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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Sobre o dogma da igualdade racial no Brasil com dados

 E se as diferenças socioeconômicas entre grupos raciais no Brasil não forem apenas ou exclusivamente uma questão de diferenças de oportunidade, exclusão social ou "legados históricos"????


(E muito longe de ser apenas no Brasil...)


Esse é um estudo interessante que mostra como que, do Oiapoque ao Chuí, as diferenças raciais em desempenho acadêmico se mantêm homogêneas, em que os estudantes autodeclarados brancos apresentaram, como um grupo, resultados mais satisfatórios¹ que os estudantes autodeclarados pretos (incluindo os pardos, de acordo com a tendência ''wokeista'' de muitas instituições tradicionais do nosso país: de adotar ideias ou crenças da esquerda burguesa, tal como de, arbitrariamente, eliminar a categoria mestiça, de pardos, e adicioná-la à categoria racial de pretos, talvez como maneira de acirrar um antagonismo com os autodeclarados brancos)... Também é interessante que, mesmo com dados amplos e alguns detalhes² que apenas replicam achados de estudos em outros países ³, a conclusão dos pesquisadores foi rigorosamente submissa ao politicamente correto totalitário na educação superior... 

Vale ressaltar que esses resultados confirmam o que tem sido encontrado de maneira consistente em muitas pesquisas ou estudos anteriores. Portanto, não é um achado isolado, mas totalmente conforme ao padrão de dados e evidências acumulados do tópico em questão e que os torna cientificamente válidos até para que se chegue a um veredito, no mínimo, parcialmente conclusivo.

Os dados mostram, não apenas uma vantagem grande de um grupo sobre o outro, mas também que, quando a classe social é introduzida como um fator comparativo adicional, essa vantagem se torna ainda mais evidente, ao mostrar que, a partir de um mesmo patamar socioeconômico, o grupo ("branco") com melhor desempenho o mantém sobre o outro grupo ("preto"), e mesmo que, aqueles do primeiro grupo em patamar socioeconômico inferior praticamente têm um desempenho similar aos do segundo grupo em patamar superior, corroborando contrariamente a uma das teses mais importantes às "teorias sociais" criadas e mantidas por acadêmicos ideologicamente fechados com a esquerda: de que a condição social tem um efeito direto e de longo prazo para uma alta frequência de comportamentos ditos "disfuncionais' ou "deficientes', como o baixo desempenho acadêmico. Pois se fosse única ou especialmente esse fator, estudantes "pretos" de classe social superior deveriam, em média, apresentar um desempenho acadêmico igual ou superior ao de estudantes "brancos" no mesmo nível social. Mas não apenas isso, porque, novamente, estudantes "pretos" em boa situação socioeconômica, como mostrado no estudo, também apresentam, em média, ou como um grupo, desempenho similar aos estudantes "brancos" em situação socioeconômica inferior...

E qual é a conclusão mais realista (objetiva e imparcial) que podemos chegar?? 

Que a tese igualitarista de esquerda, que atribui essas diferenças exclusivamente a fatores sociais, históricos ou culturais, e sempre nega o fator biológico, ou intrínseco, está essencialmente equivocada... De que, talvez, não seja apenas culpa de "racismo estrutural", "opressão" ou "legado da escravidão", mas que certos grupos, em média, apresentam maiores capacidades cognitivas que outros, independente se "um' tem um histórico de oprimir o outro, e mesmo que, essa dinâmica desigual de poder reflita justamente essas diferenças, tal como o ser humano julga outras espécies por também possuir uma maior inteligência, e que reconhecer essa realidade como ela é não é imoral ou mesmo "racista", se uma verdade científica: empírica, imparcial e objetiva, deve primariamente prevalecer sobre um postulado moral#, até para que um sistema de moralidade possa ser corretamente construído, com base em evidências, fatos...; a única maneira possível de se sistematizar a prática da justiça: pela verdade. Pois se continuarmos a acreditar que a única maneira de combater* as desigualdades raciais e sociais é pela "correção histórica" e redistribuição de riquezas, atribuindo-as a abstrações, é bem provável que, a médio e longo prazo, tal medida não irá solucionar por definitivo o problema* das desigualdades, de poder até piorá-lo, afinal, medidas assistencialistas aos mais pobres tipicamente desprezam que, a pobreza não é apenas uma questão estrutural, mas também cognitiva e psicológica, e então plenamente intratável por intervenções superficiais, tal como de prover aos estudantes das classes basais, condições escolares perfeitas, se eles não apresentam, em média, desempenhos inferiores apenas ou especialmente por causa de suas condições socioeconômicas, ou por causa dos seus ambientes, se, inclusive, existem estudantes em mesmo patamar social que apresentam excelente desempenho acadêmico, além da minoria de estudantes "pretos" e/ou de "classe mais baixa" que apresentam desempenhos satisfatoriamente similares aos seus pares "brancos" e/ou de "classe mais alta"...

# Existem exceções a essa regra em que uma verdade científica nem sempre tem que se sobrepor a um postulado moral. Por exemplo, em uma hipotética comprovação empírica de que, a maioria dos presos que cometem crimes hediondos apresentam excelente potencial de ressocialização... Pois mesmo que a ciência possa comprová-lo, o mais justo, moralmente, é que eles continuem presos por muitos anos, ou mesmo que sofram a mais dura das penas: a pena de morte.

- O próprio exemplo aqui de: se foi encontrado que uma causa principal para as diferenças raciais em indicadores socioeconômicos são as diferenças psicocognitivas entre os grupos étnicos, então, de usá-la como justificativa para cessar qualquer medida social que vise combater as desigualdades extremas, se não se trata apenas de promover medidas meritocráticas em que, aqueles mais capazes possam ser recompensados, mas também que isso não tenha que significar em punir os menos capazes em determinadas demandas técnicas, se, em ambos os casos, essas diferenças não expressam simplesmente uma questão de escolha e, portanto, é uma punição literalmente injusta, tal como de cercear a liberdade de corpo das mulheres por serem, em média, fisicamente mais fracas que os homens... 

Além do próprio fator moral envolvido e que não precisa ser baseado em uma religião que apela para forças metafísicas ou em uma ideologia que distorce fatos "duros" para vender suas "mentiras brancas", se pela própria sabedoria, ou filosofia em sua essência, é perfeitamente possível defender pelo combate às desigualdades extremas a partir dos seguintes argumentos: a natureza essencialmente fictícia da matemática (financeira); a natureza essencialmente igual de toda forma de vida, e primariamente destacando a igualdade essencial da vida humana; e a natureza essencialmente parasitária de um sistema econômico em que uma classe explora as outras em prol do próprio benefício, consistindo em um sistema social claramente anti-meritório, se não é justo que, aqueles que mantêm a sociedade funcionando em suas bases também não sejam contemplados com direitos e ganhos suficientes para poderem viver dignamente, com acesso fácil a amenidades materiais e imateriais...

* Se é realmente um problema que grupo x apresente desempenhos médios distintos de grupo y ou se o que mais importa é se essas diferenças estão causando problemas sociais graves, por exemplo, as diferenças raciais de propensão a comportamentos irracionalmente antissociais...

Alguns detalhes não-mostrados na pesquisa principal usada como referência primária nesse texto e também a secundária usada como referência de reforço (mostrando que os achados tendem a ser replicados em outros países e com grandes amostras representativas):

- Se a categoria de "pretos", forjada pelo IBGE, em que autodeclarados pretos e pardos foram colocados em um mesmo grupo, fosse desconstruída e os dois realocados em suas próprias categorias, é muito provável que essas diferenças em desempenho acadêmico seriam ainda maiores, se os estudos em outros países já mostram diferenças grandes entre grupos raciais determinados por critérios menos subjetivos, como os de ancestralidade e fenótipo do que apenas por autodeclaração (caso dos EUA e Europa); e que "pardos" obtivessem resultados melhores do que "pretos" se com base em resultados comparativos que têm sido encontrados em outros países (por exemplo, a comparação de desempenho entre "hispânicos", um grupo predominantemente mestiço, e "afro americanos", nos EUA);

- Se a definição de "brancura" no Brasil não se limitasse apenas a autodeclaração, é muito provável que "brancos" brasileiros por fenótipo e até por predomínio de ancestralidade europeia (ou caucasiana) apresentassem um desempenho acadêmico médio ainda melhor do que apenas por autodeclaração...

