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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Is the IQ test really the best way to assess someone's intelligence?

 The best way to analyze a person's intelligence is to conduct a comprehensive psychological, cognitive, and even "cultural" assessment. IQ tests, however well-designed, are like "quick tests" that provide a relatively accurate idea of ​​our quantitative intelligence levels but reveal nothing about qualitative aspects—specifically creative, rational, and emotional capabilities. They are particularly useful for comparing large groups of people but do not seem exceptionally comprehensive at the individual level. It is the difference between, for example, observing Earth from a spaceship and gradually getting closer to it. Nevertheless, such tests remain important within a comprehensive analysis. Yet, again, they offer only a preliminary idea of ​​our capacities and skills (developed abilities)—a starting point rather than a final conclusion.


There also seems to be a tendency to associate any mathematical application with objectivity, while assuming the opposite when such methods are not used. Yet, I see little difference between objectively perceiving that a person is more intelligent in certain domains and administering tests to derive numbers representing that person's performance.


The most common interpretations of cognitive test results attempt to flatten a "mountain range" of individual and comparative variations into a plain. It is as if—because Person X has an IQ of 140 and Person Y has an IQ of 110—Person X is absolutely more intelligent than Person Y. That is precisely the point! As long as qualitative aspects remain unevaluated, one cannot claim anything of the sort. Even if—or when—those aspects are assessed, and a significant performance gap is found across all domains, every "mountain" has its "lows" and "highs." Our intellectual performance cannot be reduced to a single test; we are constantly required to understand and adapt, navigating situations ranging from the trivial to the highly challenging.


Analyzing intelligence solely through quantitative aspects and regarding that assessment as complete is akin to... ...than to perform a "check-up" on half the systems that make up our bodies and define it as a complete check-up.

"O teste de QI realmente é a melhor forma de avaliar a inteligência de alguém?"

 A melhor forma de analisar a inteligência de uma pessoa é fazer uma análise psicológica, cognitiva e até "cultural', completa da mesma. Testes de QI, por mais bem construídos possam ser, são como "testes rápidos" que passam uma ideia relativamente apurada dos nossos níveis quantitativos de inteligência, mas não diz nada sobre os seus aspectos qualitativos, nomeadamente as capacidades criativa, racional e emocional. Eles são particularmente bons para comparar um grande número de pessoas, mas não parecem ser excepcionalmente abrangentes a nível individual. É a diferença de, por exemplo, observar o planeta Terra de uma nave espacial e de ir se aproximando cada vez mais perto dele. No entanto, dentro dessa análise completa, os testes também são importantes. Mas, novamente, eles nos dão uma ideia primária de nossas capacidades e habilidades (capacidades desenvolvidas), de um ponto inicial de referência e não exatamente de uma conclusão final.


Também parece existir uma tendência de associarmos qualquer aplicação matemática com objetividade e o oposto quando não apelamos para esse método. Pois eu não vejo grande diferença de perceber objetivamente que uma pessoa é mais inteligente em certos domínios e de aplicar-lhe alguns testes e extrair deles números que simbolizam o desempenho dessa pessoa.


As interpretações mais comuns que têm sido feitas a partir dos resultados dos testes cognitivos tentam reduzir uma "cordilheira" de variações individuais e comparativas a uma planície. Tal como se, fulano X tem QI 140 e fulano Y tem QI 110 (QI performance). Portanto, fulano X é absolutamente mais inteligente que fulano Y. Aí que está! Enquanto os aspectos qualitativos não estão estão sendo avaliados, não é possível afirmar nada próximo a isso. Mesmo quando ou se forem,e se for encontrado uma grande diferença de desempenho entre eles, em todos os domínios, toda "montanha" tem os seus pontos "baixos" e "altos". Os nossos desempenhos intelectuais não se resumem a uma prova, se a todo momento nós precisamos compreender e nos adaptar, desde as situações mais triviais até às mais desafiadoras.


Analisar a inteligência apenas por seus aspectos quantitativos e tomar essa avaliação como completa é o mesmo que fazer um "check-up" na metade dos sistemas que compõem nossos organismos e defini-lo como uma checagem completa.

The essence of human intelligence is wisdom... and IQ.

 Wisdom also consists of the basic—and therefore fundamental—capacity to discern what is true from what is not, as well as what is truly essential from what is frivolous, aiming to broaden one's understanding of reality for better survival and living.


Cognitive tests measure our capabilities—arithmetic, spatial, linguistic, memory, and (decontextualized) pattern recognition—which are vital facets of human intelligence. However, they do not assess creativity or wisdom, qualities fundamental to genius and intellectual discernment, respectively. This means it is entirely possible to score very high on these tests without being creative or "wise." While the facets of intelligence measured and compared by these tests manifest in specific activities or purposes when required, wisdom stems from the fundamental act of perception aimed at correct judgment, and is called upon during virtually every moment of interaction with reality.


Wisdom represents the ideal expression of the integrated functioning of human intelligence's various facets, whereas cognitive tests analyze them in isolation and out of context. It is akin to comparing the individual operation of components in an electronic device versus observing the device functioning as a whole. This applies even in less obvious instances—such as when an individual, through self-awareness, recognizes their own unsuitability for a particular activity.


Pattern recognition


One of the most basic—or fundamental—actions of intelligence is pattern recognition (the detection of repetitive behaviors characterizing phenomena, elements, and their expressions, as well as their levels of similarity and difference). Cognitive tests also measure this capacity, but in a decontextualized manner—using questions unrelated to real-world events—because, when interacting with various circumstances, our psychological predispositions play a highly influential and often detrimental role regarding the philosophical or wise pursuit of unequivocal truth. Due to our personalities and their constant interplay with our environments, we tend to—or risk—filtering information based on what instinctively suits us best, rather than simply recognizing facts and patterns; this information often varies in veracity, ranging from truths and half-truths to outright lies. Therefore, if IQ tests are essentially tests of pattern recognition, wisdom represents the real-world application of that skill—and, I regret to inform you, most people do not perform well in that regard. It is akin to comparing a driving test—which typically requires technical knowledge assessed through written and practical exams—with actual driving on the streets; the exam result does not always mirror reality. This is precisely the case with cognitive tests, as they yield many false positives: individuals who score highly yet prove to be passive, dull, and biased thinkers in practice, or who conversely engage in excessive divergent or overconfident thinking. It is much like the driver who passes the driving test with great scores but then speeds on the streets, disregarding traffic laws and endangering other drivers and pedestrians alike...

