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domingo, 1 de novembro de 2026

Sobre o descontinuar a seguir canais de YouTube

Seu nome era Natasha, nascida russa. Tinha um canal de YouTube, um humor peculiar e o maior país do mundo como vizinhança. 


Fazia até um terreno baldio parecer interessante.

Ai começou a guerra e ela começou a se politizar. 

Foi perdendo a graça, se tornando mais uma Natasha, e não àquela... Mais uma jovem de vinte e poucos anos e uma convicção arrogante sobre o mundo. E desejos de uma "cidadã sem fronteiras", mais um clone cosmopolita e progressista...

Também parei de seguir sua amiga, The Depressed Russian e uma outra russa, ambas do seu ciclo social de compatriotas expatriados na Geórgia, que deixou de fazer vlogs interessantes e se tornou outra aspirante à elite internacional quando se mudou para os EUA... 

Também incluo aqui um tal de Roman, o único homem desse grupo, e pela mesma razão... 

Ainda me lembro de outras duas criadoras de conteúdo de mesma nacionalidade que parei de seguir. Uma que sequer segui por muito tempo, porque não consegui sustentar interesse suficiente para continuar. Uma outra que comentava bastante sobre introversão e alta sensibilidade, traços com os quais eu costumo me sentir relacionado, e que parei de seguir exatamente pelo mesmo motivo embaixo...

Ainda antes da guerra na Ucrânia e o boom do meu interesse em dissidentes russos a Putin, durante a pandemia e pouco depois, aflorou o meu interesse por duas YouTubers americanas, ambas judias (não-declaradas, deduzi por sobrenome, aparência e outras pistas) e com canais muito interessantes, não apenas sobre costura e moda vintage, até porque se empenhavam, pelo menos naquela época, em fazer vídeos muito caprichados. Eu, que nunca me interessei por moda e agulhas, fiquei uns dois anos ou mais vendo seus vídeos quase semanalmente. Até que o conflito palestino-israelense tomou proporções ainda maiores depois do atentado de outubro de 2023, fazendo com que deixasse de segui-las quando começaram a declarar apoio a Israel, isso paralelo (ou não) às suas disposições também "progressistas" (hipocrisia sem tamanho). Uma delas chegou a participar de um dos pseudo documentários mais vergonhosos já produzidos nessa década, da Netflix sobre a "Cleópatra": "negra", "empoderada" e que dança twerking até o chão... 

Recentemente parei de seguir um canal de YouTube da Noruega: "Introverted and a dog". O tutor, um homem homossexual de classe média alta, casado, que mostra seu cotidiano e de sua cachorrinha em um dos países mais ricos e igualitários do mundo. E mesmo assim, nunca conseguiu disfarçar sua inclinação ideológica à esquerda cultural, entre uma reflexão filosófica e uma filmagem poeticamente produzida. Um bom canal, mas pelo qual fui perdendo o encanto justamente por essa inclinação constantemente e sutilmente demonstrada, isto é, de um indivíduo tão privilegiado, mas ainda assim tão ingrato pelo país em que vive: ávido para vê-lo ser consumido pela destruição do multiculturalismo, do alto de seu privilégio confortável de classe social e de vitimismo... Me lembro que tinha vídeo todo sábado (e acredito que continue tendo) e ficava feliz por poder vê-lo, quase sempre pela manhã... 

Também da Noruega cheguei a seguir por um tempo uma jovem norueguesa que mostrava o seu cotidiano com o seu parceiro. Até a um momento de ruptura. 

E não preciso falar apenas dos gringos. Eu segui durante uns bons meses, uma brasileira que vive no Japão e se apresenta como se fosse uma personagem real de anime: de cabelo ruivo pintado e jeitinho "kawai" de falar e se comportar, pelo menos diante das câmeras. Me encantei pelo humor e as curiosidades sobre um país que sempre gostei: o Japão. Mas aí ela resolveu se engajar politicamente durante as eleições (sujas e roubadas) desse ano de 2026 e declarar seu voto ao "pai dos pobres". Foi suficiente para deixar de seguir, afinal, mostrou ser mais uma privilegiada e ignorante (ou mal intencionada) que defende políticos e ideologias que fazem muito mais mal do que bem às pessoas comuns...

Um ponto em comum com os outros canais mencionados: o desgaste de vínculo causado por diferenças morais e políticas. 

E não se preocupem porque, quanto a alguns outros canais que ainda sigo, é provável que irei parar de seguir um dia, especialmente quando perceber que o seu criador compactua com visões de mundo incompatíveis ou inconciliáveis às minhas, ou também se a essência do canal se perder, percebendo mudanças de trajetória: de mudança no conteúdo ou de atitude do seu criador. Em alguns casos, com o primeiro do texto, são marcantes: da autenticidade que deu lugar a uma versão mais genérica e pasteurizada. 

Interessante que sempre tive uma maior inclinação para canais produzidos por mulheres. Pode ser por minha natureza muito devotada ao realismo, isso me faz buscar pelo contraste de criadores que produzem vídeos mais calmos, "soft"; uma necessidade de escapismo...

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Ainda sobre certas correlações: transtorno mental, estilo cognitivo, filiação político-ideológica e outras

 Aqueles que são diagnosticados como mentirosos patológicos estão desproporcionalmente mais propensos a se identificar com a esquerda no espectro político-ideológico?? 


A mentira patológica, também conhecida como mitomania, é um transtorno mental grave caracterizado por um impulso descontrolado para mentir e que costuma ter repercussões pessoais negativas de longo prazo, especialmente no convívio social.

Sua comprovação de existência tem ido além de uma descrição psiquiátrica de sintomas, já com correlatos neurológicos¹ (tendem a apresentar um desequilíbrio químico em seus cérebros, com grande assimetria de densidade da massa branca em relação à massa cinzenta, aquela que interliga as diferentes regiões do órgão, o que explicaria tanto a facilidade do grupo para inventar estórias quanto a dificuldade progressiva para distinguir fato de mentira); e com evidência psicométrica potencial (estudos¹ têm encontrado uma correlação entre um perfil cognitivo marcado por um QI verbal maior que o performance com mentira patológica e que, novamente, explicaria a "força' do grupo para criar ou elaborar narrativas, isto é, sua relação excessivamente promíscua com a linguagem).

No entanto, existe um grande "porém", que não sei se outros têm notado, além de mim: de que existe um alto grau de subjetividade política na determinação do que é considerado uma mentira psiquiatrizável ou diagnosticável como sintoma de transtorno mental. Porque enquanto mentiras de âmbito mais pessoal são as mais usadas como evidências, particularmente para o diagnóstico de mentira patológica, aquelas que tendem a ser de natureza mais periférica à identidade do indivíduo: política, social, cultural... não entram nessa categoria. E é aí que, na minha opinião, está um grande problema, porque essa maneira de delimitar o que se determina como mentira ou verdade de acordo com uma visão mais psiquiátrica, limita a capacidade da própria psiquiatria (e da ciência, de maneira geral) em identificar mais  indivíduos que apresentam tipos parecidos de transtornos ou o mesmo, já que, quando mentimos (ou acreditamos em mentiras), não o fazemos apenas sobre nossos fatos pessoais, mas também aqueles aos quais nos vinculamos e que são vistos como variavelmente "secundários", dependendo do quão próximos estão de nossos núcleos de identidades. Por exemplo, uma pessoa "cisgênero" pode tomar para si a mentira do ativismo trans de que "a identificação de gênero transcende a determinação biológica sexual", basicamente que, uma mulher pode ser homem se assim se identificar e vice-versa... Da mesma maneira que, uma pessoa que se identifica como "trans", geralmente adota essa mentira como um fato para si, com a diferença de se portar como um fato pessoal, enquanto que, para o exemplo da pessoa "cisgênero", tende a aparecer como um "fato" secundário ou "não-pessoal" e que pode até ser adotada, não como uma crença verdadeira, mas como uma "mentira branca", de "suporte empático" ou mesmo "político", o que não a redime de qualquer maneira, especialmente sob um ponto de vista racional, se continua negando um fato por uma mentira. E é interessante notar o quão volúvel pode ser essa imposição política do que se considera como verdadeiro, se há pouco tempo atrás, as mentiras do ativismo trans não estavam em disputa de hegemonia com as suas respectivas verdades objetivas, pelo contrário, pois eram vistas exatamente como reflexos de insanidade mental...

Mas essa adesão a mentiras por parte de muitos indivíduos que se identificam com a esquerda no espectro político-ideológico não se limita ao exemplo do ativismo radical trans, se apresentam uma tendência geral de preferirem acreditar no que os apetece emocionalmente do que de priorizar os fatos sobre suas impressões pessoais subjetivas. São muitas falácias lógicas e morais, e distorções factuais, que usam para defender seus pontos de vista, que torna potencialmente inevitável essa possibilidade de perceber uma correlação positiva entre mentira patológica e filiação político-ideológica com a esquerda. Não que mentirosos patológicos não possam ser encontrados entre os que se identificam com a direita. Até acredito em uma variação ampla de desproporção ao longo do espectro político. Mas que, parece ser mais significativo, ou ter o seu centro mais estatisticamente proeminente, beirando uma relação fundacional, na própria esquerda, afinal, mesmo fundamentalistas religiosos conservadores ainda não negam alguns fatos extremamente básicos (que costumam ser os mais influentes e importantes), tal como os de esquerda fazem, mesmo se possam ser comparativamente equivalentes, ambos como aderentes a tipos de fundamentalismos ideológicos (ainda que se possa afirmar sobre fanatismos relacionados a qualquer outra ideologia).


