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sexta-feira, 7 de março de 2025

About an old discussion: who is more irrational, the left or the right, and a new thought

 What is more irrational, mediocrity or madness??


I have already written some texts based on this question in the title, more specifically two texts. In the first, I compared the left and the right based on the historical context of colonial Brazil and concluded that it is the right-wingers who are more inclined towards irrationality, not only because they are more likely to justify slavery, but also because they are more inclined towards religious belief, an extra and traditional dose of adherence to magical thinking. In the second text, I ended up concluding that the more rational ones would be more likely to not become so ideologically biased, contrasting an older text of mine, about highly rational individuals, in which I stated that they would be more likely to adopt progressive beliefs more vigorously, also based on the long history of embracing obscurantism by the other side, the right.


A new thought about this discussion, according to what I have been thinking, is that the comparison between those on the right and those on the left, in rational terms, is equivalent to the comparison between different doses of rationality, or rather, irrationality, in which the first group would be excessively restrained in their intellectual approaches, and therefore more conservative, expressing a more mediocre way of rational thinking, while the second would be excessive in its intellectual approaches, and that, without a quality filter of thoughts and ideas, becomes a more risky and mistaken way of rational thinking. Therefore, it is the clash between mediocrity and madness, between going too little beyond primary good sense, which is usually called "common sense", and going much further, but more in a sense of inverting it, reiterating the condition of the left, which has given itself, as an antithesis of the right, and not as a synthesis or a true moral and intellectual transcendence, as it seems to proclaim.


But this does not mean that right-wingers are, on average, less irrational than rational. It does mean that they are less irrational than left-wingers. Nor does it mean that conservative thought is perfectly cautious. Traditional religious belief alone shows us that this is far from true. (Still, it is interesting to think that, if from a thought I had about it, it is possible to consider it radical, in the sense of imprudent or hasty, and also conservative, depending on the perspective. If from a purely rational perspective, traditional religion, but also any other form of magical thinking, is tacitly an extraordinary statement without extraordinary evidence, a speculative leap without any logical basis, treated as absolute truth. And if from a historical-cognitive and evolutionary perspective, religious belief among humans would be the conservation of the universal and extremely basic modus operandi of living beings, self-centeredness, of primarily perceiving reality from one's own perspective, instead of doing so in a more objective way, shifting perception to the objective instead of self-projection).

Sobre uma velha discussão: quem é mais irracional, o de esquerda ou o de direita e um novo pensamento

 O que é mais irracional, a mediocridade ou a loucura?? 


Eu já escrevi alguns textos tendo como base essa pergunta do título, mais especificamente dois textos. No primeiro, eu comparei os de esquerda e os de direita a partir de um contexto histórico de Brasil-colônia e concluí que são os de direita que pendem mais à irracionalidade, não apenas por serem mais propensos a justificar a escravidão, mas também por serem mais inclinados à crença religiosa, uma dose extra e tradicional de adesão ao pensamento mágico. No segundo texto, eu acabei concluindo que os mais racionais seriam mais propensos a não se tornarem tão enviesados ideologicamente, contrapondo um texto meu mais antigo, sobre os indivíduos altamente racionais, em que afirmava que estes seriam mais propensos a adotar de maneira mais vigorosa, crenças progressistas, também com base no longo histórico de abraço ao obscurantismo pelo outro lado, da direita. 

Pois um novo pensamento acerca desta discussão, de acordo com o que tenho pensado, é a de que a comparação entre os de direita e os de esquerda, em termos racionais, equivale à comparação entre doses diferentes de racionalidade, ou melhor, de irracionalidade, em que o primeiro grupo seria excessivamente comedido em suas abordagens intelectuais, por isso, mais conservador, expressando um modo mais medíocre do pensar racional, enquanto que o segundo seria excessivo em suas abordagens intelectuais, e que, sem um filtro de qualidade de pensamentos e ideias, se converte em uma maneira mais arriscada e equivocada do pensar racional. Portanto, é o embate entre a mediocridade e a loucura, entre sair muito pouco do bom senso primário, que costuma-se chamar de "senso comum", e a de ir muito além, mas mais em um sentido de inversão do mesmo, reiterando a condição da esquerda, que tem dado a si mesma, como um antítese da direita, e não como uma síntese ou uma transcendência moral e intelectual verdadeira, como parece se apregoar.

