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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Razão, piloto automático/ manual e o meu exemplo

 Na primeira vez que pesei nesse ano, depois de um hiato sem acompanhar o meu peso, foi no dia 14 de julho, e eu tomei um susto porque já estava na casa dos 74 kg. Já, da última vez (29 de setembro) em que eu subi na balança, eu pesei 68,4 kg.


Apesar de medir 1,72 cm, o meu corpo não é padrão. Minha envergadura (~1,80 cm) é maior que a minha altura. Eu concentro mais gordura na barriga e nas pernas do que em qualquer outra parte do corpo. Isso mostra que a correspondência entre peso ideal estimado, baseado na paridade altura x distribuição total do peso (para homens) e peso ideal real, ao menos no meu caso, não é exata. Ao contrário da maioria dos caras, parece que eu preciso pesar uns 10 quilos a menos do que seria o recomendável. Ao invés de uns 70 quilos, entre 60 e 65. Tendência pra ter barriguinha também está nos "genes" ou na biologia. Enfim... desde aquela data eu comecei a mudar os meus hábitos alimentares. Claro que eu diminuí a quantidade de calorias que consumo por dia. Mas não ficou só nisso. Eu não quero acreditar que essa será mais uma dieta que farei para então voltar a engordar tudo de novo. Eu acredito que estou me reeducando e que é, portanto, um aprendizado permanente.


Mas, como isso realmente acontece??


Saio dessa abstração "reeducação alimentar" e vos digo como que tenho feito. Vou ser bem sucinto, a princípio: eu apenas penso... antes, durante e depois de comer, na refeição que me espera e, com frequência, também nas próximas refeições; penso na quantidade que pretendo comer, se não poderia comer menos, se não poderia deixar para o outro dia, fazendo escolhas; em manter no cardápio o que mais gosto sem ter que eliminar da minha dieta. Não estou vivendo só de vegetais. Toda semana, tem sorvete, farinha láctea.. o que eu comia antes, eu continuo comendo mas menos. Eu compenso. Se como além da conta ou se saio um pouco da quantidade que tenho comido, busco apertar o cinto no próximo dia. Até refrigerante eu não deixei de tomar. Só me preocupo em colocar quantidades mínimas, para lembrar do sabor. Eu tomo para não acumular minha tentação de tomá-lo e chutar o pau da barraca em um momento de tentação ou fraqueza. Quase tudo é questão de hábito. Antes, se tivesse uma caixa de bombons, eu comeria metade se me deixassem sozinho com ela, por pura gula. Hoje, eu penso.. com ponderação, faço esse diálogo interno e busco pela melhor alternativa. Por que comer metade ou toda a caixa se eu posso ir saboreando os bombons por muito mais tempo?? O grande pulo do gato está justamente aí pois se eu como muito em um só dia, a conta de perda e ganho de calorias ficará desfavorável para manter ou perder peso. Eu tenho horários restritos para comer e evito me esbaldar à noite. Está tudo planejado e quase sempre eu penso, eu simplesmente penso com objetividade, antes, durante e depois de comer. Mais feijão e menos arroz. Nunca gostei tanto de salada. Carnes só se for peixe. Pães e biscoitos recheados se tornaram raridade. Antes, eu estava vivendo no piloto automático, seguindo minha fome, tão constante quanto a minha preguiça e a minha introspecção. Eu não pensava no que fazia, seguia apenas os meus instintos. Estava fora de controle. Agora, eu costumo deixar no piloto manual para analisar o que é mais recomendável fazer. Hoje, eu uso a razão. E eu tento fazer o mesmo em relação a todo resto, analisando, refletindo, me firmando no que é mais verdadeiro ou cabível para, então, julgar o que vou concluir. Não digo que já alcancei a plenitude da razão por ser uma luta diária de não se deixar ser levado pelo piloto automático dos instintos. Isso significa que eu estou constantemente errando e aprendendo, sendo que em relação a alguns hábitos eu sinto que já estou mais estável. É um processo constante de se perguntar "o que é o melhor ou o mais ideal??". Graças à aplicação concreta da racionalidade, eu estou conseguindo atingir o meu objetivo. Tudo de maneira bem gradual, serena, orgânica, objetiva e lógica. Esse é um exemplo contextualizado ou específico. Se você também o pratica, lhe parabenizo mas, também, lhe digo que você pode praticar o mesmo em relação ao resto das suas ações, por exemplo, de suas atitudes para com o outro, nos momentos constantes em que precisa julgar como verdadeiro ou falso, pertinente ou frívolo, exagerado ou ponderado o que pensa e o que faz... é apenas uma questão de desligar o automático, mais vezes, nos momentos mais importantes e interagir com o mundo de maneira menos reativa.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Não podemos agir pelos fatos (lógica) mas a partir deles (racionalidade, criatividade, sabedoria)

A lógica é quase que como a manifestação da ação instintiva (ação/pensamento) em que a lógica brota do próprio indivíduo, de suas características gerais e específicas, e o faz agir rente à realidade, auto-projetando, ou ''lógica subjetiva''. Neste sentido ou ponto de enfatização instinto e lógica parecerão muito mais próximos e a segunda menos nebulosamente associada à razão.

A lógica do organismo particular, a sua lógica, versus a lógica da realidade, que também leva em consideração as vontades deste ou de qualquer outro organismo igual em particularidade, porém que, as compara entre si, isto é, entre cada um deles, assim como também às circunstâncias, ao ambiente, e conclui, a priore, a partir dessas comparações entre cada entidade individual ou unitária [e circunstâncias ambientais] e não apenas ou cruamente  partir de fatos pessoais ou subjetivos, que estão inegavelmente associados ou poluídos ao ser, e não à realidade maior em que também faz parte. 

Se apenas o ser quem pode apontar fatos, então quando parte de si mesmo, isto é, por seus fatos ou lógica subjetiva/particular, apresentará grande risco de equivocar-se quanto à realidade, o todo que o abarca, e à sua realidade, o seu todo particular, que lhe abarca internamente, que lhe faz ser o que é... por mais factualmente correto que esteja, por não levar em conta as outras entidades que repartem o mesmo ar que os rodeia, ululante falta de empatia cognitiva.

Surpreendente pensar que a maioria dos seres humanos continuem a pensar por seus fatos ou fatos subjetivos, e não a partir deles. E como sempre eu falo, nem todos esses preconceitos cognitivos ou reações intelecto-sensoriais, por exemplo, o desgosto sensorial de um homem biologicamente [e ideologicamente] conservador em relação à homossexualidade, especialmente a masculina, estarão absolutamente incorretos. Incorreto será o desprezo completo ou negação a esta reação genuína de um tipo de indivíduo ou organismo em relação à certa circunstância e/ou à sua transformação em verdade absoluta.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Por que a inconformidade é considerada patológica??


Resultado de imagem para camuflagem

Conformidade ao ambiente social ou natural é praticamente o mesmo tipo de conformidade, e também pode ser considerada como uma forma de camuflagem especialmente em relação a predadores. Portanto quanto em maior evidência se está em certo ambiente mais fácil dos predadores te rastrearem e te atacarem. Também pode ser comparado à camuflagem em guerras em que os soldados que estão menos disfarçados serão os mais fáceis de serem descobertos e mortos teoricamente falando.

