Uma continuação de pensamentos "controversos" sobre esse tópico
Pode ser possível afirmar que, quem se identifica como transgênero, nunca é apenas por identificação, porque na (grande?) maioria das vezes já apresenta comorbidades psiquiátricas que influenciam e contribuem para causar a disforia (ela mesma, um transtorno). Se tende a ser ansioso, depressivo, narcisista, autista, TDAH (ou em combinação)... É quase certo de nunca ser "minimamente normal" e isso diz muito sobre o eufemismo bem-educado e empático que temos nos acostumado a adotar para nos referirmos ao dado fenômeno: transexualidade.
Pois se, para o ativismo trans, sua "condição" é uma variação normal ou discreta da sexualidade humana, explicada purística e simplisticamente como uma forte inclinação identitária de caráter intrínseco: de algo que emana de dentro, que fala diretamente sobre autenticidade subjetiva de como alguém se percebe e se sente, para as verdadeiras ciências humanas e outras disciplinas especificamente relevantes ao caso, como a biologia, não tem como separar a etiologia da disforia de gênero de suas múltiplas comorbidades psiquiátricas, de, até mesmo propor pelo retorno ao velho e seguro entendimento que se tinha sobre a mesma: de ser um transtorno mental específico de identidade.
Um parênteses é que, mesmo que existam contextos e gatilhos lógicos que levem indivíduos a apresentarem variações crônicas de saúde mental, essa vulnerabilidade já apresenta antecedentes intrínsecos, se ninguém é ou se torna algo do "nada". O "vir do nada" literalmente não existe em relação ao comportamento (humano) e sua origem decorre sempre de uma predisposição, de nascença ou adquirida...
2. Trans não são apenas trans, e "gays" e "bis" também não
Aliás, nem trans, os trans são, de fato, por ser um eufemismo técnico, na verdade, o trans é o gay, bi ou hétero que sofre de disforia de gênero, incluindo outros distúrbios mentais, como o autismo e a ansiedade crônica...
Ok. Mas e se não for apenas a transexualidade que não é apenas o que seus ativistas dizem que é?? E se a ideia de disforia, ou dissociação identitária, for uma realidade variável ou até mesmo predominante para o resto da "diversidade sexual"??
Se um aspecto psicológico central que incita à disforia de identidade é uma autoestima cronicamente baixa, que leva uma pessoa a rejeitar quem é ou como está, ou a buscar ser o que não é: o transgênero busca se aproximar do gênero ou sexo que diz se identificar...
Mas e o "gay" e o "bi"??
Se existe a mesma correlação significativa entre identificação "gay" ou "bi" e comorbidades psiquiátricas (até porque o grupo "trans" é praticamente uma extensão predominante desses dois), então, pode ser que a disforia de identidade também se relacione, talvez até determine essas duas variações anômalas de sexualidade. De não ser apenas uma questão de orientação, mas mais de desorientação, com a diferença de que, enquanto o trans tipicamente deseja ser do sexo oposto, alguns (?), muitos (?) ou mesmo, talvez, a maioria de indivíduos gays e bis, também por sofrerem de uma autoestima muito baixa: por sensação crônica de inadequação ou por comparação de autoimagem, desenvolvem um desejo consistente e profundo de ser ou se tornar como as outras pessoas do mesmo sexo, de tal maneira que acabam confundindo o desejo de ser como o objeto de admiração com o desejo de possuí-lo, resultando em uma associação excitatória com esse mesmo objeto de incompletude, o "outro desejado e idealizado".
Implicações e sugestões ponderadas
Canalização ou reorientação aos que quiserem e respeito (potencial, mas não compulsório) aos que se mantiverem, mas, sem mais amarras ideológicas atrapalhando o verdadeiro conhecimento
Se ainda é consenso quanto à inexistência da "cura gay", mas parece ser possível tratar esse conjunto de condições (um outro tipo de disforia sexual ou de transtorno de identidade??), particularmente pelo processo de canalização e que pode até resultar em reorientação significativa ou completa da sexualidade, especialmente nos casos em que se percebe, de fato, essa comunhão complexa e problemática de fatores internos e externos levando indivíduos a se desorientarem sexualmente, tal como acontece com uma provável maioria trans...
No mais, o termo "cura gay" pode ser problemático, não porque algo que não é tecnicamente curável (como uma gripe) então seja saudável ou sadio, ou reflexo de plena normalidade de saúde mental e física, mas pela generalização do termo "gay", englobando a "bissexualidade", em que, sim, a possibilidade de reorientação por canalização é até plena e/ou logicamente executável...
