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domingo, 13 de abril de 2025

A possível origem da "lacração"

 Lacrar no sentido de fechar, finalizar...


Os "lacradores", nos anos 2010, eram aquelas pessoas geralmente "à esquerda" que usavam a internet, em tempos em que a internet era mais uma questão de privilégio do que de acesso amplo, e gostavam de "debater', também no sentido de discutir, com outras pessoas, sobre temas políticos e sociais, e conseguiam ou achavam que conseguiam apresentar argumentos melhores que deixavam seus oponentes sem resposta, resultando na "lacração". 

Pois, ao longo do tempo, essa impressão de invencibilidade de argumentos começou a ficar cada vez mais distante... 

sexta-feira, 7 de março de 2025

Lacração é ruim. Mas as novelas antigas do Manoel Carlos...

 Antes, as novelas brasileiras quase não tinham personagens LGBTs. Os que existiam, quase sempre faziam parte dos núcleos de humor. Pois era assim que muitos brasileiros conseguiam aceitar LGBTs na mídia, apenas se fossem para lhes causarem risadas, diga-se, especialmente se fossem suas próprias sexualidades a fonte principal para as piadas. 


Antes, não era bom. Mas hoje, com esse excesso de representatividade, parece até que metade da população brasileira é "gay". Porque se tornou obrigatório que toda novela tem que ter personagens LGBTs de destaque, ao invés do bom senso de distribuí-los de maneira menos forçada, sem essa obrigação.

Antes, a maioria das novelas brasileiras eram sobre tramas que giravam em torno de famílias ricas ou de classe média alta. A maioria dos atores dos elencos eram brancos. Para atores negros e pardos, quase sempre sobravam papéis irrelevantes, de escravos, se a novela fosse de época, ou empregados, se passasse no tempo presente. Vale dizer que brancos pobres ou de classe média baixa também eram sub-representados e estereotipados. Até parecia que o Brasil era um país europeu e desenvolvido. Se especialmente a globo era racista e elitista, ou se também existia outra razão para evitar uma representatividade minimamente adequada de até metade da população brasileira em suas novelas, por exemplo, visando atender à demanda do público-alvo que mais tinha acesso a um aparelho de televisão até os anos 2000, predominantemente branco e de classes A e B?? Enfim, uma possível combinação entre pragmatismo capitalista com racismo e elitismo legítimos. 

Mas hoje não está melhor. Piorou até. Pois se antes as novelas pecavam em termos de representatividade, pelo menos eram de boa qualidade: atuação, direção e trama. Hoje, a representatividade se tornou compulsória, forçada e artificial, porque toda novela tem que ter personagem LGBT, ou com deficiência, e toda novela tem que ter protagonismo negro e pautas políticas enviesadas à "esquerda" como tema. Se antes as novelas eram homogeneamente excludentes e elitistas, hoje, o problema da homogeneidade de temas e composição permanece, só mudou de direção. Isso significa que continuam excluindo, especialmente a possibilidade de pluralidade e liberdade na construção das tramas, sem amarras ideológicas de direita ou esquerda ditando suas regras. Além disso, a qualidade técnica das novelas brasileiras despencou. Não apenas em um sentido técnico, mas também de essência, já que desde a década de 2010 que, especialmente os novos diretores, começaram a produzir enredos mais complexos ao invés de manter a antiga fórmula de como fazer um dramalhão, apostando alto na inovação e se esquecendo de agradar o perfil predominante de quem (ainda) assiste novelas: mulheres, donas de casa... Também parece que essa transição mal sucedida foi baseada em uma análise de mercado precipitada, com base nas tendências culturais ou de comportamento das novas gerações. Em suma, as novelas brasileiras têm tentado conquistar os mais jovens, abandonando o seu próprio público, mas a maioria deles prefere se entreter pela internet. E as séries, estrangeiras e nacionais, se tornaram tão ou mais populares, delegando às novelas, um futuro que parece cada vez menos presente na vida das pessoas. 

terça-feira, 9 de julho de 2024

Problemática sobre as diferenças excessivamente sutis entre sinalização de virtude ou "lacração" e exposição de opinião moral ou política.../Problematic about the excessively subtle differences between virtue signaling and exposition of moral or political opinion..

 ... E consequente proposta de solução 



Protestar contra a matança cruel de palestinos pelo exército de Israel é sempre sinal de narcisismo e hipocrisia?? 