Novamente caímos nessa encruzilhada entre o idealismo universal ou absoluto da evolução consciente/racional a sábia e a lógica volúvel da adaptação subconsciente em que se camuflar dentro da conformidade ao ambiente seja de modo literal ou indiretamente literal como no caso da conformidade social, se constituirá no comportamento adaptativo mais comum e eu diria mais, essencial, se toda adaptação parte do princípio da camuflagem ou espelhamento conforme/aderente ao ambiente. Em compensação o princípio da razão muitas vezes seguirá caminho oposto à dança das cadeiras que se consiste a adaptação, ao evidenciar-se por sua ênfase na idealidade ou, ao invés da conveniência prática e pragmática/lógica às exigências ambientais "de momento", principiar-se pela factualidade/fatos/realidade poli-ambiental, o contrário da adaptação/compreensão parcialmente factual de uma realidade 'uni'-ambiental, de apenas um ambiente, conhecendo-o, e especialmente ele. A razão posta-se ao lado de todo este esquema pré-montado e enquanto que mostra grande qualidade perceptiva, diga-se, existencialmente perceptiva, assim como também ao revelar grande potencial de vantagem rente aos seus ''algozes'' subconscientemente conformativos, também põe-se em grande risco ao negar a internalização e posterior emulação "do" ambiente, via conformidade ou adaptação/submissão ao mesmo, e portanto pondo-se em franca evidência aos olhos do infortúnio sendo que geralmente o mais comum dele será o predador.

Isso explica o porquê dos dissidentes políticos nas sociedades humanas sempre tolas até esta data serem ou representarem o caminho e os desafios da razão ao prostrarem-se corajosamente em desafiadora evidência ao monstro-ambiente ao invés de baixarem a cabeça, internalizarem ou aceitarem absurdos e submetendo-se aos seus comandos. 

E no mundo natural esta rebeldia ao temperamento sempre inconstante da natureza e da conjugação de mudanças seletivas com as formas e expressões dos organismos costuma ter como potencial resultado a própria capitulação rente ao faro, e a partir de então visão clara dos predadores sobre as suas presas rebeldes. 

Poderíamos dizer que racionalidade à sabedoria consistem-se também na manifestação característica da ousadia e da coragem por não se sujeitarem facilmente às ordens brutas dos energúmenos de sempre que estão como sempre, urubus no topo das hierarquias sociais humanas. 

Por que os inconformistas são muitas vezes patologizados pelos conformistas??

Porque o não-conformismo claramente também significa deixar-se em evidência para os predadores da situação, uma espécie de ''loucura naturalista''. Esta analogia em partes explica ou reforça o caráter humano, naturalmente transgressor às leis da vida subconsciente.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Combitos...

1- A liberdade econômica só será plenamente possível no dia em que não tivermos psicopatas ou que tivermos apenas pessoas que sejam eticamente/moralmente inteligentes

Justamente por isso que ''o mundo'' precisaria da precisão semântica e moral com o intuito de estrangular todas as brechas que tornam possível o predomínio contínuo no poder de diferentes tipos de psicopatas e estúpidos, o primeiro que se adapta no erro e o segundo que confia e nutre no erro.


2- Forma & expressão: estupidez/ignorância - culpa/inocência e porquê tantas pessoas são irracionais*

O ser humano, como ''eu'' tenho falando várias vezes, é um ser híbrido entre a sua capacidade de discernimento ou razão/racionalidade e o seu instinto. E claro que este hibridismo se fará muito diverso entre nós. O sábio seria aquele que melhor compreende este estado pessoal de coisas passando a refletir e a modificar em uma maior frequência e com exponencial qualidade sobre as próprias atitudes, sempre oriundas de pensamentos anteriores além de também buscar a mais perfeita compreensão da realidade.

A partir da lógica de ''comportamento'' ou ao menos de '''interação' com o mundo exterior'' dos objetos&coisas inanimados, eu concluí que, também em relação aos seres vivos, o comportamento obedece a uma lógica hierárquica epicêntrica, portanto partindo do epicentro de sua forma/ser ou existir e se espalhando de maneira 'vibratória' ou expressiva enquanto comportamento. A forma que define a expressão. 

A razão também pode ser compreendida como uma espécie de ''segunda consciência'', em que, ao invés de termos apenas uma consciência, que denominei de ''clausura existencial/corporal'', o auto-reconhecimento de padrões, dos próprios padrões e posterior reação ou uso dos mesmos, que se consiste na lógica do comportamento irracional: agir ou expressar conforme a forma ou características psico-biológicas, haveria uma ''segunda opinião'' que julgaria as atitudes tomadas pela ''primeira consciência'' ou ''clausura existencial''.

3- Ambientes estáveis reduzem testosterona e podem afetar as características da população masculina*

Da mesma maneira que o homem casado e com filhos tende a ter o seu testosterona reduzido, se for comprovado  tal causalidade, justamente por não mais buscar por mulheres para o acasalamento e que homens divorciados demonstrem maior testosterona, ambientes muito instáveis  podem aumentar a frequência de testosterona a longo prazo entre os homens, por representarem maior desafio para a sobrevivência, por exemplo, aumentando a competição.... E se o testosterona afeta a "qualidade" do esperma então ambientes instáveis ou culturas "espartanas" podem causar mudanças de natureza epigenética entre os homens aumentando a masculinidade de modo intergeracional. Por outro lado ambientes estáveis reduzem a longo prazo o testosterona de uma crescente parcela da população, se for comprovado este tipo de causalidade, podendo afetar também na produção e ''qualidade'' do testosterona.

Mulheres muito estressadas também podem produzir filhos diferentes daquelas que não estão. Claro se for comprovado tal causalidade.


No mais, homens divorciados podem apresentar maiores valores de testosterona do que aqueles que são mais capazes de gerir um relacionamento de prazo vitalício... ou... novamente, quando o casamento termina, o homem e a mulher podem sofrer mudanças hormonais diretamente relacionadas com suas mudanças sociais e psicológicas, isto é, quando voltam à ''cena''. 


4- O ser humano é como um megazord

Nós somos como vidas simples, donas de nossas próprias terras (corpo), bactérias latifundiárias.

As vidas complexas são como megazords 


Em que temos "a ilusão do corpo" como as fronteiras daquilo que existe dentro e "power rangers" no comando, vidas simples.



5- Não adianta ter uma biblioteca em casa, ler cinco livros por mês e 

não saber argumentar sobre aquilo que lê (baixa capacidade cognitiva fluida),

não ter entendido de fato a proposta reflexiva dos livros que leu, em especial aqueles de teor político...

5.1- Cognição fluida é uma espécie de criatividade de curtíssimo prazo

Argumentar é uma atividade fortemente criativa e testa com eficiência as nossas capacidades argumentativas, isto é, para manipular e construir pensamentos criativos....

A grande diferença entre criar um produto finalmente criativo e útil, que se perpetuará pelo espaço por tempo indeterminado e de, por exemplo, argumentar, é a que a segunda atividade se consistirá justamente em um ''produto'' de curtíssima duração. 

A sociedade super-valoriza a capacidade cristalizada que no fim acaba sendo usada para fins subjetivamente egoístas ou anti-filosóficos, por exemplo, para o status ''intelectual''.

menos livros e mais inteligência: julgamento correto, por favor!


6- Epicentro conceitual: principal técnica para a precisão semântica 

As ''coisas'' primeiramente são... 

Por exemplo, a homossexualidade.

A homossexualidade primeira se consiste em atração pelo mesmo sexo, este é o seu epicentro conceitual. O resto é correlação. 


7- Todo mundo é conformista em algum grau

A diferença entre o conformismo irracional e o lógico--racional

Todo mundo é de uma maneira ou de outra conformista, no entanto existem aqueles que se assentam em solos mais racionais e portanto firmes; aqueles que desprezam qualidades sutis dos seus solos, os ''lógicos'' (lógicos não-racionais) e ainda aqueles que se convencerão que suas areias movediças são apenas mais moles que os demais.

