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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

"Por que a eugenia não seria possível??" Refutando a I.A

 Eu fiz uma pergunta à Inteligência Artificial do Google sobre um tema extremamente polêmico e controverso, a eugenia, mas que é especialmente polêmico e controverso segundo um ponto de vista enviesado à "esquerda". E como era totalmente esperado, ela me deu a resposta que imaginava, que corrobora com o ponto de vista à "esquerda", já que a I.A não é uma máquina altamente racional, criada para ser livre de qualquer viés humano, se replica opiniões e crenças dos seus criadores, ainda mais em relação a esses tópicos ditos controversos. 


Eu fiz isso com o propósito de criticar cada trecho de sua resposta. Sem mais demoras, tentarei mostrar o quão equivocado está o "senso comum/vigente da academia" sobre a eugenia refletido por uma resposta da I.A...


"A eugenia não é viável de ser efetuada principalmente por razões éticas, morais e científicas, sendo amplamente rejeitada pela comunidade global. Ela se baseia em premissas pseudocientíficas e viola os princípios fundamentais dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana."


Primeiro trecho, introdutório, da resposta da Inteligência Artificial do Google em português. 

Vejamos...


A eugenia é "amplamente rejeitada pela 'comunidade global'", isso é verdade. Só que essa rejeição é o resultado de décadas de doutrinação pesada ou lavagem cerebral tácita. Não é uma convergência natural que uma maioria humana chegou por conta própria, sem essas táticas sujas de submissão ideológica, por meio de chantagem emocional e/ou pressão social, direcionando seu juízo. 


Ainda assim, eu não duvido que, se essa doutrinação for revertida no futuro, a maioria desta "comunidade global" voltará a acreditar na viabilidade da eugenia, isso se só a rejeitam publicamente ou quem "eles" consideram como "comunidade global", a maioria dos seres humanos ou maiorias de grupos específicos??


Sobre quais seriam essas supostas premissas pseudocientíficas, veremos mais abaixo...


E que viola os "direitos humanos". Também veremos o quão equivocado pode ser a ideologia por trás desses "direitos"...


"Inviabilidade Ética e Moral


Viola os Direitos Humanos: A eugenia histórica resultou em atrocidades como esterilizações forçadas, segregação, leis de pureza racial (como as Leis de Nuremberg na Alemanha Nazista) e genocídio. Tais práticas violam o direito à vida, à liberdade e à igualdade, conforme consagrado em constituições e códigos de ética globais, como o Código de Nuremberg."


A "liberdade histórica" também está associada a um monte de atrocidades. Até mesmo a palavra "amor". Essa é uma das principais falácias morais em relação à eugenia, de ser absolutamente imoral, como se uma palavra abstrata não precisasse de contextualização para ser moralizada. E mesmo quando se analisa o seu conceito, não dá para condená-la. 


"Atrocidades" como esterilização forçada...


Como se todo caso de esterilização forçada fosse um "crime contra os direitos humanos"... Como se TODO ser humano em direito absoluto de procriar fosse um "respeito ao direito humano". Mas e se o indivíduo não tiver qualquer capacidade para cuidar dos seus descendentes hipotéticos ou efetivados, por questões socioeconômicas, mas também cognitivas, morais e/ou psiquiátricas??? 


Eles existem e não são poucos.


Isso que nem estou comentando sobre a importância da biologia e da hereditariedade no comportamento humano, que comentarei mais embaixo....


Além disso, foi graças a um programa estatal de controle de natalidade que a China não vivenciou uma explosão demográfica durante a segunda metade do século XX. E mesmo que não tenha sido efetuado da maneira mais ética, ainda assim, imaginemos a tragédia humana que ocorreria sem esse controle e que, aliás, está para acontecer no continente mais social e economicamente pobre do mundo, a África... 


"Segregação" 


Então manter presos indivíduos que cometem crimes, especialmente crimes hediondos, é uma atrocidade contra a espécie humana??? Sim, porque o aprisionamento de indivíduos que cometem crimes é uma forma de segregação...


A segregação é SEMPRE ruim?? 


Não buscamos nos segregar dos outros que não gostamos ou percebemos incompatibilidades para o convívio?? 

Não precisa ser o ato de se isolar espacialmente, se pode se isolar emocionalmente, por exemplo, mesmo a pessoa estando ao lado...


A mesma pergunta que eu fiz em relação à eugenia, eu faço aqui em relação à segregação. 

Eu já escrevi sobre isso e mostrei que a auto segregação, além de ser muito comum, é o completo oposto de ser contra um direito humano...


"Pureza racial e genocídio"


Ou seria "pureza racial = genocídio"???


Mas se um grupo humano quiser estabelecer, manter ou reforçar comportamentos de endogamia étnica ou racial, sem que isso resulte em opressão inequívoca de outros grupos, ele está infringindo um direito humano?? Então o direito humano à livre associação é antiético?? 


Quanto ao genocídio, bem, a "liberdade" TAMBÉM está historicamente associada a essa prática cruel...


Incitar e incentivar a extinção de uma população pela mistura racial e imigração em massa aos seus países (em que é maioria), por acaso, não pode ser considerado uma forma de genocídio?? Não é isso que está acontecendo com populações europeias de raça branca?? 


"Discriminação e Preconceito: A lógica eugênica fomenta o racismo, a xenofobia, a misoginia, a LGBTfobia e o capacitismo, ao rotular certas características ou grupos de pessoas como "inferiores" ou "inaptos"."


Qualquer lógica pode incitar preconceitos. Mas o que é realmente preconceito ou exagero, inverdade... e o que é verdade?? 

Dizer que a homossexualidade não é igual à heterossexualidade é preconceito ou verdade?? 


Eu mesmo, um homem homobissexual, concordo que a minha sexualidade não é a ideal em termos evolutivos e coletivos, já que é preciso ser, no mínimo, bissexual, para fazer parte de uma população reprodutivamente ativa. Também concordo que uma minoria "LGBT" não é problemático. Mas não é possível concordar que o oposto também não seria. As razões são óbvias e isso não significa que deseje que desapareçamos do radar. Não significa que eu ache que a minha orientação sexual não seja ideal para mim, se quando concordo que a mesma não é, não me refiro a mim mesmo ou por uma perspectiva individual. 

Mas não é preciso a "lógica eugênica' para se chegar a conclusões óbvias. Bastam observações e avaliações imparciais e objetivas. Assim, não é difícil perceber que, por exemplo, a síndrome de Down, por mais simpáticos e amorosos a maioria dos seus portadores possam ser, ainda é uma condição de saúde que, além de afetar aspectos cognitivos, também prejudica outros aspectos, tornando suas vidas mais desafiadoras, com riscos mais altos de complicação, como a morte prematura. 

Está claro que, por um quadro mais amplo e conclusivo de observação comparativa, a síndrome de Down é uma condição "inferior". E isso não deve implicar que seus portadores sejam inferiorizados, se eles não têm culpa. Daí a importância de se separar condição de portador, especialmente nesses casos. O mesmo pode ser dito, mas de maneira um pouco menos conclusiva, sobre a homossexualidade, de ser "inferior" principalmente em relação à heterossexualidade. Agora, o preconceito legítimo, especialmente no sentido de desumanização generalizada de grupos, que essa análise pode gerar, é mais o resultado de sentimentos pessoais de certos indivíduos, também reflexos de seus traços de personalidade contextualizados e de níveis de discernimento moral, do que de uma suposta "lógica eugênica" soberana sobre paixões e pensamentos. Em outras palavras, mesmo se o conceito da eugenia nunca tivesse surgido, essas pessoas continuariam pensando assim. Aliás, muito antes da eugenia ter surgido como conceito... 


O mesmo pode ser dito sobre qualquer outro critério citado para comparação de grupo, como a raça ou etnia. 


No mais, nas últimas décadas, tornou-se possível identificar traços de síndrome de Down em fetos, o que tem resultado na opção do aborto do feto na maioria dos casos em que esse serviço é oferecido ou requisitado. Pois eu não estou vendo nenhuma pressão significativa da "comunidade global contrária à eugenia" para inibir ou proibir essa prática... Será mesmo que é contra ou apenas no discurso??


