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sábado, 30 de agosto de 2025

The Main Difference Between Hyperfocus and Ideological Fanaticism

 Hyperfocus is a characteristic more common in some conditions, such as autism and ADHD. Individuals with hyperfocus exhibit a strong and sustained interest in certain topics, often focusing on these interests for several hours a day or for an indefinite period of time. Hyperfocus can be even more profound if it manifests itself over a long period of time. Hyperfocus can also manifest as the cognitive and/or psychological structure of ideological fanaticism, usually when the obsessive focus turns to political or ideological issues. But not only because it focuses on these issues, because the most important element in determining ideological fanaticism is the existence of a firm inflexibility about one's own beliefs that transcends common sense. That is, the level of conviction is so high that it prevents the affected individual from constantly self-criticizing them, including their self-criticism, such as how fact-based, evidence-based, or analytically balanced they are.

A principal diferença entre hiperfoco e fanatismo ideológico

O hiperfoco é uma característica que é mais comum em algumas condições, como o autismo e o TDAH. Indivíduos com hiperfoco apresentam um interesse forte e constante sobre determinados tópicos, podendo ficar várias horas por dia concentrados nesses interesses ou por um tempo indeterminado, em que o hiperfoco pode ser ainda mais profundo ao se manifestar durante um longo período da vida. Pois o hiperfoco também pode se manifestar como a estrutura cognitiva e/ou psicológica de um fanatismo ideológico, geralmente quando o foco obsessivo se volta para temas políticos ou ideológicos. Mas não apenas por se direcionar para esses temas, porque o elemento mais importante para determinar o fanatismo ideológico é a existência de uma inflexibilidade convicta sobre as próprias crenças que perpassa o bom senso, isto é, em que o nível de convicção é tão alto que impede o indivíduo afetado de fazer uma autocrítica constante sobre elas e que também é sobre si mesmo, por exemplo, sobre o quão baseadas em fatos, evidências ou ponderação analítica elas estão.

The difference between dogma and factual and/or rational assertion

 It's not just or intrinsically a difference in flexibility of thought, but in how factual that thought is, because there are, of course, conclusive statements that express a fact or an objective truth. This is one way I've found to differentiate dogma from a conclusive statement that expresses a fact or an objective truth, since it doesn't seem sufficient to me to define dogma as synonymous with inflexibility, but rather to use a statement that is also fallacious or untrue, so as to highlight the irrational nature of insisting on what is not true—that is, of, in certain cases, being inflexible, even if there is nothing primarily wrong, in an intellectual sense, in making conclusive statements that express facts. Secondarily, in these cases, only the moral or ethical question can be raised.

A diferença entre dogma e afirmação factual e/ou racional

 Não é apenas ou intrinsecamente a diferença de flexibilidade de pensamento, mas do quão factual é esse pensamento, porque existem, evidentemente, afirmações conclusivas que expressam um fato ou uma verdade objetiva. Essa é uma maneira que encontrei de diferenciar dogma de uma afirmação conclusiva que expressa um fato ou uma verdade objetiva, já que não me parece suficiente determinar dogma como sinônimo de inflexibilidade, mas a partir de uma afirmação que também seja falaciosa ou inverídica, até para que seja ressaltado o caráter irracional do ato de teimar sobre o que não é verdadeiro, isto é, de, em certos casos, mostrar-se inflexível, se não há nada de primariamente errado, em um sentido intelectual, fazer afirmações conclusivas que expressam fatos. Secundariamente, nesses casos, apenas a questão moral ou ética que pode ser levantada. 

What also leads people to believe in the pseudoscience of the blank slate?

 Especially those with high cognitive abilities, beyond the very irrationality* of presenting this belief?


What I've mentioned before in other texts: a self-projection or extrapolation of one's own personal situation, situational context, onto others' perspectives*, but also of more intrinsic aspects, such as cognitive abilities, as if what "works" or "worked" for them were also perfectly teachable to others, or at least to the majority. Basically, a confusion of personal perspective with universal perspective, in which a more innate ability to grasp information, rules, and/or techniques, coupled with a deficiency in self-knowledge, related to a deficiency in rational thought, leads some or many people, especially those with this high-capacity profile, to believe that what happens to them can also happen to others, that everything is simply a matter of will, effort, or persistence, and of "education"...


* Which is also a structural aspect of irrationality.


Another factor that often generates this confusion is belonging to a higher social class, as it can give the false impression that the personal challenges, especially financial ones, of individuals belonging to lower social classes can be as easily manageable as those belonging to higher classes, that everything depends on the individual's will or ability, completely disregarding unfavorable contexts. Ultimately, reinforcing and replicating the fallacious narrative of economic neoliberalism, which asserts individual responsibility as the only relevant factor in an individual's situation, delegating to the social context, little or no importance.

O que também leva as pessoas a acreditarem na pseudociência da tábula rasa??

 Especialmente aquelas com altas capacidades cognitivas, além da própria irracionalidade* de apresentarem essa crença??


O que já falei antes em outros textos: uma autoprojeção ou extrapolação da própria situação pessoal, de contexto situacional, sobre perspectivas alheias*, mas também de aspectos mais intrínsecos, como as capacidades cognitivas, como se, o que ''funciona'' ou ''funcionou'' para elas, também fosse perfeitamente ensinável para os outros, ou pelo menos para uma maioria. Basicamente uma confusão de perspectiva pessoal com perspectiva universal, em que uma facilidade mais inata para apreender informações, regras e/ou técnicas, mais uma deficiência em autoconhecimento, relacionada com uma deficiência de pensamento racional, leva algumas ou muitas pessoas, especialmente aquelas com esse perfil de altas capacidades, a acreditarem que, o que acontece com elas, também pode acontecer com os outros, que tudo é apenas uma questão de vontade, esforço ou persistência, e de "educação"...


* O que não deixa de ser um aspecto estrutural da irracionalidade


Outro fator que costuma gerar essa confusão é o de pertencer a uma classe social mais alta, já que pode passar uma falsa impressão de que os desafios pessoais, especialmente os de natureza financeira, dos indivíduos que pertencem às classes sociais mais baixas, podem ser tão facilmente manejáveis quanto dos que pertencem às classes mais altas, que tudo depende da vontade ou capacidade do indivíduo, desprezando completamente contextos desfavoráveis, enfim, reforçando e replicando a narrativa falaciosa do neoliberalismo econômico, de afirmação de responsabilidade individual como único fator relevante para a situação de um indivíduo, delegando ao contexto social, pouca ou nenhuma importância. 