Um dos atributos que tendem a correlacionar de maneira significativa com a conformidade ilógico--irracional é justamente a socialização, em que: 

- quantidade substitui o valor qualitativo

- aparência supera essência

Talvez uma boa parte da conformidade ilógico--irracional tenha suas raízes justamente neste ''estrabismo'' ou confusão de prioridades assim como também de qualidade.

Alguns experimentos psicológicos (éticos) tem mostrado que a conformidade ilógico--irracional pode se manifestar mesmo em tomadas subconscientes de atitudes consideravelmente bizarras e como eu tenho falado com frequência, vivemos ou estamos solapados por ''roupas novas'' de imperadores ou falsidades qualitativas, tomadas como qualidades absolutas, por exemplo, a ''arte'' moderna, em que um bando de tolos atribuem talento genuíno à riscos, desenhos mal feitos ou geringonças ridículas, apenas porque lhes foi anunciado que se consistiam em obras primas de ''gênios contemporâneos da arte''.

Um dos casos mais populares e emblemáticos é justamente a ''obra prima'' de Pablo Picasso, Guernica. Posso aceitar o ''valor histórico'' da dita cuja mas não a considero como uma bela pintura sob qualquer parâmetro de avaliação e no mundo das artes plásticas, quer queiram quer não, a beleza é um critério absolutamente necessário, mesmo quando se busca pintar ou construir o feio, há de se ter alguma beleza ali, embutida, subjacente.

No entanto, milhões e milhões de pessoas consideram Guernica como uma das obras mais espetaculares que o homem já fez. Tal como a metáfora da nova roupa do rei, porque ''todo mundo'' acredita, muitos se convencerão que: não pode ser outra coisa a não ser a verdade.

O ser humano parece funcionar exatamente como aqueles bandos de pássaros em suas formações gigantescas, com a diferença de que o seu sincronismo coletivo tenda a ocorrer de modo menos evidente e claro, no solo, ;)

E os outliers são os mais dessincronizados.

Novas roupas do rei ou dos reis ainda poderão ser encontradas em cada ação que praticamos e que não são objetivamente coerentes, úteis ou eficientes. Por exemplo, a escola. A eficiência nebulosa da escola para transferir conhecimento é tamanha que também poderia ser considerada como uma falsidade qualitativa.

Inconformidade ideal é tão difícil de ser alcançada como o caos ou desordem absoluta.


O caos constante ou passageiro é o único verdadeiramente inconformista.

8- Criatividade ao nível de ''gênio'': alienação não-alienante

A maioria das pessoas ao se tornarem mais alienadas (e de fato isso tende a acontecer de modo mais difuso e diverso, porém evidente, mesmo com a ''socialização'')  tendem de fato a perderem contato com o mundo que não se encontrar além de suas fronteiras, de suas próprias fortalezas.

A criatividade, contrastantemente, parece se consistir em uma alienação não-alienante, em que primeiro tem-se de fato a ''alienação'' ou a progressiva auto-centralização, mas que não se dará de modo alienante, que teria como óbvio resultado na alienação típica do ser em relação ao seu meio, obstruindo o seu potencial ou canal perceptivo. Auto-centrado porém perceptivamente curioso/aguçado, o ''gênio criativo'' combina dois opostos, e mais parece funcionar tal como uma concha, fechado em si mesmo, mas que abre com frequência, e que ainda por cima produz ''pérolas'' ou ''ideias criativas''.

9- A criatividade é a emancipação existencial, ocasional a predominante, do ser em relação à sua própria natureza, que para muitos outros será autoritária/ditatorial.

A criatividade é um grito de liberdade em relação à própria existência, uma tentativa de fuga pessoal à escravidão que se consiste a natureza e sua lógica pragmática e fria em relação ao indivíduo e às suas necessidades.

10- A escola deveria ensinar matéria de ''correlação e causalidade''...

... porque pode contribuir consideravelmente na qualidade do pensamento.

Estatísticas, autoconhecimento, conhecimento naturalista e interpessoal/social, psicologia, filosofia/sabedoria/ética e ''correlação e/ou causalidade''...

Um verdadeiro templo do saber precisa ensinar a estrutura de nossos pensamentos e ações e modos, se possível, de se controlá-los para que possam ser se possível melhorados.

11- Empatia também é carência ... Empatia: " multiplicação de Cópias de si mesmo'' 

Tal como uma máquina de xérox, a socialização bem sucedida em especial para o indivíduo, se dá a partir do momento em que ele consegue ''multiplicar'' a quantidade de pessoas que emulem, sinceramente ou não, as suas próprias características, incluindo em especial os seus pontos de vista, enfim, o seu ''meio de vida pessoal''.

Empatia também é carência

Isso deve ''explicar'' em partes o porquê do psicopata ser o menos carente, não necessariamente o porquê de existir a psicopatia, mas a carência enquanto um parâmetro de divergência saliente entre ''psicopatas'' e ''não-psicopatas''.



O que é pensar pela emoção...

Eu já falei que tenho um tio que é mentiroso patológico. Eu já comentei também que ele inventou que tem uma namorada inglesa, linda, rica e famosa e que por acaso esta namorada se chama Gema Aterton. Meu tio é feio, cheira a gambá, é pobre, se veste com roupas velhas e tem um papo que em sua superfície até pode parecer simpático e interessante mas que inevitavelmente terminará revelando o seu espírito megalomaníaco e infantil. Em suma, ele não tem nada que possa cativar uma mulher. No entanto ele inventou, mostrando absoluta falta de autoconhecimento, que conseguiu conquistar uma mulher de qualidades mundanamente excepcionais. 

Uma pessoa predominantemente lógica ao ser exposta à tamanha afronta de coerência: ''um João-ninguém com toda sorte de repelentes anti-femininos embutidos em si, deixando de joelhos uma mulher linda, rica e famosa'', inevitavelmente julgará que tal situação não pode ser verídica. Mas quando temos o fator emoção mal posicionado onde deveria primeiro ter o raciocínio lógico tudo pode acontecer. Inclusive de se acreditar que tais milagres possam acontecer e em especial com um parente seu. Isso tem acontecido com a minha mãe que como típica mulher mesmo depois de muitas evidências, desde as já alardeadas até as subsequentes, como por exemplo quando o meu tio mentiu pra ela que iria viajar e foi pego no flagra, ainda tem alimentado esperanças de que a tal "namorada" aparecerá pra levar o "Zé Bonitinho" pro estrangeiro, lhe tirando a árdua tarefa de continuar tolerando a presença mal cheirosa do seu irmão problemático. Ela ainda acredita

Pensar com a emoção, e claro, em momentos equivocados, costumeiramente nos faz jogar qualquer lógica na lata do lixo mantendo apenas o sentimento pré-histérico predominando e mandando no raciocínio. Logo pode-se divorciar da métrica rigorosa da lógica e acreditar que papai noel existe ou que. mesmo depois de tantas evidências, certos milagres ainda possam acontecer. 

Como eu pendo muito mais pra lógica do que pra emoção, ainda que não o faça de modo (igualmente) desequilibrado, desde quando passei a ter conhecimento desta ''estória'' que o meu farol de desconfiômetro se ascendeu e por incrível que pareça eu ainda fui capaz de acreditar até porque a minha mente não estava plenamente familiarizada com as fotos que o meu tio usava como "provas". Ele também, proto-astutamente, usava outro nome para o seu ''amor verdadeiro''. É aquelas, por mais absurda que certa estória possa ser dependendo de nossa consciência de sua importância, podemos deixar esses furos lógicos passarem batidos e esta parece ser a regra pra maioria das pessoas.


E claro que este problema de lógica também pode ser observado em vários outros aspectos da vida, porque afinal de contas estamos a todo momento sendo expostos a desafios mentais, no mundo real.