Engraçado que, eu, que definitivamente problematizo bastante essa rejeição contra a eugenia, apesar de também saber que é complexo condenar totalmente, fiquei desgostoso e temeroso ao saber que a maioria dos fetos identificados com down têm sido abortados. Pois se eu sou a favor ou não necessariamente contra qualquer prática de eugenia, eu estou particularmente preocupado que a prática possa tomar essa forma. Isto é, que a tecnologia dê poder demais aos pais ou progenitores, se muitos não teriam discernimento embasado para moldar geneticamente os seus futuros filhos se fizerem principalmente de acordo com os seus desejos, em um cenário em que a engenharia genética se tornasse possível e acessível. 


Ainda é complexo proibir totalmente que se possa abortar um feto a partir da possibilidade de identificação de traços de transtornos ou condições congênitas, como a síndrome de Down, afinal, também é importante se colocar no lugar de um pai ou de uma mãe e de pensar, em uma situação de nunca ter cuidado de uma pessoa com deficiência que a incapacita levar uma vida minimamente independente, se seria capaz de fazê-lo, sabendo que costuma consumir muito a atenção e o tempo do cuidador e não apenas durante a fase da infância e da adolescência... 


No mais, eu também penso como possível solução ética pra esse dilema que os grupos mais interessados em preservar certo fenótipo se engajem em fazê-lo, ao invés de quererem transferir certas responsabilidades a quem demonstra não estar apto a aceitá-las. A partir daí, o direito de um casal ou de uma mulher grávida em preferir pelo aborto do feto não seria sobrepujado, mas o "risco' de extinção de um fenótipo também seria reduzido. 


A minha maior crítica a esse tipo de eugenia, que eu tenho chamado de "eugenia de mercado", além do potencial de dar poderes excessivos aos progenitores ou pais quanto à possibilidade de moldarem seus futuros descendentes, ainda se baseia em um cenário em que outras categorias de fenótipos mais objetivamente ou racionalmente indesejáveis continuam presentes e reprodutivamente disponíveis, tal como os transtornos de personalidade antissocial. Então, a forte impressão que eu tenho do aborto massificado de fetos com down é que, por mais que também possa ser desejável que essa condição não continue a aparecer nas próximas gerações, prevenindo o sofrimento de futuros portadores e seus relacionados, não buscar por nenhum meio que possa prevenir que fenótipos de personalidade antissocial continuem se perpetuando, inclusive sabendo de seu legado histórico extremamente negativo e suas consequências no presente, mais parece um caso de "higiene social" e "estética" do que de realmente buscar melhorar a sociedade humana de maneira ética e objetiva. Mesmo no caso da síndrome de Down, acho que, se a eugenia se limitasse a certos aspectos da biologia humana, mais moralmente problemáticos, principalmente o que foi citado, condições desse tipo ainda poderiam ser poupadas. Mas o simples fato de que a maioria dos casais ou mães grávidas que tem acesso a esse serviço decidem pelo aborto mostra que o discurso anti eugênico parece estar mais limitado a certos grupos anti eugênicos da "educação superior" do que se consistir em um consenso da opinião pública ou da maioria dos seres humanos. O que pode complicar que essa maioria chegue a uma conclusão mais consistente sobre a viabilidade da eugenia é justamente de se pensar que a mesma não seja plenamente aplicável, primariamente por causa do domínio discursivo desses grupos anti eugenia. 


Essa situação também revela ou reforça a realidade da hipocrisia, ou ignorância, do discurso anti eugênico, já que é um ímpeto absolutamente primário de todos nós buscar por aquilo que consideramos o melhor, se diferindo especialmente em como definimos esse "melhor", ou no quão subjetivos ou objetivos estão os nossos conceitos e critérios. Mas é certo que esse ímpeto permeia todas as nossas escolhas: desde a fruta que escolhemos no supermercado até o tipo de parceiro ou parceira que preferimos e/ou que acabamos nos relacionando, bem como também as características que gostaríamos que os nossos descendentes (hipotéticos ou reais) apresentassem, sendo a eugenia um pensamento ou ideia totalmente derivado desse mesmo princípio de preferência por qualidade.  


"Coisificação do Indivíduo: Trata os seres humanos como objetos a serem "melhorados" ou descartado em prol de um suposto "bem coletivo" arbitrário, ignorando a unicidade e o valor intrínseco de cada indivíduo."


CADA indivíduo 


Adolf Hitler e Benjamin Netanyahu também entrariam nesse "cada indivíduo"??


Então, TODO indivíduo humano, até mesmo aquele que comete crimes hediondos, deve ser tratado com o mesmo respeito aos seus direitos que os outros??? 


"Um suposto bem coletivo arbitrário"


Se traços mentais são primária e essencialmente¹ hereditários, incluindo traços de personalidade antissocial, e indivíduos que os expressam de maneira mais constante ou intensa são os mais propensos a transmiti-los* aos seus descendentes, não seria mais adequado inibi-los de procriar?? E isso não teria consequências positivas para o bem estar coletivo?? 

¹ excluindo quando são adquiridos, como por lesão cerebral. 


*Ou também outras categorias de transtornos.


Ah, não, porque segundo a "I.A", crente em tábula rasa, não é possível prever tendências irracionalmente antissociais em indivíduos humanos... 


Mas essa ode ao individualismo não seria muito radical e evolutivamente irrealista?? Já que toda espécie evolui e se adapta justamente a partir de processos seletivos, isto é, a partir de um nível coletivo e não individual...

 

Não vejo como problemático considerarmos a "unicidade do indivíduo" ou da "vida" e, ao mesmo tempo, entender que uma população precisa apresentar um equilíbrio favorável à sua adaptação e à sua evolução e isso implica ter controle sobre isso/seus grupos, subgrupos e/ou indivíduos. E se fatores sociais e históricos têm sido esses mecanismos de controle, a eugenia poderia representar, tanto no sentido mais positivo (ponderado ou racional, equilibrado...), quanto no mais negativo, um avanço sem pretendentes da autonomia humana sobre o seu próprio destino... 


"Oposição da Bioética: A comunidade bioética global rejeita veementemente a eugenia, estabelecendo códigos de ética médica que proíbem a manipulação genética com fins eugênicos ou discriminatórios."


A "comunidade bioética global" é basicamente uma das muitas SEITAS de supostos especialistas que dominam um ramo da ciência//filosofia para impor sua ideologia desviante justamente dos valores científicos e filosóficos mais importantes. 


"Proíbem a manipulação genética"


Mas o aborto de fetos com down "tá de boa", por enquanto... 


"Inviabilidade Científica

Base Pseudocientífica: A eugenia original foi desenvolvida com base em uma compreensão falha e simplista da hereditariedade e da genética, muitas vezes distorcendo a ciência para justificar preconceitos sociais e raciais."


Era a compreensão do que se sabia sobre genética e hereditariedade no final do século XIX e início do XX. Se é falha ou simplista, não era considerada na época. Isso é um típico preconceito de quem vive no tempo presente e acusa de ignorância quem viveu no tempo passado, ainda mais em relação a um ramo da ciência que, na época em questão, estava em seus primeiros passos. No mais, a compreensão de muitos que se dizem contrários à eugenia e que, inclusive, compõem os núcleos dos que se pensam e também são denominados como "bioéticos" (por outros ideologicamente aparentados), incrustados nas universidades, me parece tão ou mais falha e simplista, porque os eugenistas do passado, pelo menos, não negavam a validade factual dos aspectos mais básicos dos tópicos relacionados, como a influência predominante da biologia ou genética sobre o desenvolvimento e o comportamento humanos...


