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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Os três macacos e os três tipos de conformistas



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Eu acredito que diferentes tipos de domesticados ou conformistas se conformarão de diferentes maneiras, de acordo com os seus próprios perfis. 'Talvez' diferentes pessoas tenham diferentes modos de entender a realidade com base na distribuição de suas intensidades sensoriais. Talvez pudéssemos pensar em pensadores mais visuais, os mais auditivos e os mais intuitivos/sistema sensorial mais integrado ou menos assimétrico. Os auditivos seriam os mais suscetíveis ao treinamento ou adestramento por serem mais sensíveis na audição. 

Aquele que não quer escutar

Como meio de bloquear aquilo que os outros dizem de discrepante em relação aos valores internalizados, os conformistas auditivos "tampam os ouvidos" e por que?? Porque o adestramento subconsciente tende a se consistir em uma espécie de auto-mentira, de mentir pra si mesmo, e portanto é fácil desmentir e em especial aquilo que é muito óbvio de se perceber. O auditivo tende a ser muito suscetível para considerar os outros pontos de vista, em um estado psicológico normal, por ser aquele que é um bom ouvinte, mas em um estado de adestramento, acaba buscando se "proteger" de qualquer tentativa que ameace a sua condição, bloqueando qualquer ruído auditivo que é justamente considerado como ameaçador. Paradoxalmente o auditivo que parece ser o mais suscetível ao adestramento, dependendo de sua combinação psico-cognitiva, também pode ser o mais rápido a sair do adestramento.

Aquele que não quer ver


O conformista visual ao contrário do auditivo não parece ser do tipo "bom ouvinte" e portanto é esperado que exiba diferentes características e suscetibilidades. Com certeza que o seu sentido, mais apurado e/ou mais suscetível a impactos ou mini-traumas (em sua maioria intencionais, preditivos do auto adestramento OU auto atualização, quando tenta melhorar por si mesmo) é o da visão. Logo ele precisa ver para crer. E quando é pressionado a repensar sobre os seus valores internalizados e não deseja fazê-lo, especialmente quando não é muito autoconsciente, então tentará se defender bloqueando qualquer impacto visual que possam estremece-los. Pensadores visuais auto-domesticados ou adestrados e em especial com base em versões alternativas de certa realidade, tendem a conter a visão quando expostos à situações reais que contradizem àquilo que estão a defender, manipulando a si mesmo, reinterpretando aquilo que estão vendo, especialmente quando não podem evitar o olhar.

Aquele que não quer falar ou que se censura

Quem se cala é porque provavelmente sabe mais sobre a realidade e em especial em um cenário cultural tipicamente humano, drenado de mentiras e meias verdades, do que quem tampa os ouvidos ou os olhos. Neste sentido os auditivos parecem ser os mais iludidos. A intuição quando é generalizada tende a resultar em um estado mais instintivo se a mesma se consiste ou parece que se consiste no estilo de pensamento instintivo, onde que a consciência do próprio pensar ou meta-cognição encontrar-se-á fraca a muito fraca. 

Mais generalizadamente intuitivos portanto podem saber de maneira obviamente intuitiva sobre certa verdade mas em um estado de auto-adestramento se porão a calarem as suas bocas, tal como se as segurassem, uma ânsia de vômito, uma vontade abortada porém sentida de dizer a verdade. Mais natural é o mecanismo de auto-censura, mais espontâneo se torna. 

E os macacos "inconformistas" ou conformistas inversos (ao contexto)*

Engana-se quem pensa que o inconformista é aquele que não se conforma. Geralmente o inconformista é aquele que não se conforma à ordem vigente do contexto local/ ou geral em temos de globalização/globalitarismo, mas... estamos sempre buscando pela ordem ou...pela [por nossa] conformidade.

Geralmente o mais aparentemente inconformista (que eu denominei de inconformista universal)  na verdade é aquele que tem ou que desenvolve um sistema de conformidade tão personalizado e único que apenas uma pequena minoria que apresentaria tais similaridades a ponto de poder segui-lo. Portanto ele ainda não é inconformista de uma maneira super-literal porque apenas o caos que poderia ser, por não seguir por qualquer padrão ou ordem. Se todos buscam pela ordem então o inconformismo, que nem precisa ser "total" mas apenas semanticamente preciso ao seu conceito, na verdade se consiste em uma espécie de conformismo inverso ao corrente ou vigente.

