Os leste asiáticos em média seriam a resolução do paradoxo ou mesmo "contradição" autista, visto que eles também tendem a apresentar altos níveis/capacidade de concentração/atenção a detalhes, mas baixos níveis de perturbação sensorial.
Outra provável diferença é a de que os autistas, em média, sejam muito mais propensos a serem auto-direcionados para os seus interesses específicos/ altos níveis de concentração ou atenção auto-direcionados, enquanto que os leste asiáticos, em média, seriam menos ''obsessivamente interessados''.
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domingo, 11 de março de 2018
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
Em resumo rápido: Malcolm Gladwell errou ao dizer que...
... todo mundo, se praticar ''10.000 horas'', irá atingir ao nível ''master'', de ''expert''. Primeiro porque não é todo mundo que é capaz de dedicar muitas horas do seu tempo focado em algumas atividades ou ideações em relação a certos assuntos, como eu faço em relação à psicologia, principalmente.
No entanto, ele não errou, ainda que ache que não foi o primeiro a ter percebido, quanto à necessidade imperiosa da ''obsessão' tanto para o talento quanto para o gênio, isto é, de se dedicar horas ''a fio'', ou como eu gosto de falar, de maneira natural/pós-obsessão rígida, para atingir ao nível ''master'' na área 'escolhida', ou de começar a ter insights.
Eu já escrevi alguns textos, e nomeadamente dois [aqui e aqui], refutando o escritor mas também endossando a parte em que ele foi feliz.
No entanto, ele não errou, ainda que ache que não foi o primeiro a ter percebido, quanto à necessidade imperiosa da ''obsessão' tanto para o talento quanto para o gênio, isto é, de se dedicar horas ''a fio'', ou como eu gosto de falar, de maneira natural/pós-obsessão rígida, para atingir ao nível ''master'' na área 'escolhida', ou de começar a ter insights.
Eu já escrevi alguns textos, e nomeadamente dois [aqui e aqui], refutando o escritor mas também endossando a parte em que ele foi feliz.
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sábado, 22 de julho de 2017
Nível de abertura para a experiência INTELECTUAL/ e obsessão:
- Não é interessado [por contrapartida, é mais interessado em assuntos autobiográficos e sociais, não necessariamente de modo introspectivo]:
Não tem motivação nem capacidade para interagir com [essas ou, de maneira geral] ideias e pensamentos.
Especulação [semi selvagem] de quanto tempo por dia passa pensando sobre essas ou aquelas ideias de natureza intelectual: menos ou 1/1 do dia= 1,7 horas por dia. [em um dia normal ou em média]
''Fórmula'' [de quinta...série]:
24 - 7 [médias de horas dormindo]= 17 [médias de horas acordado]
- É parcialmente interessado [a maioria das pessoas dentro de nossas macro-conjunturas que privilegiam o predomínio da medianidade]
Tem motivação e/ou capacidades geralmente médias.
de 1/1 ou um pouco mais: 1,7 horas ou mais.
- Está interessado [nível de ''estudante universitário comum'']
de 1/1 a 1/3: 1,7 a 5,1 horas.
- Está muito interessado [nível de ''professor universitário'', geralmente do tipo ''não-cientista'']
de 1/1 a 1/3: 1,7 a 5,1 horas.
- Está obcecado [espectro do talento e da superdotação/superlatividade psico-cognitiva insulada ou mais generalizada]. Último nível de separação ''ser e interesse'' e de ''inaturalidade''.
de 1/3 a 2/3: 5,1 a 11,9 horas.
- É constantemente criativo em relação ao assunto [superou a fase de obsessão repetitiva, porque deixou de idealizar o assunto (se cegar quanto aos pontos corretos e evitar escrutinar os pontos mais fracos), passando a buscar por suas partes faltantes, falhas ou possibilidades de incrementações]. O ''assunto de principal interesse'' se torna parte pulsante de si mesmo/ primeiro nível de naturalidade ''ser e interesse'', como eu já comentei, quando a ''empatia cognitiva'' pelo interesse se torna total, e ao invés de vê-lo separadamente, como algo exterior para ser louvado; como se ''ele'' se tornasse parte de si mesmo.
2/3 ou mais: 11,9 horas ou mais.
Não tem motivação nem capacidade para interagir com [essas ou, de maneira geral] ideias e pensamentos.
