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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Mais uma lista de tretas

 Existe uma aparente desproporção de mulheres que se identificam como feministas que são literal ou objetivamente desprezíveis, basicamente iguais aos machistas misóginos que odeiam ou desprezam mulheres, justamente aqueles que dizem combater... 


"Homens se tornaram obsoletos"

Frase de uma típica "feminista burguesa" (geralmente uma "prostituta de luxo"). Justamente de uma das criaturas mais inúteis a qualquer sociedade ou comunidade, um tipo de parasita que fala sobre obsolescência ou inutilidade do alto do seu parasitismo burguês e vitimista, rodeada por todas as comodidades predominantemente inventadas e sustentadas por homens... 

Muito do que as tais "feministas" mais "engajadas" acusam homens (aleatoriamente) de ameaçar ou praticar contra elas, mas que acontece apenas em suas imaginações mórbidas, talvez devesse ser realmente praticado contra elas... São tão insuportáveis que parece tentador a possibilidade de desferir atos violentos contra esse tipo... Uma espécie de psicologia inversa. E talvez seja isso mesmo: muitas dessas, no fundo, podem estar gritando por um macho dominador puxando seus cabelos e se impondo sobre elas... 

Alguns tipos de homens mais problemáticos são misóginos incorrigíveis. E o mesmo sobre alguns tipos mais problemáticos de mulheres, de serem misândricas irrecuperáveis... 

O que têm em comum? A psicopatia humana.

Um dos desafios intelectuais mais interessantes seria de colocar pessoas em debates em que a única regra fosse de nunca usarem qualquer tipo de falácia, para ver quais indivíduos e grupos que conseguem se sair melhor...

O recuo a um debate perdido é uma medida de cuidado com a saúde mental. Tem vezes, até mais frequentemente do que tipos, como eu, que estão mais inclinados a se meter nesse tipo de confronto, costumam pensar, em que não vale a pena insistir, ainda mais quando já começa mal, errando... Admitir o erro não é sinal de fraqueza, apenas para o tolo. Mas também existe essa alternativa de recuar e declinar a um debate que estava aberto... 

Se a esquerda não quer intencionalmente destruir países, enfim, o mundo, faz um esforço não-intencional enorme 

Ver brancos falando constantemente sobre "direita X esquerda" é muito irritante... Mesmo que a incapacidade de pensar em múltiplas perspectivas seja uma tendência universal entre a maioria dos grupos humanos, ver esse grupo em específico e, a todo momento, em redes sociais, comentando, mais sobre suas incapacidades de pensamento racional, é ainda mais irritante, pela frequência. Também porque se pensam como os "herdeiros do pensamento ocidental"... 

Existem pessoas predominantemente estúpidas que são adoráveis ou que apresentam outros traços de personalidade que se destacam mais que a sua estupidez. O típico militante político, especialmente o de esquerda, é um caso de estúpido em que o que mais se destaca é sua própria estupidez 

A esquerda festiva (e rica) sente uma atração por "tudo o que não presta". Mas adora usufruir de tudo o que é originário do que diz não gostar

Ainda que continue a pensar que a homossexualidade não é uma doença, já disse pensar em tratá-la como uma condição de status neutro de saúde. Mas diante das correlações positivas muito significativas de transtornos mentais que apresenta, estou repensando em recategorizá-la como um transtorno, ainda de status moderado (que eu já concluí em outros textos, mas sem, até então, ter estabelecido uma conclusão homogênea, pendulando entre o status de não-transtorno e o de transtorno) 

"Neurocientista", muitas vezes, é um eufemismo para psicopata sádico que adora torturar animais ou cobaias não-humanos para provar certas obviedades que podem ser observadas pela percepção de padrões, tal como de que a organização de um órgão como o cérebro é determinada por genes, pela observação do nascimento de filhotes de algumas espécies que já nascem com o corpo e a mente mais desenvolvidos, aptos a andar logo que saem do útero de suas mães...

domingo, 4 de janeiro de 2026

A diferença entre classismo e anti-estupidez/The Difference Between Classism and Anti-Stupidity

 O que muitos entendem como classismo:


Não o genuíno preconceito de classe, mas o anti-incentivo ou anti-valorização da estupidez, especialmente via cultura

Por exemplo: achar funk carioca um estilo musical desprovido de qualidade artística, mediante a ausência predominante de qualquer beleza, sofisticação ou complexidade em suas letras e melodias. 

O conceito mais adequado para classismo, até para que não seja confundido com anti-relativização da qualidade artística, justamente uma das expressões mais típicas de valorização da estupidez, é o de discriminação de indivíduos com base em sua procedência social, por exemplo, de, afirmativamente, concluir que, qualquer indivíduo de classe trabalhadora é inerentemente inferior a qualquer indivíduo de classe alta. Portanto, não é "preconceito de classe" acreditar e/ou afirmar que um gênero musical, criado por indivíduos por determinada classe social e mais apreciado também pelos mesmos círculos sociais ou identitários de origem, é de baixa qualidade artística. Porque aqui a questão não é a procedência social do gênero, mas a sua qualidade...

2. Classismo não é apenas ou necessariamente esnobismo

Classismo não é apenas ou unicamente "preconceito de rico contra pobre" ou qualquer outro tipo de "esnobismo", porque também pode ser o oposto, de preconceito "de pobre contra rico", isto é, quando é realmente preconceito ou generalização irrealista e negativa de indivíduo, grupo, nação...  Classismo é qualquer tipo de preconceito genuíno, nesse caso, de grupo, e mais especificamente de classe social. 

Classismo, de maneira geral, não é o mesmo que "não tolerar estupidez". Aliás, o próprio classismo pode ser considerado uma forma de estupidez, quando alguém é valorizado ou desvalorizado apenas pela classe social a que pertence (em dado momento ou período) em desprezo às suas características mais intrínsecas, que também são as mais valorosas, como o caráter e a inteligência (o que, objetivamente falando, mais importa). 



What many understand as classism:

Not genuine class prejudice, but the anti-incentive or anti-valorization of stupidity, especially through culture.

For example: considering ''funk carioca'' a musical style devoid of artistic quality, due to the predominant absence of any beauty, sophistication, or complexity in its lyrics and melodies.

The most appropriate concept for classism, so as not to be confused with the anti-relativization of artistic quality—precisely one of the most typical expressions of valuing stupidity—is the discrimination of individuals based on their social origin, for example, affirmatively concluding that any individual from the working class is inherently inferior to any individual from the upper class. Therefore, it is not "class prejudice" to believe and/or affirm that a musical genre, created by individuals from a certain social class and also appreciated by the same social or identity circles of origin, is of low artistic quality. Because here the issue is not the social origin of the gender, but its quality...

2. Classism is not only or necessarily snobbery

Classism is not only or solely "prejudice of the rich against the poor" or any other type of "snobbery," because it can also be the opposite, prejudice "of the poor against the rich," that is, when it is truly prejudice or an unrealistic and negative generalization of an individual, group, nation... Classism is any type of genuine prejudice, in this case, of a group, and more specifically of a social class.

Classism, in general, is not the same as "not tolerating stupidity." In fact, classism itself can be considered a form of stupidity, when someone is valued or devalued only by the social class to which they belong (at a given moment or period) in disregard of their most intrinsic characteristics, which are also the most valuable, such as character and intelligence (which, objectively speaking, matters most).

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Especulação sobre a distribuição geográfica, étnica/racial, sexual... dos tipos humanos definidos pelo autor de "As leis fundamentais da estupidez humana"

 Carlo Cipolla, economista italiano que escreveu esse livro e que eu já comentei e critiquei em alguns dos meus textos. Nesse texto, irei especular sobre como se distribuem esses tipos ou fenótipos/arquétipos... 


