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domingo, 1 de novembro de 2026

Ainda sobre o descontinuar a seguir canais de YouTube e uma velha esperança (quase morta)

 Dos canais que fui deixando de seguir por razões ideológicas, um deles me marcou porque quando comecei a segui-lo e a ver seus vídeos: o canal de um cara de Santa Catarina que fala sobre quadrinhos e política, ele me passou uma falsa ideia de que se tratava de um esquerdista autocrítico, que esboçava um mínimo de autoconsciência detectável, com um estilo mais "macho" de esquerda do que de sociólogos LGBT que só falam sobre "identitarismo"... 


Então, ao longo do tempo de minha "estadia", fui percebendo que o cara era só mais um fanatizado vermelho que se diferenciava dos demais apenas por usar um estilo mais "popular" de fala.


Também teve um outro canal que parecia ser de um progressista autocrítico; de um "especialista em linguística", mas, logo que comecei a me aprofundar no mesmo, percebi que era só mais um fanatizado "socialista". 


Essa velha esperança, quase morta, que eu ainda tenho, de encontrar um criador de conteúdo de esquerda que seja solidamente imparcial e intelectualmente honesto... 

Sobre o descontinuar a seguir canais de YouTube

Seu nome era Natasha, nascida russa. Tinha um canal de YouTube, um humor peculiar e o maior país do mundo como vizinhança. 


Fazia até um terreno baldio parecer interessante.

Ai começou a guerra e ela começou a se politizar. 

Foi perdendo a graça, se tornando mais uma Natasha, e não àquela... Mais uma jovem de vinte e poucos anos e uma convicção arrogante sobre o mundo. E desejos de uma "cidadã sem fronteiras", mais um clone cosmopolita e progressista...

Também parei de seguir sua amiga, The Depressed Russian e uma outra russa, ambas do seu ciclo social de compatriotas expatriados na Geórgia, que deixou de fazer vlogs interessantes e se tornou outra aspirante à elite internacional quando se mudou para os EUA... 

Também incluo aqui um tal de Roman, o único homem desse grupo, e pela mesma razão... 

Ainda me lembro de outras duas criadoras de conteúdo de mesma nacionalidade que parei de seguir. Uma que sequer segui por muito tempo, porque não consegui sustentar interesse suficiente para continuar. Uma outra que comentava bastante sobre introversão e alta sensibilidade, traços com os quais eu costumo me sentir relacionado, e que parei de seguir exatamente pelo mesmo motivo embaixo...

Ainda antes da guerra na Ucrânia e o boom do meu interesse em dissidentes russos a Putin, durante a pandemia e pouco depois, aflorou o meu interesse por duas YouTubers americanas, ambas judias (não-declaradas, deduzi por sobrenome, aparência e outras pistas) e com canais muito interessantes, não apenas sobre costura e moda vintage, até porque se empenhavam, pelo menos naquela época, em fazer vídeos muito caprichados. Eu, que nunca me interessei por moda e agulhas, fiquei uns dois anos ou mais vendo seus vídeos quase semanalmente. Até que o conflito palestino-israelense tomou proporções ainda maiores depois do atentado de outubro de 2023, fazendo com que deixasse de segui-las quando começaram a declarar apoio a Israel, isso paralelo (ou não) às suas disposições também "progressistas" (hipocrisia sem tamanho). Uma delas chegou a participar de um dos pseudo documentários mais vergonhosos já produzidos nessa década, da Netflix sobre a "Cleópatra": "negra", "empoderada" e que dança twerking até o chão... 

Recentemente parei de seguir um canal de YouTube da Noruega: "Introverted and a dog". O tutor, um homem homossexual de classe média alta, casado, que mostra seu cotidiano e de sua cachorrinha em um dos países mais ricos e igualitários do mundo. E mesmo assim, nunca conseguiu disfarçar sua inclinação ideológica à esquerda cultural, entre uma reflexão filosófica e uma filmagem poeticamente produzida. Um bom canal, mas pelo qual fui perdendo o encanto justamente por essa inclinação constantemente e sutilmente demonstrada, isto é, de um indivíduo tão privilegiado, mas ainda assim tão ingrato pelo país em que vive: ávido para vê-lo ser consumido pela destruição do multiculturalismo, do alto de seu privilégio confortável de classe social e de vitimismo... Me lembro que tinha vídeo todo sábado (e acredito que continue tendo) e ficava feliz por poder vê-lo, quase sempre pela manhã... 

Também da Noruega cheguei a seguir por um tempo uma jovem norueguesa que mostrava o seu cotidiano com o seu parceiro. Até a um momento de ruptura. 

E não preciso falar apenas dos gringos. Eu segui durante uns bons meses, uma brasileira que vive no Japão e se apresenta como se fosse uma personagem real de anime: de cabelo ruivo pintado e jeitinho "kawai" de falar e se comportar, pelo menos diante das câmeras. Me encantei pelo humor e as curiosidades sobre um país que sempre gostei: o Japão. Mas aí ela resolveu se engajar politicamente durante as eleições (sujas e roubadas) desse ano de 2026 e declarar seu voto ao "pai dos pobres". Foi suficiente para deixar de seguir, afinal, mostrou ser mais uma privilegiada e ignorante (ou mal intencionada) que defende políticos e ideologias que fazem muito mais mal do que bem às pessoas comuns...

Um ponto em comum com os outros canais mencionados: o desgaste de vínculo causado por diferenças morais e políticas. 

E não se preocupem porque, quanto a alguns outros canais que ainda sigo, é provável que irei parar de seguir um dia, especialmente quando perceber que o seu criador compactua com visões de mundo incompatíveis ou inconciliáveis às minhas, ou também se a essência do canal se perder, percebendo mudanças de trajetória: de mudança no conteúdo ou de atitude do seu criador. Em alguns casos, com o primeiro do texto, são marcantes: da autenticidade que deu lugar a uma versão mais genérica e pasteurizada. 

Interessante que sempre tive uma maior inclinação para canais produzidos por mulheres. Pode ser por minha natureza muito devotada ao realismo, isso me faz buscar pelo contraste de criadores que produzem vídeos mais calmos, "soft"; uma necessidade de escapismo...

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Apenas zumbi ou apenas excessivamente "especializado'??

 "Quatro patas bom. Duas patas ruim"



Como explicar o padrão de raciocínio estereotipicamente embotado de muitos autodeclarados esquerdistas?? 

Você começa um debate com um esquerdista típico e ele começa a soltar slogans ideológicos de sua seita: "lutar pela democracia"; "combater o fascismo"; "acabar com o racismo"... Diga-se, de maneira completamente aleatória e em apenas um simples debate entre duas pessoas comuns. Então, quando você começa a lhe fazer perguntas sobre os mesmos conceitos básicos que está usando, ou sobre os próprios temas que ele acha que pode opinar com propriedade, ou ele não sabe como desenvolver seu raciocínio sobre os conceitos usados à exaustão ou simplesmente não consegue se aprofundar, de fato, na complexidade das disciplinas envolvidas e interrelacionadas, limitando-se severamente a repetir o que os outros de suas bolhas de conformidade repetem como argumentos sólidos ou fatos dados, como eles pensam que são ou soam aos seus ouvidos... E mesmo que possam estar, e estão, certos sobre alguma coisa, ainda assim, você, se provido de uma boa capacidade de análise da inteligência manifestada em si, especialmente da inteligência racional, perceberá o quão deficientes eles estão para, pelo menos, desenvolver raciocínios em tempo real, sem apelar para frases prontas, afirmações extraordinárias sem evidências extraordinárias, falácias morais e lógicas ou qualquer outro tipo de simplificação excessiva, ou mesmo de pretensão de profundidade intelectual. E também sem cair em constante contradição. Pois esta impressão de insuficiência de raciocínio verdadeiramente inteligente, mesmo se for para racionalizar crenças factualmente equivocadas, ou desprovidas de ponderação, parece estar generalizada entre os desse grupo e seus subgrupos (ativistas e afins: LGBTs, feministas, antirracistas, marxistas...), existindo apenas uma minoria capaz de fazer, com frequência, ginásticas mentais realmente inteligentes...

Direitista mais holístico e esquerdista mais especializado?? 

