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domingo, 25 de junho de 2017

A influência dos ''genes'' [imediato/constante/onipresente/onipotente/onisciente]

.. e do ambiente.

A relação entre os genes e o ambiente me parece muito mal entendida e especialmente por causa da falta de precisão semântica por parte das pessoas, em sua maioria, pelo que parece, ou é apenas pedantismo grátis de minha parte.

Quando dizem que os genes são ''parcialmente'' influentes para certa situação ou em especial, para certo comportamento, deixam a entender, mesmo sem ter consciência, que ''os genes, nesta narrativa, não são ou representam o próprio indivíduo''. Eu já comentei que ''nós somos os nossos genes'', e obviamente que, ''os nossos genes nos representam'', de maneira que, quando falamos: ''certo comportamento é fortemente genético'', estamos querendo dizer que ''certo comportamento é de autoria intrínseca do próprio indivíduo, isto é, de nós mesmos'', ainda que, é claro que o ambiente ou ''redor'' tem evidente PARTICIPAÇÃO. No entanto o protagonismo é sempre nosso. 

Não existe tal coisa ''parcialmente genético'' nesta perspectiva, a meu ver e especialmente a partir de uma precisão semântica.

O que é SEMPRE ou quase sempre parcialmente genético não é o comportamento da pessoa, mas o seu resultado concreto, e ainda assim, TODOS que serão ''genéticos de origem'', de qualquer maneira. Talvez esta seja a questão fundamental: origem/ação primária versus resultado/reação secundária dos comportamentos. 

O exemplo corriqueiro aqui do talento para tocar algum instrumento musical. O talento é claramente genético, pode ser ''estilo-savant'' e a pessoa apresentar uma capacidade fulminantemente intrínseca ou pode ser necessário mais tempo, mais aulas, e subsequente apreensão da técnica, para aprimorar o talento. No mais, se é mais diretamente genético ou não, ainda assim será totalmente dependente, primeira e fundamentalmente, da pré disposição ou potencial do indivíduo. No entanto ter à disposição algum instrumento musical e especialmente aquele em que se dá melhor, isto é, um fator concreta ou literalmente ambiental, é de vital importância para que possa resultar nessa conjugação: disposição cognitiva/talento e afetiva/motivação intrínseca [fator genético] + tempo [fator ambiental optativo especialmente se o talento não for naturalmente fulminante] + disponibilidade de instrumentos musicais [fator ambiental legítimo] = desenvolvimento e alcance total, predominante ou mesmo parcial do talento específico alvejado. Pode ser possível que, uma motivação intrínseca perturbada por outros fatores ou falta tempo e combinado com um talento que precisa ser mais lapidado, resulte em um alcance parcial de todo potencial. No mais, aquele que costuma ser realmente talentoso nessa mas também em qualquer outra área, tende a ser do tipo fulminantemente talentoso, isto é, que aprende que enorme rapidez ou facilidade e que ainda, de lambuja, apresenta habilidades criativas ou combinativas/manipulativas. Só que mesmo os fatores tidos como ambientais, a disponibilidade de tempo para estudar música + disponibilidade do instrumento musical, são todos indiretamente ''genéticos'' ou dependentes de ''pessoas''/seres vivos. 

Eu estou literalizando essa narrativa, diga-se, sutil e exageradamente abstrata, e da melhor maneira possível: aplicando o conceito/quase o mesmo que literalizar.

''Influências ambientais'' são na verdade extensões do papel da ''genética'' que se espalha pelo ambiente, por exemplo, você que está em sua casa: que foi construída por um grupo de pessoas alguns anos atrás [pessoas= genética; habilidade para construir casas= genética; método de construção de casas de alvenaria que foi inventado por.. tcharam, pessoas: genética; você e o seu comportamento = genética; os seus parentes que vivem com você e os seus comportamentos habituais/e mesmo os errantes: genética; o ''seu'' animal de ''estimação'': genética]

Tudo aquilo que temos denominado de ''ambiente'' na verdade, como eu falei e prometo não repetir exaustivamente, se consiste em extensões das ''influências'' genéticas''.