Evidência psicométrica de correlação positiva 

Fora a própria evidência contida nas várias mentiras e meias-verdades que predominam no sistema de crenças esquerdistas, também existe um potencial de evidência psicométrica de correlação positiva com a mentira patológica, se tem sido encontrado, como comentado no início do texto, que portadores desse transtorno parecem estar mais propensos a apresentar um perfil cognitivo marcado por uma assimetria entre a inteligência verbal-linguística e a inteligência geral, pelo menos de acordo com os testes de QI, mais especificamente que, tendem a apresentar um QI verbal mais alto que o QI performance ou geral; justamente o perfil cognitivo que parece ser comum ou desproporcionalmente presente entre os autodeclarados esquerdistas, de acordo com vários estudos que têm encontrado uma correlação positiva entre QI verbal e filiação político-ideológica com a esquerda². É até interessante observar que também existe um apelo estético-linguístico das narrativas progressistas: uso excessivamente sofisticado e até poético da palavra, também dotando-a de uma importância além da que idealmente deve apresentar (que eu denominei de semanticalismo) que pode explicar, em partes, porquê alguns ou muitos dos mais "linguisticamente inteligentes" tendem a se identificar politicamente com a esquerda... 

Professores de ciências humanas, jornalistas e artistas — todas profissões com forte inclinação ideológica à esquerda e que também são mais propensas a manifestar esse tilt verbal...

OUTRO grupo e um estereótipo "mais recentemente" condenado pela mídia e outras "instituições tradicionais" do mundo ocidental 

Que outro grupo tem sido estereotipado, e há bem mais tempo, no passado, como "prendados na arte da mentira"?? 

Sim, são os judeus, que têm sido perseguidos por séculos e, me perdoem os mais emocionados sobre esse tópico, mas nenhuma perseguição tão historicamente extensa e constante acontece sem ter qualquer razão minimamente lógica, por mais injusta possa ser a perseguição de um povo inteiro sem salvaguardar exceções ou, pelo menos, especificar os subgrupos mais intimamente associados com acusações ou mesmo com evidências de atividades criminosas, tal como de se perseguir qualquer siciliano por causa da máfia italiana, desproporcionalmente de mesma origem étnica... 

E, desprezando generalizações absolutas e problemáticas, como essa, os mesmos potenciais levantados de evidências cotidianas e psicométricas de correlação positiva entre mentira patológica e esquerdismo existem em relação a esse grupo, especialmente ao seu subgrupo majoritário, conhecido como "ashkenazim"... Afinal, o próprio esquerdismo moderno tem tido um protagonismo significativo de judeus (particularmente de suas "elites" intelectuais), além de ideologias (como o libertarianismo) do outro lado do espectro político; se mesmo quando não são os seus inventores originais, têm participado ativamente na deturpação ou deformação filosófica dessas ideologias, com raros exemplos, geralmente individuais, que buscam, aparentemente, pelo esclarecimento do que pela distorção... 

Mas por que fazem isso?? 

O próprio perfil cognitivo assimétrico deles (QI verbal << QI performance) pode explicar, pelo menos parcialmente, se tem sido encontrado uma correlação com a mentira patológica entre "gentios", como muitos (ou a maioria?) dos autodeclarados esquerdistas de outras etnias ou raças, o que também poderia, parcialmente, redimi-los, se tratando de um caso possível, dos inúmeros que devem existir entre nós: de incapacidade de exercer o pleno "livre arbítrio", ou de julgamento reflexivo, a partir do momento que se apresenta um certo perfil cognitivo, que reflete um perfil de organização cerebral dominante que pode favorecer a mentira sobre a verdade ou uma complexidade linguística excessiva sobre uma maneira mais clara e objetiva de usar a linguagem...

Uma explicação complementar é de que, como parte de um reflexo cultural ancestral, aprendem a se organizar e a se apoiar em torno das narrativas (e mentiras) criadas por suas "elites" que os favoreceriam perante outros grupos humanos, diga-se, a maioria deles (?), tal como acontece com praticamente todo grupo humano, em que apenas uma minoria que consegue transcender seus impulsos instintivos e culturais/aprendidos e também as próprias estruturas sociais ou tribalistas que os legitimam como vias seguras de acesso ao conforto individual e/ou suporte coletivo, com a diferença de apresentarem uma grande coesão organizacional ou política, voltada para a disputa pela hegemonia com "os de fora", e suportada por uma inteligência média superior, o que torna inevitável a dúvida do quão realmente crentes em suas próprias narrativas//mentiras, projetadas para (enganar/confundir/doutrinar) os outros grupos, em média, eles são ou se tornam... 

No mais, é interessante notar o quão similares em termos politicamente organizacionais estão esquerdistas e judeus, operando como seitas político-ideológicas, não muito diferente de qualquer seita de qualquer outra matriz ideológica, incluindo, é claro, as muitas organizações religiosas tipicamente conservadoras... Mas esses "dois'¹ se diferenciando pelo teor das crenças, níveis e tipos de perfil cognitivo em relação às demais seitas existentes... 

¹ Excepcionalmente próximos...

Apresentar esse perfil cognitivo (QI verbal >> QI performance) necessariamente não quer indicar que se sofra de mentira patológica 

Apresentar uma capacidade para criar narrativas ou histórias, ou para argumentar, necessariamente não implica que apresentará também uma incapacidade progressiva para não mentir e para distinguir mentiras de fatos ou verdades... Ainda que se correlacionem, se um típico mentiroso patológico tende a ser um ótimo contador de histórias, isso não significa que todo aquele que apresenta uma "inteligência verbal" assimetricamente superior à sua "inteligência geral" (na verdade, QI) também sofra do mesmo transtorno. Mas talvez possa ser possível ou provável que exista uma desproporção de indivíduos dotados com esse perfil que são de mentirosos patológicos, ou dentro de um espectro maior do mesmo transtorno, em sua maioria de não-diagnosticados, pelas razões políticas apontadas acima, no início do texto. Só não são por conveniência político-ideológica, o que não significa que não sejam mais propensos a inventar, acreditar e/ou espalhar mentiras. Aliás, esse é outro ponto importante, porque a mentira patológica pode não se limitar a inventar mentiras e acreditar nelas, mas também de ser mais propenso à vulnerabilidade de acreditar nas mentiras que os outros inventam, especialmente se são identificadas como pessoalmente convenientes, se confundindo aos "fatos mais pessoais" e corrompendo de maneira potencialmente permanente as capacidades de discernimento moral e intelectual...

Voltando rapidamente à afirmação do terceiro subtítulo e adicionando uma outra afirmação como potencial: de que o mesmo perfil que se relaciona com a capacidade de criar narrativas (variavelmente convincentes), também pode ser o mesmo que, quando associado com outros fatores igualmente intrínsecos, especialmente os "não-cognitivos" (características de personalidade), só que dissonantes do perfil mitomaníaco, contribua para produzir um perfil oposto, provavelmente relacionado com uma capacidade linguística superior e específica à descrição factual de elementos, concretos e abstratos, uma característica básica** que, quando se acopla com um perfil psicocognitivo excessivamente subjetivista*, resulta em sua própria corrupção, em que passa a operar como suporte cognitivo de racionalização compulsória das próprias crenças do que como, original e idealmente, deveria funcionar, como a única via para a expansão objetiva de compreensão sobre o mundo, seus elementos e fenômenos... 

* Eu já busquei diferenciar o que seriam dois grandes grupos de capacidades linguísticas: o estético e o funcional. O estético diretamente refletido pela maneira de escrever e falar e o funcional, por sua vez, diretamente refletido como o uso da linguagem para compreender o mundo e se comunicar efetivamente. Eu também já comentei em outros textos que as correlações entre alto QI verbal e certos tipos de ideologias como as de esquerda, seriam especialmente quanto aos aspectos mais estéticos da linguagem, se não faz sentido lógico que, alguém muito enviesado ideologicamente e, portanto, muito mais propenso a corromper sua capacidade perceptiva sobre o mundo, apresente um desenvolvimento sadio da mesma inevitavelmente vinculada à linguagem...

** Ou de um tipo de viés contrário àquele que direciona à sistematização da razão como modelo de raciocínio, com base no meu pensamento de que a própria racionalidade também seria um tipo de subjetivização da percepção, só que em direção à objetividade e à imparcialidade, o tipo mais paradoxal



¹

²

Além do fator *g*: QI verbal e de desempenho como preditores de atitudes sociopolíticas

Destaques
•
O QI verbal prediz atitudes políticas com uma força duas vezes maior do que o QI de desempenho.
•
A importância do QI verbal mantém-se mesmo ao comparar membros da mesma família.
•
Indivíduos com maior aptidão verbal são mais propensos a votar e a relatar engajamento cívico.
•
O fator *g* não é o único componente das habilidades cognitivas relevante para as atitudes.