Especulação [semi selvagem] de quanto tempo por dia passa pensando sobre essas ou aquelas ideias de natureza intelectual: menos ou 1/1 do dia= 1,7 horas por dia. [em um dia normal ou em média]
''Fórmula'' [de quinta...série]:
24 - 7 [médias de horas dormindo]= 17 [médias de horas acordado]
- É parcialmente interessado [a maioria das pessoas dentro de nossas macro-conjunturas que privilegiam o predomínio da medianidade]
Tem motivação e/ou capacidades geralmente médias.
de 1/1 ou um pouco mais: 1,7 horas ou mais.
- Está interessado [nível de ''estudante universitário comum'']
de 1/1 a 1/3: 1,7 a 5,1 horas.
- Está muito interessado [nível de ''professor universitário'', geralmente do tipo ''não-cientista'']
de 1/1 a 1/3: 1,7 a 5,1 horas.
- Está obcecado [espectro do talento e da superdotação/superlatividade psico-cognitiva insulada ou mais generalizada]. Último nível de separação ''ser e interesse'' e de ''inaturalidade''.
de 1/3 a 2/3: 5,1 a 11,9 horas.
- É constantemente criativo em relação ao assunto [superou a fase de obsessão repetitiva, porque deixou de idealizar o assunto (se cegar quanto aos pontos corretos e evitar escrutinar os pontos mais fracos), passando a buscar por suas partes faltantes, falhas ou possibilidades de incrementações]. O ''assunto de principal interesse'' se torna parte pulsante de si mesmo/ primeiro nível de naturalidade ''ser e interesse'', como eu já comentei, quando a ''empatia cognitiva'' pelo interesse se torna total, e ao invés de vê-lo separadamente, como algo exterior para ser louvado; como se ''ele'' se tornasse parte de si mesmo.
2/3 ou mais: 11,9 horas ou mais.
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Novamente empatia [literalmente cognitiva] parcial e total para explicar as diferenças de compreensão factual entre as pessoas
Empatia literalmente cognitiva parcial: Se coloca no mesmo lugar que o conhecimento mas não em seu corpo. Logo criará uma versão personalizada/ego -centrada do conhecimento que está sendo internalizado, sobrepondo preconceitos cognitivos ou disposições instintivas mais agudas ao conhecimento de interesse.
Intelectualmente interessados tendem a fazer assim com grande frequência se não for característico deles e de suas abordagens intelectuais.
Empatia literalmente cognitiva total: Não se coloca apenas no lugar mas também na ''pele'' do conhecimento. Deste modo pode "ver" melhor os seus padrões, desafios ou erros e possibilidades de expansão, ''como se fosse ele mesmo''. Ainda que todos estejamos sujeitos à sobreposição de nossos instintos sobre nossos objetos de interesse esta tendência se fará menos intensa ou mais controlada e mesmo útil para os obsessivamente/apaixonadamente interessados ou intelectualmente obcecados.
Os artificialmente inteligentes tendem a confundir ou a borrar as fronteiras de si mesmos e de suas áreas de interesse resultando em uma perda potencialmente permanente de autenticidade/real conhecimento em relação às mesmas. Aquilo que já comentei, desde aquele que detém tão profundo conhecimento sobre certa área que ''mais parece que prevê comportamentos futuros ou reverberações dela'', resultando em insights criativos, quando de fato entendemos ou compreendemos algo, a ponto de poder ampliar as suas fronteiras de entendimento, até àquele que o faz de modo desgarrado, oportunista, vendo a sua própria área de interesse mais como uma escada, um meio para se chegar a um fim, em outras palavras, menos autêntico, expressando ''empatia parcial'', pois se coloca no lugar de sua área de interesse mas não em sua ''pele'', em sua ''mente''. Compreende o seu lugar, só que por si mesmo, sem uma espécie de pureza perceptiva objetivamente direcionada ao objeto de escrutínio, percebendo apenas ele, sem a interferência pessoal. Isso seria o verdadeiro conhecimento ou reconhecimento, a ''projeção'' sem ser auto, ainda que em relação a fatos morais, reside a necessidade da auto-projeção, de preferência sabiamente controlada.
Tal como quando nos colocamos no LUGAR de um mendigo, onde que ele está, na sociedade, na vida real/literal, na rua, descalço, com roupas maltrapilhas, entregue à qualquer sorte, MAS NÃO em sua pele, como se fôssemos ele, entendendo-o. Neste caso podemos concluir que o conhecimento parcial, advindo de uma empatia cognitiva parcial, tende a se consistir no [re]conhecimento ''do lugar'', quando nos posicionamos no ''lugar'' do conhecimento e inevitavelmente nos questionamos quanto às vantagens mundanas ou egoístas que este lugar pode nos oferecer a nós, os fins justificam os meios. Diferente de uma empatia total, quando os fins se justificam por si mesmos, e neste caso o conhecimento que se justifica por si mesmo.