Então, tem se tornado comum perceber em debates entre direitistas e esquerdistas na internet, e na vida cotidiana, uma diferença mais forte na capacidade de raciocinar em tempo real, em que os primeiros se mostram bem mais capazes que os segundos. Primeiramente, o simples fato de defender alguns fatos óbvios e extremamente influentes em nossas vidas, que a esquerda nega de maneira sistemática, facilita a vida do debatedor de direita. Por exemplo, de defender que homens e mulheres não podem transicionar de um sexo para o outro, negando a pseudociência pela qual se baseia o ativismo radical trans... O mesmo que foi dito acima se repete nessas instâncias típicas de internet e de debates políticos, de maneira geral: do esquerdista repetindo slogans e dificuldade para construir seu raciocínio e o oposto para o direitista. 

Mas o que explicaria isso??

Além do apego mais pronunciado da esquerda em distorcer fatos óbvios que torna seus apoiadores mais incapacitados de debater com desenvoltura (ou defender suas crenças), uma outra explicação é de que o direitista (e também o não-alinhado à esquerda) seria, em média ou desproporcionalmente, mais holístico em seu perfil cognitivo, de "saber de 'tudo' um pouco", independente do quão superficial esse conhecimento possa ser. Isso até explicaria a correlação entre a síndrome do "sabe-tudo" e uma filiação político-ideológica com a direita, em que uma facilidade, mesmo que mínima, para a interdisciplinaridade, pelo menos em relação às disciplinas mais básicas, das ciências humanas, poderia contribuir para tornar alguns indivíduos excessivamente confiantes sobre suas capacidades racionais... Já o esquerdista teria, em média ou desproporcionalmente, um perfil mais especialista, de tecnicista, que ou aquele que desenvolve suas capacidades cognitivas de maneira mais qualitativamente restrita, o oposto do "saber de 'tudo' um pouco" e que o faria mais limitado enquanto pensador e debatedor político e social, justamente por esses conhecimentos exigirem uma maior capacidade de diálogo e agilidade interdisciplinar...

Uma outra explicação complementar ou até superior à que foi mostrada é a de que, como aqueles indivíduos que se identificam de maneira consistente com a direita no espectro político-ideológico, estão mais "alinhados com uma ordem mais natural", apresentariam maior facilidade para aceitar certos aspectos básicos da realidade, tal como as diferenças médias e intrínsecas entre grupos humanos, se para muitos dos que apresentam algum nível de desvio psicopatológico ou de outra natureza, as narrativas esquerdistas, especialmente as identitárias, são muito mais atraentes, por induzirem apenas auto indulgência e vitimismo, ao invés de responsabilização e amadurecimento... 

E como, primariamente, pensamos de acordo com o quê ou quem somos, alguém com algum desvio mais pronunciado tende a refletir justamente esse desvio como parte de si e de como pensa ou no que acredita, que pode resultar em uma incapacidade de sobrepujá-lo (sua própria subjetividade primária), personalizando demais a própria percepção, transformando para si verdades pessoais em verdades universais...

Então, como dito acima, para entender sobre política e ciências humanas é preciso de interdisciplinaridade.

O verdadeiro filósofo versus o tecnicista 

... E a essência cognitiva do pseudo intelectualismo: um especialista que acha que pode ser ou se tornar um verdadeiro intelectual ou filósofo??

A maioria dos professores são tipicamente de especialistas: pessoas que se especializam no ensino de disciplinas específicas. Isso também é verdade para a maioria dos de nossa espécie, independente do campo profissional. No entanto, não-idealmente ou, no mundo real, a maioria dos professores, especialmente aqueles que se formam em faculdades de "ciências humanas', não se tornam verdadeiros especialistas nas mesmas, primeiro porque também deveria significar em se especializar em uma interdisciplinaridade filosófico-científica*, isto é, quanto à capacidade de compreensão e diálogo verdadeiros entre essas disciplinas (história, psicologia, filosofia, geografia...) bem como com suas disciplinas adjacentes (biologia, economia, direito...). E segundo porque o conteúdo presente em faculdades de ciências humanas tem sido extremamente enviesado para um certo lado ideológico e, portanto, distorcido em relação ao que deveria ser: um apanhado cumulativo de conhecimentos verdadeiros de todas as disciplinas envolvidas, sem filtros ideológicos que os distorçam para que se adequem a uma visão dogmática e variavelmente factual sobre o mundo com base nos prismas social, cultural... filosófico, enfim, humano.

* Se tratando de uma especialização mais ampla, visto que as disciplinas das humanidades apresentam um alto nível de interrelação e potencial consequente de diálogo e contribuição conjunta... 

Em outras palavras, o tal "humanista" deveria ser exatamente como um filósofo verdadeiro: um "especialista na generalização", tal como eu o tenho determinado (ou reconhecido), e a própria filosofia, visto que o amor ao conhecimento exige disciplina no raciocínio e no julgamento, em aspectos muito básicos da inteligência que praticamos a todo momento. Por isso a "especialização na generalização", na capacidade de discernir ou julgar, de fato, de uma capacidade mais generalista, onipresente em nossas vidas. Em relativa oposição às ciências que eu tenho determinado como uma "generalização da especialização" (todo domínio científico, de aprofundamento, se torna uma disciplina específica). Segundo que, nem mesmo uma especialização técnica consistente: especialmente sobre conhecimentos reais e funções úteis, uma provável maioria dos graduados em ciências humanas tem se tornado, excetuando os que se especializam em subdisciplinas vagamente relacionadas dentro daquele "miolo humanista", como as da geografia física. De qualquer maneira, uma verdadeira especialização nessas áreas seria, reiterando o que foi dito acima, uma inevitável interdisciplinaridade relacionada...

Só que, na realidade, ao invés de verdadeiros humanistas, o que temos visto, variavelmente falando, é a formação intergeracional de tecnicistas em pseudociências, dos quais muitos se comportam explicitamente como militantes políticos, em que, além do desprezo por uma interdisciplinaridade genuína, concluída aqui como necessária para a especialização em ciências humanas, mesmo as especializações oferecidas nessas faculdades, ainda não correspondem ideal e verdadeiramente ao que deveriam ser, se o seu nível de pluralidade ideológica é extremamente baixo e que isso implica em uma grande distorção intelectual/factual e até moral dos conhecimentos legítimos das ciências humanas.

Portanto, o que temos é uma desproporção do professorado como pseudo-tecnicista  e que ainda se convencem de que são intelectuais ou verdadeiros filósofos; ou humanistas... 

Mas por quê?? 

O que faz pessoas com inteligência acima da média se equivocarem tanto sobre si mesmas?? 

Uma explicação óbvia para o porquê de alguém acreditar ser o que não é ou no que não é capaz de se tornar é a existência de uma deficiência crônica em autoconhecimento, que o faz construir sobre si mesmo uma auto imagem caricata, por exemplo, de sua própria inteligência, exagerando-a, se no sentido de nível ou potencial, e/ou de tipo. Nesse texto, seria alguém que se desenvolve cognitivamente como um especialista, mas acredita que apresenta plena capacidade para pensar como um intelectual, isto é, do seu relativo oposto, de alguém que mostra-se capaz de dialogar com as várias disciplinas que compõem as humanidades, o núcleo das ciências mais básicas, mais as que se aproximam como complementos às mesmas, da interdisciplinaridade comentada acima...

Isso pode vir, por exemplo, da crença de um professor acreditar que possa ser um intelectual (e então um humanista ou filósofo) simplesmente por exercer essa profissão... Uma extrapolação precipitada e equivocada; uma falácia de autoridade constantemente aplicada em si mesmo e à enésima potência do ego... Não de vocação verdadeira manifestada consistentemente...

Mas essas deficiências expressadas como uma atitude de pseudo-autoridade em assuntos em que se demonstra pouco domínio ou distorcido, também são percebidas em muitos autodeclarados esquerdistas que não são professores ou acadêmicos. Por exemplo, a numerosa parte da classe artística que se orienta politicamente para a esquerda. E talvez, mais do que "apenas estupidez", que também não deixa de ser, seria justamente a hipótese que estou levantando aqui, de que eles estão mais propensos a apresentar um perfil cognitivo de especialista e que, quando se metem a debater sobre vários temas das ciências humanas e adjacências e a defender suas crenças, atreladas às mesmas, independente do quão factuais estão, mostram uma incapacidade de generalizar sua capacidade de julgar ou discernir com precisão constante, especialmente de argumentar, mesmo se for para defender crenças ou ideias equivocadas, tal como um intelectual verdadeiro está muito prendado a fazer...

