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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Um exemplo de relativismo moral/cultural e subsequente problematização

 Trecho do livro: Sapiens, Uma breve história da humanidade, de Yuval Harari, sobre uma tribo indígena, os achés: 


" ... caçadores-coletores que viveram nas florestas do Paraguai até a década de 1960.

 ... quando morria um membro importante do bando, eles costumavam matar uma menina e enterravam os dois juntos... quando uma mulher aché idosa se tornava um fardo para o resto do bando, um dos homens mais jovens se esgueirava por trás dela e a matava com um golpe de machadinha na cabeça. Um homem do grupo contou aos antropólogos curiosos histórias de seus anos dourados na floresta.

'Eu costumava matar as velhas. Matei minhas tias... As mulheres tinham medo de mim. Agora, aqui com os brancos, fiquei fraco'.

Bebês nascidos sem cabelo, considerados por isso insuficientemente desenvolvidos, eram mortos de imediato. Uma mulher se recorda de que sua primeira filha foi morta porque os homens não queriam mais uma menina no grupo. Em outra ocasião, um homem matou um garoto porque estava de mau humor e a criança chorava. Outra criança foi enterrada viva porque 'tinha aparência engraçada e fazia as outras crianças rirem' ...

No entanto, devemos ter cuidado para não julgar os achés de modo muito superficial. os antropólogos que viveram com eles durante anos relatam que a violência entre adultos era muito rara. Homens e mulheres tinham a liberdade de mudar de parceiros à vontade. Eles sorriam e gargalhavam constantemente, não possuíam um líder hierárquico e em geral rejeitavam as pessoas dominadoras. Eram muitíssimos generosos com suas poucas posses e não tinham obsessão por sucesso ou riqueza. As coisas que mais valorizavam na vida eram as boas interações sociais e as amizades íntimas. Viam a eliminação de crianças, doentes e velhos como muitas pessoas hoje em dia veem o aborto e a eutanásia. Vale notar também que os achés foram caçados e mortos sem piedade por fazendeiros paraguaios. A necessidade de escapar de seus inimigos provavelmente os levou a adotar uma atitude bastante dura com relação a qualquer um que pudesse representar a fraqueza do bando. 

A verdade é que a sociedade aché, como toda sociedade humana, era muito complexa. Devemos evitar sua demonização ou idealização com base num conhecimento superficial. Os achés não eram nem anjos nem demônios - eram humanos. Assim como os antigos caçadores-coletores."

Problematizando...

1. Todos os achés cometiam esses atos de extrema crueldade??? 

Bem, por esse trecho e os relatos contidos nele, nota-se que eram mais comuns de serem praticados por homens e que suas vítimas tendiam a ser do sexo feminino ou crianças... 

Todas as mulheres idosas achés que, por causa da idade avançada, apresentavam mais dificuldade para cooperar com o seu grupo, aceitavam o seu destino de serem assassinadas por homens mais jovens?? 

Provavelmente não. Perceba que, no relato do trecho, um homem, depois de dizer que "matou suas tias" revelou que "as mulheres tinham medo dele...".

É quase certo de se concluir que esses atos cruéis jamais seriam cometidos por indivíduos plenos de suas capacidades racionais.

Transtornos de personalidade, como a psicopatia e a sociopatia, provavelmente já existiam entre os seres humanos pré-históricos, assim como também em comunidades remanescentes de caçadores-coletores. Portanto, mesmo se fossem práticas ou comportamentos "endêmicos", não é possível justificá-los como "apenas cultural", se provavelmente outros membros do mesmo grupo não concordavam/concordam com os mesmos.

Como eu já comentei, em minha crítica ao modo com que o anacronismo histórico tem sido aplicado (tratado como sinônimo de relativismo moral),  concluir que atos de crueldade praticados em determinada sociedade, se do passado ou atual, são apenas parte de sua cultura é o mesmo que silenciar vozes que discordavam ou discordam dos mesmos, incluindo, em especial, suas vítimas. É exatamente o mesmo que reduzir a complexidade dessas sociedades a uma suposta conformidade social absoluta, mesmo em relação aos atos mais insensatos, tratando-os como se fossem "práticas culturais" triviais tal como tipos de dança ou técnicas de ornamentação. 

2. A maioria das pessoas que, atualmente, são favoráveis ao aborto e à eutanásia, jamais concordariam com esses atos. Primeiro, porque defendem, não pelo aborto em si, mas pela autonomia da mulher em relação ao seu próprio corpo, especialmente quanto à liberdade de poder praticá-lo quando achar necessário ou inevitável. Além disso, aborto não é exatamente o mesmo que infanticídio, ainda mais em casos como os de gravidez de risco ou por estupro. 

Segundo, em relação à eutanásia, é importante diferenciar assassinato de idoso, no sentido de geronticídio, que é o homicídio por causa da condição de velhice de um indivíduo, e de uma vontade do mesmo indivíduo em tirar a própria vida, quer seja por doença incapacitante ou outra razão que possa servir como justificativa, inclusive a própria velhice. 

Essa foi, com certeza, uma comparação infeliz, ainda que não discorde totalmente desse trecho, pelo que o autor escreveu. 

3. Por fim, temos uma tentativa de Yuval Harari, de justificar esses atos ao destacar que, 'fazendeiros paraguaios caçavam e matavam índios achés sem piedade e que, portanto, foram forçados a adotar uma atitude dura consigo mesmos'. 

Mas, o que uma menina qualquer, uma criança com um rosto diferente ou um bebê que nasce sem cabelo têm a ver com isso?? 

Nem nos casos de idosos e doentes, eu poderia apostar alto que era mais complexo do que acreditar que todos da tribo concordavam com os seus assassinatos, mesmo se ninguém expressasse sua discordância, porque mesmo na tribo mais isolada ou com o menor número de membros, é muito provável que não existe "unanimidade absoluta". E ainda me parece exagerado pensar que, apenas uma mulher idosa poderia causar tantos transtornos a um grupo a ponto de não restar outra alternativa a não ser matá-la. Duvido muito que ninguém lamentasse o assassinato de uma pessoa e de forma tão brutal, tal como nos casos relatados de crueldade nessa tribo indígena, e apenas por isso já pode ser um indicativo de que não havia ou não há absoluta concordância. Isso também significa que concepções praticamente universais de moralidade, tal como a empatia, a compaixão e a justiça, também existem em culturas ancestrais, da mesma maneira que existe a crueldade. 

... 

Será um tipo de falácia?? 

Eu até pensei em um termo pra ela: "generalização coletiva por ações individuais".

Tal como: alguns indivíduos de uma tribo cometem atos cruéis, recorrentes ou isolados. Logo, esses atos são práticas "culturais" ou da cultura, isto é, da tribo... 