Mas isso não significa que os de direita sejam, em média, menos irracionais do que racionais. E sim que sejam menos irracionais que os de esquerda. Também não significa que o pensamento conservador seja perfeitamente cauteloso. Só a crença religiosa tradicional já nos mostra que isso está longe de ser verdadeiro. (Ainda assim, é interessante pensar que, se por um pensamento que eu tive sobre a mesma, é possível considerá-la radical, no sentido de imprudente ou precipitada, e também conservadora, dependendo da perspectiva. Se por uma perspectiva puramente racional, a religião tradicional, mas também qualquer outra forma de pensamento mágico, se trata tacitamente de uma afirmação extraordinária sem evidência extraordinária, de um salto especulativo sem qualquer base lógica, tratado como verdade absoluta. E se por uma perspectiva histórico-cognitiva e evolutiva, a crença religiosa entre humanos seria a conservação do modus operandi universal e extremamente básico dos seres vivos, o autocentrismo, de primariamente perceber a realidade pela própria perspectiva, ao invés de fazê-lo de maneira mais objetiva, deslocando a percepção para o objetivo ao invés da auto projeção). 

After all, is it the "far right", extreme, or especially who accuses it??

 Who accuses it??


''Traditional media''??


Self-declared "radical subversives"??


The traditional media reflects and expresses the voice of power, which has never really been moderate and balanced...


Those who are always ready to "accuse" others of being intolerant, extremists... fascists, racists, xenophobes... basically repeat the litany of accusing others of being and doing what they themselves are and do...


Some examples of the "extremism" of the "far right" today:


- The "far right" only wants greater control over immigration, especially in countries that have experienced significant flows of immigrants, and because this lack of control generates very negative consequences, especially the increase in cultural conflicts, crime and the progressive demographic and cultural replacement of natives by foreigners... Not to mention that it does not solve the social problems of the countries where most of these immigrants come from.


Very "radical" and "extremist"...


- The "far right" only wants to combat the excesses of 'left-wing' identity politics, in which immigration policies with little control are also part of the "package", as is the reversal of institutionalized discrimination against certain groups in evaluation and selection processes in the labor market, particularly white men, in countries where this policy has been imposed, returning to the old common sense of prioritizing technical competence over subjective preferences (racial, sexual...).


Or even the ban on trans athletes in traditional sports, especially in women's sports, knowing that they tend to have natural biological advantages, particularly for "trans women" over "biological women" (and which reverses the situation when it comes to competitions between "trans men" and "biological men", exposing the first group to the risks of competing with those who are much stronger and more physically agile)...


Or that children can be subjected to irreversible procedures on their developing bodies when they express any level of mismatch between gender and sex identity (which seems that, most of the time, is nothing more than a temporary mismatch).


An affront to moderation and rationality, don't you think?

Afinal, é a "extrema direita", extrema, ou especialmente quem a acusa??

 Quem a acusa??

''Mídia tradicional''?? 

Autodeclarados "subversivos radicais"??

A mídia tradicional reflete e expressa a voz do poder, que nunca foi realmente moderado e ponderado... 

Já aqueles que estão sempre prontos para "acusarem" os outros de serem intolerantes, extremistas... fascistas, racistas, xenófobos... basicamente repetem a ladainha de acusarem os outros de serem e fazerem o que eles mesmos são e fazem...

Alguns exemplos do "extremismo" da "extrema direita" hoje em dia:

- A "extrema direita" quer apenas um maior controle sobre a imigração, ainda mais em países que têm experimentado fluxos significativos de imigrantes, e porque esse descontrole gera consequências muito negativas, especialmente o aumento de conflitos culturais, da criminalidade e a progressiva substituição demográfica e cultural dos nativos pelos forasteiros... Sem falar que não resolve os problemas sociais dos países de onde a maioria desses imigrantes são oriundos.

Muito "radical" e "extremista"... 

