabedoria) ou localizado (talento), quer conhecer melhor a si mesmo, defeitos, desafios e qualidades.
Humildade intelectual = autoconhecimento [constante] visando o autoaperfeiçoamento constante, em contínuo trabalho de farejar pelos próprios defeitos ou insatisfação com as próprias realizações buscando melhorá-las.
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Testes de qi são parcialmente frívolos
Mais pareceu um teste de re-confirmação em relação àquilo que você sempre foi acima da média. Também poderíamos comparar ou melhor confirmar as suas habilidades como motorista em um típico teste para tirar carteira só que depois de você já ter rodado muitas estradas, enfim, de já ter passado a vida pilotando carros. Mais parece um teste de (re)confirmação.
Será que ''eu sou bom" naquilo que eu sempre fui bom??
Apenas os testes cognitivos aplicados em crianças pequenas, de leite, se existirem, que poderiam ser considerados como menos "auto-confirmativos".
No entanto também pode-se ser muito bom em alguns sub-aspectos do que nos mais gerais. Por exemplo, pode-se ser muito bom em analogias verbais mas não exatamente no todo da inteligência, oops, cognição verbal e os resultados gerais esconderem esta discrepância.
No mais é isso. Sabe aquele teste maroto de personalidade que você faz na internet pra saber se você é introvertido, mas já sabendo disso**
É mais ou menos a mesma coisa no caso dos testes cognitivos, especialmente se você já tiver desenvolvido um bom autoconhecimento.
E o valor acultural/"objetivo' dos testes??
Não reconhecemos padrões sem a presença da cultura, seja a sua parte mais técnica ou interpessoal, porque somos produtos dela. Portanto a ideia de que testes aculturais sejam melhores para analisar as nossas capacidades cognitivas parece partir do pressuposto que as mesmas não são produtos do ambiente cultural em que estamos e de uma maneira ou de outra isso não é verdade. Se nascidos em uma cultura em que alguns aspectos da cognição espacial tem sido fundamentais para a sobrevivência, é muito provável que, como produtos desta interação seletiva bio-ambiental, estável e/ou de longo prazo, expressaremos ou refletiremos essa dinâmica da qual descendemos, mesmo os aspectos mais recônditos da cultura (reconhecimento de padrões), supostamente falando, também serão afetados, pelo simples fato de que as nossas capacidades intelectuais, psico-cognitivas, são tendenciosamente selecionadas em conjunto.
Como conclusão os testes cognitivos e/ou de QI não são totalmente inúteis ou excessivos, pelo contrário pois apresentam boa capacidade de mensuração, comparação e reflectância de parte até importante de nossas capacidades COGNITIVAS, sem falar que também servem para forjar rankings. No entanto, o desempenho escolar também tem um bom poder preditivo e analítico quanto às capacidades COGNITIVAS, de maneira que, sim, os testes podem ser conclusivamente determinados como parcialmente frívolos. Sem falar que uma ótima psico-entrevista ou psicanálise também pode ser muito útil na avaliação e não apenas das capacidades cognitivas.
E novamente, somos produtos de interações bio-ambientais e que, especialmente no caso humano, ocorrerá por vias culturais. Em outras palavras, somos produtos bio-culturais [resultados de pressões seletivas diferenciadas/ou nem tanto, causadas por essas interações], e ''mesmo'' as nossas capacidades cognitivas, também serão produtos invariavelmente reflexíveis dos ambientes culturais em que nossos antepassados tem sobre-vivido.
QI, de acordo com as normas ocidentais, também é um produto cultural, e mesmo o reconhecimento de padrões mais cru ou destituído de influência cultural, também pode ser considerado como produto cultural [pré-histórico/evolucionário], se o ser humano reconhece padrões de maneira diferenciada das outras espécies, especialmente por causa de seu maior equilíbrio sensorial, que reverbera em sua capacidade perceptiva. [OU NÃO]
segunda-feira, 9 de outubro de 2017
Repeteco: maior a altura, maior a queda... você é psicologicamente estupido??
A estupidez psicológica explicaria a existência de pessoas com comprovadas capacidades cognitivas acima da média mas que exibem insegura a pouco precisa compreensão factual [combinação entre o reconhecimento de padrões minimamente corretos e constante uso igualmente correto do julgamento emocional, que os julga]. Claro que quando falamos de obviedades na maioria das vezes nos referimos aos fatos mais alcançáveis, que estão na espinha dorsal da macro realidade. Desde os fatos pessoais aos mais impessoais que são mais facilmente detectáveis/trabalháveis.