- Se as categorias de "leste-asiáticos", judeus e descendentes de libaneses fossem usadas como comparação, é muito provável que apresentariam desempenhos superiores que os dos autodeclarados "brancos" e da categoria politicamente manipulada de "pretos"...

Portanto, a crença igualitária, e pseudo científica, de que as diferenças entre indivíduos e grupos humanos têm sempre como causa principal as diferenças sociais e históricas, ao ser tomada como um fato científico, pode levar uma cidade, estado ou nação a adotar medidas baseadas nesse equívoco e gerar uma cadeia de consequências problemáticas, como realmente tem acontecido, por exemplo, de um país resolver abrir suas fronteiras para a imigração em massa, desprezando que grupos humanos tendem a apresentar diferenças cognitivas e psicológicas, intratáveis se apenas por medidas superficiais, e que, a médio e longo prazo, essa massa de "novos moradores" pode piorar seus problemas sociais, como o aumento da violência, de conflitos culturais e a redução exponencial do nível médio das competências técnicas de sua população etnicamente "diversificada' ou alterada... Além de não acabar com a pobreza ou com as desigualdades extremas nos países de origem desses imigrantes, ainda complica a capacidade de absorção dos países receptivos desses fluxos migratórios, e a própria situação social dos mesmos... 

No caso do Brasil, de adotar medidas educacionistas, baseadas em uma crença de que a "educação" opera verdadeiros milagres na inteligência de indivíduos e grupos, tal como de conseguir aumentá-la apenas por uma suposta "educação de qualidade", como se não apresentassem, ou não apresentássemos características mentais mais intrínsecas, como as capacidades cognitivas e traços de personalidade, que não são unicamente reflexos dos meios ou circunstâncias aos quais nos situamos e interagimos... Pois a partir disso, ao invés de aceitar a realidade do verdadeiro potencial cognitivo do povo brasileiro (em média), medidas que a desprezam não resolvem o problema do déficit acadêmico, assim como também podem contribuir para piorá-lo. E, realisticamente falando, a única maneira de, a médio e longo prazo, começar a resolver esse problema será, não apenas por uma cultura que valoriza a aquisição de conhecimento e de produções artísticas superiores, que não temos, mas também que estabelece meios ou mecanismos, desculpem os mais emocionados... tacitamente eugênicos: de incentivo à alta fertilidade dos "mais inteligentes', ou desincentivo dos "menos', que eu já propus em outros textos: de oferecer vantagens tanto para os que serão incentivados a ter mais filhos, mas não muitos, quanto aos que serão desincentivados ou a terem menos, de um a dois..., além de outras medidas: por exemplo, a desintoxicação da lavagem cerebral "antirracista" ou antibranquista, ensinando às pessoas, especialmente às de ascendência europeia, que gostar da própria etnia não é crime ou pecado, claro, sem que isso resulte ou signifique odiar de maneira generalizada e injusta as outras etnias, até como maneira de também preservar a integridade racial e existencial de grupos "mais inteligentes' no país, além de incentivar os indivíduos "mais inteligentes' dos grupos "menos inteligentes' a se casarem entre si e terem mais descendentes. E sinceramente não vejo nada disso como uma afronta aos verdadeiros direitos humanos... {Também já propus em outro texto que, no caso do risco real de extinção de etnias europeias, que aqueles que almejam preservar seus fenótipos físico-comportamentais de tomarem a dianteira nesse objetivo, defendendo pelo direito à livre associação, sem ter que inibir os direitos mais básicos daqueles que não apresentam essa motivação}...

Mostrar que grupos raciais ou étnicos apresentam diferenças biológicas de comportamento e inteligência não significa que o "verdadeiro' racismo tenha que ser normalizado. A aceitação de uma verdade mais "dura" ou "endurecida" por indução ideológica hegemônica, não significa que se deva agir com crueldade a partir disso. O esclarecimento de um fato geralmente significa ampliar conhecimento e consciência e não o oposto. Da mesma maneira que podemos aceitar a realidade das raças ou etnias humanas e suas diferenças, e de não serem apenas reflexos de cultura ou ambiente, também podemos perceber uma série de outras verdades que contribuem para torná-la menos "dura", por exemplo, de apelar para a natureza complexa da inteligência humana, compreendendo que, mesmo um indivíduo "menos inteligente" em relação a certas competências, não significa que não possa ser inteligente em relação a outras, ou mesmo que só possa ser "não-inteligente". Em nosso cotidiano, podemos perceber que a inteligência humana não se limita a escrever "certo" ou resolver problemas matemáticos, ainda que essas capacidades sejam muito importantes... Aceitar esse fato não significa que tenhamos de generalizar grupos, se essas diferenças também são primariamente estatísticas. Não significa que não possam ser reduzidas ou que, pelo menos, os grupos menos inteligentes também não possam melhorar seus desempenhos ao longo do tempo. Só que essa melhoria real não irá acontecer apenas com mais livros nas escolas de periferia... 

Aceitar que nossas características mentais não são absolutamente sensíveis ao meio e/ou totalmente plásticas por estímulo direcionado, não precisa resultar em um fatalismo determinista, de acreditar que estamos fadados a nunca conseguirmos mudar ou melhorar nada sobre nós mesmos, se não apresentamos apenas limitações, mas também potenciais. Só que esses potenciais são determinados por nossas limitações, o que necessariamente não tem que ser uma verdade ruim, se é melhor sabermos quem somos e até onde podemos alcançar do que nos enganarmos com ilusões. Essa verdade, da natureza primariamente hereditária e intrínseca de nossas características mentais, também pode servir para que o sistema escolar, por exemplo, repense punições por mal desempenho, mas sem que isso signifique em um desleixo sistemático à performance acadêmica e ao comportamento social do corpo estudantil. Se a ciência em sua verdadeira prática e contextualizada ao comportamento e à inteligência inexoravelmente pende para a realidade do predomínio da biologia sobre os mesmos, então, um método de ensino realmente baseado em evidências empíricas precisa aceitá-la, e sem que isso resulte em uma diminuição da importância do professor, ainda que será inevitável uma mudança de função: de "construtor" do intelecto alheio para instrutor...


¹ ...números mostram que, em todos os estados brasileiros, independentemente da disciplina avaliada (Língua Portuguesa ou Matemática), tanto no 5° ano como no 9° ano do Ensino Fundamental, há uma diferença expressiva no percentual de estudantes brancos e de estudantes pretos com aprendizado adequado.

No 5° ano, em Língua Portuguesa, há 65,1% de estudantes brancos com aprendizado adequado; entre os estudantes pretos, o percentual é de 40,3%. Os estados que apresentam as maiores diferenças entre os dois grupos são: Amazonas, Rio Grande do Norte, Roraima e Amapá. No Amazonas, já no 5° ano, estudantes brancos têm desempenho quase 100% superior ao dos alunos pretos (50,8% com aprendizado adequado contra 25,5%).

Em Matemática, o desempenho dos alunos, de forma geral, é pior, mas a diferença por raça persiste: 55,8% dos estudantes brancos têm aprendizado adequado na disciplina contra 31,2% dos estudantes pretos. Em Matemática, além do Amazonas e do Rio Grande do Norte, há diferenças bastante significativas no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso, Santa Catarina e na Paraíba. Nesses Estados, a diferença entre brancos e pretos é maior que 70%.

No 9° ano do Ensino Fundamental, em Língua Portuguesa, os alunos brancos têm desempenho 68,2% superior ao dos pretos (46% com aprendizado adequado contra 27,4%). Em Matemática, nesta etapa, verifica-se a maior desigualdade: 25,8% dos estudantes brancos com aprendizado adequado contra 11,9% dos pretos, uma diferença que chega a 116,4%.



² Nos dois anos avaliados e nas duas disciplinas, há diferenças importantes mesmo quando os alunos pertencem ao mesmo grupo socioeconômico: por exemplo, em Matemática, entre os alunos de nível socioeconômico alto, 34,4% dos brancos têm aprendizado adequado, entre os pretos, 17,3% (diferença de 98,8%). Entre os de baixo, 15,8% contra 8% (diferença de 98%).


