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domingo, 16 de agosto de 2026

Mais uma evidência indireta de correlação positiva entre transtornos mentais e criatividade artística?? E outros possíveis correlatos

(Filiação político-ideológica?? Sexualidade variavelmente desviante??...) 

 Você tem dificuldades crônicas em matemática?? Isso talvez possa dizer algo a mais sobre você, além de uma dificuldade cognitiva específica... Pois foi o que uma pesquisa¹ com grande amostra representativa realizada na Dinamarca descobriu. Que existe uma correlação positiva entre apresentar diagnóstico de transtornos mentais e deficiências cognitivas específicas às capacidades matemáticas. E com dois bônus: uma correlação potencial com "habilidades criativas" (com base em outro estudo) e em linguagem... Vejamos o estudo: 

 ¹ https://www.nature.com/articles/s41598-022-26845-0 

 "Resumo 

 As funções cognitivas de indivíduos com transtornos psiquiátricos diferem daquelas da população em geral. Essas diferenças cognitivas geralmente se manifestam no início da vida como desempenho escolar diferencial e têm uma forte base genética. Aqui, medimos preditores genéticos de desempenho escolar em 30.982 indivíduos em inglês, dinamarquês e matemática por meio de um estudo de associação genômica ampla (GWAS) e estudamos sua relação com o risco de seis principais transtornos psiquiátricos. Ao decompor o desempenho escolar em desempenhos específicos de matemática e linguagem, observamos fenotipicamente e geneticamente uma forte correlação negativa entre desempenho em matemática e risco para a maioria dos transtornos psiquiátricos. Mas o desempenho da linguagem se correlacionou positivamente com o risco de certos transtornos, especialmente esquizofrenia, que replicamos em uma amostra independente (n = 4547). Também descobrimos que as variantes genéticas relacionadas ao aumento do risco de esquizofrenia e melhor desempenho da linguagem estão super-representadas em indivíduos envolvidos em profissões criativas (n = 2953) em comparação com a população em geral (n = 164.622). As descobertas juntas sugerem que a capacidade de linguagem, criatividade e psicopatologia podem resultar de raízes genéticas sobrepostas."

 Observação anedótica 

 Eu sou um poeta "amador" ou "ainda não-profissionalizado" e escritor de artigos de natureza social, política, científica e filosófica (variavelmente mais autorais), que apresenta tanto um perfil psicológico quanto cognitivo que correspondem perfeitamente com esse achado correlativo com base em ótima amostra representativa, pois também apresento traços psicopatológicos, em relativa remissão, como a ansiedade social, um perfil cognitivo marcado por deficiências em matemática e habilidades heterogeneamente* mais desenvolvidas na linguagem (e nem comento sobre outras capacidades que apresento, como uma alta capacidade racional). Pensamentos sobre esse estudo Um estudo muito interessante que encontrou, replicou e/ou confirmou a existência de um perfil de estereótipo: do artista (talentoso, ou nem tanto), meio "maluco" e ruim em matemática. E é interessante como a habilidade em matemática parece funcionar como um fator protetivo à maioria dos transtornos mentais... Também seria interessante saber como que, neurologicamente falando, uma deficiência em matemática pode predispor ou, ao menos, se relacionar com um quadro psicopatológico típico. E até em termos evolutivos, afinal, o transtorno mental é um sinal de disfunção do corpo (também costuma se relacionar com outros tipos de disfunções orgânicas), uma expressão que tende a contribuir negativamente com o potencial adaptativo de quem as possui. Se, então, apresentar um nível normal de capacidade matemática não seria um sinal básico de otimização adaptativa, e sua deficiência pode ser que reflita um desenvolvimento orgânico incompleto ou deficiente?? Se nossa capacidade de fazer cálculos não está direta e ancestralmente relacionada com a nossa sobrevivência em ambientes pré-históricos?? Inclusive como evolução de nossa capacidade para estimar ou predizer custos e benefícios?? Parece factual a existência de uma relação mais íntima entre habilidades matemáticas e percepção de padrões lógicos, até mais do que em relação à (outra) linguagem, que serve primariamente para a comunicação social*... * Primariamente, já que a percepção de padrões lógicos e verdadeiros constitui as bases de toda cognição e é tão importante para a linguagem qualitativa quanto para a quantitativa (percepção de padrões e subsequentes categorização e comparação de elementos, fenômenos...) Mas também pode ser que, não seja exatamente, ou apenas uma deficiência em matemática, mas um perfil cognitivo desequilibrado per si que possa ser um fator preditivo para um quadro psicopatológico... Seria então necessário saber se, aqueles que apresentam um perfil cognitivo oposto, com deficiências em linguagens e/ou criatividade, mas não em matemática, também apresentam uma maior predisposição para a expressão de transtornos mentais... 

