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sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Honestidade é artigo raro no Brasil??

 Se parece existir uma grande proporção de brasileiros que, logo na primeira oportunidade, não pensa duas vezes em "passar a perna no outro"; porque o problema da corrupção não se limita à nossa classe política, se essa mentalidade de pensar apenas em si mesmo, de falta de empatia e respeito (simpatia) pelo outro, está enraizada em nosso povo, e sem desprezar o papel do sistema capitalista que nos incentiva a sermos mais egoístas do que geralmente somos. 


Pois essa incapacidade praticamente intrínseca de tantos brasileiros de pensar no outro e/ou no coletivo, começando por sua "elite" político-econômica, pode ser uma das principais razões para o subdesenvolvimento do país...

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Traços psicológicos que são quase-sinônimos de construtos psicológicos e/ou cognitivos, alguns exemplos...

Agradabilidade [do big five] = empatia [interpessoal benigna ou receptiva]

Abertura intelectual para a experiência [do big five] = maior inteligência, em um sentido mais conceitualmente basal [ou menos psicometrizado].

Abertura estética para a experiência [do big five] = artisticidade ou componente epicentricamente estético da criatividade

Conscienciosidade = honestidade [geralmente mediana ou parcial]

Abertura estético-intelectual para a experiência [derivado do big five] = criatividade

Abertura intelecto-estética para a experiência [derivado do big five] = proxy para a sabedoria

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O problema das médias de personalidade: O meu caso, conscienciosidade (Big Five) e colérico (quatro temperamentos)

 Duas [ aqui e aqui] auto análises de personalidade que realizei apresentaram problemas com os resultados especialmente em relação a alguns  traços, porque eu não me identifiquei, a priore, com as suas "pontuações". A explicação que cheguei para esses desencontros foram as diferenças entre as médias e as variações dentro de cada traço. Vamos então aos finalmente.

Conscienciosidade


O traço conscienciosidade, do famoso Big Five, assim como todos os outros, obviamente, apresenta facetas e não é incomum que se possa ser muito consciencioso em um sub-cluster de traços mas não em outro. Por falha minha, por não ter ido mais a fundo nessas variações ou diversidades internas de cada traço acabei deixando essa análise incompleta. 

Os mais conscienciosos tendem a ser mais honestos, responsáveis e conformistas. No entanto pode-se ser comparativamente mais consciencioso, de maneira geral, e no entanto isso não significar ser excepcional em uma de suas qualidades. Outro fator é que se pode ser muito consciencioso em relação aos traços mais qualitativamente polêmicos do que nos menos, ou o oposto.


Este parece ser o meu caso porque eu sou:

- MUITO honesto, e até a um nível quase-problemático;

- Responsável NAQUILO em que eu posso ser, isto é, em relação às minhas nano e micro-ações, e por enquanto não tenho podido mostrar em minhas macro-ações. [nano a micro-ações = afazeres domésticos ou convivência no dia a dia, por exemplo. macro-ações = no ambiente de trabalho por exemplo].


Percebe-se que, por causa das grandes variações ambientais ou circunstanciais, tendemos a mensurar o caráter ou as características de uma pessoa, mais com base em suas macro-ações do que com base em suas nano-a-micro-ações, que são basicamente a sua intimidade, no conforto de seu lar, e em convívio diário com os seus parentes mais próximos.

Portanto, podemos ter dois indivíduos: um que está empregado, paga as suas contas, gosta de ordem no trabalho, é financeiramente independente, e outro, que é o oposto, especificamente em relação à dependência financeira, e no entanto, mostra-se igualmente honesto, já no âmbito doméstico ou familiar. De acordo com um teste de personalidade do BIG FIVE, é possível que o primeiro indivíduo hipotético pontuará mais alto no traço conscienciosidade do que o segundo. Mas será que isso estará conclusivamente correto*

Aqui um insight sobre o comportamento. Por causa das flutuações circunstanciais, a melhor maneira de se comparar e analisar o comportamento das pessoas deve se dar com base em suas ações ou padrões em seus ambientes mais íntimos, constantes ou pessoalmente importantes, assim como também em relação às suas nano-a-micro-ações.