Primeiro, vamos a eles:

O inteligente: cujas ações beneficiam a si mesmo e aos outros 

O bandido: cujas ações beneficiam a si mesmo às custas dos outros 

O ingênuo: cujas ações beneficiam os outros às suas custas 

E o estúpido: cujas ações prejudicam a si mesmo e aos outros

Eu já fiz um texto criticando essas leis e o que ele escreveu sobre elas. Por exemplo, eu critiquei a definição restrita do tipo estúpido, como se o ingênuo e o bandido também não pudessem ser considerados como categorias de estúpidos. Apesar de considerar a minha crítica válida, aqui não é mais importante enfatizar esse apontamento já que será a partir das definições propostas pelo Cipolla que eu irei trabalhar a minha especulação sobre a distribuição das mesmas entre os grupos humanos. 

Cipolla também escreveu sobre o que acontece (de óbvio) em uma sociedade quando há um predomínio crescente de estúpidos, em sua quinta lei fundamental da estupidez humana. Eu coloco nesse texto um trecho relevante para ilustrar seus pensamentos específicos a esse tema, embaixo:

Quinta lei 

5. A pessoa estúpida é a pessoa mais perigosa que existe.

''E seu corolário:

Uma pessoa estúpida é mais perigosa que um bandido.

Não podemos fazer nada sobre os estúpidos. A diferença entre as sociedades que desmoronam sob o peso de seus cidadãos estúpidos e aquelas que os transcendem é a composição dos não estúpidos. Aqueles que progridem apesar de seus estúpidos possuem uma alta proporção de pessoas agindo de forma inteligente, aqueles que contrabalançam as perdas dos estúpidos trazendo ganhos para si e para seus semelhantes.

As sociedades decadentes têm a mesma porcentagem de pessoas estúpidas que as bem-sucedidas. Mas eles também têm altas porcentagens de pessoas indefesas e, escreve Cipolla, “uma proliferação alarmante de bandidos com conotações de estupidez”.

“Essa mudança na composição da população não-estúpida inevitavelmente fortalece o poder destrutivo da fração [estúpida] e torna o declínio uma certeza”, conclui Cipolla. “E o país vai para o inferno". 

(Eu também critiquei o que ele pontuou nesse trecho, nesse texto: "Analisando criticamente as 5 leis da estupidez humana").



Proposta especulativa sobre a distribuição dos tipos ou categorias de pessoas definidos por Carlos Cipolla 


Inteligente, ingênuo, bandido (ou esperto) e estúpido

* Esses tipos parece que são definições resumidas de composições de traços de personalidade e inteligência em que uma das características tende a se sobressair mais, por exemplo, a ingenuidade.

* Entre o inteligente e o estúpido, o ingênuo e o bandido também podem ser considerados tipos mistos que combinam traços desses fenótipos que seriam mais regulares, justamente os primeiros citados. 

Em ordem crescente, dos tipos mais comuns aos mais incomuns, com base no contexto atual, ano de 2024, e considerando as perspectivas individual e social.

Valendo ressaltar que não irei me arriscar mais, especulando porcentagens de como esses tipos se distribuiriam e que, portanto, mesmo o tipo menos comum para determinada população, de acordo com a minha especulação, não está explícito de que seja muito menos comum do que os outros. 

Por distribuição geográfica:

Américas:

América do norte 

EUA: ingênuo, inteligente/bandido/ estúpido

Canadá: ingênuo, inteligente, estúpido/bandido

México e América Central: ingênuo/ bandido/estúpido, inteligente 

Brasil e América do Sul (excluindo Argentina e Uruguai): ingênuo/ bandido/estúpido, inteligente 

Argentina e Uruguai: ingênuo, bandido/ estúpido/inteligente

Haiti(?): bandido/estúpido, ingênuo, inteligente

Comentário: uma constante em muitos países é o possível predomínio do tipo "ingênuo", cujas ações beneficiam os outros às suas custas, principalmente pelo contexto social, já que não há nenhum país que não esteja socialmente estruturado de uma maneira que produza uma pirâmide hierárquica de parasitismo das classes mais altas, no topo, em relação às outras classes, se diferindo apenas no quão desigual e explícito se expressa esse parasitismo, menos significativo, porém, existente, em "democracias sociais" de primeiro mundo, como os países escandinavos, e mais significativo em países subdesenvolvidos. 

No caso das Américas, eu percebo uma grande diferença nessa distribuição de tipos humanos propostos por Cipolla, em que os dois únicos países americanos de primeiro mundo, e que não são paraísos fiscais do Caribe, Canadá e EUA, apresentariam uma distribuição menos problemática, ainda com diferenças entre eles mesmos: o primeiro mais parecido com um país europeu, e os EUA em uma situação distributiva mais singular, mediante sua própria diversidade interna e idiossincrática, resultante de suas dimensões superlativas de território e demografia, bem como de sua história ímpar. A minha especulação também ressalta algo que, para muitos, especialmente latino americanos, é considerado uma verdade inconveniente, de que são os seus/nossos próprios povos que, em média, contribuem para manter seus/nossos países em um estado de subdesenvolvimento, não apenas a culpa histórica do colonizador europeu ou de suas "elites" político econômicas, se estas também tendem a expressar uma falta de caráter  comum nas populações desses países, de serem representativas das mesmas. Daí a maior proporção do tipo "bandido".  

Eu destaquei o Haiti, por ser o país mais pobre das Américas: a metade da ilha Hispaniola, marcada por uma história de guerras civis, ditaduras sangrentas e pobreza predominante. Pois um país tão caótico e precário, como esse, por acaso é produto apenas de sua história conturbada ou também de sua própria população?? (Excetuando sua fração "inteligente" que, definitivamente, não parece se consistir em uma maioria). Além disso, seu status de estado-pária social e político, que se arrasta por muitas décadas, também pode estar contribuindo para empoderar os tipos mais egoístas de sua população, muito abundantes em seus espaços de poder e típico de ditaduras ou estados autoritários. De qualquer maneira, também é possível especular se esse tipo é mais comum nesse país do que em outros (algo mais intrínseco) e se esse fator seria parte importante de explicação para a sua situação muito problemática. 


Europa: 

Europa Oriental: ingênuo, bandido, inteligente, estúpido 

(Países como Eslovênia e Estônia se sairiam melhor, pelo menos de acordo com os seus indicadores socioeconômicos) 

Europa Ocidental: ingênuo, inteligente/bandido, estúpido 

Europa Setentrional (Escandinávia): ingênuo, inteligente, estúpido/bandido

Europa Meridional: ingênuo/bandido, inteligente, estúpido

Comentário: Estereótipos se confirmando?? 

Europeus meridionais e orientais, em média, mais corruptíveis e, portanto, com mais bandidos, proporcionalmente?

Norte europeus, em média, mais ingênuos?

Talvez, reflexivo das próprias distribuições dos tipos de personalidade, em que os introvertidos seriam mais comuns entre os tipos ingênuo e inteligente (mais comuns no norte do velho continente), e os extrovertidos entre os tipos bandido e estúpido (mais comuns no sul da Europa). 

Mas, tipos introvertidos também parecem ser mais comuns na Europa Oriental. Pois uma possível diferença em relação à Europa Setentrional, que também explicaria suas diferenças culturais e políticas, seria a variação dos traços de personalidade, por exemplo: tipos melancólicos, mais ingênuos, mais comuns na Escandinávia e coléricos, mais propensos a serem de espertos ou bandidos, mais comuns na Europa Oriental (com base na tipologia de personalidade dos quatro temperamentos, que eu já sugeri ratificar como válido, excluindo apenas a hipótese relacionada à saúde que também foi desenvolvida na Grécia clássica e pela qual os quatro temperamentos derivam); além de diferenças histórico-contextuais, ainda que diferenças étnicas* entre nórdicos//germânicos e eslavos pareçam ser mais profundas do que resultados exclusivos de suas respectivas histórias.

* Correlativas com variações de traços mentais, de personalidade (intensidade, tipos) e inteligência (níveis, tipos...) 

É até interessante pensar como esses tipos propostos podem ser mais abrangentes como definições de inteligência do que outras maneiras de abordá-la e compará-la, tal como por teste de QI, se a mesma não se expressa apenas por meio de capacidades cognitivas tipicamente consideradas, de natureza técnica, como as capacidades linguísticas e matemáticas, mas também por meio da criatividade, da racionalidade e da inteligência emocional, isto é, de natureza contextual, se manifestando em todos os contextos, em que a participação e a influência dos traços de personalidade, considerados "não-cognitivos", é tão importante quanto os 'cognitivos". 