 ''Descobrimos que as associações de pontuação poligênica estavam na mesma direção que as associações fenotípicas correspondentes. Os resultados sugeriram que os indivíduos que não foram diagnosticados com transtornos psiquiátricos, mas com maior risco poligênico para transtornos psiquiátricos, tiveram melhor desempenho em linguagem em relação à matemática (Fig. 4b; Tabela Suplementar 12). Com relação a SCZ² e BD³, observamos um padrão de associação inversa entre análises fenotípicas e análises de escore poligênico (Fig. 4a,b). Os casos de SCZ tiveram notas de matemática significativamente piores, mas não notas de linguagem melhores em comparação com os controles (matemática: Beta = − 0,44; SE = 0,03; P = 3 × 10–33; linguagem: Beta = 0,01; SE = 0,03; P = 0,64 ). No entanto, indivíduos sem SCZ, mas com maior risco poligênico para SCZ tiveram notas de matemática significativamente piores, bem como notas de linguagem melhores (matemática: Beta = − 0,07; SE = 0,01; P = 1,4 × 10–11; linguagem: Beta = 0,10 ; SE = 0,01; P = 5,1 × 10–16). Esse padrão foi inverso para BD. Os casos de BD tiveram notas de matemática significativamente mais baixas, bem como notas de linguagem melhores em comparação com os controles (matemática: Beta = − 0,37; SE = 0,04; P = 1 × 10–16; linguagem: Beta = 0,24; SE = 0,04; P = 8,5 × 10–8). No entanto, indivíduos sem TB, mas com maior risco poligênico para TB tiveram melhores notas de linguagem, mas não piores notas de matemática (matemática: Beta = − 0,002; SE = 0,01; P = 0,88; linguagem: Beta = 0,12; SE = 0,02; P = 2 × 10–8). Um padrão inverso semelhante entre SCZ e BD é conhecido no que diz respeito às correlações genéticas com a escolaridade e a inteligência. SCZ mostra uma correlação genética negativa significativa com inteligência, mas uma pequena correlação genética positiva com nível educacional18 (também E1), enquanto BD mostra uma correlação genética positiva significativa com nível educacional10 (também E1), mas nenhuma correlação genética com inteligência. Os resultados apontam para uma relação inversa única de SCZ e BD com cognição, embora os mecanismos moleculares subjacentes a essa relação não sejam claros."

² Esquizofrenia 
³ Transtorno Bipolar 

Esses achados correlativos acima são muito interessantes. Inicialmente, indicam a existência parcial de uma vantagem heterozigota em relação a certos transtornos mentais graves, como a esquizofrenia e a bipolaridade. Para ambas, essa vantagem se concentrou nas capacidades linguísticas, enquanto que seus portadores e fenotipicamente próximos apresentaram, em média ou desproporcional, especialmente os da esquizofrenia, prejuízos mais severos em matemática, o que não deixa de ser muito curioso, afinal, por que esses fenótipos?? Por que a capacidade matemática foi mais afetada ou por que a capacidade linguística apresentou uma vantagem superior, especialmente com a bipolaridade?? 