Outro fator é a proporção absoluta de ações rotineiramente efetuadas e o grau de responsabilização e repetição das mesmas, porque se pode ter um menor acúmulo de tarefas diárias mas de se executá-las muito bem, e pode-se ter um maior acúmulo e não ter a mesma proporção relativa predominante de eficácia e/ou responsabilidade. E a capacidade para acumular funções ou atividades diárias pode ser ambiental ou circunstancial, uma situação de momento, ou mais ''genético'', instintivo, como parece acontecer com o meu perfil de ''vagabundo sonhador''. 

Conformista??


Eu sou conformista NAQUILO em que eu "acho" justo ou correto seguir, isto é, em que posso embasar os meus pontos de vista. 

Interessante que, baseado na ideia de intersecção entre a conformidade, uma das facetas do traço conscienciosidade, com a compreensão factual, moral e geral, é provável que pontuaria muito mais alto em conscienciosidade e/ou os mais conscienciosos é provável que pontuariam mais baixo.

Mas claro que, em relação à conformidade indiscriminada, eu não vou ''pontuar'' alto, e isso é bom.

Portanto parece-me que a vaga obediência à autoridade/ou conformidade, sem contexto moral, do traço conscienciosidade do Big Five, já parece se consistir em uma faceta qualitativamente reprovável ou defeito, e que por si só, pode ter um efeito problemático para a neutralização da qualidade moral, isto é, de neutralizar o valor moral de um traço antes de contextualiza-lo, como é a proposta de qualquer tipologia psicológica.


Eu cheguei ao resultado geral nessa auto-análise:

Abertura para experiências: +++
Conscienciosidade: +
Extroversão: --
Agradabilidade: +
Neuroticismo: ++


De fato, com base na descrição da conscienciosidade, isto é, vaga e ao mesmo tempo ideologicamente tendenciosa [por exemplo em relação à ideologia que vincula o amor platônico ao trabalho como uma característica do mais consciencioso = responsável], e vendo novamente o resultado, até que faz sentido que tenha pontuado mais baixo [não apenas nessa análise, porque eu tendo a pontuar mais baixo de qualquer maneira em qualquer teste de personalidade, e em relação a esse traço do big five]. 

No mais, percebe-se que em uma das facetas desse traço eu ''pontuarei'' muito alto. 

Na superfície, na média, parece que eu sou pouco consciencioso: responsável, honesto e conformista. No entanto eu sou muito honesto, responsável em relação às minhas nano a micro-tarefas e me conformo, assim como todo mundo, só que o meu sistema de valores definitivamente não foi popularizado e também porque muitos se conformam em qualquer ambiente, enquanto que outros são bem mais ''exigentes''. Essa fricção entre idealidade ou espectro da perfeição e realidade parece que está a todo momento afetando a maneira com que julgamos os outros e a nós mesmos.  


Colérico

Colérico: 0,56
Fleumático: 0,59
Melancólico: 0,66
Sanguíneo: 0,53


''qualidades'':

Colérico: 0,5

Fleumático: 0,58
Melancólico:0,73
Sanguíneo:0,52

''defeitos'':

Colérico: 0,62
Fleumático: 0,6
Melancólico:0,6
Sanguíneo: 0,54



Se eu pontuo alto no neuroticismo e moderado/a alto no psicoticismo, no big five, então como ou por que eu me dei, ou encontrei um valor mais baixo do temperamento colérico**

Eu sou do tipo que fico nervoso com facilidade. No entanto eu também sou muito mais melancólico E fleumático, e neste segundo, de maneira assimétrica, isto é, pontuando mais alto em alguns traços e mais baixo em outros. No temperamento melancólico eu pontuei muito mais alto nas qualidades do que nos defeitos. No fleumático as pontuações para ambos foram parecidas. Já no colérico eu pontuei muito mais alto nos defeitos do que nas qualidades. Mesmo se formos comparar os valores totais, as diferenças do colérico em relação ao fleumático ainda não serão significativas. Como resultado, esses resultados podem dar a impressão de que eu seja pouco colérico, e definitivamente não é o caso, mas com certeza é o caso de uma média que não corresponde às flutuações internas dos traços do temperamento ou de um ''construto psicológico maior'', como é por exemplo a conscienciosidade. 

Profundidade existencial [melancólico], certa estabilidade emocional e passividade [fleumático] e tendência para ficar com raiva [colérico], e talvez extremamente seletivo no quesito ''consanguinidade'', ;) ;)


sábado, 22 de julho de 2017

Tdah, o espectro da super sinceridade. Autismo, o espectro da super honestidade

E diferenças via quatro temperamentos (de novo) e big Five 

Autismo: Introversão/conscienciosidade = HONESTIDADE,  neuroticismo, psicoticismo/abertura para a experiência, agradabilidade, estabilidade emocional, extroversão (cérebro cognitivamente hiper masculino? em algumas dimensões importantes, será*...)

