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sexta-feira, 15 de maio de 2026

O problema da educação brasileira, segundo a "direita"...

 ... é a imposição do modelo "socioconstrutivista", de esquerda. Um modelo pseudocientífico cheio de expressões vazias e jargões, como é típico de pseudociências, que se opõe ao modelo pedagógico tradicional: de ênfase no emprego da memorização da informação passada pelo professor ao estudante*. No entanto, o problema da educação, e não apenas no Brasil, não é apenas o modelo adotado, mas que, em média, nossa população já apresenta limitações cognitivas que não são reflexos de experiências pessoais ou carências sociais, mas de sua própria biologia, de algo que se nasce praticamente determinado, de até onde se pode alcançar... Portanto, não importa o modelo adotado, ainda que possa piorar o nível educacional, as próprias limitações cognitivas da maioria da população, pelo menos em relação aos aspectos acadêmicos, contribuem massivamente para determinar o potencial de proficiência que se pode adquirir. Então, mesmo se o software (modelo de "educação') for o melhor possível, ainda dependerá do hardware (características intrínsecas ou biológicas) que continuará limitando seus resultados. Se um modelo maravilhoso de educação não irá, por milagre, aumentar, por exemplo, a média de QI da população brasileira que, atualmente, encontra-se em torno dos 85 pontos, bem abaixo da média (greenwich) 100. 

No entanto, é essa explicação equivocada que a tal "direita" brasileira resolveu adotar, claro, culpando exclusivamente a influência da "esquerda" na educação e desprezando completamente esses aspectos fundamentais, por também serem "controversos" ou "polêmicos" hoje em dia. Mais uma demonstração do quão fraca e submissa a "direita" está em relação à hegemonia cultural de sua antagonista em instituições tradicionais, pois uma explicação "educacionista" (a educação pela educação) tem sido tipicamente adotada pela "esquerda", até como maneira de evitar uma abordagem mais objetiva e intelectualmente honesta que, inevitavelmente a direcionaria para destacar esses "aspectos fundamentais porém controversos", enfim, de ser forçada a apontar para o "elefante branco". Por exemplo, de destacar que o Brasil apresenta um desempenho acadêmico baixo por ter uma significativa parcela de sua população composta por afrodescendentes (porque tendem a apresentar {em média} baixas capacidades cognitivas se comparados com outras populações, como os brancos europeus e os leste asiáticos de raça oriental), e toda aquela ladainha dos "totalitários do bem" viria à tona: "fascismo", "racismo científico', "nazismo"... Em suma, uma "direita" acovardada e submissa ao código moral "progressista" dominante...

* O modelo socioconstrutivista, baseado principalmente em Lev Vygotsky, propõe que a aprendizagem ocorre através da interação social e cultural (trecho retirado de uma explicação da I.A) e não por um método cognitivo lógico previamente estabelecido e universalmente ratificado como eficaz.

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Sobre a "falácia sociológica" e uma grande evidência sobre ela

 A sociologia se comporta como uma pseudociência que, categoricamente, afirma que o comportamento humano é determinado apenas pelo meio cultural ou social, em outras palavras, se trata de um negacionismo quanto ao papel da biologia ou da genética no mesmo. Um exemplo mais específico disso é o de apregoar apenas às condições do meio as diferenças de comportamento dentro de um contexto de criminalidade. Então, temos aqueles que tratam a sociologia como o melhor ou mesmo o único método para entender o comportamento humano, afirmando, justamente com base no que sociólogos têm produzido, que indivíduos oriundos de grupos sociais e raciais historicamente marginalizados que se enveredam no mundo do crime o fazem por serem vítimas da pobreza e da exclusão social e não por apresentarem desvios de caráter ou traços de personalidade que os tornam mais propensos a seguir por esse caminho. Pois ainda que fatores sociais e históricos possam ter alguma influência e até mesmo que, em um primeiro olhar, faça sentido que tenham um papel predominante, essa relação alegada de causalidade mais parece ser um caso de "lógica primária", termo que eu cunhei e que consiste em uma primeira impressão de confirmação de hipótese, mas que pode não se confirmar como um fato ou verdade a partir de uma análise mais profunda. Então, vamos às evidências contrárias a essa que é considerada a tese central à sociologia começando com uma pergunta: por que homens heterossexuais estão tão desproporcionalmente representados nas estatísticas de criminalidade??


Em todo mundo, do país mais rico ao mais pobre, do mais igualitário ao mais desigual, do mais pacífico ao mais perigoso, o mesmo padrão: homens cometendo mais crimes em uma desproporção significativa em comparação às mulheres. Então, mesmo quando ou onde não existem problemas sociais sérios que podem ser usados como justificativa para explicar essa discrepância, homens continuam cometendo mais crimes que mulheres. E não se limita à comparação entre países, se dentro de um mesmo grupo social, racial ou cultural, o mesmo padrão é observado.  Pois se é notável que, mesmo em ambientes sociais, culturais e históricos distintos, essa realidade de discrepância comportamental entre os sexos tem sido observada, é potencialmente conclusivo que "apenas fatores sociais" não podem explicá-la, restando justamente o aspecto mais negligenciado pela sociologia, o biológico ou genético e que, nesse caso, são as diferenças hormonais entre homens e mulheres, em que o primeiro grupo apresenta valores muito maiores do hormônio do testosterona, relacionado com comportamentos tipicamente masculinos, incluindo uma maior tendência para a agressividade, também considerado um dos aspectos fundadores da biologia masculina. Mas não para por aí, porque essa influência do testosterona na promoção de comportamentos agressivos ou antissociais também é encontrada em grupos mais específicos, como os próprios indivíduos que acabam caindo na categoria de criminosos e mulheres homossexuais ou lésbicas. No primeiro grupo, o mais óbvio de todos, têm sido encontrados valores mais altos deste hormônio do que em comparação aos indivíduos que nunca foram presos. Já o segundo, que é ainda mais interessante de se observar, tende a cometer mais crimes que as mulheres heterossexuais e mesmo padrão inverso também encontrado em relação aos homens homossexuais que, por sua vez, estão sub-representados em comparação aos homens heterossexuais nas estatísticas de criminalidade, talvez com alguma exceção para certas modalidades de crimes de caráter sexual. Porque as mulheres heterossexuais tendem a ter menos testosterona que as mulheres homossexuais e homens homossexuais tendem a ter menos testosterona que os homens heterossexuais. Pode ser reducionista, até porque outros fatores sociais e biológicos também estão envolvidos, por exemplo, a relação do hormônio do cortisol, relacionado com o estresse, e a agressividade. E a descoberta de correlação com certas variações genéticas. Mas a causalidade primariamente parcial dessas variações hormonais é evidente demais para ser descartada ou considerada como secundária em importância. 

Por último, outro grupo desproporcionalmente representado na prática de crimes são os negros de origem subsaariana e, mais uma vez, um dos fatores mais prováveis para explicar, em partes, essa correlação estatística (que também tem sido encontrada em praticamente todo mundo) é a diferença de variação hormonal, especialmente do hormônio que mais se relaciona com esse tipo de comportamento, o testosterona.

Então, mesmo se é reducionista, não é essencialmente equivocado concluir que, a desproporção de comportamentos agressivos ou antissociais de certos grupos seja, talvez, em boa parte, atribuída às diferenças de expressão hormonal entre eles, e não apenas por fatores externos ou do meio. Esses fatores, no entanto, podem ou muito provavelmente interagem com fatores biológicos, mediando o nível de expressão hormonal. Bem... Essa também é uma afirmação especulativa, porque existe a possibilidade de que a influência do meio seja ainda menor pelo que já tem sido compilado de evidências mais cientificamente honestas sobre esse tópico. 

Ovo ou galinha??

Sociólogos e afins ainda poderiam argumentar que não é a expressão hormonal que contribui para gerar comportamentos, e sim o oposto, que são os fatores do meio, como a cultura, que induzem à variação hormonal. Ainda que eu acredite em um "feedback" constante entre ambas as categorias de fatores, do meio e do indivíduo humano, eu também acredito que são os nossos fatores intrínsecos ou biológicos, tal como o nível hormonal, que determinam potenciais e/ou limites de expressão e que os nossos comportamentos são resultantes desses fatores em interação com o meio, partindo da lógica da ordem mais provável dos fatores, em que a biologia, ou o que é interno a um organismo, gera a sua expressão ou comportamento, ao interagir com o seu meio; e também que, para que o ambiente seja mais influente, sua influência predominante deveria ser percebida em uma grande uniformização de comportamentos, isto é, que indivíduos aleatoriamente selecionados sob as mesmas forças ambientais apresentassem respostas muito similares, mas não é o que costuma acontecer na realidade. E mesmo quando há uma aparente uniformização, é precipitado deduzir que se trata de uma influência predominante do meio, se também é importante verificar o nível de similaridades dos indivíduos envolvidos (indivíduos que expressam traços psicológicos e cognitivos parecidos tendem a apresentar comportamentos parecidos).