Também seria importante pensar sobre o quão intrínsecos são esses tipos: o quanto são reflexos reativos aos meios em que vivemos, de contextos mais específicos, e o quanto refletem nós mesmos, ou nossas disposições mais profundas...

Se, por exemplo, indivíduo X é mais ingênuo por razões estruturais ou também genéticas/biológicas//hereditárias?? 

Eu apostaria que é uma combinação dessas influências e mais, em que fatores intrínsecos, do próprio indivíduo, seriam mais influentes ou determinantes, ainda que os fatores extrínsecos, do meio, também têm um papel de influência, mas mais no sentido de contribuírem para canalizar tendências pré existentes e nunca de forjá-las sem um contexto anterior de predisposição, de modo que, se fulano é mais ingênuo, não é exclusivamente por causa do seu meio, mas também por já apresentar essa tendência ou predisposição e que foi exacerbada por suas interações nos ambientes em que se encontra. Portanto, esse pensamento sugere um constante atravessamento ou interseção entre as perspectivas individual e contextual, novamente, o exemplo do possível predomínio de ingênuos na maioria dos países, não apenas por disposição intrínseca, mas também como reflexo de como as sociedades estão organizadas (de modo variavelmente parasitário em que involuntariamente coloca na posição de subalterno enganado ou explorado a maioria da população).


África: 

África do Norte: bandido/ingênuo, estúpido, inteligente 

África Subsaariana: bandido, estúpido/ingênuo, inteligente 

Comentário: me perdoem todos aqueles bons samaritanos que cultivam apenas pensamentos fofinhos sobre a nossa espécie, especialmente sobre determinados grupos que apresentam um histórico e um presente de pobreza e atraso civilizacional (ainda que exista uma certa relatividade em determinar o que é avanço ou atraso civilizacional, que facilmente pode ser problematizado, tal como de se destacar o caráter tipicamente parasitário de sociedades complexas, excessivamente verticalizadas, em termos sociais). Eu sei que não é o hábito do puritanismo moral "de esquerda", mas há de se priorizar os fatos até mesmo para que se possa buscar por abordagens realmente eficazes no combate aos problemas sociais, econômicos e/ou morais de nossa espécie e não será com o abraço à narrativas bonitas, porém, falaciosas... Pois se é um meio social de guerras, violência e pobreza que incita o nosso lado mais egoísta, ainda é pouco provável que todos nós reagiremos de maneira igual se ou quando submetidos a circunstâncias parecidas. As evidências corroboram com a minha afirmação... Também pode ser e é muito provável que seja, que um meio social muito problemático primariamente reflita ações das próprias populações, tal como de se apontar para as pessoas que vivem em um bairro a sujeira de suas ruas do que de buscar por outros culpados. Então, os problemas sociais dos países outrora colônias de metrópoles europeias, principalmente os africanos e os latino americanos, não são resultados exclusivos do colonialismo europeu, mas principalmente de suas próprias ações, de suas "elites" e de suas próprias populações, claro, não de todos, mas de uma parte potencialmente não-desprezível, infelizmente. Um exemplo disso é a criminalidade urbana em cidades como Lagos, na Nigéria, e São Paulo, aqui, no Brasil; de maneira geral, na carência endêmica de solidariedade e respeito entre os habitantes de muitos países subdesenvolvidos, diga-se, até mais do que nos "desenvolvidos', que contribui para complicar suas situações socioeconômicas. Sempre ressaltando, novamente, que não se trata de toda população, se da África, Nigéria ou São Paulo, mas que também não se trata de uma minoria minúscula, e até em certos casos se pode pensar que se trata de uma maioria. E nem que seja uma situação impossível de ser corrigida ou melhorada, mas não da maneira politicamente correta, simples e bonitinha que muitos acreditam. 

Consequentemente, se não há generalização (associação absoluta) de causalidade entre grupo racial ou étnico e comportamento, então, não há "racismo" genuíno ou objetivamente determinado nessas afirmações.

No caso da África, especialmente da Subsaariana, é até possível pensar em uma explicação menos dura, ainda assim, inevitavelmente não-vitimista. De que, as populações humanas que vivem nessa parte do continente africano seriam, em sua maioria, de descendentes de caçadores/coletores (e não de agricultores ou camponeses), o que explicaria o descompasso cultural e cognitivo entre as suas capacidades médias de administração e organização social e o nível de civilização que os colonizadores impuseram e deixaram, depois que passaram suas colônias de volta para as mãos dos seus "donos" originais. Nesse sentido, pode-se, inclusive, dizer que é perfeitamente compreensível essa incapacidade percebida de gerência de sociedades complexas pela maioria dessas populações, mais compreensível do que em relação às populações que evoluíram historicamente, durante séculos, em ambientes civilizados, e também não apresentam uma verdadeira excelência civilizacional, que estão longe disso, o que inclui mesmo muitos países ditos de primeiro mundo (se como resultado de uma perda gradual, ou pontual, desta capacidade, ou mesmo de uma incapacidade crônica de desenvolvê-la). 

Outro ponto relevante que deve ser sempre ressaltado é de que, além da proporção desses tipos, a maneira como estão distribuídos hierarquicamente também pode contribuir para desenvolver ou atrasar sociedades, tal como, por exemplo, nos casos de países em que suas "elites" político econômicas definitivamente não são compostas por uma ampla maioria de indivíduos inteligentes, e sim de bandidos, mesmo se suas populações tiverem muitos inteligentes, isto é, se estiver acontecendo um sub aproveitamento deles. Então, não basta apenas saber se tem mais desse ou daquele tipo, mas se o pior tipo tem predominado em espaços de poder, como tem sido o caso de praticamente todas as sociedades humanas e especialmente das mais caóticas, como as africanas. 


Ásia:

Nordeste Asiático: ingênuo, inteligente/bandido, estúpido (excluindo China: bandido/inteligente/ingênuo, estúpido).
 
Sudeste Asiático: ingênuo/bandido, inteligente/estúpido 

Subcontinente Indiano: ingênuo, estúpido/bandido, inteligente 

Oriente Médio: bandido/ingênuo, estúpido, inteligente 

Comentário: também com base no que tenho percebido, tipos que contribuem de maneira mais negativa do que positiva, socialmente, parecem predominar nas regiões asiáticas menos desenvolvidas, e, claro, também mantendo a alta prevalência de ingênuos, com base na lógica comentada acima, especialmente a partir de um contexto social, de domínio estrutural de parasitismo das classes superiores (especialmente de certos setores) sobre as inferiores, em que uma maioria se submete à exploração econômica de uma minoria, literalmente trabalhando para enriquecê-la, ao invés de haver uma distribuição mais igualitária das riquezas produzidas.

Minhas observações:

O Japão se destacaria mais positivamente em todo continente asiático, mais parecido com os países desenvolvidos do Ocidente;

A China e o resto da Ásia Oriental apresentaria um padrão mais parecido com o continente asiático;

De novo, o subdesenvolvimento da maioria das regiões asiáticas (mas não apenas da Ásia) não reflete apenas a conjuntura histórico-social das mesmas, mas também a composição psicológica e cognitiva dos tipos humanos em suas populações, tais como os propostos pelo Carlo Cipolla, desde o topo até às bases de suas hierarquias. Na verdade, essa composição dos tipos humanos seria um fator mais causal ao nível de desenvolvimento social e econômico, enquanto a situação histórica e social mais como um reflexo dinâmico desse fator ao longo do tempo. 

Classe social 

Rico: bandido, inteligente/ingênuo, estúpido 

Classe média: ingênuo/inteligente, bandido, estúpido 

Pobre: bandido/ingênuo, estúpido, inteligente (?)

