Minha lista de blogs
Mostrando postagens com marcador personalidade intrínseca/extrínseca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador personalidade intrínseca/extrínseca. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
Personalidade está para o genótipo assim como o temperamento está para o fenótipo
E o ambiente, dependendo do tipo de personalidade, pode ter um impacto em sua expressão [e geralmente tem, invariavelmente falando]. Aquilo que já falei, sobre a personalidade paliativa.
quinta-feira, 8 de junho de 2017
Omniversão ou ambiversão "patológica'??
Eu sou um ''ambivertido intenso'' de nascença? A omniversão existe mesmo? Ou alguns fatores importantes me impedem de ser mais extrovertido??
O introvertido [característico, que não está consideravelmente conurbado com outros tipos de expressões comportamentais] sente o mundo de maneira mais intensa que o extrovertido. Eu já comentei que o primeiro sente o mundo de maneira mais correta e portanto mais reciprocamente/possivelmente assimétrica enquanto que o segundo tende a ser mais constante ou generalizado. Em um ambiente cheio o introvertido sente esta densidade demográfica elevada. O mesmo talvez não possa ser dito sobre o extrovertido. Em um ambiente vazio de pessoas e de estímulos o introvertido especialmente o característico, sentirá este vazio. O mesmo talvez não possa ser dito em relação ao extrovertido. Não é que ele não sinta os contrastes. A diferença é que parece sentir [muito] menos. O introvertido parece prestar maior atenção ao ambiente que o extrovertido.
No mais eu estava pensando sobre isso porque desde a um bom tempo que eu achava que era um introvertido e recentemente comecei a me questionar se a minha introversão é realmente mais genética / significativamente característica ou se é mais como o produto [secundário] das circunstâncias extrínsecas e intrínsecas, ou indireta, que alguns chamam de "introversão patológica".
A introversão patológica ou artificial consistiria supostamente em uma introversão causada por fatores secundários como no meu provável caso, gagueira e sexualidade desviante, por exemplo. No entanto parece que ainda não se sabe se a maioria ou se uma fração dos introvertidos apresentariam esta constelação de fatores intrínsecos e extrínsecos que por sua vez seriam os responsáveis por suas maiores inibições ou sensibilidades. Parece que não. Tenho a impressão que mais do que uma ''introversão patológica'', nós na verdade estejamos falando de ''timidez reforçada'', que pode ter um impacto em alguns tipos de ambivertidos* ou mesmo de maior sensibilidade, obviamente em relação ao ambiente.
No mais existem gagos e homossexuais que são extrovertidos. Aliás a maioria dos homossexuais parecem ser bem mais extrovertidos do que introvertidos. E também, no caso dos gagos, pode haver uma correlação entre introversão e a própria condição e acabar resultando naquilo que chamei acima de ''timidez reforçada'' e não unicamente em uma causalidade, da gagueira resultando em uma maior inibição.
Eu pensei então que talvez possa ser mais introvertido também por causa desses fatores, mas como mostrei rapidamente acima, se existem exceções, então a ideia de causalidade pode não ser a mais viável, ao menos para me explicar. Acho que por ter uma mente mais lógica e empática, por me interessar mais por pessoas, e portanto por ser mais mentalista, e generalizadamente lógico/ou racional, sinto que esses traços que apresento, sejam de fato, dignos de vergonha, em especial a gagueira mas também a homossexualidade, ainda que já sejam assuntos quase totalmente resolvidos pra mim e que eu mesmo, literalmente falando [o meu EU], acredite que, especialmente em relação à segunda, não haja tanto alarde para sentir vergonha, porque falo mais em relação às impressões que os outros tendem a ter.
Se eu sou mais lógico [a ponto de ser mais racional], a priore, então eu vou identificar a gagueira e a homossexualidade como desordens potencialmente infrutíferas mediante uma perspectiva evolutiva, que só não é mais importante do que a existencial, mas que se relaciona consideravelmente com as nossas auto-percepções de ''qualidades' e defeitos.
E se eu sou mais empático, de maneira geral, mas mais para a cognição do que para a afetividade, ainda que também o seja nesta segunda, então eu vou ser mais sensitivo à opinião alheia sobre mim.
Conjugue os dois e vamos ter um aumento de precaução em relação às [outras] pessoas, e mesmo em relação a si mesmo, em como que se comporta durante as interações pessoais.
No entanto ainda pode ser possível pensar em pessoas que sejam mais ou menos lógicas e gagas, e mesmo assim, mais extrovertidas, denotando possivelmente uma natureza intrínseca e causal para a extroversão, que é causada ''por si mesma'', tal como uma tendência marcante de resposta instintiva, e o mesmo no caso de todo o espectro de sensibilidade ambiental, incluindo portanto ambiversão e introversão.
No mais, alguns dos meus ''traços'' mais marcantes parecem ter aparecido desde a tenra idade por exemplo uma forte tendência ao hiper foco (mais lúdico mas real), sendo que a minha primeira obsessão começou bem cedo [sobre dinossauros] como eu já comentei. A minha grande disposição para o hiper-foco [lúdico] pode ter um efeito em como que me comporto em relação aos outros, me tornando mais interessado nos meus assuntos prediletos ''do momento', do que na socialização. No entanto talvez tenhamos muitas pessoas que também apresentam hiper-foco, de maneira mais intensa, se quase todo mundo é um pouco ou muito focado em alguma coisa, em suas predileções existenciais, só que elas conseguem conciliá-lo até de maneira natural com a socialização. Portanto culpar o hiper-foco de maneira generalizada por uma tendência para a hipo-socialização pode não ser o mais correto a ser feito. E no meu caso, os meus assuntos de interesse ainda são ou se tornaram socialmente polêmicos, só pra piorar um pouquinho. Se é com relação às pessoas com as quais nós temos maior intimidade que nós mostramos quem realmente somos, então eu posso dizer que seja mais calmo em algumas dimensões de minha personalidade, em termos interpessoais, e mais consideravelmente em termos intrapessoais, especialmente nos dias de hoje, mais bem humorado e prestativo em meu lar doce lar assim como também com aqueles que estão mais próximos de mim e que merecerem, mas a minha hiper-sensibilidade permanece e talvez revele a minha introversão não-forjada ou ''patológica' assim como também uma perceptividade aguçada. De fato eu estou mais sensível ao ambiente, não a um nível autista, mas estou, talvez ao nível de um introvertido neurotípico.
Será que desde criança que eu sou assim* Tentando puxar pela memória, alguns rasgos ou frascos do espaço/tempo que vivenciei e que ainda teimam, graças a ''deus', a continuarem dentro da minha cabeça, eu tenho a impressão que desde a tenra idade já apresentava muitos dos níveis expressivos de comportamentos que tenho hoje. Realmente não sei dizer se antes dos meus 7, 8 anos eu era tão introvertido como agora, mas estou quase certo que sempre fui muito perceptivo e como consequência curioso, interessado sobre o meu ambiente, o meu redor. Tenho uma leve impressão, talvez uma falsa memória, de que eu já não gostava de participar de eventos sociais, nomeadamente na escola, antes dos meus oitos anos, ainda que o fizesse. Parece que no início eu ficava ansioso [talvez toda criança fique um pouco* talvez o uso da palavra ''toda'' não faça sentido neste contexto] e mesmo chegava a pensar em refugar, mas acabava participando desses eventos [forçados]. Sempre fui mais caseiro, não tinha muitos amigos e parece que não gostava de brincar com muitas crianças, mas sozinho [sinal de independência intrapessoal e maior ''criatividade primitiva' ou lúdica] ou com ''apenas'' uma criança ''de cada vez''. Como 7 anos passam rápido então eu não tive tempo, talvez, para saber como que teria me comportado além desse curto período e no ambiente que predominou em minha primeira infância, que foi bem distinto daquele que passou a predominar a partir deste período e até bem recentemente.