Um padrão da genética que poderia, se não inviabilizar, ao menos tornar a prática eugênica mais complexa, é a pleiotropia, que é uma tendência, que parece ser muito comum, de influência mútua entre os genes, no sentido de se organizarem como redes de proximidade, em que a seleção de um determinado conjunto de genes (ou características fenotípicas) pode gerar a seleção involuntária de outro conjunto de genes. Por exemplo, a seleção para uma alta capacidade cognitiva que pode aumentar a frequência fenotípica do espectro do autismo. Mas isso também não significa que não se possa controlar esses efeitos inesperados (ou previsíveis) em um cenário de plena prática eugênica. Isso não é negativamente determinista. Na verdade, processos históricos mais ''naturais'' e/ou aleatórios que poderiam ser considerados como variavelmente eugênicos, por apresentarem padrões de direcionamento seletivo e qualitativo, parece que têm acontecido nas sociedades humanas. Por exemplo, o provável aumento das capacidades cognitivas de populações em países como o Reino Unido**, ao longo das gerações, especialmente a partir do período mercantilista, com o domínio econômico da classe burguesa e o seu aumento exponencial, isto é, da classe média, evidência primariamente suportada pelo diferencial de mortalidade entre as classes sociais (maior mortalidade infantil e geral entre os mais pobres em comparação aos outros grupos sociais que teria resultado nessa diferença) que perdurou por séculos a fio e foi acompanhado pelo crescimento sustentado da população britânica até o início do século XX. 


Fonte:https://warwick.ac.uk/fac/soc/economics/research/centres/cage/publications/workingpapers/2019/childlessness_celibacy_and_net_fertility_in_pre_industrial_england_the_middle_class_evolutionary_advantage/

https://eprints.lse.ac.uk/100923/1/Childlessness_celibacy_and_net_fertility_in_pre_industrial_England.pdf


"Para justificar preconceitos sociais e raciais"


Mesmo que exista um fundo de verdade nisso, é sempre importante saber o quão verdadeira é uma afirmação: nesse caso, além do que defensores da eugenia pensavam ou pensam, em busca da verdade dos fatos. Pois é se é verdade que existem indivíduos de classe alta que têm preconceitos em relação aos de classe baixa, também é verdade que indivíduos de classe baixa, em média, têm menores capacidades cognitivas e estão desproporcionalmente representados em estatísticas de criminalidade, bem como nas de casos psiquiátricos... O mesmo pode ser dito em relação aos preconceitos dos mais "racistas'. 


O preconceito, no seu sentido mais puro, de generalização pejorativa de grupo, indivíduo, país... , é sempre problemático, ainda mais quando não reflete uma realidade. Mas "mentiras brancas" para passarem uma suposta bondade ou empatia também não é o mais correto e estamos vendo suas consequências muito negativas ao deixarem o campo abstrato dos discursos bonitos e se tornarem políticas públicas, estratégias políticas ou consequências destas, por exemplo, a disgenia em curso, o oposto da eugenia, em que traços considerados negativos, ainda mais se forem objetivamente considerados, como uma baixa capacidade cognitiva, estão sob seleção positiva e traços opostos, mais desejáveis, sob seleção negativa ou redução exponencial de frequência. O ideal, portanto e, pra variar, é o equilíbrio e, nesse contexto, é o de não cair no preconceito de generalizar um grupo quando não é realmente possível fazê-lo sem ser falacioso (especialmente quando se refere a um grupo vagamente definido, geralmente mais diverso do que em relação a grupos mais estritamente definidos). Mas também de não cair no outro erro de mentir para "agradar", ainda mais quando se trata de uma verdade que pode ser ou soar ofensiva para certos grupos. 


"Complexidade Genética: A maioria das características humanas, incluindo inteligência, personalidade e até mesmo a suscetibilidade a muitas doenças, é extremamente complexa e influenciada por uma interação intrincada de múltiplos genes e fatores ambientais, e não por um único "gene mestre" que poderia ser facilmente controlado."


EXTREMAMENTE complexa


Será?? 


Mas então por que um casal de indivíduos altamente inteligentes têm mais chances de ter filhos altamente inteligentes que um casal de indivíduos menos inteligentes?? E o mesmo padrão para casais menos inteligentes...


Existem doenças graves que são hereditárias, como a doença de Huntington, uma doença neurodegenerativa gravíssima e incurável. Seria antiético sugerir ou tentar persuadir pessoas que testam positivo, geneticamente, para essa doença, para se esterilizarem?? 


Doenças psiquiátricas também tendem a ter um alto grau de hereditariedade, ainda que seja menos significativo que o da doença acima. Ainda assim, será que não seria melhor sugerir o mesmo para esses indivíduos?? Traria menos risco de sofrimento nesse mundo?? 


E não é preciso ir muito longe" da saúde, porque uma baixa capacidade cognitiva, de maneira geral, apesar de não ser uma doença ou desordem, também tende a se associar com uma série de problemas das mais diversas ordens, ainda mais quando o fenótipo se manifesta a nível populacional e não apenas individual. Esse é o caso para praticamente todo país muito pobre, se não é apenas uma questão de apresentar uma "elite" política e econômica corrupta, estar passando por crises de instabilidade política ou ter poucos recursos naturais, mas também de sua população apresentar um potencial coletivo menor de capacidades se comparado com outros países e mesmo que seus problemas sociais serem reflexos diretos de suas características contextualizadas e não apenas contextos históricos supostamente paralelos às mesmas. Um exemplo muito interessante é o caso da Coreia do Norte que, apesar de paupérrima, tem produzido realizações científicas ao nível de um país intermediário a rico, provavelmente por apresentar um potencial cognitivo alto (similar ao da Coreia do Sul). E se sabemos que a inteligência também é primariamente determinada pela hereditariedade... 


Enfim, não é tão complexo assim...


Eu já escrevi alguns bons textos problematizando a crítica que se faz em relação à eugenia e o quão "surpreendentemente" benéfica ela poderia ser se fosse aplicada de maneira ética. Eu já sugeri que, ao invés de um cenário em que todos os indivíduos ou famílias identificados como portadores de "um predomínio de traços objetivamente indesejáveis" fossem forçados à esterilização, que medidas mais pontuais e persuasivas fossem adotadas, inclusive com benefícios primários àqueles que fossem selecionados, por exemplo, oferecer muitas vantagens sociais e econômicas como compensação tanto aos que tivessem seu potencial reprodutivo limitado quanto aos que tivessem seu potencial incentivado, tipo uma política do filho único específica, ou uma política de até dois filhos no primeiro grupo e de dois filhos ou mais para o segundo, mas buscando desincentivar a super fertilidade por razões ecológicas, e também por razões primordialmente lógicas: de equilíbrio do crescimento e do tamanho de uma população. E assim, mais um mito sobre a eugenia seria demonstrado na prática: de que a mesma só poderia ser praticada se for de maneira radical ou extrema.


"Único gene"


"Nem" a I.A, por enquanto, "sabe" como se organiza integralmente a estrutura genética de fenótipos cognitivos e psicológicos. No mais, não me parece que a maioria "eugenista" acredita que todo fenótipo genético é governado por apenas um gene-mestre. Típica dedução preconceituosa dos "anti eugenistas" sobre os "eugenistas"...


"Pool Genético Aleatório": A variabilidade genética aleatória (o pool genético) é crucial para a saúde e a sobrevivência da espécie humana a longo prazo. A tentativa de eliminar essa variabilidade ou de selecionar artificialmente "características superiores" poderia, na verdade, enfraquecer a adaptabilidade humana."


Mas será que todo eugenista, ou a maioria, pensa em eliminar boa parte da diversidade genética humana?? 


Então, a doença de Huntington e o autismo, especialmente o autismo de níveis 2 e 3, são fundamentais para a variabilidade e a saúde das populações humanas???


Mas a redução do número de pessoas de raça branca para níveis críticos e o mesmo para as que apresentam altas capacidades cognitivas, de qualquer tipo, também não deveriam ser vistos como problemas relacionados com a redução potencialmente danosa da diversidade genética humana??? 


"PODERIA"


Então, eugenia significa basicamente "redução significativa da diversidade genética"??? Ou esse "poderia" está apenas no campo da especulação solta?? 


Mas um excesso de diversidade também não seria bom??? 


Eu poderia apostar alto, se tivesse bastante dinheiro, que muitos dos que se dizem contrários à qualquer prática de eugenia, estão fazendo pouco ou nenhum caso com o risco real de extinção da "raça branca"... Pelo contrário, se são os que mais estão incentivando... E que problematizariam à enésima potência sobre a realidade da hereditariedade primária e predominante da inteligência humana para justificar que nada seja feito para reverter certas tendências disgênicas. Claro, diriam que "somos todos iguais em capacidades" e que "basta uma educação de qualidade" em uníssono...


