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sexta-feira, 31 de maio de 2024

Sobre livrófilos e homofóbicos extremos/About extreme bookphiles and homophobes

 Não é uma relação absoluta, mas parece ser relativamente comum, especialmente no segundo caso...


Então, temos o pseudo heterossexual, o homofóbico extremo, que faz de tudo para convencer os outros e a si mesmo de que é totalmente heterosexual e não um provável bi ou homossexual enrustido. Por isso, ele capricha em sua atuação, enquanto que, internamente, continua a sentir uma atração forte e natural pelo mesmo sexo... (E, às vezes, ou com frequência, a extravasa em encontros discretos).


E também temos o pseudo intelectual, que ou aquele que também investe em sua aparência, mas almejando convencer os outros e a si mesmo de que é um verdadeiro intelectual e não um ignorante e tolo que não sabe pensar por conta própria, de maneira racional ou sensata e que sente uma necessidade narcísica de se sentir e ser visto como mais inteligente do que "as massas". Por isso, ele capricha em sua indumentária de falsário da sapiência e duas maneiras típicas de fazê-lo é pela adoção acrítica de ideias, posicionamentos e pensamentos dos "bien pensants" (que estão "na moda") e pela aquisição compulsiva de livros, muitos que lê uma ou duas vezes e sequer entende, de maneira mais precisa, suas propostas ou significados, provavelmente porque sua indução ou doutrinação ideológica tende a prejudicar sua capacidade contextualizá-los em cenários reais, especialmente os de natureza política e estilo mais sutil (que não criticam apenas um lado do espectro político), tal como A Revolução dos Bichos e 1984, obras geniais de mesmo autor (George Orwell). Mas também porque o mais importante para esse tipo é aparentar e não de fato ser (ainda que também possa ser do tipo menos cínico e chegar a confundir o aparentar com o ser). 

It's not an absolute relationship, but it seems to be relatively common, especially in the second case...

Then we have the pseudo heterosexual, the extreme homophobe, who does everything to convince others and himself that he is completely heterosexual and not a probable closeted bi or homosexual. Therefore, he takes great care in his performance, while, internally, he continues to feel a strong and natural attraction to the same sex... (And, sometimes, or often, expresses it in discreet encounters).


And we also have the pseudo intellectual, who also invests in his appearance, but aims to convince others and himself that he is a true intellectual and not an ignorant and foolish person who does not know how to think for himself, and rationally and who also feels a narcissistic need to feel and be seen as more intelligent than "the masses". Therefore, he takes care of his attire as a faker of wisdom and two typical ways of doing so are by uncritically adopting ideas, positions and thoughts from "bien pensants" (which are "in fashion") and by compulsively acquiring books, which many them he read it once or twice and don't even understand, in a more precise way, its proposals or meanings, probably because his ideological induction or indoctrination tends to harm his ability to contextualize them in real scenarios, especially those of a political nature and a more subtle style ( that do not criticize just one side of the political spectrum), such as Animal Farm and 1984, brilliant works by the same author (George Orwell). But also because the most important thing for this type is to appear and not actually be (although they can also be the less cynical type and end up confusing appearing with being).


quinta-feira, 4 de abril de 2024

O que a "esquerda" (para burguês lacrar) chama de "justiça"

 (Um "déjà vu" sempre necessário) 


Qualquer agressão física ou verbal a uma mulher, cometida por um homem, é misoginia ou tentativa de feminicídio

Qualquer agressão física ou verbal a uma pessoa negra, cometida por uma pessoa branca, é racismo 

Qualquer agressão física ou verbal a uma pessoa "LGBT", cometida por um heterossexual, é homofobia ou transfobia 

Qualquer agressão física ou verbal a um judeu e cometida por um gentio é antissemitismo

Qualquer agressão física ou verbal a um muçulmano e, especialmente, se cometida por um cristão ou por um gentio ocidental é islamofobia

Qualquer crítica ou comentário mais negativo, mesmo se ponderado ou baseado em evidências, dirigido a um desses grupos, é "discurso de ódio"

Qualquer denúncia vinda de indivíduos de um desses grupos, sem evidências do ocorrido ou baseada apenas na acusação, pode ser considerada como evidência de "crime' 

...

Querem transformá-los em grupos intocáveis, em vítimas compulsórias, e outros grupos em bodes expiatórios: heterossexuais, cristãos, homens, brancos...

Querem generalizar ou simplificar contextos de conflitos desprezando  seus níveis variados de complexidade. E, por acaso, tudo isso é realmente justo?? 

quarta-feira, 1 de março de 2023

Sobre uma das principais diferenças entre homofobia e racismo

 Enquanto indivíduos de minorias sexuais tendem a ser discriminados sem ter uma razão realmente justa ou apenas por causa de suas sexualidades, indivíduos, em especial os de raça negra, são desproporcionalmente mais propensos a serem os autores do que apenas as vítimas de discriminação, inclusive por homofobia.


Na verdade, a homofobia é mais parecida com o colorismo do que (com) o racismo. 

Colorismo: discriminação exclusivamente por cor da pele, tal como o preconceito contra albinos, por exemplo. Por comparação, a homofobia poderia ser considerada uma forma de discriminação por aspecto biológico ("biologismo"??), que é a sexualidade. 

Não são poucos os casos em que ocorrem ofensas racistas por reação a comportamentos desrespeitosos ou cruéis, inclusive discriminatórios, particularmente por indivíduos negros ou pardos. 

