Minha lista de blogs

Mostrando postagens com marcador realismo/imediatismo/narcisismo existencial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador realismo/imediatismo/narcisismo existencial. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de abril de 2017

Arte - filosofia - ciência: Níveis de existencialismo

A arte não é apenas a mais existencialista, porque se consiste na mais pura manifestação da perspectiva existencialista, diretamente relacionada com os sentidos e íntima com o realismo existencial, de finitude da [própria] vida, de espanto aos mistérios do universo/da existência e de consciência estética ou simetria [caracteristicamente localizada, no caso das artes]

A arte fomenta-se ou centraliza-se no valor das emoções e não necessariamente no padrão dos fatos [ e em sua compreensão factual ]

A filosofia, como eu já falei algumas vezes, encontrar-se-á no meio deste espectro, entre as artes e a[s] ciência[s], porque baseia-se tanto na ''frieza'' dos fatos quanto na ''quentura'' dos valores, que resultam nas/das reações emocionais [aos padrões que são capturados]. O valor que damos a um fato, como eu já falei, desencadeia uma reação emocional, de avaliação subjetivamente estética [mas que também pode ser mais objetivamente estética, dependendo do indivíduo] em relação ao primeiro. A filosofia, como a ciência ou a arte do pensamento perfeito/completo, a priore, em condições ideais de temperatura e pressão, precisa tanto dos padrões, em que a ciência se centraliza, quanto dos valores, em que as artes se centralizam, para que possa entender de maneira [uber] holística a [macro] realidade / mas também, se possível, aproximando-se dos detalhes. 

A ciência, por sua vez, se consiste no oposto das artes, neste aspecto, por centralizar-se nos padrões e não nos valores que lhes apregoamos, ou emoção. Neste sentido a ciência será a menos existencialista, por não vivenciar esta perspectiva emocional/existencial tal como as artes fazem, e de maneira mais do que característica ou descritiva. A ciência pára e se especializa no princípio do pensamento, no reconhecimento de padrões, e secundariza em importância a reação emocional ou atribuição de valores aos padrões. A ciência, que tem como padrão ideal a neutralidade, reage com indiferença ao mundo, enquanto que as artes precisam justamente da reação emocional para que possam se concretizar, se caracterizar. O maior pecado da ciência se consiste na confusão entre lógica, racionalidade e neutralidade. O maior pecado das artes se consiste no desprezo pelo reconhecimento de padrões e subsequente atomização dentro de um mundo de sensações, além de sua comum consciência estética localizada. A filosofia em seu estado mais do que ideal, manifesta-se justamente com base na consciência estética generalizada, aquilo que eu defini como ''articização da percepção e da vivência'', isto é, a dedicação, amor e procura por detalhes que o artista tem por sua obra, generalizando-se em todas as suas ações, tornando-o tal como a um artista do pensamento. O maior pecado da filosofia tem sido a de não ter buscado por sua autenticidade maximizada, isto é, por ter sido usada como conceito [geralmente vago] mas não como prática literal do mesmo ´busca pela sabedoria'. 

Portanto, o artista é o mais existencialista, ainda que tal manifestação tenda a dar-se de modo mais localizado [porém intenso em seu epicentro]; o filósofo genuíno, especialmente, é menos intensamente existencialista que o artista [genuíno], ainda que a sua estratégia se consista justamente na generalização da paixão artística, em que, torna-se de extrema necessidade também aquilo que as artes tendem a ter como prioridade secundária ou periférica [a de desprezar ou a ver como peça auxiliar], que é o reconhecimento de padrões ou compreensão factual. E neste espectro, o cientista, tal como o técnico que é, será o menos existencialista, por centralizar-se na compreensão factual, apenas ou especialmente dos padrões, e bloqueando como complemento de operacionalidade, a reação emocional que cada padrão tende a nos invocar. Ainda que a ciência, invariavelmente necessita do design ou consciência estética, isto é, os processos de bloqueios de cada um deles, não se consistem em neutralizações totais, apenas ou especialmente em neutralizações parciais porém significativas, a ponto de provocar grandes contrastes entre si.

