Minha lista de blogs

Mostrando postagens com marcador lógica intuitiva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lógica intuitiva. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Big five Brazil

BraZil [médias atuais ''estimadas'']

de 0 a 1 em nível de ''intrinsecabilidade''

baixo 0 a 0,3
médio 0,3 a 0,6
alto 0,6 a 1

Neuroticismo 0,6
Introversão   0,3
Amabilidade  0,4
Conscienciosidade/escrupulosidade  0,4
Abertura para a experiência  0,3

Rio Grande do Sul

Neuroticismo 0,7
Introversão   0,5
Amabilidade  0,6
Conscienciosidade/escrupulosidade  0,6
Abertura para a experiência  0,5

São Paulo 

Neuroticismo 0,7
Introversão  0,4
Amabilidade  0,5
Conscienciosidade/escrupulosidade 0,5
Abertura para a experiência 0,5

Rio de Janeiro

Neuroticismo 0,7
Introversão 0,2
Amabilidade 0,4
Conscienciosidade/escrupulosidade 0,3
Abertura para a experiência  0,6

Bahia

Neuroticismo 0,3
Introversão 0,2
Amabilidade 0,4
Conscienciosidade/escrupulosidade 0,3
Abertura para a experiência 0,5

Comparações internacionais [estimativas]

Argentina

Neuroticismo 0,7
Introversão 0,5
Amabilidade 0,4
Conscienciosidade/escrupulosidade 0,5
Abertura para a experiência 0,5

Canadá 

Neuroticismo 0,7
Introversão 0,6
Amabilidade 0,6
Conscienciosidade/escrupulosidade 0,7
Abertura para a experiência 0,6

Japão 

Neuroticismo 0,7
Introversão 0,8
Amabilidade 0,7
Conscienciosidade/escrupulosidade 0,7
Abertura para a experiência 0,3

fontes: estereótipos [a maioria deles são muito acurados]; ''lógica intuitiva'' ou ''chute calculado''; falta de vergonha na cara.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Classe sociais/cognitivas e big five traits (estimativa, é claro... lógica intuitiva /chute pensado)

Em média

Extroversão: moderadamente alta nas classes altas,
 moderada nas classes médias 
e alta nas classes baixas

Estabilidade emocional: moderadamente alta nas classes altas, 
alta nas classes médias e
 baixa nas classes baixas

Amabilidade: baixa nas classes altas, 
moderada nas classes médias
 e moderada nas classes baixas

Escrupulosidade: moderadamente baixa nas classes altas, moderadamente alta nas classes médias
 e moderada nas classes baixas

Abertura para experiência: moderadamente alta nas classes altas, moderadamente baixa nas classes médias
 e baixa nas classes baixas


Classes sociais refletem as características psicológicas/ cognitivas das pessoas que pertencem ou que buscam pertencer a elas 

Os mais ricos tendem a ser mais enérgicos, agressivos, motivados (ambiciosos) para o enriquecimento material. Poder e conforto/segurança maximizada se consistem em suas principais motivações existenciais/sociotípicas. 

Os mais ricos também tendem a ser mais astutos (tipo imoral de criatividade prática) do que as outras classes, tendendo a mentir e a manipular com o intuito de se sobressaírem em relação às outras classes sociais.

Os mais ricos que não apresentam qualquer significativa presença de traços de personalidade anti-social são como as pessoas de classe média só que providas de maiores capacidades psico-cognitivas. 

Os socialmente moderados tendem a buscar, conscientes ou não, por um certo equilíbrio, porque a principal razão que os motiva é a estabilidade social/existencial [mundana/tecno-funcional]. 

Os mais pobres sem traços de personalidade anti-social são como os socialmente moderados mas com menores capacidades psico-cognitivas (especialmente as de natureza ''quantitativa') enquanto que aqueles com maior presença de psicopatia, sociopatia ou outro transtorno permanente/intrínseco de conduta, tendem a se assemelhar aos mais ricos com as mesmas características mas se diferenciam por suas menores capacidades maquiavelicamente mentalistas de parasitismo ou mesmo de predação. 

Os mais pobres sem esses transtornos tendem a buscar também por uma maior estabilidade social/existencial, tal como fazem os socialmente medianos ou de classe média. 

Portanto, generalizadamente falando, nós temos três macro-grupos sociais em que os de classe social mais alta são os que mais diferenciam por buscarem pela maximização de seus confortos pessoais e também pelo poder, enquanto que as outras classes sociais, ainda que existam níveis de desejo por dominação, só que mais moderados, são, universalmente  falando, mais direcionados para a estabilidade existencial via trabalho e remuneração assalariada. 

Interessante pensar que a maior presença de elementos anti-sociais de diversos níveis de intensidade nas classes mais baixas tendem a fazê-los mais parecidos com as classes mais altas, ainda que o ''pobre'' sem essas ''exuberâncias'' sejam muito mais parecidos com os ''socialmente medianos''. 

sábado, 10 de dezembro de 2016

Uma vida por aproximação ... Sem números, palavras (pasmem, e mesmo com eles)

''Estou neste momento'', enquanto redijo este texto, fazendo exercícios físicos, mais precisamente flexões. Eu contei que já fiz a quarta flexão, com 10 repetições cada (sim, eu sou fraco, e daí*). Sem os números e as palavras eu provavelmente teria deduzido por aproximação a quantidade de exercícios que fiz. Antes dos números e das palavras é provável que vivíamos em um mundo perceptivo que era entendido por aproximação, diga-se, possivelmente mais instintivo, sagaz, intuitivo, tal como acontece com todas as outras formas de vida. Mas menos preciso, mais bruto, do que como estamos por agora, isto é, ainda mais bruto.

Se eu não tivesse contado o número de repetições nem a quantidade de flexões eu o teria feito por aproximação ou "impressão numérica" ou mesmo teria me perdido na contagem

Quando olhamos, sentimos com o tato, escutamos, cheiramos,  enfim quando usamos os nossos sentidos, entendemos o mundo, em especial o abstrato, por aproximação, que pode ser facilmente traduzida como ''impressão'', claro, se formos comparar com a ''realidade'', porque na verdade, a compreensão pode se dar independente de ''nossas'' invenções, como o vocabulário e os números. A verdade objetiva ou concreta é o mundo dos sentidos, em que notamos, tomamos conhecimento da realidade de maneira inflexível e direta. Este é o nosso alcance perceptivo universal, que é mais equilibrado, mais holístico do que os das outras espécies e que nos faz a priore excepcionais na capacidade de encontrar causas e efeitos e agir de modo logicamente apropriado, a priore. Mas para entendermos o mundo e não apenas percebe-lo, o fazemos primeiramente por aproximação não-verbal, intuitiva.


 Uma espécie de lógica intuitiva primária (a lógica intuitiva se consiste na continuidade da tentativa de compreensão factual de uma realidade, que pode ser metaforicamente representada por uma tela parcialmente pintada. A lógica intuitiva se consistiria então na continuidade desta pintura, isto é, olhando para onde que está incompleto e prevendo/sentindo logicamente como que o desenho poderia continuar).