Mas não estou dizendo que o racismo seja correto, longe disso. Só que é mais complexo e/ou dependente de contexto do que a homofobia.

domingo, 12 de fevereiro de 2023

A homofobia também é um efeito colateral da inteligência preventiva da espécie humana

Especialmente em ambientes com pouco acesso a conhecimentos da área da sexualidade, em que está disponível apenas o recurso da contenção de comportamentos e/ou da identificação e proibição de comportamentos considerados de risco e primariamente não-utilitários às necessidades básicas de uma comunidade, ainda que, em muitas comunidades ameríndias, a (realidade da) diversidade sexual tenha sido historicamente "tolerada" (ou aceita).


 Isso vale para talvez quase todos os tipos de preconceito. 

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Ímpeto reprodutor/reprodutivo ou "timing" sexual-reprodutivo?

Talvez seja possível afirmar que, nenhuma espécie, além da humana, é capaz de "saber" com antecedência sobre a relação de causalidade variável entre prática sexual e procriação. O que acontece é que, quando atingem a maturidade biológica, passam a sentir uma grande necessidade de praticar o ato e que tende a resultar na procriação. Percebe-se que não é uma necessidade ou instinto de procriar, mas de fazer sexo, da cópula. Já os instintos materno e paterno, de fato, existem e variam de intensidade de acordo com a espécie, em que algumas são mais cuidadosas que outras com a sua prole.


Portanto, o ímpeto reprodutivo de espécies não-humanas e sexuadas, na verdade, seria um "timing" sexual-reprodutivo, não uma necessidade instintiva de produzir descendentes e sim de praticar o ato, provocado pela maturação, que irá resultar nisso. Já, para o ser humano, é mais correto chamá-lo de ímpeto a partir do momento que, entre o desejo sexual e o de gerar descendência existe um conhecimento sobre a causalidade variável entre sexo e reprodução . Pode parecer estranho ou contraditório, se no meu texto em que especulo sobre as raízes psicobiológicas da correlação entre homofobia e conservadorismo, eu afirmo que os conservadores tendem a ter um ímpeto reprodutivo mais intacto ou parecido com os de animais não-humanos que explicaria em partes sua maior propensão a ter esse preconceito. Isso é verdade e até digo que esse ímpeto é o resultado do mesmo "timing" sexual-reprodutivo das outras espécies, da necessidade de fazer sexo que surge a partir da maturidade biológica, só que associado ao básico conhecimento de que uma coisa tende a resultar na outra se praticada de maneira tradicional (e que pode ser uma das causas pras suas tendências homofóbicas). 

domingo, 20 de novembro de 2022

Uma possível razão para a relação entre fecundidade, conservadorismo e homofobia

 Por acaso, conservadores de direita seriam, em média, mais parecidos com os animais não-humanos e, portanto, menos evoluídos??


Fundamentalistas religiosos são significativamente mais propensos a se declararem como ultraconservadores. Eles também tendem a produzir mais descendentes que religiosos moderados e, especialmente, que ateus e agnósticos, pelo menos na atualidade. A priori, eles são motivados pelas narrativas pró-natalistas de suas crenças. Mas, talvez, não seja apenas por isso, pois pode ser que tenha algo de mais profundo que os induza ao ímpeto reprodutivo. E a resposta pode estar nele mesmo, num ímpeto para procriação mais intacto que o de outros humanos e que se alinha ou se justifica por essas narrativas. Pois além dessa característica que parece ser mais intrínseca do que produto de alguma influência do meio, eles também são "campeões" na adoção de pensamentos preconceituosos, particularmente, a homofobia, produto de um estilo de pensamento mais intuitivo do que analítico. Isso sugere que esse ímpeto reprodutivo mais intacto pela evolução da complexidade comportamental humana pode ter maiores repercussões, além de um desejo irreflexivo em produzir bebês, que pode ser o reflexo de um nível menos evoluído de humanidade, menos racional ou mais tribal e instintivo, mais próximo dos outros animais, já que um dos pontos cruciais da evolução de nossa espécie, que nos diferencia, é a capacidade reflexiva, de "livre arbítrio" ou "julgamento complexo-reflexivo", e parece que, especialmente, os indivíduos mais conservadores, apresentam uma menor capacidade de tomar decisões com base na razão.

Portanto, um desejo instintivo de passar os genes adiante mais uma capacidade limitada para refletir pensamentos e ações podem ser um dos fatores intrínsecos que, em combinação, predispõem certos (ou muitos) indivíduos à homofobia e que também se associa a qualquer tipo de preconceito contra práticas ou justificativas anti-natalistas, além da inclinação homossexual. 

A crença religiosa como reflexo de um atavismo evolutivo

Eu também já levantei a hipótese de que a "religião", pelo menos tal como tem evoluído, historicamente, consiste numa perspectiva autocêntrica, em que o indivíduo humano percebe, analisa e julga a realidade de acordo com a sua própria perspectiva, limitando-se à mesma do que de buscar compreendê-la de maneira mais imparcial e objetiva. Também disse que essa perspectiva de autocentrismo está presente e determinante em todas as outras espécies e que, portanto, a crença religiosa seria a expressão de um atavismo, de um traço muito primitivo e universal, porém "sofisticado" pela imaginação e linguagem humanas. 

Então, além de um ímpeto reprodutivo mais intacto pela evolução, os mais conservadores também compartilhariam com animais de outras espécies essa tendência imperativa de compreender a realidade a partir de sua própria perspectiva, de maneira muito subjetivamente enviesada do que objetiva e imparcial; no nosso caso, antropocêntrica. Daí a forte correlação entre conservadorismo e crença religiosa, e também com baixa empatia (de se colocar em outras perspectivas).

