''Prostituta'', ''mulher promíscua/bissexual'' e ''vagabunda''...
Alguma diferença**
Algumas, mas a essência é a mesma para as três.
O mesmo para a ideologia, religião e cultura, menos para o senso comum.
Ideologia, que eu já falei em outro texto, a partir da precisão semântica, se consiste fundamentalmente no estudo das ideias. No entanto no mundo do ''senso comum'', escorregadio e portanto volúvel, ela tem adquirido propriedades que não lhes são semanticamente cabíveis, como por exemplo, a de se consistir em um ''projeto de cultura/culto'' ou mesmo de ''religião''. [se é que podemos dizer ''ou mesmo''].
''Bem diferente'' da ideologia, a cultura, por sua vez, se consistiria, de acordo com o ''senso comum'', na ''manifestação corriqueira de hábitos, simbólicos/artísticos ou técnicos/diretamente úteis, de/em uma determinada população''. Ao invés de se consistir em um projeto de cultura, como a ideologia tende a ser rotineiramente entendida, a cultura já se consistiria na ''cultura em si mesma, que se transformou em hábito ou rotina macro-social e artística dentro de uma determinada sociedade''. Ideologia seria [n]o futuro e cultura seria [n]o presente.
A ''religião'', segundo a ótica do senso comum e portanto que é semanticamente incorreto, seria apenas a parte mais metafísica da cultura mas que tende a se mesclar promiscuamente com a mesma, sem falar que também se misturaria à ''filosofia'', que também tem sido semanticamente vandalizada.
No entanto, no mundo onde continuamos a catalogar as coisas a partir da lógica do mundo concreto, e em direção ao mundo abstrato, as 3 serão bem mais específicas e portanto distintas entre si.
A ideologia, que eu já comentei, é o estudo das ideias [prelúdios para a construção de certos tipos de fatos, fatos concretos-construídos ou essencialmente humanos, por exemplo tornando existente um celular ao se construí-lo ou para neo-percepções factualmente corretas, como compreender melhor o mecanismo social e a partir disso forjar soluções reciprocamente corretas]. Tal como uma geologia ou psicologia, como se a ideologia fosse uma matéria ou um domínio intelectual, só que semanticamente vago, se podemos entender mais diretamente o que geo-logia e psico-logia pretendem trabalhar, mas o mesmo não acontece quando unimos o termo ''logia'', com ''ideo'', ou ideias. Mesmo o termo ''geo-logia'' ainda parece impreciso entre o seu conceito semanticamente correto/puro e no que se ''transformou''. na sua prática, isto é, em uma parte da geografia que se limita a estudar mais especificamente a morfologia terrestre e suas propriedades e variabilidades relacionadas.
A cultura por sua vez adquire uma feição menos abrangente, como também acontece com as outras, e passa a ser caracterizada enquanto um culto a um conjunto variado de concepções artísticas e técnico-utilitárias. A simbolização artística [se não lhe parecer redundante] das atitudes e percepções humanas e com a sua base semântica na ideia de cultuar algo/alguém e geralmente a nível coletivo. A mitologia bem que poderia ser alocada pra dentro desta conversa ao se relacionar diretamente com o componente puramente simbólico da cultura, via histórias, músicas, culinária, arquitetura, etc... Interessante que na verdade é a mito-logia que faz mais sentido do que a religião como o componente metafísico/fantasia do culto ou cultura. O epicentro semântico da palavra cultura é justamente o culto, principia-se aí.
Continuando a precisar o significado das palavras que usamos, ao purificarmos o sentido do termo ''religião'' ou apenas se regredirmos à sua etimologia, veremos que o mesmo mais do que se caracterizar enquanto uma mitologia, mais se parecerá com a física moderna bem como também com a filosofia existencialista, que por sua vez se atreve a tentar expandir o conhecimento humano quanto àquilo que se encontra muito distante de nosso alcance perceptivo. O religar ao divino bem que pode ser diretamente interpretado como ''buscar pelo divino'', religando-se às origens da vida, ao menos, da vida humana. Não é atoa que toda religião tem um deus, um criador, isto é, a [suposta] origem de nossa existência, da realidade em que estamos, que somos.
Portanto, a partir da precisão semântica ou bom senso [etimológico], a ideologia será como um domínio semanticamente vago do conhecimento humano, cultura será basicamente um culto internamente diversificado de crenças/hábitos e a religião se consistirá em uma genuína conexão espiritual [apanteísta], isto é, com a hiperrealidade, via existencialismo e física moderna, que buscam desvendar as origens de tudo aquilo que existe, ou ao menos, em relação à existência humana bem como também no estabelecimento de uma simbologia/arte profunda sobre si, sobre a vida em geral, sobre a existência, tocando mais firmemente os braços de parte da filosofia. A verdadeira religião necessita da consciência estética para que possa ser coesa, potencialmente útil e de valor universal.
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domingo, 19 de junho de 2016
terça-feira, 14 de junho de 2016
Por que ''eles'' sempre ''vencem''**
Em quase todo debate você terá um grupo de pessoas escolhendo um dos lados e usando argumentos para validá-los. Em quase todo debate você não verá boa parte dessas pessoas ou grupos tentando entender os seus oponentes e mesmo que o façam será de maneira superficial e portanto com pequena possibilidade de desenvolvimento. Tal como em uma guerra de trincheiras, os dois lados avançam pouco ou nada e mesmo quando um deles estiver mais essencialmente certo do que o outro, é muito comum termos pessoas que não são predominantemente racionais nesses embates, isto é, que não são capazes de desenvolver para melhor as suas linhas de pensamento, provavelmente porque, por mais certos que possam estar, muitos deles, dificilmente serão racionalmente humildes para aceitar os seus pontos fracos, e com isso evoluir o debate em qualidade de entendimento mútuo. Então como proceder**
Eu acredito que o melhor jeito é primeiro, tomar todos os lados do debate.
Por exemplo, se você estiver discutindo com um ''marxista'', sobre a União Soviética, é bem provável que ele irá comentar sobre os efeitos sociais positivos da revolução comunista para este país. E você retrucará sobre a falta crônica de liberdade de expressão e subsequente perseguição política, a falta de competitividade e/ou o culto ao líder. Um debatedor típico tentará de todas as maneiras pintar uma imagem ainda mais monstruosa (ou o oposto) da ex URSS do que a de fato desenvolveu ao longo de toda a sua história, isto é, ainda que esteja mais correto, você cometerá o equívoco do extremismo argumentativo, basicamente:
''União Soviética [comunismo] ruim, EUA [capitalismo] bom''
A sabedoria é muito simples.
A ponderação e em especial ou fundamental, quando existir a real necessidade de se usá-la, isto é quando você tem os dois lados com pontos fortes e fracos, é sábio em aceitá-los, os pontos fortes e fracos do grupo A e também do grupo B, se em termos cognitivos, a sabedoria nada mais é do que o pensar completo, e em especial quando estivermos lidando com a análise de uma panaceia factual ocorrida, isto é, em relação ao passado. Tal como se estivéssemos olhando panorâmica e também intimamente para as realidades que os dois grupos estão parcialmente expondo.
A+B= AB
isto é sabedoria cognitiva aplicada em debates de natureza puramente analítica, isto é, a descrição dos fatos ocorridos.
Debatedores comuns compram certos pontos de vistas que melhor se encaixam com as suas personalidades e/ou motivações intrínsecas/extrínsecas e desprezam os seus pontos fracos ou que muito provavelmente poderão torná-los contraditórios em debates.
Resultado***
contradições a perder de vista.
O segundo passo é ser direto, objetivo, tal como eu já falei em outro texto de mesmo assunto.
Se o seu oponente está tentando te enfiar que multiculturalismo, vagamente falando, é uma possibilidade maravilhosa, seja bem claro, acaso estiver defendendo verbalmente os povos ''autóctones' europeus da maré de imigrantes que ameaçam as suas existências bio-singulares, aceite os pontos fortes do seu oponente, mas nunca deixe de enfatizar o ponto que muitas vezes você tentará esconder, a de que deseja, não importa ´porque razão, que as nações europeias permaneçam ''mono''culturais, ou melhor, que esta é a principal razão. Não há nada de moralmente/racionalmente errado nisso. Você não está dizendo que quer que ''pessoas negras sejam exterminadas'' ou que ''homossexuais sejam eliminados'', portanto não há nada de moralmente ultrajante e é sempre bom ser seco deste jeito, porque além de tomar conta dos pontos de vistas alheios concordando com os seus oponentes, você também estará mantendo a sua integridade argumentativa essencial. metaforicamente falando, você estará cuidando da sua capital/''ideia''-pensamento/motivação central, estará cuidando de suas fronteiras e o mais importante, compreendendo um pouco mais os pontos de vista do seu oponente, sem com isso, precisar aceitá-los. E o mais sábio ainda poderá encontrar muita lógica nos pontos de vista alheios, àquelas que causam calafrios em debatedores que precisam fazer mais ginástica mental do que os demais e que não são capazes deste tipo de estratégia.