Comentário: sem querer "puxar sardinha" para a classe social em que eu, teórica e vagamente, me encaixo, mas parece que, se com base na possível percepção de que, aqueles de classe média tendem a apresentar um temperamento relativamente mais equilibrado, menos ganancioso ou impulsivo, e também uma média de inteligência suficiente para conseguirem trabalhar em profissões que pagam salários razoáveis, isto é, de que tendem a expressar características mentais menos extremas e que acabariam refletindo em suas posições na hierarquia social, o mesmo pode ser dito sobre as outras classes, porém, com tendências distintas: do "rico" ser mais propenso à ganância e, portanto, inescrupuloso, aliás, sua riqueza material como um resultado disso, e quanto ao "pobre", uma maior disposição para comportamentos impulsivos e que estão ambos respectivamente relacionados com tendências para altas e baixas capacidades cognitivas, explicando, em boa parte, mas não toda, suas situações sociais (a pobreza também é uma imposição histórica e arbitrária das "elites").


Religiosidade 

Ateu: ingênuo, inteligente/estúpido, bandido 

Religioso: ingênuo, inteligente/bandido/estúpido 

Comentário: com base no que tenho percebido sobre os auto declarados ateus, e desprezando aqueles indivíduos que declaram ter alguma crença religiosa, mas aparenta ser mais uma questão pragmática e/ou de conformidade social do que de uma disposição genuína, me parece razoável essa minha distribuição dos tipos humanos propostos por Cipolla para esse grupo, com mais ingênuos e inteligentes e menos bandidos, mas com uma proporção nada modesta de estúpidos, especialmente pela correlação com fanatismos ideológicos. Já no caso dos auto declarados religiosos, me parece que essa distribuição é mais equilibrada, até por ser uma população muito maior do que a de ateus, logicamente deduzindo que contém mais diversidade de tipos. Mas também pela própria natureza psicológica e cognitiva, especialmente dos ateus, um grupo mais homogêneo, cultural, ideológica e intelectualmente. De qualquer modo, talvez fosse mais adequado compará-los com fundamentalistas religiosos. Pois, por esse grupo, eu aposto em uma grande paridade entre os tipos ingênuos, bandidos e estúpidos, o que não mudaria muito em relação aos religiosos, de maneira geral. 

Vale destacar que essa definição de inteligência por Cipolla parece focar mais nas ações individuais do que na qualidade das intenções que levam a essas ações e por isso incluí o contexto social, já que não tem como separá-los totalmente, ainda mais a partir desse conceito que foi trabalhado por ele. 



Raça:

Brancos: ingênuo/inteligente, bandido/estúpido 

Orientais: ingênuo/inteligente/bandido, estúpido 

Judeus (etnia): bandido/inteligente, ingênuo, estúpido 

Negros de origem africana: bandido, estúpido, ingênuo/inteligente

Comentário: possivelmente, a comparação mais polêmica de todas, mas necessária, e que já foi feita acima, indiretamente, pelas nacionalidades. Mas como eu não me submeto a filtros ideológicos para sinalizar "fidelidade canina" a narrativas e discursos enviesados, inclusive pensando que a única maneira de, de fato, entender uma situação e buscar pelos meios mais efetivos para começar a solucioná-la, ainda mais se tratando de uma situação que pode ser considerada problemática, então, não tem como me abster desta frente de batalha contra totalitarismos, especialmente os "do bem", baseados em chantagens emocionais e/ou falácias morais e que têm de segundas à terceiras, quartas intenções... Pois aqui, mais uma vez, apenas aplico essa tipologia ao que se pode perceber na realidade das populações humanas, categorizadas pelo critério racial ou étnico, em que brancos caucasianos, especialmente os de origem europeia, e nordeste asiáticos, apresentam as distribuições ou proporções de tipos humanos de Cipolla mais favoráveis, com mais inteligentes e menos estúpidos, ainda que também apresentem proporções nada modestas de ingênuos, que tendem a ser predominantes, e de bandidos ou espertos, que tendem a predominar no topo de suas hierarquias sociais. O que acontece ou tem acontecido, até então, nesse último século, especialmente, é uma maior atuação dos tipos inteligentes que já são mais abundantes nessas populações, se comparadas com outras. No entanto, esse pêndulo relativamente favorável tem regredido, particularmente em sociedades ocidentais, com a hegemonia ideológica ou cultural do "wokeismo", uma espécie de "vírus" cuja infecção destrói o sistema imunológico da sociedade afetada, destruindo suas bases mais importantes ("harmonia' social, coesão etno-cultural...) que a mantém funcional em um alto nível. 


Sexo

Homens: bandido/inteligente, ingênuo/estúpido

Mulheres: ingênuo, inteligente/estúpido, bandido

Comentário: essa distribuição dos tipos humanos de Cipolla, também segundo as minhas observações, seria mais favorável aos homens intelectualmente, mas não emocional e moralmente. Pois é aquela situação que tem sido percebida, de haver mais homens entre os gênios, mas também entre os criminosos, e o padrão oposto para as mulheres, de apresentarem tendências estatísticas menos extremas. 


Orientação sexual

Héteros: ingênuo/bandido/inteligente, estúpido

LGBTs: ingênuo, estúpido/inteligente/bandido

Comentário: héteros representam a média humana, por serem a maioria. Portanto, com uma tendência possível de maior paridade entre ingênuos, bandidos e inteligentes, ainda que, não significa que a proporção de seres humanos crônica ou predominantemente estúpidos seja diminuta. LGBTs, por outro lado, apresentariam uma maior incidência de tipos estúpidos em relação aos héteros.


Políticos: bandido, estúpido, inteligente/ingênuo 

Artistas (o grupo, de maneira geral): ingênuo, estúpido/inteligente, bandido

Empresários: bandido, inteligente/estúpido, ingênuo

Comentário: três exemplos de classes profissionais e os seus estereótipos, se esses tipos de Cipolla forem aplicados, serão reiterados: tanto a classe política quanto a mercante, com uma abundância de bandidos ou cronicamente egoístas, enquanto a classe artística teria uma prevalência de tipos ingênuos. Também perceba que o perfil dos artistas seria oposto ao dos empresários. 


Esquerdistas (seguidores, não suas "elites" políticas e que também vale para os debaixo): ingênuo/ estúpido/inteligente, bandido 

Direitistas: ingênuo/ bandido/inteligente/estúpido

Comentário: direitistas "conservadores' e esquerdistas "progressistas', apesar de apresentarem algumas diferenças médias de crenças e comportamentos, seriam relativamente semelhantes nessa distribuição de tipos, com a predominância de ingênuos e uma distribuição mais igualitária de tipos. Eles se diferenciariam na proporção de bandidos (maior entre os de direita) e de estúpidos (maior entre os de esquerda). E sempre ressaltando que o tipo considerado menos comum não é necessariamente inexpressivo em termos estatísticos, por também depender da representatividade dos outros tipos no mesmo grupo ou população. 

Cientistas: inteligente/bandido, ingênuo, estúpido

-- Acadêmicos: ingênuo, inteligente/estúpido/bandido

Professores: ingênuo, inteligente/estúpido, bandido 

Ativistas: ingênuo/estúpido, inteligente, bandido 

4 ou 3 classes intelectuais e ½, sendo que a mais inteligente seria logicamente a dos cientistas genuínos e por isso que os separei dos acadêmicos, categoria mais vaga quanto à definição de ciência no sentido de ofício. 

Já os professores ficariam em uma posição mais intermediária nesse ranking, enquanto os ativistas ocupariam a posição mais baixa. Também é notório o aumento de frequência do tipo estúpido concomitante à diminuição do tipo bandido, do nível mais alto até ao mais baixo, uma possivelmente alta incidência de bandidos entre cientistas e de estúpidos entre acadêmicos (grande maioria das vezes representados por professores universitários e graduandos), o que parece ilógico na teoria, mas não na realidade, especialmente se nos basearmos nos critérios fracos que têm sido usados nos processos avaliativos e seletivos dos dois grupos, por exemplo, em que há um tácito desprezo na avaliação de capacidade ou proficiência qualitativa para o trabalho científico, incluindo essencialmente adesão e respeito aos princípios mais básicos da ciência, como a honestidade intelectual e a imparcialidade. 

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Uma exceção à lei de ouro da estupidez humana de Carlo Cipolla/An Exception to Carlo Cipolla's Golden Law of Human Stupidity

 "Uma pessoa estúpida é aquela que causa dano a outra pessoa ou grupo sem, ao mesmo tempo, obter um benefício para si mesma ou mesmo causar prejuízo."