Lembrando que, os indivíduos mais racionais não seriam exatamente os mais progressistas, mas aqueles que sempre buscam por posicionamentos ponderados: sensatos, factuais e/ou justos, independente de que lado no espectro político-ideológico em que estão sendo defendidos. Por isso que, é logicamente inevitável que acabem se tornando mais progressistas do que conservadores. Porém, aqueles que são demasiado progressistas também são antropocêntricos, tal como os conservadores, mas de maneira distinta, pois apesar de haver uma tendência de rejeição à crença religiosa entre eles, a substituem por outra de natureza similar, em que a humanidade é percebida como uma espécie totalmente à parte das outras, unicamente moldada pela cultura, e não como uma continuidade mais excêntrica do reino animal. 

Resumindo: o conservadorismo tende a exagerar o que temos em comum com os outros animais. Aliás, nos incentiva a "se comportar como eles", em relação ao que consideram "o mais natural", como a heterossexualidade e a constituição de uma "família tradicional", enquanto nos diz que somos especialmente distintos por sermos "filhos de deus". Já o progressismo, apesar de colocar em dúvida a narrativa religiosa, da existência de divindades e metafísica, exagera no nível de singularidade da complexidade comportamental humana, tratando o "homem" como um "animal sem natureza", totalmente moldado pelo seu meio cultural.

Enfim, o que quase toda ideologia tem em comum: contradições superficiais gritantes, mas que, em essência, são mais internamente coerentes.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Um exemplo curioso porém excepcionalmente comum de irracionalidade... feat ''geneticista mirim''

https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/os-verdadeiros-numeros-sobre-a-morte-de-lgbts-no-brasil-95bmcp4302gyjdozzpjmiuhyl/

Os casos de homofobia fatal, isto é, em que um indivíduo LGBT é assassinado apenas por ser LGBT, no Brasil, têm sido descritos como abundantes, dando ao país o título de ''dos mais homofóbicos do mundo''. Diversas pesquisas decidiram analisar os estudos mais importantes já realizados que chegaram a esses resultados. Comprovou-se que, muito provavelmente, ocorreu uma manipulação dos dados por parte dos pesquisadores, para passar essa ideia de que o Brasil ''é o país que mais mata LGBTs''.. Novidade ''pra ninguém'' quando esquerdistas mentem sobre certo assunto para fazer avançar alguma agenda ideológica de esquerda. Infelizmente, é o que mais fazem. O coração está correto, mas o cérebro... 

Taokey
Mas e aí*

Aí que o ''Helí'' [geneticista mirim] resolve atacar do outro lado puxando o cabo dessa guerra, excessivamente, pra sua peculiar perspectiva mas que faz coro alto, e com quem, com os homofóbicos...

"Heli 'B'ieira discorda dos critérios. “Simplesmente não é correto presumir que toda morte de gay é homofobia por causa de uma fantasmagórica e amorfa homofobia estrutural e sistêmica da sociedade"

Minha resposta no blog dele

Agora, você dizer isso???
Percebeu que ultrapassou o bom senso ao afirmar que o Brasil é um país onde homofobia estrutural não existe. Taokey, Eli, aproveita pra dar uns amassos e andar de mãos dadas com o seu love nas cidades brasileiras pra ver o quão bem estruturada a homofobia/LGTBfobia está...

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Bolsonários... o lado podre da ''direita''...


''Esse cara precisa ser presidente deste país!! viva a família tradicional e as pessoas de bem!!''

Minha resposta

Então, gays não são pessoas de bem... A democracia é um erro quando a grande maioria das pessoas, direita e esquerda, não sabem raciocinar... não é porque a esquerda é essa histeria ou transtorno mental que a direita vai ser melhor. Na verdade a direita tem milênios de dominação e o que temos*** Pobreza, ódio, séculos e mais séculos de guerras, desprezo pela real inteligência, que é a sabedoria, domínio do capitalismo onde dinheiro vale mais que vidas.. A esquerda é uma reação, absolutamente crua, errada, concordo, mas é uma reação aos desmandos da linda direita, que tem reduzido este lindo e generoso planeta, em cidades industrializadas, trabalho semi-escravo, a mais absoluta ignorância reinando por séculos a fio e condenando gente de bem, de VERDADE, à uma vida de sofrimento desnecessário [escravidão, preconceitos super-generalizados]. A maioria das ''famílias tradicionais'' não parecem pessoas de bem, porque para sê-lo é necessário muito mais idealismo do que o brasileiro médio tem, é preciso sacrifício. Um exemplo REAL de pessoa de BEM, é aquela que, ao invés de rezar, ajuda o outro ou se sacrifica em prol do bem estar alheio mesmo quando não é um parente. A maioria da ''família tradicional'' ajuda quando é parente, quando é filho, se sacrifica por ele, porque se projeta nele, se esquece do resto e é capaz de passar por cima do outro, para que o seu filho possa ser bem sucedido, e em muitos desses casos, casar e manter o legado genético da ''família''. Aquele que tem grandes chances de dizer ''bacon É VIDA'', aqui, tentando ensinar sobre moralidade.


quinta-feira, 1 de março de 2018

As pessoas que discriminam...

...com veemência os homos o fazem por razões instintivas enquanto que a discriminação [negativa ou crítica] contra os negros tende a se dar de modo mais lógico a racional (por razões mais lógico a racionais). 