Intelectualmente interessados tendem a fazer assim com grande frequência se não for característico deles e de suas abordagens intelectuais.
Empatia literalmente cognitiva total: Não se coloca apenas no lugar mas também na ''pele'' do conhecimento. Deste modo pode "ver" melhor os seus padrões, desafios ou erros e possibilidades de expansão, ''como se fosse ele mesmo''. Ainda que todos estejamos sujeitos à sobreposição de nossos instintos sobre nossos objetos de interesse esta tendência se fará menos intensa ou mais controlada e mesmo útil para os obsessivamente/apaixonadamente interessados ou intelectualmente obcecados.
Os artificialmente inteligentes tendem a confundir ou a borrar as fronteiras de si mesmos e de suas áreas de interesse resultando em uma perda potencialmente permanente de autenticidade/real conhecimento em relação às mesmas. Aquilo que já comentei, desde aquele que detém tão profundo conhecimento sobre certa área que ''mais parece que prevê comportamentos futuros ou reverberações dela'', resultando em insights criativos, quando de fato entendemos ou compreendemos algo, a ponto de poder ampliar as suas fronteiras de entendimento, até àquele que o faz de modo desgarrado, oportunista, vendo a sua própria área de interesse mais como uma escada, um meio para se chegar a um fim, em outras palavras, menos autêntico, expressando ''empatia parcial'', pois se coloca no lugar de sua área de interesse mas não em sua ''pele'', em sua ''mente''. Compreende o seu lugar, só que por si mesmo, sem uma espécie de pureza perceptiva objetivamente direcionada ao objeto de escrutínio, percebendo apenas ele, sem a interferência pessoal. Isso seria o verdadeiro conhecimento ou reconhecimento, a ''projeção'' sem ser auto, ainda que em relação a fatos morais, reside a necessidade da auto-projeção, de preferência sabiamente controlada.
Tal como quando nos colocamos no LUGAR de um mendigo, onde que ele está, na sociedade, na vida real/literal, na rua, descalço, com roupas maltrapilhas, entregue à qualquer sorte, MAS NÃO em sua pele, como se fôssemos ele, entendendo-o. Neste caso podemos concluir que o conhecimento parcial, advindo de uma empatia cognitiva parcial, tende a se consistir no [re]conhecimento ''do lugar'', quando nos posicionamos no ''lugar'' do conhecimento e inevitavelmente nos questionamos quanto às vantagens mundanas ou egoístas que este lugar pode nos oferecer a nós, os fins justificam os meios. Diferente de uma empatia total, quando os fins se justificam por si mesmos, e neste caso o conhecimento que se justifica por si mesmo.
sábado, 5 de novembro de 2016
''Efeito Flynn'' em termos intelectuais** A secularização do Ocidente tem feito as pessoas artificialmente mais inteligentes, em termos intelectuais/culturais*

Fonte: pinterest
As pessoas são intelectualmente preguiçosas ou demasiadamente comodistas. Ao invés de procurarem, via curiosidade, pelas melhores análises e julgamentos da realidade, internalizando-as em seu cotidiano, elas tendem a esperar, tal como bebês de colo, que as informações e/ou ordens sejam trituradas e passadas pra elas, independente de suas qualidades, tal como papinha dada à criança recém nascida.
Percebe-se que a maioria dos seres humanos não são nem de intelectualmente interessados, nem de intelectualmente obcecados.
O nível de motivação intrínseca e dedicação quase que diária ao conhecimento, em especial aquele que for mais concreto, mais relacionado com o mundo real, encontra-se abruptamente reduzido em uns bons rincões de humanidade, enquanto que a obsessão intelectual, que se consiste em uma manifestação consideravelmente característica da inteligência, em seus níveis mais desenvolvidos, encontra-se praticamente reduzida à uma minoria de seres humanos. E entre o torpor intelectual das ''massas'' e a curiosidade insaciável de uma minoria, nós temos uma classe-tampão de ''intelectualmente interessados'', que combinam parte da psicologia do primeiro com a do segundo grupo, geralmente as massas ''de'' QI razoavelmente alto (a muito alto) que povoam as universidades.