A concepção direta da realidade percebida pelos nossos sentidos ainda se fará com base em aproximação porque apesar de sabermos que a realidade existe, ao menos aquela que nossos sentidos captam, esta percepção não será idealmente precisa quando o fizermos a partir das abstrações. A evolução para o pensamento abstrato é muito provável que levou a invenção das culturas humanas. Como eu já falei outras vezes, o instinto humano é atrasado. Ao invés de agirmos de imediato tal como pseudo-autômatos e portanto hiper-sensíveis ou "impulsivos', como as outras espécies, nós podemos pensar e re-pensar (quantas vezes 'quisermos') antes de agirmos, supostamente, ainda que tal vantagem não costume se manifestar de maneira universal, constante e ideal. O instinto se consiste justamente no pensar/agir ao mesmo tempo. Penso/ logo ajo. Para o ser humano existe a possibilidade que é bastante variável a níveis individual e grupal, de se pensar de modo mais prolongado, podendo assim repensar ou consertar antes que a ação aconteça ou seja efetuada. Não é que nenhum outro animal não seja capaz de pensar reflexivamente. Novamente, o ser humano sendo uma continuidade das outras espécies, é apenas muito mais inteligente neste aspecto do que as outras e portanto isto quer deixar a entender que elas também exibem esta capacidade mas em níveis muito mais simples. A cultura humana é uma invenção que veio a calhar quando nos livramos parcialmente de nossos instintos. A cultura humana é uma reorganização potencialmente lógica do mundo perdido do instinto humano. Podemos dizer que somos muito mais lentos que as outras espécies, neste aspecto do pensar-para-agir, de tal maneira, que podemos repensar/refletir várias vezes, e ao longo da vida, entre uma ideia/pensamento e uma ação, o mundo humano foi construído.

Quando olhamos para as coisas deduzimos por aproximação intuitiva os seus tamanhos. Podemos mensura-las e prover uma maior precisão de julgamento. Números e palavras organizam pensamentos e que por sua vez organizam ações. Escrever ideias é uma maneira muito inteligente para se prever/mensurar/entender uma ação, separando-a de si mesmo, e como consequência do seu pensamento em relação ao seu comportamento.

Fazemos o mesmo em relação a tudo aquilo que percebemos antes da reflexão, mesmo sem palavras (ou linguagem) ou números ou mesmo já com esses dois instrumentos que são essenciais para qualquer cultura humana. O primeiro pensamento humano (e animal) nunca é verbal mas sensorial ou não-verbal.

Desde novo que eu percebo diferenças no comportamento das pessoas e em relação aos grupos em que elas naturalmente se encaixam. Todos nós desenvolvemos de maneira mais ou menos significativa este tipo de impressão e antes de fixarmos as nossas impressões, mantemos tal percepção factual enquanto uma aproximação da possível realidade, que será revelada pela experiência, por um rompante de atividade ideacional pré conclusiva, quando transformamos essas impressões em conhecimento bruto, ou por fim, pela fixação via técnica primordial reflexiva humana, ou seja, os símbolos para quantidade e para categoria, respectivamente números e letras/palavras. A impressão é uma percepção factual bruta, ou preconceito cognitivo, que pode ou não estar certo, e o mais provável é que seja ''por aproximação'', revelando um largo espectro de acertos, mas que não é preciso. A percepção factual dilapidada, se fará, novamente através de ''nossas'' invenções, linguagem, vocabulário e sistema(s) numérico(s).

A precisão parece algo complexo mas muitas vezes não será. Por exemplo, a precisão quanto a factual existência de diferenças fisiológicas e comportamentais entre grupos geográficos humanos. Podemos percebe-las em vários senão em todos os seus  aspectos mais visíveis ou sensíveis, isto é, que são sensorialmente capturáveis a olho nu, porque as linguagens numérica e categórica/verbal desde quando são aprendidas, passam a funcionar como filtros. Portanto antes de verbalizarmos qualquer realidade perceptível, complexa/plural ou simples/singular, ela já terá sido capturada por nossos sentidos. A lógica, em especial a de natureza abstrata, parece localizar-se nesta transferência coesa de informações em que as impressões apreendidas serão verbalizadas, por meio de categorias qualitativas/descritivas e numéricas/quantitativas. 

Percebemos contrastes, semelhanças, enfim padrões e os verbalizamos. Sem a linguagem é provável que continuaríamos compreendendo o mundo no mesmo nível básico em que estamos, visto que a meu ver foi a necessidade humana pela linguagem que possibilitou a sua emergência ou invenção e não o oposto,  porque seria obviamente impossível que a abstração por ser sempre fruto ou expressão da concretude, pudesse, enquanto uma entidade mágica, aparecer antes do seu criador. 

Todos os seres vivos sentem a realidade por meio de seus respectivos sistemas sensoriais e que é interpretada por seus sistemas mentais. Todos os seres vivos não-humanos compreendem o mundo por aproximação e de maneiras profundamente "tendenciosas", em termos abstratos, por serem muito mais instintivos e portanto por herdarem comportamentos pré-programados (muitos que já nascem muito mais desenvolvidos que os seres humanos) e que por causa do maior impulso vital ou instinto são "forçados' a agirem e a reagirem quase sempre de modo mais imperativo e menos reflexivo. 

Em tese o ser humano seria muito mais reflexivo que as outras formas de vida mas esta vantagem não parece esplendorosamente notável a ponto de funcionar de modo perfeccionista para a própria humanidade porque tende a resultar na "complexidade" da subjetividade humana mas que também pode ser entendida parcialmente como uma confusão de se tentar adivinhar o mundo abstrato (ecos ou expressões que emanam da concretude) por aproximação. Justamente porque estamos no início da compreensão da verdade ''subjetiva' ou abstrata que regredimos ao estado da percepção [abstrata] por aproximação, em que tomamos a metade como se fosse toda a verdade, como se fosse o inteiro, por aproximação, onde que, ao invés de pensarmos naturalmente como fazemos sobre a concretude onde que 1=1(banana = banana) nós tenderemos a pensar a partir do mundo abstrato em que 1= 1,3-1,4-0,9-0,6.... As religiões oficiais funcionam desta maneira em que por aproximação cria-se um longo espectro de princípios e factoides [sempre] vagos, entre o fato e o errado, onde vivem os factoides, alimentando a ignorância sempre pulsante do ser humano com base em suas quase, meias-verdades e mentiras fantasiosas que apelam para a emoção.


Estes vácuos que a compreensão por aproximação provoca costumam ser férteis para a complexidade ou confusão humana e debilmente falando, para o uso indevido ou egoísta desta fraqueza por grupos imorais.

A maioria das culturas humanas principalmente em seus aspectos culturais mais puros são basicamente a tomada de um achismo por aproximação enquanto uma verdade exponencialmente perfeccionista. Aquilo que invariavelmente faz ou pode fazer sentido, mas que não é definitivamente factual.


A precisão simples é o reconhecimento bruto da realidade de acordo com cada alcance perceptivo basal ou simples de cada espécie. O alcance perceptivo basal ou simples do ser humano lhe propicia reconhecer a verdade objetiva, concreta, imediata ou reconhecimento bruto da realidade da maneira mais equilibrada, mais holística via percepção sensorial + interpretação cerebral. O ser humano pode mensurar com melhor aproximação ou probabilidades de acertos,  o peso, a coloração, a textura, enfim as características das coisas ou existências, não apenas por causa de seu cérebro mais avantajado mas pode ser também por ter uma estatura média bastante ponderada e muito adequada para este tipo de percepção. Se fosse tão grande quanto um dinossauro de porte tiranossáurico o ser humano talvez apresentasse uma percepção simples ou aquela captura da verdade objetiva se faria mais mais distorcida. Da mesma maneira que o oposto também é verdade, por exemplo no caso das formigas, em que a escala geo-biológica será muito menor.  Ser intermediário tem muitas vantagens porque muitas vezes se poderá compreender melhor de maneira holística e mais ponderada a realidade imediata em que se vive. Mas sem o seu cérebro prodigioso mesmo uma estatura ponderada é provável que não seria suficiente. Apesar disso continua fazendo toda a diferença não ter o tamanho de dinossauro gigantesco, muito menos de uma formiga. 