Ou, na verdade, atos cruéis cometidos por indivíduos são só isso mesmo?? 

Até parece um tipo mais sutil de narrativa do "bom selvagem".

Como conclusão, como eu já comentei acima, não discordo de tudo sobre o trecho que selecionei deste livro porque, de fato, não podemos demonizar e nem idealizar sociedades culturalmente distintas das "nossas', mediante a complexidade cultural ou moral e intelectual envolvidas. Mas isso não significa que, então, devemos considerar tudo o que fazem, mesmo práticas recorrentes de crueldade, que não são atos individuais isolados, como "apenas parte de suas culturas", se o ideal seria de tratá-los pelo que são, atos cruéis ou racionalmente injustificáveis, e que foram ou são mais propensos de serem praticados por certos indivíduos do bando e não por todos ou por qualquer indivíduo. 

Também é muito importante ressaltar que, assim como os conhecimentos natural e técnico têm evoluído ao longo do tempo, por exemplo, a invenção da roda à invenção do ônibus espacial, o mesmo acontece com o conhecimento moral, complementado pelos saberes de outras disciplinas, de "deus castiga quem apresentar determinado comportamento" para "determinado comportamento é ou não é equivocado pelas seguintes razões objetivas".

Novamente, mesmo se todos de uma sociedade hipotética estivessem aparentemente conformados às suas regras sociais, essa conformidade é quase sempre mais superficial do que genuína, porque no interior de cada pessoa que vive nessa ou em qualquer outra cultura é esperado que existam níveis variados de concordância ao que é imposto, um longo e geralmente silencioso espectro de diversidade de opiniões e pensamentos. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

De novo e de novo, resumo repetitivo dos meus pensamentos sobre moralidade

A moralidade é, em seu princípio, subjetiva, porque só pode existir a partir de seres humanos/vivos, mas, pode se tornar objetiva se for baseada em fatos ou verdades, ou pela detecção de falácias, tal como a afirmação de que (todas) as mulheres são "inferiores" aos homens e que, então, precisam ser tratadas de acordo.


A moralidade não é apenas uma construção social humana, mas uma percepção primariamente subjetiva e relativa do que é considerado "certo", negociável e "errado". Isso significa que todas as espécies, mesmo as mais primitivas, apresentam "sistemas morais" análogos ao humano, baseadas em seus próprios contextos adaptativos e evolutivos.

Tal como a agricultura e a arquitetura ou engenharia não são invenções/atividades unicamente humanas, o mesmo para a moralidade.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Bolsonários... o lado podre da ''direita''...


''Esse cara precisa ser presidente deste país!! viva a família tradicional e as pessoas de bem!!''

Minha resposta

Então, gays não são pessoas de bem... A democracia é um erro quando a grande maioria das pessoas, direita e esquerda, não sabem raciocinar... não é porque a esquerda é essa histeria ou transtorno mental que a direita vai ser melhor. Na verdade a direita tem milênios de dominação e o que temos*** Pobreza, ódio, séculos e mais séculos de guerras, desprezo pela real inteligência, que é a sabedoria, domínio do capitalismo onde dinheiro vale mais que vidas.. A esquerda é uma reação, absolutamente crua, errada, concordo, mas é uma reação aos desmandos da linda direita, que tem reduzido este lindo e generoso planeta, em cidades industrializadas, trabalho semi-escravo, a mais absoluta ignorância reinando por séculos a fio e condenando gente de bem, de VERDADE, à uma vida de sofrimento desnecessário [escravidão, preconceitos super-generalizados]. A maioria das ''famílias tradicionais'' não parecem pessoas de bem, porque para sê-lo é necessário muito mais idealismo do que o brasileiro médio tem, é preciso sacrifício. Um exemplo REAL de pessoa de BEM, é aquela que, ao invés de rezar, ajuda o outro ou se sacrifica em prol do bem estar alheio mesmo quando não é um parente. A maioria da ''família tradicional'' ajuda quando é parente, quando é filho, se sacrifica por ele, porque se projeta nele, se esquece do resto e é capaz de passar por cima do outro, para que o seu filho possa ser bem sucedido, e em muitos desses casos, casar e manter o legado genético da ''família''. Aquele que tem grandes chances de dizer ''bacon É VIDA'', aqui, tentando ensinar sobre moralidade.


segunda-feira, 18 de junho de 2018

Culpa branca... preta, amarela...

Os conservadores são, em média, aqueles que mais celebram as suas culturas particulares ou modos de vida. E também são aqueles que, em média, quando cometem erros (sempre derivados desta interação fundamental entre o ser humano e a sua cultura, à priore individual), buscam racionaliza-los ou justifica-los, isso quando não passa batido sequer a consciência de autocrítica, sem necessariamente tê-la como subsequência. Claro, eles não são os únicos que agem assim, e os seus algozes ideológicos tem comprovado o quão universal pode ser a imaturidade humana. Mas não restam dúvidas de que sejam essas pessoas menos propensas a reconhecerem e a pedirem desculpas por erros morais já cometidos, diga-se, erros morais atrelados à moralidade universal. Eu também vou falar, ou melhor, reapresentar esse assunto no meu outro blog. Neste novo, com novo nome e nova proposta, se possível, todas as minhas ideias ou linhas de pensamento e também algumas mudanças, por exemplo, sobre os meus conceitos de moralidade objetiva e subjetiva. Decidi aprimora-los, acrescentando a moralidade primária, mantendo a subjetiva e substituindo a objetiva pela universal. 

Os conservadores, assim como a maioria da população, aliás uma redundância, já que eles são a maioria, apresentam essa tendência de ênfase predominante sobre as duas primeiras moralidades. A primária foi a primeira forma de moralidade a ter aparecido entre os humanos, basicamente emulando o comportamento hiper-pragmático de adaptação, muito comum se não característico no meio natural. Os seres humanos tendem a beber dessas moralidades, mas isso acontece tendenciosamente de modo variável, sendo que alguns (ou muitos) acabarão seguindo mais uma que as outras.

 Os mais realistas seriam, então, os mais adeptos da moralidade primária, que pode, com facilidade, se tornar falaciosa, especialmente quando adentra ao naturalismo, que eu preferi chamar de animalismo, a linha de pensamento que defende o comportamento preferencialmente oportunista ou amoral, com base no argumento que o ser humano por ser um "animal", deva se comportar como ''tal''. 

