Minha lista de blogs

Mostrando postagens com marcador evolução. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador evolução. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de novembro de 2024

Sobre evolução cognitiva, espécie humana e ateísmo/On cognitive evolution, the human species and atheism

 Se considerarmos como marcos evolutivos as diferenças entre as espécies, quanto à capacidade de compreensão da realidade, diga-se quanto ao que é mais essencial à inteligência, a percepção, então, a percepção humana, que consegue ir muito além de uma perspectiva primária de adaptação e sobrevivência, por exemplo, prestando atenção ou tendo curiosidade sobre tópicos, a priori, não-essenciais, tal como as estrelas no céu, pode ser considerada um grande marco na escala evolutiva da cognição, e isso é particularmente verdadeiro para certas perspectivas, como a realidade da finitude, sobre "tudo" que existe, incluindo a vida, se se trata de perceber algo que parece impossível de ser notado e, especialmente, compreendido por outras espécies e que também apresenta uma importância suprema, justamente nesse sentido, de compreensão de mundo, da própria existência... 


Consequentemente, o ateísmo pode ser considerado uma expressão particular desta evolução cognitiva, de expansão do escopo perceptivo para muito além de uma perspectiva imediata ou limitada à adaptação e sobrevivência. Até porque, se, de acordo com o que tenho pensado e escrito sobre esse tópico, parece que existe uma relação intrínseca entre as crenças humanas que se baseiam em pensamento mágico, principalmente a crença religiosa, e o modus operandi de percepção de todas as outras espécies não-humanas, que eu denominei de autocentrismo, se se consiste em um nível muito básico de percepção de mundo, em que o ser vivo o percebe de maneira muito centrada em si mesmo, em suas próprias impressões (instintivas, emotivas...), ou de maneira definitivamente menos objetiva ou "impessoal". 

No entanto, essa superioridade cognitivo-evolutiva seria apenas específica ao ateísmo em si e não necessariamente a todos os ateus, se existem muitos que apresentam outros tipos, mais discretos ou não, de crenças baseadas em pensamento mágico. Pois essa superioridade é mais provável de ser plenamente verdadeira, pelo menos com base nessa linha de pensamento que tracei, para os ateus mais racionais e que também são os seres humanos mais racionais, por serem os mais realistas, que conseguem construir sistemas de crenças predominantemente baseados em evidências (fatos ou verdades objetivas) e ponderação analítica. Seria tal como comparar a evolução gradual de uma capacidade ao longo de uma linha evolutiva, desde se movimentar até a andar ereto ou voar, por exemplo. Então, teríamos, desde as formas de vida mais primitivas, dotadas de um nível muito primário de alcance perceptivo, até nós (e especialmente os mais racionais ou realistas), que podemos pensar e aprender sobre fatos ou verdades que estão muito além das nossas perspectivas mais primárias e imediatas de sobrevivência e adaptação, incluindo os mais derradeiros, como a igualdade da vida por sua essência e finitude. 




If we consider as evolutionary milestones the differences between species, in terms of the capacity to understand reality, that is, in terms of what is most essential to intelligence, perception, then human perception, which can go far beyond a primary perspective of adaptation and survival, for example, paying attention or being curious about topics that are, a priori, non-essential, such as the stars in the sky, can be considered a major milestone in the evolutionary scale of cognition, and this is particularly true for certain perspectives, such as the reality of finitude, about "everything" that exists, including life, if it is a matter of perceiving something that seems impossible to be noticed and, especially, understood by other species and that also presents a supreme importance, precisely in this sense, of understanding the world, of existence itself...

Consequently, atheism can be considered a particular expression of this cognitive evolution, of expanding the perceptive scope far beyond an immediate or limited perspective of adaptation and survival. Even because, according to what I have thought and written about this topic, it seems that there is an intrinsic relationship between human beliefs that are based on magical thinking, especially religious belief, and the modus operandi of perception of all other non-human species, which I have called self-centrism, if it consists of a very basic level of perception of the world, in which the living being perceives it in a very self-centered way, in its own impressions (instinctive, emotional...), or in a definitely less objective or "impersonal" way.

However, this cognitive-evolutionary superiority would only be specific to atheism itself and not necessarily to all atheists, if there are many who present other types, more discreet or not, of beliefs based on magical thinking. For this superiority is more likely to be fully true, at least based on this line of thought that I have outlined, for the most rational atheists, who are also the most rational human beings, because they are the most realistic, who can build belief systems predominantly based on evidence (facts or objective truths) and analytical consideration. It would be like comparing the gradual evolution of a capacity along an evolutionary line, from moving to walking upright or flying, for example. Then, we would have, from the most primitive life forms, endowed with a very primary level of perceptive range, to us (and especially the most rational or realistic ones), who can think and learn about facts or truths that are far beyond our most primary and immediate perspectives of survival and adaptation, including the most ultimate ones, such as the equality of life by its essence and finitude.

sábado, 15 de junho de 2024

Sobre racionalidade e evolução/About rationality and evolution

 Em termos evolutivos, a racionalidade é, possivelmente, a expressão mais direta das melhorias significativas de inteligência que têm caracterizado a evolução humana, de expansão do seu escopo perceptivo, muito além das demandas adaptativas imediatas, tornando possível prestar atenção a elementos, fenômenos e comportamentos que não são primariamente essenciais para a sobrevivência individual ou de grupo, em outras palavras, de ser capaz de olhar para o mundo em que se vive de maneira imparcial e objetiva e podendo ampliar esse olhar para além dele. 


