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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Sobre duas verdades duras (ou não) sobre e para professores

Especialmente para o militante-professor de esquerda, tão comum nos nossos dias


1ª: Ser professor antigamente, antes do domínio pedagógico progressivo de ideologias "progressistas", era o mesmo que exercer uma das profissões mais socialmente prestigiadas e valorizadas, em que o mesmo era considerado uma autoridade máxima, tipicamente contando com a total confiança dos pais; da sociedade, para "disciplinar" e "educar" as novas gerações...

E não que eu esteja concordando totalmente com o que era antes... Mas o contraste com hoje em dia é impressionante, se parece claro a relação entre esse domínio ideológico da esquerda, primeiro, com uma ideologia de paridade de autoridade entre estudante e professor, uma visão "mais moderna' de lecionar e interagir em sala de aula, e segundo com "a ideologia do oprimido" que, respectivamente, erodiram a autoridade docente e, por fim, a obrigatoriedade oficial e aparente, tanto de ensinar conteúdos cientificamente ratificados quanto de contribuir com a transmissão de valores mais tradicionais: um deles, pasmem, da autoridade máxima do professor...

2ª: A atual imagem imaculada (exagerada) do professor como um profissional moralmente superior que só quer ensinar, contrasta com a imagem que ele tinha no passado, de austeridade e respeito imposto pelo medo de sua autoridade 

Isto é, quando eles detinham grande prestígio social, inclusive refletido em seus ganhos salariais, é factual que muitos deles agissem exatamente como é típico do ser humano: em situação de empoderamento, com arrogância e abuso de poder... Hoje em dia, o empoderamento acontece indiretamente pelo apelo da militância ideológica, um empoderamento muito mais simbólico, em que o professor que se dedica à mesma se vê como um agente do poder, ainda que já existam outras vias bem mais poderosas que estão sendo usadas para o mesmo fim doutrinário, como a mídia. 

O que é conclusivamente notável é a correlação entre a ascensão ideológica da esquerda em sala de aula e o declínio da autoridade e do prestígio da profissão de professor. Mas tal como acontece em outros casos de políticas públicas e influência progressistas, parece muito óbvio que, quando a autoridade do professor começa a ser sempre questionada e equalizada a do estudante, e esse processo ratificado pela sociedade, é inevitável que o primeiro se converta em um sujeito desvalorizado dentro desse contexto...

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