Outro grupo de conservadores se consistem naqueles que usam a religião como meio de ação moral. Eu decidi manter o termo moralidade subjetiva, mas, ao invés de antagoniza-lo à objetiva, diga-se, de modo tortuoso, achei melhor enfatizar pelo conceito mais central da subjetividade, algo que é vivenciado, produzido ou derivado do indivíduo. Bem no início da humanidade, construíamos os nossos valores (morais) com base em nossa conjugação adaptativa ao ambiente. Então, "começamos" a ter curiosidade por questões existenciais, nascendo a religião.  Este processo, muito provavelmente, começou com certa classe de pessoas antes de ter se tornado a regra nas comunidades. Portanto, parece que foram pessoas e grupos reduzidos que passaram a se perguntar e a responder sobre esta realidade que está muito além do alcance do consciência humana. A religião ou crença mitológica foi substituindo em partes a moralidade primária, na maioria das vezes disfarçando-a ou associando-a às suas distorções e incompletudes. Os mandamentos do ambiente foram sendo em partes substituídos pelos mandamentos do homem e para si mesmo. Quase todas as mitologias ou religiões tem fundadores que impõem os seus pontos de vista, daí o caráter subjetivo onipresente à elas. 

Se, quem acha que devemos "agir como animais (não-humanos)" mas que também tem um maior realismo quanto à natureza comportamental humana ou ao menos de suas origens, nós podemos chamar de realistas, aqueles que acreditam em mitologias, diga-se, distorções logicamente cavernosas que são usadas como explicações para as suas fundações e também para a própria realidade, eu achei apropriado denominar de surrealistas. 

Os moralistas primários são tendenciosamente insensíveis, logo eles serão deficientes na hora de buscar pelo melhor julgamento. Os moralistas surrealistas, pelo simples fato de "consultarem oráculos" para julgarem ou tomarem decisões morais (ainda que isso tenha uma base comportamental biológica), estarão não apenas moralmente tendenciosos mas também factualmente equivocados, mesmo que acertem em alguns pontos. Aliás este é o diferencial da moralidade universal sobre as outras já que busca acertar em tudo.

Breve histórico autobiográfico 


Quando eu comecei a me tornar consciente da realidade geopolítica monstruosa que o ocidente está a se afundar (ainda mais) passei a agir como um conservador típico mesmo não sendo um, chegando a ponto de justificar os muitos erros morais que "os" ocidentais tem cometido, e não apenas contra outros povos mas contra eles mesmos.


Acredito que, por causa da pouca idade ou talvez, pelo meu cérebro ainda em desenvolvimento. Então continuei com o processo de amadurecimento moral. Até cheguei a ter uns breves momentos de desvio para o surrealismo, ainda na infância, mas graças a..., eu não cheguei a afundar nessas fantasias absolutamente populares entre humanos.


Tipo de narrativa

Percebam que, quando aceitamos ou internalizamos certa narrativa hiper-coletivista, que reduz indivíduos, circunscritos aos seus espaços e tempos particulares, à peças atemporais e coladas das coletividades étnicas, ideológicas ou etc, a que também pertencem, passamos a encarar qualquer ato cometido por elas como se também fossem nossos, por exemplo, a escravidão de negros africanos por brancos europeus. Sim, eu disse qualquer ato, porque esta coletivização também pode acontecer no caso de realizações moral ou intelectualmente positivas.

Portanto, se ''os'' brancos ou, grupos de brancos [europeus], escravizaram grupos [demograficamente volumosos] de negros [africanos], do século XVI ao XX, e eu sou apenas este garoto, maroto, ''branco' [de 30], nascido no final da década de 80, então eu não tenho, à priore, nada a ver com isso, pois não fui ou não sou o causador literal deste macro-ato monstruoso. 

No entanto, isso ainda não significa que, eu não terei nada a ver com isso, porque ao ser um herdeiro indireto de atos cometidos por outros, dentro do meu nicho ecológico/cultural, então inevitavelmente me verei, de certo modo, associado a tudo isso, e o melhor a fazer, de início, é o de, aceitar esta realidade, mas sem me hiper-associar, como se, de fato, tivesse sido o responsável por toda esta presepada de bem antes do meu nascimento...

Culpar uma coletividade, qualquer coletividade, por atos sem nome = correto.

.. De preferência especificar essa coletividade buscando pelos causadores originais de tal ato, por exemplo, os tipos mais ''anti-sociais'', mais inclinados ao cometimento de atos absolutamente abusivos = MUITO correto.

Culpar indivíduos inocentes mesclando-os à coletividades resumidas = errado.

Agora pela perspectiva do indivíduo envolvido

Se culpar de modo literal por atos que nunca cometeu = errado

Culpar a sua coletividade histórica [uma de suas, diga-se, porque não pertencemos apenas à raças ou povos] por atos, de fato, cometidos = correto.

Buscar por especificidades causadoras de tais atos [o mesmo que a terceira possibilidade]: MUITO correto.


Voltando à conclusão... de sempre

O problema não é o branquelo ter consciência do passado de crimes morais cometidos por suas coletividades (nações, povos, religiões...) mas que apenas ele passe por isso. Aí sim, outra culpa estará sendo negligenciada.


Portanto, a autocrítica histórica por parte das próprias populações humanas é mais do que necessário, se nada mais é do que a manifestação primária da sabedoria, da filosofia em seu cerne. No entanto, impor esta dicotomia de cartas absolutamente marcadas, de opressor e oprimido, justificando tudo aquilo que o segundo faz, em especial se for contra o outro, e pior, colocando no mesmo rótulo de ''opressor'' quem definitivamente não o é, com certeza que funcionará como um conjunto de julgamentos absolutamente contrários aos ditames mais essenciais da filosofia aplicada, 

e é exatamente o que está acontecendo.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Ateu/agnóstico imoral, amoral, subjetivamente moral

Ateu imoral

''Não acredito em deus, logo eu faço o que eu quiser''


Hiper-egoísmo [afetivo/eu].

Ateu amoral/científico

''Não acredito em deus, logo, em nome da ciência, tudo ou quase tudo é permitido''


Insensibilidade racionalizada pelo pensamento hiper-lógico ou mesmo hiper-egoísmo [cognitivo/modo de sobrevivência].

Ateu moralmente subjetivo


''Não acredito em deus mas Karl Marx é um deus''


Apofenia sofisticada [mitologia cientificada] e tendências morais contraditórias ou incompletas.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

O processo progressivo de atomização dicotomizante da ciência em relação à filosofia e vice versa

Resultando em um hipo-funcionamento de ambas

Ciência: se afastou de sua base filosófica se tornando menos moral e mais mercantilista e ou prática.

Ciência burguesa//de elite (serve aos interesses da elite e não necessariamente pela busca da verdade dos fatos e o melhor uso deles (filosofia)).

Mal ou  uso limitado da moral para a fundação dos  seus valores éticos.

Filosofia: se afastou da ciência se tornando igualmente relativista no aspecto moral mas de natureza impraticável, excessivamente fenomenológica, ou mesmo rarefeita em termos de sabedoria prática.

Filosofia intelectualmente elitista e excessivamente periférica (fenomenologia), proto a falsa filosofia. 

