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domingo, 4 de janeiro de 2026

Como que o pragmatismo ratifica fanatismo ou doutrinação/How does pragmatism reinforce fanaticism or indoctrination?

 É uma dinâmica bem simples em que a doutrinação ou o fanatismo, quando dominante dentro de um contexto individual, primeiro dita "o tom" de quais serão as crenças mais influentes na (deturpação de) percepção e também na tomada de decisão. E como o ser humano não foge à regra muito universal de comportamento de seres vivos, de agir pragmaticamente, ao tomar sua doutrinação como referência absoluta de realidade (que eu também já considerei como um sinal essencial de irracionalidade), passa a se direcionar objetivamente com base nela, muitas vezes, sem refletir as próprias ações...


It's a very simple dynamic where indoctrination or fanaticism, when dominant within an individual context, first dictates "the tone" of which beliefs will be most influential in (distorting) perception and also in decision-making. And since human beings don't escape the very universal rule of behavior of living beings—acting pragmatically—when they take their indoctrination as an absolute reference of reality (which I have also considered an essential sign of irrationality), they begin to objectively direct themselves based on it, often without reflecting on their own actions...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

"Por que a eugenia não seria possível??" Refutando a I.A

 Eu fiz uma pergunta à Inteligência Artificial do Google sobre um tema extremamente polêmico e controverso, a eugenia, mas que é especialmente polêmico e controverso segundo um ponto de vista enviesado à "esquerda". E como era totalmente esperado, ela me deu a resposta que imaginava, que corrobora com o ponto de vista à "esquerda", já que a I.A não é uma máquina altamente racional, criada para ser livre de qualquer viés humano, se replica opiniões e crenças dos seus criadores, ainda mais em relação a esses tópicos ditos controversos. 


Eu fiz isso com o propósito de criticar cada trecho de sua resposta. Sem mais demoras, tentarei mostrar o quão equivocado está o "senso comum/vigente da academia" sobre a eugenia refletido por uma resposta da I.A...


"A eugenia não é viável de ser efetuada principalmente por razões éticas, morais e científicas, sendo amplamente rejeitada pela comunidade global. Ela se baseia em premissas pseudocientíficas e viola os princípios fundamentais dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana."


Primeiro trecho, introdutório, da resposta da Inteligência Artificial do Google em português. 

Vejamos...


A eugenia é "amplamente rejeitada pela 'comunidade global'", isso é verdade. Só que essa rejeição é o resultado de décadas de doutrinação pesada ou lavagem cerebral tácita. Não é uma convergência natural que uma maioria humana chegou por conta própria, sem essas táticas sujas de submissão ideológica, por meio de chantagem emocional e/ou pressão social, direcionando seu juízo. 


Ainda assim, eu não duvido que, se essa doutrinação for revertida no futuro, a maioria desta "comunidade global" voltará a acreditar na viabilidade da eugenia, isso se só a rejeitam publicamente ou quem "eles" consideram como "comunidade global", a maioria dos seres humanos ou maiorias de grupos específicos??


Sobre quais seriam essas supostas premissas pseudocientíficas, veremos mais abaixo...


E que viola os "direitos humanos". Também veremos o quão equivocado pode ser a ideologia por trás desses "direitos"...


"Inviabilidade Ética e Moral


Viola os Direitos Humanos: A eugenia histórica resultou em atrocidades como esterilizações forçadas, segregação, leis de pureza racial (como as Leis de Nuremberg na Alemanha Nazista) e genocídio. Tais práticas violam o direito à vida, à liberdade e à igualdade, conforme consagrado em constituições e códigos de ética globais, como o Código de Nuremberg."


A "liberdade histórica" também está associada a um monte de atrocidades. Até mesmo a palavra "amor". Essa é uma das principais falácias morais em relação à eugenia, de ser absolutamente imoral, como se uma palavra abstrata não precisasse de contextualização para ser moralizada. E mesmo quando se analisa o seu conceito, não dá para condená-la. 


"Atrocidades" como esterilização forçada...


Como se todo caso de esterilização forçada fosse um "crime contra os direitos humanos"... Como se TODO ser humano em direito absoluto de procriar fosse um "respeito ao direito humano". Mas e se o indivíduo não tiver qualquer capacidade para cuidar dos seus descendentes hipotéticos ou efetivados, por questões socioeconômicas, mas também cognitivas, morais e/ou psiquiátricas??? 


Eles existem e não são poucos.


Isso que nem estou comentando sobre a importância da biologia e da hereditariedade no comportamento humano, que comentarei mais embaixo....


Além disso, foi graças a um programa estatal de controle de natalidade que a China não vivenciou uma explosão demográfica durante a segunda metade do século XX. E mesmo que não tenha sido efetuado da maneira mais ética, ainda assim, imaginemos a tragédia humana que ocorreria sem esse controle e que, aliás, está para acontecer no continente mais social e economicamente pobre do mundo, a África... 


"Segregação" 


Então manter presos indivíduos que cometem crimes, especialmente crimes hediondos, é uma atrocidade contra a espécie humana??? Sim, porque o aprisionamento de indivíduos que cometem crimes é uma forma de segregação...


A segregação é SEMPRE ruim?? 


Não buscamos nos segregar dos outros que não gostamos ou percebemos incompatibilidades para o convívio?? 

Não precisa ser o ato de se isolar espacialmente, se pode se isolar emocionalmente, por exemplo, mesmo a pessoa estando ao lado...


A mesma pergunta que eu fiz em relação à eugenia, eu faço aqui em relação à segregação. 

Eu já escrevi sobre isso e mostrei que a auto segregação, além de ser muito comum, é o completo oposto de ser contra um direito humano...


"Pureza racial e genocídio"


Ou seria "pureza racial = genocídio"???


Mas se um grupo humano quiser estabelecer, manter ou reforçar comportamentos de endogamia étnica ou racial, sem que isso resulte em opressão inequívoca de outros grupos, ele está infringindo um direito humano?? Então o direito humano à livre associação é antiético?? 


Quanto ao genocídio, bem, a "liberdade" TAMBÉM está historicamente associada a essa prática cruel...


Incitar e incentivar a extinção de uma população pela mistura racial e imigração em massa aos seus países (em que é maioria), por acaso, não pode ser considerado uma forma de genocídio?? Não é isso que está acontecendo com populações europeias de raça branca?? 


"Discriminação e Preconceito: A lógica eugênica fomenta o racismo, a xenofobia, a misoginia, a LGBTfobia e o capacitismo, ao rotular certas características ou grupos de pessoas como "inferiores" ou "inaptos"."


Qualquer lógica pode incitar preconceitos. Mas o que é realmente preconceito ou exagero, inverdade... e o que é verdade?? 

Dizer que a homossexualidade não é igual à heterossexualidade é preconceito ou verdade?? 


Eu mesmo, um homem homobissexual, concordo que a minha sexualidade não é a ideal em termos evolutivos e coletivos, já que é preciso ser, no mínimo, bissexual, para fazer parte de uma população reprodutivamente ativa. Também concordo que uma minoria "LGBT" não é problemático. Mas não é possível concordar que o oposto também não seria. As razões são óbvias e isso não significa que deseje que desapareçamos do radar. Não significa que eu ache que a minha orientação sexual não seja ideal para mim, se quando concordo que a mesma não é, não me refiro a mim mesmo ou por uma perspectiva individual. 

Mas não é preciso a "lógica eugênica' para se chegar a conclusões óbvias. Bastam observações e avaliações imparciais e objetivas. Assim, não é difícil perceber que, por exemplo, a síndrome de Down, por mais simpáticos e amorosos a maioria dos seus portadores possam ser, ainda é uma condição de saúde que, além de afetar aspectos cognitivos, também prejudica outros aspectos, tornando suas vidas mais desafiadoras, com riscos mais altos de complicação, como a morte prematura. 

Está claro que, por um quadro mais amplo e conclusivo de observação comparativa, a síndrome de Down é uma condição "inferior". E isso não deve implicar que seus portadores sejam inferiorizados, se eles não têm culpa. Daí a importância de se separar condição de portador, especialmente nesses casos. O mesmo pode ser dito, mas de maneira um pouco menos conclusiva, sobre a homossexualidade, de ser "inferior" principalmente em relação à heterossexualidade. Agora, o preconceito legítimo, especialmente no sentido de desumanização generalizada de grupos, que essa análise pode gerar, é mais o resultado de sentimentos pessoais de certos indivíduos, também reflexos de seus traços de personalidade contextualizados e de níveis de discernimento moral, do que de uma suposta "lógica eugênica" soberana sobre paixões e pensamentos. Em outras palavras, mesmo se o conceito da eugenia nunca tivesse surgido, essas pessoas continuariam pensando assim. Aliás, muito antes da eugenia ter surgido como conceito... 