In evolutionary terms, rationality is possibly the most direct expression of the significant improvements in intelligence that have characterized human evolution, of expanding its perceptual scope, far beyond immediate adaptive demands, making it possible to pay attention to elements, phenomena and behaviors that are not primarily essential for individual or group survival, in other words, of being able to look at the world in which we live in an impartial and objective way and being able to expand this look beyond it.

domingo, 9 de julho de 2023

Comparar inteligência entre populações humanas é como comparar maçãs com pêras (e outra comparação)

 É uma comparação imperfeita, porém, possível, afinal, são frutas... 


É imperfeita porque é literalmente uma comparação entre populações de caçadores-coletores e seus descendentes, de agricultores e seus descendentes, e de habitantes de civilizações e seus descendentes, em outras palavras, de populações com níveis culturais, cognitivos e evolutivos diversos, desde aquelas que são oriundas de culturas em que não houve a invenção da escrita até aquelas em que tem sido o principal modo de comunicação desde há muito tempo e que, provavelmente, gerou pressões seletivas progressivas para as capacidades de pensamento abstrato ou simbólico, de memorização e raciocínio a partir de símbolos imaginários, como palavras e números, em oposição aos ambientes culturais especialmente dos descendentes de caçadores-coletores, baseados exclusivamente na oralidade.

E como a "inteligência verbal", superficialmente analisada pelos testes cognitivos ou de QI, apresenta uma carga predominante na constituição dos mesmos...

Finalizando com a mesma conclusão do início, estamos falando de populações que expressam níveis distintos de evolução/da inteligência humana (mais para natural, sexual e/ou antropomórfica/cultural). 

Ainda podem ser comparadas, afinal, são humanos. Mas é como comparar "caçadores-coletores" com "velhos habitantes da civilização".

Outra comparação via espectro nerdismo-atletismo

Não é que todo nerd não seja atlético e nem o oposto. Mas é comum que um típico nerd seja mais voltado para tópicos intelectuais do que esportivos (ainda mais no sentido de prática) e o mesmo, obviamente, para o típico atleta, de ser mais voltado para atividades físicas (e sociais?) do que intelectuais. Também parece ser comum que difiram em outros aspectos, como o tipo de personalidade, de inteligência, nível de capacidade cognitiva e em constituição física. 

Pois parece que, em relação aos grupos raciais humanos, a distribuição demográfica de nerds e atletas varia bastante e pode estar relacionada exatamente com suas diferenças evolutivas. Por exemplo, enquanto leste asiáticos, especialmente chineses, coreanos e japoneses,  apresentam uma grande proporção de tipos de nerds (também incluiria aí os judeus ashkenazim) em comparação aos tipos atléticos, o oposto é provável de ser verdade para a maioria das populações de africanos subsaarianos e suas diásporas. 

Mas lembre-se de que estou falando de prováveis extremos dentro de um espectro e que existem tipos mistos entre eles, assim como populações com maior diversidade e mistura desses tipos.

quarta-feira, 5 de julho de 2023

Proposta de uma religião/organização social para ateus//pensadores mais racionais

 Indivíduos religiosos se reúnem em espaços designados para os seus cultos para renovar seus votos de fidelidade ideológica; são incentivados a se casar entre si, a ter muitos filhos e a passar aos mesmos os "ensinamentos" de suas crenças. Além disso, também acabam reforçando biologicamente suas inclinações ao pensamento mágico por casamento assortativo. Pois essas organizações nas quais fazem parte ainda têm (ou almejam) influência política e cultural em seus países. Então, está claro que não são apenas ideologias que se concretizam como cultos, seitas ou culturas, porque também são estratégias político-evolutivas, diga-se, muito bem sucedidas, historicamente. 


Pois é justamente por isso que ateus e agnósticos também deveriam se organizar, copiando esse mesmo modelo básico de organização das religiões, mas conscientes de que se trata de uma estratégia evolutiva e política.

Sim! 

Estou propondo pela criação de uma "igreja" ou "religião" para ateus e agnósticos. Inclusive, já até tenho um nome para propor: "inteligião", que enfatiza o conhecimento e não a doutrina como o seu principal objetivo, de preservá-lo, defendê-lo e adotá-lo de maneira sistemática. 

Outro nome para essa "religião" que eu poderia pensar, com mais jeito de nome ideológico,  é o essencialismo, minha "ideologia pessoal", porque enfatiza o que é mais importante ou necessário à vida e que, em termos universais (e essenciais), é a própria verdade.

Na verdade, mais do que "apenas ateus e agnósticos", esse grupo seria especialmente para os mais racionais, aqueles indivíduos que conseguem desenvolver suas capacidades de raciocínio a bem acima da média e que, portanto, se tornaram mais aptos a detectar crenças equivocadas que se baseiam em afirmações extraordinárias sem evidências extraordinárias, sem se limitarem à religião, vide a existência de ideologias políticas e socioeconômicas marcadamente constituídas por distorções de fatos ou falácias...