Traduzido 

"Utilizando dados de crianças que viviam com mulheres incluídas no *National Longitudinal Study of Youth 1979* (Estudo Longitudinal Nacional da Juventude de 1979), os autores apresentam resultados sobre o desempenho em matemática e leitura de crianças nas faixas etárias de 5 a 6, 9 a 10 e 13 a 14 anos, ao longo de um período de 20 anos (1986 a 2005). As crianças foram divididas em seis grupos: crianças negras, hispânicas e brancas de famílias com renda igual ou inferior a 100% do limite federal de pobreza (estudantes pobres) e crianças negras, hispânicas e brancas de famílias com renda acima da linha da pobreza (estudantes não pobres).

Principais Conclusões

Crianças brancas não pobres apresentaram, consistentemente, desempenho superior ao de estudantes negros e hispânicos não pobres, da educação infantil ao ensino médio, tanto em leitura quanto em matemática, entre 1986 e 2005.
A disparidade de desempenho acadêmico entre estudantes brancos não pobres e estudantes negros não pobres aumentou.
Em contrapartida, a disparidade de desempenho acadêmico entre estudantes brancos não pobres e estudantes hispânicos não pobres diminuiu.
Além disso, estudantes negros não pobres apresentaram desempenho inferior ao de estudantes brancos pobres em quase todos os momentos analisados.
Da mesma forma, crianças brancas pobres apresentaram, consistentemente, desempenho superior ao de seus pares negros e hispânicos pobres, da educação infantil ao ensino médio, em leitura e matemática, ao longo do período de 20 anos.
A disparidade de desempenho entre estudantes brancos pobres e seus pares negros pobres aumentou ao longo do tempo e parece se ampliar após a educação infantil.
A disparidade de desempenho entre estudantes brancos pobres e seus pares hispânicos pobres também persistiu ao longo do tempo e aumentou entre crianças em idade de ensino fundamental II (anos finais).
A pobreza exerce um efeito mais prejudicial sobre o desempenho acadêmico de crianças não brancas em comparação com seus pares brancos.
Considerando que mesmo estudantes brancos de famílias pobres superam o desempenho de seus pares negros e hispânicos pobres, essas conclusões sugerem que a renda mais elevada — em média — das famílias brancas não pobres, em comparação com as famílias negras e hispânicas não pobres, não explica totalmente as disparidades raciais/étnicas no desempenho acadêmico".

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

No cerne de todas as questões sociais, culturais, políticas, raciais.../At the heart of all social, cultural, political, racial issues...

 No cerne de todas as questões sociais, culturais, políticas, raciais...


ELES existem...

São eles que, disfarçados de direita, esquerda, extrema, moderada ou centro... De iluminados, obscuros, negros, brancos... Racistas, antirracistas, progressistas, conservadores... Muçulmanos, indianos, americanos... capitalistas, comunistas... Terroristas, pacifistas... São eles que, com os seus sorrisos falsos e suas atuações dignas de peças de teatro, jogam uns contra os outros, enquanto manipulam seus fantoches com dinheiro, poder, chantagem, corrupção... Que usam, mesmo muitos dos mais nobres como meios para os mesmos fins: "vingança", domínio absoluto... Os meios?? Confusão, destruição... E são muitos que os consideram os mais inteligentes de todos... Mas destruir civilizações é inteligente?? Se vingar de inocentes?? Genocídio ao invés de armistício?? Mentiras ao invés de verdades?? Isso é filosofia, sabedoria?? 

Uma tribo de supostos ESCOLHIDOS. Por Deus?? Por eles mesmos?? 

Mas que dedo mais podre. 

Quando é que irá finalmente evoluir, humanidade?? 




At the heart of all social, cultural, political, racial issues...



THEY exist...

They are the ones who, disguised as right, left, extreme, moderate or center... As enlightened, obscure, black, white... Racists, anti-racists, progressives, conservatives... Muslims, Indians, Americans... capitalists, communists... Terrorists, pacifists... They are the ones who, with their false smiles and their performances worthy of plays, play one against the other, while manipulating their puppets with money, power, blackmail, corruption... Who use even many of the noblest as means to the same ends: "revenge", absolute domination... The means?? Confusion, destruction... And there are many who consider them the most intelligent of all... But is destroying civilizations intelligent?? Taking revenge on innocents?? Genocide instead of armistice?? Lies instead of truths?? Is this philosophy, wisdom??

A tribe of supposed CHOSEN ONES. For God's sake?? For themselves??

What a rotten finger.

When will humanity finally evolve??

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Especulação sobre a distribuição geográfica, étnica/racial, sexual... dos tipos humanos definidos pelo autor de "As leis fundamentais da estupidez humana"

 Carlo Cipolla, economista italiano que escreveu esse livro e que eu já comentei e critiquei em alguns dos meus textos. Nesse texto, irei especular sobre como se distribuem esses tipos ou fenótipos/arquétipos... 


Primeiro, vamos a eles:

O inteligente: cujas ações beneficiam a si mesmo e aos outros 

O bandido: cujas ações beneficiam a si mesmo às custas dos outros 

O ingênuo: cujas ações beneficiam os outros às suas custas 

E o estúpido: cujas ações prejudicam a si mesmo e aos outros

Eu já fiz um texto criticando essas leis e o que ele escreveu sobre elas. Por exemplo, eu critiquei a definição restrita do tipo estúpido, como se o ingênuo e o bandido também não pudessem ser considerados como categorias de estúpidos. Apesar de considerar a minha crítica válida, aqui não é mais importante enfatizar esse apontamento já que será a partir das definições propostas pelo Cipolla que eu irei trabalhar a minha especulação sobre a distribuição das mesmas entre os grupos humanos. 

Cipolla também escreveu sobre o que acontece (de óbvio) em uma sociedade quando há um predomínio crescente de estúpidos, em sua quinta lei fundamental da estupidez humana. Eu coloco nesse texto um trecho relevante para ilustrar seus pensamentos específicos a esse tema, embaixo:

Quinta lei 

5. A pessoa estúpida é a pessoa mais perigosa que existe.

''E seu corolário:

Uma pessoa estúpida é mais perigosa que um bandido.

Não podemos fazer nada sobre os estúpidos. A diferença entre as sociedades que desmoronam sob o peso de seus cidadãos estúpidos e aquelas que os transcendem é a composição dos não estúpidos. Aqueles que progridem apesar de seus estúpidos possuem uma alta proporção de pessoas agindo de forma inteligente, aqueles que contrabalançam as perdas dos estúpidos trazendo ganhos para si e para seus semelhantes.

As sociedades decadentes têm a mesma porcentagem de pessoas estúpidas que as bem-sucedidas. Mas eles também têm altas porcentagens de pessoas indefesas e, escreve Cipolla, “uma proliferação alarmante de bandidos com conotações de estupidez”.

“Essa mudança na composição da população não-estúpida inevitavelmente fortalece o poder destrutivo da fração [estúpida] e torna o declínio uma certeza”, conclui Cipolla. “E o país vai para o inferno". 

(Eu também critiquei o que ele pontuou nesse trecho, nesse texto: "Analisando criticamente as 5 leis da estupidez humana").



Proposta especulativa sobre a distribuição dos tipos ou categorias de pessoas definidos por Carlos Cipolla 


Inteligente, ingênuo, bandido (ou esperto) e estúpido

* Esses tipos parece que são definições resumidas de composições de traços de personalidade e inteligência em que uma das características tende a se sobressair mais, por exemplo, a ingenuidade.

* Entre o inteligente e o estúpido, o ingênuo e o bandido também podem ser considerados tipos mistos que combinam traços desses fenótipos que seriam mais regulares, justamente os primeiros citados. 

Em ordem crescente, dos tipos mais comuns aos mais incomuns, com base no contexto atual, ano de 2024, e considerando as perspectivas individual e social.

Valendo ressaltar que não irei me arriscar mais, especulando porcentagens de como esses tipos se distribuiriam e que, portanto, mesmo o tipo menos comum para determinada população, de acordo com a minha especulação, não está explícito de que seja muito menos comum do que os outros. 