O mesmo pode ser dito sobre qualquer outro critério citado para comparação de grupo, como a raça ou etnia. 


No mais, nas últimas décadas, tornou-se possível identificar traços de síndrome de Down em fetos, o que tem resultado na opção do aborto do feto na maioria dos casos em que esse serviço é oferecido ou requisitado. Pois eu não estou vendo nenhuma pressão significativa da "comunidade global contrária à eugenia" para inibir ou proibir essa prática... Será mesmo que é contra ou apenas no discurso??


Engraçado que, eu, que definitivamente problematizo bastante essa rejeição contra a eugenia, apesar de também saber que é complexo condenar totalmente, fiquei desgostoso e temeroso ao saber que a maioria dos fetos identificados com down têm sido abortados. Pois se eu sou a favor ou não necessariamente contra qualquer prática de eugenia, eu estou particularmente preocupado que a prática possa tomar essa forma. Isto é, que a tecnologia dê poder demais aos pais ou progenitores, se muitos não teriam discernimento embasado para moldar geneticamente os seus futuros filhos se fizerem principalmente de acordo com os seus desejos, em um cenário em que a engenharia genética se tornasse possível e acessível. 


Ainda é complexo proibir totalmente que se possa abortar um feto a partir da possibilidade de identificação de traços de transtornos ou condições congênitas, como a síndrome de Down, afinal, também é importante se colocar no lugar de um pai ou de uma mãe e de pensar, em uma situação de nunca ter cuidado de uma pessoa com deficiência que a incapacita levar uma vida minimamente independente, se seria capaz de fazê-lo, sabendo que costuma consumir muito a atenção e o tempo do cuidador e não apenas durante a fase da infância e da adolescência... 


No mais, eu também penso como possível solução ética pra esse dilema que os grupos mais interessados em preservar certo fenótipo se engajem em fazê-lo, ao invés de quererem transferir certas responsabilidades a quem demonstra não estar apto a aceitá-las. A partir daí, o direito de um casal ou de uma mulher grávida em preferir pelo aborto do feto não seria sobrepujado, mas o "risco' de extinção de um fenótipo também seria reduzido. 


A minha maior crítica a esse tipo de eugenia, que eu tenho chamado de "eugenia de mercado", além do potencial de dar poderes excessivos aos progenitores ou pais quanto à possibilidade de moldarem seus futuros descendentes, ainda se baseia em um cenário em que outras categorias de fenótipos mais objetivamente ou racionalmente indesejáveis continuam presentes e reprodutivamente disponíveis, tal como os transtornos de personalidade antissocial. Então, a forte impressão que eu tenho do aborto massificado de fetos com down é que, por mais que também possa ser desejável que essa condição não continue a aparecer nas próximas gerações, prevenindo o sofrimento de futuros portadores e seus relacionados, não buscar por nenhum meio que possa prevenir que fenótipos de personalidade antissocial continuem se perpetuando, inclusive sabendo de seu legado histórico extremamente negativo e suas consequências no presente, mais parece um caso de "higiene social" e "estética" do que de realmente buscar melhorar a sociedade humana de maneira ética e objetiva. Mesmo no caso da síndrome de Down, acho que, se a eugenia se limitasse a certos aspectos da biologia humana, mais moralmente problemáticos, principalmente o que foi citado, condições desse tipo ainda poderiam ser poupadas. Mas o simples fato de que a maioria dos casais ou mães grávidas que tem acesso a esse serviço decidem pelo aborto mostra que o discurso anti eugênico parece estar mais limitado a certos grupos anti eugênicos da "educação superior" do que se consistir em um consenso da opinião pública ou da maioria dos seres humanos. O que pode complicar que essa maioria chegue a uma conclusão mais consistente sobre a viabilidade da eugenia é justamente de se pensar que a mesma não seja plenamente aplicável, primariamente por causa do domínio discursivo desses grupos anti eugenia. 


Essa situação também revela ou reforça a realidade da hipocrisia, ou ignorância, do discurso anti eugênico, já que é um ímpeto absolutamente primário de todos nós buscar por aquilo que consideramos o melhor, se diferindo especialmente em como definimos esse "melhor", ou no quão subjetivos ou objetivos estão os nossos conceitos e critérios. Mas é certo que esse ímpeto permeia todas as nossas escolhas: desde a fruta que escolhemos no supermercado até o tipo de parceiro ou parceira que preferimos e/ou que acabamos nos relacionando, bem como também as características que gostaríamos que os nossos descendentes (hipotéticos ou reais) apresentassem, sendo a eugenia um pensamento ou ideia totalmente derivado desse mesmo princípio de preferência por qualidade.  


"Coisificação do Indivíduo: Trata os seres humanos como objetos a serem "melhorados" ou descartado em prol de um suposto "bem coletivo" arbitrário, ignorando a unicidade e o valor intrínseco de cada indivíduo."


CADA indivíduo 


Adolf Hitler e Benjamin Netanyahu também entrariam nesse "cada indivíduo"??


Então, TODO indivíduo humano, até mesmo aquele que comete crimes hediondos, deve ser tratado com o mesmo respeito aos seus direitos que os outros??? 


"Um suposto bem coletivo arbitrário"


Se traços mentais são primária e essencialmente¹ hereditários, incluindo traços de personalidade antissocial, e indivíduos que os expressam de maneira mais constante ou intensa são os mais propensos a transmiti-los* aos seus descendentes, não seria mais adequado inibi-los de procriar?? E isso não teria consequências positivas para o bem estar coletivo?? 

¹ excluindo quando são adquiridos, como por lesão cerebral. 


*Ou também outras categorias de transtornos.


Ah, não, porque segundo a "I.A", crente em tábula rasa, não é possível prever tendências irracionalmente antissociais em indivíduos humanos... 


Mas essa ode ao individualismo não seria muito radical e evolutivamente irrealista?? Já que toda espécie evolui e se adapta justamente a partir de processos seletivos, isto é, a partir de um nível coletivo e não individual...

 

Não vejo como problemático considerarmos a "unicidade do indivíduo" ou da "vida" e, ao mesmo tempo, entender que uma população precisa apresentar um equilíbrio favorável à sua adaptação e à sua evolução e isso implica ter controle sobre isso/seus grupos, subgrupos e/ou indivíduos. E se fatores sociais e históricos têm sido esses mecanismos de controle, a eugenia poderia representar, tanto no sentido mais positivo (ponderado ou racional, equilibrado...), quanto no mais negativo, um avanço sem pretendentes da autonomia humana sobre o seu próprio destino... 


"Oposição da Bioética: A comunidade bioética global rejeita veementemente a eugenia, estabelecendo códigos de ética médica que proíbem a manipulação genética com fins eugênicos ou discriminatórios."


A "comunidade bioética global" é basicamente uma das muitas SEITAS de supostos especialistas que dominam um ramo da ciência//filosofia para impor sua ideologia desviante justamente dos valores científicos e filosóficos mais importantes. 


"Proíbem a manipulação genética"


Mas o aborto de fetos com down "tá de boa", por enquanto... 


"Inviabilidade Científica

Base Pseudocientífica: A eugenia original foi desenvolvida com base em uma compreensão falha e simplista da hereditariedade e da genética, muitas vezes distorcendo a ciência para justificar preconceitos sociais e raciais."


Era a compreensão do que se sabia sobre genética e hereditariedade no final do século XIX e início do XX. Se é falha ou simplista, não era considerada na época. Isso é um típico preconceito de quem vive no tempo presente e acusa de ignorância quem viveu no tempo passado, ainda mais em relação a um ramo da ciência que, na época em questão, estava em seus primeiros passos. No mais, a compreensão de muitos que se dizem contrários à eugenia e que, inclusive, compõem os núcleos dos que se pensam e também são denominados como "bioéticos" (por outros ideologicamente aparentados), incrustados nas universidades, me parece tão ou mais falha e simplista, porque os eugenistas do passado, pelo menos, não negavam a validade factual dos aspectos mais básicos dos tópicos relacionados, como a influência predominante da biologia ou genética sobre o desenvolvimento e o comportamento humanos...