- A "extrema direita" quer apenas combater os excessos das políticas identitárias 'de esquerda', em que as políticas de imigração com pouco controle também fazem parte do "pacote", tal como a reversão da discriminação institucionalizada contra certos grupos em processos avaliativos e seletivos no mercado de trabalho, particularmente de homens brancos, em países em que essa política tem sido imposta, voltando ao velho bom senso de priorizar competência técnica sobre preferências subjetivas (racial, sexual...).

Ou também a proibição de atletas trans em esportes tradicionais, especialmente em esportes femininos, sabendo que tendem a apresentar vantagens biológicas naturais, particularmente das "mulheres trans" em relação às "mulheres biológicas" (e que reverte de situação quando se tratam de competições entre "homens trans" e "homens biológicos", expondo o primeiro grupo aos riscos de competir com quem é muito mais forte e ágil fisicamente)...

Ou que crianças possam ser submetidas a procedimentos irreversíveis em seus corpos, em desenvolvimento, quando expressam qualquer nível de descompasso de identidade entre gênero e sexo (que parece que, na maioria das vezes, não passa de um descompasso temporário).

Uma afronta à moderação e à racionalidade, não acham?? 

Lacração é ruim. Mas as novelas antigas do Manoel Carlos...

 Antes, as novelas brasileiras quase não tinham personagens LGBTs. Os que existiam, quase sempre faziam parte dos núcleos de humor. Pois era assim que muitos brasileiros conseguiam aceitar LGBTs na mídia, apenas se fossem para lhes causarem risadas, diga-se, especialmente se fossem suas próprias sexualidades a fonte principal para as piadas. 


Antes, não era bom. Mas hoje, com esse excesso de representatividade, parece até que metade da população brasileira é "gay". Porque se tornou obrigatório que toda novela tem que ter personagens LGBTs de destaque, ao invés do bom senso de distribuí-los de maneira menos forçada, sem essa obrigação.

Antes, a maioria das novelas brasileiras eram sobre tramas que giravam em torno de famílias ricas ou de classe média alta. A maioria dos atores dos elencos eram brancos. Para atores negros e pardos, quase sempre sobravam papéis irrelevantes, de escravos, se a novela fosse de época, ou empregados, se passasse no tempo presente. Vale dizer que brancos pobres ou de classe média baixa também eram sub-representados e estereotipados. Até parecia que o Brasil era um país europeu e desenvolvido. Se especialmente a globo era racista e elitista, ou se também existia outra razão para evitar uma representatividade minimamente adequada de até metade da população brasileira em suas novelas, por exemplo, visando atender à demanda do público-alvo que mais tinha acesso a um aparelho de televisão até os anos 2000, predominantemente branco e de classes A e B?? Enfim, uma possível combinação entre pragmatismo capitalista com racismo e elitismo legítimos. 

Mas hoje não está melhor. Piorou até. Pois se antes as novelas pecavam em termos de representatividade, pelo menos eram de boa qualidade: atuação, direção e trama. Hoje, a representatividade se tornou compulsória, forçada e artificial, porque toda novela tem que ter personagem LGBT, ou com deficiência, e toda novela tem que ter protagonismo negro e pautas políticas enviesadas à "esquerda" como tema. Se antes as novelas eram homogeneamente excludentes e elitistas, hoje, o problema da homogeneidade de temas e composição permanece, só mudou de direção. Isso significa que continuam excluindo, especialmente a possibilidade de pluralidade e liberdade na construção das tramas, sem amarras ideológicas de direita ou esquerda ditando suas regras. Além disso, a qualidade técnica das novelas brasileiras despencou. Não apenas em um sentido técnico, mas também de essência, já que desde a década de 2010 que, especialmente os novos diretores, começaram a produzir enredos mais complexos ao invés de manter a antiga fórmula de como fazer um dramalhão, apostando alto na inovação e se esquecendo de agradar o perfil predominante de quem (ainda) assiste novelas: mulheres, donas de casa... Também parece que essa transição mal sucedida foi baseada em uma análise de mercado precipitada, com base nas tendências culturais ou de comportamento das novas gerações. Em suma, as novelas brasileiras têm tentado conquistar os mais jovens, abandonando o seu próprio público, mas a maioria deles prefere se entreter pela internet. E as séries, estrangeiras e nacionais, se tornaram tão ou mais populares, delegando às novelas, um futuro que parece cada vez menos presente na vida das pessoas. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

