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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Sobre o dogma da igualdade racial no Brasil com dados

 E se as diferenças socioeconômicas entre grupos raciais no Brasil não forem apenas ou exclusivamente uma questão de diferenças de oportunidade, exclusão social ou "legados históricos"????


(E muito longe de ser apenas no Brasil...)


Esse é um estudo interessante que mostra como que, do Oiapoque ao Chuí, as diferenças raciais em desempenho acadêmico se mantêm homogêneas, em que os estudantes autodeclarados brancos apresentaram, como um grupo, resultados mais satisfatórios¹ que os estudantes autodeclarados pretos (incluindo os pardos, de acordo com a tendência ''wokeista'' de muitas instituições tradicionais do nosso país: de adotar ideias ou crenças da esquerda burguesa, tal como de, arbitrariamente, eliminar a categoria mestiça, de pardos, e adicioná-la à categoria racial de pretos, talvez como maneira de acirrar um antagonismo com os autodeclarados brancos)... Também é interessante que, mesmo com dados amplos e alguns detalhes² que apenas replicam achados de estudos em outros países ³, a conclusão dos pesquisadores foi rigorosamente submissa ao politicamente correto totalitário na educação superior... 

Vale ressaltar que esses resultados confirmam o que tem sido encontrado de maneira consistente em muitas pesquisas ou estudos anteriores. Portanto, não é um achado isolado, mas totalmente conforme ao padrão de dados e evidências acumulados do tópico em questão e que os torna cientificamente válidos até para que se chegue a um veredito, no mínimo, parcialmente conclusivo.

Os dados mostram, não apenas uma vantagem grande de um grupo sobre o outro, mas também que, quando a classe social é introduzida como um fator comparativo adicional, essa vantagem se torna ainda mais evidente, ao mostrar que, a partir de um mesmo patamar socioeconômico, o grupo ("branco") com melhor desempenho o mantém sobre o outro grupo ("preto"), e mesmo que, aqueles do primeiro grupo em patamar socioeconômico inferior praticamente têm um desempenho similar aos do segundo grupo em patamar superior, corroborando contrariamente a uma das teses mais importantes às "teorias sociais" criadas e mantidas por acadêmicos ideologicamente fechados com a esquerda: de que a condição social tem um efeito direto e de longo prazo para uma alta frequência de comportamentos ditos "disfuncionais' ou "deficientes', como o baixo desempenho acadêmico. Pois se fosse única ou especialmente esse fator, estudantes "pretos" de classe social superior deveriam, em média, apresentar um desempenho acadêmico igual ou superior ao de estudantes "brancos" no mesmo nível social. Mas não apenas isso, porque, novamente, estudantes "pretos" em boa situação socioeconômica, como mostrado no estudo, também apresentam, em média, ou como um grupo, desempenho similar aos estudantes "brancos" em situação socioeconômica inferior...

E qual é a conclusão mais realista (objetiva e imparcial) que podemos chegar?? 

Que a tese igualitarista de esquerda, que atribui essas diferenças exclusivamente a fatores sociais, históricos ou culturais, e sempre nega o fator biológico, ou intrínseco, está essencialmente equivocada... De que, talvez, não seja apenas culpa de "racismo estrutural", "opressão" ou "legado da escravidão", mas que certos grupos, em média, apresentam maiores capacidades cognitivas que outros, independente se "um' tem um histórico de oprimir o outro, e mesmo que, essa dinâmica desigual de poder reflita justamente essas diferenças, tal como o ser humano julga outras espécies por também possuir uma maior inteligência, e que reconhecer essa realidade como ela é não é imoral ou mesmo "racista", se uma verdade científica: empírica, imparcial e objetiva, deve primariamente prevalecer sobre um postulado moral#, até para que um sistema de moralidade possa ser corretamente construído, com base em evidências, fatos...; a única maneira possível de se sistematizar a prática da justiça: pela verdade. Pois se continuarmos a acreditar que a única maneira de combater* as desigualdades raciais e sociais é pela "correção histórica" e redistribuição de riquezas, atribuindo-as a abstrações, é bem provável que, a médio e longo prazo, tal medida não irá solucionar por definitivo o problema* das desigualdades, de poder até piorá-lo, afinal, medidas assistencialistas aos mais pobres tipicamente desprezam que, a pobreza não é apenas uma questão estrutural, mas também cognitiva e psicológica, e então plenamente intratável por intervenções superficiais, tal como de prover aos estudantes das classes basais, condições escolares perfeitas, se eles não apresentam, em média, desempenhos inferiores apenas ou especialmente por causa de suas condições socioeconômicas, ou por causa dos seus ambientes, se, inclusive, existem estudantes em mesmo patamar social que apresentam excelente desempenho acadêmico, além da minoria de estudantes "pretos" e/ou de "classe mais baixa" que apresentam desempenhos satisfatoriamente similares aos seus pares "brancos" e/ou de "classe mais alta"...

# Existem exceções a essa regra em que uma verdade científica nem sempre tem que se sobrepor a um postulado moral. Por exemplo, em uma hipotética comprovação empírica de que, a maioria dos presos que cometem crimes hediondos apresentam excelente potencial de ressocialização... Pois mesmo que a ciência possa comprová-lo, o mais justo, moralmente, é que eles continuem presos por muitos anos, ou mesmo que sofram a mais dura das penas: a pena de morte.

- O próprio exemplo aqui de: se foi encontrado que uma causa principal para as diferenças raciais em indicadores socioeconômicos são as diferenças psicocognitivas entre os grupos étnicos, então, de usá-la como justificativa para cessar qualquer medida social que vise combater as desigualdades extremas, se não se trata apenas de promover medidas meritocráticas em que, aqueles mais capazes possam ser recompensados, mas também que isso não tenha que significar em punir os menos capazes em determinadas demandas técnicas, se, em ambos os casos, essas diferenças não expressam simplesmente uma questão de escolha e, portanto, é uma punição literalmente injusta, tal como de cercear a liberdade de corpo das mulheres por serem, em média, fisicamente mais fracas que os homens... 

Além do próprio fator moral envolvido e que não precisa ser baseado em uma religião que apela para forças metafísicas ou em uma ideologia que distorce fatos "duros" para vender suas "mentiras brancas", se pela própria sabedoria, ou filosofia em sua essência, é perfeitamente possível defender pelo combate às desigualdades extremas a partir dos seguintes argumentos: a natureza essencialmente fictícia da matemática (financeira); a natureza essencialmente igual de toda forma de vida, e primariamente destacando a igualdade essencial da vida humana; e a natureza essencialmente parasitária de um sistema econômico em que uma classe explora as outras em prol do próprio benefício, consistindo em um sistema social claramente anti-meritório, se não é justo que, aqueles que mantêm a sociedade funcionando em suas bases também não sejam contemplados com direitos e ganhos suficientes para poderem viver dignamente, com acesso fácil a amenidades materiais e imateriais...

* Se é realmente um problema que grupo x apresente desempenhos médios distintos de grupo y ou se o que mais importa é se essas diferenças estão causando problemas sociais graves, por exemplo, as diferenças raciais de propensão a comportamentos irracionalmente antissociais...