"Desideologizando" a sexualidade humana
É conclusivo, a partir desse texto que, além da orientação heterossexual, passa-se a um grau variável de desorientação, se de acordo com, talvez, muitos casos, ou mesmo com a maioria dos casos de sexualidade humana anômala, mais do que apenas um "jeito de ser" ou um "born that way", o que se percebe é uma confluência estatisticamente significante de fatores do meio e dos próprios indivíduos levando-os a adotarem "modalidades sexuais alternativas" como reflexos readaptativos, a famosa expressão "quem não tem cão, caça com gato" elevada à máxima potência: desde uma auto-estima cronicamente baixa, o fator intrínseco levantado como o mais importante, até outros antecedentes psiquiátricos adicionais e combinatórios, como tendências depressivas ou estar dentro do espectro autista, mais fatores da cultura dominante e do meio social, que impulsionam alguns indivíduos a se embrenharem nesses "caminhos alternativos", especialmente aqueles, afetados, mais próximos à conformidade tradicional dos papéis sexuais (menos andróginos em aparência e comportamento). E mesmo quanto aos tipos mais "invertidos" (de homens afeminados e mulheres masculinizadas), mesmo que exista uma lógica de abraçarem a expressão invertida de suas naturezas sexuais (e comportamentais), isso ainda não implicaria em uma conclusão "mais empática" sobre desvios à heterossexualidade, se a partir de uma abordagem genuinamente científica: objetiva e imparcial, é inevitável tratá-los como condições de saúde e não apenas como variação comportamental saudável ou de traço biológico, se são disfunções diretas da sexualidade em seu papel mais importante: o desejo pelo sexo oposto que leva à perpetuação da espécie, o utilitarismo evolutivo primário de todo conjunto relevante ou diretamente funcional de características orgânicas...
"Respeito" (não-compulsório) a quem deseja "continuar" e ajuda a quem deseja se reorientar
A partir de uma universalização, ou pelo menos de uma popularização do conhecimento sobre as causas da variação sexual, sem amarras ideológicas, e especialmente sobre as mais importantes (como a existência de uma baixa autoestima crônica como influência primária, de um problema psiquiátrico que, conjuntamente a outros problemas de mesma natureza, mais influências culturais perniciosas e outros fatores pessoais, leva alguns indivíduos a se desorientarem), é muito provável que haverá uma divisão principal entre aqueles que se encontram dentro desse espectro: os afetados e os afligidos, os que não sentem grande sofrimento ou inadequação em relação à sua orientação sexual anômala e aqueles que sentem. Portanto, ao primeiro grupo, é orientado primariamente o respeito, mas não um respeito compulsório que o ativismo LGBT deseja impor, buscando respeitá-los como indivíduos humanos e de acordo com suas qualidades intelectuais e morais, e não apenas por serem ou se identificarem como desse ou daquele jeito. Até porque, esse tipo de "respeito" que ativistas sonham em impor como verdade/regra absoluta, tem como uma de suas demandas exatamente a deturpação do conhecimento sobre as causas e a natureza das variações sexuais anômalas bem como de silenciamento ou manipulação factual quanto aos problemas que causam. Já para o segundo grupo, a orientação mais adequada é justamente a de ajudá-los em sua reorientação sexual, e que não se restringe apenas a se reorientarem para a heterossexualidade ou não-transexualidade (ou o máximo que desejarem e conseguirem), mas mesmo dentro do próprio espectro LGBT: se em termos de inadequação sobre status de posição sexual predominante (ex: passivo/ativo/versátil no caso dos homossexuais masculinos ou dominante/passiva no caso das lésbicas), de situação de status relacional (ex: monogâmico que se encontra em uma situação não-desejada de promiscuidade).,,
Esse estudo com pequena amostra de indivíduos analisados encontrou uma diferença entre os cérebros de indivíduos autodeclarados trans e homossexuais não-trans relacionado com uma parte do cérebro associada com auto identificação (um achado óbvio). Mas isso não implica que a "transexualidade" seja um fenômeno completamente diferente ou essencialmente distinto das outras variações anômalas da sexualidade humana, e sim que corrobore com a hipótese desse texto, de ser uma extensão de grau de disforia que seria menos significativa, ainda presente, entre auto identificados homossexuais e bissexuais (características de anatomia cerebral estatisticamente comuns nesses grupos que expressam graus correspondentes e variáveis de inversão direcionada ao sexo oposto). Portanto, tal como uma pessoa com anorexia nervosa sofre de uma profunda distorção de autoimagem, o mesmo acontece com praticamente todos os indivíduos trans e com muitos (?) indivíduos auto identificados gays e bissexuais. A principal diferença entre eles seria o grau de disforia, que atinge índices profundos entre os auto identificados trans e que são variáveis entre os demais dentro do espectro de sexualidade anômala, o equivalente a comparar uma pessoa com um grau moderado de dismorfia e outra com anorexia nervosa (tipicamente mais grave). O ponto central dessa hipótese é que parte da essência (?) da sexualidade anômala seria uma disforia de autoimagem ou baixa autoestima crônica que leva alguns indivíduos a apresentarem uma admiração excessiva por outros indivíduos do mesmo sexo (rosto, corpo ou detalhes específicos) e que se transforma em atração ou desejo de posse. Indivíduos trans apresentariam esse desejo mais profundamente manifestado pelo núcleo da própria identidade, um grande sentimento de inadequação que também tende a se relacionar com um sentimento obsessivo tanto de autoimagem quanto de desejo de posse. De qualquer modo e, em oposição à ortodoxia "pós moderna" sobre a "diversidade sexual", esse texto buscou reabilitar a definição médica da mesma, há umas boas décadas substituída por apelos ideológicos e sentimentalistas que se infiltraram na academia, na mídia e no governo, e se tornaram "conhecimentos oficiais", isto é, de tratar a sexualidade anômala como um grupo específico de desvios de função, desordem ou transtorno...
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