A relação entre maior criatividade [ao menos a do tipo lúdica] e solidão é que enquanto que uma criança regular parece necessitar de outras crianças em sua companhia para brincar, as mais ''precocemente' criativas talvez tendam a ser auto-suficientes para as mesmas tarefas.
Maior autoconsciência e racionalidade??
Então estou tentando entender se eu sou mais software ou hardware em relação a minha introversão. Parece que um dos traços comuns entre os muito criativos é justamente este contraste interno/ ou maior plasticidade de personalidade. Pode ser necessário novamente diferenciar timidez de introversão e buscar pelo conceito da segunda e claro, aplicando-o ou contextualizando-o. Eu já falei que a timidez mais parece se consistir em uma introversão muito forte e mais direcionada ou sensível para as relaçõesinter-pessoais, mais mentalista. Ainda que, de acordo com a minha re-definição, a timidez se consista em um tipo e/ou nível de introversão, a mesma, em sua manifestação mais característica e menos modificada por interações de outros ''traços'', seria exatamente aquilo que falei acima, e até de maneira mais neo-simplificada, isto é, em uma maior disposição para prestar atenção ao redor ou ambiente, basicamente uma espécie de maior sensibilidade ambiental, não no sentido de abraçar árvores, mas de ser mais sensível aos seus estímulos, padrões ou detalhes, influenciando na maneira de perceber/e pensar antes de agir, em uma maior frequência. Eu até já especulei se a timidez seria mais uma reação secundária a uma combinação entre introversão/maior sensibilidade ao ambiente e mentalismo, mais circunstâncias ambientais favoráveis a este aperto de vulnerabilidade tornando-se em uma vulnerabilização ou ''vulnerabilidade consumada''.
Se eu não sou um ambivertido ou introvertido patológico, e se talvez possa do alto de meu delírio me auto-denominar como um ''omnivertido'', que ou aquele que comunga com as características de ambos os níveis usualmente opostos em seu espectro comum [sem serem amalgamados como no caso dos ambivertidos comuns], isto é, que estou constantemente motivado ''pelo ambiente'' [e também por mim mesmo, por causa dos meus interesses específicos, e/ou que esteja introspectiva e extrospectivamente estimulado, dando liga à fundação deste canal criativo mais constante ou alerta], tal como um extrovertido, mas que também esteja constantemente absorvido por seus padrões, os que são capturados, tal como um introvertido, e que isso possa se manifestar numa maior sensibilidade perceptiva, então também posso pensar se, uma possível maior autoconsciência, representada por capacidades metacognitivas ou introspectivas mais constantes e progressivamente precisas, não tenha contribuído, desde cedo em vida + circunstâncias ambientais não-favoráveis, só que no início de maneira mais subconsciente, para o estabelecimento de uma personalidade extrínseca menos interpessoalmente receptiva, e não necessariamente em uma ''introversão ou ambiversão patológica''.
Portanto eu não sou um ''introvertido ou ambivertido 'patológico''', que se tornou mais arredio em relação às outras pessoas apenas ou fundamentalmente por razões secundárias, e acho até difícil acreditar que tal conceito exista de fato, especialmente por causa do termo ''patológico''. Os 3 fatores-chave que tem delineado as minhas reações comportamentais de maneira generalizada são: maior sensibilidade e perceptividade ao ambiente; maior racionalidade e maior mentalismo. Antes, quando eu era menos auto-entendido, e reagia de maneira mais instintiva ou irreflexiva, os fatores que predominavam eram: maior sensibilidade [introversão] ao ambiente + maior mentalismo ou interesse/e preocupação pela opinião alheia/por pessoas + ambiente invariavelmente desfavorável, amplificando essas tendências. E sim, pelo fato de ter reconhecido em mim desde cedo, e por razões óbvias, gagueira e sexualidade desviante, contribuiu para me tornar ainda mais arredio, sem sombra de dúvidas, mas não fundaram a minha introversão, talvez a minha timidez. A minha praticidade e/ou falta de necessidade de socialização, também é muito provável que tiveram influência. A partir do momento em que encontrei o caminho da sabedoria principiando pelo auto-conhecimento, este fator adentrou como um re-organizador de minha percepção.
Portanto como conclusão final desta confusão proto-arranjada acima eu não sou um ''pseudo-introvertido'', ou eu acredito que não seja, porque eu sempre apresentei características que se relacionam com a introversão, porque mesmo em um ambiente mais familiar eu as exibo, isto é, sou mais perceptivo, sensível ao ambiente e claro às pessoas ao meu redor, ainda que a própria ideia de introversão ou extroversão precise ser talvez melhor aprofundada.
O introvertido [característico, que não está consideravelmente conurbado com outros tipos de expressões comportamentais] sente o mundo de maneira mais intensa que o extrovertido. Eu já comentei que o primeiro sente o mundo de maneira mais correta e portanto mais reciprocamente/possivelmente assimétrica enquanto que o segundo tende a ser mais constante ou generalizado. Em um ambiente cheio o introvertido sente esta densidade demográfica elevada. O mesmo talvez não possa ser dito sobre o extrovertido. Em um ambiente vazio de pessoas e de estímulos o introvertido especialmente o característico, sentirá este vazio. O mesmo talvez não possa ser dito em relação ao extrovertido. Não é que ele não sinta os contrastes. A diferença é que parece sentir [muito] menos. O introvertido parece prestar maior atenção ao ambiente que o extrovertido.
No mais eu estava pensando sobre isso porque desde a um bom tempo que eu achava que era um introvertido e recentemente comecei a me questionar se a minha introversão é realmente mais genética / significativamente característica ou se é mais como o produto [secundário] das circunstâncias extrínsecas e intrínsecas, ou indireta, que alguns chamam de "introversão patológica".
A introversão patológica ou artificial consistiria supostamente em uma introversão causada por fatores secundários como no meu provável caso, gagueira e sexualidade desviante, por exemplo. No entanto parece que ainda não se sabe se a maioria ou se uma fração dos introvertidos apresentariam esta constelação de fatores intrínsecos e extrínsecos que por sua vez seriam os responsáveis por suas maiores inibições ou sensibilidades. Parece que não. Tenho a impressão que mais do que uma ''introversão patológica'', nós na verdade estejamos falando de ''timidez reforçada'', que pode ter um impacto em alguns tipos de ambivertidos* ou mesmo de maior sensibilidade, obviamente em relação ao ambiente.
No mais existem gagos e homossexuais que são extrovertidos. Aliás a maioria dos homossexuais parecem ser bem mais extrovertidos do que introvertidos. E também, no caso dos gagos, pode haver uma correlação entre introversão e a própria condição e acabar resultando naquilo que chamei acima de ''timidez reforçada'' e não unicamente em uma causalidade, da gagueira resultando em uma maior inibição.
Eu pensei então que talvez possa ser mais introvertido também por causa desses fatores, mas como mostrei rapidamente acima, se existem exceções, então a ideia de causalidade pode não ser a mais viável, ao menos para me explicar. Acho que por ter uma mente mais lógica e empática, por me interessar mais por pessoas, e portanto por ser mais mentalista, e generalizadamente lógico/ou racional, sinto que esses traços que apresento, sejam de fato, dignos de vergonha, em especial a gagueira mas também a homossexualidade, ainda que já sejam assuntos quase totalmente resolvidos pra mim e que eu mesmo, literalmente falando [o meu EU], acredite que, especialmente em relação à segunda, não haja tanto alarde para sentir vergonha, porque falo mais em relação às impressões que os outros tendem a ter.
Se eu sou mais lógico [a ponto de ser mais racional], a priore, então eu vou identificar a gagueira e a homossexualidade como desordens potencialmente infrutíferas mediante uma perspectiva evolutiva, que só não é mais importante do que a existencial, mas que se relaciona consideravelmente com as nossas auto-percepções de ''qualidades' e defeitos.