Então essa é uma demonstração da falácia sociológica, que acredito ser um ótimo exemplo do quão desviante de uma prática legitimamente científica, a sociologia tende a estar, pois mostra padrões robustos de correlação entre comportamentos específicos e fatores biológicos que se manifestam em muitos ambientes, enfraquecendo a tese sociológica principal que enfatiza o meio como o fator de influência mais importante para o comportamento humano. 

Fonte:






terça-feira, 2 de setembro de 2025

Sobre o estado lastimável das "ciências humanas" com um exemplo de "anti-especialista"

Com certa frequência, e até gostaria que fosse menos, além de ver postagens ou publicações sobre geografia e história em redes sociais, eu também entro nas seções de comentários, por curiosidade. Mas aquele tipo de curiosidade que "matou o gato", porque geralmente me decepciona ver tanta besteira sendo dita por pessoas em espaços virtuais. E você, talvez, poderia completar: "essas pessoas... de direita, negacionistas da ciência..." Olha, eu até poderia concordar contigo que elas existem, são numerosas e que podem ser perigosas. Mas eu me vejo mais desconcertado com as pseudagens do outro lado da polarização, porque parece que são até piores que as tipicamente endossadas por autodeclarados conservadores. Porque essas pseudagens "de esquerda" correspondem, de maneira significativa (mas não absoluta), às próprias bases do sistema de crenças dito progressista, além de também se acoplarem a alguns dos conhecimentos mais básicos que nós, humanos, podemos ter, que chegam a ser até intuitivos à nossa percepção de tão básicos, particularmente uma subversão de alguns dos aspectos mais elementares de uma perspectiva psicológica, social, cultural, histórica, ou simplesmente humana, tornando-as tão ou mais perigosas, enquanto que as pseudagens "de direita" tendem a cair em categorias mais tradicionais ou características de pseudociência que geralmente e, pelo menos, não negam fatos tão básicos da nossa realidade prática, como as diferenças humanas de natureza mais intrínseca... 


Voltando às pseudagens "esquerdistas", por terem se tornado acadêmica e institucionalmente ratificadas, também se tornaram mais contextualmente perigosas que a maioria das pseudagens "de direita", ainda que não esteja querendo dizer que essas também não sejam perigosas e é por isso que sublinhei a diferença contextual, de poder entre elas, na atualidade. Então, ao invés da educação superior e, principalmente, das ciências humanas, onde a hegemonia ideológica de viés esquerdista é mais forte, estarem formando* especialistas em suas áreas, estão formando* anti-especialistas que se passam como "especialistas", que também podem ser chamados de pseudo intelectuais, com a diferença da ênfase no caráter de subversão ou inversão de função. 

*Na verdade, o que ocorre mesmo é um filtro ideológico induzido pelas "panelinhas" dentro das faculdades de ciências humanas (e outras que estão mais intimamente relacionadas, como a de comunicação) em que os estudantes que demonstram maior fidelidade à sua ortodoxia ideológica estão em grande chance de seguirem adiante em sua "formação acadêmica". 

Um exemplo anedótico do estado lastimável das ciências humanas atualmente, que foi retirado das minhas andanças em seções de comentários de redes sociais e que ainda pode ser extrapolado como um exemplo comum dos que se formam nessas áreas e em suas adjacências, é de um suposto "doutor em educação" que postou um comentário em uma postagem sobre o alto fluxo migratório para o estado de Santa Catarina nesses últimos anos, segundo o IBGE, em que ele torce para que nordestinos migrem em massa para lá e alterem as tendências políticas estaduais, para impor uma atmosfera política "mais humanista", com base em uma votação expressiva à "esquerda". Pois um especialista nas verdadeiras ciências humanas, antes, teria que ter deixado de pensar um bocado para ter feito esse comentário, acreditando se tratar de um comentário inteligente. Ele, primeiro, precisa ter desprezado que nordestinos tendem a votar na "esquerda" por dois fatores: assistencialismo estatal, basicamente bolsa-família, e identificação cultural com o maior líder da esquerda brasileira, Lula. Então, para que um hipotético estado de Santa Catarina nordestizado replicasse por longo prazo o padrão de votação dos estados da região Nordeste, deveria apresentar exatamente um predomínio de usuários de medidas assistencialistas, já que, sem isso, e mesmo os nordestinos aculturados talvez não continuassem tão homogêneos em seus padrões de votação. Além disso, a aculturação é provável que tornaria essa identificação com o Lula e o lulismo (culto à sua personalidade) mais fraca entre eles. Segundo que, importar ou receber massiva migração de uma população, em média, mais pobre e menos educada (e que também tende a significar "menos inteligente") do que a população nativa, resultaria em um aumento de problemas sociais, como a criminalidade. Aliás, é justamente o que tem acontecido por lá... 

Essa tal "humanização" de um dos estados mais ricos do país seria em qual sentido, exatamente?? 

O indivíduo que postou esse comentário deve compartilhar com os seus aliados ideológicos uma compreensão não apenas simplista ou insuficiente, mas essencialmente distorcida, em que muito do que é verdade ou factual dos tópicos aos quais se enveredam se torna o "errado', e o que não é verdade ou impreciso se torna o "certo', de acordo com as narrativas dogmáticas de sua doutrinação. Então, um exemplo do que é factual, sem sentimentalismo barato, sobre esses tópicos, é que: o mais ideal para uma região que apresenta um bom padrão de vida é que seu governo controle seus fluxos migratórios, até para evitar que ocorra um aumento significativo e ameacem sua própria capacidade de gerar bem-estar social. Interessante que, esses hipotéticos migrantes nordestinos em massa para o sul, estariam vindo de estados há um bom tempo governados pelo PT e que continuam apresentando os piores indicadores sociais entre os estados brasileiros, incluindo os índices mais altos de desigualdade social, e indo para o estado mais "de direita", atualmente, com alguns dos melhores indicadores. Além disso, faltou dizer no início que a procedência regional predominante dos migrantes para Santa Catarina, segundo o estudo, não é nordestina. Sim! O "doutor em educação", provavelmente embalado pelos seus sentimentos, não teve paciência de fazer uma pesquisa rápida para saber quais são os migrantes mais comuns que têm constituído esse fluxo migratório até esse ano de 2025. 

É conclusivo que esse mesmo "doutor em educação" basicamente está replicando a doutrinação de outros iguais a ele, severamente ignorantes sobre alguns dos conhecimentos verdadeiros das ciências humanas que são os mais importantes, e que, como todo conhecimento verdadeiro, primariamente não precisa ser ratificado pelos sentimentos de ninguém ou de nenhum grupo. Porque ele muito provavelmente pensa que não existem diferenças mais intrínsecas entre indivíduos e grupos humanos, especialmente em relação às suas capacidades cognitivas e aos seus traços de personalidade. E que pensar o oposto é "imoral", "fascista" ou "reacionário"... Que tudo sobre o social e o humano se resume ou se origina pelas diferenças sociais e históricas de privilégio e injustiça e que basta combater essas desigualdades,  eliminando-as, para que essas outras diferenças também sigam o mesmo rumo. Muito simples assim... É por isso que ele não vê problema que um estado passe por transformações demográficas significativas, porque parece acreditar que basta uma "educação de qualidade" aliada a um certo tipo de cultura para que tudo se resolva. Eu também já denominei essas crenças de "terraplanismos do comportamento", em outro texto. Resumidamente, ele memorizou um conjunto de pensamentos dogmáticos, de ignorância sobre a própria espécie humana, provavelmente acreditando que se consistem em conhecimentos legítimos, mas especialmente por não ser o mais objetivamente qualificado para obter um certificado de especialização sobre uma função de grande importância social, como é a educação, já que a nega por sua própria submissão às pseudagens "do bem", dominantes em sua área até esse ano em que escrevo esse texto. E o faz primariamente por ser incapaz de controlar sua autoprojeção: de sentimentos, expectativas ou crenças, sobre a sua própria percepção, expressando um padrão de comportamento intelectual oposto ao que é esperado e desejado para uma prática científica legítima, de imparcialidade e objetividade. E é até "engraçado" notar que, mesmo em relação a conceitos extremamente básicos e relevantes à ciência ou ao conhecimento humano, como os citados, esse tipo do exemplo tende a problematizá-los com base no que tem sido autodoutrinado a considerar como verdadeiro ou sensato, especificamente que, a objetividade não é possível (mesmo nenhum grau de objetividade) e que a imparcialidade, que também não seria possível de ser alcançada, ainda é o mesmo que neutralidade (e não é, se a primeira é um posicionamento que se baseia na busca pelo que é factual e a outra é sobre abdicar de ter um posicionamento).

sábado, 30 de agosto de 2025

O que também leva as pessoas a acreditarem na pseudociência da tábula rasa??