Portanto reconhecemos por exemplo uma pedra, sua textura, seu tamanho, sua coloração, sua dureza, e isto é uma nano-parte da verdade objetiva. Do mesmo modo podemos reconhecer os contrastes físicos entre as diferentes identidades biológicas do ser humano. 

Quando deixamos este mundo direto, constante, inescapável mesmo em nossos sonhos, e partimos em direção a um mundo além do imediatismo da concretude, da existência bruta, existência por si mesma, chegamos à uma realidade que se faz não-verbalmente por associação e por aproximação ou impressão. Já conseguimos fixar com grande precisão a realidade objetiva, mas ainda estamos engatinhando em relação à verdade/realidade subjetiva. Este é o principio do mundo abstrato e todas as formas de vida parecem capturar ao menos algum fiapo deste mundo por seus sistemas perceptivos/vitais. E é claro que o ser humano é o único com grande desenvolvimento desta percepção abstrata.

Além da pedra ou das populações humanas e que no segundo caso já apresentará um caráter acumulativo ou plural, e portanto menos imediatista e mais -especulativo a corretamente conclusivo-, nós podemos olhar para as mesmas de modo desapaixonado, isto é, sem intencionalidade instintiva.

O ser humano pode se interessar pela pedra sem ter qualquer utilidade prática. No entanto por causa do instinto predominantemente sempre aceso, a maioria das espécies não- humanas quase sempre se relacionarão com a realidade e as peças que a compõe com finalidades restritamente utilitárias ou ego-cêntricas.

O simples ato de conhecer muitas vezes começará pelo completo desinteresse utilitário. Isto é, conhece-se pelo prazer de se conhecer, pelo valor em si mesmo. O conhecimento verdadeiro é a finalidade do conhecimento. No reino não-humano o conhecimento muitas vezes antecederá  à utilidade vital ou de sobrevivência. Isto é, será especialmente um meio para uma finalidade. Os fins justificam os meios para a maior parte dos animais não-humanos... e humanos. 

Como eu já falei antes, pra muitos criativos especialmente os mais sábios o conhecimento tende a ser entendido como a sua finalidade por si mesma, isto é, aprende-se pelo simples gosto de se aprender.

Portanto os animais tendem a analisar o mundo de modo mais separado ou hiper-concentrado, direcionado por seu instinto, sem encontrar ou mesmo buscar por uma portentosa e crescente quantidade de causas e efeitos ou inter-relações dos mais variados temas, do ''chão ao firmamento''. Percebam que o ser humano comum também tende a perceber o mundo mais ou menos desta maneira e quando tenta abstratizar um pouco mais, a sua percepção muitas vezes terminará generalizando, isto é, ao tentar encontrar causas e efeitos, caíra na velha falácia "causalidade = correlação", uma extensão percepção para uma pluralidade de perspectivas/temas que a maioria das outras formas de vida não são capazes de fixar atenção de longo prazo.

A expansão da precisão simples de modo correto que tem natureza acumulativa se consiste na evolução da percepção geralmente dissociada ou separada da realidade, a vendo cada vez mais como ela é, apenas do jeito como ela é. As abstrações são os padrões ou expressões de funcionamento dos organismos, da realidade por si mesma. Por exemplo. Ao vermos um balão colorido no céu estamos capturando a sua existência concreta. A abstração começa pela curiosidade quase que irresistível ou ao menos pela capacidade de se entender que, para cada comportamento há um mecanismo subjacente e possivelmente escondido ou sistema de padrões invariavelmente repetitivos, bem como também as suas expressões [das formas] ou, os seus comportamentos. A abstração é um novo mundo abstrato onde que o tempo e sua implacabilidade podem ser vencidas mesmo que por período curto porque desta maneira podemos voltar ao passado, claro que em sentido figurado, imaginar o futuro, voltar um pouco no passado recente, analisar as coisas de modo separado e depois pluri-relacionado, isto é, reintegrando-os. Enfim podemos aumentar a quantidade dos nossos olhares em relação ao mundo que vivenciamos, além de nossas fronteiras egocêntricas ou utilitárias.


Pelo instinto sabe-se mais sobre si mesmo, ainda que a um nível primário (primitivo), e pouco sobre a realidade circundante e suas múltiplas perspectivas. Sabe-se mais sobre o efeito, ou o comportamento, do que a causa de si mesmo. Sabe-se o que ''tem'' que fazer, mas não o porquê.

Por meio de uma descentralização ou redução do instinto, do EU primário, começa-se gradualmente a ampliar os horizontes perceptivos enquanto que um extremo de docilidade ou domesticação cortará as vantagens instintivas que chegam ao seu ápice de funcionalidade, ao menos ou especialmente ao nível ideacional, a partir daquilo que denominei como ''zona habitável da sabedoria'', o meio caminho entre instinto e docilidade/domesticação.

Portanto como conclusão deste texto, sem números, palavras, mas especialmente sem linguagem, compreenderemos o mundo de modo não-verbal e por aproximação, enquanto que a junção do símbolo com o ''ser'', a existência ou coisa, a partir do seu ''aprendizado'', geralmente veloz, a partir da língua ''materna'', parece funcionar como uma maneira de evidenciar por nós mesmos via ''memória verbal/ambiental'' de modo mais saliente os contrastes e similaridades que perfazem a realidade. Os símbolos abstratos inventados pelo ser humano lhe dão, a priore, maior precisão, ainda que possamos compreender intuitivamente, ''sem saber'', em relação a uma série de realidades, sem a necessidade do método científico, de necessariamente ter que provar a existência de algo.

Sem a voz interna recobrando as palavras e números memorizados desde ou especialmente a partir da primeira infância, continuaríamos entendendo o mundo no mesmo nível perceptivo em que estamos, mas sem a simbiose simbólico-mental que se consistem as palavras ''e'' os números, que no final também são palavras, símbolos-de-símbolos, novamente o velho exemplo que sempre gosto de usar, reconheceríamos as características que definem uma vaca, apenas por olhar, sentir, cheirar e gravar na memória. Pode ser possível que sem a linguagem, ''poderíamos'' ter criado outros meios, não para memorizar a associação e como consequência reconhecer certa coisa ou particularidade, mas para fixa-la e reconhece-la de outro modo. Quem sabe* Também existem as diferenças individuais de autoconsciência* Sem a cultura humana do jeito que é, como que agiríamos ou perceberíamos o mundo* O gato ou o cachorro sabe que uma vaca é de fato uma vaca* ou que,  por aproximação, podem ''apenas'' reconhece-la de maneira aproximada** (e sem muito interesse, como quando alguém tenta nos ensinar algo e conseguimos entender um pouco, mas sem ter qualquer interesse que inflame este desejo pelo aprofundamento pra esta tentativa de aprendizado/internalização factual) 

Os primatas mais próximos do ser humano sabem que uma vaca é uma vaca do jeito que nós sabemos*

Eu não acredito totalmente que sem a linguagem ''não seríamos humanos'', pois humanos nós já somos, com ou sem cultura ou linguagem.

E sem contato social humano**

Os primeiros hominídeos é muito provável que se comportavam similarmente aos outros primatas, mais primários... 

quinta-feira, 28 de julho de 2016

''Leitura da mente''

Por que, ou quando, não existe diálogo... 