Portanto, quando pensar em debater, aceite que
- é bem provável que o seu oponente estará mais certo que você em alguns aspectos,
- se você for debater defendendo a ''perfeição'' versus qualquer outra coisa, ok, você estará muito mais certo, mas como a maioria das ideias que debatemos são oriundas das construções humanas, sejam elas, civilizacionais, ''ideológicas''/''culturais''/''religiosas''/''filosóficas'', científicas e/ou puramente morais, e portanto são falhas por natureza, dificilmente você estará absolutamente certo sobre tudo e não ter consciência disso pode enfraquecer as suas bases argumentativas,
- se estiver defendendo ideias predominantemente equivocadas, dificilmente será realmente bem sucedido, ao menos se for um típico debatedor médio. Deve analisar a realidade sem qualquer filtro artificial, se conseguir, menos o filtro objetivamente moral/filosófico/sábio, a última fronteira entre o niilismo extremo e a moralidade, isto é, a fronteira entre você escravizar os seus filhos e não fazê-lo, pois esta é a finalidade fundamental da moralidade, mesmo das que forem de naturezas subjetivas/culturas, que por sua vez, estão predominantemente equivocadas. No entanto o nível de irracionalidade que encontra-se prevalente na humanidade parece ser mais profundo do que apenas déficit na compreensão factual, o que lhes falta mesmo é a consciência estética, a profunda compreensão da necessidade da beleza em nossas vidas, perceptualmente complexas, tanto para entender o mundo quanto para suportá-lo a partir de uma interação constante com a hiper-realidade, porque quem ''parte'' para esta perspectiva existencial, quase sempre termina depressivo e até mesmo mais tolerante com o suicídio.
Eu acredito que o melhor jeito é primeiro, tomar todos os lados do debate.
Por exemplo, se você estiver discutindo com um ''marxista'', sobre a União Soviética, é bem provável que ele irá comentar sobre os efeitos sociais positivos da revolução comunista para este país. E você retrucará sobre a falta crônica de liberdade de expressão e subsequente perseguição política, a falta de competitividade e/ou o culto ao líder. Um debatedor típico tentará de todas as maneiras pintar uma imagem ainda mais monstruosa (ou o oposto) da ex URSS do que a de fato desenvolveu ao longo de toda a sua história, isto é, ainda que esteja mais correto, você cometerá o equívoco do extremismo argumentativo, basicamente:
''União Soviética [comunismo] ruim, EUA [capitalismo] bom''
A sabedoria é muito simples.
A ponderação e em especial ou fundamental, quando existir a real necessidade de se usá-la, isto é quando você tem os dois lados com pontos fortes e fracos, é sábio em aceitá-los, os pontos fortes e fracos do grupo A e também do grupo B, se em termos cognitivos, a sabedoria nada mais é do que o pensar completo, e em especial quando estivermos lidando com a análise de uma panaceia factual ocorrida, isto é, em relação ao passado. Tal como se estivéssemos olhando panorâmica e também intimamente para as realidades que os dois grupos estão parcialmente expondo.
A+B= AB
isto é sabedoria cognitiva aplicada em debates de natureza puramente analítica, isto é, a descrição dos fatos ocorridos.
Debatedores comuns compram certos pontos de vistas que melhor se encaixam com as suas personalidades e/ou motivações intrínsecas/extrínsecas e desprezam os seus pontos fracos ou que muito provavelmente poderão torná-los contraditórios em debates.
Resultado***
contradições a perder de vista.
O segundo passo é ser direto, objetivo, tal como eu já falei em outro texto de mesmo assunto.
Se o seu oponente está tentando te enfiar que multiculturalismo, vagamente falando, é uma possibilidade maravilhosa, seja bem claro, acaso estiver defendendo verbalmente os povos ''autóctones' europeus da maré de imigrantes que ameaçam as suas existências bio-singulares, aceite os pontos fortes do seu oponente, mas nunca deixe de enfatizar o ponto que muitas vezes você tentará esconder, a de que deseja, não importa ´porque razão, que as nações europeias permaneçam ''mono''culturais, ou melhor, que esta é a principal razão. Não há nada de moralmente/racionalmente errado nisso. Você não está dizendo que quer que ''pessoas negras sejam exterminadas'' ou que ''homossexuais sejam eliminados'', portanto não há nada de moralmente ultrajante e é sempre bom ser seco deste jeito, porque além de tomar conta dos pontos de vistas alheios concordando com os seus oponentes, você também estará mantendo a sua integridade argumentativa essencial. metaforicamente falando, você estará cuidando da sua capital/''ideia''-pensamento/motivação central, estará cuidando de suas fronteiras e o mais importante, compreendendo um pouco mais os pontos de vista do seu oponente, sem com isso, precisar aceitá-los. E o mais sábio ainda poderá encontrar muita lógica nos pontos de vista alheios, àquelas que causam calafrios em debatedores que precisam fazer mais ginástica mental do que os demais e que não são capazes deste tipo de estratégia.
Portanto, quando pensar em debater, aceite que
- é bem provável que o seu oponente estará mais certo que você em alguns aspectos,
- se você for debater defendendo a ''perfeição'' versus qualquer outra coisa, ok, você estará muito mais certo, mas como a maioria das ideias que debatemos são oriundas das construções humanas, sejam elas, civilizacionais, ''ideológicas''/''culturais''/''religiosas''/''filosóficas'', científicas e/ou puramente morais, e portanto são falhas por natureza, dificilmente você estará absolutamente certo sobre tudo e não ter consciência disso pode enfraquecer as suas bases argumentativas,
- se estiver defendendo ideias predominantemente equivocadas, dificilmente será realmente bem sucedido, ao menos se for um típico debatedor médio. Deve analisar a realidade sem qualquer filtro artificial, se conseguir, menos o filtro objetivamente moral/filosófico/sábio, a última fronteira entre o niilismo extremo e a moralidade, isto é, a fronteira entre você escravizar os seus filhos e não fazê-lo, pois esta é a finalidade fundamental da moralidade, mesmo das que forem de naturezas subjetivas/culturas, que por sua vez, estão predominantemente equivocadas. No entanto o nível de irracionalidade que encontra-se prevalente na humanidade parece ser mais profundo do que apenas déficit na compreensão factual, o que lhes falta mesmo é a consciência estética, a profunda compreensão da necessidade da beleza em nossas vidas, perceptualmente complexas, tanto para entender o mundo quanto para suportá-lo a partir de uma interação constante com a hiper-realidade, porque quem ''parte'' para esta perspectiva existencial, quase sempre termina depressivo e até mesmo mais tolerante com o suicídio.
terça-feira, 19 de abril de 2016
Eu falo pela alma, pelo corpo todo, porque falo pela e para a verdade...

A verdadeira sabedoria é principalmente pela emoção,
em seus momentos de confrontos,
se transbordará em sentimentos que foram retidos de colheitas perfeitas de pensamentos e de ideias,
falar pela verdade, causa comoção,
por ser tão imprescindível e ao mesmo tempo tão desprezada pelos seres humanos,
mentimos por osmose,
mentir se tornou a norma,
a exceção é ser verdadeiro,
e se for vívido, espontâneo, então entrará para a listra negra das desordens da mente,
mas se reage de acordo com as condições atmosféricas, se constrói fenótipos que refletem a realidade de fora do corpo, então será mais provável de ser bem mais são, do que a maioria daqueles que preferem uma falsa serenidade, com cheiro de conformidade, esperando por promessas vãs, se agarrando em esperanças luxuriosas, hipócritas e fantasiosas, desprezando a vida no agora, acreditando em uma igualdade de sultões ou de anjos por especulações infantis,
Levado pelo caminho da luz, em seu transe por estar conectado com a hiper-realidade,
De SER verdade, mas também de precisar mentir para ser mais humano, aquele que é condizente com as próprias falhas,
Nenhuma outra forma de vida é assim, porque elas não tem tempo para errar, pois se erram, morrem precocemente, e abrem espaço para os outros, que melhores, saberão manter a sua particular forma de respirar, de transpirar, ao longo deste espaço e tempo cavernosos, nesta estufa que nos mantém pequenos e aquosos, à espreita preguiçosa por um descortinar espontâneo e mágico de certezas absolutas...
Quando o sábio argumenta, defende o seu ponto de vista, sabendo que está defendendo a si mesmo, tudo aquilo que sabe que é verdadeiro, que tem formas e efeitos coesos, como o agente da harmonia, da verdade, ele se projeta inteiro em duelos ou em guerras de transcendências, o faz de coração, sem segundas intenções, a não ser aquelas que ficam bem claras logo em suas primeiras palavras, e a principal será a honestidade da sabedoria.
Eu falo sem máscaras, ainda que possa precisar usá-las, mas mesmo com personas afiadas, ainda dentro de um blefe, soprarei verdades condensadas por essas mentiras, se meus olhos estão sempre direcionados para a luz da sabedoria, por este sol, que quero envolto sobre nuvens, morno e arredio de se mostra-se por inteiro, quero como a uma tarde calma e de clima perfeito. E desta calma alegria, expressar com qualquer forma de ousadia, a verdade, pequena e doce que tenho nas mãos, deste tocar à superfícies de concreto, de começar por este pensar, de aprender que o abstrato é apenas um eco destas pedras, deste solo a esquentar nossas solas, eu falo pela alma, como a uma criança e a sua sinceridade, algumas vezes vil, despreocupada e maldosa, mas com ânimo de consertá-la e se possível aprender a lição.