Resumo

Medidas de inteligência predizem atitudes e comportamentos sociopolíticos, como liberalismo, religiosidade e participação eleitoral. Pouco se sabe, no entanto, sobre quais habilidades cognitivas são responsáveis por essas relações. Utilizando várias coortes do *Minnesota Center for Twin and Family Research*, testamos o desempenho preditivo de diferentes habilidades cognitivas amplas. Por meio de regressão múltipla para comparar o QI verbal e o QI de desempenho (provenientes de testes de inteligência Wechsler), constatamos que o QI verbal prediz com maior força a participação eleitoral, o engajamento cívico, o tradicionalismo e medidas de ideologia. Em média, a correlação entre o QI verbal e as atitudes sociopolíticas analisadas é duas vezes maior do que a observada com o QI de desempenho. O mesmo padrão persiste após o controle para o nível de escolaridade e após a realização da análise entre pares de irmãos. Isso implica que a relação não é totalmente mediada pela educação, nem totalmente confundida por fatores de criação ou ambiente familiar. Controles positivos e negativos foram empregados para testar a validade da nossa metodologia. Um achado importante é que o QI verbal e o QI de desempenho apresentam capacidade preditiva equivalente em relação ao ICAR-16, uma medida distinta de inteligência geral. Os resultados sugerem que variações nas habilidades cognitivas — independentes (ortogonais) da inteligência geral — influenciam atitudes e comportamentos sociopolíticos. O papel da habilidade verbal na formação de atitudes pode ajudar a explicar as inclinações ideológicas associadas a profissões específicas. Sua associação com a participação eleitoral e o engajamento cívico sugere que indivíduos com maior aptidão verbal podem exercer maior influência na política e na sociedade.

domingo, 4 de janeiro de 2026

A minha política não é sobre direita ou esquerda, é sobre empatia, conhecimento, justiça...

 Não é sobre Trump ou Maduro, socialismo ou capitalismo.


É sobre focar no mais importante: nas pessoas, nos animais, na natureza... Se estão sofrendo ou se estão satisfeitos. Se os argumentos a favor ou contra são válidos. 

De me colocar no lugar do outro e pensar se eu gostaria de estar no lugar dele. É muito mais simples e certeiro que qualquer análise sobre conjuntura política.

Se o problema mesmo é o embargo econômico dos EUA, por exemplo, ou se é o fato de um país ser uma ditadura cujos governantes não dão a mínima ao bem estar coletivo do seu povo... Afinal, um país com aliados poderosos, como a Venezuela, não deveria apresentar problemas sociais e econômicos tão crônicos...

A minha política, que também é a minha ideologia, é sobre a clareza dos fatos até para que ilumine minhas linhas de raciocínio e me ajude a tecer julgamentos mais justos, sem cair na tentação de me agarrar a discursos e narrativas simplistas, contraditórias, que destoam da realidade...

Não é sobre qual grupo, mas qual posicionamento, pensamento ou ação que está mais certo.  

E se o povo está sofrendo, não importa se o governo é de um lado ou de outro. Mesmo que eu não goste do libertador, que o ditador não continue oprimindo gente inocente, animais, a própria vida... 

A captura do ditador Nicolás Maduro, neste início de 2026, não irá mudar minhas opiniões sobre capitalismo ou EUA, que nunca foram as melhores. Porque eu aprendi que é perfeitamente possível gostar mais de X sem ter que desgostar mais de Y, que esses binarismos são inferiores a uma abordagem em múltiplas perspectivas, inevitável para quem realmente se dispõe a entender o mundo como ele é, primeiro, para conseguir propor por soluções ou medidas mais adequadas do que aquelas que são produtos de doutrinação ou sentimentalismo...

quinta-feira, 19 de junho de 2025

"Tudo é ideologia"/"Everything is ideology"

 Essa é a desculpa favorita dos que sempre defendem pela parcialidade ideológica que se alinha com suas próprias crenças, especialmente se for uma parcialidade à "esquerda". No entanto, ideologia não é sinônimo de parcialidade, se tratando de algo extremamente básico ao pensamento humano, essencialmente ideológico, que sempre se baseia em crenças, ideias, e que também podem ser verdades ou fatos... Então, acreditar que todo pensamento humano está fadado a uma parcialidade absoluta é precipitado, na melhor das hipóteses, e suspeito, na pior delas. Além disso, também está ignorando que a filosofia, ou "amor à sabedoria", e a ciência, também são ideologias, as mais importantes de todas, porque nos ajudam a entender melhor o mundo em que vivemos, quando bem desenvolvidas... E que o amor ao conhecimento, que se traduz, na prática, como a sua busca, só pode ser instrumentalmente possível pela objetividade e pela imparcialidade, ou pelo menos o máximo que podemos conseguir, de neutralização de expectativas e sentimentos pessoais durante esse processo de construção de conhecimento e, portanto, de compreensão.


This is the favorite excuse of those who always defend ideological bias that aligns with their own beliefs, especially if it is a bias towards the "left". However, ideology is not synonymous with bias, as it is something extremely basic to human thought, essentially ideological, which is always based on beliefs, ideas, and which can also be truths or facts... So, believing that all human thought is doomed to absolute bias is hasty, at best, and suspicious, at worst. Furthermore, it also ignores the fact that philosophy, or "love of wisdom", and science, are also ideologies, the most important of all, because they help us to better understand the world we live in, when well developed... And that the love of knowledge, which translates, in practice, as its search, can only be instrumentally possible through objectivity and impartiality, or at least the maximum we can achieve, of neutralizing personal expectations and feelings during this process of building knowledge and, therefore, understanding.

quarta-feira, 30 de abril de 2025

O fanatismo ideológico e o fundamentalismo religioso são expressões atávicas do comportamento humano

 Pois refletem deficiências ou incapacidades crônicas, atreladas ao pensamento mais avançado que o ser humano pode alcançar, que é o pensamento racional: reflexivo, autocrítico, autoconsciente, objetivo, imparcial, ponderado... Que mais nos capacita quanto ao potencial de melhorarmos nossa compreensão verdadeira sobre o mundo... Pois refletem instintos emotivos projetados na linguagem, em que os mesmos assumem a forma de palavras e conceitos e emulam a inteligência humana, escondendo sua natureza muito mais simples e vestigial: um atavismo da mente, tal como se um animal de outra espécie adquirisse a capacidade de aprender nossa linguagem complexa só que a usasse apenas para reforçar seus ímpetos instintivos. Nesse caso, no mundo real, tratando-se do próprio humano, um descompasso muito comum e pouco compreendido, frequentemente considerado como um fenômeno exclusivo do social ou da cultura e não ou principalmente como um fenômeno cognitivo e evolutivo, de algo mais profundo que não nos acomete igualmente se isso também depende das predisposições que apresentamos, em que alguns, ou muitos, mostram-se mais suscetíveis que outros. Portanto, mais irredutível é o indivíduo quanto às suas crenças pessoais, especialmente as que são categoricamente irracionais, mais guiado ou dominado pelos seus instintos emotivos, ele está. Se não haveria razão lógica de acreditar em desvarios que podem ser até facilmente refutados ou ao menos severamente problematizados, da crença pela fé na vida eterna e na existência divina à crença secular na igualdade humana absoluta, por exemplo. Se a única razão lógica, que eu tenho encontrado, para explicar esse suporte à crenças irracionais, é o benefício pessoal aparente ou sentido de fazê-lo, mas também por refletir uma auto projeção de expectativas e traços de personalidade da própria pessoa, de algo que ela acredita como um reflexo dela mesma, como um estado inebriante de autoconfiança excessiva, que leva a um estado menos sóbrio. Por isso ser tão caro a uma pessoa acometida por esse delírio de grandeza, criticar, testar e/ou abdicar mesmo de suas crenças mais irracionais, se para ela seria semelhante a mutilar seu próprio corpo, de cortar e jogar fora seus próprios pedaços de esperança, sonhos, motivação de vida e senso de realidade, mesmo se falsificado, e abrir espaço para fatos ou verdades que não gostaria de ter em sua mente como parte de seu sistema pessoal de crenças, que não comungam com o seu jeito de ser e pensar.

sábado, 19 de outubro de 2024

Como identificar um fanático político-ideológico durante um debate ou conversa??/How to identify a political-ideological fanatic during a debate or conversation?

 Sinais de que você está debatendo com um fanático, especialmente de um certo lado...


1. Ele te acusa de muitos nomes 

De ser um fascista, racista, nazista... 

Porque não está realmente preocupado em argumentar ou debater.

2. Ele usa jargões constantemente 

Como se estivesse fazendo um discurso em cada comentário.

"É golpe"

"Luta pela 'democracia'"

Repete os jargões que seus líderes ou autoridades ideológicas lhes ensinaram e sem qualquer autocrítica adequada.


3. Ele não quer te deixar falar 

Não quer te escutar ou ouvir seus argumentos, porque quer minimizar o risco de acabar concordando contigo, especialmente com aquilo que não quer.