"Não gosto de gay porque eu não gosto, tenho nojo" [mas invento qualquer coisa para parecer que eu tenha outra razão, menos crua, por exemplo, a ''religião''].

"Não gosto de negro porque [em média] cometem mais crimes, são mais desrespeitosos"...

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Mais algumas [ou não] diferenças entre homofobia e racismo

Em média, como eu já comentei aqui.

Desrespeito merecido (negros) versus desrespeito não merecido (homossexuais)


Desrespeito: faltar ao respeito, criticar de maneira negativa, sobre algum ou muitos aspectos de certo indivíduo ou grupo. Crítica geralmente enfatizada pelo lado faltoso ou entrópico .. de natureza puramente funcional ou moral (comportamental e idealmente funcional).


Lembrando a diferença entre medianizar e generalizar...

Negros: EM MÉDIA, mais propensos a serem de DISCRIMINADORES [negativos]...

Homossexuais: EM MÉDIA, mais propensos a serem de DISCRIMINADOS [negativos]... 

Em termos de contexto imediato ou de convivência cotidiana...

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Ainda sobre um texto recente...

... 

Muitas pessoas usam ou, as religiões, culturas e ideologias acabam sendo usadas como desculpas/justificativa para a insensibilidade aguda dessas pessoas em relação a certo grupo ou ponto de vista, especialmente quando de fato se configura em insensibilidade ou espectro do egoísmo. Esses canais acabam servindo para a simbolização ou mesmo para a camuflagem da insensibilidade alheia, especialmente àquela que faz-se decididamente destrutiva, tal como a "homofobia", enquanto que algumas pessoas simplesmente serão sinceras e insensíveis demais (específica ou generalizadamente insensíveis) para se darem ao trabalho de se camuflarem quase que covardemente por meio de signos ou símbolos culturais/ideológicos/religiosos. 

Eu odeio você porque Deus quis ou disse para eu odiá-lo.

Ou

Eu simplesmente odeio você por isso ou aquilo, sem ter a necessidade de apelar para fantasias.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Muito sobre a "homofobia" masculina tem a ver com o próprio "preconceito"/antipatia em relação ao homem (heterossexual)

A "homofobia" feminina a meu ver parece muito menos intensa do que a masculina, mas por que??

- Não tem sexo anal/"sujo';

- O fetiche do harém de mulheres mais sexualmente liberais para os homens heterossexuais;


- Menor fixação por sexo;

- Menor super-exposição por meio da (((mídia)));

- Menor antipatia/ou maior simpatia que as mulheres geralmente provocam nas outras ''pessoas'' [mulheres/homens].

Em relação à adoção de crianças/humanas, parece-me que as lésbicas são menos criticadas até mesmo por serem a priore "mães biologicamente naturais"

Homens heterossexuais criaram ou tendem a criar sociedades/culturas que aumentam os seus padrões de "sucesso" individual mas o mesmo não é tão significativo até então em relação às mulheres. Logo, muito do próprio "preconceito"/antipatia contra os homossexuais masculinos na verdade se consiste em um reflexo quanto ao próprio "preconceito" contra os homens heterossexuais e que é atiçado por eles mesmos ou pelo menos por muitos deles. 

A ansiedade ou expectativa culturais pelo "sucesso" masculino aumentou a desigualdade em relação ao sexo "forte', criou uma cultura que pressiona muito mais o homem para ser "bem sucedido" enquanto que também o pune muito mais quando não corresponde à expectativa que a sociedade nutre sobre ele, ainda que, é claro que isso não significa que a mulher, então, tem sido muito melhor tratada porque ambos tem sofrido as amarguras de se viver em sociedades brutais e caóticas, de diferentes maneiras.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Um fato muitas interpretações e a mais correta de todas via camadas existenciais

Fato/existência = "homofobia" [perseguição sistemática contra indivíduos homossexuais; ódio irracionalizado]


Camada existencial hiper-realista ou existencialista = 


homofobia pode ser normal mediante uma perspectiva realista ou evolutivamente pragmática mas não é moralmente aceitável a partir da idealidade pós-cadeia alimentar =  

Moralidade objetiva =

Alguns pontos de vista/indivíduos estão mais moralmente precisos/corretos/abrangentes do que outros.

Camada existencial realista =


 Homofobia é normal = 

Amoralidade = 

Cadeia alimentar = 

''Ninguém'' está moralmente errado [ ;), aquilo que já comentei, quanto a este tipo de hipocrisia: ''moralidade pra mim, não pra você''].

Camada existencial social/surrealista = 


homofobia pode ou não ser normal, depende da cultura dominante = 

Moralidade subjetiva = 

Conformidade social.

Claro que, a partir de uma perspectiva moral/interacional, a ''interpretação' a partir da primeira camada existencial, a existencialista/hiper-realista, é a que está mais conclusivamente correta, a priore.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Realmente não é lavagem cerebral mas treinamento

Eu conheço uma pessoa e acho que ela pode servir como exemplo generalizado do que vou falar agora, sobre a moralidade subjetiva do politicamente correto, doutrinação ou melhor, treinamento, isso mesmo que você ouviu. 