Superficialmente falando, tornar público um manifesto de revolta contra eventos ou situações de injustiça ou crueldade não pode ser imediatamente considerado sinalização de virtude ou lacração, isto é, um ato de narcisismo, de querer aparecer como mais virtuoso que os outros, simplesmente porque não é possível deduzir com certeza sobre a intenção ou o caráter de quem o faz, apenas se já tiver como base um acúmulo de evidências que corroboram para a tese acusatória. Pois as diferenças entre uma exposição de opinião moral ou política e uma sinalização de virtude são demasiado sutis para serem facilmente reconhecidas. Primeiro, é preciso problematizar o próprio termo de sinalização de virtude, muito vago para ser usado como marcador específico de comportamentos, especialmente de comportamento moralizados. Além disso, uma demonstração pública de indignação sobre eventos ou situações de crueldade (que também pode se dar a um grupo mais íntimo de pessoas), ainda mais se for por algo que legitimamente mereça essa reação, inevitavelmente sinaliza um estado primário e temporário de "virtude", mesmo se não for intencional, e até poderia ser substituído por outros termos como "sinalização de empatia", "de consciência" ou "de conhecimento".

Mas, então, o ideal seria que nunca nos indignássemos publicamente???

A resposta parece óbvia.

Segundo que, aqueles, de direita, que acusam outros, de esquerda, de sinalização de virtude, também costumam se engajar com frequência nesse comportamento, especialmente os que estão mais ativos em certos ativismos políticos, geralmente em redes sociais. No final das contas, mesmo a lacração ainda é, a priori, uma mera exposição de opinião moral ou política tal como qualquer outra forma de manifestação. Então, parece conclusivo que se trata de um termo que causa mais confusão por causa de sua opacidade do que de servir para definições específicas. E terceiro, se não é sempre possível identificar a intencionalidade de uma exposição de opinião moral ou política, é perfeitamente possível analisar a qualidade factual e moral do seu conteúdo, e é por aí que se pode finalmente diferenciar uma possível lacração (ou um moralismo de direita) de um manifesto primariamente legítimo. Interessante destacar que, mensagens de "lacração" costumam se basear em pensamentos curtos e falaciosos que expressam interpretações ideologicamente enviesadas "de esquerda" sobre eventos, situações... De qualquer maneira, enquanto não for possível identificar um padrão consistente da intenção de uma pessoa que está expondo sua opinião moral ou política, novamente, é possível analisar o seu conteúdo, inclusive se está ideologicamente enviesado, se existem discursos ou narrativas que são típicos de um lado ou grupo político-ideológico. Mas ainda haveria como manter o termo "sinalização de virtude" como sinônimo de lacração, desde que fosse especificado, particularmente por essa sugestão: sinalização narcisista e/ou intencional de virtude e com base em um conteúdo falacioso.Outro porém é que, a priori, mesmo um viés ideológico não é de todo condenável, até porque existem pontos de vista mais ponderados ou factualmente precisos que são adotados por grupos político-ideológicos específicos. Portanto, o mais importante em uma exposição de opinião moral ou política, além da intenção daquele que o faz, também é a qualidade intelectual do conteúdo de sua mensagem ou manifesto. 


... And consequent solution proposal


Is protesting against the cruel killing of Palestinians by the Israeli army always a sign of narcissism and hypocrisy?

Superficially speaking, making public a manifesto of revolt against events or situations of injustice or cruelty cannot immediately be considered virtue signaling , that is, an act of narcissism, of wanting to appear as more virtuous than others, simply because it is not It is possible to deduce with certainty about the intention or character of the person who does it, only if it is already based on an accumulation of evidence that corroborates the accusatory thesis. For the differences between an exposition of moral or political opinion and virtue signaling are too subtle to be easily recognized. First, we need to problematize the term virtue signaling itself, which is too vague to be used as a specific marker of behaviors, especially moralized behaviors. Furthermore, a public display of indignation over cruel events or situations (which can also occur towards a more intimate group of people), especially if it is over something that legitimately deserves this reaction, inevitably signals a primary and temporary state of " virtue", even if it is not intentional, and could even be replaced by other terms such as "signaling of empathy", "of conscience" or "of knowledge".

But then, ideally, we would never be publicly outraged???

The answer seems obvious.