A possível evidência de minha hipótese justamente na incapacidade de argumentação ou raciocínio livre 

Se você perguntar a um tecnicista, ou a um especialista sobre sua especialidade, ele irá te mostrar um nível razoável a excelente de "conhecimento'. Mas a proficiência filosófico-científica, em sua essência, não é apenas de memorizar e replicar conhecimentos específicos, e sim de saber dialogar com um arco mais amplo de domínios do saber humano, especialmente os que se vinculam mais diretamente com os aspectos (fatos) mais importantes de nossas vidas, novamente, das ciências humanas e adjacências... Uma incapacidade de raciocínio é notoriamente visível pela limitação de liberdade e facilidade no mesmo, em que o indivíduo, com grande frequência, apela para frases de efeito, slogans ou qualquer outra maneira de não desenvolver seu raciocínio ou de não confrontar diretamente o seu oponente, bem como suas próprias ideias e crenças, limitando-se a confirmá-las do que comprovar com embasamento o porquê de apoiá-las, enfim, confirmando um subdesenvolvimento potencialmente permanente nessa capacidade. Portanto, uma explicação para entender essas diferenças qualitativas de raciocínio em tempo real, apontada nesse texto, é a de que, aqueles que apresentam deficiências no mesmo seriam de cognitivamente especialistas, enquanto que os pensadores mais ágeis e espertos seriam de cognitivamente generalistas, primariamente sobre os conhecimentos mais básicos e influentes em nossas vidas, sendo que o primeiro grupo demonstraria tais deficiências a partir do momento em que passa a expor suas opiniões e confrontar as opiniões alheias... Daí também temos a diferença de narcisismo entre aquele que guarda para si e aquele que adora compartilhar o que "pensa' com os outros e de "debater' sobre isso...

"Diferenças qualitativas"

Não é apenas ou especialmente sobre aprender matemática ou escrever "mais bonito", ou memorizar fatos variados, mas de raciocínio puro e simples, de autoconhecimento, de honestidade e humildade intelectual, de racionalidade, mesmo de inteligência emocional, tão importante quando direcionada "para dentro"... 

Um típico pseudo intelectual é o oposto de tudo isso: intelectualmente arrogante, desonesto; confunde opinião com fato, ideologia com verdade, não reconhece suas próprias limitações e justamente por isso que se prostra a se comportar desta maneira... 

Isso não significa que esse tipo seja apenas de inclinados à esquerda no espectro político-ideológico, mas que, de acordo com a hipótese cognitiva desse texto, seja o tipo cognitivo mais comum entre eles e a deficiência relacionada, exacerbada pela existência conjunta de desvios à normalidade de uma ordem mais natural, por exemplo, de transtornos psiquiátricos ou neurológicos, que prejudicam as capacidades cognitivas superiores, como a racionalidade, se toda psicopatologia tem como uma de suas expressões mais características, uma diminuição da plasticidade comportamental bem como de distorção da percepção (uma pessoa mentalmente perturbada tende a se inclinar mais para si mesma, se como reação de auto vigilância à constante tentativa de ajuste ou adequação primeiramente a nível pessoal, ou quando o transtorno em si fomenta o desvio de uma capacidade mais desenvolvida de percepção e compreensão). 

Outro exemplo sintomático de pseudo intelectualismo: uma incapacidade crônica de não entrar em contradição 

Quando você está sempre entrando em contradição em seus pensamentos, ideias ou crenças, isso tende a indicar que você compreende pouco o que defende ou diz acreditar, diga-se, de maneira mais profunda e/ou precisa. Porque se compreendesse de fato que uma contradição, ainda mais se for absoluta, invalida logicamente a crença ou ideia primariamente defendida, atualizaria a crença ou os argumentos que usa para defendê-la, primeiro para si mesmo. Mesmo que contradições façam parte de nossas vidas, existem níveis do quão contraditórias elas podem ser, e uma presença considerável de contradições absolutas é o que mais indica uma pobreza de compreensão sobre as próprias crenças. E é importante frisar que, profundidade necessariamente não é mesmo que complexidade, em que é possível compreender com precisão, mas de maneira simples, uma ideia ou um pensamento, e mesmo de se exceder em nuances e gerar um "complexismo", um pensamento exagerado ou distorcido que nunca chega ao ponto mais importante.


O tipo especialista apresenta uma atração natural pelo coletivismo??


Ainda que pensadores medíocres ou simplórios* possam ser encontrados em qualquer lado do espectro político, eles tendem a se concentrar mais densamente nas esquerdas, identitária e marxista. 

* Não confundir um pseudo intelectual verborrágico com um verdadeiro pensador sofisticado ou um intelectual, de fato. 

Mas por quê?? 

Uma explicação levantada aqui é a de que uma inclinação mais acentuada à esquerda no espectro político-ideológico se correlaciona com um perfil cognitivo mais estrito, de especialista, e que, por sua vez, tende a se correlacionar com deficiências em capacidades cognitivas mais generalistas, de raciocínio, comprovado pela existência desses mesmos indivíduos que estão dotados com boa capacidade técnica, mas mostram-se simplórios e/ou falhos como pensadores e debatedores. Ok. Mas ainda não foi respondido o porquê. Então, um perfil cognitivo mais estrito pode tornar um indivíduo mais atraído por sistemas sociais coletivistas, primeiro por estarem organizados para funcionar como um superorganismo cujos indivíduos atuam como as suas peças e, segundo, por esses indivíduos mais especialistas sentirem por si mesmos, por suas próprias naturezas cognitivas mais especializadas, uma maior compatibilidade com esse tipo de sistema do que com sistemas sociais mais atomizados ou individualmente competitivos. Uma atração "pela cooperação", um aspecto psicológico, mas que também reflete sua própria natureza cognitiva... Em outras palavras, mesmo que muitos aparentem ser mais psicologicamente individualistas, particularmente os auto identificados com a esquerda, têm sido mostrado que também são mais coletivistas nesse sentido, pelo quão aderentes à uniformização coletiva aos seus grupos eles estão, no pensamento e no comportamento... 

Pois apesar da natureza coletivista ser uma tendência muito comum em espécies sociais, como a humana, o que inclui indivíduos do centro e do outro lado do espectro político-ideológico, até como resultado de como esse tipo de espécie tem evoluído, a partir de uma rigorosa divisão de tarefas adaptativas que são benéficas ao grupo ainda que também suprimam a autonomia do indivíduo, o grau de tendências cognitivas e psicológicas coletivistas parecem se expressar de maneira mais intensa nos extremos do espectro político-ideológico, se diferenciando no fato de que, naqueles mais à esquerda, essas tendências estariam ainda mais arraigadas, pelo fator extra de serem desviantes a uma ordem mais natural, adicionando também problemas crônicos de inadequação, em oposição à direita, histórica e estruturalmente organizada mais de acordo com essa mesma ordem (hierarquia, família ou reprodução...), tornando aqueles à esquerda ainda mais aderentes a pensamentos e comportamentos coletivistas, se um desvio ou desequilíbrio proeminente gera mais dependência e se um transtorno aumenta o nível de estereotípia comportamental (ou de limitação de plasticidade adaptativa), justamente estabelecendo esse ciclo de dependência...


Não é apenas "lavagem cerebral"

Porque se fosse, muitos desses saberiam argumentar com liberdade de raciocínio e desenvoltura mesmo se fosse pra defender desvarios ou pensamentos muito dogmáticos... Mas, se é o oposto o que acontece, então, a minha "hipótese cognitiva" pode fazer mais sentido, de ser um "mismatch" ou uma assimetria entre a convicção de achar que sabe e a realidade de saber muito menos do que sabe, um déficit claro em autoconhecimento, e associado a um perfil cognitivo de especialista, aquele que "sabe muito ou mais de um pouco" do que "saber de 'tudo' um pouco". Essa é uma maneira mais elegante de classificá-los do que de apelar para uma conclusão simplista e rápida, de serem apenas estúpidos, o que também são, mas que essa estupidez não se manifesta homogeneamente, que apresenta mais camadas ou nuances...


Se um especialista tende a compreender menos o mundo...

Por isso pode ser mais propenso a se tornar ideologicamente fanático e a preferir por sistemas sociais coletivistas?? 

Quem tende a aderir a sistemas dogmáticos de pensamento deixa a entender que sente uma dependência intelectual mais forte, ou também uma insegurança sobre a própria inteligência, especificamente a racionalidade, que resulta nesse apego ao dogmatismo. Talvez não apenas uma questão de insegurança, mas de percepção subconsciente de incapacidade puramente cognitiva que o faz adotar esses sistemas de narrativas simplórias, que se acoplam perfeitamente com essa mesma incapacidade, funcionando tal como uma muleta funciona para um manco, em que se pode perceber com relativa facilidade essa relação de "quebrar o galho", mas que não é legitimamente suficiente ou eficiente na demonstração de função: a muleta substituindo uma perna e o dogmatismo ideológico substituindo um raciocínio mais livre e verdadeiro...