"Em resumo, a eugenia é um conceito obsoleto, cientificamente infundado e moralmente condenável, que levou a crimes históricos contra a humanidade. A tecnologia genética atual é focada na terapia gênica para curar doenças, respeitando a dignidade e os direitos individuais, e não em práticas seletivas em massa."


''Obsoleto''


Quem foi que determinou a sua obsolescência conceitual?? 


Então, a compreensão de que processos seletivos e de hereditariedade também representam uma parte importante da evolução de nossa espécie e de que seria interessante buscar aplicá-la a nível social é algo que ficou completamente no passado?? 


Mas se os ''eugenistas'' estão mais certos sobre suas crenças do que os "anti-eugenistas", então, a disgenia em curso em praticamente todo mundo não será realmente solucionada pela universalização de uma "educação de qualidade'' e, inevitavelmente, no futuro, teremos que recorrer a práticas eugênicas??


E a "liberdade", por acaso não é um conceito com um histórico e um presente condenáveis?? Então deveríamos extirpá-lo do nosso vocabulário e então de nossa prática cotidiana?? 


O meu direito individual simplesmente não pode se sobrepor ao bem estar coletivo. Da mesma maneira que o coletivo também não pode infringir o meu direito a ter o mínimo de autonomia pessoal. Pois se eu demonstrasse qualquer tipo de incapacidade crônica de comportamento minimamente civilizado, mesmo se isso também não implicasse em um potencial hereditário, ainda não poderia, idealmente, constituir uma família. Onde está a dignidade dos descendentes que eu poria no mundo e não cuidaria ou o faria da pior maneira?? Os custos de indivíduos muito disfuncionais e de vários dos seus descendentes, e não me refiro apenas aos de classe trabalhadora, têm sido muito altos, não apenas em um sentido financeiro, mas também existencial. É graças a essa ideia de autonomia compulsória para quase todo indivíduo humano que, por exemplo, indivíduos dotados de transtornos de personalidade antissocial têm gerado descendência, perpetuado esse fenótipo ao longo das gerações e, ainda mais grave, dominado nações e impérios só para impor ou reforçar sistemas opressivos, especialmente os mais espertos em que astúcia e um ímpeto se dominância se relacionam de maneira mutualista... 


Um fato curioso é que, se não for a eugenia, ou um controle mais invasivo de populações humanas, a priori, visando o seu melhoramento ou, pelo menos, a manutenção do que tem de bom, inevitavelmente será o darwinismo social, ou a ausência de qualquer controle desse tipo resultando em uma aleatoriedade de resultados, que não é apenas uma questão do "mais rico levando vantagem sobre o resto'**, mas em um sentido mais ecológico: "do mais adaptado a certo ambiente se reproduzindo mais", e em nosso contexto atual, de decadência social e civilizacional, não é o mais inteligente ou o mais sensato que mais tem colocado filho no mundo, resultando em um cenário oposto ao da eugenia, que é a disgenia.

Eu sempre me pergunto se a maioria dos que se dizem totalmente contrários à eugenia, mesmo se não concordam ou sabem disso, seriam favoráveis ao seu oposto?? 


Não parece ser apenas uma impressão, mas exatamente o que pensam, justamente porque acreditam em uma série de crenças genuinamente pseudocientíficas sobre esses tópicos que se tornaram politicamente dominantes, que eu já denominei de maneira sarcástica como "pseudociências do bem" (enviesadas à "esquerda").


** Foi mostrado acima que existem estudos que encontraram padrões reprodutivos que favoreceram especialmente a classe média sobre as outras classes sociais, primariamente no Reino Unido pré revolução industrial, e que isso pode ter produzido um padrão primariamente eugênico, se indivíduos de classe média e alta tendem, em média, a apresentar maiores capacidades cognitivas (seus status sociais como reflexos parciais disso). 


A "terapia genética" atual, além de ter como base experimental, o sacrifício cruel de muitas vidas não-humanas, muitas vezes sem qualquer resultado objetivo no tratamento ou na cura de doenças, ainda pode ser usada justamente para o que os "bioéticos" mais temem, supostamente, o uso desse tipo emergente de tecnologia para alimentar narcisismo ou validar baixa autoestima de muitas pessoas, enfim, de ser usada como um serviço capitalista em que nos tornamos os nossos próprios Frankensteins... Se é possível promover um maior controle sobre o direcionamento da qualidade genética e fenotípica de uma população sem que isso resulte em lebensraum e holocaustos, mas também sem o oposto, justamente o que tem acontecido na nossa "modernidade" (ou pós)... E mesmo a ideia baseada na livre associação em que um grupo decide preservar ou mesmo direcionar seus traços, desde que não sejam traços ou fenótipos imoralmente explícitos, como a psicopatia, pode ser efetuada sem que infrinja qualquer direito, aliás, exercendo um direito que deveria estar bem ratificado... 


Conclusão 


A I.A mostra mais uma vez que é apenas outra ferramenta criada por grupos de "elite" para reforçar suas crenças e que também são planos escusos de poder (em plena execução), ao invés de se servir como um instrumento tecnológico para a verdadeira educação, práxis filosófica. Como resultado, ao invés de, em relação a esse tópico, ser a mais imparcial e objetiva possível, como se supostamente espera de uma máquina criada pelo ser humano para superar o seu próprio viés, apenas replica o senso comum imposto como verdade absoluta e que tem tido sérias consequências. 

Um dos argumentos mais comuns usados contra qualquer prática de eugenia é aquele que confronta a mesma com a ideologia dos direitos humanos. No entanto, essa ideologia sempre se baseia em um mundo irrealisticamente ideal, sem considerar os contextos humanos sob uma perspectiva mais realista. Pois a eugenia, se for praticada de maneira genuinamente ética, funcionaria exatamente como a medida mais ideal para um mundo intrinsecamente não-ideal. 


sábado, 26 de julho de 2025

Mais pimentinhas aleatórias

 "Tolerância zero com bandido"


Fala típica de um conservador 

Concordo!!

Mas... E quanto aos bandidos de terno e gravata e cheios de dinheiro?? 

Pode ser lamentável a morte precoce de uma "celebridade", mas também é lamentável que existam pessoas tão social e economicamente privilegiadas, ainda mais se são pessoas que tiveram a audácia de falar publicamente sobre supostos privilégios daqueles muito menos privilegiados que elas e do quão supostamente sofredoras elas foram enquanto vivas...

Mesmo que o preconceito por identidade ou natureza possa ser muito doloroso, não ter o que comer ou viver na insegurança financeira, é um sofrimento ainda mais visceral que dificulta a plenitude de viver. Além disso, uma pessoa rica que sofre discriminação negativa ainda pode compensar com os seus privilégios...

Sobre a problemática de se lamentar a morte de uma pessoa famosa é a de que, para a maioria se consiste em se lamentar pela perda de uma pessoa que não conheceu, que muitas vezes não legou contribuições sociais objetivamente boas e que também está associado a prestar condolências por uma questão de privilégio, deixando claro que certas vidas seriam supostamente mais dignas de comoção coletiva do que outras...

O politicamente correto da "esquerda" confunde compaixão com pena

O "esquerdista" adora justificar sua grande intolerância com opiniões diferentes com a regra de "não ser tolerante com o intolerante..." mas a intolerância é muito mais justificável se for com um tolo, justamente o que ele tende a ser...

Um traço inequívoco de estupidez é a incapacidade crônica de não generalizar grupos. Justamente o que identitários de "esquerda" (também os de "direita") mais fazem...

Imigração regulada e restrita está para beber com moderação e imigração em massa está para alcoolismo...

Muitos daqueles que mais acreditam e desejam pela aplicação da eugenia, geralmente de conservadores, se realmente compreendessem no que isso implicaria, especialmente se a eugenia tivesse como objetivo principal elevar a racionalidade humana, lutariam para manter a humanidade a mais estúpida possível...

Além dos "altruístas patológicos" e dos ignorantes sobre o tópico, entre os que se colocam como totalmente contrários à qualquer prática de eugenia, também existem os que têm um interesse pessoal nisso, tal como aqueles sujeitos que apresentam transtornos de personalidade antissocial... se costumam preferir por sociedades disfuncionais em que se disfarçam melhor e consideram como um ambiente perfeito para se adaptarem, também no sentido de serem bem sucedidos...