Autismo: fleumático = honestidade, melancólico/colérico, sanguíneo.



Mulher típica: agradabilidade = EMPATIA (interpessoal benigna), extroversão/estabilidade emocional/neuroticismo, conscienciosidade/introversão, abertura para a experiência, psicoticismo


sanguínea, fleumática, melancólica, colérica.

Homem típico: conscienciosidade/extroversão, estabilidade emocional, psicoticismo, neuroticismo, abertura para a experiência/introversão, agradabilidade


fleumático, colérico, sanguíneo, melancólico.


TDAH: extroversão/abertura para a experiência, psicoticismo = SINCERIDADE, neuroticismo/estabilidade emocional/agradabilidade/introversão, conscienciosidade (cérebro psicologicamente hiper masculino??)

TDAH: sanguíneo, colérico = sinceridade, melancólico, fleumático.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

A ideologia da "igualdade" promove a desigualdade de conhecimento entre as pessoas [especialmente dentro do seu grupo epicêntrico]

E portanto promove desigualdade no mundo real, quintessencialmente falando, porque se o líder ou a elite sabe mais do que os seus seguidores então já se consistirá em um grande risco para uma crescente assimetria entre ambos e favorável obviamente ao primeiro [líder ou elite]. E isso reflete na necessidade da honestidade e sinceridade para que a sabedoria seja de fato usada como moeda de troca nas relações humanas especialmente as de natureza administrativa ou [possivelmente] cooperativa, ainda que, como eu já falei antes, para alguns tipos, possivelmente comuns de seres humanos, o conhecimento ao invés de contribuir para a evolução individual, tende a atiçar ainda mais a sua estupidez. Sim, comunicar a verdade é sempre importante, mas para alguns grupos, se ainda continuarem a existir em uma sociedade sábia [provavelmente não], há de se ter grande cautela.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Possível relação negativa entre objetividade ideacional/comportamental e sociabilidade


Para os mais objetivos não há nada menos objetivo do que perder tempo com as subjetividades do meio social.

Eu sou bastante objetivo e tenho demonstrado parcialmente esta minha característica saliente por meio dos meus textos, pensamentos, ideias, mas também, pra mim mesmo, através do meu comportamento ideacional = mais literal do que a média, e geral, por exemplo, porque só saio de casa quando tenho algo para fazer, do contrário, não vejo razão para fazê-lo, bater perna por bater, é algo raro de se fazer, ao menos de minha parte. Em outras palavras, aplico minha objetividade em quase tudo, e também nas relações sociais. Talvez este seja o meu grande mal porque não deveria fazê-lo, mas ninguém manda em si mesmo não é? 

Por exemplo os jogos subterrâneos de flertes e/ou subjetividades que caracterizam a dinâmica interpessoal no meio social são tão prevalentes, determinantes, que a maioria dos muitos objetivos, e pelo que parece, muitos que serão autistas, não perderão os seus tempos nestes novelos embaraçados, subjetivos onde o sim é não, onde mentiras brancas são quase sempre a regra, etc 

A vida social humana se consiste tal como num baile de máscaras onde as pessoas mentem compulsivamente umas às outras conscientes a subconscientes e denominam tudo isso como "o normal", é a norma mesmo, agora que é saudável ou ideal ai já será outro papo. 

Em um mundo em que estamos a todo momento fingindo alguma coisa sobre algum assunto uns para os outros, a objetividade e aqueles que são mais objetivos, não conseguirão se adaptar de maneira significativa justamente porque este mundo social humano é mentiroso e confuso enquanto que nós, os mais objetivos, desejamos uma vida mais ordenada e honesta (e que não é o contrário de divertida e/ou invariavelmente agitada), em especial a social. 

Claro que não é "apenas" isso que nos faz mais repelentes a este mundo de mentiras. Por exemplo a percepção muitas vezes precoce de rejeição "recíproca" ( na verdade o comum é sermos rejeitados primeiro e de passarmos a ser recíprocos a esta rejeição) tende a afastar os mais objetivos. No entanto é fato que quem não gosta de perder tempo com bobagens será bem mais propenso a não ser do tipo mais social e mais, não estão errados pois só estão evitando possíveis problemas no futuro sem se deixarem cair pelos encantos artificiais (infelizmente) da socialização. 