A ciência é fria porque repele a emoção, porque padroniza ou mecaniciza a tudo,

As artes são quentes, porque repelem um reconhecimento puro de padrões, enfatizando no valor [moral/emocional] que é dado [se a moralidade pode ser entendida como a verbalização das emoções ou das sensações e posterior ênfase na lógica essencial da existência, no ideal da realidade que todos nós vivemos, de maneira localizada ou generalizada, que é a harmonia ou a simetria]

e a filosofia é morna, por não repelir o reconhecimento do padrão nem a reação emotiva que resulta no valor, e em condições ideais, produz o pensamento completo, perfeccionista ou completude perceptiva, por seguir todo o processo do pensamento, que eu tenho tentado entender, e que se manifesta[ria] com base nesta sequência, do reconhecimento de padrões e em sua interpretação ou na reação emocional a eles. O padrão que se transforma em valor. 

A ciência especializa-se desequilibrada ou unilateralmente no padrão. As artes no valor. E a filosofia, se fosse massivamente usada de maneira correta, nos dois, que se consistem no produto de nossas interações, no ''padrão-valor'', a meu ver, no pensamento completo. 

Isso explica porque os artistas são muito mais propensos a padecerem de transtornos mentais do que os cientistas, e em especial os artistas mais talentosos, porque as artes resplandecem o extremo da vivência existencialista, íntima à realidade, ainda que também tenda a se relacionar, até mesmo sem moderação, com os sistemas de crenças humanos, possivelmente porque o realismo é tão forte para muitos deles que acabam se refugiando nesses sistemas. 

E o extremo da vivência existencialista é muito mais introspectiva, como no caso das artes do que extrospectiva como no caso das ciências, em que o sujeito humano põe-se ou tenta colocar-se em posição neutra, enquanto que nas artes, o sujeito humano é o seu centro de gravidade. Até poderia sugerir que as artes fazem com que os seus agentes ou sujeitos mergulhem em si mesmos, para que possam se realizar como artistas, criando uma espécie de auto-intimidade mais intensa, e sabemos que, não importa se a intimidade é em relação ao outro, ou em relação a nós mesmos, os espinhos estarão sempre presentes, assim como também ''as flores''. O cientista, como um sujeito bem menos auto-intimista como o artista, e como o filósofo, será portanto menos propenso a sofrer de depressão existencial, ainda que em seus níveis mais altos, ciência, filosofia e artes, serão muito mais parecidas, tanto em suas qualidades, quanto em seus desafios, e a depressão existencial, típica em artistas, em filósofos, só que mais sóbria, também tenderá a afetar os grandes cientistas, porque nas três, tanto a compreensão factual quanto a consciência estética, serão essenciais, até mesmo para que possam alcançar o epítome em suas realizações. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Combo de ideias criativas (ou não) sobre criatividade, melancolia, filosofia...

1- Matéria prima pra intuição criativa: ter uma maior quantidade e diversidade de informações internalizadas ruminantes, circulando por um bom tempo no subconsciente....

Parece-me que a duração de tempo em que as informações continuam a 'transitar' por nossas mentes é um forte indicador de maior ou de menor ideação divergente.


2- Melancolia & ignorância/fluidez subconsciente: ''ver a vida passar...'' 

fluidez/ignorância = simetria entre o ser e o seu espaço/tempo/vivência ou experimentação existencial.

realismo existencial =  assimetria entre o ser e o seu espaço/tempo, resultando na melancolia/depressão existencial, de encontrar-se dessincronizado com a ('própria') vida, vendo-a passar.

Quem não vê a vida passar, vive-a de modo mais inconsciente...

em que apenas ''a própria vida que existe'' e não '' a vida '' por si mesma, clássico egoísmo/ignorância existencial, que acomete, novamente e infelizmente, a maioria.


3- Todos nós temos múltiplas personalidades porque o mundo é multidimensional...

Por exemplo, eu estou mais ''psicopata''/astuto no quesito ''ingenuidade/sagacidade'', ''autista''/bom caráter no quesito ''honestidade'', tdah/impulsivo no quesito ''sinceridade'' ...

4- O sábio é o mais sério de todos, aquele que entende que a vida não é brincadeira e nunca foi...

no entanto sabe ser pueril quando pode e deve...


