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sábado, 30 de agosto de 2025

O que também leva as pessoas a acreditarem na pseudociência da tábula rasa??

 Especialmente aquelas com altas capacidades cognitivas, além da própria irracionalidade* de apresentarem essa crença??


O que já falei antes em outros textos: uma autoprojeção ou extrapolação da própria situação pessoal, de contexto situacional, sobre perspectivas alheias*, mas também de aspectos mais intrínsecos, como as capacidades cognitivas, como se, o que ''funciona'' ou ''funcionou'' para elas, também fosse perfeitamente ensinável para os outros, ou pelo menos para uma maioria. Basicamente uma confusão de perspectiva pessoal com perspectiva universal, em que uma facilidade mais inata para apreender informações, regras e/ou técnicas, mais uma deficiência em autoconhecimento, relacionada com uma deficiência de pensamento racional, leva algumas ou muitas pessoas, especialmente aquelas com esse perfil de altas capacidades, a acreditarem que, o que acontece com elas, também pode acontecer com os outros, que tudo é apenas uma questão de vontade, esforço ou persistência, e de "educação"...


* O que não deixa de ser um aspecto estrutural da irracionalidade


Outro fator que costuma gerar essa confusão é o de pertencer a uma classe social mais alta, já que pode passar uma falsa impressão de que os desafios pessoais, especialmente os de natureza financeira, dos indivíduos que pertencem às classes sociais mais baixas, podem ser tão facilmente manejáveis quanto dos que pertencem às classes mais altas, que tudo depende da vontade ou capacidade do indivíduo, desprezando completamente contextos desfavoráveis, enfim, reforçando e replicando a narrativa falaciosa do neoliberalismo econômico, de afirmação de responsabilidade individual como único fator relevante para a situação de um indivíduo, delegando ao contexto social, pouca ou nenhuma importância. 

quarta-feira, 16 de julho de 2025

Um exemplo cabal de um comportamento irracional tipicamente feminino

 O contágio social de fazer cirurgias plásticas com resultados duvidosos 


Para quê fazer uma cirurgia plástica que deixa você feio ou estranho ao invés de "melhorar' sua aparência?? 

Pergunte isso à muitas mulheres que já fizeram cirurgias ou estão cogitando entrar no bisturi e ganhar um rosto novo e esquisito. Mas deve ser só para seguir a moda de alguns nichos, geralmente mais "privilegiados", de mulheres de classe média alta, "celebridades" (muitas, riquíssimas...). E, claro, isso é muito irracional. Se parece que é mais comum que mulheres caiam nessas modas contraproducentes do que homens. Bem, isso começou faz tempo. Desde que começaram a aceitar que furar as orelhas ou andar de salto alto as tornam mais femininas ou pelo menos mais aceitáveis em seus círculos sociais exclusivamente femininos. Tudo pela vaidade do momento, pela conformidade constante e corrente das venusianas. Mas e quando aos marcianos?? 

sexta-feira, 7 de março de 2025

Sobre uma velha discussão: quem é mais irracional, o de esquerda ou o de direita e um novo pensamento

 O que é mais irracional, a mediocridade ou a loucura?? 


Eu já escrevi alguns textos tendo como base essa pergunta do título, mais especificamente dois textos. No primeiro, eu comparei os de esquerda e os de direita a partir de um contexto histórico de Brasil-colônia e concluí que são os de direita que pendem mais à irracionalidade, não apenas por serem mais propensos a justificar a escravidão, mas também por serem mais inclinados à crença religiosa, uma dose extra e tradicional de adesão ao pensamento mágico. No segundo texto, eu acabei concluindo que os mais racionais seriam mais propensos a não se tornarem tão enviesados ideologicamente, contrapondo um texto meu mais antigo, sobre os indivíduos altamente racionais, em que afirmava que estes seriam mais propensos a adotar de maneira mais vigorosa, crenças progressistas, também com base no longo histórico de abraço ao obscurantismo pelo outro lado, da direita. 

Pois um novo pensamento acerca desta discussão, de acordo com o que tenho pensado, é a de que a comparação entre os de direita e os de esquerda, em termos racionais, equivale à comparação entre doses diferentes de racionalidade, ou melhor, de irracionalidade, em que o primeiro grupo seria excessivamente comedido em suas abordagens intelectuais, por isso, mais conservador, expressando um modo mais medíocre do pensar racional, enquanto que o segundo seria excessivo em suas abordagens intelectuais, e que, sem um filtro de qualidade de pensamentos e ideias, se converte em uma maneira mais arriscada e equivocada do pensar racional. Portanto, é o embate entre a mediocridade e a loucura, entre sair muito pouco do bom senso primário, que costuma-se chamar de "senso comum", e a de ir muito além, mas mais em um sentido de inversão do mesmo, reiterando a condição da esquerda, que tem dado a si mesma, como um antítese da direita, e não como uma síntese ou uma transcendência moral e intelectual verdadeira, como parece se apregoar.

Mas isso não significa que os de direita sejam, em média, menos irracionais do que racionais. E sim que sejam menos irracionais que os de esquerda. Também não significa que o pensamento conservador seja perfeitamente cauteloso. Só a crença religiosa tradicional já nos mostra que isso está longe de ser verdadeiro. (Ainda assim, é interessante pensar que, se por um pensamento que eu tive sobre a mesma, é possível considerá-la radical, no sentido de imprudente ou precipitada, e também conservadora, dependendo da perspectiva. Se por uma perspectiva puramente racional, a religião tradicional, mas também qualquer outra forma de pensamento mágico, se trata tacitamente de uma afirmação extraordinária sem evidência extraordinária, de um salto especulativo sem qualquer base lógica, tratado como verdade absoluta. E se por uma perspectiva histórico-cognitiva e evolutiva, a crença religiosa entre humanos seria a conservação do modus operandi universal e extremamente básico dos seres vivos, o autocentrismo, de primariamente perceber a realidade pela própria perspectiva, ao invés de fazê-lo de maneira mais objetiva, deslocando a percepção para o objetivo ao invés da auto projeção). 

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Sobre a relação possivelmente complexa entre racionalidade e genialidade/On the possibly complex relationship between rationality and genius

 1. Conflito entre ponderação e genialidade 


Genialidade e racionalidade são ingredientes importantes para a construção e o avanço do conhecimento e, portanto, da ciência. No entanto, tendem a atuar de maneiras completamente opostas. A racionalidade como um guia para evitar saltos especulativos, se firmando nas hipóteses menos extraordinárias, especialmente quando se está buscando investigar sobre um tópico de interesse. Portanto, a racionalidade atua basicamente como um ímpeto que nos puxa para o realismo do que é factual, possível ou provável. E, para isso, nos incute o pensamento de não irmos muito longe de onde estamos. Já a genialidade segue uma linha de atuação bem diferente pois, como expressão máxima da criatividade e da originalidade, nos incita a especular de maneira mais solta, como uma abordagem mais ampla e arriscada, de tentativa e erro. Em resumo, a primeira nos faz mais comedidos, enquanto a outra nos faz mais ousados. Ambas, com as suas respectivas vantagens e desvantagens. Então, é possível concluir que o cientista genial é um indivíduo que consegue atingir um equilíbrio perfeito entre a ponderação ou razão e a genialidade, específico aos tópicos em que se aprofunda, já que, se ele se tornar ponderado demais, inibe sua capacidade de pensar além do bom senso estabelecido ou das hipóteses mais simples, e se ele for demasiado original em seu pensamento, aumenta o risco de perder sua capacidade de ponderá-lo, de discernir entre as hipóteses mais e menos logicamente plausíveis, especialmente as que soam interessantes em um primeiro olhar, mas deixam de fazê-lo a partir de um aprofundamento. 

