São a maioria dos mais emocionalmente estáveis menos propensos à criatividade?? Especialmente a big c??
Os mais emocionalmente estáveis podem ter, em média, os sentidos menos hiper-intensos, ouvir menos, ver menos (não necessariamente em um sentido de déficit como a miopia), sentir, perceber menos, já que filtram mais... Isso pode lhes dar a vantagem de maiores capacidades de memorização semântica.
Aquilo que já especulei sobre o possível paradoxo ou pseudo paradoxo dos leste asiáticos, principalmente os continentais, que em média seriam menos propensos à criatividade especialmente a big c, porque teriam sido selecionados aqueles com maiores capacidades de concentração ou foco, via estabilidade emocional, e consequentemente maior capacidade para memorização, ou habilidades cristalizadas, assim como também à conformidade social típica.
No entanto, também é óbvio de se pensar que o excesso de instabilidade emocional é provável que terá o mesmo resultado mas por vias distintas. O emocionalmente estável ''percebe' menos OU de maneira muito mais lenta, ou mesmo, percebe menos aquilo que está além dos limites culturais implicitamente impostos, basicamente os limites da conformidade social. O emocionalmente instável 'percebe'' de maneira muito mais rápida e portanto potencialmente preconcebida ou tendenciosa, ou também pode ser do tipo que percebe muito, mas não em qualidade, resultando em um excesso de apofenias.
E novamente as possíveis diferenças entre instabilidade e sensibilidade emocional
Nível de reatividade por estímulo
O emocionalmente instável reage rápido ou intensamente mesmo com baixo estímulo ou captura de informações do ambiente // ação primária
Por razões menos importantes o emocionalmente instável reagirá com mais intensidade.
O cognitivo-emocionalmente sensível reage mais intensamente a partir da intensidade ou da quantidade de informações // reação secundária
Por razões tendenciosamente mais importantes o emocionalmente//cognitivamente sensível reagirá com maior intensidade.
E ainda podemos ter o emocionalmente sensível que, reage mais com base na INTERNALIZAÇÃO DE LONGO PRAZO, enquanto que o emocionalmente instável ou reativo seria mais propenso para a INTERNALIZAÇÃO DE CURTO PRAZO. A diferença entre reagir a partir de uma recuperação da memória, geralmente autobiográfica, e a de ''reagir de momento'', no calor da situação.
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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
Já devo ter falado: inibição latente, concentração e estabilidade emocional
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segunda-feira, 6 de novembro de 2017
Abertura para a experiência e conscienciosidade, intuição versus deliberação, exploração versus comedimento, simpatia afetiva versus simpatia cognitiva
Abertura para a experiência/ hiper-excitabilidades [exploração da ou a partir da ''lógica basal'']:
- maior impulsividade ou ímpeto exploratório intelectual, estético, sexual.. [a partir da ''lógica basal/naturalista''].
ex.: paixão por um assunto.
Feminismo.
A maioria dos esquerdistas pós-modernos/sexualmente liberais // e também a maioria ou muitos dos superdotados *
- maior intuição/estilo de pensamento instintivo
ex.: Ao invés de deliberar sobre as próprias ações, agir com base nas próprias vontades/impulsos, mais subconsciente/instintivo. Não exatamente com base naquilo que é o mais correto, mas naquilo que acha que é o mais correto.
Tomar como absolutamente ou predominantemente correto a ''teoria do gênero'' porque: gostou dela/acha que faz sentido, por razões puramente cognitivas ou psicológicas [por exemplo, uma moça lésbica que subconscientemente ou nem tão subconsciente, acredita que essa ''teoria'' possa ajudá-la em sua auto-confiança e também para melhor se ajustar à sociedade em que vive].
Idem // e também a maioria das mulheres.
- simpatia afetiva [sente mais sobre as outras pessoas, do que analisa os seus e outros padrões de comportamento]
ex.: Sente simpatia ou conexão superficialmente [a priore] benigna, neutra ou maligna sobre certa pessoa ou grupo de pessoas.
A maioria dos neo-esquerdistas ocidentais em relação às ''minorias' ''protegidas' // e também das mulheres.
Conscienciosidade/ hipo-excitabilidades [''lógica basal'']:
- maior deliberação ou ímpeto [medianamente] auto-consciente intelectual, estético, sexual... ;)
ex.: ser ponderado ou comedido em relação a novos conhecimentos, especialmente aqueles que pareçam muito desviantes daquilo que é considerado como ''lógico''/''lógica basal/naturalista''.
A maioria dos conservas mais moderados// e dos homens.
- maior deliberação ideacional/estilo de pensamento auto-consciente
ex.: pensar antes se certa atitude poderá afetar alguém.
Honestidade, conformidade...
A maioria dos conservas mais moderados [mas em níveis, parece-me mais moderados justamente em relação aos traços mais virtuosos como a honestidade e menos moderados/mais expressivos em relação aos menos virtuosos como a conformidade acrítica, porque como eu já sublinhei, em um ambiente ou cenário competitivo, os aspectos menos suaves de nossos traços de personalidade tenderão a ser menos favorecidos pelos mais ''robustos', até mesmo para que possamos nos tornar aptos para os constantes embates que povoarão os nossos cotidianos].
- simpatia cognitiva [analisa mais sobre as outras pessoas, do que sente em relação aos seus e/ou outros padrões de comportamento]
A maioria dos conservas [euro-caucasianos] mais ''barra-pesada'' em relação aos ou à maioria dos negros [subsaarianos].
- maior impulsividade ou ímpeto exploratório intelectual, estético, sexual.. [a partir da ''lógica basal/naturalista''].
ex.: paixão por um assunto.
Feminismo.