Nesse estudo, a relação da bipolaridade com os indicadores cognitivos elencados mostrou-se mais favorável, com uma vantagem cognitiva mais ampla ou um prejuízo cognitivo menos significativo (desprezando, é claro, a sua própria expressão psicopatológica)... Isso também parece se relacionar com o grau de severidade de cada transtorno, em que a bipolaridade seria mais como uma expressão extrema de variação de humor, enquanto que a esquizofrenia afetaria aspectos ainda mais básicos à cognição humana, como a percepção. No entanto, as deficiências cognitivas mais generalizadas ou profundas da esquizofrenia não seriam exatamente como reflexos primários de sua própria desorganização mental, mas como parte do seu cenário fenotípico anterior, como uma relação mais correlativa do que estritamente causal (ainda que a manifestação sintomática também esteja relacionada com piora no quadro cognitivo, a similaridade fenotípica e correlativa entre portadores e não-portadores, mas mais próximos em expressão psicopatológica, é uma possível evidência interessante de que a natureza cognitiva de, talvez, a maioria dos esquizofrênicos, não é apenas um produto dos sintomas do transtorno, estes mais como partes do seu escopo fenotípico)... 

O desempenho, não apenas não-prejudicado, mas também superior, específico às capacidades linguísticas, entre aqueles em "proximidade fenotípica e poligênica" com os portadores dos dois transtornos destacados, mostra claramente que, quando em doses mais homeopáticas, tanto a esquizofrenia quanto a bipolaridade podem conferir vantagens cognitivas únicas. Por exemplo, o pensamento divergente e a imaginação em doses mais altas, mas não desequilibradas, que são caminhos óbvios e conhecidos para a criatividade, ou uma maior variação de humor, mas sem atingir níveis extremos com frequência, que também pode servir como um instrumento para motivação, foco e criação (mais embaixo, destaco e comento sobre a correlação positiva entre os espectros demográficos de expressão desses transtornos e escolha profissional em campos mais explicitamente criativos, como o das artes)...

Pois o desempenho superior em capacidades linguísticas e associado a uma deficiência em capacidades matemáticas pode ser um fenótipo cognitivo e mental único em que,por ele mesmo, propicia ao desenvolvimento de certas habilidades, como também pode estar relacionado com outras deficiências, se já foi encontrado que se relaciona positivamente com diagnóstico de transtornos mentais... 

Quanto à relação genética entre "inteligência" ou QI, nível educacional e os transtornos avaliados, apesar da correlação significativamente positiva entre nível educacional e bipolaridade, o mesmo não foi encontrado com a inteligência (correlação nula). Já no caso da esquizofrenia, enquanto houve uma correlação significativamente negativa com a inteligência, com o nível educacional, essa correlação foi fraca porém ainda positiva... 

Uma correlação nula, como a que foi encontrada entre inteligência e bipolaridade, por associação poligênica (nível de sobreposição dos genes respectivamente associados aos dois fatores), tende a indicar que existe tanto uma correlação positiva quanto negativa, ou também a existência de subgrupos, em que a correlação nula seria mais como o resultado final de um somatório das mesmas... Mas mesmo individualmente, o próprio perfil cognitivo desequilibrado de muitos portadores diretos e não-portadores geneticamente próximos pode estar contribuindo para gerar essa correlação nula com a "inteligência' (QI), tal como a do achado, em que deficiências notórias em matemática puxam para baixo, enquanto as vantagens em linguagem puxam para cima... 

A correlação entre bipolaridade e nível educacional pode ser explicada, com base nos achados do estudo destacado nesse texto, pela ênfase em habilidades linguísticas na educação superior, especialmente nas humanidades, justamente as habilidades que encontram-se mais desenvolvidas entre muitos portadores e não-portadores geneticamente próximos... 
 
Já no caso da esquizofrenia, enquanto sua correlação poligênica com a inteligência foi significativamente negativa, quanto ao nível educacional, houve apenas uma vantagem fracamente positiva, se comparada com a bipolaridade. Isso reflete que, ainda mais do que em relação aos  "bipolares", os "esquizofrênicos" tendem a apresentar médias de QI ou "inteligência" mais baixas e que isso tende a se relacionar com os seus níveis educacionais igualmente mais pobres. A explicação primariamente lógica é a de que a esquizofrenia se correlaciona com um perfil "menos inteligente" do que a bipolaridade. Quanto ao nível educacional, além desse fator primário, por ser um transtorno mental mais grave que a bipolaridade, tende a ser mais prejudicial a qualquer investida de longo prazo, tal como uma empreitada na educação superior, até pelo seu prognóstico mais precário mesmo depois de uma intervenção medicamentosa. 