Então, essa lógica também se aplica a todo indivíduo humano que não está diretamente associado à prática científica. Mas ainda é importante diferenciar racionalidade, ou bom senso aplicado, de conformidade ou senso comum, se a primeira se refere à busca pela verdade objetiva e imparcial e a segunda pela adoção de crenças estabelecidas e compartilhadas por uma maioria, dos que pertencem aos grupos sociais de identificação ou associação. 


2. A alta capacidade racional é um tipo heterodoxo de genialidade, praticamente uma genialidade da anti genialidade


Um indivíduo que atinge os níveis mais altos de racionalidade é um indivíduo intelectualmente excepcional, por se destacar da média típica de uma população humana, que, diga-se de passagem, pende à irracionalidade e não à razão. E, por causa dessa excepcionalidade, pode ser categorizado como um tipo genial, de excelência. Mas não um tipo necessariamente característico da genialidade, de profundidade de compreensão ou expressão e de originalidade de pensamento. Até pelo contrário, como um tipo que, em determinadas instâncias comparativas com a genialidade a nega em prol de uma excelência na percepção de fatos ou verdades e de se firmar neles, que, em teoria, é muito mais simples do que inventar, distorcer ou avançar muito profundamente sobre a compreensão da ou de uma realidade. Eu até já comentei sobre essa tendência de conflito que também parece existir entre racionalidade e inteligência, primariamente definida como capacidade de aprendizado, e analisada por testes cognitivos: de QI e desempenho acadêmico, especialmente, em que os mais inteligentes, nesse sentido, podem se sentir mais atraídos pela tentação de inventar ou distorcer fatos do que de apenas reconhecê-los e aceitá-los, ainda mais se forem fatos considerados pessoal e/ou ideologicamente inconvenientes. Por isso, a alta capacidade racional seria, ao mesmo tempo, uma excepcionalidade, por ser uma expressão rara da mente humana, mas também uma espécie de antítese relativa da genialidade, por ser um processo aparentemente mais simples, de percepção prioritária de fatos ou verdades objetivas, se o que a torna mais difícil não seria apenas uma questão de cognição ou percepção, mas também de capacidade psicológica, de autocontrole, aprendendo a evitar ou conter auto projeções durante processos de raciocínio, que tendem a priorizar expectativas e crenças pessoais sobre uma possibilidade de percepção mais imparcial.

 

1. Conflict between thoughtfulness and genius

Genius and rationality are important ingredients for the construction and advancement of knowledge and, therefore, of science. However, they tend to act in completely opposite ways. Rationality acts as a guide to avoid speculative leaps, relying on less extraordinary hypotheses, especially when seeking to investigate a topic of interest. Therefore, rationality basically acts as an impetus that pulls us towards the realism of what is factual, possible or probable. And, to do so, it instills in us the thought of not going too far from where we are. Genius, on the other hand, follows a very different line of action because, as the ultimate expression of creativity and originality, it encourages us to speculate more freely, as a broader and riskier approach, of trial and error. In short, the first makes us more measured, while the other makes us bolder. Both, with their respective advantages and disadvantages. Therefore, it is possible to conclude that a brilliant scientist is an individual who manages to achieve a perfect balance between thoughtfulness or reason and genius, specific to the topics he delves into, since if he becomes too thoughtful, it inhibits his ability to think beyond established understanding or the simplest hypotheses, and if he is too original in his thinking, it increases the risk of losing his ability to ponder it, to discern between more and less logically plausible hypotheses, especially those that sound interesting at first glance, but cease to do so upon further investigation.

So, this logic also applies to every human individual who is not directly associated with scientific practice. But it is still important to differentiate rationality from conformity or common sense, if the former refers to the search for objective and impartial truth and the latter to the adoption of beliefs established and shared by a majority, of those who belong to the social groups of identification or association.

2. High rational capacity is a heterodox type of genius, practically a genius of anti-genius

An individual who reaches the highest levels of rationality is an intellectually exceptional individual, because he stands out from the typical average of a human population, which, by the way, tends towards irrationality and not reason. And, because of this exceptionality, he can be categorized as a type of genius, of excellence. But not a type necessarily characteristic of genius, of depth of understanding or expression and originality of thought. On the contrary, as a type that, in certain instances compared to genius, denies it in favor of an excellence in the perception of facts or truths and of establishing oneself in them, which, in theory, is much simpler than inventing, distorting or advancing too deeply into the understanding of a reality. I have already commented on this tendency for conflict that also seems to exist between rationality and intelligence, primarily defined as learning capacity, and analyzed by cognitive tests: IQ and academic performance, especially, in which the most intelligent, in this sense, may feel more attracted by the temptation to invent or distort facts than to simply recognize and accept them, even more so if they are facts considered personally and/or ideologically inconvenient. Therefore, high rational capacity would be, at the same time, an exception, for being a rare expression of the human mind, but also a kind of relative antithesis of genius, for being an apparently simpler process, of prioritizing perception of facts or objective truths, if what makes it more difficult would not be just a question of cognition or perception, but also of psychological capacity, of self-control, learning to avoid or contain self-projections during reasoning processes, which tend to prioritize personal expectations and beliefs over a possibility of more impartial perception.

sábado, 31 de agosto de 2024

A relação entre baixa autoconsciência/autoconhecimento, fanatismo ideológico, narcisismo e irracionalidade/The relationship between low self-awareness/self-knowledge, ideological fanaticism, narcissism and irrationality

 Quem se conhece pouco ou muito superficialmente, por extrapolação lógica, também compreende menos a realidade ao seu redor. Então, como recurso intuitivo e muito impreciso de orientação, está mais propenso a apelar para as ideologias e, nesse processo, acabar sofrendo doutrinação ideológica ou lavagem cerebral...


Quem se conhece pouco ou muito superficialmente também é pouco introspectivo, menos propenso a pensar sobre si mesmo, inclusive em um sentido autocrítico. E isso é provável que o torne atraído ao apelo de narrativas ideológicas que também estão pessoalmente enviesadas...

Quem se conhece pouco ou insuficiente também conhece pouco sobre os próprios limites e potenciais, e isso aumenta em demasia o risco de que  confunda sua própria perspectiva com a perspectiva do mundo, isto é, suas crenças ou expectativas pessoais com fatos...

Quem se conhece ou se entende pouco também está mais propenso a super ou subestimar suas capacidades, inclusive a racional, de julgamento factual e moral, e então a adotar postulados ideológicos, mesmo se forem baseados em distorções de fatos, falácias... tratando-os como verdades incontestáveis, desde que confirmem suas crenças pessoais... 