 Especialmente aquelas com altas capacidades cognitivas, além da própria irracionalidade* de apresentarem essa crença??


O que já falei antes em outros textos: uma autoprojeção ou extrapolação da própria situação pessoal, de contexto situacional, sobre perspectivas alheias*, mas também de aspectos mais intrínsecos, como as capacidades cognitivas, como se, o que ''funciona'' ou ''funcionou'' para elas, também fosse perfeitamente ensinável para os outros, ou pelo menos para uma maioria. Basicamente uma confusão de perspectiva pessoal com perspectiva universal, em que uma facilidade mais inata para apreender informações, regras e/ou técnicas, mais uma deficiência em autoconhecimento, relacionada com uma deficiência de pensamento racional, leva algumas ou muitas pessoas, especialmente aquelas com esse perfil de altas capacidades, a acreditarem que, o que acontece com elas, também pode acontecer com os outros, que tudo é apenas uma questão de vontade, esforço ou persistência, e de "educação"...


* O que não deixa de ser um aspecto estrutural da irracionalidade


Outro fator que costuma gerar essa confusão é o de pertencer a uma classe social mais alta, já que pode passar uma falsa impressão de que os desafios pessoais, especialmente os de natureza financeira, dos indivíduos que pertencem às classes sociais mais baixas, podem ser tão facilmente manejáveis quanto dos que pertencem às classes mais altas, que tudo depende da vontade ou capacidade do indivíduo, desprezando completamente contextos desfavoráveis, enfim, reforçando e replicando a narrativa falaciosa do neoliberalismo econômico, de afirmação de responsabilidade individual como único fator relevante para a situação de um indivíduo, delegando ao contexto social, pouca ou nenhuma importância. 

sábado, 24 de maio de 2025

Sobre o terraplanismo do comportamento

O terraplanismo virou sinônimo informal para pseudociências em redes sociais nos últimos anos.Também pudera, por ser uma das pseudociências mais óbvias, uma falsificação absurda de fatos científicos atualmente muito básicos, como o formato do planeta Terra, se tornou alvo fácil para o deboche, especialmente entre os que se pensam como mais entendidos em ciências. Por isso que eu também resolvi adotá-lo para me referir a uma série de pseudo conhecimentos, mas sobre o comportamento humano, que têm se tornado hegemônicos no governo, na mídia e na academia, e que, por ironia do destino, tendem a ser erroneamente ratificados como conhecimentos legítimos por muitos dos que adoram caçoar dos terraplanistas originais... Também me acostumei a chamar esses terraplanismos de "pseudociências do bem" (ideologicamente enviesadas à "esquerda" no espectro político-ideológico). Então, sem mais demora, vamos a eles: 


1. De que o comportamento humano é produto apenas das circunstâncias do meio ou de que somos meros reagentes, com pouca vontade própria 

Uma espécie de "circunstancialismo" negacionista porque despreza a importância da biologia ou natureza do indivíduo humano em relação ao seu próprio comportamento, que tem como provável inspiração, a crença na tábula rasa, de que nascemos tal como folhas de papel em branco e que nossas características mentais são moldadas apenas pelas experiências de vida. Como se os nossos traços mentais também não fossem,em média, herdados dos nossos progenitores, tal como acontece com os traços "físicos". Aliás, os nossos comportamentos psicológicos e cognitivos são expressões predominantemente estáveis da morfologia e constituição dos nossos cérebros, bem como de outros aspectos orgânicos mais intimamente relacionados, como os hormônios, em interação com o meio. Também são "físicos". E isso nos leva ao segundo terraplanismo do comportamento...

2. De que o comportamento humano é exclusivamente mental, no sentido suposto de ser metafísico ou alheio a "padrões físicos"

Como se a mente e, apenas ou especialmente a mente humana, apresentasse uma natureza radicalmente diferente do resto do corpo, como se também não fosse física e química, mas uma espécie de abstração que transcende tais "limitações"... Eu já denominei esse tipo de pensamento, que pode ser considerado um pensamento falacioso, de semanticalismo, em que se apregoa uma significância exagerada à palavra em relação ao elemento ou fenômeno que simboliza, ainda mais quando se trata de um termo mais imaginário do que real ou que não apresenta uma evidência confirmada. Quanto a esse tipo de terraplanismo que nega a natureza físico-química da mente, eu poderia chamá-lo de "mentalismo", uma ênfase absolutamente excessiva na "mente" a ponto de tratá-la como uma realidade por si mesma e não como o mais provável de ser: uma expressão derivada. 

Sim, sim, "fisicalismo", de longe, a hipótese mais sensata sobre o que seria a mente humana, basicamente o que foi dito nesse ponto, e que é a mais aceita pela ciência. Mais uma discussão inútil levantada e sustentada pela filosofia, ou por essa "filosofia" sem filtro de qualidade, em que teorias divorciadas de uma colaboração mínima e necessária com o pensamento científico continuam a ser consideradas no campo das discussões intelectualmente pertinentes, mesmo se não apresentam qualquer evidência (ou pista indireta) de que sejam factíveis. 

3. De que o comportamento humano é invariavelmente lógico 

Uma espécie de ênfase excessiva no  caráter lógico do comportamento humano, mais no sentido de ação e reação recíprocas, tal como pelo exemplo de que, se um indivíduo tiver uma criação desprovida de carinho e compreensão durante seus anos formativos, ele inevitavelmente se tornará um adulto de caráter dúbio. No entanto, a personalidade é um fator muito relevante nessa dinâmica, que torna essa ideia de reação diretamente recíproca ou "lógica", menos evidente. E como os traços de personalidade, além de serem padrões reativos, também tendem a ser mais estáveis ou variavelmente independentes do que acontece ao redor do indivíduo humano... Outro exemplo é a ideia de que as condições do meio unilateralmente propiciam a certos comportamentos, tal como no caso de se estar em uma situação de pobreza e cometer crimes, até como uma justificativa para o cometimento de ações do tipo, e que ainda costuma vir com a solução genérica do combate às desigualdades sociais, como se apenas o meio que fosse causal em relação a esse ou àquele comportamento e como se toda ação humana fosse reciprocamente lógica, aqui, em que a pobreza ou negligência social justificaria a prática de crimes. E mesmo que sempre exista uma interação óbvia e constante entre meio e ser humano, o que determina nossos comportamentos, no sentido de "dar a resposta final", somos "nós mesmos" ou o que apresentamos de personalidade, inteligência... de como temos reagido, interpretado e concluído de nossas experiências. Novamente, um apelo à minha defesa "heterodoxa" de validação do determinismo biológico como uma verdade absoluta, bem diferente do que, especialmente, os tais terraplanistas do comportamento, tendem a se posicionar...

Pois um dos equívocos técnicos mais básicos que têm sido cometidos à exaustão na área da psicologia, e que contribuem para o surgimento desses terraplanismos, é o de confusão entre correlação e causalidade, por exemplo, da correlação positiva entre tipo de criação recebido e capacidade de discernimento moral, em que muitos pesquisadores acadêmicos têm chegado à conclusão de que o tipo de criação é um fator causal ao desenvolvimento do caráter de um indivíduo humano, ao invés de pensar na possibilidade menos generalista e, portanto, menos extraordinária, de que pais tendem a gerar filhos que herdam deles traços de personalidade parecidos, ocorrendo essa concordância estatística mais robusta, primariamente se baseando em um dos fatos mais básicos da biologia, não apenas da humana, a hereditariedade, e não apenas dos "traços físicos", já que o tipo de criação também reflete traços de personalidade de um indivíduo, nesse caso, os pais, em interação com o seu meio familiar. Então, em palavras mais fáceis, temos: pais mais intrinsecamente amorosos mais propensos a ter filhos mais amorosos ou empáticos (ainda que essa regra não pareça ser significativa, até pela natureza relativamente aleatória dos padrões de hereditariedade de traços entre seres humanos. De qualquer maneira, essa tendência de concordância de traços de personalidade e inteligência entre pais e seus filhos biológicos é maior do que a de discordância, por isso, de haver uma correlação mais positiva do que negativa). 


