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sábado, 26 de março de 2016

Sabedoria (também ou sempre) para falar sobre a inteligência autista



A maioria dos autistas parecem ser em média muito ingênuos para produzir uma constância de julgamentos holisticamente corretos ou sábios e rápidos, especialmente em relação à situações, eventos ou dinâmicas em que componentes emocionais e instintivos estão presentes, atuantes e importantes. 

''Os autistas são mais racionais''

''Os autistas são menos intuitivos, mas elaboram melhor os seus pensamentos''

''Eles'' até podem ser mais racionais, mas estamos falando de comparações inter-grupos e como eu tenho alertado de maneira esporádica, quase todos os grupos humanos será menos intelectualmente inteligentes do que indivíduos de igual singularidade. 

Muitas pessoas e mesmo muitas que estão ''dentro'' do espectro do autismo, podem começar a acreditar literalmente numa espécie de infalibilidade perceptual e/ou racional autista enquanto que na verdade, pelo que tenho notado, tal afirmativa não se consiste na pura realidade dos fatos. 

Muitos autistas parecem ser como a maioria dos esquerdistas pois parece faltar-lhes uma maior e melhor ênfase em ideações estratégicas, de longo prazo e/ou macro-sistêmicas. Eu não duvido que um monte de autistas possam ser de potenciais sábios, mas um outro monte deles não será e até pelo contrário pois terminarão (como muitos parecem estar fazendo) abraçando ideologias geno e biocidas sem ao menos estudar mais fundo, isto é, sem o tal pensamento mais demorado e elaborado que foi proposto no segundo link deste texto. 

A intuição quando bem usada se torna a principal responsável  pela criatividade ao nível de gênio em relação a qualquer departamento de escrutínio intelectual. 

J Autism Dev Disord DOI 10.1007/s10803-016-2742-4

Deliberar muito e chegar à conclusões equivocadas tem o resultado parecido de quem pensa rápido, de maneira intuitiva, e também faz julgamentos espectralmente errados, isto é, que está dentro de um espectro ou probabilidade randomicamente combinatória de equívocos, seja em sua raiz, no corpo ou nas ramificações das árvores de pensamento que metaforicamente expressam o raciocínio.

''Os autistas são mais...''

ou ''os mais inteligentes...'' ou ''os mais criativos...''

Sábios são sempre mais racionais mesmo a nível individual da mesma maneira que os mais empaticamente virtuosos também serão mais empáticos, comparativamente falando. 

A intensidade qualitativa define o valor intrínseco de certa virtuosidade ou degeneração. 

Comparações inter-grupos muitas vezes dependerão justamente de si mesmas, ou seja, de comparações para que se possa determinar se grupo x é mais racional do que o grupo y, em média, tal como a imagem abaixo está mostrando.






Esquerdistas idealizam as "minorias". Hbd's idealizam as pessoas "inteligentes"



O caso Kanazawa

"Os mais inteligentes são mais propensos a experimentar novos comportamentos"

Todo mundo já deve ter ouvido falar da sarcástica e ácida comparação de tratamento que é dada aos mais ricos e aos mais pobres. Tudo aquilo que o pobre tem, faz ou sofre, é dado um eufemismo elegante quando o mesmo acontece com algum ilustre cidadão da classe mais abastada. Ainda que uma caricatura proposital da realidade é fato que esta assimetria radical de tratamento sob todos os ângulos de análise possíveis tem sido uma constante na dinâmica social humana. Em outras palavras, o primo rico e o primo pobre é uma caricatura sim ... mas nem tanto. 

O primo rico tem disfunção gastrointestinal. O primo pobre tem diarreia. É apenas um exemplo desta situação. 