Um padrão da genética que poderia, se não inviabilizar, ao menos tornar a prática eugênica mais complexa, é a pleiotropia, que é uma tendência, que parece ser muito comum, de influência mútua entre os genes, no sentido de se organizarem como redes de proximidade, em que a seleção de um determinado conjunto de genes (ou características fenotípicas) pode gerar a seleção involuntária de outro conjunto de genes. Por exemplo, a seleção para uma alta capacidade cognitiva que pode aumentar a frequência fenotípica do espectro do autismo. Mas isso também não significa que não se possa controlar esses efeitos inesperados (ou previsíveis) em um cenário de plena prática eugênica. Isso não é negativamente determinista. Na verdade, processos históricos mais ''naturais'' e/ou aleatórios que poderiam ser considerados como variavelmente eugênicos, por apresentarem padrões de direcionamento seletivo e qualitativo, parece que têm acontecido nas sociedades humanas. Por exemplo, o provável aumento das capacidades cognitivas de populações em países como o Reino Unido**, ao longo das gerações, especialmente a partir do período mercantilista, com o domínio econômico da classe burguesa e o seu aumento exponencial, isto é, da classe média, evidência primariamente suportada pelo diferencial de mortalidade entre as classes sociais (maior mortalidade infantil e geral entre os mais pobres em comparação aos outros grupos sociais que teria resultado nessa diferença) que perdurou por séculos a fio e foi acompanhado pelo crescimento sustentado da população britânica até o início do século XX. 


Fonte:https://warwick.ac.uk/fac/soc/economics/research/centres/cage/publications/workingpapers/2019/childlessness_celibacy_and_net_fertility_in_pre_industrial_england_the_middle_class_evolutionary_advantage/

https://eprints.lse.ac.uk/100923/1/Childlessness_celibacy_and_net_fertility_in_pre_industrial_England.pdf


"Para justificar preconceitos sociais e raciais"


Mesmo que exista um fundo de verdade nisso, é sempre importante saber o quão verdadeira é uma afirmação: nesse caso, além do que defensores da eugenia pensavam ou pensam, em busca da verdade dos fatos. Pois é se é verdade que existem indivíduos de classe alta que têm preconceitos em relação aos de classe baixa, também é verdade que indivíduos de classe baixa, em média, têm menores capacidades cognitivas e estão desproporcionalmente representados em estatísticas de criminalidade, bem como nas de casos psiquiátricos... O mesmo pode ser dito em relação aos preconceitos dos mais "racistas'. 


O preconceito, no seu sentido mais puro, de generalização pejorativa de grupo, indivíduo, país... , é sempre problemático, ainda mais quando não reflete uma realidade. Mas "mentiras brancas" para passarem uma suposta bondade ou empatia também não é o mais correto e estamos vendo suas consequências muito negativas ao deixarem o campo abstrato dos discursos bonitos e se tornarem políticas públicas, estratégias políticas ou consequências destas, por exemplo, a disgenia em curso, o oposto da eugenia, em que traços considerados negativos, ainda mais se forem objetivamente considerados, como uma baixa capacidade cognitiva, estão sob seleção positiva e traços opostos, mais desejáveis, sob seleção negativa ou redução exponencial de frequência. O ideal, portanto e, pra variar, é o equilíbrio e, nesse contexto, é o de não cair no preconceito de generalizar um grupo quando não é realmente possível fazê-lo sem ser falacioso (especialmente quando se refere a um grupo vagamente definido, geralmente mais diverso do que em relação a grupos mais estritamente definidos). Mas também de não cair no outro erro de mentir para "agradar", ainda mais quando se trata de uma verdade que pode ser ou soar ofensiva para certos grupos. 


"Complexidade Genética: A maioria das características humanas, incluindo inteligência, personalidade e até mesmo a suscetibilidade a muitas doenças, é extremamente complexa e influenciada por uma interação intrincada de múltiplos genes e fatores ambientais, e não por um único "gene mestre" que poderia ser facilmente controlado."


EXTREMAMENTE complexa


Será?? 


Mas então por que um casal de indivíduos altamente inteligentes têm mais chances de ter filhos altamente inteligentes que um casal de indivíduos menos inteligentes?? E o mesmo padrão para casais menos inteligentes...


Existem doenças graves que são hereditárias, como a doença de Huntington, uma doença neurodegenerativa gravíssima e incurável. Seria antiético sugerir ou tentar persuadir pessoas que testam positivo, geneticamente, para essa doença, para se esterilizarem?? 


Doenças psiquiátricas também tendem a ter um alto grau de hereditariedade, ainda que seja menos significativo que o da doença acima. Ainda assim, será que não seria melhor sugerir o mesmo para esses indivíduos?? Traria menos risco de sofrimento nesse mundo?? 


E não é preciso ir muito longe" da saúde, porque uma baixa capacidade cognitiva, de maneira geral, apesar de não ser uma doença ou desordem, também tende a se associar com uma série de problemas das mais diversas ordens, ainda mais quando o fenótipo se manifesta a nível populacional e não apenas individual. Esse é o caso para praticamente todo país muito pobre, se não é apenas uma questão de apresentar uma "elite" política e econômica corrupta, estar passando por crises de instabilidade política ou ter poucos recursos naturais, mas também de sua população apresentar um potencial coletivo menor de capacidades se comparado com outros países e mesmo que seus problemas sociais serem reflexos diretos de suas características contextualizadas e não apenas contextos históricos supostamente paralelos às mesmas. Um exemplo muito interessante é o caso da Coreia do Norte que, apesar de paupérrima, tem produzido realizações científicas ao nível de um país intermediário a rico, provavelmente por apresentar um potencial cognitivo alto (similar ao da Coreia do Sul). E se sabemos que a inteligência também é primariamente determinada pela hereditariedade... 


Enfim, não é tão complexo assim...


Eu já escrevi alguns bons textos problematizando a crítica que se faz em relação à eugenia e o quão "surpreendentemente" benéfica ela poderia ser se fosse aplicada de maneira ética. Eu já sugeri que, ao invés de um cenário em que todos os indivíduos ou famílias identificados como portadores de "um predomínio de traços objetivamente indesejáveis" fossem forçados à esterilização, que medidas mais pontuais e persuasivas fossem adotadas, inclusive com benefícios primários àqueles que fossem selecionados, por exemplo, oferecer muitas vantagens sociais e econômicas como compensação tanto aos que tivessem seu potencial reprodutivo limitado quanto aos que tivessem seu potencial incentivado, tipo uma política do filho único específica, ou uma política de até dois filhos no primeiro grupo e de dois filhos ou mais para o segundo, mas buscando desincentivar a super fertilidade por razões ecológicas, e também por razões primordialmente lógicas: de equilíbrio do crescimento e do tamanho de uma população. E assim, mais um mito sobre a eugenia seria demonstrado na prática: de que a mesma só poderia ser praticada se for de maneira radical ou extrema.


"Único gene"


"Nem" a I.A, por enquanto, "sabe" como se organiza integralmente a estrutura genética de fenótipos cognitivos e psicológicos. No mais, não me parece que a maioria "eugenista" acredita que todo fenótipo genético é governado por apenas um gene-mestre. Típica dedução preconceituosa dos "anti eugenistas" sobre os "eugenistas"...


"Pool Genético Aleatório": A variabilidade genética aleatória (o pool genético) é crucial para a saúde e a sobrevivência da espécie humana a longo prazo. A tentativa de eliminar essa variabilidade ou de selecionar artificialmente "características superiores" poderia, na verdade, enfraquecer a adaptabilidade humana."


Mas será que todo eugenista, ou a maioria, pensa em eliminar boa parte da diversidade genética humana?? 


Então, a doença de Huntington e o autismo, especialmente o autismo de níveis 2 e 3, são fundamentais para a variabilidade e a saúde das populações humanas???


Mas a redução do número de pessoas de raça branca para níveis críticos e o mesmo para as que apresentam altas capacidades cognitivas, de qualquer tipo, também não deveriam ser vistos como problemas relacionados com a redução potencialmente danosa da diversidade genética humana??? 


"PODERIA"


Então, eugenia significa basicamente "redução significativa da diversidade genética"??? Ou esse "poderia" está apenas no campo da especulação solta?? 


Mas um excesso de diversidade também não seria bom??? 


Eu poderia apostar alto, se tivesse bastante dinheiro, que muitos dos que se dizem contrários à qualquer prática de eugenia, estão fazendo pouco ou nenhum caso com o risco real de extinção da "raça branca"... Pelo contrário, se são os que mais estão incentivando... E que problematizariam à enésima potência sobre a realidade da hereditariedade primária e predominante da inteligência humana para justificar que nada seja feito para reverter certas tendências disgênicas. Claro, diriam que "somos todos iguais em capacidades" e que "basta uma educação de qualidade" em uníssono...


"Em resumo, a eugenia é um conceito obsoleto, cientificamente infundado e moralmente condenável, que levou a crimes históricos contra a humanidade. A tecnologia genética atual é focada na terapia gênica para curar doenças, respeitando a dignidade e os direitos individuais, e não em práticas seletivas em massa."


