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terça-feira, 9 de maio de 2017

Nova e rapidamente: QI, inteligência e ingredientes...

Eu já havia comentado que os testes de QI mensuram os ingredientes que compõem a inteligência/ a receita. No entanto eu também acho que os ''ingredientes'' desta receita, isto é: verbal, matemática, espacial, etc..., que eu denominei de capacidades intelectuais/cognitivas secundárias ou auxiliares, reproduzem ou contribuem para as capacidades intelectuais/cognitivas primárias ou decisivas, que se consiste basicamente na capacidade de raciocínio ou de pensamento. Sim, esses ingredientes [mais os ingredientes psicológicos] compõe a inteligência, mas também o raciocínio, e os testes cognitivos os mensuram e de maneira [mutuamente] ''atomizada''. Em outras palavras, mensura a periferia da inteligência, e não o seu centro, de onde ela de fato se principia [autoconhecimento, compreensão factual, etc].

Pronto, sem mais repetições sobre este assunto, ao menos se tiver um novo pseudo-quase--não-insight...

segunda-feira, 8 de maio de 2017

A diferença entre o ''Rain man'' e você, e nós...

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Eu já havia comentado, algumas e esparsadas vezes, que as diferenças entre os portadores da Síndrome de Savant e a maioria das [outras] pessoas são bem menores do que imaginamos, porque afinal de contas, parece que todo mundo tem uma tendência para a especialização, em maior ou menor grau de intensidade... Eu já usei o termo ''savant de alto funcionamento'' para me referir, diga-se, de maneira derrogativa, em relação aos pseudo-inteligentes ou ''inteligentos'', aqueles que estão dotados de maiores capacidades intelectuais secundariamente importantes [auxiliares] no que diz respeito ao raciocínio, isto é, as de '' especialização cognitiva'', como as capacidades verbais e aritméticas, só que desprovidos de igual ''superioridade' em relação às capacidades intelectuais decisivas, como por exemplo o meu neo-conceito ''compreensão factual'', que é advinda da racionalidade.

Pois bem, o savantismo é marcado não apenas por uma super-especialização, mas também por um cenário oposto em relação às faculdades mentais gerais, corroborando para a famosa e simples descrição do tipo: ilha de ''genialidade' ou excelência, em um oceano de deficiência severa. 

E não é que ''nós' também não estamos um pouco assim* Isto é, somos ou tendemos à especialização [e alguns à super-especialização], só que também a sermos menos capacitados de maneira geral. Quando eu falo de ''maneira geral'' eu não me refiro apenas àquilo que os testes cognitivos geralmente mensuram, mas em relação à operacionalidade geral, e claro, contextualizada, no mundo real. 

Usualmente desejamos ou cremos que podemos superar os nossos limites e quando de fato atingimos o máximo de nosso potencial em relação à certa particularidade acreditamos que isso se consistiu em uma ''superação'', enquanto que na verdade, foi apenas o alcance maximizado de um potencial, remoto ou mais acessível, que já existia. Nada vem do nada, como se fosse um milagre. Por exemplo, se uma pessoa com câncer começar a melhorar abruptamente de sua doença, isso não significa que foi um milagre, isto é, que um ser divino, despertou de seu eterno sono de beleza e resolveu ajudá-la, mas que algo que não funcionava bem em seu organismo voltou a operar de maneira correta, por alguma razão biologicamente explicável, resultando neste acontecimento que pode ser categorizado como ''extraordinário'', por ser mais raro e também por ser de uma natureza espetacularmente assimétrica. E esses potenciais máximos, já estão embutidos em nós desde sempre, desde quando começamos a existir, claro, desprezando eventos incomuns como uma injúria cerebral parcial que altera a composição cerebral sem danificá-lo de maneira significativa, e até tendo como resultado o aparecimento de talentos até então inexistentes. Também há de se pontuar que, como não são todos aqueles que sofrem injúrias cerebrais que passam a desenvolver novos e surpreendentes talentos, então, deve-se analisar a natureza anatômica tanto da injúria sofrida quanto do cérebro afetado, isto é, alguns cérebros, mediante certos tipos de injúrias, podem ser mais propensos a se configurarem de certas maneiras que os tornam subsequentemente mais talentosos ou especializados para diferentes tipos de tarefas, que antes não se manifestavam.