Portanto, como rápida conclusão, parece ser preciso pensar seriamente na possibilidade de (ao menos) produzir uma casta de humanos que tenha a verdade objetiva e imparcial como um fim em si mesmo, que não seja suscetível à sua corrupção por motivação pessoal, enfim, de reunir em uma mesma organização os indivíduos mais racionais/ponderados e, portanto, mais justos, estabelecendo um nicho reprodutivo e de prática dos valores defendidos (sem repetir todos os valores morais tipicamente adotados por grupos religiosos, claro), se nossos traços de personalidade e inteligência, como a capacidade racional, apresentam uma carga genética ou biológica predominante e, portanto, de potencial hereditário. Pois se também graças ao "crescei-vos e multiplicai-vos", isto é, às narrativas pró-natalistas, uma constante nessas organizações, especialmente nas monoteístas, os mais religiosos se tornaram ou se mantiveram como maioria e, hoje em dia, se mantêm como os mais férteis mesmo em um cenário de baixas taxas de fecundidade, precisamos pensar em uma maneira de, primeiro, conter a hemorragia demográfica atual de ateus e agnósticos e, segundo, estabelecer organizações sérias que emulem as religiosas, visando não apenas proteger esse fenótipo tão valioso do risco de extinção ou de redução severa, mas também de produzir uma população em que as capacidades racionais sejam cultivadas sob todos os níveis, do cultural ao reprodutivo-seletivo. Eu imagino que, no início, não será fácil, mas depois de um tempo, ocorreria uma estabilização fenotípica progressiva a partir das gerações posteriores. Porque, em relação ao atual aumento de indivíduos que se declaram "sem religião" , primariamente em países ocidentais, eu acredito que essa recente secularização não irá, sozinha, eliminar a crença religiosa, ainda mais com essas taxas de fecundidade muito baixas, mas também porque ateus e agnósticos convictos não correspondem à maioria desses jovens que estão crescendo em ambientes religiosamente neutros. Porque é provável ou suspeito que se fossem submetidos à doutrinação ideológica de uma religião, ainda mais se esta voltasse a se tornar social e culturalmente dominante, a maioria retornaria ao rebanho, por conformidade, isso que eu não estou comentando sobre aqueles, dentro desse mesmo grupo, bem numerosos, que acreditam em ''uma força superior'', ''espíritos'', astrologia...

Enfim, a minha proposta é que, em especial aqueles que mais dizem concordar com a teoria da evolução passem a praticá-la em suas próprias vidas, sem esperar por mudanças sociais que supostamente conseguiriam, apenas por elas mesmas, eliminar o predomínio da crença religiosa e de sua influência política quase sempre perniciosa, se não é produto exclusivo de doutrinação, mas também de uma suscetibilidade variável a internalizá-la e a tratá-la como absolutamente certa, no sentido de factual ou verdadeira, enfim, de corromper a verdade para satisfação pessoal. 

terça-feira, 27 de junho de 2023

A religião é legitimamente conservadora e radical

 Mais uma demonstração de abordagem em múltiplas perspectivas com base em uma hipótese de minha autoria sobre a origem da crença religiosa.


Então, eu levantei a hipótese de que a religião consiste fundamentalmente em um autocentrismo, em uma perspectiva muito centrada em si mesma, também presente em todas as outras espécies, por ser um impulso extremamente básico, de vivenciar, sentir e perceber o mundo em que se encontra primeiramente pela própria perspectiva. As maiores diferenças são que a religião tem o suporte da linguagem e da imaginação humanas e que consiste numa readaptação deste autocentrismo que, antes da emergência da autoconsciência e da inteligência de nossa espécie, era vivenciado da mesma maneira que das outras espécies, completamente ignorante ao mesmo, para um contexto a partir e posterior a esse desenvolvimento de nossa complexidade mental, em que nossos ancestrais passaram a perceber e a se interessar ao que estava além de suas necessidades adaptativas imediatas, incluindo questões existencialmente profundas, sobre o que é a finitude ou morte, a vida, a realidade, suas origens, se existe um outro mundo... 
Pois ao invés de buscarem responder essas questões de maneira lógica, nossos ancestrais ou pelo menos uma provável maioria deles, em todo mundo ou convergentemente, se basearam naquilo que entendiam do mundo, por suas próprias perspectivas, isto é, de maneira autocêntrica, de antes da complexidade mental. 

Daí, surgiram as explicações antropocêntricas. 

Em outras palavras, uma visão de mundo anterior ao marco evolutivo da etapa final de aumento da inteligência de nossa espécie, na era pré histórica, pelo desenvolvimento da linguagem e da cultura, sobreviveu e se impôs na grande maioria das comunidades humanas em um cenário posterior à esse aumento. 

Radical e conservadora 

A religião é a conservação de uma maneira de compreender o mundo que é anterior à emergência da cultura e da linguagem, ou da inteligência complexa humana.

Mas, em termos lógico-racionais, a religião é uma maneira radical de pensamento, se é basicamente a imposição de afirmações extraordinárias sem evidências extraordinárias como verdades absolutas. Uma maneira bastante precipitada de pensar: analisar e julgar.

Portanto, em múltiplas perspectivas, a religião é, ao mesmo tempo, conservadora, evolutivamente, e radical, racionalmente.

segunda-feira, 19 de junho de 2023

Hipótese para explicar a anômala homogeneidade humana de lateralidade cerebral

 Por que a grande maioria dos seres humanos são destros, em contraste às outras espécies de primatas e mamíferos?? 