Para que a idealização aconteça existe a necessidade de se desprezar qualquer escrutínio aos defeitos do objeto de adoração e não apenas de enfatizar as qualidades mas também de exagera-los grosseiramente. Um exemplo mais do que convidativo é a adoração que os esquerdistas tendem a nutrir pelos mais pobres, mas que geralmente se dará apenas a nível ideacional, o mesmo que se definir como vegetariano e fazer discursos defendendo os direitos de vida digna para os animais não-humanos domesticados e especialmente os que são usados na culinária, mas sem de fato  ser vegetariano, isto é, continuando a comer carne.

Não são apenas os mais explicitamente tolos que tendem a cometer erros crassos  quanto ao básico exercício do pensar racional e portanto anti-contradição porque muitos dos eleitos de cognição avantajada também serão propensos a fazer o mesmo e com macro-reverberações se muitos deles ocuparão posições hierarquicamente decisivas na vida das sociedades em que vivem.

A "comunidade" hbd parece ser um destes casos. Só que o objeto de adoração deste grupo são aqueles que determinam infalivelmente como "os mais inteligentes". 

Satoshi Kanazawa, um pesquisador e teórico implicitamente-hbd é um caso interessante para ser usado neste texto. Uma de suas teorias mais populares nos incita a pensar se os "mais inteligentes', via testes cognitivos, não seriam mais propensos a buscar por comportamentos evolutivamente novos. Eu o refutei em alguns textos que estão disponíveis no velho blogue Santoculto. Eu ataquei o termo "evolutivamente novo" e sugeri que os tais comportamentos, em sua maioria de natureza recreativa, que foram determinados como "novos" na verdade não tem uma datação recente e portanto não podem ser considerados como tal. Também sugeri que ao invés de uma relação potencialmente causal entre "maior inteligência" e "comportamentos evolutivamente novos", que o aumento da capacidade cognitiva pode vir com o "ônus" de uma maior carga mutacional que por sua vez se expressará por meio de uma diversidade de comportamentos, dentre estes, muitos que serão meramente recreativos e até potencialmente disfuncionais. 


Eu tenho a impressão e gostaria de estar equivocado (eu sempre gostaria) quanto a possível idealização que os "hbds" nutrem em relação aos "mais inteligentes", ou seria melhor, pra ser mais preciso, os "maiores qis"

Primeiramente nós temos a idealização dos próprios testes cognitivos como infalíveis, como lupas precisas na análise das capacidades cognitivas gerais dos seres humanos.

Segundo que, se para muitos dos hbds, obter pontuações altas de qi nos torna imediatamente geniais, então "tudo é permitido para o 'gênio' ". O primo rico e o primo pobre. O pobre é safado e/ou promíscuo, o rico é pluriamoroso. Se o pobre (proxy para estupido) é promíscuo a culpa é da carga mutacional alta, da irresponsabilidade ou baixa capacidade de auto controle. Se é o rico/inteligente então é porque se consiste em um comportamento evolutivamente novo (este aqui é mais um exemplo ilustrativo do que real porque segundo Kanazawa "os mais" inteligentes são mais propensos a preferir pela monogamia). 


É verdade que alguns dos seres humanos mais geniais sejam os criadores de novas maneiras de se pensar e portanto agir, sem a necessidade de se praticar aquilo que incitou os outros a fazer. A maioria dos sistemas religiosos foram inventados por gênios mentalistas e cheios de energia e carisma para contagiar um número exponencialmente grande e inaceitável de pessoas (dependendo do caráter moral da ideologia). Mas o problema reside na ideia de que alguns destes comportamentos humanos frisados por Kanazawa são "novos" e ou produto direto do avanço cognitivo de nossa espécie. 

A autoconsciência humana avantajada por si só já é um legitimo comportamento evolutivamente novo que está fundamentalmente represado na espécie humana se consistindo em uma espécie de selo diferenciador.

Ao invés de uma novidade, tais comportamentos na verdade não passam de expressões resultantes de uma maior carga mutacional. Se o ''inteligente'' se comporta assim, então é evolutivamente novo, é complexo, já se o ''estúpido'' se comporta igual, então é sinal claro de sua estupidez, devem pensar....