Portanto, sem mudanças culturais, a partir da base, a maioria das pessoas serão fortemente propensas a se conformarem, e mesmo com as mudanças, dependendo do grau de vantagem que a nova onda de conformidade poderá propiciar à elas, uma maioria em potencial se adaptará à nova roupa do rei, sem qualquer substancial escrutínio, este que tende a se dar via introspecção, quando debatemos com nós mesmos sobre as crenças que internalizamos, isto é, que se consistem em diálogos internos.
Temos visto grande transformação na cultura e nos pontos de vista do ''senso comum'' em especial no Ocidente em que no início do século XIX, a maioria das pessoas, especificamente na Europa e na América Anglo-saxônica, tinham como ''fonte de conhecimento'' a religião cristã. Com a secularização progressiva houve uma redução dramática do domínio da narrativa cristã sob o senso comum das massas. A partir do momento em que um conjunto de ideias baseadas em uma mistura vulgar de pensamento mágico e pensamento naturalista (religião) foram sendo substituídas por um conjunto de ideias mais enraizadas no mundo real, e portanto mais ''científicas'', as pessoas em média foram se tornando em receptadoras e agentes de ideias menos fantasiosas, em outras palavras, de mais intelectualmente inteligentes. Claro que esta mudança não foi completamente direcionada para um sentido ideal, e que, é provável que não tenha se traduzido em melhorias orgânicas/mentais entre os seres humanos expostos a essas mudanças.
Por exemplo, o percentual de pessoas, menores de 25 anos, que ''não acreditam em Deus'', na Islândia, segundo pesquisas recentes, atingiu um valor bastante significativo. Isso significa que os islandeses se tornaram mais intelectualmente inteligentes**
Artificialmente falando, pelo que parece, sim, porque pelo fato de ''terem'' substituído o besteirol cristão por algo menos fantasioso, pôde-se constatar que eles tem se tornado mais intelectualmente inteligentes ou que as novas gerações tem se tornado mais intelectualmente/filosoficamente (culturalmente) inteligentes. No entanto, essas macro-comparações vagas dizem pouco em termos de idealidade assim como também de mudanças intrínsecas, isto é, o aumento de uma maior precisão intelectual/moral pode não ter tido como resultado um igual aumento na qualidade psico-cognitiva intrínseca ou genotípica, em outras palavras, que a secularização nesta sociedade não foi acompanhada por um salto qualitativo de inteligência genotípica, que as pessoas tenham se tornado organicamente mais inteligentes, mas aparentemente.
As pessoas nascem dentro de um certo ambiente, bastante secularizado, e não são inculcadas desde cedo a seguirem qualquer religião. No entanto, tal processo de secularização tem acontecido em todo Ocidente e eu acho que é comum que os jovens sejam mais propensos a serem descrentes e que ao longo do tempo o torpor típico das pessoas médias acabe assentando esta euforia e cinismo juvenis. Eu acredito que as pessoas médias, justamente por serem médias, encontram-se mais adaptáveis a essas mudanças culturais, enquanto que é claro que aquelas que estiverem sendo mais favorecidas por essas novas ondas de conformidade/senso comum, é provável que exibirão características intrínsecas (intrinsicabilidade) mais naturalmente/biologicamente dispostas pra este caminho, por exemplo, no caso de se ser mais intensamente ateu e/ou agnóstico em relação à secularidade da ''modernidade''.
Isso significa que precisamos pensar o quão plásticos estamos em relação às nossas crenças religiosas e eu acredito que esta particularidade obedecerá à regra geral dos comportamentos, isto é, que todos nós teremos uma plasticidade individualmente limitada de comportamento, que variarão individualmente em termos de intensidade, e que será mediado por interações com o ambiente, baseado na maneira com que o mesmo se apresenta e em que como respondemos a ele.
O aumento do número de filhos que nascem de pais mais velhos, presume-se, mais mutantes, pode ter um efeito real/biológico em larga escala nessas mudanças culturais. Aumento no tamanho do cérebro** Conjecturas...
O que sabemos por agora é que, quando os centros de inculcação cultural mudam as suas narrativas, a maioria das pessoas tendem a mudar também, para acompanhar os seus rebanhos. Ateus e agnósticos verdadeiros são raros. No entanto, eu acredito que a inculcação cultural anti-religiosa desde cedo e generalizada pode fazer um monte de gente normal (que segue normas) e média internalizar narrativas mais científicas e ou corretamente filosóficas, ainda que tendam a fazê-lo de modo superficial. O que também é bastante perceptível é o processo de esquerdização das narrativas culturais mais proeminentes, que em outras palavras significa: ''troca de pele'' cultural, da religião para a ideologia. A ideologia geralmente se passa como mais científica ou como mais filosoficamente correta, do que a religião, que já se consiste em sua metamorfose final, em sua imposição generalizada. Em outras palavras, toda religião nasce como ciência ou filosofia, se transforma em ideologia por um tempo e termina exatamente como religião, isto é, o nível de força de sua imposição cresce de acordo com que perde o seu brilho/encanto inicial e mentiroso.
