Minha lista de blogs

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Apenas zumbi ou apenas excessivamente "especializado'??

 "Quatro patas bom. Duas patas ruim"



Como explicar o padrão de raciocínio estereotipicamente embotado de muitos autodeclarados esquerdistas?? 

Você começa um debate com um esquerdista típico e ele começa a soltar slogans ideológicos de sua seita: "lutar pela democracia"; "combater o fascismo"; "acabar com o racismo"... Diga-se, de maneira completamente aleatória e em apenas um simples debate entre duas pessoas comuns. Então, quando você começa a lhe fazer perguntas sobre os mesmos conceitos básicos que está usando, ou sobre os próprios temas que ele acha que pode opinar com propriedade, ou ele não sabe como desenvolver seu raciocínio sobre os conceitos usados à exaustão ou simplesmente não consegue se aprofundar, de fato, na complexidade das disciplinas envolvidas e interrelacionadas, limitando-se severamente a repetir o que os outros de suas bolhas de conformidade repetem como argumentos sólidos ou fatos dados, como eles pensam que são ou soam aos seus ouvidos... E mesmo que possam estar, e estão, certos sobre alguma coisa, ainda assim, você, se provido de uma boa capacidade de análise da inteligência manifestada em si, especialmente da inteligência racional, perceberá o quão deficientes eles estão para, pelo menos, desenvolver raciocínios em tempo real, sem apelar para frases prontas, afirmações extraordinárias sem evidências extraordinárias, falácias morais e lógicas ou qualquer outro tipo de simplificação excessiva, ou mesmo de pretensão de profundidade intelectual. E também sem cair em constante contradição. Pois esta impressão de insuficiência de raciocínio verdadeiramente inteligente, mesmo se for para racionalizar crenças factualmente equivocadas, ou desprovidas de ponderação, parece estar generalizada entre os desse grupo e seus subgrupos (ativistas e afins: LGBTs, feministas, antirracistas, marxistas...), existindo apenas uma minoria capaz de fazer, com frequência, ginásticas mentais realmente inteligentes...

Direitista mais holístico e esquerdista mais especializado?? 

Então, tem se tornado comum perceber em debates entre direitistas e esquerdistas na internet, e na vida cotidiana, uma diferença mais forte na capacidade de raciocinar em tempo real, em que os primeiros se mostram bem mais capazes que os segundos. Primeiramente, o simples fato de defender alguns fatos óbvios e extremamente influentes em nossas vidas, que a esquerda nega de maneira sistemática, facilita a vida do debatedor de direita. Por exemplo, de defender que homens e mulheres não podem transicionar de um sexo para o outro, negando a pseudociência pela qual se baseia o ativismo radical trans... O mesmo que foi dito acima se repete nessas instâncias típicas de internet e de debates políticos, de maneira geral: do esquerdista repetindo slogans e dificuldade para construir seu raciocínio e o oposto para o direitista. 

Mas o que explicaria isso??

Além do apego mais pronunciado da esquerda em distorcer fatos óbvios que torna seus apoiadores mais incapacitados de debater com desenvoltura (ou defender suas crenças), uma outra explicação é de que o direitista (e também o não-alinhado à esquerda) seria, em média ou desproporcionalmente, mais holístico em seu perfil cognitivo, de "saber de 'tudo' um pouco", independente do quão superficial esse conhecimento possa ser. Isso até explicaria a correlação entre a síndrome do "sabe-tudo" e uma filiação político-ideológica com a direita, em que uma facilidade, mesmo que mínima, para a interdisciplinaridade, pelo menos em relação às disciplinas mais básicas, das ciências humanas, poderia contribuir para tornar alguns indivíduos excessivamente confiantes sobre suas capacidades racionais... Já o esquerdista teria, em média ou desproporcionalmente, um perfil mais especialista, de tecnicista, que ou aquele que desenvolve suas capacidades cognitivas de maneira mais qualitativamente restrita, o oposto do "saber de 'tudo' um pouco" e que o faria mais limitado enquanto pensador e debatedor político e social, justamente por esses conhecimentos exigirem uma maior capacidade de diálogo e agilidade interdisciplinar...