Alguns detalhes não-mostrados na pesquisa principal usada como referência primária nesse texto e também a secundária usada como referência de reforço (mostrando que os achados tendem a ser replicados em outros países e com grandes amostras representativas):

- Se a categoria de "pretos", forjada pelo IBGE, em que autodeclarados pretos e pardos foram colocados em um mesmo grupo, fosse desconstruída e os dois realocados em suas próprias categorias, é muito provável que essas diferenças em desempenho acadêmico seriam ainda maiores, se os estudos em outros países já mostram diferenças grandes entre grupos raciais determinados por critérios menos subjetivos, como os de ancestralidade e fenótipo do que apenas por autodeclaração (caso dos EUA e Europa); e que "pardos" obtivessem resultados melhores do que "pretos" se com base em resultados comparativos que têm sido encontrados em outros países (por exemplo, a comparação de desempenho entre "hispânicos", um grupo predominantemente mestiço, e "afro americanos", nos EUA);

- Se a definição de "brancura" no Brasil não se limitasse apenas a autodeclaração, é muito provável que "brancos" brasileiros por fenótipo e até por predomínio de ancestralidade europeia (ou caucasiana) apresentassem um desempenho acadêmico médio ainda melhor do que apenas por autodeclaração...

- Se as categorias de "leste-asiáticos", judeus e descendentes de libaneses fossem usadas como comparação, é muito provável que apresentariam desempenhos superiores que os dos autodeclarados "brancos" e da categoria politicamente manipulada de "pretos"...

Portanto, a crença igualitária, e pseudo científica, de que as diferenças entre indivíduos e grupos humanos têm sempre como causa principal as diferenças sociais e históricas, ao ser tomada como um fato científico, pode levar uma cidade, estado ou nação a adotar medidas baseadas nesse equívoco e gerar uma cadeia de consequências problemáticas, como realmente tem acontecido, por exemplo, de um país resolver abrir suas fronteiras para a imigração em massa, desprezando que grupos humanos tendem a apresentar diferenças cognitivas e psicológicas, intratáveis se apenas por medidas superficiais, e que, a médio e longo prazo, essa massa de "novos moradores" pode piorar seus problemas sociais, como o aumento da violência, de conflitos culturais e a redução exponencial do nível médio das competências técnicas de sua população etnicamente "diversificada' ou alterada... Além de não acabar com a pobreza ou com as desigualdades extremas nos países de origem desses imigrantes, ainda complica a capacidade de absorção dos países receptivos desses fluxos migratórios, e a própria situação social dos mesmos... 

No caso do Brasil, de adotar medidas educacionistas, baseadas em uma crença de que a "educação" opera verdadeiros milagres na inteligência de indivíduos e grupos, tal como de conseguir aumentá-la apenas por uma suposta "educação de qualidade", como se não apresentassem, ou não apresentássemos características mentais mais intrínsecas, como as capacidades cognitivas e traços de personalidade, que não são unicamente reflexos dos meios ou circunstâncias aos quais nos situamos e interagimos... Pois a partir disso, ao invés de aceitar a realidade do verdadeiro potencial cognitivo do povo brasileiro (em média), medidas que a desprezam não resolvem o problema do déficit acadêmico, assim como também podem contribuir para piorá-lo. E, realisticamente falando, a única maneira de, a médio e longo prazo, começar a resolver esse problema será, não apenas por uma cultura que valoriza a aquisição de conhecimento e de produções artísticas superiores, que não temos, mas também que estabelece meios ou mecanismos, desculpem os mais emocionados... tacitamente eugênicos: de incentivo à alta fertilidade dos "mais inteligentes', ou desincentivo dos "menos', que eu já propus em outros textos: de oferecer vantagens tanto para os que serão incentivados a ter mais filhos, mas não muitos, quanto aos que serão desincentivados ou a terem menos, de um a dois..., além de outras medidas: por exemplo, a desintoxicação da lavagem cerebral "antirracista" ou antibranquista, ensinando às pessoas, especialmente às de ascendência europeia, que gostar da própria etnia não é crime ou pecado, claro, sem que isso resulte ou signifique odiar de maneira generalizada e injusta as outras etnias, até como maneira de também preservar a integridade racial e existencial de grupos "mais inteligentes' no país, além de incentivar os indivíduos "mais inteligentes' dos grupos "menos inteligentes' a se casarem entre si e terem mais descendentes. E sinceramente não vejo nada disso como uma afronta aos verdadeiros direitos humanos... {Também já propus em outro texto que, no caso do risco real de extinção de etnias europeias, que aqueles que almejam preservar seus fenótipos físico-comportamentais de tomarem a dianteira nesse objetivo, defendendo pelo direito à livre associação, sem ter que inibir os direitos mais básicos daqueles que não apresentam essa motivação}...

Mostrar que grupos raciais ou étnicos apresentam diferenças biológicas de comportamento e inteligência não significa que o "verdadeiro' racismo tenha que ser normalizado. A aceitação de uma verdade mais "dura" ou "endurecida" por indução ideológica hegemônica, não significa que se deva agir com crueldade a partir disso. O esclarecimento de um fato geralmente significa ampliar conhecimento e consciência e não o oposto. Da mesma maneira que podemos aceitar a realidade das raças ou etnias humanas e suas diferenças, e de não serem apenas reflexos de cultura ou ambiente, também podemos perceber uma série de outras verdades que contribuem para torná-la menos "dura", por exemplo, de apelar para a natureza complexa da inteligência humana, compreendendo que, mesmo um indivíduo "menos inteligente" em relação a certas competências, não significa que não possa ser inteligente em relação a outras, ou mesmo que só possa ser "não-inteligente". Em nosso cotidiano, podemos perceber que a inteligência humana não se limita a escrever "certo" ou resolver problemas matemáticos, ainda que essas capacidades sejam muito importantes... Aceitar esse fato não significa que tenhamos de generalizar grupos, se essas diferenças também são primariamente estatísticas. Não significa que não possam ser reduzidas ou que, pelo menos, os grupos menos inteligentes também não possam melhorar seus desempenhos ao longo do tempo. Só que essa melhoria real não irá acontecer apenas com mais livros nas escolas de periferia... 

Aceitar que nossas características mentais não são absolutamente sensíveis ao meio e/ou totalmente plásticas por estímulo direcionado, não precisa resultar em um fatalismo determinista, de acreditar que estamos fadados a nunca conseguirmos mudar ou melhorar nada sobre nós mesmos, se não apresentamos apenas limitações, mas também potenciais. Só que esses potenciais são determinados por nossas limitações, o que necessariamente não tem que ser uma verdade ruim, se é melhor sabermos quem somos e até onde podemos alcançar do que nos enganarmos com ilusões. Essa verdade, da natureza primariamente hereditária e intrínseca de nossas características mentais, também pode servir para que o sistema escolar, por exemplo, repense punições por mal desempenho, mas sem que isso signifique em um desleixo sistemático à performance acadêmica e ao comportamento social do corpo estudantil. Se a ciência em sua verdadeira prática e contextualizada ao comportamento e à inteligência inexoravelmente pende para a realidade do predomínio da biologia sobre os mesmos, então, um método de ensino realmente baseado em evidências empíricas precisa aceitá-la, e sem que isso resulte em uma diminuição da importância do professor, ainda que será inevitável uma mudança de função: de "construtor" do intelecto alheio para instrutor...


¹ ...números mostram que, em todos os estados brasileiros, independentemente da disciplina avaliada (Língua Portuguesa ou Matemática), tanto no 5° ano como no 9° ano do Ensino Fundamental, há uma diferença expressiva no percentual de estudantes brancos e de estudantes pretos com aprendizado adequado.

No 5° ano, em Língua Portuguesa, há 65,1% de estudantes brancos com aprendizado adequado; entre os estudantes pretos, o percentual é de 40,3%. Os estados que apresentam as maiores diferenças entre os dois grupos são: Amazonas, Rio Grande do Norte, Roraima e Amapá. No Amazonas, já no 5° ano, estudantes brancos têm desempenho quase 100% superior ao dos alunos pretos (50,8% com aprendizado adequado contra 25,5%).