Portanto pode-se dizer que a maioria dos jovens islandeses não são ou se tornaram exatamente em pensadores racionais até mesmo porque é provável que sejam ou que se tornem ''progressistas'', ''globalistas'' ou ''esquerdistas''. Eles estão mais racionais, é verdade, mas não são, pelo que parece, por definitivo racionais, em constância, qualidade ou precisão de julgamentos equilibrados e factualmente corretos. Percebe-se que muitos deles simplesmente estão sendo inculcados na ideologia globalista/esquerdista.
Se perguntarmos às pessoas que nasceram no início do século XX sobre uma série de questões morais/filosóficas, é provável que a maioria nos dará respostas moralmente questionáveis, que foram embasadas em pontos de vistas religiosos, enquanto que se fizermos o mesmo experimento, e de preferência com uma farta amostra representativa, só que com jovens, é provável de termos uma maior proporção de respostas mais moralmente corretas, que foram baseadas em algum conhecimento científico ou filosoficamente/moralmente correto -- preciso. Por exemplo, a homossexualidade é pecado condenado por Deus versus a homossexualidade encontra-se presente em várias outras espécies além da humana e portanto é um comportamento natural.
Por outro lado todo o conhecimento naturalista, muitos que foram embasados e expressados em/como pré-conceitos minimamente corretos, porém vulgarmente generalistas, que era a regra, juntamente com a metafísica bondade cristã, nos tempos de nossos bisavós, tem sido perdido, justamente para o incremento na parte da moralidade objetiva. Tira-se de um lado, coloca-se em outro. Por exemplo, as raças humanas existem e [todos] os negros são menos inteligentes que os brancos versus as raças humanas não existem especialmente por causa do legado moralmente equivocado deste termo em relação aos seres humanos e aos seus direitos ... e ... os negros não são menos inteligentes que os brancos porque as causas para essas disparidades são as diferenças ambientais e o racismo do grupo mais forte/opressor, isto é, dos brancos.
Enquanto que o sábio genotípico ou intrínseco tenderá a aceitar os dois conjuntos de concepções, naturalista e moral, e os melhorará em demasia, ou ao menos tentará fazê-lo, o ser humano comum, normal, que segue normas, e médio, tenderá a ser persuadido de maneira subconsciente a seguir um dos modelos parciais e superficialmente corretos de entendimento e de interação com o mundo, resultando em algumas dessas vampiras que já tanto falei: cultura, religião ou ideologia. Uma menor compreensão sobre os próprios mecanismos de operacionalidade ou comportamento também quer indicar uma maior vulnerabilidade para acatar as necessidades irreflexivas do próprio ego, e de acordo com a profusão de ideias, pensamentos e diretrizes que estão sendo constantemente despejadas dentro das sociedades humanas, especialmente das mais complexas, produzindo, e a nível individual, aquilo que chamamos de co-evolução cultura e genética/biologia. Isto é, as pessoas vão sendo selecionadas para certa cultura, se houver reciprocidade ''benigna' entre ambas as partes.
Portanto como conclusão, por agora, percebe-se claramente uma melhoria a nível superficial do ''senso comum'' no que se refere à moralidade objetiva/proporcionalidade comportamental, mas por outro lado, percebe-se uma perda cultural de todo o conhecimento naturalista acumulado, expressado por meio de ''pré-conceitos'' ou seria melhor, generalizações sobre as diferentes nuances do comportamento humano, ainda que generalistas e minimamente corretos.
Vamos ficar todos bonzinhos e super-mega-ultra compreensivos.
...
Isto quer indicar que com o deslocamento da narrativa oficial, a partir de um epicentro religioso/cristão, para um epicentro científico/secular, houve uma melhoria relativa na qualidade das informações, ideias, pensamentos e diretrizes que são socializadas, e com isso podemos concluir previamente que as novas gerações foram se tornando mais intelectualmente inteligentes, em comparação às gerações mais antigas, mais inculcadas com pensamento religioso, ainda que tal melhoria foi apenas a nível muito superficial, porque ao invés de uma completude no pensar e agir, que faria com que melhorássemos os pontos válidos, predominantemente de natureza naturalista, que eram parte do senso comum há 80, 90 anos atrás, o sistema sócio-cultural ocidental tem apenas deslocado o seu epicentro, da religião para a ideologia, e com segundas intenções, pois embutido à religião, ao velho epicentro cultural, encontra-se o conhecimento naturalista, e este tem sido ostensivamente atacado, sendo tratado erroneamente (e propositalmente))))) como o oposto da moralidade objetiva, que também tem sido superficialmente trabalhada, e novamente, com segundas, terceiras, quartas intenções maquiavélicas.