Por distribuição geográfica:

Américas:

América do norte 

EUA: ingênuo, inteligente/bandido/ estúpido

Canadá: ingênuo, inteligente, estúpido/bandido

México e América Central: ingênuo/ bandido/estúpido, inteligente 

Brasil e América do Sul (excluindo Argentina e Uruguai): ingênuo/ bandido/estúpido, inteligente 

Argentina e Uruguai: ingênuo, bandido/ estúpido/inteligente

Haiti(?): bandido/estúpido, ingênuo, inteligente

Comentário: uma constante em muitos países é o possível predomínio do tipo "ingênuo", cujas ações beneficiam os outros às suas custas, principalmente pelo contexto social, já que não há nenhum país que não esteja socialmente estruturado de uma maneira que produza uma pirâmide hierárquica de parasitismo das classes mais altas, no topo, em relação às outras classes, se diferindo apenas no quão desigual e explícito se expressa esse parasitismo, menos significativo, porém, existente, em "democracias sociais" de primeiro mundo, como os países escandinavos, e mais significativo em países subdesenvolvidos. 

No caso das Américas, eu percebo uma grande diferença nessa distribuição de tipos humanos propostos por Cipolla, em que os dois únicos países americanos de primeiro mundo, e que não são paraísos fiscais do Caribe, Canadá e EUA, apresentariam uma distribuição menos problemática, ainda com diferenças entre eles mesmos: o primeiro mais parecido com um país europeu, e os EUA em uma situação distributiva mais singular, mediante sua própria diversidade interna e idiossincrática, resultante de suas dimensões superlativas de território e demografia, bem como de sua história ímpar. A minha especulação também ressalta algo que, para muitos, especialmente latino americanos, é considerado uma verdade inconveniente, de que são os seus/nossos próprios povos que, em média, contribuem para manter seus/nossos países em um estado de subdesenvolvimento, não apenas a culpa histórica do colonizador europeu ou de suas "elites" político econômicas, se estas também tendem a expressar uma falta de caráter  comum nas populações desses países, de serem representativas das mesmas. Daí a maior proporção do tipo "bandido".  

Eu destaquei o Haiti, por ser o país mais pobre das Américas: a metade da ilha Hispaniola, marcada por uma história de guerras civis, ditaduras sangrentas e pobreza predominante. Pois um país tão caótico e precário, como esse, por acaso é produto apenas de sua história conturbada ou também de sua própria população?? (Excetuando sua fração "inteligente" que, definitivamente, não parece se consistir em uma maioria). Além disso, seu status de estado-pária social e político, que se arrasta por muitas décadas, também pode estar contribuindo para empoderar os tipos mais egoístas de sua população, muito abundantes em seus espaços de poder e típico de ditaduras ou estados autoritários. De qualquer maneira, também é possível especular se esse tipo é mais comum nesse país do que em outros (algo mais intrínseco) e se esse fator seria parte importante de explicação para a sua situação muito problemática. 


Europa: 

Europa Oriental: ingênuo, bandido, inteligente, estúpido 

(Países como Eslovênia e Estônia se sairiam melhor, pelo menos de acordo com os seus indicadores socioeconômicos) 

Europa Ocidental: ingênuo, inteligente/bandido, estúpido 

Europa Setentrional (Escandinávia): ingênuo, inteligente, estúpido/bandido

Europa Meridional: ingênuo/bandido, inteligente, estúpido

Comentário: Estereótipos se confirmando?? 

Europeus meridionais e orientais, em média, mais corruptíveis e, portanto, com mais bandidos, proporcionalmente?

Norte europeus, em média, mais ingênuos?

Talvez, reflexivo das próprias distribuições dos tipos de personalidade, em que os introvertidos seriam mais comuns entre os tipos ingênuo e inteligente (mais comuns no norte do velho continente), e os extrovertidos entre os tipos bandido e estúpido (mais comuns no sul da Europa). 

Mas, tipos introvertidos também parecem ser mais comuns na Europa Oriental. Pois uma possível diferença em relação à Europa Setentrional, que também explicaria suas diferenças culturais e políticas, seria a variação dos traços de personalidade, por exemplo: tipos melancólicos, mais ingênuos, mais comuns na Escandinávia e coléricos, mais propensos a serem de espertos ou bandidos, mais comuns na Europa Oriental (com base na tipologia de personalidade dos quatro temperamentos, que eu já sugeri ratificar como válido, excluindo apenas a hipótese relacionada à saúde que também foi desenvolvida na Grécia clássica e pela qual os quatro temperamentos derivam); além de diferenças histórico-contextuais, ainda que diferenças étnicas* entre nórdicos//germânicos e eslavos pareçam ser mais profundas do que resultados exclusivos de suas respectivas histórias.

* Correlativas com variações de traços mentais, de personalidade (intensidade, tipos) e inteligência (níveis, tipos...) 

É até interessante pensar como esses tipos propostos podem ser mais abrangentes como definições de inteligência do que outras maneiras de abordá-la e compará-la, tal como por teste de QI, se a mesma não se expressa apenas por meio de capacidades cognitivas tipicamente consideradas, de natureza técnica, como as capacidades linguísticas e matemáticas, mas também por meio da criatividade, da racionalidade e da inteligência emocional, isto é, de natureza contextual, se manifestando em todos os contextos, em que a participação e a influência dos traços de personalidade, considerados "não-cognitivos", é tão importante quanto os 'cognitivos". 

Também seria importante pensar sobre o quão intrínsecos são esses tipos: o quanto são reflexos reativos aos meios em que vivemos, de contextos mais específicos, e o quanto refletem nós mesmos, ou nossas disposições mais profundas...

Se, por exemplo, indivíduo X é mais ingênuo por razões estruturais ou também genéticas/biológicas//hereditárias?? 

Eu apostaria que é uma combinação dessas influências e mais, em que fatores intrínsecos, do próprio indivíduo, seriam mais influentes ou determinantes, ainda que os fatores extrínsecos, do meio, também têm um papel de influência, mas mais no sentido de contribuírem para canalizar tendências pré existentes e nunca de forjá-las sem um contexto anterior de predisposição, de modo que, se fulano é mais ingênuo, não é exclusivamente por causa do seu meio, mas também por já apresentar essa tendência ou predisposição e que foi exacerbada por suas interações nos ambientes em que se encontra. Portanto, esse pensamento sugere um constante atravessamento ou interseção entre as perspectivas individual e contextual, novamente, o exemplo do possível predomínio de ingênuos na maioria dos países, não apenas por disposição intrínseca, mas também como reflexo de como as sociedades estão organizadas (de modo variavelmente parasitário em que involuntariamente coloca na posição de subalterno enganado ou explorado a maioria da população).


África: 

África do Norte: bandido/ingênuo, estúpido, inteligente 

África Subsaariana: bandido, estúpido/ingênuo, inteligente 

Comentário: me perdoem todos aqueles bons samaritanos que cultivam apenas pensamentos fofinhos sobre a nossa espécie, especialmente sobre determinados grupos que apresentam um histórico e um presente de pobreza e atraso civilizacional (ainda que exista uma certa relatividade em determinar o que é avanço ou atraso civilizacional, que facilmente pode ser problematizado, tal como de se destacar o caráter tipicamente parasitário de sociedades complexas, excessivamente verticalizadas, em termos sociais). Eu sei que não é o hábito do puritanismo moral "de esquerda", mas há de se priorizar os fatos até mesmo para que se possa buscar por abordagens realmente eficazes no combate aos problemas sociais, econômicos e/ou morais de nossa espécie e não será com o abraço à narrativas bonitas, porém, falaciosas... Pois se é um meio social de guerras, violência e pobreza que incita o nosso lado mais egoísta, ainda é pouco provável que todos nós reagiremos de maneira igual se ou quando submetidos a circunstâncias parecidas. As evidências corroboram com a minha afirmação... Também pode ser e é muito provável que seja, que um meio social muito problemático primariamente reflita ações das próprias populações, tal como de se apontar para as pessoas que vivem em um bairro a sujeira de suas ruas do que de buscar por outros culpados. Então, os problemas sociais dos países outrora colônias de metrópoles europeias, principalmente os africanos e os latino americanos, não são resultados exclusivos do colonialismo europeu, mas principalmente de suas próprias ações, de suas "elites" e de suas próprias populações, claro, não de todos, mas de uma parte potencialmente não-desprezível, infelizmente. Um exemplo disso é a criminalidade urbana em cidades como Lagos, na Nigéria, e São Paulo, aqui, no Brasil; de maneira geral, na carência endêmica de solidariedade e respeito entre os habitantes de muitos países subdesenvolvidos, diga-se, até mais do que nos "desenvolvidos', que contribui para complicar suas situações socioeconômicas. Sempre ressaltando, novamente, que não se trata de toda população, se da África, Nigéria ou São Paulo, mas que também não se trata de uma minoria minúscula, e até em certos casos se pode pensar que se trata de uma maioria. E nem que seja uma situação impossível de ser corrigida ou melhorada, mas não da maneira politicamente correta, simples e bonitinha que muitos acreditam. 