Uma outra explicação complementar ou até superior à que foi mostrada é a de que, como aqueles indivíduos que se identificam de maneira consistente com a direita no espectro político-ideológico, estão mais "alinhados com uma ordem mais natural", apresentariam maior facilidade para aceitar certos aspectos básicos da realidade, tal como as diferenças médias e intrínsecas entre grupos humanos, se para muitos dos que apresentam algum nível de desvio psicopatológico ou de outra natureza, as narrativas esquerdistas, especialmente as identitárias, são muito mais atraentes, por induzirem apenas auto indulgência e vitimismo, ao invés de responsabilização e amadurecimento... 

E como, primariamente, pensamos de acordo com o quê ou quem somos, alguém com algum desvio mais pronunciado tende a refletir justamente esse desvio como parte de si e de como pensa ou no que acredita, que pode resultar em uma incapacidade de sobrepujá-lo (sua própria subjetividade primária), personalizando demais a própria percepção, transformando para si verdades pessoais em verdades universais...

Então, como dito acima, para entender sobre política e ciências humanas é preciso de interdisciplinaridade.

O verdadeiro filósofo versus o tecnicista 

... E a essência cognitiva do pseudo intelectualismo: um especialista que acha que pode ser ou se tornar um verdadeiro intelectual ou filósofo??

A maioria dos professores são tipicamente de especialistas: pessoas que se especializam no ensino de disciplinas específicas. Isso também é verdade para a maioria dos de nossa espécie, independente do campo profissional. No entanto, não-idealmente ou, no mundo real, a maioria dos professores, especialmente aqueles que se formam em faculdades de "ciências humanas', não se tornam verdadeiros especialistas nas mesmas, primeiro porque também deveria significar em se especializar em uma interdisciplinaridade filosófico-científica*, isto é, quanto à capacidade de compreensão e diálogo verdadeiros entre essas disciplinas (história, psicologia, filosofia, geografia...) bem como com suas disciplinas adjacentes (biologia, economia, direito...). E segundo porque o conteúdo presente em faculdades de ciências humanas tem sido extremamente enviesado para um certo lado ideológico e, portanto, distorcido em relação ao que deveria ser: um apanhado cumulativo de conhecimentos verdadeiros de todas as disciplinas envolvidas, sem filtros ideológicos que os distorçam para que se adequem a uma visão dogmática e variavelmente factual sobre o mundo com base nos prismas social, cultural... filosófico, enfim, humano.

* Se tratando de uma especialização mais ampla, visto que as disciplinas das humanidades apresentam um alto nível de interrelação e potencial consequente de diálogo e contribuição conjunta... 

Em outras palavras, o tal "humanista" deveria ser exatamente como um filósofo verdadeiro: um "especialista na generalização", tal como eu o tenho determinado (ou reconhecido), e a própria filosofia, visto que o amor ao conhecimento exige disciplina no raciocínio e no julgamento, em aspectos muito básicos da inteligência que praticamos a todo momento. Por isso a "especialização na generalização", na capacidade de discernir ou julgar, de fato, de uma capacidade mais generalista, onipresente em nossas vidas. Em relativa oposição às ciências que eu tenho determinado como uma "generalização da especialização" (todo domínio científico, de aprofundamento, se torna uma disciplina específica). Segundo que, nem mesmo uma especialização técnica consistente: especialmente sobre conhecimentos reais e funções úteis, uma provável maioria dos graduados em ciências humanas tem se tornado, excetuando os que se especializam em subdisciplinas vagamente relacionadas dentro daquele "miolo humanista", como as da geografia física. De qualquer maneira, uma verdadeira especialização nessas áreas seria, reiterando o que foi dito acima, uma inevitável interdisciplinaridade relacionada...

Só que, na realidade, ao invés de verdadeiros humanistas, o que temos visto, variavelmente falando, é a formação intergeracional de tecnicistas em pseudociências, dos quais muitos se comportam explicitamente como militantes políticos, em que, além do desprezo por uma interdisciplinaridade genuína, concluída aqui como necessária para a especialização em ciências humanas, mesmo as especializações oferecidas nessas faculdades, ainda não correspondem ideal e verdadeiramente ao que deveriam ser, se o seu nível de pluralidade ideológica é extremamente baixo e que isso implica em uma grande distorção intelectual/factual e até moral dos conhecimentos legítimos das ciências humanas.