4. De que o comportamento humano é produto exclusivo da criação ou educação 

Uma espécie de "criacionismo comportamental" em que se credita tudo do comportamento humano à criação que se recebe durante os anos formativos, novamente, negando o fato de que já praticamente nascemos com predisposições psicológicas e cognitivas (que também podem ser denominadas de padrões) que herdamos dos nossos progenitores (mais em um sentido combinatório do que diretamente transmitido) e que, inclusive, começamos a expressá-las desde os primeiros anos de vida. Um exemplo de hipótese que foi levantada com base nessa pseudociência é a da "mãe refrigeradora", para explicar o autismo. 

4.1 De que o comportamento humano é produto exclusivo da cultura 

Uma variação negacionista da influência da biologia no comportamento humano do que já foi mostrado acima, só que focando na crença de que é a cultura, o fator mais importante de influência. Mas a cultura, em média, reflete características psicológicas e cognitivas da população que a expressa, inclusive a tendência comum de conformidade social, se tratando de uma espécie altamente social, como a nossa. A cultura não veio primeiro ou do nada. E mesmo no caso de ditaduras absolutas, tal como o da Coreia do Norte, em que se percebe uma imposição mais direta de uma cultura sobre uma população, a segunda sempre acaba se adaptando, também por conformidade, ainda que, nesse exemplo, trata-se de uma cultura mais tradicional que mudou pouco de antes da revolução socialista, cujas mudanças mais notórias foram a introdução de um culto de personalidade dos líderes e o aumento significativo da restrição de liberdades individuais e/ou democráticas. Mas mesmo no caso de mudanças culturais (de comportamento ou costumes) ou intergeracionais mais significativas, como as que têm acontecido no mundo ocidental, primeiro que, não poderiam acontecer sem que houvesse uma possibilidade biológica para isso, com base naquela lógica muito básica de que, não é possível um indivíduo se tornar algo que não está disponível como uma possibilidade em seu rol de plasticidade comportamental, tal como no exemplo de um indivíduo com capacidades cognitivas modestas que, em um cenário normal de trajetória de vida, não pode se tornar superdotado (em um sentido mais academicamente tradicional) apenas por esforço ou dedicação nesse objetivo. Portanto, essas mudanças não podem estar ou não estão totalmente divorciadas da biologia. Segundo que, não são todos de uma geração que reagem parecido com o seu meio cultural, vide a existência de indivíduos explicitamente opostos às tendências de comportamento de sua geração. Terceiro que, também é importante notar a existência de uma parcela da população que adere apenas superficialmente à cultura vigente, por conformidade, mas mais no sentido de pressão social para, pelo menos, não se posicionar contrariamente aos postulados determinados como a ordem do dia, de se conformar pelo silêncio.  Resumidamente falando, seres humanos diferentes tendem a reagir de maneiras diferentes às mesmas pressões do meio cultural. Sim, especialmente em comparação às outras espécies, somos muito generalistas. Mas isso não significa que nossa plasticidade comportamental seja indefinida ou infinita...

Então, essa crença de que somos mais generalistas do que realmente somos nos leva ao quinto terraplanismo...


5. De que o comportamento humano é muito plástico ou adaptativo, também no sentido de indefinido/sem limitações absolutas 

Como se os nossos limites emocionais e cognitivos fossem sempre e apenas uma questão de bloqueio mental e que, com uma intervenção adequada, fosse possível superá-los. Por exemplo, a hipótese de que seria uma ansiedade específica que explica dificuldades para aprender matemática e não que possam ser reflexos de características do próprio perfil cognitivo do indivíduo, algo mais intrínseco, e que, portanto, não podem ser absolutamente alteradas. 

Isso nos leva aos exemplos de terraplanismos do comportamento de algumas disciplinas específicas:

Da educação 

Parte da crença de que todo estudante que não apresenta deficiências intelectuais evidentes apresenta um potencial parecido ou idêntico de desenvolvimento de suas capacidades cognitivas e que, o que mais os diferencia quanto ao desempenho acadêmico, é o esforço empregado nos estudos mais as condições do meio (o quão favoráveis ou desfavoráveis estão). Também é aplicado ao comportamento ou às diferenças de personalidade, em que são atribuídas aos mesmos fatores: culturais, de criação, ou do meio, e nunca à própria natureza (biologia ou "genética") do estudante.

Existem outras expressões de terraplanismos do comportamento na área da educação, mais especificamente em disciplinas como história e geografia, em que existe um domínio de narrativas do mesmo tipo, só que aplicadas em contextos sociais e históricos, tal como de que as principais ou únicas razões para as diferenças de desenvolvimento social e econômico entre as nações são as suas trajetórias históricas e culturais, desprezando completamente fatores biológicos, como a inteligência e o temperamento médios de suas populações. 


Da psicologia 

Pode ser considerado como o terraplanismo original do comportamento, por se relacionar com o conhecimento que lida diretamente com o comportamento humano. E como já foi comentado, se baseia em uma espécie de analfabetismo científico disfarçado de ciências humanas, por exemplo, por estar sempre propondo hipóteses que confundem correlação com causalidade em relação aos fatores que influenciam os nossos comportamentos, sempre apontando para os fatores ambientais ou do meio como os mais influentes, delegando à biologia um papel irrelevante. 

Da biologia 

Nesta disciplina, o negacionismo da influência predominante da própria biologia no comportamento humano, mostra-se mais sofisticado, justamente por se tratar da própria biologia, especialmente com a ascensão da epigenética, um ramo derivado da genética provavelmente válido em termos científicos, mas que tem sido usado para confrontar e invalidar a importância da própria genética no comportamento e no desenvolvimento humano e não para somar conhecimentos. Daí, como é o costume de uma típica pseudociência, pobre em multidisciplinaridade, atribui-se tudo de um fenômeno ou situação, no caso, o comportamento, a uma mesma causa, a "epigenética" ou "influências supostamente independentes, paralelas e/ou externas à variação e à determinação genética", enquanto que uma análise mais cientificamente adequada considera todos os fatores envolvidos e busca construir uma hierarquia dos fatores mais influentes aos menos influentes (que, nesse caso, seria a biologia como mais influente que o meio na determinação do comportamento humano, um fato ratificado pela percepção de padrões que corroboram positivamente para essa conclusão, tal como pelo fracasso predominante de intervenções pedagógicas na promoção de uma melhoria substancial do desempenho acadêmico dos estudantes). 


Da criminologia 

A mesma inversão de relação entre causa e efeito, só que dentro de um contexto judicial, em que o sujeito humano é colocado em uma posição mais secundária de importância em relação ao seu próprio comportamento e que, em uma situação de prática de crimes, predominam as crenças de que fatores do meio, e não a índole, que a explica (o primeiro terraplanismo), e também na completa regeneração moral de qualquer um que cometa crimes (o terceiro, o quarto e o quinto)...

Também existem algumas ideologias ideologicamente aparentadas e radicais, como o abolicionismo penal, que pregam pelo fim das penitenciárias, isto é, com base nesses terraplanismos, além de outras fontes filosófica e cientificamente duvidosas...

terça-feira, 25 de março de 2025

A replicação de um achado pseudocientífico

 A suposta correlação (quase causal) entre QI e racionalidade, nesse novo estudo abaixo: 




Mas por que é um achado pseudocientífico?? 

Porque a capacidade racional não é bem avaliada com perguntas sobre situações hipotéticas e específicas e sim pela qualidade factual de um sistema individual de crenças, uma maneira muito mais objetiva de acessá-la. Em outras palavras, sabe-se mais sobre o nível de sensatez de uma pessoa por suas crenças do que por suas respostas em um teste. Também porque, geralmente, não existe apenas uma resposta "certa" ou "mais racional" para situações específicas do cotidiano, que exigem decisão ou julgamento, se os contextos pessoais podem/costumam variar, assim como a maneira que lidamos com eles (influenciados especialmente por nossas características mais intrínsecas: de personalidade, estilo cognitivo...). E por último, mas não menos importante, por se tratar de mais uma correlação, mesmo no caso dos "mais racionais" em "testes de racionalidade", até porque parece ser desproporcional a quantidade de pessoas com médias altas de QI, especialmente de QI verbal, que apresentam alto nível de fanatismo ideológico por certas crenças irracionais, como a crença no igualitarismo, uma das mais comuns nessa população, demonstrando que uma alta capacidade cognitiva, apenas, não é suficiente para funcionar como um fator de proteção à irracionalidade crônica, nem que a racionalidade seja basicamente uma faceta discreta das capacidades cognitivas, como esse estudo está afirmando, ainda que acredite se tratar de uma combinação ou recrutamento de determinadas capacidades, tanto cognitivas quanto não-cognitivas, que contribuem para a sua expressão e o seu desenvolvimento, justamente uma espécie de modulação (e que a irracionalidade logicamente seria uma modulação oposta). 