A maioria dos esquerdistas pós-modernos/sexualmente liberais // e também a maioria ou muitos dos superdotados *
- maior intuição/estilo de pensamento instintivo
ex.: Ao invés de deliberar sobre as próprias ações, agir com base nas próprias vontades/impulsos, mais subconsciente/instintivo. Não exatamente com base naquilo que é o mais correto, mas naquilo que acha que é o mais correto.
Tomar como absolutamente ou predominantemente correto a ''teoria do gênero'' porque: gostou dela/acha que faz sentido, por razões puramente cognitivas ou psicológicas [por exemplo, uma moça lésbica que subconscientemente ou nem tão subconsciente, acredita que essa ''teoria'' possa ajudá-la em sua auto-confiança e também para melhor se ajustar à sociedade em que vive].
Idem // e também a maioria das mulheres.
- simpatia afetiva [sente mais sobre as outras pessoas, do que analisa os seus e outros padrões de comportamento]
ex.: Sente simpatia ou conexão superficialmente [a priore] benigna, neutra ou maligna sobre certa pessoa ou grupo de pessoas.
A maioria dos neo-esquerdistas ocidentais em relação às ''minorias' ''protegidas' // e também das mulheres.
Conscienciosidade/ hipo-excitabilidades [''lógica basal'']:
- maior deliberação ou ímpeto [medianamente] auto-consciente intelectual, estético, sexual... ;)
ex.: ser ponderado ou comedido em relação a novos conhecimentos, especialmente aqueles que pareçam muito desviantes daquilo que é considerado como ''lógico''/''lógica basal/naturalista''.
A maioria dos conservas mais moderados// e dos homens.
- maior deliberação ideacional/estilo de pensamento auto-consciente
ex.: pensar antes se certa atitude poderá afetar alguém.
Honestidade, conformidade...
A maioria dos conservas mais moderados [mas em níveis, parece-me mais moderados justamente em relação aos traços mais virtuosos como a honestidade e menos moderados/mais expressivos em relação aos menos virtuosos como a conformidade acrítica, porque como eu já sublinhei, em um ambiente ou cenário competitivo, os aspectos menos suaves de nossos traços de personalidade tenderão a ser menos favorecidos pelos mais ''robustos', até mesmo para que possamos nos tornar aptos para os constantes embates que povoarão os nossos cotidianos].
- simpatia cognitiva [analisa mais sobre as outras pessoas, do que sente em relação aos seus e/ou outros padrões de comportamento]
A maioria dos conservas [euro-caucasianos] mais ''barra-pesada'' em relação aos ou à maioria dos negros [subsaarianos].
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sábado, 2 de setembro de 2017
Big five e diferentes tipos de superdotaçao ou superlatividade não-cognitiva
Não é apenas a superdotaçao psicométrica/acadêmica...
Excepcionais que pontuam muito alto em algum dos traços do big Five + autoconsciência, ou ao menos, maior autocontrole (usa o traço de maneira construtiva, benigna ou mesmo malignamente adaptativa).
Big Five e/ou hiper excitabilidade??
Primeiro as hiper/hipo excitabilidades
Superdotação psicomotora: esportes?
Hipo-dotação: preguiça e/ou consciência corporal pobre?
[a diferença entre um bailarino de ''mão cheia'' e de um zé-passinho de festa ''rave'' ou do ''churrasco'' de domingo]
Superdotação sensorial/estética: artes?
Hipo-dotação: Hiper convencionalidade à consciência estética excepcionalmente pobre?
[parece que muitos ''artistas' modernos seriam mais como hipo-dotados do que como super-dotados no quesito estético]
Superdotação imaginativa: potencial para as artes, [filosofia],para as ciências... mas mais "puramente" criativa/teórica do que prática, a priore.
Hipo dotação: falta de criatividade, ao menos em seus níveis mais basais?
Superdotação 'intelectual'': superdotação típica, acadêmica/psicométrica.
"Atípica" ( por exemplo como a que propus, a "intelectual": que seria uma combinação de todas as hiper excitabilidades mentais)
Hipo-dotação: estupidez cognitivamente quantitativa, a priore.
Superdotação emocional: Super empatia interpessoal, sabedoria comportamental?
Hipo-dotação: psicopatia [no caso da empatia interpessoal receptiva], especialmente a de alto funcionamento? Frieza emocional não-agressiva?
Big Five
Agradabilidade e psicoticismo
talento para agradar ou para manipular
Carisma versus coragem
Estabilidade emocional e neuroticismo
Talento para se manter calmo [mesmo em momentos complicados] versus ''vigilante e potencial solucionador de problemas''
Resiliência psicológica versus habilidades analíticas
Extroversão e introversão
Talento para lidar com com muitas pessoas ao mesmo tempo [multitarefa sócio-empática], e com novos contatos versus talento para se concentrar e pensar sobre o próprio pensamento, de maneira mais longa ou detalhada.
Sociabilidade/extrospecção social versus introspecção
Abertura para a experiência e conscienciosidade
Talento potencialmente criativo e/ou para a auto-atualização versus talento para a organização, cumprimento de tarefas e consciência quanto às próprias ações.
Criatividade/ intelectualidade versus honestidade/caráter
Claro que em todos esses casos, estamos falando de super-dotação [não-cognitiva mais específica], isto é, em suas manifestações mais intensas.
Excepcionais que pontuam muito alto em algum dos traços do big Five + autoconsciência, ou ao menos, maior autocontrole (usa o traço de maneira construtiva, benigna ou mesmo malignamente adaptativa).
Big Five e/ou hiper excitabilidade??
Primeiro as hiper/hipo excitabilidades
Superdotação psicomotora: esportes?
Hipo-dotação: preguiça e/ou consciência corporal pobre?
[a diferença entre um bailarino de ''mão cheia'' e de um zé-passinho de festa ''rave'' ou do ''churrasco'' de domingo]
Superdotação sensorial/estética: artes?