Apofenias temporárias são possivelmente causadas tanto pelo reconhecimento de padrões equivocado/cognitivo quanto pelo julgamento emocional/psicológico igualmente equivocado. E são universais porque todo mundo tem [mesmo os mais sábios] e talvez seja uma constante em relação à compreensão factual.
Em compensação apofenias permanentes, vitalícias ou de longo prazo, difíceis de serem percebidas, se consistem em algo mais profundo e/ou mais psicológico. A grande maioria das pessoas são variavelmente vulneráveis para condensar e calcificar incompreensões factuais por toda a vida. Neste caso o que vale mais é o grau de severidade das mesmas, o quão problemáticas elas podem ser para aumentar o risco de morte para o indivíduo, a priore.
Pessoas minimamente racionais podem mudar de opinião ou ponto de vista quando percebem que estão factualmente equivocadas.
Quando me refiro à estupidez/desordem psicológica eu falo desde as nossas capacidades reativas emocionais mais instintivas ou inatas/estereotípicas [instabilidade emocional por exemplo], até ao uso literal da cognição/reconhecimento de padrões conjuntamente com o "sistema emotivo/reativo aos mesmos" tendo como intuito, não necessária ou diretamente a compreensão factual, mas o controle dos ímpetos mais instintivos, para que então, deste jeito, se possa buscar pela mesma. Até ouso chamá-la de estupidez/desordem INTELECTUAL [cognitivo + psicológico].
Não temos uma interação direta com a realidade porque existe uma barreira natural da vida que são os nossos instintos, as nossas bases de procedibilidades comportamentais/filtros perceptivos. Ao nos expormos, inevitavelmente, à realidade, as informações ou padrões que capturamos, são imediatamente processadas ou filtradas por nossos sistemas orgânicos, realidade essa que não é, obviamente, apenas do ser humano mas que, com certeza, se expressará de modo mais sofisticado neles.
Os testes de qi, o método mais popular e válido (porém incompleto) para mensurar a inteligência, o faz especialmente em relação aos valores cognitivos e quantitativos e não apenas isso porque muitos daqueles que os defendem contra os seus críticos mais inflamados e eu diria mais, mais "ideologicamente" enviesados, chegam ao ponto de afirmar que a inteligência é basicamente a cognição e que a personalidade ou psicologia se consiste em outro departamento.
Já rebati essa afirmativa muito popular entre os psicométricos umas trocentas vezes aqui no blog. Ao negligenciar a constante interação entre a cognição e a psicologia/personalidade, os psicométricos passam também a produzir explicações/desculpas para o porquê de tanta gente (cognitivamente) inteligente (geralmente com pontuações de qi acima de 120) cometerem tantos equívocos em relação às suas compreensões factuais mais importantes? E muitas destas explicações são na verdade "racionalizações" sobre o porquê de muitos indivíduos comprovadamente mais inteligentes no aspecto cognitivo demonstrarem problemas graves de compreensão factual e em especial em relação à espinha dorsal da macro realidade [tudo aquilo que mais importa].
Maior é a altura ou o tamanho, maior a queda
Sem o autoconhecimento sempre sendo trabalhado, nos tornaremos cada vez mais cegos em relação àquilo que vai contra as nossas crenças ou pontos de vista, em especial quando não forem factual e moralmente corretos. Em outras palavras, passaremos a usar nossas cognições para justificar aquilo que nossas psicologias julgaram como o correto, sem ter plena certeza. Quase sempre serão fatores morais que provocarão esta discordância entre expectativa pessoal e realidade. E aqueles que são muito cognitivamente inteligentes serão ainda mais vulneráveis a partir do momento em que suas capacidades psicológicas ou intelectuais/psico cognitivas estiverem aquém em comparação às suas capacidades cognitivas mais superlativas. Tal como a analogia do gigantismo, tem o tamanho, mas não tem a agilidade.
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
Sábios, libertos esquerdistas e conservas direitistas
Em relação ao conserva girondino, o sábio tende a ser o seu oposto em [falta de] sensibilidade emotiva/consciência estética. Em outras palavras, o sábio mais verdadeiro reúne em si a tendência de sensibilidade emotiva/consciência estética de muitos esquerdos jacobinos e ao mesmo tempo uma capacidade de controla-la e de redireciona-la, já que são as nossas emoções que julgam os padrões que estamos constantemente percebendo e interagindo nomeadamente os da espinha dorsal da macro-realidade.
