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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Individualismo//individualidade: subconsciente: "idiota útil"; consciente e super egoísta: sociopata///psicopata; super consciente e hipo egoísta: sábio

Do individualismo extremo e cego [ainda sem ser malevolamente super-consciente] à individualidade extrema e consciente.

Níveis baixos de heurística/compreensão factual + níveis altos de heurística + níveis muito altos.

Os três são mais individualistas do que a média.

Tal como eu tenho comentado, especificamente sobre o sociotipo manipulador, que mais parece um híbrido, para a nossa desgraça, dos outros dois sociotipos, do trabalhador e do observador, gozando de ambas as vantagens assim como também dos seus vícios, invariavelmente falando....

domingo, 5 de novembro de 2017

Hiper-realistas/ existencialistas = individualistas = "...

... a vida é uma só". 

[também costumo pensar assim...]

Realistas: "A saúde é frágil, evite qualquer comportamento de risco"


[... mas também acabo tentando equilibrar o meu pensamento...]


Sociais: "A vida é uma festa"

Técnicos: "A vida é trabalho"



Interseção entre a psico-tipologia existencialista e a triarquia dos sociotipos


[se já não...]

Hiper realista/existencial: observador/manipulador, trabalhador

Realista: observador/manipulador/trabalhador

Técnico: trabalhador, observador, manipulador 

Social: manipulador/trabalhador, observador

O embate entre cientistas (mais propensos a serem de conservadores/ surrealistas, pré e modernos) e professores (mais propensos a serem de socialmente liberais/modernos e pós modernos/ neo surrealistas)

Big Five

Mente/personalidade científica/cientistas

Mais para a Introversão do que para a extroversão 

Mais para o mecanicismo do que para o mentalismo

Intermediário entre agradabilidade e psicoticismo

Mais para a estabilidade emocional do que para o neuroticismo

Mais para a conscienciosidade do que para a abertura para a experiência 



Professores/personalidade-
mente acadêmica 

Mais para a extroversão do que para a introversão 

Intermediário a mais propenso para o mentalismo 


Mais para a agradabilidade do que para o psicoticismo

Mais para a estabilidade emocional do que para o neuroticismo

Intermediário entre conscienciosidade e abertura para a experiência 



Quatro temperamentos 

Cientistas: Fleumáticos, melancólicos/coléricos/sanguíneos

Professores: Sanguíneos/fleumáticos, melancólicos, coléricos


Tipologia psicológica existencial 



Cientistas: realistas/técnicos, hiper realistas/sociais

Professores: sociais/técnicos, realistas/hiper realistas

(Artistas: hiper realistas, sociais/realistas, técnicos)



Sociotipos


Cientistas: Observadores, trabalhadores, manipuladores

Professores: Trabalhadores, manipuladores/observadores

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Proposta de uma nova tipologia com base nos quatro temperamentos e nas camadas existenciais de percepção e vivência

Depois de abusar (sexualmente) dos quatro temperamentos, especulando correlações em muitas variáveis, encontrei-me, creio eu, com alguns descompassos quanto à caracterização ou descrição dos quatro especialmente dos mais "frios" ou introvertidos. 

Por exemplo, foi determinado que uma maior acuidade perceptiva e/ou atenção a detalhes seria uma das características positivas, pressupõe-se, comuns, entre os melancólicos. Até pode ser verdade mediante algumas perceptivas mais generalistas porque podemos dizer que todos os tipos de personalidades, independente da tipologia usada, apresentarão pontos fortes nesse aspecto da "atenção aos detalhes", só que para diferentes e específicos tipos de detalhes. 

O problema maior no entanto é a vagueza de atribuições. No mundo real, os melancólicos em média, que são os mais atraídos para as artes, não parecem tão excepcionais assim em suas atenções aos detalhes ou como costuma acontecer, tal talento tende a acumular-se numa variedade menos ampla de percepções [e em especial, em relação às mais importantes = ''espinha dorsal da macro-realidade'']. 

Este traço parece mais comum para o fleumático, especialmente para os mais inteligentes e talvez também entre os fleumático-melancólicos e os melancólico-fleumáticos [o meu tipo]. 

E no caso do fleumático a relação com uma maior tendência para ser preguiçoso não parece casar com a sua manifestação no mundo real, ao menos ao meu ver (ou os "funcionários públicos" e trabalhadores de colarinho branco se encaixam melhor no perfil).

 No mais, na Ásia oriental, onde os fleumáticos parecem ser a maioria da população, a existência de comportamento preguiçoso parece ser muito baixa. Por outro lado, os mais sanguíneos (e coléricos), dentre as macro-populações humanas, que são os negros africanos das sub-raças predominantes, são de fato, em média, os mais propensos ao comportamento preguiçoso. 

Claro, muitas possibilidades, e uma delas é a de que o fleumático médio da China ou do Japão não seja o mesmo que o fleumático médio do (((Reino Unido))) ou da Argentina (= pressões seletivas distintas). 

No mais resolvi começar com uma nova tipologia, usando a dos quatro temperamentos como base, e que enfatiza no tipo de camada existencial que as pessoas tendem a principiar [e a finalizar], que por sua vez se relaciona com o tipo de seleção que as famílias das mesmas tem sofrido e que expressam. 

Rapidinho (vou tentar)

Critério: nível de profundidade existencial perceptiva [ou também de distração essencial]



Proto-método:

muito alta
alta
média
baixa
muito baixa

Melancólico ou Existencialista / seleção antropomórfica "anormal"


- reatividade: alta
- sensibilidade: muito alta
- introspecção: muito alta
- extrospecção: baixa

Sociotipo predominante/ ou característico: observador

Pensador: mais holístico -- intuitivo -- abstrato

Fleumático ou Tecnicista (social tipo II)/ seleção antropomórfica "normal"


- reatividade: baixa
- sensibilidade: média
- introspecção: média
- extrospecção: média

Sociotipo predominante/ ou característico:  trabalhador/observador

Pensador: mais detalhista -- deliberativo -- concreto/abstrato


Sanguíneo ou Social (tipo I) /seleção sexual


- reatividade: alta
- sensibilidade: média
- introspecção: baixa
- extrospecção: alta

Sociotipo predominante/e ou característico:  trabalhador/manipulador

Pensador: detalhista/holístico -- intuitivo/deliberativo -- concreto/abstrato

Colérico ou Pragmático/Realista -- Naturalista / seleção natural


- reatividade: muito alta
- sensibilidade: baixa
- introspecção: média
- extrospecção: muito alta

Sociotipo predominante/ e ou característico: manipulador

Pensador: holístico -- deliberativo/intuitivo -- concreto

domingo, 6 de agosto de 2017

Espécies mais mecanicistas seriam mais K-orientadas e espécies mais mentalistas seriam mais R-orientadas

Resultado de imagem para pássaro cuco

fonte: https://entendame.files.wordpress.com/2013/01/cuco-no-ninho-roubado.jpg

https://entendame.wordpress.com/2013/01/29/cuco/

O passarinho que precisa construir o seu ninho [atividade cognitiva/mecanicista] para cuidar dos seus filhotes versus aquela espécie safada que precisa compreender o comportamento dos pássaros de outras espécies para depositar os seus ovos [atividade psicológica/mentalista].

Mecanicista: mais responsável; mais detalhista; mais trabalhador
Mentalista: mais ''hedonista''; mais [socialmente] detalhista; mais manipulador.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Intersecção entre os quatro temperamentos e os três sociotipos

Sociotipo mais comuns em ordem de importância ou frequência

Fleumático 

trabalhador (predominante), observador, manipulador

Melancólico

Observador (predominante), manipulador/trabalhador 

Sanguíneo


Trabalhador/manipulador (predominantes), observador

Colérico

Manipulador (predominante), trabalhador, observador

sábado, 17 de junho de 2017

Pirâmide etária.... e agora a ''Pirâmide sócio-psico-estrutural''

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Acho que já falei sobre isso antes, vamos ver, que seja rápido, ai ai

Excesso de ''alfas'' /modelo falho de [macro] sociedade = problemas == desorganização social, disputas por territórios/ violência, líderes egoístas/egocêntricos, narcisistas... [falta de cuidado com a coisa alheia] e esses traços psico-cognitivos ainda podem se espalhar como ondas, mesmo para quem não é interinamente um ''alfa'.

