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terça-feira, 15 de novembro de 2022

Sobre facilidade cognitiva/psicológica e motivação intrínseca//extrínseca

 I. Fulano GOSTA de matemática... primeiramente porque ele percebeu uma facilidade ou potencial para desenvolver suas capacidades nessa área;


II. Ciclano TEM FACILIDADE para se socializar com os outros... porque já apresentava traços de personalidade favoráveis à socialização;

III. Beltrano já passou em vários concursos públicos... não apenas por causa de seu esforço empregado nos estudos, mas também por uma FACILIDADE para memorizar o conteúdo das provas. Pois até mesmo uma motivação extrínseca, em que meios e fins ou objetivos não são os mesmos, também depende de uma percepção de facilidade ou potencial específico à atividade requisitada.  

Portanto, todo grande esforço ou motivação é antecedido por uma percepção de potencial intrínseco, que é o mesmo que "nível de facilidade de aprendizado" ou "engajamento". 

segunda-feira, 23 de maio de 2022

Níveis de motivação intrínseca ou extrínseca são provavelmente determinados pela biologia

 ''A motivação extrínseca também é intrínseca...''


Piadas sem graça à parte, nossas motivações, de se fazer algo visando uma recompensa posterior ou tendo a própria ação como finalidade, não estão igualmente distribuídas para todos, porque alguns são mais intrinsecamente motivados que outros e vice-versa. Segundo que, nossos níveis de motivação, intrínseca e extrínseca, são biologicamente determinados, por não serem resultados da influência direta do meio sobre nós, se são características neurológicas, geralmente estáveis e provavelmente inatas. Por exemplo, a minha motivação intrínseca muito forte e dominante que tem determinado a minha obsessão diária pelos meus interesses especiais. Uma motivação intrínseca muito forte, tal como a que apresento, também pode ser sintoma ou sinal de transtornos, como o espectro do autismo.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Inibição latente/subjacente, instinto e domesticação

O seu gato é mais distraído [que você] porque ele/ela é mais instintivo?? Ou pelo contrário, ele é, na verdade, muito concentrado!?

Maior o instinto, maior a inibição latente [instintiva] / maior concentração em relação ao próprio modo de sobre-viver.


Instinto = filtro perceptivo extremamente eficiente.

Neste sentido, por exemplo, crianças e adolescentes negros (preferencialmente) de periferia [mas também qualquer outro tipo que for efusivamente característico] seriam mais instintivos DO QUE distraídos /talvez sonhadores, porque tenderão a não prestar atenção nas aulas e porque estarão dando maior atenção a si mesmos, se maior o instinto, maior a motivação intrínseca generalizada [psicológica e cognitiva].



A inibição latente até poderia ser entendida como ''nível de eficiência estereotípica de comportamento instintivo'' porque no mundo natural qualquer distração genuína tende a ser fatal para a sobrevivência.


O instintivo, o sonhador, o distraído [legítimo] e o neo-instintivamente [domesticadamente] concentrado


O mais instintivo: alta inibição latente instintiva = presta maior atenção a si mesmo/ maior motivação intrínseca generalizada e basal, isto é, instintiva. 

Exemplo: o comportamento de qualquer ser vivo que não foi domesticado ou ''comportamento original''.

O mais sonhador: maior ativação do pensamento simulatório/imaginativo/especulativo em detrimento invariável [baixo a alto nível de intrusão ou concorrência] às ''tarefas'' do dia-a-dia resultando em uma maior atividade introspectiva e portanto maior distração em relação ao que se passa em dado momento em certo espaço ou situação. 

Exemplo: quando nós, os mais sonhadores, entramos em um estado de ''fluido ideacional'' e vivenciamos experiências diretamente advindas de nossas hiper-atividades introspectivas resultando em um desligamento temporário da realidade que nos circunda no dado momento e espaço.

O mais distraído: inibição latente instintiva e neo-instintiva/domesticada oscilantes = excesso de frequência em multitarefa, em relação ao seu comportamento de curto prazo.

Exemplo: quando uma pessoa pretende fazer duas tarefas ao mesmo tempo mas acaba sacrificando uma das duas, ou as duas, em termos de execução com qualidade ou precisão pretendida.

A longo prazo: apofenia invariável praticamente vitalícia em relação à macro-realidade.

O mais domesticado/neo-instintivo típico: inibição latente instintiva menos intensa que a inibição latente neo-instintiva; maior motivação extrínseca. 

Exemplo: quando uma pessoa internaliza uma série de comandos sem maior criticismo, e em especial quando é diretamente transmitido por seus ''superiores'.