4. Ele fica em um estado de histeria 

Emocionado, passional, amedrontado, quando está em um debate...

Com medo de "perder" o debate ou de acabar tomando uma invertida. E como é o destino dos que se aprofundam demais na defesa de certas crenças, até que faz sentido evitarem debates verdadeiros, porque assim evitam se expor ao escrutínio dos de fora de suas bolhas e de perceberem da pior maneira o quão ignorantes realmente estão, mesmo que não admitam ou aceitem... 



Signs that you are debating with a fanatic, especially from a certain side...

1. He accuses you of many names

Of being a fascist, racist, Nazi...

Because he is not really concerned with arguing or debating.

2. He uses jargon constantly

As if he were making a speech in each comment.

"It's a coup"

"Fight for 'democracy'"

He repeats the jargon that his leaders or ideological authorities taught him and without any proper self-criticism.

3. He doesn't want to let you speak

He doesn't want to listen to you or hear your arguments, because he wants to minimize the risk of ending up agreeing with you, especially with something he doesn't want to.

4. He becomes hysterical

Emotional, passionate, scared, when he is in a debate...

Afraid of "losing" the debate or ending up being turned around. And as is the fate of those who delve too deeply into defending certain beliefs, it even makes sense for them to avoid real debates, because that way they avoid exposing themselves to the scrutiny of those outside their bubbles and realizing in the worst way how ignorant they really are, even if they don't admit or accept it...

domingo, 15 de setembro de 2024

Mais sobre o mesmo/More about the same

 Mais intensa é a doutrinação ideológica, menor é a autonomia do pensamento sobre o sentimento, de tal maneira que não seria exagerado chamá-la de doutrinação emocional 


A falácia, geralmente, é a expressão de um raciocínio desprovido de um esforço intelectual mínimo 

A esquerda é uma pretensão de complexidade e profundidade filosófica de pensamento. A direita é uma simplicidade autêntica porém excessiva, porque almeja a objetividade, mas acaba tão subjetiva quanto à esquerda. Revisitando o meu pensamento sobre as duas, em que a esquerda tende a expressar um pseudo intelectualismo (pretensão de inteligência/racionalidade) e a direita um anti intelectualismo (a negação da mesma...em prol de sua autenticidade)

O típico direitista se comporta exatamente como uma pessoa comum ou um "average Joey". Um típico esquerdista se comporta exatamente como um membro de seita 

Uma impressão pessoal: de que existe uma correlação positiva entre ser mulher e/ou estar dentro do espectro de minorias sexuais e de apresentar um grau crônico de analfabetismo científico e filosófico, resultando em uma correlação positiva de engajamento ou crença de muitos indivíduos dessas populações com pseudociências de todos os tipos: médicas, "do bem" (político-ideologicamente enviesadas à esquerda), até pela tendência de ambos serem mais emotivos ou movidos pelos seus sentimentos e, portanto, mais parciais e subjetivos do que imparciais e objetivos, características básicas para um bom cientista 

E sem falar de uma provável desproporção dos mesmos grupos entre "artistas' da "arte contemporânea" 

Politizados verdadeiros discutem mais sobre política. Pseudo-politizados discutem mais sobre políticos 

Enquanto as ficções humanas são meios para finalidades específicas e pragmáticas, como o conceito de justiça, realidades concretas e derivadas são fins em si mesmos, como uma pedra ou a água

Quando todos os políticos são corruptos, covardes ou tolos, as pessoas comuns deveriam tomar para si mesmas a responsabilidade de governo

A maioria dos jornalistas são meros propagandistas políticos 

Jornalistas, atores, políticos... Grupos muito semelhantes... 

A hipocrisia do tribalismo identitário é igual à hipocrisia de chamar de comunidade uma seita ou culto 

Identitários de "esquerda" e de "direita" se assemelham em demasia por suas autoestimas muito altas que resultam em uma autenticidade mórbida: desequilibrada ou distorcida. A maior diferença é que a autenticidade dos de direita é mais comum e alinhada ao ciclo de competição, reprodução e hierarquia social, mais alinhada à ordem "natural" ou típica...

Todo identitarismo é uma ideologia que se serve como um espelho de autenticidade àqueles que o adotam

Um exemplo de como o identitarismo burguês "de esquerda" finge que combate a desigualdade sem de fato fazê-lo: quando impõe sistemas de cotas raciais para profissões do setor público com os salários mais altos, como o de juiz, ao invés de combater as próprias diferenças salariais e de privilégio social entre as profissões, o cerne da desigualdade social 

O "branco de esquerda" que aceita ser responsabilizado por crimes que não cometeu só porque foram cometidos por "seus ancestrais' ou pelo governo do seu país, é tão trouxa quanto o evangélico que dá dinheiro ao pastor que se aproveita para enriquecer. 

O cidadão "de esquerda" que tolera o crime ou defende pela suavização da punição por crimes também está na mesma posição de alguém que naturaliza condições injustas e prejudiciais a si mesmo. Um pouco menos se ele for socialmente privilegiado e, portanto, mais protegido da bandidagem urbana...

Também pode ser possível comparar com pessoas comuns autodeclaradas de esquerda que apoiam correligionários que literalmente gozam de um alto padrão de vida e se limitam à "militâncias" discursivas como demonstração pública de apoio à políticas e ideias ditas esquerdistas. 

Defender pela suavização da punição por crimes também é uma maneira de defender pela opressão, com o aumento da insegurança, de quem vive nos mesmos bairros em que vive a maioria dos sujeitos cronicamente anti sociais, abundantes nas classes mais baixas ou basais.

Também é um verdadeiro privilégio social, não no bom sentido, defender por políticas públicas baseadas em ideias excessivamente abstratas à realidades constantes na dinâmica social, tal como às que se baseiam no negacionismo das diferenças intrínsecas de comportamento e inteligência entre indivíduos e grupos humanos. É fácil fazê-lo quando não tem que lidar com essas diferenças no cotidiano, como as variações mais extremas de inteligência emocional, empatia, racionalidade...

Brancos de origem europeia têm sido governados pelos menos sábios entre eles desde há muito tempo, a norma na maioria das comunidades e sociedades humanas. Pois, nessa primeira metade de século  XXI, em que uma tribo, originalmente do oriente médio, tomou o poder no mundo ocidental e está promovendo o seu genocídio lento e sofisticado para terminar esse processo de usurpação de poder, muitos deles se espantam por essa situação, como se não fosse totalmente previsível que uma civilização corrupta pudesse cair nas mãos de outras "elites" tão mal intencionadas quanto às anteriores

Em uma tragédia sem crime, a reação mais apropriada é a de lamento pela perda de vidas. Já no caso de uma tragédia a partir de uma ação criminosa, se exige uma reação primária de indignação, não apenas de lamento

A "esquerda' nega a existência de raças humanas ou de variações fenotípicas estatisticamente significativas (não apenas de traços físicos, mas também mentais e mais intrínsecos), isto é, de uma realidade biológica, enquanto considera o termo racismo, uma ficção humana ou abstração, uma verdade tão absoluta quanto à própria existência da espécie humana

Ter um excelente conhecimento geral ou cultural pode te fazer mais sofisticado e culto, mas não necessariamente mais sensato ou filosoficamente inteligente, ainda mais se a vocação filosófica sempre prioriza a qualidade sobre a quantidade

O único sistema de cotas justo é aquele que discrimina a favor de pessoas com deficiência

E ainda sobre sistemas de cotas, o mais do mesmo do que tenho dito, de que, não adianta implementá-los, se, além de não selecionarem por mérito de capacidade ou potencial, ainda continuarão funcionando como um método injusto de seleção de capacidades específicas a partir de avaliações excessivamente generalistas, que focam em conhecimentos gerais e memorização do que em conhecimentos específicos e práticos, o cerne do seu problema primário que o torna menos justo do que aparenta

O meu tipo de introvertido não é aquele que prefere ficar sozinho e sim aquele que gosta de ter seu espaço pessoal e/ou privacidade respeitados

Talvez uma diferença marcante entre um psicopata típico e um sociopata típico: em uma conversa, o psicopata escuta primeiro para saber o que falar, enquanto o sociopata está mais inclinado a não se importar com o que está dizendo 

Estúpido não é o mesmo que menos inteligente

O menos inteligente sabe ou compreende menos 

O mais estúpido não entende ou confunde mais 

A principal diferença entre eles é o nível de autoconsciência, especialmente em relação ao menos inteligente que não é categoricamente estúpido, em que o mais estúpido também é o menos autoconsciente, que não é igualmente condicional ao menos inteligente 

Pois parece que, enquanto existe uma abundância de menos inteligentes ou simplórios que se identificam com a direita no espectro político-ideológico corrente, como compensação, parece haver uma abundância de estúpidos categóricos que se identificam com a esquerda, típico de grupos de culto ou seita

Em termos evolutivos, o [mais]estúpido é todo aquele que adota uma estratégia de existência que o desvirtua em demasia da maneira mais original ou básica e eficiente de sobrevivência de sua espécie. Nesse sentido, então, parece mais verossímil definir como estúpido um típico "progressista" do que um típico "conservador"

No entanto, não é tão simples assim, já que o típico "progressista" tem demonstrado uma certa capacidade de sobrevivência individual em cenários específicos e importantes, justamente pela estratégia evolutiva mais adotada por humanos, a covardia, se pelo conformismo ideológico ou camuflagem social, pelo menos quanto à hegemonia de algumas de suas ideologias de aderência nessa primeira metade do século XXI, ou pela decisão de se esquivar de um envolvimento geralmente forçado em conflitos bélicos. Um porém a essa conclusão seria de que essa capacidade seria mais eficiente a curto do que a longo prazo

Não há nada que aborreça mais um indivíduo muito racional ou sensato do que um relativista da verdade.