''Obsoleto''


Quem foi que determinou a sua obsolescência conceitual?? 


Então, a compreensão de que processos seletivos e de hereditariedade também representam uma parte importante da evolução de nossa espécie e de que seria interessante buscar aplicá-la a nível social é algo que ficou completamente no passado?? 


Mas se os ''eugenistas'' estão mais certos sobre suas crenças do que os "anti-eugenistas", então, a disgenia em curso em praticamente todo mundo não será realmente solucionada pela universalização de uma "educação de qualidade'' e, inevitavelmente, no futuro, teremos que recorrer a práticas eugênicas??


E a "liberdade", por acaso não é um conceito com um histórico e um presente condenáveis?? Então deveríamos extirpá-lo do nosso vocabulário e então de nossa prática cotidiana?? 


O meu direito individual simplesmente não pode se sobrepor ao bem estar coletivo. Da mesma maneira que o coletivo também não pode infringir o meu direito a ter o mínimo de autonomia pessoal. Pois se eu demonstrasse qualquer tipo de incapacidade crônica de comportamento minimamente civilizado, mesmo se isso também não implicasse em um potencial hereditário, ainda não poderia, idealmente, constituir uma família. Onde está a dignidade dos descendentes que eu poria no mundo e não cuidaria ou o faria da pior maneira?? Os custos de indivíduos muito disfuncionais e de vários dos seus descendentes, e não me refiro apenas aos de classe trabalhadora, têm sido muito altos, não apenas em um sentido financeiro, mas também existencial. É graças a essa ideia de autonomia compulsória para quase todo indivíduo humano que, por exemplo, indivíduos dotados de transtornos de personalidade antissocial têm gerado descendência, perpetuado esse fenótipo ao longo das gerações e, ainda mais grave, dominado nações e impérios só para impor ou reforçar sistemas opressivos, especialmente os mais espertos em que astúcia e um ímpeto se dominância se relacionam de maneira mutualista... 


Um fato curioso é que, se não for a eugenia, ou um controle mais invasivo de populações humanas, a priori, visando o seu melhoramento ou, pelo menos, a manutenção do que tem de bom, inevitavelmente será o darwinismo social, ou a ausência de qualquer controle desse tipo resultando em uma aleatoriedade de resultados, que não é apenas uma questão do "mais rico levando vantagem sobre o resto'**, mas em um sentido mais ecológico: "do mais adaptado a certo ambiente se reproduzindo mais", e em nosso contexto atual, de decadência social e civilizacional, não é o mais inteligente ou o mais sensato que mais tem colocado filho no mundo, resultando em um cenário oposto ao da eugenia, que é a disgenia.

Eu sempre me pergunto se a maioria dos que se dizem totalmente contrários à eugenia, mesmo se não concordam ou sabem disso, seriam favoráveis ao seu oposto?? 


Não parece ser apenas uma impressão, mas exatamente o que pensam, justamente porque acreditam em uma série de crenças genuinamente pseudocientíficas sobre esses tópicos que se tornaram politicamente dominantes, que eu já denominei de maneira sarcástica como "pseudociências do bem" (enviesadas à "esquerda").


** Foi mostrado acima que existem estudos que encontraram padrões reprodutivos que favoreceram especialmente a classe média sobre as outras classes sociais, primariamente no Reino Unido pré revolução industrial, e que isso pode ter produzido um padrão primariamente eugênico, se indivíduos de classe média e alta tendem, em média, a apresentar maiores capacidades cognitivas (seus status sociais como reflexos parciais disso). 


A "terapia genética" atual, além de ter como base experimental, o sacrifício cruel de muitas vidas não-humanas, muitas vezes sem qualquer resultado objetivo no tratamento ou na cura de doenças, ainda pode ser usada justamente para o que os "bioéticos" mais temem, supostamente, o uso desse tipo emergente de tecnologia para alimentar narcisismo ou validar baixa autoestima de muitas pessoas, enfim, de ser usada como um serviço capitalista em que nos tornamos os nossos próprios Frankensteins... Se é possível promover um maior controle sobre o direcionamento da qualidade genética e fenotípica de uma população sem que isso resulte em lebensraum e holocaustos, mas também sem o oposto, justamente o que tem acontecido na nossa "modernidade" (ou pós)... E mesmo a ideia baseada na livre associação em que um grupo decide preservar ou mesmo direcionar seus traços, desde que não sejam traços ou fenótipos imoralmente explícitos, como a psicopatia, pode ser efetuada sem que infrinja qualquer direito, aliás, exercendo um direito que deveria estar bem ratificado... 


Conclusão 


A I.A mostra mais uma vez que é apenas outra ferramenta criada por grupos de "elite" para reforçar suas crenças e que também são planos escusos de poder (em plena execução), ao invés de se servir como um instrumento tecnológico para a verdadeira educação, práxis filosófica. Como resultado, ao invés de, em relação a esse tópico, ser a mais imparcial e objetiva possível, como se supostamente espera de uma máquina criada pelo ser humano para superar o seu próprio viés, apenas replica o senso comum imposto como verdade absoluta e que tem tido sérias consequências. 

Um dos argumentos mais comuns usados contra qualquer prática de eugenia é aquele que confronta a mesma com a ideologia dos direitos humanos. No entanto, essa ideologia sempre se baseia em um mundo irrealisticamente ideal, sem considerar os contextos humanos sob uma perspectiva mais realista. Pois a eugenia, se for praticada de maneira genuinamente ética, funcionaria exatamente como a medida mais ideal para um mundo intrinsecamente não-ideal. 


quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Uma das minhas maiores decepções: pessoas "mais inteligentes"

 Prometem muito e entregam pouco ... Especialmente em termos emocionais e racionais 


A minha experiência pessoal e a minha impressão geral em relação a essas pessoas, que são reconhecidas como altamente inteligentes, por critérios convencionais, não têm sido boas. Porque eu tenho esperado delas que fossem mais racionais ou sensatas, criativas e emocionalmente inteligentes. Enfim, de acordo com o próprio conceito de inteligência humana, presente em qualquer dicionário. Só que, pelo menos no meu convívio e também com base em minhas observações sobre grupos tipicamente "de alto QI", o que eu tenho percebido é o oposto do que se espera desses que são socialmente considerados os "mais inteligentes". Se, ao invés da sensatez, eu tenho percebido neles uma forte atração ou vulnerabilidade para a doutrinação ideológica, e isso geralmente significa um apego desmedido a crenças irracionais; ao invés da criatividade, eu tenho percebido neles uma tendência para a rigidez cognitiva, por parecem mais tacitamente intolerantes ou incapazes de lidar com opiniões destoantes, por talvez não terem uma capacidade plenamente desenvolvida de autocrítica, que não se resume a uma autorreflexão pouco objetiva e imparcial e que, por sua vez, resulta em um apelo constante à racionalização de pensamentos e ações, inclusive dos próprios equívocos. E, por fim, uma impressão de tendência para a frieza ou o desequilíbrio emocional entre eles, isto é, de uma capacidade limitada para entenderem contextos pessoais ou emocionais, dos outros e de si mesmos, que torna suas relações sociais mais difíceis. Enfim, eu tenho percebido neles, variações (qualitativas) de um mesmo fenômeno, a estupidez, que, em teoria, não se esperaria ver com mais frequência no grupo considerado o "mais inteligente". Cientistas//acadêmicos, jornalistas, professores, artistas de alto nível... 

quinta-feira, 24 de julho de 2025

Por que a "esquerda" mente tanto ou mais que a "direita"??

 Eu já fui um estudante de universidade federal brasileira. E mais, estudei em uma faculdade das ciências humanas, entre 2008 e 2014. Escolhi e passei para cursar a disciplina que foi a minha paixão, especialmente na minha segunda infância: geografia. Entrei no curso acreditando que seria mais de acordo com que aprendi a amar a geografia: memorizando nomes de capitais, tendo curiosidade em conhecer sobre outros países... Mas, desde o primeiro mês de aula até o dia em que apresentei o TCC (trabalho de conclusão de curso), eu fui exposto a um material acadêmico absolutamente enviesado à "esquerda" no espectro político-ideológico. Eu poderia facilmente estimar em torno de 90% de viés, excluindo conhecimentos técnicos e básicos. Pois o maior problema ainda não é se o viés é mais para um lado ou outro, ou mesmo o "quanto". Mas no que isso implica. E no caso de um viés à "esquerda", tipicamente, tem implicado em uma imposição de uma maioria de narrativas altamente distorcidas da realidade, que também são narrativas dogmáticas, fechadas para críticas intelectualmente honestas, que não estão integralmente baseadas em evidências, fatos e/ou ponderação racional... Portanto, mesmo que não seja, a priori, um problema, se torna, a posteriori, pelo que tem significado. Nem sou contra a aplicação do pensamento crítico, diferente de muitos à "direita". Aliás, é inevitável que uma ciência humana sempre atualizada dê a mesma atenção à crítica social tal como dá aos seus conhecimentos mais básicos. O mais importante é o quão embasada essa crítica está... Eis aí o grande problema do viés à "esquerda" (tanto quanto para a "direita")...