On the "final" and "politically incorrect" solution to the problem of violence

To understand the problem of violence committed by human beings, especially irrational violence, it is first necessary to understand human behavior: how it works, what factors influence it... To truly understand it, in the most scientific sense possible, based on the best that scientific thought and practice can offer. Because adopting narratives that supposedly explain it, including violence, just because they fit with personal beliefs or feelings, seems to be much more common, not only among non-specialists, but even among those who consider themselves such, just because they graduated in related areas, but demonstrate more ignorance than knowledge, precisely because they disregard legitimate scientific evidence on the topics of their areas of expertise; because they have limited themselves to the politically correct pseudosciences that have become predominant in their areas in the last half century. 

So, first, let's talk a little about human behavior, which we can observe with the naked eye, its patterns or intersectional correlations, which are not just parallels between factors that share the same context of influences. This is precisely the first point, that human behavior is relatively predictable, because we can draw behavioral profiles of individuals, but also of groups and subgroups, in relation to their personality traits and intelligence. For example, we know that a person is more shy precisely because we perceive in them a constancy of behaviors characteristic of shyness. The second point is that we can observe, in addition to the patterns of human behavior that result in cognitive and personality profiles, that they are also more stable or difficult to significantly change, even though they also present a limited adaptive plasticity. That is, precisely because they are more stable they are also predictable. Even when chronic instability is observed, such as in the case of mood disorders such as bipolar disorder and borderline personality disorder, they still express patterns of "stable instability" or predictable undulation. The third point is that it is common to find an apparently coincidental similarity of behavioral tendencies among close blood relatives, especially between parents and children, and siblings; that we can also notice this similarity between individuals from the same groups defined by race or ethnicity, culture, social class, IQ, type of intelligence, sex, sexual orientation... That we can see, for example, that adopted children do not tend to resemble their adoptive parents in temperament and intelligence, but rather their biological parents, even more so if they come from different social backgrounds, and even when they are raised from a very early age by their adoptive parents, far from their biological families. The fourth point is that we can see that human behavior is more intrinsically than extrinsically oriented, due to the perception of being more stable and predictable and because it manifests itself in a way that is more coherent with the individual's personality traits and intelligence than just in a way that is reciprocally reactive to external circumstances. The fifth point is that we can agree that we are not born as "blank sheets of paper", without pre-formed brains (not yet fully developed) and endowed with specific constitutions, if behavioral tendencies already begin to appear from the first years of life, and that we most likely inherit them from our parents, although more as a recombination of their characteristics, as well as from their closest relatives (siblings...), than as a direct and linear inheritance, based on the third point of primarily coincidental similarity and also by the basic logic that we do not inherit only physical characteristics from our parents. And finally, it is even possible to conclude that all these points corroborate the hypothesis contrary to the one that has become predominant, especially in the human sciences, that we are practically absolute products of the environments in which we live, whether led by sociology or in a more sophisticated way by epigenetics (if that is what this emerging branch seems to be serving, to be used as supposed scientific evidence that the environment is more important than biology in determining human development and behavior and, therefore, as reinforcement for ideologically biased narratives and public policies, based on them, that supposedly aim to combat social problems). 