A essência da inteligência humana é a sabedoria... e QI

 A sabedoria também se consiste na básica e, portanto, fundamental capacidade de discernimento do que é verdadeiro e do que não é, assim como também do que é definitivamente essencial e do que é frívolo, visando ampliar a compreensão sobre a realidade para o melhor (sobre)viver.


Os testes cognitivos mensuram nossas capacidades: aritmética, espacial, linguística, de memorização e de reconhecimento de padrões (não-contextualizados), que são facetas muito importantes da inteligência humana. No entanto, não avaliam criatividade e nem sabedoria, que são fundamentais, respectivamente para a genialidade e para a sanidade intelectual. Isso significa que é totalmente possível pontuar muito alto nos testes e não ser criativo nem ''sábio''. Enquanto as facetas da inteligência que são mensuradas e comparadas por esses testes, se expressam em atividades ou finalidades específicas, quando são necessitadas, a sabedoria deriva do básico ato de percepção, visando ao melhor julgamento. sendo requisitada em praticamente todo momento de interação com a realidade...

A sabedoria é a expressão ideal do funcionamento integrado das facetas da inteligência humana, enquanto que, nos testes cognitivos, são analisadas de maneira isolada e descontextualizada. É o equivalente a comparar o funcionamento individual de peças de um dispositivo eletrônico e e vê-lo funcionar em sua integridade. Mesmo quando não aparenta, por exemplo, pelo autoconhecimento, um indivíduo reconhecer inaptidão para certa atividade.


Reconhecimento de padrões

Uma das ações mais básicas [ou fundamentais] da inteligência é a de reconhecimento de padrões (detecção de comportamentos repetitivos que caracterizam fenômenos, elementos e suas expressões; bem como seus níveis de similaridades e diferenças). Os testes cognitivos também mensuram esta capacidade, mas, descontextualizada, por meio de perguntas que não são baseadas no que acontece no mundo/tempo real, porque a partir da interação com suas múltiplas circunstâncias, nossas predisposições psicológicas assumem um papel muito influente e, frequentemente, deletério para a finalidade filosófica ou da sabedoria, de busca inequívoca pela verdade. Por nossas personalidades, em contextualização constante com os ambientes em que vivemos, temos a tendência ou o risco de, ao invés de reconhecermos fatos e padrões, filtrarmos as informações que, instintivamente, mais nos convêm, que podem e geralmente apresentam um nível variado de veracidade: de verdades, meias-verdades e mentiras. Portanto, se os testes de QI são testes, neste caso, para o reconhecimento de padrões, a sabedoria é sua prática no mundo real e, sinto/lhes informar que, a maioria das pessoas não se sai bem nela. É como comparar um exame de direção para tirar a carteira de motorista, que também costuma exigir conhecimento técnico, acessado por provas escrita e prática, e de dirigir pra valer nas ruas. Nem sempre o resultado do exame será espelhado na realidade. Este é o caso dos testes cognitivos, porque resultam em muitos falsos-positivos, de indivíduos que pontuam alto neles mas, na prática, mostram-se pensadores passivos, aborrecidos e tendenciosos ou, então,que exageram no pensamento divergente//autoconfiante. Do mesmo modo que tem muito motorista que passa com louvor nos testes de direção porém, nas ruas, anda rápido demais, desrespeitando as leis de trânsito, bem como a segurança dos outros motoristas e pedestres...  

IQ or multiple intelligences?

 Do you use your intelligence only to do math problems, solve geometry exercises, and write?


No, right?


You also use your intelligence in social/interpersonal relationships, in relation to yourself (intrapersonal/self-awareness), in relation to the environment, in creative or intuitive ways, to make moral judgments... or to play sports, right?


So, which of the two is more correct: IQ or multiple intelligences?


The theory of multiple intelligences is more comprehensive than the model proposed by the most orthodox proponents of IQ tests—not least because the capabilities "estimated" by those tests are already encompassed within it.


Tying one's shoelaces and reflecting on oneself are expressions of intelligence just as valid as writing essays or performing mathematical calculations.


However, this does not mean the theory is beyond criticism. In fact, the main criticism lies in the very name itself; we cannot consider every psycho-cognitive capacity as a distinct domain or "intelligence," as that would be akin to regarding each system of the human body as a separate organism ("multiple organisms").


That is why we should speak not of multiple intelligences, but of multiple *facets* of intelligence.


There you have it.


Human intelligence is multifaceted—or complex—rather than necessarily "multiple."


Cognitive tests have limited utility, yet they are efficient at what they set out to "measure" or estimate. It would be appropriate for their staunchest defenders to be more precise and humble in acknowledging their potential and strengths—but, above all, their limitations.


And what about the *g* factor?


Cognitive tests were originally designed to detect cognitive impairments rather than exceptional performance. Precisely for this reason, they generally "measure," estimate, and compare based on capacities or potential rather than skills—focusing on the baseline rather than the performance ceiling. IQ tests cannot predict whether an individual who scores highly on verbal tests will become a talented writer, because possessing a seemingly large or sophisticated vocabulary is not enough to achieve that goal. That is why, despite their strong correlative power—people with the highest test scores tend to be more intelligent, especially regarding the facets the tests evaluate—it does not seem possible to establish a perfect correspondence between test performance and real-world performance (for instance, regarding one of their major findings, the *g* factor). While it is true that most people who take IQ tests show little variation in their sub-test scores, this does not mean they will exhibit the same consistency of performance in the real world; human intelligence is far more than just what these tests "measure," given that we use it in every moment of our existence. For this reason, the multiple intelligences model—setting aside its basic semantic issues—seems better suited to representing it.


Once again: what is intelligence?


*A priori*, it is any act of recognizing (knowing) what is true or factual—whether to understand, identify, or predict elements, events, phenomena, or consequences; to categorize and distinguish them based on coherent criteria; or to successfully execute intended actions, adapt or remain flexible, and respond appropriately or logically.


Do not be surprised by my conclusion here: empathy is also a form of intelligence, provided it involves recognizing—or acknowledging—the emotional and cognitive or intentional states of others (which are, in themselves, "truths"). It is exactly like recognizing rain, distinguishing it from other phenomena, and reacting to it appropriately—in this case, perhaps by seeking self-protection.