Idiotas ou estúpidos arquetípicos que, tradicionalmente, se acham mais sensatos que os outros, são, frequentemente, atraídos por cultos de doutrinação ideológica, pois se apoiar em uma ideologia é a maneira mais fácil de aparentar inteligência ou conhecimento 

A manifestação mais básica e decisiva de inteligência é pela demonstração genuína de conhecimento, a priori, independente do quão amplo ou aprofundado possa estar, contanto que seja objetivo. E claro que, a partir de uma capacidade de aprofundamento, a demonstração de inteligência se faz ainda mais impressionante. É por isso que, talvez, muito daquilo que nos acostumamos a chamar por eufemismos, como a "cultura", na verdade, seja uma manifestação de inteligência ou estupidez, insensatez ou insensatez, a crença religiosa, por exemplo. A própria cultura poderia ser considerada uma espécie de sinônimo relativamente distante para inteligência, bem como para estupidez, se a cultura não se limita a rituais, roupas ou linguagens, mas também à qualidade intelectual e moral de suas crenças...


The more intense the ideological indoctrination, the less autonomy of thought over feeling, so much so that it would not be an exaggeration to call it emotional indoctrination

The fallacy is generally the expression of reasoning devoid of minimal intellectual effort

The left is a pretense of complexity and philosophical depth of thought. The right is an authentic but excessive simplicity, because it aims for objectivity, but ends up as subjective as the left. Revisiting my thoughts on both, in which the left tends to express a pseudo-intellectualism (pretense of intelligence/rationality) and the right an anti-intellectualism (the denial of the same... in favor of its authenticity)

The typical right-winger behaves exactly like an ordinary person or an "average Joey". A typical leftist behaves exactly like a member of a cult

A personal impression: that there is a positive correlation between being a woman and/or being within the spectrum of sexual minorities and presenting a chronic degree of scientific and philosophical illiteracy, resulting in a positive correlation of engagement or belief of many individuals from these populations with pseudosciences of all types: medical, "good" (politically and ideologically biased to the left), even due to the tendency of both to be more emotional or driven by their feelings and, therefore, more partial and subjective than impartial and objective, basic characteristics for a good scientist

And not to mention a probable disproportion of the same groups among "artists" of "contemporary art"

True politicized people discuss more about politics. Pseudo-politicized people discuss more about politicians

While human fictions are means to specific and pragmatic ends, such as the concept of justice, concrete and derived realities are ends in themselves, such as a stone or the water

When all politicians are corrupt, cowards or fools, ordinary people should take upon themselves the responsibility of government

Most journalists are mere political propagandists

Journalists, actors, politicians... Very similar groups...

The hypocrisy of identitarian tribalism is the same as the hypocrisy of calling a sect or cult a community

Identitarians of the "left" and "right" are too similar because of their very high self-esteem that results in a morbid authenticity: unbalanced or distorted. The biggest difference is that the authenticity of those on the right is more common and aligned with the cycle of competition, reproduction and social hierarchy, more aligned with the "natural" or typical order...

All identitarianism is an ideology that serves as a mirror of authenticity to those who adopt it

An example of how "left-wing" bourgeois identitarianism pretends to combat inequality without actually doing so: when it imposes racial quota systems for public sector professions with the highest salaries, such as that of judge, instead of combating the very differences in salary and social privilege between professions, the core of social inequality

The "left-wing white" who accepts being held responsible for crimes he did not commit just because they were committed by "his ancestors" or by the government of his country, is as foolish as the evangelical who gives money to the pastor who takes advantage of it to get rich.

The "left-wing" citizen who tolerates crime or advocates for the softening of punishment for crimes is also in the same position as someone who naturalizes unfair and harmful conditions to himself. A little less if he is socially privileged and, therefore, more protected from urban banditry...

It may also be possible to compare it with ordinary people who declare themselves to be left-wing who support fellow believers who literally enjoy a high standard of living and limit themselves to discursive "activism" as a public demonstration of support for so-called leftist policies and ideas.

Advocating for the softening of punishment for crimes is also a way of advocating for the oppression, with the increase in insecurity, of those who live in the same neighborhoods as the majority of chronically anti-social individuals, abundant in the lower or lower classes.

It is also a true social privilege, not in a good way, to advocate for public policies based on ideas that are excessively abstract from the constant realities of social dynamics, such as those based on the denial of intrinsic differences in behavior and intelligence between individuals and human groups. It's easy to do so when you don't have to deal with these differences in everyday life, such as the most extreme variations in emotional intelligence, empathy, rationality...

Whites of European origin have been ruled by the least wise among them for a long time, the norm in most human communities and societies. Well, in this first half of the 21st century, when a tribe, originally from the Middle East, has taken power in the Western world and is promoting its slow and sophisticated genocide
to end this process of usurpation of power, many of them are shocked by this situation, as if it were not completely predictable that a corrupt civilization could fall into the hands of other "elites" as ill-intentioned as the previous ones

In a tragedy without crime, the most appropriate reaction is to lament the loss of life. In the case of a tragedy resulting from a criminal act, a primary reaction of indignation is required, not just regret

The "left" denies the existence of human races or of statistically significant phenotypic variations (not only of physical traits, but also mental and more intrinsic ones), that is, of a biological reality, while considering the term racism, a human fiction or abstraction, a truth as absolute as the very existence of the human species

Having excellent general or cultural knowledge can make you more sophisticated and cultured, but not necessarily more sensible or philosophically intelligent, especially if the philosophical vocation always prioritizes quality over quantity

The only fair quota system is one that discriminates in favor of people with disabilities

And still about quota systems, more of the same of what I have been saying, that there is no point in implementing them, if, in addition to not selecting based on merit of capacity or potential, they will also continue to function as an unfair method of selecting specific capabilities based on excessively generalist evaluations, which focus on knowledge general and memorization than in specific and practical knowledge, the core of his primary problem that makes him less righteous than he seems

My type of introvert is not one who prefers to be alone but one who likes to have his personal space and/or privacy respected

Perhaps a striking difference between a typical psychopath and a typical sociopath: in a conversation, the psychopath listens first to know what to say, while the sociopath is more inclined to not care about what is being said

Stupid is not the same as less intelligent

The less intelligent knows or understands less

The more stupid does not understand or confuses more

The main difference between them is the level of self-awareness, especially in relation to the less intelligent who is not categorically stupid, in which the more stupid is also the less self-aware, which is not equally conditional to the less intelligent

For it seems that, while there is an abundance of less intelligent or simple-minded people who identify with the right in the current political-ideological spectrum, as compensation, there seems to be an abundance of categorical idiots who identify with the left, typical of cult or sect groups

In evolutionary terms, the [most] stupid is anyone who adopts a strategy of existence that distorts too much the most original or basic and efficient way of survival of their species. In this sense, then, it seems more plausible to define a typical "progressive" as stupid than a typical "conservative"

However, it is not that simple, since the typical "progressive" has demonstrated a certain capacity for individual survival in specific and important scenarios, precisely because of the evolutionary strategy most adopted by humans, cowardice, whether through ideological conformity or social camouflage, at least regarding the hegemony of some of their ideologies of adherence in this first half of the 21st century, or through the decision to avoid a generally forced involvement in armed conflicts. One drawback to this conclusion would be that this capacity would be more efficient in the short term than in the long term.

There is nothing that annoys a very rational or sensible individual more than a relativist of truth.

Archetypal idiots or stupid people who traditionally think they are more sensible than others are often attracted to cults of ideological indoctrination, because relying on an ideology is the easiest way to appear intelligent or knowledgeable.