Em Matemática, o desempenho dos alunos, de forma geral, é pior, mas a diferença por raça persiste: 55,8% dos estudantes brancos têm aprendizado adequado na disciplina contra 31,2% dos estudantes pretos. Em Matemática, além do Amazonas e do Rio Grande do Norte, há diferenças bastante significativas no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso, Santa Catarina e na Paraíba. Nesses Estados, a diferença entre brancos e pretos é maior que 70%.

No 9° ano do Ensino Fundamental, em Língua Portuguesa, os alunos brancos têm desempenho 68,2% superior ao dos pretos (46% com aprendizado adequado contra 27,4%). Em Matemática, nesta etapa, verifica-se a maior desigualdade: 25,8% dos estudantes brancos com aprendizado adequado contra 11,9% dos pretos, uma diferença que chega a 116,4%.



² Nos dois anos avaliados e nas duas disciplinas, há diferenças importantes mesmo quando os alunos pertencem ao mesmo grupo socioeconômico: por exemplo, em Matemática, entre os alunos de nível socioeconômico alto, 34,4% dos brancos têm aprendizado adequado, entre os pretos, 17,3% (diferença de 98,8%). Entre os de baixo, 15,8% contra 8% (diferença de 98%).


Traduzido 

"Utilizando dados de crianças que viviam com mulheres incluídas no *National Longitudinal Study of Youth 1979* (Estudo Longitudinal Nacional da Juventude de 1979), os autores apresentam resultados sobre o desempenho em matemática e leitura de crianças nas faixas etárias de 5 a 6, 9 a 10 e 13 a 14 anos, ao longo de um período de 20 anos (1986 a 2005). As crianças foram divididas em seis grupos: crianças negras, hispânicas e brancas de famílias com renda igual ou inferior a 100% do limite federal de pobreza (estudantes pobres) e crianças negras, hispânicas e brancas de famílias com renda acima da linha da pobreza (estudantes não pobres).

Principais Conclusões

Crianças brancas não pobres apresentaram, consistentemente, desempenho superior ao de estudantes negros e hispânicos não pobres, da educação infantil ao ensino médio, tanto em leitura quanto em matemática, entre 1986 e 2005.
A disparidade de desempenho acadêmico entre estudantes brancos não pobres e estudantes negros não pobres aumentou.
Em contrapartida, a disparidade de desempenho acadêmico entre estudantes brancos não pobres e estudantes hispânicos não pobres diminuiu.
Além disso, estudantes negros não pobres apresentaram desempenho inferior ao de estudantes brancos pobres em quase todos os momentos analisados.
Da mesma forma, crianças brancas pobres apresentaram, consistentemente, desempenho superior ao de seus pares negros e hispânicos pobres, da educação infantil ao ensino médio, em leitura e matemática, ao longo do período de 20 anos.
A disparidade de desempenho entre estudantes brancos pobres e seus pares negros pobres aumentou ao longo do tempo e parece se ampliar após a educação infantil.
A disparidade de desempenho entre estudantes brancos pobres e seus pares hispânicos pobres também persistiu ao longo do tempo e aumentou entre crianças em idade de ensino fundamental II (anos finais).
A pobreza exerce um efeito mais prejudicial sobre o desempenho acadêmico de crianças não brancas em comparação com seus pares brancos.
Considerando que mesmo estudantes brancos de famílias pobres superam o desempenho de seus pares negros e hispânicos pobres, essas conclusões sugerem que a renda mais elevada — em média — das famílias brancas não pobres, em comparação com as famílias negras e hispânicas não pobres, não explica totalmente as disparidades raciais/étnicas no desempenho acadêmico".

domingo, 21 de junho de 2026

Educacionismo versus mercadocracia

 Juízes brasileiros recebem salários exorbitantes, além de também usufruírem de outros privilégios indevidos, tal como os famosos penduricalhos, e o privilégio de poderem exercer muito mal sua profissão sem serem exemplarmente punidos. Os exemplos mais recentes nesse ano de 2026, de "juízes de esquerda" usando critérios extremamente subjetivos para darem seu veredito: do "juíz lgbt e autista" que mandou prender um casal por 50 dias por educarem suas duas filhas em casa com cultura exclusivamente erudita e religiosa, até à "juíza feminista" que condenou apenas o padastro que matou o filho de sua namorada ou esposa, omissa e conivente, absolvendo a mesma por causa do "patriarcado estrutural"... Dois grandes absurdos pagos pelo dinheiro público e que, até agora, enquanto finalizo esse texto, não receberam qualquer punição à altura. Pois acredite em mim mas parece que muitos daqueles que se dizem "a favor da justiça social" não são aqueles que mais criticam esses privilégios da "elite" do serviço público e eu acredito em duas razões para explicar essa grande incoerência. Primeira, de que muitos desses autodeclarados justiceiros sociais pleiteiam ou aspiram fazer parte desta mesma "elite". Portanto, se trata de um auto interesse simples e egoísta, também no sentido de poderem exercer um poder sobre as vidas dos outros, tal como no caso de juízes e advogados. Segunda razão é a de que acreditam, com base em uma crença educacionista, que "quem estuda mais", merece receber um alto salário, que é uma questão absolutamente meritória... Eu concordo muito parcialmente que, aquele que "se dedica" a "estudar mais" mereça receber mais, mas não que mereça ganhar salários muito altos e que ainda por cima são oriundos dos impostos do contribuinte. Antes disso, tem o próprio mérito da qualidade profissional prestada, frequentemente aquém do que deveria ser em sua expressão ideal... 


Direita volver e a mercadocracia 

Então, se a esquerda tende a se omitir sobre os privilégios da "elite" do serviço público (ocasionalmente defendendo-os), a direita não é nem um pouco acanhada em defender os privilégios da "elite" econômica ou do "serviço privado" (digamos assim), sempre defendendo para que conservem ou mesmo expandam suas vantagens econômicas injustas sobre o restante da população, tal como pelo direito ao acúmulo indiscriminado de dinheiro, sem a intervenção do estado direcionando uma parte desse dinheiro para a tributação, e pela exploração despudorada da mão de obra dos seus empregados, com a crença ou desculpa de que a geração de riquezas de um país deve sempre começar e se centralizar no topo da hierarquia: uma espécie de mercadocracia, em que não é o povo e sim a "elite" mercantil e a classe empresarial que merecem ser atendidas e agraciadas primeiro, diga-se, também pelo próprio governo, deixando a classe trabalhadora sempre em segundo plano. Enfim, de super naturalizar as incongruências de um sistema baseado na ficção da matemática financeira, como as desigualdades sociais absurdas de patrimônio e renda (já que o dinheiro, por si mesmo, se trata de um símbolo tratado por convenção como uma referência naturalisticamente verdadeira de quantidade)... 

sábado, 13 de junho de 2026

"O seu voto vale o mesmo que o deles"

 E um grande problematizador desse pensamento primariamente lógico e correto 



Das muitas fraquezas de um sistema democrático moderno, está a equivalência de importância do voto individual, em que pessoas com níveis díspares de inteligência, mais diretamente refletidos em níveis de conhecimentos, gerais e técnicos, mas também e especialmente em capacidade de discernimento moral, apresentam exatamente o mesmo poder de voto. Em outras palavras, o voto de uma pessoa cronicamente ignorante ou insensata vale o mesmo que o voto de outra pessoa que mostra-se em situação intelectual completamente oposta. Só que isso não é o mais certo, porque deveria haver um modo de, corretamente, sistemizar essas diferenças individuais e de estabelecer uma diferenciação no peso do voto em momentos decisivos, tal como em eleições ou plebiscitos, afinal, as opiniões de quem as desenvolve de maneira mais racionalmente adequada valem mais do que de quem não o faz. É bem simples. Seria o mais justo. Seria mais um mecanismo de controle da falácia mais natural da democracia que pode torná-la uma distopia, que eu denominei de democracismo, que é a de sistematicamente considerar a "opinião de uma maioria" como a "opinião mais certa". 

