Minha lista de blogs

domingo, 25 de junho de 2017

''Se os testes online são parecidos com os testes reais'' .. Então...

Novamente e adicionante...

.... eles fundamentalmente mensuram:

- Concentração (atenção abstrata): que é mais avaliado nos testes não-verbais 


E

- O instinto verbalizado, expandido nos testes verbais (aquilo que você faz em média pouco esforço  pra internalizar/instintivizar)

A metáfora do poltergeist para explicar a religião e a ideologia







Imagem relacionada

Nunca consegui assistir todo o filme Poltergeist, especificamente o clássico do inicio dos anos 80, que deu início à franquia. No entanto eu sei que a sinopse do filme se trata de uma típica família americana que se muda para uma casa grande e confortável do subúrbio e que eventos sobrenaturais começam a acontecer dentro dela. A caçula loirinha da família é a primeira e principal vítima ao ser abduzida por fantasmas através da tv da sala. Antes a hipnose depois o rapto.

Eu também acho que quase todos os sistemas de crenças humanos tem esse poder quase sobrenatural de hipnotizar e abduzir pessoas para dentro de suas TVs cheias de fantasmas dentre outros elementos que francamente falando é pouco provável de serem factuais. Entre essa dicotomia fantasia e realidade os sistemas de crenças raptam, depois da hipnose, milhões e milhões de seres humanos que depois de terem sido alvo e também por reportarem fragilidades intelectuais desta natureza, veem-se enfeitiçados por um mágico além-mundo, seja em relação às religiões ou ideologias, e passam a partir de então a considerar crenças como fatos dados e a operar de maneira parcial ou predominante por esse mundo alternativo à realidade bruta, não no sentido sentimental mas concreto. A referência universal que tem como base a realidade é parcial ou predominantemente substituída pela referência alternativa ao mundo real, mas tomada como tal, como o próprio. Se já nascem dentro dessas tvs ou Poltergeists então desde a tenra idade se encontrarão mergulhadas entre fantasmas e um número invariavelmente discutível poderá até mesmo despertar deste pesadelo, dado como única verdade. Outras pessoas podem ser alvejadas tarde em vida mas obtendo o mesmo resultado. 

A realidade bruta é um universo de incertezas que tem como alguma certeza a tocha humana do conhecimento que pouco pode clarear os horizontes e redores enquanto que os sistemas de crenças basicamente iludem milhões a crer que ao invés de serem uma luz fraca em meio à escuridão do desconhecido, são o oposto, que tudo já está esclarecido, visível, se Deus, a principal origem de toda a existência, isto é, a sua própria origem, é conhecido, todo poderoso e ainda nos protege. A ciência e a verdadeira filosofia tem pouco a oferecer além do que já tem em suas mãos. Muitos precisam de muitíssimo mais para se sentirem seguros OU ao menos aptos para cooperar pra certo sistema social.


O homem sábio, anterior ao técnico cientista, sabe que está envolto pela escuridão e que o melhor que tem é a sua tocha de fogo que tem poder limitado de iluminação, e em especial a si mesmo como ''princípio do conhecimento''. O homem tolo crê no oposto, que está envolto pela luz, por já reconhecer a origem, a motivação principal de existir, enquanto que vê a si próprio e especialmente o seu interior como um profundo buraco negro, impenetrável. Segundo ele, vivem monstros, os piores possíveis, dentro de si mesmo, e jamais poderá mergulhar-si temendo se perder pra sempre.

A cultura, a religião ou a ideologia então aparecem como essas bruxas quase idênticas que tem o poder de hipnotizar aquele que tem fraco tato com a realidade, e em especial consigo mesmo, que, por não ter plena consciência ou conhecimento de suas próprias fronteiras, encontra-se-á tomado por seus instintos primários, por sua vontade predominantemente irreflexiva de agir...

Psicopatas, sociopatas e aderentes [incluindo o outlier sábio] são como ''cientistas literalmente evolutivos''...

.... isto é, aquilo que o técnico cientista aplica no mundo abstrato/espectralmente mecanicista, eles aplicam no mundo social/espectralmente mentalista tendo finalidades ''evolutivas'', uber-individualistas ou coletivistas.

A influência dos ''genes'' [imediato/constante/onipresente/onipotente/onisciente]

.. e do ambiente.