The most basic and decisive manifestation of intelligence is through the genuine demonstration of knowledge, a priori, regardless of how broad or in-depth it may be, as long as it is objective. And of course, from a capacity for deepening, the demonstration of intelligence becomes even more impressive. This is perhaps why much of what we are accustomed to calling euphemistically, such as "culture", is in fact a manifestation of intelligence or stupidity, foolishness or insanity, religious belief, for example. Culture itself could be considered a kind of relatively distant synonym for intelligence as well as for stupidity, if culture is not limited to rituals, clothes or languages, but also to the intellectual and moral quality of its beliefs...

sábado, 22 de junho de 2024

Ideologia, filosofia/sabedoria e a metáfora do manual e do automático/Ideology, philosophy/wisdom and the metaphor of manual and automatic

 Mais informações acumulamos, mais automáticos se tornam os nossos padrões de raciocínio, porque, ao invés de continuarmos procurando por respostas, passamos a usar as que já estão sob os nossos domínios particulares. Basicamente, se trata de preencher lacunas vagas de consciência resultantes da própria evolução da inteligência humana, de flexibilização dos instintos tornando possível o preenchimento dessas lacunas com novas informações, de uma maneira mais interessante, flexível, mas também mais imprecisa, incerta... O bônus e o ônus de uma inteligência mais complexa. Pois a maximização do bônus, pelo menos no campo intelectual, acontece quando os nossos sistemas pessoais de crenças são solidamente construídos a partir de conhecimentos e ponderação analítica. Em outras palavras, quando nossas ideologias pessoais são unicamente a filosofia ou a sabedoria. Já o oposto disso, de maximização dos ônus, pelo menos em um campo intelectual, é quando são predominantemente baseadas em outras ideologias e não pela única que se consiste na busca pela verdade. Então, a priori, é naturalmente esperado que os nossos padrões de pensamento ou raciocínio se tornem mais automáticos do que manuais de acordo com que acumulamos mais informações. Porém, quando nossas ideologias pessoais são ou se tornam, sistematicamente, a própria filosofia, isso significa que estamos, de fato, acumulando conhecimentos, melhorando nossa compreensão do mundo e realmente aumentando a nossa inteligência (que parece ser independente das pontuações em testes cognitivos). Também significa que, apesar da tendência inevitável de redução da flexibilidade dos padrões de raciocínio, por essa via, ainda os mantemos mais flexíveis do que se seguirmos o caminho oposto, de estarmos sempre prontos para corrigir ou melhorar nossos pontos de vista e a contextualizá-los da maneira mais adequada. Pois, pelo caminho da irracionalidade, a tendência é de nos tornarmos mais dogmáticos, muito dependentes dos nossos arcabouços pessoais de crenças, ainda mais se apresentamos uma compreensão limitada sobre o que acreditamos.

Essa é a básica diferença entre construir uma cultura pessoal homogeneamente inteligente e uma cultura pessoal variavelmente inteligente. 

Ideology, philosophy/wisdom and the metaphor of manual and automatic

The more information we accumulate, the more automatic our reasoning patterns become, because, instead of continuing to look for answers, we start to use those that are already within our particular domains. Basically, it's about filling vague gaps in consciousness resulting from the evolution of human intelligence itself, making instincts more flexible, making it possible to fill these gaps with new information, in a more interesting, flexible way, but also more imprecise, uncertain... bonus and the burden of more complex intelligence. Then, maximizing the bonus, at least in the intellectual field, happens when our personal belief systems are solidly built from knowledge and analytical consideration. In other words, when our personal ideologies are solely philosophy or wisdom. The opposite of this, of maximizing burdens, at least in an intellectual field, is when they are predominantly based on other ideologies and not the only one that consists of the search for truth. So, a priori, it is naturally expected that our patterns of thought or reasoning become more automatic than manual as we accumulate more information. However, when our personal ideologies are or systematically become philosophy itself, it means that we are, in fact, accumulating knowledge, improving our understanding of the world, and actually increasing our intelligence (which appears to be independent of cognitive test scores). It also means that, despite the inevitable tendency to reduce the flexibility of reasoning patterns, in this way, we still keep them more flexible than if we followed the opposite path, of always being ready to correct or improve our points of view and to contextualize them in the most appropriate way. Because, along the path of irrationality, the tendency is to become more dogmatic, very dependent on own personal frameworks of beliefs, even more so if we have a limited understanding of what we believe.

This is the basic difference between building a homogeneously intelligent personal culture and a variably intelligent personal culture.

sábado, 8 de junho de 2024

Mais e mais/More and more

 "Idiotas" habitualmente confundem o tamanho do próprio ego com inteligência


Existe uma forte atração dos que se acham os mais racionais, sem de fato serem, pela suposta filosofia que é ensinada nas universidades

Em condições ideais, o filósofo deveria ser o médico particular de um organismo social, por ser o mais realista, mais proficiente em compreender o que se passa com esse ou com um organismo. Mas tem sido uma classe especial de açougueiros que tem ocupado essa posição tão importante 

Não é sempre que uma maior vigilância ou controle do estado ou governo sobre indivíduos que é imoral, tal como parecem afirmar duas obras literárias internacionalmente famosas, 1984 e Admirável Mundo Novo, se existem contextos ou situações individuais em que intervenções externas podem ser mais benéficas do que prejudiciais e se também existem contextos coletivos em que deixar indivíduos livres para agirem de acordo com as suas próprias consciências pode ou tende a ser mais prejudicial do que benéfico 

O mais louco ainda não é aquele típico exemplo de indivíduo sofrendo um ataque psicótico (sim, em um sentido de intensidade da loucura), mas aquele indivíduo que aparenta ser "normal", porém, não tem a mais remota ideia do quão ideologicamente doutrinado ou desvirtuado da razão ele está e passa boa parte de sua vida nesse nível muito baixo de autoconsciência/autoconhecimento (em um sentido de profundidade e constância da loucura)

Existe o mentiroso patológico que mente mais para si mesmo do que para os outros e o mentiroso patológico que mente mais para os outros do que para si mesmo. O primeiro é um desesperado que encontrou na mentira uma fonte de sobrevivência. O segundo é um inescrupuloso que também encontrou na mentira uma fonte de sobrevivência 

Para entender o que é o médico é preciso entender o que é a medicina. Já para entender o que é a arte é preciso entender o que é o artista 

Com frequência, a desatenção é mais uma questão de perspectiva do que de deficiência, especialmente quando existe um claro direcionamento de atenção ou compensação  

A ideologia individualista em curso hegemônico, especialmente no mundo ocidental, nos dá uma dimensão distorcida do quão extremista é, ou também o quão distantes de um ideal de equilíbrio entre coletivismo e individualismo estamos, nós, ocidentais, das primeiras décadas do século XXI.

Dois exemplos: o acesso facilitado a veículos, desde que se tenha dinheiro para essa aquisição e também associado a uma prova para habilitação da carteira de motorista. Sim, o capitalismo turbinando esse acesso... Mas está claro que existem muitos motoristas irresponsáveis que não deveriam ter livre acesso a esse bem ou direito. Se o critério mais importante fosse a capacidade de direção responsável... Mas está completamente normalizado que qualquer um com dinheiro e carteira pode dirigir e a aplicação de multas não costuma surtir efeitos preventivos ou corretivos vigorosos. Parece comum que se espere que o pior aconteça para suspender a habilitação 

Outro exemplo é o direito facilitado e universalizado de geração de descendência, diga-se, um direito muito antigo e, até então, natural. Pois a partir de um crescente conhecimento (cientificamente legítimo) sobre a influência predominante da genética ou da biologia no comportamento e no desenvolvimento humanos, primariamente com base na percepção de padrões hereditários que corroboram para uma confirmação do "hereditarianismo" (de predomínio da influência de características intrínsecas no comportamento e desenvolvimento), a ideia teórica de que qualquer casal pode ter a quantidade de filhos que desejar parece definitivamente absurda, tacitamente negligente. Mas, como vivemos em um mundo dominado por essa ideologia individualista e que, inclusive, se associa ao igualitarismo, outra ideologia grosseiramente destoante de uma análise ponderada ou factual, parece absurdo, no sentido de cruel, acreditar que a natalidade de uma pessoa ou casal possa se tornar assunto de domínio público ou de outros e não apenas dos diretamente envolvidos

A ideia individualista de que um indivíduo tem que ter total autonomia sobre suas ações e decisões é extremista. Mas não significa então que ele não tenha ou não possa ter direito a qualquer nível de autonomia

Aquele que pensa que é o mais livre geralmente está habituado aos seus próprios vícios. Já aquele que é visto como mais conformista ou menos livre geralmente está viciado aos seus próprios hábitos

Uma "teoria conspiratória" no mínimo divertida, baseada numa das "teorias conspiratórias" mais antigas, sobre judeus, é a de que a "esquerda" ocidental tem sido usada justamente pelos judeus mais etnocêntricos ou racistas, sedentos por poder e guiados por ódio e desejo de "vingança" em relação aos gentios brancos de origem europeia, usando-a como um meio para destruí-los, em outras palavras, aqueles que dizem lutar contra fascistas estariam, na verdade, colaborando, ignorantes, com fascistas/sionistas judeus em seus planos de dominação mundial... Metaforicamente, autodeclarados progressistas ocidentais seriam como o cavalo de madeira e os judeus sionistas como os gregos escondidos dentro do "presente" para a cidade de Tróia ou Ocidente//Mundo

A eugenia, em teoria, pode ser moral ou imoral, apesar de que, na prática, não tem sido moral ou "boa". A disgenia, na teoria e na prática, é sempre imoral ou "ruim"

É comum saber o conceito de uma palavra ou termo abstrato, mas de não saber aplicá-lo corretamente em contextos, geralmente resultado de uma intrusão ideológica (ou emotiva) durante o processo de contextualização 