Eu até mesmo poderia definir a inibição latente instintiva de inibição subjacente.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Autocontrole [psico-] cognitivo qualitativo/ autoconhecimento

Não no sentido de poder direcionar minhas capacidades cognitivas para motivações extrínsecas [porque como eu já expliquei eu sou muito instintivo nesse aspecto] mas no sentido de poder entendê-las, talvez, um pouco melhor, do que a maioria, e ter conhecimento [redundantemente correto] é similar a ter controle ou poder. 

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Nós ''não'' herdamos'' traços psicológicos, mas ''preconceitos'' cognitivos/e afetivos e mais um tombo...

Motivação intrínseca/ concentração intrínseca = instinto

Motivação extrínseca/ concentração extrínseca = redução do instinto/impulsividade/ espontaneidade comportamental x repensar e reorganizar/redirecionar a ação instintiva, geralmente que se consiste em uma gratificação pessoal mais longa ou indireta, que exige 'sacrifícios'' antes de ser [finalmente] executada.

"Gratificação atrasada" = motivação extrínseca


''Gratificação instantânea'' = motivação intrínseca

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Hiper perceptividade = curiosidade = perfeccionismo

O trajeto criativo e o porquê que nem todo curioso é lógico e/ou criativo (rápida e novamente os fatores conscienciosidade e abertura para a experiência)

Se eu percebo mais que os outros, claro que, dependendo para quê perspectiva que estiver falando, então eu vou ser, muito provavelmente, mais sensível ao ambiente/às suas interações, isto é, o meu cérebro ''filtra'' menos as informações OU internaliza, superficialmente, a priore, mais informações, transformando a minha ''memória de curto prazo'' em uma espécie de ''playground'', sacrificando a sua eficiência operacionalmente convencional, mas por outro lado, pendendo a compensar com base em insights criativos. 

Se eu percebo mais que os outros, então eu posso me tornar mais curioso em relação àquilo que estou percebendo.

E se percebo mais e me torno mais curioso, então eu também posso perceber mais incongruências, corretamente percebidas/factuais ou não, do que as outras pessoas.

Faça esse experimento. Olhe para uma das cadeiras que estão na sua sala de estar. Primeiro você terá uma motivação, um motivo para olhar para uma cadeira. Segundo, você, ao invés de desprezá-la como a maioria faz em relação às ''coisas banais'', irá se aproximar dela, capturando os seus padrões gerais, que podem ser visíveis mesmo a partir de uma certa distância, e possivelmente poderá também começar a capturar as características que estão menos explícitas. Dependendo de suas características psico-cognitivas você pode começar a pensar em novos designs para essa cadeira, como que ela poderia ser reconstruída ou modificada. Se você for: um especialista em carpintaria ou mesmo em arquitetura e por tabela, mais criativo que a média, é possível que chegará finalmente a de fato trabalhar em um novo design. E se for muito criativo, ao nível de gênio, tendo ou não talento nessa área, mas especialmente se o tiver, então é possível que as chances de pensar em/ e de construir um produto completamente novo serão significativas. 

Como eu já devo ter falado a hiper-sensibilidade cognitiva/geralmente atrelada à psicológica [que aliás, estou para publicar um texto voltando neste assunto, sobre essas supostas diferenças...] ou hiper-perceptividade, leva à curiosidade/''abertura para a experiência'', que pode levar ao perfeccionismo. Mas a partir daí, para ''continuar nessa viagem'' de maneira bem sucedida há de se ter maior conscienciosidade, especialmente em relação à: humildade intelectual, honestidade intelectual [que também são facetas do autoconhecimento], geralmente de natureza especializada, enfim em relação à algumas de suas facetas. 

Portanto para frisar de maneira conclusiva: maior motivação intrínseca/psicológica + hiper-sensibilidade/perceptividade cognitiva [maior hiper-excitabilidade especialmente a intelectual ou ''abertura para a experiência'' ] **= maior atenção a detalhes = maior curiosidade = + algumas facetas importantes da ''conscienciosidade'' = perfeccionismo = potencial criativo [lógico-divergente a transcendente].