Por fim eu sou um inconformista contextual significativo que tem como sentido mais apurado a audição e quando quero me privar de ouvir narrativas que destoem significativamente de meus valores eu "tampo os ouvidos" ou ao menos o som, e sim, eu também sou um ótimo ouvinte. Falarei em um próximo texto um pouco mais sobre esse assunto.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Eugenia para selecionar por inteligência acadêmica/ trabalhador... versus, eugenia [também ou] para selecionar por inteligência do ser completo/ observador ou pensador



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Quando todo mundo [do seu grupo] ''decide' pular no buraco... apenas os mais psicologicamente/e intelectualmente resistentes que conseguirão sobreviver...


Porque ser do contra, especialmente se for de maneira racional [e constante], FAZ BEM...  

...mostra vigor ou saúde intelectual ...  psicológica, capacidade de detectar perigos iminentes!! =) =)

O racional /princípio da sabedoria, a priore, é aquele que não se conforma com o não-ideal, e quanto mais preciso e constante neste caminho, mais sábio.

Eu já comentei que a inconformidade, de fato, tende a ser bem problemática no que diz respeito ao sucesso social e evolutivo. Quem é inconforme tende a ter menos ''amigos'', ou melhor, colegas, uma reduzida rede de contatos, e portanto, menores chances de conseguir um emprego e de encontrar uma parceira ou um parceiro. Quanto mais desconectado se está em relação à sociedade, mais distante se estará em relação às suas muitas vantagens, como as que foram rapidamente exemplificadas acima. Dependendo do nível de autoritarismo [de preferência irracional] os inconformes ainda se encontrarão sob ameaças mais graves do que apenas o ostracismo social. Geralmente a maioria das sociedades humanas tem sido epicentricamente estúpidas ou injustas, porque tem se baseado em mitologias de natureza psicótica do que pela verdade factual [cognitiva E afetiva ou moralmente benigna] para construírem as suas culturas e se sustentarem. Portanto pode-se dizer que, a maioria dos inconformes ao longo da patética história humana, estavam certos quanto às suas rebeliões

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Ou eram contra o nepotismo de um rei estúpido, de um imperador sanguinário, de uma ''religião'' doentia ou de uma ideologia suicida, como é o ''politicamente correto'' atualmente.

Tal como no caso dos cardumes de peixes que tentam desviar das armadilhas que os tubarões estão sempre a preparar.

Imagine se os tubarões resolvem ''se juntar'' aos cardumes se passando por mutualistas** O predador que se passa como mutualista, geralmente é um parasita. 

É o que tem acontecido com a maior parte das ''culturas''/sociedades humanas, especialmente as mais complexas [e que também são as mais confusas], que tem, cedo ou tarde, caminhado para se tornarem armadilhas contra o próprio povo/cardume, bem temperadas com exploração, injustiças sociais e manipulação psicológica, tudo bem do jeitinho que o diabo gosta.

Se algum grupo realmente inteligente resolvesse selecionar apenas por verdadeiros justiceiros sociais tal como o mítico ''Robin Hood'', eu aposto que dentro de algumas gerações teríamos de fato um despertar genético e cultural de uma população decididamente sábia.

No entanto, lembrem-se que os conformes são, no melhor dos cenários, socialmente ostracizados, e no pior deles, perseguidos e assassinados.  