Porque para que a complexidade possa ser replicada múltiplas vezes sem ocorrer maiores erros é preciso que exista uma grande regularidade, daí a baixa diversidade de lateralidade cerebral entre seres humanos. 

domingo, 5 de março de 2023

A minha proposta para um outro design inteligente (lógica)

 Qual é a força primordial que é responsável pela evolução e diferenciação das espécies?? 


Aleatoriedade de mutações*, como defendem os "neo-darwinistas"?? 

Deus, como acreditam os criacionistas e os defensores do "design inteligente"?? 

Apenas ou especialmente o meio, como defendem muitos "neo-lamarckistas"?? 

Pois, na minha opinião, além dos mecanismos conhecidos: mudanças no meio que provocam mudanças nos padrões seletivos como a seleção natural e consequências como o efeito fundador; a própria capacidade dos organismos de se adaptarem ou se readaptarem; a ocorrência de mutações "espontâneas' e a retenção parcial das mesmas durante processos de seleção, que aumenta a diversidade das populações, etc.. eu acredito que a principal força que direciona as espécies é o próprio direcionamento acumulativo que tomam, que eu também decidi denominar de "lógica", em que, quanto mais uma espécie evolui para um "caminho" específico de morfologia e adaptação, mais previsível e característico se torna, desprezando eventos não-discretos que podem perturbá-lo de maneira significativa. 

É exatamente como pegar uma bexiga e começar a enchê-la. Maior a bexiga, mais previsível o que pode acontecer com ela (estourar). 

Portanto, ao invés de um "design inteligente", eu penso em um "design lógico".

Esse "design lógico" é o resultado de um "modelo primário de adaptação" (... ao meio, por correspondência biológica/físico-química às suas características e dependência pelos seus recursos) que foi fundamental para a sustentação das primeiras formas de vida e, que toda diversidade subsequente, incluindo a espécie humana, "'apenas" o replicam em seus níveis mais básicos. Por isso essa percepção de "perfeição" da evolução das espécies nada mais seria que uma combinação de um impulso por precisão ou encaixe, de adaptação ao meio, mais uma pressão ou direcionamento acumulativo e específico. 

Portanto, o design até poderia ser "inteligente", mas faz mais sentido pensá-lo como um "design lógico", que obedece às regras pré estabelecidas de um modelo básico de adaptação, uma coerência de molde e dependência ao meio visando uma sustentação replicável.  

* Apesar de não acreditar que a evolução das espécies seja totalmente direcionada pelo acaso de mutações, eu não acredito que, então, seja completamente direcionada, especialmente em eventos onde o nível de imprevisibilidade é maior, tal como durante processos de especiação, se, por exemplo, não podemos dizer que os seres humanos apareceriam de qualquer maneira com base nas espécies de hominídeos que os antecederam. Mas, de acordo com a lógica proposta aqui, se foi possível notar uma tendência para uma direção, no caso da espécie humana, especialmente para o aumento de sua inteligência, durante o período pré-histórico (muito provavelmente por mudanças de padrões seletivos, incluindo a seleção natural), então, quanto mais forte e constante foi essa tendência, mais previsíveis foram os passos evolutivos subsequentes(mas sem ser com total certeza, claro).

domingo, 22 de janeiro de 2023

Sobre a minha proposta: marxismo ecológico-evolutivo

 O marxismo, como qualquer análise que parta do princípio ou realidade da luta de classes e seu papel de destaque nas transformações sociais e históricas, tradicionalmente se concentra e se limita a uma perspectiva sociológica, por também se basear no princípio e, que neste caso, consiste numa crença irrealista (tábula rasa), de que o ser humano é influenciado exclusivamente pelo seu meio cultural, em flagrante desprezo à influência genética ou biológica no seu comportamento.  No entanto, se está claro que também somos governados por nossas naturezas, aliás, até mais do que em relação ao meio, então, não faz sentido que pensadores marxistas continuem a perder de vista essa parte tão importante que contribui para explicar a trajetória humana até à atualidade. 


Pois partindo desse fato, também podemos perceber que a luta de classes, enquanto exploração econômica da classe trabalhadora por uma "elite" detentora dos meios de produção, expressa uma relação ecológica de parasitismo, comumente percebida no meio natural, em que um ou mais indivíduos exploram outros para o próprio benefício. A única diferença é que não é uma relação de parasitismo entre duas espécies diferentes ainda que seja entre tipos diferentes dentro de uma mesma espécie. Portanto, com o potencial avanço de pesquisas e descobertas sobre a influência genética e a importância evolutiva de traços e comportamentos humanos, é necessário demonstrar que o contexto da evolução social e ecológica da espécie humana tem se desviado de uma relação predominantemente cooperativa, percebida em comunidades tradicionais remanescentes, para uma relação predominantemente parasitária, especialmente a partir da sedentarização e consequente emergência de sociedades complexas ou civilizações, com implicações críticas por se tratar de um cenário disfuncional e aquém do que a espécie mais inteligente deste planeta poderia produzir, limitando-se a reproduzir as mesmas relações de parasitismo que existem no meio natural.