Modelo ''milenarmente'' corrente de civilização = distribuição invariavelmente equilibrada de tipos: ''alfas'', ''betas'', ''gamas'' [especialmente em relação aos homens]... da base até o topo. Uma gorda fração de sustentadores/trabalhadores e tipos mistos de trabalhadores. Minoria de ''alfas'' e tipos mistos: entre os criminosos e os governantes/''criminosos'. Em outras palavras, nos lugares mais importantes da sociedade, o mesmo tipo que, em baixo funcionamento, pende à criminalidade física, se fará predominante e que penderá à criminalidade intelectual [esquemas de corrupção/invenção e/ou apoio criativo à ideologias estapafúrdias).

Modelo ideal de civilização = distribuição mais equilibrada de tipos mas sem a presença de ''alfas típicos [e outras combinações desgostosas] de alto funcionamento''/parasitas, nem de predadores/''alfas típicos de baixo funcionamento'', ou misturas disfuncionais com o tipo. E fundamentalmente falando, sem ''alfas [e outros tipos irracionalmente] disfuncionais'' no comando da sociedade.



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Quando os ''alfas' de meu Deus dominam e prevalecem sobre uma sociedade...


domingo, 7 de maio de 2017

Por que odeiam/odiamos os nerds [especificamente os CDF]??

O ódio ou desprezo aos nerds, em média, ou melhor, aos estudantes nota 10 [cdf], como eu já falei, tende a se consistir em uma ação irracional. No entanto...

...ninguém gosta de puxa sacos
O sistema está logo à sua frente, com ou sem um sorriso no rosto, com ou sem consciência de que representa a sua autoridade, que trata a todos nós de maneira desumana, fria, pragmática, incluindo os seus próprios agentes, incluindo os professores. Ela ou ele deseja lhe transferir, supostamente, todo o seu conhecimento que, no entanto, ainda precisa do auxílio de livros didáticos, porque poucos são capazes de decorar e aprender tudo aquilo que é passado durante os anos escolares. A rebelião contra o agente pode se fazer com indiferença, falta de entusiasmo ou com base em suas típicas características, expressando a raiva, o escárnio, a luta contra os mandos da autoridade. Outra possibilidade, e talvez a mais racional, ainda que improvável de ser sempre frutífera, é a de tentar negociar com os professores antes de partir para as táticas mais comuns. A escola ainda nos quer massificar mas somos indivíduos, idiossincráticos e individuais, e mesmo o mais bem comportado dos alunos ainda esboçará sinais de rebelião interna algumas vezes de modos surpreendentemente improváveis, por exemplo, acatando a todas as suas ordens para se ver livre de sua desumanidade técnica e burocrática. 

No entanto é evidente que, para se rebelar você precisa mostrar a sua rebelião. Não são todos aqueles que, de alguma maneira, mesmo a mais implícita, se rebelam à flagrante tentativa de desumanização ou coletivização técnica da juventude. E alguns dos alunos mais convergentemente inteligentes farão parte desta tropa de "colaboracionistas" do sistema. Eles gostam do ambiente escolar nomeadamente durante as aulas, apreendem e aprendem boa parte do que é passado, estão sempre preocupados em estudar bastante nas provas para que possam tirar as notas mais altas. Tal como o funcionário do mês, eles buscam fazer tudo aquilo que o sistema lhes propõe. Pode parecer e de fato é sempre bom para o professor, que em sua maioria apresenta as melhores intenções no seu ofício, quando os alunos bem comportados, obedientes e estudiosos predominam em sua sala de aula. Apesar de quase sempre torcermos para os professores eles são em partes responsáveis por suas situações, por serem, muitas vezes, como esses estudantes obedientes à autoridade. Eles só querem ajudar os seus alunos a se tornarem competitivos no mercado de trabalho, muito parecido com o sentimento comum dos pais em relação aos seus filhos. No entanto no interior desta situação a luta de classes, de tipos humanos (sociotipos), enfim, da vida humana, simplesmente define o que de fato acontece na escola. Poderia ser diferente, a escola poderia ser idealmente projetada e com intenções e práticas verdadeiramente boas e eficientes. No entanto esta ilusão cai por terra quando lhe adentramos de maneira mais profunda e vemos que mesmo os sorrisos mais sinceros dos seus subalternos contratados, na verdade esconde uma máquina de massificar, doutrinar, conformar humanos, que não estão lá para serem paparicados pelo pai estado, mas para serem preparados pelo não tão pai, à vida técnica ou laboral, e para um sistema que é corrupto, tolo e desigual desde a sua raiz. 

O nerd e em especial alguns dos seus tipos, não é apenas aquele que se conforma desde cedo aos mandos autoritários de um sistema corrupto porque também caminhará para competir, vencer e se posicionar confortável em sua posição social de prestígio econômico e social, quando não é ele quem se torna o dono dos meios de produção e de organização. 


O sistema o quer por causa de sua inteligência técnica, de trabalhador, que aprende fácil, de maneira convergente e que aplica esse conhecimento em sua área de trabalho. O sistema quer trabalhadores inteligentes e conformados como o nerd, e não quer bobos da corte como os bullies na escola, os valentões ou palhaços que fazem troça com os outros estudantes mas especialmente com aqueles que mais se destacam, de maneira positiva, polemicamente descritiva ou mesmo predominantemente negativa [ainda que acabe usando esses tipos, sem falar que no final do período escolar, a conformidade em busca de conforto mundano e egoísta predominará na maioria das mentes juvenis]. 


O sistema também não deseja milhões de observadores ou pensadores lamuriando pelas estrelas, tecendo versos do alto de suas afetações filosóficas, ou escrevendo textos como este, enfim, lhes olhando bem no fundo dos olhos. O sistema precisa de sua matéria prima ou de trabalhadores e os mais espertos deste grupo são essenciais para que possa se manter e se perpetuar. E claro que o sistema tende a se consistir em sua maioria de manipuladores.

Graças aos ''cdf's'' que temos a civilização, especialmente em seus aspectos mais técnicos, mas também graças a eles, em média ou em sua maioria, estando plenamente conscientes ou não, que temos sistemas sócio-econômicos culturalmente tolos, mentirosos, propositalmente construídos para reproduzir desigualdades sociais, conflitos e sofrimentos totalmente desnecessários, que eles ajudam a sustentar, e pior, a construir, porque a maioria dos manipuladores que infectam os centros de poder tem como maiores atributos psico-cognitivos e evolutivos as suas capacidades de manipulação maligna e subsequente parasitismo.

Portanto, sim, os alunos mais convergentemente inteligentes, bem comportados e obedientes aos professores [agentes do sistema] também são aqueles que mais contribuem, conscientes ou não, para o sistema monstruoso que civilizações & impérios viciosamente produzem, ao menos durante o período escolar, que por sua vez mais parece reproduzir um simulacro das sociedades em que vivemos. 