If someone is crying in front of you, it is intelligent to recognize the reality of their emotional state—its cause, motive, reason, or circumstance—and to react appropriately; in that situation, an appropriate reaction would be one characterized by greater sensitivity. And this is not much different from feeling your hand burning and immediately trying to put out the fire. These are logical reactions based on the perception of facts or patterns.


Intelligence is not exclusively intellectual or reflective, as it can be channeled into physical action and also manifests at an instinctive level—especially in other species. In fact, the foundations of human intelligence are obviously instinctive. A bird’s flying prowess (and navigational skills) or a cat’s agility in jumping and performing acrobatic feats are not merely robotic expressions, despite their deeply ingrained nature. The main difference between us and these species, in this regard, may lie in the speed of reasoning applied to physical or practical tasks, and in the fact that their abilities are more limited compared to the diversity of tasks humans can learn. Engaging in any sport requires intelligence—whether to memorize the exercises, to concentrate during..their execution, as well as for quick thinking or improvisation in the event of unforeseen situations—factors that can be of utmost importance in protecting the athlete from injury.

Q.I ou múltiplas inteligências??

 Você usa a sua inteligência só para fazer contas matemáticas, resolver exercícios de geometria e escrever??


Não, né??

Você também usa a sua inteligência nas relações sociais/interpessoais, em relação a si mesmo (intrapessoal//autoconhecimento), em relação ao meio ambiente, de maneira criativa ou intuitiva, para fazer julgamentos morais... ou para a prática de esportes, né??

Mas, então, qual dos dois que está mais certo, Q.I ou múltiplas inteligências??

A teoria das múltiplas inteligências, por ser mais completa que o modelo proposto pelos defensores mais ortodoxos dos testes de QI, até mesmo porque as capacidades "estimadas" pelos mesmos já estão contidas nela.

Se amarrar os cadarços e pensar sobre si mesmo são expressões igualmente válidas de inteligência tanto quanto escrever redações ou fazer cálculos matemáticos.

No entanto, isso não significa que essa teoria não apresenta pontos passíveis de crítica. Aliás, o principal deles já se encontra em seu próprio nome, se não podemos considerar cada capacidade psico-cognitiva como um domínio próprio ou inteligência pois seria equivalente a considerar cada sistema do corpo humano como um organismo próprio ("múltiplos organismos").

Por isso que não podemos falar de múltiplas inteligências mas de múltiplas FACETAS da Inteligência.

Pronto.

A inteligência humana é multifacetada ou complexa e não necessariamente múltipla.

Os testes cognitivos apresentam utilidade limitada porém, eficiente quanto àquilo em que se dispõem a "medir" ou estimar, e seria de bom tom se os seus maiores defensores fossem mais precisos e humildes no reconhecimento dos seus potenciais, pontos fortes mas, especialmente, de suas limitações.

E o fator G??

Os testes cognitivos foram originalmente pensados para detectar deficiências cognitivas e não desempenho excepcional. Justamente por isso que "medem", estimam e comparam, geralmente, a partir de capacidades ou potenciais do que por habilidades, pela base do que pelo teto de performance. Os testes de QI não podem prever se um indivíduo com elevada pontuação nos testes verbais irá se tornar um escritor talentoso porque não basta ter um vocabulário aparentemente grande ou sofisticado para alcançar esse objetivo. Por isso que, apesar de seu ótimo poder correlativo (pessoas com as maiores pontuações nos testes tendem a ser mais inteligentes, especialmente nas facetas que eles avaliam), não parece ser possível estabelecer uma correspondência perfeita entre performance nos testes e no mundo real, por exemplo, quanto a um de seus maiores achados, o fator G. Pois se é verdade que a maioria das pessoas que têm os seus QI calculados apresenta baixa variação em suas pontuações nos sub-testes, isso não significa que expressarão a mesma homogeneidade de desempenho no mundo real, porque a inteligência humana está longe de ser apenas aquilo que os testes "mensuram", se a usamos a todo momento em que existimos. Por isso que o modelo de múltiplas inteligências, desprezando o seu problema semântico elementar, parece mais adequado para representá-la.

Novamente, o que é inteligência?

A priori, é todo ato de (saber) reconhecer o que é verdade ou fato, se para compreender, identificar ou prever elementos, eventos, fenômenos, consequências, de diferenciá-los por categoria e critérios coesos, na execução bem sucedida de ações previamente almejadas, de adaptação/ flexibilidade e de responder apropriada ou logicamente.  

Não se surpreenda com o que eu vou concluir aqui, mas a empatia também é inteligência se é o (re)conhecimento de estados emotivos e cognitivos/intencionais, alheios [verdades]. Exatamente como reconhecer (o que é) uma chuva, saber diferenciá-la de outros fenômenos e de reagir apropriadamente à ela, neste caso, podendo ser com o intuito de autoproteção.

Pois se uma pessoa está chorando na sua frente, é inteligente você reconhecer a veracidade do seu estado emotivo, causa, motivo, razão ou circunstância, e [re]agir de maneira apropriada, que nessa situação seria com mais sensibilidade. E isso não é muito diferente do que sentir a mão queimando e tentar apagar o fogo, imediatamente. São reações lógicas a partir da percepção de fatos//padrões.

A inteligência não é exclusivamente intelectual ou reflexiva porque pode ser canalizada para uso físico e também por se manifestar a nível instintivo, especialmente nas outras espécies. Aliás, as bases da inteligência humana obviamente são instintivas. A destreza do pássaro em seu voo (e habilidades navegacionais) ou do gato em seus pulos e estripulias não são expressões meramente robóticas apesar de suas aparências muito intrínsecas. A principal diferença entre nós e essas espécies, nesse aspecto, talvez esteja na velocidade do raciocínio associado à tarefas físicas ou práticas, e por serem mais restritas em comparação à diversidade de tarefas que o ser humano pode aprender. Toda prática de esportes requer inteligência. Para memorizar os exercícios, se concentrar durante a execução deles e para o raciocínio rápido ou de improviso no caso de imprevistos e que podem ser de extrema importância para proteger o atleta de lesões.

On High and Low IQ

 A higher or lower IQ is not exactly the same as better or worse intelligence.


A higher IQ suggests a greater capacity for accumulating and comprehending information and knowledge—that is, for handling complexity. Even so, it is important to emphasize that IQ tests measure potential rather than actual achievement. Therefore, a lower IQ tends to reflect a simpler form of intelligence, or a reduced capacity for accumulating and comprehending information and knowledge—or for dealing with complexity.