Fonte: Equilíbrio e Família
Puxou para um lado, mas tirou do outro lado.
''(d)Efeito Flynn'' = melhorou superficialmente no quesito intelectual/moral, piorou no quesito naturalista.
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terça-feira, 1 de março de 2016
Auto-biografia: foram apenas os fatores ambientais que determinaram quem eu sou??
Auto biografia. Uma ideia ruim para os hbds (pelo que parece). Excelente pra mim.
"fatores ambientais/ ambientes compartilhados" (???)
Um cenário extremamente comum. Filhos dos mesmos pais, criados no mesmo ambiente, de maneiras muito similares ou neutras, isto é, sem qualquer grande assimetria de tratamento de longo prazo, se desenvolvem de maneiras distintas em temperamento, idiossincrasias cognitivas, caráter, escolhas culturais, etc... Não restam dúvidas de que se tornaram e/ou que sempre foram INDIVÍDUOS, com as suas diferenças intrínsecas sempre espontaneamente expressadas.
O mito dos fatores ambientais familiares compartilhados
Eu compartilho com os meus pais e irmãos algumas características cognitivas ''e' psicológicas, mas isso não significa que nós, os filhos, copiamos os nossos pais via lavagem cerebral sutil ou mímica auto-induzida desde a infância, mas que, por termos muitas características em comum, apenas expressamos essas similaridades, que se manifestariam com ou sem a presença deles em nossos ambientes de vivência ou experimentação existencial.
Segundo o quase consenso de uma boa parte da psicologia, pelo que parece, o ambiente familiar teria um grande impacto no desenvolvimento psicológico do ser humano. Os crentes do behaviorismo comportamental ou da teoria de que nascemos "zero bala", deixa a sugestão autoritariamente subjacente de que a personalidade seja totalmente moldada por fatores ambientais. Supostamente, aqueles que foram criados por famílias socialmente funcionais, se tornarão socialmente funcionais, enquanto que o oposto também será verdadeiro. O problema é que para os dois casos haverão muitas exceções de maneira que, determinar o ambiente familiar como a principal influência para o desenvolvimento psicológico é contraproducente a partir do momento em que as mesmas ações ambientais não terão sempre as mesmas reações orgânicas. Como eu tenho falado repetidamente, é a capacidade reativa dos seres vivos que será decisiva porque nós é quem somos as vidas e os ambientes é que são os cenários de nossas vivências. Temos de separar as fronteiras entre nós, as nossas escolhas, e os ambientes em que vivemos...
Nada mais lógico do que a busca e o uso do autoconhecimento para melhor entender as influências que produzem os nossos comportamentos. O uso de relatos e investigações psico-autobiográficas podem ser muito relevantes para este tipo de estudo porque afinal de contas, estamos falando de nós mesmos, de nossos comportamentos....
Fatores ambientais compartilhados não são responsáveis por nossos comportamentos de curto e de longo prazo sem os nossos veredictos reativos finais.
Mesmo com uma relativa e/ou normal simetria de tratamento, os meus irmãos e eu não nos desenvolvemos iguais ou apropriadamente iguais como resposta à criação dada por nossos pais. Existem muitos casos em que acontece uma coincidência, que é quase sempre mal interpretada, em que as personalidades conscienciosas dos pais são fortemente herdadas por seus filhos, produzindo um ciclo relativo-a-preponderantemente harmonioso de interações inter-geracionais. Os pais conscienciosos e eu diria mais, moralmente inteligentes, cuidam melhor dos seus filhos que por sua vez, já tenderão a nascer com muitos dos predicados dos seus progenitores. Os pais cuidam melhor e este fator pode ser adicional mas dificilmente será impactante ao ponto de moldar personalidades e especialmente da maneira como que a grande maioria dos behavioristas acreditam.