Enquanto que a maioria dos nerds são invariavelmente discriminados nesses ambientes e sem haver razões racionais que validem este tipo de comportamento reprovável, também existem justificativas plausíveis para o mesmo, ao menos em relação a certos tipos, por exemplo quando os outros alunos começam a vê-los como colaboradores de um sistema-monstro. Sim, existe a inveja dos demais por causa de sua maior inteligência [do tipo convergente e cristalizada], conflitos de divergências culturais e de comportamento [os estudantes mais convergentemente inteligentes tendem a ser mais comportamentalmente racionais/psicologicamente maduros do que os demais estudantes], de aspecto físico, mas por outro lado, também temos essa percepção por parte de muitos estudantes, que pra sermos sinceros, em sua maioria, só querem se divertir, especialmente quando estão na adolescência, e que veem nos mais estudiosos ou naqueles que tiram as maiores notas, como colaboradores deste sistema que os impedem de viver de maneira mais livre, de acordo com os seus desejos juvenis de momento. 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Eugenia para selecionar por inteligência acadêmica/ trabalhador... versus, eugenia [também ou] para selecionar por inteligência do ser completo/ observador ou pensador



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Quando todo mundo [do seu grupo] ''decide' pular no buraco... apenas os mais psicologicamente/e intelectualmente resistentes que conseguirão sobreviver...


Porque ser do contra, especialmente se for de maneira racional [e constante], FAZ BEM...  

...mostra vigor ou saúde intelectual ...  psicológica, capacidade de detectar perigos iminentes!! =) =)

O racional /princípio da sabedoria, a priore, é aquele que não se conforma com o não-ideal, e quanto mais preciso e constante neste caminho, mais sábio.

Eu já comentei que a inconformidade, de fato, tende a ser bem problemática no que diz respeito ao sucesso social e evolutivo. Quem é inconforme tende a ter menos ''amigos'', ou melhor, colegas, uma reduzida rede de contatos, e portanto, menores chances de conseguir um emprego e de encontrar uma parceira ou um parceiro. Quanto mais desconectado se está em relação à sociedade, mais distante se estará em relação às suas muitas vantagens, como as que foram rapidamente exemplificadas acima. Dependendo do nível de autoritarismo [de preferência irracional] os inconformes ainda se encontrarão sob ameaças mais graves do que apenas o ostracismo social. Geralmente a maioria das sociedades humanas tem sido epicentricamente estúpidas ou injustas, porque tem se baseado em mitologias de natureza psicótica do que pela verdade factual [cognitiva E afetiva ou moralmente benigna] para construírem as suas culturas e se sustentarem. Portanto pode-se dizer que, a maioria dos inconformes ao longo da patética história humana, estavam certos quanto às suas rebeliões. 

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Ou eram contra o nepotismo de um rei estúpido, de um imperador sanguinário, de uma ''religião'' doentia ou de uma ideologia suicida, como é o ''politicamente correto'' atualmente.

Tal como no caso dos cardumes de peixes que tentam desviar das armadilhas que os tubarões estão sempre a preparar.

Imagine se os tubarões resolvem ''se juntar'' aos cardumes se passando por mutualistas** O predador que se passa como mutualista, geralmente é um parasita. 

É o que tem acontecido com a maior parte das ''culturas''/sociedades humanas, especialmente as mais complexas [e que também são as mais confusas], que tem, cedo ou tarde, caminhado para se tornarem armadilhas contra o próprio povo/cardume, bem temperadas com exploração, injustiças sociais e manipulação psicológica, tudo bem do jeitinho que o diabo gosta.

Se algum grupo realmente inteligente resolvesse selecionar apenas por verdadeiros justiceiros sociais tal como o mítico ''Robin Hood'', eu aposto que dentro de algumas gerações teríamos de fato um despertar genético e cultural de uma população decididamente sábia.

No entanto, lembrem-se que os conformes são, no melhor dos cenários, socialmente ostracizados, e no pior deles, perseguidos e assassinados.  

Isto é, a humanidade tem perseguido desde as primeiras civilizações, e talvez, desde as primeiras comunidades de caçadores coletores, os mais racionais. Vale também diferenciar, novamente, os tipos de inconformes. Tal como eu já comentei, nós temos os inconformes ou oposição da situação/ do contexto, e aqueles que estão quase que universalmente inconformes, e que, dependendo da qualidade de suas compreensões factuais, serão dos mais sábios. Hoje em dia com o domínio do (((politicamente correto))), o epítome da inconformidade, pelo menos em relação à algumas perspectivas centrais, tem sido os ''brancos nacionalistas'', especialmente porque a ordem cultural vigente no ocidente tem se baseado no ataque frontal contra qualquer tipo de sentimento ou ânimo positivo sobre a ''raça branca'' ou ''euro-caucasiana''. Em outras épocas, foram os ateus e os agnósticos os mais inconformes. Como podemos ver, quando uma linha ideológica vence e se impõe como a verdade absoluta, aqueles que eram inconformes ao sistema, podem se tornar conformes. Esses são os inconformes ou inconformistas contextuais. Já os inconformes [quase] universais, geralmente dos mais idealistas, serão aqueles que buscam por sociedades perfeccionistas, em que boa parte dos problemas humanos, especialmente os resolvíveis, deixaram de fazer parte da paisagem sócio-cultural. Portanto independente se uma certa sociedade passar a seguir este ou aquele pensamento ideológico, é muito provável que não se conformarão, se a grande maioria das ideologias humanas são fatalmente falhas por desprezarem pela razoabilidade em suas ideias. Como eu tenho falado desde sempre é a dualidade que se consiste no problema mais primordial da humanidade, tanto para entender a realidade de uma maneira mais correta, quanto para construir sociedades igualmente perfeccionistas. Quando melhora de um lado, piora de outro. Eu acho que esses problemas tem sido, em sua maioria, propositalmente mantidos, porque temos estado desde sempre sob a batuta de parasitas e predadores, mas especialmente do primeiro tipo.

QI/trabalhador versus compreensão factual/observador ou pensador

Os defensores pela eugenia analfabeta à la HBD não parecem ter percebido que os testes cognitivos tendem a se relacionar com as nossas habilidades, só que, aplicadas à tarefas laborais, isto é, de trabalho. Estamos analisando a capacidade do trabalhador de oferecer às suas habilidades no cumprimento ou execução de tarefas técnicas, gerais e específicas. Mas não somos apenas trabalhadores não é* Também somos pais, irmãos, observadores, piadistas, etc... Somos vários tipos ao longo de nossas vidas, durante os nossos cotidianos. E o mais importante, ou aquilo que deveria ser: somos pensadores, e nossa principal tarefa intelectual é a de entender o mundo em que vivemos, de organizá-lo, enfim, de criar os nossos mapas da realidade. O ''sujeito-observador'' vem antes que o ''sujeito-trabalhador''. Os sóciotipos observadores mais inteligentes é muito provável que serão em sua grande maioria de ''inconformes [quase] universais''. Pronto, ao se enfatizar pelas pontuações em testes de QI, passaremos a selecionar pelos trabalhadores mais inteligentes, e não pelos observadores mais inteligentes, resultando, muito provavelmente, em uma sociedade tão ou mais conformista, independente de sua qualidade, só que mais esperta nos afazeres técnicos ou laborais. 

Cultura e trabalho

Percebe-se que a tentativa, acho que, bem sucedida, de purificação cultural dos testes cognitivos, tem tido muitas sequelas, especialmente em relação à sua própria intenção. Por um lado é interessante e necessário comparar as nossas capacidades de maneira neutra, porque assim poderemos comparar pessoas de várias partes do mundo, em relação à capacidades que independem da cultura, por exemplo, o simples reconhecimento de padrões. Por outro lado, passou-se a enfatizar na purificação cultural dos testes cognitivos como o principal se não o único ideal a ser alcançado, mantido e continuamente perseguido, esmiuçando qualquer importância cultural para a inteligência humana. Desta maneira, quando temos as nossas habilidades desnudas de contexto/cultura, a única serventia que podem ter é nos ambientes laborais, para que possam ser usadas de maneira técnica. Ainda que a técnica/estilo de trabalho de uma sociedade e cultura se relacionem, se é a segunda que tende a influenciar a primeira, e se poderíamos denominar a ''técnica'' como uma espécie de ''cultura material'' ou ''mecanicista'', é fato que também apresentam os seus próprios domínios, e no caso da cultura, em específico, estaremos falando mais sobre reconhecimento de padrões psicológicos, sociais e culturais, e com isso, as suas contradições, as suas idealidades ou falta delas, as suas similaridades, as suas estruturas ou ''imagem maior'', etc...