Second, those on the right who accuse others on the left of virtue signaling also tend to frequently engage in this behavior, especially those who are more active in certain political activisms, usually on social media. In the end, even virtue signaling is still, a priori, a mere exhibition of moral or political opinion just like any other form of expression. So, it seems conclusive that it is a term that causes more confusion because of its opacity than because it serves for specific definitions. And third, if it is not always possible to identify the intentionality of a statement of moral or political opinion, it is perfectly possible to analyze the factual and moral quality of its content, and it is through this that one can finally differentiate a possible virtue signaling (or a right-wing moralism) of a primarily legitimate manifesto. It is interesting to highlight that virtue signaling messages are usually based on short and fallacious thoughts that express ideologically biased "left-wing" interpretations of events, situations... In any case, as long as it is not possible to identify a consistent pattern of a person's intention who is exposing his moral or political opinion, again, it is possible to analyze its content, including whether it is ideologically biased, whether there are speeches or narratives that are typical of a political-ideological side or group. But there would still be a way to keep the term "virtue signaling", as long as it was specified, particularly by this suggestion: narcissistic and/or intentional virtue signaling and based on fallacious content.Another point is that, a priori, even an ideological bias is not entirely reprehensible, especially because there are more considered or factually precise points of view that are adopted by specific political-ideological groups. Therefore, the most important thing in an exposition of moral or political opinion, in addition to the intention of the person who makes it, is also the intellectual quality of the content of his message or manifesto.

sábado, 15 de julho de 2023

A atual decadência do cinema estadunidense e o que os melhores filmes têm a ver com isso??

 Se não for muita ignorância de minha parte considero o filme Interestellar o maior filme de ficção científica de Hollywood da última década e, até o momento em que escrevo esse texto, nesse ano de 2023 "d.c", não tenho conhecimento de outro filme que o tenha superado, que pode ser considerado um mal sinal se estamos falando de quase 10 anos de diferença, se já era para terem aparecido filmes desse gênero e, no mesmo nível, porque era justamente o que acontecia há três, quatro décadas atrás. Também não faz sentido por causa dos recentes avanços da astronomia, fonte inesgotável de criatividade para as artes, especialmente para a sétima. Então, a falta de filmes excepcionais, produzidos pelos estúdios de Hollywood (Disney...), que não são remakes (destacando que a grande maioria dos remakes dos últimos anos também não têm agradado em qualidade) é apenas um dos sintomas de sua decadência. Pois uma das causas mais importantes para a mesma é o patrulhamento ideológico-identitário que tomou conta de Los Angeles (Orlando...), resultando em um aumento considerável de filmes homogeneamente submissos a esse patrulhamento, baseado em uma abordagem repetitiva e cansativa das mesmas pautas sociais e narrativas ideologicamente viciadas, com uma constante desconstrução de papéis típicos e "licença poética" para enfiar "diversidade" racial mesmo em filmes históricos que se passam em espaços-tempos monoétnicos ou em "remakes" de filmes consagrados que, originalmente, tinham elencos menos "diversos", tudo isso para supostamente "resolver" o problema da falta de representatividade de minorias raciais e sexuais* na indústria do cinema do Tio Sam, mas também, é claro, para continuar ganhando muita verdinha $$$...


Então, filmes que apresentam uma linguagem mais universal, sem lacracão**, especialmente a da ruim, e que são produtos de uma maior liberdade criativa, como Interestellar, se tornaram cada vez mais raros, reverberando no aumento de críticas e na queda brusca de audiência das produções hollywoodianas e de outros estúdios estadunidenses.

* Eu já problematizei essa ideia de representatividade nesses textos "Representatividade versus capacidade" e 
"Problemática sobre a representatividade". 

** Sem narrativas viciadas em vitimismos simplórios tipicamente identitários...

terça-feira, 11 de julho de 2023

"Oops i did it again"

 Postei meus dois primeiros vídeos no You Tube (ou 2 ½), pelo meu canal de nome Opinião Objetiva. São vídeos simples, sem edição, com o meu rosto desconfiado, meu sotaque de matuto, no meio do mato, meus erros de concordância e vícios de linguagem, comentando sobre as barbaridades que escrevo por aqui. Vou continuar postando mesmo que ninguém os visualize e nem curta. Sei que seria preciso uma forte propaganda do canal em outras redes sociais para promovê-lo, primeiro chamando conhecidos, amigos para curti-los... O problema é que não posso chamar a grande maioria deles porque se fossem ver ou ler o que penso, muitos dos que considero como amigos deixariam de ser. E muitos dos que sei que são mais como conhecidos, eu acredito que voltariam à categoria de "desconhecidos". Por enquanto, um vídeo de apresentação e outros dois em que falo sobre meu pensamento principal sobre esquerda e direita. Vídeos comportados... Mas já estou preparando um controverso pra ver se consigo chamar a atenção de alguém. Falarei rapidamente sobre o novo filme da Pequena Sereia. Enfim... Sei que não adianta imaginar o que pode acontecer. O que está feito está feito. Pois se o canal não vingar, pelo menos eu terei tentado. E mesmo se acontecer, não sei se valerá a pena. Só mesmo pensando no dinheiro, porque dentro de um sistema como o capitalismo, só existe essa via de fixação pela verdinha para conseguir algum fôlego.