A maioria pensa que tem bola de cristal pois pensa que é capaz de adivinhar pensamentos e intenções dos outros. Criou-se inclusive um termo na psicologia chamado ''leitura da mente''. Dizem que aqueles que são autistas ou que apresentam mais traços comportamentais do espectro do autismo são mais propensos a apresentarem déficits nesta capacidade que é fundamental nas relações sociais humanas. No entanto o termo em si parece muito vago pois quando observamos de maneira mais profunda as relações inter-pessoais daqueles que não apresentam qualquer desvio comportamental em direção ao espectro autista, concluímos que o único adjetivo que encontra-se difícil de se ser utilizado para defini-las é justamente aquele que é derivativo da palavra ''perfeição''. As pessoas que não são autistas apresentam muitos déficits em suas capacidades emocionais e em especial quando são relacionadas com o meio social. Só que por se consistirem na maioria e por seus déficits não olharem tão significativos, a priore, como no caso de muitos autistas ou afins, então foi estabelecido a ideia de que tal realidade pudesse não só ser tolerada mas também transformada no ''comportamento ideal'', e quando algo não vem à tona, muitos sequer o perceberão. Parece verossímil que o autista médio seja menos habilidoso em sua perspicácia não-verbal intencional, isto é, na tarefa de encontrar a intenção emocional certa das pessoas com as quais estão interagindo. Mas que este achado possa ser então reverberado para outros casos, eu já acho que se consista em uma decisão precoce. 

Eu já comentei que talvez estejamos confundindo os termos envolvidos e que quando a maioria dos especialistas em autismo ou psicólogos avulsos dizem que eles, em média, são menos empáticos, eu acho que o termo mais adequado seja o simpático. Eu já falei, verborragicamente, como era até então o meu costume, sobre as diferenças marcantes entre simpatia e empatia. A simpatia se consiste em uma espécie de empatia superficial, que mostra-se mais característica na expressão comportamental do que na ação em si, como por exemplo, sorrir ao invés de fazer algo que possa ser conclusivamente definido como ''empático'', e que pode ser facilmente traduzido como ''bondade''. Pelo que parece a maioria dos autistas não são simpáticos, porque a simpatia se consiste em uma resposta predominantemente não-verbal e emocionalmente benigna que encontra-se constante ou usual nas relações sociais dos neurotípicos. Um exemplo mundano mas muito necessário. Quando recebemos visitas em casa tendemos a recebe-las, oferecemos algo para comer ou beber, nos polimos ao máximo, nos forçando a um nível de educação que na maioria dos casos não se consiste em sua normalidade cotidiana. De maneira falsa ou sincera, nos prostramos a esboçar interesse em relação às visitas e àquilo que pretendem dizer ou conversar. Os chamados ''neurotípicos'' tendem a agir assim. Pelo que parece os autistas e afilhados, em média, ou não sabem como agir mas tentam de alguma maneira, ou não ligam pra essas regras sociais. 

Eu internalizei finalmente a metáfora de Schoppenhauer, vivenciado-a de modo não muito convidativo em meu dia a dia, porque pode-se dizer que eu seja como um ''estranho no ninho'', por ser muito diferente em comportamento e/ou motivações intrínsecas, em relação aos meus pais e irmãos. Eu sou como um estranho da rua ou conhecido distante que resolveu morar por definitivo na casa ''dessas pessoas'' e que por causa das diferenças de temperamento, comportamento e cultura neurológica tenho colhido mais atritos do que alegrias nessas relações.

Observando de perto o comportamento social de minha família eu cheguei a algumas conclusões. Primeiro, as pessoas interagem de maneira hierárquica e quanto mais dominante for o indivíduo mais ''respeitado'' ou ''temido'' ele será. E nossos pais tendem ou podem agir desta maneira, sendo mais comedidos com os seus filhos mais dominantes em personalidade e mais severos com os seus filhos menos dominantes. Em outras palavras, tal como a força da água que ao não encontrar resistência, invade certa área, o mesmo é provável que acontecerá dentro das relações humanas, a física básica explicando o comportamento em especial dos seres humanos comuns, que tendem a ser naturalmente subconscientes de suas próprias ações, tomando-as como perfeitas para cada micro-ocasião em que participam, isto é, confiando no instinto do que perguntando à razão ou ''segunda consciência'' o que acha*

Segundo, as pessoas tendem a produzir resumos grosseiros em relação ao conhecimento que constroem sobre si mesmas (intrapessoal) e sobre os demais (interpessoal), mesmo quando for  sobre os próprios filhos ou pais. Como resultado diálogos racionais não costumam ser lugar-comum provavelmente na maioria dos lares humanos.

Terceiro que as pessoas tendem por lógica intuitiva a se sentirem mais confortáveis, naturais e sociáveis quando estão perto de seus semelhantes em comportamento, motivações intrínsecas e personalidade. Deve ser por isso que nossos amigos tendem a ser geneticamente semelhantes a nós, como tem sido mostrado em alguns estudos recentes. E este achado pode nos ajudar também a entender um pouco sobre a relação quase sempre complicada entre autistas e afins em relação aos neurotípicos.


O autista ou similar é sempre o culpado...


Também pode ser comum dentro das famílias, como tem sido comum na minha, que o perpetrador de algum conflito, geralmente, seja desprezado pelas autoridades familiares, isto é, os pais, em relação à vítima que por sua vez se torna a culpada. 

O seu irmão implica, você reage e leva a culpa, injustamente. 

Tal como acontece em macro-conflitos sociais recentes em que os perpetradores, na maioria das vezes de criminosos ou de culpados principais pela situação, são tidos como vítimas enquanto que aqueles que na verdade são as verdadeiras vítimas, são culpabilizados. 

Neste caso, o autista ao vivenciar uma realidade de constante e extremo criticismo em relação a cada particularidade do seu comportamento, e muitas vezes, constituído por uma hiper-sensibilidade quanto à críticas, caminhará para se tornar mais e mais fechado dentro do seu mundo interior rico, reação que talvez a maioria dos seres humanos desenvolvessem se fossem colocados na mesma situação. No entanto a maioria dos seres humanos são neurotípicos, portanto, as chances de que sejam constantemente hostilizados ou criticados na mesma intensidade com que muitos se não a maioria dos outliers costumam ser, serão bem menores. O contrário é o mais comum, pois a maioria dos neurotípicos tenderão a se refugiar dentro do ''sombreiro da normalidade'', emulando ou mesmo acusando os outros de ser ou de pensar de modo divergente.

A capacidade de ler nas entrelinhas as intenções alheias existe mas é muito superficial para a maioria. Pelo que parece o autista médio e similares tende a sobrepor o seu mundo interior evidenciado por sua ''cultura neurológica'' (motivações intrínsecas, gostos pessoais, tipo de rotina, etc) sobre as regras sociais subjetivas de etiqueta enquanto que o neurotípico médio é ou se torna facilmente capaz de camuflar a sua personalidade em relação a essas regras emulando-as dentro de um limite amplo de ''aceitabilidade''. 

Talvez a principal razão para a falta de adaptação social de autistas e similares seja justamente por serem tão honestos e sinceros enquanto que as sociedades em que vivem predominam mentiras ou conclusões precipitadas tomadas enquanto verdades absolutas. 


Autistas e similares são elementos sociais diretos


A ''subjetividade'' que praticamente caracteriza as relações sociais neurotípicas bem que poderia ser substituída pela palavra ''falsidade''.  Eu também gosto do termo ''confusão''. Autistas e similares tendem a ser diretos nas relações sociais e deste modo podem ser também mais profundos nas mesmas, da mesma maneira que costumam ser em relação aos seus interesses de maior estima.