Hipo-dotação: Hiper convencionalidade à consciência estética excepcionalmente pobre?
[parece que muitos ''artistas' modernos seriam mais como hipo-dotados do que como super-dotados no quesito estético]
Superdotação imaginativa: potencial para as artes, [filosofia],para as ciências... mas mais "puramente" criativa/teórica do que prática, a priore.
Hipo dotação: falta de criatividade, ao menos em seus níveis mais basais?
Superdotação 'intelectual'': superdotação típica, acadêmica/psicométrica.
"Atípica" ( por exemplo como a que propus, a "intelectual": que seria uma combinação de todas as hiper excitabilidades mentais)
Hipo-dotação: estupidez cognitivamente quantitativa, a priore.
Superdotação emocional: Super empatia interpessoal, sabedoria comportamental?
Hipo-dotação: psicopatia [no caso da empatia interpessoal receptiva], especialmente a de alto funcionamento? Frieza emocional não-agressiva?
Big Five
Agradabilidade e psicoticismo
talento para agradar ou para manipular
Carisma versus coragem
Estabilidade emocional e neuroticismo
Talento para se manter calmo [mesmo em momentos complicados] versus ''vigilante e potencial solucionador de problemas''
Resiliência psicológica versus habilidades analíticas
Extroversão e introversão
Talento para lidar com com muitas pessoas ao mesmo tempo [multitarefa sócio-empática], e com novos contatos versus talento para se concentrar e pensar sobre o próprio pensamento, de maneira mais longa ou detalhada.
Sociabilidade/extrospecção social versus introspecção
Abertura para a experiência e conscienciosidade
Talento potencialmente criativo e/ou para a auto-atualização versus talento para a organização, cumprimento de tarefas e consciência quanto às próprias ações.
Criatividade/ intelectualidade versus honestidade/caráter
Claro que em todos esses casos, estamos falando de super-dotação [não-cognitiva mais específica], isto é, em suas manifestações mais intensas.
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quarta-feira, 21 de junho de 2017
Nova auto análise de minha personalidade através das hiper excitabilidades
Os tipos de hiper excitabilidades:
Psicomotora: é uma excitabilidade aumentada do sistema neuromuscular. Essa intensidade psicomotora inclui uma "capacidade de ser ativo e enérgico", amor ao movimento por seu próprio bem, excesso de energia demonstrado pela fala rápida, entusiasmo zeloso, atividade física intensa e necessidade de ação.
Sensual: é expressado como uma experiência aumentada de prazer ou desagrado sensual que emana da visão, do cheiro, do toque, do gosto e da audição.
Aqueles com hiper excitabilidade sensual têm uma experiência muito mais expansiva de sua entrada sensorial do que a pessoa média. Eles têm uma apreciação aumentada e precoce dos prazeres estéticos, como música, linguagem e arte, e derivam infinitas delícias dos gostos, odores, texturas, sons e pontos turísticos. Mas devido a essa sensibilidade aumentada, eles também podem se sentir mais estimulados ou desconfortáveis com a entrada sensorial. Quando emocionalmente tensas, alguns indivíduos de alta sensacionalidade podem comer demais, continuar comprando ou procurar a sensação física de ser o centro da atração.
Intelectual: A hiper excitabilidade intelectual é demonstrada por uma necessidade marcada pela busca da compreensão e verdade, adquirir conhecimento e analisar e sintetizar (Dabrowski & Piechowski, 1977; Piechowski, 1979, 1991) [suposta ou inicialmente]. Aqueles que são altos em inteligência intelectual têm mentes incrivelmente ativas. Eles são intensamente curiosos, leitores freqüentemente ávidos e geralmente observadores afiados. Eles são capazes de se concentrar, envolver-se em esforço intelectual prolongado e são tenazes na resolução de problemas quando eles escolhem. Outras características podem incluir um planejamento elaborado e um recall visual notavelmente detalhado. As pessoas com maior hiper excitabilidade intelectual freqüentemente adoram a teoria, pensam sobre o pensamento e sobre a moralidade. Este foco na moralidade geralmente se traduz em fortes preocupações sobre questões morais e éticas - equidade no campo de jogos, falta de respeito pelas crianças ou preocupação com questões de "adultos", como os sem-teto, AIDS ou guerras. As pessoas intelectualmente excitáveis também são bastante independentes do pensamento e às vezes parecem críticas e impacientes com outras pessoas que não podem sustentar o seu ritmo intelectual. Ou eles podem ficar tão entusiasmados com uma ideia que eles interrompem em momentos inadequados.
Imaginativa: A hiper excitabilidade imaginativa reflete um jogo intenso da imaginação com uma rica associação de imagens e impressões, uso freqüente de imagem e metáfora, facilidade para invenção e fantasia, visualização detalhada e sonhos elaborados (Dabrowski & Piechowski, 1977; Piechowski, 1979, 1991). Muitas vezes, as crianças de alto nível de hiper excitabilidade imaginativa misturam a verdade com a ficção, ou criam seus próprios mundos privados com companheiros imaginários e dramatizações para escapar do tédio. Eles acham difícil ficar atento a uma sala de aula onde a criatividade e a imaginação são secundárias para aprender currículo acadêmico rígido. Eles podem escrever histórias ou desenhar, em vez de fazer trabalho de escritório ou participar de discussões em classe, ou podem ter dificuldade em completar tarefas quando alguma ideia incrível os envia em uma tangente imaginativa.