O ditado em que se diz que ''para o 'gênio' tudo é permitido'', parece ser levado a sério pelos hbd's.

''Os mais inteligentes'' cometem erros tolos de percepção (que não será verdade para outros ângulos de observação se se consiste em um julgo de valor hiper-perfeccionista, típico da sabedoria e portanto, o ''comportar inteligente'' pode se dar de muitas maneiras, inclusive quando não for conscientemente proposital), a maioria deles parecem ser favoráveis à continuação da política desastrosa de ''imigração em massa'', negam obviedades como as diferenças biológicas de gênero e entre as raças humanas e ainda correspondem ao grosso das multidões de tolos que dizem amar algumas obras de ''arte'' moderna apenas porque os meios de comunicação as elogiam desavergonhadamente. Os ''mais inteligentes'', segundo o ponto de vista ''terra plana'' ou superficial dos hbd's, cometem constantes erros em relação à demonstrações literais de empatia. Pelo que parece, uma importante parcela desta população não se consiste de sábios, nem mesmo dentro do espectro maior da sabedoria. 

Aqueles que conseguem reunir com profundeza exponencial a razão e o coração parecem escassear na maldita humanidade.

A moralidade objetiva é o princípio para que se começar a entender o sentido da vida. 

A criatividade irresponsável mais a astúcia estão desgraçando o nome da humanidade e as duas se caracterizam por suas respectivas perturbações complementares justamente pelo mal ou pouco uso da sabedoria.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Pensamentos sobre inconformidade





Inconformidade é sobre a perspectiva existencial, onde você está na sociedade onde vive, como você percebe o mundo * não é apenas ou fundamentalmente as características do sistema cérebro-corpo, mas também como você interage e perceber a si mesmo e às outras pessoas no ambiente social onde você está. As pessoas singulares tendem a perceber / compreender o mundo de forma diferente. Mas não é apenas ter algum único mutante-traço como homossexualidade. Também é importante ter outras características, como uma composição, um fenótipo. Um monte de pessoas LGBT são de nível médio ou estão dentro do espectro de ''normalidade'' e até mesmo muitos daqueles que estão de fora não vai ser um pessoa outsider brilhante.

Nunca somos uma única nota, mas uma sinfonia.

As pessoas médias percebem o mundo medianamente e geralmente serão semelhantes entre si, as massas, a população.

Os ''inconformistas' brilhantes percebem muito mais problemas OU internalizar muito mais problemas (prioridades, metas, ideais racionais) como relevantes (a maioria das pessoas percebem truísmos, mas não acham que são importantes, elas não se importam, porque elas estão distraídos ou direcionada para outros micro-transcendências), o círculo pessoal ideacional.

Por que os esquerdistas (em sua maioria de brancos) em geral não se preocupam com a preservação da raça branca **

Porque entre as suas principais prioridades a preservação racial não está nem mesmo no top 30. Eu penso que perceber e ter em mente que as diferenças raciais são muito importantes é uma característica evoluída da espécie humana porque cada novas diferenças úteis e descaradamente óbvias, que formatam os contrastes da realidade são sempre muito importantes para navegar neste mundo . E é provável que eles (os esquerdistas) sempre foram assim. O que diferencia é que hoje eles estão no poder (com outros ...).

Os esquerdistas têm a função evolutiva para aumentar a diversidade genética e as pessoas racialmente conscientes têm a função evolutiva para equilibrar essa dinâmica. Muitos artistas são de esquerda e muitos deles são mais propensos a serem trans-raciais em relação à cônjuge e procriação. Um pouco vigor híbrido pode ter alguns efeitos para aumentar a criatividade.


As pessoas conformistas não são mais empáticas, eles são apenas médias, eles não precisam de lutar contra qualquer grau de auto-desajuste.

Eles não precisam de se recriarem, para elas o mundo está ok, imperfeito, mas bom.

