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domingo, 28 de janeiro de 2018

O ser humano médio tem ao mesmo tempo, de maneira bem mais moderada: a natureza hiper-localizada de talento do portador da síndrome de Savant...

... e também, o que propus, invariavelmente falando, parte da tendência de natureza dos ''polímatas': muito bons em ''tudo'', menos no que é o mais importante DE tudo, no autoconhecimento...

Portanto, a maioria dos seres humanos são

ilhas de excelência, comparativamente objetiva [com os demais] ou subjetiva [em relação a si mesmo]... em um oceano de gradações desta excelência, a caminho da incompetência... ''excelência'' esta que poderá ser: essencial [capacidade's cognitiva's primária's: reconhecimento de padrões; autoconhecimento] ou periférica [atrelada às ''capacidades'' cognitivas secundárias: verbal, espacial, matemático]  ... se assemelhando aos portadores da síndrome de savant

E também, geralmente com uma ilha de deficiência intelectual EXATAMENTE no aspecto MAIS importante da inteligência, e não apenas a humana, que é o autoconhecimento.... possivelmente, se assemelhando à maioria [se não for à grande maioria] dos polímatas [verdadeiros]...

domingo, 9 de julho de 2017

A inteligência não é/tem sido unitariamente acumulativa como o esporte, exemplo, a ginástica artística. Por isso que a máxima: Se eu sei o mais "difícil' então eu saberei o mais fácil'' (síndrome do polímata) não serve perfeitamente para a inteligência...

O espectro mecanicista-mentalista, que é, ou que pode ser apontado como o principal responsável pela desconstrução da generalização desta máxima: Se sei o difícil então eu saberei o que aparenta ser o mais fácil.

Savant versus polímata

O primeiro como muitos sabem é uma ilha de excepcionalidade envolta por um oceano de deficiência severa. 

Mas e o segundo, que aliás parece ser o oposto do savantismo? Parece ser mesmo o seu oposto? Não, espera. Será que os polímatas seriam como um oceano de excelência com uma ilha de deficiência severa??? E que essa deficiência bem que poderia ser em sua maioria/ou caracteristicamente o déficit em autoconhecimento?? (três intelectualidades)

Quanto maior é a auto-percepção de inteligência, especialmente quando o "aprendizado' parece vir sempre fácil, tendenciosamente menor a vontade de se auto-conhecer melhor?? 

E parece que nós temos uma espécie de autoconhecimento forçado e instintivo (ainda que possivelmente cru) no caso dos portadores da síndrome de Savant.


É impossível para o portador não reconhecer a sua ilha de excelência bem como também o seu oceano de deficiência. 

Mas e quando tudo parece fácil de aprender? Aquilo que já comentei, a possível ilusão da simetria aparente. Quem é mais simetricamente inteligente, nomeadamente em termos cognitivos, mas que também poderia se dar em termos mais psicológicos, e não tem um ímpeto para a introspecção, pode se tornar mais auto-iludido com o próprio perfil e daí aparecer a síndrome do polímata.


 Onde falta o autoconhecimento costuma ocorrer o predomínio do instinto individualmente/ personalizado. Tal como acontece com os outros seres vivos passa-se a refletir e a projetar as próprias características intrínsecas e sem reflexão ideal ou mesmo com muito pouca reflexão.

 Este pode ser o caso do polímata [ou da maioria deles*]: real simetria de excelências (mas não necessariamente de excepcionalidades) [ cognitivas ] + vulnerabilidade para a hipo-sabedoria que por si só já se consiste em uma deficiência severa e que é ampliada por uma aparente simetria cognitiva ''geral' de excelência.

Portanto é isso, ''polímata [em média* ou, caracteristicamente*] como o oposto do savant: ilha de deficiência severa [autoconhecimento] em um oceano de excelência versus uma ilha de excepcionalidade [do tipo não-genial] em um oceano de deficiência severa].

Se já falei... A diferença entre o polímata /ou não -polímata excelente e o gênio excepcional

Isso foi excelente

Isso foi excepcional

Ótimos elogios acima mas o segundo é claramente mais superlativo. Excepcional parece se consistir na junção de exceção ou raridade e excelência. Não é apenas convergentemente excelente porque também é novo e/ou potencialmente revolucionário a desbravador. A partir desta precisão semântica e natural aplicação conceitual podemos ver de maneira mais notória as diferenças entre os superdotados e os gênios.