"Tende a entender menos o mundo"

Justamente por ser cognitivamente como "uma célula" dentro de um organismo social, ao tentar entender o mundo além do seu milieu, mostra-se tão provinciano quanto qualquer outro ser humano comum (tipicamente mais conservador), também se comportando como um pseudo cosmopolita... Por isso, se apega de maneira dependente a sistemas ideológicos de crenças, ideias e pensamentos...

Mais uma diferença entre filosofia e ciência (verdadeiras), o verdadeiro intelectual e o pseudo 

A ciência busca suprimir a experiência subjetiva em prol de uma maior objetividade enquanto a filosofia busca estabelecer um diálogo constante entre subjetividade e objetividade. A ciência despersonaliza até o que nos é mais íntimo enquanto a filosofia personaliza até o que nos parece ou é mais distante.

Um verdadeiro intelectual ou filósofo se dedica a estabelecer pontes de diálogo entre o subjetivo e o objetivo que também é importante na construção de princípios morais. 

Um pseudo intelectual, por contrapartida, se excede na objetividade ou na subjetividade, e mais geralmente na segunda, mostrando-se pouco dotado nessa mesma função tão importante à verdadeira práxis filosófica. E é a partir dessa incapacidade que muitas crenças irracionais são fomentadas e, pior, canalizadas para nichos demográficos mais propensos a transformá-las em peças dos seus sistemas ideológicos ou de suas visões de mundo. 

Esquerda "neurodivergente" versus direita "normal"

Neurodivergente é um eufemismo para "insano", "desviante"... O que, durante muito tempo, se considerava doença, desvio ou transtorno (muito do que, de fato, sempre foi). Tudo o que é desviante ao que é considerado "normal" no sentido de concordante com uma ordem mais natural, que a "esquerda" tem abraçado como causa, especialmente a cultural ou a identitária, mas sua essência relacionada a uma inadequação que remonta desde os seus primórdios como ideologia e força política: do mais fraco, impotente ou menos dominante. Como já comentei em outros textos ou pensamentos, se a "natureza" tem favorecido a "maldade", definida de acordo com uma visão moralista humana, então, a direita tradicional tem representado esse jogo de poderes ancestral, enquanto à esquerda têm se posicionado grupos descontentes. E então, a própria "direita" também tem representado, além de uma opressão mais "natural' e poderosa, também o que de "bom" o poder traz consigo, nesse cenário, o poder de estar mais ao lado da "natureza' (seleção natural, adaptação..): a própria inteligência. Consequentemente, ao desprezar toda lavagem cerebral que tem pintado muito ou tudo o que se relaciona à direita como estúpido e mal, é notório tanto o legado positivo quanto o negativo da mesma: em todos os sentidos práticos da vida humana. Só agora, nessa era de decadência e degeneração, que muito do que sempre foi considerado 'errado" (com razão), passou a ser considerado "o certo"... Basta ver um prédio "moderno": feio e simplista, e comparar com os detalhes fantásticos de uma igreja para extrapolar essa comparação em várias outras instâncias que facilmente se chega à única conclusão sensata: de que, em muitos aspectos importantes, a sociedade humana, especialmente a ocidental, decaiu dramaticamente, e também a uma segunda conclusão concordante: de que estamos passando ou já passamos do ponto de equilíbrio e entrando em uma nova era obscurantista, mas em que, ao invés de um alinhamento mais natural, da antiga ordem, são as forças opostas que estão tomando o poder e se impondo por ele...

Portanto, apenas esses desvios ao que é mais lógico ou "concordante à natureza' já se expressa em várias aspectos do ser humano: neurológico, mental, cognitivo, comportamental e cultural, em que poucos dos desviantes conseguem apresentar uma capacidade de auto reflexão racional ("livre arbítrio") suficiente para sobreporem os próprios instintos, o que os diferencia dos típicos "normais": basicamente essa tendência de inversão a uma lógica básica e expressada como auto projeção subjetiva primária, por exemplo, de uma mulher com inclinações hiperssexuais buscando naturalizar e até se justificar cientificamente ao invés de aceitar que apresenta um desequilíbrio de comportamento, mesmo que isso não a impeça de agir desse ou daquele jeito... 

Reiterando o que já comentei em outros textos, uns até bem antigos até à data de "confecção" desse texto: o ser humano, em média, tende a ser mais instintivo do que gostaria ou pensa que não é, e a linguagem tem servido especialmente para reforçar nossos instintos e de nos fazer acreditar que somos menos dependentes e influenciados por eles do que realmente somos, uma espécie de sofisticação abstrata, mas com resultados mais dissonantes, com o exemplo das muitas guerras que já foram deflagradas por e entre seres humanos, em que o diálogo verdadeiro, da capacidade de reflexão mencionada, tem sido desprezado...

Portanto, o próprio desvio, psicológico ou orgânico, já direciona para um risco aumentado de distorção da percepção. Mais certos traços cognitivos, como um perfil mais restrito de potencial de aprendizado e compreensão, e outros traços mentais em conjunto, não necessariamente desviantes ou de desequilíbrio de função, podem determinar como destino esse tipo de deficiência, de pseudo intelectualismo.

terça-feira, 27 de outubro de 2026

A esquerda de Lula e PT pode vencer novamente no Brasil. Mas quem realmente vota neles??

 Bandidos, degenerados e idiotas úteis, especialmente...

Com uma "colab" com Carlo Cipolla e suas "7 leis da estupidez humana"

Não com o texto em si que é muito bom, mas com um aspecto importante dele usado para desenvolver essas leis, sua tipologia de tendências comportamentais, dividindo os de nossa espécie em: inteligentes, bandidos, ingênuos e estúpidos. 

Então, faz algum sentido continuar votando em um partido ou partidos, que já acumulam mais de vinte anos no poder e cujas ideologias têm literalmente empurrado o seu país para o caos social e a destruição de suas bases culturais e intelectuais??? Uma ideologia que prega que a vida humana só começa quando se nasce do ventre da mãe, mas que um homem vestido de mulher pode ser considerado mulher??? Um 2+2=5 elevado à enésima potência múltiplas vezes??

Segundo Cipolla, o "inteligente" é aquele que contribui para os outros assim como para si mesmo. Óbvio pensar que, quem é tão útil assim, não deve ser ignorante ou estúpido de sempre acreditar, difundir e inventar mentiras, especialmente as que são tão óbvias, se as mesmas costumam ser mais prejudiciais do que benéficas ao equilíbrio e ao progresso social, especialmente o de longo prazo...

Já o "ingênuo" é aquele que contribui para os outros em detrimento de si mesmo, em oposição ao "bandido" que contribui para si em detrimento dos outros... 

Por último, o "estúpido", aquele que contribui negativamente tanto para si quanto para os demais.

Esses são arquétipos e é evidente que somos um pouco de cada. Mas uns são mais que outros...

Na política ocidental moderna, como que esquerda e direita se distribuiriam com esses tipos, especialmente os mais problemáticos?? 

Quanto aos bandidos, mesmo que a direita tenha um amplo histórico favorecendo bandidos de terno e gravata, farda ou coroa na cabeça, é com a esquerda que os bandidos, do tipo mais clássico, mais têm se atraído desde que a mesma se tornou uma força política e social, se é principalmente ela que os chama de "vítimas da sociedade", primariamente os de "colarinho azul", que luta para que tenham o máximo de direitos e privilégios, se também é a que mais acredita que a justiça penal não é sobre punição, mas sobre regeneração...

De um tipo de bandido ou mal caráter, os hipócritas extremos, que ou aqueles que apresentam uma característica comportamental e moral constante de hipocrisia ou dissonância variavelmente grande entre o que falam ou dizem acreditar e o que praticam, parecem abundar para o lado da "esquerda", se as próprias narrativas "progressistas" se encaixam perfeitamente com esse tipo de comportamento, pelo seu conteúdo vago, subjetivo e pretensiosamente altruísta "ou' abnegado... 

Isso não significa que também não possam exceder na direita, mas que atraiam tipos relativamente diferentes de bandidos e por ser especialmente a esquerda que os tenha adotado como um grupo ideologicamente defensável, mais no caso dos bandidos clássicos de classe social baixa...