Então, essa foi a minha experiência dentro de uma universidade, e não sei se ainda terei a oportunidade de estar lá novamente. Mas não sou o único que percebeu essa situação, porque todo aquele que a frequenta ou que já frequentou, sabe, assim como eu, o que está acontecendo lá dentro. Sabe que, especialmente as faculdades das ciências humanas e adjacências se transformaram desde há um bom tempo em um antro de profunda doutrinação ideológica. Mas não são todos que são sinceros sobre isso. Na verdade, tem muitos que mentem, até descaradamente, chegando a negar que existe um esquema montado em que aqueles que demonstram afinidades ideológicas compatíveis são promovidos dentro da hierarquia acadêmica e aqueles que não são, são perseguidos ou mesmo eliminados da concorrência interna. Isto é, sem que os critérios de compatibilidade sejam exclusivamente a competência técnica e a plena adesão aos valores filosófico-científicos. É claro que são "de esquerda" os que mais mentem sobre isso, já que são os mais interessados que se permaneça esse estado de coisas, se para se favorecerem pessoalmente ou que, pelo menos a academia continue reiterando suas crenças ideológicas sem o mínimo de autocrítica. Pois a frequência e a profundidade desse hábito muito problemático parece ser maior entre eles do que entre àqueles, do outro lado das trincheiras da polarização. Deve ser porque é necessário uma maior elaboração nas mentiras de "esquerda" do que nas de "direita", por apresentarem uma natureza mais comparativamente abstrata, se isso também exige um maior esforço psicológico de crença. Mas também porque, por mais que a "direita" conservadora tenha uma longo histórico de abraço ao obscurantismo e ao negacionismo, pelo menos em relação a alguns fatos muito básicos sobre a natureza humana, nunca os negou tão profundamente como a "esquerda" tem feito. Nunca negou diferenças entre sexo, raça ou outros grupos humanos, mesmo se também não chegou a desenvolver esses fatos ou se limitou a exagerá-los pela via da generalização. Então, essa diferença, que parece pouca, se vista por um olhar mais superficial, é bem mais significativa quando olhamos mais de perto, justamente por se tratar de fatos muito básicos que são até primariamente percebidos de maneira instintiva e que são desproporcionalmente influentes em nossas vidas, tanto é que, com a hegemonia cultural e política da "esquerda" identitário-burguesa, nações inteiras sob o seu julgo começaram a apresentar problemas sociais crônicos que ameaçam suas próprias existências, não apenas como culturas ou etnias distintas, como também em termos de civilidade. Mas também existem outros fatores prováveis para que a "esquerda" minta e mais profundamente que a "direita". Um outro fator é uma grande atração que as suas ideias exercem sobre indivíduos que apresentam desvios ou transtornos da norma mais condizente com o ciclo natural de existência de um organismo: procriação, sobrevivência... Transtornos ou desvios morais, psiquiátricos, sexuais... Se especialmente a "esquerda" identitária que tem abraçado esses desajustados congênitos, ao invés de fazer como a direita tradicional sempre fez desde há muito tempo, de condená-los pelo que são. No entanto, esse "abraço" tem acontecido de maneira, digamos, excessivamente positivo e, claro, com segundas, terceiras intenções... Na verdade, a "esquerda", seria mais literalmente representada por essa mesma massa de "mutantes", como o reflexo de sua própria natureza inconformista à ordem "mais natural". Ainda que não se possa dizer que tudo o que defenda seja equivocado ou inverídico, se busca transcender essa ordem, que é uma espécie de réplica de cadeia alimentar inserida dentro de contextos humanos, combatendo os problemas sociais e morais que ela provoca, sem naturalizá-los tanto quanto tem feito a "direita", ela mesma, sua maior promotora. Mas, ao tratá-la como intrinsecamente falaciosa, o que não é, se reflete aspectos inatos e mais gerais do comportamento e das relações dos seres vivos, acaba causando mais problemas do que resolvendo os existentes. Por exemplo, quando afirma que a única razão para as diferenças sociais entre homens e mulheres é a opressão histórica e estrutural do patriarcado sobre o segundo grupo, desprezando completamente suas diferenças biológicas, incluindo as diferenças mentais entre os sexos. Portanto, além do próprio esforço que uma maior elaboração teórica exige, ainda precisa estar sempre reforçando crenças irracionais ou não-factuais sobre esses fatos muito básicos, forçando-a a se aprofundar mais no hábito de mentir do que a "direita". Pois se a "esquerda" os aceitasse pelo que são e passasse a construir sua defesa pela justiça social com base neles, uma parte significativa de seu conteúdo negacionista da legítima ciência seria eliminado e, aí sim, seria até melhor que as universidades tivessem um viés significativo ao seu lado. Mas a nossa realidade é praticamente a oposta desse ideal...

quinta-feira, 3 de julho de 2025

A principal diferença entre doutrinação e educação

 É o caráter factual do que está sendo transmitido... 


Especialmente quando mentiras, meias verdades ou distorções de fatos, tipicamente organizadas como narrativas dogmáticas, predominam ou já estão presentes desde a essência de um sistema de crenças, é seguro classifica-lo como muito passível de se servir como referencial ideológico de doutrinação, e não de educação. 

É por isso que, afirmar que Deus é uma improbabilidade lógica muito possível e que a luta de classes é uma realidade empírica, não são exemplos de doutrinação ideológica (o primeiro, de fato, carece de qualquer evidência, e o segundo é visível a todo momento em que se vive dentro de uma sociedade humana típica), ao passo que, negá-los, se tratam de exemplos (à "direita") de doutrinação. 

Qualquer negacionismo de um fato, ainda mais de um fato notório que pode ser facilmente observado, ou afirmação de um fenômeno ou evento extraordinário sem qualquer evidência verdadeira que o corrobore, são matéria-prima para a doutrinação. 

Outros dois exemplos de doutrinação, e não de educação, mas que estão mais "à esquerda" no espectro político-ideológico são: o negacionismo da existência de diferenças mais intrínsecas de comportamento e inteligência entre indivíduos e grupos humanos (observável e ratificado pela percepção de padrões de estabilidade, previsibilidade e hereditariedade de comportamentos), e a afirmação extraordinária (um complemento típico ao primeiro) de que o meio tem um papel muito mais importante para o comportamento humano do que nossa própria natureza ou biologia, como se fôssemos apenas reagentes totalmente moldáveis pelas circunstâncias.

terça-feira, 29 de abril de 2025

Sobre a nova "branca de neve" e uma velha suspeita/About the new "Snow White" and an old suspicion

 Por que empresas renomadas do cinema estão fazendo filmes ("remakes") que custam caro já sabendo que muito provavelmente serão fiascos de audiência?? 


Será que haveria uma razão subjacente?? Não apenas uma cruzada ideológica teimosa, mas também algo tão ou mais maquiavélico?? 

Então, eu comecei a pensar no que parece o mais óbvio que "certos" políticos ou grupos "de interesse" fazem quando querem aumentar seu poder sem que sejam perturbados pela opinião pública: o método da distração. De manipularem as pessoas para que prestem mais atenção a temas geralmente menos importantes, como um remake de filme da Disney, enquanto, na surdina, tais "grupos" maquinam a imposição de mais uma de suas perversidades. Ou também de simplesmente atiçarem ainda mais a polarização ideológica entre a população, que eles mesmos criaram e alimentam, e que funciona perfeitamente para manter o povo, isto é, as pessoas comuns, divididas, enquanto eles se mantêm unidos em seus objetivos totalitários...



Why are renowned film companies making expensive films ("remakes") knowing that they will most likely be box office flops??

Could there be an underlying reason?? Not just a stubborn ideological crusade, but also something equally or even more Machiavellian??