There you have it. If we can agree with everything that was said above about the behavior of our species, we can also do so in a more specific way, for example, in relation to violent behavior: that it is predictable, according to more stable patterns of behavior and correlations with certain groups; more intrinsic and, therefore, more dependent on the/quantity and level of self-control, and other qualities, of an individual, rather than primarily and exclusively on the circumstances in which he or she finds himself or herself; of being more hereditary and, consequently, more expressive/in certain groups and family segments than in others... A significant example of the more prominent role of biology on human behavior and specific to antisocial predispositions is the difference in the frequency of violent behavior between men and women, a universal pattern because it is repeated in all countries, regardless of their socioeconomic or cultural characteristics, and expresses significant hormonal differences between the sexes. But it is also important to keep in mind that there are classes of individuals in terms of their propensity for violent, aggressive or cruel behavior (as well as in relation to other types of behavior): from those who are less prone, through those in whom there is a variable propensity, which may be dependent on the context, to those in whom this tendency is more evident, without the need for a primarily logical context to justify it. Finally, based on the points raised, a series of measures can be drawn up on how to combat crime from its roots. These are:

- Through observation of behaviors, early identification and primary monitoring of individuals who exhibit a high frequency of irrationally antisocial behaviors;

- As a preventive measure, after identification and monitoring, possible social isolation, especially for those who are correctly diagnosed as having antisocial personality disorders and identified as a risk to society;

- As a remedial measure, potentially permanent detention of any individual who commits crimes, especially those considered heinous, which are committed without a complex context that could open the way for some type of logical and/or rational justification; - Subsequent sterilization of these individuals, based on the points above, aiming at the exponential reduction of the phenotypic frequency of individuals who exhibit constant irrationally antisocial behavior, which in turn reflects their own more intrinsic mental characteristics: cerebral, hormonal... Also based on the fact that there is no treatment or cure for this class of mental disorders;

- Improvement of the identification and monitoring of these individuals from childhood, with the possibility of starting to remove them from social life and restricting their rights before they become adults, but without necessarily treating them with compulsory cruelty, understanding that they present deficits in self-control, emotional intelligence and rationality.

Simply imprisoning all those who commit crimes or engage in illegal activities, although efficient in reducing crime, will not be enough in the long term, if there is a risk of an increase in the phenotypic frequency of individuals with antisocial tendencies, if they are not prevented from having descendants, as is the case with many prisoners, who have higher fertility rates than the population outside prisons, maintaining the cycle and reproductive advantage of this highly problematic group. 

Finally, the main factors that, in my opinion, make it difficult or problematic for these measures to be fully adopted in a "democratic" society:

- The relative dominance: structural and ideological, of the "good" pseudosciences, biased to the left, which block or hinder any action towards public policy that, in fact, combats the problem of crime objectively and efficiently, but without going beyond the indiscriminate commission of abuses, which would be a contradiction of combating crimes by committing them;

- The problem of the historical legalization of antisocial practices by "elite" groups or those who find themselves in a situation of empowerment over other groups, such as the economic exploitation of workers, with exhaustive working hours, psychological abuse and low wages... Because the adoption of the recommended measures only with lower-class criminals categorically consists of a social cleansing that favors and even expands the power of certain "elite" individuals and groups that also greatly harm the social fabric, for example, due to their dominance in politics, in which they tend to impose measures that favor their personal interests to the detriment of the well-being of society itself, in general. 

- The use of these measures as substitutes for those that seek to combat other social problems of great relevance, particularly social inequalities, job insecurity and political corruption... And don't doubt it if this happens, because, unfortunately, the only ones who are most interested in applying them are usually politicians on the right, if/those on the left tend to be averse to them, considering them inhumane or even inefficient and pseudoscientific (which they certainly are not). So, since the former, for the most part, are not interested in combating social inequalities, job insecurity and political corruption, it would be enough for them to send criminals from the bottom of the social hierarchy to be imprisoned, that is, applying the social cleansing warned about in the second counterpoint...

These counterpoints create a major impasse for a surely fair application of these measures, the only ones that can truly combat all forms of crime head-on and at all social levels, from blue-collar to white-collar criminals. Still, the mass incarceration of those involved in organized crime, such as drug trafficking, and other explicitly violent or illicit criminal practices, already alleviates crime rates considerably, as happened in El Salvador, a small Central American country that managed to reduce them from the highest to one of the lowest in the world, through the good sense of having started to arrest anyone who was involved in organized crime (disregarding here excesses that may be being committed, especially the arrest of innocent people who were unfairly associated with gangs). But, until when this mass incarceration will be able to contain crime, it is something to think about, after all, the detainees will eventually leave prison and return to circulate in society... That is why it is necessary to face this problem from all possible angles, to do so based on true scientific practice, seeking to understand what it is about (behavior, violence... origins, tendencies, characteristics and realistic possibilities of confrontation), based on reality and not just a supposed academic "good-naturedness", divorced from the rigor of scientific impartiality, but without disregarding that these are also human individuals, many of whom demonstrate, throughout their lives, a chronic inability to self-control and self-awareness, and to also take into account this aspect of the chronic deficiency of rationally directed behaviors that these individuals present. Finally, we must not forget the moral aspect of the practice of justice in situations of violent crimes: to punish according to the degree of violence, to take into account the level of contextual complexity in which the crime occurs, the characteristics of the individuals involved... To improve the practice of justice as much as possible.