Pois bem, essa pessoa claramente demonstra sinais de sentimentos "homofóbicos' e "racistas'. No entanto ela foi auto-treinada ou se auto-doutrinou a vigiar os próprios pensamentos. Por exemplo, algum tempo atrás ela fez aquele sinal na pele para se referir aos "alunos problemáticos", quando ainda lecionava. Ela ainda luta para conter os seus sentimentos "homofóbicos' mas porque o treinamento ou o mini trauma via mídia (assistir no jornal nacional que "racismo' é crime ou que certa pessoa foi presa ou indiciada por "racismo') em relação à "homofobia' tem sido bem mais fraco do que em relação ao "racismo' então ela tem apenas seguido as suas instruções subconscientes. Existem também outros fatores que ajudam a explicar o porquê deste paradoxo. Por exemplo o fato de que a maioria dos negros são heterossexuais e normies como ela tende a criar laços de similaridades diga-se superficiais. Possibilidade que é mais difícil de se dar em relação aos homossexuais e neste caso em específico, mas creio eu, que é generalizável. 

Ela viu que o "racismo' é "crime", assiste na tv, nas novelas e em outros programas a mesma repetição, diga-se, trabalho de psicopatas de alto nível (de excremento), e a partir daí o seu cérebro faz aquela associação básica que também acontece com os cachorros, quando são treinados a obedecer certos comandos, a tal da gratificação por associação [aliás, nos auto-treinamos a todo momento]. O sistema de recompensa não é acionado apenas quando tem uma recompensa literal mas também quando não há punição. 

Essa pessoa foi psicologicamente treinada tal como um cachorro simpático. Isso não é lavagem cerebral que se caracterizaria literal e semanticamente por uma transformação significativa do comportamento e por outras pessoas. No entanto pode-se denominar o treinamento psicológico por gratificação como lavagem cerebral pontual, localizada ou parcial.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Por que a homofobia** Incapacidade subjetiva ou pessoal de lidar com situações ou questões complexas MAIS adendos sobre os sociotipos ''observador'' e ''trabalhador''

Me coloque para fazer uns exercícios de matemática mas não espere um sorriso franco do meu rosto, porque eu não vou te dar. Sim, eu vou ficar ansioso, chateado, olhando pra a janela, se tiver uma, desatento, porque eu não gosto e não tenho vocação natural pra resolver problemas matemáticos. A matemática é complexa demais pra mim, parece até que estou lendo em grego clássico ou em mandarim lá da Cochinchina. A matemática me faz ter certeza quando à incerteza e isso me deixa nervoso, mas não é apenas comigo, e não apenas a matemática, porque pra outras pessoas outros fatores podem ter o mesmo efeito indesejável. Quando os nossos cérebros avantajados e complicados se deparam com algo que identificam como ''ilógico'', que não faz sentido,  que é complexo demais pra entender então tende a refugar ou a demonizá-lo. É o que parece acontecer com os homofóbicos especialmente quando nos deparamos com os seus argumentos, quase sempre nesta linha da ''normalidade e da anormalidade'' ou melhor, daquilo que consideram como natural e como inatural.

Homossexuais não procriam ou raramente o fazem e isso já é motivo para que os homofóbicos irreflexivos [n]os ataquem, porque em suas cabeças hiper-pragmáticas, de trabalhadores, as coisas tem sempre que ter alguma serventia, tem de ser úteis pra alguma finalidade, do contrário, são inaturais, inúteis, problemáticas, etc..

E nada mais histriônica porém significativamente útil do que um procriador porque sem vida, não há vida. 

Em um outro e se possível breve texto eu vou comentar sobre este cisma existencial entre os sociotipos de trabalhadores e de observadores, isto é, entre a ''conscienciosidade'' e a ''abertura para experiência'', mas que também podem ser, creio eu, facilmente traduzidas como ''ordem e utilidade'' versus ''experimentação e vivenciação''.

Como eu já falei nos primeiros textos para diferenciar os sociotipos, os trabalhadores, por serem desprovidos de uma grande consciência ou despertar da vida, por serem mais amalgamados, mais ''bichanos'', mais domesticados, mais designados para o trabalho, tal como se fossem [e talvez sejam} proto-savants de alto funcionamento, tem pouca fome de viver intensa e significadamente. O contrário acontece com o mais desperto observador, que por causa de sua condição melancólica e eufórica, isto é, omnivertida, completa enquanto ser, rapidamente internaliza e torna ainda mais real, mais consciente, a artificialidade que se consistem as sociedades humanas, vendo-as como insuficientes para que possam sanar as suas fomes de curiosidade e de vivenciação, pelo simples ato de viver a vida. O trabalhador não liga que ele está vivendo, que isso é fantástico, único, misterioso e frágil, não liga se morrer amanhã, ou o faz de modo muito mais pragmaticamente desprendido do que o observador. Uma das características deste sociotipo assim como das massas em geral é de um constante torpor que os torna muito menos curiosos e entusiasmados com a vida desde as coisas supostamente mais simples, como o canto dos pássaros ou uma chuva de verão. Muitos trabalhadores são de esquizotípicos parciais, pois tendem a se ligar à crenças metafísicas que os garantem certezas existenciais, isto é, ''resolvem'' justamente o problema da incerteza existencial que praticamente caracteriza o observador e o faz observar e sentir o mundo de maneira muito mais intensa.

Viver é a finalidade em si... 

O trabalhador internaliza rápida e precipitadamente que o laboratório social em que vive e em que é usado, se consiste na única e perene verdade, ou, apesar de saber que não é apenas isso, não tem forças intrínsecas que o faça superar esta etapa de conscientização e de posterior tomada subsequentemente lógica de decisão, isto é, de despertar quanto à vil realidade que antes tomava como a única que existia, e a de se tentar se desconectar deste nível baixo, semi-servil de consciência existencial e de buscar por valores morais/éticos e filosóficos/de vivenciação ou experimentação da vida muito mais altos, metaforicamente falando, de começar a escalar as montanhas em busca da cristalina sabedoria. 