Quando uma pessoa se comporta de maneira estúpida com grande frequência, sim, é perfeitamente possível considerá-la, por esse conceito, uma pessoa cronicamente estúpida. Porém, existem situações ou cenários que são exceções a essa lei ou regra, especialmente quando se torna desejável ou até inevitável que se tome uma decisão que possa prejudicar a si mesmo e outros. Um exemplo que eu, inclusive, estou vivenciando nesse período em que escrevo esse pensamento, de conviver com um idiota crônico e apresentar certo grau de dependência a ele, nesse caso, financeira, mas por causa do convívio muito difícil (ele, além de estúpido, é narcisista), desejar que ocorra um afastamento ou mesmo que aconteça algo de ruim com essa criatura para que precipite uma ruptura desse convívio, mesmo que possa me prejudicar e a outros envolvidos. 

"A stupid person is one who causes harm to another person or group without, at the same time, obtaining a benefit for himself or even causing harm."

When a person behaves stupidly very frequently, yes, it is perfectly possible to consider her, by this concept, a chronically stupid person. However, there are situations or scenarios that are exceptions to this law, especially when it becomes desirable or even inevitable to make a decision that could harm yourself or others. An example that I, in fact, am experiencing during the period in which I write this thought, of living with a chronic idiot and presenting a certain degree of dependence on him, in this case, financial, but because of the very difficult coexistence (he, in addition to being stupid , is a narcissist), I wish for a separation to occur or even for something bad to happen to this creature so that it precipitates a rupture in this relationship, even if it could harm me and others involved.

domingo, 23 de junho de 2024

Sobre a manifestação não-verbal ou física da estupidez/On the nonverbal or physical manifestation of stupidity

 A manifestação mais literal ou física da estupidez pode ser notada por um déficit severo ou generalizado de atenção, que pode ou tende a se manifestar conjuntamente a uma incapacidade de se estabelecer uma coerência ou consistência intelectual, geralmente consequências de um déficit igualmente severo em autoconsciência//autoconhecimento e/ou também de um narcisismo exacerbado... 


Então, a manifestação mais literal da inteligência é basicamente o oposto disso, de atenção constante ao que se pensa e ao que se faz, que refletem uma autoconsciência e um autoconhecimento mais desenvolvidos. E mesmo no caso de haver um déficit de atenção, a própria percepção de que o apresenta já mostra uma maior atenção sobre si mesmo, suas ações, reações e reverberações, e que ainda pode desenvolvê-la a ponto de conseguir estabelecer um maior controle sobre esse déficit. 




The most literal or physical manifestation of stupidity can be noted by a severe or generalized deficit in attention, which can or tends to manifest itself in conjunction with an inability to establish intellectual coherence or consistency, usually consequences of an equally severe deficit in self-awareness/ /self-knowledge and/or also exacerbated narcissism...

So, the most literal manifestation of intelligence is basically the opposite of this, of constant attention to what one thinks and what one does, which reflects a more developed self-awareness and self-knowledge. And even in the case of an attention deficit, the very perception that it presents already shows greater attention to oneself, one's actions, reactions and reverberations, and that one can still develop it to the point of being able to establish greater control over this deficit.

sábado, 8 de junho de 2024

Exemplos reais (na política) da lei de ouro da estupidez, de Carlo Cipolla/Real examples (in politics) of Carlo Cipolla's golden law of stupidity

 "Uma pessoa estúpida é aquela que causa dano a outra pessoa ou grupo sem, ao mesmo tempo, obter um benefício para si mesma ou mesmo causar prejuízo."


Carlos Cipolla (1922-2000), professor de história econômica e que escreveu livros especialmente sobre os riscos da explosão demográfica, chamou isso de lei de ouro da estupidez humana. 

1. Políticas de abrandamento e do abolicionismo penal 

Baseadas em pseudociências "do bem", "de esquerda", cada vez mais influentes na política e que, comprovadamente, não diminuem a criminalidade, pelo contrário, a incentivam; baseadas em crenças equivocadas sobre o comportamento humano, sendo que uma delas é a crença na tábula rasa, de que o meio tem o impacto mais forte e decisivo no mesmo e não características intrínsecas, como a personalidade ou caráter. Essa política é um exemplo perfeito de política "puramente estúpida" que preenche todos os critérios para ser classificada como um exemplo real da lei de ouro da estupidez humana. 

2. Políticas de imigração em massa ou multiculturalismo

Baseadas em uma constelação de crenças pseudocientíficas e pseudofilosóficas "tipicamente progressistas", tal como o negacionismo das diferenças intrínsecas de comportamento e inteligência entre indivíduos e grupos humanos, que têm como método principal a insensatez de afrouxar as fronteiras de um determinado país, almejando uma recepção generosa de imigrantes estrangeiros, supostamente para combater o racismo (argumento moral) e o envelhecimento demográfico (argumento econômico), desprezando completamente o histórico negativo de experiências multiculturais; a inutilidade prática de atrair imigrantes de países pobres, se isso não irá desenvolvê-los e sanar um pouco os "crimes cometidos no passado'; o próprio conteúdo falacioso da maioria dos argumentos morais usados, tal como o negacionismo da existência de raças humanas e suas diferenças; e a decisão mais adequada, que seria de priorizar o problema da baixa natalidade dos nativos ao invés de apelar para a imigração em massa.

3. Políticas "progressistas" na educação

Geralmente baseadas na ideia simplória da promoção de vultosos investimentos na área, mas em completo desprezo à realidade das diferenças humanas de natureza intrínseca, em outras palavras, literalmente "torrando" o dinheiro público em medidas que não geram qualquer resultado consistentemente positivo, no sentido de melhorarem o desempenho acadêmico da maioria dos estudantes ou o respeito e a harmonia em ambiente escolar. Geralmente, focam no objetivo de igualar os desempenhos dos estudantes, dando atenção especial aos menos capazes, como se suas capacidades menos desenvolvidas fossem reflexos apenas de uma falta de empenho nos estudos e/ou associada a um contexto socioeconômico desfavorável, e negligenciando aqueles com maior potencial de contribuição social quando se tornarem adultos. 

3. Destruição do meio ambiente por lucros

Uma política econômica, insensata e imoral, que prega pela exploração predatória do meio ambiente visando lucros e que, apesar de favorecer certos grupos a curto ou médio prazo, pode ter efeitos muito negativos mesmo àqueles que são primariamente beneficiados. Por exemplo, a exploração sem limites de um determinado ambiente natural pode acabar com os seus "recursos", forçando a comunidade que depende deles a buscar por outros locais ainda não-explorados. Portanto, se trata de uma política que não preenche todos os requisitos para entrar nessa categoria de políticas puramente estúpidas, porém, a longo prazo e a nível coletivo, pode ser considerada como próxima ou semelhante. 


Apesar de toda política pública depender da perspectiva daquele que a defende para poder ser categorizada de acordo com os tipos pensados por Cipolla, além do estúpido clássico, o "inteligente" (em que seu comportamento tende a beneficiar a si mesmo e aos outros), o "bandido" (beneficia apenas a si mesmo em detrimento do bem estar alheio) e o "ingênuo" (beneficia apenas os outros em detrimento do próprio bem estar), as políticas exemplificadas costumam ser prejudiciais a todos os que são submetidos a elas, se a curto ou longo prazo, direta ou indiretamente... Por exemplo, defender pelo abrandamento penal, apesar de impactar diretamente as classes trabalhadoras, aumentando a circulação de criminosos em seus ambientes sociais, também pode ou costuma prejudicar as outras classes sociais, pelo aumento da insegurança pública que acarreta e, consequentemente, limitando a liberdade de trânsito da maioria da população. Então, a adoção pessoal de uma ou mais dessas políticas, mesmo que não aconteça de maneira mais literal ou menos discursiva, é suficiente para um indivíduo expressar o que Carlo Cipolla chamou de regra de ouro da estupidez. 

(Mas, essa política em particular, também pode ser interpretada como típica de um indivíduo incorrigivelmente ingênuo, portanto, podendo ser colocada em outra categoria que o Cipolla propôs, comentada rapidamente nesse texto).