O meu reflexo por inteiro,
um ser bufante em sua expressão,
excêntrico e em auto-falantes,
aprendeu a falar com a alma primeiro,
depois aprendeu a conter os nervos,
e tornou-se por fim um vespeiro,
farpas, elogios, tentativas,
para entender arrepios ou as próprias emoções,
virei-me contra o meu Deus,
tornei-me a si,
o comi,
autofágico, fálico e falho,
tomei o controle que antes...
ventos uivantes levavam pelo ar como folhas fracas,
minha densidade pousou em solo fértil,
e agora me aguento neste vendaval de sim's,
nesta teimosia de continuar a ser tolo,
de me segurar para não avermelhar leitoso de sangue,
como mais um sacrifício sem sentido,
destas bestas, destes seres perturbantes,
e que ironia,
quem sou eu para apontar,
eu sei quem eu sou,
e talvez isso baste,
o bastante para que não seja mais um imundo,
estes escravos da ignorância,
estas crianças malvadas,
estes adultos frios e calculistas,
estes jovens vagabundos,
tudo errado,
tudo sempre errado,
mesmo lógico e pragmático,
mesmo os prédios do progresso,
mesmo aquele terno aprumado,
ou as roupas, de um destino manifesto,
eu confesso,
deturparam o divino,
tornaram-no parte deste hino,
de sangue e de lucro,
de matéria comendo o sentir,
papeis valem mais do que vidas,
vida inteligente,
ainda existe* onde estás* tu resistes*
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quinta-feira, 7 de abril de 2016
A poesia é a verdadeira religião
Re-ligar ao divino,
com palavras lindas,
versos que brotaram direto d'alma,
voltar ao útero da mãe,
regredir ainda mais,
repensar e explodir em beleza,
ou, geralmente numa bela tristeza,
a sina e o esplendor de ser humano,
de viver e de ter consciência,
desta uma eterna partida,
se espantar com o seu simples respirar,
donde tudo deveria regressar,
como a uma viagem de auto-descobrires,
de malas, roupas comuns,
subindo ao ônibus, um boné,
a serena certeza que uma pequena cidade o aguarda,
se prepara com o perfume de suas flores,
o cheiro do asfalto velho,
do orvalho molhado,
o suor de suas ruazinhas, de sua simplicidade,
voltar a ser concepção,
o pulsar de uma vida recém-criada,
voltar a ser poesia,
quem olha e sente, sem calcular sequer o presente,
a verdadeira religião,
não é um culto, ou arrepios por uma nação,
não é mentira, nem mesmo a mais pura moralidade,
é o compromisso consigo,
a cumplicidade profundamente introspectiva,
abraçar por dentro, com os braços de fora,
começar tudo de novo,
checar os próprios sentidos e usá-los,
cheirar, sentir, amar ou lamentar,
religar ao divino,
religar-se
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terça-feira, 22 de março de 2016
Por que a ignorância é uma bênção??
Um pouco sobre o estado hiper-consciente ou de hiper-realidade.
Ter consciência enfatizada ou constante sobre a inevitabilidade natural da:
- própria morte,
- morte de amigos, parentes e outros seres queridos,
- do misterioso universo que nos abraça com a sua colossal grandiosidade.
Em outras palavras, ter consciência ou conhecimento profundo ou internalizado sobre muitos dos desdobramentos mais inevitáveis que se manifestarão no futuro. A ansiedade ou hiper-preparação para tudo aquilo que for inevitavelmente desolador.
Os riscos de vida e o espectro de golpes de sorte, do nano ao macro risco de perigos também condensam este estado extremo de realismo como as mazelas na
- política,
- sociedade,
- doenças,
Em outras palavras, o estado imperfeito de coisas aumenta esta sensação de insegurança existencial.
- Subconsciência sobre o próprio estado vital. Se não bastasse pensar sobre a própria morte, a morte de pessoas e seres queridos, também tem que se preocupar com o próprio estado de saúde.
Por que a crença e a ignorância são tão importantes???
Porque são distrações primordiais da única espécie que é capaz de pensar plenamente sobre o tempo e o paradoxo da vida.
E por que são tão adaptativas??
Quanto maior a consciência estética ou macro-precisa (inter-correlações) menor a ignorância, maior a depressão existencial.
Este estado invariavelmente recorrente de angústia afeta com maior naturalidade uma grande proporção de sábios 'e'' melancólicos (e lembrando que sempre existe uma grande sobreposição entre os dois tipos). No entanto é importante frisar que a maioria dos sábios não irá se aventurar mais adentro deste poço sem fundo chamado hiper-realidade porque aqueles que o fazem tendem a caminhar inexoravelmente para um estado de depressão e que se consiste em um prelúdio para o suicídio. Pelo fato de não conhecermos o valor essencial da vida, a verdadeira e primordial razão para vivermos (se existe), há portanto que se constatar que repousa no ato de suicídio uma grande sabedoria estoicamente histriônica porque mediante esta dúvida existencial não há qualquer argumento lógico que consiga refuta-lo, apenas a emoção e o instinto em conluio com a lógica que pode nos manter conectados à única realidade de que temos conhecimento, isto é, a nossa realidade.
Pensar no passado de maneira doce e apegada nos leva aos campos nostálgicos da melancolia, e o mesmo acontece só que de maneira misteriosa e mais complicada quando nos tornamos conscientes quanto a tudo aquilo que virá e que inevitavelmente nos causará grande desconforto/desgosto para com a própria vida.
sexta-feira, 4 de março de 2016
Conformidade não é estupidez em termos evolutivos e a continuação dos 3 tipos fundamentais de inteligência

A universidade ''nos faz mais burros'' *** Ou é ela que seleciona certos sociotipos humanos em detrimento de outros**
Menos de observadores, mais de trabalhadores...
E o conflito transcendental entre evolução (percepção progressivamente expandida e geneticamente compartilhada) e 'adaptação'' (conformidade e manutenção do status quo evolutivo)
Os trabalhadores nascem predestinados para atenderem ao chamado de suas formas, bio-variáveis ou arquiteturas cognitivas específicas, assim como acontece com os outros sociotipos. Eles são melhores, em média, para memorizar informações não-pessoais e de utilizá-las em suas especificidades enquanto mantenedores sociais. Um sociotipo trabalhador que tiver aptidão para a memorização de informações de natureza verbal, será mais propenso a se ''especializar' em alguns dos departamentos acadêmicos das ciências humanas. O trabalhador é um ser paradoxal porque ao mesmo tempo em que tende a dissociar o pessoal com o profissional, a sua psicologia e portanto, a sua ''filosofia específica'' ou transcendência, encontrar-se-á substancialmente relacionada com a sua função social. Ele não nutre uma paixão interna, introspectiva, em relação às funções que lhes são mais cognitivamente íntimas, mas o seu trabalho será um critério central de como que entende, que percebe o mundo.
Os gênios podem ser de trabalhadores (geralmente de cientistas altamente talentosos), de manipuladores (geralmente de políticos ou líderes sociais) e de observadores (filósofos e líderes sociais genuinamente empáticos), assim como também serão obviamente propensos a se expressarem a partir de combinações de um dos 3 sociotipos propostos.
As universidades estão desproporcionalmente abarrotadas de sociotipos trabalhadores, não apenas porque tem preferência por este tipo, mas também porque em todas as sociedades humanas escasseiam uma grande proporção de manipuladores e de observadores, e especialmente aqueles que forem muito talentosos.
A função do trabalhador não é apenas a de memorizar informações não-pessoais e replicá-las em escalas geralmente pequenas de impacto (e que farão toda a diferença em larga escala ou a nível coletivo), mas também a de socializar as diretrizes culturais por meio da conformidade, isto é, quem é bom apenas ou especialmente para memorizar, geralmente, não será bom nem para manipular nem para observar. Se não pode entender profundamente a realidade então será fortemente propenso a ser ou a se tornar um consumidor de transcendências, especialmente aquelas que melhor se adequarem às suas carapaças existenciais. O consumidor é dependente do criador. A relação de dependência é assimétrica porque o criador, ao produzir os produtos de consumo, se tornará mais dominante e imprescindível para alimentar aquele que lhe for mais dependente.
Portanto não é paradoxal termos uma gorda fração de estudantes e professores universitários, portadores ''de'' ''altos qi's'', comprando toda a sorte de bobagens ideológicas, de todo o espectro político, porque afinal de contas, a maioria deles não serão de observadores ou de manipuladores, ainda que tais características coexistam em todos nós, com o diferencial da proporção individual de cada uma delas. Aqueles que correspondem reciprocamente às diretrizes e tarefas que são produzidas pelo sistema educacional (hierárquico) serão em sua maioria de trabalhadores de alto funcionamento.
A relativa redenção da conformidade
Para maioria dos sociotipos de observadores e de manipuladores, a conformidade se consiste em uma clara fraqueza de caráter que encontra-se perene/aderente às massas de trabalhadores. Apesar de estarem consistentemente corretos sobre esta máxima, há de se buscar também pelo valor evolutivo de certas atitudes que são menos nobres e intelectualmente corretas. E uma delas é justamente a conformidade.
Em termos evolutivos gerais, isto é, não apenas em termos biologicamente evolutivos, mas também em termos culturais, transcendentais, a conformidade encontrar-se-á nos últimos degraus da decência e inteligência humanas. No entanto, esta é uma constatação advinda de uma perspectiva especial, isto é, de observadores, mas também de manipuladores astutos, que diga-se de passagem, tendem a comungar astutamente os dois extremos de perspectivas, do observador e do trabalhador e se aproveitarem das fraquezas dos seus ''subalternos naturais''. Se nos colocarmos nas perspectivas existenciais e perceptivas dos trabalhadores, nós perceberemos que se conformar, muitas vezes, será muito mais vantajoso e especificamente inteligente do que fazer o exato oposto. A conformidade aumenta as chances de sucesso reprodutivo, enquanto que a inconformidade reduz o ciclo social de amizades e também de possíveis relacionamentos com potencial para a fertilidade. Quem está a favor da maré, mesmo se for baseada em uma cultura suicida ou auto-destrutiva, ainda assim, colherá muitas vantagens das mais diversas ordens. A partir deste pensamento que eu volto à minha constatação sobre o valor da reprodução e da sobrevivência. O ser humano, acima de qualquer outra razão, está fundamentalmente favorável à manutenção da própria vida, com ou sem descendência. Portanto, independente de uma cultura proporcionar vantagens reprodutivas ou não, o que mais importa para o ser humano é a sua sobrevivência. E a conformidade é uma ''escolha' muito inteligente ainda que a maioria o faça com base em raquítico talento perceptivo ou ''ignorância''.