Estar em uma situação problemática, necessariamente não faz um indivíduo problemático. Se existem indivíduos problemáticos que estão em situações estáveis e tranquilas de vida...

Existe aquele que muitos consideram um "peso morto" primariamente por ser sustentado ou "carregado" pelos outros, ou que apresenta uma relação mais aparente de dependência unilateral. Mas também existe o "peso vivo", aquele que, mesmo que contribua financeiramente ou que não seja mais dependente em uma relação de convívio, também contribui negativamente, por outras vias e/ou não o suficiente...

"É importante respeitar o presidente, porque ele é uma autoridade"

Ou 

"é importante respeitar uma autoridade por ser uma autoridade"

Argumentos redundantes como esse nunca são suficientes para uma análise verdadeiramente filosófica...

É possível odiar grupos sem necessariamente generalizar todos os indivíduos que se associam aos mesmos

Apenas três vias para se desenvolver simpatia por grupos mais objetivamente problemáticos (com uma desproporção de indivíduos problemáticos): 

Auto identificação 
Distância 
Ou um idealismo fantasioso 

Algumas vezes, a melhor maneira de compreender as crenças das pessoas é
buscando saber quem elas são

Por que os gênios tendem à solidão?

Por dois fatores principais 

1. Porque, ao se tornarem obcecados pelos seus tópicos de maior interesse, tendem a se tornar pouco interessantes como figuras sociais

2. Porque essa obsessão intelectual tende a moldar suas maneiras de enxergarem e se relacionarem com o mundo, construindo uma perspectiva existencial única e de difícil acesso ou compreensão aos outros, enquanto que o ideal para a socialização é que a perspectiva existencial de um indivíduo seja a mais genérica possível, muito fácil de se relacionar e se alinhar

Todo ser vivo tem as suas próprias crenças, não apenas o humano. Crença, em seu sentido mais primitivo, como um eco de confirmação com base no que se sente, percebe e vive

Se criatividade é inteligência e racionalidade também é inteligência, a inteligência é o quê??

Tal como se, tudo é Deus, Deus é o quê?

Se "tudo" é mais uma apanhado abstrato do que um fato absoluto 

O problema não é necessariamente ler pouco, mas pensar e entender pouco. E, nesse sentido, são muitos aqueles que são leitores ávidos, mas também apresentam uma capacidade deficitária de compreensão filosófico-científica... Tal como aqueles indivíduos excessivamente enviesados a um lado no espectro político-ideológico que são mais ignorantes que conhecedores sobre uma série de tópicos, mesmo ou especialmente aqueles que aparentam ter se especializado 

O problema, a priori, não é as ciências humanas estarem 99% enviesadas ideologicamente à esquerda ou à direita, mas o fato de que as verdades correspondentes às mesmas não estarem...

O mesmo em relação às artes. Não importa se estão enviesadas à esquerda, ao centro ou à direita, mas o que isso significa (mal gosto, politização excessiva...)

As maiores diferenças entre indivíduos de alto (120 ou mais) e baixo QI (90 ou menos): capacidades de memorização e de racionalizar crenças pessoais, inclusive as mais irracionais 

A maior diferença entre os indivíduos mais racionais e os menos racionais: capacidade de compreender a realidade, que é o mais crítico à inteligência 

"Eu sou totalmente contra a discriminação e a segregação"

Dizem aqueles alecrins dourados que estão sempre discriminando e se segregando em espaços ideologicamente homogêneos de convívio mais íntimo... 

O fanatismo ideológico pode ser tão grave quanto um quadro não-tratado de esquizofrenia, porque o indivíduo submetido a essa condição, passa a vivenciar e a interpretar a realidade de maneira integralmente distorcida, sempre enviesada às suas crenças delirantes...

O autoconhecimento legítimo é um autoconhecimento científico, que também é filosófico, que significa conhecer sobre os próprios potenciais e, portanto, sobre os próprios limites 

Já um exemplo clássico de autoconhecimento ideológico, no pior sentido do termo, significa desconhecer sobre os próprios limites, acreditando que apresenta potenciais infinitos 

A maneira mais segura de se autoconhecer é começando a fazê-lo pelos próprios limites, para então conhecer os próprios potenciais, se estes são determinados pelos primeiros 

"Mudamos a todo momento"

O autoconhecimento requer a disciplina de um auto-olhar treinado para que não faça o tipo de dedução vaga ou imprecisa, como a de cima. 

Não, não mudamos a todo momento, literalmente. A maioria não muda de maneira significativa a longo prazo. E a minoria que apresenta mudanças mais notórias de comportamento, é muito provável que já apresentavam fatores subjacentes, de suas próprias naturezas, pois se existe uma primeira regra do comportamento, bem que poderia ser essa, de que, nenhuma tendência emerge ou se expressa sem que já exista uma predisposição, tal como não existe um meio sem ter existido um começo. E o começo dos nossos comportamentos está em nós mesmos, no que temos de traços mentais mais inatos, e não no "meio" externo, diga-se, um apanhado de múltiplos fatores que recebe essa denominação abstrata, muito similar à ideia de um todo, nada mais do que uma soma de fatores circunscritos a um espaço arbitrariamente determinado. 

*Desconsiderando casos excepcionais de lesão cerebral ou outros fatores primariamente externos que causam alterações de personalidade/mentais

Tentativas de extrapolação universal das próprias experiências ou trajetórias de vida, como se fossem exemplos possíveis em qualquer outro contexto pessoal, parece que costumam se basear em exemplos aparentemente menos complexos, especialmente em relação aos contextos mais desafiadores. Um exemplo de uma espécie de falácia de pensamento muito comum de ser praticada...

O direito à livre associação ou à autossegregação também é especialmente o direito de não ser forçado a conviver com quem não sabe conviver...

Se declarar "antirracista" hoje em dia (década de 2020) se tornou progressivamente uma identificação que expressa uma deficiência de compreensão científica e até moral (filosófica) sobre os tópicos relacionados: raça, comportamento, sociedade... do que apenas uma inclinação político-ideológica e muito menos uma inclinação moralmente superior, se o julgamento mais justo nunca é possível com base em mentiras

Tal como, especialmente uma mulher, que se identifica como feminista, deixou de significar apenas um posicionamento político, e muito menos um posicionamento moralmente superior, até por se comportar como um machismo invertido, de desumanização generalizada do gênero masculino por muitas dos núcleos de ativismo...

Ainda incluindo dentro do termo falacioso do "antirracismo", também o "antissemitismo", todo aquele que está muito enviesado a considerá-lo da maneira com que os mais interessados querem, como um crime de pensamento, estão tão fanatizados quanto os que se declaram de maneira apaixonada e acrítica como "antirracistas"

Uma pessoa aparentemente dotada de altas capacidades cognitivas que adota narrativas "antirracistas", bem como de outras vertentes "identitárias", ou é suspeita de fazê-lo, por, talvez, estar se beneficiando por esse posicionamento, ou o que é suspeito é o seu nível racional, diga-se, seu nível epistêmico de racionalidade. Mas por ser um comportamento tacitamente irracional, de defender ou se apoiar em distorções de fatos, não é suspeito o que já se ratifica como um baixo nível de racionalidade instrumental...

Tão ou mais digno de pena que aqueles indivíduos fanatizados que, claramente, defendem e ou se apoiam em adulterações da realidade, são aqueles que performam como aparentes opositores ao fanatismo e à influência do primeiro grupo. Em ambos os casos, o mesmo questionamento: são mais para loucos ou cínicos?? 

Em termos absolutos, nenhum grupo racial ou étnico é superior ao outro, porque nenhum grupo é dotado de uma uniformidade absoluta de indivíduos, especialmente em termos de comportamento intelectual e moral. 

Mas em termos relativos e históricos, é perfeitamente sensato concluir que, sim, existe essa hierarquia...

O paradoxo do rótulo e do comportamento moral 

Quanto mais você se distancia ou condena um rótulo, mais livre você se sente para agir de acordo com esse mesmo rótulo, mas por vias não-tradicionais ou não-explícitas 

Os mesmos autoritários insuportáveis que se dizem contra qualquer tipo de segregação, são justamente os que mais querem impor sua presença desagradável em todo lugar...