In any case, "simple" is not worse than "complex."


It depends.


Oversimplification and over-complexification are equally bad.


Being "less intelligent" refers more to being "cognitively simple" than to being "foolish"—if we define "stupidity" as an inability to comprehend or possess self-awareness (an ignorance of one's own limits and potential), even though this may correlate with cognitive simplicity. After all, there are many individuals with more complex intelligence who act stupidly—emotionally and/or intellectually—such as by fervently believing in fake news because they are unable to control their own cognitive biases.

Sobre altos e baixos de QI

 QI mais alto ou mais baixo não é exatamente o mesmo que melhor ou pior inteligência.


Um QI mais alto sugere uma maior capacidade de acúmulo e compreensão de informações e conhecimentos, isto é, de complexidade. Mesmo assim, é sempre importante ressaltar que os testes de QI são especialmente sobre potencial e não sobre realização. Portanto, um QI mais baixo tende a refletir uma inteligência mais simples ou uma menor capacidade de acúmulo e compreensão de informações e conhecimentos ou de complexidade.

De qualquer maneira, simples não é pior que complexo.

Depende.

Simplismo e complexismo são igualmente ruins.

O ser "menos inteligente" é mais no sentido de se ser "cognitivamente simples" e não "mais tolo", se a "estupidez" é a incapacidade de compreensão e também de autoconhecimento, de não saber sobre os próprios limites e potenciais, ainda que se correlacione com simplicidade cognitiva. Afinal, existem muitos indivíduos de inteligência mais complexa que agem com estupidez, emocional e/ou intelectualmente, por exemplo, acreditando em fake news com convicção, por serem incapazes de controlar seus próprios preconceitos cognitivos.

The cult of IQ tests versus the scientific method and reality

 Hypothesis: (all) individuals (deemed gifted) who score above 135 on IQ tests are "geniuses" (highly creative, insightful, perfectionistic, talented... with great potential for achievement...) and are mentally balanced...


Method: scientific...


(Lewis Terman's famous longitudinal study)


Around 1,500 Californian children who scored 135 or higher on IQ tests were selected to participate in a long-term study aimed at observing and analyzing their life trajectories into old age.


Result: they grew up to become, on average, professionally successful adults who were healthier and more socially adjusted than the general population. However, no disproportionate number of high-impact scientific, philosophical, or artistic achievements—or instances of "genius"—was observed within this group.


Note: two of the children who were rejected for scoring below the established threshold of 135 or higher went on to distinguish themselves as adults through exceptional creative achievements (William Shockley and Luis Alvarez)...


Despite these facts, a cult-like reverence for cognitive tests has been fostered—one clearly marked by misunderstanding and/or ignorance regarding human intelligence itself. Here is a simple list of the main dogmas or misconceptions held by those who worship IQ:


- There are no multiple "intelligences" / human intelligence is not multifaceted, or it consists solely of what cognitive tests "measure" and estimate (convergent learning potential);


-- IQ = intelligence;


-- Creativity is not a (psycho)cognitive sub-domain separate from convergent learning/memorization;


-- Gifted = genius;


- People with high IQs are [absolutely] more intelligent than people with average or low IQs; -- People with high IQs are "geniuses" precisely because of their scores;


-- People with relatively low scores on cognitive tests are "mentally deficient";


- If there are high-IQ individuals [the majority] who show no significant creative achievements throughout their lives, the reason is never a lack of potential for creativity *per se*, but rather society's fault or a lack of motivation;


- Only the main test scores matter, because differences in subtests are irrelevant;


- Due to the *g* factor, most people show little variation in their cognitive abilities...


What IQ fetishists think, in essence:


"A person who scores high to very high on cognitive tests is automatically a 'genius'."


Reality:


High scores on cognitive tests reflect, on average, greater capabilities regarding memory, verbal, arithmetic, spatial, and reasoning "intelligences," and/or convergent learning. Students who—in my parents' day—were called "nerds" for consistently getting the highest grades in school are also the most likely to score high on IQ tests, because both assessments focus on the same facets of human intelligence. There are exceptions to this rule—for instance, students who would score high on IQ tests but lack interest in what teachers are presenting and end up being more lax about their classroom performance, usually because they are self-motivated in their pursuit of knowledge and/or are ahead of their class level.


Creativity plays a decisive role in genius; thus, it is possible to be highly intelligent—depending on the specific set of abilities—without being particularly creative or becoming a "genius." However, every "genius" stands out precisely because of their creative achievements. Therefore, to identify individuals with the greatest creative potential—perhaps even at an extraordinary level—it might be better to focus on those who score highest on cognitive tests of divergent thinking and/or possess strong intrinsic motivation. Instead of just looking for "nerds," we should seek out all children and adolescents//adults who display intense passions—typically for specific fields like astronomy, the arts, history, or paleontology.

Culto aos testes de QI versus método científico e realidade

 Hipótese: (todos os) indivíduos (superdotados) que pontuam acima de 135 em testes de QI são "geniais" (muito criativos, perspicazes, perfeccionistas, talentosos... com grande potencial de realização...) e mentalmente equilibrados...


Método: científico...

(Famoso estudo longitudinal de Lewis Terman)

Em torno de 1500 crianças californianas, que pontuaram de 135 ou mais em testes de QI, são selecionadas para participar de um estudo de longo prazo que visa observar e analisar suas trajetórias de vida até à velhice.

Resultado: elas cresceram e, em média, se tornaram adultos profissionalmente bem sucedidos, mais saudáveis e socialmente ajustados do que o restante da população. Mas, não foi percebido neste grupo uma desproporção de realizações científicas, filosóficas e artísticas de grande impacto/relevância ou de "gênio"...

Detalhe: duas das crianças que foram rejeitadas por terem pontuado abaixo do limite estabelecido, de 135 ou mais, acabaram se destacando, quando adultas, por suas realizações criativas excepcionais (William Shockley e Luís Alvarez)...

