Minha lista de blogs

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

A diversidade sexual como uma variação de disforias

 Uma continuação de pensamentos "controversos" sobre esse tópico 


1. Trans não são apenas trans 

Pode ser possível afirmar que, quem se identifica como transgênero, nunca é apenas por identificação, porque na (grande?) maioria das vezes já apresenta comorbidades psiquiátricas que influenciam e contribuem para causar a disforia (ela mesma, um transtorno). Se tende a ser ansioso, depressivo, narcisista, autista, TDAH (ou em combinação)... É quase certo de nunca ser "minimamente normal" e isso diz muito sobre o eufemismo bem-educado e empático que temos nos acostumado a adotar para nos referirmos ao dado fenômeno: transexualidade. 

Pois se, para o ativismo trans, sua "condição" é uma variação normal ou discreta da sexualidade humana, explicada purística e simplisticamente como uma forte inclinação identitária de caráter intrínseco: de algo que emana de dentro, que fala diretamente sobre autenticidade subjetiva de como alguém se percebe e se sente, para as verdadeiras ciências humanas e outras disciplinas especificamente relevantes ao caso, como a biologia, não tem como separar a etiologia da disforia de gênero de suas múltiplas comorbidades psiquiátricas, de, até mesmo propor pelo retorno ao velho e seguro entendimento que se tinha sobre a mesma: de ser um transtorno mental específico de identidade. 

Um parênteses é que, mesmo que existam contextos e gatilhos lógicos que levem indivíduos a apresentarem variações crônicas de saúde mental, essa vulnerabilidade já apresenta antecedentes intrínsecos, se ninguém é ou se torna algo do "nada". O "vir do nada" literalmente não existe em relação ao comportamento (humano) e sua origem decorre sempre de uma predisposição, de nascença ou adquirida...

2. Trans não são apenas trans, e "gays" e "bis" também não

Aliás, nem trans, os trans são, de fato, por ser um eufemismo técnico, na verdade, o trans é o gay, bi ou hétero que sofre de disforia de gênero, incluindo outros distúrbios mentais, como o autismo e a ansiedade crônica...

Ok. Mas e se não for apenas a transexualidade que não é apenas o que seus ativistas dizem que é?? E se a ideia de disforia, ou dissociação identitária, for uma realidade variável ou até mesmo predominante para o resto da "diversidade sexual"?? 

Se um aspecto psicológico central que incita à disforia de identidade é uma autoestima cronicamente baixa, que leva uma pessoa a rejeitar quem é ou como está, ou a buscar ser o que não é: o transgênero busca se aproximar do gênero ou sexo que diz se identificar...

Mas e o "gay" e o "bi"?? 

Se existe a mesma correlação significativa entre identificação "gay" ou "bi" e comorbidades psiquiátricas (até porque o grupo "trans" é praticamente uma extensão predominante desses dois), então, pode ser que a disforia de identidade também se relacione, talvez até determine essas duas variações anômalas de sexualidade. De não ser apenas uma questão de orientação, mas mais de desorientação, com a diferença de que, enquanto o trans tipicamente deseja ser do sexo oposto, alguns (?), muitos (?) ou mesmo, talvez, a maioria de indivíduos gays e bis, também por sofrerem de uma autoestima muito baixa: por sensação crônica de inadequação ou por comparação de autoimagem, desenvolvem um desejo consistente e profundo de ser ou se tornar como as outras pessoas do mesmo sexo, de tal maneira que acabam confundindo o desejo de ser como o objeto de admiração com o desejo de possuí-lo, resultando em uma associação excitatória com esse mesmo objeto de incompletude, o "outro desejado e idealizado". 

Implicações e sugestões ponderadas 

Canalização ou reorientação aos que quiserem e respeito (potencial, mas não compulsório) aos que se mantiverem, mas, sem mais amarras ideológicas atrapalhando o verdadeiro conhecimento 

Se ainda é consenso quanto à inexistência da "cura gay", mas parece ser possível tratar esse conjunto de condições (um outro tipo de disforia sexual ou de transtorno de identidade??), particularmente pelo processo de canalização e que pode até resultar em reorientação significativa ou completa da sexualidade, especialmente nos casos em que se percebe, de fato, essa comunhão complexa e problemática de fatores internos e externos levando indivíduos a se desorientarem sexualmente, tal como acontece com uma provável maioria trans... 

No mais, o termo "cura gay" pode ser problemático, não porque algo que não é tecnicamente curável (como uma gripe) então seja saudável ou sadio, ou reflexo de plena normalidade de saúde mental e física, mas pela generalização do termo "gay", englobando a "bissexualidade", em que, sim, a possibilidade de reorientação por canalização é até plena e/ou logicamente executável...