** Eu não tenho plena certeza se uma maior motivação intrínseca, isto é, de natureza psicológica, seja causal ou simplesmente a mesma coisa que uma maior hiper-sensibilidade cognitiva. Partindo do fato que uma maior motivação necessariamente não resultará em um maior talento, por ser dependente de outras variáveis, por exemplo, o autoconhecimento [específico], então acredita-se que a motivação intrínseca inevitavelmente desencadeará uma maior sensibilidade cognitiva/apreensão de padrões. O que difere um mal cantor de um excelente cantor não é exatamente ou sempre porque o primeiro tem pouca motivação ou interesse em cantar, mas é porque ele não tem uma maior sensibilidade cognitiva e mais especificamente autoconhecimento o suficiente para poder se comparar aos outros, julgar a qualidade da própria voz e com isso buscar melhorá-la, isto é, denotando ao menos neste aspecto, maior honestidade/ não se enganar] e humildade/ aceitar as próprias limitações] intelectual. Até poderíamos pensar se o que difere um sub-talentoso ou mesmo um indivíduo sem-talento, de um talentoso, não seria justamente, ao invés de uma maior motivação intrínseca para cantar, uma motivação extrínseca, tal como o artista que está em busca da fama mas não do desenvolvimento e consumação do seu talento. Preocupado demais em ser aclamado, este indivíduo hipotético [porém muito comum entre as celebridades] daria pouca atenção a si mesmo, via introspecção, e também via extrospecção, comparando-se aos outros, buscando lapidar algum potencial que possa ter. Como aquilo que já comentei: pessoas regulares costumam ser nem muito introspectivas, nem muito extrospectivas. Os cientistas seriam mais extrospectivos/menos mentalistas enquanto que os artistas seriam mais introspectivos/mais mentalistas, ainda que ambos seriam também mais propensos a variarem mais neste espectro enquanto que o tipo intelectual comum seria mais regular ou constante em sua ''posição''. E ainda temos os filósofos [especialmente os de fato] que seriam tal como o indivíduo regular, meio termo entre a introspecção e a extrospecção, mas pendendo a variar tanto quanto os artistas e os cientistas.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

''Hiperatividade mental'' = auto-controle emocional e auto-controle cognitivo

Por exibir interesses específicos intensos eu posso dizer, talvez, subjetivamente falando, que ''padeça' de um baixo ou déficit em
auto-controle cognitivo OU por outra perspectiva completamente distinta, eu possa dizer que seja mais instintivo neste aspecto. Como resultado ao invés de conseguir me controlar por exemplo para estudar para uma prova de concurso público eu simplesmente não sou capaz de fazê-lo pois sou intensamente fluido ou instintivo no quesito cognitivo, ''hedonisticamente intelectual''. Por outro lado eu não apresento ''problemas'' tão ''severos'' no lado emocional, pois de fato eu consigo, parece, controlar melhor os meus ímpetos emocionais, ou aprendi, reconheci e desenvolvi um potencial de auto-controle emotivo. Isso não significa que seja excelente neste aspecto, mas com certeza que não está no mesmo nível [de ''déficit' subjetivo] que o meu auto-controle cognitivo. 

Se fosse o contrário, aconteceria do seguinte modo. Eu conseguiria dedicar à motivações extrínsecas/indiretas de natureza cognitiva por exemplo estudar, por longo prazo, para uma prova, e no entanto, seria muito instintivo ''ou' com baixo auto-controle em relação às minhas emoções. 

domingo, 27 de novembro de 2016

A maioria das pessoas neurotipicas...



Resultado de imagem para fábrica na china

Fonte: café sem pó

... são capazes de ficarem concentradas ou mesmo de dedicarem suas vidas por longo tempo à tarefas extrínsecas ou que não estão profundamente conectadas a si mesmas.

As pessoas mais criativas (e/ou criativas contínuas) são quase que organicamente incapazes de fazer o mesmo porque fazem especialmente aquilo que tem vontade, portanto, são intrinsecamente motivadas, de maneira considerável e geralmente a curto prazo ou de momento, no caso das ''criativas contínuas'' ou que se dedicam a projetos de longo prazo, no caso das ''criativas descontínuas''. 


Eu já falei sobre este assunto mas nada como uma imagem como esta acima para ilustrar perfeitamente o meu pensamento.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

O (real) lunático e o gênio, a grande distância entre as suas motivações intrínsecas (bom senso pessoal) e motivações extrínsecas (senso comum pessoal)





Os gênios criativos (e os de outros tipos, como eu já propus em um longínquo texto do velho blogue) fogem ao ''senso comum'', em busca de seus bons sensos personalizados, isto é, mergulham ''dentro de si mesmos'', tomados por uma obsessão, geralmente específica, sobre determinado conhecimento e passam a desenvolvê-la, mesmo ao ponto de alcançar o Olimpo da originalidade de alto nível, dando-lhes o merecimento deste rótulo.