Também é comum a adoção de conceitos estabelecidos de palavras ou termos abstratos sem qualquer análise ou uma crítica mais profunda 

Os judeus são uma prova cabal de que é possível um povo ser muito inteligente, mas excepcionalmente irracional. Tal como pelo fato de "terem"* dominado a civilização ocidental, especialmente suas principais potências e de, apesar disso, estarem na vanguarda de sua própria destruição, ao promoverem políticas insanas, como a imigração sem controle, com base em ideologias que visam eliminar as populações originais do mundo ocidental, tal como matar a galinha dos ovos de ouro, os maiores colaboradores pelo seu próprio sucesso, se comportando exatamente como espécies parasitas no reino natural, irreflexivamente objetivos 

*Primariamente, suas "elites"

Além de tudo isso, estão literalmente destruindo uma civilização grandiosa, como tem sido a ocidental, apesar de suas muitas imperfeições, tal como o seu histórico de crueldades globalizadas. Até caberia pensar se essa estupidez hedionda não poderia ser categorizada como um grande exemplo da lei de ouro da estupidez humana, definida pelo economista italiano Carlo Cipolla

Para flagrante de estupro, o mais justo seria, a priori, a prisão perpétua (sem direito à qualquer regalias, com direito à esterilização e à castração química ou física), e pena de morte em caso de estupro seguido de homicídio. Mas, dependendo do nível de crueldade e do estado da vítima, mesmo sem homicídio, também poderia ter a pena de morte como veredito. Já no caso de reação violenta com intenção homicida ou com a consumação desse ato por parte da vítima ou por outra pessoa que intervir favoravelmente à vítima, o ideal seria a ausência de punição (também para qualquer caso confirmado de auto defesa ou defesa de vulnerável)

Autodeclarados democráticos: "devemos sempre defender a democracia" 

Mas mesmo quando resulta em idiocracia?? Tal como pela substituição do mérito em processos avaliativos e seletivos para educação superior e mercado de trabalho por critérios não-objetivos ou potencialmente injustos, por raça ou sexo, por exemplo??

Boa parte da ilusão de uma doutrinação ideológica consiste em evitar que os doutrinados percebam o que realmente está acontecendo e que é óbvio ou fácil de perceber 

Ser gay e mais racional ou integralmente inteligente é uma certeza de solidão, romanticamente falando... 

Ser gay e mais racional é como se sentir um eterno intruso ou espião em espaços individuais e coletivos do espectro LGBT 

Quanto ao contexto político, a racionalidade está associada a uma maior flexibilidade de posicionamento. Por exemplo, votar na direita ou extrema direita em uma eleição pode ser mais sensato do que fazê-lo em outra. Ainda que, com as tendências de longo prazo no mundo ocidental, de piora nas relações sociais causadas justamente por políticas endossadas e impostas por partidos e ideologias de esquerda, está cada vez mais difícil apoiá-la integralmente 

O mais triste sobre a tal esquerda é que pega pautas sérias e parece que, só para vandalizá-las ou deslegitimá-las depois 

De uma maneira bem bruta de dizer, políticas de esquerda tendem a expressar racionalizações de inadequação ou inadaptação individual e/ou de grupos. É a política do "perdedor" que busca ocupar o lugar do "vencedor". Por outro lado, sem qualquer política ou perspectiva crítica à da situação, o mundo seria tão ou mais injusto, como foi por séculos. O problema é os da oposição só criticarem o poder por estarem excluídos do seu acesso ilimitado e não pela injustiça ou irracionalidade da desigualdade de acesso, ainda mais para os mais sensatos, os mais naturalmente aptos a exercerem funções de gerência social. Então, quando os outrora perdedores conseguem tomar o poder, tem sido só para ocuparem o espaço dos outrora vencedores, isto é, de um espaço de comando e também de opressão em potencial 

Na atualidade, a real política ou, o que de fato acontece no mundo, está predominantemente do lado da extrema direita, enquanto que tem restado, especialmente à centro-esquerda, as "fofocas" de dentro do sistema. É assim que tem acontecido no jogo político, quando um grupo ou certas ideias e verdades são excluídos dos discursos oficiais e outros amplamente adotados e endossados. O primeiro passa a  expressar (de maneira não-absoluta) a política real e o outro a se limitar às pequenas verdades ou inverdades dos "da situação", ainda mais que, historicamente, aqueles no poder têm abusado de mentiras para se perpetuarem no topo. 

Uma espécie de compensação para os que são excluídos 

"Foi encontrado uma correlação de 0,3 entre QI e filiação político-ideológica de esquerda..."

Exemplo fictício ainda que, possivelmente verdadeiro, só para ilustrar...

Ok, mas por que também não usar estatísticas em um formato típico, por exemplo, "foi encontrado que '30%' das pessoas que pontuaram acima da média em testes de QI (100 ou mais) em determinado estudo se declararam como progressistas ou de esquerda, se comparado com '15%' das que pontuaram abaixo da média"

Mesmo se não é todo professor que é arrogante e todo cientista que é humilde, o cientista sério, muito focado no seu trabalho, tem menos tempo para ser arrogante do que o professor. Além disso, o professor precisa estar sempre lidando com o meio social, ao contrário do cientista

O cristão acredita na volta de Jesus, assim como o esquerdista acredita que apenas a educação que irá milagrosamente desenvolver um país

O mais emocionalmente inteligente se assemelha mais ao menos emocionalmente inteligente do que àquele de inteligência emocional mediana, porque ambos tendem a priorizar a verdade ou, pelo menos, a sinceridade sobre o engano ou "mentiras brancas". Um, por ser demasiado sensível à verdade dentro de um contexto emotivo. O outro por ser demasiado insensível à mentira, especialmente à "bem intencionada'

O etnocentrismo irracional ou típico é um fenômeno psicossocial em que seus comportamentos mais comuns são: a defesa de indivíduos que cometem crimes hediondos apenas por pertencerem ao mesmo grupo étnico ou racial; a manipulação de  fatos considerados inconvenientes ao grupo étnico ou racial de pertencimento, ao invés de aceita-los; a responsabilização de outros grupos por pendengas coletivas do grupo de associação, diga-se, que também pode se manifestar por outros tipos ou categorias de coletivismo, por orientação sexual, sexo, ideologia... 

Um etnocentrismo racional se difere do irracional por não haver encobrimento ou racionalização de crimes cometidos por indivíduos da mesma raça ou etnia, manipulação de fatos considerados inconvenientes sobre o grupo de associação, enfim, por não haver ausência de autocrítica 

Nesse sentido, porque o coletivismo é uma tendência praticamente inevitável, de sempre acabarmos nos associando a grupos com os quais mais nos identificamos, o coletivismo racional é sempre aquele em que a autocrítica ao próprio grupo não se sobrepõe nem é insuficiente ao sentimento positivo de pertencimento, em outras palavras, sem acabar resultando em fanatismo ou preconceito, se pelo próprio grupo ou em relação aos outros.

Também, nesse sentido, indivíduos que estão associados a um grupo por biologia ou autodeclaração, mas são demasiadamente críticos ao mesmo, isto é, exageradamente, na verdade, seriam tipos tão irracionais quanto, só que devotos ao "auto ódio" (que também pode indicar incompatibilidades internas de grupo) 

O filósofo semanticalista (que enfatiza a palavra sobre o seu significado) e honesto é o mágico que cai no próprio truque 

Ofensa não é sempre sobre sinceridade (verdade subjetiva) ou sobre dizer a verdade (objetiva), pois também pode ser uma mentira (exagero ou invenção) 

Estado mínimo e mercado máximo também seria o mesmo que transformar uma sociedade em um conglomerado de empresas

Uma escolha individual é um assunto de domínio privado. Muitas escolhas individuais parecidas é um fenômeno social e, portanto, um assunto de domínio público 

O mais sábio tem o idealismo dos mais ingênuos e a sagacidade dos mais espertos

A diferença entre o mais racional e o mais fanático é que o primeiro defende a razão com convicção apaixonada enquanto que o segundo defende o seu fanatismo ideológico com a mesma paixão e que, erroneamente, tende a considerar como a verdadeira razão

Uma tentativa de conversa entre pessoas com perspectivas existenciais completamente distintas é tal como uma tentativa de comunicação entre espécies de planetas diferentes



"Idiots" habitually confuse the size of their ego with intelligence

There is a strong attraction for those who think they are the most rational, without actually being so, by the supposed philosophy that is taught in universities

Ideally, the philosopher should be the private doctor of a social organism, as he is the most realistic, most proficient in understanding what is happening with that or an organism. But it has been a special class of butchers who have occupied this important position

It is not always that greater surveillance or control by the state or government over individuals is immoral, as two internationally famous literary works, 1984 and Brave New World, seem to assert, if there are contexts or individual situations in which external interventions can be more beneficial than that harmful and whether there are also collective contexts in which leaving individuals free to act according to their own consciences can or tends to be more harmful than beneficial

The craziest thing is not that typical example of an individual suffering a psychotic attack (yes, in a sense of intensity of madness), but that individual who appears to be "normal", however, does not have the remotest idea of ​​how ideologically indoctrinated or distorted from reason, he is and spends a good part of his life at this very low level of self-awareness/self-knowledge (in a sense of depth and constancy of madness)

There is the pathological liar who lies more to himself than to others and the pathological liar who lies more to others than to himself. The first is a desperate person who found a source of survival in lies. The second is an unscrupulous person who also found a source of survival in lies.