Portanto, o ''fator g cultural'' também é de vital importância para a inteligência, não apenas a humana, mas especialmente ela, se é a única que apresenta grande calibre para a autoconsciência. 

A compreensão factual não depende ou se refere apenas à técnica, mas também ou especialmente em relação à cultura, à sua qualidade ou falta, etc... 

Como resultado, purificar ou tecnicizar a inteligência humana, foi uma boa ideia, só que, demonizar a influência e mesmo a necessidade cultural, foi um grande erro, cometido pela psicometria. 

O contexto importa, e os pensadores mais racionais, que não são em sua maioria de ''super altos QIs'', são melhores para compreenderem a realidade, sob uma série de perspectivas: prática, evolutiva, benignamente moral, e é evidente que as culturas humanas, e o seu entendimento factual, são importantes reflectantes de inteligência. 

Por tolice ou pura maldade [maquiavelismo], ao se purificar a mensuração da inteligência de cultura, também se purificou a carga ideológica.

Nada mais ''anti-Robin Hood'' do que analisar a cognição e desprezar a psicologia/ ou a parte psicológica da inteligência, que está irremediavelmente relacionada com a moralidade ou melhor, com a benignidade comportamental proporcional.


Resiliência psicológica versus resistibilidade intelectual-racional


Existem diferentes tipos de resistência ou resistibilidade psicológica. À de natureza mais emocional e a de natureza mais intelectual[-racional].

Aquele com elevados valores de resistibilidade psicológica ou emocional será mais propenso a resistir desta maneira em relação às situações mais diversas em qualidade, do pior ao melhor cenário. No entanto, isso não significa que ele o fará embasado em concepções racionais, pode ou não fazê-lo. O psicologicamente resiliente ou resistível, é muito provável de ser muito mais estável no controle de suas emoções, do que a maioria das pessoas, algo como ''estar entre os 1% mais emocional ou psicologicamente resistentes''. Eu já comentei que apesar de se consistir em uma clara vantagem, ser muito psicologicamente resiliente ou resistente, também pode ser desvantajosa principalmente no que se refere à sua tendência de passividade. Isto é, o psicologicamente resiliente de fato resiste muito mais do que os outros, mas parece que, muitas vezes, também faz pouco para evitar ou tentar resolver os conflitos.

A resistibilidade intelectual-racional, por sua vez, se consistiria na capacidade de se resistir à situações INTELECTUALMENTE adversas, um excelente exemplo seria a atual tentativa de supressão progressiva da liberdade e da diversidade de opiniões, pontos de vista e mesmo, de fatos, que tem sido capitaneada pelo (((politicamente correto))).

Inconformes [quase] universais, parece que, se consistem em excepcionais pensadores holísticos, mas também detalhistas [completos], das culturas, dos contextos humanos, de suas falhas, de seus acertos, etc... Estão mais intrinsecamente motivados e talentosos para este tipo de ênfase, naturalmente mais completa, abrangente e eu diria mais, essencial.

Eu não desprezo totalmente o ''trabalhador mais inteligente'', por ser de grande importância para a sustentação das sociedades humanas, mas não restam dúvidas que, são justamente os pensadores mais inteligentes, do contexto, ou ''de sempre'', que tem sido ostracizados, perseguidos e mesmo assassinados, por causa de seus talentos para farejar por injustiças, de maneira generalizada ou específica.

Sim, em um mundo são, precisamos de ''sentinelas'', e os mais sábios, são de extrema importância, se quisermos finalmente evoluir para sociedades muito melhores do que os arremedos de organização e de racionalidade coletivas que tem sido construídos.


sexta-feira, 10 de março de 2017

Insight subjetivo: Por que os judeus são mais ricos??

A capacidade de acumular riqueza material ou conforto social tem muito  a ver com inteligência mas também com oportunismo, com a capacidade de ver oportunidades independente dos seus teores morais e de se enfatizar nelas com o intuito de acumular vantagens ou mesmo poder.  

A religião ou a ideologia podem servir tanto para nos ajudar quanto para nos bloquear. O que para alguns ou muitos pode ser uma barreira ou algo a ser levado em conta, para outros pode ser um trampolim para o sucesso mundano. Mediante a triarquia dos sociotipos o trabalhador será o mais propenso a se iludir com besteiras apofênicas, seja por meio da religião ou ideologia, estas que o impede de de fato entender ou começar a entender o mundo ao seu redor e de maneira integradamente coesa. O manipulador será o mais propenso a ver oportunidades nesses sistemas de crenças vendo-os como trampolins para os seus sucessos. 

Parece óbvio especialmente para os ciclos mais "reacionários" que os judeus se consistam ou que sejam, desproporcional e [ou) caracteristicamente falando, de manipuladores. Para se tornar rico neste mundo, com essas regras, e neste nível de qualidade moral/filosófica, você precisa ser mais esperto do que inteligente, porque para subir às posições mais confortáveis o maquiavelismo mostra-se bem mais eficiente do que as capacidades cognitivas apenas. E claro que a combinação dos dois tende a amplificar o potencial de vantagem do indivíduo sobre o sistema. O sistema ou o jogo, o manipulador vê como um desafio pra ser enganado, burlado e explorado para o seu próprio bem [e mal de outrem). O trabalhador como eu já comentei, vê o sistema como Deus e o obedece em quase tudo se deixando em desvantagem sem ter clara consciência disso. O observador como sempre neste contexto, olha com desprezo, impotência e revolta pra essas fazendas humanas e mais do que qualquer outro tenta sobreviver a este ambiente que está muito aquém de suas necessidades existenciais. 

Religião ou ideologia, para o trabalhador, funcionam como reguladores do seu comportamento. Para o manipulador que muitas vezes as cria, religião ou ideologia funcionam como oportunidades para o parasitismo ou mesmo para a predação. 


Para o observador elas são ao mesmo tempo mero objeto de escrutínio mas também cobras venenosas a serem sempre rechaçadas. 

O cristianismo é derivado do judaísmo, se não foi inventado ''pelos' judeus, por razões morais desconhecidas, sinceramente psicóticas ou maquiavelicamente conscientes. A ideologia da nova esquerda [Gramcismo) também foi quase toda criada por judeus e neste caso maquiavelicamente conscientes. Eles criam as regras do jogo e invariavelmente as burlam porque eles sabem as regras que ''inventaram''. Em outras palavras, eles criam o jogo e usufruem dele.

Sem religião/ideologia: 'santo', sábio ou o demônio debochado

Portanto se uma média desproporcional e talvez característica dos judeus já são predominantemente de manipuladores e não de trabalhadores (sociotipo) basta saber, por enquanto, quais são as categorias de oportunistas que mais se adequam. Se forem mais como manipuladores-trabalhadores, então, seguirão as regras do jogo (que criaram) chegando mesmo a crer nelas mas sempre que podendo lhe tirando vantagem egoísta ou supra-centrada. Se forem ou, os que forem mais de manipuladores-observadores, serão agudamente descrentes do sistema e apenas se servirão de suas falhas ou brechas com as mesmas intenções escandalosamente egoístas e com base em níveis psicopáticos de pragmatismo e hipocrisia.

Portanto crenças oficiais podem nos limitar às suas regras escusas, podem ser usadas para ampliar os nossos limites de conforto, mais ou menos conscientes/conhecedores de sua real natureza. 

O percentual de judeus que são ateus pode nos dar uma breve noção em especial se a maioria desses forem de fato ateus, e não de pseudo-ateus que trocam a religião por sistemas de crenças mais sofisticados como a ideologia esquerdista. 

A baixa proporção de típicos sociotipos de trabalhadores pode nos ajudar a entender o porquê de suas desproporções quase características de pessoas ricas e/ou de classes sociais "superiores" sem falar é claro que também agem de maneira coletivamente manipuladora e dentro de oceanos de sociotipos de trabalhadores que se consistem as nações gentias. 