A relação entre os genes e o ambiente me parece muito mal entendida e especialmente por causa da falta de precisão semântica por parte das pessoas, em sua maioria, pelo que parece, ou é apenas pedantismo grátis de minha parte.

Quando dizem que os genes são ''parcialmente'' influentes para certa situação ou em especial, para certo comportamento, deixam a entender, mesmo sem ter consciência, que ''os genes, nesta narrativa, não são ou representam o próprio indivíduo''. Eu já comentei que ''nós somos os nossos genes'', e obviamente que, ''os nossos genes nos representam'', de maneira que, quando falamos: ''certo comportamento é fortemente genético'', estamos querendo dizer que ''certo comportamento é de autoria intrínseca do próprio indivíduo, isto é, de nós mesmos'', ainda que, é claro que o ambiente ou ''redor'' tem evidente PARTICIPAÇÃO. No entanto o protagonismo é sempre nosso. 

Não existe tal coisa ''parcialmente genético'' nesta perspectiva, a meu ver e especialmente a partir de uma precisão semântica.

O que é SEMPRE ou quase sempre parcialmente genético não é o comportamento da pessoa, mas o seu resultado concreto, e ainda assim, TODOS que serão ''genéticos de origem'', de qualquer maneira. Talvez esta seja a questão fundamental: origem/ação primária versus resultado/reação secundária dos comportamentos. 

O exemplo corriqueiro aqui do talento para tocar algum instrumento musical. O talento é claramente genético, pode ser ''estilo-savant'' e a pessoa apresentar uma capacidade fulminantemente intrínseca ou pode ser necessário mais tempo, mais aulas, e subsequente apreensão da técnica, para aprimorar o talento. No mais, se é mais diretamente genético ou não, ainda assim será totalmente dependente, primeira e fundamentalmente, da pré disposição ou potencial do indivíduo. No entanto ter à disposição algum instrumento musical e especialmente aquele em que se dá melhor, isto é, um fator concreta ou literalmente ambiental, é de vital importância para que possa resultar nessa conjugação: disposição cognitiva/talento e afetiva/motivação intrínseca [fator genético] + tempo [fator ambiental optativo especialmente se o talento não for naturalmente fulminante] + disponibilidade de instrumentos musicais [fator ambiental legítimo] = desenvolvimento e alcance total, predominante ou mesmo parcial do talento específico alvejado. Pode ser possível que, uma motivação intrínseca perturbada por outros fatores ou falta tempo e combinado com um talento que precisa ser mais lapidado, resulte em um alcance parcial de todo potencial. No mais, aquele que costuma ser realmente talentoso nessa mas também em qualquer outra área, tende a ser do tipo fulminantemente talentoso, isto é, que aprende que enorme rapidez ou facilidade e que ainda, de lambuja, apresenta habilidades criativas ou combinativas/manipulativas. Só que mesmo os fatores tidos como ambientais, a disponibilidade de tempo para estudar música + disponibilidade do instrumento musical, são todos indiretamente ''genéticos'' ou dependentes de ''pessoas''/seres vivos. 

Eu estou literalizando essa narrativa, diga-se, sutil e exageradamente abstrata, e da melhor maneira possível: aplicando o conceito/quase o mesmo que literalizar.

''Influências ambientais'' são na verdade extensões do papel da ''genética'' que se espalha pelo ambiente, por exemplo, você que está em sua casa: que foi construída por um grupo de pessoas alguns anos atrás [pessoas= genética; habilidade para construir casas= genética; método de construção de casas de alvenaria que foi inventado por.. tcharam, pessoas: genética; você e o seu comportamento = genética; os seus parentes que vivem com você e os seus comportamentos habituais/e mesmo os errantes: genética; o ''seu'' animal de ''estimação'': genética]

Tudo aquilo que temos denominado de ''ambiente'' na verdade, como eu falei e prometo não repetir exaustivamente, se consiste em extensões das ''influências'' genéticas''.

Não ,o ambiente não é um bicho papão, tenha mais medo dos ''homens'' do que de ''coisas mágicas'' como o tal do [abstrato] ''ambiente''. 

Se eu não tenho motivação para fazer uma prova: fator ambiental* Não, genético.