Pseudo-filosofia elitista. Serve para diferenciar os "bons pensantes" dos "maus" formando uma elite desconectada do povo e de sua realidade e da realidade em si mesma. Também como uma elite proto-intelectual bem paga que dita as regras do pão e circo, mais do circo do que do pão [esta que caberia mais à ciência].


Não é será sempre "virtue signaling"

Eu, por exemplo, não posto assuntos relacionados aos direitos de dignidade básica especialmente para os animais não humanos domesticados tendo apenas como intuito mostrar aos outros o quão bondoso eu posso ser MAS fundamentalmente na esperança de que consiga chamar a atenção e tocar o coração de mais pessoas.

Por mais que também exista uma questão de orgulho/senso de superioridade envolvido, e é quase sempre inevitável que não se faça presente... aliás, muitos daqueles que nos acusam de ''virtue signaling'' são justamente os que tendem a se importar menos com a moralidade, especialmente a objetiva, diga-se, a que seria mais ''chatinha''.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Metáfora do potencial e do desempenho do ''produto'' sobre sabedoria e 'inteligência' .. ''inspiração'' a partir

Deste texto.

''Inteligência' = o tamanho, o POTENCIAL do carro.

Sabedoria = o DESEMPENHO do carro, independente do seu potencial.



ESPECIALMENTE em relação à capacidade intelectual.

Sábio = se engaja e geralmente é eficiente no pensamento em que se engaja, especialmente visando a moralidade objetiva, que é o fim inevitável que damos a qualquer fato [ou factoide/fato incompleto] ou valor.

''Mais inteligente' = se engaja em uma maior multitude de tarefas intelectuais, sem necessariamente apresentar uma grande eficiência na realização das mesmas, especialmente em relação à ''espinha dorsal da macro-realidade'', tendendo a ser invariavelmente qualitativo neste aspecto.

Excesso de ''racionalização'' quanto aos seus pontos de vistas.

''O produto que auto-melhora'' = sabedoria

''O produto de alto potencial...'' = ''inteligência'

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

A moralidade objetiva é a moralidade ou raciocínio existencial (cognitivo-moral ou comportamental) purificado das macro cadeias culturais de domesticação humana...

Em que, ao invés de intermediadores superficiais ou mais naturais, tal como o instinto pré-auto-analisado, o ser humano percebe e interpreta a realidade moral em que vive de acordo com o seu alcance perceptivo e da maneira mais completa e objetivamente pura possível.

Neste caso novamente precisamos diferenciar a moralidade subjetiva (deus disse que é assim que tem ser) da pseudo-amoralidade ou pseudo-niilismo moral pessoal, mais diretamente embebido de instinto e lógica do que de razão. Ou, àqueles que atribuem (ou culpam/justificam) as suas opiniões e atitudes moralmente e psico-cognitivamente incompletas, aos signos culturais que seguem, talvez possam ser tipos intermediários que, sentem vergonha de suas insensibilidades e buscam por meio de "sinalização de virtudes", religiosas ou ideológicas, justificarem as suas, praticamente, intratáveis capacidades para realizarem conjugações simples, que inevitavelmente terão como resultado mais correto o julgamento sábio, tendo como finalidade a verdadeira luz da razão, o espelhar perfeito tanto em relação aos fatos quanto em relação aos valores, que são àquilo que fazemos com os fatos.


Portanto, depois do instinto ''natural', quase sempre embebido por um ímpeto de combatividade intrínseca [visando à sobrevivência], e antes da domesticação, que nada mais seria que o deslocamento do instinto ''natural' para o ''modo social'', se encontraria a moralidade objetiva, com base em um processo de completude e/ou idealidade perceptiva, basicamente a sabedoria. Entre a amoralidade//imoralidade que define a cadeia alimentar não-domesticada, e a moralidade subjetiva ou incompleta.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Da insensibilidade à sensibilidade. Compreensão factual/hipo compreensão moral à compreensão moral/hipo compreensão factual

Quem enfatiza excessivamente por fatos e não por suas implicações morais até àquele vai pelo caminho oposto...

E claro, a sabedoria bem no meio deste espectro...

Aquilo que já comentei, sobre a desgraçada vantagem do psicopata//sociopata. Enfim, repeteco, uma constante neste blogue...

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Biologicamente, politicamente e intelectualmente corretos

Naturalismo--realismo/amoralidade adaptativa-lógica: biologicamente correto/ lógica natural

Moralidade subjetiva/surrealismo/senso comum: politicamente correto [para a direita ou para a esquerda] / lógica cultural

Moralidade objetiva/hiper-realismo--filosofia/bom senso: intelectualmente correto/ sabedoria.

sábado, 28 de outubro de 2017

Fatos brutos .... fatos morais/fatos manipulados

Fatos brutos/encontrados/existentes: equilíbrio bruto [todos os fatos tem como aspecto essencial o seu equilíbrio/ lógica física essencial ... se não, não existiriam].

Fatos morais/manipulados/esteticamente julgados: equilíbrio dilapidado de modo egoísta, localizado/incompleto ou completo/maximização do equilíbrio//sabedoria.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Um fato muitas interpretações e a mais correta de todas via camadas existenciais

Fato/existência = "homofobia" [perseguição sistemática contra indivíduos homossexuais; ódio irracionalizado]


Camada existencial hiper-realista ou existencialista = 


homofobia pode ser normal mediante uma perspectiva realista ou evolutivamente pragmática mas não é moralmente aceitável a partir da idealidade pós-cadeia alimentar =  

Moralidade objetiva =

Alguns pontos de vista/indivíduos estão mais moralmente precisos/corretos/abrangentes do que outros.

Camada existencial realista =


 Homofobia é normal = 

Amoralidade = 

Cadeia alimentar = 

''Ninguém'' está moralmente errado [ ;), aquilo que já comentei, quanto a este tipo de hipocrisia: ''moralidade pra mim, não pra você''].

Camada existencial social/surrealista = 


homofobia pode ou não ser normal, depende da cultura dominante = 

Moralidade subjetiva = 

Conformidade social.

Claro que, a partir de uma perspectiva moral/interacional, a ''interpretação' a partir da primeira camada existencial, a existencialista/hiper-realista, é a que está mais conclusivamente correta, a priore.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Refutando argumentos anti-vegetarianismo, ou melhor, anti-compaixão pelos ''animais'' não-humanos...

... e perdendo tempo, é claro, porque na maioria das vezes, basta que a pessoa admita em alto e bom som que: NÃO GOSTA OU NÃO TEM EMPATIA RECEPTIVA/BENIGNA O SUFICIENTE PARA TENTAR REDUZIR O NÍVEL CATASTRÓFICO DE SOFRIMENTO QUE A PESTE HUMANA INDUZ A BILHÕES DESSES INDIVÍDUOS...

