Uma análise sobre a mudança intergeracional de comportamentos nesse país
Minha lista de blogs
sexta-feira, 31 de julho de 2026
O experimento da Islândia é um exemplo de que o meio social é mais importante que a biologia??
domingo, 4 de janeiro de 2026
Sobre a relação entre ausência paterna e tendências antissociais: correlação ou causalidade??
Mais uma questão de correlação interseccional.
sábado, 18 de outubro de 2025
Uma validação pseudo-paradoxal do determinismo biológico
A epigenética não prova a ideologia da tabula rasa...
Durante alguns meses do rigoroso inverno europeu de 1944-45, invasores nazistas cortaram todo suprimento de comida de 4,5 milhões de pessoas, nas regiões ainda ocupadas do território neerlandês, resultando em uma crise de fome coletiva que matou aproximadamente 20 mil pessoas por desnutrição severa. Então, décadas depois, suas consequências continuaram a ser sentidas na geração dos filhos de mulheres que estavam grávidas naquele período crítico da história dos Países Baixos, porque foi percebido que apresentavam uma maior incidência de doenças metabólicas, como o diabetes e a obesidade, problemas cardiovasculares, esquizofrenia... do que em relação ao restante da população do mesmo país.
Pois parece notório observar que, condições extremas, de acordo com o que é considerado extremo para cada espécie, costumam causar efeitos extremos nos organismos dos seres vivos. No entanto, também é necessário que esses organismos não estejam adaptados a suportar tais condições, tal como no caso dos seres humanos. Portanto, não é apenas o ambiente que os influencia, porque eles respondem e interagem de acordo com as suas próprias naturezas (seus limites e potenciais adaptativos).
Em relação ao famoso exemplo acima, muito usado como demonstração de efeitos epigenéticos transgeracionais, ele não prova que o meio é mais importante que a biologia, mesmo que muitos tenham chegado a essa conclusão. Na verdade, prova que é a biologia que determina as reações comportamentais e/ou orgânicas dos seres vivos às diferentes condições ambientais nas quais se encontram, sempre ela que dá a resposta final. Por isso que, se o organismo humano fosse plenamente adaptado a uma situação de penúria alimentar, não sofreria maiores repercussões se fosse submetido à mesma.
Afinal, o que torna algumas espécies mais adaptadas à condições extremas, como algumas bactérias, e outras não??
Principalmente as suas biologias.
domingo, 12 de outubro de 2025
Mais uma evidência cabal a favor do hereditarianismo??
Diga-se, de uma "heresia" pós-moderna, de acreditar que o comportamento é primariamente determinado pela genética ou biologia e não pelo meio.
segunda-feira, 25 de agosto de 2025
Uma hipótese a partir das correlações encontradas entre mês ou estação de nascimento e tendências psicológicas
quinta-feira, 3 de julho de 2025
Um exemplo que explica mais precisamente a hierarquia de influências do comportamento humano
segunda-feira, 19 de maio de 2025
Uma das palavras mágicas, favoritas da religião esquerdista: "diversidade"
"Estudo mais completo sobre o genoma dos brasileiros revela que temos a maior DIVERSIDADE genética do mundo"
sábado, 22 de junho de 2024
Um exemplo de como a "esquerda" prejudica os grupos que supostamente diz defender.../An example of how the "left" harms the groups it supposedly defends...
... a partir de uma de suas políticas mais problemáticas e irresponsáveis, a do abrandamento penal
sábado, 15 de junho de 2024
Sobre hereditariedade, carga mutacional e recombinação fenotípica/About heredity, mutational load and phenotypic recombination
Eu já comentei sobre isso nesse texto: "Sobre hereditariedade, variação e a metáfora da massinha". Então, além de sempre herdarmos, variavelmente falando, recombinações dos materiais genéticos dos nossos pais biológicos, as mesmas também podem resultar em grande variação entre os descendentes, mesmos dos mesmos progenitores, especialmente se, junto a esses materiais, existir uma maior carga mutacional. Então, quando há mais mutações, discretas ou não, durante a transmissão hereditária e que resulta em recombinação, essas podem gerar fenótipos muito diferentes entre si e até mesmo únicos ou raros. E me refiro em especial aos que estão relacionados com características de personalidade e inteligência. E como eu disse no outro texto, essa variação pode explicar boa parte das diferenças psicológicas e cognitivas, sem que se apele para o meio como fator proeminente em potencial.