Quem se conhece ou se entende pouco está menos propenso a prestar atenção em si mesmo, em seus próprios pensamentos e sentimentos, e então a entrar em contradição com mais frequência. Ou também pode ser demasiado egocêntrico e a prestar muita atenção em si mesmo, mas especialmente em sua auto imagem distorcida, que faz pouca diferença em termos de auto compreensão...

Aquele que se conhece ou se entende pouco está mais propenso a ser narcisista, especialmente se superestima a si próprio. Então, está mais propenso a adotar apenas as crenças ideológicas que estão de acordo com os seus sentimentos, pensamentos, personalidade, circunstâncias pessoais... enfim, que reforçam seu egocentrismo, sua interpretação pessoalmente enviesada da realidade (ou super personalização/ irracionalidade) ao invés de buscar amadurecer intelectualmente para aceitar e lidar com os fatos tal como se apresentam...

Mas um baixo autoconhecimento também pode se manifestar pela síndrome do impostor tornando um indivíduo mais vulnerável a adotar crenças ideológicas de maneira acrítica, não necessariamente ou apenas porque reforçam suas crenças pessoais, mas também como maneira de mascarar sua auto percepção real ou exagerada de incapacidade de pensamento lógico-racional. E no caso de ser uma incapacidade verdadeira, se alinha mais ao caso de narcisismo, de super autoestima, do que de sub autoestima.



Those who know little about themselves or very superficially, through logical extrapolation, also understand less the reality around them. Therefore, as an intuitive and very imprecise resource for guidance, they are more likely to appeal to ideologies and, in the process, end up suffering ideological indoctrination or brainwashing...

Those who know little about themselves or very superficially are also not very introspective, less likely to think about themselves, including in a self-critical sense. And this is likely to make them attracted to the appeal of ideological narratives that are also personally biased...

Those who know little about themselves or insufficiently also know little about their own limits and potentials, and this greatly increases the risk that they will confuse their own perspective with the perspective of the world, that is, their personal beliefs or expectations with facts...

Those who know or understand little about themselves are also more likely to over- or underestimate their capacities, including rational, factual and moral judgment, and then to adopt ideological postulates, even if they are based on distortions of facts, fallacies... treating them as indisputable truths, as long as they confirm their personal beliefs...

Those who know or understand little about themselves are less likely to pay attention to themselves, to their own thoughts and feelings, and therefore to contradict themselves more often. Or they may also be too self-centered and pay too much attention to themselves, but especially to their distorted self-image, which makes little difference in terms of self-understanding...

Those who know or understand little about themselves are more likely to be narcissists, especially if they overestimate themselves. Therefore, they are more likely to adopt only ideological beliefs that are in line with their feelings, thoughts, personality, personal circumstances... in short, that reinforce their egocentrism, their personally biased interpretation of reality (or over-personalization/irrationality) instead of seeking to mature intellectually to accept and deal with the facts as they present themselves...

However, low self-knowledge can also manifest itself through impostor syndrome, making an individual more vulnerable to adopting ideological beliefs in an uncritical manner, not necessarily or only because they reinforce their personal beliefs, but also as a way of masking their real or exaggerated self-perception of inability to think logically and rationally. And if it is a true incapacity, it is more in line with the case of narcissism, of over-self-esteem, than of under-self-esteem.

terça-feira, 6 de agosto de 2024

Mais pensamentos de alfinetes/More Pin Thoughts

 O fanatismo é uma identificação ou atração confundida com vocação 


O talento sem vocação é um desperdício 

A verdadeira vocação é a existência de uma atração relacionada a um talento

"A EXTREMA direita venceu" 

Temem e lamentam aqueles que se intitulam, com orgulho, como "RADICAIS", "subversivos"...

"Eu odeio a polarização política"

Dizem muitos esquerdistas, dos grupos político-ideológicos mais fanatizados e responsáveis por essa mesma polarização... 

Por mais primárias, superficiais, insensíveis e supersticiosas sejam muitas das crenças conservadoras, incluindo tipicamente a crença religiosa, ainda assim, elas têm preservado um mínimo de conhecimentos básicos e práticos, tal como de que só existem homens e mulheres (e adaptado ao contexto trans: de que um homem não pode se tornar uma mulher) ou de que existem raças humanas, em oposição às crenças "progressistas' 

Isso significa que, uma parte do que hoje em dia tem sido demonizado como "preconceitos' da "extrema direita", nada mais é do que uma herança cultural desse mínimo de conhecimentos básicos e práticos que eram passados de geração em geração 

Parece comum subestimar o quão grave pode ser uma deficiência em capacidade racional. Pois uma demonstração de sua periculosidade, primeiramente ao próprio indivíduo que apresenta esse déficit, é uma incapacidade de tecer uma boa compreensão sobre o mundo que tende a torná-lo suscetível a adotar crenças e atitudes que aumentam a sua insegurança pessoal, mesmo se inconsciente disso, por exemplo, de ser ou se tornar favorável ou indiferente à políticas de imigração em massa ao seu país 

Ainda assim, existem crenças progressistas que são basicamente complementares às conservadoras por também se basearem em preocupações legítimas, tal como a preocupação pela destruição massiva do meio ambiente por lucros, normalizada e justificada por muitos conservadores...

Típico ateu 

"Eu faço zombarias apenas com o cristianismo porque apenas os cristãos que tentam me converter à sua religião, isto é, que praticam proselitismo"

Pois um típico ateu, um ideólogo "progressista", reclama de proselitistas cristãos, mas se esquece ou não tem a menor consciência de que também se tornou um proselitista de suas ideologias ao defender que sejam impostas institucionalmente, diga-se, ideologias plantadas ou politicamente defendidas por "messiânicos" do sionismo internacional (plano de longo prazo de domínio político e estrutural do "povo' judeu sobre o mundo, começando com o mundo ocidental, em pleno vigor especialmente depois da segunda guerra mundial e detectável pela confluência de padrões tal como a enorme desproporção de judeus em espaços de poder em vários países ocidentais e também em movimentos que visam alterar cultural e etnicamente esses mesmos países) 

Argumento comum de um ateu brasileiro e autodeclarado progressista

"Eu critico especialmente o cristianismo por ser a religião mais importante no nosso país. Por isso que não faço o mesmo com o islamismo e o judaísmo" 

Então, por que você simplesmente não se abstém de ter uma opinião sobre esses grupos com base nesse argumento de não serem comuns por aqui?? Porque eu sei que você costuma ter opiniões mais positivas sobre essas 'religiões" e seus seguidores...

Eu não sou totalmente contra tentar converter os outros às próprias crenças, especialmente se forem baseadas em ponderação, objetividade e imparcialidade, isto é, em racionalidade. E, também, se todos nós fazemos isso, de qualquer maneira, mesmo se de maneira indireta ou inconsciente...

"Segundo previsões demográficas, a África subsaariana terá quatro BILHÕES de pessoas até o final do século XXI"

Pois dependendo de como você reagir a essa frase, isso pode indicar o quão realmente ignorante ou conhecedor você está sobre o mundo, especialmente quanto aos conhecimentos mais básicos, como aqueles relacionados ao comportamento humano...