Vamos à refutação ou tentativa, e espero que, bem sucedida.

Faz um tempo que tenho, invariavelmente falando, ''seguido'' no ''twitter'' este rapaz, porque descobri alguns brasileiros que ''retuítam'' as publicações de ''blogueiros hbd''. O link do blog dele está aí, como fonte. 

http://blog.elivieira.com/2010/04/12/por-que-nao-sou-vegetariano/

Sem mais delonguices...

Primeira parte

Tenho para mim que o problema começa com a terminologia. Senciência é um termo muito obscuro. Não descreve as coisas bem.
 Se se refere à recepção sensorial, no quesito do tato por exemplo um peixe é mais senciente que um bugio; no olfato um porco é mais senciente que um chimpanzé, na visão um lêmure de Madagascar é mais senciente que um musaranho-toupeira.

Se se refere à capacidade de processamento cortical ou à dor, a coisa fica complicadíssima. Para começar, a maioria das espécies animais sequer tem um córtex cerebral. Em nós e outros vertebrados existe um sistema nocirreceptor (uma parte do sistema sensorial dedicada a detectar a dor), mas este sistema não servirá como comparação para saber se a maioria das espécies animais sente alguma dor.

Pode-se argumentar, entretanto, que os animais usados na pecuária como gado de corte têm homologias de córtex e sistema nociceptor, o que é verdade. Vacas realmente podem sentir dor como nós.
Mas uma ética baseada apenas em homologias de nocicepção e processamento cortical é incompleta, mais tarde direi o porquê.


O que importa para o momento é que “senciência” é um termo de uma obscuridade inadmissível para tentar impor a outros uma conduta.

Acho que o termo senciência é muito fácil de entender. Dizer que é vago, ainda mais se consistindo em um termo bem claro, me parece um pouco desonesto ou inapropriado de se argumentar. Não é mais segredo que os ''animais'' não-humanos apresentem composições sensoriais discrepantes ou diferentes em relação à regra humana, que ''eu'' tenho determinado como a mais equilibrada. E que esse diferencial faça com que diferentes espécies sintam a realidade de maneiras igual e esperadamente distintas. Porém a senciência continua aí. Como eu sou um pseudo-a-proto-biologista ou biólogo [de boteco], então tentarei argumentar com base nos erros de racionalidade que forem sendo encontrados, e não necessariamente com base em conhecimentos na área, que eu não tenho ou que são demasiadamente insuficientes para que possam servir como argumentos.

 Tenho por mim que a sensação de dor seja quase-a-universal entre as formas de vida porque sinaliza perigo de morte ou de integridade do organismo/corpo, e acho que, o autor desse texto está baseando essa parte de sua argumentação na pré-condição ''ter córtex cerebral'' para ''ser capaz de sentir dor'' ou, mais especificamente, em relação ao tal ''sistema nocirreceptor''. Só que ele não explica...

mas este sistema não servirá como comparação para saber se a maioria das espécies animais sente alguma dor

... ao menos, logo depois dessa frase, que seria o ideal.

mais tarde direi o porquê

Resultado de imagem para sem paciência gif

fonte: sorriso falso

FALA AGORA PORRA!!!

O que importa para o momento é que “senciência” é um termo de uma obscuridade inadmissível para tentar impor a outros uma conduta.

Só que eu acho que você não conseguiu provar isso. 

Obscuridade inadmissível.

Se o termo estiver obscuro, e especialmente em relação a esse tipo de assunto, ok, também acho que é inadmissível que permaneça assim, só que eu acho que não é obscuro, é fácil de entender. Tão fácil quanto a principal razão para não ter empatia benigna por outras espécies.. especialmente as que foram ou que tem sido FRAGILIZADAS/escravizadas pelo ''homem''.

Uma dieta vegetariana é bem mais custosa financeiramente que uma dieta onívora [que vem sendo praticada na nossa linhagem há milhões de anos].

Quanto tá com MÁ VONTADE, tudo fica custoso...

Existem muitos custos financeiros potencialmente supérfluos. E alguns até muito polêmicos. Por exemplo: fingir que não estamos tentando enganar a seleção natural. Por que ao invés de: ''continuarmos a inventar'' remédios e tratamentos para uma babel de doenças, nós não passássemos a selecionar apenas os indivíduos mais saudáveis da espécie** [e claro, tentando aliar saúde biológica com saúde intelectual]. Sim, estou falando de eugenia. Os ''custos'' seriam muito menores porque a ocorrência de doenças seria muito menor, logicamente pensando. 

Também poderíamos pensar nos custos da ... homossexualidade ... sim, o autor desse texto é ''gay'', assim como eu.

Dieta vegetariana poderia ser analogamente comparada à continuidade da homossexualidade no seio da humanidade**

Ambas custosas, ''anti-naturais''... [tecnicamente] supérfluas* 

Eu não duvido nem um pouco que possam existir N maneiras de contornar ou solucionar o possível problema da onerosidade de uma dieta vegetariana e no mais, a partir do momento em que parássemos de comer ''carne'', e em escala ultra-industrial, quase insustentável, diga-se, os custos relacionados à essa dieta seriam reduzidos a eliminados. Pensemos na quantidade de água que é usada para sanar a sede do gado, antes que seja triturado. 

No mais, eu já pensei em uma solução pra-lá-de-original, para resolver essa macro-pendenga, e que se consiste no processo de diferenciação em graus de senciência entre os ''animais domesticados'' nas fazendas humanas [não falo dos seres humanos, ainda], mais ou menos explicado aqui nesse texto.

– os animais que comemos sintetizam, extraem e concentram em seus tecidos nutrientes essenciais que se formos extrair dos vegetais precisaremos ter um grande gasto energético com processamento industrial. Enquanto o refugo desse processamento é eliminado naturalmente e mais facilmente reciclável nos animais de criação [porque, apesar da inflação populacional que causamos, eles são parte de uma biosfera que evoluiu métodos de reciclagem eficientes por bilhões de anos], o lixo que seria gerado por nossa indústria que faria este trabalho seria de mais difícil reciclagem.


– os animais fazem o trabalho da indústria alimentícia bem melhor, porque sua economia fisiológica é resultado da seleção natural. Por isso, para alimentar a população mundial com todos os nutrientes essenciais, incluindo a vitamina B12, é bem mais barato [sustentando portanto mais vidas] usar o consumo de produtos alimentícios de origem animal.

A primeira parte desse trecho eu não consegui entender, até parece com uns textos meus, porque está mal explicado. Uma pessoa leiga, como eu, não vai entender isso, desculpe!

No mais, a principal razão para o vegetarianismo ''humanista'' é moral. Portanto o resto, custos e benefícios, que obviamente existirão, são secundários, a partir dessa perspectiva [moral]. Não estou dizendo que não são importantes, mas que fazem parte desse e de qualquer outro processo de mudança.

os animais fazem o trabalho da indústria alimentícia bem melhor, porque sua economia fisiológica é resultado da seleção natural.