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

A hypothesis based on the correlations found between month or season of birth and psychological tendencies

 There are some interesting studies that have found positive, though relatively modest, correlations between the month or season of birth and certain psychological tendencies: those born in the winter, especially late winter and early spring, at least in the Northern Hemisphere, are at greater risk of developing mental disorders, especially schizophrenia. The most common explanation is that pregnant women who conceive during this period are more exposed to viral infections, and that, if infected, their children could experience long-term effects later in life, including mental disorders. Another possible factor is that cold weather induces a vitamin D deficiency, which could complicate the normal development of pregnancies. A correlation between prematurity (or low birth weight) and schizophrenia (and psychopathology in general) has also been noted. Perhaps normal brain development that is abruptly interrupted by external factors could also be a long-term trigger for the expression of a mental disorder. Or it may be that genetic, and therefore hereditary, factors explain a good portion of psychiatric disorders. First, a couple whose two partners have the same disorder are at greater risk of passing it on to their natural descendants than a couple with only one carrier, and especially if there is no explicit sign of mental disorder between a pair of humans biologically capable of procreating or who have already done so. It is precisely this last possibility that seems most likely to me, perhaps because it is the least extraordinary. First, because assortative relationships, in which there is a mutual and active interest in mating based on the perception of phenotypic similarities—usually a combination of biotype, personality, and social circumstances—increase the likelihood that individuals of opposite sexes with the same health risks, including psychiatric ones, will enter into a relationship that will result in natural offspring. Second, the proposed mechanism to explain the correlation between being born in winter (cold, in the Northern Hemisphere) and developing certain mental disorders requires empirical proof, and to my knowledge, I don't know if it exists in humans. Third, most individuals born in winter do not become schizophrenic, although it would be interesting to see if a higher proportion of individuals born in this period (especially in temperate climates) develop other psychiatric disorders, or at least a greater expression of associated personality and cognitive traits. Fourth, human individuals with different personality profiles (which are predominantly stable patterns of behavior) tend to exhibit different habits, likely also in mating. Even more directly related to this correlation between month or season of birth and psychological tendencies, one of the behavioral or personality differences that may explain it is climate preference. Those who prefer cold weather (or who don't exhibit this type of preference) feel more motivated during this time of year, even to have sex/procreate (or who don't exhibit any differences in motivation throughout the year), while the opposite pattern occurs for those who prefer warm weather. For example, more emotionally unstable individuals tend to feel more "depressed" or less motivated in cold weather, especially in environments with harsh winters, including for sexual intercourse. The opposite pattern occurs during the warmer months. And since human pregnancy lasts, on average, nine months, a pregnancy that began in summer or spring will complete its cycle in fall or winter. So perhaps the most important element in this situation is the influence of personality type, which expresses various biological aspects: hormonal, mental, genetic... and not necessarily the influence of the environment acting directly on the human organism, even if it influences it indirectly, through behavior.


Okay, but then how can we explain this pattern in tropical and equatorial climates, if these climates are characterized by less significant temperature variations?


Even if there is less temperature variation in these regions, the underlying factor is the same: there are differences in mental traits among human beings that result in differences in habits. In addition, these mental traits are not just abstractions, as they also express more organic and variably hereditary aspects of the body. So, even if this pattern isn't confirmed in all regions, its possible absence of correlative universality does not invalidate its evidence of specific correlation. But perhaps this correlation is nothing more than "genetic confounding," in which a correlation that suggests environmental causality for a given behavioral tendency actually has as its underlying, primary, and most influential factors: biological characteristics, such as personality traits, which are also transmitted from parents to children. And, before concluding this text, I wonder if the risk of premature birth (or even miscarriage) could also be an intrinsic and variably heritable predisposition, not just a completely random incident—that is, one that doesn't present the same probability of occurring in any pregnant woman. I know there are studies showing differences in this risk between ethnic or racial groups (during a quick search on this topic, I found studies showing that, in fact, there is indirect evidence of a genetic influence on this risk)...


Sources:


Season of birth in schizophrenia: a maternal-fetal chronobiological hypothesis


https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21382670/;


https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2017/10/06/maioria-dos-casos-de-esquizofrenia-e-genetico.htm


Heritability of Schizophrenia and Schizophrenia Spectrum Based on the Nationwide Danish Twin Register


https://www.biologicalpsychiatryjournal.com/article/S0006-3223(17)31905-4/abstract;


Family history is a predictor of current preterm birth


https://www.ajogmfm.org/article/S2589-9333(20)30270-6/pdf;


The Role of Genetics in Preterm Birth


https://link.springer.com/article/10.1007/s43032-023-01287-9;


Levels of the stress hormone cortisol are higher in women who give birth in the autumn and winter than those who give birth in the spring or summer, finds a new study by researchers at Cardiff University.


https://www.cardiff.ac.uk/news/view/1547555-new-research-could-explain-why-babies-born-during-winter-are-at-higher-risk-of-developing-mental-health-disorders

Uma hipótese a partir das correlações encontradas entre mês ou estação de nascimento e tendências psicológicas

Existem alguns estudos interessantes que têm encontrado correlações positivas, porém, relativamente modestas, entre o mês ou a estação de nascimento e certas tendências psicológicas: de que aqueles que nascem no período do inverno, especialmente no fim do inverno e início da primavera, pelo menos no hemisfério norte, estariam em maior risco de desenvolver transtornos mentais, especialmente a esquizofrenia. E a explicação mais comum seria de que as mulheres grávidas que concebem nesse período estariam mais expostas a infecções virais, e que, em uma eventual infecção, seus filhos poderiam apresentar efeitos de longo prazo, mais tarde na vida, incluindo transtornos mentais. Outro possível fator seria a indução do tempo frio a uma deficiência em vitamina D que contribuiria para complicar o desenvolvimento normal das gestações. A correlação entre prematuridade (ou baixo peso ao nascer) e esquizofrenia (e psicopatologia, de maneira geral) também tem sido percebida. Talvez, um desenvolvimento normal do cérebro que é abruptamente interrompido por fatores externos também pode ser um gatilho de longo prazo para a expressão de um transtorno mental. Ou pode ser que o fator genético e, portanto, hereditário, explique boa parte dos transtornos de natureza psiquiátrica, se, primeiro, um casal cujos dois componentes apresentam o mesmo transtorno, estão em maior risco de passá-lo aos seus descendentes naturais do que um casal com apenas um portador, e especialmente no caso de não haver qualquer sinal explícito de transtorno mental entre um par de humanos biologicamente aptos a procriarem entre si ou que já o tenham feito. Pois é justamente essa última possibilidade que me parece a mais provável por talvez ser a menos extraordinária. Primeiro, porque relacionamentos assortativos, em que há um interesse mútuo e ativo de enlace por percepção de similaridades fenotípicas, geralmente uma combinação de biotipo, personalidade e circunstâncias sociais, aumentam a probabilidade de que indivíduos de sexos opostos com os mesmos riscos de saúde, incluindo os psiquiátricos, se envolvam em uma relação e que se frutifique em descendência natural. Segundo que, o mecanismo proposto para explicar a correlação entre nascer no inverno (frio, do hemisfério norte) e desenvolver certos transtornos mentais, precisa de uma comprovação empírica e não é o do meu conhecimento que ela exista até à data em que escrevo esse texto, digo uma comprovação em humanos. Terceiro que, a maioria dos indivíduos que nascem no período do inverno não se tornam esquizofrênicos, ainda que seria interessante ver se existe uma maior proporção de indivíduos que nascem nesse período (especialmente em regiões de clima temperado) e que, se não chegam a se tornar esquizofrênicos, apresentam outros transtornos psiquiátricos, ou pelo menos uma maior expressão de traços de personalidade e cognição associados. Quarto que, indivíduos humanos dotados de perfis de personalidade diferentes (que são padrões predominantemente estáveis de comportamento) tendem a apresentar hábitos diferentes, provavelmente também de acasalamento. Ainda mais diretamente relacionado com essa correlação entre mês ou estação de nascimento e tendências psicológicas, uma das diferenças de comportamento ou personalidade que pode explicá-la é a de preferência climática em que, aqueles que gostam mais do tempo frio (ou que não apresentam esse tipo de preferência), se sentem mais motivados nesse período do ano, até mesmo para fazer sexo//procriar (ou não apresentam diferenças de motivação ao longo do ano), e o padrão oposto para aqueles que preferem o tempo quente. Por exemplo, indivíduos mais emocionalmente instáveis que tendem a se sentir mais "deprimidos" ou menos motivados no tempo frio, ainda mais em ambientes em que o inverno é rigoroso, inclusive para manter relações sexuais, e o padrão oposto para o período mais quente do ano. E já que a gravidez humana dura, em média, nove meses, uma gestação que foi iniciada no verão ou na primavera, fechará o seu ciclo no outono ou no inverno. Então o que talvez tenhamos como elemento mais importante nessa situação é a influência do tipo de personalidade e que expressa vários aspectos biológicos: hormonais, mentais, genéticos... , e não necessariamente o do meio agindo diretamente no organismo humano, ainda que o influencie de maneira indireta, pelo comportamento.