Uma mente intelectualmente saudável, verdadeira e idealmente falando, é capaz de: diferenciar causalidade de correlação, de encontrar as causas dos efeitos ou o oposto, enfim, de ''conectar os pontos'', sempre que possível, e mais, não fazê-lo quando não for o apropriado. Ser inteligente também é ser humilde o suficiente para aceitar que não é, em relação à tarefas ou dimensões factuais que os nossos instintos cognitivos não podem se estender além de níveis basais ou mesmo superficiais [relacionados com as capacidades cognitivas secundárias]. Saber é uma demonstração de inteligência. Aceitar que não sabe, também.

Os famosos ''Rain Man'' são excepcionais em suas áreas, geralmente muito limitadas, de ''especialização quase-natural''. Em compensação, a maioria dos portadores da Síndrome de Savant mal conseguem amarrar os cadarços dos seus sapatos. Analogamente falando, a maioria dos seres humanos, que não são portadores da Síndrome de Savant, são como ''savant amalgamados'', tanto em relação à especialização quanto à deficiência. O savant geralmente é muito deficiente, de maneira geral, mas muito excepcional, de maneira super específica. O homem comum, mas também todas as suas variações de tipo, qualidade e quantidade psico-cognitiva/extensão e peso, são ''super a especializados'' em certas tarefas, que a humanidade já inventou [dando-lhe aspecto técnico, apto para o aprendizado], mas também deficientes, de maneira geral. Enquanto que a grande maioria é capaz de, ao menos amarrar os cadarços de maneira que não fiquem soltos, em outros aspectos de extrema importância, que expressam cores características de comportamentos inteligentes, eles podem ser categorizados como ''deficientes'', claro que, não no mesmo grau de severidade que a maioria dos savants geralmente apresentam ainda assim, deficiência.  

Eu já comentei que o ser humano, por exibir um sistema sensorial ''mais' equilibrado [e ao mesmo tempo intenso], é capaz de compreender a verdade objetiva, de maneira igualmente mais equilibrada e portanto holística, integrada, do que os outros seres vivos. E que, no entanto, a partir do momento em que adentra ao mundo da verdade subjetiva ou abstrata, retrocede ao estado que é comum aos demais seres vivos, só que no caso deles se dá em relação à verdade objetiva/sensorialmente imediata, isto é, voltando a se especializar ou a entender a extensão da verdade objetiva, que se consiste a verdade subjetiva, de maneira mais assimétrica, tal como o cachorro faz em relação ao seu olfato muito apurado na apreensão e entendimento sensorial da concretude [verdade objetiva].

Portanto, estamos todos ou em sua maioria de savant amalgamados: com tendências para a especialização [naquilo que somos melhores, ou ''forças] mas com um oceano de deficiências, especialmente em relação à totalidade de nossas capacidades e de seus usos mais perfeccionistas. Isto é, não bastasse apresentarmos as nossas fraquezas específicas, em média mais do que desproporcional, também apresentamos fraquezas gerais, que se manifestam especialmente com base na essência da inteligência, que principia pelo autoconhecimento. Existe uma espécie de ideal de comportamento, cognitivo [e/ou mais intelectual] e afetivo [ou psicológico], isto é, existem ideais de respostas e percepções, e no geral, tendemos a não nos sair muito bem neste quesito essencial.