Na política por exemplo da mesma maneira que minha mãe tem sido vagarosa para compreender a natureza explicitamente psicopática da esquerda brasileira, ainda que tal atributo se consista em algo mundialmente generalizado, ela também tem sido lenta para perceber o quão mentiroso e até mesmo perigoso pode ser o meu tio problemático.

Quando pensamos com a lógica tendemos a analisar as relações de causa e efeito, de padrões, de coerência ou contradição entre os elementos, primeiro, enquanto que quando pensamos com a emoção, sentimos primeiro, e aquilo que nossos sentimentos ditam predominará sobre aquilo que nosso raciocínio lógico está apontando, tímida e subconscientemente. 

Pra mim é absolutamente alógeno pensar que uma pessoa possa acreditar em tais incoerências ou que não possa perceber certos padrões bem lógicos, bem fáceis de serem capturados, a priore, porque a minha mente é antes de tudo lógica, mas não termina por aí, porque eu também sinto e muito, e como resultado eu também sou capaz de entender o outro lado.

O pensar com emoção pode ser lindo e existencialmente necessário quando feito de modo racional e extremamente bizarro quando se torna predominante ou desequilibrado.

sábado, 27 de agosto de 2016

A evolução humana ideal se dá com base na maturidade emocional...

Maior a maturidade emocional, maior a racionalidade, maior a eficiência na mitigação de perigos eminentes, enfim a maximização da sobrevivência...

sábado, 20 de agosto de 2016

Instintivo automático lógico, instintivo automático ilógico e automático/manual sábio

Instintivo, naturalisticamente lógico, automático, o "conservador" 

Características invariavelmente universais:


- Friamente emocional,

- pragmático, 

- naturalisticamente lógico, 

- pensador rigidamente objetivo.


Instintivo ilógico, automático, o "socialmente liberal"


Características invariavelmente universais: 


 - Histericamente 
emocional, 

 - simpático,

- naturalisticamente 'ilógico'',

- pensador rigidamente ambíguo.


... e como eu já comentei = perfil intermediário entre o internalizador/''pensador' comum/ passivo e o pensador/verdadeiro intelectual/sábio/ativo

''piloto automático''

 
 Sábio

O pensador crítico-analítico, que ao longo de sua vida vai construindo um sistema moral pessoal exponencialmente completo.


O pensador objetivamente moral, rigidamente perfeccionista, anti-culto/cultural.

O revisor da realidade


Como eu já comentei o sábio ao contrário da ideia popular de se consistir em um ser ''puro'' de 'razão' na verdade se caracterizaria justamente pela completude comportamental, do instinto à razão. Seres ''puramente'' racionais, se existirem, e se forem realmente racionais, tendem ou podem ser demasiadamente cépticos ou ''manuais'' em suas maneiras de pensar e de construir as suas realidades, resultando em um efeito similar ao predomínio do instinto.

Saber e não-saber é a verdadeira razão. Como eu também já falei, nem todos os nossos preconceitos cognitivos que serão equivocados. É papel e talento do sábio saber construir o melhor mapa da realidade moral/essencial e não apenas ''humana''...

O instinto é o começo, precisamos começar de algum começo, e enquanto que o pseudo-racional, hiper-céptico, tenderá a se confundir durante este processo construtivo, em especial a partir do momento em que considerar-se livre de qualquer pensamento equivocadamente tendencioso, o verdadeiro racional, o sábio, o fará, com base em erros e acertos. Em suma, a sabedoria é a bússola moral mais precisa...

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Nível naturalista -- lógico -- ciência... O pensar filosófico é fulminantemente realista

...

Nível filosófico/existencial -- racionalidade -- sabedoria


O principal debate entre lógica e razão é o quão próximo ou distante da natureza se está. 

O pensamento naturalista é basicamente a adaptação do pensamento característico e absolutamente predominante no reino dos seres vivos não-humanos nas próprias sociedades humanas. 

O pensamento filosófico/existencial é um avanço neste sentido, mais distante do pensar naturalista, e mais próximo de fronteiras ainda a serem desbravadas pela experimentação existencial humana.

A lógica e a ciência aparecem como peças, ideacional/teórica e ativa/prática do pensar naturalista enquanto que a razão/racionalidade e a filosofia são meios para se produzir e se possível se vivenciar o pensar filosófico. 

Lógica e ciência permanecem submergidas dentro do mundo paralelo de distrações humanas, alimentado-as, para que as sociedades humanas continuem a existir, ao menos da maneira como que tem existido.

Razão/racionalidade e filosofia (a verdadeira) são fulminantes ao criticarem todas as distrações humanas que forem sendo descobertas até chegarem a um nível filosófico, que está além da natureza, que ao invés de obedecê-la cegamente, se transforma em um espelho, refletindo-a e se refletindo, em busca de respostas, de verdadeiros sentidos.

A ciência é sempre pragmaticamente prática, ou tem sido assim, enquanto que a filosofia é terminantemente idealista, ainda que a verdadeira filosofia tenda a ser idealista de modo realista, ou hiper-realista. 

A filosofia usufrui do máximo possível do alcance perceptivo natural humano, enquanto que a ciência, quando não se encontra conurbada com a primeira, funcionará como uma reparadora do mundo humano. 


O pensar filosófico é fulminantemente realista


O ciclo da vida para uma mente parcialmente reflexiva é o ciclo das distrações para que a vida tenha um propósito e para que as sociedades continuem a "progredir". Etapa por etapa, ciclo por ciclo, da infância à adolescência, da "vida adulta" até a velhice, para que no final se descubra que somos todos enganados para acreditar que tudo o que fizemos/fazemos fez/faz algum sentido definitivamente conhecido ou seguramente significativo. 

Reconhecer não é conhecer

O sábio -- filósofo pula todas essas etapas e chega fulminante onde a maioria demora uma vida para descobrir 

Os véus da ignorância vão se desfazendo para cada etapa da vida do animal humano.

E para o humano animal basta-lhe rasga-los de uma vez só ou mesmo em poucas investidas.


Como um talentoso jogador de golfe, para o sábio e o filósofo (quando não coabitam o mesmo ser) são poucas jogadas para acertar o buraco da incerteza existencial, isso quando não acerta logo na primeira tacada...

terça-feira, 9 de agosto de 2016

A racionalidade é a lógica vívida, isto é, o constante melhoramento da lógica moral

Todas as formas de vida são lógicas, mas apenas a humana que pode ser racional, se quiser (se quisesse).

A superação da lógica, da cadeia alimentar, da seleção natural...

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Muito instintivo/automático, muito manual/manipulável/domesticável

Partindo da minha metáfora do piloto automático/manual para explicar instinto/domesticação/razão eu concluí que os ''direitistas'', de acordo com o espectro ideológico/político/comportamental, tendem a ser mais instintivos ou automáticos, isto é, já tendem a nascer ''mais prontos'' e ''cientes de si mesmos'' do que os seus opostos, os ''esquerdistas'' (ou talvez, os ''esquerdistas típicos'' também sejam instintivos mas menos naturalisticamente lógicos que os seus ''algozes'').

O direitista médio é domável. O esquerdista médio é domesticável. 

Isso significa que o direitista pode adaptar (subconscientemente) o seu maior ímpeto instintivo, mas mantendo a sua natureza que tende a ser mais fria e naturalisticamente correta. Ele pode e tende a ser usualmente domável.

 O esquerdista por outro lado pode e tende a ser domesticável, por exibir menor ímpeto instintivo (ou, novamente como eu vou falar em outro texto... menor ímpeto instintivo... ainda assim mais ilogicamente instintivo)

Os ''esquerdistas'', por causa de uma maior capacidade VERBAL, em média, são mais capazes do que os ''típicos direitistas'' (impregnados de instinto) de aprender ''novas' regras/novos ''conhecimentos'.

docilidade social/verbal/manual...