Eles são inconscientemente ciente de que eles são apenas média, não mais manipuladores, não mais pensadores, não mais virtuosos ou criminosos, não mais inteligentes ou mesmo, não mais ''estúpidos'. Eles "se adaptam" com facilidade, porque eles não têm muito a perder e porque o mundo das massas obviamente foi feito pra eles.

Para os ''normais'', as palavras são ornamentos  úteis apenas para o seu torpor existencial habitual. Eles não tem a consciência quanto à responsabilidade da integridade semântica das palavras que usam.

Se Deus existe ou não, para eles, não importa muito,
se o sistema está dizendo verdades completas ou não, não importa muito,

o homem manso é muito superficial, raso.

Mas é necessário, de alguma maneira, porque o termo normalidade significa principalmente a falta de intensidade para mais ou para menos.

Necessários, mas não devem ser predominantes e nem devemos nos orientar com base em suas moralidades, o melhor mesmo seria que os sábios impusessem a moralidade objetiva sobre as massas, com base em persuasão e/ou diplomacia. 

Guerras dos mundos: quando o monstro tem vontade própria



Eu já mostrei todo o meu ''amor'' em relação ''aos'' ciganos, mas existe algo que se deve salientar em relação ao grupo: a sua significativa falta de imponência ou influência política no destino das nações em que vive e problematiza. Algumas vezes ''Deus não dá asa à cobras''.... mas outras vezes...

A monstruosa disfuncionalidade média dos ciganos por causa de uma menor capacidade cognitiva média ou de pensamento de longo prazo, estratégico, se expressa analogamente tal como uma praga que destrói plantações em uma fazenda.

No entanto, a fazenda (quase sempre um estabelecimento biocida) continua sob as diretrizes de outros grupos ou mãos. Agora imagine se a praga resolvesse tomar o controle da administração desta hipotética fazenda** 

O grau de incapacidade ou a falta de organização social de longo prazo e com qualquer pretensão harmoniosa potencialmente subsequente, faz dos ciganos, em média, um grupo difícil de impor qualquer maior influência além daquela que já faz de maneira natural dentro de seus domínios nauseabundos. 

O problema é quando uma população que parece ter o mesmo epicentro psicológico que os ciganos, de sagacidade e desonestidade, proxies para o espectro de personalidade anti-social, apresentam médias cognitivas muito maiores

O que antes era um endêmico potencial de monstruosidade, que é o oposto da harmonia, agora terá grande chances de se tornar dominante, praticamente onisciente.

Não é uma endemia manejável, mas uma peste que ficou ou sempre teve potencial para ganhar vida própria e portanto sair do controle. E é justamente isso que estamos assistindo, debilmente, a partir de nossas moradias materialisticamente raquíticas, a manifestação de um monstro com vontade própria, e que por ser muito mais astuto que os demais, se faz gravemente difícil de ser no mínimo controlado. Talvez não ''diga'' em alto e bom tom o nome desta coletividade que parece nunca aprender com os seus muitíssimos erros ''do passado'', ainda que dela se origine todo o ''lixo'' inconveniente que costumeiramente a seleção cultural joga para debaixo ''do tapete'', isto é, apesar de seu caráter perturbadoramente conflituoso, ela tem tido ou está tendo o papel de expor todas as fraquezas e erros das ''fazendas'' em que está vampirizando. 

A famosa consciência da falha, pois quando se tem ao menos uma e bem aguda para ser facilmente notada, serão abertas janelas de oportunidade tanto para que se possa entendê-la como também para lutar contra ela, agir sabiamente e curar-se da ignorância de se repeti-la. O caráter triunfante e subconsciente do ''progresso material/tecnológico'' nos faz ou nos fez daltônicos, ou ao menos em relação a uma grande parcela da população humana, a partir do momento em que se cria uma cultura de otimismo cego, irresponsável e portanto pragmático, tal como foi aquele que predominou nas nações ocidentais do final do século XIX e início do século XX. Metaforicamente falando, o progresso pode ser muito bem representado por um trem vigoroso em sua marcha, implacável, mas pouco cuidadoso.