Ok, mas então como explicar esse padrão em regiões de clima tropical e equatorial, se esses climas se caracterizam por variações menos significativas de temperatura??

Pois mesmo se acontece uma menor variação térmica nessas regiões, o fator subjacente é o mesmo, de que existem diferenças de traços mentais entre os seres humanos que resultam em diferenças de hábitos, além do fato de que esses traços mentais não serem apenas abstrações, por também expressarem aspectos mais orgânicos e variavelmente hereditários do corpo. Então, mesmo se esse padrão não se confirma em todas as regiões, sua possível ausência de universalidade correlativa não invalida a sua comprovação de correlação específica. Mas, talvez, essa correlação não passe de uma "confusão genética" (ou genetic confounding, da expressão original em inglês), em que uma correlação que acusa uma causalidade ambiental para determinada tendência de comportamento, na verdade, tem como fatores subjacentes, primários e mais influentes, as características biológicas, como os traços de personalidade e que também são transmitidos de pais para filhos. E, antes de finalizar esse texto, me pergunto se o risco de parto prematuro (ou mesmo de aborto espontâneo) também pode ser uma predisposição intrínseca e variavelmente hereditária, não apenas um incidente completamente aleatório, isto é, que não apresenta a mesma probabilidade de acontecer com qualquer mulher grávida?? Eu sei que existem estudos mostrando diferenças desse risco entre grupos étnicos ou raciais (durante uma pesquisa rápida sobre esse tópico, encontrei estudos mostrando que, de fato, existe uma comprovação indireta de influência genética em relação a esse risco)...

Fontes: 

Season of birth in schizophrenia: a maternal-fetal chronobiological hypothesis




Heritability of Schizophrenia and Schizophrenia Spectrum Based on the Nationwide Danish Twin Register


Family history is a predictor of current preterm birth


The Role of Genetics in Preterm Birth


Levels of the stress hormone cortisol are higher in women who give birth in the autumn and winter than those who give birth in the spring or summer, finds a new study by researchers at Cardiff University.

terça-feira, 19 de agosto de 2025

My hypothesis to explain why today's adults look much younger than adults from decades ago

 Especially the "millennial" generation


Too many chronologically "youngest"??


The perception that today's adults, especially those between 30 and 50, look much younger than their parents and grandparents did at the same age has become quite popular. But if this isn't just an exaggerated impression, then what could be causing this change?


The "media" loves to list changes in habits or culture as the main causes. For example, the way we dress, eat, and other health-related habits would largely explain why today's adults look much younger than adults from 3 or 4 decades ago... Even if these factors have some influence, these differences begin with the very facial structure of today's adults compared to those of the past. An explanation limited to cultural generational differences may not be sufficient, as it could also be a biological phenomenon.


But what would that be?


I bet it's related to the demographic transition and also to cultural habits, but with intergenerational biological effects. I'll explain...


Over the last four or five decades, in many Western countries and some in the East, people have started having fewer children. So, firstly, there has been a reduction in the size of new generations. Secondly, which I consider the most important in my hypothesis, is that, in addition to having fewer children, people also started having them later, starting in their 30s. This is related to the increased mutational load in the human body, as we accumulate more mutations throughout our lives, that is, we age... And since older parents are more mutant, they would be more likely to experience a relative decline in the quality of their reproductive material, sperm, and eggs, resulting in more mutant children (??). But that's not the point, because it may be that youngest children tend to be more neotenic, retaining more childhood traits, both in terms of appearance and behavior. So, with people having fewer children and later, phenotypically "youngest" children, or children born to older parents, would have become more common demographically, including biological characteristics that are perhaps more common in this group. Which, on the one hand, could be a good thing: appearing younger than one's age, but on the other, it could be associated with certain behaviors considered common in new generations, especially adults aged 30 to 50, or "millennials," and not widely appreciated: such as "laziness," individualism, and a more deeply rooted attachment to childhood... a result of their (our?) own "underdeveloped" biologies?? As if we were human "tadpoles" that never quite reach "normal" or "complete" development??


It may also be related to an increase in disorders and diseases due to the increased accumulation of mutations over recent generations. This would explain why there have been more cases of young adults becoming ill and even dying (?).


In any case, unhealthy and assiduously practiced habits, such as smoking and drinking from an early age, having a poor diet, or constant exposure to the sun without any protection, may also have contributed to the premature aging (?) of young adults in previous generations, and new generations have only partially or predominantly reduced the practice of these habits...


Finally, in addition to the factors mentioned, as well as the one I considered the most important for my hypothesis, others could also be considered, such as the prevalence of assortative relationships, in which people are freer today to choose their mates according to their tastes. This, in turn, may have contributed to greater selective pressure for neotenic traits, perhaps associated with more robust sexual selection. (Not just a matter of appearing younger, but also of presenting a more "aesthetically pleasing" appearance.) If, in the past, arranged relationships were much more common and may have contributed to a greater randomness of biological makeup...


But is this supposed or possible phenomenon will it continue to manifest itself in younger generations?


Perhaps not so much, if according to my hypothesis, this tendency to appear younger among "millennials", besides being the effect of a period or demographic transition in which there was an abundance (more in the sense of relative proportion than absolute increase) of "chronologically youngest" children, is also a specific period in the dynamics of intergenerational mutation accumulation, in which the new generations, children of "millennials" and "zoomers" (Generation Z: born between 1994 and 2005ish), would be inheriting/an even greater mutational load, if they are already children of a majority who were born to older parents. So, this possible factor may be contributing to undoing this "spell" of "extended youth" (by appearance) among the youngest, although those who look younger for their age will continue to be relatively more common than in relation to generations much older than them.

