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sábado, 1 de julho de 2017

Dica de pesquisa [ou não]

Memória semântica, autobiográfica e tamanho do cérebro 

Autistas tendem a ter cérebros maiores do que os não-autistas** Especialmente os de alto/auto funcionamento*

Se sim, então eles tendem a ter excelente memória semântica**

Se sim, então eles tendem a não ter uma excelente memória autobiográfica/empática**

Se sim, então o tamanho do cérebro tende a se relacionar com maior memória semântica/sabe-se lá como que isso se traduziria a nível literal/neurofisiológico... mas não necessariamente a uma maior memória autobiográfica** 

Então a relação entre QI e memória autobiográfica também não será tão significativa quanto parece ser a sua relação com a memória semântica [generalista OU conhecimentos mecanicistas gerais]* 

E mais uma brevíssima questão:

Então em média é possível que os esquizofrênicos e arredores tenderão a exibir o padrão oposto* Não necessariamente de MAIOR memória autobiográfica, mas uma maior preponderância mesma em relação à memória semântica, e isso os faria mais propensos ao cometimento de apofenias [reconhecimento de padrões equivocados], já que a capacidade de memorização de fatos ou ao menos de algo que pareça lógico à primeira vista [lógica primária] estará fortemente perturbada ou mesmo hipo-desenvolvida. Hein*

[obs.: não tão brevíssima, brevinha vai*}

Auto-controle natural: epicentro alfa; auto-controle sexual: epicentro beta; auto-controle antropomórfico: epicentro gama

Auto-controle natural: reconhece perigos & oportunidades no ambiente. 

Tendência para a impulsividade sexual espectralmente 'não-reversa'

Tendência para a impulsividade anti-empática elevada/ ser mal-educado ou grosseiro até a cometer crimes

Baixa meta-cognição/ muito autoconfiante

Auto-controle sexual: pode se controlar sexualmente.

Tendência para a impulsividade anti-empática moderada

Níveis moderados para reconhecer perigos & oportunidades

Moderada meta-cognição/ menos autoconfiante

Auto-controle antropomórfico: auto-controle empático-comportamental. 

Tendência para a impulsividade sexual espectralmente reversa.

Baixos níveis para reconhecer perigos & oportunidades. 

Alta meta-cognição/ pouco autoconfiante

E claro, sem falar sobre os tipos ''mestiços''.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Não apenas a atenção mas também, evidentemente, a capacidade de ''memorização abstrata''. Já falei sobre isso mas usei um neo-termo obscuro...

... ''instinto verbalizado''... ou ''tamanho do instinto''...

De fato, além de ter atenção às abstrações ou motivação intrínseca para lhe dar atenção, também é importante ter a capacidade de internalizá-las, aliás, um processo que é muito provável de ser intensamente complementar.

Portanto é isso, tem que ter vontade de prestar atenção a um mundo mais impessoal e menos imediato. E tem que ter capacidade para internalizar uma maior porcentagem dessas informações. 

Interessante pensar se aqueles com as menores pontuações em testes cognitivos não tenham ''memórias autobiográficas'' muito mais predominantes sobre as suas ''memórias semânticas'' [não necessariamente mais desenvolvidas, mas em relação à ''memória semântica'']. Se fosse possível quantificar e estimar esses valores... 

E se os mais cognitiva ou abstratamente inteligentes não teriam um predomínio de suas ''memórias semânticas'' sobre as suas ''memórias autobiográficas'' e se não seriam maiores, mais inchadas, que é muito provável, para ambas as especulações, eu diria.

Nós ''não'' herdamos'' traços psicológicos, mas ''preconceitos'' cognitivos/e afetivos e mais um tombo...

Motivação intrínseca/ concentração intrínseca = instinto

Motivação extrínseca/ concentração extrínseca = redução do instinto/impulsividade/ espontaneidade comportamental x repensar e reorganizar/redirecionar a ação instintiva, geralmente que se consiste em uma gratificação pessoal mais longa ou indireta, que exige 'sacrifícios'' antes de ser [finalmente] executada.

"Gratificação atrasada" = motivação extrínseca


''Gratificação instantânea'' = motivação intrínseca

Entre domésticos e "selvagens": Por que as pessoas de classe média e em especial média alta são tão passivas e mesmo indiferentes, em média, em relação ao que acontece fora de seus condomínios?

A evolução humana tem se dado com base na "auto"-domesticação. Para cooperar em sociedades grandes ou complexas é necessário apresentar maior auto-controle assim como também maior conformidade e neste caso nós até poderíamos denominar de "outro-controle", quando a influência dos outros é internalizada e em especial quando se refere à autoridades ou "hierarquicamente dominantes". 

Como resultado nós ate poderíamos dizer que boa parte de nossas psico-cognições ou inteligências tem sido selecionadas com base na domesticação e que nós somos os seus produtos acabados ou quase acabados. Uma espécie de "domestication  confound" [similar ao ''genetics confounding'', quando uma espécie confunde um fator 'genético' com um fator 'ambiental', por exemplo, quando diz que 'jogar vídeo game aumenta o QI']. No mais, a Priore, a domesticação não é tão ruim assim desde que se faça com base em constante se não onipresente respeito mútuo. Eis o problema. Podemos notar que os animais mais domesticados tendem a ser também os mais sem defesas. Maior é a domesticação maior é a dependência, maior é a fragilidade. 

