Um professor tipicamente defende seus interesses como pertencente a uma classe profissional pela qual "atua'. E especialmente isso. Mas lhe é muito conveniente aderir a uma narrativa que, além de alça-lo a uma posição simbolicamente superior de importância social, ainda associa a defesa dos seus interesses aos interesses das classes desfavorecidas... Isso é muito, mas muito conveniente, porque dá a entender que ele também defende os interesses dos mais pobres. No entanto, as ações dizem mais do que apenas a defesa de discursos vagos. E elas nos mostram que a maioria da classe de "educadores", se no Brasil ou nos EUA, pensam primariamente nos próprios interesses. São tão mesquinhos quanto qualquer outro grupo humano. Além disso, se acham muito importantes para a sociedade (existem vários pontos "sensíveis" que colocam em cheque essa crença muito popular entre eles que eu comentei em outros textos). Como já comentei antes, se um partido de "extrema direita' defendesse um aumento muito grande dos seus salários, não duvidem se a maioria mudasse do dia para a noite de ideologia. No fundo, não devem ser muito diferentes de mercenários; bem como de prostitutas. Se vendem para quem pagar mais... Mas novamente, tendo uma narrativa que prega pelo "amor" e a "solidariedade" (da maneira mais cínica e mal intencionada possível) ao seu lado, pode te servir maravilhosamente para ser usada como escudo moral, especialmente se mostra que tem desvios de caráter ou de discernimento...
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