Para o típico sociotipo do trabalhador, religião ou ideologia, e geralmente a primeira, moldará parte do seu comportamento. Os trabalhadores mais inteligentes podem ainda se servirem ingenuamente das vantagens que o sistema oferece, sem ter pleno conhecimento da natureza verdadeira do mesmo. Este tipo tende a ser muito orgulhoso de ''suas conquistas'', a tratá-las como meritocracia e também a acreditar que qualquer um, se for esforçado, conseguirá alcançar o seu patamar. 

Se tivesse que especular quanto ao percentual de [sociotipo] trabalhadores típicos entre judeus e não-judeus eu chutaria que gordas frações do segundo grupo seriam compostas por este tipo enquanto que uma minoria de judeus o fariam. Eu ainda poderia especular se gordas frações de judeus não fossem justamente de manipuladores-trabalhadores. Neste caso, em relação a eles, aos judeus, mas também de maneira geral, o que mais diferencia os sociotipos é a que grau de consciência quanto à espinha dorsal da realidade (e de lambuja macro-realidade) ou o que ''mais importa'', eles se encontram ou estão. Por agora, apesar das atitudes ''coletivas' claramente psicopáticas, isto é, deste grupo, ainda é difícil ter um claro panorama psico-cognitivo ''e'' moral dos judeus, se eles são apenas como os gentios mas se diferenciando por ter uma elite hiper-etnocêntrica, e portanto fortemente ''vulneráveis'' à ajuda indiscriminada, nepotista e imoral da mesma, ou se já se diferenciam por ''si mesmos'', isto é, o judeu médio fatalmente incorporando todos os estereótipos históricos [geralmente ruins] do grupo.  

No mais é isso. A religião ou a ideologia criam regras. Os mais tolos as seguem sem se questionarem, tal como eu falei em outro texto, eles correm atrás do queijo como ''ratos de laboratório'' sem ter em mente que podem existir caminhos mais fáceis para se alcançá-lo, enquanto que os mais espertos burlam essas leis ou regras justamente com o intuito de se ''alcançar o queijo'' de maneira mais rápida, eficiente e fácil, e não apenas neste sentido, pois tende a denotar uma generalidade de caráter ''fraco' e/ou de astúcia imoral. E nós, os observadores, observamos, criticamos, julgamos e nos perguntamos, até quando* E eu me questiono: até quando os verdadeiramente sãos continuarão dispersos sem se unirem para juntar forças e lutar contra este deja vu de loucurites monstruosas dos seres humanos*

Sem seleção sem direcionamento sem perfeição por que tantos pensadores são tão tolos??

Simples. Porque "temos" selecionado por trabalhadores [fenótipo protagonista) e os pensadores/observadores são mais como outsiders do que como a joia da seleção, ainda que uma minoria deles possa ser considerado, não como ''joias da seleção'', mas apenas como joias, porque de fato o são, preciosos, raros, porém pouco apreciados. Sem qualquer grande seleção, sem direcionamento, e sem possibilidade de melhorias, e portanto com maiores chances de diversidade aleatória de qualidade. 

Sem falar que a racionalidade tende a não estar perfeitamente relacionada com habilidades cognitivas/técnicas/do sociotipo trabalhador... como expliquei no texto sobre as diferenças entre os macrospectivamente e os microspectivamente inteligentes. E talvez esta dissociação se consista justamente num dos efeitos desta ênfase desproporcional para a seleção do trabalhador e não do pensador, porque afinal de contas, quem pensa muito/ de maneira completa e bem sobre a realidade, é muito provável que não compactuará com o show de bizarrices e injustiças que povoam as sociedades humanas. 

A diferença entre os macrospectivamente [mais} inteligentes e os microspectivamente (mais} inteligentes

Microspecção versus macrospecção

A microspecção se consiste na capacidade abstrata de ver detalhes ou padrões pequenos no ambiente enquanto que a macrospecção já se encontrará mais voltada para os detalhes e/ou padrões maiores, de maneira literal mas também baseada na carga de abstrações acumuladas, porque maior é a carga abstrata maior será a microspecção e o oposto resultará na macrospecção. 

Detalhes versus imagem maior.


Habilidades abstratas acumuladas/ capacidade cristalizada versus habilidades analíticas acumuladas/ capacidade fluida


A diferença de quem é capaz de acumular ou apreender camadas e camadas de conhecimento abstrato e de quem está mais inteligente para a análise da macro-realidade/ou realidade macroscópica incluindo evidentemente a espinha dorsal da mesma.


O macrospectivamente inteligente ou macro-analítico, é capaz de analisar criticar, descrever, julgar e espelhar com precisão a realidade das coisas que estão em nossa perspectivosfera alcançável, como uma evolução da percepção humana em relação à macro verdade subjetiva ou abstrata, enquanto que os demais permanecem bem mais desiguais nesta capacidade analítica sendo diversamente melhores em suas especificidades invariavelmente abstratas, e psico-intelectualmente fracos, por se deixarem domar por seus sentimentos sem antes tê-los julgados racionalmente, e cognitivamente por muitas vezes não serem aptos para lidar com um aumento de complexidade dentro ou a partir da macro realidade. 


Macrospectivamente inteligentes (pensadores/observadores analíticos) versus microspectivamente inteligentes (trabalhadores progressivamente abstratos)


Novamente aplicando a minha ideia triárquica dos sociotipos os macrospectivamente inteligentes seriam exatamente aqueles que são mais psico-cognitivamente capazes de capturar e enfatizar na ''imagem maior'', que basicamente na consiste na espinha dorsal da macro-realidade, em tudo aquilo que é o mais importante em termos existenciais e evolutivos. No outro lado desse espectro encontraremos os microspectivamente inteligentes que tendem a super-enfatizar nos detalhes, desprezando a imagem maior, e vivenciando esta micro-realidade. Esta é basicamente a diferença entre o filósofo e o técnico/ e o mais inteligente dos técnicos, o cientista. Aquele que é de fato dos mais realistas em contraste aos crentes mais devotos da realidade alternativa e atomizada da realidade por si mesma, que é fatal e inevitavelmente existencialista. O cientista, que pode inventar uma arma letal, mas sem raciocinar quanto aos perigos que isso pode significar, quem são aqueles que poderão se apoderar da arma, enfim... e o filósofo realista que antes de fazer qualquer coisa faz a si mesmo as perguntas mais importantes, por que, pra que e/ou pra quem.

O cientista, que nada mais é, arquetipicamente falando, que o trabalhador ou técnico com ares de filosofia, só que aplica ou deixa as suas capacidades quase que inteiramente a serviço do sistema em que vive. O cientista e os mais talentosos, especialmente, persegue uma ideia, sem antes ter averiguado os riscos e pendengas éticas ou morais. O filósofo [ideal ou verdadeiro) faz o exato oposto. A sabedoria principia justamente com base nessa varredura inicial, ou prevenção...


quinta-feira, 9 de março de 2017

E se selecionássemos apenas ou especialmente os pensadores???



A metáfora literária e distópica do romance Admirável mundo novo é um espelho quase perfeito de nossas sociedades. De fato os seres humanos estão divididos em grupos geralmente hierárquicos e tendem a pensar de maneira coletiva, de acordo com esses grupos, em que estão ou que fazem parte. Outsiders são alguns desses seres raros que por causa de alguma anomalia congênita nascem especialmente individuais e que por sua vez por causa desta perspectiva existencial única se dão conta desta vil realidade mais cedo do que a grande maioria, isto é, despertam mais cedo em relação às ilusões que se perpetuam teimosas e poderosas em nossas sociedades, praticamente definindo-as de maneira essencial. 