Emocional: hiper excitabilidade emocional é frequentemente a primeira a ser notada pelos pais. Isso se reflete em sentimentos intensos, extremos de emoções complexas, identificação com os sentimentos dos outros e forte expressão afetiva (Piechowski, 1991). Outras manifestações incluem respostas físicas como dor estomacal e rubor ou preocupação com a morte e a depressão (Piechowski, 1979). As pessoas emocionalmente hiper-excitadas têm uma capacidade notável de relacionamentos profundos. Eles mostram fortes vínculos emocionais com pessoas, lugares e coisas (Dabrowski & Piechowski, 1977). Eles têm compaixão, empatia e sensibilidade nas relações. Aqueles com forte hiper excitabilidade emocional estão conscientes de seus próprios sentimentos, de como eles estão crescendo e mudando, e muitas vezes realizam diálogos internos e praticam o auto-julgamento (Piechowski, 1979, 1991). As crianças de alta emoção, muitas vezes são acusadas de "reação exagerada". Sua compaixão e preocupação pelos outros, seu foco em relacionamentos e a intensidade de seus sentimentos podem interferir com tarefas cotidianas, como lição de casa ou fazer a louça.
Fonte: http://sengifted.org/overexcitability-and-the-gifted/
Sexual: a hiper excitabilidade sexual, bem, dispensa maiores explicações, ;)
De 0 a 1
Estimativas
Psicomotora: 0,3
Sensual/sensorial/artística: 0,8
Intelectual: 0,8
Imaginativa: 0,8
Emocional: 0,8
E eu adicionei a sexual: 0,8
Estimativa comparativa para um ser humano médio
Psicomotora: 0,5
Sensual/sensorial/artística: 0,3
Intelectual: 0,3
Imaginativa: 0,2
Emocional: 0,5
Sexual: 0,5
Antes de me atirarem pedras por, provavelmente, estarem pensando que eu seja muito arrogante ou petulante. Baixa auto estima e humildade não são a mesma coisa.
A humildade intelectual também não é fazer pouco das próprias habilidades ou capacidades cognitivas e intelectuais. A humildade intelectual é a capacidade de reconhecer os próprios limites, uma faceta importante do/para o autoconhecimento.
A honestidade intelectual, que como eu já devo ter comentado, não é a mesma coisa que a humildade intelectual, e que também é uma faceta importante para o autoconhecimento, apesar de atrelar-se harmoniosamente, em condições perfeitas de temperatura e pressão, à humildade, por ser ou por buscar ser honesto consigo mesmo no que tange as próprias potencialidades.
Primeiro a honestidade: eu quero saber a verdade [sobre mim mesmo, sobre as minhas próprias potencialidades]
Segundo a humildade: eu reconheço/reconheci os meus limites.
A baixa auto estima se consiste em um sentimento generalizado/distorcido de inferioridade. A humildade é a capacidade de reconhecer os próprios defeitos ou erros, que costumam ser produtos dos primeiros. A honestidade é a capacidade ou virtude de se ser intrapessoal e interpessoalmente factual.
É esperado que a maioria dos superdotados pontuem alto ao menos em metade das hiper-excitabilidades de Dabrowski. De acordo com as descrições acima de cada uma, desprezando a que adicionei por conta própria, eu percebo em mim que me encaixo em seus mais altos níveis.
Eu sou emocional, intelectual, imaginativo, ''sensual'' e sexualmente hiper-ativo, hiper-reativo. Isso necessariamente não quer dizer que todos aqueles que apresentarem o mesmo perfil serão capazes de desenvolverem excelente compreensão factual, por exemplo, porque estamos falando mais sobre intensidade do que sobre a qualidade dessa intensidade, ou sobre como que as controlamos, as direcionamos e as moldamos.
Portanto eu estaria sendo pseudo-humilde ao negar que isso se consista na verdade e ainda de lambuja desonesto. Isso não significa que eu seja o ''maioral'' porque ninguém é, mas em tempos de virtuosismos excessivos ou mal-compreendidos, é sempre bom explicar, até porque já apareceu um comentarista me criticando ou me ''acusando'' de arrogância.
E sim, eu não estou ''na média'' em uma série de características psicológicas e cognitivas, assim como muita gente também não está. E em muitas ''virtuosidades'' especialmente na parte psicológica e intelectual/mentalista-abstrato, eu estou muito bem.
É intelectualmente desonesto e pseudo-humilde auto-avaliar como ''na média, junto à maioria'', quando não se está, claro, dependendo da faceta que estiver sendo analisada. Isso não me faz milhões de vezes melhor em relação a ninguém, dependendo da perspectiva, mas sim, pode-se dizer que eu seja um ''produto'' que deveria ser mais valorizado, que poderia contribuir muito mais para a sociedade.
Outro aspecto que é bom salientar é que parece óbvio vermos uma menor hiper excitabilidade geral entre as pessoas normais ou comuns do que entre outliers/outsiders.
Agora vou especular muito rapidamente que ser ''excessivo' nas hiper excitabilidades pode ter impactos negativos também.
Hiper excitabilidades generalizada e errante: Psicoses*
Este conjunto de intensidades re-ativas que tendem a caracterizar uma personalidade muito inteligente pode não ter um desenvolvimento sadio e acabar resultando em desordens mentais mais explícitas ou menos auto-ajustáveis. Por exemplo, excesso de hiper-excitabilidade emocional e sem controle, pode aumentar o desequilíbrio nas respostas emocionais e pode estar ligado, parece óbvio, com o transtorno bipolar. Mesmo a hiper-excitabilidade intelectual, sem controle e excessiva, pode resultar em apofenia sofisticada, isto é, uma apreensão generalizada, sem critérios lógicos, de ideias, teorias ou informações, transformando o que era pra ser um guia de compreensão do mundo, em um labirinto difícil de sair. Um excesso em hiper-excitabilidade imaginativa e sem controle parece estar fortemente relacionada com a psicose esquizomórfica, resultando em uma espécie de apofenia sensorial ou primária, diferente da apofenia intelectual, porque ao invés de se relacionar com a verdade subjetiva [abstrata: ideias, teorias, hipóteses], se relacionará com a verdade objetiva [apreensão perceptiva imediata OU do ''imediato concreto''], vendo, ouvindo ou sentido ''coisas'' que não existem no mundo real. Um excesso em hiper-excitabilidade sensorial [e sem controle] pode ter um efeito desorganizador na vida do indivíduo, transformando-o em um caçador impulsivo de sensações estéticas/''artísticas', e possivelmente reduzindo a sua capacidade de se organizar. Também não é incomum, e na verdade é consideravelmente esperado que essas hiper-excitabilidades possam se combinar de maneira hipo-harmoniosa e resultando em comorbidades desta natureza. Um excesso e sem controle na hiper-excitabilidade sexual e teremos como resultado a impulsividade, com riscos para a saúde e dependendo da combinação ou comorbidade, também com riscos para cometer condutas moralmente desaprováveis. Um excesso e sem controle na hiper-excitabilidade motora e um diagnóstico de TDAH é o mais provável de se obter, e novamente com possíveis complicações quando se alia com outra hiper-excitabilidade desgovernada.