Como o diabo do filme ''A Tempestade do Século'', esta coletividade transcendentalmente monstruosa apesar de seu desequilíbrio intrínseco compreende melhor a natureza da moralidade objetiva ou real do que o populacho que habita a vila em que assombra e ''corrompe'.


A consciência dos defeitos e especialmente a manifestação neurótica da auto-crítica em relação aos asfixiantemente dominantes erros do passado... e do presente, tem um valor evolucionário espetacular especialmente para a espécie mais mentalmente prodigiosa desta estufa de um azul sonhador e ensolarado. 

No entanto, bons entendedores holisticamente sábios.... são bem raros.

Como quando a peste negra assolou a Europa aniquilando mais de um terço de sua população, nós temos agora uma peste, muito mais sutil, sofisticada porém igualmente desastrosa que tomou conta do Ocidente e diferente dos pobres e tolos ciganos efusivos da Europa central, transbordou-se totalmente para fora de seus domínios mentais, espirituais e disfuncionais, transformando-se em um fenômeno por agora permanente e/ou aderente à atmosfera, corrosivo e exponencialmente superlativo por se alimentar da ignorância e do ego de todos os tipos de estúpidos, que são tão comuns na antropofauna ... e mais especificamente na eurofauna.

Uma guerra dos mundos, em que o aparentemente pacato, atrofiado e estupidamente confiante mundo da ''velha ordem'' está sendo engolido por ''aliens'' com sede de sangue e confusão.

Eles estão implacáveis, imparáveis e apenas o próprio tropeçar das pernas que poderá conter esta cadeia sistemática de destruição crescente da vida ou biocídio.

Brazilian park. As escolas públicas brasileiras refletem uma mistura de situações perturbadoramente negativas: Um ambiente pernicioso e uma população efusivamente idiota


Os dinossauros até que parecem ser mais civilizados que uma importante parcela de "estudantes" brasileiros..



Ok, nem todos...


Um grupo de crianças estão perfiladas em carteiras velhas, caindo aos pedaços. O quadro negro tem tantos riscos e descamações que é difícil pensar como que alguém consegue ler a matéria que é escrita nele. O lugar é pobre, mas os alunos colaboram, e como fazem todas as crianças do mundo, descarregam toda a energia em brincadeiras durante o recreio. Mas durante as aulas elas prestam atenção no professor ou ao menos não fazem bagunça. Foi o que vi em um documentário sobre uma escola nos confins da China, já faz um tempo. Eu também fui assim, sabia o momento certo para conversar e para ficar quieto deixando o professor trabalhar. 

As desculpas para o sistema escolar brasileiro abundam e estão sempre sendo renovadas. Claro, a culpa é da colonização portuguesa. A culpa é do governo que não dá dinheiro o suficiente para transformar as escolas em prédios quase luxuosos. A culpa é dos professores que são uns incompetentes. A culpa sempre é do outro, de algum evento ou situação mas nunca dos estudantes brasileiros que em média não estão preocupados em aprender, confundem escola com a pracinha do bairro, nasceram com defeito de fábrica pois não conseguem pensar racionalmente. 

O brasileiro médio parece que nasce com este defeito de se situar, de saber a hora certa, sim porque tem uma hora certa pra tudo e é justamente isso que delineia as características mais importantes de uma sociedade que tenha qualquer pretensão de (verdadeira) civilização (a providenciar).


Recentemente eu vi uma reportagem mostrando uma escola pública onde a ordem e a disciplina básicas estão garantidas e dentro delas até podemos nos esbarrar com policiais à paisana pelos corredores. Parece que só assim que o brasileiro médio em idade escolar aprende que se vai para a escola para estudar, a priore. Na escola pobre e escondida nas montanhas chinesas, este tipo de situação não acontece porque crianças e adolescentes de lá sabem o momento certo para os extravasamentos típicos de suas precocidades existenciais e para ficarem quietos e prestarem atenção ou ao menos não perturbar o andamento das aulas. 