Minha hipótese para explicar por que os adultos de hoje parecem muito mais jovens que os adultos de décadas atrás

 Especialmente a geração "millenial"


Excesso de cronologicamente "caçulas"?? 

Já se tornou bastante popular a percepção de que os adultos de hoje, especialmente os que têm entre 30 e 50 anos, parecem muito mais jovens em aparência do que seus pais e avós na mesma idade. Mas se não é apenas uma impressão exagerada, então, o que estaria causando essa mudança?? 

A "mídia" adora elencar como causas principais as mudanças nos hábitos ou na cultura. Por exemplo, o modo de se vestir, de se alimentar e outros hábitos relacionados com a saúde, explicariam em boa parte por que os adultos de hoje aparentam ser muito mais jovens que os adultos de 3, 4 décadas atrás... Pois mesmo que esses fatores tenham alguma influência, essas diferenças começam pela própria estrutura facial dos adultos de hoje em comparação aos de antigamente. Pois uma explicação que se limita às diferenças culturais de gerações pode não ser suficiente, se também pode se tratar de um fenômeno biológico. 

Mas qual seria?? 

Eu aposto que está relacionado com a transição demográfica e também com hábitos culturais, mas que têm efeitos biológicos intergeracionais. Eu vou explicar...

Ao longo das últimas 4 ou 5 décadas, em muitos países ocidentais e em alguns no oriente, as pessoas começaram a ter menos filhos. Então, primeiramente, houve uma redução do tamanho das novas gerações. Segundo, que considero o mais importante na minha hipótese, é de que, além de terem poucos filhos, as pessoas também passaram a tê-los mais tarde, a partir dos 30 anos, que está relacionado com aumento da carga mutacional no corpo humano, se vamos acumulando mais mutações ao longo de nossas vidas, isto é, envelhecendo... E como os pais mais velhos são mais mutantes, estariam mais propensos a apresentar uma queda relativa na qualidade do seu material reprodutivo, espermatozóides e óvulos, resultando em filhos mais mutantes (??). Mas o pulo do gato ainda não é esse, porque, pode ser que filhos caçulas tendam a ser mais neotênicos, por reterem mais traços da infância, tanto em termos de aparência quanto de comportamento. Então, com as pessoas tendo poucos filhos e mais tarde, fenotipicamente "caçulas", ou filhos que nascem de pais mais velhos, teriam se tornado mais comuns, demograficamente, incluindo as características biológicas que, talvez, sejam mais comuns nesse grupo. O que por um lado pode ser uma coisa boa: aparentar ser mais novo do que é, mas por outro, pode estar associado a certos comportamentos considerados comuns nas novas gerações, especialmente os adultos de 30 a 50 anos, ou "millenials", e não muito apreciados: como a "preguiça", o individualismo e um apego mais arraigado à infância... resultado de suas (nossas??) próprias biologias "subdesenvolvidas"?? Como se fôssemos "girinos" humanos que não chegam a apresentar um desenvolvimento "normal' ou "completo'?? 

Também pode estar relacionado com um aumento de transtornos e doenças, por causa do aumento da acumulação de mutações ao longo das últimas gerações. Isso explicaria por que tem aparecido mais casos de jovens adultos adoecendo e até vindo a óbito (?).

De qualquer maneira, hábitos pouco saudáveis e praticados assiduamente, como fumar e beber desde cedo, ter uma alimentação ruim ou se expor ao sol de maneira constante e sem qualquer proteção, também podem ter contribuído para o envelhecimento precoce (?) dos adultos jovens das gerações anteriores e as novas gerações apenas diminuíram parcial a predominantemente a prática desses hábitos... 

Por fim, além dos fatores citados, bem como daquele que eu coloquei como o mais importante para a minha hipótese, outros também poderiam ser pensados, tal como o predomínio dos relacionamentos assortativos, em que as pessoas estão mais livres, hoje em dia, para escolher seus cônjuges de acordo com os seus gostos e que, por sua vez, pode ter contribuído para uma maior pressão seletiva para traços neotênicos, talvez associado com uma seleção sexual mais robusta?? (Não apenas uma questão de aparentar ser mais novo, mas também de apresentar uma aparência mais "esteticamente agradável"). Se, antes, relacionamentos arranjados eram bem mais comuns e pode ser que contribuíam para uma maior aleatoriedade de constituição biológica...

Mas esse suposto ou possível fenômeno é permanente ou continuará a se manifestar nas gerações mais novas?? 

Pode ser que, não tanto, se de acordo com a minha hipótese, essa tendência de aparentar ser mais jovem entre os "millenials", além de ser o efeito de um recorte ou período da transição demográfica em que houve uma abundância (mais no sentido de proporção relativa do que aumento absoluto) de "cronologicamente caçulas", também é um recorte de um período específico da dinâmica de acúmulo intergeracional de mutações, em que as novas gerações, filhas de "millenials" e "zoomers" (geração Z: nascidos entre 1994 e 2005~), estariam herdando um acúmulo ainda maior de mutações, se já são filhos de uma maioria que nasceu de pais mais velhos. Então, esse possível fator pode estar contribuindo para desfazer esse "feitiço" da "juventude estendida" (pela aparência) entre os mais jovens, ainda que aqueles com aparência mais jovem pra sua idade continuarão relativamente mais comuns do que em relação às gerações muito mais velhas que eles. 

sábado, 16 de agosto de 2025

On Autobiographical Memory, Semantic Memory, and "Free Will"