Ser uma prostituta do sistema tem muitas vantagens.
O conflito transcendental entre a evolução e a adaptação
Todos os visionários da espécie humana e especialmente aqueles que forem constituídos de um temperamento mais filosófico ou uber-holístico, muitas vezes, nos mostrarão com maior ou menor qualidade, o caminho evolutivo que deve ou que pode ser tomado, com a finalidade de melhorar os nossos estilos de vida. Eles estão sempre pensando no amanhã, no futuro, porque o vivenciam dentro de si mesmos. O observador está provido de uma grande resistência psicológica interna e é pouco propenso a se tornar distraído em relação à sua transcendência, enquanto um engenheiro de novas percepções e de vivências. O trabalhador, por outro lado, é justamente aquele que se encontrará mais distraído ou disperso em relação à hiper-realidade, àquilo que realmente importa, por causa de sua constituição naturalmente amalgamada, simples, objetivam porém rasa e evolutivamente eficiente. Metaforicamente falando é como se os tipos ''mais especiais' da espécie humana fossem justamente como os seres vivos altamente complexos enquanto que os sociotipos de trabalhadores seriam como as formas de vida mais simples, e portanto, que são mais fáceis de se auto-replicarem mas também de serem dominadas.
Portanto, nós temos dois tipos diametralmente opostos entre si que são a seus modos, fundamentais para a manutenção e evolução das sociedades humanas e que graças aos manipuladores, encontram-se decididamente atomizados um em relação ao outro e especialmente o trabalhador em relação ao observador.
A evolução quer dar novos e certeiros passos enquanto que a adaptação quer sempre se manter, se conformar, prefere a segurança da mediocridade do que a grandeza de um amanhã mais correto. Dar passos muito longos pode trazer consequências muito negativas. Mas se manter no mesmo lugar, também será muito negativo. Esta caminhada é sempre complicada e ainda mais quando estamos a falar da humanidade.
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terça-feira, 1 de março de 2016
Eu ''tenho'' síndrome de asperger** Um questionário curto, objetivo e abrangente
Retirei deste texto um questionário curto, objetivo e abrangente que me pareceu perfeito pra ser usado com alguma fiabilidade para mensurar graus de ''aspergerismo'' em tempo recorde.
Como eu já imaginava, eu pareço ter um predomínio de características positivas da condição'' ou ''do'' espectro... e/ou que são predominantes nos mesmos, e uma relativa falta de prejuízos tipicamente relacionados.
Este questionário pontua com relativamente grande objetividade as forças e as fraquezas da Síndrome de Asperger e por meio desta abordagem holisticamente prática, me pareceu mais fácil de se analisar o quão predominante são as características atreladas a esta sub-condição em minha pessoa. Vamos a eles
Forças
- Alto qi (ou ''maior cognição geral'')
Eu respondi que é muito provável de ter uma cognição geral, média (para padrões britânicos ou gerais) a acima da média, de 97 a até 115 em ''inteligencia geral'' ''e ou' performance. Não acredito que consiga pontuar mais alto do que este teto máximo que estabeleci pra minha cognição ou capacidades cognitivas. A ideia de ''alto qi'' neste contexto parece se diferir em relação a um contexto neurotípico, se uma importante parcela da população autista pontuará abaixo da média-greenwich. Como resultado, a resposta para esta característica positiva da condição será nem um enfático sim e nem um enfático não.
- Atenção aos detalhes
Tenho notado que sou muito bom na apreensão de detalhes, ainda que muitas vezes isto não se consista exatamente num talento excepcional, mas apenas em uma vantagem relativa em comparação a tendência de negligência por parte das pessoas que são bem mais neuro-típicas em relação a muitos aspectos da vida, de qualquer nível perceptivo, que parecem irrelevantes ou sem importância, mas que podem e geralmente terão grandes repercussões. No entanto, com ou sem valores comparativos, ainda será uma vantagem e que está presente e atuante em mim, até porque esta capacidade parece estar intrinsecamente atrelada à criatividade, de maneira que, sem um talento para ser detalhista (holístico ou específico), é pouco provável que terá potencial para ser criativo. Portanto, para este traço eu respondi com um enfático sim.
- Alto qi verbal
Como eu tenho mostrado por meio dos meus muitos textos desde o Santoculto, eu acredito que deva pontuar alto em testes de qi verbal, talvez em torno de 120-140, que não é nada mal, nem muito excepcional. Em alguns aspectos da inteligência verbal, que não é apenas a cognição ( o seu esqueleto, sem a influencia da personalidade) eu vou muito bem, por exemplo, no pensamento verbal abstrato.
Portanto, respondi um sim.
Escusado será dizer que mais do que ''ter'' um qi alto, o que caracteriza os ''portadores' da Síndrome de Asperger no aspecto cognitivo será justamente a discrepância entre a cognição geral e a verbal. Nesta perspectiva, eu acredito que seja bastante ''aspie''.
- Memória para detalhes e fatos
A minha memória autobiográfica parece estar acima da média e se comparada com as respectivas memórias das pessoas com as quais eu tenho convivido, esta impressão se fará mais verdadeira. Se sou bom para apreender detalhes que passam desapercebidos pela maioria, então eu também devo ser bom para internalizá-los e recuperá-los quando tiver a necessidade de se usá-los. Eu posso resumir isso a ''eu me lembro de coisas que a maioria das pessoas que as vivenciaram comigo não se lembram''. Essas vivências chamaram a minha atenção por alguma razão 'pouco conhecida'', transformando-as em parte de minha pessoa enquanto uma acumulação temporal (ou nem tanto...) de percepções recorrentemente recobráveis. Por exemplo, certa vez perguntei ao meu irmão do meio se ele se lembrava de um episódio vivenciado por nós dois ocorrido durante a aula particular que frequentamos até 2006. Ele não conseguiu se lembrar até que eu o tivesse mostrado qual foi episódio relatado. Este ocorrido foi em 2004.
Portanto um sim.
- Interpretações literais
O autor do texto entendeu que a grande tendência dos autistas para o pensamento literal se consiste em uma força. Ok. Eu acredito que dependerá da gravidade desta tendência para literalidade e portanto que será mais subjetivo.
Eu sou bastante literal na minha maneira de pensar e esta é uma das razões mais fortes para aderir fenotipicamente à sabedoria, uma disposição latente em mim e que ao longo do tempo eu fui aprimorando, até chegar aos dias atuais onde que a compartilho por meio deste blogue.
No entanto, a literalidade autista parece vir acompanhada com um déficit para entender linguagem figurativa 'e ou'' metafórica (potencialmente abstrata), e neste sentido eu definitivamente não tenho qualquer grande deficiência, pelo contrário, ainda que seja complexo concluir binariamente, ser ou não ser, que eu seja bom para capturar todas as formas de linguagem figurada, até porque a minha tendencia para o pensar literal, contribui para tornar a minha compreensão em relação a este tipo de linguagem, mais metafórica, menos mecanicamente entendível, o que não é ruim, na verdade pode ser até melhor, visto que este equilíbrio entre o literal e o figurado/metafórico pode contribuir para um melhor entendimento de ambos, ao invés do desequilíbrio de se principiar muito enfaticamente em apenas um dos dois, como os autistas tendem a fazer em relação à literalidade. Em relação à capacidade de se produzir pensamentos metafóricos, de entendê-los, eu sou realmente muito bom.
No meu caso, o literal não tem que se sobrepor ao figurativo ou metafórico e de fato não o faz, fazendo-me muito bom para entender os dois, mas com a ressalva que entender melhor não é o mesmo que entender em absoluto, se quanto mais sabemos de um assunto, mais novidades aparecerão em relação ao mesmo e portanto esta acumulação nunca terá um fim, especialmente se houver a necessidade de se atualizá-la com frequência, denotando um caminho mais longo pra ser percorrido.
- Praticidade ou pensamento lógico ( correlativo com honestidade)
O terreno poroso da ''lógica'' novamente, que sem grande sofisticação objetiva, mais se parecerá com deduções pragmáticas ou frias, isto é, destituídas de todas as maneiras de se sentir a vida, do existir.
No mais, se nos testes cognitivos ''para'' o pensamento lógico, eu não costumo ir muito bem, em relação ao mundo real, não é difícil concluir de que seja muito bom, prático, objetivo e racional.
É complexo mensurá-lo porque existem muitas maneiras de se interpretar a lógica, do mundo real aos ambientes higienicamente esterilizados das faculdades de psicologia. Por exemplo, muitos autistas é provável que cairão em algum ponto em que as suas habilidades lógico-dedutivas não serão suficientemente holísticas para que possam comungar com a maioria dos meus pressupostos racionais. No entanto, há de existirem outras razões que os farão mais propensos a emular o modus operandi de ''estudantes esquerdistas e cognitiva-mente inteligentes'', ´por exemplo, o tipo de personalidade.
Em termos de praticidade eu também sou muito bom, e especialmente a partir de um plano holístico e/ou mega-estrutural.
Portanto, um sim substancialmente significativo.