Consequentemente, se não há generalização (associação absoluta) de causalidade entre grupo racial ou étnico e comportamento, então, não há "racismo" genuíno ou objetivamente determinado nessas afirmações.

No caso da África, especialmente da Subsaariana, é até possível pensar em uma explicação menos dura, ainda assim, inevitavelmente não-vitimista. De que, as populações humanas que vivem nessa parte do continente africano seriam, em sua maioria, de descendentes de caçadores/coletores (e não de agricultores ou camponeses), o que explicaria o descompasso cultural e cognitivo entre as suas capacidades médias de administração e organização social e o nível de civilização que os colonizadores impuseram e deixaram, depois que passaram suas colônias de volta para as mãos dos seus "donos" originais. Nesse sentido, pode-se, inclusive, dizer que é perfeitamente compreensível essa incapacidade percebida de gerência de sociedades complexas pela maioria dessas populações, mais compreensível do que em relação às populações que evoluíram historicamente, durante séculos, em ambientes civilizados, e também não apresentam uma verdadeira excelência civilizacional, que estão longe disso, o que inclui mesmo muitos países ditos de primeiro mundo (se como resultado de uma perda gradual, ou pontual, desta capacidade, ou mesmo de uma incapacidade crônica de desenvolvê-la). 

Outro ponto relevante que deve ser sempre ressaltado é de que, além da proporção desses tipos, a maneira como estão distribuídos hierarquicamente também pode contribuir para desenvolver ou atrasar sociedades, tal como, por exemplo, nos casos de países em que suas "elites" político econômicas definitivamente não são compostas por uma ampla maioria de indivíduos inteligentes, e sim de bandidos, mesmo se suas populações tiverem muitos inteligentes, isto é, se estiver acontecendo um sub aproveitamento deles. Então, não basta apenas saber se tem mais desse ou daquele tipo, mas se o pior tipo tem predominado em espaços de poder, como tem sido o caso de praticamente todas as sociedades humanas e especialmente das mais caóticas, como as africanas. 


Ásia:

Nordeste Asiático: ingênuo, inteligente/bandido, estúpido (excluindo China: bandido/inteligente/ingênuo, estúpido).
 
Sudeste Asiático: ingênuo/bandido, inteligente/estúpido 

Subcontinente Indiano: ingênuo, estúpido/bandido, inteligente 

Oriente Médio: bandido/ingênuo, estúpido, inteligente 

Comentário: também com base no que tenho percebido, tipos que contribuem de maneira mais negativa do que positiva, socialmente, parecem predominar nas regiões asiáticas menos desenvolvidas, e, claro, também mantendo a alta prevalência de ingênuos, com base na lógica comentada acima, especialmente a partir de um contexto social, de domínio estrutural de parasitismo das classes superiores (especialmente de certos setores) sobre as inferiores, em que uma maioria se submete à exploração econômica de uma minoria, literalmente trabalhando para enriquecê-la, ao invés de haver uma distribuição mais igualitária das riquezas produzidas.

Minhas observações:

O Japão se destacaria mais positivamente em todo continente asiático, mais parecido com os países desenvolvidos do Ocidente;

A China e o resto da Ásia Oriental apresentaria um padrão mais parecido com o continente asiático;

De novo, o subdesenvolvimento da maioria das regiões asiáticas (mas não apenas da Ásia) não reflete apenas a conjuntura histórico-social das mesmas, mas também a composição psicológica e cognitiva dos tipos humanos em suas populações, tais como os propostos pelo Carlo Cipolla, desde o topo até às bases de suas hierarquias. Na verdade, essa composição dos tipos humanos seria um fator mais causal ao nível de desenvolvimento social e econômico, enquanto a situação histórica e social mais como um reflexo dinâmico desse fator ao longo do tempo. 

Classe social 

Rico: bandido, inteligente/ingênuo, estúpido 

Classe média: ingênuo/inteligente, bandido, estúpido 

Pobre: bandido/ingênuo, estúpido, inteligente (?)

Comentário: sem querer "puxar sardinha" para a classe social em que eu, teórica e vagamente, me encaixo, mas parece que, se com base na possível percepção de que, aqueles de classe média tendem a apresentar um temperamento relativamente mais equilibrado, menos ganancioso ou impulsivo, e também uma média de inteligência suficiente para conseguirem trabalhar em profissões que pagam salários razoáveis, isto é, de que tendem a expressar características mentais menos extremas e que acabariam refletindo em suas posições na hierarquia social, o mesmo pode ser dito sobre as outras classes, porém, com tendências distintas: do "rico" ser mais propenso à ganância e, portanto, inescrupuloso, aliás, sua riqueza material como um resultado disso, e quanto ao "pobre", uma maior disposição para comportamentos impulsivos e que estão ambos respectivamente relacionados com tendências para altas e baixas capacidades cognitivas, explicando, em boa parte, mas não toda, suas situações sociais (a pobreza também é uma imposição histórica e arbitrária das "elites").


Religiosidade 

Ateu: ingênuo, inteligente/estúpido, bandido 

Religioso: ingênuo, inteligente/bandido/estúpido 

Comentário: com base no que tenho percebido sobre os auto declarados ateus, e desprezando aqueles indivíduos que declaram ter alguma crença religiosa, mas aparenta ser mais uma questão pragmática e/ou de conformidade social do que de uma disposição genuína, me parece razoável essa minha distribuição dos tipos humanos propostos por Cipolla para esse grupo, com mais ingênuos e inteligentes e menos bandidos, mas com uma proporção nada modesta de estúpidos, especialmente pela correlação com fanatismos ideológicos. Já no caso dos auto declarados religiosos, me parece que essa distribuição é mais equilibrada, até por ser uma população muito maior do que a de ateus, logicamente deduzindo que contém mais diversidade de tipos. Mas também pela própria natureza psicológica e cognitiva, especialmente dos ateus, um grupo mais homogêneo, cultural, ideológica e intelectualmente. De qualquer modo, talvez fosse mais adequado compará-los com fundamentalistas religiosos. Pois, por esse grupo, eu aposto em uma grande paridade entre os tipos ingênuos, bandidos e estúpidos, o que não mudaria muito em relação aos religiosos, de maneira geral. 

Vale destacar que essa definição de inteligência por Cipolla parece focar mais nas ações individuais do que na qualidade das intenções que levam a essas ações e por isso incluí o contexto social, já que não tem como separá-los totalmente, ainda mais a partir desse conceito que foi trabalhado por ele. 



Raça:

Brancos: ingênuo/inteligente, bandido/estúpido 

Orientais: ingênuo/inteligente/bandido, estúpido 

Judeus (etnia): bandido/inteligente, ingênuo, estúpido 

Negros de origem africana: bandido, estúpido, ingênuo/inteligente

Comentário: possivelmente, a comparação mais polêmica de todas, mas necessária, e que já foi feita acima, indiretamente, pelas nacionalidades. Mas como eu não me submeto a filtros ideológicos para sinalizar "fidelidade canina" a narrativas e discursos enviesados, inclusive pensando que a única maneira de, de fato, entender uma situação e buscar pelos meios mais efetivos para começar a solucioná-la, ainda mais se tratando de uma situação que pode ser considerada problemática, então, não tem como me abster desta frente de batalha contra totalitarismos, especialmente os "do bem", baseados em chantagens emocionais e/ou falácias morais e que têm de segundas à terceiras, quartas intenções... Pois aqui, mais uma vez, apenas aplico essa tipologia ao que se pode perceber na realidade das populações humanas, categorizadas pelo critério racial ou étnico, em que brancos caucasianos, especialmente os de origem europeia, e nordeste asiáticos, apresentam as distribuições ou proporções de tipos humanos de Cipolla mais favoráveis, com mais inteligentes e menos estúpidos, ainda que também apresentem proporções nada modestas de ingênuos, que tendem a ser predominantes, e de bandidos ou espertos, que tendem a predominar no topo de suas hierarquias sociais. O que acontece ou tem acontecido, até então, nesse último século, especialmente, é uma maior atuação dos tipos inteligentes que já são mais abundantes nessas populações, se comparadas com outras. No entanto, esse pêndulo relativamente favorável tem regredido, particularmente em sociedades ocidentais, com a hegemonia ideológica ou cultural do "wokeismo", uma espécie de "vírus" cuja infecção destrói o sistema imunológico da sociedade afetada, destruindo suas bases mais importantes ("harmonia' social, coesão etno-cultural...) que a mantém funcional em um alto nível. 


