Aqueles que são diagnosticados como mentirosos patológicos estão desproporcionalmente mais propensos a se identificar com a esquerda no espectro político-ideológico??
A mentira patológica, também conhecida como mitomania, é um transtorno mental grave caracterizado por um impulso descontrolado para mentir e que costuma ter repercussões pessoais negativas de longo prazo, especialmente no convívio social.
Sua comprovação de existência tem ido além de uma descrição psiquiátrica de sintomas, já com correlatos neurológicos¹ (tendem a apresentar um desequilíbrio químico em seus cérebros, com grande assimetria de densidade da massa branca em relação à massa cinzenta, aquela que interliga as diferentes regiões do órgão, o que explicaria tanto a facilidade do grupo para inventar estórias quanto a dificuldade progressiva para distinguir fato de mentira); e com evidência psicométrica potencial (estudos¹ têm encontrado uma correlação entre um perfil cognitivo marcado por um QI verbal maior que o performance com mentira patológica e que, novamente, explicaria a "força' do grupo para criar ou elaborar narrativas, isto é, sua relação excessivamente promíscua com a linguagem).
No entanto, existe um grande "porém", que não sei se outros têm notado, além de mim: de que existe um alto grau de subjetividade política na determinação do que é considerado uma mentira psiquiatrizável ou diagnosticável como sintoma de transtorno mental. Porque enquanto mentiras de âmbito mais pessoal são as mais usadas como evidências, particularmente para o diagnóstico de mentira patológica, aquelas que tendem a ser de natureza mais periférica à identidade do indivíduo: política, social, cultural... não entram nessa categoria. E é aí que, na minha opinião, está um grande problema, porque essa maneira de delimitar o que se determina como mentira ou verdade de acordo com uma visão mais psiquiátrica, limita a capacidade da própria psiquiatria (e da ciência, de maneira geral) em identificar mais indivíduos que apresentam tipos parecidos de transtornos ou o mesmo, já que, quando mentimos (ou acreditamos em mentiras), não o fazemos apenas sobre nossos fatos pessoais, mas também aqueles aos quais nos vinculamos e que são vistos como variavelmente "secundários", dependendo do quão próximos estão de nossos núcleos de identidades. Por exemplo, uma pessoa "cisgênero" pode tomar para si a mentira do ativismo trans de que "a identificação de gênero transcende a determinação biológica sexual", basicamente que, uma mulher pode ser homem se assim se identificar e vice-versa... Da mesma maneira que, uma pessoa que se identifica como "trans", geralmente adota essa mentira como um fato para si, com a diferença de se portar como um fato pessoal, enquanto que, para o exemplo da pessoa "cisgênero", tende a aparecer como um "fato" secundário ou "não-pessoal" e que pode até ser adotada, não como uma crença verdadeira, mas como uma "mentira branca", de "suporte empático" ou mesmo "político", o que não a redime de qualquer maneira, especialmente sob um ponto de vista racional, se continua negando um fato por uma mentira. E é interessante notar o quão volúvel pode ser essa imposição política do que se considera como verdadeiro, se há pouco tempo atrás, as mentiras do ativismo trans não estavam em disputa de hegemonia com as suas respectivas verdades objetivas, pelo contrário, pois eram vistas exatamente como reflexos de insanidade mental...
Mas essa adesão a mentiras por parte de muitos indivíduos que se identificam com a esquerda no espectro político-ideológico não se limita ao exemplo do ativismo radical trans, se apresentam uma tendência geral de preferirem acreditar no que os apetece emocionalmente do que de priorizar os fatos sobre suas impressões pessoais subjetivas. São muitas falácias lógicas e morais, e distorções factuais, que usam para defender seus pontos de vista, que torna potencialmente inevitável essa possibilidade de perceber uma correlação positiva entre mentira patológica e filiação político-ideológica com a esquerda. Não que mentirosos patológicos não possam ser encontrados entre os que se identificam com a direita. Até acredito em uma variação ampla de desproporção ao longo do espectro político. Mas que, parece ser mais significativo, ou ter o seu centro mais estatisticamente proeminente, beirando uma relação fundacional, na própria esquerda, afinal, mesmo fundamentalistas religiosos conservadores ainda não negam alguns fatos extremamente básicos (que costumam ser os mais influentes e importantes), tal como os de esquerda fazem, mesmo se possam ser comparativamente equivalentes, ambos como aderentes a tipos de fundamentalismos ideológicos (ainda que se possa afirmar sobre fanatismos relacionados a qualquer outra ideologia).