Esse tipo de estudo se baseia em certos postulados que não parecem condizer com a realidade observada e prática da inteligência humana. O mais relevante aqui é de que existe um fator g das capacidades cognitivas que resulta em uma expressão não-modular da inteligência, o oposto do que se percebe na realidade. Pois se é verdade que a inteligência humana é mais generalista do que as de outras espécies, talvez a mais generalista de todas, essa é uma verdade em um sentido comparativo, porque continuamos mais inclinados à especialização cognitiva, mesmo que menos estrita. Pois abundam evidências que corroboram para essa tese, de que a inteligência humana apresenta uma natureza mais modular, e que essa diversidade de especializações, consequentemente, tende a se manifestar de maneira mais irregular entre grupos humanos. Por exemplo, as diferenças cognitivas em capacidades visual-espaciais e emocionais entre homens e mulheres. 

Pois mesmo se é possível confirmar a ocorrência predominante de uma regularidade de desempenho individual em testes cognitivos, há de se reiterar que tal fenômeno encontra-se circunscrito à psicometria. O que explicaria, por exemplo, um indivíduo dotado de alta capacidade verbal-linguística também apresentar um ótimo desempenho matemático em avaliações cognitivas mais generalistas, ou superficiais, mas, na prática, acabar desenvolvendo mais a sua faceta cognitiva mais proeminente e ainda apresentar um desempenho muito mediano em competências não-verbais. Mas isso não significa então que a inteligência se difere individualmente apenas por canalização em certas capacidades e que acaba afetando outras capacidades, como se todos apresentassem o mesmo potencial inicial e fosse se diferindo a partir do processo de escolha de domínios, e sim que essas tendências de canalização ou de especialização são bem mais profundas, estruturalmente pré determinadas, de acordo com as características morfológicas/cerebrais, enfim, físico-químicas do indivíduo, isto é, cognitivamente reflexivas destas características. Também significa que existe um nível variado, mas sempre limitado, de modulação de capacidades e que, enquanto essa flexibilidade não tem um potencial infinito ou indefinível, existe uma tendência em que, a emergência expressiva de certas capacidades ou características cognitivas (e psicológicas) tende a estar relacionada com uma expressão variavelmente reduzida de outras características ou capacidades, que parecem apresentar uma relação mais antagônica. Por exemplo, capacidades visual-espaciais, bem mais desenvolvidas em homens, e sócio-emocionais, bem mais desenvolvidas em mulheres; a diferença entre apresentar um cérebro que presta mais atenção a elementos inanimados e um que presta mais atenção a pessoas e outros seres vivos. 

Um trecho traduzido do texto no link mostra o tipo de teste que foi aplicado para supostamente acessar a capacidade racional, e que, na verdade, trata-se de um teste de pensamento lógico, que não é exatamente o mesmo que o pensamento racional* e que, na minha opinião, só pode ser melhor avaliado em situações do mundo real. 

* Pensamento racional é sobre a percepção de fatos, evidências ou também de uma análise mais imparcial e objetiva sempre visando uma maior compreensão. O pensamento lógico, a priori, é sobre encontrar a lógica que está subjacente em determinado contexto ou situação, aquilo que faz sentido específico, ainda que também relacionado com a percepção de uma verdade objetiva, não necessariamente o mesmo que o racional. Essa é a diferença entre encontrar a resposta mais certa para um problema e de saber que Cuba não é uma democracia sob nenhum ângulo conceitual possível. 

"A racionalidade cognitiva foi avaliada usando um teste específico conhecido como Teste de Reflexão Cognitiva. Este teste apresenta aos indivíduos problemas projetados para desencadear uma resposta intuitiva, mas incorreta. Por exemplo, uma pergunta pergunta: "Um taco e uma bola juntos custam US$ 1,10. O taco custa US$ 1 dólar a mais que a bola. Quanto custa a bola?" A resposta intuitiva e rápida é 10 centavos, mas a resposta correta, que requer um pouco mais de reflexão, é na verdade 5 centavos. O Teste de Reflexão Cognitiva usa várias dessas perguntas para ver o quão bem as pessoas conseguem resistir a intuições enganosas e chegar à resposta logicamente correta."

Como eu já comentei e volto a dizer nesse texto, um verdadeiro teste de capacidade racional avaliaria justamente o nível de racionalidade, muito redundante, e, para isso, nada mais intuitivo do que fazê-lo avaliando o quão centradas em fatos, evidências e ponderação, estão as crenças (pessoais) de um indivíduo, até por serem muito mais importantes e influentes, inclusive quanto ao discernimento intelectual, de percepção do que é verdadeiro e do que não é, do que acertos em um teste sobre situações hipotéticas e muito específicas. 

terça-feira, 30 de julho de 2024

Sobre diferenças e semelhanças entre pseudociência e pseudofilosofia/About differences and similarities between pseudoscience and pseudophilosophy

 Uma diferença 


Diga-se, uma diferença elementar...

Só existe uma pseudofilosofia, que é qualquer ideologia que se passa como filosofia. Infelizmente, um hábito há muito enraizado, de considerar ideologia e filosofia como sinônimos intercambiáveis, enquanto a filosofia é uma ideologia por si mesma, de amor pela sabedoria, qualquer linha estruturada de pensamentos pode ser considerada uma ideologia, primariamente se distinguindo quanto ao seu conteúdo e segundo por sua qualidade factual e moral. Mas, então, se apenas uma ideologia que pode ser considerada uma filosofia (quando há uma sistematização do pensamento lógico-racional), qualquer outra ideologia que é considerada uma filosofia pode ser considerada uma pseudofilosofia. 

Já no caso da ciência, é o oposto, se existe uma pluralidade de áreas ou campos científicos, também acontece o mesmo com as pseudociências. 

Essa diferença comunga com as minhas observações sobre as suas respectivas naturezas: a filosofia como uma especialização na generalização (especialização no pensamento e no julgamento) e a ciência como uma generalização da especialização. 

Algumas pseudociências se assemelham mais a uma pseudofilosofia 

Como no caso das pseudociências "do bem", que tendem a ser política e ideologicamente enviesadas à esquerda, porque também se consistem em processos de moralização, de determinação de um certo e um errado, tal como, idealmente, também se consiste a prática filosófica. Porém, invertendo a ordem mais adequada desse processo, oposto ao da sabedoria e, portanto, da justiça, de determinar a moralidade, de certo e errado, sem fazê-lo a partir de uma análise ponderada e crítica, isto é, por uma busca objetiva e imparcial por fatos.

Uma semelhança 

Diga-se, uma semelhança elementar...

Ambas se assemelham bastante em um traço que lhes é muito básico e característico, a negação de uma busca sistemática pela verdade objetiva e imparcial. A maior diferença é que enquanto uma determina o que é a verdade, em um sentido mais geral, mas com base em critérios vagos e equivocados, como uma falsa sabedoria, a outra se passa como ciência falsificando seus aspectos teóricos e práticos ao estabelecer-se como uma verdade específica, se de causa e efeito (homeopatia cura doenças) ou como uma afirmação de verdade (o planeta Terra tem um formato plano).

 A difference

In other words, an elementary difference...

There is only one pseudo-philosophy, which is any ideology that passes as philosophy. Unfortunately, a long-rooted habit of considering ideology and philosophy as interchangeable synonyms, while philosophy is an ideology in itself, of love for wisdom, any structured line of thoughts can be considered an ideology, primarily distinguishing itself in terms of its content. and second by its factual and moral quality. But then, if only an ideology can be considered a philosophy (when there is a systematization of logical-rational thought), any other ideology that is considered a philosophy can be considered a pseudophilosophy.

In the case of science, it is the opposite, if there is a plurality of scientific areas or fields, the same also happens with pseudosciences.