https://www.youtube.com/channel/UClPNhOD9YYy9ZMEWUZ2XiTQ

sábado, 24 de junho de 2023

Um exemplo de "boa lacração" em The Last of Us

 O amor gay é lindu!!

(e tão raro...)

Com spoilers...

The Last of Us é o nome de um jogo de vídeo game que fez um baita sucesso na década de 2010. Sua sinopse se trata de um apocalipse causado pela pandemia de um fungo que teria evoluído para atacar o ser humano, transformando-o em um zumbi vivo e canibal, e dos desafios dos sobreviventes em um mundo pós-apocalíptico. Até aí tudo bem. Já sabemos que terá muito sangue, armas, monstros e testosterona. Mas o vídeo game também tem um casal gay, Frank e Bill, dois sobreviventes da pandemia. Triste é que, no vídeo game, eles não têm um final feliz, já que um deles é infectado pelo fungo, depois de terem vivido uma relação de conflitos e deixando o outro sozinho. Além deles, também tem um casal de lésbicas, que inclui uma das principais protagonistas, Ellie.

Então, no início desse ano de 2023, a HBO passou a primeira temporada da série baseada no vídeo game, com grande sucesso, similar ao do jogo. 

Tem o primeiro episódio, do antes, durante e depois do apocalipse. Tem atriz negra e nepo-baby (filha da Tandie Newton) interpretando a personagem originalmente branca... ok, até que curti a interpretação dela como filha do Joel... 

Tem o segundo episódio, mostrando onde teria começado a pandemia, na Indonésia e não em algum país da América do Sul...

Sim, tem alterações ou adaptações do vídeo game para a série, já que não é estritamente necessário que tenha que copiar tudo dele. Por fim, tem o terceiro episódio em que, paralelo à jornada de Joel e Ellie, passa a estória do casal gay que falei logo no início. Mas, bem diferente do jogo, além de ter sido estendida, a relação dos dois é recontada como um encontro daqueles que acontece uma vez na vida, marcado por muito amor e cumplicidade. Claramente ocorreu uma grande alteração para a série na TV e, sinceramente, foi excelente. Os personagens já existiam, mas, ao invés de um destino sombrio, foi contado uma estória linda, que inclusive poderia ter sido de um casal heterossexual.

Esse é um exemplo evidente de uma "lacração certa", isso se podemos chamar de lacração. De um caso de "representatividade" sem substituição de personagem "branco opressor" por um ator "negro oprimido", sem vitimismos ou narrativas ideológicas e doutrinantes... Um lacre muito do bem feito!! 

Só estou usando esse termo no sentido positivo por causa de sua opacidade conceitual especialmente se for com base em como que os conservadores o tem definido (praticamente como "qualquer coisa 'de esquerda'"). 

terça-feira, 20 de junho de 2023

Sobre o colapso (midiático) do rock'n roll e minha "teoria de conspiração" sobre isso

 Não apenas no Brasil...


Da década de 2010 para cá, um fenômeno, ao mesmo tempo evidente e discreto, aconteceu no mundo da música, o colapso de um gênero musical que havia dominado as paradas de sucesso desde os anos 60 do século XX, o rock'n'roll e seus variados subgêneros. Pois enquanto continua a marcar presença em programas nostálgicos da rádio em todo mundo, praticamente desapareceu da mídia atual. Então, caberia saber se não existem mais novas bandas do gênero produzindo material de boa qualidade, se todas as bandas consagradas se retiraram da cena musical, se não existe mais público interessado OU se, na verdade, a mídia corporativa, mais a indústria da música, decidiram, de maneira arbitrária, que o tempo de existência e domínio relativo dos cabeludos rebeldes passou e, agora, é preciso investir nos estilos que atendam à demanda de uma crescente população multiétnica e "cosmopolita"*, particularmente as gerações mais novas no mundo ocidental... 

* americanizada.