"Desideologizando" a sexualidade humana 

É conclusivo, a partir desse texto que, além da orientação heterossexual, passa-se a um grau variável de desorientação, se de acordo com, talvez, muitos casos, ou mesmo com a maioria dos casos de sexualidade humana anômala, mais do que apenas um "jeito de ser" ou um "born that way", o que se percebe é uma confluência estatisticamente significante de fatores do meio e dos próprios indivíduos levando-os a adotarem "modalidades sexuais alternativas" como reflexos readaptativos, a famosa expressão "quem não tem cão, caça com gato" elevada à máxima potência: desde uma auto-estima cronicamente baixa, o fator intrínseco levantado como o mais importante, até outros antecedentes psiquiátricos adicionais e combinatórios, como tendências depressivas ou estar dentro do espectro autista, mais fatores da cultura dominante e do meio social, que impulsionam alguns indivíduos a se embrenharem nesses "caminhos alternativos", especialmente aqueles, afetados, mais próximos à conformidade tradicional dos papéis sexuais (menos andróginos em aparência e comportamento). E mesmo quanto aos tipos mais "invertidos" (de homens afeminados e mulheres masculinizadas), mesmo que exista uma lógica de abraçarem a expressão invertida de suas naturezas sexuais (e comportamentais), isso ainda não implicaria em uma conclusão "mais empática" sobre desvios à heterossexualidade, se a partir de uma abordagem genuinamente científica: objetiva e imparcial, é inevitável tratá-los como condições de saúde e não apenas como variação comportamental saudável ou de traço biológico, se são disfunções diretas da sexualidade em seu papel mais importante: o desejo pelo sexo oposto que leva à perpetuação da espécie, o utilitarismo evolutivo primário de todo conjunto relevante ou diretamente funcional de características orgânicas...

"Respeito" (não-compulsório) a quem deseja "continuar" e ajuda a quem deseja se reorientar 

A partir de uma universalização, ou pelo menos de uma popularização do conhecimento sobre as causas da variação sexual, sem amarras ideológicas, e especialmente sobre as mais importantes (como a existência de uma baixa autoestima crônica como influência primária, de um problema psiquiátrico que, conjuntamente a outros problemas de mesma natureza, mais influências culturais perniciosas e outros fatores pessoais, leva alguns indivíduos a se desorientarem), é muito provável que haverá uma divisão principal entre aqueles que se encontram dentro desse espectro: os afetados e os afligidos, os que não sentem grande sofrimento ou inadequação em relação à sua orientação sexual anômala e aqueles que sentem. Portanto, ao primeiro grupo, é orientado primariamente o respeito, mas não um respeito compulsório que o ativismo LGBT deseja impor, buscando respeitá-los como indivíduos humanos e de acordo com suas qualidades intelectuais e morais, e não apenas por serem ou se identificarem como desse ou daquele jeito. Até porque, esse tipo de "respeito" que ativistas sonham em impor como verdade/regra absoluta, tem como uma de suas demandas exatamente a deturpação do conhecimento sobre as causas e a natureza das variações sexuais anômalas bem como de silenciamento ou manipulação factual quanto aos problemas que causam. Já para o segundo grupo, a orientação mais adequada é justamente a de ajudá-los em sua reorientação sexual, e que não se restringe apenas a se reorientarem para a heterossexualidade ou não-transexualidade (ou o máximo que desejarem e conseguirem), mas mesmo dentro do próprio espectro LGBT: se em termos de inadequação sobre status de posição sexual predominante (ex: passivo/ativo/versátil no caso dos homossexuais masculinos ou dominante/passiva no caso das lésbicas), de situação de status relacional (ex: monogâmico que se encontra em uma situação não-desejada de promiscuidade).,, 



Esse estudo com pequena amostra de indivíduos analisados encontrou uma diferença entre os cérebros de indivíduos autodeclarados trans e homossexuais não-trans relacionado com uma parte do cérebro associada com auto identificação (um achado óbvio). Mas isso não implica que a "transexualidade" seja um fenômeno completamente diferente ou essencialmente distinto das outras variações anômalas da sexualidade humana, e sim que corrobore com a hipótese desse texto, de ser uma extensão de grau de disforia que seria menos significativa, ainda presente, entre auto identificados homossexuais e bissexuais (características de anatomia cerebral estatisticamente comuns nesses grupos que expressam graus correspondentes e variáveis de inversão direcionada ao sexo oposto). Portanto, tal como uma pessoa com anorexia nervosa sofre de uma profunda distorção de autoimagem, o mesmo acontece com praticamente todos os indivíduos trans e com muitos (?) indivíduos auto identificados gays e bissexuais. A principal diferença entre eles seria o grau de disforia, que atinge índices profundos entre os auto identificados trans e que são variáveis entre os demais dentro do espectro de sexualidade anômala, o equivalente a comparar uma pessoa com um grau moderado de dismorfia e outra com anorexia nervosa (tipicamente mais grave). O ponto central dessa hipótese é que parte da essência (?) da sexualidade anômala seria uma disforia de autoimagem ou baixa autoestima crônica que leva alguns indivíduos a apresentarem uma admiração excessiva por outros indivíduos do mesmo sexo (rosto, corpo ou detalhes específicos) e que se transforma em atração ou desejo de posse. Indivíduos trans apresentariam esse desejo mais profundamente manifestado pelo núcleo da própria identidade, um grande sentimento de inadequação que também tende a se relacionar com um sentimento obsessivo tanto de autoimagem quanto de desejo de posse. De qualquer modo e, em oposição à ortodoxia "pós moderna" sobre a "diversidade sexual", esse texto buscou reabilitar a definição médica da mesma, há umas boas décadas substituída por apelos ideológicos e sentimentalistas que se infiltraram na academia, na mídia e no governo, e se tornaram "conhecimentos oficiais", isto é, de tratar a sexualidade anômala como um grupo específico de desvios de função, desordem ou transtorno... 

Nenhum comentário:

Postar um comentário