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sábado, 19 de outubro de 2024

Capacidades cognitivas são exatamente como capacidades atléticas/Cognitive abilities are exactly like athletic abilities

 Capacidades cognitivas são exatamente como capacidades atléticas


. Porque também são primariamente dependentes da cultura humana para serem desenvolvidas desde os seus níveis mais básicos


No caso das capacidades cognitivas, inicialmente é preciso aprender a linguagem, e no caso das capacidades atléticas, um ou mais esportes inventados por humanos 


. Porque também apresentam potenciais desenvolvíveis, porém, limitados


Todo mundo que não apresenta limitações físicas severas, por exemplo, pode aprender a jogar tênis, se treinar bastante. Mas um Rafael Nadal ou um Roger Federer, alguém que percebe ter um potencial extraordinário e intrínseco, tende a ser raro. O mesmo pode ser dito sobre a inteligência 


.. Porque, assim como acontece com as capacidades atléticas, as cognitivas também variam em potencial entre indivíduos e grupos humanos 


Todo mundo apresenta seu próprio nível de capacidade ou potencial, se para aprender a jogar tênis, aprender a ler e escrever ou a pensar racionalmente, por exemplo. Só que, como também apresentamos semelhanças de tipos de perfil cognitivo, potencial e limitação, além de nos dividirmos em grupos com os quais nos identificamos ou nos associamos, as capacidades cognitivas variam coletivamente, tal como as atléticas. Então, da mesma maneira que existem diferenças de potencial e desempenho entre indivíduos, o mesmo acontece entre grupos: no caso dos esportes, principalmente por meio de biótipos, ainda que vários esportes também apresentam diferenças de predomínio de outros segmentos demográficos, como o racial, sem falar dos esportes que são tradicionalmente exclusivos a um grupo, como aqueles que são unissex. Já no caso da inteligência, não muito diferente do que acontece no meio esportivo, os grupos se dividem por desempenho e por tipo. Por exemplo, homens que tendem a ser melhores em capacidades visual-espacial que as mulheres e as mesmas que se destacam mais na cognição social


. Because they are also primarily dependent on human culture to be developed from their most basic levels


In the case of cognitive abilities, it is first necessary to learn language, and in the case of athletic abilities, one or more sports invented by humans


. Because they also present developable, but limited, potential


Anyone who does not have severe physical limitations, for example, can learn to play tennis if they train hard enough. But a Rafael Nadal or a Roger Federer, someone who realizes he has an extraordinary and intrinsic potential, tends to be rare. The same can be said about intelligence


.. Because, just as with athletic abilities, cognitive abilities also vary in potential among individuals and human groups


Everyone has their own level of capacity or potential, whether it is to learn to play tennis, learn to read and write or to think rationally, for example. However, since we also have similarities in terms of cognitive profiles, potentials and limitations, in addition to dividing ourselves into groups with which we identify or associate ourselves, cognitive abilities vary collectively, just like athletic abilities. So, just as there are differences in potential and performance between individuals, the same happens between groups: in the case of sports, mainly through biotypes, although several sports also present differences in the predominance of other demographic segments, such as race, not to mention sports that are traditionally exclusive to a group, such as those that are unisex. In the case of intelligence, not much different from what happens in sports, groups are divided by performance and type. For example, men tend to be better at visual-spatial abilities than women, and women stand out more in social cognition.

sexta-feira, 26 de julho de 2024

Dois exemplos da ginástica de como a mídia cria mitos e narrativas falsas/Two gymnastics examples of how the media creates myths and false narratives