I have already commented on this in this text: "On heredity, variation and the clay metaphor". So, in addition to always inheriting, variably speaking, recombinations of genetic materials from our biological parents, they can also result in great variation between descendants, even from the same parents, especially if, together with these materials, there is a greater mutational load. So, when there are more mutations, discrete or not, during hereditary transmission and resulting in recombination, these can generate phenotypes that are very different from each other and even unique or rare. And I am referring in particular to those related to personality characteristics and intelligence. And as I said in the other text, this variation can explain a good part of the psychological and cognitive differences, without appealing to the environment as a potential prominent factor.
segunda-feira, 10 de junho de 2024
3 pontos para explicar similaridades geracionais e diferenças intergeracionais de comportamento /3 points to explain generational similarities and intergenerational differences in behavior
1. Gerações tendem a expressar aspectos estruturais ou socioeconômicos de suas épocas
terça-feira, 3 de outubro de 2023
Sobre hereditariedade, variação e a metáfora da massinha
Parece que tem muita gente acreditando que a hereditariedade de traços biológicos acontece de maneira simples e direta, tal como pegar filetes coloridos de massinha de modelar e entregá-los, separados, para uma outra pessoa. Mas, porque casais de humanos, ou de qualquer outra espécie sexuada e complexa, tendem a apresentar entre si uma certa heterogeneidade genética, seus descendentes herdam deles combinações genéticas relativamente diversas, resultando em suas variações fenotípicas, que pode explicar as diferenças físicas e mesmo as comportamentais primariamente entre irmãos biológicos. Inclusive, essa maior variação seria mais vantajosa, evolutivamente, em comparação às espécies mais simples.
terça-feira, 4 de julho de 2023
Uma possível evidência sobre a natureza pseudocientífica do sistema tradicional de ensino
terça-feira, 28 de fevereiro de 2023
Um exemplo real e documentado de influência ambiental predominante em seres humanos
A relação entre usar óculos de grau//miopia e viver na cidade
domingo, 26 de fevereiro de 2023
"A biologia não tem maior influência no comportamento humano do que o meio"
Afirmação tipicamente endossada por sociólogos e/ou cientistas sociais atualmente.
Sobre o nível concordância de fenótipo e personalidade/comportamento entre pais e filhos (biológicos)
Então, filhos que se parecem com os seus pais em fenótipo físico também tendem a apresentar grandes semelhanças de personalidade??
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023
Dois exemplos (um pessoal e o outro também) sobre o "determinismo biológico"
Novamente com base no meu argumento heterodoxo em sua defesa.
terça-feira, 15 de novembro de 2022
Sobre facilidade cognitiva/psicológica e motivação intrínseca//extrínseca
I. Fulano GOSTA de matemática... primeiramente porque ele percebeu uma facilidade ou potencial para desenvolver suas capacidades nessa área;
quarta-feira, 1 de junho de 2022
Por que transformações radicais de personalidade ou inteligência são menos prováveis de serem verdade?
Vou pegar um exemplo fictício bem conhecido aqui no Brasil e na América Latina: Maria do Bairro.
terça-feira, 17 de maio de 2022
"Ninguém nasce ruim" , "qualquer um pode se tornar um serial killer"
1. "Ninguém nasce ruim"
De fato, ninguém nasce ruim e nem bom, se não podemos perceber tendências morais em recém-nascidos apenas com base em seus comportamentos.
No entanto, se uma pessoa apresenta uma constância de comportamentos "anti sociais",e especialmente se começa a apresentá-los ainda na infância, então, é provável que ela tenha predisposições psicológicas, de nascença para os mesmos, como se "tivesse nascido (predestinada a ser) ruim".