Mas tem um problema potencialmente grande que dificulta a viabilidade prática desse raciocínio que seria, em um cenário realista, os critérios usados por aqueles no poder e motivados a estabelecer essas mudanças....

O que eu comentei acima me parece o mais certo: ter o critério da racionalidade ou sensatez como o mais importante, por ser o mais logicamente relevante nessa discussão. Mas, parece comum, pelo menos pra mim, ver, em redes sociais, quem critica a equalização estabelecida do poder de voto individual, não ter em mente esse critério ou então deixarem vago sobre qual seria... Também parece ser comum, muitos, tomados por crenças educacionistas, apontarem para o nível de "educação' alcançado como o critério mais importante nessa hipotética mudança. Porém, ser mais "educado", exatamente no sentido de ter mais anos de escolaridade ou de estar em degraus mais altos na hierarquia do sistema educacional, está longe de, automaticamente, refletir o nível de sensatez de um indivíduo. E é justamente esse que parece ser o pensamento mais comum, de, se for para acabar com a equalização do poder de voto individual, então, que se faça entre aqueles com e sem diploma. Mas não é apenas um achismo meu ou suposto preconceito contra a academia, porque, de fato, entre os "mais educados", existe uma parcela expressiva que, só para começo de conversa, não deveria ter sido diplomada ou não nas áreas em que se "especializaram". Isso que nem adentramos nas capacidades de discernimento moral. E isso é especialmente verdadeiro nas humanidades, tomada por panelinhas de pseudocientistas e/ou pseudo intelectuais extremamente enviesados à esquerda no espectro político-ideológico. Portanto, o mais importante, idealmente falando, caso o fim da equalização do poder de voto individual fosse instituído, não seria de estabelecer mais peso ao voto de quem "estudou mais" porque, na realidade, muitas vezes esse "estudar mais" não significa que a pessoa adquiriu mais sabedoria, até o oposto disso... Voltando à redundância conclusiva desse texto, de que o ideal seria de, a partir de uma análise generalizada sobre a capacidade racional das pessoas, melhor refletida em valores, crenças e comportamentos a médio e longo prazo, que o estabelecimento de peso desigual ao voto individual fosse com base nesse critério e não com base em qualquer outro critério menos preciso de avaliação das capacidades especificamente requisitadas nesse contexto, tal como pela superficialidade de uma típica "educação" acadêmica... 

Mas como seria??

Se eu tenho demonstrado, ao longo do tempo, que sou mais sensato, o peso do meu voto deveria valer 2x ou mais o peso do voto de uma pessoa que se mostra bastante insensata. Porém, outro grande problematizador de viabilidade prática dessa mudança é que simplesmente não existe nenhum sistema social de avaliação dessas capacidades e aplicação das mesmas em contextos políticos reais, porque nunca se pensou realmente em criar algo do tipo, por causa da enorme popularidade dos mitos sobre moralidade e inteligência humanas que continuam se perpetuando como verdades absolutas do senso comum, tal como de que, todos apresentam o mesmo potencial de livre arbítrio... Como resultado, antes de sequer se pensar em estabelecer um desnivelamento do poder de voto individual, seria necessário criar um sistema que pudesse avaliar as capacidades requisitadas, em outras palavras, literalmente de criar uma nova cultura avaliativa e seletiva de mérito, e eu já escrevi sobre isso, de que essa proposta de meritocracia também seria ideal em qualquer tipo de avaliação profissional, se é justamente a ausência de um filtro por capacidades de racionalidade e, portanto, também de discernimento moral, que existem muitos profissionais de péssima qualidade atuando nos mais diferentes ramos da vida social e causando toda sorte de prejuízos. Mas para que se tornasse possível, haveria de, primeiro, que o próprio sistema social existente estivesse nas mãos justamente dos mais racionalmente competentes, um cenário ideal bastante distante de nossa realidade corrente.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

O problema da educação brasileira, segundo a "direita"...

 ... é a imposição do modelo "socioconstrutivista", de esquerda. Um modelo pseudocientífico cheio de expressões vazias e jargões, como é típico de pseudociências, que se opõe ao modelo pedagógico tradicional: de ênfase no emprego da memorização da informação passada pelo professor ao estudante*. No entanto, o problema da educação, e não apenas no Brasil, não é apenas o modelo adotado, mas que, em média, nossa população já apresenta limitações cognitivas que não são reflexos de experiências pessoais ou carências sociais, mas de sua própria biologia, de algo que se nasce praticamente determinado, de até onde se pode alcançar... Portanto, não importa o modelo adotado, ainda que possa piorar o nível educacional, as próprias limitações cognitivas da maioria da população, pelo menos em relação aos aspectos acadêmicos, contribuem massivamente para determinar o potencial de proficiência que se pode adquirir. Então, mesmo se o software (modelo de "educação') for o melhor possível, ainda dependerá do hardware (características intrínsecas ou biológicas) que continuará limitando seus resultados. Se um modelo maravilhoso de educação não irá, por milagre, aumentar, por exemplo, a média de QI da população brasileira que, atualmente, encontra-se em torno dos 85 pontos, bem abaixo da média (greenwich) 100. 

No entanto, é essa explicação equivocada que a tal "direita" brasileira resolveu adotar, claro, culpando exclusivamente a influência da "esquerda" na educação e desprezando completamente esses aspectos fundamentais, por também serem "controversos" ou "polêmicos" hoje em dia. Mais uma demonstração do quão fraca e submissa a "direita" está em relação à hegemonia cultural de sua antagonista em instituições tradicionais, pois uma explicação "educacionista" (a educação pela educação) tem sido tipicamente adotada pela "esquerda", até como maneira de evitar uma abordagem mais objetiva e intelectualmente honesta que, inevitavelmente a direcionaria para destacar esses "aspectos fundamentais porém controversos", enfim, de ser forçada a apontar para o "elefante branco". Por exemplo, de destacar que o Brasil apresenta um desempenho acadêmico baixo por ter uma significativa parcela de sua população composta por afrodescendentes (porque tendem a apresentar {em média} baixas capacidades cognitivas se comparados com outras populações, como os brancos europeus e os leste asiáticos de raça oriental), e toda aquela ladainha dos "totalitários do bem" viria à tona: "fascismo", "racismo científico', "nazismo"... Em suma, uma "direita" acovardada e submissa ao código moral "progressista" dominante...

* O modelo socioconstrutivista, baseado principalmente em Lev Vygotsky, propõe que a aprendizagem ocorre através da interação social e cultural (trecho retirado de uma explicação da I.A) e não por um método cognitivo lógico previamente estabelecido e universalmente ratificado como eficaz.

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Se eu fosse um professor brasileiro de colégio, estaria sentindo uma raiva especial pela "esquerda", ultimamente...

 Por causa da pedagogia "moderna", da "inclusão" compulsória e, agora, nesse ano de 2025, com mais um "presente de grego", com a introdução do tempo integral das aulas nas escolas públicas do país... 