Interessante que existem outros estudos⁴ (com ótima amostra representativa) que encontraram uma relação entre superdotação acadêmica e bipolaridade, mesmo com as capacidades matemáticas, que pode sugerir a presença de mais de um subtipo cognitivo de alta capacidade variavelmente relacionado com o distúrbio...

⁴ https://psychcentral.com/lib/intelligence-linked-to-bipolar-disorder/

"Pesquisas indicam que o transtorno bipolar pode ser até quatro vezes mais comum em jovens que obtinham notas máximas na escola.

Há anos se propõe a existência de uma ligação entre QI elevado e transtorno bipolar, mas as evidências científicas até o momento eram fracas, afirmam pesquisadores do Instituto de Psiquiatria do King’s College London, no Reino Unido.

Em colaboração com o Instituto Karolinska, na Suécia, eles utilizaram dados do registro escolar nacional sueco referentes a todos os 713.876 alunos que concluíram o ensino obrigatório entre 1988 e 1997, aos 15 ou 16 anos de idade. Essas informações foram cruzadas com dados do registro sueco de altas hospitalares sobre diagnósticos de transtorno bipolar ocorridos entre os 17 e os 31 anos.

O desempenho escolar excelente foi associado a um risco quase quatro vezes maior do que a média de desenvolver transtorno bipolar entre os meninos. O estudo foi publicado no *British Journal of Psychiatry*.

"Descobrimos que obter a nota máxima está associado a um risco aumentado de transtorno bipolar, particularmente em disciplinas de ciências humanas e, em menor grau, em disciplinas de ciências exatas e naturais", disse o Dr. James MacCabe, pesquisador principal. "Essas descobertas corroboram a hipótese de que a capacidade intelectual excepcional está associada ao transtorno bipolar.

"Notas máximas em Sueco e Música apresentaram associações particularmente fortes, reforçando a literatura que aponta consistentemente para uma relação entre criatividade linguística e musical e o transtorno bipolar."

Como maneira de reforçar as evidências encontradas no estudo primariamente referencial desse texto, esse, acima, mostra uma correlação positiva entre desempenho acadêmico excepcional e risco aumentado de ter um diagnóstico de transtorno bipolar, especialmente para certas disciplinas em que capacidades linguísticas e criativas são mais requisitadas...


''Associação do E2 com a criatividade

Historicamente, acredita-se que a criatividade se relacione positivamente com a psicopatologia34. Muitos estudos epidemiológicos35,36,37 e estudos genéticos38,39 relataram achados de apoio. Nossas análises mostraram que o E2 foi associado a riscos aumentados para vários transtornos psiquiátricos, bem como ao aumento do desempenho da linguagem. Assim, questionámos se variantes comuns associadas a E2 também se associam à criatividade. Para avaliar isso, analisamos 167.575 indivíduos do biobanco do Million Veterans Program (MVP)40, para os quais informações sobre a categoria de ocupação estavam disponíveis. Classificamos os indivíduos empregados na categoria ‘artes, design, entretenimento, esportes e mídia’ como profissionais criativos e os demais como controles. Construímos pontuações poligênicas para todos os quatro fatores E usando tamanhos de efeito dos iPSYCH GWASs e comparamos as pontuações entre os profissionais criativos e os controles após o ajuste para seu nível mais alto de educação, idade e sexo, juntamente com outras covariáveis (“Métodos”). Para análise de sensibilidade, também comparamos as pontuações dos indivíduos em cada uma das outras categorias de ocupação com as demais. Descobrimos que as pontuações poligênicas E2 foram significativamente maiores em profissionais criativos em comparação com outros. Essa associação foi observada especificamente entre E2 e ocupação criativa. Ou seja, entre os quatro fatores E, o E2 apresentou a associação mais forte com a criatividade e, entre as 24 categorias de ocupação, as ocupações criativas apresentaram a associação mais forte com o E2. (Fig. 6; Tabela Complementar 16). Os resultados sugeriram que indivíduos com maior predisposição genética para um melhor desempenho em linguagem em relação à matemática na escola (indexado por uma pontuação poligênica mais alta para E2) têm maiores chances de serem empregados em uma ocupação criativa mais tarde na vida.''