Também seria interessante pensar sobre as ''hipo-excitabilidades''
A hipo-excitabilidade motora, que eu pareço exibir, se consistiria obviamente no oposto de sua homônima-antônima, em uma espécie de fraqueza física ou preguiça para se engajar em atividades físicas com grande constância, ou mesmo com média frequência. Eu já comentei que, quem pensa muito, pode ser mais propenso a ser mais preguiçoso, e especulei se essa relação não seria causal... mas também correlativa, no meu caso por exemplo, eu acho que além de pensar muito, que tende a nos inibir para a tomada de ações, isto é, nossa razão nos convencendo que ser preguiçoso também pode ter lá as suas virtudes, o tipo de corpo também pode ter um efeito.
A hipo-excitabilidade ''sensual'' ou estética seria justamente o típico ''bronco'' que tem mínimo interesse nas artes, enfim, na consciência estética.
A hipo-excitabilidade imaginativa obviamente se caracterizaria pela incapacidade MAS/OU também a falta de motivação intrínseca para imaginar.
A hipo-excitabilidade intelectual, muito comum, diga-se, se consistiria na incapacidade e/ou falta de motivação intrínseca para pensar, para raciocinar além do básico que comumente todas as pessoas [e seres vivos] tendem a se engajar.
A hipo-excitabilidade emocional, tal como eu tenho comentado com frequência, só que usando outros termos, se caracterizaria, obviamente, por um desânimo OU incapacidade de demonstrar sentimentos. Neste caso, há de se diferenciar a falta de motivação que necessariamente não quer indicar falta, da própria. Inclusive, acho equivocado dizer que ''psicopatas não tenham emoção'', mas que, eles, caracteristicamente falando, não tendem a apresentar capacidade para sentir as emoções alheias, ou empatia afetiva, que o faz consigo mesmo, isto é, o psicopata é possível que seja tão ou mesmo intra-emotivo, e esta talvez seja uma das razões para que tenha um amor próprio ou egocentrismo tão desmedido.
A hipo-excitabilidade sexual, natural ou adquirida, também dispensa maiores considerações descritivas, por ser óbvia demais. No mais é isso, quem tem pouco desejo sexual, assim o será: assexuais de nascença e aqueles que passaram a apresentar alguma disfunção hipo-sexual ao longo da vida.
Psicomotora: é uma excitabilidade aumentada do sistema neuromuscular. Essa intensidade psicomotora inclui uma "capacidade de ser ativo e enérgico", amor ao movimento por seu próprio bem, excesso de energia demonstrado pela fala rápida, entusiasmo zeloso, atividade física intensa e necessidade de ação.
Sensual: é expressado como uma experiência aumentada de prazer ou desagrado sensual que emana da visão, do cheiro, do toque, do gosto e da audição.
Aqueles com hiper excitabilidade sensual têm uma experiência muito mais expansiva de sua entrada sensorial do que a pessoa média. Eles têm uma apreciação aumentada e precoce dos prazeres estéticos, como música, linguagem e arte, e derivam infinitas delícias dos gostos, odores, texturas, sons e pontos turísticos. Mas devido a essa sensibilidade aumentada, eles também podem se sentir mais estimulados ou desconfortáveis com a entrada sensorial. Quando emocionalmente tensas, alguns indivíduos de alta sensacionalidade podem comer demais, continuar comprando ou procurar a sensação física de ser o centro da atração.
Intelectual: A hiper excitabilidade intelectual é demonstrada por uma necessidade marcada pela busca da compreensão e verdade, adquirir conhecimento e analisar e sintetizar (Dabrowski & Piechowski, 1977; Piechowski, 1979, 1991) [suposta ou inicialmente]. Aqueles que são altos em inteligência intelectual têm mentes incrivelmente ativas. Eles são intensamente curiosos, leitores freqüentemente ávidos e geralmente observadores afiados. Eles são capazes de se concentrar, envolver-se em esforço intelectual prolongado e são tenazes na resolução de problemas quando eles escolhem. Outras características podem incluir um planejamento elaborado e um recall visual notavelmente detalhado. As pessoas com maior hiper excitabilidade intelectual freqüentemente adoram a teoria, pensam sobre o pensamento e sobre a moralidade. Este foco na moralidade geralmente se traduz em fortes preocupações sobre questões morais e éticas - equidade no campo de jogos, falta de respeito pelas crianças ou preocupação com questões de "adultos", como os sem-teto, AIDS ou guerras. As pessoas intelectualmente excitáveis também são bastante independentes do pensamento e às vezes parecem críticas e impacientes com outras pessoas que não podem sustentar o seu ritmo intelectual. Ou eles podem ficar tão entusiasmados com uma ideia que eles interrompem em momentos inadequados.