Se eu fico gripado: genético. Se eu cometo um crime [a partir da moralidade objetiva ou não]: genético. Se eu sou um engenheiro e construo uma casa e acaba sendo interditada porque eu a construí com a bunda: genético. Alguns fatores serão mais ''uni-genéticos'' ou ''uni-intrínsecos'', quando uma causa solitária que está em jogo. Outros é possível que serão mais acumulativos ou poli-intrínsecos. 
Se a escola onde eu estudo é uma bosta: ambiental, porém, tudo tem uma origem orgânica ou ''genética'', especialmente quando estivermos falando dos seres vivos. 




sábado, 24 de junho de 2017

Um dos tipos de hipo-sociais

Difícil de socializar, mas por que*

Muitas pessoas sentem uma necessidade incontrolável para bater perna na rua, ou melhor para socializar. Eu não. 

E você*

Por ''me adorar'', eu não sinto grande falta da presença alheia, ao menos de um número mais significativo de pessoas ''dentro' ou em atrito com o meu território pessoal. 

Desde criança que, por causa de minha imaginação fértil e pelo que parece, certo bem-estar pessoal, que não sinto grande falta da socialização. Não é que eu não goste de fazer amigos, acho que todo mundo gosta, mas que, aqueles que são ''excelentes candidatos'' para compartilhar as suas vidas comigo escasseiam em minha ''comarca''. Muitos podem entender como ''elitismo'' e até seja, porque afinal de contas, tem aqueles que são muito R-seleção e acabam fazendo ''amizade'', diga-se, invariavelmente superficial, com um monte de gente ao longo de suas vidas. Como eu sou uma espécie de extremo-K neste sentido, então a priore eu terei muito mais dificuldade de manter relações interpessoais além de minha família imediata [e olhe, se não fosse pela conveniência já os teria dado cartão vermelho faz tempo]. Não é que eu seja super-mega-ultra-plus exigente, não necessariamente. Por exemplo o meu melhor amigo atualmente e espero que por todo o nosso resto compartilhado de vida, não é a pessoa mais inteligente nem a mais racional do mundo. Ele me faz bem sendo quem ele é, isso acontece, para o nosso bem assim como também para o nosso mal, porque dependendo dos defeitos, nós podemos cair em enrascadas, e é comum que isso aconteça mais com mulheres do que com homens.

No mais é isso, eu me basto e por me sentir tão satisfeito com a minha própria companhia, pode e parece ter consequências subsequentemente óbvias tal como uma hipo-socialização. 

sexta-feira, 23 de junho de 2017

''Atenção abstrata 'geral' '': aquilo que os testes cognitivos fundamentalmente analisam, mensuram e comparam







Resultado de imagem para muro de berlim

Teve uma vez que eu estava tentando ensinar a uma aluna daqui da aula particular um pouco sobre a história recente da Alemanha e por tabela do mundo. Falei sobre Berlim, Alemanha, muro de Berlim, comunismo, capitalismo, globalização, mundo bipolar... Enfim falei sobre abstrações que não estão em nosso imediato concreto. Como ela é uma garota de habilidades cognitivas modestas nem prestou atenção no que mostrei. Logo perguntei-lhe sobre os conceitos de capitalismo e comunismo e ela não soube me explicar. Internalizar este tipo de informação primeiro prestando atenção à mesma e antes de tudo se interessando por ela, exige ATENÇÃO ABSTRATA, isto é, à (essas) informações abstratas.

Hoje eu fiz um teste de 'inteligência' na internet, dito ser um bom teste online. Então eu resolvi me observar, e consequentemente o meu ''comportamento cognitivo''. Primeiro de tudo eu consegui prestar atenção, invariavelmente falando, às questões, todas elas de natureza ''abstrata'', que não estão imediatamente relacionadas com o imediato e ESPECIALMENTE, com o pessoal/social ou mesmo com o ''ritmo instintivo''. Para pontuar bem nesses testes é necessário ter acima de tudo uma motivação ou uma reciprocidade. No entanto essa reciprocidade ou facilidade só pode ser possível com base em uma ''atenção abstrata'', isto é, de se interessar em relação àquilo que não está imediatamente relacionado a você e ao seu [nano] meio social. 