Estamos em níveis diferentes e para diferentes aspectos mais ou menos domesticados. Alguns mais outros menos. A domesticação geralmente caracteriza-se por um processo de seleção potencialmente progressiva de traços juvenis ainda que a função principal seja a de docilização do comportamento com ou sem retenção juvenil dos traços físicos. Diferentes classes sociais parecem representar diferentes padrões seletivos em que as classes mais baixas selecionam aqueles que são melhores para sobreviver a curto prazo, assim como também, ocorre em paralelo, processos seletivos de natureza sexual e os de natureza antropomórfica. Força ou resistência (a curto prazo), beleza ou "inteligência'. Se tivesse que chutar a proporção para cada tipo de "enfatizador seletivo" eu o faria da seguinte maneira:

Classes sociais mais baixas 

Predomínio dos enfatizadores (sub-autoconscientes) para a seleção natural e para a seleção sexual.

Classes sociais médias

Padrão parecido com as classes sociais mais baixas mas maior presença de enfatizadores para a seleção antropomórfica (maior "inteligência"*) 

Classes sociais mais altas 

Padrão parecido com as classes sociais mais baixas só que "de alto funcionamento". Ainda assim, proporção possivelmente parecido de "antropomórficos".

Antropomorfia = parecido com domesticação

Os enfatizadores "naturais" [mais puramente falando] são mais propensos a cometer crimes do que os outros dois. Os enfatizadores "antropomórficos" seriam os mais pacíficos, em média. Tal como produtos mais comuns das civilizações eles tendem a se consistir na evolução humana a partir de um cenário de "civilização" ou de domesticação mas também de uma maneira evolutivamente geral, por serem tal como uma espécie de "homem sem 'natureza' ". No entanto por nascerem fracos na capacidade de compreender o funcionamento habitual dos espécimes mais antigos acabam se tornando presas fáceis para a predação por parte dos tipos mais virulentos dos dois. O tipo natural é o que pensa mais parecido com um ser vivo não-humano. O tipo sexual ainda que também o faça já apresenta um quê de "docilidade civilizatória". Em compensação o antropomórfico parece que pensa como um ser humano predominantemente destituído dessa "persona animália". Uma das possíveis explicações seria a combinação de um relaxamento seletivo para os tipos mais comuns e antigos mais o aumento da inteligência/complexidade humana. Na verdade a civilização não apenas tende a selecionar os mais dóceis exatamente como um processo de domesticação mais longo e aleatório, só que feito em humanos, mas também tende a buscar eliminar os outros dois tipos. O relaxamento seletivo promove o  aumento da diversidade fenotípica que inevitavelmente caminha para a diversidade sexual e comportamental, resultando no aumento da antropomorfia. 

O antropomórfico de fato pensa como se o ser humano não fosse como outro animal "qualquer", porque ele basicamente só está refletindo a si mesmo, um ser que não se vê como um animal. Este longo espectro de disfunções sexuais que muitos fazem parte ainda contribui para que olhem com desdém para a seleção natural (por exemplo, por raça) ou sexual (atratividade, " a beleza está nos olhos de quem vê"). 

Portanto  a incidência desses tipos e também de "mestiços" (por exemplo, antropomórfico misturado com outro tipo de enfatizador) parece ser maior entre as classes médias e altas. Diferenciando o oportunista/partidário do idealista, o segundo é o que será mais propenso a ser um antropomórfico [do tipo puro]. 


Isso pode nos ajudar a entender porque tantas pessoas das classes médias e mesmo das mais abastadas tendem a desprezar quase que sem ser de maneira intencional o que, de fato, acontece na sociedade em que vive, em especial as mazelas.

Ainda que muito próxima ou mesmo um possível e esperado resultado da domesticação em humanos, a antropomorfia só se fará completa quando houver uma ''reversão significativa'' dos ''valores evolutivos'' ou ''naturais'.

Decantação seletiva versus eugenia analfabeta



Pegue essas pessoas ''de'' alto QI e as faça procriar entre si

versus

Pegue essas ou aquelas pessoas, analise cada característica, e comece um processo de decantação seletiva... especialmente no caso da ''inteligência'', se, quanto maior ela é, mais complexa tenderá a ser, e mais vulnerável a erros será.

Entre as fases das ''transições evolutivas'': seleção natural, sexual e antropomórfica... a sexual parece ser a mais ''liberta'', porque é você que irá ''escolher' a sua parceira ou parceiro, e ''melhor', com base na qualidade [a priore, física] do mesmo

Seleção natural: sob o julgo do ambiente e a um nível mais subconsciente

Seleção sexual: sob o julgo ''de si mesmo'', ainda que sem estar em um estado plenamente autoconsciente

Seleção antropomórfica tipo 1: sob o julgo do seu estado ''auto'-domesticado/ servil à sua fazenda