Pois se a pedagogia "moderna" praticamente tirou qualquer autoridade verdadeira do professor sobre os seus alunos e a "inclusão" compulsória o está forçando a lidar com estudantes que precisariam de uma atenção mais especializada*, aumentando sua carga de responsabilidades e desafios cotidianos em seu local de trabalho, com o modelo de tempo integral, ele vai ter que ficar mais tempo dentro da escola justamente para administrar esses e outros problemas que acontecem dentro de uma sala de aula, tal como a superlotação das classes...

* Isso depois que os tais "bem-intencionados" começaram a atacar a própria existência das "escolas especiais" ou APAEs, cruciais no atendimento dos estudantes com os quadros de deficiência mais delicados.

Então, não importa o quão alto os governantes possam aumentar o salário de um professor no Brasil, com todos esses problemas para administrar, e que são resultados, especialmente, das "boas intenções" da "esquerda" em um espaço de duas a três décadas, apenas um docente fanático e/ou mal informado que continuaria apoiando acriticamente ideias, crenças e/ou partidos ditos progressistas, se são justamente esses que mais têm complicado suas vidas profissionais em um sentido prático... Mas, pelo que parece, esses docentes "ainda" correspondem a uma provável maioria... Se continuarão culpando apenas a "direita" pelo seu calvário...

E não, não sou a favor que retornem os castigos corporais aos estudantes como conduta típica para lidar com o "mal comportamento', como acontecia antigamente, ou que não haja qualquer nível de inclusão de estudantes com deficiência ou condições especiais em escolas "normais", mas, como sempre, que haja o mínimo de equilíbrio nas decisões atreladas às políticas públicas, tomadas por aqueles que detém esse poder. Mas parece pedir muito.

quinta-feira, 3 de julho de 2025

A principal diferença entre doutrinação e educação

 É o caráter factual do que está sendo transmitido... 


Especialmente quando mentiras, meias verdades ou distorções de fatos, tipicamente organizadas como narrativas dogmáticas, predominam ou já estão presentes desde a essência de um sistema de crenças, é seguro classifica-lo como muito passível de se servir como referencial ideológico de doutrinação, e não de educação. 

É por isso que, afirmar que Deus é uma improbabilidade lógica muito possível e que a luta de classes é uma realidade empírica, não são exemplos de doutrinação ideológica (o primeiro, de fato, carece de qualquer evidência, e o segundo é visível a todo momento em que se vive dentro de uma sociedade humana típica), ao passo que, negá-los, se tratam de exemplos (à "direita") de doutrinação. 

Qualquer negacionismo de um fato, ainda mais de um fato notório que pode ser facilmente observado, ou afirmação de um fenômeno ou evento extraordinário sem qualquer evidência verdadeira que o corrobore, são matéria-prima para a doutrinação. 

Outros dois exemplos de doutrinação, e não de educação, mas que estão mais "à esquerda" no espectro político-ideológico são: o negacionismo da existência de diferenças mais intrínsecas de comportamento e inteligência entre indivíduos e grupos humanos (observável e ratificado pela percepção de padrões de estabilidade, previsibilidade e hereditariedade de comportamentos), e a afirmação extraordinária (um complemento típico ao primeiro) de que o meio tem um papel muito mais importante para o comportamento humano do que nossa própria natureza ou biologia, como se fôssemos apenas reagentes totalmente moldáveis pelas circunstâncias.

sábado, 6 de abril de 2024

Lógica primária e sua relação com anti e pseudo intelectualismos/Primary logic and its relationship with anti and pseudo intellectualisms

Lógica primária é um termo que inventei e se refere a uma ideia ou pensamento que aparenta ser lógico, no sentido de coerente e factual, em um primeiro olhar, e que pode deixar de fazer sentido a partir de um aprofundamento crítico e analítico.


Um exemplo de lógica primária é o simples raciocínio de que, mais tempo de aula resulta em mais conhecimentos absorvidos pelo estudante, que foi a base para a decisão do governo brasileiro de aumentar o tempo de aula nas escolas públicas, isto é, para um modelo mais "integral". É uma lógica primária por também se basear em uma correlação entre o predomínio de escolas em tempo integral e o nível de desenvolvimento socioeconômico de um país. No entanto, existem outros fatores que, não apenas contribuem, mas também são mais relevantes para o desenvolvimento de um país, especialmente aqueles aos quais temos menor poder de controle, como as capacidades cognitivas médias da população, que não são reflexos exclusivos da educação "recebida" (ou alcançada), se, na verdade, é a própria educação que reflete, não de maneira absoluta, nossas inteligências. Essa é uma lógica primária baseada em uma crença de causalidade entre nível educacional e socioeconômico, como se apenas uma "educação de qualidade" que contribuísse para o desenvolvimento de um país, desprezando o fator cognitivo, mais intrínseco ou menos sensível à intervenções sociais. 

Anti e pseudo intelectualismos

A negação explícita (anti) ou implícita (pseudo) da razão ou do pensamento lógico-racional, que geralmente se manifesta, respectivamente, pela religião e por ideologias políticas, tende a ter como característica principal, se aplicando o conceito de lógica primária, justamente um predomínio da mesma na construção de suas bases de argumentos, de afirmações aparentemente lógicas ou que fazem sentido, que são primariamente coerentes, mas que deixam de fazer ou ser a partir de uma análise crítica mais profunda. 

Exemplos: a lógica primária de que, como toda criação tem um criador, então, o universo, que supostamente seria uma "criação", tem que ter um deus "criador";

A lógica primária de que nossa condição humana também nos faz iguais em nossas capacidades cognitivas e são as diferenças do meio em que nascemos e vivemos que, unicamente, nos diferenciam nesse aspecto, tal como as desigualdades socioeconômicas ou de acesso a uma "educação de qualidade".

Além desse termo, outro, que propus em um texto recente, semanticalismo, que se refere a uma ênfase ou importância excessiva na palavra do que no elemento ou fenômeno que simboliza, também está presente em sistemas de crenças ou ideologias baseados em um predomínio de pensamentos ou ideias que poderiam ser classificados como lógicas primárias. O próprio caso das religiões monoteístas e a crença na existência de um único Deus criador do universo, em que a palavra Deus é considerada uma realidade por si mesma, mesmo se está associada a uma crença de existência sem qualquer rastro de evidências de que exista, puramente baseada na lógica primária de que toda "criação" tem que ter um "criador" (as próprias palavras "criação" e "criador" também têm um peso desproporcional aí e até podem ser consideradas inapropriadas nesse contexto, se o ideal seria denominá-las, respectivamente, de causa e efeito).

 Primary logic and its relationship with anti and pseudo intellectualisms

Primary logic is a term I invented and refers to an idea or thought that appears to be logical, in the sense of coherent and factual, at first glance, and that may no longer make sense upon critical and analytical deepening.

An example of primary logic is the simple reasoning that more class time results in more knowledge absorbed by the student, which was the basis for the Brazilian government's decision to increase class time in public schools, that is, for a more ''integral'' model. It is a primary logic because it is also based on a correlation between the predominance of full-time schools and the level of socioeconomic development of a country. However, there are other factors that not only contribute, but are also more relevant to the development of a country, especially those over which we have less power to control, such as the average cognitive abilities of the population, which are not exclusive reflections of education " received" (or achieved), if, in fact, it is education itself that reflects, not in an absolute way, our intelligence. This is a primary logic based on a belief in causality between educational and socioeconomic level, as if only a "quality education" contributed to the development of a country, disregarding the cognitive factor, which is more intrinsic or less sensitive to social interventions.

