Juízes brasileiros recebem salários exorbitantes, além de também usufruírem de outros privilégios indevidos, tal como os famosos penduricalhos, e o privilégio de poderem exercer muito mal sua profissão sem serem exemplarmente punidos. Os exemplos mais recentes nesse ano de 2026, de "juízes de esquerda" usando critérios extremamente subjetivos para darem seu veredito: do "juíz lgbt e autista" que mandou prender um casal por 50 dias por educarem suas duas filhas em casa com cultura exclusivamente erudita e religiosa, até à "juíza feminista" que condenou apenas o padastro que matou o filho de sua namorada ou esposa, omissa e conivente, absolvendo a mesma por causa do "patriarcado estrutural"... Dois grandes absurdos pagos pelo dinheiro público e que, até agora, enquanto finalizo esse texto, não receberam qualquer punição à altura. Pois acredite em mim mas parece que muitos daqueles que se dizem "a favor da justiça social" não são aqueles que mais criticam esses privilégios da "elite" do serviço público e eu acredito em duas razões para explicar essa grande incoerência. Primeira, de que muitos desses autodeclarados justiceiros sociais pleiteiam ou aspiram fazer parte desta mesma "elite". Portanto, se trata de um auto interesse simples e egoísta, também no sentido de poderem exercer um poder sobre as vidas dos outros, tal como no caso de juízes e advogados. Segunda razão é a de que acreditam, com base em uma crença educacionista, que "quem estuda mais", merece receber um alto salário, que é uma questão absolutamente meritória... Eu concordo muito parcialmente que, aquele que "se dedica" a "estudar mais" mereça receber mais, mas não que mereça ganhar salários muito altos e que ainda por cima são oriundos dos impostos do contribuinte. Antes disso, tem o próprio mérito da qualidade profissional prestada, frequentemente aquém do que deveria ser em sua expressão ideal...
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domingo, 21 de junho de 2026
Educacionismo versus mercadocracia
Direita volver e a mercadocracia
Então, se a esquerda tende a se omitir sobre os privilégios da "elite" do serviço público (ocasionalmente defendendo-os), a direita não é nem um pouco acanhada em defender os privilégios da "elite" econômica ou do "serviço privado" (digamos assim), sempre defendendo para que conservem ou mesmo expandam suas vantagens econômicas injustas sobre o restante da população, tal como pelo direito ao acúmulo indiscriminado de dinheiro, sem a intervenção do estado direcionando uma parte desse dinheiro para a tributação, e pela exploração despudorada da mão de obra dos seus empregados, com a crença ou desculpa de que a geração de riquezas de um país deve sempre começar e se centralizar no topo da hierarquia: uma espécie de mercadocracia, em que não é o povo e sim a "elite" mercantil e a classe empresarial que merecem ser atendidas e agraciadas primeiro, diga-se, também pelo próprio governo, deixando a classe trabalhadora sempre em segundo plano. Enfim, de super naturalizar as incongruências de um sistema baseado na ficção da matemática financeira, como as desigualdades sociais absurdas de patrimônio e renda (já que o dinheiro, por si mesmo, se trata de um símbolo tratado por convenção como uma referência naturalisticamente verdadeira de quantidade)...
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