Como conclusão, em termos de interdisciplinaridade entre marxismo, filosofia, história, geografia, psicologia evolutiva, ecologia e biologia comportamental, existe um grande potencial praticamente inexplorado e necessário não apenas para um melhor entendimento da humanidade quanto à sua evolução histórica e atual, mas também para, de fato, propor soluções aos seus dilemas com base nessa união de conhecimentos e perspectivas, já que, a meu ver, nossa trajetória não é possível de ser plenamente compreendida, inclusive a partir de uma perspectiva racional ou mais sensata, sem a percepção dessas profundas mudanças da dinâmica social e evolutiva de indivíduos e grupos humanos, desde a emergência de uma autoconsciência complexa e da cultura, da civilização, até aos dias atuais.

sábado, 21 de janeiro de 2023

O "neolamarckismo" é uma falácia da inversão de fatores

 (Neolamarckismo: crença pseudocientífica no determinismo absoluto do meio sobre o desenvolvimento ou evolução e o comportamento de seres humanos e estendível às outras espécies)


É a falácia de "colocar a carroça na frente dos bois". 
 
Por exemplo, o caso de uma hipótese, desenvolvida pela neurocientista brasileira, Suzana Herculano-Houzel, para explicar o aumento extraordinário do tamanho do cérebro humano e particularmente do número de neurônios no nosso córtex cerebral. Pois essa hipótese se sustenta na ideia de que foi graças ao cozimento de alimentos, especialmente da carne animal, principal fonte de proteína, que os cérebros dos nossos ancestrais teriam se tornado maiores e complexos. 

Como se tivessem aprendido a dominar o fogo e a cozinhar alimentos antes de terem se tornado inteligentes o suficiente para desenvolver essas inovações.

Já a minha hipótese é justamente o oposto desta ordem, em que o aumento da inteligência humana, por causa de uma forte pressão seletiva, possibilitou aos nossos ancestrais o domínio do fogo, a invenção de estratégias de caça e de armas que auxiliam nessa atividade, a percepção de que comer carne crua pode ser um risco à saúde além da digestão lenta e, por fim, a descoberta de uma solução para o problema percebido, cozinhar alimentos, em especial a carne. 

O aumento do cérebro está geograficamente associado ao cozimento de alimentos, mas não significa que o consumo de carne em si teve ou tenha um efeito causal direto. Claro que, mediante o grande consumo calórico do cérebro humano, estamos mais dependentes da carne cozida, por ser uma fonte abundante de proteína, mas ainda não significa que, se pararmos de consumi-la, nossos cérebros diminuirão dramaticamente, vide veganos e vegetarianos, atualmente, que estão há um bom tempo sem consumir carne, que buscam compensar a carência proteica resultante e não perceberam qualquer declínio significativo em suas capacidades cognitivas, além da existência de dietas tradicionais que não são baseadas em um grande consumo de proteína animal, como a do mediterrâneo.

A necessidade é a mãe da invenção

Pode ser então que, o aumento do cérebro humano, mas especialmente do número de neurônios no córtex cerebral, de acordo com a hipótese de Suzana Herculano-Houzel, ao ter um efeito causal no aumento da capacidade cognitiva, possibilitou à inovações cruciais à sobrevivência dos nossos ancestrais, mas também os pressionou a encontrar fontes ou meios para alimentar seus cérebros desproporcionalmente grandes e complexos, tal como o cozimento de alimentos (uma dessas inovações).  

De novo, sobre perspectivas adaptativa, existencialista e evolutiva

 Adaptativa: o ser vivo percebe-se aparentemente no centro de sua realidade de sobrevivência e adaptação, . Na verdade, ele é um meio para um fim, a adaptação coletiva. 


Existencialista: o ser vivo, particularmente o ser humano, observa o que está além de sua realidade de sobrevivência e adaptação, se voltando também para a sua própria existência. Ele se percebe como um fim em si mesmo, assim com os outros. 

Evolutiva: o ser vivo, particularmente o ser humano, observa a evolução de sua espécie e de outras, ou além de suas necessidades adaptativas. Ele também pode ser relativamente capaz de alterar sua evolução individual. É uma perspectiva que deriva da existencialista por também estar além da percepção adaptativa. Mas, então, ele pode voltar a se perceber como um meio individual ou adaptativo para um fim coletivo ou evolutivo.

sábado, 7 de janeiro de 2023

Contra o "design inteligente"

 A aparente perfeição dos processos adaptativos e evolutivos das espécies é considerada a principal evidência para a hipótese do design inteligente. Mas essa aparente perfeição remonta à origem da vida, em que somente as formas mais estáveis de combinações químicas, ou mais adaptáveis aos ambientes da Terra primitiva, que se perpetuaram. Portanto, esse "molde" primordial de adaptação da vida é que a permite perseverar com excepcional precisão.


Porém, evolução é necessidade...

Pois existem espécies que estão há milhões de anos sem evoluir, preservando suas formas mais ''primitivas'', como se tivessem parado no tempo. Isso acontece por terem atingido seus ''ótimos adaptativos'', por isolamento geográfico, longe de predadores, e/ou também por causa do nível de estabilidade, isto é, de previsibilidade dos seus ambientes.