 Nádia Comaneci e Simone Biles 


Simone Biles tem sido alçada ao posto de maior ginasta de todos os tempos pela mídia ocidental, especialmente pela mídia americana. No entanto, para um esporte complexo, como a ginástica, essa afirmação é muito improvável de ser verdadeira, se, ao longo da história desse esporte, tem surgido muitos nomes que o revolucionaram; se a sua evolução cronológica torna praticamente impossível comparar ginastas de outras eras, como as/os que competiram entre as décadas de 30 e 70 do século XX, com ginastas dos anos 80 em diante, e mesmo de comparar os atuais com os de três, quatro décadas atrás; se a ginástica não é como um esporte coletivo ou em que o desempenho é analisado e comparado apenas pela quantidade de medalhas, tal como nos casos de muitos atletas desse esporte que o revolucionaram, mas não chegaram sequer a competir em uma olimpíada. Além desses fatores, também pelo fator referente às qualidades de um ou de uma ginasta, a americana definitivamente não é excepcional em todos os aspectos relacionados para ser considerada a melhor de todas: particularmente no aspecto artístico e no de execução, se destacando de maneira desproporcional apenas ou especialmente na dificuldade. Então, é possível afirmar que ela se firmou como uma das maiores ginastas de todos os tempos, com base no número de conquistas no esporte e também por ser uma das que tem contribuído com a sua evolução. Mas não é possível afirmar que seja a maior de todas ou de deixar isso sugerido, como muitos da mídia têm feito, e por razões bem suspeitas, por exemplo, para passar uma narrativa "anti racista", de "triunfo da mulher negra" (que eu já denominei de "racismo positivo", um tipo de supremacia, de exagero ou distorção de natureza racial, só que a partir de um elogio ou  conotação 'positiva", de qualquer maneira consistindo em uma generalização por relação de causalidade entre raça e comportamento, semelhante a fazer afirmações igualmente generalistas em tons mais negativos). 

Pois Simone Biles não é o único nem o maior mito midiático na ginástica artística, já que, bem antes dela, apareceu uma romena, de nome Nádia Comaneci, nos anos 70, e que foi alçada a uma categoria semi-divina, como se tivesse, e apenas ela, determinado o começo de uma nova era no esporte e, claro, principalmente por causa das narrativas que têm sido criadas pela própria mídia para reforçar sua mitologia. Mas, infelizmente, a partir de uma análise mais sóbria, é possível concluir que Nádia representa muito menos ao esporte em termos objetivos do que a mídia tem afirmado. 

Vejamos... 

Primeiramente, existe a afirmação, que é elementar ao seu mito, plantada por jornalistas e replicada, mesmo por muitos profissionais do esporte, de que Nádia foi a primeira ginasta a conseguir uma nota perfeita pela execução de um exercício, nas olimpíadas de Montreal, em 1976. Em termos oficiais e aparentes, isso é verdade, pelo menos para uma competição olímpica. Mas, se analisarmos de perto, veremos que não é bem assim. Primeiro que, se antes nenhuma* ou nenhum*" ginasta havia conseguido um dez "perfeito" era porque o sistema de pontuação simplesmente não permitia. É que esse sistema muda de tempos em tempos, geralmente entre um ciclo olímpico e outro. Então, foi durante o ciclo olímpico de Montreal, depois das olimpíadas de Munique, que foi praticamente decidido que o dez perfeito seria possível de ser dado a um ou a uma atleta (no artigo da Wikipédia, é dito que os juízes, antes desse ciclo olímpico, não acreditavam que o dez perfeito seria possível. Mas pode-se deduzir que foi uma decisão por convenção que o dez perfeito passaria a ser possível e não que foi um processo natural, como o artigo parece ter deixado a entender). Calhou que coincidiu com o período em que Nádia Comaneci começou a participar das competições oficiais entre ginastas sêniores. Segundo que, o tal primeiro dez perfeito da Nádia Comaneci foi por um exercício compulsório e não por um exercício opcional, que é mais simples e igual para todos que estão competindo (exercícios compulsórios foram rotineiros em competições de ginástica artística até às olimpíadas de Atlanta, em 1996, antes de serem "aposentados" ou extintos). E terceiro que, mesmo se com base no código de pontuação da época, em que o dez perfeito passou a ser permitido, o seu exercício nas barras não mereceu uma pontuação perfeita, até pela saída em que, visivelmente, ela dá uma salto pequeno para frente durante a aterrissagem no solo. Além disso, um dos primeiros, se não o primeiro dez perfeito em uma olimpíada, acredito que foi da ginasta soviética Nelly Kim, no salto, também em Montreal, se também acredito que foi, de fato, um exercício mais merecedor de uma pontuação perfeita que o da Nádia, até pela maior facilidade de se alcançar execuções muito altas no salto, por ser um aparelho mais simples.