Sexo

Homens: bandido/inteligente, ingênuo/estúpido

Mulheres: ingênuo, inteligente/estúpido, bandido

Comentário: essa distribuição dos tipos humanos de Cipolla, também segundo as minhas observações, seria mais favorável aos homens intelectualmente, mas não emocional e moralmente. Pois é aquela situação que tem sido percebida, de haver mais homens entre os gênios, mas também entre os criminosos, e o padrão oposto para as mulheres, de apresentarem tendências estatísticas menos extremas. 


Orientação sexual

Héteros: ingênuo/bandido/inteligente, estúpido

LGBTs: ingênuo, estúpido/inteligente/bandido

Comentário: héteros representam a média humana, por serem a maioria. Portanto, com uma tendência possível de maior paridade entre ingênuos, bandidos e inteligentes, ainda que, não significa que a proporção de seres humanos crônica ou predominantemente estúpidos seja diminuta. LGBTs, por outro lado, apresentariam uma maior incidência de tipos estúpidos em relação aos héteros.


Políticos: bandido, estúpido, inteligente/ingênuo 

Artistas (o grupo, de maneira geral): ingênuo, estúpido/inteligente, bandido

Empresários: bandido, inteligente/estúpido, ingênuo

Comentário: três exemplos de classes profissionais e os seus estereótipos, se esses tipos de Cipolla forem aplicados, serão reiterados: tanto a classe política quanto a mercante, com uma abundância de bandidos ou cronicamente egoístas, enquanto a classe artística teria uma prevalência de tipos ingênuos. Também perceba que o perfil dos artistas seria oposto ao dos empresários. 


Esquerdistas (seguidores, não suas "elites" políticas e que também vale para os debaixo): ingênuo/ estúpido/inteligente, bandido 

Direitistas: ingênuo/ bandido/inteligente/estúpido

Comentário: direitistas "conservadores' e esquerdistas "progressistas', apesar de apresentarem algumas diferenças médias de crenças e comportamentos, seriam relativamente semelhantes nessa distribuição de tipos, com a predominância de ingênuos e uma distribuição mais igualitária de tipos. Eles se diferenciariam na proporção de bandidos (maior entre os de direita) e de estúpidos (maior entre os de esquerda). E sempre ressaltando que o tipo considerado menos comum não é necessariamente inexpressivo em termos estatísticos, por também depender da representatividade dos outros tipos no mesmo grupo ou população. 

Cientistas: inteligente/bandido, ingênuo, estúpido

-- Acadêmicos: ingênuo, inteligente/estúpido/bandido

Professores: ingênuo, inteligente/estúpido, bandido 

Ativistas: ingênuo/estúpido, inteligente, bandido 

4 ou 3 classes intelectuais e ½, sendo que a mais inteligente seria logicamente a dos cientistas genuínos e por isso que os separei dos acadêmicos, categoria mais vaga quanto à definição de ciência no sentido de ofício. 

Já os professores ficariam em uma posição mais intermediária nesse ranking, enquanto os ativistas ocupariam a posição mais baixa. Também é notório o aumento de frequência do tipo estúpido concomitante à diminuição do tipo bandido, do nível mais alto até ao mais baixo, uma possivelmente alta incidência de bandidos entre cientistas e de estúpidos entre acadêmicos (grande maioria das vezes representados por professores universitários e graduandos), o que parece ilógico na teoria, mas não na realidade, especialmente se nos basearmos nos critérios fracos que têm sido usados nos processos avaliativos e seletivos dos dois grupos, por exemplo, em que há um tácito desprezo na avaliação de capacidade ou proficiência qualitativa para o trabalho científico, incluindo essencialmente adesão e respeito aos princípios mais básicos da ciência, como a honestidade intelectual e a imparcialidade. 

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Mais uma lista de provocações necessárias

 1. Outra contradição [absoluta] de "esquerda" 


Esquerda: "A beleza está nos olhos de quem vê. É relativa e subjetiva. Não tem nada a ver com raça ou etnia"

Também a esquerda: "Estudo (feito por ideólogos profissionais disfarçados de cientistas) 'comprova' que miscigenação racial torna as pessoas mais bonitas" 

A beleza é apenas subjetiva e relativa ou é objetiva??? 

2. O ativista típico é um idealista e um pragmático excessivo, porque sonha e idealiza demais, sempre buscando por uma "perfeição" irrealista, a partir de tentativas de purificação ideológica e prática. E se não bastasse sonhar demais, ainda tem uma ânsia de colocar tudo o que imagina e sonha, sem um rigor lógico-racional, na prática 

3. Para o mais racional, conviver com os mais irracionais é uma espécie de tortura, não apenas por causa da incapacidade crônica destes de pensar de maneira ponderada, imparcial e objetiva, mas também de agir por esse mesmo modo

3.1 Outros fatores responsáveis pela grande dificuldade de convívio entre o mais e o menos racional são: a natureza mais pacífica do primeiro, resultado de sua tendência de evitar conflitos, e o padrão oposto para o segundo; e uma tendência de abordar interações sociais com base no princípio da reciprocidade, enquanto que o menos racional tende a fazê-lo indiferente a esse princípio, de maneira mais conveniente e egoísta 

3.2 O mais racional é inimigo natural de qualquer "politicamente correto" ou censura de pensamento, especialmente se for sobre o pensamento mais ponderado

4. Sobre o "normie"

Termo pejorativo aos que se consideram ou são objetivamente identificados como "normais" 

Uma das principais diferenças entre eles e os outros, ou "nós", é que tendem a interpretar a realidade apenas com base em seus contextos pessoais, ao invés de também buscarem fazê-lo por uma perspectiva mais imparcial ou panorâmica. É por isso que o "normie" tem dificuldade de perceber o que acontece além das narrativas que predominam em seu ciclo social

5. A expressão mais literal de bondade é a prática da justiça racional e que, muitas vezes, não coaduna com a concepção mais popular de bondade, já que o justo, em seu sentido mais ideal, baseado em evidências, nem sempre resulta em compaixão

6. Uma pessoa pode ser ingênua para algumas questões e esperta para outras

7. A estupidez irracional é claro que irrita o mais racional. Mas a crueldade o irrita muito mais 

8. Existem ateus e agnósticos que acreditam na natureza mais social do que intrínseca, tanto da crença religiosa quanto da descrença, e na durabilidade e profundidade da recente secularização observada especialmente nas gerações mais jovens dos países ocidentais. No entanto, não bastasse não ser verdade que todo autodeclarado irreligioso seja ateu e que suscetibilidades ateístas e teístas sejam apenas produtos de socialização imposta, a persistência das diferenças de fertilidade entre os menos e os mais religiosos é provável que aumentará a representatividade demográfica do segundo grupo nas próximas décadas 

9. Sobre segregação e livre associação 

Nem toda segregação é ruim, no sentido de irracional. Por exemplo, a livre associação, que é um tipo de auto segregação 

10. O Brasil é um país cheio de músculos e escasso de cérebros 

11. O convívio com fanáticos ideológicos, especialmente os de esquerda, nos força a "fingir demência", isto é, a concordar com (quase) tudo o que dizem, quando estamos interagindo com eles de maneira amigável. Também porque precisamos concordar ou repetir suas narrativas dogmáticas e nos tornar vigilantes sobre qualquer lampejo espontâneo de raciocínio que as desafie, ainda mais se for inteligente ou factualmente preciso

12. Humanistas pedem para nutrirmos um amor incondicional pelo ser humano, diga-se, à espécie mais cruel e destrutiva de todas

13. Todo esquerdo-burguês que diz ter uma grande afeição pelos mais pobres deveria ser forçado a conviver com eles por pelo menos dois anos 

14. Em 1984, guerra é paz, liberdade é escravidão e ignorância é força...

Pois em nossas sociedades totalitárias, atualmente sob o politicamente correto da "esquerda" burguesa, moderação é extremismo, tal como o de ser contra políticas de imigração em massa ou a favor que países se mantenham, etnicamente falando, do jeito que estão desde a muitos séculos, também por causa do longo e problemático histórico do multiculturalismo 

