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domingo, 3 de abril de 2016

Coração (emoção) versus ''Razão'' (lógica), uma hipótese para uma das razões para a existência de disparidades sócio-econômicas



Quem é mais levado/influenciado por suas emoções, será menos propenso a se engajar em comportamentos de gratificação de longo prazo que dentro de nosso contexto capitalista resultará em

 mais dinheiro

E novamente a dicotomia ''mente formal'' versus ''mente filosófica''


Vívidos versus ''vividos'

Quem para para ver o sol se por ou nascer (como eu) terá maiores chances de não ser um abonado enquanto que aquele que tiver a combinação ideal de estilo cognitivo, personalidade&motivação, será mais propenso a ser no mínimo um empresário. 

Os empresários não tem tempo (imediato) pra eles mesmos, porque em média, são capazes de conter as suas necessidades ou impulsos em prol de uma gratificação material de longo prazo.

Por outro lado, os mais vívidos, de raiz filosófica, serão mais propensos a seguir o ritmo imediatista de suas vidas e o consumista impulsivo, será uma combinação esquisita de motivação, personalidade e estilo cognitivo dos dois tipos, e bem menos filosófico, ainda que constituído de características que denotam maior impulsividade, proxy relativamente distante para vivacidade, que por sua vez se relaciona com o tipo de mente mais filosófica. 

A maioria (ou ao menos uma parte significativa) daqueles com grande capacidade intelectual ou de raciocínio puro (proxy para criatividade e sabedoria) serão  mais propensos a serem de vívidos do que de ''vividos', até mesmo por causa de seus alcances perceptivos mais aguçados, e sabe-se que uma maior super-excitabilidade, principalmente a emocional, tende a ser fortemente complementar à percepção, se combinada com maior controle cognitivo.

A maioria de 

- mulheres,

- negros,

- homossexuais masculinos,

- tdah's...

tendem a ganhar menos do que homens brancos e asiáticos heterossexuais, justamente por causa de suas maiores vivacidades/impulsividades emocionais.

Assim como eu, a maioria deles vive cada dia ao invés de sacrificá-los em prol de um ''ideal'' que geralmente será mundano, egoísta e/ou material.

Esta é uma das prováveis razões para a existência de disparidades sócio-econômicas entre os grupos humanos, uma das...


quarta-feira, 16 de março de 2016

Intelectualmente inteligentes versus cognitivamente inteligentes



Outsiders versus alfas

ou 'neuróticos' brilhantes versus trabalhadores eficientes


Eu já comentei diversas vezes no velho e neste blogue sobre esta dicotomia que a meu ver tem sido pouco explorada pela psicologia ou pela filosofia. As diferenças entre aqueles que são mais intelectualmente dotados daqueles que são mais cognitivamente inteligentes parece se consistir em uma realidade latente e com reverberações bastante pronunciadas em nossas vidas porque afinal de contas, a maior parte das pessoas dependem daqueles que são colocados em posições de poder bem como de suas decisões. Os respectivos ápices dos dois tipos seriam o gênio filosófico e o gênio científico-''utilitário'. E eu interpretei de bom tom usar a minha classificação hierárquica de sociotipos, trabalhadores, manipuladores e observadores.

O intelectualmente talentoso é um pensador primordialmente holístico que sempre parte da imagem maior, se questionando sobre tudo aquilo que é forçado a crer e que dizem se consistir na verdade. O intelectualmente inteligente é um potencial criador de novas sociedades, ideologias ou ''religiões'' ( em outras palavras, também temos o céu e o inferno como produto-potencial para este grupo).

O cognitivamente talentoso, por sua vez, é um pensador técnico-específico que parte de suas micro-perspectivas perceptivas e/ou cognitivas e  geralmente não perpassará as fronteiras das verdades artificiais que 'é'' condicionado a acreditar, isto é, internalizará com grande naturalidade todas as meias verdades ou factoides, assim como também muitos fatos óbvios. E os mais intelectualmente capacitados deste grupo tenderão a entender o lado de seus pseudo-algozes dicotômicos que eu propus, mas terão fraca resistência psicológica e motivação intrínseca (que muito comumente terá fatores adicionais extrínsecos ou ambientais) para seguir pelo caminho filosófico, quase sempre mais árduo, solitário e complexo.