O típico jogo social humano é como um jogo de xadrez, de estratégia, de blefe, de flertes, de manipulação psicológica...

O jogo social de tipos mais virtuosos, como uma proporção possivelmente alta de autistas e similares, se consiste na objetividade em que fins raramente justificarão os meios, pois a finalidade e os meios para se chegar a ela serão progressivamente coerentes ou honestos que em outras palavras poderá ser entendido como ''meios e finalidades são os mesmos''. 

Portanto as pessoas neurotípicas, em média, conhecem mal a si mesmas, mal as outras pessoas e como resultado as suas ''leituras da mente'' serão artificiais e muitas vezes relacionadas com o acato das convenções sociais do que de respeitar e buscar um melhor entendimento de si mesmas assim como também das outras pessoas, que eu já comentei longinquamente, sobre as diferenças entre empatia parcial e empatia total.

O modus operandi social neurotípico aparece como o ideal mas tudo indica que está anos-luz longe desta realidade. Norma não é ideal, é norma e nada mais.


domingo, 3 de abril de 2016

Inteligência cognitiva, memorização e replicação velho-intuitiva, em ordem: cinestésico-corporal, espacial, verbal, matemático. O diferencial é o meta-raciocínio ou a base para o pensamento abstrato ou inteligência intelectual (ainda uma manifestação corporal, só que se repete em busca de uma melhor compreensão). E esta dinâmica entre o mecânico e a reflexão.



A linearidade cronológica da evolução cognitiva e portanto da novidade cognitiva (o aparecimento de novos tipos de inteligência ou especificidades entre os seres humanos), a partir da lógica intuitiva, parece colocar as habilidades corporal-cinestésicas como as mais velhas e universais de todos os tipos propostos e lógicos de inteligências/percepções específicas da espécie humana (mas também de todas as outras).

A partir de uma linha evolutiva crescente em relação à (auto)consciência, nós começamos com a primeira de todas elas que é justamente a consciência corporal. Ou seja, o reconhecimento intuitivo ou natural do próprio corpo (clausura natural), os seus limites, as suas características e o uso apropriado delas, de acordo com as especialidades de cada espécie. Qualquer forma de vida deve apresentar este tipo de consciência. A necessidade de movimento (desde a planta até ao beija flor), manutenção, replicação e transformação de si mesmo, está profundamente enraizado para as espécies que estão destituídas de pensamento complexo, ainda que também se possa pensar se a seleção natural que costuma ser intensa e extrema nesses grupos não possa ter eliminado esta possível diversidade de (auto)consciência vital.

A partir da consciência corporal, como eu já comentei algumas vezes em outros textos, nós vamos ter o começo da expansão deste atributo essencial, em que cada espécie resplandecerá por sua vez todas as etapas de evolução até agora, desde as vidas mais simples e com mecanismos de auto-reconhecimento mais simples até à espécie humana, a mais complexa de todas.

A proposta deste texto no entanto não é a de repensar sobre esta linha evolutiva ainda que seja muito importante para prestar suporte a mais um dos meus devaneios, mas pensar se as nossas capacidades cognitivas, isto é, de memorização e replicação técnico-mecânica, que incluem os atributos verbais, matemáticos, geométrico-espaciais, não poderiam ser realocadas para dentro de um espectro mais amplo da inteligência cinestésica, transformando-as também em expressões corporais, ecos dos atributos cognitivos de natureza mais física, no caso, da inteligência cinestésico-corporal. 

Tudo se origina do físico, quando estamos falando de inteligência humana. O pensar é mais físico do que o repensar. A meta-cognição é o suprassumo diferenciador e qualificador da/para a/ espécie humana.

E a partir desta nova abordagem interpretativa nós poderíamos endereçar ao papel da inteligência intelectual ou raciocínio, para o posto de novidade ou singularidade humana, justamente a metade complementar do cognitivo/mecânico/técnico, o repensar reflexivo ou intelectual.

Portanto, nós temos o raciocínio puramente cognitivo OU reflexo predominantemente subconsciente e o raciocínio intelectual ou puramente reflexivo. O primeiro denota ''preguiça'' ou menor inclinação intensiva para o repensar pois toma como verdade de maneira precipitada e incorreta os próprios preconceitos cognitivos sem ao menos checar se estão certos (porque nem todo preconceito cognitivo que estará errado).


Hipótese (sempre amadora): a natureza balanceada ou andrógena do cérebro criativo. E a continuação do debate sobre a suposta maior intuição da mulher



Foco de homem, emoção e intuição de mulher.


A criatividade, como eu já comentei, apresenta um processo que começa fundamental ou predominantemente intuitivo e termina predominantemente lógico-a-racional. Isto é, primeiro é necessário ter ideias criativas, depois é necessário usar a lógica e trabalhá-las. Este é o toque de gênio que diferencia ideias boas mas soltas ou mal trabalhadas com ideias/argumentos de qualidade. A lógica também funciona para peneirar excessos ou faltas e para direcionar o andamento desta construção ideacional. Primeiro, é necessário pensar ''como mulher'', depois, é importante ''agir como um homem'', grosseira e generalizadamente falando.

Portanto, é necessário a emoção (motivação) e a intuição mais desenvolvidas, como acontece com a típica mulher (feminina, como diria a Chilindrina) e a maior disposição para o foco ou especialização, mais desenvolvido no homem neurotípico (e hiper-desenvolvido entre autistas, para coisas, e anti-sociais, para seres coisificados) 

A imagem que ilustra este texto e que eu já usei em um texto anterior, parece perfeita para mostrar como que o cérebro criativo se caracterizaria a partir deste ponto de observação comparativa que foi proposto pelo desenho. O típico criativo teria um cérebro mais balanceado, mais simétrico e portanto com fraca ou menor lateralização, como acontece com o cérebro ''tipicamente'' feminino  (e com os cérebros que expressam transtornos comportamentais e/ou de operacionalidade). No entanto, ele também apresentaria uma tendência para o foco, o típico padrão masculino, mais assimétrico, concentrado, especializado. Até poderíamos pensar na expressão criativa como um produto integrado dos dois modelos de cérebro. Cérebros mais balanceados, a priore, teriam um pouco das vantagens e desvantagens de ambos os modelos mais específicos, ou seja, seriam mais andrógenos.

Recentemente, um estudo realizado em vários países (ou que compilou estudos realizados em vários países) encontrou que as mulheres são bem mais propensas a serem religiosas do que os homens que por sua vez estão mais representados entre aqueles que declararam não ter qualquer religião. O padrão autismo-personalidade anti-social= ateísmo/lógica= masculino e esquizofrenia/distúrbios de humor/psicoses= religião/intuição= feminino, estão fazendo muito sentido aqui!!

Também é interessante pensar se a maioria das mulheres que se definem como ''não-religiosas'', ateias ou agnósticas, não possam na verdade abraçar subconscientemente teísmos e especialmente as ideologias, a ''evolução'' da ''religião'' e que um dos fatores-chave para este comportamento seja exatamente a natureza neurobiológica de seus cérebros, em média.

Em outras palavras, as mulheres que são verdadeiramente ateias ou agnósticas deve ser raríssimas, bem mais que os homens de igual natureza.