Mais do que um pensador, o filósofo verdadeiro tem que se comportar omo um cartógrafo da realidade, como um criador de mapas de verdades...

Um esquerdista típico ao ler "A Revolução dos Bichos" pensa que é um dos porcos e não o cavalo...

Se uma "mulher trans" (um homem) pode disputar com mulheres em competições esportivas, então, por que brancos não podem se declarar negros ou pardos e disputar vagas de cotas na educação superior, concurso público ou emprego no setor privado??

Hein "esquerda" BURGUESA??   

Se ofender fosse um crime tão sério quanto espancar, estuprar ou matar, eu já deveria ter recebido uma boa quantia da justiça; todos nós já teríamos ficha criminal e alguns ou muitos "juízes da moralidade pós moderna" estariam atrás das grades...

O maior inimigo das artes é o relativista cultural

Em um cenário de democracia completa, o direito à livre associação seria um dos direitos mais importantes 

Fanáticos adoram cultuar seus "Goldsteins" ou "inimigos máximos', também por ser um modo de canalizar toda percepção de mal para o "outro lado" da trincheira, enquanto eles mesmos se abstêm de um auto exame de consciência

É comum que um professor seja uma pessoa comum que se pensa como um intelectual 

É comum que um ''historiador'' ou 'professor" de história esquerdista se comporte como um mero propagandista político 

A maldade de direita tende a ser sincera, orgulhosa e natural. A maldade de esquerda tende a ser hipócrita, disfarçada e cínica 

Talvez fosse melhor mudarmos o nome da profissão de jornalista para "pau mandado do poder", se a maioria deles se comporta exatamente desse jeito

O acadêmico "não-cientista" é, no mínimo, um burocrata e, no máximo, um pseudo-intelectual 

Quem mais "educa" ou influencia os filhos não são os pais, mas as ruas ou o meio e eles mesmos. Muito notável pelas diferenças intergeracionais de comportamento e tendências culturais 

O nível de ignorância de muitas pessoas continua no mesmo nível de crença em superstições em desprezo concomitante às evidências 

O instinto é o saber sem o aprender. Uma herança direta 

"Ninguém é obrigado a gostar ou a tolerar ninguém...

Mas é obrigado a respeitar...."

Só quando há respeito por ambas as partes...

Se Cuba é uma democracia plena, então, por que não acontecem plebiscitos legítimos que ratificam os desejos de sua população? Por exemplo, por que o povo cubano não pode decidir sobre a possibilidade ou liberdade de viajar ao exterior??

Tem um tipo de idiota que se assemelha ao gênio por também não dar importância à opinião alheia, seguindo a sua própria intuição, dependendo apenas do seu próprio juízo. E por isso que é um idiota e não um gênio 

O típico "nerd" é mais um idiota que se acha mais sábio que os outros, mais um falso positivo de inteligência racional 

Existem traços de personalidade e de inteligência que são tão intensos e naturais, ou tão constantes e indiferentes à qualquer influência do meio, que parecem ser mais intrínsecos do que os que parecem ser mais suscetíveis ou derivados de influências extrínsecas

Tem muitos abortistas fanáticos que dariam excelentes abortos 

Muitos se tornam ateus mirando na razão, mas acertando no niilismo e no narcisismo intelectual 

Afirmações extraordinárias sem evidências extraordinárias definem a estrutura de qualquer pseudociência ou pseudofilosofia 

O privilégio e o vitimismo podem fazer uma pessoa acreditar em qualquer coisa

É comum que o "artista pós moderno" seja aquele indivíduo que encontra-se desprovido de talento e que se beneficia de uma boa situação socioeconômica para investir em seu delírio de grandeza


No Brasil e em outros países, enquanto a esquerda promove a disgenia intelectual pelo incentivo natalista de grupos menos inteligentes, com base em hegemonia institucional e imposição de lavagem cerebral com pseudociências do bem e falácias morais, a direita faz o mesmo só que pelo fundamentalismo religioso. Ambas, inimigas da evolução humana mais ideal

Uma das maiores falácias sobre a bondade, amplamente adotada pela esquerda, e que também é uma falácia sobre a justiça, é a de que são plenamente possíveis mesmo sem imparcialidade e objetividade ou que podem ser praticadas em seu estado mais puro, como se isso existisse 

Aderência ideológica acrítica ou fanática reflete uma incapacidade de diferenciar o falso de um verdadeiro expertise ou conhecimento específico; uma deficiência intelectual qualitativa que parece comum entre professores, jornalistas... Um tipo mais "fordista", muito estreito em suas capacidades cognitivas, muito especializado em um conjunto mais restrito de 'conhecimentos" e que pode ser um fator que contribui para essa deficiência; que foi, inclusive, citada no livro "A Revolução dos Bichos" ("duas patas ruim, quatro patas bom")

Associada a essa possível ou provável deficiência cognitiva, também uma imaturidade emocional que impede o mais ideologicamente fanático de aceitar quando suas crenças não correspondem aos fatos ou não são ponderadas 

E também seria interessante saber se essa deficiência comunga com uma ideia de "minha autoria', de que é o cognitivo que influencia o emotivo e que, portanto, nesse caso, seria uma tendência perceptiva mais autocentrada que contribuiria para um narcisismo intelectual e, então, para déficits em capacidade racional e emocional (intrapessoal ou de autoconhecimento)

Isso também significa que se está apoiando intelectual e até moralmente em um conjunto mais fechado de ideias, crenças e/ou pensamentos que não são inteiramente baseados em ponderação analítica, imparcialidade, objetividade, isto é, em uma abordagem realmente racional 

Para você conseguir perseverar dentro de uma universidade, ou você precisa gostar muito de ciência e ainda ser capaz de avançar seus projetos genuinamente científicos ou ser excepcionalmente compatível com o ambiente de extrema conformidade ideológica que predomina nesse ambiente 

Alguns (ou muitos?) dos maiores defensores da democracia implicitamente a conceituam como sinônimo de anarquia ou libertinagem 

Se a educação superior realmente priorizasse a qualidade em seus processos avaliativos e seletivos, dentro de um contexto acadêmico, isto é, se priorizasse qualidades essenciais ao trabalho científico, como uma vocação e uma capacidade de buscar pela verdade objetiva, é bem possível que as universidades seriam muito diferentes do que são hoje, já que muitos dos acadêmicos que se enveredam em pseudociências, especialmente em "pseudociências do bem", enviesadas ideologicamente à esquerda no espectro político e amplamente toleradas nesses ambientes, não teriam espaço ou já seriam rejeitados durante os processos seletivos




Fanaticism is an identification or attraction confused with vocation


Talent without vocation is a waste


True vocation is the existence of an attraction related to a talent


"The FAR right won"


They fear and regret those who proudly call themselves "RADICALS", "subversives"...


"I hate political polarization"


Many leftists say, from the most fanatical political-ideological groups, responsible for this same polarization...