Portanto, o que temos é uma desproporção do professorado como pseudo-tecnicista  e que ainda se convencem de que são intelectuais ou verdadeiros filósofos; ou humanistas... 

Mas por quê?? 

O que faz pessoas com inteligência acima da média se equivocarem tanto sobre si mesmas?? 

Uma explicação óbvia para o porquê de alguém acreditar ser o que não é ou no que não é capaz de se tornar é a existência de uma deficiência crônica em autoconhecimento, que o faz construir sobre si mesmo uma auto imagem caricata, por exemplo, de sua própria inteligência, exagerando-a, se no sentido de nível ou potencial, e/ou de tipo. Nesse texto, seria alguém que se desenvolve cognitivamente como um especialista, mas acredita que apresenta plena capacidade para pensar como um intelectual, isto é, do seu relativo oposto, de alguém que mostra-se capaz de dialogar com as várias disciplinas que compõem as humanidades, o núcleo das ciências mais básicas, mais as que se aproximam como complementos às mesmas, da interdisciplinaridade comentada acima...

Isso pode vir, por exemplo, da crença de um professor acreditar que possa ser um intelectual (e então um humanista ou filósofo) simplesmente por exercer essa profissão... Uma extrapolação precipitada e equivocada; uma falácia de autoridade constantemente aplicada em si mesmo e à enésima potência do ego... Não de vocação verdadeira manifestada consistentemente...

Mas essas deficiências expressadas como uma atitude de pseudo-autoridade em assuntos em que se demonstra pouco domínio ou distorcido, também são percebidas em muitos autodeclarados esquerdistas que não são professores ou acadêmicos. Por exemplo, a numerosa parte da classe artística que se orienta politicamente para a esquerda. E talvez, mais do que "apenas estupidez", que também não deixa de ser, seria justamente a hipótese que estou levantando aqui, de que eles estão mais propensos a apresentar um perfil cognitivo de especialista e que, quando se metem a debater sobre vários temas das ciências humanas e adjacências e a defender suas crenças, atreladas às mesmas, independente do quão factuais estão, mostram uma incapacidade de generalizar sua capacidade de julgar ou discernir com precisão constante, especialmente de argumentar, mesmo se for para defender crenças ou ideias equivocadas, tal como um intelectual verdadeiro está muito prendado a fazer...

A possível evidência de minha hipótese justamente na incapacidade de argumentação ou raciocínio livre 

Se você perguntar a um tecnicista, ou a um especialista sobre sua especialidade, ele irá te mostrar um nível razoável a excelente de "conhecimento'. Mas a proficiência filosófico-científica, em sua essência, não é apenas de memorizar e replicar conhecimentos específicos, e sim de saber dialogar com um arco mais amplo de domínios do saber humano, especialmente os que se vinculam mais diretamente com os aspectos (fatos) mais importantes de nossas vidas, novamente, das ciências humanas e adjacências... Uma incapacidade de raciocínio é notoriamente visível pela limitação de liberdade e facilidade no mesmo, em que o indivíduo, com grande frequência, apela para frases de efeito, slogans ou qualquer outra maneira de não desenvolver seu raciocínio ou de não confrontar diretamente o seu oponente, bem como suas próprias ideias e crenças, limitando-se a confirmá-las do que comprovar com embasamento o porquê de apoiá-las, enfim, confirmando um subdesenvolvimento potencialmente permanente nessa capacidade. Portanto, uma explicação para entender essas diferenças qualitativas de raciocínio em tempo real, apontada nesse texto, é a de que, aqueles que apresentam deficiências no mesmo seriam de cognitivamente especialistas, enquanto que os pensadores mais ágeis e espertos seriam de cognitivamente generalistas, primariamente sobre os conhecimentos mais básicos e influentes em nossas vidas, sendo que o primeiro grupo demonstraria tais deficiências a partir do momento em que passa a expor suas opiniões e confrontar as opiniões alheias... Daí também temos a diferença de narcisismo entre aquele que guarda para si e aquele que adora compartilhar o que "pensa' com os outros e de "debater' sobre isso...

"Diferenças qualitativas"

Não é apenas ou especialmente sobre aprender matemática ou escrever "mais bonito", ou memorizar fatos variados, mas de raciocínio puro e simples, de autoconhecimento, de honestidade e humildade intelectual, de racionalidade, mesmo de inteligência emocional, tão importante quando direcionada "para dentro"... 