Anti and pseudo intellectualism

The explicit (anti) or implicit (pseudo) denial of reason or logical-rational thought, which is generally manifested, respectively, by religion and political ideologies, tends to have as its main characteristic, applying the concept of primary logic, precisely a predominance of it in the construction of its bases of arguments, of statements that are apparently logical or that make sense, that are primarily coherent, but that fail to do or be based on a deeper critical analysis.

Examples: the primary logic that, as every creation has a creator, then the universe, which is supposed to be a "creation", must have a "creator";

The primary logic is that our human condition also makes us equal in our cognitive capabilities and it is the differences in the environment in which we are born and live that, uniquely, differentiate us in this aspect, such as socioeconomic inequalities or access to a "quality education ".

In addition to this term, another, which I proposed in a recent text, semanticalism, which refers to an excessive emphasis or importance on the word than on the element or phenomenon it symbolizes, is also present in belief systems or ideologies based on a predominance of thoughts or ideas that could be classified as primary logic. The very case of monotheistic religions and the belief in the existence of a single God who created the universe, in which the word God is considered a reality in itself, even if it is associated with a belief in existence without any trace of evidence that it exists, purely based on the primary logic that every "creation" must have a "creator" (the words "creation" and "creator" themselves also have a disproportionate weight there and can even be considered inappropriate in this context, if the ideal would be called them, respectively, of cause and effect).

terça-feira, 2 de abril de 2024

Expectativa, realidade e o ideal sobre a educação/Expectation, reality and ideal about education

 Expectativa: de que a educação seja apenas uma transmissão de conhecimentos.


Realidade: de que a educação é uma transmissão apenas parcial de conhecimentos, porque também tem incluído doutrinação ideológica, especialmente em matérias das ciências humanas.

O ideal: a educação, enquanto prática da filosofia, consiste na transmissão de conhecimentos, incluindo o autoconhecimento, mas também no incentivo a gostar de aprender e até de se entreter com o conhecimento, de vê-lo como um fim em si mesmo e não apenas como um meio; e tão ou mais importante, no ensino do pensamento lógico-racional, isto é, a pensar de maneira mais sensata (não apenas sobre transmitir conhecimentos).  

Expectation, reality and ideal about education


Expectation: that education is just a transmission of knowledge.

Reality: that education is only a partial transmission of knowledge, because it has also included ideological indoctrination, especially in subjects of the human sciences.

The ideal: education, as a practice of philosophy, consists of transmitting knowledge, including self-knowledge, but also encouraging people to enjoy learning and even being entertained by knowledge, seeing it as an end in itself and not just as a means; and equally or more importantly, in teaching logical-rational thinking, that is, thinking more sensibly (not just about transmitting knowledge).

segunda-feira, 18 de março de 2024

A verdadeira filosofia é a prática da verdadeira educação/True philosophy is the practice of true education

 A verdadeira filosofia é a prática da verdadeira educação


.. que é a busca e transmissão de conhecimento, sem qualquer viés ideológico, sem distorções ou omissões de fatos ou raciocínios mais ponderados, sem verdades ''inconvenientes'', enfim, sem qualquer doutrinação. E, para sua prática mais adequada, é necessário priorizar e sistematizar o pensamento lógico-racional ou imparcial-objetivo (e ético) para qualquer atividade intelectual, estudo, observação, experimento...


True philosophy is the practice of true education


.. which is the search and transmission of knowledge, without any ideological bias, without distortion or omission of facts or more considered reasoning, without ''inconvenient'' truths, in short, without any indoctrination. And, for its most appropriate practice, it is necessary to prioritize and systematize logical-rational or impartial-objective (and ethical) thinking for any intellectual activity, study, observation, experiment...

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

O que o Brasil realmente precisa??

 Federalização ampliada


Estados ou regiões devem ter direito a uma maior autonomia sobre o governo federal, se suas populações assim desejarem. O Brasil é muito diverso e, sinceramente, não é justo que a maioria das decisões mais importantes sejam sempre tomadas na capital por um grupo, diga-se, limitado e escuso, de pessoas...

Aliás, essa é uma lógica que pode ser generalizada para qualquer país de grandes dimensões territoriais, mas também para aqueles com grande diversidade cultural (ou nem tanto, porque também depende do quão racionais ou ponderados cada grupo em questão está para ter mais autonomia em suas decisões). 

Fim dos benefícios abundantes e/ou injustos à classe política (o começo do fim da corrupção??)

Mas qual político realmente honesto e corajoso, de preferência um presidente, que levantaria essa proposta e lutaria por ela?? (Hein, Lula???) 

Democracia direta??

A participação popular deveria ser muito maior do que apenas em alguns raros plebiscitos e processos eleitorais que ocorrem de quatro em quatro anos ...

Eu já propus um modelo de democracia direta com risco minimizado de se tornar um democracismo, uma distopia democrática, nesse texto: "Exemplo de como evitar que uma democracia participativa se transforme em um democracismo".

Política de planejamento familiar

Famílias e indivíduos, especialmente os de classe trabalhadora, deveriam ser fortemente incentivados a planejar o número de filhos que pretendem ter. E como existe uma correlação estatística entre essa classe social e baixa capacidade cognitiva, pegaria dois coelhos em uma arapuca só. E se inteligência e personalidade são predominantemente hereditárias (por combinação dos materiais genéticos dos progenitores)...

Uma política de até dois filhos (ao invés da famosa política do filho único, que foi imposta durante várias décadas na China, e que eu propus em um texto anterior, só de pensamentos), com direito a incentivo financeiro vitalício como compensação à esterilização depois do primeiro ou segundo filho. 

Também seria interessante incentivar as taxas de fecundidade dos mais inteligentes, casais heterossexuais de cientistas, por exemplo...

E tenho sempre que ressaltar a necessidade de sistematizar a detecção precoce de sociopatas e psicopatas e, dependendo do quão perigosos ou problemáticos possam ser, internação permanente em instituições especialmente construídas e designadas para recebê-los, potencial esterilização e até castração química dos mais incontroláveis...

Reforma no sistema educacional 

Como eu já comentei em vários dos meus textos, o sistema de ensino no Brasil deveria passar por uma série de reformas, começando com a substituição do modelo vigente, por ser arcaico e pseudocientífico, já que despreza a realidade da diversidade psicológica e cognitiva humana, e também por ser ineficaz ao não se vincular ao mercado de trabalho e à educação superior, que serviria como uma via direta de avaliação e seleção (pelo uso de boletins {com avaliação completa, durante todo o tempo de escola} como currículo primário). Claro que a valorização da profissão e o aumento do número de escolas e professores também estariam na lista de pendências dessa reforma....

Reforma no sistema de justiça 

Um sistema viciado que não pune exatamente com base no crime cometido, mas também de acordo com a condição social do sujeito, facilitando a impunidade aos que cometem crimes e têm curso superior ou conta bancária recheada, e que ainda por cima é demasiado brando na punição, especialmente por crime hediondo, não poderia ser mais injusto e, portanto, precisa passar por reformas. A construção de mais presídios, com melhorias estruturais, mas sem promover mordomias a quem cometeu crimes, especialmente os mais graves, até para diminuir a superlotação, também seria importante. E, além dessas melhorias, a separação dos presos por categoria de crime e nível de periculosidade dos mesmos, por exemplo, isolando os "alfas" de qualquer possibilidade de conseguirem criar ou manter esquemas hierárquicos dentro dos presídios, mais a seleção criteriosa dos profissionais que trabalham nesses ambientes (com o expurgo de corruptíveis e/ou corruptos). 