To understand what a doctor is, you need to understand what medicine is. To understand what art is, you need to understand what the artist is.

Often, inattention is more a matter of perspective than deficiency, especially when there is a clear direction of attention or compensation.

The hegemonic individualist ideology, especially in the Western world, gives us a distorted dimension of how extremist it is, or also how far from an ideal balance between collectivism and individualism we, Westerners, are in the first decades of the 21st century.

Two examples: easier access to vehicles, as long as you have the money for this purchase and also associated with a test to obtain a driver's license. Yes, capitalism boosts this access... But it is clear that there are many irresponsible drivers who should not have free access to this good or right. If the most important criterion were the ability to drive responsibly... But it is completely normalized that anyone with money and a license can drive and the imposition of fines does not usually have strong preventive or corrective effects. It seems common to wait for the worst to happen to suspend the license.

Another example is the facilitated and universalized right to generate descendants, a very ancient and, until then, natural right. Because from a growing (scientifically legitimate) knowledge about the predominant influence of genetics or biology on human behavior and development, primarily based on the perception of hereditary patterns that corroborate the confirmation of "hereditarianism" (predominant influence of intrinsic characteristics in behavior and development), the theoretical idea that any couple can have as many children as they want seems definitely absurd, tacitly negligent. But, as we live in a world dominated by this individualistic ideology and which is even associated with egalitarianism, another ideology that is grossly deviated from a considered and factual analysis, it seems absurd, in the sense of cruel, to believe that the birth rate of a person or couple may become a matter of public domain or of others and not just those directly involved

The individualistic idea that an individual must have complete autonomy over their actions and decisions is extremist. But this does not mean that he does not or cannot have the right to any level of autonomy

Those who thinks are the freest are generally accustomed to their own vices. Those who are seen as more conformist or less free are generally addicted to their own habits.

An amusing "conspiracy theory", to say the least, based on one of the oldest "conspiracy theories" about Jews, is that the Western "left" has been used precisely by the most ethnocentric or racist Jews, thirsty for power and guided by hatred and desire for "revenge" towards White gentiles of European origin, using it as a means to destroy them, in other words, those who claim to fight against fascists would, in fact, be ignorantly collaborating with Jewish Fascists/Zionists intheir plans for world domination... Metaphorically, self-declared Western progressives would be like the wooden horse and the Zionist Jews like the Greeks hidden within the "gift" to the city of Troy or the West//World

Eugenics, in theory, can be moral or immoral, although in practice it has not been moral or "good". Dysgenics, in theory and practice, is always immoral or "bad"

It is common to know the concept of a word or abstract term, but not know how to apply it correctly in contexts, generally the result of an ideological (or emotional) intrusion during the contextualization process.

It is also common to adopt established concepts of abstract words or terms without any deeper analysis or criticism.

The Jews are clear proof that it is possible for a people to be very intelligent but exceptionally irrational. Such as the fact that they "have"* dominated Western civilization, especially its main powers, and despite this, they are at the forefront of their own destruction, by promoting insane policies, such as uncontrolled immigration, based on ideologies that aim to eliminate the original populations of the Western world, like killing the goose that laid the golden eggs, the greatest contributors to their own success, behaving exactly like parasitic species in the natural realm, unreflexively objective

*Primarily, its "elites"

In addition to all this, they are literally destroying a great civilization, such as the Western one, despite its many imperfections, such as its history of globalized cruelties. One might even wonder if this hideous stupidity could not be categorized as a great example of the golden law of human stupidity, defined by the Italian economist Carlo Cipolla

For flagrant rape, the fairest option would be, a priori, life imprisonment (without the right to any benefits, following by sterilization and chemical or physical castration), and the death penalty in cases of rape followed by murder. But, depending on the level of cruelty and the condition of the victim, even without homicide, the death penalty could also be the verdict. In the case of a violent reaction with homicidal intent or with the completion of this act by the victim or by another person who intervenes in favor of the victim, the ideal would be the absence of punishment (also for any confirmed case of self-defense or defense of a vulnerable person)

Self-declared democratic: "we must always defend democracy"

But even when it results in idiocracy?? Such as replacing merit in evaluation and selection processes for higher education and the job market with non-objective or potentially unfair criteria, by race or sex, for example?

Much of the illusion of ideological indoctrination consists of preventing those being indoctrinated from realizing what is really happening and what is obvious or easy to understand.

Being gay and more rational or integrally intelligent is a certainty of loneliness, romantically speaking...

Being gay and more rational is like feeling an eternal intruder or spy in individual and collective spaces on the LGBT spectrum

As for the political context, rationality is associated with greater flexibility. For example, voting right or far right in one election may be more sensible than doing so in another. Even though, with the long-term trends in the Western world of worsening social relations caused precisely by policies endorsed and imposed by left-wing parties and ideologies, it is increasingly difficult to fully support it

The saddest thing about the so-called left is that it takes serious issues and it seems that, only to vandalize or delegitimize them later

In a very crude way of putting it, left-wing policies tend to express rationalizations of individual and/or group inadequacy or inadaptation. It is the politics of the "loser" that seeks to take the place of the "winner". On the other hand, without any policy or critical perspective on the situation, the world would be as or more unfair, as it has been for centuries. The problem is that those in the opposition only criticize power because they are excluded from its unlimited access and not because of the injustice or irrationality of unequal access, especially for the most sensible, those most naturally able to exercise social management functions. So, when the former losers manage to take power, it has only been to occupy the space of the former winners, that is, a space of command and also of potential oppression.

Currently, real politics, or what actually happens in the world, is predominantly on the side of the extreme right, while what remains, especially on the center-left, is "gossip" from within the system. This is how it has happened in the political game, when a group or certain ideas and truths are excluded from official narratives and others that are widely adopted and endorsed. The first starts to express (in a non-absolute way) the real policy and the other to limit itself to the
small truths or untruths from those "in the situation", especially since, historically, those in power have overusing lies to perpetuate themselves at the top.

A kind of compensation for those who are excluded

"A correlation of 0.3 was found between IQ and left-wing political-ideological affiliation..."

Fictional example although possibly true, just to illustrate...

Okay, but why not also use statistics in a typical format, for example, "'30%' of people who scored above average on IQ tests (100 or higher) in a given study were found to declare themselves as progressive or left, compared to '15%' of those who scored below average"

Even if not every teacher is arrogant and every scientist is humble, the serious scientist, very focused on his work, has less time to be arrogant than the teacher. Furthermore, the teacher needs to always be dealing with the social environment, unlike the scientist

The Christian believes in the return of Jesus, just as the Leftist believes that only education will miraculously develop a country

The most emotionally intelligent person is more similar to the less emotionally intelligent person than the person with average emotional intelligence, because both tend to prioritize the truth or, at least, sincerity over deception or "white lies." One, for being too sensitive to the truth within an emotional context. The other for being too insensitive to lies, especially "well-intentioned" ones

Irrational or typical ethnocentrism is a psychosocial phenomenon in which its most common behaviors are: the defense of individuals who commit heinous crimes just because they belong to the same ethnic or racial group; the manipulation of facts considered inconvenient to the ethnic or racial group of belonging, instead of accepting them; the holding for other groups responsibility for collective issues of the association group, so to speak, which can also be manifested by other types or categories of collectivism, by sexual orientation, gender, ideology...

Rational ethnocentrism differs from irrational ethnocentrism in that there is no cover-up or rationalization of crimes committed by individuals of the same race or ethnicity, manipulation of facts considered inconvenient about the association group, in short, there is no absence of self-criticism

In this sense, because collectivism is a practically inevitable tendency, in which we always end up associating ourselves with groups with which we identify most, rational collectivism is always one in which self-criticism of one's own group does not override nor is insufficient to the positive feeling of belonging. , in other words, without ending up resulting in fanaticism or prejudice, whether by the group itself or in relation to others.

Also, in this sense, individuals who are associated with a group by biology or self-declaration, but are too critical of it, that is, exaggeratedly, in fact, would be just as irrational types, but devoted to "self-hatred" (which can also indicate internal group incompatibilities)

The semanticalist philosopher (who emphasizes the word over its meaning) and honest is the magician who falls for his own trick

Offense is not always about sincerity (subjective truth) or about telling the truth (objective), as it can also be a lie (exaggeration or invention)

Minimum state and maximum market would also be the same as transforming a society into a conglomerate of companies

An individual choice is a private domain. Many similar individual choices is a social phenomenon and, therefore, a matter of public domain

The wisest has the idealism of the most naive and the sagacity of the cunning

The difference between the most rational and the most fanatical is that the first defends reason with passionate conviction while the second defends his ideological fanaticism with the same passion and which, mistakenly, he tends to consider as the true reason.

An attempt at conversation between people with completely different existential perspectives is just like an attempt at communication between species from different planets.