* Parece que os primeiros "dez perfeitos" conquistados entre as mulheres na ginástica e em competições oficiais foi pela tchecoslovaca Vera Caslavska no campeonato europeu de 1967.

** Entre os homens, alguns ginastas já haviam conseguido tirar pontuações "perfeitas" na década de 20. 

Continuando... 

Antes de Nádia, nas olimpíadas de Munique, quatro anos antes de Montreal, apareceu Olga Korbut, e que, na minha opinião, foi mais influente para o avanço do esporte, contribuindo pela primeira vez para torná-lo mais popular, deixando o seu status como "esporte de nicho". Sem falar de suas performances carismáticas, difíceis e inovadoras para a época, especialmente os seus exercícios de trave e barras, esse último, considerado espetacular. Então, mesmo na época em que a Nádia competiu, nem de longe dá para dizer que ela foi a única ou uma das poucas a revolucionarem o esporte. Não tiro o seu mérito, suas qualidades atléticas excepcionais e suas contribuições. Mas, ao menos para mim, está claro que ela foi transformada pela mídia em um mito imerecido. 

Esses são dois exemplos de como que a mídia fabrica narrativas e mitos.




Nádia Comaneci and Simone Biles

Simone Biles has been elevated to the position of greatest gymnast of all time by the Western media, especially the American media. However, for a complex sport such as gymnastics, this statement is very unlikely to be true, if, throughout the history of this sport, there have been many names that have revolutionized it; if its chronological evolution makes it practically impossible to compare gymnasts from other eras, such as those who competed between the 30s and 70s of the 20th century, with gymnasts from the 80s onwards, and even to compare current ones with those of three, four decades ago; if gymnastics is not like a team sport or in which performance is analyzed and compared only/mostly by the number of medals, as in the cases of many athletes in this sport who revolutionized it, but never even competed in an Olympics. In addition to these factors, also due to the factor referring to the qualities of a gymnast, the American is definitely not exceptional in all related aspects to be considered the best of all: particularly in the artistic and execution aspects, standing out disproportionately only or especially in difficulty. So, it is possible to say that she has established herself as one of the greatest gymnasts of all time, based on the number of achievements in the sport and also because she is one of those who has contributed to its evolution. But it is not possible to say that it is the biggest of all or to suggest it, as many in the media have done, and for very suspicious reasons, for example, to convey an "anti-racist" narrative, of "the triumph of black women" ( which I have already called "positive racism", a type of supremacy, exaggeration or distortion of a racial nature, but based on a compliment or 'positive' connotation, in any case consisting of a generalization by a causation between race and behavior, similar to making equally general statements in more negative tones).

Because Simone Biles is not the only or the biggest media myth in artistic gymnastics, since, well before her, a Romanian woman named Nadia Comaneci appeared in the 70s, and was elevated to a semi-divine category, as if she had , and only her, determined the beginning of a new era in sport and, of course, mainly because of the narratives that have been created by the media itself to reinforce its mythology. But, unfortunately, from a more sober analysis, it is possible to conclude that Nadia represents much less to the sport in objective terms than the media has claimed.

Let's see...