E se eu sou mais empático, de maneira geral, mas mais para a cognição do que para a afetividade, ainda que também o seja nesta segunda, então eu vou ser mais sensitivo à opinião alheia sobre mim.
Conjugue os dois e vamos ter um aumento de precaução em relação às [outras] pessoas, e mesmo em relação a si mesmo, em como que se comporta durante as interações pessoais.
No entanto ainda pode ser possível pensar em pessoas que sejam mais ou menos lógicas e gagas, e mesmo assim, mais extrovertidas, denotando possivelmente uma natureza intrínseca e causal para a extroversão, que é causada ''por si mesma'', tal como uma tendência marcante de resposta instintiva, e o mesmo no caso de todo o espectro de sensibilidade ambiental, incluindo portanto ambiversão e introversão.
No mais, alguns dos meus ''traços'' mais marcantes parecem ter aparecido desde a tenra idade por exemplo uma forte tendência ao hiper foco (mais lúdico mas real), sendo que a minha primeira obsessão começou bem cedo [sobre dinossauros] como eu já comentei. A minha grande disposição para o hiper-foco [lúdico] pode ter um efeito em como que me comporto em relação aos outros, me tornando mais interessado nos meus assuntos prediletos ''do momento', do que na socialização. No entanto talvez tenhamos muitas pessoas que também apresentam hiper-foco, de maneira mais intensa, se quase todo mundo é um pouco ou muito focado em alguma coisa, em suas predileções existenciais, só que elas conseguem conciliá-lo até de maneira natural com a socialização. Portanto culpar o hiper-foco de maneira generalizada por uma tendência para a hipo-socialização pode não ser o mais correto a ser feito. E no meu caso, os meus assuntos de interesse ainda são ou se tornaram socialmente polêmicos, só pra piorar um pouquinho. Se é com relação às pessoas com as quais nós temos maior intimidade que nós mostramos quem realmente somos, então eu posso dizer que seja mais calmo em algumas dimensões de minha personalidade, em termos interpessoais, e mais consideravelmente em termos intrapessoais, especialmente nos dias de hoje, mais bem humorado e prestativo em meu lar doce lar assim como também com aqueles que estão mais próximos de mim e que merecerem, mas a minha hiper-sensibilidade permanece e talvez revele a minha introversão não-forjada ou ''patológica' assim como também uma perceptividade aguçada. De fato eu estou mais sensível ao ambiente, não a um nível autista, mas estou, talvez ao nível de um introvertido neurotípico.
Será que desde criança que eu sou assim* Tentando puxar pela memória, alguns rasgos ou frascos do espaço/tempo que vivenciei e que ainda teimam, graças a ''deus', a continuarem dentro da minha cabeça, eu tenho a impressão que desde a tenra idade já apresentava muitos dos níveis expressivos de comportamentos que tenho hoje. Realmente não sei dizer se antes dos meus 7, 8 anos eu era tão introvertido como agora, mas estou quase certo que sempre fui muito perceptivo e como consequência curioso, interessado sobre o meu ambiente, o meu redor. Tenho uma leve impressão, talvez uma falsa memória, de que eu já não gostava de participar de eventos sociais, nomeadamente na escola, antes dos meus oitos anos, ainda que o fizesse. Parece que no início eu ficava ansioso [talvez toda criança fique um pouco* talvez o uso da palavra ''toda'' não faça sentido neste contexto] e mesmo chegava a pensar em refugar, mas acabava participando desses eventos [forçados]. Sempre fui mais caseiro, não tinha muitos amigos e parece que não gostava de brincar com muitas crianças, mas sozinho [sinal de independência intrapessoal e maior ''criatividade primitiva' ou lúdica] ou com ''apenas'' uma criança ''de cada vez''. Como 7 anos passam rápido então eu não tive tempo, talvez, para saber como que teria me comportado além desse curto período e no ambiente que predominou em minha primeira infância, que foi bem distinto daquele que passou a predominar a partir deste período e até bem recentemente.
A relação entre maior criatividade [ao menos a do tipo lúdica] e solidão é que enquanto que uma criança regular parece necessitar de outras crianças em sua companhia para brincar, as mais ''precocemente' criativas talvez tendam a ser auto-suficientes para as mesmas tarefas.
Maior autoconsciência e racionalidade??
Então estou tentando entender se eu sou mais software ou hardware em relação a minha introversão. Parece que um dos traços comuns entre os muito criativos é justamente este contraste interno/ ou maior plasticidade de personalidade. Pode ser necessário novamente diferenciar timidez de introversão e buscar pelo conceito da segunda e claro, aplicando-o ou contextualizando-o. Eu já falei que a timidez mais parece se consistir em uma introversão muito forte e mais direcionada ou sensível para as relações
Se eu não sou um ambivertido ou introvertido patológico, e se talvez possa do alto de meu delírio me auto-denominar como um ''omnivertido'', que ou aquele que comunga com as características de ambos os níveis usualmente opostos em seu espectro comum [sem serem amalgamados como no caso dos ambivertidos comuns], isto é, que estou constantemente motivado ''pelo ambiente'' [e também por mim mesmo, por causa dos meus interesses específicos, e/ou que esteja introspectiva e extrospectivamente estimulado, dando liga à fundação deste canal criativo mais constante ou alerta], tal como um extrovertido, mas que também esteja constantemente absorvido por seus padrões, os que são capturados, tal como um introvertido, e que isso possa se manifestar numa maior sensibilidade perceptiva, então também posso pensar se, uma possível maior autoconsciência, representada por capacidades metacognitivas ou introspectivas mais constantes e progressivamente precisas, não tenha contribuído, desde cedo em vida + circunstâncias ambientais não-favoráveis, só que no início de maneira mais subconsciente, para o estabelecimento de uma personalidade extrínseca menos interpessoalmente receptiva, e não necessariamente em uma ''introversão ou ambiversão patológica''.
Portanto eu não sou um ''introvertido ou ambivertido 'patológico''', que se tornou mais arredio em relação às outras pessoas apenas ou fundamentalmente por razões secundárias, e acho até difícil acreditar que tal conceito exista de fato, especialmente por causa do termo ''patológico''. Os 3 fatores-chave que tem delineado as minhas reações comportamentais de maneira generalizada são: maior sensibilidade e perceptividade ao ambiente; maior racionalidade e maior mentalismo. Antes, quando eu era menos auto-entendido, e reagia de maneira mais instintiva ou irreflexiva, os fatores que predominavam eram: maior sensibilidade [introversão] ao ambiente + maior mentalismo ou interesse/e preocupação pela opinião alheia/por pessoas + ambiente invariavelmente desfavorável, amplificando essas tendências. E sim, pelo fato de ter reconhecido em mim desde cedo, e por razões óbvias, gagueira e sexualidade desviante, contribuiu para me tornar ainda mais arredio, sem sombra de dúvidas, mas não fundaram a minha introversão, talvez a minha timidez. A minha praticidade e/ou falta de necessidade de socialização, também é muito provável que tiveram influência. A partir do momento em que encontrei o caminho da sabedoria principiando pelo auto-conhecimento, este fator adentrou como um re-organizador de minha percepção.
Portanto como conclusão final desta confusão proto-arranjada acima eu não sou um ''pseudo-introvertido'', ou eu acredito que não seja, porque eu sempre apresentei características que se relacionam com a introversão, porque mesmo em um ambiente mais familiar eu as exibo, isto é, sou mais perceptivo, sensível ao ambiente e claro às pessoas ao meu redor, ainda que a própria ideia de introversão ou extroversão precise ser talvez melhor aprofundada.