As mulheres são mais intuitivas***



Graças ao meu amigo Mister X, eu consigo entender melhor esta máxima e até concordar parcialmente com ela. Sim, as mulheres estão mais naturalmente engajadas no pensamento intuitivo. Mas, este fato torna prolífica a probabilidade de cometerem muito mais erros lógicos do que os homens, porque elas tenderão a confiar mais na intuição do que na lógica (e posteriormente, racionalidade). A intuição sem foco tende a resultar em problemas de lógica e posterior racionalidade. Não está totalmente errada, mas também não está alguns anos-luz de um produto completo do pensamento racional/sábio. E a intuição feminina parece se dar, de acordo com os meus conhecimentos extremamente rasos em neurociência, justamente por causa desta maior interação entre os dois hemisférios cerebrais, e também por causa do maior acesso ao hemisfério direito onde algumas características tipicamente femininas repousam como a emoção e os padrões de funcionamento são mais randômicos.



terça-feira, 15 de março de 2016

Um hipótese: assimetria intelecto-cultural para explicar os esquerdistas e simetria proto-primitiva para os direitistas



Os direitistas aparentam maior ou melhor simetria entre as suas crenças e as suas capacidade médias (coletivas) de entendê-las sob um prisma lógico-dedutivo.

Os esquerdistas aparentam grande assimetria entre as suas crenças e as suas capacidades para entendê-las logicamente...



... porque o sistema de crenças (fatos e factoides embaralhados) dos ''direitistas'' é muito mais primitivamente realista enquanto que a base do esquerdismo é a ideologia, ou seja, já se sustenta numa ''inaturalidade'', por exemplo, negando as diferenças, que são essenciais para que possamos entender a realidade. 

Muitos esquerdistas apresentam algum recurso intelectual para ler poesias e teses filosóficas e políticas, mas que não são será suficiente para que possam:

- entendê-los totalmente

e

- melhorá-los, isto é, via lógica intuitiva, aprimorar as suas próprias crenças.

Os esquerdistas são atraídos para um mundo que eles mesmos não conseguem entender e que é evolutivamente superior ao mundo tipicamente conservador, no sentido de promover cooperação e melhoramento em conjunto ao invés da competição.

à superfície, eles estão mais do que certos e especialmente se comparados aos seus ''algozes'. 

No entanto, eles não são capazes, em média, de entender plenamente o que seguem.

Eles são atraídos para as múltiplas perspectivas, em que ambiguidades se tornam lógicas, o desdobramento da percepção humana, do imediato para o abstrato. Mas não tem recursos intelectuais para continuar neste caminho e terminam portanto, como eu já falei em outro texto, morrendo no meio do lago, sem chegar em terra firme/segurança/conhecimento. Entre o binarismo e as múltiplas perspectivas, vive a ambiguidade, subjetividade e/ou niilismo.

Os direitistas seguem obviedades salpicadas por bobagens pseudo-metafísicas (leia-se= ''religiões'') enquanto que os esquerdistas seguem saltos filosóficos, algumas vezes muito interessantes e provavelmente corretos, e outras vezes que serão apenas interessantes.

O ideal seria que os sábios tomassem a dianteira daquilo que o esquerdismo prega em sua superfície dando-lhe os melhores julgamentos, fazendo uma limpeza ideológica.

No entanto, tal realidade parece improvável de acontecer mesmo em um futuro distante. 

terça-feira, 1 de março de 2016

Vantagem heterozigota: Argumentador nato e o mentiroso patológico??




Os mentirosos patológicos tendem a ser rápidos para elaborar contra-respostas ou argumentos convincentes, complexos e possivelmente corretos. No entanto o mentiroso patológico ou compulsivo se perde completamente (ou não) quando o assunto é sobre a SUA realidade. O seu grande talento de convencimento via agilidade verbal/semântica e inteligência ''emocional' não será acompanhado por uma necessidade de se ser sábio ou harmoniosamente realista.  


A capacidade argumentativa de um mentiroso patológico via lógica intuitiva pode também se manifestar entre os parentes mais próximos, os que compartilharem parte destas características. Da mesma maneira que a esquizofrenia, o transtorno bipolar ou o autismo ''podem ou parecem conferir'' vantagens heterozigotas, isto é, aos parentes mais próximos dos portadores, o mesmo poderia ser pensado para a mentira patológica, principalmente por causa desta lógica do espectro ou da variação de intensidade expressiva intra-familiar.

O meu tio tem uma velocidade argumentativa ou verbal impressionante. Ele também parece estar provido de uma excelente memória verbal e tem olhos afiados para perceber perturbações nos padrões de comportamento das pessoas, algumas vezes de maneira exagerada, que extrapola o bom senso, bem típico de alguém que está na fronteira da loucura. E eu herdei indiretamente parte dessa capacidade ou dessas características. A capacidade argumentativa está intimamente relacionada com a criatividade verbal e indiretamente relacionada com senso de humor, isto é, a capacidade de elaborar rapidamente uma profusão de pensamentos verbalizados seja para ser engraçado ou para tentar convencer os outros de seus pressupostos.


A memória verbal é instrumental, e é costumeiramente acessada por aqueles que a detém em melhor eficácia, para mostrar às outras pessoas as suas próprias contradições, por exemplo, quando dizem algo e desdizem-no algum tempo depois. As pessoas com boa memória verbal são capazes de recobrar essas lembranças e mostrar aos outros os seus erros de lógica de longo prazo.

Uma boa memória verbal também está relacionada com a capacidade de mentir, uma excelente ginástica mental, visto que é muito mais difícil fazê-lo do que de dizer obviedades.

Aqueles que são muito bons para mentir também serão obviamente muito bons para argumentar, mas é claro que dependerá do potencial de cada um e portanto o nível de capacidade cognitiva tenderá a ser um fator muito importante.

Quem pode produzir mentiras muito bem construídas, será mais propenso também a entender a realidade, ao menos bem mais do que os ''sociotipos humanos'' que estão mais prendados para a execução de atividades puramente cognitivas, isto é, destituídas de personalidade e/ou influências psicológicas, a real inteligência humana, o senso de autoconsciência em constante interação com a aparelhagem cognitiva. 

Portanto, sem mais delongas, estou propondo por intermédio deste texto que os parentes de sangue mais próximos dos mentirosos patológicos, serão mais propensos a herdarem vantagens heterozigotas advindas deste compartilhamento genético de variáveis psicológicas extremas. 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Qi é o jogo mental mais completo que existe ... ainda assim um jogo mental



 Mesmo alguns jogos de sorte podem ser usados como ''testes cognitivos'', quase tudo aquilo que fazemos, pode ser mensurado, hierarquizado. Jogar buraco com o seu avô, ou pedra-papel-tesoura com os seus colegas de escola ou do bairro, ou o nobre jogo de xadrez, todos podem ser usados como ''jogos mentais'' e relacionados com nossas capacidades cognitivas a partir de uma abordagem psicométrica. Mesmo este embate entre os que louvam o deus-qi, em relação aqueles que querem vê-lo pelas costas, e até os mais sapientes, que por lógica intuitiva, lhe proverão o seu peso mais coerente. Sabem que não é nem 8 nem 80, nem pés congelados nem queimando as suas solas. Podem entender que extremismos são sempre extremismos e nunca a verdade e que isto já se consiste numa forma de amar a sabedoria, de lhe prestar cumplicidade. Os testes cognitivos são assim, uma evolução natural, quase eugênica, de todos os outros jogos mentais. Apesar de sua superioridade arrasadora, ainda continua sendo inodora ao olfato da precisão, semântica ou conceitual, que agasalha como roupa perfeita o mundo real, se justapondo, compondo músculos ou barriga por fazer, de uma quase relação causal, de cônjuge, em seu ato mais carnal, mais uno, ser o ser, espelhar perfeito, o espelho incomum onde não se vê direito onde é esquerdo, esta é a causalidade total, o transcrever aquilo que se vê, que se toca, que se espia em todos os poros. Como um teste ou jogo mental, o qi é fenomenal. Para o mundo não-ideal, isto é, de pés fincados no chão de terra úmida, o qi não é suficiente para funcionar como uma roupa perfeita, causal à realidade da inteligencia e sua diversidade intimista. Seu número é pequeno demais, sobram banhas e indecência. Se fosse um sapato, os dedos seriam esmagados por dentro ou salteariam folgados do lado de fora, querendo respirar por suas unhas-brânquias. Qi, é em sua incompetencia de não ser mais do que um jogo mental, muito mais abrangente para a sua classe, mas ainda pouco involvente, venal naquilo que muitos dizem que pode encontrar. Qi explica tudo, falam os sabichões, mas tudo explica tudo, tudo é correlativo, mas causal é pouco comum, meu amigo,. Qi não é inteligencia, apenas um jogo de sapiência, e nada mais. Pode ser parte de nossas capacidades, mas ser parte não é ser em sua totalidade. Não é bom demais pra ser verdade, porque não é. Um meio sapato é um meio sapato e não um sapato inteiro. QI pode expressar a terça parte da inteligência, mas não será o seu espelho, apenas parte dele.