Um típico pseudo intelectual é o oposto de tudo isso: intelectualmente arrogante, desonesto; confunde opinião com fato, ideologia com verdade, não reconhece suas próprias limitações e justamente por isso que se prostra a se comportar desta maneira... 

Isso não significa que esse tipo seja apenas de inclinados à esquerda no espectro político-ideológico, mas que, de acordo com a hipótese cognitiva desse texto, seja o tipo cognitivo mais comum entre eles e a deficiência relacionada, exacerbada pela existência conjunta de desvios à normalidade de uma ordem mais natural, por exemplo, de transtornos psiquiátricos ou neurológicos, que prejudicam as capacidades cognitivas superiores, como a racionalidade, se toda psicopatologia tem como uma de suas expressões mais características, uma diminuição da plasticidade comportamental bem como de distorção da percepção (uma pessoa mentalmente perturbada tende a se inclinar mais para si mesma, se como reação de auto vigilância à constante tentativa de ajuste ou adequação primeiramente a nível pessoal, ou quando o transtorno em si fomenta o desvio de uma capacidade mais desenvolvida de percepção e compreensão). 

Outro exemplo sintomático de pseudo intelectualismo: uma incapacidade crônica de não entrar em contradição 

Quando você está sempre entrando em contradição em seus pensamentos, ideias ou crenças, isso tende a indicar que você compreende pouco o que defende ou diz acreditar, diga-se, de maneira mais profunda e/ou precisa. Porque se compreendesse de fato que uma contradição, ainda mais se for absoluta, invalida logicamente a crença ou ideia primariamente defendida, atualizaria a crença ou os argumentos que usa para defendê-la, primeiro para si mesmo. Mesmo que contradições façam parte de nossas vidas, existem níveis do quão contraditórias elas podem ser, e uma presença considerável de contradições absolutas é o que mais indica uma pobreza de compreensão sobre as próprias crenças. E é importante frisar que, profundidade necessariamente não é mesmo que complexidade, em que é possível compreender com precisão, mas de maneira simples, uma ideia ou um pensamento, e mesmo de se exceder em nuances e gerar um "complexismo", um pensamento exagerado ou distorcido que nunca chega ao ponto mais importante.


O tipo especialista apresenta uma atração natural pelo coletivismo??


Ainda que pensadores medíocres ou simplórios* possam ser encontrados em qualquer lado do espectro político, eles tendem a se concentrar mais densamente nas esquerdas, identitária e marxista. 

* Não confundir um pseudo intelectual verborrágico com um verdadeiro pensador sofisticado ou um intelectual, de fato. 

Mas por quê?? 

Uma explicação levantada aqui é a de que uma inclinação mais acentuada à esquerda no espectro político-ideológico se correlaciona com um perfil cognitivo mais estrito, de especialista, e que, por sua vez, tende a se correlacionar com deficiências em capacidades cognitivas mais generalistas, de raciocínio, comprovado pela existência desses mesmos indivíduos que estão dotados com boa capacidade técnica, mas mostram-se simplórios e/ou falhos como pensadores e debatedores. Ok. Mas ainda não foi respondido o porquê. Então, um perfil cognitivo mais estrito pode tornar um indivíduo mais atraído por sistemas sociais coletivistas, primeiro por estarem organizados para funcionar como um superorganismo cujos indivíduos atuam como as suas peças e, segundo, por esses indivíduos mais especialistas sentirem por si mesmos, por suas próprias naturezas cognitivas mais especializadas, uma maior compatibilidade com esse tipo de sistema do que com sistemas sociais mais atomizados ou individualmente competitivos. Uma atração "pela cooperação", um aspecto psicológico, mas que também reflete sua própria natureza cognitiva... Em outras palavras, mesmo que muitos aparentem ser mais psicologicamente individualistas, particularmente os auto identificados com a esquerda, têm sido mostrado que também são mais coletivistas nesse sentido, pelo quão aderentes à uniformização coletiva aos seus grupos eles estão, no pensamento e no comportamento... 