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
Os "anti racistas' negam aos negro"s" [e a qualquer outro grupo] o seu próprio autoconhecimento ao menos em termos coletivos
Imagine que você é um cantor de fama local. Então em uma não tão bela noite você desafina feio porque decidiu interpretar algumas músicas do Ney Matogrosso, que exige o uso de falsete. Só que aí alguns dos seus amigos mais próximos, com pena de você, decidem enganá-lo, o elogiando. Apesar das críticas, você se convence que apenas os seus amigos que realmente apreciam o seu talento e continua, teimosa e inocentemente, a desafinar para a plateia. Os seus amigos mais próximos, por compaixão, decidiram mentir pra você.
Mas em realidade eles teriam sido mais eficientes e conclusivamente corretos se não tivessem mentido sobre a sua tentativa fracassada de cantar em falsete.
Agora aplique esse cenário ao mundo (((politicamente correto))) de atualmente. É o direito de "negro's'", "gays", não importa o grupo, saber o máximo possível sobre si próprios [em relação a essas identidades supra-enfatizadas], ao menos ou principiando por uma perspectiva coletiva, e negar-lhes esse direito, mesmo se fosse originalmente bem intencionado, se consiste em um verdadeiro crime moral, pois sem a consciência dos próprios defeitos ou vulnerabilidades, não há como evoluir.
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
O criativo é o seu próprio patrão. A diferença em relação ao típico mais inteligente
Nova e rapidamente as diferenças entre a criatividade, a inteligência/memória semântica e a racionalidade/sabedoria via 3 intelectualidades e usando aquele método capenga e gostoso de sempre de pseudo-comparação.
0 a 0,3-baixo
0,4-médio-baixo
0,5-médio
0,6-médio-alto
0,7 a 1-alto
Independência intelectual: 1,0
- Criatividade: 0,9/1,0 [geralmente insularizada ou específica]
- Inteligência/memória semântica: 0,5/0,6
- Racionalidade/sabedoria: 0,9/1,0
O criativo tende a ser o mais intelectualmente independente, ao menos em relação à sua área de fixação e de aprofundamento. O racional também tende a ser muito intelectualmente independente, mais do que o 'mais inteligente' típico porque assim como o criativo ele tende a ser mais perfeccionista, só que especialmente em relação à questões morais.
Honestidade intelectual: 1,0
- Criatividade: 0,6
- Inteligência/memória semântica: 0,4/0,5
- Racionalidade/sabedoria: 0,9/1,0
A partir do aprofundamento no auto-conhecimento, mais criativos e mais semanticamente inteligentes vão ''ficando para trás'' em relação aos mais sábios/racionais. Em relação à honestidade intelectual eu especulei inclusive que o típico ''mais inteligente'' tenderá a ser o menos honesto assim como também o criativo, ainda que este último tenda a ser especificamente sábio, como eu já comentei, em relação às artes, mas que também pode ser extrapolado para a criatividade, isto é, de maneira geral: o perfeccionismo, o capricho, a beleza geralmente específica do trabalho artístico e/ou criativo, encontrar-se-ão generalizados em relação à racionalidade e/ou à sabedoria. Em outras palavras, aquilo que, por exemplo, um artista de extremo talento, faz em sua arte, o sábio genuíno, ao menos, a priore, em termos ideacionais, fará de maneira generalizada, já que o raciocínio moral é naturalmente holístico.
Humildade intelectual: 1,0
- Criatividade: 0,4/0,5
- Inteligência/memória semântica: 0,5
- Racionalidade/sabedoria:0,9/1,0
Nas profundezas do auto-conhecimento, apenas a racionalidade/sabedoria que permanece no ''páreo''. Um dos comuns defeitos dos ''mais inteligentes'' é justamente a falta de humildade e de honestidade, intelectual e moral. Algo parecido ou até pior no caso da criatividade ainda que tenda a se dar de maneira paradoxal, porque as 3 intelectualidades são muito úteis aos mais criativos, mas geralmente concentradas em suas áreas de fixação e aprofundamento. De maneira geral, os mais criativos parecem reunir, em média, a falta de modéstia legítima dos mais semanticamente inteligentes, e as 3 intelectualidades dos mais sábios/racionais, só que aglomeradas em suas áreas de fixação/aprofundamento.
Enfim, outra ameba recém-saída de minha cabeçorra.