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Conveniência como um possível fator para mudanças relativas de comportamento... da não-série: ''e seu eu tivesse nascido em 1900** ''



Os genes ou melhor, a arquitetura genética particular que me faz muito mais propenso à desinibição sexual e tendenciosamente desviante, nasceu comigo, quando meus pais fundiram seus respectivos materiais genéticos ''para me'' formar ou por causa de eventos epigenéticos durante ''a minha gestação'' ( ainda não é possível afirmar se herdei minha sexualidade fluida e predominantemente desviante da epigenética ou da combinação genética dos meus pais, isto é, que é de natureza diretamente biológica).

Como o próprio nome diz ''pré-disposição'', que também poderia ser denominado de 'disposição', que daria praticamente no mesmo.

Eu nasci assim, mas as circunstâncias ambientais moldaram meu destino, porque eu estou dentro de uma macro-realidade, isto é, eu não sou dono absoluto do meu futuro, na verdade nós temos relativo/pouco controle sobre ele. Somos como dominós, com vida e pulsares diferenciados, mas não podemos cavalgar como cavalos selvagens pelo ambiente, porque ambientes antropomorfizados não são como as superfícies lisas e infinitas da América do norte, mas ambientes espacialmente (socialmente) organizados. Prédios tem valores hierárquicos.

Hoje vemos um aumento, exponencial ou não, de pais de família, de meia idade, caminhando para a aposentadoria, revelando desejos sexuais desviantes por rapazes. Por muitas razões e circunstâncias, se casaram e constituíram família, suprimindo severamente ou nem tanto as suas disposições para a desinibição sexual desviante.

Eu, que sou muito mais introvertido do que a média, não funciono muito bem enquanto um competidor pelo sexo oposto. Eu sou mais ou menos como muitos jovens japoneses, chineses, que dependem de seus pais ou de algo a mais para que possam casar e ter filhos. Eu estou biologicamente disposto para ser reprodutivamente bem sucedido em uma sociedade em que valores mais conservadores predominarem. O conservadorismo funciona como um regulador do meu comportamento. Algumas vezes até penso em buscar por alguma filiação religiosa, mas todas parecem tolas demais. 

Eu tive chances e oportunidades, e quando ainda era desacordado do meu potencial, de mim mesmo, me vi na necessidade de esconder instintivamente aquilo que me envergonhava e me envergonha, não tanto quanto antes, mas que ainda se mantém invariavelmente constante em sentimento.

Eu sou mais instável que os demais, quanto mais estável, maiores serão as certezas em termos de comportamento. É mais certeiro. Eu mudo de opinião, porque a quero mais perfeita do que está.

Talvez tivesse sido este indecente em qualquer espaço e tempo. A minha essência, vulnerabilidade, fraqueza, defeito para alguns (ou para muitos), continuaria a mesma, mas talvez pudesse ter sido acalmada se tivesse me casado cedo. Em outras épocas, bem mais que 90% dos homens já eram casados até os 30 anos de idade. Hoje em dia esta estatística pode não ter mudado muito em relação ao passado, mas tudo leva a crer que sim. Agora, as mulheres podem escolher e tendem a rejeitar por tipos como eu. Não todas é claro, existe um mercado de moças que gostariam de se relacionar comigo. Se tivesse reduzido minha fobia social mais cedo, talvez já estivesse de namoro firme com uma mulher.

Meus desejos sexuais desviantes são muito latentes mas isso reverbera pouco em minha identidade de gênero, ainda que menos ''másculo'', não sou como uma libélula saltitante, pelo contrário, repudio estes tipos por achá-los demasiadamente exagerados/caricatos. Está errado, eles são o que são e não tenho que criticá-los, se não estão matando nem roubando ninguém, que não mereça, isto é, sendo mortalmente injustos, então eu deveria engolir minha acidez.

Eu poderia ter me casado com uma mulher branca e ter tido 3 filhos. Será que teria me tornado mais conservador** Será que seria contrário ao casamento ''gay''** 

E se tivesse me casado com uma mulher negra, na década de 70* (imaginando hipoteticamente que tivesse nascido nos anos 50). 

Parece que nascemos com um quase-destino, pré-programa de escolhas potenciais invariavelmente similares. Mas as circunstâncias poderão/poderiam ser variáveis em uma muito hipotética panaceia de cenários distintos. Minhas disposições comportamentais seriam as mesmas das que tenho agora se eu tivesse nascido com a mesma arquitetura genética, em qualquer outro espaço e tempo. Eu teria sido introspectivo, melancólico, neurótico, em qualquer época, no século XVI, XIX, início do XX. Mas as circunstâncias poderiam ter me direcionado para outra direção. Será que teria me tornado mais auto-consciente em qualquer um destes cenários** É certo que teria aprendido por outras percepções e meus pensamentos teriam sido escritos com pena ao invés de serem digitados. 

Conveniência como um possível fator para mudanças relativas de comportamento

Se tivesse me casado com uma mulher branca e tido 3 filhos com ela, no início do século XX, como que teriam sido  as minhas construções ideacionais/perceptivas/reativas** Nós mudamos pouco em essência, mas pode ser possível que nos cenários hipotéticos que demonstrei, nossas vivências únicas tivessem resultado na construção de sistemas pessoais de crenças (ou factologias) relativamente distintos daquele que produzimos em nossos únicos cenários reais. Meu lado para a filosofia teria despertado em qualquer espaço/tempo de vivenciação, mas minhas ideias que são fruto de eventos e combinações únicas, teriam sido outras, para se conformarem ao contexto de cada época e/ou também para extrapolá-lo, se dizem que os criativos tendem a agir desta maneira.

A conveniência é uma resposta praticamente instintiva e por primazia egoísta aos eventos que se sucedem em nossas vidas, que tem como finalidade ou justificativa, a adaptação e a sobrevivência. Mentimos pra nós mesmos, muitas vezes de maneira inconsciente, e para os outros, porque temos menor disposição para reconhecer esta falha em nossos pensamentos, tal como acontece com aquele que escreve errado e não tem consciência de seus erros, mas também porque somos em sua maioria de seres convenientes, que pensam a curto prazo, mesmo quando ''estamos'' pensando a longo prazo. Existe uma clara diferença entre esperar por gratificações mundanas como o dinheiro, como um cão que abana o rabo em espera pelo biscoito e a de pensar de maneira verdadeiramente reflexiva e isso quer significar, menos egocêntrica do que o habitual e com base na lógica intuitiva, a extrapolação ou previsão lógica da fenomenologia futura.