Como resultado, a distância entre as suas obrigações mundanas ou extrínsecas (extrínsecas ao ser, ''de fora''), ou senso comum, e as suas obrigações existenciais (espectro do desenvolvimento pessoal ou talento) ou intrínsecas, tenderá a ser ou a se tornar significativa, porque ao priorizar pelo desenvolvimento intrínseco, só que direcionado para um certo campo do conhecimento humano, acabará por sacrificar uma boa parte de suas obrigações/vantagens ''mundanas''/evolutivas, tornando-se potencial-a-exponencialmente alienado às convenções quase sempre grosseiras do ''senso comum''.

Algo parecido acontece com o verdadeiro lunático, que ou aquele que, tomado por uma grande energia ou motivação, igualmente intrínseca, passa a lutar por seus objetivos, infundados, potencialmente equivocados ou mesmo, grosseiramente equivocados, e também se tornará cada vez mais alienado ao senso comum ou mesmo, irritável à sua (constante) exposição. E claro que o mesmo tenderá a acontecer com os gênios criativos no que diz respeito à crescente irritabilidade, ao serem constantemente expostos à ignorância ecoada pelas massas espacialmente dominantes.

A partir desta obsessão  pelo próprio desenvolvimento psico-cognitivo, geralmente direcionado a um domínio específico, gênios e (verdadeiros) lunáticos (orgânicos e intensamente ativos no alimento de sua loucura ''iluminada'') é muito provável que produzirão respectivamente, realizações criativas retidas de uma originalidade profunda e/ou sutil, úteis ou disfuncionais.

E por outro lado, nós vamos ter a maioria das pessoas, cujas motivações intrínsecas e extrínsecas estarão mais ou menos emparelhadas entre si, resultando em um padrão existencial de vida conformado com as ''obrigações'' semi-cativas que caracterizam a organização do trabalho na maior parte das sociedades humanas.

A fuga do senso comum, poderá ter 3 caminhos centrais e espectralmente largos ou diversos:

- em busca pelo bom senso ou espectro da sabedoria (e personalização perfeccionisticamente espelhada na realidade percebida),

- a fabricação de um senso existencial personalizado, como pode acontecer com muitos tipos de criativos e com isso, deixá-los mais próximos do ''senso pessoal psicótico'',

- a fabricação de um senso existencial personalizado e consideravelmente avesso aos fatos ou à realidade logicamente percebida.

Escusado será dizer que o próprio senso comum encontrar-se-á próximo dos sensos pré-fantasiosos e psicóticos, por esboçarem a subjacência de uma tolerância e mesmo ativo engajamento em direção à ''realidades'' antropomorficamente manipuladas ou que fogem ao mundo real.



sábado, 21 de novembro de 2015

Motivação extrínseca e trabalho duro



Estudar para trabalhar para ganhar dinheiro e para constituir família... sem pensamento crítico e engajamento logicamente consequente...

Quem critica demais, trabalha de menos, mas isso não é ruim...

Para ser um ''hard worker'', um ''trabalhador duro'' (duro só que não de dinheiro), precisa de ter uma motivação intrínseca/disposição natural, isto é, um potencial para que possa resultar na expressão/engajamento desta transcendência. Como eu sempre digo, quando o esforço é excessivo, não será natural, mas isso não significa que esta máxima será aplicável a tudo, porque se dará especialmente em relação a tudo aquilo que for (diretamente) geneticamente disposto. Portanto, isso acontecerá se você realizar uma atividade que o seu sistema corpo-mente repele, que necessitará de maior esforço, além daquele que você é capaz de suportar. É basicamente quando você estoura o seu limite de tolerância, como se estivesse trabalhando nos 120%, sendo que o limite máximo seria 100%, ;)  Mas isso não significa que o esforço per si se consista em uma inaturalidade, só  quando for baseado no atrito entre forças e fraquezas, por exemplo, se esforçar em demasia para aprender matemática sendo ruim nesta matéria, tentar melhorar uma de suas maiores fraquezas (e não duvide que serão muitas, principalmente ao nos compararmos com a perfeição comportamental/cognitiva, isto é, o teto de perfeição para determinada tarefa).