Apesar destes fatos, tem sido fomentado um culto em torno dos testes cognitivos, obviamente marcado por incompreensão e/ou ignorância, e justamente sobre a inteligência humana. Eis aqui uma lista simples com os principais dogmas ou equívocos seguidos/cometidos por aqueles que cultuam o QI:

- Não existem múltiplas "inteligências" /a inteligência humana não é multifacetada ou é apenas aquilo que os testes cognitivos "mensuram" e estimam (potencial de aprendizado convergente);

--QI = inteligência;

--A criatividade não é um sub-domínio (psico)cognitivo separado do aprendizado//memorização convergente;

--Superdotados=gênios

- Pessoas de QI alto são [absolutamente] mais inteligentes que pessoas de QI médio ou baixo;

-- Pessoas de QI alto são "geniais" justamente por causa de suas pontuações;

-- Pessoas com pontuações relativamente baixas em testes cognitivos são "deficientes mentais";

- Se existem pessoas de QI alto [a maioria]  que não apresentam qualquer realização criativa relevante ao longo de suas vidas, a razão nunca é por não terem potencial para a criatividade per si, mas por culpa da sociedade ou, então, por falta de motivação;

- Apenas as pontuações nos testes principais que importam, porque diferenças nos sub-testes são irrelevantes;

- Por causa do fator G, a maioria das pessoas apresenta pouca variação em suas capacidades cognitivas...

O que os fetichistas de QI pensam, em essência:

"Uma pessoa que pontua alto a muito alto em testes cognitivos é automaticamente 'genial' "

Realidade:

Pontuações altas em testes cognitivos refletem, em média, maiores capacidades de memorização, de "inteligências" verbal, aritmética, espacial, de raciocínio e/ou aprendizado convergente. Estudantes que, nos tempos dos meus pais, eram chamados de CDFs, por serem os que, consistentemente, tiram as maiores notas na escola, também são os mais propensos a pontuarem alto nos testes de QI, porque ambas as avaliações estão focadas nas mesmas facetas da inteligência humana. Existem exceções a essa regra, por exemplo, de estudantes que pontuariam alto em testes de QI, mas que não se interessam pelo que é passado pelos professores e acabam se tornando mais desleixados quanto aos seus desempenhos na sala de aula, geralmente por serem mais auto-motivados na busca pelo conhecimento e/ou por estarem mais avançados em relação às suas classes.

A criatividade tem um papel decisivo para a genialidade de modo que, ainda é possível ser muito inteligente, dependendo para qual conjunto de capacidades, e não ser muito criativo ou de se tornar um ''gênio''. Mas todo ''gênio'' se destaca justamente por suas realizações criativas. Portanto, para buscar por indivíduos com maior potencial de criatividade, inclusive a nível extraordinário, talvez, fosse melhor focar naqueles com as maiores pontuações em testes cognitivos de pensamento divergente?? e/ou também associado a uma grande motivação intrínseca?? De, ao invés de apenas CDFs, de buscar por todas as crianças e adolescentes que apresentam paixões intensas (geralmente) por campos específicos: astronomia, artes, história, paleontologia ... ???

The "authority fallacy" is also a class-based fallacy

 Those in positions of "authority" overwhelmingly hail from—or belong to—the "upper social classes" or, at the very least, the middle classes. A constant appeal to (one's own) "authority"—primarily defined through bureaucratic channels, though even if it were determined by impeccable merit—suggests (according to those who cling to this fallacy) that individuals with less formal education, or those not in positions of authority, cannot freely debate or converse with those who are highly educated or hold "authority." It implies they are destined for a passive role—eternal subordinates listening to the commands and "teachings" of "chairs" often "self-selected" based on criteria way more subjective than they ought to be (especially in higher education), such as ideological compatibility and a propensity for absolute subordination to the field's "authorities," rather than a simple, fundamental, and genuine vocation (intrinsic motivation and talent). It acts as if one's level of education or authority—even when determined in a biased manner by non-objective criteria—were the deciding factor regarding the most crucial intellectual capabilities, particularly rationality, which is paramount in debates. It is evident, therefore, that true "authority on a subject" is not established solely or primarily by the professional hierarchy one has attained—even if that seems the most obvious metric, precisely because subjective gaps often influence that ranking. Rather, it is defined by the actual level of expertise or knowledge achieved, regardless of whether that aligns with the individual's social standing. And this level of knowledge encompasses not merely technical or specialized information, but also a developed capacity for logical-rational thought—a capacity that is, at times, even more important...

A "falácia da autoridade" também é uma falácia classista

 Aqueles em posição de "autoridade' são, em sua grande maioria, oriundos ou pertencentes às "classes sociais mais altas" ou, no mínimo, às classes médias. Um apelo constante à (própria) "autoridade', primariamente definida por vias burocráticas, mas mesmo se fosse por merecimento imaculadamente determinado, sugere, segundo esses mesmos que se agarram a essa falácia, que aqueles com menor escolaridade ou que não estão em posição de autoridade não podem debater ou conversar livremente com aqueles com maior escolaridade ou em posição de "autoridade', como se estivessem destinados a uma situação passiva, como eternos subalternos ouvintes aos comandos e aos "ensinamentos" de "cátedras" geralmente "auto eleitas" por critérios muito mais subjetivos do que deveriam ser, especialmente na educação superior, tal como uma compatibilidade ideológica e uma inclinação para a subordinação absoluta às "autoridades' do seu campo, ao invés de uma simples e básica vocação verdadeira (motivação intrínseca e talento). Como se o nível de escolaridade ou de autoridade, mesmo se tendenciosamente determinados por critérios não-objetivos, fosse determinante quanto às capacidades intelectuais mais importantes, principalmente a de racionalidade, a mais importante em contextos de debate. É, portanto, evidente que uma verdadeira "autoridade no assunto" não se faz apenas ou especialmente com base no nível de hierarquia profissional alcançado, mesmo que isso pareça o mais óbvio, e justamente pela falha de haverem lacunas de subjetividade contribuindo para determinar esse nível; que é basicamente o nível de verdadeiro expertise ou conhecimento alcançado, mesmo se não existir uma concordância com a posição social daquele que o possui. E desse nível de conhecimento, não apenas um conhecimento técnico ou específico, mas também uma capacidade desenvolvida de pensamento lógico-racional, em que, às vezes, é até mais importante...