Isto é, a humanidade tem perseguido desde as primeiras civilizações, e talvez, desde as primeiras comunidades de caçadores coletores, os mais racionais. Vale também diferenciar, novamente, os tipos de inconformes. Tal como eu já comentei, nós temos os inconformes ou oposição da situação/ do contexto, e aqueles que estão quase que universalmente inconformes, e que, dependendo da qualidade de suas compreensões factuais, serão dos mais sábios. Hoje em dia com o domínio do (((politicamente correto))), o epítome da inconformidade, pelo menos em relação à algumas perspectivas centrais, tem sido os ''brancos nacionalistas'', especialmente porque a ordem cultural vigente no ocidente tem se baseado no ataque frontal contra qualquer tipo de sentimento ou ânimo positivo sobre a ''raça branca'' ou ''euro-caucasiana''. Em outras épocas, foram os ateus e os agnósticos os mais inconformes. Como podemos ver, quando uma linha ideológica vence e se impõe como a verdade absoluta, aqueles que eram inconformes ao sistema, podem se tornar conformes. Esses são os inconformes ou inconformistas contextuais. Já os inconformes [quase] universais, geralmente dos mais idealistas, serão aqueles que buscam por sociedades perfeccionistas, em que boa parte dos problemas humanos, especialmente os resolvíveis, deixaram de fazer parte da paisagem sócio-cultural. Portanto independente se uma certa sociedade passar a seguir este ou aquele pensamento ideológico, é muito provável que não se conformarão, se a grande maioria das ideologias humanas são fatalmente falhas por desprezarem pela razoabilidade em suas ideias. Como eu tenho falado desde sempre é a dualidade que se consiste no problema mais primordial da humanidade, tanto para entender a realidade de uma maneira mais correta, quanto para construir sociedades igualmente perfeccionistas. Quando melhora de um lado, piora de outro. Eu acho que esses problemas tem sido, em sua maioria, propositalmente mantidos, porque temos estado desde sempre sob a batuta de parasitas e predadores, mas especialmente do primeiro tipo.

QI/trabalhador versus compreensão factual/observador ou pensador

Os defensores pela eugenia analfabeta à la HBD não parecem ter percebido que os testes cognitivos tendem a se relacionar com as nossas habilidades, só que, aplicadas à tarefas laborais, isto é, de trabalho. Estamos analisando a capacidade do trabalhador de oferecer às suas habilidades no cumprimento ou execução de tarefas técnicas, gerais e específicas. Mas não somos apenas trabalhadores não é* Também somos pais, irmãos, observadores, piadistas, etc... Somos vários tipos ao longo de nossas vidas, durante os nossos cotidianos. E o mais importante, ou aquilo que deveria ser: somos pensadores, e nossa principal tarefa intelectual é a de entender o mundo em que vivemos, de organizá-lo, enfim, de criar os nossos mapas da realidade. O ''sujeito-observador'' vem antes que o ''sujeito-trabalhador''. Os sóciotipos observadores mais inteligentes é muito provável que serão em sua grande maioria de ''inconformes [quase] universais''. Pronto, ao se enfatizar pelas pontuações em testes de QI, passaremos a selecionar pelos trabalhadores mais inteligentes, e não pelos observadores mais inteligentes, resultando, muito provavelmente, em uma sociedade tão ou mais conformista, independente de sua qualidade, só que mais esperta nos afazeres técnicos ou laborais. 

Cultura e trabalho

Percebe-se que a tentativa, acho que, bem sucedida, de purificação cultural dos testes cognitivos, tem tido muitas sequelas, especialmente em relação à sua própria intenção. Por um lado é interessante e necessário comparar as nossas capacidades de maneira neutra, porque assim poderemos comparar pessoas de várias partes do mundo, em relação à capacidades que independem da cultura, por exemplo, o simples reconhecimento de padrões. Por outro lado, passou-se a enfatizar na purificação cultural dos testes cognitivos como o principal se não o único ideal a ser alcançado, mantido e continuamente perseguido, esmiuçando qualquer importância cultural para a inteligência humana. Desta maneira, quando temos as nossas habilidades desnudas de contexto/cultura, a única serventia que podem ter é nos ambientes laborais, para que possam ser usadas de maneira técnica. Ainda que a técnica/estilo de trabalho de uma sociedade e cultura se relacionem, se é a segunda que tende a influenciar a primeira, e se poderíamos denominar a ''técnica'' como uma espécie de ''cultura material'' ou ''mecanicista'', é fato que também apresentam os seus próprios domínios, e no caso da cultura, em específico, estaremos falando mais sobre reconhecimento de padrões psicológicos, sociais e culturais, e com isso, as suas contradições, as suas idealidades ou falta delas, as suas similaridades, as suas estruturas ou ''imagem maior'', etc...

Portanto, o ''fator g cultural'' também é de vital importância para a inteligência, não apenas a humana, mas especialmente ela, se é a única que apresenta grande calibre para a autoconsciência. 

A compreensão factual não depende ou se refere apenas à técnica, mas também ou especialmente em relação à cultura, à sua qualidade ou falta, etc... 

Como resultado, purificar ou tecnicizar a inteligência humana, foi uma boa ideia, só que, demonizar a influência e mesmo a necessidade cultural, foi um grande erro, cometido pela psicometria. 