Toda abstração é arbitrária. Uma cidade, um conceito ou uma palavra. É o mesmo que dar forma ou limite ao que não tem, porque não existe. É o mesmo que dar forma e estrutura à imaginação 

A formação humanista do professor não significa que ele tenha que incorporar funções que não são de sua primária competência, mas que ele, ao menos, domine o mínimo de saberes legítimos sobre as ciências com as quais ele lida em seu cotidiano profissional. Então, o ideal não é que lhe seja atribuído outras funções, como a de psicólogo/psiquiatra, mas que saiba julgar psicológica e cognitivamente os seus alunos, até para que possa direcionar suas estratégias de ensino. Ou pelo menos que tenha uma equipe multidisciplinar em seu auxílio.

sábado, 8 de junho de 2024

Mais e mais/More and more

 "Idiotas" habitualmente confundem o tamanho do próprio ego com inteligência


Existe uma forte atração dos que se acham os mais racionais, sem de fato serem, pela suposta filosofia que é ensinada nas universidades

Em condições ideais, o filósofo deveria ser o médico particular de um organismo social, por ser o mais realista, mais proficiente em compreender o que se passa com esse ou com um organismo. Mas tem sido uma classe especial de açougueiros que tem ocupado essa posição tão importante 

Não é sempre que uma maior vigilância ou controle do estado ou governo sobre indivíduos que é imoral, tal como parecem afirmar duas obras literárias internacionalmente famosas, 1984 e Admirável Mundo Novo, se existem contextos ou situações individuais em que intervenções externas podem ser mais benéficas do que prejudiciais e se também existem contextos coletivos em que deixar indivíduos livres para agirem de acordo com as suas próprias consciências pode ou tende a ser mais prejudicial do que benéfico 

O mais louco ainda não é aquele típico exemplo de indivíduo sofrendo um ataque psicótico (sim, em um sentido de intensidade da loucura), mas aquele indivíduo que aparenta ser "normal", porém, não tem a mais remota ideia do quão ideologicamente doutrinado ou desvirtuado da razão ele está e passa boa parte de sua vida nesse nível muito baixo de autoconsciência/autoconhecimento (em um sentido de profundidade e constância da loucura)

Existe o mentiroso patológico que mente mais para si mesmo do que para os outros e o mentiroso patológico que mente mais para os outros do que para si mesmo. O primeiro é um desesperado que encontrou na mentira uma fonte de sobrevivência. O segundo é um inescrupuloso que também encontrou na mentira uma fonte de sobrevivência 

Para entender o que é o médico é preciso entender o que é a medicina. Já para entender o que é a arte é preciso entender o que é o artista 

Com frequência, a desatenção é mais uma questão de perspectiva do que de deficiência, especialmente quando existe um claro direcionamento de atenção ou compensação  

A ideologia individualista em curso hegemônico, especialmente no mundo ocidental, nos dá uma dimensão distorcida do quão extremista é, ou também o quão distantes de um ideal de equilíbrio entre coletivismo e individualismo estamos, nós, ocidentais, das primeiras décadas do século XXI.

Dois exemplos: o acesso facilitado a veículos, desde que se tenha dinheiro para essa aquisição e também associado a uma prova para habilitação da carteira de motorista. Sim, o capitalismo turbinando esse acesso... Mas está claro que existem muitos motoristas irresponsáveis que não deveriam ter livre acesso a esse bem ou direito. Se o critério mais importante fosse a capacidade de direção responsável... Mas está completamente normalizado que qualquer um com dinheiro e carteira pode dirigir e a aplicação de multas não costuma surtir efeitos preventivos ou corretivos vigorosos. Parece comum que se espere que o pior aconteça para suspender a habilitação 

Outro exemplo é o direito facilitado e universalizado de geração de descendência, diga-se, um direito muito antigo e, até então, natural. Pois a partir de um crescente conhecimento (cientificamente legítimo) sobre a influência predominante da genética ou da biologia no comportamento e no desenvolvimento humanos, primariamente com base na percepção de padrões hereditários que corroboram para uma confirmação do "hereditarianismo" (de predomínio da influência de características intrínsecas no comportamento e desenvolvimento), a ideia teórica de que qualquer casal pode ter a quantidade de filhos que desejar parece definitivamente absurda, tacitamente negligente. Mas, como vivemos em um mundo dominado por essa ideologia individualista e que, inclusive, se associa ao igualitarismo, outra ideologia grosseiramente destoante de uma análise ponderada ou factual, parece absurdo, no sentido de cruel, acreditar que a natalidade de uma pessoa ou casal possa se tornar assunto de domínio público ou de outros e não apenas dos diretamente envolvidos

A ideia individualista de que um indivíduo tem que ter total autonomia sobre suas ações e decisões é extremista. Mas não significa então que ele não tenha ou não possa ter direito a qualquer nível de autonomia

Aquele que pensa que é o mais livre geralmente está habituado aos seus próprios vícios. Já aquele que é visto como mais conformista ou menos livre geralmente está viciado aos seus próprios hábitos

Uma "teoria conspiratória" no mínimo divertida, baseada numa das "teorias conspiratórias" mais antigas, sobre judeus, é a de que a "esquerda" ocidental tem sido usada justamente pelos judeus mais etnocêntricos ou racistas, sedentos por poder e guiados por ódio e desejo de "vingança" em relação aos gentios brancos de origem europeia, usando-a como um meio para destruí-los, em outras palavras, aqueles que dizem lutar contra fascistas estariam, na verdade, colaborando, ignorantes, com fascistas/sionistas judeus em seus planos de dominação mundial... Metaforicamente, autodeclarados progressistas ocidentais seriam como o cavalo de madeira e os judeus sionistas como os gregos escondidos dentro do "presente" para a cidade de Tróia ou Ocidente//Mundo

A eugenia, em teoria, pode ser moral ou imoral, apesar de que, na prática, não tem sido moral ou "boa". A disgenia, na teoria e na prática, é sempre imoral ou "ruim"

É comum saber o conceito de uma palavra ou termo abstrato, mas de não saber aplicá-lo corretamente em contextos, geralmente resultado de uma intrusão ideológica (ou emotiva) durante o processo de contextualização 

Também é comum a adoção de conceitos estabelecidos de palavras ou termos abstratos sem qualquer análise ou uma crítica mais profunda 

Os judeus são uma prova cabal de que é possível um povo ser muito inteligente, mas excepcionalmente irracional. Tal como pelo fato de "terem"* dominado a civilização ocidental, especialmente suas principais potências e de, apesar disso, estarem na vanguarda de sua própria destruição, ao promoverem políticas insanas, como a imigração sem controle, com base em ideologias que visam eliminar as populações originais do mundo ocidental, tal como matar a galinha dos ovos de ouro, os maiores colaboradores pelo seu próprio sucesso, se comportando exatamente como espécies parasitas no reino natural, irreflexivamente objetivos 

*Primariamente, suas "elites"

Além de tudo isso, estão literalmente destruindo uma civilização grandiosa, como tem sido a ocidental, apesar de suas muitas imperfeições, tal como o seu histórico de crueldades globalizadas. Até caberia pensar se essa estupidez hedionda não poderia ser categorizada como um grande exemplo da lei de ouro da estupidez humana, definida pelo economista italiano Carlo Cipolla

Para flagrante de estupro, o mais justo seria, a priori, a prisão perpétua (sem direito à qualquer regalias, com direito à esterilização e à castração química ou física), e pena de morte em caso de estupro seguido de homicídio. Mas, dependendo do nível de crueldade e do estado da vítima, mesmo sem homicídio, também poderia ter a pena de morte como veredito. Já no caso de reação violenta com intenção homicida ou com a consumação desse ato por parte da vítima ou por outra pessoa que intervir favoravelmente à vítima, o ideal seria a ausência de punição (também para qualquer caso confirmado de auto defesa ou defesa de vulnerável)

Autodeclarados democráticos: "devemos sempre defender a democracia" 

Mas mesmo quando resulta em idiocracia?? Tal como pela substituição do mérito em processos avaliativos e seletivos para educação superior e mercado de trabalho por critérios não-objetivos ou potencialmente injustos, por raça ou sexo, por exemplo??

