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sábado, 3 de fevereiro de 2018

Repetindo obviedades já ditas mas possivelmente de uma maneira diferente e usando a minha ideia de "estupido" universal e contextual

Você não pode pura e deliberadamente acusar um historiador arquetípico, por exemplo, de ser estupido em física se ele não for formado na área nem se não tiver qualquer grande aptidão na área porque ao faze-lo estará agindo como tal, como um tolo. Tal como comparar maçãs com laranjas. E não pode faze-lo também a nível quantitativo porque quem não consegue atingir certo nível geralmente não o faz por culpa consciente e nem tem razão novamente de comparar desiguais como se fossem iguais. 

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Novamente sobre um dos dois tipos de "estupidos': O estupido universal

O pensador concreto que tenta fazer a transição para o pensador abstrato...e acha que foi bem sucedido. Ele acha. Ele renega a sua condição de pensador concreto e tal como um trans-cognitivo busca fazer a transição para o pensador abstrato. Mas da mesma maneira que um transexual não muda realmente de sexo, o mesmo acontece com o trans-cognitivo. Sua demonstração de pensamento abstrato é tão artificial quanto uma transição hormonal ou um pênis de laboratório.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Conjugação motivação intrínseca e talento. Como identificar um "estupido universal", uma pessoa comum e um talentoso??

Não sei se já comentei sobre isso mas vamos lá 

Resolvi me concentrar apenas nos tipos mais evidentes ou marcantes

Motivação intrínseca (proxy para especialização) x versus nível de talento


Tipo 1: motivação intrínseca mediana x talento mediano 


A maioria das pessoas dependendo do país [mas, geralmente todos ou a grande maioria]

Tipo 2: motivação intrínseca alta x talento baixo

O famoso ''estúpido'' [estúpido universal] que está provido de déficits severos em autoconsciência/meta-cognição.

Neste grupo ainda podemos encontrar aquele que, parece, concentrar-se em suas forças só que também as exagera, resultando em uma espécie de pseudo-talento baixo, isto é, transformando as forças em fraquezas, justamente por causa da deficiência em meta-cognição. E também teremos aquele que de fato confunde as suas fraquezas com as suas forças, denotando níveis ainda mais severos de autoconhecimento/auto-entendimento, o famoso ''cantor de chuveiro'' que resolve passar vergonha em programas de tv especializados, geralmente em relação à qualidade do canto.

Tipo 3: motivação intrínseca baixa x talento alto

O ''talentoso [em potencial] preguiçoso''

Este também pode ser um caso de baixa autoconsciência/meta-cognição porque existe a necessidade da reciprocidade, ou não, em relação à potencialidade que de fato possa ser muito desenvolvida, de maneira que, também é possível e esperado que alguns [ou talvez muitos] indivíduos sejam mais de um tipo, por exemplo, sendo ''preguiçoso' ou 'sem ter conhecimento'' quanto a um real potencial de desenvolvimento e no entanto com foco naquilo que não tem muito talento ou mesmo que definitivamente não o tem. Exemplo, um compositor fraco mas que se tivesse maior interesse conseguiria se tornar um ótimo instrumentista, claro, partindo da lógica que este tipo de conjugação não seja apenas possível de existir mas que também não seja muito rara.

Ainda poderia pensar no tipo ''motivação intrínseca alta x talento mediano'' para explicar aquele que acaba se tornando muito focado em um assunto ou tarefa, mas que não consegue ir além, limitando-se, a priore, à sua memorização superficial. Como sempre o bom senso [intrapessoal] delimitará a fronteira entre saber e não saber os próprios limites.



terça-feira, 28 de junho de 2016

O estúpido/idiota universal, continuação ou adendo do texto ''dois tipos de estúpido''

Eu falei neste texto sobre a existência de dois tipos de estúpidos, o típico ''estúpido'', isto é, aquele que tem menor capacidade cognitiva e aquele que exibe grande capacidade cognitiva só que é operacionalmente estúpido, e enfatizei para este segundo grupo a sua falta de controle em relação a este potencial cognitivo naturalmente alargado. 

Em resumo ou em palavras mais fáceis, alguns tem pouco, outros tem muito mas não sabem usar esta suposta fartura. E claro que ainda existem os tipos cognitivamente medianos de ''estúpidos'' que não se caracterizarão obviamente por suas faltas ou excessos, se são medianos, mas principalmente pela incapacidade de usarem os seus potenciais de maneira fundamentalmente inteligente ou exponencialmente sábia e claro que numa constância vitalícia.