* Baseado nesse texto: "Analisando criticamente as 5 leis da estupidez humana"

"A stupid person is one who causes harm to another person or group without, at the same time, obtaining a benefit for himself or even causing harm."

Carlos Cipolla (1922-2000), professor of economic history and who wrote books especially about the risks of the demographic explosion, called this the golden law of human stupidity.

1. Policies of criminal punishment relaxation and penal abolitionism

Based on "good", "left-wing" pseudosciences, increasingly influential in politics and which, demonstrably, do not reduce crime, on the contrary, they encourage it; based on mistaken beliefs about human behavior, one of which is the belief in the blank slate, that the environment has the strongest and most decisive impact on it and not intrinsic characteristics, such as personality or character. This policy is a perfect example of a "purely stupid" policy that meets all the criteria to be classified as a real example of the golden law of human stupidity.

2. Mass immigration policies or multiculturalism

Based on a constellation of "typically progressive" pseudoscientific and pseudophilosophical beliefs, such as the denial of intrinsic differences in behavior and intelligence between individuals and human groups, which have as their main method the folly of loosening the borders of a given country, aiming for a welcome generosity of foreign immigrants, supposedly to combat racism (moral argument) and demographic aging (economic argument), completely disregarding the negative history of multicultural experiences; the practical uselessness of attracting immigrants from poor countries, if this will not develop them and somewhat heal the "crimes committed in the past"; the fallacious content of most of the moral arguments used, such as the denial of the existence of human races and their differences; and the most appropriate decision, which would be to prioritize the problem of the low birth rate of natives instead of appealing to mass immigration.

3. "Progressive" policies in education

Generally based on the simplistic idea of ​​promoting huge investments in the area, but in complete disregard for the reality of human differences of an intrinsic nature, in other words, literally "wasting" public money in measures that do not generate any consistently positive result, in the sense of improve the academic performance of most students or respect and harmony in the school environment. Generally, they focus on the objective of equalizing student performance, giving special attention to those less capable, as if their less developed abilities were merely reflections of a lack of commitment to studies and/or associated with an unfavorable socioeconomic context, and neglecting those with greater potential for social contribution when they become adults.

3. Destruction of the environment for profits

An economic policy, senseless and immoral, which advocates the predatory exploitation of the environment for profit and which, despite favoring certain groups in the short or medium term, can have very negative effects even on those who are primarily benefited. For example, the unlimited exploration of a certain natural environment can end its "resources", forcing the community that depends on them to look for other places that have not yet been explored. Therefore, it is a policy that does not meet all the requirements to enter this category of purely stupid policies, however, in the long term and at a collective level, it can be considered as close or similar.


Although all public policy depends on the perspective of those who defend it in order to be categorized according to the types thought by Cipolla, in addition to the classic stupid, the "intelligent" (in which his behavior tends to benefit himself and others), the "criminal" (only benefits himself to the detriment of the well-being of others) and the "naive" (only benefits others to the detriment of his own well-being), the exemplified policies are usually harmful to all who are subjected to them, whether in the short or long term, directly or indirectly... For example, advocating for criminal punishment relaxation despite having a direct impact on the working classes, increasing the circulation of criminals in their social environments, can also or usually harm other social classes, by the increase in public insecurity it causes and, consequently, limiting the freedom of movement of the majority of the population. So, the personal adoption of one or more of these policies, even if it does not happen in a more literal or less discursive way, is enough for an individual to express what Carlo Cipolla called the golden rule of stupidity.

(But this particular policy can also be interpreted as typical of an incorrigibly naive individual, therefore, and can be placed in another category that Cipolla proposed, briefly commented on in this text).

* Based on this
text: "Critically analyzing the 5 laws of human stupidity"


sexta-feira, 31 de maio de 2024

Um sinal primário e inequívoco de estupidez específica: literalizar generalizações/A primary and unmistakable sign of specific stupidity: literalizing generalizations

 Ainda mais as que são claramente inverídicas...


Tal como de dizer que todos os indivíduos de um grupo são culpados por crimes cometidos pelos seus antepassados ou por outros indivíduos só porque pertencem ao mesmo grupo. Um exemplo atual é a infame "culpa branca", a demonização generalizada de indivíduos de raça branca de origem europeia por crimes cometidos no passado colonialista e mesmo os que continuam a ser cometidos por indivíduos de raça branca na atualidade. Enfim, mais uma imprecisão grosseira dos fatos para fins ideologicamente doutrinários.

Even more so those that are clearly untrue...

As in saying that all individuals in a group are guilty of crimes committed by their ancestors or other individuals just because they belong to the same group. A current example is the infamous "white guilt", the widespread demonization of white individuals of European origin for crimes committed in the colonialist past and even those that continue to be committed by white individuals today. In short, another gross imprecision of the facts for ideologically indoctrinal purposes.

domingo, 27 de agosto de 2023

Analisando criticamente as 5 leis da estupidez humana

De Carlo Cipolla (1922-2000), professor de história econômica que lecionou nas universidades de Pavia e Berkeley e publicou trabalhos acadêmicos particularmente sobre a superpopulação humana ao longo da história. Sua "teoria da estupidez" foi construída com base em 5 leis fundamentais. Irei, aqui, analisar cada uma, como proposto no título. 

 As 5 leis fundamentais da estupidez humana 

 1. Sempre e, inevitavelmente, cada um de nós subestima o número de indivíduos estúpidos que circulam pelo mundo. ''Não importa quantos idiotas você suspeite estar cercado, escreveu Cipolla, você invariavelmente está diminuindo o total. Esse problema é agravado por suposições tendenciosas de que certas pessoas são inteligentes com base em fatores superficiais como seu trabalho, nível educacional ou outras características que acreditamos serem exclusivas da estupidez. Eles não são. O que nos leva a:'' 

 Minha opinião: 

 Pode ser verdade que subestimamos o número de indivíduos "estúpidos", mas não é um fatalismo intransponível, porque podemos aprender a tecer estimativas mais próximas da realidade. 

 Outro problema é essa narrativa adotada no texto, em que o autor parece presumir que ele e os seus leitores definitivamente não se encaixam em nenhum grau de "estupidez" aparente, que apenas os outros podem ser idiotas, tal como se fossem observadores passivos da estupidez ativa alheia. No entanto, é praticamente certo que todos nós somos pelo menos um pouco idiotas e que os menos idiotas são justamente aqueles que, primeiro de tudo, aprendem a reconhecer suas próprias limitações para, então, buscar melhorar no que apresentam verdadeiro potencial. 

 Cipolla está certo ao afirmar que nível educacional ou tipo de ocupação não determinam _em absoluto_ o quão (racionalmente) inteligente um indivíduo humano pode ser ou estar e que essa é uma maneira de subestimar a estupidez humana. 

 2. A probabilidade de que uma determinada pessoa seja estúpida é independente de qualquer outra característica da mesma pessoa.

 ''Cipolla postula que a estupidez é uma variável que permanece constante em todas as populações. Cada categoria que se possa imaginar – gênero, raça, nacionalidade, nível educacional, renda – possui uma porcentagem fixa de pessoas estúpidas. Existem professores universitários estúpidos. Há pessoas estúpidas em Davos e na Assembleia Geral da ONU. Existem pessoas estúpidas em todas as nações do mundo. Quantos são os estúpidos entre nós? É impossível dizer. E qualquer palpite quase certamente violaria a primeira lei, de qualquer maneira.'' 

 Meus 3 cents: 

 Será mesmo que a estupidez, que parece ter sido definida como irracionalidade pelo Cipolla, se manifesta sempre de maneira separada de qualquer outra característica?? 