Mas por que isso acontece???

Primeira nós temos o fator estrutural. Uma cultura perniciosa pode ser refletida pelo predomínio da anarquia nos ambientes escolares mas também em outros lugares como nas casas dos estudantes. No entanto nós também temos o fator humano e no caso brasileiro me parece que o mesmo se fará muito impactante mediante a predominante exuberância efusiva que caracteriza largas porções de ''nossa'' demografia e que tem raízes mais profundas, isto é, que encontram-se nos ''nossos'' genes.


A comunhão destes dois fatores altamente negativos (mais uma provável redução generalizada das capacidades cognitivas e psicológicas da população brasileira via disgenia recente) pode ser vista em boa parte das escolas públicas onde que os professores precisam lutar diariamente para darem as suas aulas e quem passa do lado destes prédios estatais tem a impressão de que os mesmos se consistem em zoológicos, com gritaria, alvoroço, exaltações que estão completamente fora de hora e de propósito. Só que até mesmo nestes ''santuários'' artificiais ou versões sóbrias de circos antigos, ainda não conseguimos ouvir tanta algazarra. 

Até que poderíamos colocar para cada colégio ruim, isto é, uma boa parte da malha escolar brasileira, um posto da polícia ou do exército para fazer vigília e ajudar na disciplina. No entanto, se precisamos chegar neste nível para estabelecer o mínimo de disciplina, de civilização, então isso está querendo dizer que algo ainda mais profundo e perturbador está tendo um papel fundamental nesta dinâmica regressiva.

Intervenções estruturais podem ter boas influências mas é preciso se esforçar excessivamente para mantê-las, sendo que seria muito melhor se ao invés de mudarmos apenas o ambiente, também o fizéssemos com os seres humanos e isso não pode se dar apenas pela vaga ''educação de boas maneiras'' porque como sempre acontece, haverá uma diversidade de tipos em que alguns internalizarão sem problemas enquanto que outros o farão cinicamente ou jamais conseguirão internalizá-las, primeiramente porque não é de seus interesses mesquinhos e primitivos. 

O simples ato de escolher a melhor maçã, bem vermelha, fresca e gostosa, nos mostra primeiramente que o ''ato eugênico'' é fundamental para a manutenção harmoniosa da vida e segundo que é de extrema necessidade também ou especialmente no caso da moralidade, se fizermos a analogia mais do que óbvia entre a qualidade dos alimentos que consumimos bem como das pessoas que convivemos e o que elas fazem em seus cotidianos.

Quanto mais moralmente irrecuperáveis uma sociedade estiver povoada, mais sofrimento desnecessário e especialmente em relação aos seres indefesos, humanos ou não-humanos, haverá.

Quanto mais deles, mesmo as intervenções mais draconianas ainda não conseguirão conter toda esta explosão de disfuncionalidades que são prolíficos para produzir.

Menos paz ou harmonia e exponencial melhoria da qualidade de vida nós vamos ter ou deixar de ter. 

A verdadeira eugenia não pode ser centralizada em propagandas da juventude hitlerista, com jovens loiros, saudáveis e fortes correndo em direção a uma lagoa nas proximidades de Berlim, ou com uma multidão de alfas racialmente diversos, igualmente encorpados, mas emocionalmente frios e tão vazios de espírito quanto as máquinas que manejam em uma hipotética sociedade como a do clássico ''Admirável Mundo Novo'', mas na diversidade fenotípica (dos mais diversos tipos de fenótipos) da espécie humana e fundamentalmente dentro dos muitos espectros de funcionalidade harmonicamente/racionalmente sustentável.  




quarta-feira, 23 de março de 2016

''Déficit' de atenção e hiperatividade (mental)

Alguém já diferenciou os tipos de hiperatividade**



Procurei imagens para ilustrar este texto e só o que encontrei foi esta profusão de crianças irrequietas que retratam a hiperatividade física... Mas e a (apenas a) hiperatividade mental**

Eu ''tenho'' déficit de atenção, que está acima da média, mas é potencialmente manejável. E sou hiperativo, mas eu não sou fisicamente hiperativo, pelo contrário, porque sou até bem preguiçoso, ainda que isso não costume resultar em grande negligência para com todas ou a maioria das atividades do meu cotidiano, especialmente aquelas que exigem pouco reforço e se encontram dentro de minha agenda exponencial de atividades repetitivas como varrer o quintal e caminhar.