Portanto para a maioria dos trabalhadores, especialmente os mais característicos ou pragmaticamente utilitários e portanto ''anti-artísticos'', a homossexualidade nada mais é do que um transtorno sem utilidade, enquanto que para a maioria dos observadores, especialmente os mais característicos ou uber-artísticos/verdadeiramente filosóficos/sábios a homossexualidade se consiste em mais uma característica ou variedade de comportamento que apresenta o simples e fundamental valor da vivenciação, da experimentação, porque a vida assim o é, em seu íntimo, queiramos ou não, entendamos ou aceitamos ou não, independente do seu valor ''utilitário'' e neste caso, mais especificamente falando, do seu valor reprodutivo. Mas para uma mente existencialmente ou filosoficamente limitada, de natureza insensível, eternamente pré-consciente [eternamente enquanto dure}, não existe tal coisa. Isso explica o porquê deste tipo tender a ser ''artisticofóbico'', porque não consegue ver o valor existencial da arte, porque ele já não é capaz de ver valor na vida em si, em sua própria vida, ainda que a viva mais protegida das amarguras de uma auto-consciência mais desperta e que muitas vezes pareça amá-la mais do que a nós. Nada se equipara à autenticidade ou à honestidade dos fatos, e quanto mais desperto ou conhecedores estamos sobre algo, mais autênticos ou legítimos estaremos e portanto, um melancolicamente eufórico pensador, inevitavelmente verá mais valor na vida, de maneira menos ou mais completa, do que um trabalhador, mais auto-protegido de sua verdade, tal como se tivéssemos dois cavalheiros disputando o amor de uma dama e um deles soubesse mais de sua pretendida do que o outro, isto é, mais próximo da verdade, da autenticidade de se de fato saber.

A homossexualidade como conclusão é vista pelos homofóbicos que são em sua maioria de mentes mais estreitas, de trabalhadores [e quando ocorrem mesclas deste tipo com outros sociotipos, o ódio à homossexualidade caminhará para ser inevitavelmente de natureza pragmática, que tende a ser intimamente relacionada com a sua mentalidade pragmaticamente utilitária), como um estorvo sem valor [reprodutivo], apesar de que, baseados em uma perspectiva sub-perceptiva eles estão certos, porque eles são incapazes de compreende-la, pois está acima de suas capacidades, e até poderíamos concluir que, homofóbicos especialmente os de trabalhadores, também tendem sentir o mesmo sentimento de incompreensão e desprezo em relação ao valor da arte. Se não compreendemos, refugamos nos aprofundar no assunto, ou o demonizamos.

domingo, 25 de dezembro de 2016

Chaves e a sociedade conservadora

Desde que eu me tornei mais moralmente consternado que passei a rever com maior criticismo as minhas atitudes mesmo as que pareciam ser as mais inocentes. Por exemplo, tratar de maneira natural  ou acrítica o humor politicamente incorreto de dois dos meus seriados favoritos: Chaves e Chapolim. Eu fico desgostoso por usar este termo "politicamente correto/incorreto" pois passa a ideia de se consistir em um selo de qualidade no trato alheio enquanto que na verdade foi criado e tem sido usado para promover a capitulação pacífica e posterior extinção das populações ocidentais, nomeadamente os brancos caucasianos, via chantagens emocionais, isto é, as suas verdadeiras razões. Ainda que exista claramente uma boa lógica naquilo que o politicamente correto diz defender, esta lógica [moral] está sendo usada de maneira errada e com segundas intenções, moralmente falidas. Sem falar que o próprio termo em si já  é enganoso por ter uma palavra derivada de política. Podemos então pensar em um termo mais correto: comportamentalmente correto. 

Chaves e Chapolim foram feitos em uma época e em um país fortemente conservadores, então é pouco provável que não tivessem encarnado as características desta paisagem até mesmo para que pudessem ser aceitos pelo público. 

De acordo com que a minha consciência moral foi evoluindo eu fui percebendo o quão ofensivo Chaves e Chapolim poderiam ser. Os dois seriados mais parecem com filiais de ofensas e preconceitos metralhados pra vários ... mas não para todos os cantos. A minha queixa de sempre sobre o humor é que existem grupos que são naturais alvos de zombaria, tal como costuma acontecer nas escolas, enquanto que outros grupos tendem a ser não apenas "esquecidos" de passarem pela berlinda mas sequer tratados como passíveis de humilhação grátis. 


Por exemplo homossexuais versus heterossexuais. Por que diabos apenas os homossexuais ou não-heterossexuais que seriam passíveis de zombaria por parte dos humoristas e os heterossexuais não??? Será que é impossível fazer piada de heterossexuais?? Eu duvido. Acho que é possível sim. No entanto é extremamente raro ver algum humorista zombando dos defeitos que são muitos deste grupo. Logo o humor é claramente tendencioso e  direcionado para uma visão de mundo mais conservadora, só que mais voltada para o naturalismo, isto é, com base em pressupostos evolucionários, em que "desordens' humanas de todas as espécies são alvos preferencias de zombaria. 