 Pois se é verdade que existe uma grande diversidade de pessoas muito irracionais ou estúpidas, também parece verdadeiro que o grau de independência de uma característica qualquer e do estado corrente de estupidez de uma pessoa tende a variar individualmente, sendo dependente de contexto pessoal em que, uma característica, mesmo se não tem qualquer grau relativo com a irracionalidade, pode servir como suporte ou meio catalisador de comportamentos estúpidos específicos, se em eventos isolados ou como um padrão disfuncional. Isso também nos leva à conclusão de que existem características ou traços que estão mais intimamente relacionados, se não expressivos, de uma maior estupidez irracional, do que outros. Por exemplo, a altura de uma pessoa, que, a priori, não tem qualquer relação com o seu nível de racionalidade, em contraste com os seus posicionamentos político-ideológicos que estão diretamente relacionados, se são resultados do mesmo. 

 Eu acho extraordinária a afirmação do Cipolla, de que existe uma constância universal da estupidez, ou irracionalidade, em grupos humanos e que, portanto, requer evidências extraordinárias. Por enquanto, as evidências legítimas que podemos compilar corroboram para o oposto desta afirmação, de que não existe essa "porcentagem fixa" de (mais) "estúpidos". Apenas um exemplo, de dois grupos, o primeiro de cientistas altamente renomados e o segundo de religiosos fundamentalistas. Então, parece um absurdo afirmar que o nível de estupidez ou irracionalidade desses dois grupos seja exatamente o mesmo apenas porque os estúpidos podem ser encontrados em qualquer lugar... 

 Quantos são os "estúpidos" entre nós?? Impossível dizer?? 

 3. Uma pessoa estúpida é aquela que causa dano a outra pessoa ou grupo sem, ao mesmo tempo, obter um benefício para si mesmo ou mesmo causar prejuízo. 

 ''Cipolla chamou isso de Lei de Ouro da estupidez. Uma pessoa estúpida, segundo o economista, é aquela que causa problemas para os outros sem nenhum benefício claro para si. ''Essa lei também introduz três outros fenótipos que Cipolla diz coexistirem com a estupidez. Primeiro, há a pessoa inteligente, cujas ações beneficiam a si mesma e aos outros. Depois, há o bandido, que se beneficia às custas dos outros. E, por último, há a pessoa desamparada, cujas ações enriquecem os outros às suas próprias custas. Os não-estúpidos são um bando defeituoso e inconsistente. Às vezes agimos de forma inteligente, às vezes somos bandidos egoístas, às vezes agimos desamparadamente e somos explorados pelos outros, e às vezes somos um pouco dos dois. Os estúpidos, em comparação, são modelos de consistência, agindo o tempo todo com uma idiotice inflexível. No entanto, a estupidez consistente é a única coisa consistente sobre o estúpido. É isso que torna as pessoas estúpidas tão perigosas.'' 

 Minha análise: 

 A definição dele de estupidez é boa, mas, para mim, ainda soa muito vaga e simplista, como se a estupidez estivesse circunscrita a apenas um tipo. Por exemplo, a partir dos próprios fenótipos que o Cipolla pensou, o "bandido" e o "ingênuo", também poderiam ser considerados como tipos de estúpidos. Mesmo o "bandido", porque sua capacidade de conseguir benefícios para si próprio às custas dos outros pode e costuma ter consequências negativas de impacto mais amplo, isto é, mesmo que seja beneficiado, individualmente, pode prejudicar o coletivo. Bem, a história humana nos mostra bem isso, em como que indivíduos mais mal intencionados do que "puramente estúpidos" e em posição de poder podem causar grandes prejuízos a uma comunidade, sociedade ou civilização. 

 4. Pessoas não-estúpidas sempre subestimam o potencial prejudicial de pessoas estúpidas. ''Subestimamos o estúpido e o fazemos por nossa própria conta e risco. Isso nos leva à quinta e última lei:'' 

 Meu achismo: 

 Acho que estar _sempre_ subestimando o potencial de prejuízo das pessoas "mais estúpidas" é... estúpido. Também parece ser estúpido fazer esse tipo de afirmação extraordinária, afinal, é pouco provável que essa tendência seja absoluta entre os "não-estúpidos", ou melhor, "menos estúpidos". 

 5. A pessoa estúpida é a pessoa mais perigosa que existe. 

 ''E seu corolário: Uma pessoa estúpida é mais perigosa que um bandido. Não podemos fazer nada sobre os estúpidos. A diferença entre as sociedades que desmoronam sob o peso de seus cidadãos estúpidos e aquelas que os transcendem é a composição dos não estúpidos. Aqueles que progridem apesar de seus estúpidos possuem uma alta proporção de pessoas agindo de forma inteligente, aqueles que contrabalançam as perdas dos estúpidos trazendo ganhos para si e para seus semelhantes. As sociedades decadentes têm a mesma porcentagem de pessoas estúpidas que as bem-sucedidas. Mas eles também têm altas porcentagens de pessoas indefesas e, escreve Cipolla, “uma proliferação alarmante de bandidos com conotações de estupidez”. “Essa mudança na composição da população não-estúpida inevitavelmente fortalece o poder destrutivo da fração [estúpida] e torna o declínio uma certeza”, conclui Cipolla. “E o país vai para o Inferno.” 

 Minha problematização:

 Ok. Mas não são os "bandidos" que têm corrompido as sociedades humanas desde sempre e não apenas ou primariamente os ditos "estúpidos"?? Por acaso, aqueles que usam suas inteligências para fazer mal aos outros ou, sem se importarem com as consequências dos seus atos, são menos perigosos que aqueles que têm pouca compreensão do que fazem?? Sem falar que os "estúpidos", assim como os "ingênuos" e até mesmo a maioria dos "inteligentes", tendem a ser usados como "massas de manobra" por "bandidos" que, diga-se de passagem, abundam em ambientes de poder. 

 Como assim não é possível fazer nada em relação aos (mais) estúpidos?? Bem, em uma sociedade tomada por um regime democracista***, em que "a voz do povo é a voz de Deus", talvez seja impossível mesmo. *** meu texto: "democracismo", uma versão deturpada de regime democrático. 

 Conclusão: A teoria da estupidez humana de Carlo Cipolla, na minha opinião, baseada no que observei e concluí por suas leis, apesar de nos prover uma leitura interessante, ainda mais por causa do tema, tão polemizado em tempos de "politicamente correto", apresenta alguns pontos discutíveis que merecem maior destaque por parecer que foram baseados em opiniões pessoais do autor, incluindo também os conceitos desenvolvidos por ele, que, para mim, são demasiado simplistas. 

 Trechos traduzidos e retirados do texto no link: https://qz.com/967554/the-five-universal-laws-of-human-stupidity

quinta-feira, 3 de março de 2022

O raciocínio raso que leva esquerdistas a apoiar a Rússia de Putin

Sob nenhum âmbito relevante à justiça social e à ecologia, a Rússia tem se posicionado de maneira realmente positiva no mundo, especialmente a partir do regime de semi-ditadura de Vladimir Putin. Mas é surpreendente a quantidade de esquerdistas de linha marxista que têm apoiado esse país e seu líder, inclusive de maneira incondicional. Pois parece que eles se baseiam no raciocínio raso de "o inimigo do meu inimigo é o meu amigo". Só que, mesmo a Rússia sendo antagonista aos interesses estadunidenses, continua sendo tão capitalista e imperialista quanto os EUA...


Agora, com a guerra na Ucrânia, nesse início de "2022", muitos deles estão apoiando a agressão russa....

O povo ucraniano que se dane, não é??

Entendo essa hipocrisia de condenar a Rússia, atualmente, impondo-lhe sanções econômicas e boicotes, pelo que as potências ocidentais (incluindo Israel) sempre fizeram. Mas nunca houve razão para apoiá-la, ainda mais para um progressista.

Já em relação a esses marxistas que admiram ditadores cruéis, como Stálin, Mao Tsé Tung... e Putin, eu me pergunto se realmente sabem quem eles estão admirando ou o que estão fazendo?? 

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

A diferença entre ser contra, com sabedoria e com estupidez

 Já deixei claro, pelos meus textos, que sou totalmente contra a extrema direita e a direita, de maneira geral. Mas isso não significa que eu seja contrário a tudo aquilo que pensam ou defendem. Por exemplo, eu concordo com a maioria dos "conservadores" quanto ao seu posicionamento mais moderado/cauteloso em relação à imigração, por serem baseados em argumentos mais razoáveis do que, em comparação à maioria dos progressistas, que defendem por uma utopia de "mundo sem fronteiras" à la John Lennon e Yoko Ono. Em outras palavras, apesar de ser totalmente contra o [ultra]conservadorismo e o capitalismo, eu ainda preciso estar aberto a reconhecer que aqueles que os defendem não estão equivocados sobre "tudo", se quiser ser coerente com a proposta filosófica, de prática sistemática da racionalidade.