Os ''direitistas'' mais hormonalmente/sexualmente 'típicos' são mais instintivos e isso pode ser evidenciado por uma maior capacidade NÃO-VERBAL, em termos sociais e gerais, isto é, de sobrevivência ou ''inteligência existencialmente naturalista''.

instinto/não-verbal/instintivo...

O entendimento não-verbal e o 'verbal' parece marcar o espectro entre automático/instinto/intuição e manual/domesticação/proxy para racionalidade.

A racionalidade, novamente, seria uma combinação entre a domesticação e o instinto bem como também uma concomitante e constante interação progressivamente qualitativa entre os dois modos, automático e manual. 



sexta-feira, 22 de julho de 2016

Quanto mais longe do instinto mais ingênuo?? E a perspectiva existencial perfeita do sábio, a zona habitável pra ''vida inteligente''

O ser humano é o animal menos instintivo de todos. Mas entre nós alguns ainda serão menos instintivos do que os outros. Um padrão recorrente. Em qualquer eleição para presidente ou plebiscito "os mais [ cognitivamente ] inteligentes" tendem a votar de maneira equivocada em especial a partir de uma perspectiva instintiva enquanto que o oposto tende a ocorrer entre os "menos [ cognitivamente ] inteligentes". O voto pela saída do Reino Unido na União Europeia é um exemplo desta realidade. Também é provável esperarmos que uma grande proporção de americanos "mais [ cognitivamente ] inteligentes" votem no candidato democrata para presidente ainda que tais tendências pareçam variar de país para país. 

Escolhas politicas estupidas parecem ser lugar comum para uma grande proporção de pessoas que exigem "maiores capacidades cognitivas". E essas escolhas tendem a se correlacionar significativamente com abordagens instintivas.  Por exemplo, ser a favor ou contra a imigração em massa pode revelar o quão "instintivamente inteligente" você está

O instinto e a intuição são formas habituais do pensamento humano e predominantemente dominantes entre as outras espécies. O instinto é veloz e eficiente mas são justamente as suas qualidades que podem ser problemáticas em especial em ambientes em constante transformação. 

Comportamentos herdados são instintivos por excelência e revelam o modo de vida/estratégia de sobrevivência das espécies. O ser humano exibe em média menor influência instintiva em seu comportamento quando comparado com outras espécies ainda que permaneça forte e atuante de qualquer maneira. Alguns seres humanos são ainda menos instintivos que os outros. O aumento do pensamento reflexivo parece se relacionar com uma redução do instinto. Outro fator potencialmente correlativo e desvantajoso é que a redução do instinto pode tornar o ser, humano ou não, mais vulnerável à técnicas de hipnose se o mesmo também define as nossas personalidades.

Maior livre arbítrio = menor senso de identidade, mais demorado será a construção desta identidade, mais vulnerável  será este processo e maiores serão as chances de formar seres humanos manipuláveis. 

Por outro lado os seres humanos mais instintivos tenderão a apresentar um senso excessivo de identidade, a partir de uma perspectiva humana, uma autoconfiança excessiva perto do nível de uma megalomania. 

Pelo que parece o melhor caminho por agora para o pleno entendimento da realidade da identidade do indivíduo se dá a partir do meio deste espectro entre o livre arbítrio e o instinto. No entanto um livre arbítrio, por agora inexistente, sugere uma maior domesticação, e mais, sem ter uma proposta lógica, visto que não viveremos pra sempre e talvez a possibilidade de transcender as nossas identidades pareça excessivo, sem razão nem propósito. O cérebro perde a plasticidade e o suposto maior arbítrio dos mais domesticados, livres de doses maiores de instinto que os faria menos plásticos em seus comportamentos, como não tem utilidade lógica, os transforma em seres manipuláveis, por serem desprovidos de sensos mais protuberantes de si mesmos ou autoconfiança. 

O sábio novamente por se localizar no meio deste espectro se embebe tanto da necessidade fundamental de se saber quem é quanto pela possibilidade de contestar a si mesmo, isto é, unindo duas abordagens espectralmente opostas, tendo consciência e confidência instintiva sobre si mesmo, mas ao mesmo tempo desconfiando, se julgando, ou a reflexão.


Tal acontece com o planeta Terra que encontra-se em uma zona habitável de nosso sistema solar, além de outras características únicas, o mesmo acontece com o sábio que se encontra em uma zona habitável para a real vida inteligente, em um sentido constante, imediato e portanto exponencialmente dominante, de se tentar ser de fato inteligente a todo momento, aquilo que os humanos tendem a tratar como ''o pecado da perfeição comportamental''. 

A domesticação por reduzir o instinto pode aumentar a reflexão, mas não a um nível da sabedoria, pois funciona mais como um ''não-instinto'' do que como uma sabedoria, que como eu já falei antes, também é constituída pelo mesmo.

Observando os cachorros mais mansos, percebemos que a falta de instinto nos torna altamente vulneráveis ao ataque alheio, exatamente como ''presas fáceis'' porque com isso deixamos de 

nos entender
desconfiar das outras pessoas

até mesmo por causa de uma provável redução do pensamento intuitivo não-criativo, isto é, o modo de pensar habitual de todas as formas de vida, incluindo a humana.

Certas impressões ou preconceitos cognitivos estão apenas certos ainda que potencialmente conflitivos justamente por se consistirem em técnicas de abordagem ideacional e comportamental pragmáticas, lógicas, solucionadoras de problemas praticamente homicidas, que não pensam em nuances, mas de maneira eficaz em generalizações espectralmente corretas ou por aproximação/impressão.

Caímos no velho espectro do predador e da presa. 

Portanto como conclusão deste texto, muitos dos mais cognitivamente inteligentes, também parecem ser mais domesticados, isto é, destituídos de uma maior capacidade instintiva, resultando na ingenuidade, em especial, para lidarem com as outras pessoas. Tal como raças caninas muito domesticadas estes tipos de humanos parecem ser muito vulneráveis tanto para a domesticação cultural, se já exibem um déficit instintivo, quanto para o abuso de outras pessoas. 

O sábio comunga com as duas psicologias, do predador e da presa, e por isso que é perfeito para a função de administrador das sociedades humanas, para entender o comportamento e prover as soluções que de fato serão as mais racionais.

Presas tem pouca intuição sobre a intenção alheia por serem menos não-verbais. Predadores por outro lado serão muito fortemente não-verbais, denotando grandes habilidades de manipulação/caça. 

No entanto, a psicologia da presa relaciona-se muito com a sabedoria por mostrar o quão grande pode ser o valor do amor em um mundo brutalmente misterioso como é o nosso.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Por que ''eles'' sempre ''vencem''**

Em quase todo debate você terá um grupo de pessoas escolhendo um dos lados e usando argumentos para validá-los. Em quase todo debate você não verá boa parte dessas pessoas ou grupos tentando entender os seus oponentes e mesmo que o façam será de maneira superficial e portanto com pequena possibilidade de desenvolvimento. Tal como em uma guerra de trincheiras, os dois lados avançam pouco ou nada e mesmo quando um deles estiver mais essencialmente certo do que o outro, é muito comum termos pessoas que não são predominantemente racionais nesses embates, isto é, que não são capazes de desenvolver para melhor as suas linhas de pensamento, provavelmente porque, por mais certos que possam estar, muitos deles, dificilmente serão racionalmente humildes para aceitar os seus pontos fracos, e com isso evoluir o debate em qualidade de entendimento mútuo. Então como proceder**

Eu acredito que o melhor jeito é primeiro, tomar todos os lados do debate.