Reforma no sistema de saúde 

No Brasil, de maneira geral, existe um problema básico em que a demanda é quase sempre maior que a oferta e isso é bastante verdadeiro para o sistema de saúde. Por isso, para começar a resolver esse problema, seria necessário aumentar o número de médicos, especialmente de clínicos gerais; de hospitais e postos, tornando o atendimento mais geograficamente especializado, bem distribuído e agilizado, também aumentando a cobertura de exames e tratamentos oferecidos gratuitamente pelo SUS. 

Maior distribuição de renda, mas sem injustiças disfarçadas de "correção histórica"

Sem sistemas de cotas que discriminam brancos pobres, enfim, que discriminam qualquer grupo de maneira injusta, de derrubar esse sistema de seleção e avaliação que tem sido imposto, importado dos EUA, e que tem o coitadismo ao invés do mérito como principal e único critério. 

Já quanto a essa melhor distribuição, se daria, primariamente, pela introdução de um modelo proporcional de impostos em que os mais ricos pagam mais que os mais pobres e a classe média. 

Uma possível redução da carga tributária, mas que só seria plenamente possível com o combate direto à corrupção política, se o melhor uso do dinheiro público depende disso. E mesmo sem redução da carga, que, pelo menos, os gastos do dinheiro público sejam priorizados ao público...

Se livrar da rede globo e do resto da mídia ideologicamente viciada 

Se livrar de uma emissora de televisão, isto é, de uma empresa privada, que tem acumulado uma influência muito grande e, pior de tudo, perniciosa, sobre o país, manipulando o povo brasileiro ao seu bel prazer, antes, priorizando o neoliberalismo, isto é, a depredação dos direitos dos trabalhadores em sua doutrinação. Agora, também com lavagem cerebral "woke", supostamente "anti racista", "democrática", "racional" e "empática", além de outro desserviço igualmente descomunal, a popularização absoluta de uma cultura de quinta categoria produzida por gente de inteligência limitada e gosto artístico duvidoso.

Justiça seja feita, se todas as emissoras de televisão do "nosso" país tem feito o mesmo ou parecido. O problema tem sido a enorme influência e o tipo de influência da emissora mais importante sobre a cultura e a sociedade brasileiras desde os seus primeiros anos de atuação, já como braço direito da ditadura militar, e agora como principal célula do veneno globalista em território nacional.

Pois seria muito melhor tomar nota de tudo isso e buscar por uma emissora, de preferência, estatal, que a substitua, que seja realmente engajada em proporcionar o melhor entretenimento, realmente educativo e de alta qualidade, que não pense apenas em poder, lacração e lucro. Também, para atingir esse objetivo, haveria de mobilizar a maioria "de direita" e centro para boicotá-la, porque em termos de potencial de mobilização social visando objetivos sensatos e ainda mais em relação a essas questões culturais, eu não espero nada vindo do outro lado, até por ser justamente esse que mais tem depredado a cultura do nosso e de outros países, via inculcação de relativismo ideológico da qualidade artística, mancomunado com a ganância capitalista, que prioriza o popular sobre o erudito visando lucros.  

Mas não apenas a rede globo, pois uma boa parte da mídia brasileira também está dominada por essas mesmas ideologias irracionais e seus agentes, que negam a razão em prol de suas convicções variavelmente desviantes dos fatos e do bom senso, geralmente baseadas em "pseudociências do bem", de inclinação mais para a "esquerda" no espectro político. Domínio esse que também se estende a outros setores de igual relevância, tal como a educação, a justiça e o próprio governo, e com efeitos destrutivos a médio e longo prazo.

terça-feira, 15 de agosto de 2023

O que dizem que é justo sobre os processos avaliativos e seletivos (novamente) e o que realmente é

 Corrida maluca 


A educação brasileira, mas também da maioria dos países oficialmente reconhecidos pela ONU, está baseada no sistema tradicional de ensino e que, por sua vez e, cruamente falando, se baseia na crença da tábula rasa, adaptada ao contexto escolar, de que a maioria dos seres humanos, desprezando os que já nascem com deficiências intelectuais evidentes, apresentam os mesmos potenciais de aprendizado e apenas se diferenciam, em termos de desempenho, pelo nível de esforço ou dedicação aos estudos. Por isso as avaliações iguais para todos os estudantes, as notas vermelhas, a recuperação e até a repetência... No entanto, as evidências legitimamente científicas sobre esse tópico nos mostram que apresentamos diferenças qualitativas e quantitativas de inteligência e que são predominantemente intrínsecas ou que não são superficiais, isto é, facilmente alteráveis. Como resultado, idealmente, o sistema de ensino não deveria comparar desempenho, pelo menos da maneira como tem feito, porque é basicamente o mesmo que comparar o desempenho de animais de espécies diferentes disputando uma mesma corrida. Mas, está consolidado a hegemonia dessa crença igualitarista e de que é a maneira mais justa de avaliação, tanto na educação quanto para o mercado de trabalho, que todos devem ter igualdade de condições e serem avaliados por seus desempenhos e não por quem são.

Mas, e se não apresentarmos as mesmas condições psicológicas e cognitivas??

Aí não é bem o "se", se nossa diversidade de intelectos e personalidades é uma realidade palpável, mesmo que muitos especialistas, na educação e em outras áreas relacionadas, não acreditem em sua existência. 

Pois o mais justo nesse contexto seria de avaliar por especificidade, porque igualaria por capacidade específica do que como tem sido avaliado, por conhecimentos gerais, especialmente em provas de concurso público e de admissão no ensino superior. Se somos ou inevitavelmente nos tornamos mais especializados em determinadas áreas do conhecimento ou da atividade humana e se toda profissão é uma especialização...

Portanto, o mais justo, nessa analogia com uma corrida maluca de animais de espécies diferentes é que os de mesma espécie compitam entre eles mesmos e, traduzindo para o sistema de seleção e avaliação na escola, mas mais especialmente no ensino superior e no mercado de trabalho, que as mesmas habilidades sejam comparadas entre os concorrentes, por exemplo, no caso de uma vaga para professor de história, que os conhecimentos em história, dos candidatos, sejam comparados e não seus conhecimentos gerais. 

terça-feira, 11 de julho de 2023

Nenhum país que se industrializou tem quatro horas de aula por dia, mas, sim, de sete a nove horas”

 "A educadora Cláudia Costin, presidente do Instituto Singularidades, cita algumas medidas práticas que poderiam ser adotadas o mais rapidamente possível, se for considerada a urgência de retomar o crescimento econômico. 'No contexto de automação acelerada, digitalização, inteligência artificial, precisamos educar para duas coisas simultaneamente: desenvolver o pensamento crítico e o criativo. Precisamos educar os alunos para serem pensadores autônomos e criativos”, afirma.


...

'Mas o que o Brasil pode fazer? Em primeiro lugar, parar com essa história de quatro horas de aula por dia. Nenhum país que se industrializou tem quatro horas de aula por dia, mas, sim, de sete a nove horas', afirma ela, que foi diretora de Educação do Banco Mundial e também chefiou a Secretaria Municipal de Educação do Rio.

'Não apenas aulas, mas laboratório, experimentação. É uma educação mais mão na massa. E evitar essa educação conteudista, em que o professor despeja um conteúdo e não ensina os alunos a pensar'. acrescenta Cláudia."



Aham, senta lá, Cláudia!!

Como se aumentar a carga horária das aulas tivesse uma forte influência no aumento da inteligência dos estudantes... 

Pois se for decidido pelo aumento da carga horária, um dos que mais sofrerão serão justamente os professores que, além de mal pagos, ainda precisam lidar com salas superlotadas e falta básica de educação e respeito por parte de muitos estudantes.