15. Existe uma quantidade nada pequena de sujeitos desprezíveis em todas as classes sociais, se diferenciando de acordo com os estereótipos do seu grupo 

16. Sobre arrogância de acadêmicos e de qualquer tipo de identitário

Acadêmicos não têm o total monopólio sobre o conhecimento, tal como muitos acham que têm, porque podem produzir trabalhos de qualidade intelectual duvidosa e apresentarem opiniões desprovidas de um rigor científico e filosófico (diga-se, isso acontece com infame frequência) e porque indivíduos de fora das universidades também podem saber mais que "especialistas com diploma" e até podem, de fato, contribuir positivamente para determinada área do conhecimento humano, mesmo se não forem reconhecidos ou se não estiverem "oficialmente credenciados"

Identitários não têm o monopólio ou o controle absoluto da identidade pela qual mais se identificam, mesmo que pensem assim e se achem na competência de analisar e julgar o nível alheio de correspondência por auto identificação. Portanto, por exemplo, uma pessoa que se diz "progressista" pode não ter competência suficiente para julgar o nível de "progressismo" do colega ao lado (uma realidade que parece ser muito comum/nesse caso, a maioria dos que se declaram como tal tendem a se desviar dos princípios mais básicos das ideologias que adotam como discurso e/ou identidade), porque auto identificação necessariamente não significa que exista uma correspondência significativa com a identidade de estimação, com características ou valores, e com suas práticas mais condizentes. E não, não é um caso de "falácia do escocês verdadeiro", porque existem critérios definidos para a maioria das identidades políticas, ideológicas e/ou culturais, ainda que, dependendo da identidade, esses critérios podem ser menos específicos ou mais vagos

17. "A culpa por estar sozinho é apenas sua" 

Na verdade, a "culpa" pode não ser apenas do indivíduo, porque pessoas com características incomuns de personalidade ou em contextos não-ideais potencialmente permanentes podem estar mais propensas a serem rejeitadas pelos outros. Por exemplo, não é incomum que indivíduos mais racionais acabem com menos amigos ou até mesmo solitários durante a vida. Porque, excetuando riqueza e beleza, excepcionalidades costumam afastar ao invés de atrair. Outro exemplo é de indivíduos autistas, mais especificamente aqueles com "autismo leve", mais aptos à interação social típica e, portanto, também mais expostos à sua fricção 

18. A "não-adaptação" também pode ser um tipo de adaptação 

Se não é todo meio que é adaptável para determinado perfil, então, não se adaptar ao mesmo, buscando minimizar os impactos negativos dessa não-adaptação, quando não é possível mudar para outro ambiente, pode ser mais adequado do que tentar se adaptar. Vezes, não vale o esforço

19. Apenas uma eugenia humanitária... por coerção e compensação financeira pelo controle de natalidade de indivíduos de grupos específicos e/ou incentivo de outros grupos, para tornar a grande maioria dos países subdesenvolvidos em desenvolvidos, já que o fator mais importante que os impede é justamente e diferença qualitativa e média de capacidades cognitivas entre as suas populações 

20. Se quiser um exemplar de evolução da espécie humana, não venha ao Brasil, pois aqui é a degeneração progressiva que predomina

21. É difícil saber quem é pior, o direitopata insensível ou o esquerdopata dissimulado

22. Uma pessoa que é péssima com outra e sem justificativa racional, isto é, que age de maneira muito injusta, mas é boa com várias outras, é tão ruim quanto uma pessoa que é ruim com várias outras e boa para uma (ou com algumas poucas)

23. É comum que uma ideologia se expresse tal como um indivíduo humano que, ao invés de priorizar suas forças, o faz com as suas fraquezas. Pois, por essa perspectiva, se torna "visível" a relação praticamente causal entre deficiência em autoconhecimento e irracionalidade 

Um ótimo exemplo é a ideologia igualitária, que tem sido a base para o "progressismo ocidental", e que, ao invés de atuar como a sua principal força, o fragiliza em demasia a partir do seu negacionismo pseudocientífico das diferenças intrínsecas de indivíduos e grupos humanos 

24. A nova e velha tática dos que crêem em divindades é a de afirmar que a natureza ou a "criação" é uma prova definitiva da existência divina... 

25. Existem muitos tipos de insanos, mas o mais louco de todos ainda é aquele que coloca a si mesmo e aos outros em perigo, guiado por expectativas irrealistas ou pensamentos insensatos. É por isso que a "esquerda", particularmente a sua crença 'religiosa' na igualdade humana, por essa perspectiva, a torna mais insana que a "direita" 

26. Sem a tonelada de pseudociências "do bem" e pseudo-filosofia, as ciências humanas, por serem conhecimentos básicos, servem perfeitamente como guia de sobrevivência, até como complemento aos primeiros-socorros 

27. Não há comportamento mais asqueroso e revoltante que a violência bruta e sádica ou sem justa causa. Pois um dos grupos que mais a praticam, isto é, em termos desproporcionais, são homens negros e pardos. Então, é por isso que esse ativismo supostamente anti racista, cada vez mais dominante na mídia, na "educação" e no governo ocidentais, é tão injusto

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Mais um punhadinho de heresias modernas

 1. Para quem se diz "totalmente contra a eugenia", então, é a favor da disgenia??


Se é contra que os mais saudáveis, inteligentes e/ou sensatos se tornem a maioria de uma população, então, é a favor ou indiferente se o padrão oposto acontecer?? 

2. Da comida que comemos, do bairro que moramos ou gostaríamos de morar, das pessoas com as quais convivemos, etc, etc, estamos sempre buscando selecionar o que consideramos o melhor para nós. Portanto, boa parte das nossas escolhas poderiam ser consideradas, de certa maneira, como "intencionalmente eugênicas". 

Mesmo aqueles que se iludem pensando que o ser humano é extremamente moldável pelo meio, também buscam selecionar pessoas em suas vidas com base no que consideram o melhor. A maior diferença deles em relação aos que não se iludem sobre isso é que acreditam em um poder ilimitado da engenharia social, de melhoria das pessoas por intermédio de intervenções sociais, um pensamento, de certa maneira, "eugênico", ao invés de se darem por vencidos, aceitando que as diferenças de comportamento e inteligência são mais intrínsecas e só poderão ser "resolvidas" com a aplicação de algum mecanismo legitimamente eugênico de seleção reprodutiva.  

3. "A universidade sempre foi um ambiente de livre pensamento e escrutínio do senso comum vigente"

Realidade: nunca foi literal ou exatamente assim... Até pelo contrário, pois também tem sido o lugar de onde tiranias de pensamento mais têm sido fomentadas, transmitidas e impostas...

4. "A eugenia é antiética porque fere os direitos individuais"

Na verdade, o individualismo, tal como o coletivismo, é extremista e radical e não sensato ou ponderado, como muitos pensam, exatamente por dar total poder de decisão ao indivíduo, enquanto que o mais equilibrado é que esse poder seja repartido e que essa repartição seja racionalmente mediada pelo contexto. 

4.1 Todo extremismo parte da imposição de regras praticamente absolutas, sem exceção 

Esse é o caso do individualismo.

4.2 Essa ideologia individualista parece pregar por uma espécie de supremacia do indivíduo

Como se os seus direitos fossem sagrados, mesmo quando se sobrepõem ao bem estar coletivo ou mesmo em relação ao bem estar deles mesmos. 

4.3 "Devemos tratar as pessoas como indivíduos" 

Também...

Mas também precisamos tratar uns aos outros com base nos grupos aos quais pertencemos ou nos identificamos, já que é comum expressarmos, saibamos ou não, gostemos ou não, tendências de comportamento dos mesmos. 

Não há necessidade de excluir uma abordagem por outra se são complementares. 

4.4 Ainda sobre a ideia de política de filho único ou de limite de dois filhos para pessoas com comprovada baixa capacidade cognitiva (com média de QI 90 ou menos /comentado na lista anterior de crimes de pensamento)

... o acesso à esterilização seria facilitado e elas poderiam ser incentivadas com recompensa financeira, preferencialmente uma compensação vitalícia oferecida pelo estado.