So, I started thinking about what seems to be the most obvious thing that "certain" politicians or "interest" groups do when they want to increase their power without being disturbed by public opinion: the method of distraction. By manipulating people so that they pay more attention to generally less important issues, such as a remake of a Disney film, while, in secret, such "groups" scheme to impose yet another of their perversities. Or simply by further stirring up the ideological polarization among the population, which they themselves created and feed, and which works perfectly to keep the people, that is, ordinary people, divided, while they remain united in their totalitarian goals...

domingo, 15 de setembro de 2024

Mais sobre o mesmo/More about the same

 Mais intensa é a doutrinação ideológica, menor é a autonomia do pensamento sobre o sentimento, de tal maneira que não seria exagerado chamá-la de doutrinação emocional 


A falácia, geralmente, é a expressão de um raciocínio desprovido de um esforço intelectual mínimo 

A esquerda é uma pretensão de complexidade e profundidade filosófica de pensamento. A direita é uma simplicidade autêntica porém excessiva, porque almeja a objetividade, mas acaba tão subjetiva quanto à esquerda. Revisitando o meu pensamento sobre as duas, em que a esquerda tende a expressar um pseudo intelectualismo (pretensão de inteligência/racionalidade) e a direita um anti intelectualismo (a negação da mesma...em prol de sua autenticidade)

O típico direitista se comporta exatamente como uma pessoa comum ou um "average Joey". Um típico esquerdista se comporta exatamente como um membro de seita 

Uma impressão pessoal: de que existe uma correlação positiva entre ser mulher e/ou estar dentro do espectro de minorias sexuais e de apresentar um grau crônico de analfabetismo científico e filosófico, resultando em uma correlação positiva de engajamento ou crença de muitos indivíduos dessas populações com pseudociências de todos os tipos: médicas, "do bem" (político-ideologicamente enviesadas à esquerda), até pela tendência de ambos serem mais emotivos ou movidos pelos seus sentimentos e, portanto, mais parciais e subjetivos do que imparciais e objetivos, características básicas para um bom cientista 

E sem falar de uma provável desproporção dos mesmos grupos entre "artistas' da "arte contemporânea" 

Politizados verdadeiros discutem mais sobre política. Pseudo-politizados discutem mais sobre políticos 

Enquanto as ficções humanas são meios para finalidades específicas e pragmáticas, como o conceito de justiça, realidades concretas e derivadas são fins em si mesmos, como uma pedra ou a água

Quando todos os políticos são corruptos, covardes ou tolos, as pessoas comuns deveriam tomar para si mesmas a responsabilidade de governo

A maioria dos jornalistas são meros propagandistas políticos 

Jornalistas, atores, políticos... Grupos muito semelhantes... 

A hipocrisia do tribalismo identitário é igual à hipocrisia de chamar de comunidade uma seita ou culto 

Identitários de "esquerda" e de "direita" se assemelham em demasia por suas autoestimas muito altas que resultam em uma autenticidade mórbida: desequilibrada ou distorcida. A maior diferença é que a autenticidade dos de direita é mais comum e alinhada ao ciclo de competição, reprodução e hierarquia social, mais alinhada à ordem "natural" ou típica...

Todo identitarismo é uma ideologia que se serve como um espelho de autenticidade àqueles que o adotam

Um exemplo de como o identitarismo burguês "de esquerda" finge que combate a desigualdade sem de fato fazê-lo: quando impõe sistemas de cotas raciais para profissões do setor público com os salários mais altos, como o de juiz, ao invés de combater as próprias diferenças salariais e de privilégio social entre as profissões, o cerne da desigualdade social 

O "branco de esquerda" que aceita ser responsabilizado por crimes que não cometeu só porque foram cometidos por "seus ancestrais' ou pelo governo do seu país, é tão trouxa quanto o evangélico que dá dinheiro ao pastor que se aproveita para enriquecer. 

O cidadão "de esquerda" que tolera o crime ou defende pela suavização da punição por crimes também está na mesma posição de alguém que naturaliza condições injustas e prejudiciais a si mesmo. Um pouco menos se ele for socialmente privilegiado e, portanto, mais protegido da bandidagem urbana...

Também pode ser possível comparar com pessoas comuns autodeclaradas de esquerda que apoiam correligionários que literalmente gozam de um alto padrão de vida e se limitam à "militâncias" discursivas como demonstração pública de apoio à políticas e ideias ditas esquerdistas. 

Defender pela suavização da punição por crimes também é uma maneira de defender pela opressão, com o aumento da insegurança, de quem vive nos mesmos bairros em que vive a maioria dos sujeitos cronicamente anti sociais, abundantes nas classes mais baixas ou basais.

Também é um verdadeiro privilégio social, não no bom sentido, defender por políticas públicas baseadas em ideias excessivamente abstratas à realidades constantes na dinâmica social, tal como às que se baseiam no negacionismo das diferenças intrínsecas de comportamento e inteligência entre indivíduos e grupos humanos. É fácil fazê-lo quando não tem que lidar com essas diferenças no cotidiano, como as variações mais extremas de inteligência emocional, empatia, racionalidade...

Brancos de origem europeia têm sido governados pelos menos sábios entre eles desde há muito tempo, a norma na maioria das comunidades e sociedades humanas. Pois, nessa primeira metade de século  XXI, em que uma tribo, originalmente do oriente médio, tomou o poder no mundo ocidental e está promovendo o seu genocídio lento e sofisticado para terminar esse processo de usurpação de poder, muitos deles se espantam por essa situação, como se não fosse totalmente previsível que uma civilização corrupta pudesse cair nas mãos de outras "elites" tão mal intencionadas quanto às anteriores

Em uma tragédia sem crime, a reação mais apropriada é a de lamento pela perda de vidas. Já no caso de uma tragédia a partir de uma ação criminosa, se exige uma reação primária de indignação, não apenas de lamento

A "esquerda' nega a existência de raças humanas ou de variações fenotípicas estatisticamente significativas (não apenas de traços físicos, mas também mentais e mais intrínsecos), isto é, de uma realidade biológica, enquanto considera o termo racismo, uma ficção humana ou abstração, uma verdade tão absoluta quanto à própria existência da espécie humana

Ter um excelente conhecimento geral ou cultural pode te fazer mais sofisticado e culto, mas não necessariamente mais sensato ou filosoficamente inteligente, ainda mais se a vocação filosófica sempre prioriza a qualidade sobre a quantidade

O único sistema de cotas justo é aquele que discrimina a favor de pessoas com deficiência

E ainda sobre sistemas de cotas, o mais do mesmo do que tenho dito, de que, não adianta implementá-los, se, além de não selecionarem por mérito de capacidade ou potencial, ainda continuarão funcionando como um método injusto de seleção de capacidades específicas a partir de avaliações excessivamente generalistas, que focam em conhecimentos gerais e memorização do que em conhecimentos específicos e práticos, o cerne do seu problema primário que o torna menos justo do que aparenta

O meu tipo de introvertido não é aquele que prefere ficar sozinho e sim aquele que gosta de ter seu espaço pessoal e/ou privacidade respeitados

Talvez uma diferença marcante entre um psicopata típico e um sociopata típico: em uma conversa, o psicopata escuta primeiro para saber o que falar, enquanto o sociopata está mais inclinado a não se importar com o que está dizendo 

Estúpido não é o mesmo que menos inteligente

O menos inteligente sabe ou compreende menos 

O mais estúpido não entende ou confunde mais 

A principal diferença entre eles é o nível de autoconsciência, especialmente em relação ao menos inteligente que não é categoricamente estúpido, em que o mais estúpido também é o menos autoconsciente, que não é igualmente condicional ao menos inteligente 

Pois parece que, enquanto existe uma abundância de menos inteligentes ou simplórios que se identificam com a direita no espectro político-ideológico corrente, como compensação, parece haver uma abundância de estúpidos categóricos que se identificam com a esquerda, típico de grupos de culto ou seita

Em termos evolutivos, o [mais]estúpido é todo aquele que adota uma estratégia de existência que o desvirtua em demasia da maneira mais original ou básica e eficiente de sobrevivência de sua espécie. Nesse sentido, então, parece mais verossímil definir como estúpido um típico "progressista" do que um típico "conservador"

No entanto, não é tão simples assim, já que o típico "progressista" tem demonstrado uma certa capacidade de sobrevivência individual em cenários específicos e importantes, justamente pela estratégia evolutiva mais adotada por humanos, a covardia, se pelo conformismo ideológico ou camuflagem social, pelo menos quanto à hegemonia de algumas de suas ideologias de aderência nessa primeira metade do século XXI, ou pela decisão de se esquivar de um envolvimento geralmente forçado em conflitos bélicos. Um porém a essa conclusão seria de que essa capacidade seria mais eficiente a curto do que a longo prazo

Não há nada que aborreça mais um indivíduo muito racional ou sensato do que um relativista da verdade.