Fraquezas
- Desejo por rotinas ou intolerância à mudanças
Sim e não, depende de qual mudança, se for uma mudança que for destrutiva em relação a uma acumulação construtiva de variáveis positivas eu ficarei muito chateado e intolerante. De fato eu adoro rotinas, é como se eu traçasse uma linha reta e a seguisse, todos os dias, só que com todo este meu sentir perceptivo altamente emocional que me faz equilibrar pelo meio fio, amar a vida em momentos que geralmente serão considerados como comuns pela maioria, odiar profundamente e preparar genocídios que nunca acontecerão, todo este turbilhão em um dia só, objetivo e bailante ao mesmo tempo. 24 horas é suficiente para experimentar a vida como se já não precisasse fazer mais nada depois. E como eu tenho um apreço por detalhes, por sutilezas, muitas vezes, qualquer perturbação ou ruído destas cadeias de rotinas racionalmente vantajosas para a minha pessoa, serão sentidas de maneira muito negativa. Rituais e ordem são importantes pra quem não os tem naturalmente, eu preciso da segurança para que possa viajar em minha imaginação, para ser quem eu sou, de expressar o meu fenótipo todos os dias. Isso é rotina, não é desgastante, é necessária e sua interrupção, como eu já relatei em um texto do velho blogue, causa-me grande dor.
- Déficit em pensamento holístico (imagem maior)
Não, pelo contrário. Certa vez um blogueiro classificou-me como ''um grande pensador holístico''. Ser ou abraçar o dever de um filósofo é o de ser um pensador holístico, de pensar além das mundanidades do interior social, de ver além, as causas para cada mediocridade popular, de tocar a hiper-realidade.
- Dificuldades para o raciocínio verbal abstrato
Não, pelo contrário, porque além de ser muito bom nesta tarefa eu também pareço ser ou estar muito acima da média. Eu não apenas entendo raciocínio verbal abstrato mas também sou um criador de pensamentos desta natureza. Se além de compreender, você for capaz de criar novas percepções em relação a certo aspecto cognitivo, então é muito provável de estar muito acima da média.
- Déficit para memória de rostos e nomes
Para nomes sim, para rostos/faces não, muito pelo contrário, eu sou muito bom não apenas para lembrar de rostos ou fisionomias, mas também para fazer comparações entre eles.
- Dificuldades para entender as emoções dos outros bem como também para se expressar emocionalmente
É um pouco complexo responder um seco sim ou um seco não. Em termos de inteligência emocional, eu acredito que seja muito bom, sou excelente como ouvinte, atraio as pessoas como ímã, pois elas adoram falar de suas vidas pra mim, elas confiam em mim ( não deveriam confiar cegamente assim, rsrsrs). A minha fisionomia, os padrões comportamentais, por exemplo, em relação à honestidade, que elas vão capturando subconsciente e conscientemente, pode ser um fator causal para este tipo de nano-dinâmica interpessoal (pessoa-a-pessoa).
Ao contrário do que é o costume entre os autistas, eu não tenho qualquer grande déficit neste sentido, ainda que quase sempre coloque conscientemente os meus padrões morais muito altos, de maneira invariavelmente dominante em minhas interações interpessoais ou inter-sociais (nós também nos intra-socializamos, quando tomamos conhecimento de nós mesmos, via auto-consciência estética ou de valores comparativos e intrinsecamente qualitativos)
- Dificuldade com as normas sociais (''subjetivas'' ou irracionais)
Sim, bastante, só que eu não sei é apenas por ''má vontade'' de minha parte, por preguiça de tentar fingir a todo momento, criar um castelo de respostas convenientes, de dissociar aquilo que eu sou e/ou acredito daquilo que eu poderia inventar sobre mim e expor à superfície, enfim, de emular um neuro-típico em todas ou muitas de suas exuberâncias socialmente subjetivas.
Eu opero com base numa pretensa e/ou pedante supra-racionalidade, situação que se tornou ainda mais latente desde que comecei a galgar novos ventos e/ou degraus de sabedoria. Em meu movimento ascendente pela auto-melhoria, tornei-me ainda mais atomizado especialmente em relação aos neuro-típicos mas ao mesmo tempo também me tornei mais consciente não apenas de minhas forças e fraquezas mas também em relação aos sociotipos que eu posso ter maior probabilidade de sucesso na reciprocidade transcendental, leia-se, amizade. Eu sou uma calculadora que não sabe fazer contas, mas que opera com base na apreensão da realidade enquanto uma sobreposição de padrões intercambiáveis e lógicos que se substituem ao longo do espaço e tempo.
- Dificuldade para a leitura facial (cegueira facial)
Muito provavelmente não, pelo menos da maneira com que a maioria dos autistas e especificamente dos ''aspies'' parecem estar especificamente incapacitados. Ao invés de uma pobreza de interpretação eu estou muito mais propenso a interpretar em excesso as emoções das pessoas por suas faces ainda que tenha comigo que o meu sentido mais desenvolvido seja o da audição e percebo que as pessoas não tem conhecimento disso, ;)
Outras características que são demograficamente comuns dentro da população autista e em mim...
- Dificuldade de ajustar o volume da voz
- Ser canhoto ou ambidestro
- Fazer ''amizades'' com maior facilidade com desconhecidos e especialmente sem o ritual interpessoal de reciprocidade, isto é, por exemplo, em filas de banco ou no ponto de ônibus, realidade que também precisa do interesse de desconhecidos para estabelecer conversas prosaicas em ambientes públicos, uma espécie de fluidez inter-pessoal que não se daria em eventos ritualísticos típicos da socialização em que nos preparamos para nos confrontar verbalmente com estranhos, uma espécie de gagueira social
- Dificuldade para falar ''na hora certa'' em conversas, e principalmente se for por telefone
- Ser sexualmente atípico
- Ser fisicamente desajustado
- Ser gago ou ter qualquer outro tipo de disfluência evidente ou constante
- Colocar os interesses de fixação mais agudos dentro das conversas e/ou ''interações interpessoais de natureza verbal'', sem se perguntar se as pessoas estarão abertas para conversar sobre eles
- Ter interesses específicos e não ''conseguir'' desfocalizar, especialmente na labuta de agir de maneira mundanamente multifuncional como fazem a maioria dos neuro-típicos.
Eu sou um aspie**
Muito provável que não.
Eu sou um neurotípico*
Com certeza não.
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
A ciência é pragmática, a filosofia é profunda
O cientista é um solucionador pragmático de problemas (e de "problemas").
O filósofo fenomenológico é o observador, crítico e apreciador da experiência humana especialmente as mais singulares... ele é crítico inclusive em relação a própria ciência.
A ciência é meramente utilitária, a filosofia pergunta o porquê da ciência, o porquê de se usa-la, o porque de ser útil ou para que...
A filosofia sempre nos lembra quanto as nossas efemeridades existenciais e ao fato de sabermos muito pouco sobre a existência da qual partilhamos. Nos estimular a senti-la, antes de buscar entende-la e manipulá-la.
A ciência, que se desenvolve pela criatividade, também adquire algumas de suas feições mais características como o entusiasmo que muitas vezes será excessivo ou irresponsável.
A filosofia, que é alimentada pela sabedoria, é aquela que busca colocar juízo na ciência, como a sua consciência moral.
A ciência aborda a lógica, a filosofia aborda a racionalidade mas também algo mais
pois se aprofunda na alma humana em busca de sua experiência existencial e eu diria mais, na alma da vida.
A ciência quer respostas. A filosofia também, mas também quer perguntas e também quer nenhuma delas, pois deseja apenas observar, analisar o ato de viver em suas muitas nuances.
A ciência busca eliminar muitas perspectivas, a filosofia (séria) busca aumentar os seus pontos de visualização.
A ciência usa a cognição, a filosofia segue profundo pela autoconsciência, a base do perceber humano. Como toda sabedoria, a filosofia não perde tempo com o artifício pois quer a essência deste rito, da vida, do existir.
A ciência não vê valor apreciativo em paradoxos e paradigmas pois lhes causam a ânsia de soluciona-los, lhes apregoa um valor utilitário, enquanto matéria prima para a sua arte, para o seu ato.
A filosofia pelo contrário, adentra mais intimamente em paradigmas e paradoxos em busca de suas validades e não apenas ou principalmente de suas soluções, dá valor ao complexo, quer entende-lo e apreciá-lo. E este complexo, não precisa estar acima de nós, nas estrelas, pois há um mundo abstrato quase virgem para ser desbravado logo ao lado.
A ciência é masculina, a filosofia é unissex e por isso é mais completa ainda que pareça menos útil aos olhos dos trabalhadores (como os cientistas).
A ciência despreza o absurdo da existencia, o transforma em números, na tentativa de precisão completa, a filosofia foi a primeira a se questionar sobre esta situação e busca abordá-lo sob todos os sentidos, como é o hábito do sábio.
A ciência produz um acúmulo de materiais retorcidos, trabalhados por mãos humanas e por máquinas. Um castelo de certezas concretas, visualizáveis, num deserto transitório, que tudo leva.
Como de costume, não faz perguntas de natureza holística, pois tende a se prender nos fatos concretos ou materiais. Não é o leme do barco, ainda que seja usada como direcionadora.
Não quer saber se tudo isso vale realmente apena ....
A ciência é infantil e dá valor ao ato de brincar, de enganar-se, ainda despreza o valor da vida como a uma criança pois não sente a consciência da morte. Não é melancólica, o seu realismo é meramente utilitário, pragmático, lógico. E a maioria dos cientistas assim o são pois são eles que alimentam esta percepção.
Mas tudo sempre se vai e a filosofia tem consciência desta hiper-realidade. A ciência a despreza, do contrário, não seria o que é.
A arte é subjetiva, a ciência é objetiva. A filosofia é as duas. É a água e a matéria e sabe que ambas são transitórias mas necessárias para que se possa tentar entender a realidade.