This difference is in line with my observations about their respective natures: philosophy as a specialization in generalization (specialization in thought and judgment) and science as a generalization of specialization.

Some pseudosciences are more similar to pseudophilosophy

As in the case of "good" pseudosciences, which tend to be politically and ideologically biased to the left, because they also consist of processes of moralization, of determining right and wrong, just as, ideally, philosophical practice also consists of . However, reversing the most appropriate order of this process, opposite to that of wisdom and, therefore, justice, of determining morality, right and wrong, without doing so from a considered and critical analysis, that is, through a search objective and impartial by facts.

A similarity

In other words, an elementary similarity...

Both are very similar in a trait that is very basic and characteristic of them, the denial of a systematic search for objective and impartial truth. The biggest difference is that while one determines what the truth is, in a more general sense, but based on vague and mistaken criteria, such as false wisdom, the other passes as science, falsifying its theoretical and practical aspects when establishing itself. as a specific truth, whether of cause and effect (homeopathy cures diseases) or as a statement of truth (planet Earth has a flat shape).

sexta-feira, 12 de julho de 2024

A diferença entre pseudociências "do bem" e a filosofia/The difference between pseudosciences of good and philosophy

 Uma pseudociência "do bem" ou "de esquerda" é uma categoria de pseudociência que eu identifiquei e determinei, de falsificação específica da prática científica em que ocorre o estabelecimento de um código moral, do que se considera certo ou errado, ao invés de, antes, priorizar a busca pelo conhecimento, do que é verdadeiro ou falso. E por isso também pode ser considerada uma pseudofilosofia, por estabelecer uma moralização, como também faz a filosofia, mas invertendo a ordem mais ideal da sabedoria e, portanto, da justiça, ao impor uma moralidade antes de buscar por uma análise imparcial e objetiva ou racional dos fatos, de ponderação no pensamento e no julgamento. Em outras palavras, impõe-se o certo e o errado sem ser estritamente com base no que é verdadeiro ou falso. Tal como, por exemplo, de se fazer uma afirmação sem evidência tratando-a como uma verdade absoluta ou desprezando a necessidade de confirmá-la se por meios empíricos ou por verificação comparativa entre o que se afirma e sobre o que se afirma. O certo e o errado impostos, sem evidência ou análise racional, como verdadeiro e falso. Então, a filosofia também visa estabelecer uma moralidade ou construir uma consciência crítica sobre o que se pensa e o que se faz. A diferença em relação à pseudociência do bem é que essa moralização só acontece a partir de uma análise racional.


Nesse sentido, as pseudociências do bem pouco se diferem das religiões tradicionais, por ambas se basearem nessa inversão da prática mais ideal da filosofia. Uma das únicas grandes diferenças entre elas, como já postulei em outros textos, é que as religiões tradicionais expressam um anti intelectualismo, uma crença a partir da fé ou suspensão do pensamento lógico-racional, enquanto que as ideologias políticas, especialmente as de esquerda, e que também podem ser categorizadas como pseudociências (que eu ainda acrescentei o complemento sarcástico "do bem"), expressam um pseudo intelectualismo, basicamente o mesmo que o anti intelectualismo, só que visando se passar como ciência ou filosofia, como uma espécie de falsificação da razão, não necessariamente como uma negação explícita da mesma. 


A pseudoscience of "good" or of the left is a category of pseudoscience that I have identified and determined, of specific falsification of scientific practice in which the establishment of a moral code occurs, of what is considered right or wrong, instead of, rather, prioritize the search for knowledge, of what is true or false. And for this reason it can also be considered a pseudophilosophy, as it establishes a moralization, as philosophy also does, but inverting the most ideal order of wisdom and, therefore, justice, by imposing a morality before seeking an impartial and objective analysis or rationality of facts, of weighting in thought and judgment. In other words, right and wrong are imposed without being strictly based on what is true or false. Such as, for example, making a statement without evidence, treating it as an absolute truth or disregarding the need to confirm it whether by empirical means or by comparative verification between what is stated and what is stated about. Right and wrong imposed, without evidence or rational analysis, as true and false. So, philosophy also aims to establish morality or build a critical consciousness about what one thinks and what one does. The difference in relation to the pseudoscience of good is that this moralization only occurs based on a rational analysis.

In this sense, the pseudosciences of good differ little from traditional religions, as both are based on this inversion of the most ideal practice of philosophy. One of the only major differences between them, as I have already postulated in other texts, is that traditional religions express an anti-intellectualism, a belief based on faith or suspension of logical-rational thinking, while political ideologies, especially those of left, and which can also be categorized as pseudosciences (which I also added the sarcastic complement "of good"), express a pseudo intellectualism, basically the same as anti-intellectualism, only aiming to pass itself off as science or philosophy, as a species of falsification of reason, not necessarily as an explicit denial of it.

domingo, 23 de junho de 2024

Razões para ser ou se tornar um progressista dissidente às esquerdas marxista e identitário-burguesa/Reasons to be or become a progressive dissident to the Marxist and bourgeois-identitarian Lefts

 Ambas, apesar de se declararem como progressistas, na verdade, são regressistas (em relação à melhorias sociais), porque, mesmo se bem intencionadas*, se baseiam em crenças, ideias e/ou pensamentos que destoam variavelmente dos fatos e de análises mais ponderadas, se comportando como "pseudociências do bem", em que ocorre uma inversão da ordem de ouro da sabedoria e, portanto, da justiça, em que a moralidade, ou o que se considera como certo ou errado, determina o que se considera como falso ou verdadeiro, e não, primeiro, a busca pela verdade objetiva e imparcial como determinante moral. E quando muitas dessas crenças, ideias ou pensamentos se concretizam como políticas públicas, tendem a prejudicar, a médio e longo prazo, mas mesmo a curto prazo, inclusive os próprios "progressistas". Por exemplo, políticas de multiculturalismo e/ou imigração em massa, sem controle, em que ocorre a entrada e o aumento de indivíduos vindos de culturas machistas e homofóbicas ao país que os recebe, e que também tendem a apresentar capacidades cognitivas baixas, incluindo a de racionalidade (traços mais intrínsecos, geralmente, pouco reativos à intervenções sociais ou educativas), causando um aumento proporcional de violência e outros tipos de conflitos diretamente relacionados a essas diferenças culturais, psicológicas e cognitivas intratáveis. E ainda associado a isso, só para piorar um pouco mais, existe a imposição do politicamente correto ou polícia de pensamento "de esquerda", que tolera a intolerância importada e penaliza dissidentes ideológicos que criticam essas políticas...


* Se em relação às suas "elites", é pouco provável...


Já em relação à esquerda marxista ou revolucionária, "de raiz", a mesma, enquanto se diz a favor da democracia, defende ditaduras como Cuba, China e Irã, por se declararem "socialistas" ou como antagonistas aos EUA e seus aliados; faz o mesmo com países historicamente "socialistas", como a extinta URSS, fazendo pouco caso sobre os seus múltiplos crimes cometidos enquanto existiu... Enfim, apresenta o mesmo fanatismo extremo de seita ou culto, incapaz de uma autocrítica ponderada, de evoluir além do nível muito baixo de coerência moral e intelectual em que se posiciona desde a primeira revolução "popular", na Rússia. Por isso que também não tem como seguir apenas a lógica progressista, de defesa pela justiça social, e continuar alinhado ideologicamente à pelo menos uma das esquerdas principais.


Both, despite declaring themselves to be progressive, are actually regressive (in relation to social improvements), because, even if well-intentioned*, they are based on beliefs, ideas and/or thoughts that vary from facts and more considered analyses. , behaving like "pseudosciences of good", in which there is an inversion of the golden order of wisdom and, therefore, of justice, in which morality, or what is considered right or wrong, determines what is considered false or true, and not, first, the search for objective and impartial truth as a moral determinant. And when many of these beliefs, ideas or thoughts materialize as public policies, they tend to harm, in the medium and long term, but even in the short term, including the "progressives" themselves. For example, policies of multiculturalism and/or mass, uncontrolled immigration, in which the entry and increase of individuals from sexist and homophobic cultures occurs in the country that receives them, and who also tend to have low cognitive abilities, including of rationality (more intrinsic traits, generally not very reactive to social or educational interventions), causing a proportional increase in violence and other types of conflicts directly related to these intractable cultural, psychological and cognitive differences. And also associated with this, just to make things a little worse, there is the imposition of political correctness or "left-wing" thought police, which tolerates imported intolerance and penalizes ideological dissidents who criticize these policies...