Boa parte da ilusão de uma doutrinação ideológica consiste em evitar que os doutrinados percebam o que realmente está acontecendo e que é óbvio ou fácil de perceber 

Ser gay e mais racional ou integralmente inteligente é uma certeza de solidão, romanticamente falando... 

Ser gay e mais racional é como se sentir um eterno intruso ou espião em espaços individuais e coletivos do espectro LGBT 

Quanto ao contexto político, a racionalidade está associada a uma maior flexibilidade de posicionamento. Por exemplo, votar na direita ou extrema direita em uma eleição pode ser mais sensato do que fazê-lo em outra. Ainda que, com as tendências de longo prazo no mundo ocidental, de piora nas relações sociais causadas justamente por políticas endossadas e impostas por partidos e ideologias de esquerda, está cada vez mais difícil apoiá-la integralmente 

O mais triste sobre a tal esquerda é que pega pautas sérias e parece que, só para vandalizá-las ou deslegitimá-las depois 

De uma maneira bem bruta de dizer, políticas de esquerda tendem a expressar racionalizações de inadequação ou inadaptação individual e/ou de grupos. É a política do "perdedor" que busca ocupar o lugar do "vencedor". Por outro lado, sem qualquer política ou perspectiva crítica à da situação, o mundo seria tão ou mais injusto, como foi por séculos. O problema é os da oposição só criticarem o poder por estarem excluídos do seu acesso ilimitado e não pela injustiça ou irracionalidade da desigualdade de acesso, ainda mais para os mais sensatos, os mais naturalmente aptos a exercerem funções de gerência social. Então, quando os outrora perdedores conseguem tomar o poder, tem sido só para ocuparem o espaço dos outrora vencedores, isto é, de um espaço de comando e também de opressão em potencial 

Na atualidade, a real política ou, o que de fato acontece no mundo, está predominantemente do lado da extrema direita, enquanto que tem restado, especialmente à centro-esquerda, as "fofocas" de dentro do sistema. É assim que tem acontecido no jogo político, quando um grupo ou certas ideias e verdades são excluídos dos discursos oficiais e outros amplamente adotados e endossados. O primeiro passa a  expressar (de maneira não-absoluta) a política real e o outro a se limitar às pequenas verdades ou inverdades dos "da situação", ainda mais que, historicamente, aqueles no poder têm abusado de mentiras para se perpetuarem no topo. 

Uma espécie de compensação para os que são excluídos 

"Foi encontrado uma correlação de 0,3 entre QI e filiação político-ideológica de esquerda..."

Exemplo fictício ainda que, possivelmente verdadeiro, só para ilustrar...

Ok, mas por que também não usar estatísticas em um formato típico, por exemplo, "foi encontrado que '30%' das pessoas que pontuaram acima da média em testes de QI (100 ou mais) em determinado estudo se declararam como progressistas ou de esquerda, se comparado com '15%' das que pontuaram abaixo da média"

Mesmo se não é todo professor que é arrogante e todo cientista que é humilde, o cientista sério, muito focado no seu trabalho, tem menos tempo para ser arrogante do que o professor. Além disso, o professor precisa estar sempre lidando com o meio social, ao contrário do cientista

O cristão acredita na volta de Jesus, assim como o esquerdista acredita que apenas a educação que irá milagrosamente desenvolver um país

O mais emocionalmente inteligente se assemelha mais ao menos emocionalmente inteligente do que àquele de inteligência emocional mediana, porque ambos tendem a priorizar a verdade ou, pelo menos, a sinceridade sobre o engano ou "mentiras brancas". Um, por ser demasiado sensível à verdade dentro de um contexto emotivo. O outro por ser demasiado insensível à mentira, especialmente à "bem intencionada'

O etnocentrismo irracional ou típico é um fenômeno psicossocial em que seus comportamentos mais comuns são: a defesa de indivíduos que cometem crimes hediondos apenas por pertencerem ao mesmo grupo étnico ou racial; a manipulação de  fatos considerados inconvenientes ao grupo étnico ou racial de pertencimento, ao invés de aceita-los; a responsabilização de outros grupos por pendengas coletivas do grupo de associação, diga-se, que também pode se manifestar por outros tipos ou categorias de coletivismo, por orientação sexual, sexo, ideologia... 

Um etnocentrismo racional se difere do irracional por não haver encobrimento ou racionalização de crimes cometidos por indivíduos da mesma raça ou etnia, manipulação de fatos considerados inconvenientes sobre o grupo de associação, enfim, por não haver ausência de autocrítica 

Nesse sentido, porque o coletivismo é uma tendência praticamente inevitável, de sempre acabarmos nos associando a grupos com os quais mais nos identificamos, o coletivismo racional é sempre aquele em que a autocrítica ao próprio grupo não se sobrepõe nem é insuficiente ao sentimento positivo de pertencimento, em outras palavras, sem acabar resultando em fanatismo ou preconceito, se pelo próprio grupo ou em relação aos outros.

Também, nesse sentido, indivíduos que estão associados a um grupo por biologia ou autodeclaração, mas são demasiadamente críticos ao mesmo, isto é, exageradamente, na verdade, seriam tipos tão irracionais quanto, só que devotos ao "auto ódio" (que também pode indicar incompatibilidades internas de grupo) 

O filósofo semanticalista (que enfatiza a palavra sobre o seu significado) e honesto é o mágico que cai no próprio truque 

Ofensa não é sempre sobre sinceridade (verdade subjetiva) ou sobre dizer a verdade (objetiva), pois também pode ser uma mentira (exagero ou invenção) 

Estado mínimo e mercado máximo também seria o mesmo que transformar uma sociedade em um conglomerado de empresas

Uma escolha individual é um assunto de domínio privado. Muitas escolhas individuais parecidas é um fenômeno social e, portanto, um assunto de domínio público 

O mais sábio tem o idealismo dos mais ingênuos e a sagacidade dos mais espertos

A diferença entre o mais racional e o mais fanático é que o primeiro defende a razão com convicção apaixonada enquanto que o segundo defende o seu fanatismo ideológico com a mesma paixão e que, erroneamente, tende a considerar como a verdadeira razão

Uma tentativa de conversa entre pessoas com perspectivas existenciais completamente distintas é tal como uma tentativa de comunicação entre espécies de planetas diferentes



"Idiots" habitually confuse the size of their ego with intelligence

There is a strong attraction for those who think they are the most rational, without actually being so, by the supposed philosophy that is taught in universities

Ideally, the philosopher should be the private doctor of a social organism, as he is the most realistic, most proficient in understanding what is happening with that or an organism. But it has been a special class of butchers who have occupied this important position

It is not always that greater surveillance or control by the state or government over individuals is immoral, as two internationally famous literary works, 1984 and Brave New World, seem to assert, if there are contexts or individual situations in which external interventions can be more beneficial than that harmful and whether there are also collective contexts in which leaving individuals free to act according to their own consciences can or tends to be more harmful than beneficial

The craziest thing is not that typical example of an individual suffering a psychotic attack (yes, in a sense of intensity of madness), but that individual who appears to be "normal", however, does not have the remotest idea of ​​how ideologically indoctrinated or distorted from reason, he is and spends a good part of his life at this very low level of self-awareness/self-knowledge (in a sense of depth and constancy of madness)

There is the pathological liar who lies more to himself than to others and the pathological liar who lies more to others than to himself. The first is a desperate person who found a source of survival in lies. The second is an unscrupulous person who also found a source of survival in lies.

To understand what a doctor is, you need to understand what medicine is. To understand what art is, you need to understand what the artist is.

Often, inattention is more a matter of perspective than deficiency, especially when there is a clear direction of attention or compensation.

The hegemonic individualist ideology, especially in the Western world, gives us a distorted dimension of how extremist it is, or also how far from an ideal balance between collectivism and individualism we, Westerners, are in the first decades of the 21st century.