Portanto nós temos esta minha ''aluna'', que não se interessa por história ou mesmo por geografia, ''apenas' ou especialmente pelos acontecimentos em sua vida. Nós temos o verborrágico que vos escreve, que tem maior interesse pelo mesmo assunto, e nós também temos por fim aquele que se interessará por geometria ou por genética, e não apenas em sua base teórica verbalizada. De uma pessoa que apresenta baixa ''atenção abstrata'' e portanto baixa capacidade de internalização/'aprendizado' de informações abstratas de qualquer natureza, passando por mim que sou intermediário nessa perspectiva, porque tenho maior ''atenção abstrata'', especificamente em relação às abstrações ''mais verbais'' e mais sociais, que ainda estão relacionadas com a minha pessoa, e por fim, nós temos aquele que vai ainda mais longe no mundo abstrato, internalizando [com facilidade] informações profundamente ''não-relacionadas'' com ele mesmo, que o autor deste texto não é capaz de ter ''atenção'' e consequentemente de internalizá-las. Isso se reflete em relação às pontuações de QI e também parece desembocar em um espectro ''relativamente imperfeito'' entre mentalismo [pensar em si mesmo, de maneira mais autoconsciente ou não, e nas outras pessoas] e o mecanicismo [pensar/se engajar ideacionalmente em informações 'impessoais' ou 'mais científicas']. Os testes de QI nesse sentido parecem ser fortemente direcionados para o ''mecanicismo'' do que para o ''mentalismo''. Maior é seu potencial para prestar atenção ao abstrato, de, de fato entendê-lo e se possível internalizá-lo, maior deverá ser as suas pontuações em testes cognitivos, especialmente o ''QI geral''. 

A ''atenção abstrata'' pode ser considerada como medida para o acúmulo evolutivo cultural-[psico]cognitivo humano, desde aquele com potencial de acúmulo abstrato muito raso até àquele com ''muito da evolução do conhecimento humano'' manifestada em suas capacidades cognitivas, mas, a priore, também de maneira mais superficial. Tal como a linguagem, nós temos desde aqueles com o vocabulário básico e cheio de erros instintivados até àquele com um vocabulário amplo, mais limpo e diverso. ''Produtos evolutivos'' [seletivos] dos primórdios até ao auge das civilizações.

Nos transformamos ou somos como ''enciclopédias ambulantes e transferíveis'', e claro que algumas enciclopédias serão mais densas do que outras.

A atenção abstrata é ou seria anterior à motivação intrínseca, para se interessar em abstrações, e se manifestaria como uma disposição cognitiva, que antevem [ou não] à psicológica ou emocional. Como eu já especulei, primeiro reconhecemos padrões e depois os julgamos de modo emocional. Primeiro temos a atenção cognitiva, pura e simplesmente, aí então temos a atenção abstrata, que é uma ''evolução' da primeira, e por fim temos a motivação intrínseca/psicológica para ''prosseguir pelo caminho traçado''. Se entendemos, tenderemos a gostar. 

A atenção abstrata ou reciprocidade [positiva} à abstração é revelada quando conseguimos acompanhar, na primeira vez em que somos expostos a certo conhecimento [abstrato, verbal ou não-verbal], ou quando já temos certa intimidade. O professor ou você mesmo está lendo, e você não está perdido, pedindo pra se livrar deste ''castigo'. Aquilo que é falado você consegue seguir e até mesmo entender muito bem. 

Maior capacidade abstrata = maior capacidade de se desligar do mundo imediato, basal ou diretamente instintivo PARA internalizar parte do mundo de fatos [e de factoides] que o conhecimento humano é capaz de prover e também o próprio alcance individual de cristalizado/expansão do instinto. A minha ''aluna'' prefere fazer outra coisa, como escutar música ou conversar com as amigas pelo smartphone do que se imaginar em um país distante, em uma época distante, se vendo ao lado de macro-termos como a globalização ou o mundo bipolar. Ela só quer viver a vida dela, assim como todos nós. Seguindo este espectro, a minha gata, que é uma gracinha, se preocupa ainda menos com aquilo que esta minha ''aluna'' costuma ter como prioridade, ainda que isso não a desmereça, aliás, nenhuma das duas. Interessante que as pessoas como ela tendem a preferir por ''músicas do momento'' ou ''da moda'', enquanto que pessoas como eu tem uma maior ''independência'' para procurar por músicas que estão além do presente, do ''agora''. Além da ideia de ''conformidade'' versus ''qualidade'', nós também podemos pensar na ideia de ''imediato compartilhado'' e de ''abstrato procurado''.  