Marcadores:
ambiversão,
extroversão,
gagueira,
homossexualidade,
introversão,
mentalismo--mecanicismo,
omniversão,
personalidade,
personalidade intrínseca/extrínseca
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Timidez e introversão

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgmdwott7B_DOwuWsZk4ValB3d0qCaONqs9b5JJ-seQIH0WZzTdUyW2cFKPHH5fUS0zpa6lhrbhXun5R2eTEIItUO9vaY8iaVEgaOogGsyTxyO_8BwTZKe7NVtG0WMmYMCYga2vP8jxGgs/s1600/amendoim.jpg
Virou moda na psicologia diferenciar timidez de introversão e existe até uma certa razão lógica para se fazê-lo mas o quão correto está essa diferenciação eu realmente não sei, por isso que eu vou especular.
Timidez e introversão não são semanticamente falando a mesma coisa mas estatisticamente falando a maioria das pessoas tímidas são introvertidas e consequentemente existe uma elevada incidência de pessoas introvertidas que são tímidas. Segundo que a definição de timidez cai perfeitamente dentro do espectro da introversão e até poderia ser entendida como uma manifestação mais intensa da mesma. Ambos, introvertidos e tímidos tendem a ficar caracteristicamente sobrecarregados quando estão em ambientes densamente povoados, de seres [especialmente os humanos] e/ou de outros tipos de informações [ainda que seja discutível se a sobrecarga do introvertido tenda a ser sensorialmente generalizada ou especialmente em relação às interações de natureza inter-pessoal].
O grande diferencial é que nem todo introvertido terá tendências para: baixa auto-estima e/ou paranoia inter-pessoal. Em compensação quase todo tímido será assim, variando claro a que nível. Todo introvertido e todo tímido se sobrecarregam pelas informações especialmente as de natureza interpessoal e portanto repelem ambientes com muita gente, com pessoas estranhas ou aparentemente hostis, pelas mesmas razões. A diferença é que o introvertido não-tímido seria mais como aquele tipo que captura intensamente as informações, o seu cérebro responde como ação primária por meio da sobrecarga só que sem desenvolver mais as suas impressões ideacionais ou verbais, enquanto que o tímido continuará neste caminho, verbalizando, pensando mais nessas nuances e como resultado se tornando mais ansioso, mais paranoico. Claramente que a sobrecarga de informações de natureza inter-pessoal é maior em tímidos do que em introvertidos não-tímidos.
Vamos imaginar que nós temos duas pessoas, dois homens que estão se preparando para viajar de avião. O primeiro está mais tranquilo, senta em seu lugar, prepara o fone de ouvido, está alheio às variáveis que o cerca, ele ainda está nervoso, porque tem medo de avião, mas aguenta firme.
O segundo está muito mais nervoso, pensativo sobre todas as variáveis, com medo se o avião vai cair, se tem algum terrorista a bordo, etc. Ele está tão nervoso que não consegue permanecer no seu lugar e abandona o avião. Claramente um sinal de fobia.
Agora vamos imaginar uma situação corriqueira em que um professor (sempre) força os seus alunos a se apresentarem para a turma para que possam explicar os seus trabalhos. O introvertido não-tímido é muito provável que ficará mais nervoso que o extrovertido mas menos que o tímido. Já o tímido ficará ainda mais retraído/defensivo. Claramente que timidez e introversão estão muito próximas a ponto de podermos denominar a primeira como uma manifestação mais intensa da segunda, que pode ser mais generalizada, neste caso, em conluio com tendências introspectivas mais intensas [e menos organizadas], ou específica, que explicaria o fenômeno do ''tímido não-introvertido'', ou melhor, do ''tímido menos introvertido.. mas ainda introvertido''.
Se a introversão nada mais é ou se principia por meio de uma forte tendência para sobrecarga sensorial e a timidez parece se manifestar exatamente desta maneira só que mais mentalista/inter-pessoal do que generalizadamente sensorial, então parece ser difícil que se possa diferenciar tanto assim uma da outra.
Nós também temos que analisar o grau de auto-estima, outras variáveis aditivas por exemplo, se vier acompanhada por gagueira, e também os problemas comuns que os mais propensos à timidez costumam ter, por exemplo, na escola com os seus "coleguinhas".
A timidez pode ser considerada como uma disposição de comportamento/ intensidade [re]ativa, que evidentemente tenderá a ser mediada pelo ambiente, podendo ser intensificada pelo mesmo, dependendo de sua qualidade, se houver perseguição sistemática e sádica ou bullying, por exemplo, mais algum agravante, novamente o exemplo da gagueira, ou reduzida, se ao invés de fatores negativos o ambiente se mostrar o oposto.
O introvertido não-tímido é um tímido com auto-estima e neuroticismo medianos ou dentro da média normal de intensidade
e
O tímido é o introvertido/ ou ambivertido mais neurótico/ e paranoico [auto-neurótico) e com menor auto-estima, fatores que amplificam a sua introversão.
Junte neuroticismo, baixa auto-estima (auto-neuroticismo) e introversão e teremos o perfil típico do tímido.
Os dois partem da mesma base, a tendencia à sobrecarga sensorial, porque ambos parece que apresentam grande capacidade de filtrar os estímulos externos nomeadamente os de natureza interpessoal.
O tímido tende a ser mais verbal consigo mesmo, mais neuroticamente introspectivo enquanto que o introvertido não- tímido tende a ser mais não-verbal, percebendo via ação primária o grau de densidade de informações de várias naturezas em seu ambiente e dependendo do seu nível, se tornando sobrecarregado, mas sem com isso se tornar paranoico e/ou muito vigilante à opinião alheia sobre si mesmo/ baixa auto-estima.
A metáfora da onda do mar
O introvertido não-tímido sente as ondas baterem ''em suas costas'' com maior intensidade que o extrovertido, enquanto que o tímido não apenas as sente mas também, porque está alguns metros abaixo do nível do mar/ baixa auto-estima, as águas/pensamentos/estímulos acabam invadindo a sua praia/costa adentro.
O introvertido ao se sentir sobrecarregado, se afasta para recuperar, recarregar as suas energias ou descarregar, melhor dizendo.
Em compensação o impacto no tímido é muito mais forte, quase que mini-traumático, a ponto de fazê-lo involuntariamente se preocupar com a repercussão deste impacto. Não restam dúvidas ao menos pra mim que o que delimita a introversão da timidez é o nível de neuroticismo, de auto estima/potencial paranoico e também de auto-centralidade, se toda paranoia nasce de uma [possivelmente] falsa impressão de ser o centro das atenções.
Existe extrovertido tímido? Ou são todos de ambivertidos??
Apesar de bem descritos esses conceitos podem ser fracamente aplicados tornando-os mais vagos e imprecisos do que imaginamos. É verdade que existem espectros comportamentais de intensidade/quantidade e de qualidade. É verdade que existem (predominantemente) extrovertidos, ambivertidos e introvertidos. É verdade que existe a timidez bem como também o seu oposto, o extremo desembaraço nas interações inter-pessoais (geralmente bem adocicado com grande auto-estima).
Mas também é verdade que pessoas muito diferentes tendem a repelir e a serem repelidas por aqueles que não fazem parte do seu grupo, ou seja, o fator circunstancial também está presente como uma adição ou amplificação para o afloramento de certa tendência.
Também é verdade que certos perfis ou combinações/composições de personalidade podem nos tornar mais tímidos e que talvez sem elas seríamos menos fechados ou cautelosos em relação aos outros por exemplo, o meu próprio caso, como um gago parcialmente controlado e homossexual. Se eu não fosse os dois OU se a sociedade em que vivo não fosse tão primitiva talvez eu não tivesse me tornado tão tímido, ainda que esta variação de intensidade ainda continuasse presente em mim como um potencial disponível de reação.
A sociedade apresentou-se com mais garras que apertos de mão a mim e eu ainda sou muito neurótico, analítico e idealista, fator aditivo que amplifica as minhas técnicas de defesa.