Imaginativa: A hiper excitabilidade imaginativa reflete um jogo intenso da imaginação com uma rica associação de imagens e impressões, uso freqüente de imagem e metáfora, facilidade para invenção e fantasia, visualização detalhada e sonhos elaborados (Dabrowski & Piechowski, 1977; Piechowski, 1979, 1991). Muitas vezes, as crianças de alto nível de hiper excitabilidade imaginativa misturam a verdade com a ficção, ou criam seus próprios mundos privados com companheiros imaginários e dramatizações para escapar do tédio. Eles acham difícil ficar atento a uma sala de aula onde a criatividade e a imaginação são secundárias para aprender currículo acadêmico rígido. Eles podem escrever histórias ou desenhar, em vez de fazer trabalho de escritório ou participar de discussões em classe, ou podem ter dificuldade em completar tarefas quando alguma ideia incrível os envia em uma tangente imaginativa.
Emocional: hiper excitabilidade emocional é frequentemente a primeira a ser notada pelos pais. Isso se reflete em sentimentos intensos, extremos de emoções complexas, identificação com os sentimentos dos outros e forte expressão afetiva (Piechowski, 1991). Outras manifestações incluem respostas físicas como dor estomacal e rubor ou preocupação com a morte e a depressão (Piechowski, 1979). As pessoas emocionalmente hiper-excitadas têm uma capacidade notável de relacionamentos profundos. Eles mostram fortes vínculos emocionais com pessoas, lugares e coisas (Dabrowski & Piechowski, 1977). Eles têm compaixão, empatia e sensibilidade nas relações. Aqueles com forte hiper excitabilidade emocional estão conscientes de seus próprios sentimentos, de como eles estão crescendo e mudando, e muitas vezes realizam diálogos internos e praticam o auto-julgamento (Piechowski, 1979, 1991). As crianças de alta emoção, muitas vezes são acusadas de "reação exagerada". Sua compaixão e preocupação pelos outros, seu foco em relacionamentos e a intensidade de seus sentimentos podem interferir com tarefas cotidianas, como lição de casa ou fazer a louça.
Fonte: http://sengifted.org/overexcitability-and-the-gifted/
Sexual: a hiper excitabilidade sexual, bem, dispensa maiores explicações, ;)
De 0 a 1
Estimativas
Psicomotora: 0,3
Sensual/sensorial/artística: 0,8
Intelectual: 0,8
Imaginativa: 0,8
Emocional: 0,8
E eu adicionei a sexual: 0,8
Estimativa comparativa para um ser humano médio
Psicomotora: 0,5
Sensual/sensorial/artística: 0,3
Intelectual: 0,3
Imaginativa: 0,2
Emocional: 0,5
Sexual: 0,5
Antes de me atirarem pedras por, provavelmente, estarem pensando que eu seja muito arrogante ou petulante. Baixa auto estima e humildade não são a mesma coisa.
A humildade intelectual também não é fazer pouco das próprias habilidades ou capacidades cognitivas e intelectuais. A humildade intelectual é a capacidade de reconhecer os próprios limites, uma faceta importante do/para o autoconhecimento.
A honestidade intelectual, que como eu já devo ter comentado, não é a mesma coisa que a humildade intelectual, e que também é uma faceta importante para o autoconhecimento, apesar de atrelar-se harmoniosamente, em condições perfeitas de temperatura e pressão, à humildade, por ser ou por buscar ser honesto consigo mesmo no que tange as próprias potencialidades.
Primeiro a honestidade: eu quero saber a verdade [sobre mim mesmo, sobre as minhas próprias potencialidades]
Segundo a humildade: eu reconheço/reconheci os meus limites.
A baixa auto estima se consiste em um sentimento generalizado/distorcido de inferioridade. A humildade é a capacidade de reconhecer os próprios defeitos ou erros, que costumam ser produtos dos primeiros. A honestidade é a capacidade ou virtude de se ser intrapessoal e interpessoalmente factual.
É esperado que a maioria dos superdotados pontuem alto ao menos em metade das hiper-excitabilidades de Dabrowski. De acordo com as descrições acima de cada uma, desprezando a que adicionei por conta própria, eu percebo em mim que me encaixo em seus mais altos níveis.
Eu sou emocional, intelectual, imaginativo, ''sensual'' e sexualmente hiper-ativo, hiper-reativo. Isso necessariamente não quer dizer que todos aqueles que apresentarem o mesmo perfil serão capazes de desenvolverem excelente compreensão factual, por exemplo, porque estamos falando mais sobre intensidade do que sobre a qualidade dessa intensidade, ou sobre como que as controlamos, as direcionamos e as moldamos.
Portanto eu estaria sendo pseudo-humilde ao negar que isso se consista na verdade e ainda de lambuja desonesto. Isso não significa que eu seja o ''maioral'' porque ninguém é, mas em tempos de virtuosismos excessivos ou mal-compreendidos, é sempre bom explicar, até porque já apareceu um comentarista me criticando ou me ''acusando'' de arrogância.
E sim, eu não estou ''na média'' em uma série de características psicológicas e cognitivas, assim como muita gente também não está. E em muitas ''virtuosidades'' especialmente na parte psicológica e intelectual/mentalista-abstrato, eu estou muito bem.
É intelectualmente desonesto e pseudo-humilde auto-avaliar como ''na média, junto à maioria'', quando não se está, claro, dependendo da faceta que estiver sendo analisada. Isso não me faz milhões de vezes melhor em relação a ninguém, dependendo da perspectiva, mas sim, pode-se dizer que eu seja um ''produto'' que deveria ser mais valorizado, que poderia contribuir muito mais para a sociedade.
Outro aspecto que é bom salientar é que parece óbvio vermos uma menor hiper excitabilidade geral entre as pessoas normais ou comuns do que entre outliers/outsiders.
Agora vou especular muito rapidamente que ser ''excessivo' nas hiper excitabilidades pode ter impactos negativos também.