Evidência psicométrica de correlação positiva
Fora a própria evidência contida nas várias mentiras e meias-verdades que predominam no sistema de crenças esquerdistas, também existe um potencial de evidência psicométrica de correlação positiva com a mentira patológica, se tem sido encontrado, como comentado no início do texto, que portadores desse transtorno parecem estar mais propensos a apresentar um perfil cognitivo marcado por uma assimetria entre a inteligência verbal-linguística e a inteligência geral, pelo menos de acordo com os testes de QI, mais especificamente que, tendem a apresentar um QI verbal mais alto que o QI performance ou geral; justamente o perfil cognitivo que parece ser comum ou desproporcionalmente presente entre os autodeclarados esquerdistas, de acordo com vários estudos que têm encontrado uma correlação positiva entre QI verbal e filiação político-ideológica com a esquerda². É até interessante observar que também existe um apelo estético-linguístico das narrativas progressistas: uso excessivamente sofisticado e até poético da palavra, também dotando-a de uma importância além da que idealmente deve apresentar (que eu denominei de semanticalismo) que pode explicar, em partes, porquê alguns ou muitos dos mais "linguisticamente inteligentes" tendem a se identificar politicamente com a esquerda...
Professores de ciências humanas, jornalistas e artistas — todas profissões com forte inclinação ideológica à esquerda e que também são mais propensas a manifestar esse tilt verbal...
OUTRO grupo e um estereótipo "mais recentemente" condenado pela mídia e outras "instituições tradicionais" do mundo ocidental
Que outro grupo tem sido estereotipado, e há bem mais tempo, no passado, como "prendados na arte da mentira"??
Sim, são os judeus, que têm sido perseguidos por séculos e, me perdoem os mais emocionados sobre esse tópico, mas nenhuma perseguição tão historicamente extensa e constante acontece sem ter qualquer razão minimamente lógica, por mais injusta possa ser a perseguição de um povo inteiro sem salvaguardar exceções ou, pelo menos, especificar os subgrupos mais intimamente associados com acusações ou mesmo com evidências de atividades criminosas, tal como de se perseguir qualquer siciliano por causa da máfia italiana, desproporcionalmente de mesma origem étnica...
E, desprezando generalizações absolutas e problemáticas, como essa, os mesmos potenciais levantados de evidências cotidianas e psicométricas de correlação positiva entre mentira patológica e esquerdismo existem em relação a esse grupo, especialmente ao seu subgrupo majoritário, conhecido como "ashkenazim"... Afinal, o próprio esquerdismo moderno tem tido um protagonismo significativo de judeus (particularmente de suas "elites" intelectuais), além de ideologias (como o libertarianismo) do outro lado do espectro político; se mesmo quando não são os seus inventores originais, têm participado ativamente na deturpação ou deformação filosófica dessas ideologias, com raros exemplos, geralmente individuais, que buscam, aparentemente, pelo esclarecimento do que pela distorção...
Mas por que fazem isso??
O próprio perfil cognitivo assimétrico deles (QI verbal << QI performance) pode explicar, pelo menos parcialmente, se tem sido encontrado uma correlação com a mentira patológica entre "gentios", como muitos (ou a maioria?) dos autodeclarados esquerdistas de outras etnias ou raças, o que também poderia, parcialmente, redimi-los, se tratando de um caso possível, dos inúmeros que devem existir entre nós: de incapacidade de exercer o pleno "livre arbítrio", ou de julgamento reflexivo, a partir do momento que se apresenta um certo perfil cognitivo, que reflete um perfil de organização cerebral dominante que pode favorecer a mentira sobre a verdade ou uma complexidade linguística excessiva sobre uma maneira mais clara e objetiva de usar a linguagem...