Firstly, there is the statement, which is elementary to her myth, planted by journalists and replicated, even by many sports professionals, that Nadia was the first gymnast to achieve a perfect score for performing an exercise, at the Montreal Olympics, in 1976. In official and apparent terms, this is true, at least for an Olympic competition. But, if we look closely, we will see that this is not the case. Firstly, if before any-female* or male**" gymnast had achieved a "perfect" ten, it was because the scoring system simply did not allow it. This system changes from time to time, generally between one Olympic cycle and another. So, it was during the Montreal Olympic cycle, after the Munich Olympics, it was practically decided that a perfect ten would be possible to be given to an athlete (in the Wikipedia article, it is said that the judges, before this Olympic cycle, did not believed that the perfect ten would be possible. But it can be deduced that it was a decision by convention that the perfect ten would become possible and not that it was a natural process, as the article seems to have implied);coinciding period in which Nádia Comaneci began to participate in official competitions among senior gymnasts. Secondly, Nadia Comaneci's first perfect ten was due to a compulsory exercise and not an optional exercise, which is simpler and more equal for everyone who is competing ( compulsory exercises were routine in artistic gymnastics competitions until the Atlanta Olympics in 1996, before being "retired" or extinguished). And thirdly, even if based on the scoring code of the time, in which a perfect ten became allowed, her exercise on the bars did not deserve a perfect score, even due to the dismount in which, visibly, she makes a small jump to forward during landing on the ground. Furthermore, one of the first, if not the first perfect ten at an Olympics, I believe was by Soviet gymnast Nelly Kim, on the vault, also in Montreal, if I also believe that it was, in fact, an exercise more deserving of a perfect score than Nadia's, especially because it is easier to achieve very high vault executions, as it is a simpler device.

* It seems that the first "perfect ten" achieved among women in gymnastics and in official competitions was by Czechoslovakian Vera Caslavska at the 1967 European Championships.

** Among men, some gymnasts had already achieved "perfect" scores in the 20s.

Continuing...

Before Nadia, at the Munich Olympics, four years before Montreal, Olga Korbut appeared, and who, in my opinion, was most influential in the advancement of the sport, contributing for the first time to making it more popular, leaving its status as a "niche sport". Not to mention her charismatic, difficult and innovative performances for the time, especially her beam and bars exercises, the latter considered spectacular. So, even at the time when Nadia competed, it's not even close to saying that she was the only one or one of the few to revolutionize the sport. I don't take away his merit, her exceptional athletic qualities and contributions. But, to me at least, it is clear that she has been turned into an undeserved myth by the media.

These are two examples of how the media manufactures narratives and myths.

Source: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Perfect_10_(gymnastics)

sábado, 2 de setembro de 2017

Big five e diferentes tipos de superdotaçao ou superlatividade não-cognitiva

Não é apenas a superdotaçao psicométrica/acadêmica...

Excepcionais que pontuam muito alto em algum dos traços do big Five + autoconsciência, ou ao menos, maior autocontrole (usa o traço de maneira construtiva, benigna ou mesmo malignamente adaptativa).

Big Five e/ou hiper excitabilidade?? 


Primeiro as hiper/hipo excitabilidades

Superdotação psicomotora: esportes? 
Hipo-dotação: preguiça e/ou consciência corporal pobre?


[a diferença entre um bailarino de ''mão cheia'' e de um zé-passinho de festa ''rave'' ou do ''churrasco'' de domingo]

Superdotação sensorial/estética: artes?
Hipo-dotação: Hiper convencionalidade à consciência estética excepcionalmente pobre? 


[parece que muitos ''artistas' modernos seriam mais como hipo-dotados do que como super-dotados no quesito estético]

Superdotação imaginativa: potencial para as artes, [filosofia],para as ciências... mas mais "puramente" criativa/teórica do que prática, a priore. 
Hipo dotação: falta de criatividade, ao menos em seus níveis mais basais?

Superdotação 'intelectual'': superdotação típica, acadêmica/psicométrica.


 "Atípica" ( por exemplo como a que propus, a "intelectual": que seria uma combinação de todas as hiper excitabilidades mentais) 

Hipo-dotação: estupidez cognitivamente quantitativa, a priore.

Superdotação emocional: Super empatia interpessoal, sabedoria comportamental?