Pois apesar da natureza coletivista ser uma tendência muito comum em espécies sociais, como a humana, o que inclui indivíduos do centro e do outro lado do espectro político-ideológico, até como resultado de como esse tipo de espécie tem evoluído, a partir de uma rigorosa divisão de tarefas adaptativas que são benéficas ao grupo ainda que também suprimam a autonomia do indivíduo, o grau de tendências cognitivas e psicológicas coletivistas parecem se expressar de maneira mais intensa nos extremos do espectro político-ideológico, se diferenciando no fato de que, naqueles mais à esquerda, essas tendências estariam ainda mais arraigadas, pelo fator extra de serem desviantes a uma ordem mais natural, adicionando também problemas crônicos de inadequação, em oposição à direita, histórica e estruturalmente organizada mais de acordo com essa mesma ordem (hierarquia, família ou reprodução...), tornando aqueles à esquerda ainda mais aderentes a pensamentos e comportamentos coletivistas, se um desvio ou desequilíbrio proeminente gera mais dependência e se um transtorno aumenta o nível de estereotípia comportamental (ou de limitação de plasticidade adaptativa), justamente estabelecendo esse ciclo de dependência...


Não é apenas "lavagem cerebral"

Porque se fosse, muitos desses saberiam argumentar com liberdade de raciocínio e desenvoltura mesmo se fosse pra defender desvarios ou pensamentos muito dogmáticos... Mas, se é o oposto o que acontece, então, a minha "hipótese cognitiva" pode fazer mais sentido, de ser um "mismatch" ou uma assimetria entre a convicção de achar que sabe e a realidade de saber muito menos do que sabe, um déficit claro em autoconhecimento, e associado a um perfil cognitivo de especialista, aquele que "sabe muito ou mais de um pouco" do que "saber de 'tudo' um pouco". Essa é uma maneira mais elegante de classificá-los do que de apelar para uma conclusão simplista e rápida, de serem apenas estúpidos, o que também são, mas que essa estupidez não se manifesta homogeneamente, que apresenta mais camadas ou nuances...


Se um especialista tende a compreender menos o mundo...

Por isso pode ser mais propenso a se tornar ideologicamente fanático e a preferir por sistemas sociais coletivistas?? 

Quem tende a aderir a sistemas dogmáticos de pensamento deixa a entender que sente uma dependência intelectual mais forte, ou também uma insegurança sobre a própria inteligência, especificamente a racionalidade, que resulta nesse apego ao dogmatismo. Talvez não apenas uma questão de insegurança, mas de percepção subconsciente de incapacidade puramente cognitiva que o faz adotar esses sistemas de narrativas simplórias, que se acoplam perfeitamente com essa mesma incapacidade, funcionando tal como uma muleta funciona para um manco, em que se pode perceber com relativa facilidade essa relação de "quebrar o galho", mas que não é legitimamente suficiente ou eficiente na demonstração de função: a muleta substituindo uma perna e o dogmatismo ideológico substituindo um raciocínio mais livre e verdadeiro...

"Tende a entender menos o mundo"

Justamente por ser cognitivamente como "uma célula" dentro de um organismo social, ao tentar entender o mundo além do seu milieu, mostra-se tão provinciano quanto qualquer outro ser humano comum (tipicamente mais conservador), também se comportando como um pseudo cosmopolita... Por isso, se apega de maneira dependente a sistemas ideológicos de crenças, ideias e pensamentos...

Mais uma diferença entre filosofia e ciência (verdadeiras), o verdadeiro intelectual e o pseudo 

A ciência busca suprimir a experiência subjetiva em prol de uma maior objetividade enquanto a filosofia busca estabelecer um diálogo constante entre subjetividade e objetividade. A ciência despersonaliza até o que nos é mais íntimo enquanto a filosofia personaliza até o que nos parece ou é mais distante.

Um verdadeiro intelectual ou filósofo se dedica a estabelecer pontes de diálogo entre o subjetivo e o objetivo que também é importante na construção de princípios morais. 

Um pseudo intelectual, por contrapartida, se excede na objetividade ou na subjetividade, e mais geralmente na segunda, mostrando-se pouco dotado nessa mesma função tão importante à verdadeira práxis filosófica. E é a partir dessa incapacidade que muitas crenças irracionais são fomentadas e, pior, canalizadas para nichos demográficos mais propensos a transformá-las em peças dos seus sistemas ideológicos ou de suas visões de mundo. 