1.Se é artista e/ou mentalmente perturbado, então, tem mais chances de ser gay ou sexualmente desviante?? 2. E se é mais inteligente com as palavras do que com os números, então, tem mais chances de ser graduado nas humanidades?? 3. E tem mais chances de ser ideologicamente enviesado à esquerda?? 

A percepção de correlação entre um diagnóstico de transtorno mental e uma associação profissional a amadora com atividades artísticas tem se manifestado primeira e historicamente como o mito do gênio psiquicamente torturado, em que seu estado mental alterado seria a causa principal para a sua genialidade. Então, a partir do avanço de estudos sobre essa afirmação de causalidade particularmente popular na era romântica da literatura ocidental, no século XIX, tem sido comprovado que, essa relação entre "loucura" e excepcionalidade intelectual se trata mais de uma correlação indireta do que de uma causalidade direta, porque aqueles, geralmente com parentesco de sangue mais próximo aos portadores de certos transtornos, como a esquizofrenia, seriam mais propensos a apresentar vantagens cognitivas particularmente relacionadas com a capacidade criativa, se ou quando apresentam uma expressão mais diluída do mesmo transtorno que acomete e compromete o bem-estar subjetivo dos seus parentes-portadores, exatamente como uma compartilhamento genético das mesmas disposições mentais, mas em doses menos extremas... Essa correlação também foi encontrada no estudo em destaque, apesar de ser a "menos interessante", se tem sido replicada em vários outros estudos do mesmo tema. Aqui, é a relação poligênica, ou genética, que chama mais atenção, por sugerir que apresenta raízes mais profundas do que apenas refletir uma motivação diferencial influenciada pelo meio, como é comum de se acreditar... 

Também é notório de se perceber que essa associação não é um mero produto da "modernidade", mas um fenômeno historicamente recorrente e que, se antes carecia de detalhes científicos, hoje, apresenta toda uma bibliografia publicada e dedicada ao mesmo, inclusive com vários estudos com ótima a excelente amostra representativa (muitas pessoas avaliadas) que reforça, praticamente no sentido de validação, mas não como os escritores românticos de dois séculos atrás acreditavam...

Pois as perguntas abaixo do trecho do estudo, usado como referência principal nesse texto, são uma tentativa de expandir essas correlações para outras esferas da vida social e humana. Dos correlatos entre profissão e diagnóstico psiquiátrico para os correlatos com filiação político-ideológica, por exemplo, se parece haver "caminho" para a expansão nessa direção... Se o estereótipo do estudante ou graduado em ciências humanas não é justamente esse?? Então, aqueles que apresentam algum diagnóstico oficial ou não-oficial de transtorno mental, dentre outras condições (como uma sexualidade anômala) e apresenta esse perfil cognitivo e profissional específico (bom com as palavras, original mas ruim com os números...), também não seriam mais ideologicamente inclinados à esquerda?? Afinal, a mesma tende a exagerar no uso sofisticado, com muita licença poética, de uma linguagem que apetece aqueles mais cognitivamente atraídos pelas palavras (não necessariamente em um sentido objetivamente funcional do uso da linguagem, mais racional ou como o único meio que temos para expandir nossa compreensão verdadeira sobre o mundo). Além do estereótipo do artista talentoso, ou não, em sua arte, mas fraco em lógica e matemática, também do "esquerdista de humanas", tão mais inclinado às palavras do que aos números que, mostra-se incapaz de compreender, mesmo sobre estatística básica, primariamente por causa de sua indução ideológica que, por exemplo, filtra informações mais factuais, ainda que geralmente generalizações estereotípicas sobre certos grupos politicamente importantes aos projetos de poder de suas "elites ideológicas", e talvez também por causa de seu próprio perfil cognitivo que facilita essa adesão fanática a certas crenças e narrativas em que as palavras alcançam uma importância exagerada (muitas narrativas esquerdistas são tacitamente semanticalistas: dão importância excessiva à palavra do que ao que realmente simboliza, informações variavelmente verdadeiras, fatos: elementos, fenômenos...). Como conclusão, parece que mais estereótipos estão sendo, pelo menos parcialmente, ratificados pelas verdadeiras ciências sociais e humanas...

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