I've come to a conclusion regarding my autobiographical memory, which can perhaps be extrapolated to a general sense: I have little or no control over what my mind has stored as memories, if I perceive a more random pattern and/or variably related to my tastes and desires. For example, regarding my desire to preserve certain lived moments, which I also believe is a common desire. And the equally common frustration of realizing that, in reality, our minds don't consult us to know what we'd like to keep as memories. I also need to emphasize that I've never made an effort to direct my mind to store what I'd like and erase or deprioritize what I don't want to keep as memories. However, perhaps the visceral feeling that there isn't even a minimal possibility of establishing this control may have contributed to never attempting this type of mental exercise, as it's more of a theoretical extrapolation than a true one. But what seems more like an extrapolation, at least partially true, is that this level of passivity we exhibit regarding our autobiographical memory can also be considered feasible regarding our semantic memory. I say partially because, a priori, it seems we exhibit a greater capacity for control, and not just for storing information—that is, for being able to direct our cognitive abilities based on what we've memorized as techniques or learning. It seems... Or, it could be that this perception is more of a subjective impression, a "wishful thinking" or positive thinking, than a true fact. It could be that we simply follow predetermined tendencies, and for many of us, this happens completely unconsciously, made as if they were legitimate decisions and not simply an extreme conformity to our own nature. Even regarding what appear to be specific details seemingly related more to our personalities than to our cognitive abilities—for example, my interest in the humanities, and especially geography, which I began to display in my second childhood, and which also developed or confirmed itself as a true vocation—which would not be simply an interest that arose randomly early in my life, but a reflection of more intrinsic aspects of my psycho-cognitive profile: the constitutive morphology of my brain and hormonal patterns, for example. In other words, I'm trying to say that no one becomes interested in certain topics without underlying factors, more intrinsic to their own biology, and this may mean that we also lack full control over the direction our intelligence takes, through a more direct route, by semantic memory. I see in myself, simultaneously, this illusory impression of cognitive self-control and a perception of a lack of choice, if I really didn't consciously or voluntarily decide to like geography and dislike math. For it to be simply a matter of choice, theoretically, upon exposure to these disciplines, I should have demonstrated similar levels of learning in both and, therefore, decided on one of them. Even so, this still doesn't mean that, in this scenario, there would be a real possibility of choice, especially since this attraction we display to our intellectual or other interests, again, never appears "out of nowhere," but based on our own cognitive, psychological, hormonal characteristics... Another personal example: if, since early adulthood, I have come to enjoy psychology and philosophy (the latter more like an active content creator), this is also due to my own characteristics, such as a cognitive profile more inclined toward linguistic abilities and a heightened self-awareness that induces a high frequency of reflective thoughts, even with unflattering aspects, such as a greater narcissistic tendency. For I observe that there was no antecedent in the environment I lived in as a child that would have led me to like geography and dislike math. And even in cases where it exists or existed, a factor external to the individual does not have the power to profoundly change him without a prior basis within himself or his biology that could make this change possible. In these cases, therefore, it would be more of a coincidence or even a factor that merely reinforced or served as an influential stimulus for the emergence of a preexisting potential, returning to my defense of biological determinism, in which no pattern or change in behavior, or development, that we exhibit, occurs without a predisposition or prior basis. It may sound redundant and disappointing, but that is what I intend to say, i have noticed on this topic, primarily by myself.

Sobre a memória autobiográfica, memória semântica e o "livre arbítrio"

Eu tenho chegado a uma conclusão em relação à minha memória autobiográfica e que, talvez, possa ser extrapolada em um sentido geral, de que eu tenho pouco ou nenhum controle sobre o que a minha mente tem guardado como lembrança, se eu percebo um padrão mais aleatório e/ou variavelmente relacionado com os meus gostos e desejos. Por exemplo, sobre o meu desejo de guardar determinados momentos vividos, que também acredito que seja um desejo comum. E a frustração, igualmente comum, de perceber que, na realidade, nossas mentes não nos consultam para saber o que gostaríamos que se mantivesse como lembrança. Também preciso salientar que nunca me esforcei para tentar direcionar minha mente para guardar o que gostaria e apagar ou não priorizar o que não queria que se mantivesse como lembrança. No entanto, talvez, o possível fato, sentido de maneira visceral, de sequer haver uma mínima possibilidade de estabelecer esse controle, pode ter contribuído para nunca tentar esse tipo de exercício mental, por ser mais uma extrapolação teórica do que verdadeira. Mas o que parece ser mais como uma extrapolação, no mínimo, parcialmente verdadeira, é a de que esse nível de passividade que apresentamos quanto à nossa memória autobiográfica também possa ser considerado como factível quanto à nossa memória semântica. Eu disse parcialmente, porque, a priori, parece que apresentamos uma maior capacidade de controle, e não apenas de armazenamento de informação, isto é, de conseguirmos direcionar nossas capacidades cognitivas com base no que memorizamos como técnicas ou aprendizados. Parece... Ou, pode ser que essa percepção seja mais uma impressão subjetiva, um "wishful thinking" ou pensamento positivo, do que um fato verdadeiro. Pode ser que apenas seguimos tendências pré-determinadas e que, para muitos de nós, acontece de maneira completamente inconsciente, tomadas como se fossem decisões legítimas e não apenas uma extrema conformidade à própria natureza. Mesmo em relação ao que parecem ser detalhes específicos aparentemente relacionados mais às nossas personalidades do que às nossas capacidades cognitivas, por exemplo, o meu interesse em ciências humanas e, especialmente, em geografia, que comecei a apresentar desde a segunda infância, e que também se desenvolveu ou se confirmou como uma vocação verdadeira, que não seria apenas um interesse que apareceu de maneira aleatória no início da minha vida, mas um reflexo de aspectos mais intrínsecos do meu perfil psico-cognitivo: morfologia constitutiva do meu cérebro e padrões hormonais, por exemplo. Em outras palavras, estou querendo dizer que, ninguém se torna interessado em determinados tópicos sem que existam fatores subjacentes, mais intrínsecos de sua própria biologia, e isso pode significar que também não temos pleno controle sobre a direção que tomam as nossas inteligências, por uma via mais direta, pela memória semântica. Eu vejo em mim, ao mesmo tempo, essa impressão ilusória de autocontrole cognitivo e de percepção de ausência de escolha, se realmente não decidi de maneira consciente ou voluntária gostar de geografia e não gostar de matemática, pois para que fosse apenas uma questão de escolha, teoricamente, ao ser exposto a esses conhecimentos, eu deveria ter apresentado níveis similares de aprendizado nos dois e, então, decidido por um deles. Mesmo assim, ainda não significa que, nesse cenário, existiria uma real possibilidade de escolha, até porque essa atração que apresentamos pelos nossos interesses intelectuais ou de outra natureza, novamente, nunca aparecem "do nada", mas com base em nossas próprias características cognitivas, psicológicas, hormonais... Um outro exemplo pessoal: se eu, desde o início da minha vida adulta, passei a gostar de psicologia e de filosofia (essa de maneira mais autoral), isso também se deve às minhas próprias características, tal como um perfil cognitivo mais inclinado para as capacidades linguísticas e uma autoconsciência mais aflorada que induz a uma alta frequência de pensamentos reflexivos, até mesmo aspectos não muito lisonjeiros, tal como uma maior tendência narcisista. Pois eu observo que, não existiu nenhum antecedente do meio em que vivia, quando era criança, que tivesse me induzido a gostar de geografia e não gostar de matemática. E mesmo nos casos em que existe ou existiu, um fator externo ao indivíduo não tem o poder de mudá-lo profundamente sem que exista uma base anterior dele mesmo ou de sua biologia que possa tornar essa mudança possível. Nesses casos, portanto, seria mais uma coincidência ou mesmo um fator que apenas reforçou ou serviu de estímulo influente para a emergência de um potencial preexistente, voltando à minha defesa pelo determinismo biológico, em que nenhum padrão ou mudança de comportamento, ou de desenvolvimento, que apresentamos, acontece sem existir uma predisposição ou base anterior. Pode soar redundante e decepcionante, mas é isso o que tenho percebido sobre esse tópico, primariamente por mim mesmo. 


quinta-feira, 14 de agosto de 2025

One of my biggest disappointments: "highly intelligent" people

They promise a lot and deliver little... Especially in emotional and rational terms.