Hipo-dotação: psicopatia [no caso da empatia interpessoal receptiva], especialmente a de alto funcionamento? Frieza emocional não-agressiva? 

Big Five 

Agradabilidade e psicoticismo 


talento para agradar ou para manipular

Carisma versus coragem 

Estabilidade emocional e neuroticismo


Talento para se manter calmo [mesmo em momentos complicados] versus ''vigilante e potencial solucionador de problemas''


Resiliência  psicológica versus habilidades analíticas 

Extroversão e introversão 

Talento para lidar com com muitas pessoas ao mesmo tempo [multitarefa sócio-empática], e com novos contatos versus talento para se concentrar e pensar sobre o próprio pensamento, de maneira mais longa ou detalhada.


Sociabilidade/extrospecção social versus introspecção

Abertura para a experiência e conscienciosidade

Talento potencialmente criativo e/ou para a auto-atualização versus talento para a organização, cumprimento de tarefas e consciência quanto às próprias ações.


Criatividade/ intelectualidade versus honestidade/caráter


Claro que em todos esses casos, estamos falando de super-dotação [não-cognitiva mais específica], isto é, em suas manifestações mais intensas.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Do instinto da sobrevivência para a capacidade esportiva

Existem alguns tipos de "habilidades adquiridas". 

Os que são recreativos, esportes, por exemplo.

 Os que são essenciais, por exemplo, a capacidade de detectar micro a macro perigos, o instinto mais importante que todos os seres vivos têm. 

Os que são mais técnicos, por exemplo, a aquisição da linguagem e do vocabulário.

O instinto de sobrevivência parece ser o mais "herdável" OU "hereditário" OU " mais-inato-do-que-adquirido", se esta é a primeira função do reconhecimento de padrões. 

 Os técnicos estão no "segundo" lugar aqui, enquanto "tocar um violino" ou "jogar basquete", você / nós precisamos de maior quantidade de artificialidades humanas, porque como eu já devo ter comentado, não existe violinista sem violino ou jogador de basquete sem a existência desse esporte. 

Mesmo sem um vocabulário, nosso ímpeto para se comunicar ainda existe.  

Mais artificial [habilidades musicais ou atléticas direcionadas para certa finalidade sistematizada, por exemplo, o violino ou basquete], menos herdável, menos expressável, independentemente do ambiente, mais dependente do ambiente e de suas circunstâncias [artificiais].  

No entanto mesmo dentro desses ramos nós encontraremos habilidades que são menos artificializadas, por exemplo, a capacidade para cantar [consideravelmente herdável, independente das circunstâncias ambientais, porque ainda se pode sussurrar] ou para compor melodias [menos ''herdável'' do que a primeira por ser mais dependente das circunstâncias, por exemplo, necessidade de ter um vocabulário e um idioma]; a capacidade para se desvencilhar dos oponentes ou agilidade motora; de propulsão motora [capacidade de pular muito alto]. 

Portanto, todo mundo nasce com instinto de sobrevivência, independente do tipo [combinado com outras variáveis] e dos níveis qualitativos e quantitativos, e este se manifesta independente das condições ambientais, ainda que seja evidente que se acoplará às mesmas. Me refiro ao seu nível de ''intrinsecabilidade'', e não da maneira como eu a tenho descrito, isto é, ''nível de intensidade característica'', o exemplo do homossexual muito afeminado [alto nível de intrinsecabilidade desta variável no indivíduo] em relação ao menos afeminado [baixa expressão ou nível de intrinsecabilidade desta variável no indivíduo], mas em ser mais ''inato-do-que-adquirido'', porque a priore você não precisa de nada para tentar sobreviver, e é claro que as artificialidades culturais humanas visando refletir nossos instintos servem como meios de sofisticação desta ''habilidade inata'' essencial. 

domingo, 11 de dezembro de 2016

A natureza atomizada dos esportes ou recreações... incluindo os jogos/testes mentais... em contraste com a natureza multi-facetada do mundo real

Novamente, mas a partir de uma nova perspectiva particularmente sutil: quão transferível é a habilidade estratégica de um xadrezista em relação a contextos reais*

Um excelente xadrezista será um excelente pensador e ator estratégico no mundo real*

Natureza atomizada dos esportes = aprendizado de um número limitado de habilidades, desconectadas de uma realidade multi-dimensional/multi-facetada.