Mas a adaptação é uma luta constante pela auto-perpetuação, mesmo para essas espécies. A maior diferença é que não estão sendo pressionadas a evoluir tal como as outras, se qualquer espécie, quando evolui, é sempre por necessidade de melhorar sua estratégia adaptativa, quando algo já não está funcionando "perfeitamente" dentro de seu contexto evolutivo.

Então, a evolução da vida não é exatamente uma demonstração de "perfeição" dos mecanismos adaptativos, supostamente produtos de uma providência divina, como afirma a hipótese do design inteligente, pelo contrário, se quanto mais evoluída de suas formas ancestrais uma espécie está, maior terá sido a sua necessidade de "melhorar-se" ou o que não tem sido suficiente para lhe garantir plena segurança e estabilidade. Portanto, aquelas que mais têm preservado suas características primitivas seriam justamente as mais "perfeitas", por terem apresentado uma menor necessidade de aprimoramento, também por causa das condições muito favoráveis dos seus meios que não as desafiam ou ameaçam.

Um exemplo aberrante dos efeitos acumulativos da evolução, paradoxalmente resultantes de uma constante necessidade de melhoria de imperfeições relativas, é a própria espécie humana.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Argumento(s) contra o agnosticismo

 "Não é possível afirmar que deus, vida eterna e milagres existem ou que não existem, por isso eu sou agnóstico"


Mas além da absoluta ausência de evidência, também não existe qualquer base lógica de fatos da realidade que possam corroborar indiretamente pras suas existências, tal como existe para a possibilidade de vidas extraterrestres, que eu já argumentei em outros textos...

Pois para testar essa hipótese ou, afirmações extraordinárias, primeiro é preciso começar com as narrativas de cada religião, por exemplo, as do cristianismo. Então, e só por esse exemplo, que se aplica às outras narrativas, com exceção para certos aspectos do budismo e religiões orientais aparentadas, como o taoísmo, já é plenamente possível descartar que: mulheres virgens possam receber a visita de anjos (??), serem inseminadas artificialmente por um suposto criador do universo ou Deus e ter filhos semi-divinos que multiplicam peixes e transformam água em vinho; que seres vivos possam literalmente ressuscitar; que o planeta Terra é o centro do universo; que o mundo foi criado por Deus há poucos milhares de anos atrás e que os primeiros habitantes humanos eram um casal chamado Adão e Eva. 

Você poderia dizer que é graças aos avanços das descobertas científicas que podemos descartar a maior parte dessas narrativas. Porém, mesmo se fosse em outra era de um passado distante, ainda seria possível no mínimo duvidar que fossem verdadeiras apenas pela aplicação do pensamento lógico-racional e/ou crítico, buscando por casos reais de ressurreição, por exemplo, ou então de não concordar com afirmações sem evidências ainda mais se forem extraordinárias.

A crença em um Deus que está em tudo e influencia tudo também não tem qualquer base lógica. É sempre preciso comprovar literalmente, mas vezes o pensamento lógico-racional pode ser suficiente...

Resta a essência da crença religiosa: na existência de um criador absoluto e de dimensões metafísicas onde supostamente iremos depois da morte. Porém, o mesmo problema de lógica básica continua porque não existe nada que sustente a ideia de que seja impossível que Deus não exista incluindo uma dimensão além do mundo físico em que estamos. 

Afirmar que toda criação tem um criador é uma argumento extremamente limitado. Aliás, sequer dá para dizer que se trata de um argumento verdadeiro se mais parece ser uma afirmação redundante e sem qualquer base, como já comentado.

Uma questão meramente semântica??

Transformação, evolução, criação ou criador...  

Criar não é exatamente o mesmo que evoluir e que não é exatamente o mesmo que transformar ainda que esses últimos estejam mais próximos. 

A ideia de criação é a de algo que é modificado ou construído a partir de um controle de variáveis. Por isso, não dá para dizer que cada etapa de evolução da vida, por exemplo, foram criações sucessivas, nem mesmo sem supostas intervenções divinas. 

Se nem a criação faz sentido, imagina um criador??

Mas, então, por que a evolução da vida parece tão perfeita?? 

Parece, mas só se for distante e superficialmente falando, porque todo processo evolutivo passa por muitas tentativas de erros e acertos até chegar a um resultado "final" ou de momento; muitas espécies já foram extintas; nenhuma evolução é totalmente "perfeita" até porque toda espécie está sempre precisando sobreviver ou se adaptar...

No início de uma trajetória evolutiva, há uma maior carga de aleatoriedade que tende a diminuir quanto mais uma tendência ou caminho se confirma. Por exemplo, no início da evolução humana, o aumento da inteligência dos nossos ancestrais não era totalmente certo, mas de acordo com que esse caminho foi se fortalecendo por seleção natural (e, depois, cultural), tornou-se mais e mais previsível. Tal como começar enchendo um balão. Quanto mais o enchemos, maior fica. Quanto mais se emprega uma força em uma direção, mais forte, concentrada ou desenvolvida ela se torna. 

Outra explicação para a aparente precisão da evolução é que muito provavelmente as primeiras formas de vida surgiram a partir de uma seleção natural primordial em que apenas as versões mais adaptáveis ao meio primitivo do planeta Terra que sobreviveram ou conseguiram estabelecer um padrão (auto-replicativo) de reprodução assexuada. Então, todas as outras espécies que foram aparecendo, primariamente, apenas explicaram e replicam essa mesma estrutura muito básica de potencial de "encaixe" ou adaptação até porque a vida se originou de elementos do próprio meio (terrestre).