5. A mentira patológica é como uma reação psicológica de fuga da realidade, evitando, de maneira subconsciente, que o indivíduo caia em um estado depressivo, atuando como um auto-tratamento psiquiátrico de natureza "homeopática", em que se trata um mal com doses supostamente controladas do mesmo mal causador, um "pouco" de loucura para evitar uma "loucura" maior, que seria a depressão. 

Pois o fanatismo ideológico, incluindo o religioso, seria uma manifestação contextualizada de mentira patológica, de fuga predominante da realidade, gerada pelo domínio do subconsciente sobre o consciente, isto é, de doses nada homeopáticas de irracionalidade.

6. A esquerda cultural tem se definido como a defensora das artes, mas...

... músicas de baixa qualidade ou de gosto duvidoso; rabiscos, pinturas e instalações desprovidas de complexidade, realismo ou beleza; poemas sem ritmo, significado ou profundidade... 

Defensora das artes, rebaixando-as??? 

7. Fanatismo por futebol ou "futebolismo" poderia ser considerado um sintoma específico e forte de atraso intelectual, especialmente em homens


8. Tem aqueles que enxergam horizontes mas não enxergam os próprios pés (idealistas excessivos) 

E tem aqueles que enxergam apenas os próprios pés (pragmatistas excessivos) 

9. O maior inimigo do mais racional não é o anti-intelectual, mesmo se é um dos tipos mais irracionais, mas o pseudo-intelectual, justamente por se passar por ele, por disputar ou ocupar o seu espaço de voz e atuação

10. Boa parte da política é charlatanismo. Um punhado de cultos ou seitas se passando como políticas sérias, como medidas baseadas em evidências e ponderação filosófica 

11. Sobre o instinto de predador

Por que animais da espécie X sentem uma grande atração predatória em relação aos animais da espécie Y??

Talvez, por apresentarem aspectos constitutivos, do seus corpos e dos seus cérebros (ou sistemas nervosos), produtos da evolução, que os tornam específica e altamente reativos aos indivíduos dessa espécie, em um sentido de predação. 

E também por terem dividido o mesmo nicho ecológico por muito tempo, que pode ter contribuído para essa reação específica, tal como a nossa variação de gosto por comida. 

12. A esquerda, em média, é bem intencionada, porém estúpida. A direita, em média, é mal intencionada, porém esperta 

"Tradicionalmente",  direita representa o predador (também o parasita) e a esquerda a presa. O predador, na natureza, é mais esperto que a presa que, pelo menos, reconhece a sua própria opressão

Mas também existem parasitas e predadores que nascem de presas ...

Nossa maior tragédia, nossos heróis não são mais espertos que os nossos carrascos 

12.1. A direita tende a usar a honestidade como um meio para legalizar a maldade. A esquerda tende a usar a desonestidade para avançar políticas primária ou aparentemente baseadas na compaixão.

13. Inteligência e comportamento são traços "não- físicos"

Mas constituição cerebrais específicas que refletem padrões reativos ou de comportamento e perceptivos ou de inteligência também são "traços físicos".

14. A diferença de percepção e compreensão da realidade objetiva entre o mais racional e o menos é comparável à diferença entre um ser humano e um animal não-humano

15. O legítimo tolo não é aquele que não sabe, mas aquele que não sabe que não sabe.

16. Sobre "reparações pela escravidão africana"

"Os brancos precisam pagar reparações aos negros"

Então, os mestiços que são "metade negros e metade brancos" precisam pagar apenas a metade?? 

Os brancos pobres também precisam pagar e mesmo aos negros ricos e de classe média??

No entanto, todavia, contudo, boa parte da culpa pelos problemas sociais dos negros africanos e seus descendentes na diáspora, tal como a pobreza e a criminalidade, é "deles' mesmos (dos diretamente responsáveis), porque, em média, apresentam características intrínsecas de comportamento e inteligência que os desfavorecem socialmente, ainda mais em sociedades complexas. Isso não é apologia ao racismo, à supremacia branca ou ao nazismo. É apenas uma parte importante dessa realidade que muitos, por questões ideológicas, não querem aceitar. 

E o ideal mesmo não seria "reparar pelo suposto legado da escravidão", mas acabar de uma vez com as desigualdades sociais exorbitantes, que não afetam apenas negros. 

16.1. "Sistemas de cotas raciais são necessários, porque são mecanismos que buscam reparar os efeitos do 'legado da escravidão' e do 'racismo estrutural', fatores responsáveis pelas diferenças entre brancos e negros"

Realidade: os sistemas de cotas raciais se baseiam em uma pseudociência social "do bem", na falsa ideia de causalidade entre termos abstratos, como 'legado da escravidão' ou 'racismo estrutural', e as diferenças sociais e de outras ordens entre brancos e negros. Porque o principal fator responsável por essas diferenças são as próprias diferenças intrínsecas e estatísticas de comportamento e inteligência entre grupos étnico-raciais. Em outras palavras, se há uma desproporção de negros pobres, não é porque supostamente têm sido ou continuam a ser excluídos socialmente, mas porque a maioria destes não apresentam características psicológicas (como a prudência) e cognitivas (alta capacidade cognitiva) que os favorecem no ramo profissional e econômico. Isso significa que, obviamente, existem negros com características favoráveis, assim como também de brancos e outros grupos com falta delas, se estamos falando de variação estatística de grupos. 

Não que a pobreza seja justificada apenas pelas características intrínsecas dos indivíduos, porque a imposição de baixos salários e alto custo de vida, enfim, de medidas arbitrárias que complicam a vida da classe trabalhadora, também tem um papel importante na perpetuação de desigualdades sociais extremas.

Isso não significa que o sistema de avaliação e seleção para as universidades federais e/ou cargos públicos seja totalmente meritório, no sentido de se basear estritamente em evidências ou nas melhores abordagens. Por isso que já propus alterações no mesmo, particularmente quanto à ênfase na avaliação de conhecimentos gerais, direcionando o foco para os conhecimentos específicos à área escolhida. Até acredito que, a partir dessa mudança, haveria um aumento natural, sem necessidade de cotas, de estudantes de outros grupos raciais nas universidades e de contratados no serviço público. 

Mesmo assim, é uma falácia acreditar que todos os campos profissionais e sociais precisam apresentar proporções de grupos raciais condizentes com a composição demográfica nacional ou local, ou mais "equilibradas", se o mais importante é a seleção por mérito de capacidade, que independe disso. 

E quanto às diferenças sociais e raciais, o maior problema ainda não é que existam poucos dentistas ou advogados negros ou uma maioria de dentistas e advogados brancos, mas que existam diferenças sociais tão grandes, especialmente de pessoas que passam muitas necessidades, com renda e patrimônio insuficientes, mesmo se são trabalhadoras e honestas, e de pessoas exageradamente abonadas.


17. 3 maneiras de dizer uma mesma coisa: da mais errada à mais certa 

1. "Todo negro é violento" (generalização explícita e, portanto, racista)

2. "Os negros são mais propensos a
 comportamentos violentos" (generalização parcial ou vaga e implícita) 

3. "Tem havido uma desproporção estatística de (homens) negros envolvidos em comportamentos violentos" (ênfase no recorte demográfico, sem deixar margens para generalizações) 

18. Sobre a alteração da raça de personagens fictícios em filmes e em outras obras artísticas por motivação ideológica

Autodeclarado progressista: "é apenas um personagem fictício, que não existe. Qual é o problema de mudar sua raça??" 

Eu: "então, se é apenas um personagem de ficção, por que mudar sua raça??"

Autodeclarado progressista: "é importante que personagem Y seja da raça X e não da Y para que crianças da raça X se sintam representadas ou se identifiquem"

Eu: "mas se é apenas um personagem de ficção, por que se preocupar com a sua raça ou que crianças da raça X não se sentirão representadas se o personagem for de outra raça??" 

Eu: "nos identificamos com animais e esponjas do mar em desenhos animados. Por que pensar que crianças da raça X não se identificariam com personagem fictício da raça Y"?? 

19. "Mentiras brancas" podem ser muito cruéis

Pois se você diz que uma pessoa esteticamente"feia" é muito bonita, você pode exacerbar a sua "feiura" para você, para outros, envolvidos, e para ela mesma. O ideal é de enfatizar no que a pessoa se destaca positivamente e evitar exageros ou elogios "rasgados" em relação ao que ela não se destaca ou o faz, mas negativamente.