Eu sou mentalmente hiperativo e isso não se dá por meio de uma comunhão com a hiperatividade física ou a ação e que tende a ser quase sempre de natureza física. 

A partir disso eu começo a pensar que talvez nós possamos ter diferentes tipos de ''tdah's'.

O meu (possível) tipo: hiperatividade mental e déficit de atenção (especialmente para questões mundanas),

O tipo que se caracteriza pelo combo hiperatividade mental+ física e déficit de atenção,

E o tipo que se caracteriza especialmente por uma hiperatividade física em lógica combinação com déficit de atenção, mas sem uma maior hiperatividade mental (ideacional), que poderia ser mais comum entre os tdahs que apresentam maior aptidão para os esportes

Aquele com hiperatividade mental e física, seria mais provável de ser do tipo altamente inteligente e criativo assim como também o que apresenta apenas a hiperatividade mental. Aliás, pela lógica intuitiva, este até poderia ser considerado como o mais perceptivamente inteligente, justamente por ter todo este transbordamento de hiperatividade concentrada no cérebro ou direcionada para atividades potencialmente intelectuais.

E ainda há de se separar uma densidade significativa e constante de pensamentos negativos  que caracteriza o neuroticismo de uma densidade igualmente constante e forte só que sem qualquer direcionamento desta natureza, isto é, para o pensamento negativo ou positivo, o que também poderia revelar uma maior heterogeneidade de percepções bem como também uma maior riqueza de observações, impressões, férteis para o potencial subsequente de criatividade. 


 pensamentos potencialmente reflexíveis ...... ação-reação


O tdah típico seria mais parecido com os animais não-humanos, sem querer ofender, até porque na altura deste campeonato, ser comparado com um ser humano é que se consistirá na verdadeira ofensa. A hiperatividade física em conluio com a mental é provável que resultará numa constância potencialmente desconfortável, especialmente em nossos ambientes altamente regulados, de comportamentos que extrapolam as fronteiras ideacionais, enquanto que aquele com uma maior ou mesmo a manifestação de um único tipo de hiperatividade (que está sendo proposta), isto é, a de natureza mental, que estiver concentrada ''no'' cérebro e portanto que se expressará via elevada densidade de ideias, pensamentos, impressões, apreensões, aprendizados e/ou internalizações, é provável que poderá se concentrar em seu potencial ideacionalmente criativo do que no balançar frenético das pernas ou na vontade quase que incontrolável de preencher o tempo com atividades fisicamente estimulantes. O seu tédio intrínseco será enfrentado por meio da estimulação puramente mental ao invés de ou especialmente por meio de atividades físicas.

Antropofauna



um fauno, uma fábula,
uma cruz, um arremedo,
pela metade, se o todo se vê por todos os lados,
de meio a meio, se arramam cadarços,
se tropeçam, uns nos outros,
nas próprias sombras,
um cruzar de dedos, de acusações sem medo nem razão,
de tontos, de tantos gírios em delírios,
se mata sem saber,
se odeia sem ter tentado amar,
antropofauna,
uma diversidade de loucos,
em suas cores, em seus artífices torpes,
com mãos de trabalho, um servo,
ou com mãos abanando, débeis, deste calor severo, um nobre,
onde o vilão é livre como o vento,
bom como um sonho,
e ama a sua pequena fortuna,
de riachos e alegrias puras, 
o gênio da simplicidade,
à flor da pele,
é um sábio.