O contexto importa, e os pensadores mais racionais, que não são em sua maioria de ''super altos QIs'', são melhores para compreenderem a realidade, sob uma série de perspectivas: prática, evolutiva, benignamente moral, e é evidente que as culturas humanas, e o seu entendimento factual, são importantes reflectantes de inteligência. 

Por tolice ou pura maldade [maquiavelismo], ao se purificar a mensuração da inteligência de cultura, também se purificou a carga ideológica.

Nada mais ''anti-Robin Hood'' do que analisar a cognição e desprezar a psicologia/ ou a parte psicológica da inteligência, que está irremediavelmente relacionada com a moralidade ou melhor, com a benignidade comportamental proporcional.


Resiliência psicológica versus resistibilidade intelectual-racional


Existem diferentes tipos de resistência ou resistibilidade psicológica. À de natureza mais emocional e a de natureza mais intelectual[-racional].

Aquele com elevados valores de resistibilidade psicológica ou emocional será mais propenso a resistir desta maneira em relação às situações mais diversas em qualidade, do pior ao melhor cenário. No entanto, isso não significa que ele o fará embasado em concepções racionais, pode ou não fazê-lo. O psicologicamente resiliente ou resistível, é muito provável de ser muito mais estável no controle de suas emoções, do que a maioria das pessoas, algo como ''estar entre os 1% mais emocional ou psicologicamente resistentes''. Eu já comentei que apesar de se consistir em uma clara vantagem, ser muito psicologicamente resiliente ou resistente, também pode ser desvantajosa principalmente no que se refere à sua tendência de passividade. Isto é, o psicologicamente resiliente de fato resiste muito mais do que os outros, mas parece que, muitas vezes, também faz pouco para evitar ou tentar resolver os conflitos.

A resistibilidade intelectual-racional, por sua vez, se consistiria na capacidade de se resistir à situações INTELECTUALMENTE adversas, um excelente exemplo seria a atual tentativa de supressão progressiva da liberdade e da diversidade de opiniões, pontos de vista e mesmo, de fatos, que tem sido capitaneada pelo (((politicamente correto))).

Inconformes [quase] universais, parece que, se consistem em excepcionais pensadores holísticos, mas também detalhistas [completos], das culturas, dos contextos humanos, de suas falhas, de seus acertos, etc... Estão mais intrinsecamente motivados e talentosos para este tipo de ênfase, naturalmente mais completa, abrangente e eu diria mais, essencial.

Eu não desprezo totalmente o ''trabalhador mais inteligente'', por ser de grande importância para a sustentação das sociedades humanas, mas não restam dúvidas que, são justamente os pensadores mais inteligentes, do contexto, ou ''de sempre'', que tem sido ostracizados, perseguidos e mesmo assassinados, por causa de seus talentos para farejar por injustiças, de maneira generalizada ou específica.

Sim, em um mundo são, precisamos de ''sentinelas'', e os mais sábios, são de extrema importância, se quisermos finalmente evoluir para sociedades muito melhores do que os arremedos de organização e de racionalidade coletivas que tem sido construídos.


sexta-feira, 25 de março de 2016

Pensamentos sobre inconformidade





Inconformidade é sobre a perspectiva existencial, onde você está na sociedade onde vive, como você percebe o mundo * não é apenas ou fundamentalmente as características do sistema cérebro-corpo, mas também como você interage e perceber a si mesmo e às outras pessoas no ambiente social onde você está. As pessoas singulares tendem a perceber / compreender o mundo de forma diferente. Mas não é apenas ter algum único mutante-traço como homossexualidade. Também é importante ter outras características, como uma composição, um fenótipo. Um monte de pessoas LGBT são de nível médio ou estão dentro do espectro de ''normalidade'' e até mesmo muitos daqueles que estão de fora não vai ser um pessoa outsider brilhante.

Nunca somos uma única nota, mas uma sinfonia.

As pessoas médias percebem o mundo medianamente e geralmente serão semelhantes entre si, as massas, a população.

Os ''inconformistas' brilhantes percebem muito mais problemas OU internalizar muito mais problemas (prioridades, metas, ideais racionais) como relevantes (a maioria das pessoas percebem truísmos, mas não acham que são importantes, elas não se importam, porque elas estão distraídos ou direcionada para outros micro-transcendências), o círculo pessoal ideacional.