No entanto (isso se eu não já havia falado), com mais ou menos para se usar, no final das contas, o que mais importa não é bem a quantidade mas a qualidade do seu uso, e portanto, haverá um terceiro e universal tipo de estúpido, que se assemelhará mais ao segundo tipo que pensei, que ''tem muito'' mas que não sabe usar. 

Este tipo universal define por excelência a fonte de qualquer tipo de comportamento estúpido, que se traduz com enorme frequência em incoerências ou contradições... 

O princípio da estupidez é a contradição e quanto mais contraditório mais estúpido [se] será.

O exercício da inteligência é por excelência o exercício de se lutar contra a contradição, tarefa que já se inicia pela própria existência, isto é, a realidade por si mesma. Não é a toa que o epítome da existência é a racionalidade e apenas alguns poucos humanos que são decididamente capazes de acessá-la com grande e crescente frequência. A contradição usualmente se manifesta por meio de uma falta de integridade ou continuidade coerente entre todos os detalhes envolvidos, como se, metaforicamente falando, estivessem faltando peças para completar um quebra-cabeças, e mesmo assim um grupo de seres invariavelmente reflexivos a tomassem como toda a verdade. Novamente a minha ideia simples de ''tomar a metade como se representasse a totalidade'' [de certa particularidade rigorosamente factual], basicamente: cultura, ''ideologias'' 'e' ''religiões''.

O estúpido universal portanto é aquele que já será organicamente incoerente, isto é, em relação a tudo aquilo que as verdadeiras ciência, filosofia e religião buscam fazer: entender a realidade e agir de acordo.

O estúpido universal engloba os dois tipos fundamentais, mas há de se separar semanticamente o primeiro tipo, porque ele, novamente, será contextualmente estúpido, isto é, o antigo inteligente, se consiste em uma sobrevivência psico-cognitiva deste tipo.

domingo, 26 de junho de 2016

O sábio é sempre inteligente, o criativo não... e ..... Dois tipos de estúpidos baseado no simples conceito-critério de intensidade: déficit ou descontrole

A criatividade é uma peça da cognição, que por sua vez é comumente confundida com ''inteligência''. Metaforicamente falando, a criatividade é como se fosse uma peça 'extra' da cognição [ ''inteligência'' ] que seria como o esqueleto, a estrutura de um carro ou de um Megazord, ;). Isso explica porque os testes cognitivos tendem a se correlacionar muito bem com a maioria dos tipos de ''inteligências'', porque os mesmos se relacionam mais intimamente com a cognição, de onde se originam todas as ''inteligências'' ou sub-cognições, aquilo que os psicometristas chamam de ''fator g''. 

A sabedoria, por sua vez, se consistiria na ''alma de todas as sub-cognições, incluindo a criatividade'', como eu já falei, e que por fim, produziria justamente aquilo que entendemos holisticamente como ''inteligência'', que também pode ser conceituada rapidamente como a combinação constantemente adequada entre personalidade e cognição. A sabedoria é sempre um resultado e nunca apenas um conceito cheio de possibilidades como nos casos da inteligência e da criatividade. Como eu já falei longinquamente, a sabedoria é sempre homogênea, porque é extremamente objetiva e similar. A sabedoria busca pelo melhor pensamento possível, enquanto que a criatividade se caracteriza justamente pelo oposto, isto é, pela diversidade do pensamento e dentro de um espectro maior e mais tolerante para o cometimento de erros. A cognição por sua vez, encontra-se totalmente dependente da criatividade para que possa ser útil, como uma replicadora ou sustentadora das ideias dos gênios criativos, de todos os tipos. Sabedoria e criatividade se assemelham porque são, ambas, constantemente originais. No entanto, a sabedoria sempre pende para o equilíbrio, isto é, para o melhor julgamento/raciocínio possível. Já a criatividade não.

Partindo deste princípio podemos afirmar sem qualquer dúvida que o sábio sempre será inteligente enquanto que tal intrinsicabilidade [ 1=1, a causalidade perfeita, orgânica] não será nem causal nem fortemente correlativo em relação à criatividade, e portanto, nem todo criativo será verdadeiramente inteligente ou sábio.


Os dois tipos de ''estúpido''

aquele que tem  pouco em intensidade [ ''quantidade'' ] e qualidade cognitiva

 e 

aquele que ''tem muito'' mas não tem controle ou bom julgamento (sabedoria)


O '''estúpido''' (ainda sem um  nome melhor e mais correto para classificá-lo) pode ter uma capacidade cognitiva/intelectual limitada e também pode ter grande capacidade mas não ter controle ou bom julgamento para gerir este potencial mais largo e/ou intenso. 