My personal experience and my general impression of these people, who are recognized as highly intelligent by conventional criteria, have not been good. Because I've expected them to be more rational or sensible, creative, and emotionally intelligent. In short, according to the very concept of human intelligence, present in any dictionary. However, at least in my experience and also based on my observations of typically "high IQ" groups, what I've noticed is the opposite of what is expected of those who are socially considered the "most intelligent." If, instead of sensibility, I've perceived in them a strong attraction or vulnerability to ideological indoctrination, and this usually means an excessive attachment to irrational beliefs; Instead of creativity, I've noticed in them a tendency toward cognitive rigidity, as they seem more tacitly intolerant or incapable of dealing with dissenting opinions. Perhaps they lack a fully developed capacity for self-criticism, which isn't limited to a less than objective and impartial self-reflection and which, in turn, results in a constant appeal to rationalizing thoughts and actions, including their own mistakes. And, finally, a sense of a tendency toward coldness or emotional imbalance among them, that is, a limited capacity to understand personal or emotional contexts, of others and of themselves, which makes their social relationships more difficult. Ultimately, I've noticed in them (qualitative) variations of the same phenomenon: stupidity, which, in theory, one wouldn't expect to see more frequently in the group considered the "most intelligent." Scientists/academics, journalists, teachers, high-level artists...

Uma das minhas maiores decepções: pessoas "mais inteligentes"

 Prometem muito e entregam pouco ... Especialmente em termos emocionais e racionais 


A minha experiência pessoal e a minha impressão geral em relação a essas pessoas, que são reconhecidas como altamente inteligentes, por critérios convencionais, não têm sido boas. Porque eu tenho esperado delas que fossem mais racionais ou sensatas, criativas e emocionalmente inteligentes. Enfim, de acordo com o próprio conceito de inteligência humana, presente em qualquer dicionário. Só que, pelo menos no meu convívio e também com base em minhas observações sobre grupos tipicamente "de alto QI", o que eu tenho percebido é o oposto do que se espera desses que são socialmente considerados os "mais inteligentes". Se, ao invés da sensatez, eu tenho percebido neles uma forte atração ou vulnerabilidade para a doutrinação ideológica, e isso geralmente significa um apego desmedido a crenças irracionais; ao invés da criatividade, eu tenho percebido neles uma tendência para a rigidez cognitiva, por parecem mais tacitamente intolerantes ou incapazes de lidar com opiniões destoantes, por talvez não terem uma capacidade plenamente desenvolvida de autocrítica, que não se resume a uma autorreflexão pouco objetiva e imparcial e que, por sua vez, resulta em um apelo constante à racionalização de pensamentos e ações, inclusive dos próprios equívocos. E, por fim, uma impressão de tendência para a frieza ou o desequilíbrio emocional entre eles, isto é, de uma capacidade limitada para entenderem contextos pessoais ou emocionais, dos outros e de si mesmos, que torna suas relações sociais mais difíceis. Enfim, eu tenho percebido neles, variações (qualitativas) de um mesmo fenômeno, a estupidez, que, em teoria, não se esperaria ver com mais frequência no grupo considerado o "mais inteligente". Cientistas//acadêmicos, jornalistas, professores, artistas de alto nível... 

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

The "right's" contempt for the carnage against the Palestinian people is its most predictable pattern

 Not that there is always a right side of history, preferably the left, as many so-called progressives seem to think. Far from it. But it's also a fact that having the "rotten finger" to choose the "wrong side" has been a very common habit of the right. And if there is a ''right side," it always faces where the facts point. For example, the systematic slaughter perpetrated against the Palestinian people by the state of Israel, in which a large part of the Western "right" has been co-opted to support its executioners (not to mention a large part of the Establishment). But not only co-opted, because people who identify as conservatives actually tend to support groups they consider stronger rather than siding with weaker groups in a context of conflict. And it doesn't matter if they are "Aryan" Nazis or "untermenschen" Jews, as long as they are identified as "powerful" and ideologically aligned, and this trend is very likely to continue.

O desprezo da "direita" pela carnificina contra o povo palestino é o seu padrão mais previsível

Não que exista um lado sempre certo da história, de preferência à esquerda, como parecem pensar muitos dos ditos progressistas. Muito longe disso. Mas também é fato que, ter o "dedo podre" para escolher o "lado errado', tem sido um hábito muito recorrente da direita. E se existe um "lado" certo, ele está sempre virado para onde apontam os fatos. Por exemplo, a carnificina sistemática que tem sido praticada contra o povo palestino pelo estado de Israel, em que boa parte da "direita" ocidental foi cooptada para apoiar seus carrascos (sem falar de boa parte do Establishment). Mas não apenas cooptada, porque pessoas que se identificam como conservadoras realmente tendem a apoiar grupos que consideram mais fortes ao invés de se colocarem ao lado dos grupos mais fracos dentro de um contexto de conflitos. E não importa se são nazistas "arianos" ou judeus "untermenschen", contanto que sejam identificados como "poderosos" e ideologicamente alinhados, e essa tendência é muito provável que se confirmará. 

If I were a Brazilian public school teacher, I'd be feeling a particular rage toward the "left" lately...

 Because of "modern" pedagogy, compulsory "inclusion," and now, in 2025, with yet another "Greek gift," with the introduction of full-time classes in the country's public schools...


Because "modern" pedagogy has practically stripped teachers of any true authority over their students, and compulsory "inclusion" is forcing them to deal with students who require more specialized attention*, increasing their burden of responsibilities and daily challenges in their workplace, with the full-time model, they will have to spend more time in the school precisely to manage these and other problems that occur within a classroom, such as overcrowding...


* This after the so-called "well-intentioned" began attacking the very existence of "special schools", crucial in serving students with the most severe disabilities.


So, no matter how much higher the government might raise teachers' salaries in Brazil, with all these problems to manage, which are mainly the result of the "good intentions" of the "left" over the space of two to three decades, only a fanatical and/or ill-informed teacher would continue uncritically supporting so-called progressive ideas, beliefs, and/or parties, if it is precisely these who have most complicated their professional lives in a practical sense... But, apparently, these teachers "still" represent a likely majority... If they will continue to blame only the "right" for their ordeal...


And no, I'm not in favor of returning corporal punishment to students as a standard method of dealing with "misbehavior," as was the case in the past, or of there being no inclusion whatsoever for students with disabilities or special needs in "regular" schools. But, as always, I want there to be a minimum of balance in the decisions tied to public policies, made by those who hold that power. But that seems like a lot to ask.

Se eu fosse um professor brasileiro de colégio, estaria sentindo uma raiva especial pela "esquerda", ultimamente...

 Por causa da pedagogia "moderna", da "inclusão" compulsória e, agora, nesse ano de 2025, com mais um "presente de grego", com a introdução do tempo integral das aulas nas escolas públicas do país... 


Pois se a pedagogia "moderna" praticamente tirou qualquer autoridade verdadeira do professor sobre os seus alunos e a "inclusão" compulsória o está forçando a lidar com estudantes que precisariam de uma atenção mais especializada*, aumentando sua carga de responsabilidades e desafios cotidianos em seu local de trabalho, com o modelo de tempo integral, ele vai ter que ficar mais tempo dentro da escola justamente para administrar esses e outros problemas que acontecem dentro de uma sala de aula, tal como a superlotação das classes...