A única diferença mais pronunciada que existe entre o romance e a realidade social é que o primeiro determina como causa dessas classes sociais/mentais uniformes e atomizados à seleção artificial que é promovida pelo próprio governo. O que é ainda mais agonizante, e pra nós, seres reais, é que não necessitamos de artifícios científicos na reprodução humana para que nos tornemos uniformes porque já tendemos a ser assim de maneira natural. 

Eu já comentei de maneira quase conclusiva, que ''temos selecionado'' por trabalhadores ou servos congênitos [em outras palavras, a maioria de nós é de ''servos congênitos'', por sermos herdeiros 'involuntários' deste tipo de seleção ) e que isso explicaria o porquê de tendermos a ser tão bons em tarefas específicas, aquelas que são cognitivamente inteligíveis a nós, mas não tanto em relação ao simples ato do pensamento, em relação à macro realidade. Em outras palavras, pulamos esta importante etapa de conhecer as bases de nossas realidades, até mesmo porque ''somos' facilmente atraídos pela cultura, que muitas vezes são projetadas pensando em ''nossas'' características biológicas e/ou necessidades hipo-existenciais.


 Esta diversificação psicológica e sexual, mas fortemente enviesada nos tipos mais comuns ou mutualmente atomizados, o homem e a mulher típicas, é a causa para a existência dessas castas sociais, bio-hierárquicas, dos alfas, betas, gamas, etc... de maneira não tão organizada como no romance de Aldous Huxley, mas ainda assim evidente, característica e hegemônica. 

A manifestação da sabedoria em um indivíduo necessita de uma natureza intermediária, andrógina porém correta, que se faz com base naquilo que a mulher e o homem típicos tem de bom, em termos morais/existencialmente psicológicos. Precisa-se tanto da coragem e da objetividade ''masculinas', quanto da empatia ''feminina'.

Os trabalhadores são em média sexualmente dimórficos em vez de andróginos e portanto perceptivamente incompletos. Esta atomização natural é ideal para a construção de sociedades injustamente desiguais porque os manipuladores, especialmente os mais inteligentes, conseguem perceber e se aproveitar dessas fraquezas.

Percebe-se então que perfil do trabalhador é ideal para sustentar as grandes sociedades. No entanto, como foi demonstrado, o mesmo tende a apresentar deficiências em suas capacidades puramente psico-cognitivas, de pensamento. 

Como pensadores eles são ótimos trabalhadores. 

Por pensarem menos na macro-realidade (por serem muito menos idealmente andróginos) se tornam quase que servos voluntários oferecendo aquilo que mais tem, as suas capacidades técnicas específicas e pouco podem fazer para lutar contra a própria expropriação.

Sem esta massa de sustentadores, de estabilizadores hipo-perceptivos, ou com uma grande proporção de pensadores sábios, pode ser possível de se concluir por agora que as sociedades humanas seriam completamente diferentes, justamente por causa da natureza sábia, econômica porém justa, que enfatiza naquilo que é essencial, só que a partir de perspectivas moral e cognitivamente universais, enquanto que inteligência e especialmente a criatividade tendem a fazer justamente o oposto, em boa parte porque a maioria dos mais inteligentes e criativos serão fortemente dos sóciotipos de trabalhadores e de manipuladores, os dois sociotipos mais comuns e mais iludidos quanto à importância das sociedades e culturas humanas rente à [hiper] realidade ''lá fora''.

A choupana acima representa um pouco como que uma sociedade predominantemente de sábios é provável que se desdobraria, como que evoluiria. Talvez até pudéssemos pensar se nesta hipotética sociedade ao invés ou especialmente das estruturas que as sustentam fosse o homem que tivesse evoluído mais.  

sábado, 4 de março de 2017

A irresistível metáfora do (pobre) rato de laboratório, da esteira e do queijo para explicar as diferenças entre os sociotipos dos observadores, manipuladores e trabalhadores

Níveis de consciência existencial 

E ligando à ideia de que a principal função do trabalho é a de gastar o tempo de vida, de maneira útil/ sobrevivência [direta ou indiretamente} e distrativa / se distrair quanto à certeza da morte e a incerteza do porquê da vida. 

O sociotipo típico do trabalhador, como eu falei em um texto recente, não tem grande atividade introspectiva e no entanto exibe grande vigor extrospectivo e de evidentemente de natureza mais "física". Portanto ele é [auto}subconscientemente convencido de que o trabalho é acima de tudo uma virtude e uma necessidade imprescindível independente de quão trabalhoso esta atividade possa ser. Ele tem energia de sobra pra se concentrar em afazeres de natureza manual e algumas vezes profissional ou de colarinho branco. No entanto o trabalhador está sendo enganado porque lhe é dito repetidamente e ele se convence rapidamente que é importante trabalhar mesmo quando os seus direitos não estão sendo bem assegurados nem quando se dá conta que existem pessoas que fazem menos de 3% do seu esforço e ganham muito mais (geralmente de  manipuladores, plenamente conscientes de seu parasitismo ou não). O seu senso de justiça é fortemente corrompido por essa dissonância cognitiva de se prezar pela ordem, pela obediência e meritocracia mas acreditando que o mérito valha mesmo para quem ganha muito mais [e trabalhando muito menos} que ele e quanto mais sociotipado pra este viés de trabalhador mais obediente à esta pseudo-meritocracia ele se encontrará. No final, sejamos francos, ele só pensa em trabalhar, porque esta se consiste em uma maneira muito eficiente de gastar ou ocupar o seu tempo.  Sem o tempo ocupado nos tornamos mais neuróticos. Sim, cabeça "vazia' oficina do diabo. Isso é verdade. É aquilo que os sistemas sociais buscam, e é aquilo que ele pode oferecer, e ambos acabam saindo satisfeitos desta parceria obscura, porque assim poderão gastar ou ocupar os seus tempos de acordo com aquilo em que estão mais naturalmente capacitados. 

Metaforicamente falando o trabalhador seria como aquele rato de laboratório que se põe a correr em cima de uma micro esteira para alcançar o queijo que está pendurado logo à frente. Para ter o queijo ou o dinheiro, a recompensa pelo trabalho há de se correr na esteira ou de se trabalhar para ganha-lo, pensam ou ''racionalizam'' os trabalhadores.

O manipulador/parasita em potencial, seria como o rato que percebe que pode pegar o queijo pelo caminho mais simples sem ter que ficar correndo na esteira. Ele consegue visualizar a sociedade de maneira mais holística e crítica pois percebe muitas de suas falhas mais salientes e a partir disso busca por meios criativos, práticos e imorais/hiper-pragmáticos para pegar o queijo sem precisar ganha-lo por quem o tem em seu domínio e/ou sem obedecer restritamente às diretrizes ou leis quase sempre injustas do sistema em que vive. Em outras palavras, ele tende a burlar as leis (''a esteira'') com o mesmo objeto que o trabalhador, ''o queijo'', e com a mesma razão subjacente, gastar ou ocupar o tempo e sobreviver.

O observador/ mutualista em potencial, assim como o manipulador também apresenta grande facilidade para olhar para os defeitos da sociedade e também que existem meios muito mais simples de se conseguir ''o queijo'' do que por aqueles que o sistema construiu e que o trabalhador parece ser ávido para seguir. O manipulador típico gasta ou ocupa o seu tempo por meio desses desafios mentais pois tende a ter impulso fraco para controlar a sua 'criatividade" maquiavélica. O observador mais do que qualquer outro sociotipo tende a buscar por novos sistemas, especialmente quando percebe que os mesmos estão longe de serem perfeitos ou racionais, ao invés de tentar burla-lo ou de prestar-lhe obediência. Constatamos que tanto o trabalhador como o manipulador, no final, acreditam no sistema, o primeiro de maneira mais ingênua e conformada, o segundo de maneira mais realista e debochada. 