Por que os esquerdistas (em sua maioria de brancos) em geral não se preocupam com a preservação da raça branca **

Porque entre as suas principais prioridades a preservação racial não está nem mesmo no top 30. Eu penso que perceber e ter em mente que as diferenças raciais são muito importantes é uma característica evoluída da espécie humana porque cada novas diferenças úteis e descaradamente óbvias, que formatam os contrastes da realidade são sempre muito importantes para navegar neste mundo . E é provável que eles (os esquerdistas) sempre foram assim. O que diferencia é que hoje eles estão no poder (com outros ...).

Os esquerdistas têm a função evolutiva para aumentar a diversidade genética e as pessoas racialmente conscientes têm a função evolutiva para equilibrar essa dinâmica. Muitos artistas são de esquerda e muitos deles são mais propensos a serem trans-raciais em relação à cônjuge e procriação. Um pouco vigor híbrido pode ter alguns efeitos para aumentar a criatividade.


As pessoas conformistas não são mais empáticas, eles são apenas médias, eles não precisam de lutar contra qualquer grau de auto-desajuste.

Eles não precisam de se recriarem, para elas o mundo está ok, imperfeito, mas bom.

Eles são inconscientemente ciente de que eles são apenas média, não mais manipuladores, não mais pensadores, não mais virtuosos ou criminosos, não mais inteligentes ou mesmo, não mais ''estúpidos'. Eles "se adaptam" com facilidade, porque eles não têm muito a perder e porque o mundo das massas obviamente foi feito pra eles.

Para os ''normais'', as palavras são ornamentos  úteis apenas para o seu torpor existencial habitual. Eles não tem a consciência quanto à responsabilidade da integridade semântica das palavras que usam.

Se Deus existe ou não, para eles, não importa muito,
se o sistema está dizendo verdades completas ou não, não importa muito,

o homem manso é muito superficial, raso.

Mas é necessário, de alguma maneira, porque o termo normalidade significa principalmente a falta de intensidade para mais ou para menos.

Necessários, mas não devem ser predominantes e nem devemos nos orientar com base em suas moralidades, o melhor mesmo seria que os sábios impusessem a moralidade objetiva sobre as massas, com base em persuasão e/ou diplomacia. 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Possível mito do magnetismo ideacional



Pensar negativo ou positivo atrai??

A  relação subjacente do neuroticismo (e de suas reverberações psicossomáticas) e da conformidade dentro desta crença popular e possível de ser moderadamente factual. 

Pensamentos negativos atraem a futura escuridão de vivências desfavoráveis. O pensar positivo por sua vez tem o efeito oposto. Das muitas crendices populares, esta é uma das mais unânimes. Por razões sobrenaturais, o pensar neurótico tornaria a vida miserável daquele que o enfatiza. Mas será que se consiste na mais límpida das verdades??

Se a relação do ser humano para com o seu meio fosse assim tão simples e direta então poderíamos a Priore pensar nesta possibilidade sem levar em conta as circunstâncias que são desencadeadas por nossas atitudes. Mas no entorno que circunda  o ser humano existe uma grande complexidade de realidades a se alimentarem e muitas se não na maioria das vezes a conspirarem contra ou a seu favor.



A possível chave da relação neurose e transcendência difícil: O inconformismo



Ser um inconformista tende a se consistir numa má escolha se desejar uma vida material e emocionalmente 
tranquila. Mas quase sempre nunca é uma simples escolha. Inconformistas nascem fortemente predispostos ao confronto em relação a maré de homogeneidade transcendental que se caracterizam as sociedades humanas. Eles são epigeneticamente fabricados. O acaso os fazem críticos e deste início pedregoso, torna-se-ão mais despertos aos problemas, prevalentes na imperfeição da vida. Vemos mais problemas quando nos vemos imperfeitos