Talvez a minha timidez foi mais uma reação protetiva, a construção de uma armadura, a providência paliativa de um casco de tartaruga do que qualquer outra coisa. Talvez todo tímido seja muito intenso, mesmo em qualidade, em relação à sua teoria da mente, com níveis mais altos de paranoia do que um típico introvertido não-tímido e que ser muito forte em teoria da mente nos faça sentir os espinhos da intimidade mesmo quando não estamos íntimos das outras pessoas, porque estamos designados para conviver/interagir a nível profundo com os outros mesmo que a recíproca não seja verdadeira.
Talvez a intolerância para a ambiguidade interpessoal, que eu especulei que encontra-se presente no espectro psicótico/hiper-mentalista, também esteja atuante na timidez, e quando as pessoas são ambíguas, por sermos muito mais diretos e honestos, tendemos a nos tornar mais defensivos exatamente por interpretamos [não tão exageradamente} este tipo de atitude como ''perigo'' ou ''escusa, que é difícil de entender, que não é direta ou clara''.
Tal como no caso ''ouvido/audição absoluta'', ideal pra música, ou da ''visão absoluta'', ideal para as artes plásticas, também pode/deve existir uma espécie de ''teoria da mente 'absoluta''' só que consequentemente nos faz mais enfatizados/interessados e mesmo ao ponto da obsessão por aquilo que os outros estão pensando.
O introvertido pode ser menos interessado nos outros ou mesmo menos mentalista do que o extrovertido enquanto que o que define o tímido é justamente o seu interesse ''involuntário'' por aquilo que os outros fazem, são, e pensam sobre ele e mais porque geralmente eles estão certos quanto às maledicências ou grosserias que são, comumente, direcionadas a eles.
Mas talvez o extrovertido seja em média mais mentalista que o introvertido, e o oposto para o introvertido, e no entanto ainda assim mais mentalista, só que de uma maneira menos auto-centralizada, se o introvertido tende a ser bem mais analítico do que o extrovertido, de qualquer maneira, então caminhará para ser mais mecanicista ou extrospectivo inter-impessoal quanto de mais mentalista ou introspectivo/extrospectivo-interpessoal.
Como seres que demonstram maior ''fraqueza', as pessoas comuns que tendem a operar de maneira mais subconsciente, ao invés de enfatizar por suas qualidades, que podem ser muitas, tendem a destratá-los, exatamente porque veem a timidez como um sinal de fraqueza, de inferioridade.
Sempre simulamos a intimidade por estarmos muito abertos ao convívio mais íntimo/honesto mas a realidade social mostra-se de maneira completamente diferente. Com as pessoas com as quais eu confio eu sou muito menos tímido. Será que é assim com todo introvertido e também com todo tímido?? Nos tornamos extro com os nossos poucos confidentes?? E se os nossos confidentes ou tipos fossem a maioria da população??
Eu tenho a impressão que a timidez possa ser entendida mais como uma reação secundária, como uma resposta re-adaptativa, como um produto intensificado da introversão, ou melhor, de graus de introversão, que também pode se manifestar em ambivertidos, porque eu não acredito na existência de ''extrovertidos-tímidos''...
Se a extroversão é o oposto da introversão e se a timidez se consiste em uma intensificação de algumas das características introvertidas mais importantes então é impossível ser ''hipo e hiper-estimulável'', ao mesmo tempo, para o mesmo contexto, até mesmo porque aquilo que geralmente denominamos de ''ambivertidos'' nada mais seria do que uma diversidade de intensidades intermediárias, isto é, entre os extremos deste espectro, a introversão e a extroversão.
O extrovertido seria mais, interpessoalmente falando, hiper-extrospectivo estimulável e hipo-introspectivo estimulável, o introvertido seria mais hiper-introspectivo estimulável, enquanto que o tímido seria ainda mais hiper-introspectivo estimulável, isto é, mais estimulado por seus pensamentos do que por suas ações.
Interessante pensar que a tendência para auto-centralidade ou narcisista do extrovertido tende a fazê-lo menos conectado com o seu redor, se tende a se tornar mais escravo de suas vontades do que o introspectivo e do tímido. Isso é paradoxal porque apesar de ser mais narcisista ele também tende a ser menos introspectivo. Parece que maior é a introspecção maior será o auto-perfeccionismo e portanto maior será a consciência dos próprios defeitos, ainda que eu já tenha falado que o excesso de introspecção sem níveis minimamente adequados de extrospecção ou auto-interesse/egocentrismo, sem se comparar aos outros de maneira factualmente correta e mesmo holística (por exemplo, concluindo que é um grão de areia perdida na imensidão do universo) tende a fazê-lo mais classicamente narcisista e mesmo hipo-conhecedor de si mesmo.
O introspectivo justamente por ser alto em introspecção, extrospecção pessoal e impessoal, isto é, por tender a filtrar uma grande densidade de informações e de detalhes tenderá a se tornar mais consciente dos seus defeitos ainda que não necessariamente de maneira precisa, e mesmo mais humilde e conectado com o seu redor, mais consciente de seus pensamentos, que são prelúdios de suas ações.
A possibilidade que introvertidos e tímidos sejam peças mais escassas na maioria das demografias humanas também pode ser um fator, e até mesmo ao ponto de pensarmos se a reação protetiva, contra o mundo extrovertido, geralmente marcado pela superficialidade nas relações humanas, possa ser entendida como uma sinalização ''orgânica'' de perigo/ de potencial preventivo de não-adaptação 'ideal', em relação àqueles/ extrovertidos que lhes são ''estranhos'', especialmente no caso dos extrovertidos
A introversão por si mesma já se consiste em um nível protetivo de intensidade de filtro sensorial, enquanto que a timidez se consistiria em uma re-adaptação, em uma intensificação deste mecanismo de proteção, e claro que sem sabedoria, se fará de maneira menos ideal. Tal como ficar um pouco e muito bêbado, a fobia social da timidez já será como uma reação secundária histriônica de proteção ao impacto forte que as interações inter-pessoais terão neste tipo de mente.
Estamos falando de ''risco'' versus ''defesa'' e também o tipo e/ou o nível de operacionalidade de nossas mentes para responder às interações sensoriais/padrões. Percebe-se claramente que a ação primária se consiste no nível de filtragem sensorial/informações de padrões que estão sendo capturados, enquanto que as reações secundárias serão: extroversão, ambiversão/bi-versão*, introversão e/à timidez.
Marcadores:
ação primária - reação secundária,
auto-neuroticismo,
introversão,
paranoia,
personalidade,
personalidade intrínseca/extrínseca,
teoria da mente,
timidez
sábado, 4 de fevereiro de 2017
A melhor maneira de se analisar o nível de inteligência interpessoal se dá pelo nosso comportamento na intimidade porque somos de fato nós mesmos apenas ou especialmente a partir deste nível de interação

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEibrHBWbq0TEJ8UZ-TTbJAR55y0MNCNcW5dkRy2FSckgefxUQBXfJmVZQjZDncX5GCDkGIi6EpjGgOazLWIhG_NiDh03JXrihohIA6XufLBaEHrvv5bcNQmNlYx2R7d2nLZR11ogsnMRzE/s1600/porco-espinho1.jpg
Quanto mais próximos estamos uns dos outros mais autênticos estaremos ou nos encontraremos em relação a nós mesmos de maneira que só é possível saber o que os outros realmente são [de maneira mais aprofundada] em termos de temperamento, personalidade (intrínseca) e gostos pessoais a partir do momento em que nos tornamos mais íntimos porque tendemos a construir ''personas públicas'' que quase sempre se mostram positivas, diga-se, socialmente positivas, escondendo os defeitos debaixo do tapete. Eu até poderia concluir que a maioria dos seres humanos invariavelmente acabam criando propagandas enganosas de si próprios, super-idealizadas, para conviver superficialmente bem com os demais bem como também para encontrar parceiros ou parceiras. Se mentimos sem perceber quando estamos interagindo com as outras pessoas, mas não o fazemos na intimidade, onde vamos nos tornando mais e mais como a nós mesmos, sem máscaras ou personas públicas, então a melhor maneira de se mensurar a inteligência interpessoal, principiando por sua essência, será justamente a partir deste nível de interação interpessoal mais profundo, em que de fato temos de lidar com as outras pessoas, de entendê-las, ou não...