Mas não pode apenas enfatizar por este caminho, porque a filosofia tem como principal função o uso da sabedoria como bússola para a evolução da existencia humana. O norte da filosofia não pode ser niilista, rendido, essencialmente subjetivo.
O exemplo da homossexualidade ou do autismo
A filosofia (real, literal, em busca da sabedoria, de seu destino) olha para todas as manifestações ou expressões neutras e virtuosas dos seres vivos como relevantes para apreciação, observação, análise e uso da sabedoria para melhorá-las em prol de um melhor equilíbrio moral e portanto existencial, para as suas próprias sobrevivencias. E muitas vezes algumas dessas expressões se mostrarão complexas, combinando excessos com qualidades. Serão como defeitos por não exibirem qualquer vantagem direta em sua expressão. é a partir daí que ciencia e filosofia se dividem consideravelmente, um ramo a mais se forma na árvore filosófica, um cromossoma a mais, e reproduz aquilo que uma certa atriz brasileira disse em uma entrevista, algo que a arte também tem como ''subjetivamente essencial''
olhar a vida, enquanto ela passa
A mentalidade pragmaticamente dualista ou binária da ciencia tenderá a rejeitar esta complexidade porque ''o seu instinto natural'' é o de solucionar problemas. O filtro científico pende sempre para a lógica, poucas e decididas vezes para a razão, isto é, a completude do pensar reflexivo ou ato filosófico essencial.
A ciencia está intimamente relacionada com a dinamica biológica humana, a reprodução, o equilíbrio social, a organização pragmática de suas sociedades.
Ainda que na parte administrativa, a verdadeira filosofia apareça como fundamental, ela também terá ramificações, como dito acima, que serão abiológicas. A ciencia está alinhada a evolução biológica humana, a filosofia, por causa deste galho a mais, também está a frente, e portanto, também está desalinhada a evolução, por se consistir neste aspecto, em um modo genuinamente humano de vivenciar a experiencia da vida, isto é, de ser acima de tudo, anti-'natural'.
Este ''extra'' faz da filosofia tão essencial quanto a ciencia e não apenas isso, mas também reguladora natural da segunda, a fim de produzir um balanço sempre direcionado para a perfeição entre o funcional, utilitário e o existencialmente necessário e moral.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
O sábio é assim....

Dentro do contexto dicotomico político ''moderno'' direita x esquerda...
O sábio é aquele que negará as duas vertentes antagonicas porque a verdade se encontrará não apenas no centro deste espectro mas em todas as suas perspectivas, em um mundo onde que a mesma está fracionada em muitos pedaços.
Portanto, não espere atitudes partidárias por parte dos sábios verdadeiros.
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Combos e mais combos de ideias acumuladas
1- Qi e o sistema parcialmente meritocratico: Julgar
Os seres humanos ''não são mais seres mas números''. Nos resumem a médias estatísticas. Tratamos com esmero nossos objetos de adoração e desejamo-lhes sempre uma constante melhoria. Se a pressa é inimiga da perfeição, se a eficiência exprime homens em latas de conserva, se a modernidade nos modernizou, desfazendo de nossas essenciais matérias primas e nos sofisticou enquanto produtos industrializados, se o ciclo de vida do escravo se consiste no consumir para ser consumido, de sugar o degradante artifício humano, em seu pedante reinado, como um vampiro bufante e desconsolado. Amamos a matéria que nada nos emana, e odiamos os seres, logo ao lado. Julgamos resultados e não pessoas. Se é ''culturalmente'' neutro, então é estéril de contextualidade, de mundo real.
Julgue o trabalhador ou
Vamos ser os nossos objetivos novamente, se quer ver o quão inteligente é um ser, principie por ele. A metade nunca é um inteiro. Se quer apenas cognição, então mensure também o talento de um ventilador ou de um computador.
2- Uma sugestão sobre como que os fatores ambientais poderiam interagir com as nossas carapaças existenciais.
Somos altamente viciáveis. O vício é a repetição da alegria, uma espécie de felicidade precoce, é qualquer ato que nos mantenha conectados aquilo que nossos corpos decidiram como portadores baratos do ''prazer'' ou ''traficantes da alegria super viciante''.
Cigarros, drogas, sexo, tecnologia, religião, cultura, o conforto é a palavra que precisamos, que necessitamos e que sempre buscamos.
O conforto poderia ser entendido até como um sinonimo para a ''liberdade''.
Não há um ser neste mundo que nasça com ''genes para fumar'' ou ''genes para ser um viciado em sexo'' ou ''genes para o alcoolismo''. Nasce-se obviamente com disposições ou genes, mas eles não tem nome próprio. Elementar pressupor que não sejamos uma teia altamente complexa de possibilidades reativas, nem que o mesmo aconteça com nossos ambientes. Não somos esta super-diversidade e portanto, acredita-se que com isso, que muitos padrões se mostrarão altamente recorrentes dentro desta dinamica ser-ambiente. Nascemos predominantemente prontos e enquanto crianças, nos expressamos enquanto miniaturas de futuros seres completos em seu vigor biológico particular. Temos todos, limites de reação, reciprocidade empática, onde o vício se localiza, já num estado de degeneração ou desequilíbrio, até ao estado de rejeição ou fobia.
Cigarros, drogas, sexo, tecnologia, religião, cultura, o conforto é a palavra que precisamos, que necessitamos e que sempre buscamos.
O conforto poderia ser entendido até como um sinonimo para a ''liberdade''.
Não há um ser neste mundo que nasça com ''genes para fumar'' ou ''genes para ser um viciado em sexo'' ou ''genes para o alcoolismo''. Nasce-se obviamente com disposições ou genes, mas eles não tem nome próprio. Elementar pressupor que não sejamos uma teia altamente complexa de possibilidades reativas, nem que o mesmo aconteça com nossos ambientes. Não somos esta super-diversidade e portanto, acredita-se que com isso, que muitos padrões se mostrarão altamente recorrentes dentro desta dinamica ser-ambiente. Nascemos predominantemente prontos e enquanto crianças, nos expressamos enquanto miniaturas de futuros seres completos em seu vigor biológico particular. Temos todos, limites de reação, reciprocidade empática, onde o vício se localiza, já num estado de degeneração ou desequilíbrio, até ao estado de rejeição ou fobia.
A criação pode ou não ter um efeito. Depende do indivíduo em questão. Se meu protótipo fosse a maioria, como que eu reagiria*** Seria mais sociável** Seria mais confortável com o mundo ao meu redor** E será que isso reduziria minha melancolia** A relativa solidão em que me encontro, aumenta em intensidade uma disposição que me vem ao natural. Não me legou este regalo diretamente, porque já nasci assim, mas sem genes rotulados, ela apenas incrementa as razões para que me disponha mais em seu abraço frio porém especial.
Algumas particularidades minhas são essenciais, outras são negociáveis, por seu dono ou pelo acaso do destino. No ambiente em que me encontro, de acordo com a densidade demográfica de sábios, neuróticos e anti-dualistas que vivem na região onde habito, vislumbro bem poucos os que poderiam participar do meu 'exclusivo' ciclo social. Mesmo aqueles em que eu possa esboçar alguma tolerancia, ainda escasseiam em números ou possibilidades.
Cultura é vício e se não existe uma rotina de vícios inter-relacionados, como a ''religião'', então outros preencherão a lacuna, o vácuo existencial humano.
3- Metáfora civilização e ginástica artística... da criatividade artística a impetuosidade científica
Da arte para a tecnologia e a revolução dos descontentes.
Da arte para a tecnologia e a revolução dos descontentes.
4- Sabedoria é muito simples
Se há contradição então tem algo de errado acontecendo.
Se diz amar os pobres, vive com eles,
se diz amar os porcos, não ame seu sofrimento,
se diz ser bom, então não pode dizer que é melhor,
se diz ser contra a injustiça, então deve evitar contradizer-se.
A estrutura racional ou logicamente harmônica do pensamento é a sabedoria. Com a sua abordagem inicialmente lógica, se origina daquilo que faz sentido e se expande mais detalhista, mas sem perder-se, pois tem uma linha bem traçada e objetiva. Começa óbvia, ver o que os olhos dizem com imagens e não com desvios da relação objetiva que se estabelece com o mundo. Se alonga mais e mais em rabiscos, destas interações abstratas a povoar distâncias, entre você e eu ou entre aquela árvore e a sua casa. Há um mundo entre as matérias e somos nós quem melhor o capturamos.
A hipocrisia é a manifestação mais característica do que é por excelência a anti sabedoria. É muito comum expressar-se em forma de astúcia, a sua irmã sinistra, egoísta, que quer competir e não harmonizar.
A sabedoria não guarda o seu tesouro pra si pois deseja ver todos ricos. Não quer brilhar, pois quer vê-lo pelo ambiente a dominar nossas visões.
Sabe que ser feliz sozinho não é nada, não se engana. Não é um espelho que não se reflete, pois almeja entender o universo e é melhor que muitos outros neste exercício. Exercita músculos demasiadamente humanos, saber, sem ser levado pela ilusão da matéria contorcida, da sua civilização, não mais que uma fazenda para formas sutis ou evidentes de escravidão.
A empatia, o amor, é a expressão mais similar e necessária para uma vida sem ignorância. O céu olha para nós, e nós lhe ofertamos lagrimas por suas lindas estrelas.
A vida em sua ação mais realista nada mais é do que o amar, se já somos vida, sofrida ou leve, temos a chance de nos emocionar pelo por do sol ou por nuvens escuras a contrastar com o arco íris recém nascido.
O pensar coerente, convergente, enfaticamente harmônico. O pensamento que se opõe com virilidade ao contradizer.