Sobre a "solução final" e "politicamente incorreta" para o problema da violência

Para entender o problema da violência cometida por seres humanos, especialmente a violência irracional, primeiro é necessário entender o comportamento humano: como funciona, quais fatores o influenciam... Entender de fato, no sentido mais científico possível, com base no melhor que o pensamento e a prática científica podem oferecer. Porque adotar narrativas que supostamente o explicam, incluindo a violência, só por coadunarem com crenças ou sentimentos pessoais, parece ser muito mais comum, não apenas entre não-especialistas, mas mesmo entre aqueles que se pensam como tal, só porque se formaram em áreas relacionadas, mas demonstram mais ignorância que conhecimento, justamente por desprezarem as evidências legitimamente científicas sobre os tópicos de suas áreas de especialização; por terem se limitado às pseudociências politicamente corretas que se tornaram predominantes em suas áreas no último meio século. 

Então, primeiramente, falemos um pouco sobre comportamento humano, que podemos observar a olho nu, seus padrões ou correlações interseccionais, que não são apenas paralelismos entre fatores que compartilham um mesmo contexto de influências. Pois é exatamente esse, o primeiro ponto, de que o comportamento humano é relativamente previsível, por podermos traçar perfis comportamentais, de indivíduos, mas também de grupos e subgrupos, em relação aos seus traços de personalidade e inteligência. Por exemplo, sabemos que uma pessoa é mais tímida justamente porque percebemos nela uma constância de comportamentos característicos da timidez. O segundo ponto é o de podermos observar, além dos padrões de comportamento humano que resultam em perfis cognitivos e de personalidade, que eles também são mais estáveis ou difíceis de serem significativamente alterados, ainda que também apresentem uma limitada plasticidade adaptativa. Isto é, exatamente por serem mais estáveis que também são previsíveis. Mesmo quando se percebe uma instabilidade crônica, tal como no caso de transtornos de humor, como o transtorno bipolar e o de personalidade limítrofe, ainda expressam padrões de "instabilidades estáveis" ou de ondulação previsível. O terceiro ponto é o de ser comum encontrarmos uma similaridade aparentemente coincidente de tendências de comportamento entre parentes de sangue mais próximos, especialmente entre pais e filhos, e irmãos; que também podemos notar variavelmente essa similaridade entre indivíduos de mesmos grupos definidos por raça ou etnia, cultura, classe social, QI, tipo de inteligência, sexo, orientação sexual... Que podemos perceber, por exemplo, que filhos adotados não tendem a se parecer com os seus pais adotivos em temperamento e inteligência, e sim com os seus pais biológicos, ainda mais se apresentam procedências sociais distintas, e mesmo quando são criados desde muito cedo pelos seus pais de adoção, longe de suas famílias biológicas. O quarto ponto é o de podermos perceber que o comportamento humano é mais intrínseca do que extrinsecamente orientado, pela própria percepção de ser mais estável e previsível e por se manifestar de maneira mais coerente aos traços de personalidade e inteligência do indivíduo do que apenas de maneira reciprocamente reagente às circunstâncias externas. O quinto ponto é o de podermos concordar que não nascemos como "folhas de papel em branco", sem cérebros pré-formados (ainda não totalmente desenvolvidos) e dotados com constituições específicas, se tendências de comportamentos já começam a aparecer desde os primeiros anos de vida, e que muito provavelmente as herdamos dos nossos progenitores, ainda que, mais como uma recombinação de suas características, bem como de seus parentes mais próximos (irmãos ...), do que como uma herança direta e linear, com base no terceiro ponto de similaridade primariamente coincidente e também pela lógica básica de que não herdamos dos nossos progenitores apenas características físicas. E, por fim, é até possível chegarmos à conclusão de que todos esses pontos corroboram para a hipótese contrária àquela que se tornou predominante, principalmente nas ciências humanas, de sermos produtos praticamente absolutos dos meios em que vivemos, se liderada pela sociologia ou de maneira mais sofisticada pela epigenética (se é para isso que esse ramo emergente parece estar servindo, para ser usado como uma suposta evidência científica de que o meio é mais importante que a biologia na determinação do desenvolvimento e do comportamento humanos e, então, como reforço para narrativas ideologicamente enviesadas e políticas públicas, baseadas nas mesmas, que visam supostamente combater os problemas sociais). 