Na maioria das vezes os pais não terão culpa ou responsabilidade pelo comportamento de seus filhos, na infância e adolescência ou na vida adulta. Os pais se convencem que os seus cuidados terão grande impacto no comportamento dos seus filhos enquanto que na verdade eles poderão fazer a diferença mesmo é por meio do seus respectivos direcionamentos para uma vida adulta economicamente estável, isto é, os pais pouco poderão fazer pelas características psicológicas e cognitivas inatas dos seus filhos, mas poderão manipular as estruturas sociais (de maneira honesta... ou não) que os encapsulam de modo a oferecer uma transição tranquila e eficaz da dependência para a independência emocional e financeira.
O que muitos interpretam como causal é na verdade correlativo como são muitas das concepções precipitadas que são rapidamente popularizadas dentro das comunidades acadêmicas dos departamentos de psicologia. O comportamento ''consciencioso'' (vagamente falando) dos filhos não é fundamentalmente o efeito de uma boa criação, porque já se consiste na expressão das suas características comportamentais intrínsecas mais agudas.
Infelizmente ( ou não), para que haja o mínimo de reciprocidade racional dos filhos em relação aos pais e aos seus sacrifícios, há de se ter uma pré-disposição, uma possibilidade, do contrário, como acontece muitas vezes, os pais terminarão se culpando por seus filhos ''mal criados''.
O que parece ser um "compartilhamento" de vantagens ou desvantagens ''ambientais' contagiosas, na verdade, se consiste na similaridade de comportamentos inatos e geralmente de ambientes sociais que são construídos por essas disposições comportamentais em interações contextualmente vantajosas com às circunstâncias.
Por exemplo, um casal que antes de constituir família, conseguem bons empregos (por causa de seus perfis cognitivos contextualmente apropriados) e estabelecem uma boa estabilidade econômica e emocional (por causa de seus perfis de personalidade). Tem filhos que nascem obviamente com muitas de suas características comportamentais e a partir daí serão mais propensos a repetirem muitos dos comportamentos conscienciosos dos seus pais.
Muitos entenderão assim:
''Melhor padrão de vida e ajustamento social fazem as pessoas mais 'socialmente funcionais' ''
Existem outros tipos de casos, e todos eles, de uma maneira ou de outra, provam a vital importância dos genes. O meu caso, por exemplo. Ao invés de uma predominância de semelhanças comportamentais entre os meus pais e os seus filhos, que tem sido 'compartilhadas' em um mesmo ambiente, nas mesmas condições, o que temos é a ocorrência de uma maior diversidade de temperamentos tendo como um dos ápices de diferença o auto-declarado sábio que vos escreve.
Nas mesmas condições de tratamento, com uma ''criação'' relativamente simétrica dada por nossos pais, nós evoluímos de maneiras muito distintas. Como explicar isso**
Compartilhamos os mesmos pais, os mesmos ambientes, as mesmas condições e ''mesmo assim'' nos tornamos singulares, ainda que com muitas similaridades em comum, como é o costume entre as famílias.
Na minha nada humilde opinião, retida de auto-observações pretensamente neutras (ver-me de maneira desapaixonada), a principal causa para esta situação será encontrada em nós, em nossas diferenças intrínsecas de comportamento e especialmente se forem comparadas às características dos nossos progenitores. Eles são mais dóceis, mais religiosos, mais ''calmos'' (o termo ''apático'' é sempre mais convidativo para explicar a suposta serenidade das massas) enquanto que nós nascemos mais arredios, mais exuberantes nestes aspectos. Um casal com alta carga mutacional produziu três filhos homens individualmente singulares que ao invés de compactuarem com a maioria de suas práticas culturais, se dispersaram num espectro maior de escolhas transcendentais.
Quando falamos de genes, muitas vezes, estaremos falando também de similaridades comportamentais que podem ser refletidas pela cultura. E isso pode nos passar a ideia de que o ''determinismo genético'' seja contrário à ideia de individualidade ou mesmo de uma relativa liberdade de escolha do ser humano. Mas dependerá, como quase sempre acontece, de caso pra caso. ''Os genes'', generalizadamente falando, que fazem alguns povos muito parecidos em comportamento, farão outros povos muito mais diversos. Portanto, não há porque tratar o ''determinismo genético'' como um eterno antagonista em relação à relativa plasticidade adaptativa/comportamental do ser humano, ou ''liberdade de escolha'.
Os meus pais sempre foram ''certinhos'', relativamente honestos, moralmente adequados, providos de bons níveis de capacidades cognitivas, que me parecem ser bem mais simétricas do que as minhas...