O filme Família Addams 2, que está ilustrando este texto, é um exemplo muito interessante de embate entre esses dois tipos, em que nós temos Wednesday Addams ( Christina Ricci) como uma jovem neuroticamente brilhante e do outro lado a loirinha burguesa Amanda Buckman (Mercedes McNab), representando a trabalhadora eficiente que pertence às ''elites'' (de mierda, ;) ).

O filme também nos mostra o embate de dois mundos quase que completamente opostos em que nós temos a moralidade forçada e artificial da ''burguesia tecnicamente inteligente'' versus o existencialismo fatalisticamente filosófico dos ''outsiders'' brilhantes e de lambuja, ainda mostrará que para o segundo grupo, haverão correlações significativas com uma diversidade de comportamentos moralmente reprováveis e com problemas de saúde como a alergia do personagem judeu que se apaixona por Wednesday ou a própria psicopatia da garota.

Em relação à triarquia dos sociotipos, os cognitivamente inteligentes se encaixariam especialmente no grupo de manipuladores-trabalhadores enquanto que os outsiders, especificamente aqueles que foram representados no filme, seriam de manipuladores-observadores.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A diferença entre ser simpático e de ser empático



''Você é muito, muito, muito, muito.... inteligente'' :)

Eu já relatei que tenho um tio ''interessante'' ** Bem, ele é um mentiroso patológico muito habilidoso. Só teve a ''má sorte'' de ter tido uma irmã muito fértil que deu à luz a dois (de seus três) filhos que parecem ter puxado em partes a sua sagacidade. E pior, porque um destes seus sobrinhos ainda consegue superá-lo em alguns anos luz neste quesito. Nosso tio gosta de inventar histórias, só que ao invés de escrever um livro ele decide transformar seus devaneios em estratégias obscuras para tentar nos iludir na vida real.

Eu não estou brincando, ele se parece com isso aqui embaixo



Não sei se falei que ele inventou que tem uma namorada estrangeira, falei** Uma de suas muito bem pensadas (e pra quê**...) táticas para nos convencer de que tem mesmo uma namorada foi a de alternar conversas pelo celular sem e com viva voz. Quando fala no viva voz com a ''moça'', não parecem agir como namorados, porque ela fala sem parar e ele apenas repete algumas palavras com o seu inglês do ghetto de Varsóvia. Eles não conversam sobre a saudade que sentem um pelo outro, blablablabla (tudo que no final remete a sexo).  No final, eles se despedem de maneira ''fria'' para um casal de apaixonados tripudiados pela distância geográfica. Outro furo de nosso espertalhão é a de dizer que a moça é britânica e ainda por cima atriz de hollywood. Se eu fosse ele não teria cometido estes erros e teria sido mais comedido com minha mentira. Quando estão conversando no viva voz o sotaque da moça parece ser americano!!! Recentemente ele começou a conversar sem usar o viva voz. Resultado: quando ''se despedem'', chovem elogios e juras de amor por parte dele, sei! ;) 
Cadê a voz da moça lhe mandando um ''i lovi u'' ***

Eu fui o único que percebi o padrão. Meus pais cognitivamente inteligentes, que poderiam ser professores universitários, especialmente a minha mãe, são ingênuos e apáticos demais para prestarem atenção a um cérebro super ativo e desequilibrado ao lado. Eu vejo padrões mentalistas ao invés de mecanicistas, uma provável inversão em relação ao que acontece com a maioria dos autistas e outros tipos derivados. Isso nos ajuda a explicar o porquê de ter conseguido capturar cada falha estratégica do meu tio. 