A capacidade de perceber e de entender detalhes de operacionalidade ou de comportamento das outras pessoas, basicamente a ''inteligência'' interpessoal, mostra-se, assim como também em quase todos os outros tipos de capacidades humanas, bem distribuída a nível basal e isso pode ser traduzido para este contexto da seguinte maneira: a maioria é capaz de perceber os padrões mais agudos ou salientes da personalidade, do temperamento, enfim, das tendências psicológicas e cognitivas, de si mesmos (intrapessoal) bem como também das outras pessoas. No entanto, isso tende a se dar apenas a nível basal ou superficial. Por exemplo, é mais fácil de reconhecer se uma pessoa é mais ou menos cognitivamente inteligente, pois basta observar as suas aptidões verbais, matemáticas ou espaciais, a maneira com que fala, o que sabe, etc... Na maioria das vezes as pessoas tendem a identificar ou a associar maiores aptidões verbais à uma maior inteligência [geral] porque é aquilo que é mais fácil de ser identificado. No entanto é mais difícil identificar superdotação e criatividade, como bem foi mostrado nesta pesquisa ao menos entre os professores, e ainda pensemos se eles, que estão sempre interagindo, observando outros seres humanos, já demonstram relativa dificuldade para identificar características psico-cognitivas que tendem a ser menos evidentes especialmente em crianças e jovens, então qual será o nível de precisão das pessoas ''comuns' nessas tarefas*!
Como você interage ou é com os seus familiares mais próximos*
As pessoas, não sei estimar qual que seria a proporção mais correta, tendem a tratar os seus amigos ''de rua'' muito melhor do que os seus parentes mais próximos, eu já falei sobre isso e até comentei sobre a minha própria situação em que essa realidade encontra-se latente. Ainda que saber lidar com as pessoas de fora também se consista em uma demonstração de ''inteligência'' interpessoal, é fato que interagimos com maior frequência e profundidade ou intimidade com os nossos parentes de sangue, com as nossas famílias diretas e sabemos que é na intimidade que ''nos revelamos'', que mostramos quem realmente nós somos. Em ambientes macro-sociais: escolas, no ambiente de trabalho, em ambientes de recreação como os clubes, etc, existem algumas regras de ouro de comportamento interpessoal, por exemplo, educação superficial com os ''parceiros'' (vulgo: parças) e tendência à malcriações com os ''divergentes'' (vulgo: pessoas que são muito distintas de certo ciclo social, por exemplo, um amante da música clássica & violinista em contato com um grupo de skatistas). E dentro desta dinâmica o que está totalmente subjacente é o grau de conformidade ao grupo, mais específico (também conhecido como ''tribo urbana'') ou mais geral, como no caso da conformidade social que é constantemente inculcada pela mídia e que costuma ter uma abrangência e influência muito mais generalizada, afetando a maioria dos subgrupos sociais que os seres humanos tem criado, especialmente nos ambientes urbanos.
Portanto a empatia cognitiva e a empatia afetiva são evidentemente de vital importância para a ''inteligência'' interpessoal, porque a primeira se consiste no reconhecimento de padrões de comportamento enquanto que a segunda se consiste na escolha [mais apropriada] de resposta comportamental, na primeira nós observamos o comportamento alheio e o nosso só que de maneira despersonalizada, enquanto que na segunda somos nós que nos tornamos o agente da ação, na primeira vemos como que os outros se comportam, na segunda nós nos comportamos, e como consequência, nos tornamos os alvos preferenciais de observação dos outros. A priore a interpessoalidade também depende da intrapessoalidade, porque afinal de contas, somos ''nós'' quem estamos interagindo com os outros, e não entidades despersonalizadas, e portanto, nossos níveis de autoconhecimento também se chocam com os nossos níveis do ''outro-conhecimento'' assim como também com os seus próprios níveis de auto-conhecimento, dinâmica social extremamente comum e essencial, diga-se.
Costumamos analisar habilidades ou níveis de habilidades a nível basal, em que a maioria das pessoas dentro de uma certa população serão capazes de chegar, e tendemos a ser menos capazes na análise precisa dos níveis mais elevados, em que apenas uma minoria será capaz de alcançar. O mesmo acontece com a inteligência interpessoal em que apenas nos níveis mais altos e/ou característicos de intimidade que se poderá analisar complementarmente os níveis mais elevados ou desenvolvidos de ''inteligência'' interpessoal, porque, novamente, estaremos analisando a nós mesmos, que somos mais autênticos na intimidade, e em interação com as outras pessoas que também mostram-se mais reais, de maneira mais profunda e/ou intimista. E mais, porque enquanto que para a maioria das pessoas, especialmente as neurotípicas e extrovertidas, parece fácil lidar com os outros a partir de um macro-nível superficial de interação, o mesmo claramente não acontecerá quando estiverem lidando a nível mais íntimo. Intimidade também significa menor quantidade de pessoas para conviver, para lidar. Elementar que a ''inteligência'' interpessoal também é caracteristicamente presente em situações ou em interações densamente povoadas, mas geralmente quando estamos perto de muita gente tendemos, novamente, a nos minimizar, e exaltando os nossos pontos fortes, mesmo os mais equivocados, até mesmo por não conhecermos profundamente essas pessoas, que cotidianamente temos de lidar em nossos ambientes macro-sociais, de trabalho, no clube, no shopping, etc, mostramos nossas forças, quase que como se quiséssemos mostrar os dentes afiados, só que com a aparência de serem simpáticos.
A velha e eficiente dicotomia quantidade versus qualidade novamente faz-se presente se de fato só começamos a conhecer algo de maneira mais profunda e precisa se o fizermos de maneira mais especializada/ em menor quantidade. É na intimidade, e não apenas em relação às pessoas, que poderemos conhecer de maneira mais profunda certo assunto. Portanto sem mais delongas apesar de haver evidentemente uma ''inteligência'' interpessoal especializada no lido com muitas pessoas ao mesmo tempo ou com assídua frequência, que tem sido popularmente entendida como ''inteligência social'' ou ''emocional'', vagamente falando, é justamente quando temos de lidar com as pessoas, sendo nós mesmos, sem máscaras ou personas públicas minimizadas, e de maneira mais especializada, em sua maioria com os familiares, que de fato se poderá ''mensurar'', ou melhor, analisar o nível de ''inteligência'' ou habilidades interpessoais e eu já comentei algumas vezes sobre o quão comum tendem a ser as idealizações superficiais ou equivocadas dos pais em relação aos seus próprios filhos. Este é apenas um exemplo de uma tendência que parece que é generalizada entre os seres humanos. Talvez se tivéssemos maior inteligência interpessoal a metáfora dos porcos espinhos do filósofo alemão Arthur Schoppenhauer não fizesse sentido, mas faz, e muito!!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Vamos a um re-exemplo (talvez) para explicar a tendência à fobia social daquele que é muito autoconsciente....
Você é bom em matemática* Vamos supor que sim. Você ficaria nervoso se tivesse que conviver com pessoas que são ruins em matemática* Muito provável que sim, né*
Então vamos imaginar exatamente este cenário em que você é muito bom em matemática mas a grande maioria das pessoas que te rodeiam não são e você precisa trabalhar com elas..... com matemática. A todo momento você percebe: erros crassos por parte dessas pessoas; auto-convencimentos equivocados quanto ao nível de habilidade, quando se pensa que é melhor em certa atividade, mas não é; tomadas estúpidas de atitudes que tem impactos grandes no meio social e econômico... enfim, a todo momento você percebe aquilo que os outros estão fazendo de errado, muitas vezes tenta consertar mas percebe que é um grão de areia, digamos, diferente, e que ''os outros'' são uma maré sempre dominante, demograficamente triunfante. O que provavelmente aconteceria contigo*
O mais provável é que, independente do seu tipo de personalidade ''ou' mesmo de nível de resiliência psicológica, você acabaria desenvolvendo uma espécie de ''personalidade defensiva'' ou ''plano B'' para sobreviver em um ambiente que está aquém de seu conforto existencial. É possível que parasse de se relacionar com os outros/ ou com a maioria, se tornasse mais antropofóbico, especialmente se tivesse sido realocado pra este cenário subjetivamente/pessoalmente distópico, porque perceberia como infrutífero, infértil e/ou desnecessário continuar tentando ter o controle de um mundo [consertá-lo] que desde a muito lhe escapou das mãos e como não consegue se adaptar a ele então prefere se refugiar em si mesmo.