A visão deturpada do "design inteligente" quanto à essa suposta perfeição da evolução parece até que se concentra no início e no "fim" de uma trajetória evolutiva, desprezando totalmente o que acontece durante o seu processo, de erros, acertos, imperfeições e constante necessidade de manutenção. 

Pois se uma espécie está em contínua evolução, isso também pode significar que seus estágios anteriores não foram suficientes para assegurar sua adaptação. Sim, porque quando uma espécie alcança o seu "óptimo adaptativo", se está muito bem adaptada ao seu meio, incluindo circunstâncias favoráveis tal como a ausência de predadores, ela deixa ter a necessidade de continuar evoluindo. Isso explica espécies primitivas em ambientes predominantemente inóspitos que quase não evoluíram por milhões, se não bilhões de anos. Simplesmente, porque atingiram esse "óptimo".

O agnosticismo parece, à primeira vista, para mim, um caso de falácia de falsa simetria em que a crença e a descrença em deus são determinadas como rigorosamente iguais porque nenhuma das duas foi comprovada ainda. Mas, desprezando que o ônus da prova está especialmente para quem afirma a existência de algo, os argumentos a favor do ateísmo são, sem dúvidas, muitos mais sensatos que os argumentos, ou afirmações, a favor da crença religiosa. Porque é basicamente a diferença entre afirmar com absoluta convicção, sem argumentar diretamente a favor, que Jesus existiu, foi morto, sepultado, ressuscitou no terceiro dia, subiu aos céus e está sentado à direita de Deus pai todo poderoso... e de afirmar que tudo isso é muitíssimo improvável de ser uma realidade, primariamente por causa de uma ausência absoluta de casos reais de ressurreição e da existência de seres divinos, só para começar... 

Um agnóstico ateísta mais coerente pode afirmar que existe 0,001% de chance de que Deus e vida eterna sejam reais, ao eliminar grande parte das narrativas específicas das religiões por serem ainda mais obviamente improváveis e ausentes. Mas essa chance mínima só é possível de ser mantida por ele porque não existe evidência direta ou comprovação de ausência, e não apenas percepção indireta de ausência, de um criador, vida após à morte, etc... 

A única real diferença entre a crença religiosa e, por exemplo, a crença (inexistente) em unicórnios e dragões é sua enorme popularidade, por ser uma baita chantagem emocional (ser filho de Deus e viver pra sempre depois da morte versus nada disso ser possível ou factual), sua grande influência cultural e histórica e por se relacionar com questões existenciais, que são as mais profundas e pessoais para nós. Não fosse seu poder político, emocional e demográfico (ainda associado à uma maioria que se deixa convencer por suas narrativas por razões provavelmente mais intrínsecas, por predisposição), os argumentos a favor do ateísmo já teriam convencido a grande maioria ou se tornado hegemônicos, no mínimo delegando à crença religiosa uma influência tão inofensiva quanto a astrologia.

Portanto, o agnóstico iguala crença e descrença religiosa enquanto que o ateu reforça suas diferenças qualitativas de argumentos, que o primeiro aparenta ignorar. 

O agnosticismo até parece uma versão mal estruturada do ateísmo...

E o ateísmo não tem que ser uma afirmação de absoluta certeza quanto à inexistência de deus e plano metafísico, não tem que ser uma crença na descrença, no sentido de fé, até porque está muito bem embasado, enquanto que a crença religiosa é o seu exato oposto e, portanto, inevitavelmente se baseia na fé. Mas justamente por fazer tanto sentido e a crença tão pouco que é perfeitamente possível afirmar com convicção que deus e metafísica são muito, muito improváveis de serem realidades, sem ter que considerá-las como igualmente possíveis de serem factuais. 

O agnosticismo, portanto, é um ceticismo exagerado, em contraste ao ateísmo que é um ceticismo adequado.

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Psicologia evolutiva (de fato): a errática evolução humana que tem favorecido a irracionalidade

 Imagine que existe uma espécie de felinos cuja principal arma adaptativa é sua agilidade. Só que, ao longo de muitas gerações, "a seleção natural" passou a favorecer os indivíduos menos ágeis, porque passaram a procriar mais do que os mais ágeis por alguma razão que, aqui, não é importante desenvolver, resultando em mais descendentes e, portanto, em herdeiros de sua pouca agilidade, que ameaçam a própria sobrevivência da espécie. 


Agora, pense que, ao invés de felinos, na realidade, nós temos seres humanos. Que, ao invés da agilidade física, nós temos a capacidade racional. E que, os menos racionais, bem como os que não são suficientemente racionais, têm deixado mais e mais descendentes na linha evolutiva de nossa espécie. 


Bem, isso não parece verossímil com o que temos visto hoje em dia?? Que, aliás, tem sido testemunhado ao longo de toda história humana?? 