Tradução para um português mais claro [não no sentido ét-nico, ;)], por favor. 



Fonte: https://foodfreedom.files.wordpress.com/2012/01/cow-torching.jpg

Será que tem algum ''argumento'' pra isso**

Dizer, como dizem os veganos, que comer animais é imoral, traz consigo algumas premissas tácitas, como por exemplo um absolutismo moral, como se saber o que é moral e imoral fosse tão objetivo quanto saber a que temperatura e pressão a água ferve.

Um homossexual dizendo isso...

Então como ele sabe que a homossexualidade não é imoral** 

Como SEMPRE estamos a falar sobre DESONESTIDADE intelectual.

Eu tenho tentado demonstrar que: SIM, existe sim muita métrica e lógica na moralidade ou no comportamento, de modo que é possível dizer que seja objetiva, tão objetiva quanto matar uma pessoa sem justa causa, ou outro ser vivo...

Não é bem assim. Fundamentos morais só existem na forma de postulados internos a escolas filosóficas particulares.

Subjetivização da moralidade, tão ''filosófico''...

 Eu já tentei explicar que existem dois tipos de moralidade: a objetiva ou universal e a subjetiva ou contextual. 

Fundamento moral será o imperativo categórico para os kantianos, será o cálculo de quantidade de dor e prazer para os utilitaristas, será a obediência cega a decálogos para fundamentalistas cristãos.

MORALIDADE OBJETIVA E SUBJETIVA, APRENDE!

Filosofia moral [também chamada de Ética, a área da filosofia que se dedica à investigação da conduta (ethos), e a partir disso o discernimento de que condutas são desejáveis ou indesejáveis] não é álgebra.

Essa eu não sabia hein* Vivendo e aprendendo.

Só que a moralidade principia pela LÓGICA, em condições ideais, se diferencia pela RACIONALIDADE, e em condições ainda melhores, se finaliza pela SABEDORIA. Pode não ter como símbolo-associativo principal os números, mas tem a proporcionalidade das ações e das reações dos elementos de interação, ou indivíduos, e isso é objetivo, tal como uma ''física do comportamento''.

É engraçado escutar de veganos que eu, por exemplo, seria imoral por comer carne, quando eles usam como premissas um termo obscuro (senciência) e uma ideia bastante simplória do que seria moralidade, filosofia moral ou ética.

O conceito dos veganos sobre moralidade, creio eu, não é SIMPLÓRIO porque é: SIMPLES, OBJETIVO e FULMINANTE. É simplório apenas pra quem se presta a justificar a própria falta de benignidade ou desprezo por outros seres e EM FAVOR de seu estômago faminto. 

Novamente, senciência é obscuro só pra quem quer justificar as suas ações embotadas de benignidade, seria melhor ter tentado passar de ignorante ''religioso'' porque pega muito mal usar certo conhecimento científico para justificar a malignidade e em escala industrial. É até ''simbólico'' comparar a chacina culinaresca de bilhões de seres DOMESTICADOS como uma espécie de estupro coletivo da natureza terrestre por essa peste em estado de metástase chamado ''humanidade''.

Eu poderia mostrar facilmente que observando certas acepções de “senciência” e “moral”, eu estou agindo perfeitamente bem, sendo “ético”, ao comer carne apenas de animais anencéfalos. Ou seja, eu posso achar na ética que estes veganos defendem uma justificação para continuar comendo carne.

Quando aspeia uma palavra, é porque tem...

Mas eu concordo nessa parte e até deixei acima uma potencial alternativa de resolução deste paradigma moral.

Existe uma assimetria de tratamento da biodiversidade animal aqui, e uma incongruência filosófica.
Comecemos pela assimetria. Levando em conta o mantra de “respeitem os animais”, eu como biólogo devo chamar atenção para o seguinte:

Por que ninguém tem dó das moscas que caem na sopa ou das lombrigas assassinadas com licor de cacau?

Aí é aquele papinho de ''carnista'': por que você não tem piedade em relação aos vegetais que come**

Sim, mais uma vez, a desonestidade intelectual caindo na sua sopa, porque supostamente a maioria dos carnistas são apaixonados por vegetais, plantas, pelo ''verde das matas'', não é** Não parece. 

Segundo que, sim, em condições SUPRA-ideais, o lógico seria ''abraçar'' a toda fauna e flora terrestre. Mas os nossos braços não são tão longos a ponto de fazê-lo e sem falar que muitos seres vivos não-humanos causam doenças a nós, de modo que, ter compaixão por um pernilongo, por exemplo, já se consistirá em um super-excesso, quase que uma rendição divina, só falta matar o matuto e cozinhar porque ele já desistiu da vida, porque o seu suicídio é lento e existencialmente colorido.

''Por que ninguém tem dó das moscas que caem na sopa**''

E por acaso você tem* 

Minha dó pelos homossexuais, sendo um, SE ESTENDE a qualquer grupo VITAL que estiver sendo exterminado, maltratado; SEM JUSTIFICATIVAS EXCEPCIONAIS para fazê-lo e ainda por cima QUANDO TEM ALTERNATIVAS.

Eu tenho tentado evitar varrer com força para não machucar as formigas que estão no chão... pode parecer um supra-excesso de zelo pela vida não-humana, mas é bem mais justificável do que ter compaixão por um pernilongo que azucrina os nossos ouvidos de noite e que ainda pode passar doença. Mesmo no caso de ''animais'' que possam passar doenças, e quase todos obviamente que terão algum potencial... há de se apelar para o BÁSICO da racionalidade, que é o de PONDERAR, ANALISAR E CRITICAR ANTES, e só depois começar a pensar em agir, claro, dependendo do nível de urgência, mas mesmo em casos urgentes, por exemplo, a matança de macacos em áreas protegidas do estado de MG, como ''solução'' para o surto de febre amarela.

Existem razões para salvar as Taenia spp. e outros animais nojentos, entre os quais presumo que estejam Necator spp., Ascaris spp., Tunga penetrans, Pulex irritans, Schistosoma mansoni, insetos das ordens Phthiraptera, Blattaria, Diptera, além de outros animais classificados como Annelida, Mollusca, Chelicerata, Platyhelminthes.
Por que estes invertebrados nojentos devem ser protegidos da extinção?

– Porque por estarem aqui neste planeta há milhões de anos, são parte do equilíbrio dos ecossistemas onde são encontrados naturalmente. A quebra desse equilíbrio pela extinção desses animais ameaça muitas outras espécies conectadas a eles, inclusive as que sustentam o ser humano.