domingo, 21 de junho de 2026

Educationalism versus Marketocracy

 Brazilian judges receive exorbitant salaries, in addition to enjoying other undue privileges, such as the famous "perks," and the privilege of being able to perform their profession very poorly without being exemplarily punished. The most recent examples in this year of 2026, of "leftist judges" using extremely subjective criteria to deliver their verdict: from the "LGBT and autistic judge" who ordered the arrest of a couple for 50 days for homeschooling their two daughters with exclusively erudite and religious culture, to the "feminist judge" who only condemned the stepfather who killed his girlfriend's, or wife's son,she, negligent and complicit, acquitting her because of "structural patriarchy"... Two great absurdities paid for with public money and which, until now, as I finish this text, have not received any adequate punishment. Believe me, it seems that many of those who claim to be "in favor of social justice" are not the ones who most criticize these privileges of the "elite" in the public service, and I believe there are two reasons to explain this great inconsistency. First, many of these self-proclaimed social justice warriors seek or aspire to be part of this same "elite." Therefore, it is a matter of simple and selfish self-interest, also in the sense of being able to exert power over the lives of others, as in the case of judges and lawyers. The second reason is that they believe, based on an educationalist belief, that "whoever studies more" deserves to receive a high salary, which is an absolutely meritorious matter... I only partially agree that those who "dedicate themselves" to "studying more" deserve to receive more, but not that they deserve to earn very high salaries that, moreover, come from taxpayer money. Before that, there is the merit of the professional quality provided, often falling short of what it should be in its ideal expression...


Right turn and marketocracy


So, if the left tends to remain silent about the privileges of the "elite" in public service (occasionally defending them), the right is not at all shy about defending the privileges of the economic "elite" or the "private service" (let's say), always defending the preservation or even expansion of their unfair economic advantages over the rest of the population, such as the right to the indiscriminate accumulation of money, without state intervention directing a portion of that money towards taxation, and the shameless exploitation of their employees' labor, with the belief or excuse that the generation of a country's wealth should always begin and be centralized at the top of the hierarchy: a kind of marketocracy, in which it is not the people but the mercantile "elite" and the business class who deserve to be served and favored first, also, it should be said, by The government itself, always leaving the working class in second place. In short, it over-naturalizes the incongruities of a system based on the fiction of financial mathematics, such as the absurd social inequalities of wealth and income (since money, in itself, is a symbol treated by convention as a naturalistically true reference of quantity)...

Educacionismo versus mercadocracia

 Juízes brasileiros recebem salários exorbitantes, além de também usufruírem de outros privilégios indevidos, tal como os famosos penduricalhos, e o privilégio de poderem exercer muito mal sua profissão sem serem exemplarmente punidos. Os exemplos mais recentes nesse ano de 2026, de "juízes de esquerda" usando critérios extremamente subjetivos para darem seu veredito: do "juíz lgbt e autista" que mandou prender um casal por 50 dias por educarem suas duas filhas em casa com cultura exclusivamente erudita e religiosa, até à "juíza feminista" que condenou apenas o padastro que matou o filho de sua namorada ou esposa, omissa e conivente, absolvendo a mesma por causa do "patriarcado estrutural"... Dois grandes absurdos pagos pelo dinheiro público e que, até agora, enquanto finalizo esse texto, não receberam qualquer punição à altura. Pois acredite em mim mas parece que muitos daqueles que se dizem "a favor da justiça social" não são aqueles que mais criticam esses privilégios da "elite" do serviço público e eu acredito em duas razões para explicar essa grande incoerência. Primeira, de que muitos desses autodeclarados justiceiros sociais pleiteiam ou aspiram fazer parte desta mesma "elite". Portanto, se trata de um auto interesse simples e egoísta, também no sentido de poderem exercer um poder sobre as vidas dos outros, tal como no caso de juízes e advogados. Segunda razão é a de que acreditam, com base em uma crença educacionista, que "quem estuda mais", merece receber um alto salário, que é uma questão absolutamente meritória... Eu concordo muito parcialmente que, aquele que "se dedica" a "estudar mais" mereça receber mais, mas não que mereça ganhar salários muito altos e que ainda por cima são oriundos dos impostos do contribuinte. Antes disso, tem o próprio mérito da qualidade profissional prestada, frequentemente aquém do que deveria ser em sua expressão ideal... 


Direita volver e a mercadocracia 

Então, se a esquerda tende a se omitir sobre os privilégios da "elite" do serviço público (ocasionalmente defendendo-os), a direita não é nem um pouco acanhada em defender os privilégios da "elite" econômica ou do "serviço privado" (digamos assim), sempre defendendo para que conservem ou mesmo expandam suas vantagens econômicas injustas sobre o restante da população, tal como pelo direito ao acúmulo indiscriminado de dinheiro, sem a intervenção do estado direcionando uma parte desse dinheiro para a tributação, e pela exploração despudorada da mão de obra dos seus empregados, com a crença ou desculpa de que a geração de riquezas de um país deve sempre começar e se centralizar no topo da hierarquia: uma espécie de mercadocracia, em que não é o povo e sim a "elite" mercantil e a classe empresarial que merecem ser atendidas e agraciadas primeiro, diga-se, também pelo próprio governo, deixando a classe trabalhadora sempre em segundo plano. Enfim, de super naturalizar as incongruências de um sistema baseado na ficção da matemática financeira, como as desigualdades sociais absurdas de patrimônio e renda (já que o dinheiro, por si mesmo, se trata de um símbolo tratado por convenção como uma referência naturalisticamente verdadeira de quantidade)... 

About Professor Girafales and the depressing reality of many teachers

 Intellectual and moral arrogance


Professor Girafales is one of the most beloved characters in the Mexican sitcom Chaves/El Chavo del Ocho, an intergenerational audience phenomenon in Brazil and other Latin American countries. Represented as a typical teacher dedicated to his profession, serious and empathetic with his students, Bolanhos also displayed less flattering traits generally associated with the "educating class," specifically the marked presence of a sense of intellectual and moral arrogance, as if working in education automatically conferred privileged intelligence and discernment, and not that, a priori, these were independent of how deeply embedded one is in a professional field, even one most intimately linked to knowledge. Because there are many times when Professor Girafales, or "Professor Sausage," makes unnecessarily derogatory comments, especially regarding the staintless Seu Madruga/Don-Ramon, because he is the character with the lowest level of education...