Ideal e objetivo muitas vezes estarão interligados

E como eu já falei em outro texto a objetividade ideacional/comportamental muitas vezes senão na maioria delas se relacionará com baixa tolerância para ambiguidades interpessoais, ou incertezas desta natureza, isto é, enquanto as pessoas tendem a mentir umas para as outras e a se acostumarem com esta realidade, os mais objetivos serão mais propensos a buscar pela sinceridade e honestidade por parte das mesmas e claro que acabarão saindo frustrados.


Os mais objetivos também, é possível, que serão mais idealistas do que a média, especialmente se a objetividade costuma sempre ter uma finalidade, e quanto mais correta, racional ou equivocadamente tomada como racional, mais idealista será. E claro, que quanto mais racionalmente correta, mais literalmente idealista será.

Enquanto que muitas vezes o subjetivo nos passa a ideia de algo que é vago ou impreciso, o objetivo, novamente, nos passará a ideia oposta, de perfeccionismo, de precisão, de certezas ou de busca pelas mesmas.

E é o que acontece com o ''mundo social'' em que subjetividade e erros encontrar-se-ão mui presentes, constantes, determinantes em sua dinâmica. 

A maioria dos menos objetivos (e também menos idealistas) aceitarão, muitas vezes com quase total acrítica, este besteirol do meio social, por exemplo, o castelo de camadas de ''roupas novas do imperador'', isto é, de escolhas populares que são consideradas como qualitativamente superiores apenas por serem populares e não por seus valores intrínsecos, por si mesmos, menos objetivo.

Portanto, da mesma maneira que eu não vou à rua apenas para ''bater perna'', mas quando tenho algo para fazer, o mesmo acontece no caso da ''cena social'', em que, se não tiver amigos com os quais eu possa confiar (bem poucos), ou se a música não me agradar (se souber o tipo de música que vai tocar antes de pensar em ir ao evento social hipotético), ou se a comum frivolidade social for predominante, como é o costume, eu não vou me sentir motivado para ir a tal festa ou evento social. Uma constância de pensamentos idealistas + objetividade fazem com que a maioria de nós, os mais objetivos/idealistas, refuguem participar dessas besteiras sociais, ao menos se forem decididamente valorosas (se não forem besteiras), em outras palavras, se forem idealmente objetivas. 

Estes dois traços, que parecem ser comuns em autistas, ''superdotados'' e outros tipos similares, pode explicar, parcial a predominantemente, o porquê destes grupos serem menos socialmente orientados. 

Tendemos a renegar a ''religião'' da mesma maneira que o fazemos quanto ao ''mundo social''.

Objetivos demais, ''hard working'' de menos** e correlação com racionalidade à sabedoria

Objetivos, idealistas... que ou aquele que presta grande trabalho na arte do pensar, ou que se consiste em um genuíno pensador, será mais propenso a ser um hipoativo cinestésico, em que a sua grande capacidade e/ou energia mental o fará direcionar toda sua força pra essas tarefas menos manuais ou físicas, que eu já comentei antes em outros textos.

No entanto, objetividade e idealidade, duas características extremamente importantes na filosofia, podem fazer com que os indivíduos que são mais objetivos, tendam a questionar inclusive as muitas subjetividades da vida, eu não diria apenas da vida humana, mas das regras naturais, se a vida social humana se perfaz justamente por essas regras, enquanto sua herdeira direta e com isso abrem-se janelas de oportunidade para a verdadeira evolução social humana, sem voltar para o velho mundo da carnificina natural ou ''cadeia alimentar'', mas limpando-se da loucura organizada e coletiva que tende a caracterizar os meios sociais humanos, desde os mais urbanos até aos mais primários, como os dos caçadores coletores.

Objetividade é questionamento/ para resolver problemas

Se o meio social é por si próprio, impreciso, mentiroso, vago, então já se consistirá em um problema, a ser resolvido. Ao invés de se adequarem às bobagens sociais, os muitos objetivos/idealistas serão muito mais propensos a vê-las como problemáticas, isto é, sob uma ótica mais factualmente verdadeira do que àquela que as legitima como ''a norma'' ou ''o único modo de socialização''. 

Portanto existe um bocado de racionalidade na hipo-socialidade e não é preciso buscar por muitas evidências pois basta olhar para a densidade de problemas que geralmente caracterizam o mundo social humano.