Isso é "ser contra", com sabedoria.


Em compensação, a maioria dos progressistas  tende a se posicionar automaticamente contra qualquer posicionamento conservador, sem antes avaliar o seu nível de veracidade, pelo simples fato de ser defendido por pessoas que estão do outro lado ou porque são de direita. Isso também acontece com a maioria dos conservadores e se consiste em ser contra, mas com estupidez, por não levar em consideração a possibilidade de que o outro lado possa estar certo, pelo menos, sobre alguma coisa relevante.


Apenas pense no que já está acontecendo nos países ocidentais que adotaram políticas de flexibilização de fronteiras há mais tempo: aumento da população de fundamentalistas "religiosos", principalmente de muçulmanos, via imigração em massa e, portanto, de hostilidade, preconceito, enfim, de "conservadorismo" (importado) contra mulheres emancipadas, não-religiosos, minorias sexuais... sem falar que isso favorece as direitas no campo da política. Enfim, "o tiro saindo pela culatra"...

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Ciclo da estupidez: da direita à esquerda

 A direita conservadora se apropria de um conceito básico ou de um campo de ações relevante, por exemplo e, respectivamente, verdade e isolamento/alocação de indivíduos considerados ''inaptos'' para o convívio social, de viverem sozinhos ou sem ninguém para cuidar deles. Então, distorce o conceito de verdade tornando-o tudo aquilo que determina como certo ou verdadeiro e faz o mesmo com a alocação de indivíduos, definindo os critérios para isolamento em "manicômios" de acordo com os seus preconceitos instintivos e não a partir de análises imparciais. Aí, aparece a esquerda progressista ou pretendente à iluminista e passa a negar a existência da verdade e a lutar contra qualquer possibilidade de isolar/alocar indivíduos através da ideologia anti-manicomial. 


Por quê?? 

Porque ao invés de analisar o conceito de verdade e essa ação específica, por si mesmos, o fazem a partir de perspectivas tendenciosas impostas pela direita conservadora... como resultado, relativiza a verdade, negando a existência da sua própria sua objetividade e inventa uma ideologia desequilibrada que, claramente, tem potencial para causar mais problemas do que resolver os existentes, tudo porque a santa direita havia se apropriado deles e lhes corrompido antes.

terça-feira, 30 de junho de 2020

A maneira equivocada como definimos estupidez e o autoconhecimento


Se eu sei que não sei, então, isso é um autoconhecimento, a priori, particular ou localizado.  Se o que eu não sei, e sei que não sei, corresponde a um conhecimento essencial, então, eu ainda posso ser capaz de buscar aprender um pouco mais ou tentar diminuir minha ignorância no assunto.

Se eu não sei que não sei, então, esta que é a verdadeira estupidez, em sua expressão mais universal.

Agora, de novo e concluindo, se eu sei que não sei, a priori, não é estupidez, pelo contrário, porque estou mostrando alguma ou certa compreensão sobre minhas próprias limitações.

Um exemplo inverossímil porém útil: se eu não soubesse que não sei voar e por isso tentasse fazê-lo.

Um exemplo mais realista: se eu não sei muito sobre comportamento humano, mas acredito que sei, a ponto de pensar que sou um especialista no assunto.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Cosmos e o ''presente''

Assisti a famosíssima série dos anos 80, Cosmos. Já virei fã logo nas primeiras horas. Até baixei uma música de sua linda trilha sonora. É uma obra de arte indiscutível. Seu tema me encanta. Como sempre, de maneira superficial, artística, em que o resto eu deixo por conta da minha imaginação.

Em um episódio, Carl Sagan conta a vida difícil de Johannes Kepler, sempre fugindo da estupidez cristã, de sua mitologia babuína e sociopática. Eu penso que já foram tantos os homens e mulheres de gênio como ele, que deram enorme contribuição para o avanço da humanidade, e que, em suas vidas, comeram o pão que o diabo cristão [ou mitológico] amassou...

No último episódio, Sagan homenageia Hipátia de Alexandria, primeira mulher a ser considerada matemática [ao menos no mundo ocidental] e responsável por um trabalho numeroso dedicado à ciência, à filosofia, enfim, ao conhecimento. Sua morte foi um crime contra toda a humanidade, e claro, perpetrada por esses babuínos de ''bem''.

A voz dublada do Sagan me acalma. Seu convite às galáxias e às estrelas é cortês e fascinante. Comparo a sua perspectiva de espaço/tempo, Nova Iorque, no início dos anos 80, com os nossos dias cada vez mais obscuros, com esses mesmos exércitos de malucos e malignos, agora, se apossando do planeta azul, querendo explorar e destruir tudo, apenas para encher seus bolsos com essa ilusão que não compra a alma. Nossos heróis...?? Bondosos demais, especialmente com quem não merece compaixão.. temo pelo futuro, não apenas o meu. O que será do Brasil, que parece estar caminhando para o precipício?? Os ânimos continuam aflorando. A Terra virou um grande ringue para que os testosterônicos possam medir suas forças e inseguranças. Cientistas conseguirão avanços esperados. Mas, poderiam ser muito mais significativos. Sem falar dos mesmos problemas tóxicos, disfarçados de cientistas, que realizam experimentos ''anti-éticos'' [eufemismo]. O pensamento crítico não perdoa nem o velho sonho da humanidade de conquistar as estrelas, por causa da perpetuação dessas ervas daninhas que enfraquecem a árvore humana, desde a civilização.

Imaginem se o ser humano consegue pousar uma nave tripulada em outro planeta, enquanto o mundo continua a ser destruído??

 Falência ambiental, obscurantismos ideológicos de ambos os lados, dominando e brigando pela hegemonia, e disso uma série de outros problemas sérios, como o emburrecimento da população...

Imaginem o nível de dissonância que deve ser o teor da mensagem criada pela Nasa para buscar  contato com possíveis civilizações extraterrestres, e a realidade humana e terráquea??

Mensagem:

'' Olá, amigos! 'Somos' uma civilização tecnológica, pacífica e racional''
 
Realidade:

zzzzzzzz

Sem o domínio praticamente absoluto de ideologias de direita, por séculos a fio..

Já teríamos carros voadores movidos a energia limpa;

.. cura para a maioria das doenças incluindo cânceres;

... aprendido a lidar harmônica e respeitosamente com o meio ambiente;

Não mais haveria miséria, fome e guerras idiota$$;

Nem mais preconceitos ou  fanatismos tolos;

Nem mais parasitas e predadores humanos..

..ou sofrimentos desnecessários;

Nem mais exploração do trabalho ou superprodução de mercadorias apenas para que uma minoria se beneficie imensamente..

Mas...

E,  para complicar só um pouquinho, a estupidez primitiva do conservadorismo não trabalha sozinha porque [no ocidente] a esquerda jacobina tem mostrado sua incompetência em conseguir cortar esta erva daninha sem se colocar em seu lugar...

Vendo os direitistas sempre se esforçando para defender retrocessos de direitos e conquistas nas sociedades, séculos e mais séculos, protagonizando a história agonizante da espécie humana, como os vilões (não-medievais), não tem como concluir outra coisa a não ser que são o principal atraso no avanço da humanidade em direção a um horizonte de ponderação, harmonia, conhecimento, enfim, de sabedoria.

Sem todos esses séculos de sinos de igrejas oprimindo as vozes racionais humanas, talvez já "teríamos" avançado muito. Sem o capitalismo idiocrático se colocando como necessário para a ciência... Sem seres humanos com níveis primitivos de consciência brigando entre si, levando países inteiros para ditaduras estúpidas e guerras... É repetitivo mas extremamente verdadeiro e necessário dizer isso.. Esse é o papel fundamental do verdadeiro filósofo.