* Isso depois que os tais "bem-intencionados" começaram a atacar a própria existência das "escolas especiais" ou APAEs, cruciais no atendimento dos estudantes com os quadros de deficiência mais delicados.

Então, não importa o quão alto os governantes possam aumentar o salário de um professor no Brasil, com todos esses problemas para administrar, e que são resultados, especialmente, das "boas intenções" da "esquerda" em um espaço de duas a três décadas, apenas um docente fanático e/ou mal informado que continuaria apoiando acriticamente ideias, crenças e/ou partidos ditos progressistas, se são justamente esses que mais têm complicado suas vidas profissionais em um sentido prático... Mas, pelo que parece, esses docentes "ainda" correspondem a uma provável maioria... Se continuarão culpando apenas a "direita" pelo seu calvário...

E não, não sou a favor que retornem os castigos corporais aos estudantes como conduta típica para lidar com o "mal comportamento', como acontecia antigamente, ou que não haja qualquer nível de inclusão de estudantes com deficiência ou condições especiais em escolas "normais", mas, como sempre, que haja o mínimo de equilíbrio nas decisões atreladas às políticas públicas, tomadas por aqueles que detém esse poder. Mas parece pedir muito.

If the "left" is truly pro-collective...

...then why does it encourage so much identity-based sectarianism?


It's common to think, even among those who oppose the beliefs and policies of the "left," that they are pro-collective, even to the point of condemning them, in the sense that they favor the individual always submitting to the will of a majority*, a dystopian scenario of democracy that I have called democracism. But not even that, since, at least in countries that once declared themselves socialist and the remaining ones, not even this simplistic and problematic logic of democracism has been instituted, if these countries have functioned politically as one-party dictatorships, in which the ruling party itself determines their course, without true popular participation.


* A moment of selective amnesia for the "right," if that is precisely what it has also done throughout its long history of cultural and political hegemony.


But the question in the title of this text calls into question the validity of this thought or statement, since, if they were truly in favor of the "collective," aka the people, and their multiple intersectional identities, they should not promote certain groups over others, as they have done. Being "in favor of the collective" conditions "all" identity groups as favored, especially, and rationally, those that are vaguely categorized, without direct moral implications, for example: men, white, tall, heterosexual...


So, again, the "left" cannot be considered "in favor of the collective" because they promote very unequal treatment among human groups, in which some groups are treated as inferior (usually, broadly defined as oppressors) to those treated as superior (oppressed), even more so when they seize power, in this case, specifically the radical "left," and gain complete control over a society. China, North Korea, Cuba, and the former socialist countries behind the Iron Curtain in Eastern Europe are notorious and constant examples that the "left," in practice, has been as much or even more of an executioner of the people as the "right." Even if it has contributed to social improvements, it has often been accompanied by tacitly oppressive policies against groups it condemns as "enemies of the state's interests," whether in a scenario of absolute control or relatively predominant control (as has happened in Western countries currently, in the 2020s, where the identitarian "left" has become dominant in several key sectors, such as culture and education, but also, albeit not absolutely, in government).


But "being pro-collective" also implies being pro-individual.


The dichotomous idea that positioning oneself as pro-collective implies sacrificing the individual seems to me potentially problematic, since a collective is always composed of individuals, its raw material, and therefore, its most visceral expression. "Being in favor of the collective," then, should also mean "being in favor of individual rights." The only relevant point of disagreement would be precisely when a dichotomy is imposed: whether the collective is used against the individual, or the opposite, when it is the individual who, under a herd effect, can sacrifice the collective, as has actually happened in "modern" societies. Furthermore, the final conclusion is that being in favor of the collective does not automatically imply being in favor of collectivism, if it is also possible to think along the lines I proposed in this text, in which being in favor of collective well-being inevitably implies the well-being of the individuals that make up the collective, but without one canceling out the other—that is, the paradigm of reconciling their interests, strictly in the sense of "harmonizing."

Se a "esquerda" é realmente a favor do "coletivo"...

 ... então, por que incentiva tanto o sectarismo identitário?? 

É comum esse pensamento, mesmo entre os que se antagonizam às crenças e políticas das "esquerdas", de que as mesmas são a favor do "coletivo", até mesmo para condená-las, no sentido de serem a favor que o indivíduo sempre se submeta à vontade de uma maioria*, um cenário distópico de democracia que eu tenho chamado de democracismo. Mas nem isso, já que, pelo menos em países outrora autodeclarados socialistas e os remanescentes, nem mesmo essa lógica simplória e problemática do democracismo tem sido instituída, se esses países têm funcionado politicamente como ditaduras de partido único, em que é o próprio partido do governo que determina os seus rumos, sem participação popular verdadeira. 

* Momento de amnésia seletiva da "direita", se é justamente isso que ela também tem feito em seu longo histórico de hegemonia cultural e política. 

Mas a pergunta do título desse texto coloca "em cheque" a validade desse pensamento ou afirmação, já que, se fossem realmente a favor do "coletivo", vulgo, povo, e suas múltiplas identidades interseccionais, não deveriam promover certos grupos em detrimento de outros, como têm feito, pois o "ser a favor do coletivo" condiciona que "todos" os grupos identitários sejam favorecidos, especialmente e, por lógica racional, aqueles que estão vagamente categorizados, sem implicações morais diretas, por exemplo: homens, brancos, altos, heterossexuais... 

Então, novamente, as "esquerdas" não podem ser consideradas como "a favor do coletivo" por promoverem um tratamento muito desigual entre grupos humanos, em que alguns grupos são tratados como inferiores (geralmente, determinados de maneira generalizada como opressores) aos que são tratados como superiores (oprimidos), ainda mais quando tomam o poder, nesse caso, especificamente a "esquerda" radical, e passam a ter total controle sobre uma sociedade. China, Coreia do Norte, Cuba e os ex países socialistas da cortina de ferro no Leste Europeu, são exemplos notórios e constantes de que a "esquerda", na prática, tem sido tão ou mais carrasca do povo que a "direita", mesmo se tem contribuído com melhorias sociais, se têm sido frequentemente acompanhadas por políticas tacitamente opressoras contra grupos que condenam como "inimigos dos interesses do estado", quer seja em um cenário de controle absoluto ou de controle relativo a predominante (tal como tem acontecido em países ocidentais atualmente, nessa década de 2020, em que a "esquerda" identitária se tornou dominante em vários setores-chave, como a cultura e a educação, mas também, não de maneira absoluta, no governo). 

Mas o "ser a favor do coletivo" também implica em ser a favor do indivíduo 

A ideia dicotômica de que, se colocar como favorável ao coletivo implica no sacrifício do indivíduo, me parece ser potencialmente problematizável, já que uma coletividade é sempre composta por indivíduos, sua matéria-prima, e portanto, sua expressão mais visceral. O "ser a favor do coletivo", então, também deveria significar em "ser a favor dos direitos individuais". O único ponto relevante de discordância seria justamente quando existe uma imposição de dicotomia, se do coletivo, usado contra o indivíduo, ou o oposto, quando é o indivíduo que, sob um efeito de manada, pode sacrificar o coletivo, como tem realmente acontecido nas sociedades "modernas". No mais, a conclusão final é que, ser a favor do coletivo não implica automaticamente em ser a favor do coletivismo, se também é possível pensar da maneira que eu propus nesse texto, em que, ser favorável ao bem-estar coletivo inevitavelmente implica no bem-estar dos indivíduos que compõe a coletividade, mas sem que um anule o outro, diga-se, o paradigma de se conseguir conciliar os seus interesses, estritamente no sentido de "harmonizar". 