O tipo (cronicamente) "ingênuo" também parece ser mais comum na esquerda do que na direita, porque a primeira tem aprimorado sua capacidade de se passar como "lobo em pele de cordeiro", entoando narrativas "extremamente bondosas" em sua superfície, se colocando ao lado do "oprimido" e adotando políticas públicas supostamente altruístas, pregando abnegação e submissão aos "opressores', enquanto se organiza objetivamente para tomar ou se perpetuar no poder, se tornando os opressores da vez... Então, tanto o bandido hipócrita quanto o "muito ingênuo" se sentem atraídos por essas narrativas, ainda mais quando se tornam hegemônicas, com a diferença de que o "ingênuo" tende a se identificar com o cordeiro da superfície e o "bandido" (conscientemente) hipócrita com o lobo de sua essência. 

O "ingênuo" também tende a ser um tipo simplório que não consegue ver além das aparências, acreditando no que é expressado como emoção e motivação sem buscar confirmar como verdadeiras... É o tipo humano que mais acredita nos "lobos em pele de cordeiro", apresentando um nível subdesenvolvido de discernimento moral e de autodefesa, aquele que, mesmo adulto, permanece pensando como uma criança, nessas instâncias interacionais e psicológicas...

Por fim, temos o "inteligente", o tipo mais racional ou sábio dos que foram pensados por Cipolla, e que expressa um modelo altamente eficiente do conceito de inteligência em sua prática mais cotidiana, ainda que, em um cenário tipicamente humano, ondulações variáveis de mal caratismo, ingenuidade e estupidez aconteçam mais frequentemente...

Bem, se com base nas próprias narrativas ditas progressistas, formadas por um predomínio de mentiras e meias-verdades; e sustentadas por falácias lógicas e morais, não têm como o tipo "inteligente" aderir de maneira consistente à esquerda, assim como também acredito que esse não o faça profundamente pelo outro lado, da direita, ainda que perceba que o nível de insanidade da esquerda tende a ser mais significativo, tornando a escolha pela direita menos diretamente irracional ou mais como uma "escolha pelo menos pior", uma atitude sensata em cenários sociais ou adaptativos muito imperfeitos...

Voltando aos grupos que mais votam em partidos de esquerda e apoiam suas ideologias: bandidos, degenerados e idiotas úteis, se relacionados com os tipos propostos por Carlos Cipolla em suas "7 leis da estupidez humana", acontece uma inevitável observação de proporção de tipos a nível individual antes de observá-la a nível coletivo, em que, novamente, certos grupos de indivíduos apresentarão uma desproporção de um tipo do que dos outros...

Então, aqueles que prejudicam os outros em detrimento do próprio benefício ou bandidos, e os que se prejudicam em detrimento do benefício alheio e os que se prejudicam e aos outros ou idiotas úteis clássicos como tipos predominantes na demografia das esquerdas...

Quanto aos degenerados, seria um grupo de categoria variavelmente paralela, ainda que devam ser mais comuns entre os bandidos, dependendo do tipo de degeneração.

"Inteligentes" (consistentes) seriam tipos excepcionalmente escassos entre as mesmas... 

As direitas (liberal e cultural) apresentariam uma distribuição mais próxima do que se espera da média humana, justamente por representarem e/ou abarcarem o típico humano, mais tradicional. Em uma ordem estimada de importância de frequência dos tipos, teriam, atualmente: uma desproporção de ingênuos e bandidos; uma proporção menos significativa de estúpidos e uma maior proporção de inteligentes... Ou mesmo de tipos mais equilibrados, como se espera de um típico ser humano...

Eu já comentei sobre exemplos de políticas públicas e suas associações mais lógicas com a estupidez definida por Carlo Cipolla. Aqui, concluo exemplificando novamente com algumas políticas públicas e propostas.

Das mais estúpidas/ingênuas: de imigração em massa e abrandamento da punição por crimes...

A primeira supostamente fortaleceria o eleitorado à esquerda. Porém, a longo prazo, a substituição demográfica de um eleitorado em que parte dele já está sob controle ideológico, por outro, religiosamente empoderado ou mais socialmente problemático, não parece producente para aqueles que almejam se perpetuar sozinhos no poder... Mesmo se fosse por um eleitorado importado mais passivo, não faz sentido simplesmente substituir o anterior que já está sob controle parcial ou suficiente para mantê-lo controlado, ainda mais se essa substituição também significar uma queda na capacidade técnica média, tal como de substituir europeus étnicos por africanos e médio orientais...

Em termos individuais, um esquerdista médio, geralmente mais distante de uma cultura tradicionalista, tem muito mais a perder com o aumento dos mesmos em seus espaços sociais. 

De qualquer maneira, se trata de uma política que se encaixa com o conceito de estupidez de Cippola: o fazer mal ao outro e a si mesmo sem obter qualquer benefício consistente. 

O abrandamento da punição por crimes, com exceção dos "crimes' de pensamento, aumenta a insegurança pública, tornando a vida do cidadão comum mais perigosa ao deixá-lo a mercê de bandidos confessos, julgados e soltos depois de pouco tempo cumprindo a sua sentença. 

Mas são numerosos e dominantes às narrativas esquerdistas, os desvarios que, aqueles inclinados à esquerda, defendem como se fossem amostras cristalinas de verdades absolutas.. por isso um fato incontornável é o de que a razão sistematizada, ou a filosofia em sua prática mais constante e coerente a si própria, encontra-se de costas à boa parte do que a tal "esquerda" defende e esse fosso só aumentou com a emergência planejada de sua versão mais culturalmente degenerada.

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

O sonho verdadeiro da elite política da esquerda é exatamente o mesmo que o de Oceania, país fictício de 1984

 Se a esquerda continuar vencendo as eleições no Brasil, não se preocupem, afinal, se nem mesmo os esquerdistas: boa parte de suas bases e de suas "elites" cultural, acadêmica e política, também não se preocupam... Se não importa a eles se o Brasil continuar mais e mais violento, mais e mais disfuncional. O que importa a eles é o poder e apenas o poder. 


O resto?? 

O próprio poder conquistado pode se encarregar de construir e gerar narrativas constantemente para manter a população confusa e anestesiada. E a própria força estrutural do poder: com a cooptação das forças armadas, por exemplo, pode reforçar a obediência da população civil a comandos superiores. 

Tal como a estrutura social de Oceania, país fictício da pequena Bíblia da distopia política, o livro 1984, de George Orwell: com uma elite política totalitária; uma classe subalterna de doutrinados de alto nível técnico e uma subclasse nas bases sociais, não é bem uma igualdade social verdadeira que almejam... Percebam como esses grupos se manifestam na realidade: a alta cúpula do partido socialista ou estado interno mais o restante da classe política relacionada; acadêmicos, artistas e profissionais liberais alinhados como a classe subalterna de alto nível ou estado externo e a numerosa subclasse de dependentes de migalhas assistencialistas, ou proles, com a diferença de que os proles do mundo real ainda recebem essas migalhas, enquanto que, no livro, eles são praticamente deixados a deus-dará... 

Também é interessante perceber que, enquanto a seita totalitária de esquerda dá relativamente pouca importância aos proles quanto à doutrinação ideológica, contanto que continuem a votar em seus políticos, o mesmo não acontece com as outras classes, em que o autopoliciamento é mais forte e quase compulsório, mesmo se a demonstração de submissão ideológica for apenas "de fachada"...

Mas não precisamos apelar para exemplos fictícios da literatura (ainda que, baseados na realidade) se temos exemplos reais, remanescentes, tal como as distopias cubana e norte-coreana...

Por isso, não se preocupem, porque nem os esquerdistas que moram nesses países, nem aqueles que têm a sorte de (ainda) morar em países variavelmente democráticos, se preocupam com os graves problemas sociais e políticos que afetam esses países. Eles só se preocupam em ter o poder absoluto (ou sentir que têm) e o total direito de mandar na vida alheia...

Não se preocupem com a degeneração moral e a disfuncionalidade social. Eles darão um jeito de culpar outros por elas, ou justificá-las, e não fazer nada para combatê-las, se eles mesmos as impõem ou defendem... 

É só teatrinho mesmo... 

Se o Brasil virar uma ditadura socialista e a floresta amazônica virar um deserto por causa de ações do próprio governo durante esse período, eles não se importarão... Sempre encontrarão um jeito de culpar outros ou se vitimizar, mas nunca colocarão a mão na massa e resolver problemas anteriores ou que os que eles mesmos causam... 