Só que eles devem existir aos bilhões, NÃO ESTÃO SOB A MIRA HUMANA E NÃO FORAM DOMESTICADOS/FRAGILIZADOS PARA SERVIREM DE BANQUETE A BILHÕES DE GULOSOS INÚTEIS... [que por sua vez são geralmente usados como semi-escravos por parasitas inúteis].

Nem vou me dar ao trabalho de pegar o resto desta tentativa de argumentação, ainda que de fato tenha sido, fraca, diga-se, até mesmo porque percebo por essas palavras que o autor criou um ''strawman'' sobre os princípios morais e metodológicos do ativismo pró-vida. 

Por que o PETA, o vegan-power, e movimentos afins são ridículos?

– Porque doutrinam pessoas com falácias, porque agem de maneira assimétrica na conservação da biodiversidade (não se importando com os invertebrados nojentos aqui listados), porque demonstram grande ignorância sobre a biodiversidade, e porque acham que os direitos dos outros animais têm de ser defendidos passando por cima dos direitos humanos.

O exemplo de ''falácia'', logo acima na imagem. 

Sim, posso concordar que ''os'' veganos, vire e mexe, acabam produzindo argumentos fracos a falaciosos, mas o cerne da causa é impossível de ser totalmente destruída. Eles, muitas vezes, acabam agindo como os ''brancos nacionalistas'' e/ou pró-brancos, ao inventarem ou encontrarem trocentas razões que justificam a sua causa, se esquecendo da principal, do núcleo da causa, que é a razão mais forte, e infelizmente, acabam dando de frente com a estupidez humana e sua intratabilidade.

Tratada a assimetria, falemos da incongruência. 

Se deixarmos de abater estes animais para consumo, que vai ser deles? O ser humano fez foi favorecer o sucesso reprodutivo de espécies como Gallus gallus e Bos taurus. Sem nós, eles nunca seriam tão numerosos, não teriam a oportunidade de sequer nascer.

O autor teve uma certa audácia de inventar pré-condições IMPOSSÍVEIS de serem praticadas por qualquer um em relação a esse aspecto, como por exemplo, ter pena porque uma mosca caiu na sua sopa ou porque está comendo vegetais. Talvez na próxima vez ele argumente para que nós tentemos acabar com a cadeia alimentar, já que na mesma o sofrimento dos ''perdedores'' ou ''sem-sorte' é enorme. A principal finalidade não é a de ACABAR com qualquer sofrimento, que, infelizmente, seria e é impossível, mas de MINIMIZÁ-LO, em relação àquilo que ESTÁ AO NOSSO ALCANCE e começando por aquilo que ''TEMOS' CONTRIBUÍDO PARA SUSTENTAR, a matança e exploração macabramente industrial de bilhões de indivíduos não-humanos e NA MAIORIA DAS VEZES apenas por motivos SUPÉRFLUOS, sim, na maioria das vezes. 

O nível de ''benignitômetro'' do senhor Vieira parece que deu uma aumentada, hein** 

Sim, ele pergunta, creio eu, com um rio de lágrimas molhando as bochechas: o que será dos 'animais não-humanos' [totalmente de-vitalizados nos campos de extermínio que se transformaram ou que sempre foram as fazendas] acaso forem libertados de suas condições como ''fornecedores [involuntários] de alimento''**

 Se deixarmos de abater estes animais para consumo, que vai ser deles?

Só precisei pegar esta frase aí de cima...

Se você deixar de ser um escravo, o que vai ser de você**

Será que vai ter uma vida melhor** Hein*

Mistério no ar....

O ser humano fez foi favorecer o sucesso reprodutivo de espécies como Gallus gallus e Bos taurus. Sem nós, eles nunca seriam tão numerosos, não teriam a oportunidade de sequer nascer.

Esta é a parte mais absurda de todas.

É o mesmo que dizer que graças aos escravagistas os negros se tornaram bem sucedidos em termos reprodutivos. Mas a que PREÇO!!! 

Só se convence disso quem estiver procurando por QUALQUER argumento, de qualquer qualidade, para validar as suas ações afetivamente embotadas, eu diria mais, pouco sencientes. 

Nesta ética vegetariana, o que é melhor? Sofrer ou nunca ter existido?

Meu chapa, qualquer existencialista pode responder essa sua fantástica pergunta de apelo filosófico, e a resposta é tão óbvia...
No mais, como assim NUNCA TER EXISTIDO**

Em termos DOMESTICADOS é verdade que sem o ''homem'' eles não teriam surgido, mas é evidente que vieram de cepas ''selvagens'', de modo que a sua argumentação TAMBÉM nesse trecho parece ser totalmente descabida. 

Estariam alguns vegetarianos defendendo o direito de não existir?

Sem comentários para essa besteira acima.

Em conclusão, para não me estender demais, devo ressaltar que eu não defendo o sofrimento dos outros animais. Métodos de abate indolor são bem-vindos.

Mas... você quer continuar a comer a sua picanha sagrada de cada churras...

Mas alguns vegans/vegetarianos-moralistas estão querendo demais: a total e completa parada no consumo de produtos de origem animal. Isso é fanatismo, isso é doutrinação, isso é dogmatismo, isso é ser inflexível, parecem pastores pregando sua seitazinha por aí.

São tão pastorais como os ...

LGBT-XX-XY-XXY-X.... ad infinitum et al lem 

Também acho doutrinação e fanatismo FORÇAR GOELA ABAIXO que os homossexuais são ''normais'' ou ''úteis'' pra alguma coisa, oops, ;) 

Uma informação que não deve constar em filmes veganos como “A carne é fraca” nem nos blogs veganos que estão se multiplicando pela internet feito bolor em pão guardado:


Crianças recém-nascidas por volta dos 7 meses de gestação precisam do extrato de pulmões de porcos para conseguirem respirar.

E como é que isso foi provado, alguém me explica** 

extrato** como assim* 


Porque os pulmõezinhos delas não produzem os surfactantes (que evitam que o pulmão fique colapsado como um saco molhado por dentro), que são jogados fora quando se mata um porco. Há sintéticos, mas funcionam mal.

Então, é preferível salvar os porquinhos a salvar bebês recém-nascidos?

Além dos argumento-nojentozinhos de primário, aí de cima, praticamente todos!!! ... nosso amigo, o senhor Vieira, ainda faz questão de fazer chantagem emocional, e mais, SERÁ MESMO que sem isso as crianças humanas morrerão**

Como será que deve ser onde não existem porcos***

Algum milagre**

Ele fala 

PORQUINHOS

no diminutivo, ou no despreza-ativo... que bonitinho... 

Então as crianças judias e muçulmanas devem ser algum ''milagre'', sim, porque não comem carninha de porquinho, desde o nascimentozinho.

Não? Então é aceitável o abate de porcos para esse fim, não é?