Pronto. Se podemos concordar com tudo o que foi dito acima sobre o comportamento da nossa espécie, também podemos fazê-lo de maneira mais específica, por exemplo, em relação ao comportamento violento: de ser previsível, de acordo com padrões mais estáveis de comportamentos e correlações com determinados grupos; mais intrínseco e, portanto, mais dependente da vontade e do nível de autocontrole, e outras qualidades, de um indivíduo, do que primária e exclusivamente das circunstâncias em que se encontra; de ser mais hereditário e, consequentemente, mais expressivo/em certos grupos e segmentos familiares do que em outros... Um exemplo significativo quanto ao papel mais proeminente da biologia sobre o comportamento humano e específico à predisposições antissociais é a diferença de frequência de comportamento violento entre homens e mulheres, padrão universal porque se repete em todos os países, independente de suas características socioeconômicas ou culturais, e expressa diferenças hormonais significativas entre os sexos. Mas também é importante termos em mente que existem classes de indivíduos quanto à propensão ao comportamento violento, agressivo ou cruel (assim como em relação a outros tipos de comportamentos): desde aqueles que estão menos propensos, passando por aqueles em que existe uma propensão variável, que pode ser dependente do contexto, até àqueles em que essa tendência está mais aflorada, sem a necessidade de um contexto primariamente lógico que o justifique.

Finalmente, a partir dos pontos levantados, pode-se chegar a uma série de medidas sobre como combater a criminalidade, desde a sua raiz. São elas:

- Pela observação de comportamentos, identificação precoce e acompanhamento primário dos indivíduos que apresentam alta frequência de comportamentos irracionalmente antissociais;

- Se como medida preventiva, após a identificação e o acompanhamento, possível isolamento social, especialmente para os que são corretamente diagnosticados como portadores de transtornos de personalidade antissocial e identificados como um risco à sociedade

-- Se como medida remediativa, a detenção potencialmente permanente de todo indivíduo que comete crimes, especialmente os que são considerados hediondos, que são cometidos sem um contexto complexo que possa abrir brecha para algum tipo de justificativa lógica e/ou racional;

- Posterior esterilização desses indivíduos, partindo dos pontos acima, visando à redução exponencial da frequência fenotípica de indivíduos que apresentam uma constância de comportamentos irracionalmente antissociais e, que por sua vez, reflete suas próprias características mentais mais intrínsecas: cerebrais, hormonais... Também partindo do fato de que não existe tratamento ou cura para essa classe de transtornos mentais;

- Aprimoramento da identificação e do acompanhamento desses indivíduos desde o período da infância, com a possibilidade de começar a retirá-los do convívio social e cercear seus direitos antes que se tornem adultos, mas sem necessariamente tratá-los com crueldade compulsória, compreendendo que apresentam déficits em autocontrole, inteligência emocional e racionalidade. 

Apenas o encarceramento de todos os que cometem crimes ou se envolvem em atividades ilegais, ainda que eficiente quanto à redução da criminalidade, não será suficiente a longo prazo, se existe o risco de haver um aumento da frequência fenotípica de indivíduos com tendências antissociais, caso não forem impossibilitados de gerar descendentes, como acontece com muitos presos, que apresentam taxas de fecundidade mais altas que da população fora das penitenciárias, mantendo o ciclo e a vantagem reprodutiva desse grupo altamente problemático. 