A estratégia no mundo real não está limitada àquela que é requerida nos jogos de xadrez, e isso é aplicável para praticamente todos os testes/jogos cognitivos bem como também de outras naturezas (esportes por exemplo), em relação às realidades particulares que visam emular, de maneiras limitadas, diga-se. 


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Não, não é uma questão de gosto.... ginástica artística versus futebol

Apreciação pela beleza e superação de um esporte extremamente difícil e até mesmo anti-ético em comparação ao ''reino animal'' que se consistem boa parte dos esportes coletivos...

O indivíduo sempre supera o grupo assim como a qualidade sempre supera a quantidade

No Brasil, nos EUA, na Holanda, e mesmo em países como Japão e França, que supostamente seriam mais culturalmente sofisticados, existe uma preferência coletiva predominante em relação a esportes coletivos como o futebol. 

Em compensação, esportes qualitativamente primorosos como a ginástica artística, feminina e masculina, são muitas vezes discriminados, sim, por essas massas testosterônicas que tomam cerveja, que são trogloditas de capacidade intelectual titubeante e que costumam ter a outra metade do cérebro ocupada por outdoors de ''loiras'' semi-nuas da Califórnia.

Supostamente as mulheres seriam melhores neste quesito do que os homens, mas não parece muito, ainda que seja possível concluir apressadamente que mais delas, parece que, apreciam este esporte tão singular como a ginástica, ao invés do marasmo conhecido como futebol ou outra variante (rúgby, futebol americano e mesmo vôlei).

A preferência coletiva por, surpresa, esportes coletivos, mais se parece como uma versão implicitamente característica da ''nova roupa do rei'', em que, por conformidade, determina-se que um certo esporte é mais interessante, ou simplesmente melhor, apenas ou especialmente por causa de sua maior popularidade, equivalente a encher de elogios o rabisco ''pós-moderno'' ''Guernica'', famoso quadro de Picasso, e não por uma avaliação honesta e precisa de sua qualidade.

É óbvio que uma garota de 1,50 cm de altura, fazendo mortais e piruetas em cima de uma trave de equilíbrio de 10 cm de largura, é muito mais interessante e qualitativamente superior do que um bando de homens ''coxudos'' correndo atrás de uma bola. 

A ginástica é a superação do corpo humano. Já o futebol é basicamente uma simulação de disputa territorial. 

Interessante notar que me parece que uma maior proporção de homossexuais preferem a ginástica do que o futebol. Existe uma certa fama de que eles sejam em média mais esteticamente perspicazes do que outros grupos. Será**

Ao menos neste quesito, se for constatada esta maior proporção de fãs homossexuais da ginástica do que em relação ao futebol, parece comprovar esta fama de que sejam mais esteticamente perceptivos.

A consciência estética está em jogo aqui, enquanto um viés em direção à beleza e neste caso, não estamos falando apenas de beleza enquanto simetria, mas também enquanto harmonia, porque muitas simetrias podem não ser necessariamente harmônicas, e que eu tenho denominado de ''lógica''. 

Esta comparação entre gosto por esporte denota ao menos a nível superficial diferenças de consciência estética ou percepção harmonicamente qualitativa em que uma proporção, eu diria, absurda de seres humanos, é facilmente coagida a ''apreciar'' de maneira grosseira certos tipos de manifestações culturais humanas em detrimento de outras e ou que por si mesmos já apresentem uma atração pelo mundano, comum, do que por aquilo que é intrinsecamente superior.

Não, neste caso não é uma questão de gosto...