Na verdade os sistemas sociais tem sido desenhados justamente por manipuladores então é de se esperar que estes também prestem apreço pelos mesmos. O manipulador exibe certo vigor físico que geralmente vem acompanhado de grande atividade mental, resultando em uma maior praticidade pragmática ou ativa do que em uma maior reflexão. Ele se aprofunda mais no mundo real, fora da matrix social humana, mas acaba agindo com oportunismo do que com responsabilidade. 

 Por último temos o observador que exibe um vigor físico bem mais fraco do que os demais, em média, mas grande atividade mental, provavelmente maior do que a dos demais sociotipos. Não é a toa que a maioria dos observadores também sejam de sonhadores imaginativos. O observador gasta ou ocupa o seu tempo geralmente com os seus pensamentos, ideias e ideais, e especialmente em um mundo dominado pelo psicopático manipulador, a sua introspecção também tende a calhar bem tal como uma válvula de escape de um mundo propositalmente falho. 

Por pensar, imaginar, perceber e observar muito, o observador não sente a necessidade de gastar a sua energia ocupando o seu tempo com atividades de estímulo físico se já tende a ocupar-se e a esgotar-se com a sua hiperatividade mental (maior autoconsciência). 

Consciência existencial 

O hiper-realismo existencial inevitavelmente nos faz mais empáticos (enquanto que apenas o realismo existencial tende a nos fazer mais frios e oportunistas}  porque paramos de nos ludibriar pelos artifícios das ilusões humanas, praticamente nos colocamos ao lado "da morte", ao concluirmos e enfatizarmos que esta é a única certeza profunda, absoluta e pessoalmente crítica que temos, de que vamos morrer e que até agora, a vida não faz  qualquer sentido. Eu também poderia acrescentar que passamos a vivenciar e a se agarrar mais ao tempo quando despertamos para estados avançados de consciência, 
ainda que isso seja sempre em vão. Como eu já falei antes, a melancolia e a sabedoria tende a se consistirem em um apego à vida, o oposto da depressão, enquanto que eu não sei se eu poderia dizer que esse apego seja exagerado, mas que inevitavelmente nos leva ao ''lugar-comum'' da sensação de impotência rente a um mundo perturbadoramente misterioso e às nossas condições de ''marionetes naturais'' das ou de todas as circunstâncias, a começar por nós mesmos, que nascemos sem sermos perguntados, sem podermos escolher como desejamos ser e mesmo se tal liberdade seja realmente desejável.

O observador, que é grande preditivo de sabedoria, seria metaforicamente falando, como aquele que em um cenário hipotético (ou nem tanto) e literal de profunda escuridão, constataria quanto à veracidade holística ou final desta natureza que domina o seu redor, enquanto que o trabalhador e o manipulador encontrar-se-iam subconsciente e propositalmente alheios a esta realidade que lhes é dura de internalizar e de vivenciar, brigando, sofrendo, se matando, enfim, lutando entre si, enquanto que deveríamos "todos" estar de mãos dadas, suportando o vazio real de significado, a falta de razões para o porquê de se viver e os mistérios profundos da jornada da vida.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Por que os sonhadores costumam ser preguiçosos ou avessos ao trabalho

E por que os trabalhadores (sociotipo) costumam ser o oposto??

Qual é a primordial função de qualquer tipo de trabalho??

Fazer alguma coisa. E quando esta coisa ainda tem uma finalidade literal, melhor ainda. Precisamos gastar o tempo com algo. 

Os mais fanáticos pelo trabalho pode ser possível que tenham, em média, pouca atividade imaginativa deliberada, isto é, intensa e auto-motivada, fazendo-os descarregarem este instinto essencial da vida que é gastar o tempo, usá-lo de alguma maneira.

Em compensação por outro lado nós temos uma classe especial de vagabundos usualmente denominados de sonhadores. Que ou aqueles que apresentam mentalidades fortemente direcionadas para as atividades imaginativas deliberadas ou criativamente introspectivas. 

Imaginando ou pegando na massa, literalmente, sonhadores ( mais comuns no sociotipo observador) e trabalhadores acabam fazendo o mesmo, que é gastar o tempo. A diferença é que o primeiro o faz de modo menos aparente e mais introspectivo enquanto que o segundo o faz de modo consistentemente extrospectivo. 

O sonhador vê o trabalho como um excesso de atividade se a sua mente já não para e o faz gastar o seu tempo e energia de qualquer maneira enquanto que o trabalhador por tender a ser muito menos imaginativo + vigor físico natural prefere gastar o seu tempo trabalhando, ocupando-se. E o extremo em extrospecção costuma resultar justamente em uma versão aberrante do trabalhador.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Por que a homofobia** Incapacidade subjetiva ou pessoal de lidar com situações ou questões complexas MAIS adendos sobre os sociotipos ''observador'' e ''trabalhador''

Me coloque para fazer uns exercícios de matemática mas não espere um sorriso franco do meu rosto, porque eu não vou te dar. Sim, eu vou ficar ansioso, chateado, olhando pra a janela, se tiver uma, desatento, porque eu não gosto e não tenho vocação natural pra resolver problemas matemáticos. A matemática é complexa demais pra mim, parece até que estou lendo em grego clássico ou em mandarim lá da Cochinchina. A matemática me faz ter certeza quando à incerteza e isso me deixa nervoso, mas não é apenas comigo, e não apenas a matemática, porque pra outras pessoas outros fatores podem ter o mesmo efeito indesejável. Quando os nossos cérebros avantajados e complicados se deparam com algo que identificam como ''ilógico'', que não faz sentido,  que é complexo demais pra entender então tende a refugar ou a demonizá-lo. É o que parece acontecer com os homofóbicos especialmente quando nos deparamos com os seus argumentos, quase sempre nesta linha da ''normalidade e da anormalidade'' ou melhor, daquilo que consideram como natural e como inatural.

Homossexuais não procriam ou raramente o fazem e isso já é motivo para que os homofóbicos irreflexivos [n]os ataquem, porque em suas cabeças hiper-pragmáticas, de trabalhadores, as coisas tem sempre que ter alguma serventia, tem de ser úteis pra alguma finalidade, do contrário, são inaturais, inúteis, problemáticas, etc..

E nada mais histriônica porém significativamente útil do que um procriador porque sem vida, não há vida. 

Em um outro e se possível breve texto eu vou comentar sobre este cisma existencial entre os sociotipos de trabalhadores e de observadores, isto é, entre a ''conscienciosidade'' e a ''abertura para experiência'', mas que também podem ser, creio eu, facilmente traduzidas como ''ordem e utilidade'' versus ''experimentação e vivenciação''.

Como eu já falei nos primeiros textos para diferenciar os sociotipos, os trabalhadores, por serem desprovidos de uma grande consciência ou despertar da vida, por serem mais amalgamados, mais ''bichanos'', mais domesticados, mais designados para o trabalho, tal como se fossem [e talvez sejam} proto-savants de alto funcionamento, tem pouca fome de viver intensa e significadamente. O contrário acontece com o mais desperto observador, que por causa de sua condição melancólica e eufórica, isto é, omnivertida, completa enquanto ser, rapidamente internaliza e torna ainda mais real, mais consciente, a artificialidade que se consistem as sociedades humanas, vendo-as como insuficientes para que possam sanar as suas fomes de curiosidade e de vivenciação, pelo simples ato de viver a vida. O trabalhador não liga que ele está vivendo, que isso é fantástico, único, misterioso e frágil, não liga se morrer amanhã, ou o faz de modo muito mais pragmaticamente desprendido do que o observador. Uma das características deste sociotipo assim como das massas em geral é de um constante torpor que os torna muito menos curiosos e entusiasmados com a vida desde as coisas supostamente mais simples, como o canto dos pássaros ou uma chuva de verão. Muitos trabalhadores são de esquizotípicos parciais, pois tendem a se ligar à crenças metafísicas que os garantem certezas existenciais, isto é, ''resolvem'' justamente o problema da incerteza existencial que praticamente caracteriza o observador e o faz observar e sentir o mundo de maneira muito mais intensa.