However primary, superficial, insensitive and superstitious many conservative beliefs may be, typically including religious belief, they have nevertheless preserved a minimum of basic and practical knowledge, such as that there are only men and women (and adapted to the trans context. : that a man cannot become a woman) or that human races exist, as opposed to "progressive" beliefs


This means that part of what today has been demonized as "prejudices" of the "extreme right", is nothing more than a cultural inheritance of that minimum of basic and practical knowledge that was passed down from generation to generation.


It seems common to underestimate how serious a deficiency in rational capacity can be. Because a demonstration of their dangerousness, primarily to the individual who presents this deficit, is an inability to form a good understanding of the world, which tends to make them susceptible to adopting beliefs and attitudes that increase their personal insecurity, even if they are unconscious of it. , for example, of being or becoming favorable or indifferent to mass immigration policies to your country


Still, there are progressive beliefs that are basically complementary to conservative ones because they are also based on legitimate concerns, such as the concern about the massive destruction of the environment for profit, normalized and justified by many conservatives...


Typical atheist


"I only make fun of Christianity because only Christians who try to convert me to their religion, that is, who practice proselytism"


Because a typical atheist, a "progressive" ideologue, complains about Christian proselytizers, but forgets or is not at all aware that he has also become a proselytizer of his ideologies by defending that they be institutionally imposed, that is, planted or politically planted ideologies defended by "messianics" of international Zionism (long-term plan of political and structural domination of the Jewish "people" over the world, starting with the Western world, in full force especially after the second world war and detectable by the confluence of patterns such as the enormous disproportion of Jews in spaces of power in several Western countries and also in movements that aim to culturally and ethnically alter these same countries)


Common argument from a Brazilian atheist and self-declared progressive


"I especially criticize Christianity because it is the most important religion in our country. That's why I don't do the same with Islam and Judaism"


So why don't you just refrain from having an opinion about these groups based on this argument that they are not common around here? Because I know you tend to have more positive opinions about these 'religions' and their followers...


I'm not totally against trying to convert others to one's beliefs, especially if they are based on consideration, objectivity and impartiality, that is, on rationality. And also, if we all do this, in any way, even if indirectly or unconsciously...


"According to demographic forecasts, sub-Saharan Africa will have four BILLION people by the end of the 21st century"


Because depending on how you react to this phrase, it could indicate how truly ignorant or knowledgeable you are about the world, especially regarding the most basic knowledge, such as that related to human behavior...


More than a thinker, the true philosopher has to behave like a cartographer of reality, like a creator of maps of truths...


A typical leftist reading "Animal Farm" thinks he is one of the pigs and not the horse...


If a "trans woman" (a man) can compete with women in sporting competitions, then why can't white people declare themselves black or mixed race and compete for quota places in higher education, public examinations or employment in the private sector?


Huh, bourgeois “left”??


If offending was as serious a crime as beating, raping or killing, I should have already received a good amount from justice; We would all already have a criminal record and some or many "judges of postmodern morality" would be behind bars...


The greatest enemy of the arts is the cultural relativist


In a scenario of complete democracy, the right to free association would be one of the most important rights


Fanatics love to worship their "Goldsteins" or "maximum enemies", also because it is a way of channeling all perception of evil to the "other side" of the trench, while theythey themselves refrain from self-examination of conscience


It is common for a teacher to be an ordinary person who thinks of himself as an intellectual


It is common for a left-wing ''historian'' or ''professor'' of history to behave like a mere political propagandist.


Right-wing evil tends to be sincere, proud and natural. Left wing evil tends to be hypocritical, disguised and cynical


Maybe it would be better if we changed the name of the profession of journalist to "stick of power", if the majority of them behave exactly like that


The "non-scientist" academic is, at best, a bureaucrat and, at most, a pseudo-intellectual


Those who most "educate" or influence children are not the parents, but the streets or the environment and themselves. Very notable for intergenerational differences in behavior and cultural trends


The level of ignorance of many people remains at the same level of belief in superstitions and concomitant disregard for evidence


Instinct is knowing without learning. A direct inheritance


"No one is obliged to like or tolerate anyone...


But you are obliged to respect...."


Only when there is respect on both sides...


If Cuba is a full democracy, then why aren't there legitimate plebiscites that ratify the wishes of its population? For example, why can't the Cuban people decide on the possibility or freedom of traveling abroad?


There is a type of idiot who is similar to genius because he also does not care about other people's opinions, following his own intuition, depending only on his own judgment. And that's why he's an idiot and not a genius


The typical "nerd" is more of an idiot who thinks he is wiser than others, more of a false positive of rational intelligence


There are personality and intelligence traits that are so intense and natural, or so constant and indifferent to any environmental influence, that they seem to be more intrinsic than those that seem to be more susceptible to or derived from extrinsic influences.


There are many fanatical abortionists who would provide excellent abortions


Many become atheists aiming for reason, but hitting on nihilism and intellectual narcissism


Extraordinary claims without extraordinary evidence define the structure of any pseudoscience or pseudophilosophy


Privilege and victimhood can make a person believe anything


It is common for the "postmodern artist" to be that individual who is devoid of talent and who benefits from a good socioeconomic situation to invest in his delusion of grandeur.



In Brazil and other countries, while the left promotes intellectual dysgenics through the natalist encouragement of less intelligent groups, based on institutional hegemony and the imposition of brainwashing with good pseudosciences and moral fallacies, the right does the same only through religious fundamentalism . Both, enemies of the most ideal human evolution


One of the biggest fallacies about kindness, widely adopted by the left, and which is also a fallacy about justice, is that they are fully possible even without impartiality and objectivity or that they can be practiced in their purest state, as if this existed.


Uncritical or fanatical ideological adherence reflects an inability to differentiate false from true expertise or specific knowledge; a qualitative intellectual deficiency that seems common among teachers, journalists... A more "Fordist" type, very narrow in its cognitive capabilities, very specialized in a more restricted set of 'knowledge' and which may be a factor that contributes to this deficiency ; which was even mentioned in the book "Animal Revolution" ("two legs bad, four legs good").


Associated with this possible or probable cognitive deficiency is also an emotional immaturity that prevents the most ideologically fanatical from accepting when their beliefs do not correspond to the facts or are not considered.


And it would also be interesting to know whether this deficiency shares an idea of ​​"my authorship", that it is the cognitive that influences the emotional and that, therefore, in this case, it would be a more self-centered perceptual tendency that would contribute to intellectual narcissism and, therefore, , for deficits in rational and emotional capacity (intrapersonal or self-knowledge)


This also means that one is relying intellectually and even morally on a more closed set of ideas, beliefs and/or thoughts that are not entirely based on analytical consideration, impartiality, objectivity, that is, on a truly rational approach.


For you to be able to persevere within a university, you either need to really like science and still be able to advance your genuinely scientific projects or be exceptionally compatible with the environment of extreme ideological conformity that predominates in this environment.