2. "Qualquer um pode se tornar um serial killer"
Seria como dizer que todo mundo corre o mesmo risco de escorregar de um precipício e se acidentar ou morrer. Mas não é todo mundo que vai com frequência a um lugar com precipício e nem que se arrisca quando está lá. Pois, se mesmo uma situação que, por infortúnio, pode acometer qualquer um de nós, não apresenta igual probabilidade para todos, quiçá a de se tornar um serial killer que, além de, geralmente, depender de circunstâncias ambientais específicas, também se relaciona com predisposições comportamentais.
Essa afirmação pode ser que tenha sido baseada na existência de serial killers que não aparentavam/aparentam ser psicopatas ou sociopatas e, sendo assim, qualquer um pode se tornar um "monstro".
Mas, se isso fosse verdade, o número de serial killers seria muito maior, se são muitas as pessoas, solitárias ou não, que sofrem "bullying", injustiças... e, nem por isso, saem por aí matando avulso.
quinta-feira, 28 de outubro de 2021
Sobre níveis de ceticismo
Vejamos três exemplos:
Predomínio da influência biológica na inteligência humana, existência de vida extraterrestre e de deus/eternidade.
Em relação à possibilidade de predomínio da influência biológica na inteligência humana, existem padrões, que são rastros de evidências concretas, por serem comportamentos ou características que se repetem, que corroboram para a sua veracidade. Existem vários exemplos desses padrões. Um deles é o fato de que filhos adotados tendem a apresentar níveis similares de inteligência aos dos seus pais biológicos do que dos seus pais adotivos. Com base nisso, é racionalmente recomendável que o nível de ceticismo sobre essa possibilidade seja baixo.
Em relação à existência de vidas extraterrestres, não existe sequer um rastro de evidências concretas ou de padrões, tal como têm no primeiro exemplo, se a grande maioria dos relatos e provas de aparições de naves estranhas ou de abduções são duvidosos. No entanto, existem razões lógicas baseadas em padrões existentes que, indiretamente, corroboram para a possibilidade de existência de vida fora do planeta Terra. Por exemplo, o tamanho impensavelmente descomunal do universo, cheio de planetas e sistemas solares similares ao nosso, com potencial de terem condições de abrigar vida simples à complexa. Por isso, é racionalmente recomendável que o nível de ceticismo sobre essa possibilidade seja médio.
Por fim, temos o caso da crença na existência de deus/eternidade, que não tem absolutamente nada, nem rastro de evidência concreta nem razão lógica respaldada por padrões existentes que, indiretamente, corroborem para a sua plausibilidade. A única e remota ou proto razão lógica pela qual se baseia é a de que "se toda criação tem um criador (supostamente falando), então, o mundo ou o universo também tem e que se chama deus". Se tudo o que existe teve um momento de surgimento ou "criação", não significa que tudo foi literalmente criado por uma entidade consciente e absolutamente poderosa. Mesmo que não seja possível provar, pelo método científico, nem a existência nem a inexistência de deus/eternidade, não há nada de remotamente concreto que apoie a tese de que exista,sem falar que o ônus da prova recai sobre aqueles que acreditam. Portanto, é racionalmente recomendável que o nível de ceticismo sobre essa possibilidade seja o mais alto possível.
Pois se deveríamos, por exemplo, repensar sobre os métodos tradicionais de ensino usados na maioria das escolas, por estarem baseados na crença de que o meio tem um papel predominante no intelecto humano, em relação à biologia; se também deveríamos continuar preocupados ou ansiosos com a possibilidade de descoberta ou de aparição de seres vivos vindos de outro planeta; não mais deveríamos manter ou tolerar o nível de influência cultural e política das "religiões" organizadas nas sociedades humanas, no máximo delegando-as um nível similar de poder, em sua maior parte, inofensivo, que atualmente tem a astrologia.