Agora substitua a palavra matemática por: autoconhecimento. Esta é a labuta diária de muitos se não da grande maioria daqueles que são prodigiosos naquilo que eu estou pensando que se consiste no verdadeiro fator g da inteligência, o nível de autoconhecimento.
A fobia social de tipos como o meu é mais intrínseca, isto é, uma ação psico-cognitiva espontânea/primária, ou será que é mais uma conjugação de fatores intrínsecos e extrínsecos/ reação secundária*
Novamente volto à ideia de que, sim, o ambiente importa, sim, o ambiente pode influenciar em como que expressamos e sentimos nossas personalidades, e em ambientes sub-ótimos, como o que descrevi, tenderemos a nos tornar mais defensivos, do que em ambientes em que o nível de compreensão constante ou de longo prazo, de diálogo, enfim, de espelhamento/empatia/cumplicidade for muito maior. Se o grau de encaixe entre a sua pessoa e o ambiente em que está, de preferência o social, for baixo, então ao invés de expressar o ótimo de sua personalidade, caminhará para pisar em ovos e ao longo do tempo se for mais autoconsciente buscará evitar fazê-lo, isto é, se repetir em seus erros de conduta contextual, seja por meio de tentativas forçadas de re-adaptação ou auto-ostracismo. Não estou com isso advogando que a personalidade humana seja totalmente maleável, mas que existe um limite de maleabilidade, parece óbvio que tem, e em ambientes ''ameaçadores' nos tornaremos mais: neuróticos, psicoticistas, e mesmo, mais propensos a comportamentos ''anti-sociais' ou hiper-egoístas, ainda que, todos nós nasçamos com uma base comportamental instintiva herdada ou ''herdada' (via ambiente pré-natal) ou epicentro de tendências comportamentais, sendo que alguns estarão mais deslocados para comportamentos (''serra pilheira comportamental'') anti-sociais, que podem se manifestar desde a tenra idade, outros estarão mais deslocados para o epicentro de comportamentos ''pró-sociais', e mesmo para tendências neuróticas, e todas essas tendências basais, em como que tendemos a nos comportar, de modo primordial, eu tenho denominado de ''ação primária'', se sabemos que a ação tende a se dar primeiro à reação, que se consiste exatamente em uma resposta à primeira.
Herdamos tendências de comportamento ou de ações primárias e ao sermos constantemente expostos aos ambientes de interação, vamos reagindo aos mesmos, e nossas bases de operacionalidade comportamental ou ações primárias tenderão a determinar nossos ritmos reativos, ainda que como eu disse, a qualidade de encaixe, de adaptabilidade, entre nós e o ambiente em que estamos, influencie de sobremaneira seja para uma conjugação mais positiva, que promove nosso bem estar pessoal, mediana, ou mais negativa, que promove maior estresse.
Então vamos imaginar exatamente este cenário em que você é muito bom em matemática mas a grande maioria das pessoas que te rodeiam não são e você precisa trabalhar com elas..... com matemática. A todo momento você percebe: erros crassos por parte dessas pessoas; auto-convencimentos equivocados quanto ao nível de habilidade, quando se pensa que é melhor em certa atividade, mas não é; tomadas estúpidas de atitudes que tem impactos grandes no meio social e econômico... enfim, a todo momento você percebe aquilo que os outros estão fazendo de errado, muitas vezes tenta consertar mas percebe que é um grão de areia, digamos, diferente, e que ''os outros'' são uma maré sempre dominante, demograficamente triunfante. O que provavelmente aconteceria contigo*
O mais provável é que, independente do seu tipo de personalidade ''ou' mesmo de nível de resiliência psicológica, você acabaria desenvolvendo uma espécie de ''personalidade defensiva'' ou ''plano B'' para sobreviver em um ambiente que está aquém de seu conforto existencial. É possível que parasse de se relacionar com os outros/ ou com a maioria, se tornasse mais antropofóbico, especialmente se tivesse sido realocado pra este cenário subjetivamente/pessoalmente distópico, porque perceberia como infrutífero, infértil e/ou desnecessário continuar tentando ter o controle de um mundo [consertá-lo] que desde a muito lhe escapou das mãos e como não consegue se adaptar a ele então prefere se refugiar em si mesmo.
Agora substitua a palavra matemática por: autoconhecimento. Esta é a labuta diária de muitos se não da grande maioria daqueles que são prodigiosos naquilo que eu estou pensando que se consiste no verdadeiro fator g da inteligência, o nível de autoconhecimento.
A fobia social de tipos como o meu é mais intrínseca, isto é, uma ação psico-cognitiva espontânea/primária, ou será que é mais uma conjugação de fatores intrínsecos e extrínsecos/ reação secundária*
Novamente volto à ideia de que, sim, o ambiente importa, sim, o ambiente pode influenciar em como que expressamos e sentimos nossas personalidades, e em ambientes sub-ótimos, como o que descrevi, tenderemos a nos tornar mais defensivos, do que em ambientes em que o nível de compreensão constante ou de longo prazo, de diálogo, enfim, de espelhamento/empatia/cumplicidade for muito maior. Se o grau de encaixe entre a sua pessoa e o ambiente em que está, de preferência o social, for baixo, então ao invés de expressar o ótimo de sua personalidade, caminhará para pisar em ovos e ao longo do tempo se for mais autoconsciente buscará evitar fazê-lo, isto é, se repetir em seus erros de conduta contextual, seja por meio de tentativas forçadas de re-adaptação ou auto-ostracismo. Não estou com isso advogando que a personalidade humana seja totalmente maleável, mas que existe um limite de maleabilidade, parece óbvio que tem, e em ambientes ''ameaçadores' nos tornaremos mais: neuróticos, psicoticistas, e mesmo, mais propensos a comportamentos ''anti-sociais' ou hiper-egoístas, ainda que, todos nós nasçamos com uma base comportamental instintiva herdada ou ''herdada' (via ambiente pré-natal) ou epicentro de tendências comportamentais, sendo que alguns estarão mais deslocados para comportamentos (''serra pilheira comportamental'') anti-sociais, que podem se manifestar desde a tenra idade, outros estarão mais deslocados para o epicentro de comportamentos ''pró-sociais', e mesmo para tendências neuróticas, e todas essas tendências basais, em como que tendemos a nos comportar, de modo primordial, eu tenho denominado de ''ação primária'', se sabemos que a ação tende a se dar primeiro à reação, que se consiste exatamente em uma resposta à primeira.
Herdamos tendências de comportamento ou de ações primárias e ao sermos constantemente expostos aos ambientes de interação, vamos reagindo aos mesmos, e nossas bases de operacionalidade comportamental ou ações primárias tenderão a determinar nossos ritmos reativos, ainda que como eu disse, a qualidade de encaixe, de adaptabilidade, entre nós e o ambiente em que estamos, influencie de sobremaneira seja para uma conjugação mais positiva, que promove nosso bem estar pessoal, mediana, ou mais negativa, que promove maior estresse.
Marcadores:
ação primária - reação secundária,
autoconhecimento,
autoconsciência,
fobia social,
matemática,
personalidade,
personalidade intrínseca/extrínseca
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
Personalidade adaptativa/paliativa versus personalidade intrínseca
O meu próprio exemplo (e que também é de tantos outros).