Primeiramente o pensador verdadeiro será muito mais propenso a enfatizar problemas do que os "não- problemas". Portanto, será um típico neurótico a ver a realidade, ainda mais a humana, por óculos potentes da razão. Por razões de proporção bio-comportamental, os pensadores serão mais raros do que a quantidade de diplomas que são anualmente distribuídas deseja indicar. é possível de haver uma prevalência masculina de pensadores neuróticos ou intelectuais. O mercado de acasalamento dos pensadores neuróticos no sentido de encontrar pombinhas de mesm coloração, será muito limitado. Ainda vale pensar na disposição das mulheres neuróticas em desejar uma alma gêmea, o mais logico é o de buscar por aqueles que as complementem de modo dualista e não que compartilhem das mesmas transcendências  "indesejáveis'. é certo que os opostos não tendem a se atraírem tanto como muitos pensam, mas esta máxima pode ser verdadeira para os casos extremos, aqueles que chamo de "incompletos", que não nasceram perfeitos e que portanto buscarão em vida sanar saliente consciencia das próprias fraquezas, resultando desde o gênio até ao idiota criminal. 

Sabe-se que o sucesso reprodutivo tende a se consistir num dos grandes objetivos da vida para que se torne  " completa".  Se os neuróticos tendem a se repelirem então veremos como que atrairão aqueles que não lhes forem similares... Ou melhor, em como que os repelirão e/ou que serão repelidos. A religião é um grande sucesso na melodia da vida humana justamente por transmitir certezas positivas e meios para se lidar com a complexidade do existir. Como uma caravela, a religião impõe limites e projeta caminhos certos pra serem percorridos.  Não seria tão ruim assim se não fosse muito mais um engodo do que uma real ajuda para aqueles que mais necessitam de suas tenras e insanas palavras. A reação neurótica é predisposta desde o nascimento ou adquirida por meios obscuramente sujos. Nasce-se mais neurótico ou não. No entanto, em situações muito desfavoráveis é muito provável que  tornarão  uma grande proporção de "não neuróticos" em enfatizadores de problemas, mesmo o mais sereno ou apático dos seres, visto que o pensar negativo se relaciona umbilicalmente com a vigília vital ou em prol da sobrevivência.


Portanto, em "tempos de paz" muitos já se encontrarão travando guerras de diversas naturezas em relação a realidade. E em tempos de guerra, todos se encontrarão muito mais afiados do que suas normalidades preconizam ou em tempos de calmaria. 


Situações extremas sempre exigem mais da loucura do que da apatia de uma calmaria.

O inconformismo afasta potenciais colegas ainda que decante por qualidade as suas amizades, o resultado tende a ser na redução significativa, se amigos reais escasseiam em equidade com o pensador neurótico, este que na maioria das vezes também será um sábio, completo ou parcial.

Ser social é ser conformista. Não há qualquer problema com o termo conformismo em seu sentido mais puro, porque na fonte das abstrações de qualificação, reside a amoralidade, isto é, a ausência de qualquer valor moral. No entanto, quando é aplicado dentro dos contextos sociais humanos, o conformismo adquire garras perigosas e dentes assustadores porque será conivente com o mal feito, o mal por si, a imperfeição. Boa parte dos conformistas são ignorantes e compactuam com a imperfeição ou maldade por pura estupidez e preguiça transcendental que desvia de estradas sábias. O desprezo por problemas quase sempre será fatal. 

Os inconformistas podem e geralmente pagarão caro por sua teimosia em não se deixar levar pelo movimento das massas. Se com a própria vida ou por diferentes tons de ostracismo social. 

Portanto ao invés do ''pensar negativo atrai problemas'' o mais provável de ser é que será o inconformismo ocasionado pela irritação intelectual ou neurótica que os atrairá, não por causas sobrenaturais ou mágicas, mas pelas circunstâncias quase sempre ruins ou desfavoráveis que se apresentam ao destino daqueles que lutam contra a brutalidade e estupidez da realidade humana, em prol da evolução social, especialmente.  O pensar positivo tende a significar o desprezo pelos problemas, olhar para o lado positivo da vida, ver o copo mais cheio do que vazio, e se traduz em termos de política transcendental no não-confronto em relação ao poder totalitário das estruturas sociais humanas e possíveis vantagens desta vassalagem predominantemente natural. O leão selvagem que ameaça a propriedade será caçado ou mantido longe. Em compensação os animais domesticados terão ou não grandes vantagens por se submeterem as ordens e vontades de seus senhores humanos. E ainda vale enquanto analogia, usar os animais domesticados que são usados como alimentos em comparação aos seres humanos mais pobres no potencial de acumular vantagens mundanas ou materiais.