Idiotas ou estúpidos arquetípicos que, tradicionalmente, se acham mais sensatos que os outros, são, frequentemente, atraídos por cultos de doutrinação ideológica, pois se apoiar em uma ideologia é a maneira mais fácil de aparentar inteligência ou conhecimento 

A manifestação mais básica e decisiva de inteligência é pela demonstração genuína de conhecimento, a priori, independente do quão amplo ou aprofundado possa estar, contanto que seja objetivo. E claro que, a partir de uma capacidade de aprofundamento, a demonstração de inteligência se faz ainda mais impressionante. É por isso que, talvez, muito daquilo que nos acostumamos a chamar por eufemismos, como a "cultura", na verdade, seja uma manifestação de inteligência ou estupidez, insensatez ou insensatez, a crença religiosa, por exemplo. A própria cultura poderia ser considerada uma espécie de sinônimo relativamente distante para inteligência, bem como para estupidez, se a cultura não se limita a rituais, roupas ou linguagens, mas também à qualidade intelectual e moral de suas crenças...


The more intense the ideological indoctrination, the less autonomy of thought over feeling, so much so that it would not be an exaggeration to call it emotional indoctrination

The fallacy is generally the expression of reasoning devoid of minimal intellectual effort

The left is a pretense of complexity and philosophical depth of thought. The right is an authentic but excessive simplicity, because it aims for objectivity, but ends up as subjective as the left. Revisiting my thoughts on both, in which the left tends to express a pseudo-intellectualism (pretense of intelligence/rationality) and the right an anti-intellectualism (the denial of the same... in favor of its authenticity)

The typical right-winger behaves exactly like an ordinary person or an "average Joey". A typical leftist behaves exactly like a member of a cult

A personal impression: that there is a positive correlation between being a woman and/or being within the spectrum of sexual minorities and presenting a chronic degree of scientific and philosophical illiteracy, resulting in a positive correlation of engagement or belief of many individuals from these populations with pseudosciences of all types: medical, "good" (politically and ideologically biased to the left), even due to the tendency of both to be more emotional or driven by their feelings and, therefore, more partial and subjective than impartial and objective, basic characteristics for a good scientist

And not to mention a probable disproportion of the same groups among "artists" of "contemporary art"

True politicized people discuss more about politics. Pseudo-politicized people discuss more about politicians

While human fictions are means to specific and pragmatic ends, such as the concept of justice, concrete and derived realities are ends in themselves, such as a stone or the water

When all politicians are corrupt, cowards or fools, ordinary people should take upon themselves the responsibility of government

Most journalists are mere political propagandists

Journalists, actors, politicians... Very similar groups...

The hypocrisy of identitarian tribalism is the same as the hypocrisy of calling a sect or cult a community

Identitarians of the "left" and "right" are too similar because of their very high self-esteem that results in a morbid authenticity: unbalanced or distorted. The biggest difference is that the authenticity of those on the right is more common and aligned with the cycle of competition, reproduction and social hierarchy, more aligned with the "natural" or typical order...

All identitarianism is an ideology that serves as a mirror of authenticity to those who adopt it

An example of how "left-wing" bourgeois identitarianism pretends to combat inequality without actually doing so: when it imposes racial quota systems for public sector professions with the highest salaries, such as that of judge, instead of combating the very differences in salary and social privilege between professions, the core of social inequality

The "left-wing white" who accepts being held responsible for crimes he did not commit just because they were committed by "his ancestors" or by the government of his country, is as foolish as the evangelical who gives money to the pastor who takes advantage of it to get rich.

The "left-wing" citizen who tolerates crime or advocates for the softening of punishment for crimes is also in the same position as someone who naturalizes unfair and harmful conditions to himself. A little less if he is socially privileged and, therefore, more protected from urban banditry...

It may also be possible to compare it with ordinary people who declare themselves to be left-wing who support fellow believers who literally enjoy a high standard of living and limit themselves to discursive "activism" as a public demonstration of support for so-called leftist policies and ideas.

Advocating for the softening of punishment for crimes is also a way of advocating for the oppression, with the increase in insecurity, of those who live in the same neighborhoods as the majority of chronically anti-social individuals, abundant in the lower or lower classes.

It is also a true social privilege, not in a good way, to advocate for public policies based on ideas that are excessively abstract from the constant realities of social dynamics, such as those based on the denial of intrinsic differences in behavior and intelligence between individuals and human groups. It's easy to do so when you don't have to deal with these differences in everyday life, such as the most extreme variations in emotional intelligence, empathy, rationality...

Whites of European origin have been ruled by the least wise among them for a long time, the norm in most human communities and societies. Well, in this first half of the 21st century, when a tribe, originally from the Middle East, has taken power in the Western world and is promoting its slow and sophisticated genocide
to end this process of usurpation of power, many of them are shocked by this situation, as if it were not completely predictable that a corrupt civilization could fall into the hands of other "elites" as ill-intentioned as the previous ones

In a tragedy without crime, the most appropriate reaction is to lament the loss of life. In the case of a tragedy resulting from a criminal act, a primary reaction of indignation is required, not just regret

The "left" denies the existence of human races or of statistically significant phenotypic variations (not only of physical traits, but also mental and more intrinsic ones), that is, of a biological reality, while considering the term racism, a human fiction or abstraction, a truth as absolute as the very existence of the human species

Having excellent general or cultural knowledge can make you more sophisticated and cultured, but not necessarily more sensible or philosophically intelligent, especially if the philosophical vocation always prioritizes quality over quantity

The only fair quota system is one that discriminates in favor of people with disabilities

And still about quota systems, more of the same of what I have been saying, that there is no point in implementing them, if, in addition to not selecting based on merit of capacity or potential, they will also continue to function as an unfair method of selecting specific capabilities based on excessively generalist evaluations, which focus on knowledge general and memorization than in specific and practical knowledge, the core of his primary problem that makes him less righteous than he seems

My type of introvert is not one who prefers to be alone but one who likes to have his personal space and/or privacy respected

Perhaps a striking difference between a typical psychopath and a typical sociopath: in a conversation, the psychopath listens first to know what to say, while the sociopath is more inclined to not care about what is being said

Stupid is not the same as less intelligent

The less intelligent knows or understands less

The more stupid does not understand or confuses more

The main difference between them is the level of self-awareness, especially in relation to the less intelligent who is not categorically stupid, in which the more stupid is also the less self-aware, which is not equally conditional to the less intelligent

For it seems that, while there is an abundance of less intelligent or simple-minded people who identify with the right in the current political-ideological spectrum, as compensation, there seems to be an abundance of categorical idiots who identify with the left, typical of cult or sect groups

In evolutionary terms, the [most] stupid is anyone who adopts a strategy of existence that distorts too much the most original or basic and efficient way of survival of their species. In this sense, then, it seems more plausible to define a typical "progressive" as stupid than a typical "conservative"

However, it is not that simple, since the typical "progressive" has demonstrated a certain capacity for individual survival in specific and important scenarios, precisely because of the evolutionary strategy most adopted by humans, cowardice, whether through ideological conformity or social camouflage, at least regarding the hegemony of some of their ideologies of adherence in this first half of the 21st century, or through the decision to avoid a generally forced involvement in armed conflicts. One drawback to this conclusion would be that this capacity would be more efficient in the short term than in the long term.

There is nothing that annoys a very rational or sensible individual more than a relativist of truth.

Archetypal idiots or stupid people who traditionally think they are more sensible than others are often attracted to cults of ideological indoctrination, because relying on an ideology is the easiest way to appear intelligent or knowledgeable.

The most basic and decisive manifestation of intelligence is through the genuine demonstration of knowledge, a priori, regardless of how broad or in-depth it may be, as long as it is objective. And of course, from a capacity for deepening, the demonstration of intelligence becomes even more impressive. This is perhaps why much of what we are accustomed to calling euphemistically, such as "culture", is in fact a manifestation of intelligence or stupidity, foolishness or insanity, religious belief, for example. Culture itself could be considered a kind of relatively distant synonym for intelligence as well as for stupidity, if culture is not limited to rituals, clothes or languages, but also to the intellectual and moral quality of its beliefs...

sexta-feira, 31 de maio de 2024

Um sinal primário e inequívoco de estupidez específica: literalizar generalizações/A primary and unmistakable sign of specific stupidity: literalizing generalizations

 Ainda mais as que são claramente inverídicas...


Tal como de dizer que todos os indivíduos de um grupo são culpados por crimes cometidos pelos seus antepassados ou por outros indivíduos só porque pertencem ao mesmo grupo. Um exemplo atual é a infame "culpa branca", a demonização generalizada de indivíduos de raça branca de origem europeia por crimes cometidos no passado colonialista e mesmo os que continuam a ser cometidos por indivíduos de raça branca na atualidade. Enfim, mais uma imprecisão grosseira dos fatos para fins ideologicamente doutrinários.

Even more so those that are clearly untrue...