* If in relation to your "elites", it is unlikely...


In relation to the Marxist or revolutionary left, while it claims to be in favor of democracy, it defends dictatorships such as Cuba, China and Iran, for declaring themselves "socialist" or as antagonists to the USA and its allies; does the same with historically "socialist" countries, such as the extinct USSR, making light of its multiple crimes committed while it existed... In short, it presents the same extreme fanaticism of a sect or cult, incapable of thoughtful self-criticism, of evolving beyond of the very low level of moral and intellectual coherence at which it has been positioned since the first "popular" revolution in Russia. That's why there's no way to just follow the progressive logic, defending social justice, and continue ideologically aligned with at least one of the main lefts.

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Variações de pseudociências/Pseudoscience Variations

 Entre as pseudociências, existe um espectro de variação de legitimidade científica, de modo que, algumas pseudociências estão mais próximas de uma ciência verdadeira do que outras. Nesse texto, usarei exemplos para ilustrar suas diferenças. 



1. Pseudociência mais evidente 

Se fundamenta em ideias, pensamentos e/ou métodos muito fracos em legitimidade científica, também pelo absurdo lógico e audacioso de condenar a validade factual ou empírica de conhecimentos básicos. Tem o potencial mais baixo (porém, existente) de infiltração no governo e na educação superior e, portanto, de causar problemas sociais. 

Terra Plana 

É um bom exemplo de pseudociência mais evidente, por se tratar de uma crença carente de evidências científicas sobre o formato do planeta Terra, de que seria plano e não arredondado (geóide, em forma de elipse), que almeja invalidar as bases desse conhecimento. 


2. Pseudociência mais típica 

Se fundamenta em ideias, pensamentos e/ou métodos com baixa legitimidade científica, fracamente fundamentados em hipóteses lógicas ou fatos, mas com maior potencial de convencimento do que a primeira categoria de pseudociência e, portanto, de causar problemas à sociedade. 

Anti-vacina

É um bom exemplo de pseudociência típica, por ainda apresentar alguma lógica, mesmo que insuficiente para se sustentar integral e racionalmente, tal como a de que, tomar vacinas pode estar relacionado a um enfraquecimento do sistema imunológico ou que algumas vacinas podem ter efeitos colaterais graves. Então, essa segunda afirmação não está totalmente equivocada, porque pode acontecer, mas em casos específicos, como no caso das vacinas de RNA que foram desenvolvidas em caráter de urgência para a pandemia de COVID-19 e estão associadas a uma rara ocorrência de efeitos adversos. Mas isso não as invalida totalmente e nem as outras vacinas, ou suas capacidades de nos proteger de doenças infecciosas. Também não significa que apenas as vacinas que estão relacionadas com efeitos colaterais que os causam, mas também os próprios organismos de certos indivíduos que podem apresentar reações inadequadas à inoculação, por causa de fatores subjacentes. 


3. Pseudociência mais discreta ou mais próxima de uma ciência legítima 

Se fundamenta em ideias, pensamentos e/ou métodos que aparentam ser cientificamente legítimos, mas deixam uma boa margem de ceticismo quando são colocados à prova e, portanto, com grande potencial de ser rebaixada para uma categoria de pseudociência. Também apresenta uma maior capacidade de convencimento, de tal maneira que muitas desse tipo já se encontram infiltradas dentro das universidades, usurpando os espaços das verdadeiras ciências que falsificam (são, em sua maioria, de "pseudociências do bem", que eu comentei nesse texto: "Sobre as 'pseudociências do bem', 'de esquerda' e o mais grave").

Epigenética 

É cientificamente legítima a ideia de que o meio pode ou impacta os organismos dos seres vivos. Mas a epigenética parece que exagera essa ideia ao ponto de desprezar o papel da genética ou da própria biologia no desenvolvimento e no comportamento de humanos e de animais de outras espécies, delegando-a uma menor influência, ao invés de considerá-la e de que até pode ser mais influente que o meio, desprezando as evidências indiretas que a corroboram, baseadas nos padrões verdadeiros que têm sido percebidos sobre hereditariedade de características psicológicas e cognitivas e sobre a estabilidade expressiva dessas características a longo prazo ou sua baixa responsividade à intervenções sociais. 


Um exemplo complexo de pseudociência que pode cair, ao mesmo tempo, em mais de uma das categorias propostas: negacionismo das diferenças sexuais de natureza biológica, base para a ideologia do transexualismo. Porque se trata de uma distorção de um conhecimento básico, a sexualidade humana, que o torna mais similar a uma pseudociência mais evidente ao mesmo tempo que apela para recursos teóricos mais sutis de deturpação teórica que o torna mais próximo a uma pseudociência típica. 

Among pseudosciences, there is a spectrum of variation in scientific legitimacy, so that some pseudosciences are closer to true science than others. In this text, I will use examples to illustrate their differences.


1. Most obvious pseudoscience

It is based on ideas, thoughts and/or methods that are very weak in scientific legitimacy, also due to the logical and audacious absurdity of condemning the factual or empirical validity of basic knowledge. It has the lowest (but existing) potential to infiltrate government and higher education and therefore cause social problems.

Flat Earth

It is a good example of more evident pseudoscience, as it is a belief lacking scientific evidence about the shape of planet Earth, that it would be flat and not rounded (geoid, in the shape of an ellipse), which aims to invalidate the bases of this knowledge.


2. More typical pseudoscience

It is based on ideas, thoughts and/or methods with low scientific legitimacy, weakly based on logical hypotheses or facts, but with greater potential to convince than the first category of pseudoscience and, therefore, to cause problems for society.

Anti-vaccine

It is a good example of typical pseudoscience, as it still presents some logic, even if insufficient to support itself fully and rationally, such as that taking vaccines may be related to a weakening of the immune system or that some vaccines may have serious side effects. . So, this second statement is not completely wrong, because it can happen, but in specific cases, as in the case of RNA vaccines that were developed urgently for the COVID-19 pandemic and are associated with a rare occurrence of adverse effects. . But this does not completely invalidate them or other vaccines, or their ability to protect us from infectious diseases. It also does not mean that only vaccines that are related to side effects cause them, but also the organisms of certain individuals that may present inadequate reactions to the inoculation, due to underlying factors.


3. More discreet pseudoscience or closer to legitimate science

It is based on ideas, thoughts and/or methods that appear to be scientifically legitimate, but leave a good margin of skepticism when put to the test and, therefore, have great potential for being demoted to the category of pseudoscience. It also has a greater ability to convince, in such a way that many of this type are already infiltrated within universities, usurping the spaces of the true sciences that they falsify (they are, for the most part, "pseudosciences of good", which I commented on in this text : "On the 'pseudosciences of good', 'left-wing' and the most serious").

Epigenetics

The idea that the environment can or does impact the organisms of living beings is scientifically legitimate. But epigenetics seems to exaggerate this idea to the point of disregarding the role of genetics or biology itself in the development and behavior of humans and animals of other species, delegating less influence to it, instead of considering it and that it may even be more influential than the environment, disregarding the indirect evidence that corroborates it, based on the true patterns that have been perceived about the heritability of psychological and cognitive characteristics and about the expressive stability of these characteristics in the long term or their low responsiveness to social interventions.


A complex example of pseudoscience that can fall, at the same time, into more than one of the proposed categories: denial of sexual differences of a biological nature, the basis for the ideology of transsexualism. Because it is a distortion of basic knowledge, human sexuality, which makes it more similar to a more evident pseudoscience while at the same time appealing to more subtle theoretical distortion that make it closer to a typical pseudoscience.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Mais uma lista de provocações necessárias

 1. Outra contradição [absoluta] de "esquerda" 


Esquerda: "A beleza está nos olhos de quem vê. É relativa e subjetiva. Não tem nada a ver com raça ou etnia"

Também a esquerda: "Estudo (feito por ideólogos profissionais disfarçados de cientistas) 'comprova' que miscigenação racial torna as pessoas mais bonitas" 

A beleza é apenas subjetiva e relativa ou é objetiva??? 