Se fazer honesto consigo mesmo e saber que a sombra lhe dirá que a luz cega, enquanto que na verdade, ela lhe abrirá para a hiper-realidade.
Não existe segredo para o pensamento sábio, apenas perseguir cada contradição e despertar para a perfeição.
Adjetivos são sempre vagos, dê-lhes cara e coragem e verá uma infestação de peçonhentas a sair de cada toca de mediocridade.
Ser intenso mas equilibrado, primado no real valor do que dizem os nossos lábios. Ir fundo na alma, ir sempre mais longe do que a superfície, priorizar essências, de todos os tipos, isto é sabedoria.
O mal adora uma confusão, uma relatividade, um niilismo. Adora usar este borrão moral para contaminar até o campo mais escondido de bondade. O incompleto essencial, que inveja o amor e o corrompe, que queria ser, decide-se pelo ódio a vida, por não tê-la completa.
5- Auto melhoramento biológico e o fim da morte... O contínuo atraso do instinto nos faz ver a realidade e quanto mais profunda for esta percepção maior será o potencial para o livre arbítrio
6- O comportamento do ser é o movimento auto induzido
7- Tipos de pensamento. Da completa convergência até a completa divergência
Convergente / útil e novo
O pensamento divergente se destaca por divergir da ordem estabelecida mas o verdadeiro pensamento divergente tende a ser contrário e não apenas complementar. Não é construtivo mas destrutivo ou reconstrutivo.
Portanto nós temos o pensamento convergente ou apenas a replicação dentro de um espectro de discretas modificações quanto a narrativa oficial ou pré estabelecida, o pensamento lateral ou que enfatiza novos ângulos de um assunto já estabelecido, o pensamento lateral de grande potencial expansivo, que encontra novos pontos de sustentação dos ditames ja conhecidos, ou que também podem ser determinados como implicitamente convergentes, e o pensamento divergente, potencialmente útil ou não, que é revolucionário por natureza.
8- Existir é perceber.
9- Realidade compartilhada e realidade percebida a diferença entre o predominantemente irracional e o predominantemente racional.
"A sociedade tem medo da esquizofrenia"
Encontre o erro nesta frase.
"A esquizofrenia tem medo da esquizofrenia"
Esquizofrenia: Desconexão com a realidade objetiva
A grande maioria dos seres humanos são culturalmente "esquizofrênico-orientados".
Senso comum e bom senso
O que é senso comum pode mudar de acordo com a direção do vento. O que é bom senso, de natureza intrínseca, assim o será mesmo se mais para leste ou sudeste.
O que se tem como senso comum é porque foi e é compartilhado. Geralmente, esperar-se-á que a opinião pública será sempre de boa qualidade. Mas até a longevidade dos acontecimentos, tem se constatado que tal conclusão faz-se precipitada em sua pretensão de expressar a verdade absoluta e que portanto, o contrário é o mais provável de ser.
A realidade compartilhada depende de quem a percebe primeiro enquanto que a priore a realidade percebida depende única e exclusivamente de precisão, lógica, honestidade e ponderação do ser, independente de sua posição dentro da hierarquia social de comunicação.
Vemos a realidade, mediante certa crueza perceptiva mas que se fará precisa o suficiente para que se possa esboçar uma boa base de racionalidade. Mas não somos apenas uma máquina de pensar e por esta obviedade nos encontraremos sob forte influência de outros fatores além de uma simples racionalidade, que alterará radicalmente a direção dos ventos, de nossos olhos, daquilo que se percebe para aquilo que se compartilha dentro do grupo de socialização. Alteramos a verdade dos fatos, alguns que são muito explícitos, em prol de micro-adaptações dentro de contextos muito particulares no espaço e tempo. A verdade mesmo que mutável ao longo do tempo continuará sendo apenas uma (a união ou soma de todas as outras, de menor tamanho). A mente humana evoluiu para repeli-la com todas as suas forças OU ainda não evoluiu o suficiente para se tornar madura e subsequentemente aceita-la. Ou mesmo, as duas possibilidades se complementam por serem mutuamente explicativas.
Saber é ter consciência
O homem de letras altamente prodigioso exibe grande zelo pela linguagem culta e portanto tecnicamente correta. Ele percebe mais do que ninguém as incongruências da língua enquanto que é muito comum o contrário ao homem que utiliza de seu vigor e energia físicos para se sustentar.
Ter consciência é saber, quer seja um conjunto de informações incompletas ou de um sistema exponencial de razão.
Encontre o erro nesta frase.
"A esquizofrenia tem medo da esquizofrenia"
Esquizofrenia: Desconexão com a realidade objetiva
A grande maioria dos seres humanos são culturalmente "esquizofrênico-orientados".
Senso comum e bom senso
O que é senso comum pode mudar de acordo com a direção do vento. O que é bom senso, de natureza intrínseca, assim o será mesmo se mais para leste ou sudeste.
O que se tem como senso comum é porque foi e é compartilhado. Geralmente, esperar-se-á que a opinião pública será sempre de boa qualidade. Mas até a longevidade dos acontecimentos, tem se constatado que tal conclusão faz-se precipitada em sua pretensão de expressar a verdade absoluta e que portanto, o contrário é o mais provável de ser.
A realidade compartilhada depende de quem a percebe primeiro enquanto que a priore a realidade percebida depende única e exclusivamente de precisão, lógica, honestidade e ponderação do ser, independente de sua posição dentro da hierarquia social de comunicação.
Vemos a realidade, mediante certa crueza perceptiva mas que se fará precisa o suficiente para que se possa esboçar uma boa base de racionalidade. Mas não somos apenas uma máquina de pensar e por esta obviedade nos encontraremos sob forte influência de outros fatores além de uma simples racionalidade, que alterará radicalmente a direção dos ventos, de nossos olhos, daquilo que se percebe para aquilo que se compartilha dentro do grupo de socialização. Alteramos a verdade dos fatos, alguns que são muito explícitos, em prol de micro-adaptações dentro de contextos muito particulares no espaço e tempo. A verdade mesmo que mutável ao longo do tempo continuará sendo apenas uma (a união ou soma de todas as outras, de menor tamanho). A mente humana evoluiu para repeli-la com todas as suas forças OU ainda não evoluiu o suficiente para se tornar madura e subsequentemente aceita-la. Ou mesmo, as duas possibilidades se complementam por serem mutuamente explicativas.
Saber é ter consciência
O homem de letras altamente prodigioso exibe grande zelo pela linguagem culta e portanto tecnicamente correta. Ele percebe mais do que ninguém as incongruências da língua enquanto que é muito comum o contrário ao homem que utiliza de seu vigor e energia físicos para se sustentar.
Ter consciência é saber, quer seja um conjunto de informações incompletas ou de um sistema exponencial de razão.
10- Aprender é capturar ou ser informado quanto a uma certa verdade particular. Apreender é o que entendemos como "aprender" e que na verdade se consiste na apreensão não-perfeccionista de informações.
11- O doce veneno da democracia (da não-série ''eu acho que já...'')
"respeitar opiniões"
Como renegar a sabedoria em apenas uma única frase curta.
O sábio é o conselheiro por primazia. Como um excelente observador e conhecedor da realidade, sabe ser preciso, prático/simples, objetivo e holisticamente racional em suas constantes observações.
Em sociedades onde a sabedoria é renegada a saudável prática dos aconselhamentos se transforma em ofensas pessoais porque ninguém que está iludido por seu individualismo ou egocentrismo que se disporá a reverenciar a sabedoria alheia e especialmente se vier de um grande mestre da vida, expondo as suas fraquezas e preparando os ouvidos para ouvir sermões. A democracia, que deveria funcionar como um modelo idealmente perfeito para a prática da sabedoria, ja parece estar equivocada desde o seu conceito mais puro: O poder do (e para o) povo.
Se as massas não são como organismos coletivos perfeitos em sua maestria sincrônica de desviar de problemas primando pelo aperfeiçoamento das relações entre os seus membros individuais, mas como multidões desorientadas, naturalmente divisíveis, conflitivas, moldadas por ilusões e explorações dos mais diversos níveis de influência/ impacto, então nao será precipitado pensar que apesar de seus números, pouco poderão fazer por si mesmas, sem a orientação de observadores perfeccionistas como o sábio. E como é o grosseiro hábito nas fazendas humanas, aqueles que tomam o poder e a função de guiar as massas, costumam ser os mesmos que o fazem com a mesma voracidade que um predador em sua labuta carnívora, sutil como um parasita, ou escancarado como um psicopata.
A democracia tem como principal diferencial a sua propaganda reluzente de igualdade e justiça porque ao darmos o poder àqueles que se auto elegem como"representantes do povo", dar-se-á o início de um tipo de tirania que se destaca por sua singular sutileza, que aos olhos dos escravos/trabalhadores, sempre marejados pela falta de brilho, secos de vontade e idealismo, passará quase que totalmente desapercebida.
Quando todos tem uma opinião diferente, não haverá uma unica e correta opinião cujo papel deveria ser o de nortear as ações humanas em direção ao seu bem melhor, mitigando a eliminando problemas e sem a péssima mania de subtrai-los e somando novos ao vácuo que deixaram.
12- Sabedoria: A consciência exponencial dos próprios erros
Se todos fossem ao menos capazes de capturar, solucionar ou vigiar os próprios defeitos, teríamos vidas ideais.
13- Por que nos achamos mais belos do que realmente somos??
Apenas olhe para o espelho. A nossa auto imagem eh muito melhor do que quando nos vemos com um segundo espelho ou segunda opinião, estamos muito mais assimétricos e verdadeiros quando nos vemos por uma segunda pessoa ou espelho. A ilusão de ótica causada pela auto consciência primordial tem graves reverberações em relação a tomadas de pensamentos e ações subsequentes.