Some (or many?) of the greatest defenders of democracy implicitly conceptualize it as synonymous with anarchy or libertinism


If higher education really/prioritized quality in their evaluative and selective processes, within an academic context, that is, if they prioritized qualities essential to scientific work, such as a vocation and an ability to search for objective truth, it is quite possible that universities would be very different from what are today, since many of the academics who engage in pseudosciences, especially in "pseudosciences of good", ideologically biased to the left of the political spectrum and widely tolerated in these environments, would not have space or would already be rejected during the selection processes

quarta-feira, 26 de junho de 2024

Teimosia patológica é um sinal muito claro de irracionalidade/Pathological stubbornness is a very clear sign of irrationality

 Talvez, um dos mais característicos, de quando uma pessoa teima mesmo diante de evidências ou fatos, mesmo quando percebe que o seu raciocínio não é o mais ponderado. E quanto mais frequente se torna esse padrão, mais irracional.


Perhaps one of the most characteristic, when a person is stubborn even in the face of evidence or facts, even when they realize that their reasoning is not the most considered. And the more frequent this pattern becomes, the more irrational.

sexta-feira, 26 de abril de 2024

Sobre a prevalência da irracionalidade humana/On the prevalence of human irrationality

 Por sermos uma espécie social, nós, seres humanos, somos mais cognitivamente especializados e, portanto, mais intelectualmente dependentes uns dos outros. Metaforicamente, isso significa que somos como células de um organismo, especializadas em uma gama mais limitada de funções que, idealmente, refletem nossas capacidades ou inclinações mais "naturais' (desprezando a ocorrência frequente de alocação relativa de especialização dentro das organizações sociais humanas). Como resultado, produz-se um organismo social inteligente "às custas" da inteligência dos indivíduos que o compõem, como é comum de se perceber em outras espécies sociais, como as formigas. No entanto, existem dois tipos raros de indivíduos humanos que fogem parcialmente a essa regra: são eles os mais intelectualmente dotados, especialmente os que caem em uma categoria de polímata, e os mais racionais. O primeiro, por ser o mais cognitivamente generalista, capaz de aprender uma gama mais ampla de conhecimentos e, portanto, um tipo mais científico, refletindo o que a ciência também se consiste, em uma generalização da especialização, tal como a defini nesse texto "Ciência, Filosofia e mais uma diferença" (porque tudo o que a ciência "toca" se torna um domínio específico do conhecimento). Já o segundo, por ser ou se tornar um especialista na capacidade de raciocinar e, portanto, de julgar (inclusive sobre a sua própria capacidade) seria um tipo mais filosófico, se uma aptidão em filosofia, diga-se, em sua prática verdadeira ou mais condizente com o seu conceito, se expressa como uma especialização na generalização, também com base no mesmo texto destacado, justamente pela onipresença do julgamento/por estarmos a todo momento julgando nossas ações e pensamentos, bem como dos outros, o certo ou o errado, justo ou injusto, verdadeiro ou falso, ou neutro...


Portanto, uma das prováveis razões para a prevalência da irracionalidade (diga-se, unicamente**) em nossa espécie é por sermos, em média, mais cognitivamente especializados, também incluindo ou influenciando na capacidade de raciocínio (de analisar informações), além da de aprendizado (de apreender informações), enquanto que, uma racionalidade mais desenvolvida requer uma maior capacidade de julgamento (de generalização do raciocínio), isto é, de pensar e julgar corretamente¹ sobre uma ampla gama de tópicos, desde os mais básicos até aos mais complexos, inclusive e especialmente sobre a própria capacidade de julgá-los, em que a percepção da própria inaptidão ou incapacidade pode ser mais adequado do que o oposto, quando se percebe específica e precisamente incapaz, tal como eu comentei em outros textos (por exemplo, nesse: "A maneira equivocada como definimos estupidez e o autoconhecimento": resumo, 'saber que não sabe não é estupidez, mas um autoconhecimento sobre as próprias limitações...')

* Apesar de também sermos a espécie mais cognitivamente generalista, especialmente por causa da cultura, mas "apenas' se nos compararmos com as outras espécies.

¹ "Julgar corretamente", ou racionalmente, com base em evidências e/ou ponderação de raciocínio. 

** Com base no meu pensamento escrito em outros textos, de que apenas o ser humano pode ser irracional por também ser o único animal que pode ser racional, oriundo da lógica de que, só é possível estar deficiente em uma determinada capacidade se outros indivíduos da espécie ou população ao qual pertence apresentarem um potencial variável e verdadeiro para desenvolvê-la ou de, ao menos, expressá-la. Também baseado no pensamento de que animais não-humanos não podem ser irracionais, se a irracionalidade é um tipo de estupidez, discordante dos comportamentos adaptativos altamente lógicos e eficientes, mesmo das espécies mais simples.

On the prevalence of human irrationality

Because we are a social species, we, humans, are more cognitively specialized and therefore more intellectually dependent on each other. Metaphorically, this means that we are like cells in an organism, specialized in a more limited range of functions that ideally reflect our more 'natural' capabilities or inclinations (neglecting the frequent occurrence of relative allocation of specialization within human social organizations). As a result, an intelligent social organism is produced "at the expense" of the intelligence of the individuals that compose it, as is common to see in other social species, such as ants. However, there are two rare types of human individuals that partially escape to this rule: they are the most intellectually gifted, especially those who fall into a polymath category, and the most rational. The first, as it is the most cognitively generalist, capable of learning a wider range of knowledge and, therefore, a more scientific type, reflecting what science also consists of, in a generalization of specialization, as I defined it in this text " Science, Philosophy and one more difference" (because everything that science "touches" becomes a specific domain of knowledge). The second, by being or becoming a specialist in the ability to reason and, therefore, to judge (including about one's own ability) would be a more philosophical type, if an aptitude in philosophy, that is, in its true practice or more consistent with its concept, it is expressed as a specialization in generalization, also based on the same highlighted text, precisely because of the omnipresence of judgment/because we are constantly judging our actions and thoughts, as well as those of others, right or wrong , fair or unfair, true or false, or neutral...


Therefore, one of the probable reasons for the prevalence of irrationality (solely**) in our species is because we are, on average, more cognitively specialized, also including or influencing the ability to reason (to analyze information), in addition to of learning (to learn/apprehend information), while a more developed rationality requires a greater capacity for judgment (to generalize reasoning), that is, to think and judge correctly¹ on a wide range of topics, from the most basic to the most complexes, including and especially about one's own ability to judge them, in which the perception of one's own ineptitude or incapacity may be more appropriate than the opposite, when one perceives oneself specifically and precisely incapable, as I have commented in other texts (e.g. , in this: "The mistaken way we define stupidity and self-knowledge": summary, 'knowing that you don't know is not stupidity, but self-knowledge about your own limitations...')

* Although we are also the most cognitively generalist species, especially because of culture, but "only" if we compare ourselves to other species.

¹ "Judge correctly", or rationally, based on evidence and/or weighted reasoning.

** Based on my thoughts written in other texts, that only humans can be irrational because they are also the only animals that can be rational, arising from the logic that it is only possible to be deficient in a certain capacity if other individuals of the species or population to which it belongs presents a variable and true potential to develop it or, at least, express it. Also based on the thought that non-human animals cannot be irrational, if irrationality is a type of stupidity, discordant with the highly logical and efficient adaptive behaviors of even the simplest species.


segunda-feira, 16 de outubro de 2023

A maioria dos seres humanos é irracional

 Porque apresentam um forte impulso de viver o mundo, o seu mundo, o seu tempo de existência, e não de entendê-lo.

sábado, 9 de setembro de 2023

A irracionalidade é uma superpersonalização da percepção da realidade...