This complete portrait of a typical teacher, created for entertainment purposes, shows us what we can perceive in the real world from many of them: social charisma associated with an arrogant feeling of being more cultured and morally superior to others simply by practicing the profession and not by consistent evidence; a constant and fallacious appeal to authority, If the existing evidence actually corroborates an irregularity between expectation and reality in this context. For example, the expected expertise of professors in relation to their area of ​​specialization, which is not confirmed for many of them, especially those who dedicate themselves to "teaching" humanities, these literally taken over by a majority of pseudo-scientists, proto-scientists and pseudo-intellectuals, or false philosophers, because they are extremely biased to the "left" on the political-ideological spectrum and, therefore, very partial and subjective in their lines of reasoning... If what is also notorious among a disproportion of "educators," whether directly or indirectly related to their areas of activity, is the uncritical embrace of predominantly senseless ideologies because they are not based solely on evidence, facts and/or considered arguments, but rather, because they are primarily based on distortions of objective truth, resulting, for example, in the voting pattern of this class, very biased towards certain political parties, even when these demonstrate incompetence, corruptibility and senselessness at levels higher than the of their adversaries, in achieving this feat... This constant incongruity between many of those supposedly possessing greater wisdom and how they behave in decisive moments of public and democratic life, as well as how they position themselves in other situations, such as when they celebrate dictatorships and their dictators simply because they supposedly share the same ideologies they follow and believe in, while claiming to be totally in favor of democracy...

Sobre o Professor Girafales e uma realidade deprimente de muitos professores

 Arrogância intelectual e moral 


O Professor Girafales é um dos personagens mais queridos do seriado mexicano Chaves, fenômeno intergeracional de audiência no Brasil e em outros países da América Latina. Representado como um típico professor dedicado à sua profissão, sério e empático com os seus alunos, Bolanhos também não deixou de mostrar traços menos lisonjeiros geralmente associados à "classe educadora', especificamente a presença marcante de um senso de arrogância intelectual e moral, como se o fato de trabalhar na área da educação conferisse automaticamente uma inteligência e um discernimento privilegiados, e não que, a priori, os mesmos independessem do quão inserido em um ramo profissional, mesmo o mais intimamente atrelado ao conhecimento, se está. Porque não são poucas as vezes em que o Professor Girafales ou "Professor Linguiça" faz comentários desnecessariamente depreciativos, especialmente em relação ao inoxidável Seu Madruga, por esse ser o personagem com o nível de escolaridade mais baixo... 

Esse retrato completo de um típico professor feito para fins de entretenimento, nos mostra aquilo que podemos perceber no mundo real por muitos deles: o carisma social associado com um sentimento arrogante de se achar mais culto e moralmente superior aos outros apenas por exercer essa profissão e não por evidências consistentes; um apelo constante e falacioso à autoridade, se as evidências existentes, na verdade, corroboram para uma irregularidade entre expectativa e realidade nesse contexto. Por exemplo, o esperado expertise do professorado em relação à sua área de especialização, que não se confirma para muitos deles, especialmente os que se dedicam a "ensinar" ciências humanas, estas literalmente tomadas por uma maioria de pseudo cientistas, proto cientistas e pseudo intelectuais, ou falsos filósofos, por estarem extremamente enviesados à "esquerda" no espectro político-ideológico e, portanto, muito parciais e subjetivos em suas linhas de raciocínio... Se o que também é notório entre uma desproporção de "educadores', se direta ou indiretamente relacionado com as suas áreas de atuação, é o abraço acrítico a ideologias predominantemente insensatas por não serem baseadas apenas por evidências, fatos e/ou argumentos ponderados, até pelo contrário, por serem primariamente baseadas em distorções da verdade objetiva, resultando, por exemplo, no padrão de voto desta classe, muito tendencioso a certos partidos políticos, mesmo quando estes demonstram incompetência, corruptibilidade e insensatez a níveis mais altos que os dos seus adversários, de conseguirem essa proeza... Essa incongruência constante entre muitos dos supostos detentores de mais sapiência e de como se comportam em momentos decisivos da vida pública e democrática, também de como se posicionam em outras situações, como quando celebram ditaduras e seus ditadores apenas por serem supostamente das mesmas ideologias que seguem e acreditam, enquanto se dizem totalmente a favor da democracia... 

sábado, 13 de junho de 2026

"Your vote is worth the same as theirs."

 And a major problem with this primarily logical and correct thinking


Among the many weaknesses of a modern democratic system is the equivalence of importance of the individual vote, in which people with disparate levels of intelligence, most directly reflected in levels of general and technical knowledge, but also and especially in capacity for moral discernment, have exactly the same voting power. In other words, the vote of a chronically ignorant or foolish person is worth the same as the vote of another person who is in a completely opposite intellectual situation. But this is not the most correct way, because there should be a way to correctly systematize these individual differences and establish a differentiation in the weight of the vote at decisive moments, such as in elections or plebiscites; after all, the opinions of those who develop them in a more rationally adequate way are worth more than those who do not. It's quite simple. It would be the fairest thing. This would be yet another mechanism to control the most natural fallacy of democracy, which can turn it into a dystopia I've termed "democracism," that is, systematically considering the "opinion of a majority" as the "most correct opinion."


But there's a potentially major problem that hinders the practical viability of this reasoning, which would be, in a realistic scenario, the criteria used by those in power and motivated to establish these changes...


What I mentioned above seems to me the most correct: to have the criterion of rationality or common sense as the most important, as it is the most logically relevant in this discussion. However, it seems common, at least to me, to see on social media those who criticize the established equalization of individual voting power either not considering this criterion or leaving it vague about what it would be... It also seems common for many, driven by educationalist beliefs, to point to the level of "education" achieved as the most important criterion in this hypothetical change. However, being more "educated," precisely in the sense of having more years of schooling or being at higher levels in the hierarchy of the educational system, is far from automatically reflecting an individual's level of common sense. And this seems to be the most common thought: if the equalization of individual voting power is to be ended, then it should be done between those with and without a degree. But this is not just my opinion or supposed prejudice against academia, because, in fact, among the "more educated," there is a significant portion that, to begin with, should not have been awarded degrees or should not have been awarded degrees in the areas in which they "specialized." And that's without even getting into the capacity for moral. discernment. And this is especially true in the humanities, dominated by cliques of pseudoscientists and/or pseudo-intellectuals extremely biased to the left on the political-ideological spectrum. Therefore, ideally speaking, if the end of the equalization of individual voting power were instituted, the most important thing would not be to give more weight to the vote of those who "studied more" because, in reality, often this "studying more" does not mean that the person has acquired more wisdom, quite the opposite... Returning to the conclusive redundancy of this text, the ideal would be, based on a generalized analysis of people's rational capacity, better reflected in values, beliefs, and behaviors in the medium and long term, that the establishment of unequal weight to the individual vote be based on this criterion and not on any other less precise criterion for evaluating the capacities specifically required in this context, such as the superficiality of a typical academic "education"...