Uma grande maioria que não é capaz de lidar com fatos ou verdades que não correspondem com as suas expectativas emocionai?? Uma grande desproporção deles entre as classes dominantes?? Destruição do meio ambiente, sistemas de parasitismo social e de opressão existencial e domínio de organizações que pregam pensamentos mágicos ou delirantes como verdades absolutas?? 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Teoria da evolução indiretamente demonstrada pela domesticação de animais e plantas

 A hipótese criacionista afirma que foi Deus quem criou os seres vivos e, especialmente, o ser humano. Uma afirmação extraordinária que exige evidências extraordinárias...


Já a teoria evolucionista tem mostrado que a evolução da vida ocorre a partir de processos lógicos e não divinos, nomeadamente pela seleção natural... E, além das evidências arqueológicas, genéticas e anatômicas, também temos, indiretamente, como demonstração dessa teoria, as seleções artificiais praticadas por humanos visando a domesticação de animais e plantas, pois mostram que é plenamente possível a evolução de uma espécie sem a intervenção divina. Aliás, parece impossível provar que a tese criacionista; e são um pulo para observarmos os resultados dos mesmos processos seletivos ocorridos ou que estão acontecendo in natura.

A espécie humana surgiu de maneira totalmente aleatória??

 Não, a aleatoriedade é apenas para mostrar que, da mesma maneira que a espécie humana surgiu e existe até esse dia em que vos escrevo, também poderia não ter "surgido". Por isso que, não somos resultados nem processos completamente aleatórios e muito menos de intervenção divina. O que acontece é um acúmulo de tendências lógicas que se fortalecem e se confirmam ao longo do tempo, tal como começar a encher um balão e, depois de alcançar o seu tamanho máximo, estourar. Por exemplo, a espécie humana, que deve à sua inteligência superior também pelo fato de ter evoluído de mamíferos inteligentes.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Paradoxo evolutivo das desordens mentais e de outras desordens [de nível neutro de incapacitação como as parafilias sexuais], possivelmente explicado

Por que desordens que, a priori, não conferem qualquer vantagem direta, persistem entre os humanos?

A esquizofrenia, por exemplo, está presente em praticamente todas as populações humanas. O que isso sugere?

Esta desordem apareceu cedo, isto é, em populações humanas fundacionais da espécie. Portanto, não importa quão desvantajosa seja sua expressão para o indivíduo e consequente redução potencial de fertilidade, porque é um fenótipo fixo, mas de baixa ocorrência. Mais antigo é o fenótipo mais amplamente distribuído entre as populações derivadas.

Basicamente, quando o homo sapiens apareceu, o fenótipo esquizofrenia / psicose também apareceu.

Ainda no caso da esquizofrenia ou do espectro psicótico, “nós” sabemos que há grande porcentagem de pessoas que têm pelo menos algumas dessas características. A ignorância da fantasia é uma benção, por exemplo, aqueles que acreditam em mitologias...


Sobre a diversidade LGBT, bem, os humanos selecionaram para comportamentos sexuais parafílicos, então espera-se alguma diversificação nessa direção, mas não significativa em tudo por causa de uma seleção igualmente intensa para o maior dimorfismo sexual, e isso explicaria a baixa ocorrência da bissexualidade.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Um argumento contra e a favor do Design Inteligente

Contra: o design inteligente parte da linha de pensamento que a inteligência seja exclusividade humana, e portanto a partir do momento em que uma ''simples'' célula demonstra incrível engenharia, então isso só pode ter sido obra divina...

A favor: de fato, o design é INTELIGENTE, mas, porque a inteligência/adaptação/modo essencial de existência da vida, não é uma característica unicamente humana, então... não é preciso que um suposto criador [humano] do universo tenha confeccionado essa ''miçanga auto-replicante de átomos''...

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Tipos psico cognitivos, do predominantemente manual ao predominantemente cerebral

Físico /manual
Físico cerebral /manual--abstrato
Cerebral - físico / abstrato--manual
Cerebral-cerebral /abstrato

A "migração" da inteligência do sistema corpo-mente, predominantemente, para a mente.

Já falei faz tempo e com certeza já me repeti, mas enfim...


físico-cerebral = engenharia /mecanicista 
cerebral-físico= científico / mecanicista
cerebral-cerebral = ideológico / filosófico // social ou universal /mentalista

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Ainda dentro da ideia de ''estilo/projeção'': criatividade é estilo/projeção EVOLUTIVA, a sabedoria é híbrida evolutiva-adaptativa enquanto que a inteligência [e sua possibilidade de metamorfoses] é ''um' estilo ADAPTATIVO

Estilo evolutivo = expansivo [''para frente'', ''lados'' ou ''para trás'']; sempre evolui a frente ou atrás da ordem dominante de adaptação ou contexto adaptativo.

Estilo híbrido = pode evoluir dentro da adaptação.

Estilo adaptativo = conservativo.

Criatividade, sabedoria = TUDO, menos para manter [de maneira intensamente estereotípica] a ordem contextual/atual da espécie, especialmente quando a idealidade [sabedoria] e a completude progressiva (ou regressiva//destrutiva] [criatividade] não são constantes nesta ordem.

A inteligência também pode ser compreendida como um conceito amplo e primário, enquanto que criatividade e sabedoria podem ser entendidas como conceitos mais estreitos, se comparados com a primeira, e mais secundários, ''não-primários'' ou derivados, e respectivamente falando, mais sobre a intensidade e sobre a qualidade da inteligência, de modo mais localizado ou mais generalizado.