A maioria dos pais e especialmente os mais bem sucedidos, tentam passar ou transferir para os seus filhos as suas sabedorias (muito parciais), com conselhos e sermões, isto é, aquilo que foi fundamental para que obtivessem sucesso em suas vidas ou o que aprenderam com as suas experiências (na maioria das vezes, quase nada de supra-relevante).
Os meus pais me dizem que eu devo estudar para os concursos públicos porque a carreira profissional nesta área é muito mais estável e proveitosa. Eles dizem que eu devo me concentrar nos ''estudos'', leia-se, apreensão pragmática de técnicas e acompanhada com uma boa dose de memorização (vulgo, pura e simples ''decoreba''). Eles não entendem que eu tenho interesses específicos que tomam muitas horas do meu dia, não sabem que eu gosto de estudá-los, de me aprofundá-los, porque eles não são de intelectualmente obcecados como eu sou. Eles oferecem um bom ambiente para que possa alçar voos mais independentes, mas desprezam qualquer conhecimento em psicologia real, e eu tenho tentado mostrar-lhes o que se consistiria. Por causa de todas essas belas preconcepções que povoam densamente o reino encantado da educação, os meus pais ( assim como a maioria deles) querem me forçar a fazer aquilo que eu não tenho e nunca tive aptidão, que está querendo sugerir que seja algo mais intrínseco de minha pessoa do que apenas preguiça ou má vontade.
A maioria dos pais são preconceituosos em relação aos próprios filhos porque ao invés de buscarem entendê-los, se colocando em seus lugares, vendo por suas perspectivas, preferem se colocar como exemplos (mundanos, quase sempre) de sucesso, em outras palavras, se refletem em seus filhos, ao invés de buscarem pela luz própria dos mesmos, resultando numa cadeia muito comum de atropelos intra-familiares, de natureza constante e transcultural. Em sociedades muito exigentes como a Coreia do Sul ou mais ''permissivas' como as modernas nações ocidentais, e especialmente as mais ''progressistas', em todas elas, os pais, em sua maioria, simplesmente desconhecem os próprios filhos. Ao invés de buscarem por suas idiossincrasias, forças e fraquezas, os preconcebem enquanto indivíduos indissociáveis das massas, que são muito similares a qualquer outro. Produzem resumos grosseiros de suas próprias crias. Enquanto que existe uma grande tendência de similaridades entre os neurotípicos, isso não significa que mesmo entre eles não haverá um predomínio, ainda que menos intenso, de diferenças individuais que serão suficientes para não serem percebidas, ao menos por observadores natos. Eu sou filho de dois sociotipos de ''trabalhadores'', e no entanto, eu não herdei suas transcendências cognitivas e psicológicas. Eles são como formigas e eu sou como uma cigarra-formiga, quero viver a vida de maneira sossega, preguiçosa e intelectualmente vigorosa mas também tenho consciência de que preciso contribuir para a sociedade e de preferência do meu jeito.
Não, eu não sou um produto das circunstâncias, ainda que as carregue em minha memória como experiências e/ou lembranças (ou fenótipos do espaço/tempo).
Eu não imitei e não imito os meus pais, se exibo similaridades em alguns ou em muitos aspectos comportamentais, é pelo simples fato de ser filho deles e portanto de estar mais propenso de ter herdado muitas de suas características.
Eu não sou escravo do ambiente ainda que dependa dele, todos nós em nossas intimidades existenciais, somos donos de nossas decisões, ainda que tal raciocínio tenda a se dar de maneira não-linear ou indireta, isto é, aprendemos muitas vezes na base do solavanco, do susto, de mini-traumas psicológicos, quando algo prende as nossas atenções. O que parece ''ambiente'' pode ser apenas ''ignorância'' ou um limitado potencial perceptivo, a regra na espécie mais ''inteligente' deste planeta e devo falar deste assunto em um próximo texto.
Fatores ambientais compartilhados me ajudam estruturalmente e talvez me façam reagir de maneira mais adequada, mas tudo o que fazemos, somos nós que vamos decidir por último, o problema é que a maioria dos seres humanos tendem a tomar decisões de maneira muito intuitiva, rápida, pouco pensada ou refletida. No conforto do lar, eu tenho menos com o que me preocupar, e eu tenho consciência disto. Mas em termos de ''seguir o exemplo do pai'' ou ''reagir mecanicamente apropriado em relação à ajuda dada pelos pais'' se consistem em mitos tolos de quem está desprovido de inteligência interpessoal ou que a despreza, como muitos fazem.
Para entender realmente o seu comportamento você precisa começar a investigar por si mesmo e a partir daí extrapolar em relação ao comportamento humano em geral.
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