Não ,o ambiente não é um bicho papão, tenha mais medo dos ''homens'' do que de ''coisas mágicas'' como o tal do [abstrato] ''ambiente''. 

Se eu não tenho motivação para fazer uma prova: fator ambiental* Não, genético.

Se eu fico gripado: genético. Se eu cometo um crime [a partir da moralidade objetiva ou não]: genético. Se eu sou um engenheiro e construo uma casa e acaba sendo interditada porque eu a construí com a bunda: genético. Alguns fatores serão mais ''uni-genéticos'' ou ''uni-intrínsecos'', quando uma causa solitária que está em jogo. Outros é possível que serão mais acumulativos ou poli-intrínsecos. 
Se a escola onde eu estudo é uma bosta: ambiental, porém, tudo tem uma origem orgânica ou ''genética'', especialmente quando estivermos falando dos seres vivos. 




sexta-feira, 21 de abril de 2017

''Estudo'' autobiográfico: Por que eu me tornei agnóstico??


Fatores adicionais ou endossantes: Homossexualidade, circunstâncias sócio-econômicas abaixo do esperado [Deus onde está você*], 

viver no Brasil [se Deus existisse, o Brasil não seria isso] ;),

Fatores primários: Pensamento literal, 
hiper-coerente [pretensões de hiper-coerência] 

[Se Deus é onisciente cadê ele* Se Deus nos ama então por que tem pobreza* (só pra comecinho de conversa) Se Deus é amor então por que ''os seus devotos'' de vez em quando trucidam uns aos outros* Deus não pertence ao mundo dos reais e portanto da física],

 sabedoria [pretensões, geralmente atrelada ao bom e hiper-coerente pensamento literal, senso de proporcionalidade ou justiça e busca pelo conhecimento ou compreensão factual + harmonia ou consciência estética generalizada] 

[''Eu acredito em um homem cabeludo que nasceu de uma mulher virgem que mesmo depois de ter lhe dado à luz, nunca fez sexo com o seu marido... que fazia milagres como transformar água em vinho, que propositalmente deixou ser morto para salvar a humanidade, que ressuscitou e foi pro céu pra viver do lado do seu pai que por acaso é o universo/Deus*'' ... vale pra qualquer ideologia, religião ou cultura]

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Pensamento literal não é intrinsecamente rígido. Pensamento dogmático é.



Pensar literalmente não é exatamente o mesmo que pensar rigidamente. Pensar de maneira literal tenderá a significar: "pensar sem qualquer uso ou abuso de metáforas sorrateiramente dispostas dentro dos textos"

Em compensação o pensamento dogmático será essencialmente rígido justamente por causa dos dogmas, as verdades equivocadamente absolutas retidas de factoides .... (só que mesmo o tão odiado ''dogma'' não será essencialmente ruim, porque toda palavra abstrata não tem uma raiz contextualmente moralizada... a moralização se fará subsequente a conceitualização).



''Meu qi é alto''



Pensamento metaforizado, em que as palavras, seus significados especificamente contextualizados foram diluídas em imprecisões toleráveis que lembram metáforas como tornar concreto aquilo que não é, o qi, por exemplo.

"Eu sou (literalmente) alto"



 valor quantitativo literal/organicamente real e portanto essencialmente coeso para com a literalidade do mundo físico.


"Minhas pontuações de qi são altas"



Maneira literalmente adequada de se falar porque o qi nada mais é do que um símbolo quantitativamente estatístico resumido a uma pontuação. Qi é pontuação, literalmente falando. 

"Meu qi é alto" não pertence totalmente ao mundo dos reais apesar de ser predominantemente tolerável para ser dito, ouvido e entendido.