Hiper excitabilidades generalizada e errante: Psicoses*
Este conjunto de intensidades re-ativas que tendem a caracterizar uma personalidade muito inteligente pode não ter um desenvolvimento sadio e acabar resultando em desordens mentais mais explícitas ou menos auto-ajustáveis. Por exemplo, excesso de hiper-excitabilidade emocional e sem controle, pode aumentar o desequilíbrio nas respostas emocionais e pode estar ligado, parece óbvio, com o transtorno bipolar. Mesmo a hiper-excitabilidade intelectual, sem controle e excessiva, pode resultar em apofenia sofisticada, isto é, uma apreensão generalizada, sem critérios lógicos, de ideias, teorias ou informações, transformando o que era pra ser um guia de compreensão do mundo, em um labirinto difícil de sair. Um excesso em hiper-excitabilidade imaginativa e sem controle parece estar fortemente relacionada com a psicose esquizomórfica, resultando em uma espécie de apofenia sensorial ou primária, diferente da apofenia intelectual, porque ao invés de se relacionar com a verdade subjetiva [abstrata: ideias, teorias, hipóteses], se relacionará com a verdade objetiva [apreensão perceptiva imediata OU do ''imediato concreto''], vendo, ouvindo ou sentido ''coisas'' que não existem no mundo real. Um excesso em hiper-excitabilidade sensorial [e sem controle] pode ter um efeito desorganizador na vida do indivíduo, transformando-o em um caçador impulsivo de sensações estéticas/''artísticas', e possivelmente reduzindo a sua capacidade de se organizar. Também não é incomum, e na verdade é consideravelmente esperado que essas hiper-excitabilidades possam se combinar de maneira hipo-harmoniosa e resultando em comorbidades desta natureza. Um excesso e sem controle na hiper-excitabilidade sexual e teremos como resultado a impulsividade, com riscos para a saúde e dependendo da combinação ou comorbidade, também com riscos para cometer condutas moralmente desaprováveis. Um excesso e sem controle na hiper-excitabilidade motora e um diagnóstico de TDAH é o mais provável de se obter, e novamente com possíveis complicações quando se alia com outra hiper-excitabilidade desgovernada.
Também seria interessante pensar sobre as ''hipo-excitabilidades''
A hipo-excitabilidade motora, que eu pareço exibir, se consistiria obviamente no oposto de sua homônima-antônima, em uma espécie de fraqueza física ou preguiça para se engajar em atividades físicas com grande constância, ou mesmo com média frequência. Eu já comentei que, quem pensa muito, pode ser mais propenso a ser mais preguiçoso, e especulei se essa relação não seria causal... mas também correlativa, no meu caso por exemplo, eu acho que além de pensar muito, que tende a nos inibir para a tomada de ações, isto é, nossa razão nos convencendo que ser preguiçoso também pode ter lá as suas virtudes, o tipo de corpo também pode ter um efeito.
A hipo-excitabilidade ''sensual'' ou estética seria justamente o típico ''bronco'' que tem mínimo interesse nas artes, enfim, na consciência estética.
A hipo-excitabilidade imaginativa obviamente se caracterizaria pela incapacidade MAS/OU também a falta de motivação intrínseca para imaginar.
A hipo-excitabilidade intelectual, muito comum, diga-se, se consistiria na incapacidade e/ou falta de motivação intrínseca para pensar, para raciocinar além do básico que comumente todas as pessoas [e seres vivos] tendem a se engajar.
A hipo-excitabilidade emocional, tal como eu tenho comentado com frequência, só que usando outros termos, se caracterizaria, obviamente, por um desânimo OU incapacidade de demonstrar sentimentos. Neste caso, há de se diferenciar a falta de motivação que necessariamente não quer indicar falta, da própria. Inclusive, acho equivocado dizer que ''psicopatas não tenham emoção'', mas que, eles, caracteristicamente falando, não tendem a apresentar capacidade para sentir as emoções alheias, ou empatia afetiva, que o faz consigo mesmo, isto é, o psicopata é possível que seja tão ou mesmo intra-emotivo, e esta talvez seja uma das razões para que tenha um amor próprio ou egocentrismo tão desmedido.
A hipo-excitabilidade sexual, natural ou adquirida, também dispensa maiores considerações descritivas, por ser óbvia demais. No mais é isso, quem tem pouco desejo sexual, assim o será: assexuais de nascença e aqueles que passaram a apresentar alguma disfunção hipo-sexual ao longo da vida.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Personalidade inteligente, maior racionalidade e desapego natural à convenções sociais como proxy para discriminação sistemática na escola do que apenas inteligência
O forte e/ou popular estereótipo do nerd estudioso, consciencioso ou legal, conformista às ordens dos seus superiores na escola/professores e introvertido continua a soar em nossas mentes com grande vigor. Hoje em dia com a expansão do termo nerd no entanto este tipo mais "asperger-esque" deixou de representar toda a classe e se tornou em mais um subtipo de nerd. Talvez o estereótipo dos filmes de besteirol americano tenham causado demasiado impacto na cultura popular ainda que também representem parte desta realidade. No entanto o fator inteligência, ao menos a do tipo acadêmico ou convergente, não parece ser o único que nos faz alvos preferenciais de discriminação sistemática durante a época da escola mas uma comunhão de características se ao analisarmos os padrões podemos notar que não são apenas ou mesmo especialmente os mais academicamente inteligentes que tendem a sofrer perseguição irracional sistemática por parte dos seus colegas de classe. Nem todo nerd especialmente nos dias atuais sofre discriminação na escola. Mas é muito comum que uma maior inteligência, mais : personalidade inteligente, maior tendência ao pensamento e ação racionais e desprendimento às regras sociais de "como parecer ou ser 'legal' ou popular" tendem a contribuir e muito para essa triste realidade de correlações específicas.