 Por exemplo, se você estiver discutindo com um ''marxista'', sobre a União Soviética, é bem provável que ele irá comentar sobre os efeitos sociais positivos da revolução comunista para este país. E você retrucará sobre a falta crônica de liberdade de expressão e subsequente perseguição política, a falta de competitividade e/ou o culto ao líder. Um debatedor típico tentará de todas as maneiras pintar uma imagem ainda mais monstruosa (ou o oposto) da ex URSS do que a de fato desenvolveu ao longo de toda a sua história, isto é, ainda que esteja mais correto, você cometerá o equívoco do extremismo argumentativo, basicamente:

''União Soviética [comunismo] ruim, EUA [capitalismo] bom''

A sabedoria é muito simples.

 A ponderação e em especial ou fundamental, quando existir a real necessidade de se usá-la, isto é quando você tem os dois lados com pontos fortes e fracos, é sábio em aceitá-los, os pontos fortes e fracos do grupo A e também do grupo B, se em termos cognitivos, a sabedoria nada mais é do que o pensar completo, e em especial quando estivermos lidando com a análise de uma panaceia factual ocorrida, isto é, em relação ao passado. Tal como se estivéssemos olhando panorâmica e também intimamente para as realidades que os dois grupos estão parcialmente expondo. 

A+B= AB

isto é sabedoria cognitiva aplicada em debates de natureza puramente analítica, isto é, a descrição dos fatos ocorridos.

Debatedores comuns compram certos pontos de vistas que melhor se encaixam com as suas personalidades e/ou motivações intrínsecas/extrínsecas e desprezam os seus pontos fracos ou que muito provavelmente poderão torná-los contraditórios em debates.

Resultado***

contradições a perder de vista.

O segundo passo é ser direto, objetivo, tal como eu já falei em outro texto de mesmo assunto. 

Se o seu oponente está tentando te enfiar que multiculturalismo, vagamente falando, é uma possibilidade maravilhosa, seja bem claro, acaso estiver defendendo verbalmente os povos ''autóctones' europeus da maré de imigrantes que ameaçam as suas existências bio-singulares, aceite os pontos fortes do seu oponente, mas nunca deixe de enfatizar o ponto que muitas vezes você tentará esconder, a de que deseja, não importa ´porque razão, que as nações europeias permaneçam ''mono''culturais, ou melhor, que esta é a principal razão. Não há nada de moralmente/racionalmente errado nisso. Você não está dizendo que quer que ''pessoas negras sejam exterminadas'' ou que ''homossexuais sejam eliminados'', portanto não há nada de moralmente ultrajante e é sempre bom ser seco deste jeito, porque além de tomar conta dos pontos de vistas alheios concordando com os seus oponentes, você também estará mantendo a sua integridade argumentativa essencial. metaforicamente falando, você estará cuidando da sua capital/''ideia''-pensamento/motivação central,  estará cuidando de suas fronteiras e o mais importante, compreendendo um pouco mais os pontos de vista do seu oponente, sem com isso, precisar aceitá-los. E o mais sábio ainda poderá encontrar muita lógica nos pontos de vista alheios, àquelas que causam calafrios em debatedores que precisam fazer mais ginástica mental do que os demais e que não são capazes deste tipo de estratégia.

Portanto, quando pensar em debater, aceite que 

- é bem provável que o seu oponente estará mais certo que você em alguns aspectos,

- se você for debater defendendo a ''perfeição'' versus qualquer outra coisa, ok, você estará muito mais certo, mas como a maioria das ideias que debatemos são oriundas das construções humanas, sejam elas, civilizacionais, ''ideológicas''/''culturais''/''religiosas''/''filosóficas'', científicas e/ou puramente morais, e portanto são falhas por natureza, dificilmente você estará absolutamente certo sobre tudo e não ter consciência disso pode enfraquecer as suas bases argumentativas,

- se estiver defendendo ideias predominantemente equivocadas, dificilmente será realmente bem sucedido, ao menos se for um típico debatedor médio. Deve analisar a realidade sem qualquer filtro artificial, se conseguir, menos o filtro objetivamente moral/filosófico/sábio, a última fronteira entre o niilismo extremo e a moralidade, isto é, a fronteira entre você escravizar os seus filhos e não fazê-lo, pois esta é a finalidade fundamental da moralidade, mesmo das que forem de naturezas subjetivas/culturas, que por sua vez, estão predominantemente equivocadas. No entanto  o nível de irracionalidade que encontra-se prevalente na humanidade parece ser mais profundo do que apenas déficit na compreensão factual, o que lhes falta mesmo é a consciência estética, a profunda compreensão da necessidade da beleza em nossas vidas, perceptualmente complexas, tanto para entender o mundo quanto para suportá-lo a partir de uma interação constante com a hiper-realidade, porque quem ''parte'' para esta perspectiva existencial, quase sempre termina depressivo e até mesmo mais tolerante com o suicídio.




quinta-feira, 9 de junho de 2016

Qual é o seu nível de compreensão factual* E o de consciência estética* Aliás, o que se consistem os dois* Objetividade filosófico/existencial E percepção e moralidade...

Perceber, 
           reconhecer, 
                         aceitar, 
                               internalizar, 
                                             entender....


Como eu falei no texto anterior, vou agora explicar um pouco mais detalhadamente (ou não) no que se consistiria a compreensão factual, ainda que já se possa ter uma ideia bem eloquente apenas pelo seu nome pois na minha opinião se consiste em um grande divisor de águas (ou não), ou um dos, que estou propondo para que possamos dar maior objetividade à psicologia cognitiva, isto é, para que possa ser diretamente relacionada com o mundo real.

A compreensão factual se consiste na capacidade de se reconhecer, internalizar, entender/compreender fatos e até mesmo de se desenvolvê-los/ampliá-los (criatividade lógico-objetiva**)

Todos nós reconhecemos e internalizamos uma certa proporção de fatos mas também de factoides. Portanto haverá uma grande variação individual, sub-grupal e/ou coletiva em relação a esta razão proporcional [fatos  / factoides]. Pessoas extremamente ''estúpidas'' serão fortemente propensas a internalizarem uma grande proporção de factoides ao passo que as mais ''sábias'' apresentarão uma razão proporcional oposta, isto é, uma predominância de fatos internalizados. É claro que se tornar um seguidor de ''ideologias'' ou ''religiões'', das que já/ainda existem, é muito provável que aumentará o filtro/risco para a internalização preponderante/constante de factoides. 

Interessante pensar que quase todo factoide tem um fato embutido, exatamente como se fosse uma verdade abortada precocemente por falta de desenvolvimento e rigor racional.

A compreensão factual é o resultado positivo/logicamente esperado de uma abordagem cognitiva lógico-ideacional, isto é, se consiste em parte do processo de reconhecimento da realidade, ou seja, de fatos, que estejam disponíveis para visualização, identificação e internalização e que também depende do alcance perceptivo de cada um. A compreensão factual também pode ser vislumbrada enquanto uma estrutura/esqueleto da consciência estética, o segundo conceito que irei explanar mais abaixo. 

Primeiro nós temos os fatos frios, por meio do alcance perceptivo bruto. Depois nós vamos ter os significados que vamos lhes dar, e de preferência, espectralmente corretos, começando pela simples observação ou análise (pensamento analítico) e partindo para a interação (pensamento crítico) com os fenômenos percebidos que perfazem parte de nossa realidade. O pensamento correto que tem como finalidade a consciência estética também é ''eugênico'' ou ''positivamente seletivo'' ou ''corretamente seletivo'' tal como decidir entre uma maçã de boa qualidade ou outra que já estiver bastante desgastada, ou escolher entre uma pessoa de bom caráter e uma de caráter duvidoso, mas com outras características psicológicas que possam ''compensar'' razoavelmente esta falha, diga-se, grave. 