 .. a partir de uma constante autoprojeção da própria perspectiva existencial: expectativas, sonhos, temperamento, capacidade de raciocínio, experiências de vida, resultando em um sistema individual de crenças excessivamente personalizado. 

A irracionalidade, também no sentido de incapacidade de racionalidade, como eu já comentei outras vezes, é unicamente possível à espécie humana, porque as outras espécies não têm sequer uma possibilidade de racionalidade, tal como também não podemos ser considerados deficientes na capacidade de voar. Mas, mesmo a partir dessa lógica, ainda é possível dizer que a irracionalidade humana equivale ao modo padrão praticamente absoluto das espécies não- humanas.

domingo, 27 de agosto de 2023

Ainda sobre irracionalidade como domínio da subjetividade

 1. Esse tem sido o padrão humano, da maioria dos de nossa espécie, de ter a razão como uma promessa ou crença de possuí-la e a sujeição aos próprios instintos como a realidade, simbolizados e racionalizados pela linguagem complexa.


2. A racionalidade parece tão difícil de ser ensinada ou desenvolvida também por ser o aprendizado de prestar mais atenção ao que é externo e impessoal ao indivíduo do que interno ou subjetivo, ao que lhe é mais íntimo e, portanto, potencialmente agradável ou conveniente.
 

Analisando criticamente as 5 leis da estupidez humana

De Carlo Cipolla (1922-2000), professor de história econômica que lecionou nas universidades de Pavia e Berkeley e publicou trabalhos acadêmicos particularmente sobre a superpopulação humana ao longo da história. Sua "teoria da estupidez" foi construída com base em 5 leis fundamentais. Irei, aqui, analisar cada uma, como proposto no título. 

 As 5 leis fundamentais da estupidez humana 

 1. Sempre e, inevitavelmente, cada um de nós subestima o número de indivíduos estúpidos que circulam pelo mundo. ''Não importa quantos idiotas você suspeite estar cercado, escreveu Cipolla, você invariavelmente está diminuindo o total. Esse problema é agravado por suposições tendenciosas de que certas pessoas são inteligentes com base em fatores superficiais como seu trabalho, nível educacional ou outras características que acreditamos serem exclusivas da estupidez. Eles não são. O que nos leva a:'' 

 Minha opinião: 

 Pode ser verdade que subestimamos o número de indivíduos "estúpidos", mas não é um fatalismo intransponível, porque podemos aprender a tecer estimativas mais próximas da realidade. 

 Outro problema é essa narrativa adotada no texto, em que o autor parece presumir que ele e os seus leitores definitivamente não se encaixam em nenhum grau de "estupidez" aparente, que apenas os outros podem ser idiotas, tal como se fossem observadores passivos da estupidez ativa alheia. No entanto, é praticamente certo que todos nós somos pelo menos um pouco idiotas e que os menos idiotas são justamente aqueles que, primeiro de tudo, aprendem a reconhecer suas próprias limitações para, então, buscar melhorar no que apresentam verdadeiro potencial. 

 Cipolla está certo ao afirmar que nível educacional ou tipo de ocupação não determinam _em absoluto_ o quão (racionalmente) inteligente um indivíduo humano pode ser ou estar e que essa é uma maneira de subestimar a estupidez humana. 

 2. A probabilidade de que uma determinada pessoa seja estúpida é independente de qualquer outra característica da mesma pessoa.

 ''Cipolla postula que a estupidez é uma variável que permanece constante em todas as populações. Cada categoria que se possa imaginar – gênero, raça, nacionalidade, nível educacional, renda – possui uma porcentagem fixa de pessoas estúpidas. Existem professores universitários estúpidos. Há pessoas estúpidas em Davos e na Assembleia Geral da ONU. Existem pessoas estúpidas em todas as nações do mundo. Quantos são os estúpidos entre nós? É impossível dizer. E qualquer palpite quase certamente violaria a primeira lei, de qualquer maneira.'' 

 Meus 3 cents: 

 Será mesmo que a estupidez, que parece ter sido definida como irracionalidade pelo Cipolla, se manifesta sempre de maneira separada de qualquer outra característica?? 

 Pois se é verdade que existe uma grande diversidade de pessoas muito irracionais ou estúpidas, também parece verdadeiro que o grau de independência de uma característica qualquer e do estado corrente de estupidez de uma pessoa tende a variar individualmente, sendo dependente de contexto pessoal em que, uma característica, mesmo se não tem qualquer grau relativo com a irracionalidade, pode servir como suporte ou meio catalisador de comportamentos estúpidos específicos, se em eventos isolados ou como um padrão disfuncional. Isso também nos leva à conclusão de que existem características ou traços que estão mais intimamente relacionados, se não expressivos, de uma maior estupidez irracional, do que outros. Por exemplo, a altura de uma pessoa, que, a priori, não tem qualquer relação com o seu nível de racionalidade, em contraste com os seus posicionamentos político-ideológicos que estão diretamente relacionados, se são resultados do mesmo. 

 Eu acho extraordinária a afirmação do Cipolla, de que existe uma constância universal da estupidez, ou irracionalidade, em grupos humanos e que, portanto, requer evidências extraordinárias. Por enquanto, as evidências legítimas que podemos compilar corroboram para o oposto desta afirmação, de que não existe essa "porcentagem fixa" de (mais) "estúpidos". Apenas um exemplo, de dois grupos, o primeiro de cientistas altamente renomados e o segundo de religiosos fundamentalistas. Então, parece um absurdo afirmar que o nível de estupidez ou irracionalidade desses dois grupos seja exatamente o mesmo apenas porque os estúpidos podem ser encontrados em qualquer lugar... 

 Quantos são os "estúpidos" entre nós?? Impossível dizer?? 

 3. Uma pessoa estúpida é aquela que causa dano a outra pessoa ou grupo sem, ao mesmo tempo, obter um benefício para si mesmo ou mesmo causar prejuízo. 

 ''Cipolla chamou isso de Lei de Ouro da estupidez. Uma pessoa estúpida, segundo o economista, é aquela que causa problemas para os outros sem nenhum benefício claro para si. ''Essa lei também introduz três outros fenótipos que Cipolla diz coexistirem com a estupidez. Primeiro, há a pessoa inteligente, cujas ações beneficiam a si mesma e aos outros. Depois, há o bandido, que se beneficia às custas dos outros. E, por último, há a pessoa desamparada, cujas ações enriquecem os outros às suas próprias custas. Os não-estúpidos são um bando defeituoso e inconsistente. Às vezes agimos de forma inteligente, às vezes somos bandidos egoístas, às vezes agimos desamparadamente e somos explorados pelos outros, e às vezes somos um pouco dos dois. Os estúpidos, em comparação, são modelos de consistência, agindo o tempo todo com uma idiotice inflexível. No entanto, a estupidez consistente é a única coisa consistente sobre o estúpido. É isso que torna as pessoas estúpidas tão perigosas.'' 