Esta minha ''aluna'' pode ser boa para encontrar padrões em suas áreas de prioridade [existencial] mas quando o mundo começa a se tornar mais abstrato, menos imediato, menos social, essa sua capacidade tenderá a recuar e por que* Porque a sua ''atenção abstrata'' não está em um nível que a torne verdadeiramente interessada, por exemplo, na queda do muro de Berlim.

A atenção ou concentração positivamente recíproca para lidar com as abstrações [no mundo real ou em testes cognitivos]: aquilo que os testes de QI fundamentalmente analisam, mensuram e comparam, que está subjacente além do reconhecimento de padrões. 

O lado excepcionalmente benigno do "geneticismo" ou ''hereditarianismo'': Políticos corruptos

Pode um político corrupto aprender a lição??

Provavelmente não... 

Desde a tenra idade já começamos a mostrar parte a grande parte de nossas personalidades e temperamentos, dentre elas o caráter. Cedo ou tarde vamos mostrando quem nós somos e o que podemos ser capazes de fazer para o bem ou para o mal. No entanto apesar de (todos nós) percebermos os efeitos ou os nossos comportamentos desde cedo e o quão regulares eles costumam ser, autoridades/elites intelectuais, culturais/políticas e mesmo as científicas, tem negado essa realidade especialmente com a recente hegemonia do (((pós modernismo))) no ocidente. Parece que essa tendência de interpretação behaviorista do comportamento não é um produto unicamente original do pós modernismo porque tem se consistido em uma narrativa corriqueira, justamente por ser logicamente primária, tão fácil de ser identificada. 

"A pobreza causa violência"

"O poder corrompe"


É uma relação direta de causa e efeito.... no entanto nos esquecemos que a reação também depende das características intrínsecas do indivíduo, de maneira que, nem sempre ou mesmo na maioria das vezes a pobreza não irá causar a violência, de imediato. Na maioria das vezes ''o poder'' não irá corromper as pessoas. Eu acho que já falei sobre isso, sobre esse tipo de narrativa ''mágica'', em que as abstrações são colocadas como as causadoras de comportamentos ou situações reais, concretas, basicamente colocar a carroça na frente dos bois ... e tirar as nossas responsabilidades por nossas ações. A última decisão, super-autoconscientes ou não, é sempre nossa. 

Se podemos prever comportamentos, então poderíamos também ou especialmente prever comportamentos ruins, desde ou a partir da primeira infância. O ''hereditarianismo'' ou ''geneticismo'', como tem sido denominado, pode vir a se consistir em um excesso de incumbência direta à genética para explicar a biologia e a sua expressão ou comportamento. Por exemplo, dizer que apenas os genes, de maneira direta, foram os responsáveis pelo aumento epidêmico da obesidade no mundo industrializado, me parece ser equivocado, porque o sedentarismo e a má alimentação também tem tido papel importante, sem falar em possíveis mutações que podem ser indiretamente transferidas de uma ''geração para outra'', acaso o mesmo comportamento for mantido e aumentando a expressão das mesmas [o Lamarckismo parece ser parcialmente possível, mas no sentido negativo ou ''degenerativo'' da coisa]. No entanto, parece fato ao menos pra mim que o papel dos ''genes'' ou da biologia é mais importante que o papel do ambiente, especialmente quando não temos ambientes super-problemáticos, e na verdade, para sermos sinceros, tais cenários não costumam ser a regra, mas a exceção. O papel dos genes não é apenas importante para o comportamento mas em relação a tudo, mesmo quando nós temos influências ambientais mais intensas. Mesmo em ambientes desoladores e a longo prazo, os genes continuarão tendo papel, diga-se, essencial/decisivo, e a seleção natural atuará de maneira a selecionar os mais resilientes pra esse tipo de ambiente. O exemplo da obesidade mostra o quão onipresente está a influência genética porque não é todo mundo que tem engordado por causa de hábitos não-saudáveis. E mesmo quando nós temos ''efeitos ou resultados negativos'' ou ''considerados como tal'', os genes continuarão, evidentemente, tendo papel fundamental, se não na promoção de uma melhoria, então o fará na promoção de uma ''degeneração'. Não existe essa de mesma proporção para os genes e para o ambiente, se são os primeiros que terão a ''palavra final'', que serão decisivos, porque ''eles'' nos representam nessa dinâmica. Se quiséssemos, nós poderíamos trocar o termo ''genética'' por ''nós'', que não faria diferença, e na verdade, até poderia soar mais verdadeiro, mais objetivo, e menos abstrato. Essa dinâmica entre os ambientes e NÓS, está diretamente, intimamente relacionada a nós mesmos, e me parece que também precisamos entrar nessa ''jogada'', como agentes ou elementos fundamentais, centrais nessa relação, e não apenas como ''observadores neutros da interação 'genes' x 'ambiente' ''. 