O sábio e o savant

O sábio apareceria como o quase oposto do savant, ao menos em termos de deficiência de operacionalidade. Enquanto que o savant exibe grave deficiência em suas capacidades mentais básicas ou essenciais, como por exemplo, sair de casa, ir até o centro da cidade, e voltar... até à capacidades mais intelectuais, como por exemplo, extrair de uma complexidade de fatores e assuntos, muitos deles que são mais distrativos do que informativos, a sua hierarquia, e com isso poder estipular o seu sistema de prioridades, basicamente a imagem maior, o sábio, especialmente em relação ao segundo exemplo, se consistiria em seu oposto, ainda que possa exibir, assim como a grande maioria dos seres humanos, maior tino para a especialização em alguma área, é fato que ele se especializará, com maior gana ou motivação e talento, justamente ''naquilo que mais importa'', no entendimento da realidade, e com base na hierarquia epicêntrica do ''comportamento'', e consequentemente também do pensamento, principiando por si mesmo, ou autoconhecimento, e se estendendo ao conhecimento dos padrões de operacionalidade [personalidade, temperamento, etc] dos outros seres, humanos e não-humanos, também em relação aos elementos abióticos, ao menos do seu conhecimento mais básico, e por fim, a dinâmica que perfaz a macro-realidade, entre ele, os elementos vitais, materiais e fenomenológicos de interação. A continuidade da apreensão da verdade objetiva tem sido evitada ou abortada por causa dos sistemas de crenças humanas, que ao invés de terem continuado este processo, simplesmente o pularam, criando um vácuo de entendimento, sem falar que, como o processo seletivo do homem tem se dado de maneira parcial porém ainda assim significativamente aleatória, sem maior ênfase em critérios qualitativos, e com base em pressões seletivas que continuam a selecionar o ''adaptável'' de curto prazo e raso entendimento factual, para os ambientes sociais, então o ideal de inteligência também tem sido distorcido e evitado ao máximo, se as grandes civilizações preferem servis cognitivamente úteis do que de pensadores intelectualmente úteis, que inevitavelmente acabarão lhes forçando maior igualdade e justiça e como consequência, mais conflitos, diga-se, que podem ser decididamente fatais à perpetuação de elites moralmente idiotas no poder. 

O savant se especializa de maneira intensa na quase totalidade das vezes naquilo ''que menos importa'', ou que tende a ser de natureza recreativa, e portanto precisa ser cuidado por outras pessoas, como uma criança pequena, devido à sua condição de deficiente predominante e severo.

O sábio foca naquilo que mais importa, e mesmo que muitas vezes, por ser tão cronicamente mal-adaptado em sociedades estúpidas, tenda a se tornar dependente dos outros, isso ainda não significa que não terá talento de sobra para lidar com a complexidade do mundo. O problema ou nem tanto assim um problema, é que ele muitas vezes caminhará para desprezá-lo por completo, por causa de sua condição permanente de ''depressão existencial'', onde que começará a construir o seu mapa da realidade. 

O savant não sabe como agir com as outras pessoas, por causa da severidade de sua deficiência. O sábio sabe, mas custa-lhe demasiadamente retroceder ao estado de inteligência artificial que os outros costumam se encontrar, sempre preferindo pela idealidade, quase um sinônimo para ''verdade'', do que para acatar cada subterfúgio estúpido que abundam em mentes menos sábias.

E entre os dois, encontramos a maioria.  


''Os'' autistas raramente mentem...

Mentira consciente e subconsciente...

Mais um mito ou generalização histriônica do autismo e suas diferenças em relação aos que estão ''fora do espectro'.

''Os' autistas raramente mentem, não sabem mentir, estão sempre em busca da verdade dos fatos''

errr...

Só que não, especialmente se a maioria deles é composta por (((esquerdistas))) ou adjacentes, com graves sequelas nas faculdades mentais mais essenciais do cérebro humano. 

Aí nós temos a mentira consciente e a mentira subconsciente.

Primeiro precisamos entender um pouquinho sobre a natureza da mentira, o que é a mentira, se não a falta com a verdade* Mas aí então temos outro ''probleminha'', o conceito de verdade. Ou nem tanto, basta associarmos a verdade aos fatos. Os fatos são tudo aquilo que existe, que foi criado, até mais do que apenas ''aquilo que faz sentido'', não basta fazer sentido, tem de ser o sentido e ser sentido, percebido e de maneira supra-adequadamente correta ou, simplesmente falando, factual. 

A mentira consciente revela que, aquele que a espalha, sabe que se consiste na inverdade dos fatos. A mentira subconsciente, que muitas, se não na maioria das vezes, mescla-se promiscuamente com a ignorância e com a estupidez [não apenas a moral, como no caso da mentira consciente] mostra que, aquele que a espalha, não sabe que está mentindo ou faltando com a verdade, justamente por acreditar que está factualmente correto. 

A maioria dos esquerdistas, pelo que parece, realmente acreditam, isto é, são parcialmente idealistas, em relação às suas crenças ideológicas.  E em partes, eles não estão errados. Algumas de suas crenças estão parcialmente factuais ou corretas [raça é uma construção social], outras estão erradas/contraditórias desde a raiz [aborto deve ser totalmente liberado/ as crianças devem ter o direito de mudar de sexo/ os ''menores de idade'' não podem ser punidos por seus crimes] enquanto que outras estão corretas em suas raízes, mas foram/tem sido desenvolvidas de maneira [propositalmente*] confusa [não existem diferenças significativas entre os cérebros do homem e da mulher].