Partindo do princípio da existência [ princípio ''eugênico'' da sustentabilidade existencial], que se consiste na estabilização constante das estruturas que compõe os organismos e os seus ''cenários'' de vivência, a definição da realidade, (cenários que também podem ser entendidos como ''organismos''), chegaremos à uma conclusão fatalmente lógica e potencialmente racional, a verdade da beleza ou da simetria.

E claro que, não apenas em relação à beleza literal ou física, mas também e consideravelmente, em relação ao conceito puro da beleza, da harmonia, seja em relação aos organismos ou em relação às suas expressões/ os seus ecos. 

A consciência estética é a compreensão e a ênfase saudável da/pela ''beleza'' ou harmonia perfeccionista da existência
Equivale à capacidade de se perceber as nuances, os detalhes (de parte) da realidade que estiver sendo percebida e em especial que expresse harmonia ou beleza. A consciência estética é fundamental tanto para as artes quanto para a filosofia, e juntamente com a compreensão factual, comporá por completo uma abordagem ou constância racional e sábia. 

Fatos frios adquirem o calor de emoções genuínas, dando-lhes movimento e beleza, para a continuidade da apreciação da vida, que é claro, tenderá a ocorrer longe da estupidez que por agora é debilmente triunfante. 

Objetividade filosófica/existencial: não importa o local ou o tempo, aquele que for mais objetivo, eficiente, constante e precoce no direcionamento de sua vida em relação a tudo aquilo que realmente importa, isto é, produzindo um sistema perceptivo de prioridades hierarquicamente corretas (absolutamente corretas), exibirá esta característica que parece ser extremamente rara.

A objetividade filosófica/existencial se consiste no produto final de uma soma, constante e perfeccionista, da compreensão factual (o entendimento da realidade percebida) e da consciência estética 
(ênfase pela substância harmônica ou beleza, que obviamente, adquirirá um caráter consideravelmente diverso, ainda que será singular em sua essência)

A objetividade filosófica/existencial é o viver genuinamente humano, isto é, com pouco resquício das características mamíferas que prevalecem em muitos, em especial entre aqueles que exibem disposições ou naturezas convidativas para este novo portal de percepção, em que a competição subconsciente-a-inconsciente é substituída por uma penetração filosófica perfeccionista e realista. 


Percepção e moralidade


Percepção = encontrar e entender [o valor das ''coisas''] = moralidade


[Quanto mais ''coisas'' essenciais a serem percebidas e internalizadas, maior é a percepção sobre a realidade.]

- mister óbvio


O exemplo dos animais não-humanos que percebem a realidade de maneira muito instintiva/egocentrada 



A maioria dos animais não param para pensar sobre a vida como os seres humanos, ainda que possam fazê-lo, e o façam, só que de maneira muito rudimentar. A maioria dos animais param para descansar para a próxima caçada ou empreitada em sua labuta diária. As suas perspectivas existenciais/de espécie são muito limitadas, por causa de seus respectivos alcances perceptivos/holísticos

A perspectiva de boa parte das formas de vida é ego-centrada, eu-centrada. Em compensação os animais mais domesticados costumam dividir as suas atenções super-específicas com os seus donos ou com qualquer outro que tenham maior afeição. 

Neste sentido, os seres humanos mais perceptivos ou holísticos serão paradoxalmente mais propensos a se parecerem com os animais não-humanos porque primeiramente, eles compreendem a realidade, quase que de maneira instintiva ou praticamente instintiva, isto é,  literal, sincera, capturando os fatos mais hierarquicamente importantes, subconscientemente, enquanto que os animais domesticados são mais dependentes das circunstâncias especialmente as que forem de natureza social/hierarquicamente social para que possam construir os 'seus'' mapas de realidade.

O mapa de realidade dos animais domesticados mais se parece com os velhos mapas geográficos que eram produzidos antes das ''grandes navegações/invasões'', com vários monstros e mitos nas áreas ''não-descobertas'' ou ''não-áreas''. Os monstros marinhos são as metáforas para o pensamento negativamente dogmático, ''no-go zone'' áreas do pensamento, aquilo que não está permitido para ser pensado e possivelmente aceito. 

Também se pode usar esta metáfora dos velhos mapas para explicar o pensamento super-especializado ou abordagem evolutiva usual de boa parte das espécies ou formas de vida, isto é, que serão fortemente direcionados para a própria sobrevivência. Outra metáfora para explicar este pensar extremamente restrito e eficiente é quando caminhamos em ambientes extremamente escuros e usamos lanternas ou tochas para nos auxiliar. Só podemos ver aquilo que a tocha ou a lanterna pode iluminar. A maioria das formas de vida só podem ''ver'' aquilo que as suas respectivas ''tochas evolutivas'' iluminam. 

Os 'homens' mais perceptivos (ou holísticos) são a continuidade natural da evolução mental humana em que se continua a capturar a realidade de maneira direta, literal, sem filtros (''ideológicos'', ''culturais'' ou ''religiosos''), mas com o adendo das informações que só podem ser percebidas através do alcance/nível perceptivo humano, por serem de natureza abstrata. O egoísmo natural que a super-especialização evolutiva provoca em boa parte das formas de vida também encontra-se largamente presente entre os seres humanos, só que amalgamado por janelas de oportunidade para a racionalidade, que também se encontrarão predominantemente fracas. Nosso atrito transcendental híbrido, entre o instinto/paixão e a razão/sabedoria.

Para a maioria dos seres humanos, a racionalidade será um potencial, e sempre será, por ser pouco acessada e mesmo quando for, muitas vezes, não funcionará como uma ampliação do conhecimento ou compreensão factual, pois se consistirá em um redirecionamento unilateral, isto é, deixando de ''iluminar um local'' para ''iluminar outro''. O ser humano médio sempre faz essas ''escolhas de Sofia'' porque é extremista por natureza mas também porque exibe um alcance perceptivo estreito, não tanto como boa parte ou todas as outras formas de vida terrestre, mas que será o suficiente para que os emule com grande frequência e similaridade e com o agravante da ''pseudo-escolha de Sofia'', ''o ser ou não ser'' binário, o desprezo pela gradualidade dualista. O sábio, por sua vez, é aquele que pode ver além de dois caminhos e principalmente, por poder renegar esses tipos de escolhas extremadas. Escolhas como essas tendem a gerar a atomização, competição e seletividade moral/irracionalidade.

Portanto, para que a expressão ou constância comportamental possa se dar de maneira perfeita ou racional há de se estar provido dessas três características, primeiramente, uma compreensão factual predominante, uma consciência estética atuante e por fim a construção de um caminho de vida (ou transcendência) filosófico.

A compreensão factual é a bússola, a consciência estética é o valor espiritual/uber-realista/profundo e a objetividade filosófica é a finalidade de uma vida embebida pela sabedoria.

Muitas pessoas podem ser boas para perceber, internalizar e entender fatos, mas podem ser incapazes de distinguir e perseguir enfaticamente pela beleza, isto é, a continuidade da própria lógica que se desdobra enquanto razão e por conseguinte como sabedoria.

Ainda existirão aquelas que serão melhores para encontrar nuances harmonicamente discretas em um certo sistema, mas incapazes de principiar por fatos frios, a base para a racionalidade. 

Ao contrário de uma fantasia que repele a realidade, a consciência estética se consiste exatamente na expansão da percepção qualitativa e filosófica ou harmonizante, isto é, nas ''pazes'' entre a emoção e a razão.









quinta-feira, 28 de abril de 2016

Razão e rasão , apreender e aprender e a metáfora da mira perfeita para explicar a trans-ordem de alto nível ou gênio




Para ter RAZÃO (de estar certo) é preciso ter RAZÃO (sabedoria no julgamento)

Rasão, com s, ainda que possa ter outros significados, neste contexto, eu defini como uma razão/motivo vaga ( objetividade subconsciente) e portanto que será potencialmente equivocada. É a  impressão tomada enquanto razão. Isto é, o pensamento desordenado, salpicado de ''achismos'', uma impressão, tomado como um pensamento conclusivo, perfeito (ou perfeccionista), reflexivo, sábio...