2. O ativista típico é um idealista e um pragmático excessivo, porque sonha e idealiza demais, sempre buscando por uma "perfeição" irrealista, a partir de tentativas de purificação ideológica e prática. E se não bastasse sonhar demais, ainda tem uma ânsia de colocar tudo o que imagina e sonha, sem um rigor lógico-racional, na prática 

3. Para o mais racional, conviver com os mais irracionais é uma espécie de tortura, não apenas por causa da incapacidade crônica destes de pensar de maneira ponderada, imparcial e objetiva, mas também de agir por esse mesmo modo

3.1 Outros fatores responsáveis pela grande dificuldade de convívio entre o mais e o menos racional são: a natureza mais pacífica do primeiro, resultado de sua tendência de evitar conflitos, e o padrão oposto para o segundo; e uma tendência de abordar interações sociais com base no princípio da reciprocidade, enquanto que o menos racional tende a fazê-lo indiferente a esse princípio, de maneira mais conveniente e egoísta 

3.2 O mais racional é inimigo natural de qualquer "politicamente correto" ou censura de pensamento, especialmente se for sobre o pensamento mais ponderado

4. Sobre o "normie"

Termo pejorativo aos que se consideram ou são objetivamente identificados como "normais" 

Uma das principais diferenças entre eles e os outros, ou "nós", é que tendem a interpretar a realidade apenas com base em seus contextos pessoais, ao invés de também buscarem fazê-lo por uma perspectiva mais imparcial ou panorâmica. É por isso que o "normie" tem dificuldade de perceber o que acontece além das narrativas que predominam em seu ciclo social

5. A expressão mais literal de bondade é a prática da justiça racional e que, muitas vezes, não coaduna com a concepção mais popular de bondade, já que o justo, em seu sentido mais ideal, baseado em evidências, nem sempre resulta em compaixão

6. Uma pessoa pode ser ingênua para algumas questões e esperta para outras

7. A estupidez irracional é claro que irrita o mais racional. Mas a crueldade o irrita muito mais 

8. Existem ateus e agnósticos que acreditam na natureza mais social do que intrínseca, tanto da crença religiosa quanto da descrença, e na durabilidade e profundidade da recente secularização observada especialmente nas gerações mais jovens dos países ocidentais. No entanto, não bastasse não ser verdade que todo autodeclarado irreligioso seja ateu e que suscetibilidades ateístas e teístas sejam apenas produtos de socialização imposta, a persistência das diferenças de fertilidade entre os menos e os mais religiosos é provável que aumentará a representatividade demográfica do segundo grupo nas próximas décadas 

9. Sobre segregação e livre associação 

Nem toda segregação é ruim, no sentido de irracional. Por exemplo, a livre associação, que é um tipo de auto segregação 

10. O Brasil é um país cheio de músculos e escasso de cérebros 

11. O convívio com fanáticos ideológicos, especialmente os de esquerda, nos força a "fingir demência", isto é, a concordar com (quase) tudo o que dizem, quando estamos interagindo com eles de maneira amigável. Também porque precisamos concordar ou repetir suas narrativas dogmáticas e nos tornar vigilantes sobre qualquer lampejo espontâneo de raciocínio que as desafie, ainda mais se for inteligente ou factualmente preciso

12. Humanistas pedem para nutrirmos um amor incondicional pelo ser humano, diga-se, à espécie mais cruel e destrutiva de todas

13. Todo esquerdo-burguês que diz ter uma grande afeição pelos mais pobres deveria ser forçado a conviver com eles por pelo menos dois anos 

14. Em 1984, guerra é paz, liberdade é escravidão e ignorância é força...

Pois em nossas sociedades totalitárias, atualmente sob o politicamente correto da "esquerda" burguesa, moderação é extremismo, tal como o de ser contra políticas de imigração em massa ou a favor que países se mantenham, etnicamente falando, do jeito que estão desde a muitos séculos, também por causa do longo e problemático histórico do multiculturalismo 

15. Existe uma quantidade nada pequena de sujeitos desprezíveis em todas as classes sociais, se diferenciando de acordo com os estereótipos do seu grupo 

16. Sobre arrogância de acadêmicos e de qualquer tipo de identitário

Acadêmicos não têm o total monopólio sobre o conhecimento, tal como muitos acham que têm, porque podem produzir trabalhos de qualidade intelectual duvidosa e apresentarem opiniões desprovidas de um rigor científico e filosófico (diga-se, isso acontece com infame frequência) e porque indivíduos de fora das universidades também podem saber mais que "especialistas com diploma" e até podem, de fato, contribuir positivamente para determinada área do conhecimento humano, mesmo se não forem reconhecidos ou se não estiverem "oficialmente credenciados"

Identitários não têm o monopólio ou o controle absoluto da identidade pela qual mais se identificam, mesmo que pensem assim e se achem na competência de analisar e julgar o nível alheio de correspondência por auto identificação. Portanto, por exemplo, uma pessoa que se diz "progressista" pode não ter competência suficiente para julgar o nível de "progressismo" do colega ao lado (uma realidade que parece ser muito comum/nesse caso, a maioria dos que se declaram como tal tendem a se desviar dos princípios mais básicos das ideologias que adotam como discurso e/ou identidade), porque auto identificação necessariamente não significa que exista uma correspondência significativa com a identidade de estimação, com características ou valores, e com suas práticas mais condizentes. E não, não é um caso de "falácia do escocês verdadeiro", porque existem critérios definidos para a maioria das identidades políticas, ideológicas e/ou culturais, ainda que, dependendo da identidade, esses critérios podem ser menos específicos ou mais vagos

17. "A culpa por estar sozinho é apenas sua" 

Na verdade, a "culpa" pode não ser apenas do indivíduo, porque pessoas com características incomuns de personalidade ou em contextos não-ideais potencialmente permanentes podem estar mais propensas a serem rejeitadas pelos outros. Por exemplo, não é incomum que indivíduos mais racionais acabem com menos amigos ou até mesmo solitários durante a vida. Porque, excetuando riqueza e beleza, excepcionalidades costumam afastar ao invés de atrair. Outro exemplo é de indivíduos autistas, mais especificamente aqueles com "autismo leve", mais aptos à interação social típica e, portanto, também mais expostos à sua fricção 

18. A "não-adaptação" também pode ser um tipo de adaptação 

Se não é todo meio que é adaptável para determinado perfil, então, não se adaptar ao mesmo, buscando minimizar os impactos negativos dessa não-adaptação, quando não é possível mudar para outro ambiente, pode ser mais adequado do que tentar se adaptar. Vezes, não vale o esforço

19. Apenas uma eugenia humanitária... por coerção e compensação financeira pelo controle de natalidade de indivíduos de grupos específicos e/ou incentivo de outros grupos, para tornar a grande maioria dos países subdesenvolvidos em desenvolvidos, já que o fator mais importante que os impede é justamente e diferença qualitativa e média de capacidades cognitivas entre as suas populações 

20. Se quiser um exemplar de evolução da espécie humana, não venha ao Brasil, pois aqui é a degeneração progressiva que predomina

21. É difícil saber quem é pior, o direitopata insensível ou o esquerdopata dissimulado

22. Uma pessoa que é péssima com outra e sem justificativa racional, isto é, que age de maneira muito injusta, mas é boa com várias outras, é tão ruim quanto uma pessoa que é ruim com várias outras e boa para uma (ou com algumas poucas)

23. É comum que uma ideologia se expresse tal como um indivíduo humano que, ao invés de priorizar suas forças, o faz com as suas fraquezas. Pois, por essa perspectiva, se torna "visível" a relação praticamente causal entre deficiência em autoconhecimento e irracionalidade 

Um ótimo exemplo é a ideologia igualitária, que tem sido a base para o "progressismo ocidental", e que, ao invés de atuar como a sua principal força, o fragiliza em demasia a partir do seu negacionismo pseudocientífico das diferenças intrínsecas de indivíduos e grupos humanos 

24. A nova e velha tática dos que crêem em divindades é a de afirmar que a natureza ou a "criação" é uma prova definitiva da existência divina... 

25. Existem muitos tipos de insanos, mas o mais louco de todos ainda é aquele que coloca a si mesmo e aos outros em perigo, guiado por expectativas irrealistas ou pensamentos insensatos. É por isso que a "esquerda", particularmente a sua crença 'religiosa' na igualdade humana, por essa perspectiva, a torna mais insana que a "direita" 

26. Sem a tonelada de pseudociências "do bem" e pseudo-filosofia, as ciências humanas, por serem conhecimentos básicos, servem perfeitamente como guia de sobrevivência, até como complemento aos primeiros-socorros 

27. Não há comportamento mais asqueroso e revoltante que a violência bruta e sádica ou sem justa causa. Pois um dos grupos que mais a praticam, isto é, em termos desproporcionais, são homens negros e pardos. Então, é por isso que esse ativismo supostamente anti racista, cada vez mais dominante na mídia, na "educação" e no governo ocidentais, é tão injusto