Da mesma maneira nós também temos, pelo que parece, uma maioria [a nível neurotípico] de autistas que desenvolvem os mesmos sistemas de crenças parcialmente corretos e portanto parcialmente incorretos. Se os autistas, em média, apresentam disposições psico-cognitivas que os tornam incapazes de ''mentir de maneira consciente'' [especialmente os autistas mais característicos e com menor proporção individual de comorbidades ou mesclas com outras desordens ou ''ordens'/amalgamentos] então, pelo que parece, o farão e o fazem a nível subconsciente, comprando, ''tal como um neurotípico irracional'', toda sorte de ideias em termos de qualidade factual. 

Podem, em média, não entender o mecanismo da mentira, mas também parece que não entendem o mecanismo da incompreensão factual tomada como compreensão, isto é, na mentira subconsciente, faltando com a verdade dos fatos, sem saber.




Equívoco grave porém perdoável. Mensurar = extensão e não o peso


Eu já disse que se os testes cognitivos mensuram então só podem estar mensurando o peso. Bem, também deve ter como mensura-lo/medi-lo, sem necessariamente pesá-lo, mas é óbvio que neste caso estaremos falando de extensão ou altura. Eu cometi ou tenho cometido o equívoco de associar o verbo mensurar à medida de peso, confundindo-o com extensão, ainda que também não esteja tão errado assim. No mais o peso também pode ser chamado de "altura horizontal" ainda que definitivamente se relacione com valores absolutos de massa que encontram-se dentro de uma certa estrutura. Portanto eu admito que tenho cometido o erro crasso acima demonstrado. Interessante pensar que, já que o QI mensura a extensão-potencial das capacidades cognitivas, desprezando as capacidades psicológicas, e não necessariamente o peso da inteligência, como eu tenho falado, então o que de fato se consistiria o peso neste contexto pseudo-metafórico?? 
O que está dentro? O que ocupa o/este espaço? Talvez a qualidade?

Enfim, é isso, eu falo tanto de precisão semântica e no entanto eu tenho pisado feio na bola justamente neste departamento. Me perdoem por isso, 

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domingo, 7 de maio de 2017

A sabedoria é a busca pelo conhecimento (conceito vago)


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Pois zé

Mas o "conhecimento" é praticamente infinito, mutável e portanto extremamente grande. Por isso que eu vinculei a sabedoria à espinha dorsal da macro realidade. Porque é preciso começar de algum ponto para que se possa"buscar pelo conhecimento" e nada mais apropriado do que a estrutura que define, sustenta e reproduz tudo aquilo que existe, a lógica, e por tudo aquilo que é mais hierarquicamente importante em termos existenciais ou evolutivos, a espinha dorsal da macro realidade: auto conhecimento, conhecimento interpessoal, conhecimento basal porém eficiente do ambiente e de suas interações entre os seus elementos, nós inclusos.

Portanto sim, a sabedoria é a "busca pelo conhecimento", mas há de se especificar, organizar e hierarquizar que tipo de conhecimento que estamos falando se não, um físico, que detém conhecimento em sua área de especialização, um personal trainer, que tem conhecimento em sua área, um jardineiro e um político poderiam ser considerados como sábios, enfim, todo mundo poderia ser considerado como tal, afinal todo mundo acaba buscando e se especializando por este ou aquele conhecimento, em maior ou menor grau. E quando falamos em sabedoria estamos falando de algo bem mais  (potencialmente) profundo, essencial, existencialmente importante e holístico.

Primeiro o raciocínio, intuitivo ou deliberado, de tez racional ou ponderada...

... depois a construção da compreensão factual.