As in saying that all individuals in a group are guilty of crimes committed by their ancestors or other individuals just because they belong to the same group. A current example is the infamous "white guilt", the widespread demonization of white individuals of European origin for crimes committed in the colonialist past and even those that continue to be committed by white individuals today. In short, another gross imprecision of the facts for ideologically indoctrinal purposes.

segunda-feira, 27 de maio de 2024

Em condições normais de temperatura e pressão..../Under normal temperature and pressure conditions....

 ... todos os canais de YouTube, blogs, etc, que perpetuam, em frequência constante, qualquer tipo de pseudociência, notícias ou informações falsas, narrativas parciais, incluindo em especial aquelas que, atualmente, são propagadas por governos, mídia e educação, ditas "de esquerda", deveriam ser, no mínimo, taxados como "canais ideologicamente tendenciosos, excessivamente enviesados"..., dos "galãs feios" aos canais bolsonaristas. E, no máximo, deveriam ser punidos por indução à doutrinação e à desinformação, até com a possibilidade de serem excluídos das plataformas. 


... all YouTube channels, blogs, etc., which constantly perpetuate any type of pseudoscience, fake news or misinformation, partial narratives, including in particular those currently propagated by governments, media and education, so-called "left-wing", should be, at the very least, labeled as "ideologically biased, excessively biased channels".... And, at most, they should be punished for inducing indoctrination and misinformation, even with the possibility of being excluded from platforms.

terça-feira, 2 de abril de 2024

Expectativa, realidade e o ideal sobre a educação/Expectation, reality and ideal about education

 Expectativa: de que a educação seja apenas uma transmissão de conhecimentos.


Realidade: de que a educação é uma transmissão apenas parcial de conhecimentos, porque também tem incluído doutrinação ideológica, especialmente em matérias das ciências humanas.

O ideal: a educação, enquanto prática da filosofia, consiste na transmissão de conhecimentos, incluindo o autoconhecimento, mas também no incentivo a gostar de aprender e até de se entreter com o conhecimento, de vê-lo como um fim em si mesmo e não apenas como um meio; e tão ou mais importante, no ensino do pensamento lógico-racional, isto é, a pensar de maneira mais sensata (não apenas sobre transmitir conhecimentos).  

Expectation, reality and ideal about education


Expectation: that education is just a transmission of knowledge.

Reality: that education is only a partial transmission of knowledge, because it has also included ideological indoctrination, especially in subjects of the human sciences.

The ideal: education, as a practice of philosophy, consists of transmitting knowledge, including self-knowledge, but also encouraging people to enjoy learning and even being entertained by knowledge, seeing it as an end in itself and not just as a means; and equally or more importantly, in teaching logical-rational thinking, that is, thinking more sensibly (not just about transmitting knowledge).

sábado, 2 de março de 2024

Mais provocações voluntárias

 Bondade sem racionalidade não é apenas estupidez, mas também insanidade


A essência da bondade ainda não é ser educado, como muitos parecem pensar, mas ser justo 

Ainda assim, o mais bondoso é aquele que é o mais altruísta e, ao mesmo tempo, mais justo. Uma raridade...

A essência podre do capitalismo é que vale tudo por dinheiro 

Conservadores adoram culpar a falta de religião, atualmente, no mundo ocidental, pelo que chamam de "degeneração moral". Mas muito dessas mudanças culturais são culpa da influência ideológica capitalista, particularmente da ganância de lucrar em cima de qualquer oportunidade, inclusive as consideradas mais "imorais"

A degeneração moral não é exclusiva à "esquerda". Séculos de hegemonia cultural tradicionalista ou conservadora, de pobreza, desigualdades sociais, preconceitos injustos, ideologias insanas dominantes e muitas guerras não nos deixam mentir  

Conservadores são, em média, falsos coletivistas?? 

Se é fácil se dizer a favor de uma sociedade quando a sua cultura espelha o seu modo de pensar e viver

O problema de conviver com pessoas com baixas capacidades cognitivas é que também tendem a ter uma baixa inteligência emocional 

E o problema de conviver com pessoas mais inteligentes é que também tendem a ter uma inteligência emocional mais baixa do que em comparação às suas capacidades cognitivas, mas são mais implícitas nessa expressão de deficiência do que as de menor capacidade, ou mais dissimuladas 

Quem defende um malfeitor (objetivamente determinado):

- Pensa que poderia estar na mesma situação dele, que agiria igual (pura especulação)

- Pensa que somos todos literal ou absolutamente iguais e que ele merece ter os mesmos direitos (mesmo depois de provar o contrário)

- E/ou é igual a ele

Boa parte das políticas atuais da dita esquerda ocidental se baseia em chantagem emocional barata 

Tipicamente, o esquerdista busca por explicações complexas para o que é mais simples, enquanto o direitista busca por explicações simples para o que é mais complexo 

Em torno de todo líder tirano, tem uma multidão de mercenários e idiotas 

Uma maneira típica de relativizar conceitos básicos, como verdade e conhecimento, é de produzir exemplos irrealistas ou extremos, tal como situações de "escolha de Sofia"

Muitos entendem inteligência emocional com empatia, controle e carisma. Mas, a Inteligência emocional também é sentir tristeza, raiva ou timidez em momentos ou circunstâncias adequados, vezes a longo prazo ou indefinidamente

Inteligência emocional também pode ser pela opção da distância 

O mais irracional tende a se tornar mais "bonzinho" quando percebe que é oprimido e o oposto quando percebe que está mais "empoderado"

O mais racional tende a se tornar mais aguerrido quando percebe que é objetivamente oprimido, mas mais moderado quando está no poder (o que, em termos adaptativos, parece ser menos lógico)

Pais não tendem a gostar mais de um filho porque aparenta ser mais 'problemático" que os outros, mas apenas porque gostam mais, sem ter uma explicação além disso

Pais que não colocam nenhum limite adequado aos seus filhos são tão problemáticos quanto aqueles que impõem limites demais 

Pais que não percebem conflitos entre os seus filhos, especialmente conflitos que geram tratamentos injustos de uma parte à outra, também não estão mostrando excelência nesse ofício

Em relação ao conhecimento sobre o mais básico, a verdadeira filosofia é suficiente, pois não precisa da ciência e sua especialização da lógica, se basta a sua generalização. Por exemplo, quanto à crença religiosa, um filósofo legítimo não precisa do método científico para duvidar de sua veracidade

A diferença entre o mais sábio e o mais inteligente é tamanha que chega a ser comparável à diferença entre duas espécies distintas 

É quase certo de se afirmar que a maioria dos autodeclarados filósofos são uma combinação entre um artista (escritor ou poeta) e um cientista fracassados, isto é, que fracassam em ser um ou outro, de maneira genuína, e acabam se tornando um nenhum entre os dois, ao invés de buscarem ser exatamente como um filósofo, uma combinação equilibrada entre o artista emotivo ou o existencialista e o cientista analítico ou o realista

Quando você escreve muito bem, é capaz, mas também muito provável que irá preencher boa parte da sua escrita com o seu ego disfarçado 

A crença de que a França é um grande centro filosófico é um provável sintoma de pseudo intelectualismo

O relativismo cultural e o igualitarismo atraem do mais ingênuo ao mais perverso. Mas, geralmente, o tipo mais comum é uma combinação entre os dois, até por ser assim todo fanático verdadeiro 

Tão desprezível quanto os fanáticos são os falsos moderados

Indivíduos autodeclarados de esquerda ou a favor da justiça social querem acabar com todos os privilégios, supostamente... Mas a única maneira de fazê-lo seria pelo estabelecimento de uma sociedade plenamente meritocrática, ou uma intelectocracia (o meu modo ideal de sociedade, o governo dos mais sábios) 

Um perfil exemplar de irracionalidade extrema é a de um indivíduo que acredita em Deus, Marx e Lamarck ao mesmo tempo

Acreditar que o capitalismo é um modelo ideal de meritocracia é outro sintoma 

A doutrinação ideológica (ao contrário da educação/filosofia) é uma sistematização da falácia da evidência suprimida 

Se o coletivismo é o sacrifício do indivíduo pelo "bem da sociedade", o individualismo é o sacrifício da sociedade pelo "bem do indivíduo"?

Eu já disse em outros textos ou pensamentos que a religião, assim como a ideologia, é uma forma de auto terapia mais intuitiva. No entanto, também posso dizer que essa auto terapia é um tipo de mascaramento do transtorno que deveria ser corretamente tratado. Tal como de, ao invés de dizer a uma pessoa com transtorno psicótico que os seus pensamentos delirantes são delirantes, de concordar com a realidade ou parte da realidade que ela resolveu distorcer para acomodar suas questões pessoais divorciadas dos fatos