Pra quem lamentou muito a prisão de um ditador venezuelano como o Nicolás Maduro, mas não derruba nem uma lágrima, mesmo que falsa, pelo sofrimento do povo cubano ou norte-coreano, não é bem o povo que importa, mas o poder da ideologia ou dos grupos aos quais eles defendem e se associam... 

Se é mais por nossas ações do que pelos nossos discursos que mostramos quem realmente somos e o que realmente acreditamos ou queremos... 

Mais para normais, sábios ou ignorantes, perversos ou altruístas, sãos ou insanos...

Se a esquerda continuar se perpetuando no poder e acontecer exatamente o que tem acontecido quando o tomam para si, eles não se preocuparão, porque toda preocupação deles continuará direcionada para defender o governo de sua seita...

Eles não se importam, mesmo!

Sobre duas verdades duras (ou não) sobre e para professores

Especialmente para o militante-professor de esquerda, tão comum nos nossos dias


1ª: Ser professor antigamente, antes do domínio pedagógico progressivo de ideologias "progressistas", era o mesmo que exercer uma das profissões mais socialmente prestigiadas e valorizadas, em que o mesmo era considerado uma autoridade máxima, tipicamente contando com a total confiança dos pais; da sociedade, para "disciplinar" e "educar" as novas gerações...

E não que eu esteja concordando totalmente com o que era antes... Mas o contraste com hoje em dia é impressionante, se parece claro a relação entre esse domínio ideológico da esquerda, primeiro, com uma ideologia de paridade de autoridade entre estudante e professor, uma visão "mais moderna' de lecionar e interagir em sala de aula, e segundo com "a ideologia do oprimido" que, respectivamente, erodiram a autoridade docente e, por fim, a obrigatoriedade oficial e aparente, tanto de ensinar conteúdos cientificamente ratificados quanto de contribuir com a transmissão de valores mais tradicionais: um deles, pasmem, da autoridade máxima do professor...

2ª: A atual imagem imaculada (exagerada) do professor como um profissional moralmente superior que só quer ensinar, contrasta com a imagem que ele tinha no passado, de austeridade e respeito imposto pelo medo de sua autoridade 

Isto é, quando eles detinham grande prestígio social, inclusive refletido em seus ganhos salariais, é factual que muitos deles agissem exatamente como é típico do ser humano: em situação de empoderamento, com arrogância e abuso de poder... Hoje em dia, o empoderamento acontece indiretamente pelo apelo da militância ideológica, um empoderamento muito mais simbólico, em que o professor que se dedica à mesma se vê como um agente do poder, ainda que já existam outras vias bem mais poderosas que estão sendo usadas para o mesmo fim doutrinário, como a mídia. 

O que é conclusivamente notável é a correlação entre a ascensão ideológica da esquerda em sala de aula e o declínio da autoridade e do prestígio da profissão de professor. Mas tal como acontece em outros casos de políticas públicas e influência progressistas, parece muito óbvio que, quando a autoridade do professor começa a ser sempre questionada e equalizada a do estudante, e esse processo ratificado pela sociedade, é inevitável que o primeiro se converta em um sujeito desvalorizado dentro desse contexto...

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Toda psicopatia política da "esquerda" a pleno vapor nessa véspera de segundo turno

 O ano é 2026, e a quantidade de absurdos que a esquerda petista e brasileira tem, pra variar, orquestrado e defendido, como eu gosto de dizer: "não está escrito no gibi"... 


Nas vésperas do segundo turno, depois da vitória apertada, porém, "inesperada' de Flávio Bolsonaro, começou a apelar de todas as formas possíveis:

Prometendo o aumento do bolsa-família, a redução do preço da gasolina* e o fim da escala 6x1**, convenientemente às vésperas das eleições, basicamente compra descarada de votos...

Também pela compra do apoio de "influencers" e "outros" "artistas'; 

*Interessantemente, conseguiu fazê-lo na base da "canetada" (??¹) algo que poderia ter feito desde sempre durante o seu mandato?? 

¹ Justamente pela redução dos impostos relacionados, uma demanda antiga que a tal esquerda sempre despreza...

** Que poderia ter lutado para acabar desde o seu primeiro governo, há mais de vinte anos atrás... Diga-se, um dos aspectos mais básicos da luta pela classe trabalhadora: de lhe prover o mínimo de conforto...

Pela contínua propagação de mentiras (sua especialidade), com uma avalanche de fake news;

Pelo uso de símbolos religiosos (que eles odeiam) para a manipulação cínica dos mesmos visando enganar parte do eleitorado brasileiro, mais propenso a se ludibriar por esse tipo barato de chantagem emocional;

Pela demonstração de extrema arrogância e pedantismo (o que sempre demonstram, só que agora mais explícito) na tentativa de "virar votos" do "pobre de direita" (que eles frequentemente desumanizam);

Também pela tentativa de dividir a direita em "democrática" (ou "domesticada") e "extrema direita bolsonarista"...

Uma pessoa plenamente consciente do que está acontecendo, ainda assim apoiar essas ações, é pouco provável que tenha um bom discernimento moral, porque muitas vezes, os fins NÃO justificam os meios... 

Mas quais fins?? 

Mais quatro anos de mais um governo variando entre medíocre a ruim?? 

Segurança e saúde públicas às moscas; educação cada vez pior, com muita doutrinação e resultados pífios; medidas assistencialistas que são mais como "dar esmolas ao povo em troca do seu apoio"; aumento da mordaça da censura politicamente correta (do aparelhamento do estado)...

Que, se um próximo governo Bolsonaro hipotético ou potencial não irá resolver todos os nossos problemas, que a esquerda perca essa eleição: não está merecendo ganhar (e cada vez menos)... 

E se ganhar, seremos nós que continuaremos perdendo, com o seu joguinho de "dar esmolas enquanto avança em sua agenda totalitária, nos tirando direitos básicos", porque o que está em jogo é a viabilidade legítima do pouco de democracia representativa que ainda temos, pois se fosse depender apenas dos muitos apoiadores da esquerda e/ou do PT, já estaríamos sucumbindo a uma "democracia popular" de partido e ideologia únicos...

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Ainda sobre certas correlações: transtorno mental, estilo cognitivo, filiação político-ideológica e outras

 Aqueles que são diagnosticados como mentirosos patológicos estão desproporcionalmente mais propensos a se identificar com a esquerda no espectro político-ideológico?? 


A mentira patológica, também conhecida como mitomania, é um transtorno mental grave caracterizado por um impulso descontrolado para mentir e que costuma ter repercussões pessoais negativas de longo prazo, especialmente no convívio social.

Sua comprovação de existência tem ido além de uma descrição psiquiátrica de sintomas, já com correlatos neurológicos¹ (tendem a apresentar um desequilíbrio químico em seus cérebros, com grande assimetria de densidade da massa branca em relação à massa cinzenta, aquela que interliga as diferentes regiões do órgão, o que explicaria tanto a facilidade do grupo para inventar estórias quanto a dificuldade progressiva para distinguir fato de mentira); e com evidência psicométrica potencial (estudos¹ têm encontrado uma correlação entre um perfil cognitivo marcado por um QI verbal maior que o performance com mentira patológica e que, novamente, explicaria a "força' do grupo para criar ou elaborar narrativas, isto é, sua relação excessivamente promíscua com a linguagem).

No entanto, existe um grande "porém", que não sei se outros têm notado, além de mim: de que existe um alto grau de subjetividade política na determinação do que é considerado uma mentira psiquiatrizável ou diagnosticável como sintoma de transtorno mental. Porque enquanto mentiras de âmbito mais pessoal são as mais usadas como evidências, particularmente para o diagnóstico de mentira patológica, aquelas que tendem a ser de natureza mais periférica à identidade do indivíduo: política, social, cultural... não entram nessa categoria. E é aí que, na minha opinião, está um grande problema, porque essa maneira de delimitar o que se determina como mentira ou verdade de acordo com uma visão mais psiquiátrica, limita a capacidade da própria psiquiatria (e da ciência, de maneira geral) em identificar mais  indivíduos que apresentam tipos parecidos de transtornos ou o mesmo, já que, quando mentimos (ou acreditamos em mentiras), não o fazemos apenas sobre nossos fatos pessoais, mas também aqueles aos quais nos vinculamos e que são vistos como variavelmente "secundários", dependendo do quão próximos estão de nossos núcleos de identidades. Por exemplo, uma pessoa "cisgênero" pode tomar para si a mentira do ativismo trans de que "a identificação de gênero transcende a determinação biológica sexual", basicamente que, uma mulher pode ser homem se assim se identificar e vice-versa... Da mesma maneira que, uma pessoa que se identifica como "trans", geralmente adota essa mentira como um fato para si, com a diferença de se portar como um fato pessoal, enquanto que, para o exemplo da pessoa "cisgênero", tende a aparecer como um "fato" secundário ou "não-pessoal" e que pode até ser adotada, não como uma crença verdadeira, mas como uma "mentira branca", de "suporte empático" ou mesmo "político", o que não a redime de qualquer maneira, especialmente sob um ponto de vista racional, se continua negando um fato por uma mentira. E é interessante notar o quão volúvel pode ser essa imposição política do que se considera como verdadeiro, se há pouco tempo atrás, as mentiras do ativismo trans não estavam em disputa de hegemonia com as suas respectivas verdades objetivas, pelo contrário, pois eram vistas exatamente como reflexos de insanidade mental...