Viver é a finalidade em si... 

O trabalhador internaliza rápida e precipitadamente que o laboratório social em que vive e em que é usado, se consiste na única e perene verdade, ou, apesar de saber que não é apenas isso, não tem forças intrínsecas que o faça superar esta etapa de conscientização e de posterior tomada subsequentemente lógica de decisão, isto é, de despertar quanto à vil realidade que antes tomava como a única que existia, e a de se tentar se desconectar deste nível baixo, semi-servil de consciência existencial e de buscar por valores morais/éticos e filosóficos/de vivenciação ou experimentação da vida muito mais altos, metaforicamente falando, de começar a escalar as montanhas em busca da cristalina sabedoria. 

Portanto para a maioria dos trabalhadores, especialmente os mais característicos ou pragmaticamente utilitários e portanto ''anti-artísticos'', a homossexualidade nada mais é do que um transtorno sem utilidade, enquanto que para a maioria dos observadores, especialmente os mais característicos ou uber-artísticos/verdadeiramente filosóficos/sábios a homossexualidade se consiste em mais uma característica ou variedade de comportamento que apresenta o simples e fundamental valor da vivenciação, da experimentação, porque a vida assim o é, em seu íntimo, queiramos ou não, entendamos ou aceitamos ou não, independente do seu valor ''utilitário'' e neste caso, mais especificamente falando, do seu valor reprodutivo. Mas para uma mente existencialmente ou filosoficamente limitada, de natureza insensível, eternamente pré-consciente [eternamente enquanto dure}, não existe tal coisa. Isso explica o porquê deste tipo tender a ser ''artisticofóbico'', porque não consegue ver o valor existencial da arte, porque ele já não é capaz de ver valor na vida em si, em sua própria vida, ainda que a viva mais protegida das amarguras de uma auto-consciência mais desperta e que muitas vezes pareça amá-la mais do que a nós. Nada se equipara à autenticidade ou à honestidade dos fatos, e quanto mais desperto ou conhecedores estamos sobre algo, mais autênticos ou legítimos estaremos e portanto, um melancolicamente eufórico pensador, inevitavelmente verá mais valor na vida, de maneira menos ou mais completa, do que um trabalhador, mais auto-protegido de sua verdade, tal como se tivéssemos dois cavalheiros disputando o amor de uma dama e um deles soubesse mais de sua pretendida do que o outro, isto é, mais próximo da verdade, da autenticidade de se de fato saber.

A homossexualidade como conclusão é vista pelos homofóbicos que são em sua maioria de mentes mais estreitas, de trabalhadores [e quando ocorrem mesclas deste tipo com outros sociotipos, o ódio à homossexualidade caminhará para ser inevitavelmente de natureza pragmática, que tende a ser intimamente relacionada com a sua mentalidade pragmaticamente utilitária), como um estorvo sem valor [reprodutivo], apesar de que, baseados em uma perspectiva sub-perceptiva eles estão certos, porque eles são incapazes de compreende-la, pois está acima de suas capacidades, e até poderíamos concluir que, homofóbicos especialmente os de trabalhadores, também tendem sentir o mesmo sentimento de incompreensão e desprezo em relação ao valor da arte. Se não compreendemos, refugamos nos aprofundar no assunto, ou o demonizamos.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Se analisarmos a inteligência das pessoas...

... por meio de seu conceito-raiz: capacidade de interligar os pontos...

 ... então não restam dúvidas de que estaremos falando tanto de talento fluido mais do que o cristalizado (ainda que este também seja obviamente muito importante) e de criatividade prática e a maioria das pessoas aparecerão como perifericamente inteligentes, capazes de aprender ou mesmo como autodidatas a ligarem os pontos em suas áreas de trabalho mas de maneira não tão [subjetivamente] perfeccionista em relação a si mesmas bem como ao ambiente em que estão que se consiste em sabedoria, no conhecimento mais primordial, basal e importante, a espinha dorsal ou estrutura da (macro) realidade. 

De fato estamos todos savant/trabalhadores e muito menos de "verdadeiros savant [em francês] /sábios"/pensadores

A seleção cultural tem dado preferência para o trabalhador/ mal-criadamente chamado de serviçal, ao invés do pensador e a partir disso temos tratado a inteligência como tudo aquilo que o trabalhador é capaz de fazer desde o nível mais basal até ao seu nível mais excepcional porque temos este sociotipo em abundância como referência, mesmo para comparações com grande amostra e também porque foram os próprios trabalhadores (sociotipo) que inventaram os testes cognitivos e os tem usado para comprovar o que é e como que se manifesta a inteligência, sorrateiramente desprezando o aspecto em que estão mais medíocres, no psicológico, e que é fundamental para "interligar os pontos" de maneira racional à sábia [completude]. 

Ao contrário da ideia popular de que os tipos psico-cognitivos menos especializados se consistam na maioria, porque os testes de QI sequer mensuram o todo da inteligência (interação mínima e diversamente coerente entre o cognitivo e o psicológico) ainda que o faça muito bem em relação à sua área de abrangência, na verdade ao observarmos as outras pessoas e a nós mesmos percebe-se que estamos designados à especialização e o que nos diferencia é a que grau de especialização estamos, bem como também a conjugação motivação intrínseca + talento ou facilidade natural bem direcionados porque é possível acontecer de se ter um talento natural para certa área mas não ter motivação intrínseca necessária para alimentar este potencial e o oposto também, de se ter muita motivação mas pouco talento que geralmente resulta em uma das características manifestações da quase universal síndrome de Dunning-Kruger, ou déficit no autoconhecimento, especialmente em relação à própria inteligência. 

A macro realidade é a espinha dorsal ou estrutura da realidade que principia-se como eu tenho falado por nós mesmos, por nossos autoconhecimentos e coesamente se propaga como ondas em relação à sua zona de epicentro ou impacto isto é por meio de nós mesmos e por nossas compreensões factuais que desenvolvemos sobre os ambientes em que estamos e dos elementos que os compõem.


A espinha dorsal da realidade tende a ser omnisciente se não em sua compreensão factual ao menos em sua visualização, constância de interação e imprescindibilidade. Nós somos imprescindíveis pra nós mesmos, o conhecimento sobre o ambiente em que estamos é imprescindível pra nós, os elementos que compõem o ambiente em que estamos é imprescindível pra nós. E deveria ser imprescindível ''começar do começo'', por nós mesmos e em interação e possível entendimento em relação ao ambiente em que estamos e os seus elementos (outras pessoas, outros seres vivos, conhecimento geográfico...).

As ''humanidades'' são as bases da espinha dorsal da realidade ou macro-realidade. 

Como conclusão deste texto, nota-se que o conceito primitivo, de raiz ou primordial e aplicação do termo inteligência, tem sido sequestrado por indivíduos que são predominantemente do sociotipo do trabalhador e a partir daí direcionado a sua aplicação apenas para as atividades do mesmo, isto é, ''a capacidade de ligar os pontos, só que especialmente os que estão atrelados ou que são exigidos na escola e nos ambientes de trabalho''. A capacidade de ligar os pontos de maneira coesa ou factualmente correta, também em relação aos ambientes sociais, familiares, e mesmo apenas pelo simples ato de ''ligar os pontos'' a fim de completar o quebra-cabeças de uma certa particularidade, buscando por sua compreensão ou reflectância perfeita, não está sendo ''mensurada'' pela psicometria.

A prática ou mesmo o conceito-prática ou conceito-efeito, deveria ser a prática do conceito-descrição e muitas vezes, se não na maioria delas, a partir do conceito-primitivo ou de raiz, que representa a sua espinha dorsal, a sua estrutura omnisciente a qualquer de suas ações mais características, e no caso da inteligência, estamos a falar de ''ligar os pontos de maneira coerente'', que eu já havia denominado como ''fazer julgamentos perfeitos'', e mais como um conceito-prática ou conceito-efeito.