5- A explicação mecanicista/científica do comportamento não interfere na explicação existencial/filosófica porque a primeira fala sobre as suas causas físicas enquanto que a segunda fala sobre as suas possíveis reverberações expressivas, isto é, naquilo que pode resultar. Portanto, ''desequilíbrio hormonal'' e ''maior percepção da realidade'' podem conviver sem problemas. O maior problema parece se dar justamente na ideia de que o ''desequilíbrio hormonal'' seja o único causador de 'distúrbios' de humor como a depressão, ao invés de se pensar também numa causa exterior ao organismo, ainda que continue a necessitar de uma disposição imperativa para tal efeito. 

Como eu sempre tenho comentado sobre este assunto. 

''Ela está com depressão''

''A causa é o desequilíbrio hormonal''

Uma explicação mecanicista, fria, parcial e portanto equivocada.

Fatores causais sociais, emocionais, etc, obviamente que atuarão como gatilhos para a manifestação de certo comportamento e não apenas a ''origem orgânica''.

''O desequilíbrio hormonal'' pode ser mais disposto mas precisa de uma causa exterior ao organismo, na maioria dos casos pelo que parece.

6- Para o "conservador/naturalista" raças existes e lhes são  relevantes porque....

...ele está à procura de pessoas que lhes são fenotipicamente similares, em termos comportamentais mas também em aspecto racial/aparência.

Já para o "liberal social/proto-pseudo-filosófico" o comportamento é o mais importante. Portanto o seu epicentro de ênfase seletiva/procriativa/ social estará fortemente direcionado para o comportamento. Isso explica EM PARTES porque a raça não é (ter se tornado) um elemento de significância pra ele...porque o que é mais importante é como que as pessoas se comportam, perceba que para muitos liberais sociais: "o mais importante é o caráter" (ideologicamente relacionado) e não apenas a raça, que é subentendido como bio-narcisista, por se buscar por espelhos que reflitam as suas próprias características ao invés de "espelhos de almas" que revelem similaridades no comportamento (ideologia, moralidade, etc.)


7- Maior autoconsciência/hiper-consciência sobre a realidade pode aumentar a covardia...

Quando pensamos muito nas causas, consequências,  por exemplo, no ambiente em que estamos, esta hiper-ruminação pode ter como efeito um maior acovardamento para tomada de decisões porque ''tudo'' passa a ser considerado como potencialmente perigoso, e se pararmos pra pensar, de fato é.

Portanto pode-se concluir por agora que ser um pouco ignorante ao que acontece ao seu redor pode não ser tão ruim assim.

Sem levar em conta que além de maior covardia uma hiper-autoconsciência também pode te fazer muito mais paranoico, obsessivo-compulsivo e ansioso, e falo por experiência própria, apesar de não ser hiper-autoconsciente, ainda estou bem acima da média, e novamente, sem nenhum pingo de auto-engrandecimento narcisista e intencional.

8- Compreensão instintiva/naturalista/científica NÃO é a compreensão final 

A compreensão final se consiste no entendimento de todas as perspectivas e subsequente julgamento moral.

9- A maioria dos seres humanos são sempre ingênuos/inocentes e ignorantes/culpados

Menos muitos tipos virtuosos como o sábio que compreende essas duas falhas essenciais do ser humano e da vida em geral a passa a purificar-se delas.

10 - O pensamento é uma espécie de regurgitação das internalizações de informações

tal como está para inspiração/expiração

Tal como a batida do coração que se consiste em uma espécie de movimento involuntário do corpo (e mente)

11- Para bom entendedor...

Por que não existe uma página da ''wikipédia'' falando sobre a ''maior'' inteligência europeia, leste asiática ou negra ...

mas existe uma página especialmente dedicada sobre a ''maior'' inteligência dos judeus asquenazes**

Apenas um sinal e já se pode pensar em que mundo realmente estamos...

quando a lógica/justiça/VERDADEIRA igualdade vai pro ralo, o sinal de alerta se ascende para sábios e instintivos ...

domingo, 28 de agosto de 2016

O poeta não é apenas ou fundamentalmente aquele que escreve poesias

O poeta é um daqueles seres humanos raros que sente a realidade sem filtros, de uma maneira mais profunda e realista. Nem todo poeta que será sábio e na verdade o contrário parece ser a regra mas todo poeta será existencialmente realista e a poesia é apenas uma tentativa de imortalizar a beleza de seus sentimentos no ápice de sua expressão. Portanto a poesia é um produto de uma perspectiva existencial sem filtros predominantes para negar a autoconsciência e inevitavelmente se por do lado tanto da vida quanto da morte e apenas viver, mais do que qualquer outra coisa, de se consistir em um compromisso inadiável, impossível de ser evitado, de se ser mais livre do que poderia e mesmo assim aguentar, suportar tal liberdade/insegurança.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Não sei se já falei sobre isso... existencialmente realistas seguem o tempo...