Mas essa adesão a mentiras por parte de muitos indivíduos que se identificam com a esquerda no espectro político-ideológico não se limita ao exemplo do ativismo radical trans, se apresentam uma tendência geral de preferirem acreditar no que os apetece emocionalmente do que de priorizar os fatos sobre suas impressões pessoais subjetivas. São muitas falácias lógicas e morais, e distorções factuais, que usam para defender seus pontos de vista, que torna potencialmente inevitável essa possibilidade de perceber uma correlação positiva entre mentira patológica e filiação político-ideológica com a esquerda. Não que mentirosos patológicos não possam ser encontrados entre os que se identificam com a direita. Até acredito em uma variação ampla de desproporção ao longo do espectro político. Mas que, parece ser mais significativo, ou ter o seu centro mais estatisticamente proeminente, beirando uma relação fundacional, na própria esquerda, afinal, mesmo fundamentalistas religiosos conservadores ainda não negam alguns fatos extremamente básicos (que costumam ser os mais influentes e importantes), tal como os de esquerda fazem, mesmo se possam ser comparativamente equivalentes, ambos como aderentes a tipos de fundamentalismos ideológicos (ainda que se possa afirmar sobre fanatismos relacionados a qualquer outra ideologia).


Evidência psicométrica de correlação positiva 

Fora a própria evidência contida nas várias mentiras e meias-verdades que predominam no sistema de crenças esquerdistas, também existe um potencial de evidência psicométrica de correlação positiva com a mentira patológica, se tem sido encontrado, como comentado no início do texto, que portadores desse transtorno parecem estar mais propensos a apresentar um perfil cognitivo marcado por uma assimetria entre a inteligência verbal-linguística e a inteligência geral, pelo menos de acordo com os testes de QI, mais especificamente que, tendem a apresentar um QI verbal mais alto que o QI performance ou geral; justamente o perfil cognitivo que parece ser comum ou desproporcionalmente presente entre os autodeclarados esquerdistas, de acordo com vários estudos que têm encontrado uma correlação positiva entre QI verbal e filiação político-ideológica com a esquerda². É até interessante observar que também existe um apelo estético-linguístico das narrativas progressistas: uso excessivamente sofisticado e até poético da palavra, também dotando-a de uma importância além da que idealmente deve apresentar (que eu denominei de semanticalismo) que pode explicar, em partes, porquê alguns ou muitos dos mais "linguisticamente inteligentes" tendem a se identificar politicamente com a esquerda... 

Professores de ciências humanas, jornalistas e artistas — todas profissões com forte inclinação ideológica à esquerda e que também são mais propensas a manifestar esse tilt verbal...

OUTRO grupo e um estereótipo "mais recentemente" condenado pela mídia e outras "instituições tradicionais" do mundo ocidental 

Que outro grupo tem sido estereotipado, e há bem mais tempo, no passado, como "prendados na arte da mentira"?? 

Sim, são os judeus, que têm sido perseguidos por séculos e, me perdoem os mais emocionados sobre esse tópico, mas nenhuma perseguição tão historicamente extensa e constante acontece sem ter qualquer razão minimamente lógica, por mais injusta possa ser a perseguição de um povo inteiro sem salvaguardar exceções ou, pelo menos, especificar os subgrupos mais intimamente associados com acusações ou mesmo com evidências de atividades criminosas, tal como de se perseguir qualquer siciliano por causa da máfia italiana, desproporcionalmente de mesma origem étnica... 

E, desprezando generalizações absolutas e problemáticas, como essa, os mesmos potenciais levantados de evidências cotidianas e psicométricas de correlação positiva entre mentira patológica e esquerdismo existem em relação a esse grupo, especialmente ao seu subgrupo majoritário, conhecido como "ashkenazim"... Afinal, o próprio esquerdismo moderno tem tido um protagonismo significativo de judeus (particularmente de suas "elites" intelectuais), além de ideologias (como o libertarianismo) do outro lado do espectro político; se mesmo quando não são os seus inventores originais, têm participado ativamente na deturpação ou deformação filosófica dessas ideologias, com raros exemplos, geralmente individuais, que buscam, aparentemente, pelo esclarecimento do que pela distorção... 

Mas por que fazem isso?? 

O próprio perfil cognitivo assimétrico deles (QI verbal << QI performance) pode explicar, pelo menos parcialmente, se tem sido encontrado uma correlação com a mentira patológica entre "gentios", como muitos (ou a maioria?) dos autodeclarados esquerdistas de outras etnias ou raças, o que também poderia, parcialmente, redimi-los, se tratando de um caso possível, dos inúmeros que devem existir entre nós: de incapacidade de exercer o pleno "livre arbítrio", ou de julgamento reflexivo, a partir do momento que se apresenta um certo perfil cognitivo, que reflete um perfil de organização cerebral dominante que pode favorecer a mentira sobre a verdade ou uma complexidade linguística excessiva sobre uma maneira mais clara e objetiva de usar a linguagem...

Uma explicação complementar é de que, como parte de um reflexo cultural ancestral, aprendem a se organizar e a se apoiar em torno das narrativas (e mentiras) criadas por suas "elites" que os favoreceriam perante outros grupos humanos, diga-se, a maioria deles (?), tal como acontece com praticamente todo grupo humano, em que apenas uma minoria que consegue transcender seus impulsos instintivos e culturais/aprendidos e também as próprias estruturas sociais ou tribalistas que os legitimam como vias seguras de acesso ao conforto individual e/ou suporte coletivo, com a diferença de apresentarem uma grande coesão organizacional ou política, voltada para a disputa pela hegemonia com "os de fora", e suportada por uma inteligência média superior, o que torna inevitável a dúvida do quão realmente crentes em suas próprias narrativas//mentiras, projetadas para (enganar/confundir/doutrinar) os outros grupos, em média, eles são ou se tornam... 

No mais, é interessante notar o quão similares em termos politicamente organizacionais estão esquerdistas e judeus, operando como seitas político-ideológicas, não muito diferente de qualquer seita de qualquer outra matriz ideológica, incluindo, é claro, as muitas organizações religiosas tipicamente conservadoras... Mas esses "dois'¹ se diferenciando pelo teor das crenças, níveis e tipos de perfil cognitivo em relação às demais seitas existentes... 

¹ Excepcionalmente próximos...

Apresentar esse perfil cognitivo (QI verbal >> QI performance) necessariamente não quer indicar que se sofra de mentira patológica 

Apresentar uma capacidade para criar narrativas ou histórias, ou para argumentar, necessariamente não implica que apresentará também uma incapacidade progressiva para não mentir e para distinguir mentiras de fatos ou verdades... Ainda que se correlacionem, se um típico mentiroso patológico tende a ser um ótimo contador de histórias, isso não significa que todo aquele que apresenta uma "inteligência verbal" assimetricamente superior à sua "inteligência geral" (na verdade, QI) também sofra do mesmo transtorno. Mas talvez possa ser possível ou provável que exista uma desproporção de indivíduos dotados com esse perfil que são de mentirosos patológicos, ou dentro de um espectro maior do mesmo transtorno, em sua maioria de não-diagnosticados, pelas razões políticas apontadas acima, no início do texto. Só não são por conveniência político-ideológica, o que não significa que não sejam mais propensos a inventar, acreditar e/ou espalhar mentiras. Aliás, esse é outro ponto importante, porque a mentira patológica pode não se limitar a inventar mentiras e acreditar nelas, mas também de ser mais propenso à vulnerabilidade de acreditar nas mentiras que os outros inventam, especialmente se são identificadas como pessoalmente convenientes, se confundindo aos "fatos mais pessoais" e corrompendo de maneira potencialmente permanente as capacidades de discernimento moral e intelectual...