Por fim, os principais fatores que, na minha opinião, dificultam ou problematizam que essas medidas possam ser integralmente tomadas em uma sociedade "democrática':

- O domínio relativo: estrutural e ideológico, das pseudociências "do bem", enviesadas à esquerda, que bloqueiam ou dificultam qualquer tomada de ação no sentido de política pública que, de fato, combata o problema da criminalidade com objetividade e eficiência, mas sem que extrapole para o cometimento indiscriminado de abusos que seria um contrassenso de combater crimes praticando-os;

- O problema da legalização histórica de práticas antissociais por grupos de "elite" ou que se encontram em uma situação de empoderamento sobre outros grupos, tal como a exploração econômica de trabalhadores, com carga horária exaustiva, abuso psicológico e salários baixos... Pois a adoção das medidas recomendadas apenas com criminosos de classe baixa se consiste categoricamente em uma higienização social que favorece e até amplia o poder de certos indivíduos e grupos de "elite" que também prejudicam e muito o tecido social, por exemplo, pelo seu domínio na política, em que tendem a impor medidas que favorecem seus interesses pessoais em detrimento do bem estar da própria sociedade, de maneira geral. 

- O uso dessas medidas como substitutas das que buscam combater outros problemas sociais de grande relevância, particularmente as desigualdades sociais, a precarização do trabalho e a corrupção política... E não duvide se isso acontecer, porque, infelizmente, os únicos que estão mais interessados em aplicá-las são geralmente políticos à direita, se os de esquerda tendem a ser avessos às mesmas, por considerá-las desumanas ou até mesmo ineficientes e pseudocientíficas (que, com certeza, não são). Então, já que os primeiros, em sua maioria, não se interessam em combater desigualdades sociais, precarização do trabalho e corrupção política, lhes seria suficiente mandarem encarcerar criminosos das bases da hierarquia social, isto é, aplicando a higienização social alertada no segundo contraponto....

Esses contrapontos geram um grande impasse para uma aplicação seguramente justa dessas medidas, as únicas que podem realmente combater de frente todas as modalidades de criminalidade e de todos os níveis sociais, dos meliantes de colarinho azul aos de colarinho branco. Ainda assim, o encarceramento em massa dos envolvidos com o crime organizado, como o tráfico de drogas, e outras práticas criminosas explicitamente violentas ou ilícitas, já alivia bastante quanto aos índices de criminalidade, tal como aconteceu em El Salvador, pequeno país centroamericano que conseguiu reduzi-los, dos mais altos para um dos mais baixos do mundo, pelo bom senso de ter começado a prender qualquer um que estava envolvido com o crime organizado (desprezando aqui excessos que possam estar sendo cometidos, especialmente a prisão de inocentes que foram associados injustamente às gangues). Mas, até quando esse encarceramento em massa conseguirá conter a criminalidade, é algo para se pensar, afinal, os detidos eventualmente sairão da prisão e voltarão a circular no meio social... Por isso que é necessário enfrentar esse problema por todos os ângulos possíveis, de fazê-lo com base na verdadeira prática científica, buscando compreender do que se trata (comportamento, violência... origens, tendências, características e possibilidades realistas de enfrentamento), tendo como base a realidade e não apenas um suposto "bom mocismo" acadêmico, divorciado do rigor da imparcialidade científica, mas sem desprezar que também se trata de indivíduos humanos, muitos que demonstram, ao longo de suas vidas, uma incapacidade crônica de autocontrole e autoconsciência, de também levar em conta esse aspecto da deficiência crônica de agência ou vontade racionalmente dirigida que esses indivíduos apresentam. Por fim, também de não se esquecer do aspecto moral quanto à prática da justiça em situações de crimes violentos: de penalizar conforme o grau de violência, de levar em conta o nível de complexidade contextual em que o crime acontece, as características dos indivíduos envolvidos...  De aperfeiçoar a prática da justiça, o máximo possível.