A compreensão factual vem depois da racionalidade, por se consistir em seu produto, ainda que, também possa se dar por meio dos ''preconceitos cognitivos factualmente corretos'' ou ''intuição instintiva factual/ proto-racional'', se, como eu gosto de dizer, nós já nascemos dispostos a reconhecer certas dimensões factuais especialmente as que são retidas a partir da ''espinha dorsal da macro-realidade'', isto é, partes de nossas próprias expressões intelectuais /ações primárias intelectuais, não apenas nos refletem, em termos de disposições psico-cognitivas, mas também estão naturalmente aptas na apreensão de certas dimensões factuais que compõem o ambiente de existência em que estamos/ e mesmo independente do tipo de ambiente. Por exemplo, uma pessoa que exibe baixos níveis de etnocentrismo, é capaz de reconhecer de maneira intuitiva, antes da verbalização, as ''dimensões factuais'' que advogam corretamente por uma natureza mutável, categoricamente esparsa, diversa e parcialmente subjetiva das categorias ou classes demográficas, como no caso das raças e etnias humanas. Por outro lado, este mesmo indivíduo pode ser vulnerável a rechaçar outras importantes peças factuais que terminariam por compor o todo deste sistema de fatos, e não apenas uma de suas dimensões, por exemplo, de negar a existência ou relevância das raças humanas, de maneira unilateral. Aquilo que sempre falo sobre a estupidez, que se consiste na incompletude que é tomada como o todo de uma verdade particular. Tal como completar um espectro de cores do arco-íris, o mesmo acontece com praticamente todo tipo de fato. As raças humanas, por exemplo, são e não são revelantes, depende do ponto de vista que estiver sendo enfatizado. No entanto, ainda é preciso buscar por um aprofundamento porque apesar de serem desimportantes, mediante alguns ângulos de visualização, as raças humanas também serão importantes, e neste caso em específico, o essencial é saber, apesar desta diversidade factual de perspectivas /e de possibilidades, qual delas que irá pesar mais, de maneira negativa ou positiva, isto é, a caminho da harmonização, da finalidade filosófica. As raças humanas apresentam subgrupos universais dentro de si mesmas, por exemplo, os homossexuais, outros tipos neurológicos como os autistas, mais [neuro]culturalmente diferenciados, como os nerds ou mais psico-fisiológicos, como os esportistas. No entanto, apesar desta diversidade interna, todas as raças humanas apresentam padrões de comportamentos, benignos, neutros e malignos, que lhes são mais característicos. Outros argumentos interessantes podem ser levantados, em favor da preservação dos estados mais depurados das raças, por exemplo, se a raça é irrelevante então qual seria o problema de preservar os seus estados mais depurados* Outro argumento decisivo seria: se as raças não são relevantes então por que nos países, regiões e áreas de maioria negra, é regra significativa haver uma desproporção de criminalidade, desrespeito interpessoal e pobreza**

 O exemplo do indivíduo que é baixo em etnocentrismo, nos mostra que, tendemos a sobrepor as nossas disposições psico-cognitivas OU instintivas à frente da realidade que está sendo percebida, mesclando-as e daí produzindo uma percepção híbrida, do tipo de instinto que predomina no ser [ser menos etnicamente tribalista] sendo verbalizado e culturalizado, e resultando em uma cultura pessoal/ciclo de ideação e ação, que enfatiza por este ponto de perspectiva: ''raças não são cientificamente relevantes... portanto não tem problema de se relacionar com uma pessoa de outra raça, e mesmo de ter filhos com ela''. 

O diferencial do observador holisticamente perspicaz em relação a um indivíduo ''comum' é que o primeiro, ao se sobrepor acima dos seus próprios instintos, poderá aceitar e mesmo se engajar em uma maior variedade de realidades particulares. O meu caso por exemplo em que, apesar de perceber e aceitar as diferenças raciais e étnicas de temperamento e de capacidades psico-cognitivas, eu não vejo qualquer problema de me relacionar com pessoas de outras raças, especialmente se esse relacionamento, se der com pessoas do mesmo sexo, com personalidades parecidas [ou no meu caso, melhor não, ;)] e/ou se não resultar em filhos. Menor a sujeição ao próprio instinto, maior a variedade de escolhas/''livre' arbítrio, mas também uma maior plasticidade e alcance da compreensão factual, especialmente em relação a esses assuntos que são os mais importantes pra nós de qualquer maneira. O indivíduo comum é mais provável de se atolar naquilo que o seu instinto lhe diz que é o mais certo, sem antes ter analisado corretamente e possivelmente sem grandes chances de se fazê-lo em qualquer outro momento futuro.