A motivação extrínseca é tudo que for baseado na busca de um objetivo que se encontra dentro das vantagens presentes nos ambientes de vivência, que não é aquilo que você gostaria de fazer, que lhe vem enquanto uma vontade profunda, interior e natural... desde estudar para a prova de um concurso público e ''até'' se engajar na caça de um animal que possa resultar no jantar da tribo. No entanto, é bom deixar claro que o ''trabalhador duro'' não será exatamente igual ou mesmo essencialmente semelhante ao ''caçador duro'', ou seja, não é apenas o ambiente que será o diferencial entre os dois, mas também as suas disposições cognitivas. 

Porém, toda motivação extrínseca necessitará de ter algo intrínseco para que possa ser executada. Na verdade, eu estou repensando parcialmente em seu conceito porque todos nós apresentamos as duas, o que diferencia é a que grau de predomínio uma está em relação a outra. Pessoas de personalidade forte, independente (e que terá profunda correlação com ''50 tons'' de autoconsciência) serão mais propensas a seguirem as motivações mais pessoais (intrínsecas) enquanto que aqueles com personalidade menos ''dominante'' (que também será multidimensional e/ou diversificada em sua expressão) serão mais propensos a ''seguir ordens'' pensando em possíveis vantagens, o famoso adestramento.

Alguns estudos parecem ter encontrado uma relação entre personalidade anti-social e diferenças significativas de qi performance e qi verbal ou qualquer outra diferença cognitiva que for significativa. Além de uma predisposição, eu também acredito que como o sistema burocrático não foi construído para favorecer aqueles de perfis mais discrepantes de capacidade cognitiva, então o ambiente desfavorável aumentará o risco para o engajamento em comportamentos anti-sociais, com certeza que não será para todos os casos, mas para uma possivelmente gorda fração deste grupo específico, psicométrica e psicologicamente identificados

Perfis altamente desequilibrados de cognição (e que reverberará na inteligência), por lógica intuitiva, também parecem estar relacionados com a ênfase vital/transcendental nas próprias motivações intrínsecas, em palavras fáceis, fazer aquilo que gosta e não aquilo que lhe disseram que seria bom fazer para obter vantagens a longo prazo. Motivações intrínsecas são constantes, motivações extrínsecas são neutralizações da vontade interior em prol de se adaptar de alguma forma ao sistema dominante. 

Metaforicamente falando, é como segurar o percurso natural de uma onda, por alguns minutos, horas ou dias, e depois soltá-la, já em forma de ''onda gigante'', ;)



O trabalho duro sempre será produzido por disposições anteriores ou pré-disposições (porque todo fenômeno dinâmico ou vida PRECISA de uma vontade interior para que possa se manifestar), e será mediado pela autoconsciência para que possa ser correta ou incorretamente trabalhado. Por exemplo, alguém que se dedique a estudar música sem ser talentoso neste campo, em relação àquele que for provido de grande inteligência técnica (psicométrica ou qi) geral e que se dedicar aos ''estudos'' (leia-se, decoreba) para fazer uma prova de concurso público (e passar). 

Portanto, os famosos ''hard workers'', aqueles que se dedicam a ''estudar'' muito, ou a qualquer outra atividade para ''vencer na vida'', apresentarão pré-disposições para tolerar o ''sacrifício'', por exemplo, de trabalhar noite e dia para ganhar mais dinheiro ou para sustentar a família. Algumas pessoas serão mais propensas a tolerarem/suportarem maiores ''sacrifícios'' (que serão sacrifícios especialmente mediante uma perspectiva de aprendiz de parasita sutil e cooperativo, como eu) do que outras porque todos os tipos de comportamentos humanos bem como de outros seres vivos apresentarão variações de intensidade, em qualidade e quantidade. Da mesma maneira que temos uma variação de capacidade criativa ou para suportar a dor, nós também teremos variação individual (e que reverberará a nível coletivo) para o ''trabalho duro'' que por sua vez será mediado por motivações que serão extrínsecas às suas necessidades mais interiores. O famoso teste da guloseima, em que as crianças mais cognitivamente inteligentes tendem a escolher o doce, multiplicado por dois, uma semana depois, a gratificação de longo prazo, é um excelente exemplo quanto ao modelo falho, limitado e tendencioso de ''inteligência'' que a ''comunidade'' hbd e boa parte da psicologia tem trabalhado, mas não em relação à mentalidade que é tolerante e recíproca ao ''trabalho duro'', à ''filosofia'' de que o trabalho ''liberta''. Eu não questiono a importância de se trabalhar, mas principalmente a ignorância em que boa parte dos trabalhadores estão submersos quanto aos seus direitos e necessidades cognitivas naturais.