A conveniência se expressa quando a racionalidade ''empática'' (e redundante) ou sabedoria não está presente. Em qualquer época (hipotética) que não fosse essa, que eu estou de fato vivendo, é muito provável que desenvolveria a minha autoconsciência, por razões estatisticamente biológicas, por ser um grande outlier (e isso não é muito bom, palavra) em termos de similaridades de comportamento e cognição para com os outros, também possivelmente por causa do meu ego inflado (porém controlável), minha megalomania, o meu narcisismo, a vontade de me conhecer. Tentando ir bem fundo na memória, eu percebo que muitas das minhas características comportamentais e cognitivas já eram evidentes desde a tenra idade, por exemplo, a obsessão por interesses específicos, a criatividade, a timidez, a ambiversão, a empatia específica, etc...

Ainda assim é interessante pensar que, em um estado neurotipicamente normal, isto é, de subconsciência, tendemos a ser bastante conformistas e convenientes. Nos conformamos com a ordem imposta, mas tentamos modificá-la superficialmente para que possam se ajustar melhor às nossas necessidades ulteriores. E esta tendência parece ser comum com os tipos humanos que tendem a formarem as famosas ''massas''. Quanto mais instável for a personalidade ou constância comportamental e maior a capacidade perceptiva, mais numerosas serão as vivências únicas, produzidas por combinações bio-ambientais únicas, tal como este texto que estou escrevendo agora.

Vivemos aquilo que temos consciência ou que prestamos atenção e internalizamos/memorizamos. Eu posso estar dentro de um ônibus e ter consciência da beleza de um céu carregado de nuvens pesadas enquanto que para as outras pessoas perto de mim, isto poderá passar batido. Em um mesmo ambiente, as vivências não serão ''sempre'' as mesmas. 

Portanto como aconteceu/tem acontecido comigo em minha vida real, é muito provável que minha evolução natural para uma maior autoconsciência, um esforço natural/auto-motivado/instintivo para ME enfatizar, me tornando menos logicamente egocêntrico, teria se dado em qualquer outro cenário. A ênfase perceptiva seria a mesma ou muito similar, mas as vivências teriam sido outras. Minha motivação intrínseca não mudaria, mas mudariam os elementos de vivenciação que teriam interagido comigo. 

Eu poderia ter aprendido o valor da vida ao cair de um cavalo, em uma outra hipotética vida, enquanto que por aqui, este aprendizado se deu de outra maneira, menos cinematográfica e clichê. 

Há pouco tempo atrás, eu era muito conservador em meus pontos de vista, porque estava em uma batalha final contras as minhas disposições para desinibição sexual desviante ou lateral (;) ). Eu fui conveniente e no entanto eu aprendi. O aprendizado é como uma onda mais forte que invade a costa. A sabedoria é como uma tsunami lenta e constante que vai se expandindo sem limites.

Ou talvez nem precisemos pensar em cenários hipotéticos, se em uma vida apenas, nós já podemos perceber que mudamos pouco enquanto essência, mas relativamente nos memes culturais que defendemos. 

Não é o ambiente que nos influencia e reagimos de acordo com que se impõe, a ênfase desta interação essencial do ser e do espaço, deve ser aplicada à resposta qualitativa e quantitativa do ser, que não precisa se consistir em uma reação, se podemos agir reflexivamente sem a necessidade de reagir (e isso é aplicável a várias outras espécies, só que em níveis menores de expressão). Somos a espécie mais livre em seu potencial de comportamento independente, mas que não será infinito, longe de ser.



Os mais autoconscientes serão os peso pesados em suas respectivas capacidades individuais porém similares de responder ao ambiente de maneira sábia ''ou' astuta, ou mesmo de agir sem a necessidade impulsiva de reagir.

Alguns darão nocautes, outros se perderão dentro do labirinto proposital que se consiste a realidade alternativa e complexa das sociedades/culturas humanas e cairão estirados no chão do ringue. 

Alguns serão como marionetes da própria sorte e de outros, mais maquiavélicos, outros serão donos de si próprios, se não de seus destinos, ao menos de suas consciências. 

A conveniência é apenas uma manifestação muito característica do pensamento binário, em que o pensamento será naturalmente direcionado para a competição via egolatria.

Como conclusão deste texto ''quase''-confuso, ao extrapolarmos para cenários hipotéticos de pré-destinos bio-ambientais, percebemos que o que mais mudaria seriam as vivências por se consistirem em elementos únicos do seu espaço e tempo particular. Mas a mesma mente, ainda produziria interações perceptivas de curto e de longo prazo semelhantes em qualquer cenário, porque a ênfase perceptiva seria/será praticamente a mesma. Pessoas com características bio-essenciais, sexualidade por exemplo, estáveis, serão mais propensas, por lógica dedutiva, a serem mais previsíveis em seus pré-destinos biológicos do que aquelas que necessitam de certos ambientes e mesmo de certas vivências para que possam buscar por outros caminhos, mais improváveis porém possíveis de serem enveredados. 

As vivências são SEMPRE únicas. O que muda é a importância que damos a elas e quanto mais criativo, sábio e autoconsciente for o indivíduo, mais numerosas e valorosas serão estas vivências. A vivência é visceral para a internalização de aprendizados e parece ser óbvio de se constatar que aquele que percebe mais, também aprenderá mais.













segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Sabedoria, criatividade e probabilidades



SabedoriaCapacidade de capturar e analisar muitas probabilidades e de escolher pela melhor ou pelas melhores, de dar o julgamento mais adequado e correto primando pelo lógico (''simples'' reconhecimento de padrões) e concluindo pelo racional 
(reavaliação da lógica em busca de uma harmonização/perfeição ;)).

Parecem existir dois caminhos para uma abordagem sábia efetiva: a análise de várias probabilidades e/ou a precisão perceptiva, primando pela objetividade, isto é, dando importância àquilo que importa, as ideias-mãe, que são hierarquicamente mais influentes. O sábio, em média, pelo que parece, será extremamente preciso em suas avaliações/análises, ainda que possa ser totalmente possível vermos análises desta natureza que se iniciem com base na captura de uma grande quantidade de probabilidades. 

Criatividade: Manipular probabilidades, mesmo aquelas que estão potencialmente erradas, na finalidade de se produzir novas combinações (material, ideacional/reativa, contemplativa/artística...). A criatividade é a arte do improviso por excelência, especialmente porque tende a se dar com base na intuição subconsciente. A criatividade não tem como finalidade fundamental a harmonização mas a adaptação/resolução de problemas, que geralmente serão a curto prazo. 


Novamente a ''lógica intuitiva''... 

Descobertas espetaculares se baseiam na construção intuitiva de uma área completamente nova do conhecimento material ou ideacional/social humano. Ainda assim, se baseará na extrapolação coerente, retida de observações em relação à fenomenologia, tal como ''ainda se faz'' na ciência e como se fazia com grande frequência, nos primórdios da humanidade ''civilizada'' (compactada dentro de grandes fazendas/civilizações). 

Descobertas pontuais se baseiam na melhoria do conhecimento existente ou na construção de novas áreas, só que de menor impacto em comparação àquelas que são revolucionárias. Será o grau de originalidade funcional que delimitará os dois tipos de realização criativa, que eu determinei em um outro texto, que seriam respectivamente frutos de pensamento divergente (radical) e lateral (ponderado/construtivo).