Uma explicação complementar é de que, como parte de um reflexo cultural ancestral, aprendem a se organizar e a se apoiar em torno das narrativas (e mentiras) criadas por suas "elites" que os favoreceriam perante outros grupos humanos, diga-se, a maioria deles (?), tal como acontece com praticamente todo grupo humano, em que apenas uma minoria que consegue transcender seus impulsos instintivos e culturais/aprendidos e também as próprias estruturas sociais ou tribalistas que os legitimam como vias seguras de acesso ao conforto individual e/ou suporte coletivo, com a diferença de apresentarem uma grande coesão organizacional ou política, voltada para a disputa pela hegemonia com "os de fora", e suportada por uma inteligência média superior, o que torna inevitável a dúvida do quão realmente crentes em suas próprias narrativas//mentiras, projetadas para (enganar/confundir/doutrinar) os outros grupos, em média, eles são ou se tornam...
No mais, é interessante notar o quão similares em termos politicamente organizacionais estão esquerdistas e judeus, operando como seitas político-ideológicas, não muito diferente de qualquer seita de qualquer outra matriz ideológica, incluindo, é claro, as muitas organizações religiosas tipicamente conservadoras... Mas esses "dois'¹ se diferenciando pelo teor das crenças, níveis e tipos de perfil cognitivo em relação às demais seitas existentes...
¹ Excepcionalmente próximos...
Apresentar esse perfil cognitivo (QI verbal >> QI performance) necessariamente não quer indicar que se sofra de mentira patológica
Apresentar uma capacidade para criar narrativas ou histórias, ou para argumentar, necessariamente não implica que apresentará também uma incapacidade progressiva para não mentir e para distinguir mentiras de fatos ou verdades... Ainda que se correlacionem, se um típico mentiroso patológico tende a ser um ótimo contador de histórias, isso não significa que todo aquele que apresenta uma "inteligência verbal" assimetricamente superior à sua "inteligência geral" (na verdade, QI) também sofra do mesmo transtorno. Mas talvez possa ser possível ou provável que exista uma desproporção de indivíduos dotados com esse perfil que são de mentirosos patológicos, ou dentro de um espectro maior do mesmo transtorno, em sua maioria de não-diagnosticados, pelas razões políticas apontadas acima, no início do texto. Só não são por conveniência político-ideológica, o que não significa que não sejam mais propensos a inventar, acreditar e/ou espalhar mentiras. Aliás, esse é outro ponto importante, porque a mentira patológica pode não se limitar a inventar mentiras e acreditar nelas, mas também de ser mais propenso à vulnerabilidade de acreditar nas mentiras que os outros inventam, especialmente se são identificadas como pessoalmente convenientes, se confundindo aos "fatos mais pessoais" e corrompendo de maneira potencialmente permanente as capacidades de discernimento moral e intelectual...
Voltando rapidamente à afirmação do terceiro subtítulo e adicionando uma outra afirmação como potencial: de que o mesmo perfil que se relaciona com a capacidade de criar narrativas (variavelmente convincentes), também pode ser o mesmo que, quando associado com outros fatores igualmente intrínsecos, especialmente os "não-cognitivos" (características de personalidade), só que dissonantes do perfil mitomaníaco, contribua para produzir um perfil oposto, provavelmente relacionado com uma capacidade linguística superior e específica à descrição factual de elementos, concretos e abstratos, uma característica básica** que, quando se acopla com um perfil psicocognitivo excessivamente subjetivista*, resulta em sua própria corrupção, em que passa a operar como suporte cognitivo de racionalização compulsória das próprias crenças do que como, original e idealmente, deveria funcionar, como a única via para a expansão objetiva de compreensão sobre o mundo, seus elementos e fenômenos...
* Eu já busquei diferenciar o que seriam dois grandes grupos de capacidades linguísticas: o estético e o funcional. O estético diretamente refletido pela maneira de escrever e falar e o funcional, por sua vez, diretamente refletido como o uso da linguagem para compreender o mundo e se comunicar efetivamente. Eu também já comentei em outros textos que as correlações entre alto QI verbal e certos tipos de ideologias como as de esquerda, seriam especialmente quanto aos aspectos mais estéticos da linguagem, se não faz sentido lógico que, alguém muito enviesado ideologicamente e, portanto, muito mais propenso a corromper sua capacidade perceptiva sobre o mundo, apresente um desenvolvimento sadio da mesma inevitavelmente vinculada à linguagem...
** Ou de um tipo de viés contrário àquele que direciona à sistematização da razão como modelo de raciocínio, com base no meu pensamento de que a própria racionalidade também seria um tipo de subjetivização da percepção, só que em direção à objetividade e à imparcialidade, o tipo mais paradoxal
¹
²
Além do fator *g*: QI verbal e de desempenho como preditores de atitudes sociopolíticas
Destaques
•
O QI verbal prediz atitudes políticas com uma força duas vezes maior do que o QI de desempenho.