Razão se relaciona com aprender,

''rasão'' se relaciona com apreender.

A maioria das pessoas sempre apreendem, aprendizados são raros, especialmente fora da ''zona de conforto'' de cada um ... e mesmo ''dentro'' dela. 

Os aprendizados predominam dentro do espectro que se relaciona com o epicentro individual/pessoal de forças psico-cognitivas. Quanto mais distante ou periférico deste centro, menor será a proporção de aprendizados e de potenciais aprendizados e maior será a proporção de achismos tomados como certezas perenes e definitivas.



A capacidade para

- entender a si mesmo, exponencialmente muito bem (auto-aprendizado),

- e especialmente as suas forças psico-cognitivas ou sinestésicas, isto é, a partir de uma grande consciência estética, 

... já parece ser muito rara. Agora, imagine se além deste fator também tivermos uma grande inteligência lógico-dedutiva (direcionada para qualquer atividade específica, não apenas matemática, lembre-se, lógica não é apenas fazer contas)  + criatividade... que tendem a se auto-repelirem...

Todos tentam, subconscientemente ou nem tanto, acertar o alvo do autoconhecimento, no entanto, a maioria terminará retirando impressões de si mesmos e passando a operar por definitivo a partir destes auto-achismos. Poucos que se dedicam a tentar entender a si mesmos, e num exponencial requinte de qualidade. E muito poucos que definitivamente acertarão em cheio no (auto)-alvo... 

Inteligência intrapessoal (que parece ser muito rara), inteligência lógico-dedutiva mais criatividade... e sem falar na possibilidade de encontrar o caminho certo e de expor o trabalho.... 


Inteligência interpessoal parece relativamente abundante. Em compensação, a inteligência intrapessoal parece rara.

Ou, a verdadeira inteligência interpessoal (ou emocional) pode estar sendo confundida com outros aspectos, menos qualitativamente intimistas, como as muitas vantagens de estar dentro do espectro predominante de temperamentos e motivações intrínsecas.




quarta-feira, 2 de março de 2016

Comportamento inteligente, neutro e estúpido como um meio de se mensurar sabedoria



Densidade diária de julgamentos/ações corretas  



A moralidade é tudo sobre o comportamento


Na ciência, no dia a dia, nas artes, em cada momento, em cada pensamento, a moralidade permeia as nossas vidas como o ar que nos dá fôlego. Quando acordamos, tomamos o café da manhã, nos exercitamos, caminhamos, trabalhamos, interagimos uns com os outros, abraçamos o meio dia, priorizamos nossas metas, nos alimentamos, até a hora de adormecer, para despertar num novo quadro vívido de cores, formas e movimentos. O princípio da moralidade é a auto-moralidade, a auto-empatia ou o instinto de sobrevivência. O processo de expansão da consciência também é o processo de expansão da auto-empatia, o gradual processo de simulação de caráter empático, isto é, se colocar no lugar de seres, coisas e fenômenos com o intuito de melhor compreender os seus mecanismos de funcionamento.

A moralidade é  parte crucial do intelecto humano 

Estamos todos responsáveis por nossas caminhadas por esta vida, este existir. Ser humano, ser genuinamente humano, é primar pela sabedoria, se tornar vigilante quanto a toda sorte de problemas que podemos causar e ou que podem surgir. Ser este fenômeno natural, atender ao chamado da alma humana em sua vertente mais característica e necessária. 

O ser humano não é este ser irrecuperavelmente imperfeito, visto que nem todos os seres que serão assim, do contrário não precisariam existir para melhorar, sustentar os seus epicentros existenciais ou apenas pra serem levados pelo vento das circunstâncias, presos em suas naturais ''ignorâncias''. Todos os seres vivos, com a singular exceção do ser humano, são idealmente perfeitos de acordo com as suas respectivas capacidades perceptivas. O ser humano é anti-natural porque ao invés de participar desta valsa evolutiva e sub-consciente da vida, em prol de uma implacavelmente bruta seleção pela melhor qualidade do contexto de adaptação e/ou evolução, ele pode modificá-la como a explosão de um vulcão, a queda de um asteroide ou a invasão de ondas gigantes nas regiões costeiras. Nós somos mais um fator com potencial de perturbação da inércia da natureza. 

Ser humano é reconhecer a própria imperfeição e racionalmente, buscar por sua melhor ''cura', como o peixe que busca pela água, a vida que foge de sua morte 'biologicamente'' complementar.

Os sábios se assemelham por causa da serenidade com que passam a levar as suas vidas. Estão ou ao longo de suas vidas aprenderão a domar os seus instintos e as suas emoções, colocando-os para que trabalhem a seu dispor ao invés de serem os dominados. Ao invés de se deixarem queimar pelo fogo da vida, eles passam a controlá-lo ou ao menos, tentarão constantemente fazê-lo.


O pensar racional não é a redução das cargas emocional e instintiva, pelo contrário, é a recombinação delas dentro deste sistema de abordagem perceptiva, tornando-as cooperativas. A emoção tem mais valia quando é usada de maneira apropriada, correta, de preferência, moralmente perfeccionista. O instinto é fundamental para a própria sobrevivência e jamais deve ser descartado ou visto como menos importante. A razão, ao contrário da lógica, não é apenas uma abordagem mecânica, robótica do mundo, porque será uma abordagem completa, intensamente reflexiva e partirá de uma amplificação de perspectivas. É desta maneira que serão produzidos os julgamentos perfeitos (ou perfeccionistas, isto é, tendo como ideal a perfeição) e não apenas ou fundamentalmente o pensamento lógico. 

A sabedoria é o fator g do comportamento inteligente. De fato, se consiste no intelecto do ser e não apenas do trabalhador cognitivamente complexo como os testes cognitivos tendem a dar grande ênfase. 

Existem ideais de perfeição ideacional e comportamental e aquele que souber alcançar com grande e progressiva constância estes ideais, um sábio será. Especialmente se partir de uma base existencialista, isto é, refletindo holisticamente sobre toda a dinâmica fenomenológica em que estiver inserido.


O comportamento inteligente

- somos seres sociais,

- somos seres, comparativamente, muito auto-conscientes, portanto, somos capazes de modificar o ambiente em que estamos, perturbando a dinâmica ''caoticamente' estruturada da natureza dentro deste nível respirável de gravidade,

- mesmo sem um pingo de empatia, você pode raciocinar que o seu comportamento depende indubitavelmente de como que se harmoniza com o meio em que está,

- por sermos mais autoconscientes do que os outros seres vivos, temos a ingrata consciência da incerteza, do porquê de estarmos aqui, 

- causar ou provocar problemas aumentam os riscos de morte, portanto aumentam os riscos para a própria sobrevivência,

- em um momento de grande perigo, é importante manter a calma e usar a razão. Portanto, apenas pense o quão perigosa pode ser ou é a vida e especialmente quando temos grande consciência de nossas próprias existências...

A sabedoria não é um capricho pseudo-filosófico como muitos (trabalhadores e donos dos meios de produção) querem deixar implícito e por ser tão onisciente ao comportamento humano, então será absolutamente necessária.

E a melhor maneira de se mensurá-la não será por meio das ''grandes realizações cognitivas e/ou intelectuais'' que geralmente caracterizam a genialidade criativa, mas justamente o seu oposto quantitativo, isto é, as ''pequenas realizações'', na intimidade existencial de cada ser humano.