Quem tem baixa capacidade cognitiva tende a ser teoricamente mais racional do que muitos daqueles que exibem grande capacidade. No entanto, a [comparativa] baixa capacidade cognitiva tende a se relacionar com ''baixo auto-controle'' ou melhor, com maior ímpeto evolutivo/ impulsividade, indicando que está um pouco mais perto do ''reino animal não-humano'' do que os demais, até mesmo por ser menos domesticado.

É claro que este tipo também pode ser encontrado entre as camadas mais medianas de capacidade.

O que parece ser a chave da estupidez é o déficit em auto-consciência reflexiva ou sabedoria, da mesma maneira que o que falta á sombra é a luz, se consistindo então em uma relação essencial ou dualista. Esta falta parece ser causada especialmente pelo déficit no auto-controle, tanto para o primeiro tipo de ''estúpido'' ou ''menos-inteligente'', quanto para o segundo. No segundo, interessantemente, será justamente a maior capacidade que se encontrará fora de controle e sendo usada muitas se não na maioria das vezes contra si mesmo.

Forrest Gump é o exemplo fictício mais interessante para ilustrar cinematograficamente este texto justamente por representar o primeiro tipo de ''menos-inteligente'', mas por exibir um bom julgamento em relação às circunstâncias em que vive, a maioria delas que parecem acontecer opressivamente, isto é, a sociedade americana de sua época sentenciando o seu destino em especial por causa de sua menor capacidade cognitiva, por exemplo, quando vai para a guerra no Vietnã, um pouco estranho esta parte porque pessoas que pontuam muito baixo em testes cognitivos geralmente não são aceitos no exército americano.

domingo, 10 de abril de 2016

Inteligência (percepção) intrapessoal, o divisor de águas do estúpido universal e do estúpido contextual



O estúpido universal pode ter o maior qi do mundo, se já não estivermos adentrando muito profundamente no mundo abstrato que se consiste a psicometria, uma boa parte dela. 

O estúpido universal nunca aprende com os seus erros, primeiramente porque ele é incapaz de identificá-los por conta própria mas também para aceitar os conselhos corretos de outras pessoas quanto às suas falhas. O estúpido universal pode nascer de qualquer jeito e de ter até mesmo algum talento ao nível de gênio. 

O que o torna tão universal é a sua grande fraqueza para se entender, compreender os seus pontos fracos e fortes, que não precisa ser ao nível de um sábio, e agir de acordo. Ele se constitui no exato oposto cognitivo do sábio bem como também do astuto. 

E se a inteligência começa por nós mesmos, então uma cascata de constantes equívocos fluirão do estúpido universal ao longo de sua vida, já que a base cognitiva humana, para a sabedoria, ele já terá ''deixado passar batido''. 

A inteligência ou a percepção intra-pessoal, constante e exponencialmente qualitativa, é o grande divisor de águas de todos os tipos de estúpidos e de todos os tipos de sábios e astutos. 

O estúpido universal é qualitativamente equivocado.

Por sua vez o estúpido contextual é aquele que:

- se encontra em desvantagem cognitiva contextual, por exemplo, se ele vive em uma sociedade cuja ênfase transcendental ou cognitivo-cultural despreza as suas forças,

ou que:

- é menos cognitivamente capaz.

Portanto, é completamente possível e esperado termos pessoas com baixas capacidades cognitivas (mensuradas por testes cognitivos, tipo de ocupação laboral, etc) mas com alguns predicados cognitivos da sabedoria intactos,  e outras que serão o exato oposto e que eu já alertei algumas vezes quanto à sua periculosidade que parece muito sutil para os olhos menos aguçados, o cognitivamente inteligente e intelectualmente estúpido. E até poderíamos pensar se este tipo não se consistiria basicamente em um sinônimo para o estúpido universal.

Não importa o nível de capacidade cognitiva ou mesmo intelectual do estúpido universal, porque o básico para a sabedoria ele não terá.

Ele pode ser um engenheiro brilhante, um médico preciso, um professor carismático ou um poeta espetacular. Se não sabe e não tem qualquer motivação para se conhecer melhor e agir logicamente a este auto-conhecimento, então se consistirá no estúpido universal.

E o típico idiota útil, da esquerda política, se consiste em um dos exemplos mais óbvios/evidentes quanto a essa triste realidade do estúpido universal.