Gente, como será que os índios devem ter sobrevivido sem porcos****

Então é melhor guardar certas ilações moralistas vegetarianas fanáticas, já temos muitos outros tipos de fanatismos prejudiciais na nossa sociedade para nos preocupar.

Vegetarianismo/veganismo virou fanatismo. 

Matar BILHÕES de animais não-humanos DOMESTICADOS/DOCILIZADOS/PEDOMORFIZADOS para alimentar BILHÕES de humanozinhos que só sabem: consumir, fazer intrigas, matar nas horas vagas, fazer MERDA, produzir muito lixo, inventar e acreditar em sistemas de crença estapafúrdios, amar ''celebridades'' [parasitas inúteis de luxo]... NÃO É fanatismo.

Então o fanatismo não deve ser tão ruim assim.

Na época da escravidão, aliás, de qualquer grupo, ERA e É fanatismo ser contra a mesma, porque o extremismo DEPENDE das condições do ambiente e EM RELAÇÃO aos seus princípios. O que é extremismo HOJE pode não ser amanhã. 

Provavelmente é FANATISMO/EXTREMISMO ser contra ''alá'' no Irã, sendo ''gay''. 

A velha máxima de SEMPRE.

Se acha que a moralidade ou a ética NÃO É EXATA ou OBJETIVA, então porque...... pois é!

Não há nada melhor para uma criança desnutrida comer do que um bom e suculento fígado. Vamos ficar gastando rios de dinheiro para extrair os mesmos nutrientes de um fígado em toneladas de plantas, em vez de ir pelo caminho mais fácil que é criar um herbívoro que faz isso por nós?

Agora é só apelo emocional barato gente!!

que é criar um herbívoro que faz isso por nós?

Ele não faz isso por nós, querido. 

Não há NADA melhor que uma criança nunca nascer desnutrida.

Se for verdade que é IMPOSSÍVEL para a MAIORIA dos seres humanos serem criados ou alimentados por dieta vegetariana, então a minha proposta tresloucada no link que deixei parece ser a melhor.

A Ética existe em função do ser humano, que precisa seguir uma vida tranquila sem remorsos do que fez ou fará (se bem que não é grande o número de pessoas que realmente tem essa preocupação, não entre políticos). Não me venha dizer que eu tenho que me sentir culpado pelo salaminho que comi hoje, quando eu mal digeri a minha incapacidade de fazer alguma coisa pelo menininho que me pediu esmola.

Agora ele JOGOU A TOALHA.

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

desculpem, ouvi de uma blogueira [amoral] que rir assim é coisa de ''mongoloide''.

Finalmente entendemos o porquê que o senhor Vieira não é vegetariano. Sim, porque ele ADORA UMA ''CARNINHA'' SUCULENTA. Não precisava fazer esse texto mediano em tamanho, bastava dizer isso que tava bom vil*

EU TAMBÉM, quando não era vegetariano, AMAVA ''carne''. Só que algumas pessoas tentam evoluir em vida, já outras, tentam evoluir em justificativas, e geralmente, é uma regra que, mesmo os melhores argumentos, os mais bem bolados, raramente funcionam contra um oponente que está mais moralmente certo, e não apenas PARA o oponente, mas também para aquele que tentou convencê-lo.

Quem disse que a ''ética'' existe em função do ser humano**

Quem disse que a ética não é como a álgebra, ou que, não é objetiva**

Sim, senhor. 

Não me venha dizer que eu tenho que me sentir culpado pelo salaminho que comi hoje, quando eu mal digeri a minha incapacidade de fazer alguma coisa pelo menininho que me pediu esmola.

Uma quase-confissão que: também sente culpado por isso, MAS prefere que os outros não lhe digam. 

O que que uma tragédia: anunciada, totalmente resolvível, tem que dicotomizar com outra**

Não tem não é*

Então os direitos dos trans não deveriam ser levados em conta enquanto não for solucionado o problema da desigualdade**

ANÃO, eles são ''humanos'', entendi.

Antes de sermos humanos, nós somos vida, recursos vitais finitos indiretamente renováveis. Antes de sermos uma categoria, nós somos todas, especialmente por sermos evolutivamente acumulativos ou ''mais evoluídos'' em especial em termos intelectuais, diga-se, o mais importante de todos. Essa paroquialidade de tratamento e de categorização taxonômica unilateral precisa acabar um dia.

Sistemas éticos absolutistas só servem aos dogmáticos, não aos céticos, e têm um saldo negativo para com a felicidade ao longo da história.

Eu já resolvi essa charada. Muito simples, quando um sistema ético absolutista for PERFEITO, e eu tenho tentado dar alguma pedante contribuição nesse sentido, não serão mais ''carne'' para os mais ''dogmaticamente equivocados''. 

Vi no final, na atualização, que o senhor Vieira mudou de opinião em relação a uma série de questões,

 por que eu não vi isso antes, aiiiiiinnn... 

enfim, talvez o leia quando o meu saco ficar cheio de novo, rezem!! Sim, e ele se auto-refutou [excessos de auto-se], ueeebaaa...










domingo, 27 de agosto de 2017

"Genealogia" das personalidades existencialistas

Existencial (estado "original" da mente humana, com carga excepcionalmente pequena de distrações)

geralmente pré- a -pós-cultural

pré-cultural: potencialmente escapista/idealista ideológico
pós-cultural: potencialmente hiper-realista/idealista ''não-ideológico'', ao menos as ideologias em voga.

Paradoxalmente o existencial pré-cultural tende a se tornar até mais hiper-cultural do que os sociais e tecnicistas, ou talvez, em especial quando está misturado com um dos dois. Nesse sentido poderíamos dizer que o existencial pós-cultural, que acaba renegando ou superando a fase de aculturação [de moralidade subjetiva], se consistiria no tipo decididamente mais característico, enquanto que o escapista se consistiria em um tipo decididamente mais misto. O mesmo para o realista, em que o realista mais característico, até poderia ser atrelado ao espectro da personalidade anti-social. 

O existencial/existencialista [especialmente o tipo mais puro] renega o mundo de competição em que vive.

Moralidade objetiva, especialmente para o existencial mais característico.

Realista (estado "animal" da mente humana, tendo apenas o instinto "original" ou pré cultural como "distração')


pré-hipo-cultural: é aculturado mas de modo menos intenso que nos dois tipos mais domesticados: social e tecnicista.

O realista, pelo contrário, o aceita, como eu já devo ter comentado, do tipo que se adapta com maior facilidade, até por ser menos apegado à moralidade, objetiva ou subjetiva.

Amoralidade a imoralidade.


Social e tecnicista (estados/instintos "domesticados" da mente humana)

hiper-culturais

As duas últimas parecem se consistir em sub divisões do realista só que o lado pragmático foi reforçado no tecnicista e o lado carismático foi reforçado no social.


Moralidade subjetiva.