A personalidade inteligente nem sempre casará perfeitamente com capacidades cognitivas superiores [que eu já comentei, inteligência cognitiva versus intelectual ou ''personalidade inteligente''). A mesma se relaciona ao sub-domínio do intelecto que por sua vez pertence ao domínio psicológico "abertura para a experiência".
Ao invés de termos o estudante/e futuro adulto que é convergente ao que se pede na escola, que é estudioso, que apreende tudo aquilo e até mais do que aquilo que é passado pelos professores no quadro negro, que mostra-se impecável em relação ao seu comportamento nas aulas, mas que pode não ser igualmente prodigioso para pensar sobre a sua realidade, de maneira menos bitolada nas matérias escolares, será mais propenso, primeiro, a ter uma personalidade inteligente: mais cultural e moralmente sofisticada, segundo, tenderá a ser mais emocionalmente maduro que os seus pares de convivência (forçada), ainda que isso necessariamente não implique em maior resiliência psicológica, e que tende a se manifestar caracteristicamente como aquele jovem que prefere o convívio de pessoas mais velhas e terceiro, maior sensibilidade, tal como foi profetizado por Kazimierz Dabrowski em suas hiper excitabilidades.
Pelo que parece o academicamente/ convergentemente superdotado (alto empreendedor) será menos propenso a ser hiper excitável, emocional, moral e intelectualmente falando (este último que mais parece com a criatividade) enquanto que a personalidade inteligente nada mais nada menos que se consiste na manifestação dessas hiper excitabilidades psico-cognitivas mas sem serem primordialmente patológicas.
Personalidade inteligente versus racionalidade
Você pode ter um gosto cultural incrível, refinado, rico e saber como navegar por esses conhecimentos... mas não ser muito racional.
Você pode ter uma grande perspicácia inter-pessoal, benigna ou malignamente falando ... mas não ser muito racional...
A racionalidade parece se consistir em uma eficácia ponderada de funcionamento entre as nossas capacidades psicológicas/instintivas e cognitivas/mecânicas. Apesar de principiar-se pela cognição, a racionalidade tende a interagir e de maneira predominantemente correta com o lado psicológico da inteligência enquanto que nada previne que uma personalidade inteligente não tenha como resultado mais irracionalidade do que o contrário. Novamente, como sempre, quando não estivermos falando da mesma coisa, então devemos exaltar as suas saliências e/ou diferenças sem tentar vinculá-las, por exemplo, deduzindo que ''quem tem um gosto cultural forte... será mais racional'', ainda que bom gosto tenda a se consistir em uma forte manifestação específica de racionalidade/sabedoria, por se consistir na consciência estética, também é necessário ser mais dotado na compreensão factual, do contrário, haverá sofisticação psicológica sim, mas sem uma bússola.
Novamente, ser mais racional e especialmente mais sábio, é exatamente como ter uma bússola de ponderação, de compreensão factual e do uso deste conhecimento de maneira proporcionalmente correta, ideal.
E como conclusão final deste texto, sim, não basta ser mais cognitivamente inteligente para ser, na maioria das vezes, injustamente perseguido na escola.
A personalidade inteligente nem sempre casará perfeitamente com capacidades cognitivas superiores [que eu já comentei, inteligência cognitiva versus intelectual ou ''personalidade inteligente''). A mesma se relaciona ao sub-domínio do intelecto que por sua vez pertence ao domínio psicológico "abertura para a experiência".
Ao invés de termos o estudante/e futuro adulto que é convergente ao que se pede na escola, que é estudioso, que apreende tudo aquilo e até mais do que aquilo que é passado pelos professores no quadro negro, que mostra-se impecável em relação ao seu comportamento nas aulas, mas que pode não ser igualmente prodigioso para pensar sobre a sua realidade, de maneira menos bitolada nas matérias escolares, será mais propenso, primeiro, a ter uma personalidade inteligente: mais cultural e moralmente sofisticada, segundo, tenderá a ser mais emocionalmente maduro que os seus pares de convivência (forçada), ainda que isso necessariamente não implique em maior resiliência psicológica, e que tende a se manifestar caracteristicamente como aquele jovem que prefere o convívio de pessoas mais velhas e terceiro, maior sensibilidade, tal como foi profetizado por Kazimierz Dabrowski em suas hiper excitabilidades.
Pelo que parece o academicamente/
Personalidade inteligente versus racionalidade
Você pode ter um gosto cultural incrível, refinado, rico e saber como navegar por esses conhecimentos... mas não ser muito racional.
Você pode ter uma grande perspicácia inter-pessoal, benigna ou malignamente falando ... mas não ser muito racional...
A racionalidade parece se consistir em uma eficácia ponderada de funcionamento entre as nossas capacidades psicológicas/instintivas e cognitivas/mecânicas. Apesar de principiar-se pela cognição, a racionalidade tende a interagir e de maneira predominantemente correta com o lado psicológico da inteligência enquanto que nada previne que uma personalidade inteligente não tenha como resultado mais irracionalidade do que o contrário. Novamente, como sempre, quando não estivermos falando da mesma coisa, então devemos exaltar as suas saliências e/ou diferenças sem tentar vinculá-las, por exemplo, deduzindo que ''quem tem um gosto cultural forte... será mais racional'', ainda que bom gosto tenda a se consistir em uma forte manifestação específica de racionalidade/sabedoria, por se consistir na consciência estética, também é necessário ser mais dotado na compreensão factual, do contrário, haverá sofisticação psicológica sim, mas sem uma bússola.
Novamente, ser mais racional e especialmente mais sábio, é exatamente como ter uma bússola de ponderação, de compreensão factual e do uso deste conhecimento de maneira proporcionalmente correta, ideal.
E como conclusão final deste texto, sim, não basta ser mais cognitivamente inteligente para ser, na maioria das vezes, injustamente perseguido na escola.
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