Voltando rapidamente à afirmação do terceiro subtítulo e adicionando uma outra afirmação como potencial: de que o mesmo perfil que se relaciona com a capacidade de criar narrativas (variavelmente convincentes), também pode ser o mesmo que, quando associado com outros fatores igualmente intrínsecos, especialmente os "não-cognitivos" (características de personalidade), só que dissonantes do perfil mitomaníaco, contribua para produzir um perfil oposto, provavelmente relacionado com uma capacidade linguística superior e específica à descrição factual de elementos, concretos e abstratos, uma característica básica** que, quando se acopla com um perfil psicocognitivo excessivamente subjetivista*, resulta em sua própria corrupção, em que passa a operar como suporte cognitivo de racionalização compulsória das próprias crenças do que como, original e idealmente, deveria funcionar, como a única via para a expansão objetiva de compreensão sobre o mundo, seus elementos e fenômenos... 

* Eu já busquei diferenciar o que seriam dois grandes grupos de capacidades linguísticas: o estético e o funcional. O estético diretamente refletido pela maneira de escrever e falar e o funcional, por sua vez, diretamente refletido como o uso da linguagem para compreender o mundo e se comunicar efetivamente. Eu também já comentei em outros textos que as correlações entre alto QI verbal e certos tipos de ideologias como as de esquerda, seriam especialmente quanto aos aspectos mais estéticos da linguagem, se não faz sentido lógico que, alguém muito enviesado ideologicamente e, portanto, muito mais propenso a corromper sua capacidade perceptiva sobre o mundo, apresente um desenvolvimento sadio da mesma inevitavelmente vinculada à linguagem...

** Ou de um tipo de viés contrário àquele que direciona à sistematização da razão como modelo de raciocínio, com base no meu pensamento de que a própria racionalidade também seria um tipo de subjetivização da percepção, só que em direção à objetividade e à imparcialidade, o tipo mais paradoxal



¹

²

Além do fator *g*: QI verbal e de desempenho como preditores de atitudes sociopolíticas

Destaques
•
O QI verbal prediz atitudes políticas com uma força duas vezes maior do que o QI de desempenho.
•
A importância do QI verbal mantém-se mesmo ao comparar membros da mesma família.
•
Indivíduos com maior aptidão verbal são mais propensos a votar e a relatar engajamento cívico.
•
O fator *g* não é o único componente das habilidades cognitivas relevante para as atitudes.

Resumo

Medidas de inteligência predizem atitudes e comportamentos sociopolíticos, como liberalismo, religiosidade e participação eleitoral. Pouco se sabe, no entanto, sobre quais habilidades cognitivas são responsáveis por essas relações. Utilizando várias coortes do *Minnesota Center for Twin and Family Research*, testamos o desempenho preditivo de diferentes habilidades cognitivas amplas. Por meio de regressão múltipla para comparar o QI verbal e o QI de desempenho (provenientes de testes de inteligência Wechsler), constatamos que o QI verbal prediz com maior força a participação eleitoral, o engajamento cívico, o tradicionalismo e medidas de ideologia. Em média, a correlação entre o QI verbal e as atitudes sociopolíticas analisadas é duas vezes maior do que a observada com o QI de desempenho. O mesmo padrão persiste após o controle para o nível de escolaridade e após a realização da análise entre pares de irmãos. Isso implica que a relação não é totalmente mediada pela educação, nem totalmente confundida por fatores de criação ou ambiente familiar. Controles positivos e negativos foram empregados para testar a validade da nossa metodologia. Um achado importante é que o QI verbal e o QI de desempenho apresentam capacidade preditiva equivalente em relação ao ICAR-16, uma medida distinta de inteligência geral. Os resultados sugerem que variações nas habilidades cognitivas — independentes (ortogonais) da inteligência geral — influenciam atitudes e comportamentos sociopolíticos. O papel da habilidade verbal na formação de atitudes pode ajudar a explicar as inclinações ideológicas associadas a profissões específicas. Sua associação com a participação eleitoral e o engajamento cívico sugere que indivíduos com maior aptidão verbal podem exercer maior influência na política e na sociedade.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Sobre as últimas vitórias eleitorais da esquerda na Europa e o nível de insanidade sem fim envolvido

 Por que mulheres jovens (especialmente as brancas) e imigrantes estão votando em massa na esquerda??


Imagine que você viva em um país já com uma boa quota de "diversidade", padrão de vida alto e políticas públicas que garantem um extenso bem-estar social... Alemanha ou Suécia de 2026 do século XXI?? 

Você precisa de mais??

Mais "diversidade"??? 

Qualquer país seria capaz de suportar um número indeterminado de pessoas vindo de fora e por tempo igualmente indeterminado?? 

A própria logística básica nos mostra que não...

Imagine que você também começa a perceber um aumento contínuo da criminalidade e de outras formas de incivilidade; de uma animosidade institucionalizada contra você, por causa de sua raça; e a ocupação progressiva de espaços sociais da sua cidade por grupos culturais estrangeiros que se mostram abertamente hostis a você?? 

O que você faria?? 

A reação mais lógica e racional é buscar entender o que está, de fato, acontecendo. Primeiro você reconheceria essa situação como ruim, ao perceber um aumento da sensação real de insegurança e do recrudescimento social. Segundo, a partir do que você descobrisse de factual, começaria a agir de maneira lógica. Então se você percebeu uma relação direta entre aumento da  criminalidade e imigração excessiva, o que realmente acontece, quando houvesse um pleito democrático importante, iria votar naqueles políticos ou partidos que buscam combatê-los. Parece óbvio demais para não ser adotado como uma conduta política. E isso é especialmente óbvio se você for uma mulher, ainda mais se for uma mulher branca. A grande maioria dos partidos de direita e até de extrema direita não querem mais do que conter esses excessos, de retornar a uma normalidade plenamente habitável. Propostas como: proibir a participação de homens com disforia sexual que têm sido socialmente identificados como mulheres trans, em esportes femininos; vetar mais leis de crimes de pensamento, como a lei da misoginia (como no Brasil); de fechar as fronteiras para a imigração em massa; de simplesmente não deixá-las escancaradas para qualquer um poder entrar, como querem, tanto a esquerda identitária quanto a radical... 

Você, se for uma mulher branca e jovem morando em um país da Europa Ocidental, especialmente de um país muito rico, já tem seus direitos mais básicos garantidos por lei; já tem "diversidade" suficiente para "celebrar"; já tem um estado de bem-estar social que garante seus direitos trabalhistas, ainda quer mais??

Mais o quê?? 

É um nível de insanidade que é difícil de superar...

2⁰ caso de insanidade ou estupidez irracional: A lógica de sair do país que você não queria morar mais para o país que você escolheu viver e votar para que esse país se torne mais parecido com aquele que você deixou 

Esse subtítulo ficou feio, eu sei, mas já deixa bem explicado o quão insano pode ser o comportamento do imigrante que deixa o seu país de origem, não apenas por pobreza ou guerra, mas também porque geralmente apresenta uma admiração pelo país que escolheu para viver: sua cultura, seu povo... Mas aí decide votar em partidos (de esquerda) que almejam fazer do país que escolheu para viver mais parecido com o país em que vivia. É o mesmo que um mexicano sair do México para viver na Califórnia e encontrar o próprio México transplantado e lentamente corroendo a cultura anglo saxônica de antes, diretamente responsável pelo sucesso californiano. E quando falo em cultura, não falo apenas de um conjunto abstrato de regras e comportamentos, mas de capacidade de uma população em absorvê-los, aceitá-los e/ou praticá-los, porque existe uma clara correlação (interseccional, que não é mera coincidência) entre etnia ou raça e variação média e estatística de tendências comportamentais (predominantemente intrínsecas)...

Só que não! O imigrante do oriente médio que vai morar na Suécia, vota na esquerda que quer importar mais deles para viver lá. Resultado: o lugar que ele vive e usufrui se tornando cada vez mais como o lugar que ele deixou... 

Alguma lógica à vista?? 

O sentimento tribalista poderia explicar. Ou o pensamento "estratégico" de, quanto mais de nós, melhor. Mas o melhor não era justamente o povo que construiu e sustenta aquela sociedade avançada?? Se eles se tornarem minoria ou desaparecerem, o "seu povo" vai conseguir dar conta do recado??.. que já não consegue em suas próprias terras??