But how would that work??


If I have demonstrated, over time, that I am more sensible, the weight of my vote should be worth... twice or more the weight of a vote from someone who proves to be quite reckless. However, another major problem with the practical viability of this change is that there simply isn't any social system for evaluating these abilities and applying them in real political contexts, because no one has ever really thought about creating something like that, due to the enormous popularity of myths about human morality and intelligence that continue to perpetuate themselves as absolute truths of common sense, such as the idea that everyone has the same potential for free will... As a result, before even thinking about establishing a disparity in individual voting power, it would be necessary to create a system that could evaluate the required abilities; in other words, literally to create a new evaluative and selective culture of merit, and I have already written about this, that this meritocracy proposal would also be ideal in any type of professional evaluation, since it is precisely the absence of a filter for rationality and, therefore, also moral discernment, that leads to many professionals of very poor quality..and acting in the most diverse branches of social life and causing all sorts of harm. But for this to become possible, the existing social system itself would first have to be in the hands of precisely the most rationally competent, an ideal scenario quite distant from our current reality.

"O seu voto vale o mesmo que o deles"

 E um grande problematizador desse pensamento primariamente lógico e correto 



Das muitas fraquezas de um sistema democrático moderno, está a equivalência de importância do voto individual, em que pessoas com níveis díspares de inteligência, mais diretamente refletidos em níveis de conhecimentos, gerais e técnicos, mas também e especialmente em capacidade de discernimento moral, apresentam exatamente o mesmo poder de voto. Em outras palavras, o voto de uma pessoa cronicamente ignorante ou insensata vale o mesmo que o voto de outra pessoa que mostra-se em situação intelectual completamente oposta. Só que isso não é o mais certo, porque deveria haver um modo de, corretamente, sistemizar essas diferenças individuais e de estabelecer uma diferenciação no peso do voto em momentos decisivos, tal como em eleições ou plebiscitos, afinal, as opiniões de quem as desenvolve de maneira mais racionalmente adequada valem mais do que de quem não o faz. É bem simples. Seria o mais justo. Seria mais um mecanismo de controle da falácia mais natural da democracia que pode torná-la uma distopia, que eu denominei de democracismo, que é a de sistematicamente considerar a "opinião de uma maioria" como a "opinião mais certa". 

Mas tem um problema potencialmente grande que dificulta a viabilidade prática desse raciocínio que seria, em um cenário realista, os critérios usados por aqueles no poder e motivados a estabelecer essas mudanças....

O que eu comentei acima me parece o mais certo: ter o critério da racionalidade ou sensatez como o mais importante, por ser o mais logicamente relevante nessa discussão. Mas, parece comum, pelo menos pra mim, ver, em redes sociais, quem critica a equalização estabelecida do poder de voto individual, não ter em mente esse critério ou então deixarem vago sobre qual seria... Também parece ser comum, muitos, tomados por crenças educacionistas, apontarem para o nível de "educação' alcançado como o critério mais importante nessa hipotética mudança. Porém, ser mais "educado", exatamente no sentido de ter mais anos de escolaridade ou de estar em degraus mais altos na hierarquia do sistema educacional, está longe de, automaticamente, refletir o nível de sensatez de um indivíduo. E é justamente esse que parece ser o pensamento mais comum, de, se for para acabar com a equalização do poder de voto individual, então, que se faça entre aqueles com e sem diploma. Mas não é apenas um achismo meu ou suposto preconceito contra a academia, porque, de fato, entre os "mais educados", existe uma parcela expressiva que, só para começo de conversa, não deveria ter sido diplomada ou não nas áreas em que se "especializaram". Isso que nem adentramos nas capacidades de discernimento moral. E isso é especialmente verdadeiro nas humanidades, tomada por panelinhas de pseudocientistas e/ou pseudo intelectuais extremamente enviesados à esquerda no espectro político-ideológico. Portanto, o mais importante, idealmente falando, caso o fim da equalização do poder de voto individual fosse instituído, não seria de estabelecer mais peso ao voto de quem "estudou mais" porque, na realidade, muitas vezes esse "estudar mais" não significa que a pessoa adquiriu mais sabedoria, até o oposto disso... Voltando à redundância conclusiva desse texto, de que o ideal seria de, a partir de uma análise generalizada sobre a capacidade racional das pessoas, melhor refletida em valores, crenças e comportamentos a médio e longo prazo, que o estabelecimento de peso desigual ao voto individual fosse com base nesse critério e não com base em qualquer outro critério menos preciso de avaliação das capacidades especificamente requisitadas nesse contexto, tal como pela superficialidade de uma típica "educação" acadêmica... 

Mas como seria??

Se eu tenho demonstrado, ao longo do tempo, que sou mais sensato, o peso do meu voto deveria valer 2x ou mais o peso do voto de uma pessoa que se mostra bastante insensata. Porém, outro grande problematizador de viabilidade prática dessa mudança é que simplesmente não existe nenhum sistema social de avaliação dessas capacidades e aplicação das mesmas em contextos políticos reais, porque nunca se pensou realmente em criar algo do tipo, por causa da enorme popularidade dos mitos sobre moralidade e inteligência humanas que continuam se perpetuando como verdades absolutas do senso comum, tal como de que, todos apresentam o mesmo potencial de livre arbítrio... Como resultado, antes de sequer se pensar em estabelecer um desnivelamento do poder de voto individual, seria necessário criar um sistema que pudesse avaliar as capacidades requisitadas, em outras palavras, literalmente de criar uma nova cultura avaliativa e seletiva de mérito, e eu já escrevi sobre isso, de que essa proposta de meritocracia também seria ideal em qualquer tipo de avaliação profissional, se é justamente a ausência de um filtro por capacidades de racionalidade e, portanto, também de discernimento moral, que existem muitos profissionais de péssima qualidade atuando nos mais diferentes ramos da vida social e causando toda sorte de prejuízos. Mas para que se tornasse possível, haveria de, primeiro, que o próprio sistema social existente estivesse nas mãos justamente dos mais racionalmente competentes, um cenário ideal bastante distante de nossa realidade corrente.