No mais, se é possível prever tendências de comportamentos a longo prazo ou mesmo invariavelmente vitalícios/recobráveis, então é possível prever se um indivíduo nasceu com uma disposição arraigada para ser honesto, se o será com grande frequência e em especial quando o fizer de modo autoconsciente, tendo plena consciência dos atos. E é possível bloquear a entrada desse indivíduo na política, acaso for confirmado o contrário, que apresenta um caráter fraco, antes que sequer pense em uma carreira neste ramo. Se a psicologia e de maneira sábia fosse aplicada desde sempre, simplesmente não teríamos mais políticos corruptos

Para começo de conversa. 

O behaviorista acha que se todos fossem bem cuidados desde os primeiros anos de vida, e em todos os aspectos, não haveria criminalidade e nem corrupção na política. No entanto, por ser bonzinho com ''todos'', ele acaba deixando lobos e raposas passarem por esse crivo, e no final estes sempre acabarão sendo responsáveis por tragédias individuais, familiares ou mesmo coletivas, quando temos por exemplo um doente como aquele ditador norte-coreano mandando, desmandando e matando adoidado. 

Muitos desses behavioristas [muitos que são até espontaneamente behavioristas] são de ''presas' naturais, por acreditarem que ''todo ser humano, quiçá todo ser vivo, só precisa de compreensão e amor para poderem se tornar racionais e benignos''. São ou muitas vezes, se acham tão bonzinhos [altruísmo patológico a narcisista] que são incapazes de discriminar as pessoas [e mesmo os seres] com o rigor que elas merecem [mas... me parece que muitos adoram exorcizar as ''bruxas da atualidade'', por exemplo, ''o homem branco'']. O resultado deste ''pulso [extremamente] fraco'' não poderia ser outro, se não o oportunismo e subsequente parasitismo ou predação de ''raposas'' e ''lobos'' não apenas contra esses mártires naturais, mas também contra quem não tem nada a ver com essa história, você e eu. 

Se a psicologia [evolutiva] fosse sabiamente aplicada, não teríamos ''Temer'', ''Dilma'', ''Lula'', ''Aécio'', ''Obama'', ''Trudeau'' ou ''Trump'' no poder. Em outras palavras, se passássemos a reconhecer o papel fundamental dos ''genes'' [nossos instintos, nossas intrinsecabilidades] no comportamento, seríamos capazes de reduzir dramaticamente a frequência de conflitos e tragédias desnecessárias. 

Um ponto interessante que vou falar rapidamente é sobre os tipos ''irracionalmente imprevisíveis'' de indivíduos, muitos que são provavelmente os mais difíceis de serem identificados, ou de prever os seus comportamentos e tendências responsivas. Não é tão incomum termos casos de perfeitos pais de família que enlouquecem sem ter qualquer razão racional aparente, matam a sua família e depois tiram a própria vida. Eu não duvido que muitos criminosos, já foram crianças adoráveis, e que a maneira como que interpretaram escaladas de acontecimentos problemáticos em suas vidas OU mesmo sem ter qualquer razão remota, acabaram adentrando no mundo do crime. 

Mais do que os ''previsivelmente malignos, por estupidez ou por malignidade'', os ''imprevisivelmente malignos'' parece que são os [obviamente] mais difíceis de serem identificados em termos de tendências comportamentais. Mesmo em relação a eles, eu não duvido que uma sociedade impregnada por esses métodos propostos, de introduzir a psicologia e de maneira sábia para organizá-la, ainda seria capaz de identificar esses indivíduos e de, em um futuro próximo, conseguir extinguir essas tendências de selvageria imprevisível, pelo que parece, super-localizadas em termos de frequência ... esses rompimentos de monstruosidade irracional. 

Do ''darwinismo social'', que também é possível de ser usado, diga-se, de maneira não-sábia, até ao completo oposto, a superação quase-absoluta de muitos se não da maioria dos problemas humanos, especialmente os mais desnecessários.