É o nível de reciprocidade ambiental que define parte da personalidade.
Muitas pessoas, porque tem as suas expectativas de conformidade/'adaptação' frustradas, desde cedo em suas vidas, e a longo prazo, tendem (parece que podem) a adotar mecanismos paliativos de auto- conservação.
Por exemplo ansiedade social e timidez.
Indivíduos introspectivos em ambientes sociais discrepantes a si mesmos tendem a ser os mais propensos a adotarem este tipo de medida psicológica paliativa.
A proporção de pessoas psicologicamente similares e a possibilidade de proto adaptação dentro deste contexto social que contribui para definir a personalidade extrínseca ou aquela que é compartilhada com outros pares.
Por causa da natural hostilidade e impulsividade ou menor consciência do extrovertido que muitos introvertidos e também de pensadores profundos/introspectivos se tornam ariscos ou socialmente arredios. Claro que uma maior sensibilidade a ruídos extrínsecos, em especial quando forem vozes humanas (no meu caso por exemplo) tende a contribuir para uma maior intolerância em relação aos ambientes sociais, no entanto, os fatores acima também parecem ser decisivos para tornar alguém mais arredio ao ''convívio social'' [predominantemente com extrovertidos].
Nos tornamos mais ansiosos em relação às pessoas que exibem prevalente à significativa diferença de impulsos psicológicos e muito mais relaxados com aquelas com as quais exibimos similaridades psicológicas que são costumeiramente expressadas por ''hábitos'' e gostos culturais.
A personalidade intrínseca se consiste na expressão de nosso verdadeiro eu, se consiste em uma expressão direta de nossa psicologia, aquilo que de fato somos em nossas intimidades pessoais, e muitas pessoas acabarão adotando medidas paliativas ou re-adaptativas, em especial quando o ambiente não lhe for convidativo, desde sempre e a longo prazo.
Se o mundo, e em especial o ambiente em que estou, tivesse mais "sabedores" eu acho que eu seria, se não mais extrovertido, ao menos, mais socialmente relaxado, e na verdade, porque eu comecei a desprezar, virar as costas para o mundo social, ao menos daqui, onde vivo, que me tornei mais relaxado. A minha personalidade adaptativa/paliativa é consideravelmente introvertida, tímida e portanto socialmente repelente. No entanto, a minha personalidade intrínseca é vívida, ambivertida, de bom humor, orgulhosa, mais ousada, perceptiva e sim, introspectiva. Aquilo que a maioria das pessoas pensam sobre mim, ou, a impressão que deixo sobre mim, quanto à minha timidez, diminui de sobremaneira quando ''passam'' a me conhecer melhor.
Por razões racionalmente subconscientes, desde a minha infância, que o meu organismo tem repelido convívio mais profundo com a maioria das pessoas e hoje eu consigo entender o porquê, pois esta subconsciência racional, de ir catando os miolos de pão, tal como João e Maria, percebendo padrões recorrentes e incongruências de conduta comportamental, por exemplo, por ter sofrido [de maneira fraca porém constante] alguma perseguição sistemática e sádica nos tempos de escola, emergiu de seu estado pré-reconhecível e tornou-se mais e mais evidente, nítido.
Em um ambiente psicológica e/ou demograficamente favorável, eu não duvido que me tornaria/tornarei muito mais relaxado e acho que esta regra não serve apenas pra mim mas para a grande maioria das pessoas e dos seres vivos. Em ambientes individuais ou simplesmente indivíduos parcial a predominantemente convidativos, de alguma maneira, à minha pessoa, a timidez ou desconfiança e relativa falta de trejeitos para lidar com os outros, é substituída pelo seu oposto.
Para mim assim como também para muitos outros tipos que se assemelham a mim, os seres humanos funcionam como ambientes recém-descobertos, ainda predominantemente inóspitos, e portanto cautela e desconfiança, são mais do que recomendáveis.

Fonte: sinopse
É o nível de reciprocidade ambiental que define parte da personalidade.
Muitas pessoas, porque tem as suas expectativas de conformidade/'adaptação' frustradas, desde cedo em suas vidas, e a longo prazo, tendem (parece que podem) a adotar mecanismos paliativos de auto- conservação.
Por exemplo ansiedade social e timidez.
Indivíduos introspectivos em ambientes sociais discrepantes a si mesmos tendem a ser os mais propensos a adotarem este tipo de medida psicológica paliativa.
A proporção de pessoas psicologicamente similares e a possibilidade de proto adaptação dentro deste contexto social que contribui para definir a personalidade extrínseca ou aquela que é compartilhada com outros pares.
Por causa da natural hostilidade e impulsividade ou menor consciência do extrovertido que muitos introvertidos e também de pensadores profundos/introspectivos se tornam ariscos ou socialmente arredios. Claro que uma maior sensibilidade a ruídos extrínsecos, em especial quando forem vozes humanas (no meu caso por exemplo) tende a contribuir para uma maior intolerância em relação aos ambientes sociais, no entanto, os fatores acima também parecem ser decisivos para tornar alguém mais arredio ao ''convívio social'' [predominantemente com extrovertidos].
Nos tornamos mais ansiosos em relação às pessoas que exibem prevalente à significativa diferença de impulsos psicológicos e muito mais relaxados com aquelas com as quais exibimos similaridades psicológicas que são costumeiramente expressadas por ''hábitos'' e gostos culturais.
A personalidade intrínseca se consiste na expressão de nosso verdadeiro eu, se consiste em uma expressão direta de nossa psicologia, aquilo que de fato somos em nossas intimidades pessoais, e muitas pessoas acabarão adotando medidas paliativas ou re-adaptativas, em especial quando o ambiente não lhe for convidativo, desde sempre e a longo prazo.
Se o mundo, e em especial o ambiente em que estou, tivesse mais "sabedores" eu acho que eu seria, se não mais extrovertido, ao menos, mais socialmente relaxado, e na verdade, porque eu comecei a desprezar, virar as costas para o mundo social, ao menos daqui, onde vivo, que me tornei mais relaxado. A minha personalidade adaptativa/paliativa é consideravelmente introvertida, tímida e portanto socialmente repelente. No entanto, a minha personalidade intrínseca é vívida, ambivertida, de bom humor, orgulhosa, mais ousada, perceptiva e sim, introspectiva. Aquilo que a maioria das pessoas pensam sobre mim, ou, a impressão que deixo sobre mim, quanto à minha timidez, diminui de sobremaneira quando ''passam'' a me conhecer melhor.
Por razões racionalmente subconscientes, desde a minha infância, que o meu organismo tem repelido convívio mais profundo com a maioria das pessoas e hoje eu consigo entender o porquê, pois esta subconsciência racional, de ir catando os miolos de pão, tal como João e Maria, percebendo padrões recorrentes e incongruências de conduta comportamental, por exemplo, por ter sofrido [de maneira fraca porém constante] alguma perseguição sistemática e sádica nos tempos de escola, emergiu de seu estado pré-reconhecível e tornou-se mais e mais evidente, nítido.
Em um ambiente psicológica e/ou demograficamente favorável, eu não duvido que me tornaria/tornarei muito mais relaxado e acho que esta regra não serve apenas pra mim mas para a grande maioria das pessoas e dos seres vivos. Em ambientes individuais ou simplesmente indivíduos parcial a predominantemente convidativos, de alguma maneira, à minha pessoa, a timidez ou desconfiança e relativa falta de trejeitos para lidar com os outros, é substituída pelo seu oposto.
Para mim assim como também para muitos outros tipos que se assemelham a mim, os seres humanos funcionam como ambientes recém-descobertos, ainda predominantemente inóspitos, e portanto cautela e desconfiança, são mais do que recomendáveis.

Fonte: sinopse
Assinar:
Postagens (Atom)