Em Chaves e Chapolim a perspectiva conservadora é dominante tal como tem sido desde a muito tempo e só recentemente que começou a ser desastrosamente desafiada, e pra quê. A bondade metafísica cristã/conservadora ou simplesmente hipocrisia está bem representada no seriado, por exemplo, quando a personagem Dona Florinda, elitista e moralmente idiota, sempre cometendo injustiças contra o seu Madruga, se torna boazinha mas apenas nos feriados religiosos, convidando o Chaves pra comer em suas ceias de Natal e/ou tratando o seu algoz preferido de maneira decente, enfim.... 

As piadas sobre sexualidade e mais especificamente sobre não-heterossexualidade são lugar comum, bem típico entre conservadores que gostam de zombar daqueles que não se adaptam ao seu jogo telequete de cartas marcadas, de sincronia com a sua lógica naturalista e geralmente binária. Nos anos 70 e em um país como o México, ser homossexual ou era pecado ou era crime. É divertido fazer piada sobre homossexuais mas será que eles ligam?? Será que você ligaria se fizessem piada com você ou de maneira indireta e com grande frequência?? E se fosse praticamente um hábito cultural, você se importaria??


É apenas uma piada...

Em Chaves e Chapolim os animais não-humanos também não são bem tratados. É o Quico que mata o passarinho com estilingue, claro, que antes ele ''vivia' preso na gaiola. É o Chaves que atropela e mata o gato/animal do Quico. É o Chaves que come peixes de aquário ainda vivos. É a dona Florinda que odeia animais não-humanos. São as constantes comparações pejorativas com animais entre as personagens, como se o ser humano fosse uma criatura separada do reino animal. Tudo bem conservador. 

O mundo conservador [mas não apenas ele] também é um mundo de status, que valoriza os bens materiais e a posição social apesar de supostamente ser mais religioso, mais metafisicamente bonzinho. E este apego materialista conservador encontra-se presente em ambos os seriados, claro que com boas doses de crítica social, ainda que não consigam dissipar a atmosfera tipicamente conservadora que predomina em Chaves e Chapolim, e talvez esta fosse necessária até mesmo para que houvesse crítica, ''criticar o que''.

A hipocrisia moral conservadora encontra-se presente por exemplo pelo fato de Chaves, o garoto pobre e que está sempre com fome, viver ali e ninguém quase nunca o ajudá-lo, e em vários episódios fantásticos podemos ver com clareza esta bipolaridade que por um lado clama pelo senso de comunidade e por outro lado enfatiza no individualismo da família nuclear/"tradicional". Dona Florinda e seu herdeiro representam a elite conservadora (ainda que a maioria das elites pelo que parece tendam a agir de maneiras similares, isto é, de serem mais conservadoras), elitista, generalista em relação aos mais pobres, materialista e claro, moralmente idiota.


 Não há uma única personagem que represente ou o outro lado da força ou outro grupo dissidente. A ênfase na educação, um velho hábito conservador que tem sido bastante esquerdizado, também está presente por meio da personagem do professor Girafales e sua autoridade intelectual. Invenção de apelidos maldosos mesmo em relação à personagens "legais" , que não fazem mal pra ninguém, como a bruxa do... Senhorita Clotilde do 71, enfim, problemas na interação interpessoal, que são uma realidade generalizada entre os seres humanos, que em sua maioria são de conservadores, serão elementarmente encontrados em sociedades ou comunidades conservadoras como no caso da vila de Chaves e sua turma. Dona Clotilde não gosta de ser chamada de bruxa. Então, as crianças da vila deveriam parar de fazê-lo, correto* Mas deste jeito, não ''haveria graça''. Mais e mais notamos o quão sádico o humor pode ser, em sua essência. Eu acho o humor essencial e eu sou muito bem humorado, mas acho que deve se tornar recreativo e separado da sociedade, em seu cotidiano de interações reais, tal como o esporte está pra guerra. 

Hábitos pouco empáticos ou cuidadosos como fumar na frente dos outros, uma clara representação do comportamento tido como aceito, dos anos 70, pré "politicamente correto", também podem ser facilmente percebidos nos seriados. Parece que poucos seres humanos neste mundo tem o hábito da curiosidade lógica, de associar causas com efeitos e se questionarem quanto às suas validações factuais

O completo desprezo pelos animais domesticados que são criados como fonte de alimento também é ressoante nos dois seriados. 

Chaves e Chapolim marcaram eu não diria apenas a infância mas a vida de muita gente, inclusive a minha. Sou fã dos seriados e não me canso de vê-los sempre quando eu posso. As críticas que fiz sobre eles não mudarão minha estima incomensurável e gratidão que tenho por eles. Apesar de não cair no velho papo do "contexto histórico", de que em outras épocas certas atitudes universalmente reprováveis eram "aceitas" ou "tidas como comuns", eu entendo que no final Chaves e Chapolim não poderiam representar realidades perfeitas que por agora seriam irrealistas em relação à realidade humana que é complexamente imperfeita e contraproducente pra própria narrativa central de desordem social dos dois seriados mas especialmente do Chaves, novamente, sem esta desordem ainda haveria humor* Ainda haveria com o que criticar*


Chaves, especialmente, representa quase que perfeitamente o perfil comum das sociedades conservadoras, com todos os seus defeitos e qualidades ali presentes, e claro, pendendo mais para os defeitos. 

domingo, 20 de novembro de 2016

Conceitos objetivos versus conceitos complexos: Compreensão factual versus conscienciosidade, Homofobia versus racismo

Homofobia versus racismo novamente


O que homofobia e compreensão factual tem em comum??