A distração distorce o tempo e quanto mais prolongado for o torpor, mais distorcida e irrealista será a percepção da passagem do tempo, e da própria vida...

O filtro de nossos cérebros que ''purificam'' a realidade, pode ''falhar'' em alguns de nós, resultando no realismo existencial em que ao invés do filtro da narrativa da narrativa, ou distração, a distorção da realidade percebida, passa-se a vivenciar a vida na ''mesma velocidade'' que o tempo, isto é, sincronizado ao mesmo, sem boa à maior parte do filtro, sem purificação, e portanto de modo mais complexo, mais ''poluído''. 

A cultura esquerdista é uma espécie de alargamento para uma maior demografia, do pensar e vivenciar fortemente filosófico, ainda que não necessariamente característico, isto é, em que o estilo e modo de vida de poetas e pensadores, não necessariamente sábios, mas caracteristicamente de realistas existenciais ou fatalistas, passa a se expandir para um número maior de pessoas previamente suscetíveis ou vulneráveis. 

O imediatismo existencial é um produto comportamental ou reação mais do que óbvia do realismo existencial, aumentando a importância do eu, que também poderíamos denominar de narcisismo existencial. O realista existencial tende a viver exclusivamente para si, se quando acordado das distrações que o protegia e o asfixiava, agora, ele reconhece a finitude, fragilidade e urgência da vida, isto é, de sua própria vida, e a partir desta constatação, de sua ''iluminação'', tende a deixar de lado as suas ''obrigações'' naturalistas/primariamente mundanas, como constituir família, provê-la de bens materiais progressivamente abundantes e conformar-se à velha e quase universal regra social, em prol de sua própria realização ou vivenciação, reconhecendo ou internalizando de modo ultra-prioritário a importância de sua própria vida.

Neste imediatismo existencial, em que não existe o amanhã, e de fato, ''não existe'', em especial para as vidas, passa-se então a acompanhar sincronicamente a passagem do tempo, ao invés de se confiar às constantes e características distorções cronológicas que a cultura/sociedade tende a produzir.

Enquanto que tal perspectiva existencial costuma ser o lugar-comum para os tipos mais naturalmente dispostos ao realismo/imediatismo existencial, como poetas e ''filósofos', o mesmo não será plenamente verdadeiro para muitos que apresentarem fraca porém existente ''vulnerabilidade'', resultando, ao invés de uma autenticidade, isto é, de ser o que se é, em essência, para estes casos, na sobreposição de uma possibilidade fracamente autêntica de se ser, tornando-se realidade, e com potenciais reverberações negativas, ao patrocinar a alucinação filosófica do indivíduo...

Tal como um cantor de meia tigela que se convence do contrário, esses tipos podem ser então alucinados, cegados por suas intimidades com os seus próprios egos, resultando naquilo que nos tornamos habituados a chamar de esquerdismo e de esquerdistas.

O que não se sabe é se esses grupos na verdade sempre existiram, ou se, com a derrubada e deslocamento gradual e constante da narrativa esquizo-naturalista ou ''religiosa'' no mundo ocidental, para uma narrativa esquizo-''filosófica'' ou esquizo-existencialista, houve um aumento intergeracional desses tipos. 

Sábios, ''poetas', ''filósofos', virtuosos em geral, assim como também psicopatas 'e'' astutos tendem a vivenciar em um realismo/imediatismo/narcisismo existencial. E alguns subgrupos intermediários, entre o mundanismo naturalista, a clássica alucinação proto-filosófica (religião, cultura, ideologia, ...) e a verdadeira iluminação filosófica. Religião, cultura e ideologia como proto-filosofias, pseudo-filosofias ou filosofias parciais e portanto incorretas, que costumam atrair esses tipos mais intermediárias a partir desta perspectiva de comparação e categorização transcendental.