... portanto, uma combinação de cinismo pragmático do mercado capitalista com lacração lucrativa (outro tipo de cinismo), como "escudo moral" conveniente para uma nova "elite" de performáticos multimilionários da "justiça social" (supostamente) e seu exército de mínions ou fanatizados. Talvez, por ser o rock um gênero demasiado branco, masculino e consequentemente "culpado", tenha entrado na lista de exclusão da mídia corporativa, cada vez mais alinhada com a agenda globalista que usa pautas identitárias de esquerda para favorecer os seus objetivos, especialmente de, aos poucos, construir uma civilização global e... neoliberal. Porque não faz sentido esse sumiço repentino, visto que, até o início da década de 2010, continuavam surgindo ótimas bandas de rock. E, como eu não acredito que o mundo atual seja uma soma de mudanças sociais e culturais absolutamente espontâneas, tal como essa "elite" quer que acreditemos...

terça-feira, 18 de abril de 2023

Um péssimo exemplo de ''lacração errada'' e sua versão alternativa, muito mais apropriada

 Pequena Sereia negra ...


Não o filme, eu vi mais na minha infância o desenho da Pequena Sereia, que passava na televisão durante os anos 90. Ariel, a personagem principal, sempre foi retratada como uma menina branca e, segundo a versão da Disney, branca e de cabelos ruivos. Até por ser um conto de fadas escrito por Hans Christian Andersen, dinamarquês, faz todo sentido que seus personagens tenham características nórdicas. Mas, recentemente e, turbinada pela nova moda de ''representatividade' na mídia ocidental, Holywood resolveu inovar  ''enfiando'' uma Ariel negra no novo filme baseado nesse conto. Negra, de cabelos rastafari e vermelhos. 

Mas, não seria muito melhor fazer uma heroína negra, primariamente para o público infantil,  com base em um contos de fada africano????

Mais parece uma provocacão gratuita, especialmente aos brancos conservadores, do que uma homenagem ou reverência às "meninas negras"...

Aliás, essa parece ser a principal motivação para muitos da "esquerda cultural", a provocação gratuita. 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Sobre o ateu-lacração

 Ele pensa que se tornou um ateu mais maduro porque deixou de ser combativo ou por ter adotado uma postura mais diplomática; 


Ele prefere distorcer verdades ou fatos "politicamente incorretos" atrelados à religião e ao ateísmo para se passar como "simpático" perante os outros do que de buscar ser o mais honesto possível, inclusive sobre essas tais verdades que precisam ser ditas. Ele também tende a ser crítico apenas ou especialmente com o cristianismo, porque está na moda "descer a mão" apenas no culto de Jesus...  São exemplos mais específicos desse tipo de postura: dizer que o ateísmo não tem nada a ver com inteligência ou racionalidade, porque o ateísmo seria apenas uma crença ou que os ateus não são, em média, mais racionais e/ou inteligentes que os mais religiosos (ainda que essas diferenças não sejam tão grandes)

Mas...

... segundo vários estudos, fundamentalistas religiosos, os mais crentes dos crentes, são, em média, menos inteligentes, enquanto que também têm sido encontrado uma correlação positiva entre ateísmo e maior capacidade cognitiva. 

Bem, estamos falando de MÉDIAS.

O ateísmo, mais do que uma crença, também é uma conclusão racional, a única que se pode chegar quando se analisa imparcialmente questões existenciais, historicamente atribuídas à religião. Pode ser verdade que, não basta apenas se definir como ateu para ser mais racional, porque pode-se ter outras crenças similares à religião em ausência de lógica e/ou veracidade. Mas o ateísmo ainda é uma demonstração muito específica de racionalidade que não pode ser simplesmente desconsiderada.

O ateísmo-lacração seria um excesso de diplomacia que acaba resultando no endosso e/ou pregação de mentiras ou distorções "politicamente corretas" sobre religião. Já o mais famoso, o "ateísmo-toddyinho", seria uma espécie de identitarismo de supremacia à descrença religiosa, associado a um excesso de combatividade à religião e que pode acabar excedendo em arrogância e ignorância.

Portanto, indivíduos autodeclarados ateus ou agnósticos que apaziguam demais suas críticas à religião parece que estão mais preocupados com a reputação pública ou popularidade do que aceitarem o desafio de defender o ceticismo ateu, incluindo de terem que dizer verdades muito prováveis e não muito agradáveis sobre esse tema em um mundo ou contextos ainda muito influenciados pela crença religiosa.