Um truque comum entre indivíduos "de alto QI"/A common trick among "high IQ" individuals

Talvez o truque mais comum, é o de racionalizarem suas deficiências (comprovadas ou comprováveis) em outras facetas da inteligência humana, além das capacidades técnicas em que tendem a ser excelentes, nomeadamente de inteligência emocional e de racionalidade. Em outras palavras, de racionalizarem suas crenças irracionais e/ou julgamentos insensatos com explicações inteligentes, pelo uso de suas altas capacidades cognitivas quantitativas, especialmente as linguísticas, mas que os mantêm à margem de um desenvolvimento mais robusto de suas capacidades racionais e emocionais, ou capacidades qualitativas... Paradoxalmente falando, é o mesmo que usarem as capacidades cognitivas em que são mais inteligentes, mas contra outras capacidades, para continuarem menos inteligentes do que poderiam ser, inclusive em um sentido mais objetivo e decisivo de inteligência, que é a própria razão... Claro que tendem a fazer isso sem ter o pleno entendimento do que estão fazendo, de que estão se prejudicando intelectualmente, talvez um custo-benefício que, para eles, valha a pena, se costuma estar associado com a adaptação social especialmente em contextos humanos tipicamente dominados pela irracionalidade.


Perhaps the most common trick is to rationalize their deficiencies (proven or provable) in other facets of human intelligence, beyond the technical capabilities in which they tend to excel, namely emotional intelligence and rationality. In other words, rationalizing their irrational beliefs and/or senseless judgments with intelligent explanations, using their high quantitative cognitive capacities, especially linguistic ones, but which keep them on the margins of a more robust development of their rational and emotional capacities, or qualitative capacities... Paradoxically speaking, it's the same as using the cognitive capacities in which they are most intelligent, but against other capacities, to remain less intelligent than they could be, including in a more objective and decisive sense of intelligence, which is reason itself... Of course, they tend to do this without fully understanding what they are doing, that they are harming themselves intellectually, perhaps a cost-benefit that, for them, is worth it, if it is usually associated with social adaptation, especially in human contexts typically dominated by irrationality.

Two more (possibly repeated) thoughts about intelligence

 Two more (possibly repeated) thoughts about intelligence


Learning difficulty or disability?


The first expression, learning DIFFICULTY, is the one most commonly used, especially in the contexts of education and psychology. However, as I've mentioned before, perhaps it would be better if this expression were limited to personal contexts in which a true learning potential is perceived, which has been hampered by factors external to the individual. Therefore, the learning DISABILITY/LIMITATION could be generalized to other contexts. If, in fact, a persistent inability is very likely a permanent phenotype and not just a condition that can be completely reversed or resolved. And to accept it as it is, without this unrealistic belief that we have indefinite potential, especially in intellectual terms, so popular in "postmodern" times...


What is the most primary cause of a deficiency in rational (objective and impartial) thought?


While personality plays an important role in this context, it may also be that the cognitive aspect influences more primarily, because it is or appears to be more structural than the psychological aspect, and that this influence is therefore reflected in behavior. For example, difficulties with cognitive flexibility and autonomous reasoning, especially in the sense of "the ability to perceive true or feasible patterns," may be causal and antecedent factors that direct individuals, who present them, toward ideological fanaticism (or religious fundamentalism), which, in turn, expresses itself precisely as an inflexibility of thoughts, ideas, and beliefs. But it's not just a question of inflexibility, it's also a question of extreme subjectivity, which perhaps best defines both fanaticism and irrationality: a chronic inability to think objectively and impartially, or less personally, in which this adulteration of perception occurs, a kind of intoxication with one's own references supported by a preferred and restricted set of dogmatic beliefs that are predominantly unrealistic or distorted.


Again, the paradox of impartiality


However, it may also be that high rational capacity itself is simply another type of subjectivity, characteristically less extreme, that cannot be universally developed or achieved, as I have concluded. Returning to an older thought of mine on the same topic, in which I argue that rationality also has a bias, but a bias toward the anti-bias...

Mais dois pensamentos (possivelmente repetidos) sobre inteligência

 Dificuldade ou deficiência de aprendizagem?? 


A primeira expressão, dificuldade de aprendizagem, é a que mais tem sido usada, especialmente nos contextos da educação e da psicologia. No entanto, como eu já comentei antes, talvez fosse melhor se essa expressão fosse circunscrita apenas a contextos pessoais em que se perceba um potencial verdadeiro de aprendizado, que tem sido prejudicado por fatores externos ao indivíduo, e que, portanto, a deficiência de aprendizagem fosse generalizada para os demais contextos, se, de fato, uma inaptidão constante é muito provável que se consiste em um fenótipo permanente e não apenas em um quadro que pode ser completamente revertido ou solucionado. E de aceitá-lo do jeito que é, sem mais essa crença irrealista de que apresentamos potenciais indefinidos, principalmente em termos intelectuais, tão popular em tempos "pós-modernos"...


O que é mais primariamente causal a uma deficiência de pensamento racional (objetivo e imparcial)??

Por mais que a personalidade tenha um papel importante nesse quadro, também pode ser que o aspecto cognitivo influencie de maneira mais primária, por ser ou parecer mais estrutural que o psicológico, e que essa influência, portanto, seja refletida no comportamento. Por exemplo, dificuldades de flexibilidade cognitiva e de raciocínio autônomo, especialmente no sentido de "capacidade de percepção de padrões verdadeiros ou factíveis", podem ser fatores causais e antecessores que direcionam indivíduos, que os apresentam, para o fanatismo ideológico (ou fundamentalismo religioso), e que, por sua vez, se expressa exatamente como uma inflexibilidade de pensamentos, ideias e crenças... Mas não apenas uma questão de inflexibilidade, também de extrema subjetividade, o que talvez mais defina tanto o fanatismo quanto a irracionalidade: uma incapacidade crônica de pensar de maneira objetiva e imparcial, ou menos pessoal, em que acontece essa adulteração da percepção, uma espécie de intoxicação com as próprias referências apoiada por um grupo preferido e restrito de crenças dogmáticas e predominantemente irrealistas ou distorcidas dos fatos.  

De novo, o paradoxo da imparcialidade 

No entanto, também pode ser que a própria alta capacidade racional seja apenas um outro tipo de subjetividade, caracteristicamente menos extrema, que não possa ser universalmente desenvolvida ou alcançada, tal como eu tenho concluído. Retornando a um pensamento meu, mais antigo, sobre o mesmo tópico, em que afirmo que a racionalidade também apresenta um viés, só que um viés do anti-viés...