Ambos são conceitos objetivos, simples de serem entendidos. Ainda que eu ache discutível a "fobia" em homofobia, é bem fácil entender o que significa, e o mesmo para a compreensão factual, que como o próprio nome diz se consiste na capacidade de compreender e internalizar fatos. 

E o que conscienciosidade e racismo tem em comum???

Eles são conceitos multifacetados, amplos (mas não necessariamente abrangentes) e portanto vagos. A conscienciosidade, um dos traços de personalidade do famoso "big five", da psicologia moderna, apresenta tantas facetas ou perspectivas que eu, por exemplo, posso ser consciencioso para alguns aspectos deste conjunto de comportamentos assim como também o oposto para outros aspectos. O racismo é um caso ainda mais grave porque a sua natureza semântica muito ampla tem sido propositalmente (e nem tanto, depende da pessoa) usada para oprimir a liberdade de opinião, para confundir a real compreensão do termo e sua aplicabilidade e também para tornar possível a criminalização de qualquer um (especialmente se forem caras pálidas) que esboçar qualquer forma vaga e rarefeita de racismo. 

Conceitos demasiadamente vagos e em relação a qualquer conhecimento podem ser menos efetivos em sua principal função original, esclarecer e comunicar corretamente. 

A priore é fácil entender e aplicar a compreensão factual em qualquer estudo psicológico. O mesmo não pode ser igualmente dito em relação à conscienciosidade primeiramente por causa de sua definição parcamente objetiva porque infelizmente a psicologia encontra-se fortemente dependente ou atrelada a valores culturais/subjetivos em especial do ocidente, ao invés de buscar por idealidades em suas categorizações, análises e julgamentos. 


Segundo porque como já foi dito acima, por exibir uma pluralidade de facetas, o termo acaba abocanhando uma ampla proporção de comportamentos, de aplicabilidades contextuais e portanto de pessoas, ao invés de funcionar como uma particularidade ou especificidade, mais fácil de se identificar, o próprio conceito, por causa de sua ampla definição e aplicabilidade conceitual, já se mostra mais difícil de ser capturado. 

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Um pouco sobre a mente de um papagaio ideólogo



Um casal de esquerdistas debatendo...


Capacidade analítica, tem***

Tem não, senhor!!


Para os conservadores clássicos ou ''socialmente conservadores'' que são em sua maioria de religiosos, tudo pode ser explicado ou melhor, resumido como

 ''FOI DEUS QUE QUIS ASSIM''.

Se curou de um câncer...

Deus

Passou na prova do vestibular....

Deus

Foi resgatado(a) dos escombros de um prédio depois de um terremoto em que quase todos os seus vizinhos morreram...

Deus

Papagaios também apresentam esta singular capacidade de repetir tudo aquilo que apreenderam (diferente de aprender) do seu dono.

''Dá o pé louro!!''

''fiu fiu!!''

Eles são uma graça, não restam dúvidas, e são muito inteligentes, vejam só, até podem memorizar e repetir frases ditas por seres humanos!!!

Mas eles são papagaios, tem cérebros pequenos e menos complexos se comparados aos nossos.

''Nós'' somos superiores não é**

Não, nem tanto, é elementar que comparativamente falando, seremos ''superiores'' em atributos mentais do que um pássaro ou uma ave, mas isso ainda não significa que não será possível fazer comparações e até encontrar similaridades que serão surpreendente-
mente próximas de nossos comportamentos mais comuns.

E uma dessas semelhanças é justamente a capacidade desta espécie para memorizar e repetir aquilo que os seus donos lhe ensinaram.

Muitos seres humanos parecem estar no mesmo nível de capacidade analítica dos papagaios, ou seja, quase nula.

Eu estou exagerando um pouco, é claro que os papagaios tem capacidade para entender o mundo a partir de suas respectivas perspectivas OU limites cognitivos. Mas é óbvio que não serão capazes de fazê-lo no mesmo nível que um ser humano. No entanto, quando falamos de DOGMAS, então perceberemos uma grande semelhança entre a repetição destas amáveis aves em relação às mesmas repetições sem qualquer análise/substância que são comumente proferidas por muitos seres humanos.

Foi Deus que quis* Dá o pé louro* Racismo* Preconceito* Homofobia* Meritocracia*

O pensamento genuinamente analítico respeita o conceito da palavra do qual deriva, análise, isto é, olhar para todas as perspectivas, todos os lados, de fato investigar em busca de fatos, completar o quebra cabeças. 

Quando as explicações para qualquer situação ou fenômeno tiverem as mesmas respostas, então é provável que essas afirmações conclusivas e simplistas se consistirão em dogmas. 

E repetir dogmas como respostas para tudo, não é apenas uma demonstração de preguiça intelectual, mas também de que está expressando um nível cognitivo e intelectual similar a de um papagaio quando repete chavões que foram acidental ou propositalmente apreendidos. 

Apenas um exemplo:

''A principal causa para a maior proporção de jovens negros que estão presos é o RACISMO da sociedade e polícia''

- resposta de um ideólogo papagaio

''Existem muitas causas para esta situação, biológica (a desenvolver...), social (a desenvolver...), histórica (a desenvolver...), psicológica (a desenvolver...). E ainda existe uma hierarquia onde que algumas destas perspectivas, serão mais importantes do que as outras para explicar o porquê desta situação... e principiando pela lógica intuitiva de que as disposições comportamentais do ser humano sejam mais importantes, tal como se nos víssemos como o epicentro de nossas ações, como vulcões de nossas ações e reações''

- resposta de uma pessoa que tem boas a excelentes capacidades analíticas