Two examples: easier access to vehicles, as long as you have the money for this purchase and also associated with a test to obtain a driver's license. Yes, capitalism boosts this access... But it is clear that there are many irresponsible drivers who should not have free access to this good or right. If the most important criterion were the ability to drive responsibly... But it is completely normalized that anyone with money and a license can drive and the imposition of fines does not usually have strong preventive or corrective effects. It seems common to wait for the worst to happen to suspend the license.

Another example is the facilitated and universalized right to generate descendants, a very ancient and, until then, natural right. Because from a growing (scientifically legitimate) knowledge about the predominant influence of genetics or biology on human behavior and development, primarily based on the perception of hereditary patterns that corroborate the confirmation of "hereditarianism" (predominant influence of intrinsic characteristics in behavior and development), the theoretical idea that any couple can have as many children as they want seems definitely absurd, tacitly negligent. But, as we live in a world dominated by this individualistic ideology and which is even associated with egalitarianism, another ideology that is grossly deviated from a considered and factual analysis, it seems absurd, in the sense of cruel, to believe that the birth rate of a person or couple may become a matter of public domain or of others and not just those directly involved

The individualistic idea that an individual must have complete autonomy over their actions and decisions is extremist. But this does not mean that he does not or cannot have the right to any level of autonomy

Those who thinks are the freest are generally accustomed to their own vices. Those who are seen as more conformist or less free are generally addicted to their own habits.

An amusing "conspiracy theory", to say the least, based on one of the oldest "conspiracy theories" about Jews, is that the Western "left" has been used precisely by the most ethnocentric or racist Jews, thirsty for power and guided by hatred and desire for "revenge" towards White gentiles of European origin, using it as a means to destroy them, in other words, those who claim to fight against fascists would, in fact, be ignorantly collaborating with Jewish Fascists/Zionists intheir plans for world domination... Metaphorically, self-declared Western progressives would be like the wooden horse and the Zionist Jews like the Greeks hidden within the "gift" to the city of Troy or the West//World

Eugenics, in theory, can be moral or immoral, although in practice it has not been moral or "good". Dysgenics, in theory and practice, is always immoral or "bad"

It is common to know the concept of a word or abstract term, but not know how to apply it correctly in contexts, generally the result of an ideological (or emotional) intrusion during the contextualization process.

It is also common to adopt established concepts of abstract words or terms without any deeper analysis or criticism.

The Jews are clear proof that it is possible for a people to be very intelligent but exceptionally irrational. Such as the fact that they "have"* dominated Western civilization, especially its main powers, and despite this, they are at the forefront of their own destruction, by promoting insane policies, such as uncontrolled immigration, based on ideologies that aim to eliminate the original populations of the Western world, like killing the goose that laid the golden eggs, the greatest contributors to their own success, behaving exactly like parasitic species in the natural realm, unreflexively objective

*Primarily, its "elites"

In addition to all this, they are literally destroying a great civilization, such as the Western one, despite its many imperfections, such as its history of globalized cruelties. One might even wonder if this hideous stupidity could not be categorized as a great example of the golden law of human stupidity, defined by the Italian economist Carlo Cipolla

For flagrant rape, the fairest option would be, a priori, life imprisonment (without the right to any benefits, following by sterilization and chemical or physical castration), and the death penalty in cases of rape followed by murder. But, depending on the level of cruelty and the condition of the victim, even without homicide, the death penalty could also be the verdict. In the case of a violent reaction with homicidal intent or with the completion of this act by the victim or by another person who intervenes in favor of the victim, the ideal would be the absence of punishment (also for any confirmed case of self-defense or defense of a vulnerable person)

Self-declared democratic: "we must always defend democracy"

But even when it results in idiocracy?? Such as replacing merit in evaluation and selection processes for higher education and the job market with non-objective or potentially unfair criteria, by race or sex, for example?

Much of the illusion of ideological indoctrination consists of preventing those being indoctrinated from realizing what is really happening and what is obvious or easy to understand.

Being gay and more rational or integrally intelligent is a certainty of loneliness, romantically speaking...

Being gay and more rational is like feeling an eternal intruder or spy in individual and collective spaces on the LGBT spectrum

As for the political context, rationality is associated with greater flexibility. For example, voting right or far right in one election may be more sensible than doing so in another. Even though, with the long-term trends in the Western world of worsening social relations caused precisely by policies endorsed and imposed by left-wing parties and ideologies, it is increasingly difficult to fully support it

The saddest thing about the so-called left is that it takes serious issues and it seems that, only to vandalize or delegitimize them later

In a very crude way of putting it, left-wing policies tend to express rationalizations of individual and/or group inadequacy or inadaptation. It is the politics of the "loser" that seeks to take the place of the "winner". On the other hand, without any policy or critical perspective on the situation, the world would be as or more unfair, as it has been for centuries. The problem is that those in the opposition only criticize power because they are excluded from its unlimited access and not because of the injustice or irrationality of unequal access, especially for the most sensible, those most naturally able to exercise social management functions. So, when the former losers manage to take power, it has only been to occupy the space of the former winners, that is, a space of command and also of potential oppression.

Currently, real politics, or what actually happens in the world, is predominantly on the side of the extreme right, while what remains, especially on the center-left, is "gossip" from within the system. This is how it has happened in the political game, when a group or certain ideas and truths are excluded from official narratives and others that are widely adopted and endorsed. The first starts to express (in a non-absolute way) the real policy and the other to limit itself to the
small truths or untruths from those "in the situation", especially since, historically, those in power have overusing lies to perpetuate themselves at the top.

A kind of compensation for those who are excluded

"A correlation of 0.3 was found between IQ and left-wing political-ideological affiliation..."

Fictional example although possibly true, just to illustrate...

Okay, but why not also use statistics in a typical format, for example, "'30%' of people who scored above average on IQ tests (100 or higher) in a given study were found to declare themselves as progressive or left, compared to '15%' of those who scored below average"

Even if not every teacher is arrogant and every scientist is humble, the serious scientist, very focused on his work, has less time to be arrogant than the teacher. Furthermore, the teacher needs to always be dealing with the social environment, unlike the scientist

The Christian believes in the return of Jesus, just as the Leftist believes that only education will miraculously develop a country

The most emotionally intelligent person is more similar to the less emotionally intelligent person than the person with average emotional intelligence, because both tend to prioritize the truth or, at least, sincerity over deception or "white lies." One, for being too sensitive to the truth within an emotional context. The other for being too insensitive to lies, especially "well-intentioned" ones

Irrational or typical ethnocentrism is a psychosocial phenomenon in which its most common behaviors are: the defense of individuals who commit heinous crimes just because they belong to the same ethnic or racial group; the manipulation of facts considered inconvenient to the ethnic or racial group of belonging, instead of accepting them; the holding for other groups responsibility for collective issues of the association group, so to speak, which can also be manifested by other types or categories of collectivism, by sexual orientation, gender, ideology...

Rational ethnocentrism differs from irrational ethnocentrism in that there is no cover-up or rationalization of crimes committed by individuals of the same race or ethnicity, manipulation of facts considered inconvenient about the association group, in short, there is no absence of self-criticism

In this sense, because collectivism is a practically inevitable tendency, in which we always end up associating ourselves with groups with which we identify most, rational collectivism is always one in which self-criticism of one's own group does not override nor is insufficient to the positive feeling of belonging. , in other words, without ending up resulting in fanaticism or prejudice, whether by the group itself or in relation to others.

Also, in this sense, individuals who are associated with a group by biology or self-declaration, but are too critical of it, that is, exaggeratedly, in fact, would be just as irrational types, but devoted to "self-hatred" (which can also indicate internal group incompatibilities)

The semanticalist philosopher (who emphasizes the word over its meaning) and honest is the magician who falls for his own trick

Offense is not always about sincerity (subjective truth) or about telling the truth (objective), as it can also be a lie (exaggeration or invention)

Minimum state and maximum market would also be the same as transforming a society into a conglomerate of companies

An individual choice is a private domain. Many similar individual choices is a social phenomenon and, therefore, a matter of public domain

The wisest has the idealism of the most naive and the sagacity of the cunning

The difference between the most rational and the most fanatical is that the first defends reason with passionate conviction while the second defends his ideological fanaticism with the same passion and which, mistakenly, he tends to consider as the true reason.

An attempt at conversation between people with completely different existential perspectives is just like an attempt at communication between species from different planets.