O ''lindo'' capitalismo

A inovação proposta neste texto, que parece não ter sido muito feliz em deixar claro desde o primeiro ''parágrafo'' é a de que ao contrário de uma força totalmente forjada pelo ambiente, a disposição para trabalhar muito, visando ou não uma gratificação, se consiste uma disposição primordialmente intrínseca, aliás, como qualquer tipo de comportamento, e que resultará nas motivações extrínsecas contextuais das quais conhecemos e que são mutáveis de acordo com a bio-cognição (inteligência) do ser e da natureza do ambiente em que vive. A motivação extrínseca pode ser parcialmente traduzida enquanto um ''sobre-esforço'', mas o seu conceito mais puro e primordial será o de ''fazer algo que lhe for menos naturalmente disposto''. Ninguém nasce PARA trabalhar duro, mas nasce com uma tolerância e reciprocidade para fazê-lo se necessário e quase sempre será dentro de ''nossas'' ''sociedades de exploração''.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Re-exemplo elucidativo quanto às diferenças entre os cognitivamente inteligentes dos intelectualmente inteligentes



Mentalistas, mecanicistas....

Papai e mamãe...

Minha mãe sempre foi uma das professoras mais talentosas da micro-região onde vivemos, nestas highlands de bananeiras e chuvas torrenciais (ainda...). Não seria demasiadamente arriscado se pudesse realocá-la ao panteão verdadeiramente meritocrático dos melhores profissionais da educação mesmo em âmbito nacional. Uma expert em gramática (percebam que eu não puxei isso dela, rsrsrs), mas herdei alguma coisa de sua grande capacidade verbal. Com todos estes predicados cognitivos, nós poderíamos concluir sem dificuldades, com base no mito da binaridade individual humana, o ''ser ou não ser inteligente'', que ela não poderia ser estúpida em nenhum tipo de conhecimento humano, técnico/acumulativo ou interacional, no máximo, ligeiramente equivocada. Mas isso é hipocrisia. É o mesmo que dizer que ''pobre tem diarreia e rico tem desarranjo gastrointestinal''. Não. As pessoas que são mais inteligentes, qualquer tipo de inteligência e mesmo as mais sábias, podem sim e devem ser analisadas também em relação às suas fraquezas, que poderíamos facilmente denominar como ''burrices''. Se podemos ficar alegres ou tristes, se podemos ter alta autoestima hoje e baixa autoestima amanhã, se podemos estar meio gordinhos nesta semana e emagrecermos, se a dualidade mora em nós, porque é o princípio fundamental de nossas existências ( da existência per si), que define a evolução, então porquê diabos que não poderíamos passar a nos entender (e também em relação aos outros) como ''burros, medianos e inteligentes'', ''tudo'' ao mesmo tempo ***

A inteligência é tudo aquilo que fazemos, tudo aquilo que fazemos de excepcionalmente harmônico, será a sabedoria, e de excepcionalmente original e utilitário, será a criatividade. Algumas pessoas apenas estão muito mais criativas do que as outras. Ninguém que está em seu juízo ''perfeito'', poderia ser criativo a todo momento, mas seria bom se pudéssemos ser todos sábios na maioria das vezes em que estivéssemos vivendo/interagindo/experienciando. 

Minha mãe é um exemplo de alguém que é principalmente ''cognitivamente inteligente'', isto é, que tem uma capacidade cognitiva (bem) acima da média. A cognição é a parte mecânica de nossas habilidades, àquilo que os filósofos mecanicistas descarteanos usam para nos comparar com as máquinas que ''construímos''. Tire a personalidade e a subsequente interação que irá resultar, e você terá um robô orgânico, com a sua cognição intacta. Agora, refaça a constituição intelectual original humana e você terá de fato a manifestação da inteligência, em toda a sua diversidade individual (que extrapolará a nível coletivo) e funcionamento. Ser desequilibradamente mais inteligente na cognição será um forte indicativo de que poderá não ser igualmente capaz em outros atributos, especialmente os de natureza intelectual

Em termos de mundo real, minha mãe não é muito diferente de muitos outros profissionais da educação, isto é, muito menos prodigiosa neste quesito do que para explicar classes gramaticais. Ela é como uma formiguinha operária, e assim são a maioria dos seres humanos, especialmente àqueles que são oriundos da massa continental chamada Eurásia. Evoluímos para cooperar e muitos evoluíram principalmente para cooperar, de tal maneira, que não serão suficientemente capazes de entender o mundo real, fora de seu nicho social laboral. São hiper-especializados, adaptados a um mundo regulado e burocrático. Aquele que serve ao sistema com poucas dúvidas do porquê de fazê-lo, será pouco provável de entendê-lo, de entender a realidade/totalidade perceptiva. É uma cegueira coletiva em que a maioria das pessoas são persuadidas deste os primórdios de suas existências que o mundo em que vivem é o único mundo que pode existir e quanto menos sábia for a pessoa, menos ciente deste blefe ela se encontrará. 