•
A importância do QI verbal mantém-se mesmo ao comparar membros da mesma família.
•
Indivíduos com maior aptidão verbal são mais propensos a votar e a relatar engajamento cívico.
•
O fator *g* não é o único componente das habilidades cognitivas relevante para as atitudes.
Resumo
Medidas de inteligência predizem atitudes e comportamentos sociopolíticos, como liberalismo, religiosidade e participação eleitoral. Pouco se sabe, no entanto, sobre quais habilidades cognitivas são responsáveis por essas relações. Utilizando várias coortes do *Minnesota Center for Twin and Family Research*, testamos o desempenho preditivo de diferentes habilidades cognitivas amplas. Por meio de regressão múltipla para comparar o QI verbal e o QI de desempenho (provenientes de testes de inteligência Wechsler), constatamos que o QI verbal prediz com maior força a participação eleitoral, o engajamento cívico, o tradicionalismo e medidas de ideologia. Em média, a correlação entre o QI verbal e as atitudes sociopolíticas analisadas é duas vezes maior do que a observada com o QI de desempenho. O mesmo padrão persiste após o controle para o nível de escolaridade e após a realização da análise entre pares de irmãos. Isso implica que a relação não é totalmente mediada pela educação, nem totalmente confundida por fatores de criação ou ambiente familiar. Controles positivos e negativos foram empregados para testar a validade da nossa metodologia. Um achado importante é que o QI verbal e o QI de desempenho apresentam capacidade preditiva equivalente em relação ao ICAR-16, uma medida distinta de inteligência geral. Os resultados sugerem que variações nas habilidades cognitivas — independentes (ortogonais) da inteligência geral — influenciam atitudes e comportamentos sociopolíticos. O papel da habilidade verbal na formação de atitudes pode ajudar a explicar as inclinações ideológicas associadas a profissões específicas. Sua associação com a participação eleitoral e o engajamento cívico sugere que indivíduos com maior aptidão verbal podem exercer maior influência na política e na sociedade.
Destaques
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O QI verbal prediz atitudes políticas com uma força duas vezes maior do que o QI de desempenho.
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A importância do QI verbal mantém-se mesmo ao comparar membros da mesma família.
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Indivíduos com maior aptidão verbal são mais propensos a votar e a relatar engajamento cívico.
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O fator *g* não é o único componente das habilidades cognitivas relevante para as atitudes.
Resumo
Medidas de inteligência predizem atitudes e comportamentos sociopolíticos, como liberalismo, religiosidade e participação eleitoral. Pouco se sabe, no entanto, sobre quais habilidades cognitivas são responsáveis por essas relações. Utilizando várias coortes do *Minnesota Center for Twin and Family Research*, testamos o desempenho preditivo de diferentes habilidades cognitivas amplas. Por meio de regressão múltipla para comparar o QI verbal e o QI de desempenho (provenientes de testes de inteligência Wechsler), constatamos que o QI verbal prediz com maior força a participação eleitoral, o engajamento cívico, o tradicionalismo e medidas de ideologia. Em média, a correlação entre o QI verbal e as atitudes sociopolíticas analisadas é duas vezes maior do que a observada com o QI de desempenho. O mesmo padrão persiste após o controle para o nível de escolaridade e após a realização da análise entre pares de irmãos. Isso implica que a relação não é totalmente mediada pela educação, nem totalmente confundida por fatores de criação ou ambiente familiar. Controles positivos e negativos foram empregados para testar a validade da nossa metodologia. Um achado importante é que o QI verbal e o QI de desempenho apresentam capacidade preditiva equivalente em relação ao ICAR-16, uma medida distinta de inteligência geral. Os resultados sugerem que variações nas habilidades cognitivas — independentes (ortogonais) da inteligência geral — influenciam atitudes e comportamentos sociopolíticos. O papel da habilidade verbal na formação de atitudes pode ajudar a explicar as inclinações ideológicas associadas a profissões específicas. Sua associação com a participação eleitoral e o engajamento cívico sugere que indivíduos com maior aptidão verbal podem exercer maior influência na política e na sociedade.
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