14- Sabedoria promove pequenas "ou" pontuais e constantes mudanças enquanto que a genialidade sempre promove grandes transformações
A sabedoria visa melhorar o que pode ser melhorado e eliminar se possível o que for irremediavelmente complicado de ser melhorado e/ou aprimorado.
A genialidade tem como predominante sinônimo " novidade utilitária" e não tem o compromisso para com a perfeição holística como a sabedoria ou exponencial conjunto de bons julgamentos, úteis a prazo indefinido e/ou potencialmente enraizado ou incorporado.
A genialidade tem como principal função e resultado a expansão do "muro metafórico" de uma sociedade, ampliando horizontes ou acrescentando novos tijolos, enquanto que a sabedoria, mais do que nunca busca pela revisão analítica e crítica deste muro, aprimoramento, melhoramentos pontuais e/ou a eliminação de aspectos conflitivos.
A sabedoria é essencialmente o pensamento lateral de resolução de problemas e a genialidade é essencialmente o pensamento divergente lógico-utilitário que, ao expandir horizontes, abre também espaço para p surgimento de novos paradoxos e paradigmas bem como problemas puros.
A genialidade tem como predominante sinônimo " novidade utilitária" e não tem o compromisso para com a perfeição holística como a sabedoria ou exponencial conjunto de bons julgamentos, úteis a prazo indefinido e/ou potencialmente enraizado ou incorporado.
A genialidade tem como principal função e resultado a expansão do "muro metafórico" de uma sociedade, ampliando horizontes ou acrescentando novos tijolos, enquanto que a sabedoria, mais do que nunca busca pela revisão analítica e crítica deste muro, aprimoramento, melhoramentos pontuais e/ou a eliminação de aspectos conflitivos.
A sabedoria é essencialmente o pensamento lateral de resolução de problemas e a genialidade é essencialmente o pensamento divergente lógico-utilitário que, ao expandir horizontes, abre também espaço para p surgimento de novos paradoxos e paradigmas bem como problemas puros.
15- Tv e a expansão artificial da consciência humana
16- Criatividade sozinha não resulta em expressão genial
Nas artes (infelizmente apenas nela) a beleza e o sentido são de fundamental importância.
A consciência estética como fator diferencial.
17- Sem paciência pra mediocridade
16- Criatividade sozinha não resulta em expressão genial
Nas artes (infelizmente apenas nela) a beleza e o sentido são de fundamental importância.
A consciência estética como fator diferencial.
17- Sem paciência pra mediocridade
O pensar filosófico precisa ser profundamente reflexivo e não pode se limitar apenas às respostas comuns ou retidas dentro de narrativas oficializadas.
E a importância da independência da investigação e o objetivo de coerência e utilidade harmônica no pensar filosófico.
18- Qual é a complexidade dos ambientes humanos??
O entroncamento entre contextos evolutivos ou culturais unicamente humanos com contextos evolutivos naturais.
Exemplo
O mais adaptado é o mais inteligente e se reproduz mais....
No entanto existem inúmeras maneiras ''inteligentes'' de se ser ou se comportar.
No reino animal, aquele que se reproduz mais será o mais inteligente. Mas isso não acontece ou especialmente nos ambientes super-antropomorfizados, como os meios urbanos.
19- Teoria do fenótipo cognitivo fracionado da criatividade
Gênio em alguns substestes de qi mas não (na maioria das vezes) em inteligência (cognição) geral.
Como acontece com os savants de maneira explicita entre os neurotipicos as forças (que muitas vezes nao serão suficientes para serem fidedignamente entendidas como tal, apenas como comparação de contrastes a nível individual) . Por exemplo, " certo indivíduo é dotado de grande inteligência matemática, mas traduzindo para o mundo real, esta força não será suficiente para lhe ser produtiva.
Portanto, todos nós seremos mais influenciados por nossas forças cognitivas mais significativas e esta realidade será muito pronunciada, explicita àqueles que forem dotados de grande discrepância entre suas forças e fraquezas enquanto que será menos evidente para os que forem dotados de maior equilíbrio cognitivo.
E a importância da independência da investigação e o objetivo de coerência e utilidade harmônica no pensar filosófico.
18- Qual é a complexidade dos ambientes humanos??
O entroncamento entre contextos evolutivos ou culturais unicamente humanos com contextos evolutivos naturais.
Exemplo
O mais adaptado é o mais inteligente e se reproduz mais....
No entanto existem inúmeras maneiras ''inteligentes'' de se ser ou se comportar.
No reino animal, aquele que se reproduz mais será o mais inteligente. Mas isso não acontece ou especialmente nos ambientes super-antropomorfizados, como os meios urbanos.
19- Teoria do fenótipo cognitivo fracionado da criatividade
Gênio em alguns substestes de qi mas não (na maioria das vezes) em inteligência (cognição) geral.
Como acontece com os savants de maneira explicita entre os neurotipicos as forças (que muitas vezes nao serão suficientes para serem fidedignamente entendidas como tal, apenas como comparação de contrastes a nível individual) . Por exemplo, " certo indivíduo é dotado de grande inteligência matemática, mas traduzindo para o mundo real, esta força não será suficiente para lhe ser produtiva.
Portanto, todos nós seremos mais influenciados por nossas forças cognitivas mais significativas e esta realidade será muito pronunciada, explicita àqueles que forem dotados de grande discrepância entre suas forças e fraquezas enquanto que será menos evidente para os que forem dotados de maior equilíbrio cognitivo.
20- São os esquerdistas atávicos ou evoluídos??
Evolução humana tem como marcador a sua diferenciação etnogeografica e sua posterior percepção.
Se for comprovado que os esquerdistas em media não são capazes de detectar ou tomar como verdade factual esta diferenciação então poderá ser possível dizer que são em media de tipos mentalmente atávicos se suas triviais bio maquinas não forem capazes de rastrear o próprio caminho da evolução humana
21- Essência (virtude/ vida/ o que todos nos somos) e qualidade evolutiva (rótulo)
Essência importa para o presente
Qualidade importa para o futuro
22- Fumar devagar = comer devagar
Todos os vícios se baseiam na busca descontrolada e constante por alguma gratificação devidamente fixada. E o diferencial do vício em relação ao hábito, é justamente a velocidade, causada pela ansiedade.
23- Zumbis tem consciência primordial ou corporal
24- A esquerda entende sobre os defeitos da direita e por sua vez a direita também é razoável para apontar para os defeitos da esquerda. Mas ambas são terríveis para ver os próprios defeitos
25- Dualidade como complemento estrutural para forma e expressão
Evidências quanto a essa realidade por meio do espectro político moderno, a dicotomia direita e esquerda
Se existe direita então haverá esquerda, e se expressarão em acordo com a constituição de suas formas.
E as sutis porém evidentes diferenças entre pensadores e replicadores/consumidores em metáfora com a cadeia alimentar. Os produtores e os consumidores.
Tudo aquilo que a ideologia conservadora diz e se engaja, a ideologia liberal pensará e se engajara pelo seu oposto. Como a sua imagem refletida no espelho, o direito se torna esquerdo, tudo se inverte e tem um nome bem recorrente em meus textos, a dualidade. Se temos os altos e os baixos, os albinos e os muito pigmentados, os belos e os feios, então também teremos aqueles que pensam mais para a direita e mais para a esquerda. Quem é mais conservador e quem é mais liberal.
Se for comprovado que os esquerdistas em media não são capazes de detectar ou tomar como verdade factual esta diferenciação então poderá ser possível dizer que são em media de tipos mentalmente atávicos se suas triviais bio maquinas não forem capazes de rastrear o próprio caminho da evolução humana
21- Essência (virtude/ vida/ o que todos nos somos) e qualidade evolutiva (rótulo)
Essência importa para o presente
Qualidade importa para o futuro
22- Fumar devagar = comer devagar
Todos os vícios se baseiam na busca descontrolada e constante por alguma gratificação devidamente fixada. E o diferencial do vício em relação ao hábito, é justamente a velocidade, causada pela ansiedade.
23- Zumbis tem consciência primordial ou corporal
24- A esquerda entende sobre os defeitos da direita e por sua vez a direita também é razoável para apontar para os defeitos da esquerda. Mas ambas são terríveis para ver os próprios defeitos
25- Dualidade como complemento estrutural para forma e expressão
Evidências quanto a essa realidade por meio do espectro político moderno, a dicotomia direita e esquerda
Se existe direita então haverá esquerda, e se expressarão em acordo com a constituição de suas formas.
E as sutis porém evidentes diferenças entre pensadores e replicadores/consumidores em metáfora com a cadeia alimentar. Os produtores e os consumidores.
Tudo aquilo que a ideologia conservadora diz e se engaja, a ideologia liberal pensará e se engajara pelo seu oposto. Como a sua imagem refletida no espelho, o direito se torna esquerdo, tudo se inverte e tem um nome bem recorrente em meus textos, a dualidade. Se temos os altos e os baixos, os albinos e os muito pigmentados, os belos e os feios, então também teremos aqueles que pensam mais para a direita e mais para a esquerda. Quem é mais conservador e quem é mais liberal.
26- Eu sou estranhamente estranho e funcional (até agora ;) )
Eu sou ansioso... E não sou....
Eu sou neurótico... E não sou....
Eu sou feliz... E não sou....
Eu sou distraído.... E não sou....
Eu sou ansioso... E não sou....
Eu sou neurótico... E não sou....
Eu sou feliz... E não sou....
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