Meu pai, como eu já falei neste texto do Santoculto, é um outro exemplo espetacular quanto a essa inefável realidade das diferenças macro-qualitativas de inteligência transcendental. A transcendência se consiste no destino imparável da vida, no curso natural do ser, de acordo com a sua constituição bio-cognitiva e sua subsequente interação com o meio em que vive (ênfase perceptiva) mediado obviamente pelo espaço/tempo particularmente vividos. Ao conjugarmos os dois termos, estaremos dando um valor, um sentido, ainda que diminuto perto da vastidão do universo, especialmente em relação à inteligência. Ser (inteligente) para quê** Alguns nasceram ''para'' cooperar, outros nasceram para ''entender'' ou tentar entender, antes de cooperar.

Aplicando as múltiplas inteligências a nível individual, eu percebo com clareza que meu pai exibe um perfil desequilibrado (todos nós tendemos a apresentar perfis cognitivos não-psicométricos desequilibrados) em que suas maiores forças serão àquelas de natureza lógico-matemática e espacial. Suas habilidades musicais são praticamente inexistentes, pelo menos quanto à sua motivação intrínseca, ele jamais exibiu qualquer vontade de se especializar nesta categoria. Em inteligência intrapessoal, o meu pai é bastante fraco e isso é muito importante, porque este tipo de inteligência se consiste exatamente na sabedoria cognitiva, a motivação e capacidade intrínsecas para se entender/conhecer. Um melhor conhecimento sobre si pode trazer grandes vantagens, e que nem sempre produzirão decisões racionais/harmônicas. É interessante analisar a complexidade desta situação-exemplo, porque enquanto que o meu pai não é bom para entender a dinâmica do ser dentro de seu contexto sócio-econômico, ele será naturalmente/instintivamente bom para interagir superficialmente e é justamente aí que se encontra a sua contextual vantagem, por exemplo, em relação a mim. Por ele ser um neuro-típico, pode reconhecer (e o faz) com rapidez algumas dos canais/meios mais fáceis para interagir com seus pares, que lhe serão similares. O diferencial se dá no nível de profundidade em relação ao entendimento da dinâmica social. Enquanto que para muitos, eu não teria ''senso comum'' ''ou'' como a maioria gosta de confundir, ''bom senso'', ele é que seria considerado como o verdadeiro sábio. Meu pai, assim como muitos outros de sua prevalente estirpe neuro-cultural, é o profeta do gado, ao mostrar-lhes de maneira espontânea/natural, o caminho certo para se obter um sucesso respeitável, dentro dos limites da moralidade que se comunica melhor com suas disposições. Em outras palavras, ele faz o certo dentro de uma realidade em que o pensamento crítico será entendido como ''falta de sabedoria'' ''ou'' de ''praticidade''.

Os intelectualmente inteligentes se consistem em uma especialização abstrata e evoluída da especialização mecânica, isto é, ao invés de serem apenas/fundamentalmente bons para memorizar e aplicar tarefas técnico-cognitivas, eles tenderão a serem muito bons ''também' em pensar sobre elas e até mesmo criar novas tarefas. Alguns obedecem, outros poderão ainda inventar novos meios de trabalho. Os intelectualmente inteligentes são em média manipuladores natos, isto é, eles perpassam o limite cognitivo da memorização e replicação, para o nível da ''criação''. Eles podem ter ideias e manipular as já existentes, denotando conhecimento quanto à natureza etimológica de parte daquilo que o homem produz enquanto pensamento e ação. Eles também serão muito melhores em habilidades analíticas de caráter intelectual independente, isto é, são mais motivados e capazes para pensar sobre as ideias sem esperar que sejam incentivados/forçados a fazê-lo. Ao invés de esperarem que a montanha venha até eles, eles é que vão até à montanha.

 Meu pai não é do tipo que critica o ambiente em que vive, ainda que o faça muito superficialmente, pelo contrário, porque tal como uma formiga operária ansiosa/ávida para ser competente/útil, ele despreza de maneira instintiva esta possibilidade importante de escrutínio. Meus pais estão no limite entre o perfil predominantemente burocrático/memorizador e o perfil intelectual/reflexivo/criador. Minha mãe tem ótima capacidade criativa e tem demonstrado isso em seu trabalho. Mas esta sua motivação para entender e harmonizar, não é abrangente o suficiente para que possa alcançar a sua alma, o seu instinto, e fazê-la uma máquina neuroticamente dualista de críticas construtivas em relação à vida/fenomenologia, tudo aquilo que está em constante atrito com a sua clausura orgânica/natural.