Esquerda "neurodivergente" versus direita "normal"

Neurodivergente é um eufemismo para "insano", "desviante"... O que, durante muito tempo, se considerava doença, desvio ou transtorno (muito do que, de fato, sempre foi). Tudo o que é desviante ao que é considerado "normal" no sentido de concordante com uma ordem mais natural, que a "esquerda" tem abraçado como causa, especialmente a cultural ou a identitária, mas sua essência relacionada a uma inadequação que remonta desde os seus primórdios como ideologia e força política: do mais fraco, impotente ou menos dominante. Como já comentei em outros textos ou pensamentos, se a "natureza" tem favorecido a "maldade", definida de acordo com uma visão moralista humana, então, a direita tradicional tem representado esse jogo de poderes ancestral, enquanto à esquerda têm se posicionado grupos descontentes. E então, a própria "direita" também tem representado, além de uma opressão mais "natural' e poderosa, também o que de "bom" o poder traz consigo, nesse cenário, o poder de estar mais ao lado da "natureza' (seleção natural, adaptação..): a própria inteligência. Consequentemente, ao desprezar toda lavagem cerebral que tem pintado muito ou tudo o que se relaciona à direita como estúpido e mal, é notório tanto o legado positivo quanto o negativo da mesma: em todos os sentidos práticos da vida humana. Só agora, nessa era de decadência e degeneração, que muito do que sempre foi considerado 'errado" (com razão), passou a ser considerado "o certo"... Basta ver um prédio "moderno": feio e simplista, e comparar com os detalhes fantásticos de uma igreja para extrapolar essa comparação em várias outras instâncias que facilmente se chega à única conclusão sensata: de que, em muitos aspectos importantes, a sociedade humana, especialmente a ocidental, decaiu dramaticamente, e também a uma segunda conclusão concordante: de que estamos passando ou já passamos do ponto de equilíbrio e entrando em uma nova era obscurantista, mas em que, ao invés de um alinhamento mais natural, da antiga ordem, são as forças opostas que estão tomando o poder e se impondo por ele...

Portanto, apenas esses desvios ao que é mais lógico ou "concordante à natureza' já se expressa em várias aspectos do ser humano: neurológico, mental, cognitivo, comportamental e cultural, em que poucos dos desviantes conseguem apresentar uma capacidade de auto reflexão racional ("livre arbítrio") suficiente para sobreporem os próprios instintos, o que os diferencia dos típicos "normais": basicamente essa tendência de inversão a uma lógica básica e expressada como auto projeção subjetiva primária, por exemplo, de uma mulher com inclinações hiperssexuais buscando naturalizar e até se justificar cientificamente ao invés de aceitar que apresenta um desequilíbrio de comportamento, mesmo que isso não a impeça de agir desse ou daquele jeito... 

Reiterando o que já comentei em outros textos, uns até bem antigos até à data de "confecção" desse texto: o ser humano, em média, tende a ser mais instintivo do que gostaria ou pensa que não é, e a linguagem tem servido especialmente para reforçar nossos instintos e de nos fazer acreditar que somos menos dependentes e influenciados por eles do que realmente somos, uma espécie de sofisticação abstrata, mas com resultados mais dissonantes, com o exemplo das muitas guerras que já foram deflagradas por e entre seres humanos, em que o diálogo verdadeiro, da capacidade de reflexão mencionada, tem sido desprezado...

Portanto, o próprio desvio, psicológico ou orgânico, já direciona para um risco aumentado de distorção da percepção. Mais certos traços cognitivos, como um perfil mais restrito de potencial de aprendizado e compreensão, e outros traços mentais em conjunto, não necessariamente desviantes ou de desequilíbrio de função, podem determinar como destino esse tipo de deficiência, de pseudo intelectualismo.

Um comentário:

  1. Meu caro, não sei se tu vai lembrar da minha pessoa mas acredita que essa época de eleição e dualismos inférteis fez eu lembrar do teu blog e de vários debates na blogosfera adentro a década passada e retrasada?? Acompanhava muito teu blog lá em meados de 2013—2015.

    O tempo passou e a dualidade ainda continua mantendo a desgraça no Brasil e no mundo.

    ResponderExcluir