Outros "pormenores" que a "especialista em educação" parece desprezar completamente, de que o estudante brasileiro típico não é igual ao finlandês ou ao sul coreano, tanto em termos de capacidade cognitiva quanto de perfil de personalidade; que a inclinação para estudar, quer seja no sentido de aprender ou de se entreter, não está igualmente distribuída entre os seres humanos; o mesmo para criatividade e pensamento crítico ou racionalidade, que também não são igualmente aprendíveis ou desenvolvíveis... por isso que, não basta "dar uma educação crítica", seja lá o que isso signifique (poderia apostar alto que, para essa especialista, seria algo próximo de "doutrinação ideológica"), porque ninguém nasce "zero-bala".  E ainda acrescente a "pedagogia moderna", que se baseia em métodos demasiadamente idealistas para lidar com o ambiente escolar, e temos uma combinação perfeita para o desastre que podemos ver todos os dias letivos na maioria das escolas brasileiras. 

Mas concordo que a "escola" deveria reduzir o "conteudismo", especialmente algumas partes do conteúdo que não são realmente importantes para serem passadas pelo professor ou apreendidas pelo aluno, como eu já comentei em alguns textos, como nesse: "O que deveria ser reavaliado no ensino??"

terça-feira, 4 de julho de 2023

Uma possível evidência sobre a natureza pseudocientífica do sistema tradicional de ensino

Era uma vez, dois países, Finlândia e Coreia do Sul, que têm produzido algumas das maiores pontuações no PISA, que é um exame internacional da educação, desde que começou a ser aplicado. Porém, com sistemas educacionais bem diferentes, porque enquanto no primeiro país os estudantes têm muito mais autonomia e, portanto, menor pressão para estudar e tirar notas altas, no segundo, que adota um sistema mais tradicional de ensino, o exato oposto acontece, em que os estudantes são muito pressionados em termos (superficialmente) acadêmicos. Então, como explicar que, mesmo com sistemas tão diferentes, estudantes finlandeses têm conseguido tirar notas tão boas quanto às dos sul coreanos?? Primeiro e, o mais importante, temos a questão genética* (sim, me perdoem os crentes na tábula rasa que estão de plantão), em que ambas as populações parece que apresentam variações parecidas de potencial cognitivo. * Acumulando evidências científicas sobre o papel da genética nas nossas capacidades intelectuais. Segundo que, o sistema educacional sul coreano é baseado em crenças ultrapassadas e/ou pseudocientíficas sobre a inteligência humana e, por isso, impõe ao seu corpo discente essas práticas de tortura psicológica e cognitiva, porque acredita que a memorização compulsória é o componente mais importante para o aprendizado. Pois se isso fosse verdade, então, estudantes finlandeses deveriam estar se saindo muito mal... Mas não... Essa parece ser uma boa evidência de que o velho método de memorização compulsória que, inclusive, também é dominante no Brasil, não é melhor ou mais eficiente do que métodos heterodoxos à norma do sistema tradicional, como o que foi adotado na Finlândia. Aliás, não apenas de não ser melhor, mas até de ser inútil, se crianças e adolescentes finlandeses não precisam quebrar a cabeça nos "estudos" (memorização) para obter ótimos resultados em exames comparativos, como o PISA.

terça-feira, 28 de março de 2023

A diferença entre estudar//aprender e memorizar

 Para aprender é preciso estudar, ainda que também se possa aprender ou compreender algo, até a um certo nível, por observação ou análise imparcial e objetiva, sem chegar a ter acesso a um conteúdo específico.  


É verdade que a memorização é necessária e inevitável nos estudos. Mas memorizar é um meio para um fim, que é aprender. Memorizar por memorizar é o mesmo que "decoreba". O verdadeiro aprender não exige uma memorização "perfeita", de cada palavra ou fórmula, mas de um maior ou melhor entendimento sobre o que foi "estudado". Portanto, como conclusão, é possível afirmar que, estudar é o mesmo que se expor a certo "conhecimento' buscando, acima de tudo, compreendê-lo para, então, fixá-lo na mente. Ainda há de ressaltar que, não é sempre que um melhor entendimento leva à fixação, pois para que isso aconteça também é muito importante que exista pelo menos algum interesse genuíno sobre o tópico.

segunda-feira, 20 de março de 2023

São os estadunidenses do sul, em média, mais 'agradáveis' ???

 Aqueles que moram no sul dos EUA, em média, "pontuaram" mais alto no traço "agradabilidade", em pesquisas comparativas de geografia e tendências de comportamento e com base no modelo de personalidade do "cinco grande", considerado o mais cientificamente válido. 


Pois vejamos como que esse traço está caracterizado:

"As pessoas que são “agradáveis” visam a harmonia social, sendo gentis e atenciosas, e estão dispostas a fazer concessões em seus objetivos. As pessoas “desagradáveis” têm uma visão menos otimista e menos cooperativa dos outros, dando precedência ao interesse próprio. São mais competitivos e argumentativos..."

Agora, vejamos, rapidamente, onde que esse traço parece ser mais comum por lá, segundo as pesquisas:

"A presença de amabilidade/agradabilidade é mais pronunciada no Sul (Louisiana à Carolina do Norte, com zonas mais quentes e mais frias em Arkansas, Kentucky, Tennessee e Flórida). Um segundo aglomerado importante foi encontrado em Minnesota e nas Dakotas. O azul escuro do desagrado paira mais pesado sobre os estados ocidentais, de Montana ao Novo México e de Nevada às metades ocidentais do Kansas e Oklahoma. Há um epicentro de rabugice adicional na Nova Inglaterra."





Então, faz sentido que a região dos EUA com a maior porcentagem de "indivíduos mais agradáveis" ou "mais amáveis" seja também a região com a maior porcentagem de "conservadores tradicionais", isto é, de pessoas que tendem a ser classicamente racistas, homofóbicas, misóginas, do tipo que adora capitalismo, armas e bíblia??? E o oposto para algumas das regiões mais politicamente progressistas (como a Nova Inglaterra)???

É importante ressaltar que, segundo um outro estudo, conservadores tradicionais tendem a pontuar mais alto, especificamente, em um componente desse traço da agradabilidade, que é a "educação" ou "polidez"... ok... 

Mas, nesse mesmo estudo, indivíduos autodeclarados progressistas pontuaram mais alto em outro componente deste traço, a compaixão, e que, na minha opinião, é mais central ao traço em si, além de ser até fácil de perceber tanto pelas diferenças nas políticas defendidas por esquerdas e direitas quanto pelos comportamentos médios de progressistas e conservadores em que, se percebe uma desproporção de indivíduos muito egoístas no segundo grupo.


Mas, será que esses estudos de personalidade se baseiam mais em como que as pessoas se identificam ou respondem questionários do que como elas realmente são??? 

Será que as pessoas realmente agradáveis são menos propensas a se pensar como mais agradáveis que os outros?? 

Bem, um país em que parecem existir muitas delas, o Japão, existe um hábito cultural ou enraizado de se evitar auto elogios, preferindo até pela auto depreciação ...

Ainda sobre um dos estudos citados, de que autodeclarados "conservadores tradicionais" pontuaram mais alto em "educação" ou polidez, um dos componentes da agradabilidade..

Mas de que tipo de "educação" estamos falando aqui?? Porque existe a educação no sentido de discrição e etiqueta e aquela que se centraliza justamente no respeito e na empatia ao outro e, consequentemente, na compaixão. 

(O mesmo questionamento sobre auto definição e realidade também deve ser feito em relação aos autodeclarados progressistas. Afinal, são mesmo, em média, mais empáticos na prática ou apenas no discurso sobre si mesmos??)