 Minha análise: 

 A definição dele de estupidez é boa, mas, para mim, ainda soa muito vaga e simplista, como se a estupidez estivesse circunscrita a apenas um tipo. Por exemplo, a partir dos próprios fenótipos que o Cipolla pensou, o "bandido" e o "ingênuo", também poderiam ser considerados como tipos de estúpidos. Mesmo o "bandido", porque sua capacidade de conseguir benefícios para si próprio às custas dos outros pode e costuma ter consequências negativas de impacto mais amplo, isto é, mesmo que seja beneficiado, individualmente, pode prejudicar o coletivo. Bem, a história humana nos mostra bem isso, em como que indivíduos mais mal intencionados do que "puramente estúpidos" e em posição de poder podem causar grandes prejuízos a uma comunidade, sociedade ou civilização. 

 4. Pessoas não-estúpidas sempre subestimam o potencial prejudicial de pessoas estúpidas. ''Subestimamos o estúpido e o fazemos por nossa própria conta e risco. Isso nos leva à quinta e última lei:'' 

 Meu achismo: 

 Acho que estar _sempre_ subestimando o potencial de prejuízo das pessoas "mais estúpidas" é... estúpido. Também parece ser estúpido fazer esse tipo de afirmação extraordinária, afinal, é pouco provável que essa tendência seja absoluta entre os "não-estúpidos", ou melhor, "menos estúpidos". 

 5. A pessoa estúpida é a pessoa mais perigosa que existe. 

 ''E seu corolário: Uma pessoa estúpida é mais perigosa que um bandido. Não podemos fazer nada sobre os estúpidos. A diferença entre as sociedades que desmoronam sob o peso de seus cidadãos estúpidos e aquelas que os transcendem é a composição dos não estúpidos. Aqueles que progridem apesar de seus estúpidos possuem uma alta proporção de pessoas agindo de forma inteligente, aqueles que contrabalançam as perdas dos estúpidos trazendo ganhos para si e para seus semelhantes. As sociedades decadentes têm a mesma porcentagem de pessoas estúpidas que as bem-sucedidas. Mas eles também têm altas porcentagens de pessoas indefesas e, escreve Cipolla, “uma proliferação alarmante de bandidos com conotações de estupidez”. “Essa mudança na composição da população não-estúpida inevitavelmente fortalece o poder destrutivo da fração [estúpida] e torna o declínio uma certeza”, conclui Cipolla. “E o país vai para o Inferno.” 

 Minha problematização:

 Ok. Mas não são os "bandidos" que têm corrompido as sociedades humanas desde sempre e não apenas ou primariamente os ditos "estúpidos"?? Por acaso, aqueles que usam suas inteligências para fazer mal aos outros ou, sem se importarem com as consequências dos seus atos, são menos perigosos que aqueles que têm pouca compreensão do que fazem?? Sem falar que os "estúpidos", assim como os "ingênuos" e até mesmo a maioria dos "inteligentes", tendem a ser usados como "massas de manobra" por "bandidos" que, diga-se de passagem, abundam em ambientes de poder. 

 Como assim não é possível fazer nada em relação aos (mais) estúpidos?? Bem, em uma sociedade tomada por um regime democracista***, em que "a voz do povo é a voz de Deus", talvez seja impossível mesmo. *** meu texto: "democracismo", uma versão deturpada de regime democrático. 

 Conclusão: A teoria da estupidez humana de Carlo Cipolla, na minha opinião, baseada no que observei e concluí por suas leis, apesar de nos prover uma leitura interessante, ainda mais por causa do tema, tão polemizado em tempos de "politicamente correto", apresenta alguns pontos discutíveis que merecem maior destaque por parecer que foram baseados em opiniões pessoais do autor, incluindo também os conceitos desenvolvidos por ele, que, para mim, são demasiado simplistas. 

 Trechos traduzidos e retirados do texto no link: https://qz.com/967554/the-five-universal-laws-of-human-stupidity

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

''Qual é o sentido da irracionalidade? Por que insistir na irracionalidade?''

 Pergunta do Quora. Minha resposta


A irracionalidade é basicamente o controle significativo da subjetividade sobre a percepção e o raciocínio de um indivíduo. O sentido da irracionalidade é interagir, interpretar e se adaptar ao mundo como se fosse o seu, reprimindo ao máximo a objetividade e a imparcialidade, adotando-as de maneira pontual e estrategicamente conveniente aos próprios desejos e não de maneira sistemática. É possível afirmar que quase todo aquele que insiste em demasia na irracionalidade, consistindo em boa parte da nossa espécie, a única que pode ser legitimamente irracional e racional, não o faz por vontade própria, se faz justamente por não ter conseguido ou ser capaz de desenvolver sua autonomia intelectual a um nível seguro de racionalidade. Que Dawkins não leia essa resposta, mas não nascemos com os mesmos níveis de desenvolvimento de capacidade racional.

terça-feira, 11 de julho de 2023

Voce padece da síndrome de Pippa Bacca??

 Pippa Bacca foi uma artista italiana que peregrinou pelo Oriente Médio, vestida de noiva ocidental, para promover a "paz mundial", mas, infelizmente, acabou estuprada e morta na Turquia por um grupo de "homens" do islã. Pois não pense que ela é a única que sofre desse transtorno de irracionalidade, de colocar seus nobres sentimentos na frente dos fatos, até porque você pode ser como Pippa, mais um iludido e ingênuo que acredita na universalidade da bondade humana e/ou que as diferenças entre grupos e indivíduos humanos são totalmente superficiais, meros produtos do meio cultural e social em que se encontram. Então, mesmo que você não saia por aí vestido a caráter, se arriscando tal como a Pippa, você pode, assim como ela, estar acreditando nessas mesmas crenças radicais e pseudocientíficas, e defendendo pautas políticas baseadas nelas, tal como o multiculturalismo e a abolição da polícia. Em outras palavras, pode estar se guiando por falácias ou pensamentos equivocados e, se não tiver sorte, acabar se metendo em graves problemas, de até terminar tragicamente, como a nossa Pippa. 


sábado, 11 de março de 2023

A diferença entre uma afirmação lógica e uma afirmação extraordinária (que pode ser ilógica)

 "Pedrinho apareceu com o joelho todo ralado. Ele estava com a sua bicicleta quando voltou pra casa chorando."


Afirmação lógica:

É bem provável que ele caiu da bicicleta. 

Afirmação extraordinária:

Ele pode ter sido atropelado por um boi e depois saiu rolando ladeira abaixo. 

Outro exemplo:

"Sobre o universo ou a existência, eu realmente não sei como surgiu... se é eterno"

Afirmação lógica:

... mas como eu sei/sabemos pouco sobre esse tópico, eu acho melhor começarmos trabalhando com as hipóteses mais realistas ou menos fantásticas.

Pois se adotarmos esse método racional de parcimônia não há como, logo de cara, concluirmos que o universo foi literalmente criado por uma 'força consciente', porque precisamos nos basear pelas evidências que temos e também pela lógica, pelo que faz sentido, evitando saltos especulativos. 

Afirmação extraordinária:  

Foi Deus, o criador do universo e de tudo.