Meu tio é muito simpático e muito esperto (não tanto pro papai aqui). Está sempre elogiando as pessoas ao redor, só que são elogios exagerados, irrealistas. A melhor mentira é aquela que é uma meia verdade. Não é sensato chamar um rapaz cognitivamente medíocre de ''muito inteligente'', mas ele o fez. Nas aulas particulares que leciona, ele tem esbanjado simpatia. Sempre aos elogios, risadas quase-infantis. Ele sabe instintivamente aquilo que os outros querem ouvir, deseja mantê-los em suas zonas de conforto imaturas. Ele sabe que elogiar é milhões de vezes melhor do que xingar ou mesmo, dizer a verdade (aliás, neste quesito ele chegou tarde na distribuição de honestidade).

Elogios abrem portas, ser sincero e honesto te faz um idiota dostoievskiano.

Ele não está errado, a maioria dos seres humanos agem mais ou menos desta maneira, nem tanto no quesito mentira descompensada, mas ainda assim, não muito diferente.

Enquanto que ele se sente extremamente confortável ao dizer mentiras como esta (elogiando o rapaz/aluno de maneira exagerada e irrealista) com a cara ''mais lavada'' do mundo, eu me sinto mal em fazer o mesmo, ainda que possa ser necessário me aprimorar neste quesito, quem sabe, num futuro próximo. No lugar dele eu jamais teria dito que o rapaz está aprendendo a ponto de poder ser chamado de ''muito inteligente''. É mentiroso e até maldoso dizer isso e o rapaz deve saber que não é isso tudo que ele diz. Ele deve ficar envergonhado mas aceitar porque afinal de contas, receber um elogio destes é sempre bom. Ser elogiado é bom, ser exageradamente elogiado é melhor ainda, quase todo mundo gosta.

A simpatia é artificial e é frequentemente usada para agradar as pessoas. A simpatia é uma propaganda de boas intenções enquanto que a empatia é a realidade das boas intenções, sábias ou de idiota útil humanista. E eu já mostrei ou tentei mostrar que a manifestação mais seca e visceral da empatia é a honestidade, isto é, a sinceridade empática ou que tenha como finalidade a harmonização das relações. Exagerar positivamente até que poderia ser entendido como uma forma de harmonizar, mas é sempre melhor quando encontramos um jeito de elogiar a pessoa sem ter a necessidade de apelar para ''mentiras brancas''. 

E novamente o lugar comum que eu falei tanto no outro blogue, o rabugento empático versus o carismático mentiroso. E com o complemento da diferença entre ser sincero e ser honesto. Pessoas honestas podem mentir para preservar a harmonia ou mesmo, o que parece ser o mais comum, de serem inconscientes/ignorantes quanto à mentira que estão pregando. O honesto será melhor para dizer verdades que possam harmonizar o ambiente, inclusive, será a sua maior tendência dentro deste contexto de interações interpessoais. E como falei, também poderá mentir sobre aspectos negativos, não sendo totalmente honesto, mas muito coeso com a sua proposta.  O sincero caminhará para ser mais direto e menos empático quando diz verdades e pode ser inclusive mais voltado para críticas ácidas do que construtivas. A crítica construtiva se consiste na perfeição analítica, uma das muitas faces semânticas da sabedoria. Outra possibilidade complementar de explicação em relação às diferenças dos dois é a de que o sincero poderia ser entendido como um ser honesto só que sem o contexto moral que pré-determina a honestidade. Em outras palavras, o sincero apenas diz as verdades que lhe vem à cabeça enquanto que o honesto precisa do contexto moral para regular a sua abordagem, o sincero é o honesto sem filtro de bom senso. E mais, mentir não será sempre ruim, especialmente dentro do contexto social humano. A mentira muitas vezes servirá como modo de preservação da individualidade dentro de uma realidade sócio-demográfica povoada por ''ignorantes''. 

Uma atualização: a sinceridade tende a ser verbal enquanto que a honestidade tende a ser literal ou que se consiste na ação, ''de fato'', fazer algo, do que apenas falar.