A inteligência existencial ou ênfase qualitativamente perceptiva em relação à macro-realidade ou realismo, pensar, se debruçar, internalizar ideias e rotinas, sobre as maiores dúvidas existenciais de nossa espécie e da vida em geral, é um complemento muito importante para perfazer a sabedoria em toda a sua integridade conceitual. Acho que não preciso me estender muito em relação à capacidade e motivação intrínsecas do meu pai, mas também de minha mãe quanto à hiperrealidade. Eventos/vivências recentes em suas vidas tem reverberado de maneira distinta em ambos. Meu pai parece ter aceitado a morte de sua mãe, minha avó, de maneira calma e natural, ao passo que minha mãe não parece estar conseguindo superar esta etapa da mesma maneira com que meu pai fez. O pensar na morte, é o pensar no existir, se estão tão entrelaçados, tão complementares entre si. O sofrimento geralmente induzirá os (predominantemente) neurotípicos que se caracterizam por suas subconsciências para o  pensamento reflexivo existencial, se consiste na indução involuntária deste tipo de pensar entre eles, a ''desintegração positiva de personalidade'', de Kazimierz Dabrowski, em outras palavras, os desafios e situações negativas que podem servir como aprendizado vital e expansão subsequente/consequente da (auto)consciência.


O fator personalidade para falar superficialmente sobre inteligênciaS contextualizadaS em um mundo real


Meus pais são mais (cognitivamente) inteligentes, assim como também meus irmãos em relação a mim. Eles podem decorar e aprender muito bem especialmente em relação àquilo que se comunica naturalmente com as suas disposições cognitivas mais ardentes. E isso pode ser demonstrado por meio de testes cognitivos de todas as espécies, desde os oficiais até os exames para cargos públicos. Eles apresentam uma maior ''inteligência'/cognição geral em comparação à minha.  Eu sou quase o resultado total do ''efeito da idade'' em relação à cognição e também para uma outra série de ''coisas''. Sou mais baixo, menos heterossexual e menos cognitivamente inteligente do que meus irmãos mais velhos. No entanto, a minha inferioridade para operar dentro deste mundo, é completamente relativa/contextual, porque, definitivamente, eu não sou inferior em relação à outras dimensões da vida, talvez muito mais importantes do que àquelas em que estou em clara desvantagem. 

A personalidade me parece ser o meu grande trunfo em relação à minha família e tal como eu tenho falado diversas vezes, a cognição humana é fortemente influenciada pela personalidade, porque fazem parte da mesma configuração mental maior, a mente.

É a personalidade que determina as motivações intrínsecas (expressão do eu essencial/interior) e extrínsecas (expressão do ''sacrifício'', deixar as motivações intrínsecas de lado, em prol de um objetivo). Minha ênfase perceptiva, isto é, enfatizar certos aspectos/certas dimensões da vida/fenomenologia, é mais objetiva, para princípio de conversa, do que as ênfases de toda a minha família geneticamente direta, porque enquanto que eles se satisfazem com as mordomias de seu habitat pós-moderno, a fazenda humana que se consiste a sociedade, eu me atrevo naturalmente a olhar para os aspectos que eles consideram como irrelevantes, sem importância ou que não são extremamente necessários. Eu prefiro mergulhar e me arriscar a perder o fôlego enquanto que eles preferem nadar na superfície. 

Eu crio novas dimensões do pensar e (para) agir, dentro do meu ramo de especialização mais natural, a filosofia, que pode ser regredida à capacidade simples de percepção. Minha área é o ''realismo'', isto é, a ênfase na realidade, na tentativa de entendê-la, para obter mais hectares de liberdade/responsabilidade e maior qualidade de vida. Eles já estão muito entretidos dentro de suas dimensões fabricadas pelo sistema. Estão mais adaptados ou indiferentes ao mundo de mentiras em que (sempre) vivemos, eu não. Se estivesse adaptado, é possível que tentasse proteger o lugar que alimenta minha alma ou que fosse indiferente às reclamações dos ''não-adaptados''. No mais, o mundo perfeito que eu gostaria de viver parece estar longe demais, mesmo para sonhar.